O ex-presidente da Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó (CERSEL), José Mariano Neto, foi condenado pelo crime de ordem tributária. Sentença do Juiz Federal Hallison Rego Bezerra, da 9ª Vara Federal, Subseção de Caicó, julgou procedente a acusação feita pelo Ministério Público Federal. O ex-dirigente foi condenado pela prática de atividade de comércio sem o recolhimento de impostos.
José Mariano Neto cumprirá pena de 5 anos, 6 meses e 24 dias de reclusão em regime semi-aberto. Ele ainda pagará 1.224 de dias multa, sendo cada dia o valor de 10% do salário mínimo vigente.
Segundo a denúncia, a cooperativa recebia leite de outras empresas e repassava a programa do Governo do Estado, praticando atividades de comércio, sem o recolhimento dos tributos devidos, utilizando-se, indevidamente, de isenção fiscal conferida aos cooperados. “A consumação do delito se deu a partir da supressão do recolhimento do tributo nas operações de entrada do leite na indústria de laticínios da CERSEL, uma vez que foram indevidamente considerados como atos cooperativos”, escreveu o Juiz Federal na sentença, chamando atenção que vários fornecedores de leite, com os quais comerciava a CERSEL, não eram seus associados.
Na sentença, o Juiz Federal Hallison Bezerra ressaltou que o ex-presidente da CERSEL efetuava saques de quantias vultosas e realizava pagamentos aos fornecedores, pessoalmente. Procedimento fiscal realizado por auditores da Receita Federal constatou que a sonegação atingiu a cifra de R$ 49.754.481,90.
“Do total de leite fornecido pela CERSEL ao Estado contratante, a maior parte era obtida dos laticínios não cooperados, fato que leva à constatação de desvirtuamento das atividades de cooperação, a afastar o benefício da não incidência do tributo. Tal como afirmado pela própria defesa, a CERSEL não foi aberta para praticar atos mercantis, o que só reforça a imputação de sonegação por parte dos responsáveis pela sua gerência”, destacou o magistrado Hallison Bezerra.
Ele observou ainda, a partir das provas anexadas ao processo, que o leite obtido era industrializado, mostrando a verdadeira conotação comercial da relação, já que a CERSEL recebia esse produto pronto por um preço e repassava ao Governo do Estado por outro, com acréscimo, aferindo-se, daí, patente lucro, o que justificaria o recolhimento dos tributos indicados pela Receita Federal.
No mesmo processo, o ex-secretário geral da cooperativa, Osmildo Fernandes, foi absolvido das acusações.
Professores e educadores infantis da rede municipal de Natal decidiram manter a greve iniciada pela categoria por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (17), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN).
A continuidade da paralisação ocorre após a Prefeitura do Natal recorrer à Justiça para suspender o movimento. Em decisão liminar, a Justiça determinou o retorno integral dos profissionais às atividades e estabeleceu multa de R$ 10 mil ao Sinte-RN caso o sindicato promova ou incentive a greve.
O sindicato informou que assumirá o pagamento da multa estabelecida pela decisão judicial.
Durante a assembleia, a assessoria jurídica do sindicato apresentou esclarecimentos sobre a decisão e os próximos passos do movimento. Segundo o Sinte-RN, a categoria vem cumprindo os requisitos relacionados às atividades essenciais e considera legítimas as reivindicações que motivaram a paralisação.
Após a assembleia, os profissionais realizaram uma caminhada até a sede da Prefeitura do Natal. A categoria também aprovou a realização de um ato público nesta terça-feira (18), a partir das 8h, em frente ao Palácio Felipe Camarão.
Entre as medidas definidas na assembleia estão ainda a solicitação de uma audiência com o desembargador responsável pelo processo, com o objetivo de buscar uma conciliação, e a apresentação de resposta judicial à decisão que determinou a suspensão da greve.
A cada mês, o mesmo cenário: atrasos, promessas não cumpridas e a constante transferência de responsabilidades entre o governo Fátima e as empresas terceirizadas.
Para o secretário de Saúde do Estado, Alexandre Motta, porém, a decisão da categoria que atua em unidades hospitalares estatais teria motivação política. “Por que iniciar uma greve justamente no domingo, coincidindo com a abertura do calendário eleitoral?”, questionou.
Já para o sindicato da categoria (Sipern Trabalhador), a paralisação é a única resposta possível ao descaso com quem cuida da população potiguar.
A greve ocorre porque os salários não são pagos, consequência da falta de repasses pelo Governo do Estado às empresas prestadoras de serviço, como a JMT e a Justiz.
“Sem dinheiro, pais e mães de família não conseguem nem pagar passagem para trabalhar nem colocar comida na mesa. Essa situação humilhante não é um fato isolado, mas sim uma rotina no Rio Grande do Norte”, denuncia a entidade.
Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não devem comparecer ao debate da Band no domingo (23.ago.2026), às 20h. A emissora havia alterado a data de 16 de agosto para 23 de agosto numa tentativa de que Lula comparecesse.
No domingo (16.ago), Lula e Flávio iniciaram a campanha em atos em São Bernardo do Campo (SP) e no Rio, respectivamente.
A equipe de Lula avalia ser pouco provável que o petista compareça aos primeiros debates. Afirma que o chefe do Executivo está concentrado na campanha e em agendas de governo.
Do ponto de vista político, também há a avaliação de Lula e sua campanha de que ele seria o principal alvo se for aos debates. A maioria dos candidatos é de direita.
Da mesma forma, sem Lula, a tendência é que os candidatos concentrem as críticas em Flávio, que está em 2º lugar nas pesquisas.
Também há questionamentos sobre o critério adotado pela Band para o convite aos candidatos do Avante, Augusto Cury, e sobretudo do Missão, Renan Santos.
Lula irá eventualmente nos debates com maior audiência no 1º turno, a exemplo do realizado pela TV Globo, e nos debates do 2º turno. Já Flávio condicionou sua participação em debates à presença de Lula. O senador disse estar disposto a participar dos encontros se o petista for.
A Casas Bahia trabalha com um cenário econômico mais difícil em 2027 do que neste ano. Segundo o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, o plano de fechamento de quase 300 lojas foi elaborado considerando uma possível piora nas condições de crédito para os consumidores.
“Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026”, disse o executivo durante uma conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma empresa do setor a pedir recuperação judicial.
“O endividamento vai continuar e algumas alavancas que deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito”, acrescentou Franklin.
“Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026”, disse o executivo durante uma conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma empresa do setor a pedir recuperação judicial.
“O endividamento vai continuar e algumas alavancas que deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito”, acrescentou Franklin.
Segundo ele, a Casas Bahia está cada vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.
A companhia anunciou, no fim de semana, o pedido de recuperação judicial e o fechamento de cerca de 30% de suas lojas, o equivalente a 298 unidades.
Segundo Franklin, os fechamentos foram feitos em uma “onda única”, já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”. O executivo afirmou que, com as medidas, a rede eliminou “todas as lojas que estavam na UTI”.
Questionado sobre as parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, Franklin afirmou que a rede vai priorizar as margens de lucro nos canais on-line e reduzir o volume de vendas que não são rentáveis.
Durante a conferência, ele disse que os marketplaces são “viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital”.
No ano passado, a Casas Bahia fechou uma parceria com o Mercado Livre para reforçar sua operação on-line.
A primeira atividade oficial de campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo foi marcada por um episódio de tensão: uma tentativa de agressão contra Marina Silva (Rede), candidata ao Senado que integra a chapa do petista.
O fato aconteceu nesta segunda-feira (17), no centro da capital paulista. Um homem se aproximou de Marina com atitude hostil, chegando a tocar seu ombro e barriga, sendo rapidamente contido e afastado por integrantes da equipe de campanha.
Enquanto era abordado, o suspeito repetia a frase: “Quer voltar para a cena do crime?”. Ele não foi identificado até o momento.
Para Marina, a ação representou uma clara tentativa de intimidação. “Ele veio em minha direção com muita agressividade. Percebi claramente a intenção de me intimidar — e já esperava por esse tipo de atitude. Hoje foi comigo, mas vou trabalhar para que casos assim permaneçam isolados”, avaliou.
Pablo Marçal afirmou recentemente que, “virtualmente”, existem apenas três candidatos competitivos na corrida presidencial de 2026: ele próprio, Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração reflete a tentativa do influenciador de se colocar no centro do debate político nacional, apesar de sua situação jurídica pendente.
“Na hora que minha candidatura foi registrada, a primeira pessoa para quem eu liguei foi o Flávio e falei para ele: ‘Segue seu caminho em paz porque você não terá problema comigo… Se o Senhor é com você, fique em paz’”.
Ele também negou rumores de que sua candidatura tenha qualquer vínculo com alguma estratégia do PT: “Não sei o que ninguém manda em mim, a não ser o próprio Deus. Se Deus falar pra eu desistir, eu desisto.”
Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
Segundo a decisão judicial, Marçal preencheu e assinou a ficha de filiação ao PRTB em 4 de abril de 2026, com o “devido deferimento pela presidência nacional da agremiação”.
Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – reprodução
O ministro do STF Flávio Dino determinou o afastamento, por 180 dias, de Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Brandão é sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB).
A decisão faz parte de um inquérito que apura o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em São Luís, em 2022. Segundo a Polícia Federal, o crime pode estar relacionado a uma suposta cobrança de propina atribuída a Daniel Brandão.
O caso ganhou repercussão política no Maranhão por envolver grupos ligados a Dino e ao governador Carlos Brandão, que romperam politicamente após o fim da gestão de Dino no estado.
Dino afirmou haver “fortes indícios” de que Brandão teria usado o cargo no TCE para dificultar sua identificação nas investigações. O ministro também citou suspeitas de mau uso de recursos públicos, pagamentos fraudulentos e envolvimento de empresas ligadas à família do presidente afastado.
O governador Carlos Brandão também é investigado no caso, sob suspeita de liderar uma organização criminosa. Ele e o senador Weverton Rocha, que também aparece nas apurações, negam irregularidades.
Daniel Brandão nega as acusações e afirma que jamais participou de negociações envolvendo propina ou vantagem indevida.
A homenagem de Janja a Marisa Letícia, durante o lançamento da campanha de Lula, no domingo (16), acabou causando constrangimento e levantando questionamentos sobre a mudança de postura da primeira-dama.
Segundo apuração da jornalista Mônica Bergamo, Janja não antecipou o teor de seu discurso aos organizadores do evento porque a intenção era fazer uma surpresa a Lula ao citar o nome de Marisa Letícia. A equipe de marketing da campanha também não tinha conhecimento prévio sobre o conteúdo da fala da primeira-dama.
No palco, Janja exaltou Marisa, que morreu em 2017, lembrando sua participação na história do PT. A atitude marca uma guinada na postura da atual primeira-dama em relação ao papel que Marisa Letícia teve na trajetória de Lula.
Em 2024, uma publicação nas redes de Lula sobre o aniversário do PT retirou de um texto do presidente justamente a passagem que mencionava Marisa e relatou como ela havia costurado uma estrela branca sobre um pano vermelho. Nos bastidores, a retirada foi atribuída a Janja. Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula e Marisa, reagiu publicamente: “A história da minha mãe ninguém apaga, não”. A postagem foi depois refeita com a referência à ex-primeira-dama.
O novo gesto de Janja, rendendo homenagem à memória de Marisa, foi visto por críticos como oportunista diante do histórico recente e da antipatia que ela, ao longo dos anos, acumulou dos filhos de Lula.
Com informações do Congresso em Foco e Mônica Bergamo
Estudantes interessados em concorrer a bolsas de até 100% para estudar no Colégio Porto em 2027 têm até esta terça-feira, 18 de agosto, para se inscrever no processo seletivo da instituição. A prova será aplicada presencialmente no sábado e no domingo, dias 22 e 23 de agosto, na sede da escola, em Lagoa Nova, em Natal.
Com sete anos de atuação, o Colégio Porto figura entre as 100 escolas com melhor desempenho do Brasil no Enem 2025. A instituição também se destaca pelo histórico de estudantes que alcançaram as maiores notas do país nas áreas de Matemática e Linguagens.
A seleção é destinada a alunos que estão cursando, em 2026, o 9º ano do Ensino Fundamental ou a 1ª e a 2ª séries do Ensino Médio. Os descontos na anuidade escolar serão concedidos de acordo com a classificação e o desempenho dos candidatos na avaliação.
“Nosso propósito é identificar talentos e proporcionar oportunidades para que estudantes dedicados tenham acesso a uma educação transformadora. A Prova de Bolsas reforça esse compromisso do Colégio Porto com a excelência acadêmica e com a formação integral dos alunos, permitindo que mais famílias façam parte da nossa comunidade escolar”, destaca o diretor da instituição, professor André Cury.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.colegioporto.com.br. O edital, com o cronograma completo e os critérios de participação, também está disponível nos canais oficiais do Colégio Porto.
Mensagens em posse da Polícia Federal e obtidas com exclusividade pela coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles, revelam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, orientou a lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para cobrar do empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda. O empresário ganhou mais de R$ 80 milhões em contratos junto ao governo federal, especialmente durante o governo Lula.
Cleber Ribas é investigado pela PF no mesmo inquérito que apura corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente da República. Conforme revelou a coluna, o empresário pagou pelo menos R$ 150 mil a Roberta Luchsinger para “prospecção de clientes”.
As mensagens revelam que a relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger vai além de uma simples amizade. O filho do presidente não somente sabia da atuação e dos interesses da lobista, como também a orientava e participava de reuniões junto ao núcleo duro do gabinete do presidente Lula.
No dia 24 de julho de 2023, Lulinha solicita a Roberta que ela convide Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência, para se dirigir à Praia do Forte, na Bahia. “Aqui todo mundo”, diz o filho do presidente. “Pronto, já falei com Fernando, com contador, com governador, com secretários, com todo mundo”, responde a lobista. Em seguida, Lulinha orienta a amiga a emitir uma nota fiscal para Cleber Ribas. “Emite a NF pro Cleber”, diz. “Já fiz”, responde Roberta. “Boaaaaa”, comemora Lulinha.
O relatório da Polícia Federal narra ainda que dias depois Cleber Ribas solicitou a Roberta uma reunião com Lulinha, em 31/05/2023. Em seguida, ele informa que Rodrigo Assumpção assumiu como novo presidente da Dataprev.
Os inquéritos contra Lulinha foram autorizados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Flávio Dino e investigam, entre outros pontos, a relação do filho do presidente com empresários e sua suposta atuação junto a órgãos do governo federal.
Em uma outra conversa revelada nesta segunda-feira (17/8) pela coluna, Roberta afirma que ela e Lulinha trabalham em um nível diferenciado e diz que o futuro deles é a Suíça. Na mesma ocasião, o filho do presidente da República menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, que ocupava a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde.
Imagem: reprodução/Metrópoles
Marcola era um dos principais assessores de Lula, despachava na antessala do presidente e mantinha interlocução com integrantes do governo. Berger, por sua vez, foi quem abriu as portas do Ministério da Saúde para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, que enviou repasses que somam R$ 1,5 milhão a Roberta Luchsinger. Em uma das transferências, o Careca afirmou a interlocutor que o dinheiro era para “o filho do rapaz”.
Roberta Luchsinger, segundo a PF, pagava contas e dava presentes a Marcola. Mensagens obtidas pela coluna mostram que ela discutiu com o então assessor a compra de um par de solitários e um colar de diamantes. Segundo interlocutores da defesa de Marcola, as joias custaram R$ 9,2 mil e integravam um empréstimo de R$ 249 mil feito pelo ex-assessor com Roberta, posteriormente pago com juros e correção.
Imagem: reprodução/Metrópoles
Em nota, a defesa de Lulinha informou que não irá comentar ou validar “fragmentos de informações sigilosas indevidamente divulgadas fora de seu contexto original, de origem e integridade não verificadas e cuja seleção descontextualizada pode ser manipulada para construir narrativas distorcidas da realidade.”
“Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e divulgação parcial revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria”, informaram os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho.
“A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso pleno aos dados obtidos pelas quebras de sigilo”, prosseguiram.
A defesa de Cleber Ribas não se manifestou.
Procurado, o advogado Roberto Podval, que assumiu a defesa de Roberta Luchsinger, informou que não vai comentar, em razão do sigilo do inquérito.
Pagamento de R$ 150 mil
O pagamento feito pela 3Structure It à empresa de Roberta já havia sido identificado pela Polícia Federal. Segundo Cleber Ribas, a contratação da RL Consultoria ocorreu para a prestação de serviços de assessoria voltados à prospecção de clientes e à identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia.
A defesa do empresário afirma que a operação foi legítima, regularmente escriturada, contabilizada, tributada e documentada. Também sustenta que a contratação da consultoria não teve relação com os contratos da 3Structure It com o governo federal.
A 3 Structure It, criada em 2019 e sediada em Florianópolis, fechou seis contratos com o governo federal que somam R$ 85,7 milhões. Ao menos cinco foram celebrados após processos licitatórios.
O maior contrato foi firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Em 2023, a pasta contratou a 3Structure It para fornecer uma solução destinada à sustentação do ambiente analítico de dados do ministério. O valor acumulado ultrapassa R$ 42 milhões.
Outro contrato foi firmado com a Telebras. A amiga de Lulinha mantinha influência na estatal, segundo mensagens analisadas pela coluna do jornaista Tássio Lorran, do Metrópoles.
Relação de Lulinha e amiga lobista com o Careca do INSS
Roberta Luchsinger e Lulinha também aparecem nas investigações sobre a atuação de Antunes para tentar viabilizar negócios junto ao governo federal. O Careca do INSS buscava emplacar um contrato milionário para a compra de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde, iniciativa que acabou interrompida justamente por conta da deflagração da Operação Sem Desconto, que mira a chamada Farra do INSS.
Comente aqui