Judiciário

Marco Aurélio Mello: ‘Supremo não deve invadir esfera que não é a própria dele’

Em 31 anos de atuação no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello se acostumou a ser uma voz dissonante na corte, a ponto de ter ganhado no meio jurídico o apelido de “senhor voto vencido”. Foi assim quando ele tomou posição contra o inquérito das fake news, ou quando ficou sozinho defendendo a redução das decisões monocráticas na corte. Às vésperas de se aposentar – ele deixa o cargo no próximo dia 5 de julho -, Marco Aurélio deu entrevista para o A Malu Tá ON. E como de hábito, foi contra a maré.

O decano do Supremo disse considerar que os ataques recentes de lideranças do governo à suprema corte são “arroubos retóricos”. O que mais incomoda Marco Aurélio é o papel que o tribunal vem exercendo na vida nacional.

“O Supremo está sendo acionado por pequenos partidos, que não figuram no Congresso Nacional como deveriam figurar, visando a fustigar o presidente da República. Daí a necessidade de o Supremo perceber essa manobra, que não é uma manobra sadia. E observar acima de tudo a autocontenção, não invadir esfera que não é a própria dele, o Supremo.”

Para o ministro, é possível chegar a um “entendimento” com Jair Bolsonaro, “desde que haja o abandono de paixões”. Ainda assim, ele critica a ida de Eduardo Pazuello a um ato político de apoio ao presidente. “Nós aprendemos sempre que disciplina e hierarquia são fundamentais nas forças. E que um militar não pode estar envolvido em política”, diz. “Isso não se coaduna com a atuação de um militar.”

Sem fugir de questões difíceis, Marco Aurélio falou sobre as vaidades na corte, conflitos de interesse e antigas mágoas dos colegas.

Se exaltou ao comentar o adiamento de uma das últimas decisões que irá proferir nos próximos dias, sobre a suspeição do juiz Sergio Moro: “Nunca engavetei processo, nunca pedi vista de processos [para engavetá-los]”, disse. “Eu estava pronto para votar, tanto que devolvi o processo na sessão imediata à que pedi vista.”

E, aproveitando, “antecipou voto” sobre um assunto que ainda vai entrar na pauta do Supremo (e que ele certamente já não julgará) : as mensagens obtidas ilegalmente por hackers no caso Vaza Jato.

Apesar de reconhecer que é um “um soldado que marcha contra a tropa”, Marco Aurélio rejeita o rótulo de rebelde. “O que é ser rebelde? É ser autêntico? Nunca ocupei cadeira voltada a relações públicas e reconheço que detenho espírito irrequieto”, disse. “Se com o meu voto, o teto tiver que cair sobre a minha cabeça, vai cair. Atuo com absoluta independência segundo minha ciência e consciência.”

O podcast A Malu tá ON está disponível toda sexta-feira, a partir de 12h, na página de Podcast do GLOBO, no Spotify, no Globoplay, no Apple Podcasts, na Amazon Music, no Google Podcasts, no Deezer, ou em qualquer outro agregador de podcasts.

Nos episódios anteriores do programa, foram ouvidos Rita Lobo, o governador de São Paulo, João Doria, o cineasta José Padilha, o senador e relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes e o infectologista Marcus Lacerda.

Blog Malu Gaspar – O Globo

 

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Economia

Governo entrega nesta sexta (25) projeto que eleva isenção do Imposto de Renda para até R$ 2.500; Veja o que muda

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira que o governo apresentará nesta sexta ao Congresso uma proposta para mudar as regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IR). Segundo fontes, o principal ponto do texto deve ser elevar o limite de isenção do tributo para até R$ 2.500. Também haverá mudanças em fundos de investimentos, impostos para empresas e outras operações financeiras (veja o que muda abaixo).

Hoje, rendimentos de até R$ 1.903,98 são livres da mordida do Leão. Elevar esse valor é uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a falar em ampliar a isenção para até R$ 5 mil.

Nos últimos dias, integrantes do governo afirmaram que o aumento do valor para R$ 2.400 já estava praticamente garantido, mas ainda havia um esforço para que o número final chegasse aos R$ 2.500, a pedido de Bolsonaro.

De acordo com técnicos da equipe econômica, a ampliação da isenção para R$ 2.500 pode dobrar o número de pessoas isentas do IR. O contingente passaria de 8 milhões para 16 milhões de contribuintes.

A reforma do IR é considerada pelo governo a segunda fase da reforma tributária. O texto será entregue pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e pelo secretário especial da Receita Federal, José Tostes, ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

A primeira fase da reforma tributária foi a entrega em julho do ano passado do projeto de lei para unir PIS e Cofins, dois tributos federais que darão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A proposta enfrenta resistência do setor de serviços, que teme aumento da carga tributária.

Embora fontes que acompanham a discussão afirmem que Bolsonaro bateu o martelo sobre a isenção em R$ 2.500, a forma de compensar a renúncia fiscal ainda era alvo de discussões até o início da tarde desta quinta, de acordo com um interlocutor.

A principal ideia em debate é passar a tributar dividendos (a parte dos lucros distribuída a sócios), que hoje são isentos. De acordo com as últimas versões que circularam no governo, a alíquota deve ser de 20%.

O governo também aposta na melhora da atividade econômica e, consequentemente, da arrecadação de outros impostos, para abrir espaço para diminuir a cobrança do IR. A receita extra também poderia ajudar no financiamento do novo Bolsa Família.

Veja o que muda:

Imposto de Renda da Pessoa física

O governo deve aumentar a faixa de isenção de R$ 1,9 mil para cerca de R$ 2,5 mil. Todos os contribuintes, até quem ganha mais de R$ 2,5 mil, são beneficiados.

As demais faixas deverão sofrer ajuste de R$ 1 mil cada. Hoje, as faixas do Imposto de Renda são de 7,5% (para ganhos entre R$ 1,9 mil e R$ 2,8 mil), 15% (de R$ 2,8 mil a R$ 3,7 mil), 22,5% (de R$ 3,7 mil a R$ 4,6 mil) e 27,5% (acima de R$ 4,6 mil).

As alíquotas não são cobradas integralmente sobre os rendimentos e a cobrança é feita por faixas.

Imposto de Renda da Pessoa física

A alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) vai cair de 25% para 20% em dois anos. Será uma queda de 2,5 pontos no primeiro e a outra metade no segundo ano. A alíquota da CSLL, que também incide sobre o lucro, de 9%, não será alterada.

Lucros e dividendos

A distribuição de lucros e dividendos, remuneração que os acionistas recebem pelo capital investido na empresa, não é tributada desde 1995. A proposta fixa uma alíquota de 20% e define uma faixa de isenção de R$ 20 mil por mês.

Juros sobre Capital Próprio

O governo deve acabar com o Juros sobre Capital Próprio, uma forma de as empresas remunerarem seus investidores que pode ser abatida como despesa fazendo a companhia pagar menos Imposto de Renda.

Fundos de investimentos

O governo deve acabar com a tabela regressiva da tributação dos fundos, que cobra imposto de acordo com o tempo. Deve ser fixada uma alíquota de 15%. Também muda o come-cotas — nome que se dá para uma antecipação no recolhimento do Imposto de Renda em fundos de investimento. Hoje, são dois come-cotas ao ano. Passará ser uma cobrança.

O governo também irá propor a tributação dos fundos exclusivos em 15%. Hoje eles são isentos.

IR de day trade

O Imposto de Renda cobrado no day trade cai de 20% para 15%. Essa será a alíquota cobrada nas demais operações financeiras tributáveis. A compensação de prejuízos de operações em bolsa poderá ser feita entre todas as operações. Até agora, as compensações são feitas na mesma tributação.

LCI e LCA

A equipe econômica chegou a discutir tributar as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Mas o governo decidiu manter a isenção, após a pressão de setores beneficiados.

O Globo

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Saúde

Brasil se aproxima de 25 milhões de imunizados com duas doses de vacinas contra a Covid, 11,79% da população

Foto: Prefeitura de Goiânia/Divulgação

Os brasileiros que estão totalmente imunizados que tomaram as duas doses de vacinas contra a Covid representam 11,79% da população do paísSão 24.968.144 de imunizantes aplicados, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, divulgado às 20h desta quinta-feira (24).

primeira dose foi aplicada em 68.465.736 de pessoas, o que corresponde a 32,33% da população.

Somando as duas doses, são 93.433.880 de vacinas aplicados no total.

De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 1.260.148 pessoas e em 325.988 na segunda dose, com um total de 1.586.136 doses aplicadas neste intervalo.

Total de vacinados, segundo os governos, e o percentual em relação à população do estado:

  • AC: 1ª dose – 229.278 (25,63%); 2ª dose – 68.187 (7,62%)
  • AL: 1ª dose – 923.733 (27,56%); 2ª dose – 336.661 (10,04%)
  • AM: 1ª dose – 1.277.077 (30,35%); 2ª dose – 531.316 (12,63%)
  • AP: 1ª dose – 179.705 (20,85%); 2ª dose – 64.944 (7,54%)
  • BA: 1ª dose – 4.656.060 (31,18%); 2ª dose – 1.765.468 (11,82%)
  • CE: 1ª dose – 2.782.461 (30,29%); 2ª dose – 1.088.626 (11,85%)
  • DF: 1ª dose – 929.488 (30,42%); 2ª dose – 333.536 (10,92%)
  • ES: 1ª dose – 1.492.605 (36,73%); 2ª dose – 512.463 (12,61%)
  • GO: 1ª dose – 2.133.678 (29,99%); 2ª dose – 698.465 (9,82%)
  • MA: 1ª dose – 2.156.367 (30,31%); 2ª dose – 597.268 (8,39%)
  • MG: 1ª dose – 6.725.457 (31,59%); 2ª dose – 2.660.539 (12,5%)
  • MS: 1ª dose – 1.090.099 (38,80%); 2ª dose – 440.026 (15,66%)
  • MT: 1ª dose – 875.803 (24,84%); 2ª dose – 310.267 (8,8%)
  • PA: 1ª dose – 2.461.516 (28,32%); 2ª dose – 1.029.077 (11,84%)
  • PB: 1ª dose – 1.188.556 (29,42%); 2ª dose – 496.533 (12,29%)
  • PE: 1ª dose – 2.947.640 (30,65%); 2ª dose – 1.056.024 (10,98%)
  • PI: 1ª dose – 918.369 (27,47%); 2ª dose – 324.411 (9,89%)
  • PR: 1ª dose – 4.041.404 (35,09%); 2ª dose – 1.319.679 (11,46%)
  • RJ: 1ª dose – 4.633.411 (26,68%); 2ª dose – 1.743.722 (10,04%)
  • RN: 1ª dose – 1.066.665 (30,18%); 2ª dose – 403.511 (11,42%)
  • RO: 1ª dose – 440.479 (24,52%); 2ª dose – 150.348 (8,37%)
  • RR: 1ª dose – 139.466 (22,1%); 2ª dose – 64.357 (10,2%)
  • RS: 1ª dose – 4.391.969 (38,45%); 2ª dose – 1.765.152 (15,45%)
  • SC: 1ª dose – 2.446.671 (33,74%); 2ª dose – 786.067 (10,84%)
  • SE: 1ª dose – 736.365 (31,76%); 2ª dose – 220.590 (9,51%)
  • SP: 1ª dose – 17.211.165 (37,18%); 2ª dose – 6.053.529 (13,08%)
  • TO: 1ª dose – 389.974 (24,52%); 2ª dose – 141.155 (8,88%)

Total de vacinas recebidas pelos estados até 24 de junho

  • AC: 412.580
  • AL: 1.866.870
  • AM: 2.514.634
  • AP: 392.250
  • BA: 8.440.870
  • CE: 4.692.918
  • DF: 1.643.950
  • ES: 2.439.110
  • GO: 3.638.830
  • MA: 3.864.270
  • MG: 12.663.304
  • MS: 1.615.220
  • MT: 1.798.840
  • PA: 4.150.060
  • PB: 2.113.230
  • PE: 4.992.460
  • PI: 1.694.079
  • PR: 6.762.820
  • RJ: 9.613.446
  • RN: 1.914.410
  • RO: 804.428
  • RR: 326.190
  • RS: 8.343.630
  • SC: 3.671.940
  • SE: 1.222.880
  • SP: 23.748.981
  • TO: 759.400

Origem dos dados

  • Total de doses: números divulgados pelos governos estaduais.
  • As informações sobre população prioritária e doses disponíveis são do Ministério da Saúde.
  • As estimativas populacionais são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL.

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Judiciário

Supremo marca julgamento que pode desbloquear bens de Lula na Lava Jato avaliados em cerca de R$ 6 milhões

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento de uma das três ações movidas na Corte pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os bens dele sejam desbloqueados.

A análise do pedido será por meio julgamento virtual, entre os dias 6 e 16 de agosto, período em que os ministros poderão incluir seus votos na plataforma digital do Supremo. A Segunda Turma é composta pelos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques.

A ação foi protocolada no STF em 18 de março, dez dias depois de Fachin ter decidido anular as duas condenações do petista na Operação Lava Jato e determinado o envio dos processos à Justiça Federal de Brasília, entendimento depois confirmado pelo plenário do Supremo. Os advogados de Lula sustentam que o juiz Luiz Antonio Bonat desrespeita a decisão da Corte ao manter os bens dele bloqueados na Justiça Federal do Paraná. Depois deste pedido ao STF, outros dois com conteúdo similar foram feitos, todos ainda sem decisão do tribunal.

Valores

O valor em discussão é de cerca de 6 milhões de reais, entre imóveis, veículos, aplicações financeiras e saldos bancários. A principal argumentação é a de que a maior parte que amealhou é oriunda de palestras proferidas por ele após ter deixado o comando do país e em relação às quais as investigações da Polícia Federal não apontaram nenhum crime.

A maior parte do valor estimado do patrimônio bloqueado corresponde à metade do que possuíam Lula e Marisa Letícia, casados em comunhão universal de bens (ela morreu em 2017). A outra metade, conforme o inventário apresentado à Justiça, será dividida igualmente entre os quatro filhos: Fábio Luís, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio. Encontra-se indisponível o quinhão do ex-presidente em três apartamentos, um sítio e um terreno em São Bernardo do Campo, veículos, dois planos de previdência privada e pouco mais de 600 000 reais em bancos.

Lula já havia conseguido junto à Lava-Jato o desbloqueio de uma conta no Bradesco na qual recebe uma pensão de anistiado político de cerca de 6 000 reais mensais, na qual havia cerca de 63 000 reais (em 2017), e valores equivalentes a quarenta salários mínimos (em 2020). Enquanto o STF não toma uma decisão, além da pensão, ele embolsa um salário de 30 421 reais mensais que recebe do PT enquanto presidente de honra da legenda, sob o regime da CLT.

Com informações de Veja

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Economia

Dólar cai de novo e chega a R$ 4,90, menor valor em mais de um ano

Foto: Pixabay

Em um dia de alívio global, o dólar operou em queda contínua e fechou no menor nível em mais de um ano. A bolsa de valores (B3) recuperou-se parcialmente de perdas recentes e voltou a encostar nos 130 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) vendido a R$ 4,905, com recuo de R$ 0,058 (1,17%). Durante toda a sessão, a moeda operou em baixa, fechando próxima da mínima do dia. Foi o quarto dia consecutivo de queda da divisa.

A cotação está no menor nível desde 9 de junho do ano passado, quando fechou em R$ 4,89. A divisa acumula queda de 6,12% neste mês. No ano, o recuo está em 5,47%.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após dois dias de queda, o índice Ibovespa da B3 fechou a quinta-feira aos 129.514 pontos, com alta de 0,85%. O indicador acumula alta de 2,61% em junho e de 8,82% em 2021.

A divulgação de dados que mostram que a recuperação do emprego e do consumo nos Estados Unidos está mais lenta do que o esperado animou os mercados. Os pedidos de auxílio-desemprego na terceira semana de junho vieram mais altos que o esperado, e as compras de bens de capital (máquinas e equipamentos) e de bens duráveis também vieram abaixo da estimativa dos investidores.

Um atraso na recuperação econômica dos Estados Unidos aumenta as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros somente no fim de 2022. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a aplicação de recursos em países emergentes, como o Brasil.

Desde os primeiros meses da pandemia da covid-19, os juros básicos norte-americanos estão entre 0% e 0,25% ao ano, no menor nível da história. Paralelamente às taxas baixas nos Estados Unidos, os investidores estão reagindo à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro.

Divulgado ontem (23), o documento revela que a autoridade monetária brasileira pode acelerar o ritmo de elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) caso a inflação permaneça alta nos próximos meses. Juros mais altos no Brasil também atraem capitais estrangeiros, pressionando para baixo a cotação do dólar.

Agência Brasil com informações da Reuters

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Saúde

José Serra é internado com covid-19 em São Paulo

Foto: Reprodução Moreira Mariz/ Agência Senado – 3.jul.2020

O senador José Serra (PSDB-SP), 79 anos, foi internado na 4ª feira (23.jun.2021) depois de ser diagnosticado com covid-19 na 3ª feira (22.jun). Ele está no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e não apresenta nenhum sintoma da doença.

A hospitalização é preventiva e para realização de exames. A assessoria do ex-ministro da Saúde informou que ele fez o teste porque uma pessoa próxima contraiu a doença.

Serra tomou as duas doses do imunizante contra a covid-19. Recebeu a Coronavac. “Até o momento, não apresenta nenhum sintoma, o que, segundo avaliação médica, deve-se à sua imunização por duas doses da vacina”, informou a assessoria do senador em nota.

Os exames iniciais atestaram boa condição clínica.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Se não tem sintomas, pq da internação? Só aparecer. São uns crápulas

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Saúde

COVID: Brasil registra 2.032 óbitos e 73 mil novos casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta quinta-feira (24):

– O país registrou 2.032 óbitos nas últimas 24h, totalizando 509.141 mortes;

– Foram 73.602 novos casos de coronavírus registrados, no total 18.243.483 milhões pessoas já foram infectadas.

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Judiciário

Gilmar Mendes estende suspeição de Moro para todos os processos em que ex-juiz atuou contra Lula

Foto: FELLIPE SAMPAIO /SCO/STF – 09.03.2021

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu, nesta quinta-feira (24), a extensão da suspeição do ex-juiz Sergio Moro para outros dois processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os casos são do sítio de Atibaia (SP) e da doação de um imóvel para o Instituto Lula. O ministro do STF atendeu ao pedido feito pela defesa de Lula.

“Diante do exposto, tendo em vista a identidade fática e jurídica, estendo a decisão que concedeu a ordem neste Habeas Corpus às demais Ações Penais conexas (5021365-32.2017.4.04.7000/PR – Caso “Sítio de Atibaia” e 5063130-17.2016.4.04.7000/PR – Caso “Imóveis do Instituto Lula”), processadas pelo julgador declarado suspeito em face do paciente Luiz Inácio Lula da Silva, de modo a anular todos os atos decisórios emanados pelo magistrado, incluindo-se os atos praticados na fase préprocessual, nos termos do art. 101 do Código de Processo Penal”, afirmou Mendes.

O magistrado aponta que diversos dos fatos ocorridos e que fundamentaram a decisão da Turma pelo reconhecimento da suspeição de Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro, “são compartilhados em todas as ações penais, como os abusos em conduções coercitivas e na decretação de interceptações telefônicas, o levantamento do sigilo da delação premiada de Antônio Palocci Filho com finalidades eleitorais em meio ao pleito em curso naquele momento, entre outros”.

Mendes defende que, dessa forma, é dever deste Tribunal, por meio do relator da ação, estender a decisão aos casos pertinentes, quando há identidade fática e jurídica, por isonomia e segurança jurídica.

R7

Opinião dos leitores

  1. Era pra ter expedido um mandado de prisão também para o marreco.
    Só a suspeição não basta.

  2. Esse é o alter ego de Renan Calheiros usando toga. Acha-se o mandatário mor do Brasil.
    Crápula. Asqueroso.

  3. Vai sair mais limpo do que entrou ! Eita stf de bandidos !!! Os maiores bandidos da república com poderes maiores que os outros! E ninguém os tira de lá, impressionante! Nem sequer os incomodam ! Precisando de um basta urgente !

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Geral

Governo Federal anuncia repasse de R$ 30 milhões para expansão das atividades da CBTU em Natal e Recife

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, anuncia nesta sexta-feira (25) o repasse de R$ 30 milhões para a expansão das atividades da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Natal (RN) e no Recife (PE). Na oportunidade, ele também assina a ordem de serviço para elaboração do projeto executivo para a construção da Linha Roxa da CBTU na capital potiguar.

“Este é o primeiro repasse feito pelo Governo Federal para investimentos na malha ferroviária de Natal desde 2009. O que acontecia anteriormente eram repasses feitos para intervenções corretivas e preventivas”, afirma Marinho. “Agora, estamos possibilitando que os usuários do sistema de transporte da CBTU possam ter melhores condições e mais opções de transporte para chegarem ao trabalho e voltarem para casa. Isso vai levar mais qualidade de vida e dignidade aos cidadãos”, ressaltou o ministro.

Do total que será repassado para a CBTU, R$ 25 milhões serão destinados às operações na Região Metropolitana de Natal. A Linha Roxa, que será implementada, receberá R$ 8,7 milhões para a realização dos estudos necessários para o início das obras. O projeto prevê a implantação de cerca de 4,1 quilômetros de linha férrea e a construção de três estações de passageiros: BR-101 Norte, Guararapes e Vicunha. A previsão é que 2 mil pessoas possam ser atendidas a partir do início da operação.

Já a Linha Branca contará com aporte de R$ 13,4 milhões, sendo que R$ 10 milhões serão destinados aos Trechos 2 e 3, atendendo as cidades de São José de Mipibu e Nísia Floresta. As etapas contemplam a instalação de 20 quilômetros de via férrea e das estações São José de Mipibu e Papary. O ministro Rogério Marinho, inclusive, visita o canteiro de obras em São José de Mipibu às 15h.

Outros R$ 3,4 milhões serão voltados à continuidade das intervenções no Trecho 1 da Linha Branca. Este trecho inclui 3,4 quilômetros de linha férrea e as estações Boa Esperança e Cajupiranga. Além disso, R$ 2,8 milhões serão destinados ao conserto de parte da frota de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) que atende a Grande Natal.

Recife

O repasse também beneficiará as ações da CBTU no Grande Recife. O repasse de R$ 5 milhões vai permitir a integração temporal da frota. Dessa maneira, os usuários poderão utilizar a malha ferroviária com uma única passagem durante determinado período de tempo.

Opinião dos leitores

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Saúde

São Gonçalo amplia vacinação para todos os trabalhadores da Educação acima de 18 anos

Foto: Isaias Carlos

São Gonçalo do Amarante/RN avança com a vacinação dos trabalhadores da Educação e entra na última fase desse grupo, a dos profissionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino superior. Com isso, o município passa a vacinar todos os trabalhadores da área acima de 18 anos.

De acordo com o secretário de Saúde, Jalmir Simões, a expectativa é que o município finalize nos próximos dias mais esse grupo prioritário. Nesta semana a Prefeitura também concluiu a dos profissionais da limpeza pública. “Da mesma forma, estamos encerrando a dos profissionais dos transportes coletivos”, destaca.

São Gonçalo do Amarante recebeu mais 1550 doses nesta quarta-feira (23), sendo 1050 para segunda dose (Oxford/AstraZeneca) dos idosos de 65 a 69 anos, e 500 doses, para trabalhadores da Educação.

Agendamento 

A imunização dos trabalhadores da Educação está sendo, exclusivamente, por agendamento na plataforma RN Mais Vacina. O ponto de vacinação é no campus do IFRN.

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Economia

Confiança do consumidor atinge maior índice desde novembro de 2020

Foto: © Tânia Rêgo /Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 4,7 pontos de maio para junho deste ano. Com a alta, o indicador atingiu 80,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde novembro de 2020 (81,7 pontos).

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 2,9 pontos e chegou a 71,6 pontos. O componente que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral foi o que mais contribuiu para a alta.

Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, cresceu 5,9 pontos e atingiu 88,3 pontos, com destaque para a alta do componente que registra o ímpeto de compras para os próximos meses.

“A confiança dos consumidores segue trajetória de recuperação pelo terceiro mês consecutivo. Pela primeira vez desde julho do ano passado, a intenção de compras de bens duráveis avança de forma mais expressiva, o que parece relacionado a um maior otimismo em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses, ainda que existam diferenças entre as faixas de renda”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. A confiança aumentou?
    Só vi aumentar o gás, a gasolina, a inflação, a energia, as dividas, etc, etc…

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