Judiciário

MPF pede que processo das queimadas e brigadistas presos em Alter do Chão passe à Justiça Federal

Da esquerda para a direita: Marcelo Cwerver, Gustavo Fernandes, João Romano e Daniel Gutierrez, brigadistas de Alter do Chão — Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) enviou nesta terça-feira (3) um pedido para que o processo que trata das queimadas em Alter do Chão e das prisões de quatro brigadistas pela Polícia Civil fique com a Justiça Federal. Os brigadistas, presos no dia 26, foram liberados da prisão preventiva na última quinta-feira (28), mas ainda são considerados suspeitos e respondem ao processo judicial da Justiça Estadual do Pará. O MPF entende agora que o caso deve prosseguir apenas na esfera federal.

Enquanto o inquérito da Polícia Civil do Pará acusa os voluntários de provocar os incêndios para arrecadar doações, uma outra investigação, conduzida pela Polícia Federal a pedido do MPF, “aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental”.

Segundo a promotoria, há duplicidade nas investigações e deve prevalecer a competência judicial federal porque as queimadas ocorreram em terras públicas da União. “As imagens e mapas produzidos pelo Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) demonstram que os incêndios florestais ocorreram dentro da APA Alter do Chão e do projeto de assentamento agroextrativista Eixo Forte, mas ambos estão sobrepostos à gleba de terras públicas federais Mojuí dos Campos I”, explica o MPF.

A prisão dos quatro brigadistas voluntários causou indignação entre ambientalistas e ONGs do setor. Antes da soltura dos voluntários, o MPF já havia pedido acesso ao inquérito da Polícia Civil, que acusa os brigadistas de atear fogo na floresta para arrecadar recursos financeiros para a Brigada de Alter do Chão. Além disso, o Governo do Pará trocou o delegado responsável pelo caso e acionou a Corregedoria da Polícia Civil do Estado para apurar as investigações.

Um dos indícios usados pela Polícia Civil para pedir a prisão dos suspeitos foi um diálogo em que um deles é convidado a “ir para o fogo” nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. No inquérito, os investigadores questionam como o brigadista poderia saber onde ocorreriam os incêndios.

Soltura dos brigadistas

Os quatro brigadistas divulgaram na noite da última sexta-feira (29) um vídeo de agradecimento ao apoio recebido de familiares, amigos e nas redes sociais.

Daniel Gutierrez, Marcelo Cwerver, João Romano e Gustavo Fernandes passaram dois dias na prisão. Eles foram presos na manhã de terça (26) e liberados no fim da tarde desta quinta (28), mas ainda são considerados suspeitos pela polícia.

De cabelo e barba raspados, e vestindo camisetas da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão, eles se revezaram para comentar as acusações e agradecer pelas mensagens de apoio que receberam de familiares, amigos e de desconhecidos de dentro de fora do Brasil.

Áudio do governador

Em um áudio enviado ao governador do Pará, Helder Barbalho, sobre a situação dos incêndios na Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão, no oeste do Pará, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, afirma que o local é “área de invasores'” e que teria “policial por trás”.

No áudio enviado ao governador no dia 15 de setembro deste ano, Nélio fala ainda que o “povo lá anda armado” e que os bombeiros não teriam ido ao local conhecido como Capadócia. “Só está a Brigada lá, o bombeiro não está indo lá”, falou o prefeito. Depois, o prefeito ainda disse que é preciso “identificar esses criminosos”.

Ao G1, o prefeito Nélio Aguiar disse que passou o áudio para o governador para mantê-lo informado. “Somente os Brigadistas estavam no local e a Semma [Secretaria Municipal de Meio Ambiente] estava receosa de entrar na área por ser uma área de conflito desde 2015, que houve problema na área com relação a grilagem por causa da comercialização de lotes e o ex-policial que foi julgado inclusive e está foragido, o Silas”, explicou.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Em breve retornarão para a cadeia. Recebiam dinheiro sem fazer nada e quando Bolsonaro fechou as torneiras, reso0lveram colocar fogo nas matas criminosamente.

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Lula e Flávio formalizam autorização para abrir sigilos, mas não divulgam dados

Foto: Reprodução/CNN Brasil

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as autorizações para abertura de sigilos, conforme acordo firmado entre as equipes. Mas os dados sigilosos ainda não foram divulgados pelas campanhas.

A campanha de Flávio afirmou ter cumprido o acordo, incluindo a autorização referente à Alcazar Holding, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que o senador seja sócio do advogado Willer Tomaz na empresa.

A equipe de Flávio também classificou como “puramente política” a iniciativa de Lula e cobrou a divulgação de informações sobre os gastos com o cartão corporativo. Já a campanha petista afirmou ter entregue os dados disponíveis, incluindo agendas, planos de voo e informações do cartão.

As campanhas divergem sobre a atuação do ministro André Mendonça, relator do caso. Enquanto Lula pede que o TSE coordene a divulgação simultânea das informações, o ministro entende que os candidatos podem tornar os dados públicos sem necessidade de intervenção judicial.

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Flávio convida ex-mulher de Janones para o debate

Foto: Breno Esaki/Metrópoles | Mario Agra/Câmara dos Deputados

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) convidou a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), ex-esposa do deputado federal André Janones (Rede-MG), para acompanhar o debate presidencial da TV Globo nesta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro.

A iniciativa busca impedir a participação de Janones no evento. A prefeita afirmou que ainda analisaria o convite antes de decidir se participaria.

Em abril de 2025, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu uma medida protetiva a Leandra contra o ex-marido, após supostas ameaças de divulgação de fotos íntimas.

Aliados de Janones disseram que o episódio “não é o foco” do deputado neste momento.

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PESQUISA VETOR ARROW: Flávio Bolsonaro tem 52,7% dos votos válidos contra 47,3% de Lula

Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

Flávio Bolsonaro (PL) tem 52,7% dos votos válidos na disputa pela Presidência, contra 47,3% do presidente Lula (PT), segundo pesquisa Vetor Arrow divulgada nesta sexta-feira (23). A diferença é de 5,4 pontos percentuais, com margem de erro de 1,2 ponto.

Nos votos totais, Flávio registra 50%, enquanto Lula tem 44,9%. Brancos e nulos somam 3,6%, e 1,5% dos entrevistados estão indecisos.

O levantamento foi realizado nos dias 22 e 23 de outubro, com 6.867 eleitores das 27 unidades da Federação. O levantamento foi feito por telefone, com entrevistas automatizadas, e tem margem de erro nacional de 1,2 ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número BR-06957/2026.

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Flávio denuncia Lula ao TSE por esquema milionário de propaganda digital, uso de dinheiro público e manipulação de redes sociais

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (23), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, denunciando um esquema de abuso de poder político e econômico, uso de recursos públicos e manipulação das redes sociais para favorecer a campanha de reeleição petista.

A ação, que também envolve o Facebook como terceiro juridicamente interessado, apresenta um levantamento de anúncios pagos, gastos milionários com impulsionamento, propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro e uma estrutura de mobilização digital que, segundo a denúncia, teria sido construída ao longo de três anos para influenciar o eleitorado.

Um dos pontos mais graves da investigação é a acusação de que dinheiro público da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República teria sido utilizado para direcionar usuários das páginas oficiais do governo ao perfil pessoal de Lula, posteriormente declarado à Justiça Eleitoral como canal oficial de sua candidatura.

A petição é contundente ao descrever a estrutura denunciada: “A máquina deixa de ser apenas estatal e se torna algorítmica.”

Gastos milionários e milhares de anúncios contra Flávio

De acordo com o levantamento apresentado ao TSE, páginas oficiais ligadas a Lula e ao PT teriam investido entre R$ 4,16 milhões e R$ 5,22 milhões em impulsionamento antes do início oficial da campanha eleitoral.

Já durante a campanha, a investigação identificou 6.606 anúncios classificados pelos autores da ação como propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro, com gastos estimados entre R$ 1,53 milhão e R$ 2,49 milhões e até 170,9 milhões de impressões.

Segundo a petição, 1.818 desses anúncios foram removidos pelo próprio Facebook por descumprimento das regras da plataforma. Mesmo após decisões do TSE, em 11 e 13 de outubro, outros 2.008 anúncios negativos teriam começado a circular, enquanto 893 permaneciam ativos no momento da coleta dos dados.

A defesa de Flávio sustenta que a prática configura impulsionamento irregular de propaganda negativa e demonstra a utilização sistemática de recursos financeiros para atacar o adversário.

Financiamento oculto e anúncios pagos em moedas estrangeiras

Outro ponto considerado grave pela acusação envolve a identificação de 53 páginas sem titular identificável, responsáveis por 4.625 anúncios pagos em reais, dólares e pesos colombianos.

Segundo a investigação, todas apresentavam o campo de inscrição fiscal vazio, levantando questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados para financiar conteúdos eleitorais e direcionar usuários aos canais declarados da candidatura de Lula.

A ação pede que a Justiça Eleitoral apure a origem do dinheiro e a responsabilidade pela contratação dos anúncios.

Exército digital de Lula e manipulação do algoritmo

A denúncia também apresenta dados sobre a atuação do canal denominado “Exército do Lula”, associado ao deputado federal André Janones.

Segundo os documentos, o grupo alcançou 8.348.363 inscritos em 22 de outubro, contra aproximadamente 4,9 milhões apenas cinco dias antes.

Entre 8 e 21 de outubro, a investigação identificou 130 ordens de mobilização digital. Das 66 hashtags utilizadas, 53 chegaram às dez primeiras posições entre os assuntos mais comentados do país, conforme o levantamento apresentado.

A petição sustenta que a estratégia buscava produzir artificialmente tendências, buscas e engajamento nas plataformas digitais.

Em uma das publicações reproduzidas na ação, o próprio canal declarou: “Não adianta eles tentarem nos boicotar! O algoritmo não é páreo para o exército de um homem chamado LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”.

A investigação também aponta 3.977 publicações em coautoria entre perfis oficiais e páginas de apoio, que teriam acumulado 454 milhões de reproduções sem custos diretos de impulsionamento.

Flávio pede investigação do conjunto das irregularidades

Esta é a décima ação de uma série apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE para denunciar supostos abusos cometidos em benefício da reeleição de Lula.

Diferentemente das anteriores, a nova investigação concentra-se no financiamento e na estrutura de distribuição dos conteúdos digitais, reunindo dados da Biblioteca de Anúncios do Facebook, registros de publicações e informações sobre a atuação coordenada de páginas e canais.

A acusação sustenta que os episódios não devem ser analisados isoladamente, mas como parte de uma estratégia organizada de utilização de recursos públicos, dinheiro partidário e estruturas digitais para interferir na disputa presidencial.

Na petição, os advogados afirmam: “O Estado pagou; o perfil privado recebeu a audiência.”

A ação pede medidas urgentes para interromper as práticas denunciadas, remover conteúdos apontados como irregulares, preservar provas digitais e obter informações da plataforma. Também requer que os fatos sejam examinados em conjunto com as ações anteriores.

O processo, registrado sob o número 0603359-89.2026.6.00.0000, está sob a relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

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Primeiro mamógrafo próprio da rede pública de Parnamirim, idealizado por Wolney França na Câmara, é entregue no Outubro Rosa

Foto: Divulgação

Parnamirim vive nesta sexta-feira (23) um marco histórico na saúde da mulher. A prefeita Nilda Cruz entrega à população o primeiro mamógrafo próprio da rede pública municipal, em pleno Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção e ao combate ao câncer de mama. Até agora, o acesso ao exame na cidade dependia de mutirões. Com o equipamento, a mamografia passa a ser um serviço permanente.

O equipamento tem origem em uma iniciativa inédita da Câmara Municipal de Parnamirim, idealizada pelo vereador Wolney França durante sua gestão como presidente da Casa, entre 2021 e 2024. O programa transformava as sobras do orçamento do Legislativo em bens doados ao município, com autorização em lei, processo licitatório e termo de doação firmado inclusive com o acompanhamento do Ministério Público.

A aquisição do mamógrafo foi autorizada pela Lei Municipal nº 2.459, de 18 de dezembro de 2023, e o equipamento foi entregue pela Câmara em 3 de julho de 2024. Pelo mesmo programa, a gestão de Wolney entregou motocicletas para a Guarda Municipal, toda a aparelhagem do setor de cardiologia e, para a assistência social, veículo zero quilômetro, mobiliário e eletrônicos.

“Na época, muita gente disse que isso não era papel da Câmara, que eu ia responder na Justiça. Hoje, quem responde são as mulheres de Parnamirim, que têm a possibilidade de realizar a mamografia mais perto de casa”, afirma o vereador.

“Os mutirões cumpriram um papel importante, mas a prevenção do câncer de mama não pode depender de data marcada. A mulher precisa ter o exame disponível quando precisa. É isso que muda a partir de agora”, ressalta Wolney.

Para colocar o equipamento em funcionamento, faltava a adequação da sala, compromisso assumido pela prefeita Nilda Cruz no início de sua gestão e concretizado pela secretária municipal de Saúde, Ana Michelle. “Agradeço à prefeita e à secretária, que cumpriram o compromisso de colocar esse equipamento para funcionar. Uma ideia vira lei, a lei vira equipamento, e o equipamento salva vidas”, destaca.

Pai de três meninas, Maria Luiza, Maria Isabella e Marina, e cercado também pela mãe, Dona Zoraide, e pela esposa, Flaviana, o vereador diz que a entrega tem um significado pessoal. “Convivo com cinco mulheres. Sei o que representa para uma família ter o diagnóstico precoce perto de casa. Mulheres, cuidem-se. O mamógrafo agora é realidade e está disponível para vocês.”

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Prefeitura de Ceará-Mirim entrega escola renovada e amplia ensino em tempo integral em Massangana

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Ceará-Mirim entregou, nesta sexta-feira (23), a Escola Municipal de Tempo Integral Maria Ester Paiva, na comunidade de Massangana. Com a estrutura renovada, a unidade oferece melhores condições de aprendizagem e amplia o acesso dos estudantes ao ensino em tempo integral.

Além das aulas do currículo escolar, os alunos contam com atividades esportivas, artísticas e de reforço pedagógico, alimentação e acompanhamento ao longo da jornada. A proposta é ampliar as oportunidades de aprendizagem e contribuir para o desenvolvimento dos estudantes.

A solenidade reuniu o prefeito Antônio Henrique, a vice-prefeita e secretária de Educação, Margareth Pereira, vereadores, educadores, famílias e estudantes.

“Cuidar das nossas escolas é cuidar da base da nossa gente”, destacou o prefeito Antônio Henrique. A entrega reafirma o compromisso da gestão com a melhoria da educação, a valorização dos profissionais e o futuro das crianças de Ceará-Mirim.

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DEBATE NA GLOBO: Lula e Flávio terão movimentação restrita no palco nesta sexta-feira; veja as regras

Foto: Reprodução/Band

A TV Globo definiu regras para o último debate presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), marcado para esta sexta-feira (23), às 21h20, após o Jornal Nacional. O encontro terá quatro blocos, restrições à movimentação dos candidatos e mediação do jornalista César Tralli.

Nos três primeiros blocos, apenas o candidato que estiver com a palavra poderá circular livremente pelo cenário. O adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar sua vez de falar. No quarto bloco, de tema livre, cada candidato poderá se movimentar apenas pelo seu lado do palco.

As restrições foram estabelecidas após o debate da Band, realizado no último domingo (18), quando Flávio se posicionou atrás de Lula durante as respostas do presidente, provocando reclamações da campanha petista.

O primeiro bloco terá rodadas de perguntas sobre as regiões do Brasil e temas nacionais. No segundo e no terceiro, os candidatos escolherão assuntos previamente definidos pela emissora, como saúde, educação, economia, meio ambiente e relações internacionais.

No último bloco, cada candidato terá oito minutos para abordar temas livres, sem limite de intervenções. Ao final, ambos terão um minuto e meio para as considerações finais.

A Globo também fará a checagem das declarações dos candidatos por meio do serviço Fato ou Fake, com verificações publicadas durante e após o confronto.

O debate será transmitido pela TV Globo, GloboNews e g1, com disponibilização posterior no Globoplay.

Com informações do Poder360

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RETA FINAL: Flávio aposta em voto silencioso para enfrentar mobilização de Lula

Fotos: Reprodução

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aposta no chamado voto silencioso e nos eleitores que evitam declarar publicamente sua preferência política para enfrentar a mobilização de apoiadores do presidente Lula (PT) na reta final do segundo turno. A estratégia busca explorar a rejeição ao petista e apresentar o senador como candidato da mudança.

A dois dias da votação, marcada para domingo (25), Flávio pretende intensificar o discurso antipetista e conquistar eleitores indecisos, inclusive aqueles que não se identificam com o bolsonarismo, mas desejam uma mudança de governo.

Em seu último programa eleitoral, previsto para esta sexta-feira (23), o senador reforça o apelo à mobilização. “O seu voto é secreto. Ninguém pode saber em quem você votou. Não deixe ninguém ameaçar você. Na urna, você é o dono do seu destino”, afirma.

A estratégia ocorre após a campanha de Lula intensificar manifestações de rua e ações nas redes sociais. Em resposta, Flávio ampliou sua participação nos atos organizados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que passaram a ser chamados de “Bloquinho 22”. Neste sábado (24), o senador deve participar de mobilizações em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Segundo a CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio demonstram preocupação com a possibilidade de que a mobilização petista produza um sentimento de virada entre os eleitores. O Datafolha divulgado na quinta-feira (22) apontou empate entre os candidatos, com 50% dos votos válidos para cada um.

O levantamento também mostrou rejeição de 46% a Flávio e 45% a Lula, índices considerados tecnicamente empatados. Diante desse cenário, aliados recomendaram ao senador reduzir o tom dos ataques durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), para evitar afastar eleitores indecisos.

A orientação da campanha é manter a mobilização nas ruas e nas redes sociais, reforçar o discurso de mudança e evitar declarações que possam ampliar a rejeição ao candidato nos últimos dias antes da votação.

Com informações da CNN Brasil

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POR QUÊ?: Defesa de Lula nega vínculo com canal de Janones e pede retirada do registro no TSE

Foto: Ricardo Stuckert

A defesa do presidente Lula (PT) pediu ao TSE, nesta quinta-feira (22), a retirada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” do registro oficial da campanha à reeleição. Os advogados alegam que o espaço, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não possui vínculo formal com a candidatura.

Segundo a defesa, o canal não recebe recursos ou suporte da campanha e não segue orientações sobre conteúdos, frequência de publicações ou metas. Os advogados sustentam que Janones é o criador, titular e único administrador do espaço, que deveria ser considerado um canal independente de apoiador.

A manifestação ocorre após o TSE estabelecer novos critérios para definir quando canais administrados por terceiros devem ser vinculados a campanhas eleitorais. O pedido também responde a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que busca o reconhecimento formal da ligação entre o canal e a candidatura petista.

No mesmo dia em que a defesa negou o vínculo, Janones anunciou a entrada de Lula no “Exército do Lula”. Segundo o deputado, o presidente foi incluído como administrador do canal e poderia enviar mensagens diretamente aos participantes.

Uma mensagem com a palavra “cheguei”, atribuída a Lula, foi publicada no espaço. Também foi divulgado um vídeo em que o presidente convida os integrantes para uma transmissão ao vivo com Janones.

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IPESPE/ABRAPEL: Flávio tem 50,5% dos votos válidos contra 49,5% de Lula no 2º turno

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 49,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

O levantamento mostra uma redução na vantagem numérica de Flávio em relação à primeira pesquisa realizada após o primeiro turno. Na ocasião, o senador registrava 52,7% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 47,3%, uma diferença de 5,4 pontos percentuais.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56,1 milhões de votos. Lula obteve 45,16%, com 53,8 milhões de votos.

A Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores por telefone, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04350/2026.

Com informações da CNN Brasil

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