Relator do projeto da lei da Ficha Limpa, ex-deputado Índio da Costa e Superintendente dos Correios são presos pela PF

Foto: Divulgação

O ex-deputado Índio da Costa e o superintendente dos Correios no Estado do Rio de Janeiro foram presos na Operação Postal Off, realizada pela Polícia Federal. A informação foi confirmada pela PF. A ação é para desarticular uma organização criminosa que realizava fraudes na empresa.

Índio da Costa já foi vereador, deputado federal e candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB). Ele também concorreu ao cargo de prefeito do Rio, em 2016 e ao de governador, em 2018.

Índio, que em sua época de parlamentar se gabava de ter relatado o projeto da lei da Ficha Limpa, já integrou o PFL, PTB, DEM e o PSD.

Além do político, outras oito pessoas também foram presas.

As autoridades tentam cumprir 11 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e um de prisão temporária nas cidades de Tamboré, São Caetano e Bauru, no Estado de São Paulo e Belo Horizonte (MG).

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis (SC).

De acordo com a Polícia Federal, as investigações que começaram em novembro de 2018, em Santa Catarina, mostraram um esquema com participação dos funcionários dos Correios, fazendo com que grandes cargas transportadas de seus clientes fossem distribuídas no fluxo postal com o faturamento inferior.

Grandes clientes dos Correios eram procurados pelos investigados com a oferta de que rompessem seus contratos com a empresa pública e começassem a ter suas encomendas postadas por meio de contratos mantidos entre as empresas do grupo e a EBCT.

A organização teria causada prejuízos de R$ 13 milhões no que se refere às postagens ilícitas já identificadas, não computado o prejuízo diário que estava sendo causado pelo grupo investigado.

Em nota, os Correios não confirmaram a informação e disse “estar colaborando com as autoridades”. A empresa reafirmou seu compromisso com “a ética, a integridade e a transparência”.

O R7 não conseguiu retorno dos citados até a publicação da matéria. O espaço está aberto para a manifestação.

R7 e Globo

Ex-governadores Garotinho e Rosinha são presos no Rio

 Foto: Reprodução / TV Globo

Uma operação do Ministério Público do RJ prendeu na manhã desta terça-feira (3) os ex-governadores Anthony Garotinho (sem partido) e Rosinha Matheus (Patriota).

O casal e outras três pessoas são suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht.

O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 60 milhões, segundo delações prestadas à força-tarefa da Lava Jato.

Até as 8h50, somente um mandado de prisão ainda não havia sido cumprido.

Garotinho e Rosinha foram presos em casa, no Flamengo, Zona Sul do Rio, e levados para a Cidade da Polícia, na Zona Norte, aonde chegaram por volta das 7h30. A previsão é que o casal passe por exame de corpo de delito no IML e pela triagem do sistema carcerário, em Benfica.

É a quarta vez que o ex-governador é preso – e a segunda da mulher dele.

O G1 tenta contato com a defesa do casal e dos demais citados.

Alvos da Operação Secretum Domus
Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes;
Anthony Matheus Garotinho, preso;
Gabriela Trindade Quintanilha;
Rosinha Matheus Garotinho, presa;
Sérgio dos Santos Barcelos, preso.

Os mandados de prisão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

O que diz a denúncia

O MP fluminense afirma que a Prefeitura de Campos e a Odebrecht superfaturaram contratos para a construção de cerca de 10 mil casas populares. Os programas Morar Feliz I e II foram tocados durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita, entre os anos de 2009 e 2016, e não foram concluídos.

“Ambos os editais de licitação continham cláusulas extremamente restritivas, o que evidenciava que o instrumento convocatório havia sido preparado para que a Odebrecht fosse a vencedora dos certames”, detalha nota do MP.

Em acordo de colaboração dentro da Operação Lava Jato, os denunciados Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior deram detalhes do esquema.

Com base nas delações, o MP diz ter constatado superfaturamento de R$ 29.197.561,07 no Morar Feliz I e de R$ 33.368.648,18 no Morar Feliz II. Somadas, as licitações ultrapassaram o valor de R$ 1 bilhão.

CPI investigou contratos

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Campos investigou os contratos da prefeitura com a Odebrecht.

O relatório final, apresentado em março de 2018, apresentou indícios das seguintes irregularidades:

associação criminosa;
fraude ao caráter competitivo de licitação;
fraude de concorrência;
corrupção passiva;
caixa dois eleitoral;
improbidade administrativa.
Segundo a CPI, foram ouvidos cinco ex-secretários do município durante as investigações.

Histórico de prisões

Com a Operação Secretus Domus, Garotinho chega à quarta prisão. As outras três foram:

Operação Chequinho. A primeira foi em 16 de novembro de 2016, em uma investigação de um esquema de compra de votos envolvendo o programa social Cheque Cidadão na eleição municipal daquele ano. Dois dias depois, o ex-governador resistiu quando a Justiça determinou a transferência do Hospital Souza Aguiar, onde estava internado, para Bangu.

Fraude eleitoral. A segunda prisão de Garotinho foi em 13 de setembro de 2017, enquanto apresentava seu programa de rádio. O MP afirmara que, em troca de votos em candidatos a prefeito e vereadores em 2016, a Prefeitura de Campos oferecia inscrições no Cheque Cidadão, que dava R$ 200 por mês a cada beneficiário. Garotinho era secretário de Governo da mulher. A Justiça acabou liberando-o para cumprir a pena em casa, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Contrato fantasma. A terceira prisão foi em novembro de 2017, junto com sua mulher, a também ex-governadora Rosinha Matheus. Segundo delação de Ricardo Saud, da JBS, foi firmado um contrato de R$ 3 milhões para serviços de informática que jamais foram prestados – a suspeita é de repasse irregular de valores para a utilização nas campanhas eleitorais.

Garotinho chegou a lançar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2018, mas o TSE barrou a candidatura. Candidato pelo PRP, Garotinho foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa.

Este ano, a Justiça chegou a determinar duas vezes que Garotinho fosse monitorado por tornozeleira eletrônica – dentro da Operação Chequinho -, mas sua defesa conseguiu derrubar as medidas cautelares.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Mais corruptos de colarinho branco presos…Ô q maravilha!!!!!!! Quero ver agora o Aécio, Dilma, Temer, Gleizi, …os adoradores de corruptos piram!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. dani alves disse:

    quanto tempo até GM soltar? umas 3h? esse STF é uma piada de mal gosto

  3. Inacreditável disse:

    A cidade maravilhosa – Rio de Janeiro tem escolhido seus políticos de forma desastrosa. Não resta nenhum solto, todos condenados e presos, que situação?????????? Será que só o Rio tem errado na escolha de seus políticos? Será que o povo que sai das escolas públicas, cujo ensino tem 10% de qualidade, sabem votar? Sabem ter raciocínio lógico e discernimento para ver, entender e votar em político não corrupto? Que esses alunos sem qualidade no ensino , sem formação, não votaria no político que dá uma saco de cimento, um milheiro de telha, paga a conta em atraso, leva ao oculista, ao dentista? Infelizmente essa é a realidade brasileira em 85% dos municípios, com o um povo pobre, sofrido, sem educação, sem cultura, sem condições de entender a importância do voto.

    • Cigano Lulu disse:

      "…A realidade brasileira de 85% dos municípios"? Inacreditável, como você é generoso! Nas mais otimistas de minhas projeções pelo menos 95% do eleitorado não sabem onde enfiar o voto. É profundamente remota a possibilidade de a civilização chegar ao Brasil.

  4. Zanoni disse:

    A filha do casal, que é deputada federal, já se pronunciou????kkkkkkkkkk

Suspeitos de matar adolescente da Grande Natal são presos no Recife-PE

Foto: Arquivo Pessoal

Uma ação conjunta da Polícia Civil da Paraíba com a DHPP de Pernambuco prendeu dois suspeitos de matar a adolescente Karolina Oliveira Gomes, de 16 anos, no dia 06 de agosto na cidade de Mamanguape – PB. De acordo com informações preliminares, os homens foram presos sob força de mandados de prisão temporária expedidos pelo poder Judiciário da Comarca de Mamanguape, e estavam escondidos na comunidade de Ibura, no Recife. Na ocasião,  o celular da vítima foi apreendido.

A adolescente desapareceu da cidade de Goianinha no dia 05 a noite depois de sair de casa para ir a uma lan house. O seu corpo foi encontrado com marcas de violência no dia seguinte em uma região de mata.

Levantamento informa que 93% dos brasileiros são contra saidinha para presos que mataram mãe, pai ou filho

Suzane Von Richthofen e Alexandre Nardoni são principais alvos. Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Folhapress – 11.10.2017

Mais de 90% dos brasileiros são contrários à saidinha de presos nos dias das Mães e Pais para quem foi condenado por matar os pais ou filhos. É isso que demonstra um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas.

No último Dia dos Pais, o assunto, controverso voltou a ser discutido. O Padre Fábio de Melo, ativo nas redes sociais, resolveu deixar as redes por críticas à sua sugestão de que presos deveriam deixar a cadeia no dia de Finados e não nos dias dos Pais e das Mães.

De acordo com a pesquisa, 93,8% dos brasileiros são contrários à saidinha de presos nos dias das Mães e Pais para quem foi condenado por matar os pais ou filhos, 4,1% que são favoráveis e 2,2% que não souberam ou não quiseram opinar.

Por região, o Sul concentra o maior percentual de contrários à saidinha, com 95,9%. Por idade, os entrevistados com mais de 60 anos são os que mais se mostram favoráveis às saídas em datas comemorativas, com 5,2%.

Para a pesquisa, foram entrevistados 2.018 brasileiros maiores de 16 anos em 160 municípios nas 27 unidades da federação. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas telefônicas entre os dias 20 e 25 de agosto. O grau de confiança é de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente dois pontos percentuais.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Olimpio disse:

    Sair pra que, se eles mesmo mataram. Não tem o que comemorar.

  2. ITAECIO MELO disse:

    MAIS O STF E A FAVOR DE BANDIDO E LIBERA

PRF informa queda no número de motoristas presos por embriaguez ao volante em BRs do RN

Foto: PRF / Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal registrou uma queda no número de motoristas presos em flagrante por estarem dirigindo sob efeito de álcool nas BRs que cruzam o Rio Grande do Norte. No primeiro semestre de 2018, a PRF prendeu 84 pessoas por embriaguez ao volante. Já nos primeiros seis meses deste ano, foram dois casos a menos, ou seja, uma redução de 2,4%. A PRF também destaca que houve uma redução no número de acidentes provocados por motoristas bêbados. Em 2018, foram 111 casos registrados no primeiro semestre, enquanto no mesmo período, em 2018, foram 90 acidentes causados por embriaguez ao volante – queda de 19% de um ano para o outro.

Na “contramão”, a PRF também destaca que aumentou a quantidade de motoristas autuados administrativamente, no caso em que o condutor se recusa a soprar o bafômetro ou a quantidade de bebida ingerida registrada após ele fazer o teste fica abaixo de 0,34 miligramas por litro de ar expelido. Os número caso informa que 573 pessoas foram autuadas no primeiro semestre de 2018, contra 643 autuações registradas nos primeiros seis meses de 2019 – o que representa um crescimento de 12%.

 

Presos de Altamira são mortos dentro de caminhão durante transferência para Belém; no momento dos crimes, 30 eram transportados

Presos de Altamira são mortos dentro de caminhão durante transferência para Belém — Foto: Adriano Baracho / TV Liberal

Quatro envolvidos na briga entre facções que resultou no massacre do presídio de Altamira foram mortos durante o transporte para Belém, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). Com isso, o número de mortos no confronto chega a 62.

Os novos crimes ocorreram entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá na noite de terça-feira (30). Os presos eram levados algemados dentro de um caminhão, dividido em duas celas. Os corpos foram encontrados na manhã desta quarta (31) com sinais de sufocamento.

De acordo com a Segup, os mortos seriam da mesma facção e ocupavam a mesma cela no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Os outros 26 presos que estavam no veículo e que seriam levados para a capital estão em isolamento.

O caminhão tem quatro celas e a capacidade para até 40 preso – no momento dos crimes, 30 eram transportados. O Estado informou que não possui caminhão com celas individuais.

(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o G1 errou ao informar que as mortes dos quatro detentos ocorreram em um ônibus. Na verdade, os crimes foram cometidos dentro de um caminhão. O erro foi corrigido às 10h19.)

De acordo com a Segup, 21 presos já estão em Belém. Todos chegaram na terça-feira (30). Dezesseis são líderes de facções e dez deles irão, posteriormente, para o regime federal, os demais serão redistribuídos nas penitenciárias estaduais.

Massacre no presídio

Um confronto entre facções criminosas dentro do presídio de Altamira causou a morte de 58 detentos. Na segunda-feira (29), líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram cela onde estavam internos do Comando Vermelho (CV). De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados. Na terça, mais um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio.

Após as mortes, o governo do estado determinou a transferência imediata de dez presos para o regime federal. Outros 36 seriam redistribuídos pelos presídios paraenses.

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considera o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 311 custodiados, mas a capacidade máxima é de 200 internos. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, dos 311 presos, 145 ainda aguardavam julgamento.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ventura disse:

    Tenho certeza que se deixa-los sem as algemas dentro das celas esse numero aumenta, vamos la, tirem essas algemas e vamos melhoras ainda mais essa estatistica.

  2. Hugo disse:

    Era para ter tocado fogo no caminhão depois que os policiais descessem…

  3. VTNC disse:

    O próprio mau se destrói !!!

MAIS DE R$ 600 MIL ENTRE ABRIL E JUNHO: PF identifica movimentações suspeitas na conta de presos por invasão de celulares

O ministro da Justiça, Sergio Moro, teve o celular hackeado no começo de junho Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

A Polícia Federal identificou movimentações suspeitas nas contas do ex – DJ Gustavo Henrique Elias Santos e de Suelen Priscila de Oliveira , presos na terça-feira durante a Operação Spoofing , que investiga a invasão de contas do aplicativo Telegram do ministro da Justiça, Sergio Moro , e outras autoridades. Segundo a PF, entre abril e junho deste ano, o ex-DJ movimentou R$ 424 mil e Suelen, R$ 203 mil.

A PF informou à Justiça Federal que há indícios de incompatibilidade entre a movimentação financeira de Gustavo e Suelen e as rendas declaradas por ambos. De acordo com dados cadastrais do DJ, sua renda mensal seria de R$ 2,8 mil. Suelen, por sua vez, teria uma renda de R$ 2,1 mil.

O advogado que faz a defesa de Gustavo e Suelen, Ariovaldo Moreira, afirmou nesta quarta-feira que eles não têm relação com os crimes e que os rendimentos de seu cliente se devem à operação com criptomoedas, mas são de origem lícita. Afirmou que os R$ 100 mil apreendidos pela PF em sua residência tinham origem em criptomoedas.

Além da prisão temporária do grupo e dos mandados de busca e apreensão, o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, determinou a quebra dos sigilos bancários e telemáticos, além do bloqueio de ativos financeiros acima de R$ 1 mil. O nome do quarto preso é Danilo Cristiano Marques .

Outros três presos já haviam sido identificados na terça-feira. Eles são: Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos, que trabalhava como DJ e já foi condenado anteriormente por posse ilegal de arma; sua esposa, Suelem, e Walter Delgatti Neto. O grupo foi transferido ainda ontem para Brasília, onde vem sendo interrogado.

Inicialmente, a Justiça Federal do Distrito Federal havia anunciado que levantaria o sigilo do processo, mas o juiz informou que o segredo continuaria em vigor porque os autos contêm informações pessoais que não poderiam ser divulgados neste momento das investigações. Até agora, foi divulgada apenas a decisão do magistrado.

‘Vulnerabilidade’ das operadoras

Para Vallisney de Oliveira, há indícios de que o grupo integra uma “organização criminosa para a prática de crimes e se uniram para violar o sigilo telefônico de diversas autoridades públicas brasileiras via aplicativo Telegram”.

De acordo com o parecer do Ministério Público Federal, o grupo usou uma “vulnerabilidade” das operadoras de telefonia para invadir as contas de Telegram de Moro.

“Os criminosos utilizaram uma vulnerabilidade da rede de telecomunicações comum a todas as operadoras: as chamadas em que o número de origem é igual ao número de destino são direcionadas diretamente para a caixa postal, sem necessidade de inserção de senha para acesso ao conteúdo das mensagens gravadas “, diz um trecho do parecer.

Operação Spoofing

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Spoofing, que resultou na prisão de quatro pessoas . Segundo a PF, o grupo foi responsável pela invasão de contas no aplicativo Telegram do ministro Sergio Moro, do desembargador do TRF-2 Abel Gomes e de mais três autoridades.

As investigações que resultaram na operação começaram após os ataques sofridos por Moro. Há pouco mais de dois meses, ele teria sido alvo de uma tentativa de invasão de suas contas no aplicativo Telegram.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    São todos inocentes e vítimas da sociedade! Um ex DJ que nem trabalha mas aplica em CRIPTOMOEDAS ?! KKK. Ainda criticam quem acredita que a terra é plana… Eu também acredito em papai noel viu!

  2. Davi disse:

    Nem um píu dos petralhas?

  3. Delano disse:

    Cadê a petralhada compradora de hackers? Todos pianinho. Kkkkkkk

  4. Bento disse:

    Criminosos tentando incriminar um Juiz Decente Herói Nacional, cambada de FDP.
    Apertem que tem mais coisas.

Operação do MPRN prende em Alcaçuz advogados suspeitos de envolvimento com facção criminosa

Dois advogados já foram presos na operação Emissários. Segundo investigações, eles eram responsáveis por repassar ordens de chefes de facções detidos para criminosos nas ruas

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) prendeu nesta segunda-feira (10) dois advogados que integram uma organização criminosa. Também foi expedido um mandado de prisão contra uma terceira advogada, que se encontra foragida da Justiça. Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), eles eram responsáveis por repassar ordens dos chefes de uma facção criminosa que estão detidos em unidades prisionais potiguares a integrantes do grupo que ainda estão nas ruas.

A operação Emissários contou com o apoio da Polícia Militar. Além de cumprir os três mandados de prisão expedidos, a ação ainda fez busca pessoal nos advogados para apreender bolsas, aparelhos de telefone celular, pendrives, computadores e documentos para serem analisados.

Do Blog: os advogados presos foram Floripes de Melo Neto e Raquel Dantas Revoredo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anti-Robô disse:

    Hoje a OAB vai chorar, é muito "dotô" preso de uma vez…

Presos do complexo penitenciário de Alcaçuz realizaram motim na manhã desta quarta; situação foi controlada

Presos do Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, fizeram um motim na manhã desta quarta-feira (5), em uma das alas do pavilhão 5 da unidade, conhecida como Presídio Rogério Coutinho Madruga, anexo de Alcaçuz.

Segundo a Secretaria de Segurança e da Defesa Social (Sesed),não houve feridos. No pavilhão 5 estão encarcerados membros de facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Durante o motim, o helicóptero Fênix 03, da Secretaria de Segurança Pública do Ceará, emprestada ao governo do RN enquanto o helicóptero Potiguar 1 está em manutenção, sobrevoou a penitenciária.

Em decorrência, a segurança externa da penitenciária estadual também foi reforçada.

Governo do Estado se pronuncia

Sobre a atual situação do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) esclarecem que:

Na manhã desta quarta-feira (05), foi registrado um princípio de tumulto no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. A ocasião, no entanto, foi controlada rapidamente pelos Agentes Penitenciários da unidade.

Corruptos presos pedem indulto após aval do STF

Reprodução da foto da ficha criminal de Ramon Hollerbach na Papuda. Foto: Reprodução/Vinícius Sassini/21-11-2013 / Arquivo O Globo

Presos em escândalos de corrupção estão atentos às decisões recentes tomadas pelo Supremo Tribunal Federal ( STF ) que podem beneficiá-los. O empresário Ramon Hollerbach , condenado no processo do mensalão e preso desde novembro de 2013, pediu o indulto , ou seja, a extinção da pena, com base em decreto editado pelo ex-presidente Michel Temer no Natal de 2017, e validado pelo STF na última quinta-feira. O deputado estadual afastado André Corrêa (DEM-RJ) pediu à Corte para ser solto com base na decisão, que dá imunidade aos integrantes de Assembleias Legislativas.

Uma liminar do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, havia suspendido alguns trechos do indulto de Natal de 2017, como o que beneficia condenados por corrupção e crimes contra o sistema financeiro, caso de Hollerbach. Na última quinta-feira, o plenário do STF derrubou a decisão e determinou que todo o decreto é válido. Pouco menos de uma hora depois, o pedido de Hollerbach era apresentado no STF.

Hollerbach foi condenado a 27 anos e quatro meses de prisão. Em abril, Barroso autorizou a progressão para o regime aberto. O indulto de Temer permite que condenados não reincidentes por crime sem grave ameaça ou violência têm direito à extinção da pena se tiverem cumprido, até 25 de dezembro de 2017, um quinto da condenação. No pedido, a defesa alegou que a pena é de 9.993 dias, e que ele cumpriu 1.501. Mas, como trabalhou e estudou enquanto preso, teve direito à redução de pena.

Já André Corrêa foi preso em novembro de 2018 por ordem do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), num dos desdobramento da Lava-Jato. Pela decisão tomada pelo STF, deve ser respeitado o trecho da Constituição estadual segundo o qual deputados estaduais só podem ser presos em flagrante, e, nesses casos, a medida deve ser avalizada pela Assembleia Legislativa do estado em até 24 horas. A defesa de Corrêa destacou que a prisão dele não foi em flagrante, mas provisória. Assim, “não poderia nem mesmo ter sido levada a efeito pelas autoridades judiciária e policial”.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Delano disse:

    Esses membros do STF tem que ser colocado pra fora pelo soldado e um presidiário de bom comportamento, o que varre o presídio.

Senadora Zenaide quer discutir melhor o trabalho e remuneração dos presos

Foto: Fernando Oliveira

Na manhã desta terça-feira (07), foi aprovado na Comissão de Recursos Humanos o requerimento da senadora Zenaide Maia, que prevê a realização de Audiência Pública no âmbito da Comissão de Direitos Humanos, sobre projeto do Senador Waldemir Moka (PLS 580/2015), que altera a Lei de Execução Penal (Nº 7210/1984), estabelecendo a obrigação do preso ressarcir o Estado das despesas com a sua manutenção nos presídios. A audiência Pública será realizada na próxima segunda-feira (13).

Segundo a senadora, que é favorável ao trabalho dos presos, a Lei de Execução Penal já prevê o trabalho do preso como dever social e condição de dignidade humana, e terá finalidade educativa e produtiva, mas considera que: “É preciso discutir melhor o assunto, considerando que a remuneração do preso é partilhada entre as despesas do condenado, o ressarcimento dos danos causados pelo crime e a assistência à família, mas não pode esvaziar a possibilidade de ressarcimento da vítima e sustento de familiares do próprio preso, uma vez que estabelece que o seu patrimônio responderá pelas despesas penitenciárias”, justificou Zenaide.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    É melhor discutir enquanto é cedo. Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã.

  2. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Defendendo bandidos. É pra isto que ela foi eleita?

  3. Ivana Sem Amor disse:

    Senadora, não há empregos para os cidadãos de bem… a estes a senhora deveria se preocupar.

  4. Luciana Morais Gama disse:

    Pense num negócio bacana. A senadora não deve ter coisa melhor pra fazer….

Moro pede que empresários deem oportunidade de trabalho a presos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu, nesta segunda-feira (6), que as empresas brasileiras contratem pessoas que cumprem pena ou que deixaram o sistema prisional. Para o ministro, é importante que os empresários ofereçam oportunidades aos presos que buscam uma oportunidade de se reinserir na sociedade por meio do trabalho e do estudo.

“Temos que acreditar na ressocialização do preso. Este é um objetivo importante. Nunca podemos perder a fé e a esperança de que as pessoas podem se redimir. E uma das melhores maneiras é dar uma oportunidade para estas pessoas”, disse o ministro durante a cerimônia de entrega do Selo Resgata a 198 empresas de 15 estados. Juntas, estas empresas contratam 5.603 pessoas. No primeiro ciclo de certificação das companhias, em 2017/2018, 112 instituições receberam o selo. A maioria delas, órgãos públicos. A expectativa do ministério é ampliar este número para mil empresas em 2020 e atrair mais empresas privadas.

Lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no fim de 2017, o selo é uma estratégia federal de estímulo às empresas públicas e privadas, bem como a órgãos públicos e empreendimentos de economia solidária, para que contratem pessoas privadas de liberdade que estejam cumprindo penas alternativas ou que já tenham deixado o sistema prisional.

A contratação dos presos é feita por meio de convênios que as empresas habilitadas a apoiar o trabalho de ressocialização assinam com os governos dos estados onde atuam. A certificação da habilitação é a obtenção do próprio Selo Resgata. Para obtê-lo, a empresa tem que contar com entre 1% e 3% de presos no total de mão de obra contratada, mediante o que, recebem algumas vantagens, como redução das despesas trabalhistas.

Presente à cerimônia de habilitação de mais 198 empresas, o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Fabiano Bordignon, lembrou que a Lei de Execução Penal prevê que os presos trabalhem, não podendo, em nenhuma circunstância, receber menos que 75% do salário-mínimo (R$ 998), não tendo algumas das garantias trabalhistas. Deste valor, um percentual pode ser descontado a título de custeio das unidades prisionais, como já acontece em Santa Catarina, apontado como um estado-modelo.

Para Bordignon, o maior benefício para os presos é a possibilidade de reduzir sua pena, já que, a cada três dias de trabalho, um dia é abatido da sentença a cumprir. “A Lei de Execução Penal diz que o preso condenado é obrigado a trabalhar. Claro que tratamos isto como um direito, já que a maioria dos detentos do Brasil quer trabalhar. A dificuldade é que dar trabalho para os presos dá trabalho. Então, precisamos criar estruturas nas unidades prisionais para que elas recebam parte deste trabalho”, comentou o diretor do Depen, admitindo que um dos desafios à iniciativa é o convencimento de mais empresas privadas.

“Temos que romper um certo preconceito. Também precisamos classificar melhor os presos para que as empresas saibam que podem recebê-los. A Lei de Execução Penal prevê as Comissões Técnicas de Classificação para fazer isso, mas, hoje, com as estruturas prisionais, a deficiência de servidores e de sistemas informatizados, isso é uma dificuldade”, pontuou o diretor-geral do Depen.

Microempresário do ramo da construção civil, José Geraldo Rosa Júnior era o responsável por um dos estabelecimentos que receberam o selo. Embora esteja afastado da direção da empresa, ele compareceu à cerimônia e garantiu que repetiria a experiência encerrada em 2018.

“Para nós, empresários, é uma maravilha; uma vantagem”, disse Júnior, revelando à Agência Brasil que os custos com a contratação de um apenado podem chegar a ser 65% inferiores aos de outro trabalhador. O que lhe permitiu, inclusive, vencer licitações para fornecer serviço a órgãos públicos. “Eu fiz um teste com alguns reeducandos e consegui êxito porque o meu valor [do serviço] era menor porque minha mão de obra era mais barata”, acrescentou o microempresário que chegou a ter sete apenados entre seus funcionários.

“Nunca tive problemas. Até porque, quando você dá uma oportunidade para eles, eles te vêm como um amigo e dão o seu melhor. Eles costumavam chegar antes do horário e, geralmente, eram os últimos a sair”, comentou o microempresário, explicando que o contrato que assinou com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), do Distrito Federal, previa que, caso houvesse algum problema, a entidade prestaria todo o auxílio necessário – o que nunca foi necessário.

Agência Brasil

 

Dez militares são presos após ação do Exército que fuzilou carro de família no Rio com mais de 80 tiros

O músico Evaldo dos Santos Rosa morreu na hora, baleado em ação do Exército em Guadalupe. O carro pode ter sido confundido. — Foto: Reprodução/Facebook

O Comando Militar do Leste (CML) informou, na manhã desta segunda-feira (8), que prendeu dez dos 12 militares ouvidos após a ação do Exército que matou o músico Evaldo dos Santos Rosa em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, na véspera.

O carro onde estava o artista e a família foi fuzilado com mais de 80 tiros. A Polícia Civil diz que “tudo indica” que o veículo foi confundido com o de criminosos.

Em um boletim de ocorrência registrado na 30ª DP (Marechal Hermes), um motorista conta que foi assaltado por cinco homens em um sedã branco por volta das 14h (meia hora antes do incidente) na própria Estrada do Camboatá, perto do Piscinão de Deodoro.

Os militares foram ouvidos na Delegacia de Polícia Judiciária Militar. O caso é investigado pelo Exército devido a uma lei sancionada em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Inicialmente, o CML informou que os agentes tinham respondido a “injusta agressão” de criminosos. Na manhã desta segunda, o CML disse que identificou “inconsistências” entre os fatos reportados pelos militares e informou que os agentes acabaram afastados.

“Esse procedimento prolongou-se pela madrugada, tendo sido coletado também, até o presente momento, o depoimento de uma testemunha civil. Um membro do Ministério Público Militar acompanhou todo o procedimento”, diz a nota.

Criança de 7 anos estava no carro

O automóvel de uma família foi atingido por mais de 80 disparos, segundo perícia realizada pela Polícia Civil. As cinco pessoas que estavam no carro iam para um chá de bebê: Evaldo, a esposa, o filho de 7 anos, o sogro de Evaldo (padastro da esposa) e outra mulher.

Segundo o delegado Leonardo Salgado, da Delegacia de Divisão de Homicídios da Polícia Civil, há fortes indícios de que o carro foi confundido com o de criminosos. Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, morreu na hora.

O sogro dele, Sérgio, foi baleado nos glúteos. Seu quadro era estável até a noite de domingo. A esposa, o filho de 7 anos e a amiga não se feriram. Um pedestre que passava no local também ficou ferido ao tentar ajudar. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

A Polícia Civil realizou a perícia no local porque os militares tiveram dificuldade em realizá-la, segundo o delegado, devido à revolta dos moradores que testemunharam o crime.

Investigação do Exército

Uma lei de 2017, sancionada pelo presidente Michel Temer, diz que crimes dolosos contra a vida, cometidos por militares das Forças Armadas, serão investigados pela Justiça Militar da União, se o crime acontecer nos seguintes contextos:

do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da República ou pelo Ministro de Estado da Defesa;
de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar, mesmo que não beligerante; ou Ver tópico
de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da ordem ou de atribuição subsidiária
A perícia feita pela Polícia Civil e o laudo de necropsia serão enviados ao Exército para que a investigação continue.

Polícia Civil fez perícia

Leonardo Salgado, delegado da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, esteve no local para realizar a perícia. Ele disse que havia indícios para uma prisão em flagrante.

“Foram diversos, diversos disparos de arma de fogo efetuados, e tudo indica que os militares realmente confundiram o veículo com um veículo de bandidos. Mas neste veículo estava uma família. Não foi encontrada nenhuma arma [no carro]. Tudo que foi apurado era que realmente era uma família normal, de bem, que acabou sendo vítima dos militares”, afirmou o delegado em entrevista à TV Globo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ASV disse:

    Por mais que tivesse uma queixa de assalto com um carro parecido, dar 80 tiros em um carro é foda, prq não atirou nos pneus? Se realmente fosse um assalto e a vítima estivesse no carro, como aconteceu com o filho de Benes Leocádio. Vem uns papangus defender, queria ver se fosse o carro do filho, do pai ou da mãe, fuzilado se iam ter essa mesma compreensão.

  2. Brasileira indignada disse:

    Pelo amor de Deus, atirem nos pneus!!!

  3. Sandro disse:

    Na entrevista a esposa do rapaz que infelizmente morreu , declarou que os soldados ficaram debochando dela enquanto pedia para não atirarem nele. Fazer o que????

  4. Carlos Veloso Moura Rodrigues disse:

    Não se trata de justificar, mas a situação é complexa.
    Existia na área alerta de assaltos sendo executados com um carro idêntico ao que foi alvejado.
    A patrulha do exército não tem treinamento de policial, ele está para manter a ordem.
    Ao serem abordados, o pessoal do carro não parou, acelerou e saiu, não fez o solicitado pelo pessoal do exército e se deu o excesso de conduta.
    Agora os militares vão pagar pelo erro, provavelmente perderão a farda, sem impunidade, ao contrário do que se sabe todos os dias na vida civil quando os bandidos são presos, mesmo portando armas e fuzis.

    • Ceará-Mundão disse:

      Comentário de extrema lucidez. Aguarde as críticas (sem noção) dos radicais que detestam os militares e que vão tentar capitalizar essa desgraça, como sempre fazem.

    • Marcelo disse:

      O EB já se posicionou, afastou os Militares Corretamente e vai afastar (demissão) de todos, pois nós não compactuamos com o arbitrário, temos que cortar na carne para mostrar a população que não encobrimos nada e nem ninguém A VERDADE SEMPRE!

    • Carlos disse:

      Se um carro não para numa blitz merece ser explodido por um tiro de bazuca, num é não?

Mais de 100 suspeitos de divulgar pornografia infantil foram presos nesta quinta em operação nacional; entre detidos estão policiais e profissionais da saúde

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Ao menos 106 suspeitos de cometer crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet já tinham sido presos até as 11h30 desta quinta-feira (28), na quarta fase da Operação Luz na Infância. As ações ainda estão em andamento e o número deve mudar ao longo do dia.

Além das detenções, policiais civis dos 26 estados e do Distrito Federal estão cumprindo 266 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em todo o país.

A produção, guarda e disseminação de material digital contendo cenas de pornografia infantil foram identificadas por equipes do Laboratório de Inteligência Cibernética, da recém-criada Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o coordenador do laboratório, delegado Alesandro Barreto, a maioria dos presos é do sexo masculino, tem entre 19 e 29 anos e vive em estados da Região Sudeste. Os suspeitos pertencem a diferentes classes sociais. Já entre as vítimas, há crianças a partir dos 2 anos de idade.

“São crianças que são abusadas por parentes, por pessoas próximas. Nas operações anteriores, vimos que a parte mais importante deste trabalho é identificar vítimas e tirá-las da situação de abuso e exploração”, disse Barreto, destacando a capacidade das polícias estaduais e Federal de identificarem quem comete crimes cibernéticos.

Internet não é território sem lei

“Há uma impressão de que a internet é um território sem lei, mas as polícias dos estados estão sendo capacitadas para buscar as evidências neste ambiente. E a operação de hoje é uma demonstração de que as polícias estão cada vez mais aptas a identificar os autores de crimes neste ambiente.”

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão. Já quem o compartilha pode ser condenado à pena de de três a seis anos de cárcere. A produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes pode ser punida com quatro a oito anos de detenção. Somadas, as três primeiras fases da Operação Luz na Infância resultaram em mais de 400 prisões e instauração de vários inquéritos.

“Ocorrem verdadeiros absurdos no ambiente online e estamos identificando algumas pessoas que, em tese, são acima de qualquer suspeita, pois não têm antecedentes [criminais], nem nada. Já foram presos policiais, profissionais que tratam com crianças e da área de saúde”, afirmou Barreto.

Mais de 1,5 mil policiais civis participam da nova fase, deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje, em todo o país. Após destacar a dificuldade da coleta de provas capazes de responsabilizar os investigados, o coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética destacou a importância dos pais estarem atentos às atividades dos filhos na internet.

“Nós falamos para nossos filhos não falarem com estranhos na rua. Precisamos ter este mesmo cuidado com o ambiente online. É importante que os responsáveis legais orientem as crianças e denunciem [os casos suspeitos] pelos canais digitais, às delegacias de proteção ou pelo Disque 100 para que as polícias possam identificar esses criminosos”, defendeu o delegado.

Novas ações

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que operações semelhantes voltarão a ser realizadas.

“A operação revela os propósitos da criação da Secretaria de Operações Integradas, com todo o poder de coordenação e operações entre as polícias estaduais; entre as polícias estaduais e federais e entre as forças federais”, comentou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. “Já foram feitas operações semelhantes a esta no passado, mas não com esta envergadura. Certamente, vamos realizar novas ações desta espécie”, acrescentou o ministro.

De acordo com o ministro, as investigações vão continuar e, a partir da análise do material apreendido, será possível identificar a eventual rede de conexões existente entre os investigados e outros internautas.

“Este é um crime muito grave e que nos traz um desgosto por atingir muito fortemente a nossa infância e adolescência”, acrescentou Moro, garantindo que as autoridades não vão tolerar as práticas criminosas.

“É importante realizarmos esta operação cumprindo todos os mandados numa mesma data porque, assim, mandamos um recado claro: este tipo de crime não pode ser tolerado”, afirmou Moro.

Agência Brasil

 

Pela primeira vez, Brasil tem dois ex-presidentes presos por crimes comuns

Temer cumprimenta Lula durante visita no Hospital Sírio-Libanês (Beto Barata/PR/Divulgação)

Com a prisão de Michel Temer no início da tarde desta quinta-feira, 21, o Brasil vive uma situação inédita. Pela primeira vez na história da República, dois ex-presidentes — Temer e Lula — estão presos por crimes comuns.

Temer, que passou a faixa para Jair Bolsonaro no último 1° de janeiro, foi preso preventivamente pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal no estado. O emedebista foi acusado pelo Ministério Público Federal de ser o “líder de uma organização criminosa” que recebeu 1,8 bilhão de reais em propina envolvendo desvios em obras na usina nuclear de Angra 3. Já Luiz Inácio Lula da Silva, mandatário entre 2003 e 2011, foi preso em 7 de abril do ano passado depois de condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP).

Lula tem ainda outra prisão em sua biografia, em 1980, acusado de “incitação à desordem” pelo regime militar quando era sindicalista e liderou greves no ABC paulista. O processo, claramente político, foi depois anulado.

Outros seis ex-presidentes já foram detidos

Antes de Temer e Lula, outros seis ex-presidentes foram detidos, mas sempre por motivos políticos. Em 1922, Hermes da Fonseca (que governou entre 1910 e 1914) presidia o Clube Militar de Pernambuco quando fez críticas à intervenção federal nas eleições do estado. Foi preso a pedido do então presidente Epitácio Pessoa, menos de oito anos depois de deixar o poder. Hermes ficou detido por seis meses e morreu poucos meses depois de ser solto.

Washington Luís, o último presidente da República Velha (comandou o país de 1926 a 1930), foi preso por ser correligionário de seu sucessor Júlio Prestes na chamada “política do café com leite”. Ele e outros líderes da política paulista foram detidos durante o golpe que levou Getúlio Vargas ao poder em 1930. O político, que era carioca mas fez carreira em São Paulo, ficou preso por 27 dias no Forte de Copacabana, no Rio, e depois partiu para o exílio.

O mineiro Arthur Bernardes também foi preso no contexto da ascensão de Vargas. Presidente do Brasil entre 1922 e 1926, Bernardes apoiou uma revolução comandada por autoridades de São Paulo e foi encarcerado no interior de Minas Gerais ao tentar organizar um levante contra o governo federal. Foi levado ao Rio de Janeiro e ficou preso por aproximadamente dois meses, antes de também ir para o exílio, em Portugal.

Primeiro líder do Executivo após o suicídio de Vargas, seu vice, Café Filho se afastou da função por problemas de saúde. Quem assumiu foi o presidente da Câmara, Carlos Luz. Supostamente envolvido em um plano de golpe de Estado, Luz foi impedido com apenas oito dias no cargo e Café Filho foi posto em prisão domiciliar por dois meses e meio quando recebeu alta médica, como garantia de que o presidente eleito, Juscelino Kubitsckek, assumiria o cargo em janeiro de 1956.

Já os ex-presidentes Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek foram presos pela ditadura militar. Em julho de 1968, Quadros foi posto em confinamento na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em uma medida do regime para afastar figuras políticas importantes das manifestações pela democracia que ocorriam no país. Jânio, publicamente crítico ao golpe de 1964, ficou confinado por quatro meses acompanhado da esposa, Eloá.

Kubitschek foi preso no dia em que foi baixado o Ato Institucional n°5 (AI-5), que levou ao período de maior repressão da ditadura militar. Depois de discursar como paraninfo de uma formatura no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ele detido por militares e levado para um quartel em Niterói, onde permaneceu encarcerado por nove dias.

Mais alvos de denúncias

Apesar de sofrerem consequências mais extremas, Lula e Temer não são os primeiros ex-presidentes a enfrentar problemas com a justiça. José Sarney foi denunciado duas vezes pela Procuradoria Geral da República na Operação Lava Jato, acusado de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras.

Os depostos Fernando Collor e Dilma Rousseff também foram denunciados pela procuradoria. Collor foi acusado de receber 30 milhões de reais em propina de contratos da BR Distribuidora. A denúncia foi aceita mas o ex-presidente, atual senador por Alagoas, nega. Já Dilma responde por suposta formação de quadrilha durante os governos do PT.

Desde a redemocratização, em 1985, apenas Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso não foram alvos de inquéritos ou de denúncias.

Veja, com Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Belarmino tx disse:

    Vamos passar o Brasil a limpo, parabéns lava jato.

  2. Cigano Lulu disse:

    Só mais um(a?) e estará formada a Confraria das Excelências… A mais vistosa das "jabuticabas" deste patropi.

  3. ANTONINO TEIXEIRA disse:

    Me perdoe os contras! Só temer, tem provas contundentes, os demais são presos políticos, principalmente o LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. ( preso por convicção do juiz ).
    me perdoe os contrários, é minha opinião.

  4. Figueira da Foz disse:

    Pelo andar da carruagem essa lista tende a engrossar BG.
    A próxima prisão pode está ligada a refinaria Pasadena nos Estados Unidos.
    Tchau QUERIDA !!

  5. paulo martins disse:

    Se Lula, que é "afanabéltico", goza de regalias absurdas como hóspede na carceragem da PF, em Curitiba… agora imagine o tratamento vip que será dispensado a Temer, dito "o constitucionalista".

  6. Irany Gomes disse:

    Na Austrália Gilmar Mendes já soltou Temer!!!

  7. nasto disse:

    Se gritar " PRENDE LADRÃO POLÍTICO" não fica um meu irmão. Falta muitos colegas de TEMER para irem fazer companhia a ele. Aqui na terrinha tem nego cortando prego. A minha preocupação é que o País não anda com tanto ladrão a ser preso.

  8. paulo disse:

    BG
    E Marcelinha como é que fica sem seu veinho para cuidar??????

  9. Ceará-Mundão disse:

    E ainda teve a volta do Fusca. kkkkkkkkk

  10. Ceará-Mundão disse:

    Tempo bom o do governo Itamar Franco. O maior "escândalo" que houve foi aquele da modelo Lilian Ramos no carnaval. kkkkkkkkkk

    • Silva disse:

      Na época não tinha moro, nem bredas. Só STF pra limpar a barra dos políticos ladrões.

Witzel não descarta que presos pelo assassinato de Marielle poderão fazer delação premiada para apontar mandante

O governador Wilson Witzel na coletiva sobre a prisão dos suspeitos do assassinato a vereadora Marielle Franco Foto: O Globo

O governador Wilson Witzel, o vice-governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, participam na manhã desta terça-feira de uma coletiva de imprensa sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os crimem completam um ano.

O encontro de Witzel com jornalistas no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio, tem como objetivo prestar esclarecimentos sobre a prisão de dois suspeitos de terem cometido o crime : o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Os dois foram detidos na manhã desta terça-feira (o primeiro acusado de ter matado a parlamentar, e o segundo de ter dirigido o carro utilizado na ocasião).

Também estarão presentes na coletiva Antônio Ricardo Nunes (diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, DGHPP) e Giniton Lages (titular da Delegacia de Homicídios).

O inquérito do caso Marielle apresentado aos jornalistas em síntese reuniu, segundo a polícia, 29 volumes que somaram 5.700 páginas, sendo que 16 volumes continham conteúdo sigiloso. Há um banco de imagens com 760 gigas de imagens.

Ao longo da investigação, foram ouvidas 230 pessoas, número que se justificou pela diversidade das linhas de investigações. As ações envolveram o trabalho de 47 policiais. Foram realizadas perícia necroscópica, de local de crime, de componentes de munições, de reprodução simulada dos fatos, de informática e de confrontação balística e decadatilar.

Nas tentativas de chegar aos executores e aos mandantes, a polícia analisou os dados cadastrais de 33.329 linhas telefônicas. Desse total, 318 foram interceptadas. Foram ainda 670/533 gigabytes de dados telemáticos analisados.

‘Eles não erraram’, diz delegado sobre criminosos

O crime foi classificado como “muito complexo” por Giniton Lages, uma vez que os dois homens permaneceram duas horas ininterruptas dentro do automóvel e não poderiam ser identificados por testemunhas.

— Sabíamos de cara o nível da sofisticação do crime. Eles não deixaram o carro por duas horas. Isso nos chamou a atenção de cara. Alcançamos três testemunhas presenciais. Foi um crime que foge à regra. 80% dos crimes são elucidados com testemunho. No caso Marielle Anderson não há essa possibilidade, pois eles não deixaram o veículo. O atirador usava touca ninja. Já sabíamos que não contaríamos com este reconhecimento — disse Lages, que, em seguida, completou: — Se todas câmeras de segurança estivessem funcionando, ainda não seria suficiente para fechar o caso. Eles (criminosos) não erraram.

O delegado destacou ainda que as câmeras nas ruas do Estácio, no Centro do Rio, onde Marielle foi morta, estavam mau posicionadas e não conseguiriam identificar os criminosos. Algumas delas estavam desligadas. Lages descartou que o não funcionamento dos equipamentos tivesse a ver com uma ação interna do Centro de Operações do Rio, onde elas são monitoradas. Ele ainda chamou de “teorias da conspiração” as hipóteses que cogitaram essa possibilidade.

Criminosos foram captados na Barra da Tijuca

Imagens de câmeras de segurança do dia do crime foram apresentadas aos jornalistas. Elas mostraram o carro Cobalt prata em que estavam os criminosos circulando na rua Sargento Faria, na área conhecida como quebra-mar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A identificação do veículo foi possibilitada, entre outras características, por um “defeito traseiro inconfundível”.

O automóvel foi captado uma hora depois na rua dos Inválidos, na Lapa, às 18h45 do dia 14 de março de 2018. Marielle participaria de um evento no espaço chamado Casa das Pretas, localizado nesta rua. A qualidade de uma das câmeras de segurança permitiu, segundo Giniton Lages, identificar a placa do veículo. O número era clonado e o carro verdadeiramente registrado sob a numeração em questão estava na zona sul da cidade, estacionado na garagem de uma cuidadora de idosos.

Assessora de Marielle quase entrou no Cobalt prata

A partir da observação das câmeras de segurança, a polícia percebeu que uma assessora de Marielle Franco quase entrou no carro em que estavam os criminosos. Ela solicitou um carro através do aplicativo Uber e confundiu o automóvel que havia pedido com o Cobalt prata. A profissional chegou a tocar a maçaneta do veículo, mas depois constatou através da placa que se tratava de outro automóvel.

Witzel cogita delação premiada

No discurso de abertura da coletiva, Witzel mencionou uma inspiração na Operação Lava-Jato relacionada à forma como vê a condução da investigação do caso Marielle, admitiu que é possível que exista um novo “fragmento” na investigação para que seja encontrado o mandante e destacou que os presos de hoje pederão realizar delação premiada.

— Uma segunda fase da investigação poderá vir a ocorrer. Primeiro, falei para (a polícia) encerrar com o que tem. A Lava-Jato nos ensinou que investigação deve ser fragmentada. Quem foi preso hoje pode certamente pensar numa delação premiada.

Inicialmente, Witzel classificou o assassinato de Marielle como um “crime bárbaro” e pontuou como agravante o fato de ter acontecido enquanto ela exercia o mandato para o qual foi eleita em 2016.

— Essa é uma resposta importante que estamos dando à sociedade. A elucidação de um crime bárbaro, cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no desempenho de sua atividade democrática, teve sua vida ceifada de forma criminosa, hodienda e inaceitável. Inaceitável a qualquer ser humano, mas muito mais ainda porque Marielle Franco estava no exercício da atividade parlamentar — disse Witzel na abertura da entrevista, afirmando que desde eleito se comprometeu a conhecer as investigações do caso.

‘Ano muito difícil’, diz delegado

Giniton Lages elogiou o ex-secretário de Segurança do Estado, Richard Nunes, e disse que Witzel contribuiu com a investigação. Ele também mencionou positivamente o ex-chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

— Foi um ano muito difícil. Ninguém queria tanto encerrar esse caso como nós. Tivemos reunião com Witzel, como juiz, e passamos todas dificuldades. Ele soube nos compreender e nos deu, sabiamente, dicas para rumo das diligências em curso. Este crime marcou muito meus policiais. O homicídio atinge a todos nós — contou o delegado.

Sucateamento da polícia

Witzel elogiou a condução do caso por Lages. O governador afirmou que o delegado gostaria de ter encerrado o caso antecipadamente, indicando inclusive os mandantes do assassinato. O motivo na demora para a elucidação teria sido, segundo Witzel, o sucateamento da polícia fluminense e o nível de dificuldade envolvido na busca por provas do crime.

— Certamente a polícia gostaria de ter eluciado o caso no prazo que o processo penal assim determina: de 30 dias. Mas, infelizmente, a polícia do Rio foi sucateada por décadas. Apesar das dificuldades, esses profissionais, como Giniton, fazem a diferença. Não são provas fáceis, documentais , testemunhais. Mas vestígios que deixaram exigiam conhecimento técnico aprofundado — afirmou Witzel.

O governador prometeu melhorar a estrutura da polícia, disse que autorizou a abertura de concurso para 150 delegados e para novos policiais (entre 800 e 1000):

— Nomeei (o secretário) Marcus Braga, nos esforçamos para não ter interferência política na Polícia Civil. Dei total autonomia a ele. São vários casos acontecendo e para os quais estão sendo buscadas soluções.

‘Alfinetada’ no MP

Durante a fala, Witzel disse ter convidado o Ministério Público do Rio para participar da coletiva nesta manhã, mas afirmou que os promotores preferiram dialogar com a imprensa à tarde, a partir de 14h.

— O MP foi convidado, mas preferiu fazer uma nova entrevista. Conversei com o procurador-geral Eduardo Gussem hoje cedo. Assim respeitamos. Assim continuaremos, irmanados, para realizar nosso trabalho — declarou o governador.

Críticas à imprensa

Giniton Lages mencionou a atuação da imprensa como um fator complicador para a investigação do crime. Ele disse que a divulgação pela mídia de qual modelo de arma utilizado pelo atirador representou um momento crítico nos bastidores da operação.

— Agradeço a sensibilidade (da imprensa) em respeitar o sigilo em certos momentos. Mas também precisamos refletir, por exemplo, que nos atrapalhou o vazamento da informação da perícia sobre o uso da submetralhadora MP5 — destacou Lages.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giselle disse:

    E que venham as delações…