Judiciário

Ministro Nunes Marques, em sua primeira sessão no STF: “Falo muito pouco. Sou fã do poder de síntese”

Foto: Fellipe Sampaio – 05.nov.2020 / SCO – STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, participou nesta terça-feira (10), na Segunda Turma, da sua primeira sessão colegiada na corte. O ministro afirmou que os outros ministros “terão a oportunidade de ver que eu falo muito pouco”.

“Sou fã do poder de síntese. Não gosto muito da minha voz”, disse o ministro após ter sido recepcionado pelo colegiado. Nunes Marques foi empossado no último dia 5 e ocupa a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou em outubro.

Gilmar Mendes disse que Nunes Marques é um juiz renomado. Já Ricardo Lewandowski lembrou que antes mesmo de Nunes Marques ter assumido o STF já era um admirador. “Pelo trato, cortesia com que tratava os pares e com elevado espírito público e saber jurídico com que desempenhada a magistratura. Desejo que o senhor tenha muito êxito no STF e seja muito feliz como sempre foi. Congratulo e seja muito bem-vindo”, disse.

Cármen Lúcia e Edson Fachin também parabenizaram o novo ministro. “Que o senhor tenha realizações de uma justiça real e efetiva, próxima da vida e ao mesmo tempo isso vai dar a vossa excelência aquilo que se espera do destino, que é evidenciar seu lugar no mundo. Saúdo o senhor como magistrado e desejo pelo êxito no exercício da alta magistratura”, disse Fachin.

Nunes Marques é o primeiro nome indicado por Bolsonaro para o STF e assume a cadeira do ministro Celso de Mello, recém-aposentado. Em sua sabatina no Senado, demonstrou tranquilidade — característica que, aliada a simplicidade e naturalidade, agradou os senadores.

Na maioria de suas respostas, afirmou ser um magistrado de perfil garantista, que preza pela segurança jurídica, pela decisão colegiada e aplicação de precedentes. Não se manifestou sobre casos em tramitação: deixou de dar sua opinião sobre diversos temas, como a prisão após segunda instância, o inquérito das fake news, demarcação de terras indígenas e aborto.

CNN Brasil

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VEXAME GOVERNISTA: Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula conseguem se eleger no 1º turno


Foto: Reprodução/Instagram

Das 22 apostas do Palácio do Planalto que deixaram o governo para concorrer nas eleições de 2026, apenas 9 conseguiram garantir a vitória logo no primeiro turno, o que representa menos da metade do antigo primeiro escalão que entrou na disputa eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia incentivado essas saídas com o objetivo de fortalecer candidaturas aliadas e ampliar a presença governista no Congresso.

O revés foi especialmente marcante nas disputas majoritárias para os governos estaduais, onde nenhum dos ex-ministros candidatos obteve sucesso. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-comandante da Fazenda e que teve Márcio França (PSB) como vice, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em Alagoas, Renan Filho (MDB), ex-ministro dos Transportes, ficou em segundo lugar com 47,37% dos votos, sendo superado por JHC (PSDB), que venceu com 52,20%.

Derrotas e Vitórias na Corrida ao Senado e à Câmara

Entre os oito ex-ministros que concorreram às vagas ao Senado em seus estados, apenas dois saíram vitoriosos: Rui Costa (PT) na Bahia e André Fufuca (PP) no Maranhão. Nomes de peso como Marina Silva e Simone Tebet (em São Paulo), Gleisi Hoffmann (no Paraná), Carlos Fávaro (em Mato Grosso), Celso Sabino (no Pará) e Paulo Pimenta (no Rio Grande do Sul) ficaram de fora.

Na Câmara dos Deputados o desempenho foi mais favorável na busca por cadeiras. Dos nove ex-ministros concorrentes, seis foram eleitos: Anielle Franco (PT-RJ), Jader Barbalho Filho (MDB-PA), Juscelino Filho (PSDB-MA), Nísia Trindade (PT-RJ), Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Derrotas notáveis na mesma categoria incluíram Daniela Carneiro, Márcio Macêdo e Paulo Teixeira.

Já nas Assembleias Legislativas Estaduais, Macaé Evaristo (PT) foi a única representante do grupo a disputar uma vaga estadual, elegendo-se para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Ao todo, 30 ministros haviam deixado a gestão desde o início do terceiro mandato de Lula, mas apenas 22 efetivamente registraram candidaturas. Enquanto o saldo das urnas no primeiro turno foi desfavorável para boa parte dos antigos auxiliares, Geraldo Alckmin (PSB) segue na disputa nacional como candidato a vice na chapa presidencial. O pleito para o Palácio do Planalto será decidido em segundo turno no dia 25 de outubro, em uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

    1. O ensino público Federal está totalmente dominado pela esquerdopatia, tem que ver o que fazer para desinfectar estas instituições de estado que estão contaminadas.

    2. Tem notícia que é chover no molhado, a promiscuidade com que IFs e Universidades são tratadas já não são nem notícia mais, MP só se preocupa com missa e culto em escolas confessionais, o que a sociedade tem que fazer é cobrar essas as autoridades e expurgar a verminose dessas instituições apodrecidas.

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[VÍDEO] “ESPANCAMENTO MAIS DOLOROSO QUE EM 2024”: Josias de Souza comenta revés histórico da esquerda nas urnas

 


Vídeo: Reprodução/Jornal da Gazeta

A esquerda brasileira, que já havia sofrido reveses nas eleições municipais de 2024, enfrentou um revés ainda mais doloroso neste domingo. O analista político aponta que, enquanto há dois anos os partidos de centro-direita (PSD, MDB, PP e União Brasil) saíram vitoriosos ao conquistarem mais de 3 mil prefeituras contra 517 do PL, o cenário atual mudou drasticamente de figura. 

“O espancamento desse domingo foi ainda mais doloroso. Há dois anos saíram vitoriosos os partidos de centro direita. Agora o povo deu mão forte ao bolsonarismo, a versão mais extrema da direita nacional”, comentou Josias de Souza.

Lula e seus aliados, após optarem por caminhos que abandonaram a psicanálise política tradicional antes da hora, viram-se novamente acuados. A diferença agora é que o eleitorado deu uma demonstração de força expressiva ao bolsonarismo, consolidando a vertente mais extrema da direita nacional.

Flávio Bolsonaro garantiu a passagem para o segundo turno à frente de Lula, colocando-se com força na disputa pelo Planalto e garantindo ampla maioria no Congresso Nacional a partir de 2027. Na Câmara dos Deputados o PL elegeu 121 deputados, formando a maior bancada da Câmara, enquanto no Senado Federal o partido garantiu 19 novos senadores, garantindo 28 cadeiras e assegurando também a maior bancada da Casa. 

O apoio também deve se estender nos executivos estaduais. Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, metade (10) declarou apoio ao filho de Bolsonaro.

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TABU ELEITORAL: Brasil nunca teve virada no 2° turno da disputa presidencial; confira o histórico


Fotos: Evaristo Sá/Ricardo Stuckert

A disputa pela Presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno realizado no último domingo (4), Flávio Bolsonaro garantiu a liderança ao superar o petista por 2,2 milhões de votos a mais, alcançando mais de 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

A configuração da nova etapa do pleito traz à tona um dado histórico marcante da redemocratização: desde 1989, nenhum candidato que terminou a primeira etapa da votação em segundo lugar conseguiu reverter o resultado no segundo turno para vencer a eleição presidencial.

Em quase três décadas de eleições decididas em dois turnos — com exceção das vitórias de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno em 1994 e 1998 —, a tradição política tem sido a manutenção da liderança inicial até o pleito final.

O Retrospecto Histórico dos Segundos Turnos no Brasil

1989 (Collor x Lula)

Fernando Collor (PRN) liderou com 30,5% contra 17,2% de Lula no primeiro turno, confirmando a vitória na etapa seguinte com 53,0% dos votos válidos.

2002 (Lula x Serra)

Lula chegou ao segundo turno com 46,4% frente aos 23,2% de José Serra (PSDB), ampliando a margem para 61,3% e conquistando seu primeiro mandato.

2006 (Lula x Alckmin)

Em sua reeleição, Lula obteve 48,6% no primeiro turno contra 41,6% de Geraldo Alckmin (PSDB), vencendo no segundo turno com 60,8%.

2010 (Dilma x Serra)

Dilma Rousseff (PT) estreou na disputa com 46,9% contra 32,6% de Serra, consolidando a vitória com 56,1% e tornando-se a primeira mulher presidente do país.

2014 (Dilma x Aécio)

Dilma buscou a reeleição após somar 41,6% no primeiro turno frente a 33,6% de Aécio Neves (PSDB), vencendo o segundo turno por uma diferença de 3,3 pontos percentuais.

2018 (Bolsonaro x Haddad)

Jair Bolsonaro (PL) liderou a primeira etapa com 46,0% contra 29,3% de Fernando Haddad (PT), vencendo o pleito final com 55,1%.

2022 (Lula x Bolsonaro)

Lula terminou o primeiro turno à frente do então presidente Jair Bolsonaro e confirmou o triunfo no segundo turno com 50,9% dos votos válidos contra 49,1%.

Com o cenário de 2026 estabelecido, a grande incógnita para o dia 25 de outubro é se Lula conseguirá quebrar o tabu histórico de 37 anos e realizar uma virada inédita desde a redemocratização, ou se Flávio Bolsonaro manterá a tendência de vitória daqueles que lideram a primeira fase.

Com informações do Infomoney

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[VÍDEO] “SEM ACORDÃO”: PL articula impeachment de Moraes e Dino para 2027


Reprodução/CNN Brasil

A movimentação política nos bastidores de Brasília indica que o Partido Liberal (PL) adotou uma postura de confronto direto contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A legenda rejeitou qualquer articulação ou sinalização de “acordão” político com a ala governista da Corte e colocou na mira os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

A estratégia do partido prevê a abertura de processos de impeachment contra Moraes e Dino a partir de 2027, caso se concretize uma eventual derrota do atual governo nas urnas. O entendimento interno da sigla é de que a ala governista do Supremo atuou de forma intensa na reta final do último pleito, com o intuito de blindar o presidente Lula e tentar incluir adversários políticos no debate público.

O ex-presidente Michel Temer enviou uma mensagem pública de apoio a Jair Bolsonaro, buscando estabelecer pontes e atuar como elo político com a família Bolsonaro, mesmo antes da manifestação de outros partidos derrotados.

“O PL também mira o impeachment de Flávio Dino a depender da forma como ele vai atuar se confirmada nas urnas a vitória do Flávio Bolsonaro. O entendimento é de que se ele resolver avançar em investigações comon interferência estrangeira nas eleições brasileiras como pretexto para questionar o resultado eleitoral ou se o Flávio Dino mantiver essas investigações sigilosas sobre irregularidades na utilização de emendas parlamentares ele também entrará no foco do PL, dessa superbancada do PL no Senado”, revelou Caio Junqueira, comentarista da CNN Brasil.

Contagem de votos para Moraes

O PL já contabiliza pelo menos 49 votos garantidos para viabilizar o processo de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado, necessitando de apenas mais cinco apoios para atingir o quórum mínimo de 54 votos.

Condicionantes para Flávio Dino

A investida contra Flávio Dino dependerá da forma como o ministro irá atuar em futuras decisões na Corte, especialmente em pautas sensoriais ligadas a investigações sobre o resultado eleitoral e a utilização de emendas parlamentares.

Com informações da CNN Brasil

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] “HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA”: Governo mira redução de abstenção e ampliação de votos no Nordeste para vencer no 2° turno


Vídeo: Reprodução/Estadão

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou em declaração à imprensa que o governo está otimista e traçou as estratégias iniciais para o segundo turno da eleição presidencial. Utilizando a expressão popular “chegou a hora da onça beber água”, o ministro indicou que a campanha governista adotará uma postura de maior enfrentamento e debate direto (tet a tet) com o adversário agora que a disputa se resume a dois candidatos.

Entre as principais diretrizes definidas pelo governo para a nova fase da campanha estão: a ampliação de votos no Nordeste, combater à abstenção e consolidar compromisso e o apoio dos governadores já eleitos no primeiro turno, além do debate político direto com o adversário.

“A orientação geral, é ampliar a nossa votação no Nordeste, diminuir a abstenção e os governadores eleitos do primeiro turno todos reafirmarem o seu compromisso. Dizemos que no Ceará nós tivemos 60 e poucos por cento, vamos chegar a 70. A Bahia estabeleceu a reunião para definir metas, ampliar a votação, sobretudo naqueles ambientes que nós temos grandes chances, como em todo o Nordeste brasileiro”, comentou o ministro. 

O ministro também desdenhou a diferença de votos registrada no primeiro turno, classificando a vantagem do oponente como pequena e ressaltando que o foco a partir de agora será o diálogo intenso com líderes políticos e a articulação de apoios para consolidar a vitória na disputa final.

“O otimismo tomou conta das reuniões e agora vamos ganhar as eleições juntos. Mobilização, debate, enfrentamento, tête-à-tête, agora só são dois. Portanto, nós vamos saber, porque chega a hora da onça beber água. O país conhece o mundo, o país não conhece o adversário”, revelou José Guimarães. 

Opinião dos leitores

  1. A jumentada faminta e dependente de bolsa esmola vai em peso votar no ladrão de nove dedos, quem não votou não vota no nove dedos, a Brasil do Bem vai votar em Flávio para nos colocar no mapa do desenvolvimento e do progresso.

  2. Deixar bem claro que Flávio Bolsonaro tem muito interesse em reduzir a abstenção é lá que está descontentes inclusive com quem está no poder.
    Tem votos pros dois lados viu Guimarães.
    Acredito que tem mais pro Flávio Bolsonaro, pois os jumentinhos adestrados não custuma falhar, comparecem em peso.
    Portanto, vamos trazer os brancos e nulos e parte dos que se abstiveram pro 22 e ampliar a derrota do corrupto, mentiroso descondenado de 9 dedos.
    É bem mais fácil!!
    É a lógica.

  3. Incrível esta diferença de jntencao de voto… o Nordeste praticamente todo prefere Lula, enquanto o Sul e Sudeste, quem produz 80 % do PIB prefere o Bolsonaro. Penso que agora está claro…o Brasil precisa ser dividido em 2… para a sobrevivência dos Estados do Sul e do Sudeste…. cadê o pessoal do O SUL-SUDESTE É O MEU PAIS?

  4. Vagabundo, esse é o lendário, homem com dinheiro na cueca. Ladrão igual ao chefe da quadrilha, LULADRAO.

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FIM DA LINHA: sites de apostas saem do ar a partir desta terça-feira


Foto: Ricardo Stuckert

Começa a valer nesta terça-feira (6) a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe totalmente a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. A decisão determina que todas as plataformas do setor encerrem as operações e retirem seus sites do ar no país.

A ofensiva contra o setor de apostas de quota fixa ganhou força no início de setembro, quando Lula endureceu o tom e prometeu banir as atividades, apontando que os jogos geram dependência na população, endividamento generalizado e graves problemas de saúde mental. Desde então, a equipe econômica e a Advocacia-Geral da União (AGU) elaboraram o texto da MP com o objetivo de blindar a medida contra contestações legais.

Apesar do esforço do Planalto, a manobra não evitou reações. Representantes do setor já acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP, sob a alegação de que a interrupção abrupta das atividades gera grave insegurança jurídica.

As empresas argumentam que desembolsaram valores expressivos em outorgas para operar legalmente no país por um período de cinco anos, prazo que foi sumariamente interrompido pela nova diretriz. Até o momento, o governo arrecadou R$ 2,5 bilhões com o licenciamento, sendo cobrados R$ 30 milhões por outorga básica (com direito a até três marcas) e R$ 5 milhões por cada marca adicional.

Tattiana de Navarro, procuradora de assuntos tributários da OAB-DF, aponta que os conflitos judiciais poderiam ter sido mitigados caso o Planalto tivesse optado por uma transição moderada. Segundo ela, um cronograma gradual até o término natural das outorgas traria previsibilidade tanto para a segurança jurídica das empresas quanto para a estabilidade do próprio governo.

Histórico da regulamentação e bloqueio de tráfego

As apostas esportivas e de quota fixa foram autorizadas no Brasil durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas a regulamentação efetiva do setor ocorreu apenas em 2025, impulsionada pelo Ministério da Fazenda para combater a ilegalidade. Após cerca de um ano de mercado regulado e focado em mecanismos de proteção ao consumidor e combate ao endividamento, Lula optou pela proibição total.

Como desdobramento da MP, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou que, a partir desta terça-feira, o tráfego de internet voltado aos sites de apostas seja redirecionado compulsoriamente para a plataforma governamental www.brasilsembets.gov.br.

Com informações do Metrópoles

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Davi Alcolumbre desafia avanço da direita e mantém PEC 6×1 na pauta do Senado


Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve para esta terça-feira (6) o início das discussões da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1. A abertura do debate ocorre em meio a uma forte articulação da base governista para blindar a medida contra os reflexos políticos do primeiro turno das eleições.

A redução da jornada é tratada pelo Palácio do Planalto como uma bandeira crucial para impulsionar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faltando três semanas para a decisão eleitoral. Contudo, o cenário no Congresso mudou drasticamente. As sessões começam sob a pressão da vantagem de 2,3 milhões de votos conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, somada ao desempenho expressivo do PL, que elegeu 19 senadores e formará a maior bancada da Casa em 2027, com 28 parlamentares.

Negociações e estratégia de votação

Alcolumbre agendou inicialmente três sessões plenárias de discussão para esta semana, período que servirá como termômetro para medir forças entre o governo e a oposição. Para ser aprovada no plenário, a PEC precisa do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta segunda-feira (5) que o governo mantém o plano de votar e aprovar a proposta ainda esta semana. Segundo ele, o clima político “não mudou nada” e a eleição permanece em aberto. Guimarães deve se reunir com líderes partidários para tentar um acordo de abreviação dos prazos regimentais. Sem consenso, a proposta precisará cumprir o rito padrão de cinco sessões de debate antes da primeira votação.

Resistência empresarial e cálculo político

Do lado oposto, entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria iniciaram uma ofensiva junto aos parlamentares para esvaziar o quórum mínimo necessário. Para o empresariado, o bônus político de Lula com a aprovação da PEC perdeu força diante do resultado apertado nas urnas.

A conjuntura também altera o comportamento dos senadores. Com a maioria já reeleita, derrotada ou focada em eventuais segundos turnos para governos estaduais, a vulnerabilidade à pressão pública diminuiu. Na avaliação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o governo está fragilizado e terá dificuldades para mobilizar quórum.

O fator Alcolumbre e a sucessão na Casa

A disputa em torno da jornada 6×1 também esbarra nos planos de sobrevivência política de Davi Alcolumbre, que busca a reeleição para a presidência do Senado em fevereiro. A nova mesa diretora será instalada já sob a correlação de forças de 2027, com um PL fortalecido cuja preferência para o comando da Casa é o senador Rogério Marinho (RN). Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é um crítico declarado da PEC e defende um modelo de jornada flexível por acordo individual. Além disso, Alcolumbre sofreu um revés local ao não conseguir reeleger o governador do Amapá, Clécio Luiz, de seu grupo político.

Com informações da Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Este é outro que deveria (ou deve) ser impichimado, atua contra os interesses da Nação Brasileira.

  2. O nome desta estratégia é GOLPE. Um aliado do Planalto que está metido até o tutano nas falcatruas da “Master CorruPTção” age com um cabo eleitoral. DEUS é mais !!!

  3. Trabalho por hora é a solução. Cada trabalhador faz a sua carga horária. O mundo já é assim.

  4. Vergonhoso nossos Ptesidentes tanto da Federação ( que na verdade nao é uma Federacao), como os do SENADO, e o da Câmara Federal…. que claramente estão amarrados ( rabo preso) com o Poder da Esquerda, e nao votam os IMPEACHMENTS OU TEMAS IMPORTANTES…. E OPTAM EM ACEITAR VOTAR A PROPOSTA 6X1 que muito mal fará a maior parte dos brasileros… e nao se sustentará… e só politica suja e irresponsável…. pra isso o ALCOLUMBRE é adequado e eficiente…. igualmente nosso Parlamento que nao faz frente a estes absurdos…e as FAA e a Polícia Federal e a Receita Federal que nao cumprem sua função de pesquisar os ganhos ilícitos de todos os políticos corruptos. Uma VERGONHA! Mas se o Flávio ganhar… isso muda e será retroativo….

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CREDIBILIDADE EM XEQUE: O abismo entre as pesquisas e as urnas no 1º turno


Arte: Metrópoles

Os resultados do primeiro turno das eleições revelaram um abismo entre o cenário projetado pelos principais institutos de pesquisa e o veredito das urnas. Tanto na disputa nacional quanto em cenários estaduais, as sondagens divulgadas na reta final da campanha falharam em antecipar a virada que recolocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da corrida presidencial.

Apesar de os levantamentos de véspera apontarem a liderança do presidente Lula (PT), a apuração oficial de 100% das urnas, concluída na madrugada de segunda-feira (5), mostrou um panorama invertido. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente com 47% dos votos válidos, seguido por Lula, com 45%. A diferença consolidada foi de cerca de 2,2 milhões de votos a favor do candidato do PL.

Nenhuma das principais pesquisas publicadas nos dias anteriores à votação conseguiu antecipar o resultado real. Levantamentos de institutos como Datafolha, Quaest, Atlas, CNT e Real Time Big Data projetavam a vitória ou a dianteira do atual presidente:

  • Datafolha: Lula (45%) x Flávio Bolsonaro (42%)

  • Pesquisa Quaest: Lula (46%) x Flávio Bolsonaro (45%)

  • Real Time Big Data: Lula (43%) x Flávio Bolsonaro (39%)

  • Pesquisa Atlas/Intel: Lula (47%) x Flávio Bolsonaro (44,1%)

  • Pesquisa CNT: Lula (47,8%) x Flávio Bolsonaro (42,1%)

A defesa dos institutos

Questionados sobre o descompasso, os institutos minimizaram os erros sob o argumento de que as pesquisas refletem apenas um “retrato do momento” e que a dinâmica da reta final foi influenciada por fatores de última hora, como a consolidação de um forte movimento de voto útil à direita em favor de Flávio Bolsonaro.

Apesar das justificativas, o desempenho das urnas recoloca em debate a precisão das metodologias de captura de intenção de voto na véspera de pleitos polarizados, ampliando a pressão sobre o setor de opinião pública.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Se eu pagar uma pesquisa eleitoral sairei em 1º lugar. Quem paga, leva.
    Cadê a Zenaide que estava eleita ???

  2. Estas pesqueras, já ha mais tempo ( desde que o PT assumir o poder) passaram a errar muito, ou seja e flagrante a manipulacão e adulteração dos dados, para beneficiar a ESQUERDA….. basta olhar os resultadis das pesquisas feitas durante as últimas 10 eleições para presidente…. o que mostra a falta de isenção da mídia e das empresas responsáveis por estas enquetes…. ou é isso, ou o modelo utilizado por elas e insuficiente uma inadequado … mostrando sua incompetência!

  3. Inventaram esse “negócio” de pesquisa eleitoral pra manipular a opinião dos eleitores e conduzir a votação para a direção desejada pela mídia hegemônica e os grandes grupos políticos. E os trouxas deixam de lado sua convicção para votar nos candidatos que estão à frente das pesquisas, “pra não perder o voto” como eles mesmos dizem. É o cabresto moderno.

  4. Erra muito nas últimas eleições os institutos de pesquisas.
    A forma de resolver esses erros grosseiros é fácil, muito fácil.
    Bastava multar pesado quem erra grosseiramente e quem pública resultados da pesquisa.
    Detalhe:
    Exclusão depois de reincidência.
    Em quanto o país não for sério, continua o baile infelizmente.

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Política

[VÍDEO] SÓ AGORA? Lula diz que carrega nas costas ‘promiscuidade’ no STF


A reunião de emergência convocada pela coordenação de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (5) foi marcada por forte tensão e declarações explosivas. Cercado pelo pessimismo da cúpula governamental após a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, Lula culpou o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo desgaste político que enfrenta e afirmou que está “carregando nas costas” a “promiscuidade” instalada na Corte.

Sem citar diretamente o escândalo do caso Banco Master, o petista admitiu o impacto devastador das revelações que atingem em cheio a cúpula do Judiciário e defendeu que o tema seja pauta central nos 20 dias restantes até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nessa campanha”, declarou o presidente.

Com informações do Metrópoles 

Opinião dos leitores

  1. O sinismo e a mentrira é a cara desse traste, o STF está cheio de indicados pela esquerda inclusive com Dino e Zanin e o traste sujo vem falar isso, emgana quem jumentto ?

  2. Elemento mal caráter e mentiroso, a pouquíssimos dias atrás tava defendendo as barbaridade dos seus comparsas do STF e tomando cafezinho com o Alexandre de Moraes.

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Política

PT aponta marketing de Sidônio como responsável pela derrota de Lula e cobra guinada

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno escancarou a guerra interna na base governista. Lideranças da cúpula do PT apontam o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, como o principal responsável pelo revés de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas e cobram uma mudança drástica na condução da campanha para o segundo turno.

Nos bastidores, petistas de peso classificam a estratégia adotada até aqui como um verdadeiro “improviso”. A avaliação central é de que o marketing governamental passou longe da realidade das ruas, priorizando pautas abstratas — como discussões sobre soberania e terras raras — enquanto ignorou o debate central do eleitor: o custo de vida e o peso no bolso do trabalhador.

A fatura cobrada contra a equipe de comunicação também passa pelo fracasso em conter a rejeição ao governo, que empacou na faixa dos 50%. Para o partido, a aposta cega na máquina pública e em pacotes de bondades — como medidas voltadas ao Bolsa Família e renegociação de dívidas — falhou em blindar o presidente do desgaste econômico e da insatisfação popular.

Com informações do UOL

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