Operação do MPRN prende em Alcaçuz advogados suspeitos de envolvimento com facção criminosa

Dois advogados já foram presos na operação Emissários. Segundo investigações, eles eram responsáveis por repassar ordens de chefes de facções detidos para criminosos nas ruas

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) prendeu nesta segunda-feira (10) dois advogados que integram uma organização criminosa. Também foi expedido um mandado de prisão contra uma terceira advogada, que se encontra foragida da Justiça. Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), eles eram responsáveis por repassar ordens dos chefes de uma facção criminosa que estão detidos em unidades prisionais potiguares a integrantes do grupo que ainda estão nas ruas.

A operação Emissários contou com o apoio da Polícia Militar. Além de cumprir os três mandados de prisão expedidos, a ação ainda fez busca pessoal nos advogados para apreender bolsas, aparelhos de telefone celular, pendrives, computadores e documentos para serem analisados.

Do Blog: os advogados presos foram Floripes de Melo Neto e Raquel Dantas Revoredo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anti-Robô disse:

    Hoje a OAB vai chorar, é muito "dotô" preso de uma vez…

Presos do complexo penitenciário de Alcaçuz realizaram motim na manhã desta quarta; situação foi controlada

Presos do Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, fizeram um motim na manhã desta quarta-feira (5), em uma das alas do pavilhão 5 da unidade, conhecida como Presídio Rogério Coutinho Madruga, anexo de Alcaçuz.

Segundo a Secretaria de Segurança e da Defesa Social (Sesed),não houve feridos. No pavilhão 5 estão encarcerados membros de facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Durante o motim, o helicóptero Fênix 03, da Secretaria de Segurança Pública do Ceará, emprestada ao governo do RN enquanto o helicóptero Potiguar 1 está em manutenção, sobrevoou a penitenciária.

Em decorrência, a segurança externa da penitenciária estadual também foi reforçada.

Governo do Estado se pronuncia

Sobre a atual situação do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) esclarecem que:

Na manhã desta quarta-feira (05), foi registrado um princípio de tumulto no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. A ocasião, no entanto, foi controlada rapidamente pelos Agentes Penitenciários da unidade.

Corruptos presos pedem indulto após aval do STF

Reprodução da foto da ficha criminal de Ramon Hollerbach na Papuda. Foto: Reprodução/Vinícius Sassini/21-11-2013 / Arquivo O Globo

Presos em escândalos de corrupção estão atentos às decisões recentes tomadas pelo Supremo Tribunal Federal ( STF ) que podem beneficiá-los. O empresário Ramon Hollerbach , condenado no processo do mensalão e preso desde novembro de 2013, pediu o indulto , ou seja, a extinção da pena, com base em decreto editado pelo ex-presidente Michel Temer no Natal de 2017, e validado pelo STF na última quinta-feira. O deputado estadual afastado André Corrêa (DEM-RJ) pediu à Corte para ser solto com base na decisão, que dá imunidade aos integrantes de Assembleias Legislativas.

Uma liminar do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, havia suspendido alguns trechos do indulto de Natal de 2017, como o que beneficia condenados por corrupção e crimes contra o sistema financeiro, caso de Hollerbach. Na última quinta-feira, o plenário do STF derrubou a decisão e determinou que todo o decreto é válido. Pouco menos de uma hora depois, o pedido de Hollerbach era apresentado no STF.

Hollerbach foi condenado a 27 anos e quatro meses de prisão. Em abril, Barroso autorizou a progressão para o regime aberto. O indulto de Temer permite que condenados não reincidentes por crime sem grave ameaça ou violência têm direito à extinção da pena se tiverem cumprido, até 25 de dezembro de 2017, um quinto da condenação. No pedido, a defesa alegou que a pena é de 9.993 dias, e que ele cumpriu 1.501. Mas, como trabalhou e estudou enquanto preso, teve direito à redução de pena.

Já André Corrêa foi preso em novembro de 2018 por ordem do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), num dos desdobramento da Lava-Jato. Pela decisão tomada pelo STF, deve ser respeitado o trecho da Constituição estadual segundo o qual deputados estaduais só podem ser presos em flagrante, e, nesses casos, a medida deve ser avalizada pela Assembleia Legislativa do estado em até 24 horas. A defesa de Corrêa destacou que a prisão dele não foi em flagrante, mas provisória. Assim, “não poderia nem mesmo ter sido levada a efeito pelas autoridades judiciária e policial”.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Delano disse:

    Esses membros do STF tem que ser colocado pra fora pelo soldado e um presidiário de bom comportamento, o que varre o presídio.

Senadora Zenaide quer discutir melhor o trabalho e remuneração dos presos

Foto: Fernando Oliveira

Na manhã desta terça-feira (07), foi aprovado na Comissão de Recursos Humanos o requerimento da senadora Zenaide Maia, que prevê a realização de Audiência Pública no âmbito da Comissão de Direitos Humanos, sobre projeto do Senador Waldemir Moka (PLS 580/2015), que altera a Lei de Execução Penal (Nº 7210/1984), estabelecendo a obrigação do preso ressarcir o Estado das despesas com a sua manutenção nos presídios. A audiência Pública será realizada na próxima segunda-feira (13).

Segundo a senadora, que é favorável ao trabalho dos presos, a Lei de Execução Penal já prevê o trabalho do preso como dever social e condição de dignidade humana, e terá finalidade educativa e produtiva, mas considera que: “É preciso discutir melhor o assunto, considerando que a remuneração do preso é partilhada entre as despesas do condenado, o ressarcimento dos danos causados pelo crime e a assistência à família, mas não pode esvaziar a possibilidade de ressarcimento da vítima e sustento de familiares do próprio preso, uma vez que estabelece que o seu patrimônio responderá pelas despesas penitenciárias”, justificou Zenaide.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    É melhor discutir enquanto é cedo. Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã.

  2. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Defendendo bandidos. É pra isto que ela foi eleita?

  3. Ivana Sem Amor disse:

    Senadora, não há empregos para os cidadãos de bem… a estes a senhora deveria se preocupar.

  4. Luciana Morais Gama disse:

    Pense num negócio bacana. A senadora não deve ter coisa melhor pra fazer….

Moro pede que empresários deem oportunidade de trabalho a presos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu, nesta segunda-feira (6), que as empresas brasileiras contratem pessoas que cumprem pena ou que deixaram o sistema prisional. Para o ministro, é importante que os empresários ofereçam oportunidades aos presos que buscam uma oportunidade de se reinserir na sociedade por meio do trabalho e do estudo.

“Temos que acreditar na ressocialização do preso. Este é um objetivo importante. Nunca podemos perder a fé e a esperança de que as pessoas podem se redimir. E uma das melhores maneiras é dar uma oportunidade para estas pessoas”, disse o ministro durante a cerimônia de entrega do Selo Resgata a 198 empresas de 15 estados. Juntas, estas empresas contratam 5.603 pessoas. No primeiro ciclo de certificação das companhias, em 2017/2018, 112 instituições receberam o selo. A maioria delas, órgãos públicos. A expectativa do ministério é ampliar este número para mil empresas em 2020 e atrair mais empresas privadas.

Lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no fim de 2017, o selo é uma estratégia federal de estímulo às empresas públicas e privadas, bem como a órgãos públicos e empreendimentos de economia solidária, para que contratem pessoas privadas de liberdade que estejam cumprindo penas alternativas ou que já tenham deixado o sistema prisional.

A contratação dos presos é feita por meio de convênios que as empresas habilitadas a apoiar o trabalho de ressocialização assinam com os governos dos estados onde atuam. A certificação da habilitação é a obtenção do próprio Selo Resgata. Para obtê-lo, a empresa tem que contar com entre 1% e 3% de presos no total de mão de obra contratada, mediante o que, recebem algumas vantagens, como redução das despesas trabalhistas.

Presente à cerimônia de habilitação de mais 198 empresas, o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Fabiano Bordignon, lembrou que a Lei de Execução Penal prevê que os presos trabalhem, não podendo, em nenhuma circunstância, receber menos que 75% do salário-mínimo (R$ 998), não tendo algumas das garantias trabalhistas. Deste valor, um percentual pode ser descontado a título de custeio das unidades prisionais, como já acontece em Santa Catarina, apontado como um estado-modelo.

Para Bordignon, o maior benefício para os presos é a possibilidade de reduzir sua pena, já que, a cada três dias de trabalho, um dia é abatido da sentença a cumprir. “A Lei de Execução Penal diz que o preso condenado é obrigado a trabalhar. Claro que tratamos isto como um direito, já que a maioria dos detentos do Brasil quer trabalhar. A dificuldade é que dar trabalho para os presos dá trabalho. Então, precisamos criar estruturas nas unidades prisionais para que elas recebam parte deste trabalho”, comentou o diretor do Depen, admitindo que um dos desafios à iniciativa é o convencimento de mais empresas privadas.

“Temos que romper um certo preconceito. Também precisamos classificar melhor os presos para que as empresas saibam que podem recebê-los. A Lei de Execução Penal prevê as Comissões Técnicas de Classificação para fazer isso, mas, hoje, com as estruturas prisionais, a deficiência de servidores e de sistemas informatizados, isso é uma dificuldade”, pontuou o diretor-geral do Depen.

Microempresário do ramo da construção civil, José Geraldo Rosa Júnior era o responsável por um dos estabelecimentos que receberam o selo. Embora esteja afastado da direção da empresa, ele compareceu à cerimônia e garantiu que repetiria a experiência encerrada em 2018.

“Para nós, empresários, é uma maravilha; uma vantagem”, disse Júnior, revelando à Agência Brasil que os custos com a contratação de um apenado podem chegar a ser 65% inferiores aos de outro trabalhador. O que lhe permitiu, inclusive, vencer licitações para fornecer serviço a órgãos públicos. “Eu fiz um teste com alguns reeducandos e consegui êxito porque o meu valor [do serviço] era menor porque minha mão de obra era mais barata”, acrescentou o microempresário que chegou a ter sete apenados entre seus funcionários.

“Nunca tive problemas. Até porque, quando você dá uma oportunidade para eles, eles te vêm como um amigo e dão o seu melhor. Eles costumavam chegar antes do horário e, geralmente, eram os últimos a sair”, comentou o microempresário, explicando que o contrato que assinou com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), do Distrito Federal, previa que, caso houvesse algum problema, a entidade prestaria todo o auxílio necessário – o que nunca foi necessário.

Agência Brasil

 

Dez militares são presos após ação do Exército que fuzilou carro de família no Rio com mais de 80 tiros

O músico Evaldo dos Santos Rosa morreu na hora, baleado em ação do Exército em Guadalupe. O carro pode ter sido confundido. — Foto: Reprodução/Facebook

O Comando Militar do Leste (CML) informou, na manhã desta segunda-feira (8), que prendeu dez dos 12 militares ouvidos após a ação do Exército que matou o músico Evaldo dos Santos Rosa em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, na véspera.

O carro onde estava o artista e a família foi fuzilado com mais de 80 tiros. A Polícia Civil diz que “tudo indica” que o veículo foi confundido com o de criminosos.

Em um boletim de ocorrência registrado na 30ª DP (Marechal Hermes), um motorista conta que foi assaltado por cinco homens em um sedã branco por volta das 14h (meia hora antes do incidente) na própria Estrada do Camboatá, perto do Piscinão de Deodoro.

Os militares foram ouvidos na Delegacia de Polícia Judiciária Militar. O caso é investigado pelo Exército devido a uma lei sancionada em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Inicialmente, o CML informou que os agentes tinham respondido a “injusta agressão” de criminosos. Na manhã desta segunda, o CML disse que identificou “inconsistências” entre os fatos reportados pelos militares e informou que os agentes acabaram afastados.

“Esse procedimento prolongou-se pela madrugada, tendo sido coletado também, até o presente momento, o depoimento de uma testemunha civil. Um membro do Ministério Público Militar acompanhou todo o procedimento”, diz a nota.

Criança de 7 anos estava no carro

O automóvel de uma família foi atingido por mais de 80 disparos, segundo perícia realizada pela Polícia Civil. As cinco pessoas que estavam no carro iam para um chá de bebê: Evaldo, a esposa, o filho de 7 anos, o sogro de Evaldo (padastro da esposa) e outra mulher.

Segundo o delegado Leonardo Salgado, da Delegacia de Divisão de Homicídios da Polícia Civil, há fortes indícios de que o carro foi confundido com o de criminosos. Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, morreu na hora.

O sogro dele, Sérgio, foi baleado nos glúteos. Seu quadro era estável até a noite de domingo. A esposa, o filho de 7 anos e a amiga não se feriram. Um pedestre que passava no local também ficou ferido ao tentar ajudar. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

A Polícia Civil realizou a perícia no local porque os militares tiveram dificuldade em realizá-la, segundo o delegado, devido à revolta dos moradores que testemunharam o crime.

Investigação do Exército

Uma lei de 2017, sancionada pelo presidente Michel Temer, diz que crimes dolosos contra a vida, cometidos por militares das Forças Armadas, serão investigados pela Justiça Militar da União, se o crime acontecer nos seguintes contextos:

do cumprimento de atribuições que lhes forem estabelecidas pelo Presidente da República ou pelo Ministro de Estado da Defesa;
de ação que envolva a segurança de instituição militar ou de missão militar, mesmo que não beligerante; ou Ver tópico
de atividade de natureza militar, de operação de paz, de garantia da lei e da ordem ou de atribuição subsidiária
A perícia feita pela Polícia Civil e o laudo de necropsia serão enviados ao Exército para que a investigação continue.

Polícia Civil fez perícia

Leonardo Salgado, delegado da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, esteve no local para realizar a perícia. Ele disse que havia indícios para uma prisão em flagrante.

“Foram diversos, diversos disparos de arma de fogo efetuados, e tudo indica que os militares realmente confundiram o veículo com um veículo de bandidos. Mas neste veículo estava uma família. Não foi encontrada nenhuma arma [no carro]. Tudo que foi apurado era que realmente era uma família normal, de bem, que acabou sendo vítima dos militares”, afirmou o delegado em entrevista à TV Globo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ASV disse:

    Por mais que tivesse uma queixa de assalto com um carro parecido, dar 80 tiros em um carro é foda, prq não atirou nos pneus? Se realmente fosse um assalto e a vítima estivesse no carro, como aconteceu com o filho de Benes Leocádio. Vem uns papangus defender, queria ver se fosse o carro do filho, do pai ou da mãe, fuzilado se iam ter essa mesma compreensão.

  2. Brasileira indignada disse:

    Pelo amor de Deus, atirem nos pneus!!!

  3. Sandro disse:

    Na entrevista a esposa do rapaz que infelizmente morreu , declarou que os soldados ficaram debochando dela enquanto pedia para não atirarem nele. Fazer o que????

  4. Carlos Veloso Moura Rodrigues disse:

    Não se trata de justificar, mas a situação é complexa.
    Existia na área alerta de assaltos sendo executados com um carro idêntico ao que foi alvejado.
    A patrulha do exército não tem treinamento de policial, ele está para manter a ordem.
    Ao serem abordados, o pessoal do carro não parou, acelerou e saiu, não fez o solicitado pelo pessoal do exército e se deu o excesso de conduta.
    Agora os militares vão pagar pelo erro, provavelmente perderão a farda, sem impunidade, ao contrário do que se sabe todos os dias na vida civil quando os bandidos são presos, mesmo portando armas e fuzis.

    • Ceará-Mundão disse:

      Comentário de extrema lucidez. Aguarde as críticas (sem noção) dos radicais que detestam os militares e que vão tentar capitalizar essa desgraça, como sempre fazem.

    • Marcelo disse:

      O EB já se posicionou, afastou os Militares Corretamente e vai afastar (demissão) de todos, pois nós não compactuamos com o arbitrário, temos que cortar na carne para mostrar a população que não encobrimos nada e nem ninguém A VERDADE SEMPRE!

    • Carlos disse:

      Se um carro não para numa blitz merece ser explodido por um tiro de bazuca, num é não?

Mais de 100 suspeitos de divulgar pornografia infantil foram presos nesta quinta em operação nacional; entre detidos estão policiais e profissionais da saúde

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Ao menos 106 suspeitos de cometer crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet já tinham sido presos até as 11h30 desta quinta-feira (28), na quarta fase da Operação Luz na Infância. As ações ainda estão em andamento e o número deve mudar ao longo do dia.

Além das detenções, policiais civis dos 26 estados e do Distrito Federal estão cumprindo 266 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em todo o país.

A produção, guarda e disseminação de material digital contendo cenas de pornografia infantil foram identificadas por equipes do Laboratório de Inteligência Cibernética, da recém-criada Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o coordenador do laboratório, delegado Alesandro Barreto, a maioria dos presos é do sexo masculino, tem entre 19 e 29 anos e vive em estados da Região Sudeste. Os suspeitos pertencem a diferentes classes sociais. Já entre as vítimas, há crianças a partir dos 2 anos de idade.

“São crianças que são abusadas por parentes, por pessoas próximas. Nas operações anteriores, vimos que a parte mais importante deste trabalho é identificar vítimas e tirá-las da situação de abuso e exploração”, disse Barreto, destacando a capacidade das polícias estaduais e Federal de identificarem quem comete crimes cibernéticos.

Internet não é território sem lei

“Há uma impressão de que a internet é um território sem lei, mas as polícias dos estados estão sendo capacitadas para buscar as evidências neste ambiente. E a operação de hoje é uma demonstração de que as polícias estão cada vez mais aptas a identificar os autores de crimes neste ambiente.”

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão. Já quem o compartilha pode ser condenado à pena de de três a seis anos de cárcere. A produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes pode ser punida com quatro a oito anos de detenção. Somadas, as três primeiras fases da Operação Luz na Infância resultaram em mais de 400 prisões e instauração de vários inquéritos.

“Ocorrem verdadeiros absurdos no ambiente online e estamos identificando algumas pessoas que, em tese, são acima de qualquer suspeita, pois não têm antecedentes [criminais], nem nada. Já foram presos policiais, profissionais que tratam com crianças e da área de saúde”, afirmou Barreto.

Mais de 1,5 mil policiais civis participam da nova fase, deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje, em todo o país. Após destacar a dificuldade da coleta de provas capazes de responsabilizar os investigados, o coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética destacou a importância dos pais estarem atentos às atividades dos filhos na internet.

“Nós falamos para nossos filhos não falarem com estranhos na rua. Precisamos ter este mesmo cuidado com o ambiente online. É importante que os responsáveis legais orientem as crianças e denunciem [os casos suspeitos] pelos canais digitais, às delegacias de proteção ou pelo Disque 100 para que as polícias possam identificar esses criminosos”, defendeu o delegado.

Novas ações

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que operações semelhantes voltarão a ser realizadas.

“A operação revela os propósitos da criação da Secretaria de Operações Integradas, com todo o poder de coordenação e operações entre as polícias estaduais; entre as polícias estaduais e federais e entre as forças federais”, comentou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. “Já foram feitas operações semelhantes a esta no passado, mas não com esta envergadura. Certamente, vamos realizar novas ações desta espécie”, acrescentou o ministro.

De acordo com o ministro, as investigações vão continuar e, a partir da análise do material apreendido, será possível identificar a eventual rede de conexões existente entre os investigados e outros internautas.

“Este é um crime muito grave e que nos traz um desgosto por atingir muito fortemente a nossa infância e adolescência”, acrescentou Moro, garantindo que as autoridades não vão tolerar as práticas criminosas.

“É importante realizarmos esta operação cumprindo todos os mandados numa mesma data porque, assim, mandamos um recado claro: este tipo de crime não pode ser tolerado”, afirmou Moro.

Agência Brasil

 

Pela primeira vez, Brasil tem dois ex-presidentes presos por crimes comuns

Temer cumprimenta Lula durante visita no Hospital Sírio-Libanês (Beto Barata/PR/Divulgação)

Com a prisão de Michel Temer no início da tarde desta quinta-feira, 21, o Brasil vive uma situação inédita. Pela primeira vez na história da República, dois ex-presidentes — Temer e Lula — estão presos por crimes comuns.

Temer, que passou a faixa para Jair Bolsonaro no último 1° de janeiro, foi preso preventivamente pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal no estado. O emedebista foi acusado pelo Ministério Público Federal de ser o “líder de uma organização criminosa” que recebeu 1,8 bilhão de reais em propina envolvendo desvios em obras na usina nuclear de Angra 3. Já Luiz Inácio Lula da Silva, mandatário entre 2003 e 2011, foi preso em 7 de abril do ano passado depois de condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP).

Lula tem ainda outra prisão em sua biografia, em 1980, acusado de “incitação à desordem” pelo regime militar quando era sindicalista e liderou greves no ABC paulista. O processo, claramente político, foi depois anulado.

Outros seis ex-presidentes já foram detidos

Antes de Temer e Lula, outros seis ex-presidentes foram detidos, mas sempre por motivos políticos. Em 1922, Hermes da Fonseca (que governou entre 1910 e 1914) presidia o Clube Militar de Pernambuco quando fez críticas à intervenção federal nas eleições do estado. Foi preso a pedido do então presidente Epitácio Pessoa, menos de oito anos depois de deixar o poder. Hermes ficou detido por seis meses e morreu poucos meses depois de ser solto.

Washington Luís, o último presidente da República Velha (comandou o país de 1926 a 1930), foi preso por ser correligionário de seu sucessor Júlio Prestes na chamada “política do café com leite”. Ele e outros líderes da política paulista foram detidos durante o golpe que levou Getúlio Vargas ao poder em 1930. O político, que era carioca mas fez carreira em São Paulo, ficou preso por 27 dias no Forte de Copacabana, no Rio, e depois partiu para o exílio.

O mineiro Arthur Bernardes também foi preso no contexto da ascensão de Vargas. Presidente do Brasil entre 1922 e 1926, Bernardes apoiou uma revolução comandada por autoridades de São Paulo e foi encarcerado no interior de Minas Gerais ao tentar organizar um levante contra o governo federal. Foi levado ao Rio de Janeiro e ficou preso por aproximadamente dois meses, antes de também ir para o exílio, em Portugal.

Primeiro líder do Executivo após o suicídio de Vargas, seu vice, Café Filho se afastou da função por problemas de saúde. Quem assumiu foi o presidente da Câmara, Carlos Luz. Supostamente envolvido em um plano de golpe de Estado, Luz foi impedido com apenas oito dias no cargo e Café Filho foi posto em prisão domiciliar por dois meses e meio quando recebeu alta médica, como garantia de que o presidente eleito, Juscelino Kubitsckek, assumiria o cargo em janeiro de 1956.

Já os ex-presidentes Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek foram presos pela ditadura militar. Em julho de 1968, Quadros foi posto em confinamento na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em uma medida do regime para afastar figuras políticas importantes das manifestações pela democracia que ocorriam no país. Jânio, publicamente crítico ao golpe de 1964, ficou confinado por quatro meses acompanhado da esposa, Eloá.

Kubitschek foi preso no dia em que foi baixado o Ato Institucional n°5 (AI-5), que levou ao período de maior repressão da ditadura militar. Depois de discursar como paraninfo de uma formatura no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ele detido por militares e levado para um quartel em Niterói, onde permaneceu encarcerado por nove dias.

Mais alvos de denúncias

Apesar de sofrerem consequências mais extremas, Lula e Temer não são os primeiros ex-presidentes a enfrentar problemas com a justiça. José Sarney foi denunciado duas vezes pela Procuradoria Geral da República na Operação Lava Jato, acusado de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras.

Os depostos Fernando Collor e Dilma Rousseff também foram denunciados pela procuradoria. Collor foi acusado de receber 30 milhões de reais em propina de contratos da BR Distribuidora. A denúncia foi aceita mas o ex-presidente, atual senador por Alagoas, nega. Já Dilma responde por suposta formação de quadrilha durante os governos do PT.

Desde a redemocratização, em 1985, apenas Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso não foram alvos de inquéritos ou de denúncias.

Veja, com Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Belarmino tx disse:

    Vamos passar o Brasil a limpo, parabéns lava jato.

  2. Cigano Lulu disse:

    Só mais um(a?) e estará formada a Confraria das Excelências… A mais vistosa das "jabuticabas" deste patropi.

  3. ANTONINO TEIXEIRA disse:

    Me perdoe os contras! Só temer, tem provas contundentes, os demais são presos políticos, principalmente o LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. ( preso por convicção do juiz ).
    me perdoe os contrários, é minha opinião.

  4. Figueira da Foz disse:

    Pelo andar da carruagem essa lista tende a engrossar BG.
    A próxima prisão pode está ligada a refinaria Pasadena nos Estados Unidos.
    Tchau QUERIDA !!

  5. paulo martins disse:

    Se Lula, que é "afanabéltico", goza de regalias absurdas como hóspede na carceragem da PF, em Curitiba… agora imagine o tratamento vip que será dispensado a Temer, dito "o constitucionalista".

  6. Irany Gomes disse:

    Na Austrália Gilmar Mendes já soltou Temer!!!

  7. nasto disse:

    Se gritar " PRENDE LADRÃO POLÍTICO" não fica um meu irmão. Falta muitos colegas de TEMER para irem fazer companhia a ele. Aqui na terrinha tem nego cortando prego. A minha preocupação é que o País não anda com tanto ladrão a ser preso.

  8. paulo disse:

    BG
    E Marcelinha como é que fica sem seu veinho para cuidar??????

  9. Ceará-Mundão disse:

    E ainda teve a volta do Fusca. kkkkkkkkk

  10. Ceará-Mundão disse:

    Tempo bom o do governo Itamar Franco. O maior "escândalo" que houve foi aquele da modelo Lilian Ramos no carnaval. kkkkkkkkkk

    • Silva disse:

      Na época não tinha moro, nem bredas. Só STF pra limpar a barra dos políticos ladrões.

Witzel não descarta que presos pelo assassinato de Marielle poderão fazer delação premiada para apontar mandante

O governador Wilson Witzel na coletiva sobre a prisão dos suspeitos do assassinato a vereadora Marielle Franco Foto: O Globo

O governador Wilson Witzel, o vice-governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, participam na manhã desta terça-feira de uma coletiva de imprensa sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os crimem completam um ano.

O encontro de Witzel com jornalistas no Palácio Guanabara, na zona sul do Rio, tem como objetivo prestar esclarecimentos sobre a prisão de dois suspeitos de terem cometido o crime : o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. Os dois foram detidos na manhã desta terça-feira (o primeiro acusado de ter matado a parlamentar, e o segundo de ter dirigido o carro utilizado na ocasião).

Também estarão presentes na coletiva Antônio Ricardo Nunes (diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, DGHPP) e Giniton Lages (titular da Delegacia de Homicídios).

O inquérito do caso Marielle apresentado aos jornalistas em síntese reuniu, segundo a polícia, 29 volumes que somaram 5.700 páginas, sendo que 16 volumes continham conteúdo sigiloso. Há um banco de imagens com 760 gigas de imagens.

Ao longo da investigação, foram ouvidas 230 pessoas, número que se justificou pela diversidade das linhas de investigações. As ações envolveram o trabalho de 47 policiais. Foram realizadas perícia necroscópica, de local de crime, de componentes de munições, de reprodução simulada dos fatos, de informática e de confrontação balística e decadatilar.

Nas tentativas de chegar aos executores e aos mandantes, a polícia analisou os dados cadastrais de 33.329 linhas telefônicas. Desse total, 318 foram interceptadas. Foram ainda 670/533 gigabytes de dados telemáticos analisados.

‘Eles não erraram’, diz delegado sobre criminosos

O crime foi classificado como “muito complexo” por Giniton Lages, uma vez que os dois homens permaneceram duas horas ininterruptas dentro do automóvel e não poderiam ser identificados por testemunhas.

— Sabíamos de cara o nível da sofisticação do crime. Eles não deixaram o carro por duas horas. Isso nos chamou a atenção de cara. Alcançamos três testemunhas presenciais. Foi um crime que foge à regra. 80% dos crimes são elucidados com testemunho. No caso Marielle Anderson não há essa possibilidade, pois eles não deixaram o veículo. O atirador usava touca ninja. Já sabíamos que não contaríamos com este reconhecimento — disse Lages, que, em seguida, completou: — Se todas câmeras de segurança estivessem funcionando, ainda não seria suficiente para fechar o caso. Eles (criminosos) não erraram.

O delegado destacou ainda que as câmeras nas ruas do Estácio, no Centro do Rio, onde Marielle foi morta, estavam mau posicionadas e não conseguiriam identificar os criminosos. Algumas delas estavam desligadas. Lages descartou que o não funcionamento dos equipamentos tivesse a ver com uma ação interna do Centro de Operações do Rio, onde elas são monitoradas. Ele ainda chamou de “teorias da conspiração” as hipóteses que cogitaram essa possibilidade.

Criminosos foram captados na Barra da Tijuca

Imagens de câmeras de segurança do dia do crime foram apresentadas aos jornalistas. Elas mostraram o carro Cobalt prata em que estavam os criminosos circulando na rua Sargento Faria, na área conhecida como quebra-mar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A identificação do veículo foi possibilitada, entre outras características, por um “defeito traseiro inconfundível”.

O automóvel foi captado uma hora depois na rua dos Inválidos, na Lapa, às 18h45 do dia 14 de março de 2018. Marielle participaria de um evento no espaço chamado Casa das Pretas, localizado nesta rua. A qualidade de uma das câmeras de segurança permitiu, segundo Giniton Lages, identificar a placa do veículo. O número era clonado e o carro verdadeiramente registrado sob a numeração em questão estava na zona sul da cidade, estacionado na garagem de uma cuidadora de idosos.

Assessora de Marielle quase entrou no Cobalt prata

A partir da observação das câmeras de segurança, a polícia percebeu que uma assessora de Marielle Franco quase entrou no carro em que estavam os criminosos. Ela solicitou um carro através do aplicativo Uber e confundiu o automóvel que havia pedido com o Cobalt prata. A profissional chegou a tocar a maçaneta do veículo, mas depois constatou através da placa que se tratava de outro automóvel.

Witzel cogita delação premiada

No discurso de abertura da coletiva, Witzel mencionou uma inspiração na Operação Lava-Jato relacionada à forma como vê a condução da investigação do caso Marielle, admitiu que é possível que exista um novo “fragmento” na investigação para que seja encontrado o mandante e destacou que os presos de hoje pederão realizar delação premiada.

— Uma segunda fase da investigação poderá vir a ocorrer. Primeiro, falei para (a polícia) encerrar com o que tem. A Lava-Jato nos ensinou que investigação deve ser fragmentada. Quem foi preso hoje pode certamente pensar numa delação premiada.

Inicialmente, Witzel classificou o assassinato de Marielle como um “crime bárbaro” e pontuou como agravante o fato de ter acontecido enquanto ela exercia o mandato para o qual foi eleita em 2016.

— Essa é uma resposta importante que estamos dando à sociedade. A elucidação de um crime bárbaro, cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no desempenho de sua atividade democrática, teve sua vida ceifada de forma criminosa, hodienda e inaceitável. Inaceitável a qualquer ser humano, mas muito mais ainda porque Marielle Franco estava no exercício da atividade parlamentar — disse Witzel na abertura da entrevista, afirmando que desde eleito se comprometeu a conhecer as investigações do caso.

‘Ano muito difícil’, diz delegado

Giniton Lages elogiou o ex-secretário de Segurança do Estado, Richard Nunes, e disse que Witzel contribuiu com a investigação. Ele também mencionou positivamente o ex-chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.

— Foi um ano muito difícil. Ninguém queria tanto encerrar esse caso como nós. Tivemos reunião com Witzel, como juiz, e passamos todas dificuldades. Ele soube nos compreender e nos deu, sabiamente, dicas para rumo das diligências em curso. Este crime marcou muito meus policiais. O homicídio atinge a todos nós — contou o delegado.

Sucateamento da polícia

Witzel elogiou a condução do caso por Lages. O governador afirmou que o delegado gostaria de ter encerrado o caso antecipadamente, indicando inclusive os mandantes do assassinato. O motivo na demora para a elucidação teria sido, segundo Witzel, o sucateamento da polícia fluminense e o nível de dificuldade envolvido na busca por provas do crime.

— Certamente a polícia gostaria de ter eluciado o caso no prazo que o processo penal assim determina: de 30 dias. Mas, infelizmente, a polícia do Rio foi sucateada por décadas. Apesar das dificuldades, esses profissionais, como Giniton, fazem a diferença. Não são provas fáceis, documentais , testemunhais. Mas vestígios que deixaram exigiam conhecimento técnico aprofundado — afirmou Witzel.

O governador prometeu melhorar a estrutura da polícia, disse que autorizou a abertura de concurso para 150 delegados e para novos policiais (entre 800 e 1000):

— Nomeei (o secretário) Marcus Braga, nos esforçamos para não ter interferência política na Polícia Civil. Dei total autonomia a ele. São vários casos acontecendo e para os quais estão sendo buscadas soluções.

‘Alfinetada’ no MP

Durante a fala, Witzel disse ter convidado o Ministério Público do Rio para participar da coletiva nesta manhã, mas afirmou que os promotores preferiram dialogar com a imprensa à tarde, a partir de 14h.

— O MP foi convidado, mas preferiu fazer uma nova entrevista. Conversei com o procurador-geral Eduardo Gussem hoje cedo. Assim respeitamos. Assim continuaremos, irmanados, para realizar nosso trabalho — declarou o governador.

Críticas à imprensa

Giniton Lages mencionou a atuação da imprensa como um fator complicador para a investigação do crime. Ele disse que a divulgação pela mídia de qual modelo de arma utilizado pelo atirador representou um momento crítico nos bastidores da operação.

— Agradeço a sensibilidade (da imprensa) em respeitar o sigilo em certos momentos. Mas também precisamos refletir, por exemplo, que nos atrapalhou o vazamento da informação da perícia sobre o uso da submetralhadora MP5 — destacou Lages.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giselle disse:

    E que venham as delações…

Oito funcionários da Vale são presos em investigação sobre rompimento da barragem de Brumadinho

Entre os detidos está Alexandre de Paula Campanha, que, segundo depoimento à polícia, teria pressionado funcionários da TÜV SÜD a assinar laudo de estabilidade da barragem.

Foto: Carlos Amaral/G1

Oito funcionários da Vale foram presos, na manhã desta sexta-feira (15), em investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. A operação ocorre em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, a ação visa “apurar responsabilidade criminal pelo rompimento de barragens existentes na Mina Córrego do Feijão, mantida pela empresa Vale, na cidade de Brumadinho.”

Os oito presos são funcionários da mineradora, de acordo com o MP, sendo quatro gerentes (dois deles, executivos) e quatro integrantes de áreas técnicas.

Os detidos são:

Alexandre de Paula Campanha
Artur Bastos Ribeiro
Cristina Heloíza da Silva Malheiros
Felipe Figueiredo Rocha
Hélio Márcio Lopes da Cerqueira
Joaquim Pedro de Toledo
Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo
Renzo Albieri Guimarães Carvalho

Um dos alvos da operação, Campanha foi apontado por um engenheiro da TÜV SÜD, empresa que atestava a segurança de barragens da Vale, como funcionário da mineradora responsável por pressionar para que o laudo atestasse a estabilidade da barragem que se rompeu em Brumadinho.

Campanha foi preso em casa, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A declaração foi dada à polícia pelo engenheiro Makoto Namba, da TÜV SÜD, que afirmou ter sido pressionado por Campanha a assinar o laudo. Namba disse à PF ter respondido que a empresa assinaria o laudo se a Vale adotasse as recomendações indicadas na revisão periódica de junho de 2018, mas assinou o documento.

Ainda segundo Namba, que chegou a ser preso com outro funcionário da empresa e três da Vale em 29 de janeiro, “apesar de ter dado esta resposta para Alexandre Campanha, o declarante sentiu a frase proferida pelo mesmo e descrita neste termo como uma maneira de pressionar o declarante e a TÜV SÜD a assinar a declaração de condição de estabilidade sob o risco de perderem o contrato”.

Em São Paulo, agentes cumprem quatro mandados de busca. Agentes apreenderam documentos em Osasco, cidade vizinha a São Paulo, e no bairro da Vila Madalena, na capital.

O G1 procurou a Vale que, até a última atualização desta reportagem, não tinha se posicionado. O rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, matou centenas de pessoas no dia 25 de janeiro. Até a quinta-feira (14), 166 mortes estavam confirmadas e 147 pessoas estavam desaparecidas. As buscas continuam na área atingida pela lama.

Leia a nota do Ministério Público na íntegra:

“O Ministério Público do Estado de Minas Gerais, com apoio das Polícias Civil e Militar, deflagrou operação na manhã desta sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e mandados de prisão temporária, visando apurar responsabilidade criminal pelo rompimento de barragens existentes na Mina Córrego do Feijão, mantida pela empresa VALE, na cidade de Brumadinho.

O pedido formulado pelo Ministério Público Estadual foi feito por intermédio da Promotoria de Justiça da Comarca de Brumadinho, da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado GAECO e do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público – GEPP, no âmbito de força-tarefa. A operação contou com o apoio das Polícias Militar e Civil do Estado de Minas Gerais e, ainda, com atuação dos Ministérios Públicos dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por meio dos GAECOs daqueles estados, e teve como propósito o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e de oito mandados de prisão temporária expedidos pelo Juízo da Comarca de Brumadinho.

Os oito investigados presos são funcionários da VALE, dentre eles, quatro gerentes (dois deles, executivos) e quatro integrantes das respectivas equipes técnicas. Todos são diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da Barragem 1, rompida no dia 25/01/2019. As prisões temporárias foram decretadas pelo prazo de 30 dias, tendo em vista fundadas razões de autoria ou participação dos investigados na prática de centenas de crimes de homicídio qualificado, considerados hediondo. Todos os presos serão ouvidos pelo Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte. Também são apurados crimes ambientais e de falsidade ideológica.

Foram, ainda, alvos de busca e apreensão, em São Paulo e Belo Horizonte, 4 funcionários (um diretor, um gerente e dois integrantes do corpo técnico) da empresa alemã TÜV SÜD, a qual prestou serviços para a VALE, referentes à estabilidade da barragem rompida. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na sede da empresa VALE, no Rio de Janeiro.

Os documentos e provas apreendidos serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais para análise.”

As medidas estão amparadas em elementos concretos colhidos até o momento nas investigações.”

Rede Globo e G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cesar disse:

    E não era pra ser preso o dono da empresa não? Ele é o responsável maior. Vão fazer o de sempre, prende os peixes pequenos

  2. ANTONIO FELIX NETO disse:

    TRAGEDIA ANUNCIADA.

  3. Potiguar disse:

    É sempre culpa do mordomo.

Major da PM e mais 4 são presos em ação contra milícia no RJ

Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM, chega preso à Cidade da Polícia — Foto: Reprodução/GloboNews

Uma força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (22), cinco suspeitos de integrar uma milícia que age em grilagem de terras. Entre eles, está um major da PM e um tenente. Outras 8 pessoas são procuradas (veja lista abaixo).

O grupo é suspeito de comprar e vender imóveis construídos ilegalmente na Zona Oeste do Rio, além de crimes relacionados à ação da milícia nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, como agiotagem, extorsão de moradores e comerciantes, pagamento de propina a agentes públicos e utilização de ligações clandestinas de água e energia.

Denunciados e presos

Maurício Silva da Costa, o tenente Maurição, Careca, Coroa ou Velho – preso

Ronald Paulo Alves Pereira, o major da PM conhecido como Major Ronald ou Tartaruga; segundo as investigações, é chefe da milícia da Muzema e grileiro nas regiões de Vargem Grande e Vargem Pequena – preso

Laerte Silva de Lima – preso

Manoel de Brito Batista, o Cabelo – preso

Benedito Aurélio Ferreira Carvalho, o Aurélio – preso

Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano ou Gordinho;

Daniel Alves de Souza;

Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico;

Fábio Campelo Lima;

Gerardo Alves Mascarenhas, o Pirata;

Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba;

Júlio Cesar Veloso Serra;

Marcus Vinicius Reis dos Santos, o Fininho.

O major Ronald foi homenageado em 2004 pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que propôs moção de louvor. Um foragido, o Capitão Adriano, também recebeu a mesma comenda do filho do presidente um ano antes.

Equipes estão em endereços da Zona Oeste do Rio, nas favelas de Rio das Pedras e da Muzema e nos bairros da Barra, Recreio, Vargem Grande e Vargem Pequena.

Num condomínio no Recreio, uma equipe apreendeu dois celulares.

Investigações

Segundo a denúncia, capitão Adriano, major Ronald e o tenente Maurição são os líderes da organização, e Beto Bomba, presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, conquistou o cargo a partir de ameaças e uso de força.

Os promotores afirmam que a entidade presidida por Beto Bomba concentra as transações de compra e venda dos imóveis construídos ilegalmente e a manipulação de documentos necessários à concretização de operações ilícitas.

Beto Bomba, ainda de acordo com a denúncia, possuía informações privilegiadas sobre operações policiais realizadas nas localidades dominadas, sempre alertando seus subordinados com antecedência.

Crimes investigados

Grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis;

Receptação de carga roubada;

Posse e porte ilegal de arma;

Extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados;

Ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’;

Falsificação de documentos;

Pagamento de propina a agentes públicos;

Agiotagem;

Utilização de ligações clandestinas de água e energia;

Uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Isabella disse:

    Kd os bolsominions para comentar aqui e defender o bolsojunior?! Sim, porque alguns desses foram homenageados pelo Flávio na AL do RJ, inclusive com parentes em seu gabinete. Acorda, meu povo! O Brasil deve ser do lado da justiça e contra a corrupção.

    • Ceará-Mundão disse:

      Coisa que vc, certamente, não pratica. Tenho certeza que vc é apenas mais uma favorável ao tal "Lula livre" (mesmo diante de tanta coisa que já foi descoberta contra ele, inclusive condenação judicial) e defensora de seus bandidos prediletos "vermelhinhos". E onde a madame estava nos 14 longos anos em que seus queridos criminosos estavam saqueando o nosso Brasil?

    • Isabella disse:

      Impressionante como eles defendem o mito deles acusando os outros como petista kkkkkk
      Leia direito o meu comentário, antes de vir externar seu fraco argumento, Ceará- Mundao.
      Quer uma laranjinha ????

    • Kaio disse:

      Impressionante como eles defendem o mito deles acusando os outros como petista kkkkkk
      Leia direito o comentário de Isabella antes de vir externar seu fraco argumento, Ceará- Mundao.
      Quer uma laranjinha ????

Três bandidos são presos e um é morto após arrastão em residência na Zona Sul de Natal e tentativa de fuga

Atualizado às 10h40

Três assaltantes foram presos e um quarto bandido foi morto durante uma troca de tiros com policiais militares no bairro Candelária, na Zona Sul de Natal na manhã desta sexta-feira (11), quando os criminosos tentavam fugir após um arrastão a uma residência.

Segundo a Polícia Militar, os criminosos estavam dentro da casa quando as viaturas chegaram e fizeram um cerco ao imóvel. Na ocasião, os bandidos tentaram escapar pulando os muros de residências vizinhas. Houve perseguição, troca de tiros, três foram rendidos, e um dos bandidos foi baleado. Ele chegou a ser socorrido por uma das viaturas ao Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, mas não resistiu. Com o assaltante baleado os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    – + 1, q continue assim

  2. LULADRÃO disse:

    Que pena, todos os bandidos não terem morrido. Vão ser soltos na audiência de custódia e continuarão infernizando as pessoas de bem. Parabéns aos policias pela intervenção.

  3. Sérgio Nogueira disse:

    Ele morreu e provavelmente seja decretado luto de 3 dias.

  4. Pato Amarelo disse:

    Que a "famigerada" Audiência de Custódia não passe a mão na cabeça desses bandidos.

Bolsonaro diz no Twitter que não concederá indulto para presos em seu governo: “se houver neste ano, será o último”

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou no Twitter, nesta quarta-feira (28), não concederá indulto a presos em seu governo.

O indulto é um perdão de pena concedido todos os anos em período próximo ao Natal, como uma atribuição do presidente da República, prevista na Constituição. O presidente não é obrigado a conceder indultos.

Bolsonaro frisou que um de seus compromisso de campanha foi “pegar pesado” no combate à violência e à criminalidade.

“Fui escolhido presidente do Brasil para atender aos anseios do povo brasileiro. Pegar pesado na questão da violência e criminalidade foi um dos nossos principais compromissos de campanha. Garanto a vocês, se houver indulto para criminosos neste ano, certamente será o último”, afirmou Bolsonaro.

Nesta quarta, deve ser retomado julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação que discute a validade do decreto de indulto natalino editado pelo presidente da República, Michel Temer, em dezembro do ano passado.

O decreto assinado por Temer no ano passado estabeleceu que poderia receber o perdão quem cumpriu um quinto da pena em caso de crimes sem violência ou grave ameaça, sem limite máximo de pena para concessão.

Levantamento da Força Tarefa da Lava Jato no Paraná indicou que 22 dos 39 condenados pela Justiça Federal em Curitiba podem ser beneficiados se o presidente Michel Temer editar neste ano o decreto de indulto nataliano com as mesmas regras do assinado no ano passado.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jubilau disse:

    Já vai trabalhar com diversos bandidos "ministros", quer mais induto que esse?

  2. Martha Melo disse:

    Está perfeito esse é o presidente que precisamos , pois quando os bandidos forem fazer merda lembrar que não tem boquinha não.

  3. Santanense disse:

    Parabéns meu presidente, lugar de bandido e na cadeia

  4. Romualdo Graff disse:

    Triste pelas mães e pelos pais de seres humanos que um dia erraram e hoje pagam pelo seu erro, com direito é claro a se redimir e voltar a conviver em sociedade, nem todos os presos são pessoas que não tem mais condições de se regenerar, mas que bom que os eleitores desse senhor irão provar do próprio veneno (falo das famílias dos apenados) ficaram com a primeira lição do que vem por ai, e eu acho é pouco…..e tenho dito

    • José Dantas disse:

      Fique triste não, as famílias podem irem até os presídios e visitarem seus entes queridos, eles apenas não poderam sair para coneterem mais crimes… Simples!

    • Bolsominio disse:

      Diz isso para uma Mãe ou Pai, que nunca mais vai ver seus entes queridos, por um meliante que você defende.

    • Teco disse:

      Te desejo que um deles cometa um erro contra você, não vou nem desejar o mesmo a um familiar seu, pra não ser injusto com quem não tem nada haver. depois quero que você perdoe com esse criminoso, com esse mesmo sentimento.

    • José Dantas disse:

      Tenha pena das vitimas em que seus familiares só podem fazer visita no cemiterio !!

    • Sérgio disse:

      Espero que amanhã, não seja vc que esteja chorando no enterro de um ente querido.

  5. euzim disse:

    Foi eleito pra isso! Quem idolatra bandido é o pessoal da esquerda!

  6. max disse:

    Lugar de BANDIDO é na sede do PT

  7. Ems disse:

    As pessoas de bem e trabalhadores agradecem !

  8. Brasil é verde e amarelo disse:

    Esse é o meu presidente?????

  9. Brasil é verde e amarelo disse:

    Quem gosta de bandido são os PTralhas

  10. Brasil é verde e amarelo disse:

    Lugar de BANDIDO E na CADEIA

Ex-vereador do PT e filho que agrediram manifestante em frente ao Instituto Lula são presos

Foto: Rahel Patrasso/Xinhua

O ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), e seu filho Leandro Eduardo Marinho (PT) foram presos após se apresentarem nesta quarta-feira (16) ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), na região central de São Paulo.

Os dois tiveram a prisão decretada pela juíza da 1ª Vara do Júri de São Paulo, Debora Faitarone, na última sexta-feira (11), por tentativa de homicídio de um manifestante durante um ato em frente ao Instituto Lula, na zona sul de São Paulo, em abril. Ontem, o desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, negou liminar em pedido de habeas corpus à dupla.

De acordo com a advogada de Maninho e do filho dele, Patricia Cavalcanti, a apresentação hoje no final da manhã “foi espontânea”.

“A defesa vai continuar com recursos e ingressará pedido de habeas corpus nesta sexta [dia 18], ou, no máximo, na segunda [dia 21]. Não houve tentativa de homicídio, mas uma lesão corporal”, disse a advogada.

Ela também rechaçou que tenha havido crime hediondo, como pontuado pela magistrada ao decretar a prisão, bem como uso de crueldade contra a vítima –o administrador Carlos Alberto Bettoni, 56.

A agressão aconteceu na noite de 5 de abril, logo depois de o juiz federal Sergio Moro ter decretado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. O empresário, que foi à frente do instituto supostamente em atitude de provocação, foi empurrado, bateu a cabeça na lateral de um caminhão e foi hospitalizado com traumatismo craniano. Ele ficou 20 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e hoje está fora de fora de risco, em casa.

“Eles não oferecem nenhum risco à ordem pública, reagiram a uma ação, a uma provocação. Mas o processo está ainda na fase inicial e eles buscarão a liberdade deles”, definiu a advogada dos petistas.

O ex-vereador e o filho foram denunciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado, com as agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, do DHPP, pai e filho passarão por exames de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal), e, de lá, seguirão para a penitenciária de Tremembé.

Na decisão de sexta, a magistrada pontuou que, pelas imagens de vídeos publicados pela imprensa, sobre o caso, “a vítima, por diversas vezes, pediu para que os réus mantivessem a calma. Ela ergueu o braço, com a palma da mão aberta e implorou para que eles cessassem as agressões. Ela tentou fugir dos réus, mas infelizmente não conseguiu”, ponderou. “A liberdade dos acusados geraria, na sociedade, uma enorme sensação de impunidade e a impunidade é um convite ao crime”, argumentou a magistrada.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. PABLO disse:

    CADEIA PRA ELES DEIXAREM DE CANTAR DE GALO!!!!

  2. Gener disse:

    Acabou o discurso esquerdopata de que a direita é que incita o ódio no Brasil.

  3. Paulo disse:

    BG
    Esses bandidos ptRALHAS tem que serem condenados, verdadeiros marginais.

Situação de todos os presos do RN poderá ser acompanhada pela internet

A situação da população carcerária do Rio Grande do Norte poderá em breve ser acompanhada em tempo real pela internet e acessível por qualquer cidadão.

Apresentado nessa semana pelo CNJ, o Cadastro Nacional de Presos tem por base a criação de um número único de identificação de cada detento das prisões brasileiras. É o mesmo número para todo o País e o registro da passagem do preso pelo sistema prisional. É um dado que pode ser acessado por autoridades, servidores e pelo cidadão de forma on line e em tempo real em qualquer localidade do território nacional, permitindo o rastreamento nacional do preso.

No Rio Grande do Norte, o sistema está em implantação. Ainda não é possível consultar as informações que o Cadastro promete entregar, mas uma visão parcial está disponível.

De acordo com a ferramenta, 3% do trabalho foi realizado até agora, com o registro de 277 presos, sendo 221 condenados e 56 provisórios. Não é posssível consultar ainda indidualmente os dados disponíveis.

O BlogdoBG acionou a SEJUC para ter mais detalhes do projeto e aguarda retorno.

A ideia é que o fiquem disponíveis para consulta os documentos gerados e vinculados ao detento: mandados de prisão expedidos, mandados de prisão cumpridos, alvarás de soltura, contramandados expedidos, guias expedidas e certidão de extinção de punibilidade.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedrinho disse:

    E a situação das vítimas também?

Após motim, mais de 100 presos são transferidos de Parnamirim para Alcaçuz

Mais de 100 presos foram retirados da Penitenciária Estadual de Parnamirim e levados durante a madrugada desta terça-feira (15) para o pavilhão 5 do Complexo Penitenciário de Alcaçuz, como é mais conhecido o Presídio Rogério Coutinho Madruga. As duas penitenciárias ficam na região metropolitana de Natal.

A transferência aconteceu após os detentos da PEP se amotinarem em um dos pátios da unidade. A confusão aconteceu no momento em que agentes penitenciários tentavam fazer o isolamento de um interno considerado chefe de uma facção criminosa.

Confira matéria completa http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/apos-motim-mais-de-100-presos-sao-transferidos-de-parnamirim-para-complexo-de-alcacuz.ghtml

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Leonardo Freire disse:

    No pavilhão 5, tem mais de 500 presos dormindo em pé

  2. Incrédulo disse:

    tadinhos…. nao podem ser tocados ou surrados… mas podem quebrar os bens que o Erário (nós pagamos via nossos impostos) construiu. …. Faz o castigo que nossos avós e bisavós aplicavam: espalha caroço de milho e feijão no chão e bota os delinquentes pra ficar de joelho, enquanto rezam 400 Pai Nosso e 600 Ave Maria….