Judiciário

Juiz pede Interveção no TJ/RN

O juiz de direito Eduardo Feld em artigo publicado no site da ANAMAGES, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, pede interveção federal no Tribunal de Justiça do RN. No seu texto o juíz relata um série de perseguições e irregularidades cometidas pelo TJ/RN. Segue o forte texto do Juíz Eduardo Feld:

Ao deixar minha terra natal rumo ao Nordeste, para o exercício da Magistratura, entrei em contato com uma realidade que acreditava ser apenas conhecida através dos livros de história.
A história dos retirantes, suas dificuldades com o preconceito e a discriminação, muito cantada por Belchior, foi vista de um ângulo diferente: o retirante ao contrário, o que “sobe” e que, embora poucos saibam, sofre as mesmas provações.

Logo após a aprovação, nos idos de 1998, logo entrei em contato com o estranho mundo das promoções por “merecimento”, dos “padrinhos” e das “peixadas”; das seitas secretas, das relações familiares, enfim, comecei a perceber o universo da “caixa-preta” que constitui – ainda – as nossas Justiças estaduais.

Explicando melhor, percebi, bastante precocemente, que as promoções tinham critérios bastante “objetivos”, consistindo, basicamente esta objetividade nas relações de pertinência com grupos familiares, oligárquicos ou até seitas secretas.

Por outro lado, os servidores que ostentavam o como “título” ser “parente de desembargador” adquiriam uma pose e um status próprio, superior aos próprios magistrados.

Estes fatos, longe de serem um segredo ou algo que não se pode dizer abertamente, é de conhecimento geral e, não obstante os esforços do CNJ em regular essa “caixa-preta”, persistem até hoje, através de uma “engenharia” cada vez mais aprimorada pelas Cortes e podem ser comprovados estatisticamente.

Neste contexto, eu, que, na época, era comumente chamado de “forasteiro”, embora fosse um membro de Poder da República do Estado, era tratado como “carta fora do baralho” em qualquer que fosse a disputa e qualquer que fossem meus títulos (legítimos que fossem na metrópole, não eram reconhecidos na província).

Apesar das hostilidades, consegui realizar uma carreira bastante sólida. Já ingressado na Magistratura tendo uma graduação em engenharia eletrônica na melhor escola de engenharia do Brasil, tal como reconhecida pelo MEC, especialização em matemática pura e sete anos de trabalho em empresas privadas nas áreas de engenharia de software, engenharia financira bancária e administração de banco de dados, procurei avançar no portfolio de realizações, realizando um mestrado em jurisprudência dos valores, realizar o embrião do projeto de desburocratização de execuções penais, publicado internacionalmente, iniciar-me como professor, além de realizar inúmeras publicações em diversas áreas do direito.

Enquanto isto, a tarefa jurisdicional não deixou de ser bastante excitante, conseguindo realizar um trabalho de excelência, sob os aspectos quantitativo, qualitativo e adminsitrativo. Consegui, nas seis comarcas onde trabahei, formar profissonais e estagiários através de programas aulas, realizar uma verdadeira liderança, respeitada entre servidores, advogados, promotores e jurisdicionados diversos.

Minha via crucis, entretanto, começa no ano de 2007, quando iniciei um projeto de sistema de código aberto, para controlar processos judiciais, adminsitrativos e legislativos no Judiciário e demais repartições da Adminsitração Pública.

A iniciativa veio inspirada num momento em que havia uma pressão social muito grande em relação à economia e, inclusive outros projetos, menores, que eram alardeados como de grande resultado e eficiência.

Nosso projeto, entretanto, tal como era anunciado, prometia uma economia bilionária. E a pedra de toque de tal alquimia era a economia com empresas de informática que poderiam ser substituídas por sistmas feitos em casa, desde que nossa equipe pudesse ter acesso aos sistemas governamentais usados no âmbito do Tribunal.

Fizemos vários pedidos, os quais não oneravam de modo algum os recursos oficiais, apenas se requeria acesso à informação (a qual, pelo princípio da publicidade, deveria ser visível a qualquer cidadão) e que fossem marcadas reuniões com os desembargadores, nas quais tais propostas pudessem ser expostas e defendidas.

O sistema chegou a ser exposto como “Projeto de Informatização da Anamages – Associação Nacional dos Magistrados Estaduais – para a Justiça Estadual”.

Hoje, o projeto é um dos primeiros a serem relatados em buscas no Google, o que nos faz desconfiar fortemente que esteja sendo usado, sub-repticiamente, por todos os projetos de informatização de processos pelo Brasil. O acompanhamento direto pela equipe, entretanto, não é substituível, sobretudo para que se use todo o potencial do projeto.

Mesmo o reconhecimento oficial do projeto por uma associação como algo virtuoso para o futuro de nossas finanças não foi suficiente para a sensibilização do TJRN. Os pedidos eram rejeitados, em geral, sem fundamento ou com fundamentos monossilábicos do tipo “não há recursos” (recursos para quê?) ou ainda simplesmente engavetados.

No último expediente, remetido ao TJRN, além de acenar com a economia bilionária e o possível fim do desperdício, apontamos uma série de erros e defeitos no atual sistema de informatização do Tribunal – Tais defeitos permanecem hoje.

Como se não bastasse o descaso com os interesses públicos envolvidos como o projeto, comecei, já em 2007, a receber ameaças, no sentido de que “coisas estranhas” poderiam começar a acontecer, se eu insistisse no projeto. Evidentemente, não parei, mas as “coisas estranhas”, efetivamente, começaram a acontecer.

Algumas sentenças de minha lavra, mormente aquelas que absolviam pessoas do povo injustamente acusadas em operações policiais irregulares, começavam a ser mandadas para a Corregedoria e eu era citado para me manifetar sobre “possíveis infrações” em que tais sentenças consistiriam.

Vale aqui, transcrever o seguinte texto:

Declaração Universal sobre a Independência da Justiça, adotada na sessão final da Conferência sobre a Independência da Justiça realizada em Montreal, em 10 de junho de 1983, e constante da Revista AMAGIS, publicada pela Associação dos Magistrados Mineiros, Belo Horizonte, volume XVIII, nº VII, dezembro, 1988, página 66: 2.02. Os juizes individualmente devem ser livres e deve ser seu dever decidir as questões submetidas a eles com imparcialidade, de acordo com sua compreensão dos fatos e seu entendimento da lei, sem quaisquer restrições, influências, induções, pressões, ameaças ou interferências, diretas ou indiretas, de qualquer setor ou por qualquer razão. 2.03. No processo de tomada de decisão, os juízes devem ser independentes vis à vis seus colegas judicantes e superiores (…). 2.04. O Judiciário deve ser independente do Executivo e do Legislativo.

Os pedidos de providência aos quais respondia afrontavam os princípios  da independência da Justiça, esculpidos em normas constitucionais brasileiras e internacionais.

Vale aqui ressaltar que a independência do Magistrado não é importante apenas para o magistrado, mas mormente para o cidadão, que precisa de um juiz imparcial, livre de pressões. Imagine um cidadão ser julgado por um juiz que está sendo processado por absolver acusados. Teria este juiz a devida imparcialidade para julgar sem se preocupar com o seu próprio destino? Ou o destino do acusado se tornaria refém do temor do próprio magistrado?

Tais argumentos foram aduzidos, “ad nauseam”, perante o órgão correicional do TJRN e o próprio Plenário. Entretanto, este argumento ora não era enfrentado, ora era descartado sem fundamentação, em violação ao princípio básico de que as decisões precisam ser fundamentadas, ora era enfrentado com frases simplórias e estapafúrdias como a seguinte:

“A independência judicial não pode ser usada como escudo para que o magistrado decida aquilo que ele quer”.

Ora, se a independência judicial não é escudo para o uso da própria consciência e a livre interpretação da lei pelo juiz, qual será o objetivo da independência judicial? Tais afirmações demonstram, claramente, a falta de aptidão técnica e ética daqueles que as subscreveram, sem deixar de levar em conta que tais subscritores podem vir a provar de seu próprio veneno, ao serem processados, futuramente, pelo teor de suas decisões, razão pela qual deveriam, no mínimo, tomar mais cuidado com as violações constitucionais que praticaram.

Outros “fundamentos” ainda mais teratológicos foram usados, tais como “infração: julgar em desacordo com a jurisprudência do Tribunal ao qual está vinculado o magistrado”. Não vou comentar esta absurdidade, tendo em vista que qualquer aluno do primeiro ano sabe identificar nela a mais absoluta inaptidão.

Interessante, inclusive, não haver notícia de que alguma de tais sentenças tenham sido apreciada por Tribunais Superiores, eis que as mesmas atendem perfeitamente à jurisprudência nacionalmente unificada e ao direito posto.

Muito embora absolutamente díspares em relação aos parâmetros legais e constitucionais, os referidos pedidos de providência se transformaram em investigações, posteriormente em sindicâncias, processos disciplinares, foram conexos e, enfim, após o decorrer de um enorme assédio moral, em que fui coagido a julgar de determinada forma para agradar às elites, sem, entratanto, ceder a estas nefastas pretensões, deram origem a uma penalidade de disponibilidade. Fundamento – pasme – “sofrer de depressão” (depressão esta causada pelas hostilidades).

Nos “debates” de cada uma destas fazes, eu era submetido à execração pública, insultado como não fora em toda a minha vida. Pessoas sem a menor expressão nacional, sem obras publicadas, sem títulos acadêmicos se arvoraram em avaliar “minha aptidão”, aptidão esta que já foi avaliada em estágio probatório.

A maioria dos juízos de valor decorreu de informações e boatos extra-autos, muitos daqueles datados de dez anos, resultante de um processo de bullying. Um dos desembargadores, no auge da arrogância, diz que “o momento é propício para que Sua Excelência reflita se a Magistratura é a carreira mais adequada para o mesmo”

Pois é esta a mesma reflexão que devolvo ao mesmo desembargador, bem como aos demais: “Será que um colegiado que não sabe o que é devido processo legal nem independência da Magistratura tem legitimidade e aptidão para continuar tendo o poder que tem?”

Hoje, todas esta decisões aberrantes estão suspensas pelo CNJ, por afronta a diversos dispositivos como independência da Magistratura e o devido processo legal.

Em resposta ao Conselho, não cessaram os insultos, sendo respondido pela Presidência, que “a Corregedoria está repleta de processos contra o requerido, por má postura técnica profissional”. Tais processos, entretanto, objeto de uma certidão, são todos eles processos por “infração hermenêutica” e que hoje estão suspensos! Portanto, o documento presidencial revela uma péssima postura técnica, profissional e ética, que chegou a escandalizar as associações de magistrados.

Veja, por exemplo, a ANAMAGES, afirmando que “tais atos sujeitam os membros da corte a possíveis representações por infração”

Já a AMB: “Foram praticadas atrocidades de causar arrepios contra o requerente.”

Como se não bastasse, aguardo uma promoção, já conclusa, na qual estou habilitado, tendo passado mais de três meses da abertura da vaga, em afronta à autoridade do CNJ, que estabelece 40 dias.

Manifesta retaliação.

Aguardo a conveniência e oportunidade dos “coronéis” em me promover, apesar de os mesmos já terem sido avisados que estão infringindo determinação superior.

Enfim, essas e outras retalições continuam sendo executadas, embora já alertados pelo plenário do CNJ de que estão incorrendo em graves nulidades e quiçá infrações. Interpostas pessoas, entre membros diversos da comunidade jurídica têm servido aos interesses dos grupos dominantes para dar continuidade a estes ataques, numa manifestação de total desprezo pela ordem nacional, que já resolveu o assunto.

INTERESSES PÚBLICOS

Até então, pode parecer que eu esteja pautando meu ensaio por experiências pessoais, mas não é bem assim.
Há outros casos, embora de menor grau, de magistrados perseguidos pelo teor de suas decisões.

Servidores com o título de nobreza “parente de desembargador” costumam processar os magistrados que os “desafiam”, entendido este desafio como uma mera reclamação contra inoperância dos departamentos que coordenam. Temos aqui, no Estado, um exemplo bastante recente – e revoltante.

Por outro lado, a inoperância da informatização chegou ao ápice no recente “escâncalo dos precatórios”, que poderia ser evitado pela acolhida de ofertas de ajuda, como comprovamos em um outro ensaio.

A própria recusa de ajuda reitera o compromisso com a manutenção do atual esquema, cuja “tradição” foi “ameaçada” por idéias novas – rapidamente descartadas, com consequências trágicas.

Ou seja, não bastasse o desperdício de bilhões, que há anos tentamos conter, hoje somos surpreendidos com a notícia de que pode haver desvios de dinheiro. As respostas não convencem o mais iletrado cidadão.

Assim, somos levados às seguintes reflexões.

Após estes fatos, um magistrado que tiver uma idéia em prol do aprimoramento da Administração e da economia pública ousará propô-la?

Pior ainda, um bacharel com ideiais democráticos ousará ser magistrado?

Ora, uma Corte que se pauta por interesses políticos em detrimento da justiça, comprovando uma enorme inaptidão, uma Corte que responde aos que ousam desafiar seus pontos de vista na peixeira (ainda que virtual) não pode simplesmente continuar atuando como se nada tivesse acontecendo de errado.

É preciso, urgentemente, buscar a intervenção federal, o afastamento de todos os desembargadores e sua substituição por membros isentos, oriundos de outras unidades da federação, até que a “herança maldita” de anos de dominação patrimonialista seja purgada.

Do fundamento Jurídico da Presente Pretensão

Diz a Constituição da República:

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

I – manter a integridade nacional;
II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III – pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V – reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;
VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII – assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

Ora, aqui se percebem vários fundamentos, cumulativos para dar azo a uma intervenção federal.

O livre exercício do Poder Judiciário está tolhido, pela coação desenfreada realizada pelo Plenário e pela Corregedoria, contra a independência judicial.

Os princípios constitucionais de independência da Magistratura, devido processo legal, e pagamento de precatórios, estão sistematicamente sendo descumpridos.

O regime democrático tem sido negado pela imposição dos pontos de vista da oligarquia dominante como uma verdadeira “santa inquisição”.

A prestação de contas simplesmente inexiste, o que acarreta os “escândalos” em que o Tribunal se envolve.

Os direitos da pessoa humana são atingidos, a partir do momento em que juízes são obrigados a condenar (mesmo os inocentes) sob pena de processo disciplinar.

Eduardo Feld

Juiz de direito

Opinião dos leitores

  1. Dr. Edurado, parabéns pela coragem. Na qualidade  de advogada estou solidária a sua luta. Precisamos de  um judicário independente que cumpra as atribuições  delegadas pelas leis e os pricípios de Direito. Maria Heloisa  Brandao Varela OAB/RN 889  

  2. O Dr. Eduardo Feld tem todo meu respeito e admiração pela luta travada contra a ditatura jurídica imposta pelo TJRN.

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NORDESTE: Flávio aposta no RN para reduzir vantagem de Lula e conta com força de Rogério Marinho

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) incluiu o Rio Grande do Norte entre os estados do Nordeste onde espera reduzir a vantagem do presidente Lula (PT) em relação ao resultado das eleições de 2022. Segundo a coluna Radar, da Veja, aliados avaliam que as alianças construídas no Estado podem ajudar o candidato do PL a diminuir a diferença registrada por Jair Bolsonaro há quatro anos.

No RN, a principal aposta é o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio. A estratégia também mira Pernambuco e Ceará, enquanto, em Alagoas, a campanha trabalha para ampliar o número de municípios conquistados pelo bolsonarismo.

No Norte, a campanha de Flávio espera avançar no Pará ou no Amazonas. Antes de concentrar os últimos dias do primeiro turno no Sudeste, o candidato ainda prevê agendas em estados considerados estratégicos para tentar ampliar sua votação.

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CRISE NO STF: Fachin revê estratégia de sessões públicas após embates e exposição de divergências entre ministros

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu rever a estratégia de levar ao plenário, em sessões públicas, as divergências internas envolvendo o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes.

A mudança ocorre após a sessão da última terça-feira (15), marcada por discussões entre ministros e encerrada sem uma definição. A avaliação interna é que a tentativa de resolver os conflitos publicamente acabou expondo ainda mais as divisões na Corte.

Fachin já cancelou uma sessão do plenário e adiou o julgamento sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do caso Master. Agora, a tendência é reduzir a exposição pública dos embates enquanto busca entendimento com os ministros sobre os próximos passos.

Com informações de O Globo

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Justiça Eleitoral apreende ‘Pixuleco’ em comitê de General Girão; deputado recorre ao TRE-RN

Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou a apreensão do boneco inflável “Pixuleco” que estava instalado em frente ao comitê de campanha dos deputados General Girão (PL) e Coronel Azevedo (PL), na Avenida Senador Salgado Filho, em Natal.

A decisão foi assinada pelo juiz Cleanto Alves Pantaleão Filho, da 3ª Zona Eleitoral de Natal. Segundo o magistrado, o tamanho do boneco produzia efeito visual semelhante ao de um outdoor, o que configuraria propaganda eleitoral irregular. O mandado de busca e apreensão foi cumprido e o “Pixuleco” recolhido.

Girão classificou a medida como “censura” e recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). A defesa argumenta que o boneco não traz nome, número, partido ou pedido de voto e sustenta que se trata de uma sátira política protegida pela liberdade de expressão.

O deputado pediu a suspensão da decisão e a devolução imediata do boneco. O desembargador plantonista Hallison Rêgo, porém, não analisou a liminar por entender que o caso não apresentava urgência para apreciação durante o plantão.

O processo foi distribuído ao desembargador eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia, que deverá analisar o pedido. A decisão do plantão não entrou no mérito sobre a legalidade da apreensão nem definiu se o “Pixuleco” configura propaganda eleitoral irregular.

Em agosto, o mesmo boneco já havia provocado outro episódio em Natal. Durante uma manifestação na BR-101, agentes da Polícia Federal solicitaram que o “Pixuleco” fosse desinflado. Girão contestou a abordagem e posteriormente acionou o Ministério Público Federal para pedir a apuração de possível abuso de autoridade.

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PALVER: Em eventual 2º turno, Lula empata com Flávio, Caiado e Zema

Foto: Reprodução

Pesquisa Palver divulgada nesta segunda-feira (21) mostra empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno. Flávio aparece numericamente à frente, com 47%, contra 43% de Lula. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Lula também está tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Nos dois cenários, os ex-governadores registram 44%, enquanto o presidente tem 43%.

Já contra Augusto Cury (Avante), Lula marca 43%, ante 35% do adversário. Na disputa com Renan Santos (Missão), o petista também tem 43%, contra 34%.

O instituto ouviu 5 mil eleitores entre 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00860/2026.

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CINEMA: Curta potiguar gravado em Extremoz é premiado em um dos maiores festivais do país

Foto: julia Tolentino

O curta-metragem potiguar “Mariposa”, gravado nas dunas da praia de Santa Rita, em Extremoz, recebeu dois reconhecimentos na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme venceu o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor curta e recebeu menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional.

Dirigida por Alexandre Américo e Pedro Vitor, a produção estava entre os 12 curtas selecionados para a mostra, que recebeu quase 2 mil inscrições. “Mariposa” fez sua estreia durante o festival, e os vencedores foram anunciados no sábado (19), no Cine Brasília.

O Prêmio Zózimo Bulbul reconhece produções que valorizam narrativas e perspectivas negras no cinema brasileiro. Segundo o júri, o curta se destacou pela inventividade e pela construção de imagens que se afastam de estereótipos relacionados à população negra.

Com 14 minutos e filmado em preto e branco, “Mariposa” aborda memória, religiosidade, natureza e resistência territorial. A obra tem referências na Jurema Sagrada e em ritos e narrativas do Candomblé.

A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo e tem distribuição da Ebó Filmes.

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DESEMPENHO: RN é apenas o 20º em ranking de eficiência da gestão pública entre os estados

Foto: Assecom/RN

O Rio Grande do Norte aparece apenas na 20ª posição no Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), levantamento que mede a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos públicos em resultados para a população.

O estudo, desenvolvido pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha, cruza indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças com a receita corrente líquida por habitante. Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo.

O Paraná lidera o ranking, com índice de 0,734, seguido por Ceará (0,665) e São Paulo (0,637). Também aparecem na faixa considerada eficiente Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Minas Gerais.

O levantamento mostra ainda que ter mais dinheiro disponível não significa necessariamente entregar melhores resultados. O Ceará, segundo colocado, tem a menor receita corrente líquida per capita do país, de R$ 4.275, 38% abaixo da média dos estados, de R$ 6.913.

Na outra ponta, Amapá, Acre e Roraima estão nas três últimas posições, apesar de registrarem receitas por habitante acima de R$ 11 mil. O Distrito Federal não foi incluído no levantamento por causa de suas particularidades orçamentárias.

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Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21).

O processo administrativo disciplinar contra Eduardo havia sido concluído pela PF em julho, com indicação pela demissão. A decisão definitiva, no entanto, dependia do ministro da Justiça.

Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso para escrivão. Depois de perder o mandato de deputado federal, em novembro de 2025, ele deveria ter retornado ao cargo no Rio de Janeiro, o que não ocorreu.

O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época da mudança, afirmou que buscava refúgio por considerar que sofria perseguição política no Brasil. A decisão administrativa também determinou a entrega da carteira funcional e da arma da Polícia Federal.

Com informações do Metrópoles

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[ÁUDIO] “AERO LULA”: Lobista ostentava voos da FAB, acesso ao Planalto e à residência de Lula

Mensagens de WhatsApp da lobista Roberta Luchsinger mostram que ela dizia usar voos da Força Aérea Brasileira (FAB), frequentar o Palácio do Planalto e ter ido à residência do presidente Lula. O conteúdo foi revelado nesta segunda-feira (21) pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles.

Em março de 2023, Luchsinger contou à mãe que havia viajado para Brasília de “aero Lula”. Questionada se seria o avião do presidente, respondeu: “Avião do Lula kkkkk”. Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação confirmam que ela entrou no Palácio do Planalto naquele mês.

Em outro áudio, de novembro de 2023, a lobista afirmou que viajaria “de FAB” e “com o filho do presidente”. Há ainda mensagens nas quais diz estar na “sala do pai do Fábio”, referência usada por ela para falar de Lula, e outras em que afirma ter estado com o presidente e com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

As mensagens contrastam com uma declaração dada por Lula em sabatina à TV Globo, em 27 de agosto. Na ocasião, o presidente afirmou que nunca havia visto ou conversado com Luchsinger e disse que ela nunca esteve próxima dele.

Luchsinger e Lulinha aparecem em investigações que tramitam no STF. Um dos inquéritos apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo também Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Veja as imagens de texto:

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Álvaro Dias mobiliza São Miguel do Gostoso e Vera Cruz com a Caravana 22

Fotos: Divulgação

A Caravana 22 percorreu São Miguel do Gostoso e Vera Cruz neste domingo (20), reunindo moradores, apoiadores e lideranças políticas em mais uma agenda de Álvaro Dias pelo interior do Rio Grande do Norte. Passeata e encontros com lideranças marcaram a passagem do candidato ao Governo do Estado pelas duas cidades.

Em São Miguel do Gostoso, uma grande passeata percorreu as ruas da cidade, mobilizada pelos amigos do empresário Caio Fernandes e da liderança política Tiquinho. A caminhada contou com a presença da candidata a deputada federal Nina Souza e do deputado estadual e candidato à reeleição Gustavo Carvalho, além de moradores e apoiadores que acompanharam o percurso até a praça.

Durante a passagem pela cidade, Álvaro agradeceu o apoio de Caio Fernandes e Tiquinho. “É um grande prazer estar aqui ao lado de vocês. Gostaria de agradecer o apoio de Caio Fernandes e de Tiquinho, pessoas comprometidas com São Miguel do Gostoso. Estamos aqui porque precisamos endireitar este Estado”, afirmou.

Na sequência, a Caravana 22 chegou a Vera Cruz com a presença do candidato ao Senado Coronel Hélio. Na cidade, Álvaro esteve ao lado do prefeito Júnior Marchante, da vice-prefeita Marleide Maciel (PL) e do presidente da Câmara Municipal, Nilson Bernardo. Também participou da mobilização Dra. Fernanda, representando o deputado estadual Tomba Farias, além de vereadores e lideranças locais.

Em Vera Cruz, Álvaro destacou a parceria com o município e elogiou o prefeito Júnior Marchante. “Estou muito alegre e muito feliz porque sei que essa cidade tem um dos prefeitos mais respeitados do RN. Esse grande prefeito que é Júnior Marchante”, afirmou.

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Geral

Zenaide fecha fim de semana no Oeste e Alto Oeste com grande mobilização em Pau dos Ferros e 14 municípios visitados

Fotos: Divulgação

Pau dos Ferros fechou com chave de ouro o fim de semana da senadora Zenaide pelo Oeste e Alto Oeste. Último destino da agenda, o município recebeu Zenaide e o candidato a governador Allyson Bezerra em uma grande mobilização pelas ruas. A senadora foi acompanhada pela prefeita Marianna Almeida, a vice Lara Figueiredo e lideranças e apoiadores em clima de festa e forte participação popular.

Ao todo, foram 14 municípios visitados em dois dias de agenda. Neste domingo (20), a caravana passou por nove cidades antes de chegar a Pau dos Ferros: Rafael Fernandes, Água Nova, Riacho de Santana, José da Penha, Luís Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Tenente Ananias e Alexandria

A forte receptividade encontrada ao longo do percurso também foi destacada pelas lideranças locais. Durante a passagem da caravana por Encanto, por exemplo, o vice-prefeito Toinho Marques resumiu o sentimento de apoio à senadora: “Ela é a melhor senadora pra votar”.

A agenda havia começado no sábado (19), com passagens por São Miguel, Encanto, São Francisco do Oeste e Mossoró. A programação reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças e apoiadores em torno das candidaturas de Zenaide 555 ao Senado e Allyson 44 ao Governo do Estado.

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