Cultura

Isolda Melo Lemos lança livro nesta quinta no Bella Napoli

Matéria do repórter Tádzio França, da Tribuna do Norte, que o BG, aqui, reproduz:

“Hoje me deu uma vontade enorme de conversar com você. Contar coisas a meu modo. Simples. Lembranças que me dão uma sensação estranha”. Assim começa a narrativa emocionada que Isolda Melo Lemos dedicou à filha, em 1995, para que esta lesse aos 18 anos. Um registro de lembranças sofridas, da época mais difícil de sua vida durante o exílio no Chile e a Ditadura Militar no Brasil. O livro “Do ventre da cordilheira: Uma carta para Yasmine” é um testemunho essencialmente pessoal, mas fala sobre um tempo que deve ser lembrado para nunca mais ser revivido. A segunda edição do livro será lançada na quinta-feira, às 19h, na Trattoria Bella Napoli, Tirol.

A nova edição vem acrescida de fotos – cedidas pelo fotógrafo Sílvio Tendler, que estava com Isolda e o marido Rubens Lemos no Chile – e três extensas cartas escritas à mulher por Rubens entre 1972 e 73. “São cartas de amor e de angústia. Escolhemos as mais significativas, mas nenhuma de cunho político. São palavras escritas no calor do momento”, afirma Yasmine Lemos. Para Isolda, a reedição retoma o mesmo sentimento que a fez lançar o livro há 17 anos. “Eu queria desabafar. Uma boa parcela da juventude não sabia mais o que havia sido a ditadura e todo o sofrimento que a geração passada viveu”, diz.

Reviver os “anos de chumbo” – mesmo que em recortes de memória, editados pela emoção – é uma experiência que sempre deixa Isolda Lemos emocionada. E não haveria como ser diferente. “Aprendi que a pior palavra do mundo é ‘teje preso’. Nunca se esquece um algoz”, diz. Ela conta que começou a escrever essas memórias em meados dos anos 80, de forma descompromissada, sem maiores pretensões. “Mostrei ao meu marido, e ele ficou impressionado. Depois mostrei a alguns amigos e intelectuais, como Agnelo Alves, e todos me estimularam a continuar. Eles viam como um relato histórico precioso”, conta. O lançamento, em 95, foi um sucesso – com direito à presença da prefeita paulista Luíza Erundina.

Tempo que deve ser lembrado para não ser revivido

“Do ventre da cordilheira” relata a ida de Isolda para o exílio no Chile e a volta ao Brasil. Alguns momentos felizes entremeados de perseguições e violência. Em 1971 Isolda foi para o Chile, com filho de dois anos no colo, encontrar o marido que estava auto-exilado no país. Todos os territórios estavam minados. O Chile, sob o governo socialista de Salvador Allende, à sombra do futuro golpe  Augusto Pinochet. No Brasil, a ditadura com paranóia anticomunista e repressão.

Isolda confessa que não tinha interesse, e nem entendimento maior sobre a política da época. “Fui apenas para morar com meu marido, procurar uma vida melhor. Mas saiu tudo diferente do que eu imaginava”, diz. Rubens Lemos, que trabalhava como professor, foi demitido à pedido das forças direitistas. Isolda conta que teve de vender as joias dadas pela avó para sobreviver. Já em 1972, estava grávida de Yasmine. Foi aconselhada pela família a voltar para o Brasil. O marido iria depois. O momento de embarque foi registrado por um policial: a foto mostra Isolda acenando, com Rubens filho nos braços e grávida de Yasmine. Ao lado dela está um agente policial disfarçado de comissário de bordo.

A volta ao Brasil foi o início de um pesadelo. Logo ao desembarcar no Galeão, Rio de Janeiro, foi conduzida com o filho a uma delegacia do Dops – Departamento de Ordem Política e Social. “Disseram que se houvesse algo comprometedor na minha bagagem, eu seria presa e meu filho conduzido a uma creche. Fiquei desesperada e pensei em pular com meu filho de uma janela do prédio”, conta. Foi liberada, e após 15 dias resolveu voltar para Natal. No aeroporto foi submetida a mais constrangimentos pela polícia repressora. “Pediram pra tirar minhas digitais e ver meus documentos. O avião atrasou 20 minutos por minha causa. Os passageiros me olhavam com desconfiança”, lembra.

Em 1973, Rubens Lemos volta a Natal para ver a filha recém-nascida. No entanto, ao ser convidado por um amigo para um jantar, ele e Isolda são presos e levados para uma colônia penal, a futura João Chaves. “Ficaram uma semana sem saber nós. A nossa família estava desesperada”, diz ela. Na colônia a tortura foi basicamente psicológica. A apreensão de não saber o que aconteceria, e de não poder falar com a família. “Foi só através de almas caridosas e de conhecidos ocasionais que pudemos dar sinal de vida aos familiares. Houve solidariedade de muitas partes”, ressalta.

Isolda e Rubens foram levados algemados à Polícia Federal. Ela foi liberada, mas ele, enviado à Recife para “averiguação”. Foram três meses de degradação para o jornalista. Trinta dias só na solitária, e todos os tipos de tortura. “Meu marido voltou destruído. Não tinha mais dentes, magro, sem as unhas. Mas não se abateu. Pouco tempo depois, pediu emprego a Agnelo e Aluízio Alves”, conta. Segundo Isolda, Rubens pôde trabalhar como jornalista, mas só escrevia sobre esportes e música popular brasileira. Nem pensar em assuntos políticos.

A partir daí as coisas foram se acalmando, mas sempre sob aquele estado de tensão e liberdade vigiada. Após o fim da ditadura, Rubens aderiu ao incipiente Partido dos Trabalhadores (PT), se tornando o primeiro candidato a governador pela sigla no Estado. Isolda conta que aos 40 anos, as sequelas psicológicas daquela época começaram a surgir. “Tinha sempre medo que alguém viesse me prender, e até hoje não consigo acompanhar um desfile de 07 de setembro”, diz. Segundo ela, foi “penoso escrever essas memórias. Fazia rápido para terminar logo. Chorei muito”, completa. Yasmine conta só leu leu o livro uma vez. “Não consigo ler de novo. É angustiante para mim”, conclui.

Serviço

Do ventre da cordilheira: Uma carta para Yasmnine
Lançamento: Quinta, às 19h, na Bella Napoli, Tirol (Av. Hermes da Fonseca, 960).

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Geral

ELEIÇÕES 2026: Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) são eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul

Foto: Sérgio Gonzalez/Divulgação

Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul neste domingo (4). Com 87,04% das seções apuradas, eles tinham 3.069.361 votos (30,05%) e 3.066.279 votos votos (30,02%), respectivamente.

Para Sanderson, este será o primeiro mandato no Senado. Ele ingressou na política em 2018, quando se elegeu deputado federal pela primeira vez, para depois ser reeleito em 2022.

Van Hattem também cumprirá seu primeiro mandato no Senado. Atual deputado federal, ingressou na política em 2004, aos 18 anos, se elegendo vereador em Dois Irmãos. Mais tarde, foi deputado estadual de fevereiro de 2015 a março de 2018, ano em que foi o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com 349.855 votos. Em 2022, foi reeleito.

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026 – GOVERNO DO RN: Com 92,25% das urnas apuradas, Allyson passa Cadu e assume a liderança com 36,75%

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte teve uma virada na reta final da apuração. Com 92,25% das seções totalizadas, Allyson aparece com 36,75% dos votos válidos e passa Cadu de Lula, que tem 36,29%.

A diferença entre os dois é de apenas 0,46 ponto percentual. Álvaro Dias aparece em terceiro, com 26,76%.

O resultado parcial é o seguinte:

Allyson (UNIÃO) — 36,75%
Cadu de Lula (PT) — 36,29%
Álvaro Dias (PL) — 26,76%
Arinalda do MLB (UP) — 0,07%
Dário Barbosa (PSTU) — 0,07%
Godeiro Linharess (DC) — 0,02%
Rodrigo de Bolsonaro (AGIR) — 0,02%
Henrique Lyra (PCO) — 0,01% (anulado sub judice)

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Geral

ELEIÇÕES 2026: Cleitinho Azevedo (Republicanos) é eleito governador de Minas Gerais

Foto: Valor

Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi matematicamente eleito neste domingo, 4, governador de Minas Gerais para os próximos quatro anos.

Com 85,02% das urnas apuradas, ele recebeu 5.347.531 votos, o que representa 55,09% dos votos válidos.

Veja resultado da votação – Minas Gerais (MG):

Cleitinho Azevedo (Republicanos): 5.347.531 votos (55,09%)
Patrus Ananias (PT): 2.543.418 votos (26,20%)
Flávio Roscoe (PL): 697.366 votos (7,18%)
Mateus Simões (PSD): 434.979 votos (4,48%)
Alexandre Kalil (PDT): 365.371 votos (3,76%)
Gabriel (MDB): 214.146 votos (2,21%)
Ben Mendes (Missão): 70.922 votos (0,73%)
Indira Xavier (UP): 18.298 votos (0,19%)
Professor Túlio Lopes (PCB): 9.608 votos (0,10%)
Rafael Duda (PSTU): 4.164 votos (0,04%)
Henrique Áreas (PCO): 1.291 votos (0,01%)

A eleição no Estado teve 22,77% de abstenção, 5,24% de votos brancos e 4,36% de votos nulos.

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Geral

ELEIÇÕES 2026: Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) são eleitos senadores por Santa Catarina

Foto: Jean Laurindo/NSC

Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) foram eleitos senadores por Santa Catarina neste domingo (4). Com mais de 93,14% das seções apuradas, eles tinham 2.522.316 votos (33,42%) e 1.682.638 votos (25,03%), respectivamente, até às 19h28.

Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor votou em dois candidatos diferentes.

Carol de Toni terá seu primeiro mandato como senadora. Ela cumpre atualmente o mandato de deputada federal, após ser eleita em 2022 como a parlamentar mais votada de Santa Catarina. Aos 40 anos, a advogada é apontada como um dos principais nomes da direita conservadora no país.

Carlos Bolsonaro terá seu primeiro mandato como senador. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o carioca de 43 anos anunciou no fim de 2025 a mudança para Santa Catarina, após cumprir sete mandatos como vereador na cidade do Rio de Janeiro.

g1

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026 – SENADO: Com 91,47% das urnas apuradas, Styvenson tem 29,20%, Samanda 17,74% e Zenaide 17,28%

Reprodução TSE

Com 91,47% das seções totalizadas no RN, Styvenson Valentim lidera a corrida para o Senado com 29,20%. A disputa pela segunda colocação continua com Samanda de Lula à frente de Zenaide Maia: 17,74% contra 17,28%. Coronel Hélio aparece na sequência, com 17,23%.

O resultado parcial é o seguinte:

Styvenson Valentim (PODE) — 29,20%
Samanda de Lula (PT) — 17,74%
Zenaide Maia (PSD) — 17,28%
Coronel Hélio (PL) — 17,23%
Rafael Motta (PDT) — 14,27%
Tércio Tinôco (UNIÃO) — 2,83%
Sandro Pimentel (PSOL) — 0,62%
Sonia Godeiro (PSOL) — 0,41%
Professor Guilherme (UP) — 0,15%
Rosália Fernandes (PSTU) — 0,11%
Luciana Mandu (PSTU) — 0,07%
Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) — 0,05%
Gari Wendell Batista (AGIR) — 0,05%

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Geral

ELEIÇÕES 2026: Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) vão ao 2º turno pelo governo do DF

Foto: Reprodução

Com 91,03% das urnas apuradas neste domingo (4), a eleição para o governo do Distrito Federal teve a confirmação que será decidida no segundo turno.

Celina Leão (PP) liderou com 49,81% dos votos válidos e disputará o cargo no Palácio do Buriti contra Leandro Grass (PT), que terminou em segundo lugar com 34,55%.

O segundo turno ocorrerá no dia 25 de outubro, colocando frente a frente os dois nomes mais bem votados do pleito na corrida para ocupar o cargo mais alto do governo brasiliense pelos próximos quatro anos.

A abstenção no Distrito Federal ficou em 18,89%. Os votos nulos somaram 4,89%, enquanto os votos em branco representaram 4,09% do total registrado nas urnas eletrônicas.

Band

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026 – SENADO: Com 84,45% das urnas apuradas, Styvenson tem 29,29%, Samanda 17,76% e Zenaide 17,23%

Reprodução TSE

Com 84,45% das seções totalizadas no RN, Styvenson Valentim lidera a corrida para o Senado com 29,29%. A disputa pela segunda colocação continua com Samanda de Lula à frente de Zenaide Maia: 17,76% contra 17,23%. Coronel Hélio aparece na sequência, com 17,18%.

O resultado parcial é o seguinte:

Styvenson Valentim (PODE) — 29,29%
Samanda de Lula (PT) — 17,76%
Zenaide Maia (PSD) — 17,23%
Coronel Hélio (PL) — 17,18%
Rafael Motta (PDT) — 14,30%
Tércio Tinôco (UNIÃO) — 2,82%
Sandro Pimentel (PSOL) — 0,62%
Sonia Godeiro (PSOL) — 0,41%
Professor Guilherme (UP) — 0,16%
Rosália Fernandes (PSTU) — 0,11%
Luciana Mandu (PSTU) — 0,07%
Clóvis Costa do Coletivo Nós (AGIR) — 0,05%
Gari Wendell Batista (AGIR) — 0,05%

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026 – PRESIDENTE: Com 84,96% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tem 48,47% e Lula 43,49%

Com 84,96% das seções totalizadas no país, Flávio Bolsonaro aparece com 48,47% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República. Lula tem 43,49%. Na sequência, Augusto Cury registra 2,94%, Renan Santos tem 2,31% e Ronaldo Caiado, 2,27%.

O resultado parcial é o seguinte:

Flávio Bolsonaro (PL) — 48,47%
Lula (PT) — 43,49%
Escritor Augusto Cury (AVANTE) — 2,94%
Renan Santos (MISSÃO) — 2,31%
Ronaldo Caiado (PSD) — 2,27%
Zema (NOVO) — 0,29%
Samara (UP) — 0,11%
Hertz Dias (PSTU) — 0,04%
Clariana Barão (DC) — 0,03%
Edmilson Costa (PCB) — 0,02%
Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA) — 0,01%
Rui Costa Pimenta (PCO) — 0,01%

 

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Eleições 2026

ELEIÇÕES 2026: Fábio Mitidieri (PSD) é reeleito governador de Sergipe

Reprodução

O governador Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito neste domingo (4) para mais um mandato à frente do Governo de Sergipe. Com 92,99% das urnas apuradas, ele recebeu 59,02% dos votos válidos e foi declarado vencedor ainda no primeiro turno.

Mitidieri foi eleito governador pela primeira vez em 2022, quando venceu Rogério Carvalho (PT) no segundo turno, com 51,83% dos votos válidos. Com a nova vitória, seguirá por mais quatro anos no comando do Executivo estadual.

Com o resultado, Sergipe não terá segundo turno para governador, previsto para 25 de outubro nos estados onde nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos no primeiro turno.

Veja os percentuais com 92,99% das urnas apuradas

Fábio Mitidieri (PSD): 59,02%

Valmir de Francisquinho (Republicanos): 37,58%

Dr. Helton (PSOL): 3,15%

Taty Cristina de Jesus (DC): 0,23%

 

Com informações do SBT News

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Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL, batem recorde em votação para deputado federal com mais de 2,5 milhões de votos, cada

Foto: Reprodução

Os candidatos à Câmara dos Deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) se tornaram os dois candidatos a deputado federal mais bem votados na história.

O candidato de Minas Gerais recebeu 2.504.745 milhões de votos com 64,03% das urnas mineiras apuradas, enquanto o deputado paulista, 2.563.976 milhões, com 76% das urnas apuradas.

O recorde pertencia anteriormente ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), com 1,8 milhão de votos, em 2018.

CNN Brasil

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