Judiciário

Juiz pede Interveção no TJ/RN

O juiz de direito Eduardo Feld em artigo publicado no site da ANAMAGES, a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, pede interveção federal no Tribunal de Justiça do RN. No seu texto o juíz relata um série de perseguições e irregularidades cometidas pelo TJ/RN. Segue o forte texto do Juíz Eduardo Feld:

Ao deixar minha terra natal rumo ao Nordeste, para o exercício da Magistratura, entrei em contato com uma realidade que acreditava ser apenas conhecida através dos livros de história.
A história dos retirantes, suas dificuldades com o preconceito e a discriminação, muito cantada por Belchior, foi vista de um ângulo diferente: o retirante ao contrário, o que “sobe” e que, embora poucos saibam, sofre as mesmas provações.

Logo após a aprovação, nos idos de 1998, logo entrei em contato com o estranho mundo das promoções por “merecimento”, dos “padrinhos” e das “peixadas”; das seitas secretas, das relações familiares, enfim, comecei a perceber o universo da “caixa-preta” que constitui – ainda – as nossas Justiças estaduais.

Explicando melhor, percebi, bastante precocemente, que as promoções tinham critérios bastante “objetivos”, consistindo, basicamente esta objetividade nas relações de pertinência com grupos familiares, oligárquicos ou até seitas secretas.

Por outro lado, os servidores que ostentavam o como “título” ser “parente de desembargador” adquiriam uma pose e um status próprio, superior aos próprios magistrados.

Estes fatos, longe de serem um segredo ou algo que não se pode dizer abertamente, é de conhecimento geral e, não obstante os esforços do CNJ em regular essa “caixa-preta”, persistem até hoje, através de uma “engenharia” cada vez mais aprimorada pelas Cortes e podem ser comprovados estatisticamente.

Neste contexto, eu, que, na época, era comumente chamado de “forasteiro”, embora fosse um membro de Poder da República do Estado, era tratado como “carta fora do baralho” em qualquer que fosse a disputa e qualquer que fossem meus títulos (legítimos que fossem na metrópole, não eram reconhecidos na província).

Apesar das hostilidades, consegui realizar uma carreira bastante sólida. Já ingressado na Magistratura tendo uma graduação em engenharia eletrônica na melhor escola de engenharia do Brasil, tal como reconhecida pelo MEC, especialização em matemática pura e sete anos de trabalho em empresas privadas nas áreas de engenharia de software, engenharia financira bancária e administração de banco de dados, procurei avançar no portfolio de realizações, realizando um mestrado em jurisprudência dos valores, realizar o embrião do projeto de desburocratização de execuções penais, publicado internacionalmente, iniciar-me como professor, além de realizar inúmeras publicações em diversas áreas do direito.

Enquanto isto, a tarefa jurisdicional não deixou de ser bastante excitante, conseguindo realizar um trabalho de excelência, sob os aspectos quantitativo, qualitativo e adminsitrativo. Consegui, nas seis comarcas onde trabahei, formar profissonais e estagiários através de programas aulas, realizar uma verdadeira liderança, respeitada entre servidores, advogados, promotores e jurisdicionados diversos.

Minha via crucis, entretanto, começa no ano de 2007, quando iniciei um projeto de sistema de código aberto, para controlar processos judiciais, adminsitrativos e legislativos no Judiciário e demais repartições da Adminsitração Pública.

A iniciativa veio inspirada num momento em que havia uma pressão social muito grande em relação à economia e, inclusive outros projetos, menores, que eram alardeados como de grande resultado e eficiência.

Nosso projeto, entretanto, tal como era anunciado, prometia uma economia bilionária. E a pedra de toque de tal alquimia era a economia com empresas de informática que poderiam ser substituídas por sistmas feitos em casa, desde que nossa equipe pudesse ter acesso aos sistemas governamentais usados no âmbito do Tribunal.

Fizemos vários pedidos, os quais não oneravam de modo algum os recursos oficiais, apenas se requeria acesso à informação (a qual, pelo princípio da publicidade, deveria ser visível a qualquer cidadão) e que fossem marcadas reuniões com os desembargadores, nas quais tais propostas pudessem ser expostas e defendidas.

O sistema chegou a ser exposto como “Projeto de Informatização da Anamages – Associação Nacional dos Magistrados Estaduais – para a Justiça Estadual”.

Hoje, o projeto é um dos primeiros a serem relatados em buscas no Google, o que nos faz desconfiar fortemente que esteja sendo usado, sub-repticiamente, por todos os projetos de informatização de processos pelo Brasil. O acompanhamento direto pela equipe, entretanto, não é substituível, sobretudo para que se use todo o potencial do projeto.

Mesmo o reconhecimento oficial do projeto por uma associação como algo virtuoso para o futuro de nossas finanças não foi suficiente para a sensibilização do TJRN. Os pedidos eram rejeitados, em geral, sem fundamento ou com fundamentos monossilábicos do tipo “não há recursos” (recursos para quê?) ou ainda simplesmente engavetados.

No último expediente, remetido ao TJRN, além de acenar com a economia bilionária e o possível fim do desperdício, apontamos uma série de erros e defeitos no atual sistema de informatização do Tribunal – Tais defeitos permanecem hoje.

Como se não bastasse o descaso com os interesses públicos envolvidos como o projeto, comecei, já em 2007, a receber ameaças, no sentido de que “coisas estranhas” poderiam começar a acontecer, se eu insistisse no projeto. Evidentemente, não parei, mas as “coisas estranhas”, efetivamente, começaram a acontecer.

Algumas sentenças de minha lavra, mormente aquelas que absolviam pessoas do povo injustamente acusadas em operações policiais irregulares, começavam a ser mandadas para a Corregedoria e eu era citado para me manifetar sobre “possíveis infrações” em que tais sentenças consistiriam.

Vale aqui, transcrever o seguinte texto:

Declaração Universal sobre a Independência da Justiça, adotada na sessão final da Conferência sobre a Independência da Justiça realizada em Montreal, em 10 de junho de 1983, e constante da Revista AMAGIS, publicada pela Associação dos Magistrados Mineiros, Belo Horizonte, volume XVIII, nº VII, dezembro, 1988, página 66: 2.02. Os juizes individualmente devem ser livres e deve ser seu dever decidir as questões submetidas a eles com imparcialidade, de acordo com sua compreensão dos fatos e seu entendimento da lei, sem quaisquer restrições, influências, induções, pressões, ameaças ou interferências, diretas ou indiretas, de qualquer setor ou por qualquer razão. 2.03. No processo de tomada de decisão, os juízes devem ser independentes vis à vis seus colegas judicantes e superiores (…). 2.04. O Judiciário deve ser independente do Executivo e do Legislativo.

Os pedidos de providência aos quais respondia afrontavam os princípios  da independência da Justiça, esculpidos em normas constitucionais brasileiras e internacionais.

Vale aqui ressaltar que a independência do Magistrado não é importante apenas para o magistrado, mas mormente para o cidadão, que precisa de um juiz imparcial, livre de pressões. Imagine um cidadão ser julgado por um juiz que está sendo processado por absolver acusados. Teria este juiz a devida imparcialidade para julgar sem se preocupar com o seu próprio destino? Ou o destino do acusado se tornaria refém do temor do próprio magistrado?

Tais argumentos foram aduzidos, “ad nauseam”, perante o órgão correicional do TJRN e o próprio Plenário. Entretanto, este argumento ora não era enfrentado, ora era descartado sem fundamentação, em violação ao princípio básico de que as decisões precisam ser fundamentadas, ora era enfrentado com frases simplórias e estapafúrdias como a seguinte:

“A independência judicial não pode ser usada como escudo para que o magistrado decida aquilo que ele quer”.

Ora, se a independência judicial não é escudo para o uso da própria consciência e a livre interpretação da lei pelo juiz, qual será o objetivo da independência judicial? Tais afirmações demonstram, claramente, a falta de aptidão técnica e ética daqueles que as subscreveram, sem deixar de levar em conta que tais subscritores podem vir a provar de seu próprio veneno, ao serem processados, futuramente, pelo teor de suas decisões, razão pela qual deveriam, no mínimo, tomar mais cuidado com as violações constitucionais que praticaram.

Outros “fundamentos” ainda mais teratológicos foram usados, tais como “infração: julgar em desacordo com a jurisprudência do Tribunal ao qual está vinculado o magistrado”. Não vou comentar esta absurdidade, tendo em vista que qualquer aluno do primeiro ano sabe identificar nela a mais absoluta inaptidão.

Interessante, inclusive, não haver notícia de que alguma de tais sentenças tenham sido apreciada por Tribunais Superiores, eis que as mesmas atendem perfeitamente à jurisprudência nacionalmente unificada e ao direito posto.

Muito embora absolutamente díspares em relação aos parâmetros legais e constitucionais, os referidos pedidos de providência se transformaram em investigações, posteriormente em sindicâncias, processos disciplinares, foram conexos e, enfim, após o decorrer de um enorme assédio moral, em que fui coagido a julgar de determinada forma para agradar às elites, sem, entratanto, ceder a estas nefastas pretensões, deram origem a uma penalidade de disponibilidade. Fundamento – pasme – “sofrer de depressão” (depressão esta causada pelas hostilidades).

Nos “debates” de cada uma destas fazes, eu era submetido à execração pública, insultado como não fora em toda a minha vida. Pessoas sem a menor expressão nacional, sem obras publicadas, sem títulos acadêmicos se arvoraram em avaliar “minha aptidão”, aptidão esta que já foi avaliada em estágio probatório.

A maioria dos juízos de valor decorreu de informações e boatos extra-autos, muitos daqueles datados de dez anos, resultante de um processo de bullying. Um dos desembargadores, no auge da arrogância, diz que “o momento é propício para que Sua Excelência reflita se a Magistratura é a carreira mais adequada para o mesmo”

Pois é esta a mesma reflexão que devolvo ao mesmo desembargador, bem como aos demais: “Será que um colegiado que não sabe o que é devido processo legal nem independência da Magistratura tem legitimidade e aptidão para continuar tendo o poder que tem?”

Hoje, todas esta decisões aberrantes estão suspensas pelo CNJ, por afronta a diversos dispositivos como independência da Magistratura e o devido processo legal.

Em resposta ao Conselho, não cessaram os insultos, sendo respondido pela Presidência, que “a Corregedoria está repleta de processos contra o requerido, por má postura técnica profissional”. Tais processos, entretanto, objeto de uma certidão, são todos eles processos por “infração hermenêutica” e que hoje estão suspensos! Portanto, o documento presidencial revela uma péssima postura técnica, profissional e ética, que chegou a escandalizar as associações de magistrados.

Veja, por exemplo, a ANAMAGES, afirmando que “tais atos sujeitam os membros da corte a possíveis representações por infração”

Já a AMB: “Foram praticadas atrocidades de causar arrepios contra o requerente.”

Como se não bastasse, aguardo uma promoção, já conclusa, na qual estou habilitado, tendo passado mais de três meses da abertura da vaga, em afronta à autoridade do CNJ, que estabelece 40 dias.

Manifesta retaliação.

Aguardo a conveniência e oportunidade dos “coronéis” em me promover, apesar de os mesmos já terem sido avisados que estão infringindo determinação superior.

Enfim, essas e outras retalições continuam sendo executadas, embora já alertados pelo plenário do CNJ de que estão incorrendo em graves nulidades e quiçá infrações. Interpostas pessoas, entre membros diversos da comunidade jurídica têm servido aos interesses dos grupos dominantes para dar continuidade a estes ataques, numa manifestação de total desprezo pela ordem nacional, que já resolveu o assunto.

INTERESSES PÚBLICOS

Até então, pode parecer que eu esteja pautando meu ensaio por experiências pessoais, mas não é bem assim.
Há outros casos, embora de menor grau, de magistrados perseguidos pelo teor de suas decisões.

Servidores com o título de nobreza “parente de desembargador” costumam processar os magistrados que os “desafiam”, entendido este desafio como uma mera reclamação contra inoperância dos departamentos que coordenam. Temos aqui, no Estado, um exemplo bastante recente – e revoltante.

Por outro lado, a inoperância da informatização chegou ao ápice no recente “escâncalo dos precatórios”, que poderia ser evitado pela acolhida de ofertas de ajuda, como comprovamos em um outro ensaio.

A própria recusa de ajuda reitera o compromisso com a manutenção do atual esquema, cuja “tradição” foi “ameaçada” por idéias novas – rapidamente descartadas, com consequências trágicas.

Ou seja, não bastasse o desperdício de bilhões, que há anos tentamos conter, hoje somos surpreendidos com a notícia de que pode haver desvios de dinheiro. As respostas não convencem o mais iletrado cidadão.

Assim, somos levados às seguintes reflexões.

Após estes fatos, um magistrado que tiver uma idéia em prol do aprimoramento da Administração e da economia pública ousará propô-la?

Pior ainda, um bacharel com ideiais democráticos ousará ser magistrado?

Ora, uma Corte que se pauta por interesses políticos em detrimento da justiça, comprovando uma enorme inaptidão, uma Corte que responde aos que ousam desafiar seus pontos de vista na peixeira (ainda que virtual) não pode simplesmente continuar atuando como se nada tivesse acontecendo de errado.

É preciso, urgentemente, buscar a intervenção federal, o afastamento de todos os desembargadores e sua substituição por membros isentos, oriundos de outras unidades da federação, até que a “herança maldita” de anos de dominação patrimonialista seja purgada.

Do fundamento Jurídico da Presente Pretensão

Diz a Constituição da República:

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

I – manter a integridade nacional;
II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III – pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V – reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;
VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII – assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

Ora, aqui se percebem vários fundamentos, cumulativos para dar azo a uma intervenção federal.

O livre exercício do Poder Judiciário está tolhido, pela coação desenfreada realizada pelo Plenário e pela Corregedoria, contra a independência judicial.

Os princípios constitucionais de independência da Magistratura, devido processo legal, e pagamento de precatórios, estão sistematicamente sendo descumpridos.

O regime democrático tem sido negado pela imposição dos pontos de vista da oligarquia dominante como uma verdadeira “santa inquisição”.

A prestação de contas simplesmente inexiste, o que acarreta os “escândalos” em que o Tribunal se envolve.

Os direitos da pessoa humana são atingidos, a partir do momento em que juízes são obrigados a condenar (mesmo os inocentes) sob pena de processo disciplinar.

Eduardo Feld

Juiz de direito

Opinião dos leitores

  1. Dr. Edurado, parabéns pela coragem. Na qualidade  de advogada estou solidária a sua luta. Precisamos de  um judicário independente que cumpra as atribuições  delegadas pelas leis e os pricípios de Direito. Maria Heloisa  Brandao Varela OAB/RN 889  

  2. O Dr. Eduardo Feld tem todo meu respeito e admiração pela luta travada contra a ditatura jurídica imposta pelo TJRN.

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Mundo

Trump é o presidente dos EUA que mais classificou grupos como “terroristas”

 

Foto: Getty

Donald Trump (Partido Republicano) é o presidente dos Estados Unidos que mais classificou grupos como “organizações terroristas estrangeiras” (FTOs, na sigla em inglês), uma designação do governo norte-americano que impõe restrições legais e financeiras a organizações consideradas ameaças à segurança nacional. Ao somar os 2 mandatos, Trump listou 41 facções como “terroristas”. Barack Obama (Partido Democrata), o 2º colocado no ranking, incluiu, nos 2 mandatos, 28 facções na categoria.

Segundo dados do Departamento de Estado, de 2025 a 2026, Trump fez 29 designações ou emendas na lista. Já no 1º mandato, entre 2017 e 2021, o republicano soma 12 designações. As inclusões mais recentes, de 29 de maio, foram as facções criminosas brasileiras, PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).

A lista de FTOs foi criada em 1997, durante o governo Bill Clinton (Partido Democrata), como um mecanismo para permitir sanções e restrições contra organizações estrangeiras que ameaçariam a segurança dos Estados Unidos. No início, a relação se concentrou em grupos do Oriente Médio, como Hamas, Hizballah e PKK.

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o governo George W. Bush (Partido Republicano) ampliou o uso do instrumento no contexto da chamada “guerra ao terror”, com foco em redes como a Al-Qaeda e, posteriormente, o Estado Islâmico (também referido como ISIS) e suas ramificações. Nos governos seguintes, a lista continuou a crescer e se diversificar. O ex-presidente soma 16 designações.

Obama ampliou principalmente a presença de filiais regionais do Estado Islâmico e da Al-Qaeda na África e no Oriente Médio, acumulando cerca de 28 designações ou emendas durante seus 2 mandatos. Já o governo Joe Biden manteve um ritmo mais limitado de novas inclusões, com cerca de 6 designações: 3 na África, 2 na América do Sul e 1 na Europa.

 

Poder 360

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Política

Governo Lula baixa o tom e diz manter cooperação após decisão dos EUA sobre PCC e CV

Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em manter a cooperação com os Estados Unidos (EUA) na área de segurança pública após a gestão de Donald Trump decidir classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações criminosas.

A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (5/6) e altera o “status jurídico” das duas facções criminosas perante a comunidade internacional.

Auxiliares do presidente avaliam que a ação decorre de questões políticas e, por isso, dificilmente serão revertidas no curto prazo. No entanto, o governo acredita que a mudança não deve produzir efeitos imediatos.

O Planalto defende a ampliação da cooperação não só com os EUA, mas com países vizinhos e a União Europeia para fortalecer o combate ao crime organizado. Como parte desse esforço, a Receita Federal deve enviar uma equipe ao país norte-americano até o fim do mês para discutir possibilidades de colaboração com o serviço de Receita dos EUA (IRS, sigla em inglês).

Anteriormente, o órgão já havia fechado um acordo com o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos EUA, para integrar ações de combate a crimes como tráfico de armas e entorpecentes.

As medidas se somam a um pacote de ações lançadas pelo governo federal na segurança pública que busca não só blindar o país de ingerências externas, mas melhorar os índices de popularidade do petista.

 

Com informações de Metrópoles

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Geral

Fachin rejeita pedido de suspeição contra Kassio em ação do Master

Foto: Breno Esaki

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de suspeição contra o ministro Kassio Nunes Marques para atuar em mandado que discute a CPI do Banco Master.

Quatro senadores alegaram que Nunes Marques demora para decidir em assunto urgente e que, “apesar da urgência constitucional invocada e das manifestações por celeridade”, não deu andamento ao caso. Dizem ainda que Ciro Nogueira (PP), alvo da Operação Compliance Zero, teria interesse direto no assunto sobre a instalação da CPI. As informações são do Metrópoles.

A partir desse ponto, Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegam estreita relação histórica entre Ciro Nogueira e o ministro do STF e pedem a suspeição: “Pela necessidade de preservação da aparência objetiva de imparcialidade da jurisdição constitucional”.

O presidente do STF, no entanto, entendeu que o pedido foi feito fora do prazo. O regimento do STF fixa prazo de 5 dias depois da distribuição de um caso para que seja pedida a troca de relator, o que não ocorreu no processo de autoria dos senadores.

Fachin ressaltou que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março. A Arguição de Suspeição dos senadores foi registrada em 12 de maio. “Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31.3.2026”, disse Fachin.

 

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Geral

Apreensões de drogas em portos brasileiros despencam no governo Lula após recordes na gestão Bolsonaro

Foto: Divulgação

As apreensões de drogas em contêineres nos portos brasileiros atingiram o pico de 66.771 toneladas em 2019, durante o governo Bolsonaro, e desde então caíram de forma contínua até chegar a 15.630 toneladas em 2025, já sob a gestão Lula, segundo dados da Receita Federal e da Polícia Federal divulgados pela CNN Brasil.

Os volumes recuaram ano a ano, segundo dados da Receita Federal e da PF:

  • 2019: 66.771 kg;
  • 2020: 48.265 kg;
  • 2021: 46.884 kg;
  • 2022: 32.470 kg;
  • 2023: 22.993 kg;
  • 2024: 16.698 kg;
  • 2025: 15.630 kg;
  • 2026: 2.507kg, até maio, o que projeta o pior resultado da série histórica.

A Polícia Federal aponta que a queda nos portos não significa redução no fluxo de cocaína exportada pelo Brasil. O que mudou foi a estratégia do crime organizado, que migrou o transporte de contêineres para embarcações menores, especialmente barcos pesqueiros com destino à Europa e à África. Drogas também já foram interceptadas em veleiros, semissubmersíveis e navios de carga de pequeno porte. Investigações da PF revelaram ainda a atuação de mergulhadores a serviço de facções, responsáveis por acoplar drogas no casco de navios para burlar a fiscalização.

No primeiro semestre de 2026, um navio com bandeira brasileira que partiu de Serra Leoa rumo à França foi apreendido com 6 toneladas de cocaína. A PF suspeita que a droga chegou à costa africana por meio de pesqueiros brasileiros vindos do Suriname e da Guiana. Entre as causas da queda nos portos, investigadores citam a ampliação da segurança nos terminais, como scanners cobrindo 100% das exportações e mais câmeras de vigilância, além do redirecionamento de rotas para portos da Colômbia, Equador e Peru.

Os números colocam em xeque a leitura sobre o combate ao narcotráfico nos dois governos. Na gestão Bolsonaro, os recordes de apreensão eram apresentados como prova de eficiência. No governo Lula, a queda acentuada levanta um dilema: ou a fiscalização portuária afastou o tráfico dos terminais, ou o crime organizado encontrou rotas que o Estado ainda não consegue vigiar. Os dados da própria PF sugerem que a segunda hipótese é a mais provável, e a fiscalização em alto-mar ao longo de mais de 7 mil quilômetros de costa se tornou o novo desafio.

 

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Geral

Boletim de Bolsonaro cita quadro de soluços acima da média

Foto: EFE

Um boletim médico, divulgado nesta sexta-feira (5), apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou aumento no quadro das crises de soluço nos últimos sete dias. O líder da direita segue em acompanhamento médico domiciliar.

Bolsonaro está no 35º dia de pós-operatório de uma cirurgia realizada no ombro direito. Ele continua sob monitoramento das condições crônicas de saúde já diagnosticadas.

O relatório médico diz que os episódios de soluço ocorreram acima da média habitual. O aumento na frequência das crises provocou uma manutenção de doses elevadas das medicações específicas para o controle do quadro. Fora isso, o político está fazendo uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.

Já do ponto de vista cardiológico, Bolsonaro apresenta estabilidade. Ele relata cansaço leve e fadiga durante esforços moderados.

A pressão arterial permanece controlada.

 

As informações são do Metrópoles

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Política

PGR pede retorno ao STF de inquérito que envolve Rui Costa no caso dos respiradores do Consórcio NE

Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a investigação sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste envolvendo o ex-governador da Bahia Rui Costa (PT) seja enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PGR, noticiou o Metrópoles, há indícios de que atos de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionados ao caso tenham se estendido ao período em que Rui ocupava o cargo de ministro da Casa Civil.

O parecer, sob sigilo, foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o caso tramita atualmente. Para a Procuradoria, a apuração deve retornar ao STF em razão do possível envolvimento de autoridade com foro na Corte.

O inquérito apura a compra frustrada de 300 respiradores pulmonares durante a pandemia de Covid-19. Os equipamentos foram pagos antecipadamente, mas nunca chegaram a ser entregues.

Em documentação, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, afirma que o petista é investigado no chamado “núcleo político da contratação”, uma vez que presidia o consórcio à época da assinatura do contrato.

O parecer também menciona duas colaborações premiadas que relatam a suposta atuação de integrantes desse núcleo político no esquema investigado.

Para a PGR, o principal fundamento para o retorno do caso ao STF é a hipótese de que a ocultação dos recursos tenha começado no contexto da contratação dos respiradores e permanecido durante o período em que Rui ocupou o cargo de ministro da Casa Civil.

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Brasil

Mulher que fingiu ter 12 anos fez vítima acreditar em câncer e abusos: ‘tatuei o nome dela’

Foto: Reprodução

O caso da mulher de 37 anos presa após fingir ser uma adolescente de 12 anos continua revelando novas vítimas. Uma mulher de Curitiba contou ao ND Mais que foi enganada por cerca de 10 meses, em 2021, por Amanda Maria Souza de Oliveira. Na época, a mulher se apresentava como “Emily”, uma menina de 13 anos em tratamento contra um câncer terminal.

Segundo a vítima, que pediu para não ser identificada, Amanda dizia estar internada em um hospital de Brasília e afirmava enfrentar uma série de dramas pessoais. A falsa adolescente alegava sofrer de câncer, dizia ter sido abandonada pelo pai e relatava sucessivos episódios trágicos envolvendo a própria família.

Na época, a mulher conta que estava profundamente abalada pela morte da cunhada, vítima da Covid-19, enquanto a sobrinha enfrentava um período delicado também por conta da doença. Foi nesse contexto que Amanda, usando a identidade falsa de “Emily”, se aproximou dela.

“Ela dizia que tinha 13 anos, que estava morrendo de câncer e perguntou se eu podia ser madrinha dela. Falava que queria ser batizada para entrar no céu, porque estava morrendo”, contou.

Segundo a mulher, a história criada por Amanda ficou cada vez mais elaborada ao longo dos meses. No início, ela dizia estar internada em um hospital de Brasília, em tratamento contra um câncer. Dizia que vivia apenas com a mãe, que dedicava a vida integralmente aos seus cuidados, e afirmava sentir culpa pela situação.

A narrativa evoluiu quando Amanda passou a contar que a mãe havia conseguido localizar o pai biológico, que até então não fazia parte de sua vida. Segundo a versão apresentada, ele a teria reconhecido oficialmente e descoberto ser compatível para um transplante de medula óssea.

A história mobilizou emocionalmente a vítima. “Eu andei 15 quilômetros pagando uma promessa pela pega da medula”, relembrou.

Com o passar do tempo, porém, os relatos ficaram ainda mais dramáticos. Amanda passou a afirmar que a mãe havia sofrido um acidente e morrido durante uma cirurgia. Depois disso, dizia que passou a viver sob os cuidados do pai, que não aceitava suas práticas religiosas e a agredia. Em seguida, contou que o homem teria tirado a própria vida após ser internado em um hospital psiquiátrico.

As tragédias não paravam por aí. Segundo a mulher, Amanda também relatava ter sido vítima de violência sexual dentro do hospital, que o câncer havia retornado e que precisou amputar um dos braços por causa da doença. “Tudo acontecia com ela e ela não morria. Ela rezava ao vivo com a gente em um grupo de oração”, contou.

O envolvimento foi tão intenso que passou a fazer parte da rotina da mulher enganada.

“Eu acordava às três horas da manhã para rezar por ela. Eu me peguei muito envolvida. A gente gravava vídeo para ela com as irmãs do grupo de oração, fazia cartazes, gravava vídeo e áudio de bom dia, de boa noite, o dia do meu aniversário, ela me gravou uma música, ela fez postagens de meia em meia hora. Era surreal”, afirmou.

 

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Política

[VÍDEO] “Vem com fé”: Flávio lança jingle para as eleições em ritmo sertanejo

Imagem: Reprodução/Instagram

A equipe de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que pretende disputar a Presidência, lançou, nesta sexta-feira (5/6), um vídeo com o jingle”Vem com Fé”. Em ritmo sertanejo, o vídeo mostra imagens do político em eventos, inclusive, fazendo dancinhas.

“Vem com fé, pode sonhar; vem com fé, pode acreditar; vem com fé, que o Brasil vai melhorar”, diz a letra.
O vídeo também resgata imagens do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com cenas de mobilização de apoiadores e da família reunida.

A autoria do jingle é do marqueteiro Alexandre Oltramari e pelo publicitário Rafael Rizzo, com consultoria de Eduardo Fischer, consultor estratégico da pré-campanha de Flávio. A música é aposta da campanha para agradar público bolsonarista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (5/6), o petista aparece com 42,1% contra 33,6% do adversário.

Segundo o levantamento, Lula avançou 7,8 pontos percentuais desde maio. Ele saiu de 34,3% para 42,1%, enquanto Flávio recuou 2,9 pontos.

 

As informações são do Metrópoles

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Mundo

Ator de “Top Gun” é assassinado a facadas nos EUA; filho da namorada é suspeito

Foto: Reprodução

Uma notícia trágica surpreendeu fãs de Hollywood nesta semana. Um veterano ator que participou de produções de sucesso e construiu uma carreira de décadas no cinema e na televisão morreu após ser vítima de um ataque a faca em Los Angeles, nos Estados Unidos. As informações são do TMZ.

O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (3), no bairro de Tarzana, e mobilizou equipes de emergência e autoridades locais. Segundo informações divulgadas pela polícia, o artista foi encontrado inconsciente no jardim de uma residência, com um ferimento grave no peito causado por arma branca.

As investigações apontam que o principal suspeito do crime é o filho da companheira da vítima. De acordo com a polícia, o homem teria ligado para o serviço de emergência e feito uma confissão antes da chegada das equipes ao local.

O ator era James Handy, conhecido por participações em produções de grande alcance popular como Top Gun: Maverick, Jumanji e Logan. Ele tinha 81 anos.

Segundo as autoridades, o suspeito, identificado como Michael Gledhill, teria se apresentado espontaneamente aos policiais quando eles chegaram à residência. O homem foi preso e levado para uma unidade prisional em Van Nuys, onde responderá por homicídio. A fiança foi estipulada em US$ 2 milhões.

Ao longo de sua trajetória, James Handy tornou-se um rosto conhecido do público, especialmente por seus papéis coadjuvantes em filmes e séries de grande audiência.

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Política

Zenaide cresce, reduz distância para Styvenson e segue entre os dois eleitos ao Senado

Foto: Divulgação

A nova pesquisa Exatus/Agora RN para o Senado Federal divulgada nesta sexta-feira (5) reforça a força da senadora Zenaide Maia na disputa pela reeleição em 2026. Além de seguir entre os eleitos, a senadora apresenta crescimento em relação ao levantamento anterior divulgado recentemente pelo próprio instituto.

Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, Zenaide avançou de 9,45% para 10,37%, enquanto o líder Styvenson Valentim registrou queda no mesmo período, de 25,08% para 22,39%. Terceiro nome lembrado, Samanda Alves registrou 2,82%.

O crescimento da senadora Zenaide também aparece na pesquisa estimulada, considerando a soma do primeiro e do segundo voto. Ela saiu de 33,8% para 34,15%, enquanto Styvenson recuou de 48,6% para 45,72%. Rafael Motta alcançou 20,25% e ficou na terceira posição, longe da senadora.

Os números mostram que Zenaide não apenas permanece entre os dois candidatos que hoje conquistariam as vagas para o Senado, como também amplia sua presença na preferência do eleitorado e reduz a vantagem do líder da disputa. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 26 e 29 de maio, tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais e nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.

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