Polícia

NEM BACKUP GUARDADO: Irmão do deputado Luís Miranda diz à PF que trocou celular e não tem conversas sobre suposta pressão no caso Covaxin

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Em depoimento à Polícia Federal, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda afirmou que não guardou o backup com as conversas que mostram que ele foi pressionado por superiores pela compra da vacina indiana Covaxin. O servidor disse que trocou o seu celular e que não salvou os arquivos originais do antigo aparelho. Luís Ricardo foi ouvido na quarta-feira passada, no inquérito que apura as negociações do imunizante pelo governo federal.

Na oitiva, ele disse que fez os “prints” (fotos digitais) das mensagens e que encaminhou todo o material ao seu irmão, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF). Esses prints também não foram entregues por ele à PF. A coluna apurou que a troca do aparelho foi feita depois de março, mês em que as suspeitas envolvendo a vacina indiana foram levadas ao presidente Bolsonaro. A informação surpreendeu os investigadores, que consideraram estranha a mudança do aparelho em meio ao caso, com o agravante de os arquivos originais, considerados provas importantes, não terem sido guardados pelo servidor. Decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm considerado que prints de WhatsApp, sem acesso aos arquivos originais, não podem ser considerados como provas válidas.

No mesmo depoimento, como revelou O GLOBO, Luís Ricardo afirmou que não gravou a conversa mantida com Bolsonaro a respeito de suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

No fim de junho, os irmãos Miranda mostraram, em depoimento na CPI da Covid, mensagens recebidas pelo servidor de seus superiores na pasta da Saúde. Elas foram apontadas por Luís Ricardo como pressões que teria sofrido apara agilizar a negociação da vacina Covaxin. As mensagens envolvem diretamente o coronel Marcelo Bento Pires, que trabalhava como assessor da Secretaria-Executiva do ministério, e Roberto Dias, diretor do Departamento de Logística demitido após o escândalo vir à tona. Também foram exibidas várias conversas entre o servidor com o seu irmão, o deputado federal Luís Miranda, com relatos sobre pressões relacionadas ao imunizante indiano.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do deputado Luís Miranda, o servidor Luís Ricardo não retornou. Já o parlamentar entrou em contato com a coluna e confirmou que seu irmão não fez o backup das mensagens. Luís Miranda afirma, no entanto, que tem todos os prints das conversas e que essas também serão confirmadas se a PF periciar os telefones dos ex-superiores de seu irmão.

– Perguntaram na PF se ele tinha o backup das conversas e meu irmão informou que não tinha. Ele troca de aparelho há anos e nunca fez esse procedimento. Ele já tinha feito os prints das conversas e enviou todo material para mim. Se a PF me pedir, entrego tudo. A CPI já tem tudo. Eles também podem periciar o celular do Roberto Dias e comprovar que o que meu irmão diz é a verdade. Eu tenho tudo guardado. Meu irmão, por ser funcionário público, não tem essa visão. Para ele, os prints já eram suficientes – afirmou o deputado.

Questionado quando o servidor mudou de aparelho, Luís Miranda afirmou que acredita que foi no mês de abril. O parlamentar também levantou suspeitas sobre como a PF vem conduzindo a investigação do caso Covaxin e disse que vai acionar o Supremo Tribunal Federal para entender a dinâmica do inquérito.

– Meu irmão saiu da PF sem cópia de seu depoimento, com o argumento de que era sigiloso. Agora, vemos algumas informações surgirem e com questionamentos dúbios. Não temos problemas com a publicidade dos fatos, tudo que ele falou aos policiais falou na CPI. – disse o parlamentar.

O depoimento do deputado Luís Miranda à PF acontecerá nas próximas semanas.

Bela Megale – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Com dados importantes no celular ele trocou de celular e não salvou os dados do celular antigo!!! Este cara é de qual planeta? Será que ele pensa que tem otário para acreditar nele.
    A invoice que ele disse ter levado ao conhecimento do presidente no dia 20 foi enviada no dia 22 pela precisa, conforme relato da diretora.
    O próprio Luiz Miranda já falou que nunca existiu uma gravação. Esses prints de mensagens não provam nada, são só narrativas.
    Aguardem novas fakes das midiaslixo para comentarem, esquerdopatas.

  2. Nada é mais sério neste país. O deputado afirma ter todos os prints da conversa. É só pegar os prints e confirmar com os celulares das pessoas envolvidas, isso caso o interesse fosse descobrir a verdade, mas nesse governo o que importa é a narrativa para os bichos de chifres. Daí o vazamento para servir de manchetes e o doidivano sair cagando nas redes. Já estão querendo transformar o Randolfe em um comprador de vacina. Olha a lógica. Quem compra vacina é o governo, que é quem tem o cofre, a chave é o dinheiro, não o senado. Para influenciar, políticos precisam estar em conchavo com membros do executivo. A pergunta que os bichos de chifres deveriam fazer: o governo bolsonaro compraria vacina para o Randolfe? Portanto, o Randolfe não poderia fazer parte da quadrilha que quer roubar dinheiro da vacina, mesmo que quisesse.

  3. Arrocha esses mirandas, bota furando meu lord.
    Mito ate 2026.
    Xau ladrão de nove dedos!

  4. Tá na hora de acabar com esse circo de bandidos. Bandidos investigando bandidos. O senado e o STF de braços cruzados pra uma barbaridade dessas.

  5. Os vagabundos inventam suas narrativas mentirosas (e criminosas) tentando atingir o presidente e sempre contando com a ajuda e proteção do STF. Está óbvio que essa Corte virou departamento jurídico auxiliar da oposição ao presidente. Uma vergonha!

  6. Pensei que o vei (falso mesias) fosse arrochado kkkkk. Quanto mais o negócio aperta ele se entope nas feses kkkkkkk. Não era para menos… 30 anos mamando nas tetas, inclusive com nepotismo e inclusão filhos na política.

  7. Cpi do circo isso dai. Catapulta de bandido p holofote nacional, só serve p isso msm. Pode mandar fechar esse troço

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Saúde

RN deve receber novo lote de vacinas da Pfizer nos próximos dias

O Ministério da Saúde recebeu ontem (26) mais 2 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19. O carregamento foi entregue no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) e deve ser distribuído aos estados nos próximos dias, entre eles o Rio Grande do Norte.

No RN, mais de 3,7 milhões de doses já foram aplicadas. Estão sendo administradas doses da Pfizer, Jenssen, AstraZeneca e Coronavac. Até agora, 100% das vacinas foram compradas e distribuídas pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde.

Segundo o Ministério, das mais de 287 milhões de doses já distribuídas aos estados, 75,9 milhões são da Pfizer. Com o novo lote, a fundação alcança aproximadamente 101 milhões de vacinas disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O número foi alcançado em apenas oito meses.

Os recursos investidos na aquisição de doses de vacinas já somam R$ 188 bilhões, segundo o ministério.

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Política

Rogério Marinho taxa atual bancada do RN no Senado de omissa e diz que ela provoca prejuízos

Em entrevista a Tribuna do Norte, o ministro Rogério Marinho, pré-candidato a senador, aproveitou para criticar a atual bancada potiguar no Senado Federal composta por Zenaide Maia, Styvenson Valentim e Jean Paul Prates. Esse último que deve tentar reeleição ou abrir mão da cadeira para acomodações e acertos políticos no próximo ano.

“Eu acho que nós temos uma bancada de senadores que tem se omitido nas principais discussões econômicas e principais temas que reverberam a favor do Nordeste, em especial no Rio Grande do Norte, gerando um prejuízo para nosso Estado”, disse.

A declaração de Marinho recebeu críticas neste domingo (26) nas redes sociais, por ele ter interesse direto em uma das cadeiras do RN no Senado.

Opinião dos leitores

  1. BG, bom dia!!!
    Sou seu ouvinte e sempre leio seu blog. Em matéria veiculada há poucos dias, vc postou que Rogério Marinho teria “sussurrado” que tava difícil defender o presidente. Agora, do nada, vem essa matéria. Sinceramente, BG, tanto na primeira quanto na segunda, ficou explícito que tem apelo de cunho pessoal ou atende a interesses outros. Jornalismo e política juntos formam uma mistura perigosa e pode tirar sua credibilidade. Rogério tem sido um expoente na política nacional e tem representado com desenvoltura nosso estado. Só não ver quem é míope!!!

    Pobre RN.

  2. Não sei se Marinho seria bom ou não, mas não há dúvidas que ele tem razão: a atual bancada do RN no Senado é a pior nos quase 200 anos de história da casa. Não há condições. É de fazer pena, mas nos faz vergonha. E não por acaso: três forasteiros, um sem nenhum voto. Pena, vergonha, tristeza…

  3. Só li verdades.
    O menos ruim, é o Senador Capitão Styverson, os demais não valem o que o gato enterra.

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Saúde

Saiba o que é necessário para vacinação contra Covid de adolescentes de 12 anos em Natal

Nesta segunda-feira (27), a Prefeitura do Natal inicia a vacinação dos adolescentes com idade de 12 anos, residentes na capital. Com isso, o município termina a aplicação da primeira dose em toda população vacinável, uma vez que até o momento não há liberação da Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para vacinar pessoas abaixo dos 12 anos.

As pessoas dessa faixa etária podem procurar um dos pontos de vacinação para receber a primeira dose do imunizante contra a Covid-19, mas devem ir acompanhadas dos pais ou representantes legais, sendo necessário o cadastro prévio no RN+Vacina, através do registro de seus responsáveis na plataforma, e levar comprovante de residência de Natal, documento com foto e cartão de vacina.

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Política

Organizadores definem nesta segunda detalhes de manifestação contra Bolsonaro

As manifestações que pedirão o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em diversas cidades do país no próximo sábado (2/10) terão seu tamanho real conhecidos a partir desta segunda-feira (27), quando a primeira parcial de cidades participantes será confirmada.

Dois organizadores da manifestações confirmaram ao Congresso em Foco que ainda dependem destes números para avaliar como deverá ser o ato – que, ao contrário da realizada em 12 de setembro, será comandada por movimentos à esquerda do espectro político.

Enquanto os protestos realizados em 12 de setembro capitaneados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) tiveram adesão abaixo da esperada, a expectativa dos organizadores é que a manifestação de 2 de outubro seja maior que as anteriores realizadas por grupos de esquerda, que ocorreram entre maio e julho deste ano. No início do mês, PT, PCdoB, PSol, PDT, PSB, PV, Rede, Cidadania e Solidariedade anunciaram que estariam presentes em bloco na pauta. Ao menos dez centrais sindicais também devem comparecer ao ato.

Mesmo assim, “a adesão ainda é uma incógnita”, revelou José Moroni, que é o coordenador nacional da campanha “Fora Bolsonaro”, que articula a manifestação contra o presidente desde 2019.

Congresso em Foco

Opinião dos leitores

  1. Segundo a Globolixo será uma mega manifestação democrática, com direito a depredação e tumultos kkk

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Judiciário

STF acumula ao menos 261 julgamentos inconclusos após interrupção em plenário

Foto: Sérgio Lima/Poder360
O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) tem ao menos 261 julgamentos inconclusos por decisão do presidente da corte ou pedidos de vista —mais tempo para análise— feitos pelos demais ministros.

É o que revelam números do tribunal levantados até a sexta-feira (24). Interrupções que, em alguns casos, aguardam a retomada há cinco anos ou mais. São 25 processos com julgamentos suspensos no plenário por decisão do presidente do tribunal e 236 ações interrompidas por pedidos de vista de ministros.

Os números variam toda semana em razão de devoluções de pedidos de vista e dos julgamentos presenciais (atualmente por videoconferência) e virtuais —nessa modalidade, eles são iniciados à sexta e concluídos na sexta seguinte—, em que novas interrupções podem ocorrer.

São ações que abordam variados temas, incluindo matéria penal, tributária e administrativa. Procurado, o STF respondeu com a indicação das bases de dados para o levantamento das informações, mas não teceu comentários acerca delas.

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Política

Mesmo sem oficializar apoio a Lula, Psol confirma que não terá candidato à Presidência em 2022

O Psol confirmou neste final de semana que não vai apresentar um candidato para disputar a Presidência nas eleições de 2022. Mesmo sem oficializar, o partido irá apoiar a candidatura de Lula para derrotar o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a nota divulgada pelo partido, a medida foi tomada a fim de “centrar esforços na construção de uma frente eleitoral das esquerdas unitária no plano nacional” e, com isso, derrotar o presidente Jair Bolsonaro.

Na construção dessa união, o partido espera que o PT apoie a candidatura de Guilherme Boulos para governador de São Paulo.

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Saúde

Pandemia derruba expectativa de vida para níveis da 2ª Guerra, diz pesquisa

Foto: Sérgio Lima/Poder360

A pandemia da covid-19 reduziu a expectativa de vida em níveis superiores aos observados durante a 2ª Guerra Mundial, segundo mostra um estudo publicado nesse domingo (26.set.2021) pela Universidade de Oxford. De acordo com a pesquisa, dos 29 países analisados, 27 registraram perdas na expectativa de vida em 2020 em comparação com 2019.

O levantamento reuniu dados de 29 países. São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chile, Croácia, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra e País de Gales, Irlanda do Norte, Islândia, Itália, Lituânia, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça.

Foram registradas quedas maiores na expectativa de vida dos homens do que das mulheres na maioria dos países, com o maior declínio entre os homens norte-americanos, que viram a expectativa de vida cair 2,2 anos em relação a 2019.

Poder 360

Opinião dos leitores

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Polícia

Operação ‘Maria da Penha’ do Ministério da Justiça prende 14 mil em um mês por violência doméstica e quebra de medidas protetivas

Foto: Pixabay/ninocare

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Maria da Penha prendeu 14 mil pessoas por violência doméstica, descumprimento de medidas protetivas e demais crimes contra a mulher entre os dias 20 de agosto e 20 de setembro. Ao todo, 127.014 mulheres foram atendidas nos 26 estados e no Distrito Federal, informou a pasta chefiada por Anderson Torres.

A ofensiva contou com a participação de 108 mil agentes de segurança pública, que realizaram cerca de 35 mil diligências, abriram 37 mil inquéritos, acompanharam 40 mil medidas protetivas de urgência e ainda prestaram apoio a oficiais de Justiça em 349 casos de intimação de tais medidas.

Os números da Operação Maria da Penha foram disponibilizados pelo MJSP na sexta-feira, 24. A pasta informou que participaram da operação as Polícias Militares e Civis, com envolvimento do Ministério Público e Poder Judiciário.

A operação também teve participação das Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal; do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil (CNCG); do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CONCPC); do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Ainda de acordo com a pasta chefiada por Torres, os resultados obtidos com a operação ainda estão ligados aos serviços prestados pelo Disque 100 e Ligue 180, que recebem denúncias de violações de direitos humanos e violência contra a mulher e repassam as informações para as forças policiais para efetiva investigação.

“A operação foi planejada para reforçar o atendimento às mulheres, possibilitando acesso facilitado aos casos de urgência e intensificando o acompanhamento de mulheres assistidas pelos programas de prevenção à violência doméstica e familiar, além de coletar dados para fomentar políticas públicas voltadas ao tema”, registrou o MJSP em nota.

Fausto Macedo – Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Política

Candidato à presidência da França quer proibir a Nutella no país

Foto: reprodução

O candidato à presidência da França Jean-Luc Mélenchon, do partido França Insubmissa, é um crítico ferrenho de alimentos processados já há alguns anos — em especial da Nutella, marca que parece ser sua inimiga desde 2018. Para Mélenchon, o creme de avelã da francesa Ferrero “não é boa para as crianças, não é boa para a floresta e não é boa para os animais que lá vivem”.

Ao falar sobre seu plano de governo ao jornal francês Liberation, que tem uma seção totalmente focada em alimentação, em especial no que Mélenchon chama de “insegurança alimentar”, o candidato de esquerda foi questionado se não haveria mais Nutella no país, ao que rebateu com uma outra questão: “Por que não? Por que continuar?”.

“Também vamos proibir a publicidade alimentar para crianças! Eu não sou o bicho-papão, estou tentando defender a natureza e a saúde das crianças. Não é sobre proibir tudo: é sobre fazer o racionamento de açúcar e sal nos alimentos e proibição de aditivos corantes e conservantes, classificados como cancerígenos, em embutidos”, disse. “Eu não conheço um pai que não tenha preocupações em relação ao que o filho come”, continuou.

Segundo Mélenchon, seu objetivo é tornar a alimentação das crianças francesas mais saudável, focada em frutas e legumes, alimentos que, de acordo com ele, ficaram mais caros durante a pandemia, sendo que 50% deles são importados.

A solução encontrada pelo candidato é propor “cinco frutas e legumes de baixo preço de uma só vez” e “criar um multiplicador para os alimentos, o que garante que o preço para os agricultores não pode ser aumentado para além de um euro”. “Isso impediria os supermercados de fazer uma margem de 40% sobre os alimentos, por exemplo, os deixando mais baratos. Precisamos também aumentar o acesso aos alimentos para os jovens tornando a alimentação coletiva nas cantinas escolares orgânica e 100% vegetariana”, afirmou.

Para ele, tudo isso faz parte de um “planejamento ecológico” que pode ser feito. “O país deve aprender a comer proteínas que não sejam a carne. Não há saída para a humanidade sem uma mudança na dieta”, disse o francês.

E ele parece estar empenhado em tirar o açúcar das crianças. Em 2018, Melénchon usou seu perfil no Twitter para criticar uma promoção nos potes de Nutella, que causaram empurra-empurra em mercados franceses. “Quando a revolta mostra a miséria, o idiota olha para a Nutella”, uma alusão ao provérbio chinês “quando o sábio aponta para a lua, o idiota olha para o dedo” (que tem traduções variadas).

Essa também não foi a primeira vez que a Nutella foi atacada na França — e tampouco deve ser a última. Em 2015, quando Ségolène Royal era ministra da Ecologia, afirmou que “era preciso parar de comer Nutella porque ela tinha óleo de palma, o que substituiu as árvores e causou outros problemas consideráveis”. A ministra, à época, precisou se desculpar.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Carai, agora virou mania defender ou ser contra determinada coisa, pra arregimentar idiotas. Quantas alienações e idiotices estão afundando o mundo.

  2. A própria França transformou-se num país “nutella”. E os muçulmanos estão devorando essa Nutella.

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Política

Nova regra do TSE deve acelerar criação de partidos políticos

Foto: Roberto Jayme/TSE

Uma medida recém-adotada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) promete revolucionar a maneira como são criados os partidos políticos no Brasil.

Instrução aprovada pela corte em 31 de agosto regulamentou a coleta de assinaturas digitais para a criação de novas legendas, com prazo de 120 dias para sua implementação. Em outras palavras, a regra deverá valer já no início de 2022, salvo algum adiamento de última hora.

O tribunal criou duas novas possibilidades de assinatura, além da que ocorre hoje, manual. Uma delas, por meio de certificado digital, deverá ter impacto restrito, já que apenas 5 milhões de pessoas físicas possuem esse instrumento atualmente, que custa no mínimo R$ 50 e tem prazo limitado. Isso equivale a apenas 3,4% do eleitorado.

É a outra alternativa que poderá provocar um “big bang” partidário: a possibilidade de dar assinatura pela criação de uma legenda usando o aplicativo já existente da Justiça Eleitoral para celulares, o e-Título.

O modelo exato do novo sistema ainda está sendo desenvolvido pela área técnica do tribunal. Deverá envolver um token gerado a partir dos dados fornecidos pelo eleitor numa área do aplicativo, possibilitando a assinatura de forma segura.

Para usar o aplicativo, será necessário fazer a biometria junto ao TSE, um processo já bem adiantado e utilizado em diversas cidades nas últimas eleições.

Atualmente, há 82 pedidos de criação de partidos em aberto no TSE. Formar uma legenda é um processo tortuoso, que envolve a coleta de 492 mil assinaturas, distribuídas em ao menos nove estados.

Em seguida, numa etapa muitas vezes ainda mais complexa, é preciso que elas sejam validadas pelos cartórios eleitorais, com base em uma série de critérios: a assinatura tem de ser compatível com a do registro eleitoral, o apoiador deve estar com seu cadastro eleitoral regularizado e não pode ser filiado a nenhuma legenda, entre outros pontos.

Além disso, tudo deve ser feito num prazo de dois anos, caso contrário o processo é invalidado.

A coleta digital por meio do aplicativo eliminaria diversos entraves da versão manual.

O sistema logo de cara barraria aqueles que estivessem com problemas no cadastro ou fossem filiados a outras legendas.

Na sessão do TSE em que a instrução foi aprovada, o relator, ministro Luis Felipe Salomão, chamou a mudança de “um salto” em relação ao modelo atual.

“Primeiro, porque haveria uma verificação prévia da aptidão do cidadão para conceder o apoio à criação de partido político, não sendo o código [no aplicativo] gerado para a pessoa com direitos políticos suspensos ou filiada a partido político”, declarou.

Ele também listou como vantagens o fato de haver bem mais usuários do e-Título do que detentores de certificados digitais, e o fato de que o próprio aplicativo da Justiça Eleitoral ficaria mais atrativo, ao ter mais funcionalidades.

Na lista de partidos na fila do TSE, nenhum chama mais a atenção do que o Aliança Pelo Brasil, que foi proposto pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, em 2019. Embora o projeto tenha sido abandonado por ele desde então, permanece tendo assinaturas coletadas, sobretudo em eventos da direita.

Segundo seu principal idealizador, Luís Felipe Belmonte, o processo de criação de um partido pode ser abreviado para até seis meses, com a coleta digital.

“A pessoa às vezes assina em São Paulo, mas esquece que o título dela é da Paraíba por exemplo. Daí o cartório rejeita. Com a assinatura digital, não tem esse problema”, diz.

No caso do Aliança, afirma, a mudança não deverá surtir efeito prático, porque o prazo de criação do partido se esgota em dezembro –embora o TSE tenha sinalizado que fará uma extensão de 120 dias para todas as legendas em formação, para compensar as dificuldades causadas pela pandemia.

No site do TSE, o Aliança tem 133 mil assinaturas confirmadas. Segundo Belmonte, há mais 350 mil esperando aprovação, e outras seguem sendo coletadas. Ele diz que a expectativa é encerrar o processo de coleta de apoios até o final de outubro, dando condição à Justiça Eleitoral para aprovar o novo partido antes de março, em tempo de disputar a eleição de 2022.

A nova modalidade de assinatura digital também poderá tirar do papel projetos antigos de criação de partidos, como uma legenda ligada ao MBL (Movimento Brasil Livre).

No início do mês, um dos principais líderes do movimento, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), teve reunião com o TSE para se informar sobre a mudança. Mas qualquer iniciativa ficaria para o pós-eleição, diz ele.

“Primeiro disputamos 2022, depois voltamos a discutir isso”, afirma Kataguiri. Segundo ele, antes o movimento quer saber se o aplicativo realmente será simples e fácil de usar, como o TSE promete.

“Vai depender de como for este aplicativo, do nível de burocracia, de como vão autenticar a assinatura do eleitor”, diz.

Para o MBL, que tem uma grande base digital de apoiadores, a possibilidade de criação de partido pela via eletrônica faz todo o sentido, afirma o parlamentar.

Um efeito colateral possível da digitalização do processo é expandir um campo partidário já inflacionado, hoje com 33 legendas.

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. Pensei que iam diminuir. Nas “todo penso é torto”. Mais oartidos para abrigar mais corruptos. Tem jeito não.

  2. O problema não é a criação de partido, o problema é a manutenção de partido SEM VOTO. Para onde o MITO for, será uma enxurrada de votos, igual ocorreu com o PSL.

  3. Será que agora sai o partido que o MINTOmaníaco das rachadinhas queria criar ? Pq mesmo o gado achando q o presidente inepto tinha bilhões de apiadores eles não conseguiram colher nem 500 mil assinaturas kkkkkkkk

    1. Você tem que vomitar suas asneiras no blog. Ainda fala que não é canhoto. Se você tiver em cima do muro, pode ter certeza que desce do lado esquerdo.

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