Política

“Não podemos banalizar o instrumento do impeachment. No caso de Bolsonaro, ainda não há uma comprovação que permita”, diz governador petista

Foto: Cristiano Mariz/VEJA

O governador do Piauí é um petista moderado, muito próximo a Lula e que não esconde o entusiasmo diante da perspectiva de o PT voltar ao Palácio do Planalto em 2023. Embora admita que há espaço para uma candidatura que represente a chamada terceira via, Wellington Dias acredita que a tendência, por enquanto, é mesmo a polarização entre Jair Bolsonaro e Lula — estratégia, ressalte-se, que atende aos interesses de ambos. Ao ser questionado sobre a possibilidade de impeachment, por exemplo, ele critica a banalização do instrumento e ressalta que ainda não vê provas suficientes para iniciar uma ação de destituição do presidente da República, embora seu partido tenha sido um dos signatários do mais recente pedido de impedimento. À frente do Consórcio Nordeste, grupo que reúne os estados da região, Dias afirma que a pressão dos governadores acelerou a vacinação no país, uma bem-sucedida contraposição à política do governo federal que ele avalia como “desastrosa”. Em entrevista a VEJA, olhando também para o passado, o governador admite que a candidatura à reeleição de Dilma Rousseff foi um erro, diz não ver problemas em firmar aliança com o chamado Centrão e revela que chegou a participar de conversas para a formação de uma insólita chapa com o tucano Aécio Neves (MG) com vistas às eleições presidenciais de 2010. A seguir os principais trechos.

O senhor segue a mesma linha dos oposicionistas de que o governo adotou uma política genocida no enfrentamento da pandemia? Ninguém pode negar que tivemos uma tragédia no Brasil. Cito um dado apenas: o Brasil tem 2,7% da população mundial e já alcançou mais de 13% do número de óbitos do mundo. O Brasil tem cerca de quatro vezes mais óbitos do que a proporção de sua população. É uma tragédia. Não seguir a ciência levou a essa tragédia. Não ter monitoramento, não ter a compra de insumos, não ter plano para prevenção e tratamento, não fazer a compra de vacina quando teve oportunidade, tudo isso junto levou a esse resultado desastroso.

O presidente teria deixado de fazer isso deliberadamente para matar as pessoas? Precisa ser analisado se o objetivo era causar as mortes ou se tinha mesmo alguém que acreditava que a propagação do vírus era uma forma de se livrar rápido do problema. A ciência negou isso o tempo inteiro. Se houve mesmo incentivo à propagação do vírus para se livrar da pandemia, foi uma política genocida. Vamos esperar o resultado da CPI.

Qual a impressão que o senhor tem do presidente Bolsonaro? Eu convivi com o deputado Jair Bolsonaro no Congresso. Nesse período atuamos em um mesmo bloco e mantivemos relação sempre respeitosa. O presidente precisa colocar o interesse do país acima das disputas políticas. Infelizmente, ele procura manter um tensionamento permanente. A disputa política fica sempre em primeiro plano e a pauta de interesse público em segundo.

E sobre o governo Bolsonaro? Além dos problemas no combate à pandemia, o que precisamos hoje na política é de diálogo. Na área econômica, não é possível acreditar apenas no livre mercado. Há necessidade de ter um plano, uma presença forte do governo estimulando o setor privado para que a gente tenha chance. O país está dependendo das commodities muito mais do que antes. Commodities que, sob o ponto de vista econômico, geram crescimento, mas não muito emprego e renda. Também estamos estragando nossas relações internacionais, metendo-nos o tempo todo em assuntos impróprios. A imagem do Brasil no exterior é péssima, especialmente por causa da política ambiental, da questão indígena, da forma como tratamos a segurança. O armamento vai na contramão da história. Em resumo: o governo é muito ruim.

Por que o eleitor deve acreditar que o PT é alternativa a todos esses problemas? Temos uma situação tão grave no Brasil que devemos priorizar o diálogo. Lula se coloca como alternativa pela sua reconhecida capacidade de dialogar, ouvir e tolerar. Há a necessidade de alguém com experiência democrática, alguém empenhado em fortalecer as instituições que foram atingidas nesse período. Há a necessidade de criar uma política de pacificação dentro do país, aliada a um plano que possa fortalecer a economia, gerar emprego e renda.

A corrupção não será um empecilho a esse projeto eleitoral do ex-presidente? Hoje é mais fácil responder sobre isso. Foram dezessete processos que criaram para o Lula e para outros líderes uma imagem de corrupção. Destes, catorze já foram arquivados. O que houve, na verdade, foi uma estratégia política coordenada pelo juiz Sergio Moro, que depois se tornou ministro do governo que ajudou a eleger com pretensões de ir ao Supremo. Eu sempre disse que a Lava-Jato era uma ação contra os líderes políticos e empresariais. Nós vamos defender o combate à corrupção, que ainda é grave no Brasil. Mas não dessa maneira.

O senhor fala como se não tivesse havido casos gravíssimos de corrupção durante os governos do PT. Pagou e pagará qualquer um que cometer crime de corrupção em nossos governos. Quem cometeu, quem a Justiça comprovou que cometeu, foi expulso do PT. O que precisa ser dito, em alto e bom som, é que, enquanto partido, continuamos defendendo a ideia de que quem cometer corrupção terá de pagar. O que não podemos é permitir o espetáculo processual, expondo pessoas inocentes.

O PT se corrompeu? Digo que pessoas do meu partido, em meio a 1,5 milhão de militantes, infelizmente, também foram para o descaminho.

Quem? O ex-ministro Palocci confessou em depoimentos, não sou eu quem o está julgando. Era uma pessoa preparada, com capacidade técnica extraordinária.

Apenas ele? O ex-ministro José Dirceu foi julgado, condenado e cumpriu pena, mas ele sustenta que não participou de nenhuma ilegalidade. No caso do mensalão, foram apresentadas apenas provas testemunhais.

O senhor acredita na formação de uma frente ampla para enfrentar o presidente Bolsonaro em 2022? Sinceramente, não. Um campo político com o apoio que tem o ex-presidente Lula dificilmente abrirá mão de utilizar essa vantagem. O que estou dizendo: é possível que o ex-ministro Ciro Gomes seja candidato? Sim. Que o campo do ex-presidente Fernando Henrique, Doria, Eduardo Leite, lancem candidato? Sim. Defendo o entendimento pensando no interesse maior.

Hoje o PT critica a aliança que o governo fez com o chamado Centrão, mas o partido fez a mesma aliança quando estava no poder. Em todos os lugares do mundo você governa com os partidos que ajudaram a construir a vitória. Qualquer presidente precisa confiar a composição de um governo a um conjunto de líderes. Evidentemente, o ideal é que as escolhas priorizem afinidade, conhecimento e experiência nas áreas de atuação. Fui governador entre 2003 e 2010, período em que Lula foi presidente. Vi de perto a capacidade dele de dialogar, construindo uma maioria no Congresso que permitiu a aprovação de projetos importantes. O que não pode é submeter o país a qualquer caminho que seja prejudicial ao interesse da população.

O senhor considera que as escolhas foram adequadas nos governos petistas? Tanto foram adequadas que isso foi o que gerou problemas, principalmente na gestão da presidenta Dilma. O conflito que ela enfrentou tinha a ver com determinados anseios de aliados que queriam indicação em determinadas áreas que não foram atendidas.

O senhor faz muitos elogios ao governo Lula, mas pouco fala sobre o governo Dilma, que foi destituída por um processo de impeachment. Dilma foi uma presidenta honesta, uma presidenta com elevado espírito público. Em 2009, eu avaliava que não seria uma tarefa fácil substituir um dos maiores presidentes da história deste país. Havia a necessidade de ter alguém que tivesse uma experiência maior em relação à política. Dilma foi eleita para o primeiro mandato e seguiu o programa daquele primeiro mandato. Em 2014, havia a oportunidade de uma alternância, mas o Lula nunca sugeriu isso a ela. Foi aí que começaram os problemas.

Lula errou ao não impor sua candidatura em 2014? O que o presidente Lula diz é que, quando houve a alteração constitucional prevendo a reeleição, Fernando Henrique exerceu esse direito. Ele também teve o direito à reeleição. Por isso, não seria razoável a primeira mulher presidente do Brasil não exercer esse direito. O problema é que era um momento muito tenso e exigia uma capacidade de diálogo, de articulação, realmente muito elevada, e ela tinha essa dificuldade.

Mas o que a ex-presidente poderia ter feito de diferente? Eu estava no Congresso Nacional, no Senado Federal, era líder do bloco de apoio ao governo da presidenta Dilma. Repito: uma pessoa honesta, uma pessoa de grande espírito público, mas tinha muitas dificuldades em relação aos líderes. Você não é obrigado a dizer sim aos pleitos que são apresentados. Mas é razoável que ouça, é razoável que receba e responda. E que responda com uma justificativa adequada e uma política de respeito. Olhando para trás, acho que, se Lula tivesse sido candidato em 2014, creio que não teríamos enfrentado os problemas que enfrentamos.

Defender o impeachment do presidente Bolsonaro é uma estratégia correta? Compreendo que a democracia prevê a figura do afastamento de um presidente da República, mas não podemos banalizar o instrumento do impeachment. Ou existe uma prova muito concreta, robusta, ou temos de respeitar a soberania da vontade popular. No caso de Bolsonaro, na minha opinião, ainda não há uma comprovação que permita o impeachment. Não duvido que venha a surgir. Se tiver desvios, especialmente nesse caso da Covaxin, aí muda tudo. Se o remédio necessário for o impeachment, vamos usar. Mas não podemos levar o país a aventuras.

É verdade que o senhor chegou a cogitar a possibilidade de formar uma chapa com Aécio Neves em 2010? Na época teve aquela dobradinha em Minas Gerais, de Lula e Aécio, o Lulécio. Esse diálogo foi aberto pela boa relação dele com o Lula, pela possibilidade de ele se filiar a um partido da nossa base e como um líder destacado, citado para ser candidato a presidente pelo campo político apoiado pelo Lula. Eu estava no segundo mandato de governador e meu nome era lembrado como alternativa para vice. Hoje eu brinco que ele perdeu a chance de ser presidente e ainda tirou a minha de ser vice.

Veja

Opinião dos leitores

    1. Não há e nunca vai ter.
      O que tem muito é cachorrada desses vagabundos.
      É melhor Jair se acostumando.
      Vai até 2026.
      Éssa quadrilha não manda mais no Brasil.
      Palhaços corruptos.

  1. Acho que a militância digital remunerada recebeu dinheiro, estão “endiabrados” hoje. Kkkkkkkk

  2. Os caras querem entregar o Brasil para corruptos defensores de ladrões e ficam na internet, conversando asneiras sobre um presidente honesto, competente, bem intencionado, patriota, religioso, trabalhador, sincero e boa praça. Preferem um canalha, cachaceiro, analfabeto, mentiroso, mal caráter, preguicoso, corrupto e lavador de dinheiro. Está muito fácil separar o joio do trigo.

  3. Seguindo a lógica dele e de muitos outros não vamos banalizar a prisão, vamos deixar o cara que cometeu crime cometer pelo menos uns 20 pra poder prender.

    A lei é clara, não existe meio termo, fez errado é prisão, fez errado é impeachement…

    O resto é conversinha de quem tem medo de banalizar isso ou aquilo e chegar a sua vez.

  4. Mais um defensor de bandidos, altamente seletivo. Fecha os olhos para o manancial de corrupção que assolou os governos do PT ao tempo em que tentar isentar os chefes da ORCRIM, o Zé “Daniel” Dirceu e o bandido mor, o vagabundo de 9 dedos. Para simplificar, do PT não escapa NENHUM, incluindo esse traste da reportagem.

  5. Tirar uma besta, pra assumir um cavalo?
    Deixa ele aí.
    Quero ver ele passar a faixa pra Lula. Aí as tripas são um nó de vez!

  6. Petistas sabidos. Batem em Bolsonaro não querem seu impeachment, porque sabem que é a única chance para voltar ao poder é enfrenta-lo no segundo turno. Estão morrendo de medo da terceira via, principalmente se for Moro.

    1. O ex juiz, assim como outros da mesma vertente, está “queimado” à direita e à esquerda. Essa tal 3a. via só interessa ao PT pois tende a tirar alguns votos da ÚNICA barreira que ainda protege o Brasil do caos, que é o presidente Bolsonaro. O PSDB não passa de um PT banhado, perfumado, que estudou mais um pouco e que prefere vinhos finos a um litro de 51.

    2. Eles batem no presidente porque sabem que ele é o único verdadeiramente diferente. O resto é tudo farinha do mesmo saco.

  7. Pro PT não interessa o impeachment. Acabaria com a candidatura Lula. Melhor concorrer com Bozo, é a determinação do chefe.

    1. Exatamente! O MINTO só tem chances de ganhar as eleições de 2022 contra Lulaladrão e vice versa…

  8. Um impeachment agora só vale pelo menos 01(um) ano e alguns meses. No próximo ano no voto, esse maluco ficará impedido por 04(quatro) anos. O que é melhor?

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Brasil

Intimada a depor pela Polícia Federal, Roberta Luchsinger decide falar

Foto: Reprodução

Investigada no caso das fraudes do INSS, a empresária Roberta Luchsinger vai depor na Polícia Federal nos próximos dias e avisou que está disposta a falar.

Segundo os defensores dela, os advogados Roberto Podval e Bruno Salles, Roberta já havia se colocado à disposição dos investigadores para apresentar esclarecimentos.

Os advogados sustentam que a empresária não possui qualquer relação com as irregularidades investigadas no caso do INSS e veem no depoimento uma oportunidade de esclarecer definitivamente sua posição.

Roberta ficou conhecida por sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pelas mensagens encontradas pela Polícia Federal em que ela e Antonio Carlos Camilo, o Careca do INSS, tratam de negócios.

Segundo os defensores da empresária, ela tem demonstrado tranquilidade em relação ao depoimento e dispensou treinamento para o procedimento.

Veja

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Brasil

PF convida amiga de Lulinha para depor em inquérito sobre fraudes no INSS

Foto: Alex Silva

A PF (Polícia Federal) enviou um convite à empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), questionando se ela gostaria de prestar depoimento no âmbito das investigações das fraudes bilionárias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Roberta trabalhou para Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Em relatório da PF, foram apontados indícios de que ela seria a intermediária entre Antunes e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que seria um sócio oculto do “Careca do INSS”.

Roberta foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da operação Sem Desconto, em dezembro passado, depois que a PF detectou que ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, suspeito de liderar o esquema de desvios.

A defesa de Roberta disse à CNN que recebeu um e-mail indagando se ela gostaria de prestar depoimento pessoal. Não foi marcada uma data para o interrogatório.

“Esclarecemos que ela havia prestado minuciosos esclarecimentos por escrito e que estava à disposição para prestar qualquer esclarecimento suplementar que fosse necessário”, explicou o advogado Bruno Salles.

O possível depoimento da amiga de Lulinha faz parte de uma força-tarefa montada pela PF para colher 35 depoimentos restantes no caso, como mostrou a CNN.

Os convites – e algumas intimações – foram enviados após a corporação policial fechar a delação premiada do empresário Mauricio Camisotti, apontado como centro financeiro do esquema de descontos associativos nos contracheques de aposentados e pensionistas. O conteúdo da colaboração foi enviado na semana passada ao STF (Supremo Tribunal Federal).

CNN

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Cidades

Carro derruba poste, deixa imóveis sem luz e causa interdição na Avenida Hermes da Fonseca em Natal

Foto: Sérgio Henrique

A colisão de um carro contra um poste na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, Zona Leste de Natal, causou a interrupção no fornecimento de energia para quase 1.900 imóveis na noite de domingo (12). A ocorrência também provocou transtornos no trânsito na manhã desta segunda-feira (13).

O acidente aconteceu próximo ao cruzamento com a Rua Apodi. Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana da capital (STTU), o motorista responsável fugiu do local. As causas da colisão não foram informadas até a última atualização desta reportagem.

A distribuidora Neoenergia Cosern informou que o caso foi registrado às 22h05 do domingo (12) e resultou na suspensão do abastecimento de energia para 1.886 imóveis da região.

“A distribuidora conseguiu restabelecer a energia para 72% dos clientes de forma imediata, por meio de manobras no sistema. Às 0h19, outros 396 clientes tiveram o serviço normalizado” informou em nota.

Outros 129 imóveis seguem sem abastecimento na manhã desta segunda-feira (13). Para a substituição do poste danificado, equipes interditaram as faixas da avenida no sentido à Zona Sul.

A previsão inicial é de concluir o serviço ainda durante a manhã. Segundo o inspetor Alexsandro Nascimento, a interdição foi necessária para a segurança da equipe da Cosern e dos próprios motoristas.

G1RN

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Política

Álvaro Dias lidera mais uma pesquisa para Governo do RN, aponta pesquisa Affare

Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), aparece na liderança da corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa do Instituto Affare divulgada nesta segunda-feira (13) pela 94 FM. O pré-candidato soma 32,6% das intenções de voto.

Na sequência, surge o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), com 27,8%, seguido pelo secretário estadual Cadu Xavier (PT), que registra 25,0%.

De acordo com o levantamento, 9,6% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 5,0% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do estado, entre os dias 7 e 11 de abril. A margem de erro é de 2,58 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,5%. O levantamento está registrado sob os números RN-07670/2026 e BR-08971/2026.

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Chuvas

Grande Natal e interior do RN registram chuvas de até 71 mm nas últimas 24 horas

Foto: Emparn

O Rio Grande do Norte tem registrados chuvas intensas nas últimas horas, o que vem provocando acumulados expressivos tanto na Grande Natal quanto em municípios do interior. O último boletim da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), divulgado às 7h15 desta segunda-feira (13), os volumes chegaram a 71 milímetros no período de 24 horas.

Na região Leste potiguar, onde está concentrada a Grande Natal, o maior acumulado foi registrado em Parnamirim, com 71 mm. Em seguida aparecem São Gonçalo do Amarante (56,4 mm), Taipu (51,4 mm) e Macaíba (36 mm). Também houve registro de chuvas em Nísia Floresta (18,6 mm), Pureza (13,6 mm) e Goianinha (4,2 mm). Os dados da capital não foram compilados neste boletim.

No Agreste, os volumes também foram significativos, com destaque para Sítio Novo (40 mm), São Pedro (39 mm) e Bom Jesus (38,2 mm). Outros municípios como Santa Maria (33,2 mm), Barcelona e Serra de São Bento (30,4 mm cada) e Parazinho (29,4 mm) também registraram bons acumulados.

Já na região Central, as maiores chuvas ocorreram em Caiçara do Norte (69,6 mm), Jardim de Angicos (61,2 mm) e São João do Sabugi (59,8 mm). Também se destacam Currais Novos (40,3 mm), Afonso Bezerra (30,2 mm) e Lagoa Nova (28,4 mm), além de outros municípios com volumes menores.

No Oeste potiguar, os acumulados foram mais modestos. O maior registro foi em Pau dos Ferros (22,4 mm), seguido por Coronel João Pessoa (17,4 mm), Marcelino Vieira (14,8 mm) e Governador Dix-Sept Rosado (13,2 mm).

Tribuna do Norte

 

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Religião

Após críticas de Trump, papa diz que vai continuar protestos contra guerra

Foto: Maria Grazias

O papa Leão XIV disse à Reuters nesta segunda-feira (13) que pretende continuar se manifestando contra a guerra após as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em comentários feitos a bordo do voo papal para Argel, capital da Argélia, onde o primeiro papa americano inicia uma viagem de 10 dias por quatro países africanos, o pontífice também afirmou que a mensagem cristã estava sendo “deturpada”.

“Não quero entrar em debate com ele”, disse Leão à Reuters. “Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo.”

“Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, disse ele, falando em inglês.

“Há muita gente sofrendo no mundo hoje em dia”, disse o pontífice. “Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E eu acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor.”

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump disse que Leão XIV é “fraco no combate ao crime” e ”péssimo em política externa”.

A publicação ocorreu depois do líder religioso ter condenado as políticas de Trump nas áreas de relações internacionais e imigração.

“Leão deveria se comportar como papa”, escreveu o republicano, dizendo posteriormente aos repórteres que não era um “grande fã” do pontífice.

O líder religioso se tornou um crítico ferrenho da guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro.

Leão XIV disse que a ameaça feita pelo presidente americano, de ”destruir a civilização iraniana”, era “inaceitável”.

CNN

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Política

Senador dispara contra indicação de Messias ao STF: “Militância política em favor do PT”

Foto: Lis Cappi/R7

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) subiu o tom contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que votará contra o nome escolhido para a Corte. Para ele, o atual chefe da AGU não reúne o perfil necessário para ocupar uma cadeira no tribunal.

Em entrevista ao portal R7, Mourão foi direto ao criticar o indicado e disse que, apesar de reconhecer capacidades, não o considera apto para o cargo. O senador também revelou que sequer pretende abrir diálogo com Messias, que vem buscando apoio entre parlamentares para viabilizar sua nomeação.

Um dos principais pontos levantados pelo ex-vice-presidente é o que classificou como “militância política” do indicado em favor do Partido dos Trabalhadores. Segundo Mourão, esse histórico pode comprometer a imparcialidade exigida de um ministro da Suprema Corte.

O senador ainda avaliou que Messias deveria ter recusado a indicação, justamente por conta do seu perfil político. A declaração amplia a resistência dentro da oposição ao nome apresentado para o STF.

Além das críticas, Mourão também comentou o cenário eleitoral e demonstrou confiança na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, projetando um fortalecimento da oposição no Senado nos próximos anos.

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Geral

Vias alagadas e trânsito lento: veja o impacto das chuvas em Natal nesta segunda (13)

Foto: Reprodução

As fortes chuvas que atingem Natal já provocam impactos no trânsito da capital. A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) mantém monitoramento contínuo das vias por meio de equipes em campo e do sistema do Centro de Operações de Trânsito e Transporte (COTT).

De acordo com levantamento das 7h desta segunda-feira (13), dois trechos estão completamente intransitáveis por causa de alagamentos: a Avenida Solange Nunes, nas proximidades da Unimetais, e a Avenida da Integração, próximo à marginal da BR-101.

Outros pontos seguem liberados, mas exigem atenção redobrada dos motoristas. É o caso da Avenida Amintas Barros com a Rua Bom Pastor; Avenida Mor Gouveia, após a linha férrea no sentido KM 06; Avenida Nevaldo Rocha com Avenida Coronel Estevam; Avenida Antônio Basílio com Avenida Coronel Estevam; além da Avenida Prudente de Morais, nas imediações do Corpo de Bombeiros, no sentido Arena.

Apesar dos transtornos pontuais, vias importantes como a Avenida Senador Salgado Filho, a Ponte Newton Navarro e a Avenida Felizardo Firmino Moura apresentam fluxo normal nos dois sentidos até o momento.

A STTU reforça a orientação para que condutores evitem áreas com histórico de alagamento, respeitem a sinalização e redobrem a cautela. Novas atualizações devem ser divulgadas ao longo do dia conforme a evolução das chuvas.

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Mundo

EUA anunciam bloqueio total no Estreito de Ormuz e tensão global dispara

Foto: Shady Alassar/Anadolu via Getty Images

O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que irá impor um bloqueio completo ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira (13). A medida foi autorizada pelo presidente Donald Trump após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo o comunicado, a Marinha dos Estados Unidos poderá interceptar qualquer embarcação que transite pela região, independentemente da nacionalidade, incluindo navios que operem em portos ligados ao Irã. A decisão eleva drasticamente a tensão em uma das áreas mais estratégicas do comércio global.

A resposta iraniana veio em tom de ameaça. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer aproximação militar será tratada como violação grave, indicando possível reação armada. O impasse amplia o risco de confronto direto na região.

O Estreito de Ormuz é considerado vital para a economia mundial, sendo responsável pela passagem de cerca de 20% a 25% de todo o petróleo consumido no planeta. A rota conecta produtores do Golfo Pérsico a mercados internacionais, com forte impacto sobre países asiáticos.

Com o bloqueio, cresce a preocupação com disparada nos preços do petróleo e efeitos em cadeia na economia global, enquanto o cenário geopolítico entra em um dos momentos mais delicados dos últimos anos.

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Política

CPI do Crime Organizado termina esvaziada após decisões do STF travarem investigações

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado chega ao fim no Congresso nesta semana sob forte desgaste e com poder de investigação reduzido. Decisões do Supremo Tribunal Federal barraram medidas importantes, como quebras de sigilo e convocações de investigados, enfraquecendo os trabalhos do colegiado.

Levantamento aponta que, nos últimos anos, a Corte ampliou a interferência sobre comissões parlamentares. Em cerca de 60% dos casos analisados, decisões do STF derrubaram ações da CPI do Crime Organizado e também de investigações relacionadas a fraudes no INSS, limitando o avanço das apurações.

Entre os impactos diretos está a liberação de nomes importantes que deixaram de depor, como o empresário Daniel Vorcaro e outras figuras ligadas ao sistema financeiro e político. Parlamentares avaliam que, sem esses depoimentos e sem acesso a dados sigilosos, a comissão perdeu força para aprofundar suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Nos bastidores, decisões como a suspensão de quebras de sigilo envolvendo empresas ligadas ao entorno do STF geraram críticas e acusações de “blindagem”, aumentando o embate entre Legislativo e Judiciário. A cúpula da CPI chegou a afirmar que as intervenções inviabilizaram o papel investigativo do Parlamento.

Sem possibilidade de prorrogação, senadores já articulam novas estratégias, como a tentativa de instalação de outra comissão focada no caso Banco Master. Enquanto isso, o relatório final deve ser apresentado com menções ao escândalo, mas com alcance considerado limitado diante das restrições impostas ao longo da investigação.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

  1. Meu Deus em que esse STF se transformou,a maioria dos ministros estão impedindo todas as investigações em que as irregularidades chegam perto de alguns deles e perto de integrantes da esquerda ligados ao DESGOVERNO de Lula,uma vergonha o que o Brasil vive hoje,o mais triste é lembrar que tudo isso foi avisado que aconteceria e a “maioria “ optaram em pagar pra vê ,pena que todos estão pagando a conta juntos.

  2. O stf fazendo o seu papel, ridículo mais esperado, de defender bandidos, principalmente porque maiorias de seus componentes são apenas criminosos de toga.

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