O homem que foi atropelado pela própria mulher em Várzea Paulista, no interior de São Paulo, passou por uma cirurgia nesta quinta-feira (22), segundo informou o Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí. Ele continuava internado em estado de observação com o quadro estável na manhã desta sexta-feira (23). Ainda de acordo com a assessoria do hospital, ele não apresenta risco de ter as pernas amputadas.
De acordo com a polícia, o casal discutia na quarta-feira (21) em uma rua próxima à casa onde moravam, na Vila Tupi, por conta de uma traição descoberta pela mulher. O homem foi agredido com tapas, mas não revidou. A mulher, então, entrou no carro da família, onde estavam os três filhos, de 3, 5 e 10 anos, e acelerou na direção do marido. Ele foi prensado contra um muro e teve fratura exposta nas duas pernas.
A mulher de 25 anos, segundo o delegado, é usuária de drogas. Ela não tinha passagem pela polícia. Presa em flagrante, ela foi indiciada por tentativa de homicídio e encaminhada para a cadeia feminina de Itupeva, também no interior paulista.
Durante a Sessão Extraordinária no STF que julga a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (15), os ministros Luiz Fux e Flávio Dino divergiram sobre a existência de apuração e a anulação do que está em curso.
Dino dizia que Fachin não tem rito e não sabe quando os outros citados serão julgados. “Então por que um vai abrir processo hoje, outro na próxima semana e os outros, sabe-se Deus quando? Não tem data. Qual é o problema? O que acontecerá se não há rito? Não há clareza quanto ao rito.”
O ministro Luiz Fux então interrompe Dino e afirma que não existe um inquérito. “Não estamos aqui com inquérito, nós temos uma apuração. O objetivo de hoje é deliberar”.
Dino discordou e afirmou que, “se fosse verdade, com todo respeito à afirmação de Vossa Excelência, nós vamos ter que anular tudo o que aconteceu até aqui, porque houve instrução probatória”.
A primeira parte da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes teve bate-boca, troca de bilhetes e movimentações discretas entre os ministros nesta terça-feira (15).
Durante a fala de Gilmar Mendes, André Mendonça escreveu uma anotação em um guardanapo e pediu a um auxiliar que a entregasse a Dias Toffoli. O conteúdo do bilhete não foi revelado. Na sequência, Moraes, que estava sentado entre os dois ministros, cochichou ao ouvido de Toffoli.
Moraes também foi visto tentando observar os documentos que Mendonça lia e marcava com uma caneta rosa. Alvo de críticas durante a sessão, Mendonça permaneceu concentrado nas anotações enquanto os demais ministros discutiam os rumos do julgamento.
Outro momento chamou atenção no intervalo. Flávio Dino e Edson Fachin, que haviam trocado farpas sobre as regras dos apartes, encerraram a primeira parte da sessão com um longo abraço e uma conversa reservada.
Dino apresentou uma questão de ordem para juntar os julgamentos de Moraes e Mendonça e realizar um pente-fino sobre todos os ministros de tribunais superiores citados em documentos do Caso Master. A proposta ficou para ser analisada após o intervalo.
Um homem natural do Rio Grande do Norte ficou gravemente ferido após cair de um prédio no bairro Farol da Barra, em Salvador (BA), no fim da tarde desta segunda-feira (14).
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a vítima na parte externa do edifício, tentando alcançar a estrutura de um andar inferior. Em seguida, ela perde o equilíbrio e cai sobre a Avenida Oceânica.
O homem foi socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde havia previsão de realização de um procedimento cirúrgico.
Nas redes sociais, circularam relatos de que ele estaria fugindo de uma suposta traição conjugal. A Polícia Civil da Bahia registrou o caso preliminarmente como tentativa de suicídio e informou que não divulgará outros detalhes da investigação.
Na retomada da Sessão Extraordinária do STF desta terça-feira (15) que analisa a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino disse ter lido uma notícia sobre a possibilidade de novas sanções dos EUA contra ministros do Supremo, afirmou estar indignado e classificou o fato como “pressão ilegítima”.
“Existe a ideia falsa de que o Tribunal deve se submeter a pressões”, disse Dino. O ministro ainda acrescentou que “essa toga pertence ao povo brasileiro, não nos pertence”.
“Não lembro que algum órgão de soberania brasileiro tenha impugnado a decisão de um tribunal de qualquer outro país, muito menos o tribunal dos EUA”, completou.
O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta terça-feira (15), para manter a análise em separado dos casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Fachin também se manifestou contra redistribuição de relatoria do processo, deixando o caso sob sua responsabilidade.
A manifestação do presidente do STF ocorre no âmbito de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça sejam analisados de forma conjunta, além da relatoria dos processos ser feita por meio de um sorteio.
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro mostram um agente de viagens perguntando ao ex-dono do Banco Master quem pagaria uma viagem internacional solicitada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No diálogo, o agente Leo Serrano encaminha a Vorcaro uma mensagem atribuída ao ministro, com o pedido de um roteiro para cinco pessoas, entre os dias 8 e 18 de janeiro de 2025. A programação deveria incluir guias e motoristas que falassem português ou espanhol.
“Bom dia, Leo. Ministro Kassio. Preciso da sua ajuda para formatar uma viagens de uns dez dias, entre 8 e 18 de janeiro, para cinco pessoas. De preferência com guias e motoristas de vans que falem português ou espanhol. Inicialmente, imaginei Viena, com bate e volta nas cidades próximas, como Bratislava, Budapeste, Graz ou Salzburgo”, diz o print da mensagem atribuída a Kassio Nunes.
Após encaminhar a mensagem, Serrano pergunta a Vorcaro se “é pra atender” ao ministro do STF. Vorcaro respondeu: “Sim. Atende. Tudo”. Em seguida, o agente perguntou: “Ele paga ou eu jogo ‘procê’ essa bomba?”. O banqueiro então respondeu a Serrano: “Me liga depois”.
As mensagens divulgadas não esclarecem se a viagem foi realizada, qual seria o destino nem quem acabou pagando a conta. Posteriormente, o agente afirmou que Nunes Marques havia “sumido” após fazer o pedido.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes chamou o ministro André Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral” pela atuação do colega quando determinou o afastamento do diretor-gera da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A afirmação foi feita na sessão da Corte que define se deverá ser aberta ou não uma investigação sobre supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nesta terça-feira (15).
O governo Lula (PT) concedeu uma redução de R$ 1,2 bilhão em juros de dívidas de sete empresas que firmaram acordos de leniência após confessarem atos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato. Foram beneficiadas Odebrecht (Novonor), OAS (Metha e Coesa), Camargo Corrêa (Mover), Andrade Gutierrez, UTC, Engevix (Nova Participações) e Braskem.
De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, a renegociação reduziu em mais de R$ 6 bilhões o passivo das companhias com a União. A maior beneficiada foi a Odebrecht, atualmente Novonor, que teve quase R$ 500 milhões em juros reduzidos e ainda conseguiu estender o prazo de pagamento das parcelas até 2048.
Para seis das sete empresas, a repactuação representou uma redução de cerca de 50% do valor originalmente previsto nos acordos. Outro benefício foi a autorização para utilizar créditos tributários na quitação das dívidas, permitindo a compensação de R$ 4,4 bilhões.
Também foram excluídas multas que somavam R$ 103,5 milhões. A redução dos juros ocorreu após a troca da Selic pelo IPCA na atualização dos valores devidos até 31 de maio de 2024. Depois desse período, a Selic voltou a ser aplicada.
A repactuação ocorreu no âmbito da ADPF 1.051, processo apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) por PSOL, Solidariedade e PCdoB para pedir a revisão de acordos de leniência firmados durante a Lava Jato. O caso ficou sob relatoria do ministro André Mendonça, que validou os novos acordos em 2025. O ministro André Mendonça foi procurado pela reportagem da Follha de S. Paulo, mas não se manifestou.
As negociações foram conduzidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Advocacia-Geral da União (AGU). A CGU afirma que não houve perdão das dívidas nem redução das sanções, mas uma mudança nas condições de pagamento. Segundo o órgão, as empresas comprovaram dificuldades financeiras e a repactuação aumentaria as chances de recuperação dos valores pela União.
A Novonor afirmou que a repactuação não concedeu desconto sobre o valor contratual, mas promoveu um ajuste retroativo da taxa de juros e permitiu a utilização de créditos de prejuízo fiscal para amortizar a dívida. A empresa destacou que a legislação permite o uso desses créditos em percentual de até 70%, mas que o acordo estabeleceu limite de 50%.
A UTC afirmou que aproximadamente 35,24% da redução decorreu do pagamento de R$ 314,2 milhões com créditos de prejuízo fiscal, enquanto cerca de 14% corresponderam à redução de juros e multa. Segundo a empresa, a renegociação mantém impacto financeiro relevante.
A Nova Participações, ex-Engevix, informou que desde 2016 passa por um processo de reestruturação operacional, aprofundado após o acordo de leniência firmado em 2019.
A Andrade Gutierrez afirmou que vem cumprindo integralmente as condições dos acordos.
O Grupo Mover, ex-Camargo Corrêa, informou que não iria se manifestar.
Coesa e Metha, empresas resultantes do desmembramento da OAS, não responderam às tentativas de contato.
A assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal informou que a sessão destinada a analisar o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vai retornar às 15h. A análise foi suspensa por volta de 13h e inicialmente retornaria às 14h.
Depois do intervalo, os dez ministros devem votar um proposta defendida por Gilmar Mendes e Flávio Dino para suspender esta sessão e julgar, no próximo dia 23, o caso envolvendo Moraes junto com o processo que investiga supostas irregularidades por André Mendonça.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil; Valter Campanato/Agência Brasil
Os nomes dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), apareceram em versões iniciais da proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mas foram retirados do documento final enviado em junho à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.
Nos rascunhos, Vorcaro mencionava relações com os filhos dos dois magistrados. Kevin Nunes Marques teria recebido R$ 281,6 mil de uma consultoria contratada pelo Banco Master. Já Rodrigo Fux foi citado em conversas sobre possíveis contratos. O banqueiro, porém, não atribuiu crimes ou favorecimentos diretos aos ministros.
Na versão final, apenas Dias Toffoli permaneceu citado entre os integrantes do STF. O documento tratava de uma suposta negociação de R$ 35 milhões envolvendo a compra de parte de um resort ligado à família do ministro. A tentativa de colaboração premiada não avançou. A PF e a PGR rejeitaram a proposta por considerarem que faltavam provas concretas e informações inéditas capazes de sustentar um acordo.
A defesa de Vorcaro repudiou a divulgação dos documentos, afirmou que as tratativas de colaboração não foram concluídas e disse que o material preliminar estava sob responsabilidade de um grupo restrito de autoridades.
Tá vendo maridos q traem !!! cuidado !! as mulheres estão se tornando passionais.