Política

“Não podemos banalizar o instrumento do impeachment. No caso de Bolsonaro, ainda não há uma comprovação que permita”, diz governador petista

Foto: Cristiano Mariz/VEJA

O governador do Piauí é um petista moderado, muito próximo a Lula e que não esconde o entusiasmo diante da perspectiva de o PT voltar ao Palácio do Planalto em 2023. Embora admita que há espaço para uma candidatura que represente a chamada terceira via, Wellington Dias acredita que a tendência, por enquanto, é mesmo a polarização entre Jair Bolsonaro e Lula — estratégia, ressalte-se, que atende aos interesses de ambos. Ao ser questionado sobre a possibilidade de impeachment, por exemplo, ele critica a banalização do instrumento e ressalta que ainda não vê provas suficientes para iniciar uma ação de destituição do presidente da República, embora seu partido tenha sido um dos signatários do mais recente pedido de impedimento. À frente do Consórcio Nordeste, grupo que reúne os estados da região, Dias afirma que a pressão dos governadores acelerou a vacinação no país, uma bem-sucedida contraposição à política do governo federal que ele avalia como “desastrosa”. Em entrevista a VEJA, olhando também para o passado, o governador admite que a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff foi um erro, diz não ver problemas em firmar aliança com o chamado Centrão e revela que chegou a participar de conversas para a formação de uma insólita chapa com o tucano Aécio Neves (MG) com vistas às eleições presidenciais de 2010. A seguir os principais trechos.

O senhor segue a mesma linha dos oposicionistas de que o governo adotou uma política genocida no enfrentamento da pandemia? Ninguém pode negar que tivemos uma tragédia no Brasil. Cito um dado apenas: o Brasil tem 2,7% da população mundial e já alcançou mais de 13% do número de óbitos do mundo. O Brasil tem cerca de quatro vezes mais óbitos do que a proporção de sua população. É uma tragédia. Não seguir a ciência levou a essa tragédia. Não ter monitoramento, não ter a compra de insumos, não ter plano para prevenção e tratamento, não fazer a compra de vacina quando teve oportunidade, tudo isso junto levou a esse resultado desastroso.

O presidente teria deixado de fazer isso deliberadamente para matar as pessoas? Precisa ser analisado se o objetivo era causar as mortes ou se tinha mesmo alguém que acreditava que a propagação do vírus era uma forma de se livrar rápido do problema. A ciência negou isso o tempo inteiro. Se houve mesmo incentivo à propagação do vírus para se livrar da pandemia, foi uma política genocida. Vamos esperar o resultado da CPI.

Qual a impressão que o senhor tem do presidente Bolsonaro? Eu convivi com o deputado Jair Bolsonaro no Congresso. Nesse período atuamos em um mesmo bloco e mantivemos relação sempre respeitosa. O presidente precisa colocar o interesse do país acima das disputas políticas. Infelizmente, ele procura manter um tensionamento permanente. A disputa política fica sempre em primeiro plano e a pauta de interesse público em segundo.

E sobre o governo Bolsonaro? Além dos problemas no combate à pandemia, o que precisamos hoje na política é de diálogo. Na área econômica, não é possível acreditar apenas no livre mercado. Há necessidade de ter um plano, uma presença forte do governo estimulando o setor privado para que a gente tenha chance. O país está dependendo das commodities muito mais do que antes. Commodities que, sob o ponto de vista econômico, geram crescimento, mas não muito emprego e renda. Também estamos estragando nossas relações internacionais, metendo-nos o tempo todo em assuntos impróprios. A imagem do Brasil no exterior é péssima, especialmente por causa da política ambiental, da questão indígena, da forma como tratamos a segurança. O armamento vai na contramão da história. Em resumo: o governo é muito ruim.

Por que o eleitor deve acreditar que o PT é alternativa a todos esses problemas? Temos uma situação tão grave no Brasil que devemos priorizar o diálogo. Lula se coloca como alternativa pela sua reconhecida capacidade de dialogar, ouvir e tolerar. Há a necessidade de alguém com experiência democrática, alguém empenhado em fortalecer as instituições que foram atingidas nesse período. Há a necessidade de criar uma política de pacificação dentro do país, aliada a um plano que possa fortalecer a economia, gerar emprego e renda.

A corrupção não será um empecilho a esse projeto eleitoral do ex-presidente? Hoje é mais fácil responder sobre isso. Foram dezessete processos que criaram para o Lula e para outros líderes uma imagem de corrupção. Destes, catorze já foram arquivados. O que houve, na verdade, foi uma estratégia política coordenada pelo juiz Sergio Moro, que depois se tornou ministro do governo que ajudou a eleger com pretensões de ir ao Supremo. Eu sempre disse que a Lava-Jato era uma ação contra os líderes políticos e empresariais. Nós vamos defender o combate à corrupção, que ainda é grave no Brasil. Mas não dessa maneira.

O senhor fala como se não tivesse havido casos gravíssimos de corrupção durante os governos do PT. Pagou e pagará qualquer um que cometer crime de corrupção em nossos governos. Quem cometeu, quem a Justiça comprovou que cometeu, foi expulso do PT. O que precisa ser dito, em alto e bom som, é que, enquanto partido, continuamos defendendo a ideia de que quem cometer corrupção terá de pagar. O que não podemos é permitir o espetáculo processual, expondo pessoas inocentes.

O PT se corrompeu? Digo que pessoas do meu partido, em meio a 1,5 milhão de militantes, infelizmente, também foram para o descaminho.

Quem? O ex-ministro Palocci confessou em depoimentos, não sou eu quem o está julgando. Era uma pessoa preparada, com capacidade técnica extraordinária.

Apenas ele? O ex-ministro José Dirceu foi julgado, condenado e cumpriu pena, mas ele sustenta que não participou de nenhuma ilegalidade. No caso do mensalão, foram apresentadas apenas provas testemunhais.

O senhor acredita na formação de uma frente ampla para enfrentar o presidente Bolsonaro em 2022? Sinceramente, não. Um campo político com o apoio que tem o ex-presidente Lula dificilmente abrirá mão de utilizar essa vantagem. O que estou dizendo: é possível que o ex-ministro Ciro Gomes seja candidato? Sim. Que o campo do ex-presidente Fernando Henrique, Doria, Eduardo Leite, lancem candidato? Sim. Defendo o entendimento pensando no interesse maior.

Hoje o PT critica a aliança que o governo fez com o chamado Centrão, mas o partido fez a mesma aliança quando estava no poder. Em todos os lugares do mundo você governa com os partidos que ajudaram a construir a vitória. Qualquer presidente precisa confiar a composição de um governo a um conjunto de líderes. Evidentemente, o ideal é que as escolhas priorizem afinidade, conhecimento e experiência nas áreas de atuação. Fui governador entre 2003 e 2010, período em que Lula foi presidente. Vi de perto a capacidade dele de dialogar, construindo uma maioria no Congresso que permitiu a aprovação de projetos importantes. O que não pode é submeter o país a qualquer caminho que seja prejudicial ao interesse da população.

O senhor considera que as escolhas foram adequadas nos governos petistas? Tanto foram adequadas que isso foi o que gerou problemas, principalmente na gestão da presidenta Dilma. O conflito que ela enfrentou tinha a ver com determinados anseios de aliados que queriam indicação em determinadas áreas que não foram atendidas.

O senhor faz muitos elogios ao governo Lula, mas pouco fala sobre o governo Dilma, que foi destituída por um processo de impeachment. Dilma foi uma presidenta honesta, uma presidenta com elevado espírito público. Em 2009, eu avaliava que não seria uma tarefa fácil substituir um dos maiores presidentes da história deste país. Havia a necessidade de ter alguém que tivesse uma experiência maior em relação à política. Dilma foi eleita para o primeiro mandato e seguiu o programa daquele primeiro mandato. Em 2014, havia a oportunidade de uma alternância, mas o Lula nunca sugeriu isso a ela. Foi aí que começaram os problemas.

Lula errou ao não impor sua candidatura em 2014? O que o presidente Lula diz é que, quando houve a alteração constitucional prevendo a reeleição, Fernando Henrique exerceu esse direito. Ele também teve o direito à reeleição. Por isso, não seria razoável a primeira mulher presidente do Brasil não exercer esse direito. O problema é que era um momento muito tenso e exigia uma capacidade de diálogo, de articulação, realmente muito elevada, e ela tinha essa dificuldade.

Mas o que a ex-presidente poderia ter feito de diferente? Eu estava no Congresso Nacional, no Senado Federal, era líder do bloco de apoio ao governo da presidenta Dilma. Repito: uma pessoa honesta, uma pessoa de grande espírito público, mas tinha muitas dificuldades em relação aos líderes. Você não é obrigado a dizer sim aos pleitos que são apresentados. Mas é razoável que ouça, é razoável que receba e responda. E que responda com uma justificativa adequada e uma política de respeito. Olhando para trás, acho que, se Lula tivesse sido candidato em 2014, creio que não teríamos enfrentado os problemas que enfrentamos.

Defender o impeachment do presidente Bolsonaro é uma estratégia correta? Compreendo que a democracia prevê a figura do afastamento de um presidente da República, mas não podemos banalizar o instrumento do impeachment. Ou existe uma prova muito concreta, robusta, ou temos de respeitar a soberania da vontade popular. No caso de Bolsonaro, na minha opinião, ainda não há uma comprovação que permita o impeachment. Não duvido que venha a surgir. Se tiver desvios, especialmente nesse caso da Covaxin, aí muda tudo. Se o remédio necessário for o impeachment, vamos usar. Mas não podemos levar o país a aventuras.

É verdade que o senhor chegou a cogitar a possibilidade de formar uma chapa com Aécio Neves em 2010? Na época teve aquela dobradinha em Minas Gerais, de Lula e Aécio, o Lulécio. Esse diálogo foi aberto pela boa relação dele com o Lula, pela possibilidade de ele se filiar a um partido da nossa base e como um líder destacado, citado para ser candidato a presidente pelo campo político apoiado pelo Lula. Eu estava no segundo mandato de governador e meu nome era lembrado como alternativa para vice. Hoje eu brinco que ele perdeu a chance de ser presidente e ainda tirou a minha de ser vice.

Veja

Opinião dos leitores

    1. Não há e nunca vai ter.
      O que tem muito é cachorrada desses vagabundos.
      É melhor Jair se acostumando.
      Vai até 2026.
      Éssa quadrilha não manda mais no Brasil.
      Palhaços corruptos.

  1. Acho que a militância digital remunerada recebeu dinheiro, estão “endiabrados” hoje. Kkkkkkkk

  2. Os caras querem entregar o Brasil para corruptos defensores de ladrões e ficam na internet, conversando asneiras sobre um presidente honesto, competente, bem intencionado, patriota, religioso, trabalhador, sincero e boa praça. Preferem um canalha, cachaceiro, analfabeto, mentiroso, mal caráter, preguicoso, corrupto e lavador de dinheiro. Está muito fácil separar o joio do trigo.

  3. Seguindo a lógica dele e de muitos outros não vamos banalizar a prisão, vamos deixar o cara que cometeu crime cometer pelo menos uns 20 pra poder prender.

    A lei é clara, não existe meio termo, fez errado é prisão, fez errado é impeachement…

    O resto é conversinha de quem tem medo de banalizar isso ou aquilo e chegar a sua vez.

  4. Mais um defensor de bandidos, altamente seletivo. Fecha os olhos para o manancial de corrupção que assolou os governos do PT ao tempo em que tentar isentar os chefes da ORCRIM, o Zé “Daniel” Dirceu e o bandido mor, o vagabundo de 9 dedos. Para simplificar, do PT não escapa NENHUM, incluindo esse traste da reportagem.

  5. Tirar uma besta, pra assumir um cavalo?
    Deixa ele aí.
    Quero ver ele passar a faixa pra Lula. Aí as tripas são um nó de vez!

  6. Petistas sabidos. Batem em Bolsonaro não querem seu impeachment, porque sabem que é a única chance para voltar ao poder é enfrenta-lo no segundo turno. Estão morrendo de medo da terceira via, principalmente se for Moro.

    1. O ex juiz, assim como outros da mesma vertente, está “queimado” à direita e à esquerda. Essa tal 3a. via só interessa ao PT pois tende a tirar alguns votos da ÚNICA barreira que ainda protege o Brasil do caos, que é o presidente Bolsonaro. O PSDB não passa de um PT banhado, perfumado, que estudou mais um pouco e que prefere vinhos finos a um litro de 51.

    2. Eles batem no presidente porque sabem que ele é o único verdadeiramente diferente. O resto é tudo farinha do mesmo saco.

  7. Pro PT não interessa o impeachment. Acabaria com a candidatura Lula. Melhor concorrer com Bozo, é a determinação do chefe.

    1. Exatamente! O MINTO só tem chances de ganhar as eleições de 2022 contra Lulaladrão e vice versa…

  8. Um impeachment agora só vale pelo menos 01(um) ano e alguns meses. No próximo ano no voto, esse maluco ficará impedido por 04(quatro) anos. O que é melhor?

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Política

Desfile pró-Lula vira alerta no Planalto e já provoca ofensiva jurídica antes do Carnaval

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitem, nos bastidores, preocupação com possíveis impactos jurídicos do desfile que vai homenageá-lo no Carnaval. A avaliação dentro do governo e entre setores do Judiciário é de que o evento pode acabar sendo interpretado como propaganda eleitoral antecipada, abrindo espaço para questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A informação é da colunista Andréia Sadi, do g1. O temor ganhou força diante de precedentes recentes, como a decisão que tornou Jair Bolsonaro inelegível após entendimento de uso político de estruturas oficiais. Integrantes do governo avaliam que qualquer leitura semelhante pode gerar desgaste em um momento considerado sensível do calendário pré-eleitoral, motivo pelo qual o tema passou a ser monitorado de perto por ministros e assessores do Planalto.

A pressão aumentou após o partido Novo acionar o TSE contra Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, responsável pelo enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A sigla argumenta que a homenagem ultrapassa o caráter cultural e pede multa milionária, alegando que o desfile funcionaria como peça de pré-campanha.

Paralelamente, a senadora Damares Alves também levou questionamentos ao Ministério Público Eleitoral, citando trechos do samba que, segundo ela, promoveriam o presidente e atacariam adversários políticos. A parlamentar ainda apontou o uso de recursos públicos e a transmissão em TV aberta como fatores que poderiam agravar a discussão jurídica.

Apesar das ações, decisões recentes têm freado tentativas de barrar repasses e suspender iniciativas ligadas ao desfile. Mesmo assim, o assunto segue no radar do governo, especialmente diante da futura composição do TSE e do receio de que um evento festivo acabe se transformando em novo foco de desgaste político para o Planalto.

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Política

Ministro afastado por suspeita de assédio segue recebendo salário enquanto PF aguarda STF liberar inquérito

Foto: Gustavo Lima/STJ

A Polícia Federal ainda espera o Supremo Tribunal Federal enviar oficialmente o inquérito que investiga o ministro Marco Buzzi, do STJ, acusado de importunação sexual. O caso está sob relatoria de Kassio Nunes Marques e corre em sigilo, já que o magistrado possui foro privilegiado, o que faz com que as diligências dependam de autorização direta da Corte.

As acusações começaram após o depoimento de uma jovem de 18 anos, que registrou ocorrência em janeiro e afirmou que teria sido abordada de forma inadequada pelo ministro durante um encontro em Balneário Camboriú. Posteriormente, uma servidora terceirizada do próprio STJ também relatou suposto assédio dentro do gabinete, ampliando a pressão sobre o tribunal e acelerando procedimentos internos.

Mesmo sem ter prestado depoimento até agora, Buzzi foi afastado de forma unânime pelos colegas em sessão extraordinária marcada por silêncio e indignação entre magistrados, segundo relatos de bastidores. A decisão esvaziou um pedido de licença apresentado pelo próprio ministro minutos antes da reunião e abriu caminho para que o tribunal avalie medidas disciplinares mais duras.

Apesar de proibido de frequentar o STJ, usar carro oficial e exercer funções institucionais, o magistrado segue recebendo remuneração mensal superior a R$ 44 mil, o que gerou críticas internas e externas. A Corte deve decidir em março se avança para uma possível aposentadoria compulsória, conforme o andamento da sindicância.

A defesa sustenta que o afastamento cria um “precedente perigoso” e afirma que ainda não houve pleno contraditório. Os advogados dizem estar reunindo provas para contestar as acusações, enquanto o caso avança simultaneamente no STF, no CNJ e nas apurações administrativas dentro do próprio STJ.

Com informações da CNN

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Geral

Lula diz ter cobrado explicações de filho após citação na CPMI do INSS

CPMI do INSS quer ouvir Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, depois que o nome dele apareceu nas discussões da CPMI do INSS, comissão que investiga um esquema de descontos indevidos revelado pela imprensa. Segundo o petista, o diálogo ocorreu de forma reservada e teve tom de cobrança e esclarecimento. A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Em entrevista ao Uol, Lula relatou que disse ao filho que cada um deve responder por seus atos e que, caso exista qualquer irregularidade, as consequências precisam ser enfrentadas. O presidente, porém, não detalhou o teor completo da conversa nem comentou aspectos jurídicos do caso.

Informações de bastidores apontam que o encontro aconteceu em dezembro, no Palácio da Alvorada, em Brasília, e contou com a presença de um dos advogados de defesa de Lulinha. Na ocasião, ele ainda estava no Brasil durante o período de férias, antes de retornar à Espanha, onde reside atualmente.

De acordo com relatos, o filho do presidente negou qualquer envolvimento irregular e relembrou episódios anteriores em que foi alvo de acusações falsas, usadas como exemplo para reforçar sua versão. Auxiliares afirmam que Lula também compartilhou o conteúdo da conversa com aliados políticos que acompanham a CPMI.

O nome de Lulinha passou a ser citado após uma testemunha mencionar um suposto lobby ligado ao empresário conhecido como “Careca do INSS”. Apesar disso, um pedido para convocá-lo foi rejeitado pela comissão na época, sob a justificativa de que ainda não havia provas suficientes para sustentar a oitiva. A Secretaria de Imprensa da Presidência não comentou o assunto até o momento.

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Política

Mansão do lobby: empresa sob investigação usou casa em Brasília para se aproximar do governo Lula e influenciar CPMI

Foto: Reprodução

Investigada pela Polícia Federal e com dívidas estimadas em R$ 4 bilhões, a empresa de investimentos Fictor alugou uma mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, que foi usada para aproximação com integrantes do governo Lula e para articulações ligadas à (CPMI do INSS. O imóvel de quase 500 metros quadrados chegou a receber ministros e dirigentes petistas, segundo apuração do Estadão.

A casa, alugada pelo ex-sócio da Fictor Luis Phillippi Rubini até dezembro de 2025, também foi palco de uma reunião para a montagem de um dossiê contra o advogado Eli Cohen, testemunha da CPMI. O ex-policial civil Rogério Giglio afirma que foi pago por representantes da Fictor para produzir gravações e um depoimento falso contra Cohen, material que acabou sendo usado por parlamentares governistas para tentar descredenciar o denunciante das fraudes bilionárias no INSS.

Um dos encontros ocorreu em 24 de setembro de 2025 e reuniu o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder da bancada do PT na CPMI, o consultor da Fictor Felipe Alcântara e Giglio.

Pimenta confirmou a reunião, disse não saber que a casa era ligada à empresa e afirmou que considerou frágeis as provas apresentadas. Mesmo assim, áudios gravados por Giglio foram usados posteriormente para pedir nova convocação de Cohen à comissão.

Além da articulação política, a mesma mansão foi usada em tentativas de aproximação da Fictor com a usina de Itaipu, com a intenção de gerir recursos do fundo de reserva da hidrelétrica, o que não avançou por impedimentos legais.

O diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri, esteve no local em eventos com lideranças do PT, como Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, que confirmaram presença, mas negaram qualquer proposta ou negociação com a empresa.

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Política

VÍDEO: Gleisi canta samba que homenageia Lula durante evento do PT na Câmara

Imagens: Reprodução/Metrópoles

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, cantou nesta terça-feira (10) trechos de um samba-enredo que homenageia o presidente Lula durante um evento em comemoração aos 46 anos do PT, na Câmara dos Deputados. A ministra, que também é ex-presidente nacional do PT, discursou da tribuna diante de militantes e parlamentares da sigla.

Gleisi sugeriu que o Carnaval fosse usado para “se divertir” e “curtir o samba-enredo do presidente Lula”. Ela afirmou que a música “conta a vida de Lula” e cantou um trecho com versos como “Quanto custa a fome? Quanto importa a vida. Nosso sobrenome é Brasil da Silva”. Ao final, defendeu a comemoração “sem falsos mitos e sem anistia” e encerrou o discurso com um “Viva o PT!”, sendo aplaudida.

A homenagem citada pela ministra faz referência ao desfile da escola Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano. A agremiação vai levar à Sapucaí um samba-enredo que narra, em primeira pessoa, a história de Dona Lindu, mãe de Lula. O enredo recebeu o nome “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

O tema do desfile, no entanto, virou alvo de questionamento no TSE. O partido Novo acionou a Corte alegando que o samba-enredo pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada, por funcionar, segundo a legenda, como uma peça de pré-campanha para a reeleição do presidente Lula.

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Política

Prefeito de Natal reconhece trabalho de Zenaide; senadora já destinou mais de R$ 27 milhões em emendas para capital

Foto: Divulgação

A Senadora Zenaide Maia tem atuado como uma voz ativa e estratégica no Congresso Nacional, dedicando-se à defesa dos interesses do Rio Grande do Norte. Desde o início de seu mandato, a parlamentar potiguar tem direcionado esforços e emendas parlamentares para o desenvolvimento da capital, Natal, e de diversas cidades do interior do Estado.

Um testemunho público e relevante desse compromisso foi o reconhecimento do atual prefeito de Natal, Paulinho Freire, que destacou em suas mídias sociais as significativas contribuições de recursos federais, advindos da atuação da senadora, para a melhoria da infraestrutura da capital potiguar.

O montante total de recursos destinados pela Senadora Zenaide Maia para o município de Natal alcança a expressiva cifra de R$ 27.439.516,08, valor que representa a soma das emendas desde o início de seu mandato como senadora. Esses investimentos têm sido cruciais para impulsionar importantes obras e ações que visam aprimorar a qualidade de vida dos cidadãos natalenses em diversos setores.

Dentre as principais contribuições, destacam-se:
– Reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) na Zona Norte e na Zona Sul, fortalecendo a atenção primária;
– Construção de uma nova UBS no Parque das Dunas, ampliando o acesso à saúde;
– Pavimentação de ruas em diferentes bairros, melhorando a mobilidade urbana;
– Apoio às festas tradicionais e aos festejos populares do município, valorizando a cultura local;
– Recursos para compra de computadores e reformas no IFRN;
– Incentivo ao esporte e lazer, promovendo a qualidade de vida

Repasses fundamentais para instituições de saúde de grande relevância, como a Liga contra o Câncer e o Hospital Infantil Varela Santiago, garantindo atendimento a milhares de pessoas, entre outras ações que fortalecem a infraestrutura e o bem-estar social.

A senadora Zenaide Maia reitera que seu trabalho em Brasília não se restringe apenas à capital, mas abrange todo o Estado, buscando equidade e desenvolvimento para todas as regiões.

“Meu compromisso é com o povo do RN. Seja em Natal ou no interior, nossa luta é por mais recursos, mais dignidade e mais oportunidades para todos os potiguares. Ver o impacto direto dessas emendas em obras que transformam a realidade da nossa gente é a maior recompensa e a motivação para continuarmos trabalhando incansavelmente,” afirmou.

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Política

Governo atinge maior volume desde 2016 e libera R$ 1,5 bilhão em emendas

Foto: Divulgação

O governo federal já gastou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares em 2026, valor recorde desde 2016. O montante corresponde apenas aos pagamentos feitos entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro, segundo dados oficiais. Nunca se liberou tanto dinheiro em tão pouco tempo, conforme informações da Jovem Pan.

Os recursos vêm dos chamados “restos a pagar”, que são emendas aprovadas em anos anteriores, mas que ficaram travadas e só agora foram quitadas. Na prática, é dinheiro público prometido no passado e que acabou sendo destravado no começo do novo exercício financeiro.

Os números estão registrados no Siga Brasil, sistema mantido pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle. A plataforma reúne todas as informações sobre valores pagos pelo governo federal a deputados e senadores, com indicação de onde os recursos devem ser aplicados.

As emendas são usadas para financiar ações em municípios e estados, principalmente em áreas consideradas essenciais, de acordo com a base eleitoral de cada parlamentar. O volume elevado logo no início do ano chama atenção e reforça o peso político do controle sobre o Orçamento federal.

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Política

PF diz que caso Banco Master só andou após “coragem” de Galípolo no BC

Foto: Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que as investigações sobre o Banco Master só avançaram por causa da “coragem” do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo ele, problemas envolvendo a instituição financeira já haviam sido identificados por gestões anteriores do BC, mas nunca tinham sido efetivamente enfrentados.

A declaração foi dada durante evento do Ministério da Justiça que apresentou os resultados da PF em 2025. De acordo com Rodrigues, a atual gestão do Banco Central decidiu levar o caso adiante, algo que não ocorreu no passado, mesmo com alertas internos sobre irregularidades no banco.

Andrei Rodrigues disse ainda que a apuração só ganhou corpo graças à cooperação direta entre o Banco Central e a Polícia Federal. Ele elogiou Galípolo por encaminhar à PF dados de apurações internas do BC, o que, segundo o diretor, permitiu identificar o que classificou como um crime grave envolvendo o sistema financeiro nacional e uma instituição bancária.

As falas do diretor da PF reforçam o discurso adotado por integrantes do governo federal nas últimas semanas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou também nesta terça-feira que a chegada de Galípolo ao comando do Banco Central interrompeu um processo de crescimento acelerado do Banco Master que durou cerca de seis anos, após a identificação de inconsistências relevantes nos balanços da instituição.

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Política

Ministro da CGU diz que corruptos “têm a vida difícil” no governo Lula, mas Brasil amarga pior posição em ranking

Foto: Reprodução/Youtube

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que corruptos estariam enfrentando mais dificuldades no governo Lula. Segundo ele, a CGU realizou mais de 600 auditorias no ano passado, das quais 388 teriam evitado uso indevido ou desperdício de recursos públicos.

De acordo com ele, essas ações resultaram em uma economia superior a R$ 3 bilhões, inclusive com o uso de inteligência artificial em editais de licitação para corrigir falhas e reduzir gastos. Em entrevista à CNN, Carvalho também afirmou que a CGU participou de 76 operações com a Polícia Federal, que identificaram um prejuízo potencial de R$ 13 bilhões.

Ele comparou o número com dados anteriores, dizendo que a média anual de prejuízo identificada em outros períodos era de cerca de R$ 400 milhões, defendendo que a atual estratégia estaria focada em casos de maior impacto.

O ministro criticou o ranking internacional de percepção de corrupção que colocou o Brasil na 107ª posição, a pior da série histórica. Para ele, esse tipo de levantamento mede apenas a percepção de empresários e analistas, e não as ações do governo.

Como contraponto, citou dados da OCDE que indicam aumento da confiança no governo federal entre 2022 e 2025, além de melhora nos índices de satisfação com saúde e educação, afirmando que o ambiente para fraudadores “piorou” com mais regras e investigações em curso.

 

Opinião dos leitores

  1. Esses canhoteiro continua apostando na ignorância do povo, já está mais do que provado que esse governo é sinônimo de corrupção, todos os mandatos de Lula foram coroados com escândalos de corrupção e esse senhor ainda tem a cara de pau de dar essa declaração

  2. Pros mamadores da tela do governo eles falam o que querem e insana quem acredita na mentira. Engana outro petralha.

  3. Hipocrita ! Todo mundo sabe que o molusco é sua canhota é o epicentro da corrupção , ele mesmo é um ex-presidiário condenado em três instâncias

  4. Quanto mais corrupto o governo, mais atuação dos órgãos de controle independentes. Elementar meu caro.

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Política

Novo aciona TSE e acusa Lula de transformar Carnaval em pré-campanha eleitoral

Foto: Divulgação/PR

O Partido Novo acionou o TSE nesta terça-feira (10) contra o presidente Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta propaganda eleitoral antecipada no Carnaval de 2026. A sigla afirma que o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” funciona, na prática, como peça de pré-campanha para a reeleição do petista.

Na ação, o Novo sustenta que a letra do enredo faz referências diretas à eleição de 2022, usa trechos de jingles eleitorais e menciona o número do PT. Para o partido, a soma desses elementos configura pedido implícito de voto, o que é proibido antes do período oficial de campanha.

Os advogados destacam que dirigentes da escola apresentaram o enredo a Lula em setembro de 2025, em encontro divulgado publicamente, indicando que o presidente tinha conhecimento prévio da homenagem. A ação cita ainda a presença da primeira-dama, Janja, em ensaios e atividades da agremiação, além do fato de o desfile ocorrer na Marquês de Sapucaí.

Outro ponto levantado é que o presidente de honra da Acadêmicos de Niterói, Anderson Pipico, é vereador do PT, e que a própria escola se define nas redes sociais como “escola petista”. Com base nesses argumentos, o Novo pede ao TSE que barre a divulgação do conteúdo questionado e aplique as sanções previstas na lei eleitoral, que incluem multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil por propaganda antecipada.

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