Judiciário

Mesmo utilizando 92% de todo orçamento de 2011 com gasto com pessoal, TJ/RN tem projeto para aumentar salários

Apesar de só poder destinar o equivalente a 6% do total da receita corrente líquida do estado para pagamento de pessoal, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) utiliza quase todo o seu orçamento para esta finalidade. Em 2011, o TJRN destinou R$ 465.907.928,70 dos R$ 504.256.000,00 previstos no Orçamento Geral do Estado (OGE) para o órgão com pagamento da folha e demais despesas relativas a servidores. Dos recursos destinados ao Tribunal, apenas R$ 38.348.072,00 foram utilizados para o custeio das atividades das comarcas do estado. De acordo com o governo do estado, o valor real gasto pelo Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público equivale a 80,9% da receita do estado.

No intuito de não ultrapassar a margem prevista pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Judiciário, em seu relatório de gestão fiscal referente ao terceiro quadrimestre do ano passado, utilizou estratégias, resguardado por resoluções editadas pelo Tribunal de Contas doEstado (TCE) e uma brecha na LRF, que se contrapõem ao cálculo feito com base na Instrução da Secretaria do Tesouro Nacional. O TJRN deduziu quase a metade do que gasta com pessoal na hora de prestar contas do seu exercício financeiro.

Na LRF, são indicados como gasto com pessoal o somatório dos gastos do ente da federação com os ativos; despesas com inativos e pensionistas; mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos civis, militares e de membros de poder, com quaisquer espécies remuneratórias; vencimentos e vantagens, fixas e variáveis; subsídios, proventos de aposentadoria; reformas e pensões; adicionais de qualquer natureza; gratificações, horas extras e vantagens pessoais; encargos sociais; e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.

A brecha utilizada pelo TJRN para reduzir o valor gasto com pessoal na prestação de contas está prevista no 19 artigo da LRF. No cálculo referente ao terceiro quadrimestre do ano passado, o Tribunal deduziu R$ 90.864.737,79 decorrentes de decisão judicial; R$ 9.620.055,66 oriundos de despesas de exercícios anteriores; R$ 69.519.014,24 usados para pagar inativos e pensionistas; e R$ 68.786.700,84 de Impostos de Renda Retidos na Fonte (IRRF) previstos em decisão do TCE. Com isso, o gasto oficial do Judiciário potiguar, acrescido da destinação de R$ 68.914.799,61 à Previdência Social, caiu para R$ 296.032.219,78.

O Poder Judiciário poderia utilizar até R$ 336.880.813,69, que equivalem a 6% da receita líquida do estado em 2011, para pagamento de despesas com pessoal. Com brechas previstas na LRF e amparado pela decisão do TCE, o Tribunal conseguiu reduzir o valor oficial utilizado com esta finalidade para 5,27%. No entanto, a estratégia utilizada pelo órgão na sua prestação de contas não é bem vista pelo governo do estado. De acordo com uma fonte ligada ao governo, o cálculo incomoda o Executivo, que tem enfrentado dificuldades para não descumprir a LRF.

Projeto de lei do judiciário quer aumentar despesa com salários

Se o gasto do TJRN com pessoal já chega quase à totalidade do seu orçamento, a situação poderá ficar ainda mais delicada. A desembargadora Judite Nunes, presidente do Tribunal, entregou na última terça-feira o projeto de lei que modifica a carreira salarial dos magistrados do estado, aproximando à dos juizes federais. De acordo com a Associação dos Magistrados do RN, essa é uma reivindicação de 15 anos. Se aprovado, o projeto, na prática, representa um aumento no salário da magistratura estadual.

O projeto de lei beneficiará os 240 juízes que atuam nas comarcas do Rio Grande do Norte. A proposta cria um impacto de aproximadamente R$ 5 milhões aos cofres do Poder Judiciário potiguar. Enquanto o governo luta para reduzir o gasto com a folha de pagamento dos funcionários e colocar o estado dentro do limite prudencial, o TJRN caminha no sentido oposto. Caberá aos deputados decidir sobre o aumento.

A matéria será apreciada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Em seguida, caso receba parecer favorável, será enviada para a Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). Após aprovada pelas duas comissões, a proposta segue para o plenário. Se passar pela Assembleia, o projeto de lei segue para sansão governamental. O Executivo ainda não tem um posicionamento formado sobre o assunto.

Segundo o secretário estadual de Planejamento, Francisco Obery Rodrigues, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) aguardará a tramitação da matéria na Assembleia Legislativa (AL) para avaliar o mérito da proposta. “O governo ainda não conhece o teor do projeto. Vamos esperar a tramitação na Assembleia Legislativa. Caso a matéria seja aprovada e encaminhada para sansão governamental, o Executivo analisará as implicações orçamentárias e financeiras desse projeto de lei à luz das disposições constitucionais”, declarou.

No modelo atual, o juiz que está em início de carreira ganha um total de 10% a menos do que recebe um magistrado de primeira entrância (segundo nível da carreira do magistrado, que vai até a terceira entrância). O juiz de segunda entrância ganha 10% a menos do que o de terceira entrância, que recebe 10% a menos do que o teto remuneratório da magistratura estadual no valor de R$ 24.117,64, o salário de um desembargador. A intenção do projeto de lei é diminuir esse valor para 5%.

O salário atual dos 160 juízes que atuam na terceira entrância é de R$ 21.705,87. Os 50 que estão na segunda ganham R$ 19.535,25 por mês. Os 30 magistrados da primeira recebem mensalmente R$ 17.581.75. Os juízes que estão começando a carreira são remunerados com R$ 15.823,57. O projeto de lei prevê um aumento nos salários dos juizes de até R$ 5 mil por mês.

Fonte: O POTI

 

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Geral

VÍDEO: ALERTA: Chuvas fortes causam alagamentos e transtornos em Assú nesta segunda (13)

Imagens: Reprodução

Uma forte chuva atingiu o município de Assú, no Oeste potiguar, na noite desta segunda-feira (13), provocando alagamentos em ruas e avenidas e causando transtornos a motoristas e moradores, segundo registros locais e relatos de quem circulava pela cidade. O volume de água chamou atenção em diferentes pontos do município.

Em diversos trechos de Assú, foi possível observar vias tomadas pela água, dificultando a passagem de veículos. Em imagens registradas no local, há motoristas enfrentando ruas alagadas e áreas com acúmulo significativo de água, além de registros de pedestres lidando com pontos de alagamento mais intensos.

De acordo com a Emparn, a semana deve seguir com previsão de chuvas em todas as regiões do RN. O órgão indica céu parcialmente nublado e possibilidade de precipitações pelo menos até o próximo sábado (18), mantendo o alerta para novas ocorrências.

Segundo o Núcleo de Meteorologia da Emparn, a região do Alto Oeste potiguar deve concentrar os episódios de chuva mais intensos, com possibilidade de trovoadas principalmente na terça-feira (14). As condições atmosféricas são consideradas favoráveis para continuidade das precipitações.

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Geral

“Está me matando”: Mãe chora ao ver filho ser preso pela segunda vez em ação policial

Imagens: Reprodução/Instagram/Charles Pessoa

Um vídeo divulgado pelo delegado Charles Pessoa, da Polícia Civil do Piauí, mostra o momento em que uma mãe reage, em prantos, à prisão do próprio filho pela segunda vez. O registro foi compartilhado nas redes sociais nesta quarta-feira (13).

De acordo com o delegado, o jovem já havia sido preso anteriormente. As imagens foram feitas durante a condução do suspeito em uma viatura, enquanto a mãe acompanha a ação e demonstra desespero com a situação.

No vídeo, a mulher relata sofrimento com a reincidência do filho e faz um desabafo emocionado. Segundo o delegado, o caso expõe o impacto das ações criminosas dentro do ambiente familiar.

Ainda nas imagens, o delegado repreende o suspeito e afirma que “o crime não compensa”, orientando o jovem a valorizar a família e evitar envolvimento com atividades ilegais, conforme registrado na gravação.

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Judiciário

Cármen Lúcia defende mais transparência no STF e diz que Corte “não pode ficar como está”

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia afirmou nesta segunda-feira (13) que o STF precisa avançar em transparência e declarou que o modelo atual “não pode ficar como está”. Segundo a ministra, ampliar a transparência e a comunicação das decisões é importante para fortalecer o Judiciário.

Para ela, mudanças nesse sentido beneficiam tanto a imagem da Corte quanto o funcionamento interno do tribunal.

Cármen Lúcia reconheceu que o STF vem adotando medidas ao longo dos últimos anos para melhorar esse aspecto. Ainda assim, avaliou que há espaço para avanços e que o processo de aperfeiçoamento precisa continuar. “Não significa que não tenha muito a aperfeiçoar. Acho que temos”, afirmou.

De acordo com informações do próprio STF, a ministra foi designada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para relatar a proposta de criação de um Código de Ética para o tribunal. A iniciativa, segundo relatos, enfrenta resistência entre parte dos ministros.

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Política

TCU indica arquivamento de pedido sobre contrato envolvendo Lewandowski e Banco Master

 Foto: Reprodução

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o arquivamento de uma representação que pedia apuração sobre contrato entre o Banco Master e um escritório ligado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Segundo os auditores, o caso não envolve recursos públicos e, por isso, não se enquadra na competência do tribunal.

De acordo com o parecer técnico, os valores pagos pelo banco ao escritório têm natureza privada, sem impacto sobre o erário. Por esse motivo, o TCU entende que não há base legal para atuação no caso.

O documento afirma que, embora a situação possa, em tese, levantar questionamentos sobre possível conflito de interesses, a análise desse tipo de questão cabe à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Comissão de Ética Pública da Presidência. Ainda segundo os auditores, não foram apresentados elementos que comprovem influência direta em ato de gestão pública.

Conforme apuração da Folha de S.Paulo, o escritório Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões do Banco Master entre novembro de 2023 e agosto de 2025. O período coincide parcialmente com a passagem de Lewandowski pelo Ministério da Justiça, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2026.

Em nota e declarações públicas, o ex-ministro afirma que se desligou do escritório antes de assumir o cargo, seguindo as exigências legais. Já a defesa do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco, sustenta que os contratos foram firmados dentro de parâmetros técnicos e regulares.

O parecer da área técnica ainda será analisado pelo ministro relator Augusto Nardes e pelos demais integrantes do TCU, que devem decidir sobre o arquivamento definitivo do caso.

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Polícia

VÍDEO: Mulher cai de passarela na BR-101 em Parnamirim após grade ceder

Imagens: Reprodução/98 FM Natal

Uma mulher de 35 anos caiu de uma passarela na BR-101, em Parnamirim, na Grande Natal, na tarde desta segunda-feira (13). A queda ocorreu após a estrutura de proteção ceder, gerando preocupação sobre a segurança no trecho, conforme informações da 98 FM Natal.

Segundo testemunhas, a vítima tentava desviar de outra pessoa que atravessava a passarela quando houve o impacto na grade, que teria se rompido, conforme relatos de quem presenciou a situação. Ela estava acompanhada de uma criança no momento do acidente e foi socorrida e encaminhada ao Hospital Walfredo Gurgel, em Natal.

Até a última atualização desta matéria, não havia confirmação oficial sobre o estado de saúde da mulher. O trecho foi isolado por equipes do DNIT e da PRF, conforme apurado.

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Política

EUA dizem que Ramagem pode ser expulso após visto vencido

Foto: Agência Câmara

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) informou que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem pode ser deportado do país por permanecer com visto vencido. A informação consta em documento obtido pelo site Metrópoles, após a prisão dele em Orlando, nesta segunda-feira (13).

De acordo com o DHS, Ramagem entrou nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2025 com visto de turista (B-2), com autorização de permanência até 10 de março de 2026. Segundo o órgão, ele continuou no país após o prazo permitido, o que o torna sujeito à remoção conforme a legislação migratória americana.

Ainda segundo as autoridades americanas, ele foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e encaminhado a um centro de detenção por questões migratórias. O documento cita que a permanência irregular motivou a medida.

Ramagem teve o mandato de deputado federal cassado pelo Congresso Nacional em dezembro de 2025, conforme registros oficiais. De acordo com investigações da Polícia Federal, ele deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos.

O Ministério da Justiça informou que formalizou, em 30 de dezembro de 2025, o pedido de extradição à Embaixada do Brasil em Washington. O caso segue em tramitação junto às autoridades americanas, responsáveis por analisar a situação migratória e eventuais desdobramentos.

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Judiciário

Moraes determina perda de cargo de cinco PMs condenados pelo 8/1

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta segunda-feira (13) a perda do cargo de cinco policiais militares condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal, conforme informações da CNN .

Foram atingidos pela decisão Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues. Segundo a publicação oficial, todos já haviam sido condenados pela Justiça.

De acordo com o STF, o grupo foi condenado em 2025 a 16 anos de prisão, em regime inicial fechado, além da perda dos cargos públicos. Em março, a Corte já havia determinado a prisão dos cinco policiais.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os militares não teriam atuado para impedir os ataques às sedes dos Três Poderes, mesmo com informações prévias sobre o risco de invasões.

A decisão de execução imediata das penas foi tomada após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não há mais possibilidade de recursos. Conforme o STF, os policiais devem se apresentar à Corregedoria da PM do Distrito Federal para os procedimentos legais.

Opinião dos leitores

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Geral

Polícia Federal diz que prisão de Ramagem decorreu de cooperação internacional com os EUA

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal informou que a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem ocorreu a partir de cooperação internacional com autoridades dos Estados Unidos. Ramagem foi preso nesta segunda-feira, em Orlando, na Flórida, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos. No site oficial do ICE consta que ele está sob a custódia do órgão.

“A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”, informou a PF em nota.

Ramagem foi condenado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de estado. A sentença foi aplicada no mesmo processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o aliado e influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, Ramagem foi detido “após uma abordagem policial em Orlando, inicialmente por uma infração leve de trânsito e, na sequência, encaminhado ao ICE — procedimento comum na Flórida”.

“Essa é, neste momento, uma questão meramente imigratória. Porém, o status de Ramagem é LEGAL: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos até a decisão final do caso — que é demorada, mas tem tudo para ser deferida”, escreveu Figueiredo..

Segundo o influenciador, a sua expectativa é que o ex-deputado seja liberado.

“O trâmite do ICE também é burocrático e depende da formalização no sistema do órgão para que os próximos passos sejam dados nesta direção”.

O Globo

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Geral

Vetos ao PL da Dosimetria podem beneficiar cerca de 150 presos do 8 de janeiro

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

A Associação das Vítimas e Familiares do 8 de Janeiro (Asaf) estima que cerca de 150 presos pelos atos de 8 de janeiro podem ser beneficiados caso o Congresso derrube os vetos ao PL da Dosimetria na próxima semana.

Segundo a entidade, a nova lei pode permitir a progressão para o regime aberto, dependendo da interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) em cada caso.

Dados do STF, atualizados até dezembro, apontam 638 condenados: 279 por crimes graves e 359 por delitos menos graves. Do total, 141 estão em regime fechado — sendo 29 em prisão preventiva, 112 definitiva e 44 em domiciliar.

A Asaf afirma que os números podem ter mudado desde então, com novas prisões e progressões de regime.

A eventual derrubada dos vetos não terá efeito automático. Após a publicação da lei, caberá ao STF analisar individualmente os pedidos de revisão das penas.

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Geral

Banco Central alerta para superendividamento e cita “problema crescente”; relatório mostra quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O Banco Central classificou, nesta segunda-feira (13/4) o superendividamento como “um problema crescente” no país, em meio a concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento ​de renda cada vez maior das famílias ​com cartões de crédito.

Dados do Relatório de Cidadania Financeira, divulgados nesta segunda-feira (13/4), mostram que o país já soma quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário, o que evidencia a dimensão do desafio para a economia.

Esse cenário de superendividamento tende a se agravar em momentos de juros elevados, como o atual, dificultando a recuperação financeira das famílias.

“O impacto psicológico das dívidas na vida das pessoas é profundo e abrangente. Estudos mostram que o endividamento excessivo está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos familiares”, diz o BC.

Na avaliação da autoridade monetária, o quadro reflete um ambiente de crédito mais caro e maior dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento. O alto nível de comprometimento da renda com dívidas tem limitado a capacidade de consumo e aumentado o risco de inadimplência, especialmente entre as faixas de menor renda.

O BC também destaca que o problema vai além do volume de endividados e envolve casos mais graves, em que o consumidor já não consegue pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas.

Com informações de Metrópoles

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