PF vê consequências ‘fatais’ na fraude em curso de Medicina em SP

Pixabay

Para deflagrar a Operação Vagatomia na última terça-feira (3), a Polícia Federal de Jales, no interior de São Paulo, submeteu à Justiça Federal um relatório de 599 páginas apontando o suposto envolvimento de mais de trinta investigados na venda de vagas do curso de medicina da Universidade Brasil, sediada no município de Fernandópolis.

Ao solicitar judicialmente ordens de prisão e de busca e apreensão, a PF indicou que haveria um “balcão de negócio de vagas ocorrendo sem nenhum tipo de receio”.

O esquema contava com fraudes no ingresso de alunos no curso de Medicina da instituição, na obtenção do Fies (Financiamento Estudantil do Governo Federal) e de bolsas do ProUni (Programa Universidade para Todos) e na venda irregular de vagas de transferência para os cursos de complementação do exame Revalida – para revalidação de diploma.

Segundo a PF, somente as fraudes no Fies causaram prejuízo estimado de R$ 500 milhões aos cofres públicos.

A deflagração da operação se deu a mando do juiz federal Bruno Valetim Barbosa. O magistrado entendeu que havia “inúmeros” indícios de cometimento de crimes e reiteração criminosa. Ele decretou a prisão de 22 investigados, inclusive do empresário José Fernando Pinto da Costa, dono da Universidade Brasil.

A decisão anota que a representação policial destaca a gravidade dos crimes atribuídos ao grupo e indica as consequências para os futuros pacientes dos alunos que compraram as vagas, “que evidentemente não têm condições intelectuais e profissionais de atuar como médicos”. “São assustadoras e podem ser fatais.”

De acordo com a Procuradoria, as vagas eram negociadas pelo grupo por valores entre R$ 80 mil a R$ 120 mil. A representação policial cita ainda suposta participação de José Fernando Pinto da Costa em uma negociação de três vagas por R$ 600 mil.

Na decisão, o magistrado considerou: “a sociedade brasileira está a pagar indevidamente pelo estudo de profissionais que se formarão sem os conhecimentos técnicos para atendê-la com qualidade. Enquanto isso, alunos, pais, e a suposta organização criminosa se beneficiam, os dois primeiros, por obterem um diploma de médico ou um financiamento público sem merecer, a última, na venda das vagas e dos financiamentos”.

Além das ordens de prisão e de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 250 milhões em bens e valores dos investigados. Entre os bens que seriam sequestrados, a decisão lista 50 carros, cinco embarcações e três aeronaves. Segundo a PF, a entrega de veículos era uma das formas de pagamento pelas vagas.

Quando a operação foi deflagrada, a Polícia Federal indicou que entre os estudantes que compraram suas vagas e financiamentos estão filhos de fazendeiros, servidores públicos, políticos, empresários e amigos dos donos da universidade. Dois vereadores de cidades do interior paulista são citados pela PF na representação à Justiça.

Segundo a representação, o dono da universidade teria determinado a um homem, “possivelmente professor”, que aprovasse um aluno que é vereador em Birigui.

Em outro momento, a Polícia indicou que um parlamentar de Fernandópolis buscou “bolsa” para o filho, o que, segundo os investigadores, se tratava da concessão de um Fies fraudulento, “pago indevidamente com dinheiro público em favor do filho de um político”.

Segundo a PF, a investigação teve início com base em uma notícia crime apresentada por uma pessoa cujo parente havia sido contatado para que comprasse uma vaga no esquema.

Alguns alunos também relataram o excesso de vagas no campus ao Ministério Público Federal. As estimativas das investigações indicam que pelo menos 500 alunos do curso de Medicina da Universidade Brasil de Fernandópolis tenham obtido o Fies fraudulentamente com a atuação de assessorias educacionais nos últimos três anos.

Segundo a PF, os mesmos alunos ainda deveriam receber pelo menos outros três anos de parcelas do financiamento.

A representação policial registra ainda ameaças proferidas pelo dono da universidade aos alunos que fizeram as denúncias, além de tentativas de influenciar e intimidar autoridades, destruição e ocultação de provas.

Em um diálogo interceptado pela PF, um empresário, apontado como um dos principais integrantes de uma assessoria educacional envolvida no esquema, classifica José Fernando como “gangster” e “quadrilheiro” e aborda medidas que o então reitor da universidade tomaria em relação às alunas que fizeram a denúncia de excesso de alunos ao Ministério Público Federal – expulsão, fechamento do Centro Acadêmico, entre elas

Defesas

“A Universidade Brasil vem a público para informar a alunos, docentes e funcionários, bem como a toda a comunidade universitária nacional e à população em geral, que suas atividades acadêmicas e administrativas seguirão as rotinas ordinariamente, a despeito dos recentes fatos ocorridos. Solicitações gerais, atendimento aos alunos, bem como o funcionamento de cursos, com aulas regularmente ministradas, continuarão a ocorrer dentro da normalidade em todos os campi”.

“A instituição de ensino esclarece também que está integralmente à disposição da Polícia Federal, assim como às demais autoridades em todas as esferas, para colaborar com quaisquer investigações e também para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.”

O Ministério da Educação emitiu nota. “Em casos de indícios de irregularidades, o MEC irá instaurar processo administrativo para a responsabilização dos envolvidos. Caso as irregularidades sejam comprovadas, serão aplicadas as penalidades previstas em Lei. O MEC também se coloca à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para colaborar com a investigação.”

A reportagem tenta contato com os investigados pela operação Vagatomia. O espaço está aberto para as manifestações.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro Melo disse:

    A modinha de homens médicos e Patricinhas dentistas

PF desmente reportagem e diz que não há inquérito sobre milicianos

A PF do Rio de Janeiro desmentiu a reportagem do Valor, segundo a qual haveria um inquérito envolvendo o achaque de milicianos a doleiros investigados por lavagem de dinheiro.

Com o título de “Investigação sobre milícia teria motivado troca de chefe da PF do Rio”, o jornal do grupo Globo diz que “um inquérito sobre lavagem de dinheiro que pôs milicianos do Rio no radar da PF, há cerca de dois meses, teria chegado ao conhecimento do presidente Jair Bolsonaro e alimentado a crise com o ministro da Justiça, Sergio Moro“.

“O fato também teria desencadeado a exoneração do chefe da corporação fluminense, Ricardo Saadi, e poderá, ainda, levar à queda do diretor -geral do órgão, Maurício Valeixo, segundo disseram fontes a par do caso”, acrescenta o texto.

Apesar do posicionamento da PF do Rio, o boato propagado pelo Valor já está repercutindo em vários sites alinhados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Com acréscimo de informações de O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio Servantes disse:

    Vivem da MENTIRA;
    Se alimentam das MENTIRAS;
    Consomem MENTIRAS;
    Divulgam MENTIRAS;
    Enfim, precisam criar um mundo fictício, paralelo, SÓ COM MENTIRAS, para tentar sobreviver a DURA REALIDADE QUE A VERDADE vem impondo aos corruptos, aqueles que se apropriaram do estado e seus apoiadores amestrados.
    Isso é apenas MAIS UM CAPÍTULO nessa novela MENTIROSA que vem sendo narrada pela esquerda a tantos anos.

Relator do projeto da lei da Ficha Limpa, ex-deputado Índio da Costa e Superintendente dos Correios são presos pela PF

Foto: Divulgação

O ex-deputado Índio da Costa e o superintendente dos Correios no Estado do Rio de Janeiro foram presos na Operação Postal Off, realizada pela Polícia Federal. A informação foi confirmada pela PF. A ação é para desarticular uma organização criminosa que realizava fraudes na empresa.

Índio da Costa já foi vereador, deputado federal e candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB). Ele também concorreu ao cargo de prefeito do Rio, em 2016 e ao de governador, em 2018.

Índio, que em sua época de parlamentar se gabava de ter relatado o projeto da lei da Ficha Limpa, já integrou o PFL, PTB, DEM e o PSD.

Além do político, outras oito pessoas também foram presas.

As autoridades tentam cumprir 11 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e um de prisão temporária nas cidades de Tamboré, São Caetano e Bauru, no Estado de São Paulo e Belo Horizonte (MG).

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis (SC).

De acordo com a Polícia Federal, as investigações que começaram em novembro de 2018, em Santa Catarina, mostraram um esquema com participação dos funcionários dos Correios, fazendo com que grandes cargas transportadas de seus clientes fossem distribuídas no fluxo postal com o faturamento inferior.

Grandes clientes dos Correios eram procurados pelos investigados com a oferta de que rompessem seus contratos com a empresa pública e começassem a ter suas encomendas postadas por meio de contratos mantidos entre as empresas do grupo e a EBCT.

A organização teria causada prejuízos de R$ 13 milhões no que se refere às postagens ilícitas já identificadas, não computado o prejuízo diário que estava sendo causado pelo grupo investigado.

Em nota, os Correios não confirmaram a informação e disse “estar colaborando com as autoridades”. A empresa reafirmou seu compromisso com “a ética, a integridade e a transparência”.

O R7 não conseguiu retorno dos citados até a publicação da matéria. O espaço está aberto para a manifestação.

R7 e Globo

PF deflagra operação por fraudes que causaram prejuízo de ao menos R$ 13 milhões aos Correios

Foto: Lucas Tavares / Agência O Globo

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira operação que visa a desarticular organização criminosa que praticava fraudes junto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT). Dados preliminares indicam um prejuízo de R$ 13 milhões, apenas no que se refere às postagens ilícitas já identificadas, sem contar o desvio de dinheiro diário que estava sendo causado pelo grupo investigado.

Estão sendo cumpridos, por cerca de 110 agentes, nove mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro; dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão nos municípios de Tamboré, Cotia, Bauru e São Caetano, no estado de São Paulo; além de um mandado de prisão temporária e um mandado de busca em Belo Horizonte (MG), todos expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis/SC.

De acordo com a investigação, iniciada em novembro de 2018 em Santa Catarina, onde foi identificada a primeira ação, o grupo tinha forte atuação nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e contava com a participação ativa de funcionários dos Correios, fazendo com que grandes cargas postais dos clientes fossem distribuídas no fluxo postal sem faturamento ou com faturamento muito inferior ao devido.

Uma das principais modalidades de fraude acontecia mediante identificação de grandes clientes dos Correios, que eram procurados por integrantes do grupo com a oferta de que rompessem seus contratos com os Correios e passassem a ter suas encomendas postadas por meio de contratos mantidos entre as empresas do grupo criminoso e a própria EBCT.

Durante a investigação também foram apuradas solicitações e pagamentos de vantagens indevidas envolvendo empresários, funcionários públicos e agentes políticos, configurando indícios dos crimes de corrupção passiva e concussão.

Com o objetivo de assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados aos Correios, foram determinados bloqueios de contas bancárias e o arresto de bens móveis e imóveis, incluídos carros de luxo e duas embarcações, sendo uma delas um iate avaliado em R$ 3 milhões. Com tais medidas, espera-se que seja bloqueado o montante de R$ 40 milhões.

Os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, concussão, estelionato, crimes tributários, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

O Globo

 

Grupo de Valorização da Advocacia emite nota sobre prisão de advogado em operação da PF

Foto: Divulgação

O Grupo de Apoio a Valorização da Advocacia Criminal encaminhou nota de esclarecimento sobre a prisão do advogado Maxsuel Deizon de Freitas na operação “Extração” deflagrada pela Polícia Federal para desaticular facção criminosa com atuação no estado.

Confira nota na íntegra

NOTA DE ESCLARECIMENTO

No dia 03 de setembro de 2019, alguns veículos de comunicação do Estado do Rio Grande do Norte divulgaram, de maneira equivocada, a informação de que um advogado teria sido preso preventivamente como chefe de uma facção criminosa no Estado.

Nesse sentido, e em atenção à opinião pública potiguar, o Grupo de Apoio a Valorização da Advocacia Criminal vem a público manifestar o seu REPÚDIO às ações daqueles que se prestam ao papel de DESINFORMAR a sociedade com inverdades e especulações, bem como para esclarecer que:

Nas primeiras horas do dia 03 de setembro de 2019, a Polícia Federal deflagrou a operação denominada de “Extração”, e nesse contexto, foi cumprido um mandado de prisão temporária de um advogado. Em nenhum momento o referido advogado se opôs ao cumprimento do mandado, e, portanto, foi normalmente conduzido para a Superintendência da Polícia Federal, local em que prestou todos os esclarecimentos que se fizeram necessários.

A prisão é temporária, e, portanto, tem o prazo de 5 (cinco) dias para a sua conclusão, sendo falsa a informação de que o advogado foi preso acusado de ser chefe de uma facção criminosa no Estado – até porque até a presente data, não foi formalizada nenhuma acusação contra o advogado.

Um dos preceitos basilares que a Constituição Federal assegura é a garantia do estado de inocência, princípio pelo qual uma pessoa jamais poderá ser considerada culpada de algo sem que antes tenha a possibilidade de exercer regularmente o seu direito de defesa.

É notório que o País está passando por um momento de grande turbulência, e no cenário nacional, há um clima de verdadeiro inconformismo com a corrupção, com a violência e com a impunidade. A sociedade clama por medidas urgentes e severas de combate ao crime e à corrupção. Entretanto, não se pode, com base nesse sentimento de inconformismo, promover à execração pública de um indivíduo, utilizando os meios de comunicação como instrumento, sobretudo com base em informações que já no início da operação revelaram-se como equivocadas (ou mesmo falsas).

Deste modo, o Grupo de Apoio e Valorização da Advocacia Criminal REPUDIA a publicação de manchetes inverídicas e descompromissadas com o jornalismo sério e informativo, e segue vigilante na defesa das prerrogativas dos advogados que exercem a sua função Constitucional, acompanhando a investigação noticiada até que haja a sua final conclusão.

Natal/RN, 04 de setembro de 2019.

Grupo de Apoio a Valorização da Advocacia Criminal

PF investiga organização criminosa que movimentou mais de R$ 1 bilhão

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira (3) a Operação Harpia, para apurar crimes de evasão de divisas, lavagem de capitais praticados por uma organização criminosa. De acordo com a PF, as investigações tentam identificar também a origem e o volume de recursos ilícitos transacionados que chegam a mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2015 e 2019.

As investigações começaram em 2018, quando foi apurada a existência de uma rede de doleiros que atuavam nas cidades de Porto Alegre, Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul; Rivera, no Uruguai; e Ciudad del Este, no Paraguai.

Os investigadores identificaram que esse grupo criminoso praticava transações cambiais não autorizadas, conhecidas como dólar-cabo, facilitando a lavagem de dinheiro proveniente de atividades criminosas praticadas no Brasil e no exterior, envolvendo, inclusive, madeireiras da Região Norte.

Policiais federais e servidores da Receita cumpriram 11 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em endereços dos investigados nos municípios de Porto Alegre, Novo Hamburgo, Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul; e em Ariquemes, em Rondônia.

O nome da operação, Harpia, faz referência a uma das maiores aves de rapina do mundo presente em grande parte do Brasil, principalmente na Amazônia.

Agência Brasil

PF prende dono da Universidade Brasil e outras 20 pessoas por fraude no Fies

Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira (3) para investigar fraude no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal. O dono da Universidade Brasil e outras 20 pessoas foram presas.

A Operação Vagatomia investiga esquema de fraude na concessão do Fies e também na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente Paraguai e Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis (SP).

Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida também estão sob investigação. Estimativas da Polícia Federal indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente.

O dono da Universidade Brasil em Fernandópolis, José Fernando Pinto da Costa, de 63 anos, foi preso em São Paulo. O filho dele, que também é sócio do grupo educacional, foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP). Eles são apontados pela PF como chefes do esquema.

Representantes da Universidade Brasil informaram que estão ciente da investigação, mas ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Policiais também fizeram buscas em um haras em Porto Feliz, que pertence ao dono da universidade preso na operação.

A Polícia Federal informou que durante a operação alguns investigados tentaram fugir no momento das prisões e outros jogaram celulares de prédios, antes da entrada dos policiais. Os celulares foram recuperados e os foragidos foram localizados e presos.

Dinheiro apreendido na casa de um dos investigados na operação Vagatomia, da Polícia Federal em Jales — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A ação, deflagrada pela delegacia da PF de Jales (SP), conta com 250 policiais federais para cumprir 77 mandados nas cidades de Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Santos (SP), Presidente Prudente (SP), São Bernardo do Campo (SP), Porto Feliz (SP), Meridiano (SP), Murutinga do Sul (SP), São João das Duas Pontes (SP) e Água Boa (MT).

Entre os mandados expedidos estão 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares (alternativas à prisão). A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o valor de R$ 250 milhões.

O material apreendido será encaminhado para a PF em Jales, onde passará por análise no interesse das investigações em curso.

Os presos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão.

Eles serão ouvidos e posteriormente levados para cadeias da região onde permanecerão presos à disposição da Justiça Federal.

O dono e reitor da Universidade Brasil José Fernando Pinto da Costa, preso nesta terça-feira, foi homenageado, em 2018, pelo Ministério da Saúde com a medalha de mérito Oswaldo Cruz.

A medalha é um reconhecimento pela atuação destacada no campo das atividades científicas, educacionais, culturais e administrativas pelos resultados benéficos à saúde de milhares de brasileiros.

A ação honrosa contou com a participação do então ministro da Saúde, Ricardo Barros, no dia 27 de fevereiro.

Investigação

A PF recebeu informações, no começo do ano, de irregularidades que estariam ocorrendo no campus de um curso de medicina em Fernandópolis (SP). Vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso de medicina estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.

Durante oito meses de investigações, a PF concluiu que o chefe da organização criminosa é o dono da universidade onde as fraudes aconteciam, que também ocupa o cargo de reitor.

Segundo a PF, uma estrutura formada por funcionários e pessoas ligadas à universidade dava condições para que as fraudes fossem realizadas.

O esquema contava com “assessorias educacionais”, de acordo com a PF, e contava com o apoio dos donos e toda a estrutura administrativa da universidade para negociar centenas de vagas para alunos, que aceitaram pagar pelas fraudes em troca de matrícula no curso de medicina.

A Polícia Federal informou que muitos desses alunos já identificados. Eles também podem responder criminalmente.

G1

 

Moro diz que ‘as coisas eventualmente podem mudar’, mas diretor-geral da PF é de confiança e fica no cargo

Foto: Reprodução

O ministro Sergio Moro, da Justiça, disse em entrevista ao programa Em Foco, na GloboNews, que o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, “permanece” no cargo e tem a sua “confiança”.

Perguntado se não há riscos de Valeixo sair, Moro respondeu: “Veja, como eu tenho as várias funções aqui do Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança.”

Na entrevista ao programa, que vai ao ar na quarta-feira (4) que vem, na GloboNews, Moro respondeu também, entre outros temas, se acabou a “carta branca” do presidente Jair Bolsonaro a ele à frente do Ministério da Justiça.

Sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que pela primeira vez anulou uma decisão dele como juiz da Operação Lava Jato, Moro disse que não era “apropriado” como ministro da Justiça fazer críticas a uma decisão da Corte.

Ele disse ter opinião, que estava “guardada” para ele.

Veja abaixo um trecho da entrevista:

Blog: Ministro, o senhor disse que tem muita lenda, por exemplo, de quando o senhor assumiu, que não teve essa coisa de que o senhor pediu o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], mas teve publicamente o presidente dizendo que o senhor teria liberdade total para fazer as indicações, as nomeações, a tal da carta branca, mas desde o começo do governo a gente já viu, por exemplo, o senhor falou do Coaf, eu lembrei do Roberto Leonel [ex-presidente do Coaf], escolha do senhor, uma pessoa técnica, até séria, até onde a gente tem a notícia, e mais recentemente o presidente falou dessa troca, da possível troca, na direção da Polícia Federal. O senhor fez elogios público ao Maurício Valeixo [atual diretor] também tido como muito sério, muito técnico, dentro da corporação. O senhor sempre falou que só iria ao governo com essa carta branca. A carta branca acabou?

Moro: Não, veja, há um super dimensionamento, dentro de um governo, evidentemente, sempre vai haver divergência, controvérsias, as coisas vão daí se acomodando. É como a história das abóboras na carruagem, as coisas vão se acertando, então tem um diálogo, evidentemente intenso, o presidente é o chefe do poder Executivo. No caso do presidente do Coaf, o Roberto Leonel, é um auditor da receita federal extremamente qualificado, uma pessoa da minha absoluta confiança. No entanto, veja, o Coaf saiu do Ministério da Justiça e foi para o Ministério da Economia, depois para o Banco Central. Aí esses órgãos têm as suas autonomias próprias para tomarem as suas decisões, certo? Então também eu não posso interferir nesse tipo de decisão tomada no outro órgão, se fez a opção, pela nova formatação deles, está no Banco Central, de se colocar um servidor do Banco Central, isso tem que ser respeitado. É como eu disse, mais uma vez, as vezes existe uma série de construção de teorias da conspiração. Mas o Coaf, agora virou o UIF, Unidade de Inteligência Financeira. A única critica que eu já falei para o Roberto Campos [presidente do BC], acho que o nome aí, porque o UIF já era uma unidade de inteligencia financeira, então ficou um nome meio sem graça, mas tudo bem, mas o resto está em boas mãos, a estrutura normativa proposta ali é boa.

Blog: E na polícia federal?

Moro: A polícia federal foi comentário.

Blog: Não, ministro, foi público, ele [Bolsonaro] disse: ‘Quem manda sou eu, não é o ministro Moro. Como o senhor se sentiu?

Moro: Não cabe ficar comentando afirmações do presidente, acho que também seria impróprio dessa parte.

Blog: Mas, sobre a Polícia Federal, não estou falando do presidente. Porque o senhor é o chefe da Polícia Federal.

Moro: Não, não sou o chefe da Polícia Federal de forma nenhuma. A única pessoa que eu indiquei foi o diretor da Polícia Federal.

Blog: O Maurício Valeixo?

Moro: Sim, sim.

Blog: Mas se ele sair, o senhor ficaria no governo?

Moro: Não tenho essa questão.

Blog: Mas qual das duas? Ele sair ou o senhor ficar?

Moro: Não, aí seria uma questão especulativa, e acho que não cabe responder questões especulativas nesse caso.

Blog: O senhor acha que ele está mantido no cargo?

Moro: ele permanece no cargo.

Blog: Não há riscos?

Moro: Veja, como eu tenho as várias funções aqui no Ministério da Justiça, as coisas eventualmente podem mudar, mas ele está no cargo, permanece no cargo, tem a minha confiança.

Blog: Tem a sua confiança?

Moro: Certamente.

Blog: [Sobre decisão do STF] Foi a primeira decisão que anulou uma decisão sua da Lava Jato. […] Isso é um retrocesso, na avaliação do senhor, para o combate à corrupção?

Moro: Aí entra naquele tema institucional, não é? Não é apropriado eu, como ministro da Justiça, fazer ponderações ou críticas da decisão do Supremo Tribunal Federal.

Blog: Não tem opinião sobre isso?

Moro: Eu tenho opinião, mas está guardada pra mim.

BLOG DA ANDRÉIA SADI – G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Clara disse:

    Como encolheu…

  2. Bob disse:

    Moro presidente!!!
    Vai ganhar as eleições em primeiro turno, quem for vivo virá.
    Esse é o cara!!

  3. CHICO 100 disse:

    Moro é Corrupto, Criminoso! Usou do cargo de Juiz para angariar um cargo no STF. Mas o senado sabe disso e não vai aprová-lo em uma porventura sabatina. Inclusive, o Louco do Bolsonaro já sabe que Moro é sedento pelo poder e teme uma rasteira, o que é previsível. Fora Moro! Vá procurar uma profissão pra VC, pois a de Ladrão não vai durar muito tempo !

  4. José costa disse:

    Esse moro virou bandido🤣 o que ele fez pela vaza jato, isso que se promover politicamente , deu sentença fajuta que o supremo vai rever todas, começou ontem a primeira decisão derrubada, esse cidadã está desmoralizado.

  5. Moro frouxo disse:

    Moro é peça de um esquema que atormenta os radicais. Não vejo nada de honesto em um governo que sequer seus representantes podem falar, divergir..,. Criticar !

    Esses loucos precisam estar com hora contada … já se passou 8 meses e nada foi feito pelo país, quer dizer, apenas coisas horríveis!

    #Aguentabolsominions

  6. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Parabéns Dr MORO, como sempre um exemplo de cidadão patriota.

  7. Delano disse:

    Xeque mate corruptos. Tome. Kkkkkkk

PF deflagra operação no interior do RN contra grupo criminoso que se utiliza de documentos falsificados para obter benefício de idosos, e prende mulher

A Polícia Federal, juntamente com o NUINT – Núcleo de Inteligência da Previdência Social, deflagrou nesta quinta-feira, 22/08/2019, a Operação Reiteração, na cidade de Canguaretama/RN, com o objetivo de coibir a atuação de grupo criminoso que se utiliza de documentos falsificados com a finalidade de obter Benefício de Amparo Social ao Idoso.

A Polícia Federal efetuou a prisão em flagrante de uma mulher quando intentava requerer o benefício junto a APS (Agência da Previdência Social) da cidade de Canguaretama /RN se utilizando de documentos falsos. As investigações se iniciaram em 2016. Vale anotar que, atuando em todo o Estado, a mesma pessoa utilizava nomes diferentes em vários requerimentos, com vistas a obter maior número de benefício LOAS possível. Há indícios, inclusive, que a flagranteada tentou auferir concessórios em mais duas localidades no Estado do Rio Grande do Norte.

Segundo dados do NUINT, a ação possibilitou uma economia estimada de R$ 430.000,00 (quatrocentos e trinta mil reais), em pagamentos futuros que seriam realizados, caso tivesse havido a concessão dos benefícios e considerando a expectativa de vida e a idade atual da pretensa beneficiária, conforme tabela de mortalidade do IBGE (2016).

A Operação foi denominada REINTERAÇÃO visto que a mesma pessoa se repete em vários requerimentos, se utilizando de nomes diferentes.

PF mira propina a Palocci e Mantega em nova fase da Lava-Jato

Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo/28-7-15

A Polícia Federal deflagrou a 63ª fase da Operação Lava-Jato , na manhã desta quarta-feira, para investigar a suspeita de pagamentos da empreiteira Odebrecht a dois ex-ministros . Os agentes cumprem dois mandados de prisão temporária e outros 11 de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. Delações de executivos da companhia apontaram “Italiano” como o apelido do ex-ministro Antônio Palocci, e “Pós-Itália”, do também ex-ministro Guido Mantega.

São alvos de mandados de prisão o ex-executivo da empreiteira Maurício Ferro e o advogado Nilton Serson. Genro de Emilio Odebrecht e um dos raros homens do antigo alto comando da companhia a não fazer delação premiada, conforme informou o colunista do GLOBO Lauro Jardim , Ferro foi preso antes das 7h, segundo o G1.

Com os mandados, a PF investiga os crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Foi determinado o bloqueio de R$ 555 milhões dos investigados. Segundo a Polícia Federal, o pagamento de propina visava à aprovação de medidas provisórias que instituíram o programa Refis da Crise, entre outros objetivos.

A investigação leva em conta uma ação penal que apura a informação de que Palocci e Mantega agiram de forma ilícita para favorecer os interesses da Brasken. De acordo com a investigação, Mantega solicitou a Marcelo Odebrecht propina de R$ 50 milhões como contrapartida para as edições de duas MMedidas Provisórias. O pedido, segundo a PF, foi aceito por Marcelo e pago pela Brasken

Há indicativos, de acordo com a investigação, de que os valores teriam sido entregues a um casal de publicitários. Há um ano, a força-tarefa da Lava-Jato apresentou denúncia contra Mantega e Palocci pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em medidas que beneficiaram diretamente empresas do Grupo Odebrecht, como a Braskem, do setor petroquímico.

Na época o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, além de André Santana, filho do marqueteiro do PT, também foram denunciados pelo mesmo episódio. Os dois chegaram a ser presos, permaneceram de tornozeleiras eletrônicas e foram soltos meses depois.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Chegou a vez do Mantega….espero que o Mercadante seja o próximos…Ministros que acabaram com nosso país!!!!

  2. Valter Barroso Costa Fonseca disse:

    A vergonhosa lei de proteção à criminalidade é um absurdo, representa um perigoso retrocesso institucional num país que mal começa a ter algum sucesso no combate à corrupção.
    Essa lei é tão letal para quem quer fazer justiça, que pode chegar ao ponto do juiz indeferir na pergunta de um advogado e ele não gostar ou não concordar, poderá me acusar de abuso de autoridade. E se o julgador entender como ele, poderei ser preso.
    Na realidade essa lei aprovado pelo congresso, onde boa parte de seus membros tem o nome na lava jato, é uma apologia a impunidade, contra justiça, contra a legalidade, contra a ordem institucional do país. Só é a favor dessa lei que pretende implantar o caos no Brasil, deixando o país sem segurança pública, nem justiça. O resto é discurso falacioso para enrolar os babacas e justificar a prática de corrupção e demais crimes.

  3. Francis Press disse:

    Agora os funcionários terão que fazer "arminhas" e cantar musiquinha na hora da demissão, acho pouco, muito pouco…hahahaha…toma o que vão ganhar nas fuças.

  4. Severino Monte disse:

    Isso não é ABUSO DE AUTORIDADE? A PF não pode mais atuar livremente, tem antes que pedir permissão, avisar que vai agir, dizer contra quem e se for autorizada, só então, pode sair as ruas.
    Assim determinada a lei aprovada no congresso por incentivo maior de RODRIGO MAIA que pune as autoridades no combate a corrupção, aos assassinos, aos crimes em geral. VIVA A IMPUNIDADE!

  5. nasto disse:

    O ROMBO no BRASIL é GRANDE. Vai ser difícil fechar.

PF faz buscas em endereços ligados ao ex-governador de MG, Fernando Pimentel (PT), em operação contra crimes eleitorais e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta segunda-feira (12), a Operação Monograma contra crimes eleitorais e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT).

De acordo com a PF, a operação é um desdobramento da Operação Acrônimo. A corporação suspeita de delitos eleitorais, em que empresas de consultoria teriam simulado a prestação de serviços para o recebimento de vantagens ilícitas em montante superior a R$ 3 milhões.

Ainda segundo a Polícia Federal, as provas corroboradas por colaboração premiada do empresário Benedito Rodrigues, conhecido como Bené, apontam que os valores recebidos vieram de atuação do ex-governador em favor de uma empresa do Uruguai.

De acordo com o advogado de Pimentel, Carlos Eugênio Pacelli, a ação causa estranhamento, uma vez que a Operação Acrônimo “já adotou todas as medidas possíveis” e se refere a fatos de 2014.

“Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que carateriza essa busca e apreensão”, alegou a defesa.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Trocadilho à parte, esse Pimentel era no PT "pau para toda obra". Cuida até higienização das cuecas de Kirida, tal era seu envolvimento com a cúpula do valhacouto petralha.

  2. Ivan disse:

    Mais um da quadrilha…tchau querido!!!kkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. CURITIBA JÁ disse:

    DESTE TAL DE PT, NÃO ESCAPA UM?? SERÁ QUE TODOS SÃO BANDIDOS???, TUDO QUE É LIGADO A ROUBO, CORRUPÇÃO, TODO TIPO DE FULEIRAGEM , ESTAR SEMPRE UM VERMELHINHO ENVOLVIDO

  4. Paulo disse:

    Os tempos de fartura e descalabro políticos estão cada vez mais distantes! Feliz daquele que cresceu economicamente pelo trabalho honesto! Esse não tem com que se preocupar!

Presença de Lula na PF gera rodízio de agentes e ‘plantão de agrados’

Foto: Revista Veja

No dia 14 de novembro de 2014 a Operação Lava Jato deu um salto em importância ao prender empreiteiros, lobistas, advogados, executivos e operadores financeiros. As seis pequenas celas da carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba ficaram superlotadas com mais de 20 presos endinheirados, misturados a criminosos comuns que ali estavam por se envolver com tráfico de drogas, contrabando e estelionato.

O fluxo de visitantes e advogados na sede da PF aumentou significativamente desde então. Mas nada comparado com o que aconteceria a partir de 7 de abril de 2018, quando a rotina da PF e da vizinhança seria alterada radicalmente. Lula está preso há um ano e quatro meses após condenação em segunda instância na Lava Jato, acusado de aceitar a promessa de um tríplex em Guarujá como propina em troca de contratos da empreiteira OAS com a Petrobras.

Um esquema especial foi montado para acomodar o ex-presidente no 4º andar do prédio. O local foi isolado e um aposento com banheiro foi adaptado para atender as exigências de uma sala de Estado-maior, benefício concedido pelo então juiz federal Sergio Moro a Lula “em atenção à dignidade do cargo que ocupou”.

A cela onde vive o ex-presidente mede 15 metros quadrados e antes era usada como quarto de descanso de policiais em viagem a Curitiba. Ali Lula tem à disposição armário, aparelho de TV, rádio e esteira ergométrica, onde faz caminhadas matinais.
Um isopor é usado para armazenar alimentos como presunto, queijo, sucos e frutas. No corredor, um pequeno frigobar fica a disposição tanto de Lula quanto dos policiais que o escoltam.

Sozinho no último andar do prédio, Lula é vigiado por uma equipe de segurança exclusiva. São oito policiais requisitados de outras unidades da Polícia Federal e que se revezam de dois em dois em plantões de 24 horas por 72 horas de descanso. A cada 30 dias a equipe muda, o que impede que algum deles crie intimidade excessiva com o petista. Os agentes federais ficam de guarda no corredor, enquanto Lula, na maior parte do dia, está fechado no seu quarto. O normal é que ele passe cerca de 22 horas do dia sem contato com alguém.

Às segundas, terças, quartas e sextas-feiras, o ex-presidente recebe duas vezes por dia em sua cela a visita de seus advogados –uma hora durante a manhã e uma hora à tarde. Os presos comuns, na carceragem da PF, encontram seus advogados no parlatório. Nas quintas-feiras o ex-presidente recebe familiares. Permanece com eles do começo da manhã até o meio da tarde. Nas duas horas do final do dia ele recebe amigos.

Os admiradores também demandam atenção dos funcionários e policiais federais. Não é raro que pessoas se apresentem na recepção da PF pedindo para enviar presentes e cartas para Lula. Recepcionistas e agentes gastam tempo explicando que o ex-presidente não pode receber agrados, sobretudo objetos como vasos de vidro, materiais com pontas cortantes e até bebidas alcoólicas.

Lula vai para o banho de sol em uma área antes usada como fumódromo. Nessas horas é preciso esvaziar o corredor para que o ex-presidente se desloque do 4º para o 3º andar. Ele desce uma escada, já que não há elevador entre esses andares.
Há preocupação especial com a imagem de Lula. Antes de ele entrar no espaço do banho de sol, um agente verifica se não há drones ou helicópteros sobrevoando o espaço com câmeras.

Em nenhum momento Lula encontra outros presos, seja os da Lava Jato ou prisioneiros acusados de outros crimes. Eles tomam banho de sol num pátio que fica do lado da carceragem, no 1º andar.

Responsável pela solicitação de transferência de Lula para outra unidade prisional, o superintendente da PF no Paraná, Luciano Flores, argumenta no documento que após a prisão do ex-presidente “diversas pessoas passaram a se aglomerar no entorno da Sede da Polícia Federal; que a presença de grupos antagônicos passou a demandar atuação permanente dos órgãos de segurança de forma a evitar confrontos, garantir a segurança dos cidadãos e das instalações; que toda a região teve sua rotina alterada”.

Antes mesmo de Lula chegar ao Paraná já havia militantes contra e a favor do presidente no entorno da sede da PF esperando sua chegada. Os apoiadores do petista montaram um acampamento num terreno baldio distante algumas quadras. Depois, alugaram um espaço bem em frente ao prédio e lá permanecem.

Em episódios em que se enxergou a possibilidade de Lula ser colocado em liberdade, como numa decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello que, em dezembro de 2018, determinou que presos cumprindo pena antecipada por condenação em segunda instância fossem soltos, o entorno da PF foi tomado por manifestantes contra Lula.

Em dias de protesto a segurança é reforçada e os grupos de apoiadores e opositores do petista são separados. A decisão de Marco Aurélio foi derrubada pelo presidente do STF, Dias Toffoli, e o dia terminou sem incidentes. O PT mantém em Curitiba uma estrutura para dar apoio a Lula, que é presidente de honra do partido.

Desde o dia da prisão está na cidade o cientista social Marco Aurélio Ribeiro, que cuida da agenda do ex-presidente há cinco anos. Ribeiro é responsável por organizar a correspondência de Lula com os familiares, amigos, militantes e líderes de movimentos sociais. Ele recebe emails e cartas enviadas para Lula, organiza tudo e depois envia ao ex-presidente por meio do advogado que visita o petista.

Na saída, pega com o defensor as respostas de Lula e envia para os destinatários. Ele também mantém o petista informado fazendo uma compilação de notícias de jornais, sites, revistas e artigos de opinião. Demandas do cotidiano do ex-presidente, como roupas, material de higiene pessoal, toalhas e roupa de cama, ficam a cargo dos seguranças de Lula. A equipe é formada por oito militares do Gabinete de Segurança Institucional, uma prerrogativa para todo ex-presidente da República. Dois desses militares estão sempre em Curitiba para fornecer o que Lula precisar.

Folhapress

PF alegou aglomerações de apoio e custos da prisão para pedir transferência de Lula a São Paulo

Senadores da comissão de direitos humanos visitam Lula preso na PF de Curitiba Foto: RODOLFO BUHRER / REUTERS

O pedido para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja transferido de Curitiba para São Paulo foi formulado pela Polícia Federal do Paraná. Segundo a decisão da juíza, a defesa de Lula se manifestou contra. ( Confira a íntegra da decisão )

Segundo os advogados de Lula, em caso de transferência, por se tratar de um ex-presidente, é “imprescindível assegurar ao custodiado o direito de permanecer em local próximo ao seu meio social e familiar”.

O despacho da juíza Carolina Lebbos informa ainda que um dos motivos alegados para a transferência é a estrutura montada nos arredores da sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba por apoiadores do ex-presidente. “Aponta que o local de encarceramento é localizado na área urbana de Curitiba, ocupada por imóveis de natureza residencial; que desde o encarceramento a rotina dos moradores da região nunca mais foi a mesma”.

Outro motivo alegado pela juíza foi o custo de manter Lula na Superintendência da PF, que tem estrutura limitada. “Não se nega que muitos dos custos envolvidos com a custódia do apenado – como com a de todo preso – serão transferidos juntamente com eventual deslocamento do executado. Todavia, a sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná é originariamente vocacionada apenas à custódia transitória de presos provisórios, possuindo estrutura física, material e de pessoal limitada no concernente ao aprisionamento”.

Segundo a defesa, além das garantias constitucionais do preso, deve ser mantida a liberdade de expressão dos manifestantes “em desfavor dos supostos contratempos ocasionados aos moradores da região”.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio Nogueira disse:

    Quer dizer que o "Lula Livre" terminou sendo o causador do "Lula mais preso ainda"?
    kkkkkkkkkkkk

  2. P. F. disse:

    Se tiver aglomeração em Tremembé, o negócio é trazer o Lula pro Rio Grande do Norte. Ele fica em solo Potiguar governado por o seu PT. (Partido dos trambiqueiros)
    Venha Luladrão, a terra de Santa Luzia te acolhe de braços abertos.

  3. realmadriddepiumgenerico disse:

    Está se falando de um inocente preso (até apresentarem um prova apenas) por um grupo que utilizou-se de uma operação para tira-lo do processo eleitoral , usando várias ilegalidades, como podemos comprovar agora, diante do que o The Intercept vem publicando, junto com outros veículos de comunicação, inclusive internacional. Estamos falando da ameaça à democracia que o país está sendo submetido. Estamos falando da vida de todos brasileiros que poderão ser submetidos a esses mesmos atos ao arrepio da lei. Isso é fascismo. Não se trata do Lula como cidadão, mas o que os ataques e condenações sem provas representam para a democracia e à todos.

    • Delano disse:

      O sistema idealizado por luladrão está pronto pra recebê-lo em qualquer presídio, leve-o pra o presídio de Altamira no Pará, lá ele estará em casa, pois foi o maior incentivador da disseminação das facções pelo Brasil todo. Lá ele estará em família.

    • Pêpê disse:

      Lula roubou e deixou roubar será Do roubo na Petrobras a lava jato ja recuperou bilhões de dólares Ta? Por Que será que o dinheiro voltou?? Heim real madri? Porque os advogados caríssimos do Lula não ganha uma heim? Heim? Deixa de ser bobo, esse intercepth é quem está com cachorrada. Bota os pés no chão homi, pula fora dessa barca furada, só tem safados, vagabundos nesse teu partido, larga de paixão, doutrinado.

  4. Francisco Alves disse:

    É de morrer as gargalhadas! O idiota 'Desconfiado' preocupado com a possibilidade do criminoso Lula ser encarcerado junto aos seus pares. Se preocupe não que o seu ladrão preferido estará finalmente entre os parças kkkkkk

  5. Desconfiado disse:

    Estaria o moro utilizando o cargo para perseguir mais uma vez o presidente? Diante da grande possibilidade da liberdade pelo supremo, seria a última tentativa de eliminação do Lula jogando-o no meio de bandidos? Tem a velha história do envolvimento dos tucanos com uma facção em SP.

  6. Vitor Silva disse:

    Estranho. Será que vão suicidar um ex-presidente? Eu, sinceramente, não duvido mais de nada.

PF para cima do PCC: operação ataca núcleo de organização criminosa com “sufocamento financeiro”

Em coletiva, Luciano Flores de Lima, superintendente da PF no Paraná, disse que a Operação Cravada, por mais importante que seja, não consegue “bloquear todo o poder econômico que a facção [o PCC] tem”.

Veja mais: PF deflagra operação contra núcleo financeiro de facção criminosa em sete estados

“Isso [o poder econômico] está espalhado. E não somente dentro do país, está fora do país também. E há armas e drogas, que, digamos assim, já estão mobilizadas. A PF não pretende com uma única operação acabar como o poder econômico de uma facção.”

Mas ele ponderou:

“É mais um passo que estamos dando para sufocar a facção. É um núcleo que está sendo atacado, com sufocamento financeiro.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Mais um crime cometido por Moro.
    Como pode querer acabar com a corrupção e o tráfico de drogas.
    Como o PT vai se financiar.

  2. Manoel disse:

    Esse Moro é muito pilantra mesmo: quer acabar com o crime e a corrupção no Brasil… Como pode isso? Começou prendendo a "alma mais honesta do mundo" e agora quer acabar com o crime organizado desses bandidos-vítimas-da-sociedade ! Onde iremos parar?

  3. ALEX DE MESQUITA disse:

    Só ladrão, traficante, maconheiros e foras da lei vão reclamar de Sergio Moro
    PARABÉNS A PF

  4. Az disse:

    Ainda vai ter gente reclamando de Sérgio moro por isso.

PF deflagra operação contra núcleo financeiro de facção criminosa em sete estados

De acordo com a PF, o controle das atividades era feito por meio de bilhetes levados por familiares de presos — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (6) uma operação com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima. Segundo a PF, 28 pessoas foram presas – 26 por mandados e duas em flagrante.

Inicialmente, a Polícia Federal havia informado que 32 pessoas tinham sido presas, mas depois afirmou que quatro mandados de prisão ainda não foram cumpridos.

Oito dos mandados de prisão foram cumpridos contra pessoas que cumprem penas em presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Foram cumpridos também 55 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, uma investigação identificou a existência de uma espécie de núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

De acordo com a polícia, o núcleo é responsável por recolher e gerenciar contribuições para a facção em todo o país. A polícia informou que cerca de 418 contas bancárias controladas pelo grupo foram bloqueadas.

A investigação apontou que os pagamentos eram repassados ao grupo por contas bancárias de maneira intercalada para dificultar o rastreamento. Segundo a PF, cerca de R$ 1 milhão por mês circulavam nas contas mantidas pelo núcleo.

De acordo com a PF, o dinheiro arrecadado era utilizado para a compra de armas e drogas e bancar transporte e estadia de familiares dos presos próximo aos presídios onde os membros do grupo estão detidos.

Segundo a polícia, a comunicação do núcleo era feita por meio de bilhetes levados por parentes dos presos.

Os mandados são cumpridos por 180 agentes em 23 cidades diferentes:

Paraná

Piraquara
Curitiba
São José dos Pinhais
Paranaguá
Centenário do Sul
Arapongas
Londrina
Umuarama
Pérola
Tapejara
Cascavel
Guarapuava

São Paulo

São Paulo

Praia Grande
Itapeva
Osasco
Itaquequecetuba
Hortolândia

Minas Gerais

Uberlândia

Mato Grosso do Sul

Dourados

Acre

Rio Branco

Roraima

Boa Vista

Pernambuco

Caruaru

A ação foi batizada de Operação Cravada e foi deflagrada em conjunto com o Departamento Penitenciário Federal, Ministério Público do Paraná, Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo e Polícia Militar de São Paulo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ceará-Mundão disse:

    Se investigar bem, acabam descobrindo conexões políticas. E podemos imaginar com qual corrente política.

    • Evan Jegue disse:

      Concordo. Crime organizado é com a esquerda, mílicia com a direita.
      Cada um com seus bandidos.

  2. Gust disse:

    Tem que ir na sede do PT e instituto Lula!

  3. Walsul disse:

    O Queiroz tá solto porras!

Apreensões de recursos provenientes do crime organizado e da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas neste ano já ultrapassam o ano passado, e Moro cumprimenta PF

Sergio Moro foi ao Twitter nesta segunda-feira para cumprimentar a Polícia Federal, que atualizou os dados sobre apreensões de recursos provenientes do crime organizado e da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Segundo a PF, os valores dos bens apreendidos de janeiro a julho de 2019 já ultrapassam as apreensões feitas durante todo o ano passado.

Em 2018, foram apreendidos R$ 451 milhões. Em 2019, esse valor já passa dos R$ 548 milhões.

“Estratégia universal, prisão dos membros do grupo, isolamento dos líderes, sequestro e confisco do patrimônio do crime. O crime não pode compensar”, tuitou Moro.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jv disse:

    Sou fã incondicional de Sérgio Moro. O Brasil tem uma dívida grande com ele.

  2. Tata disse:

    MORO, MEU FUTURO PRESIDENTE!!!

  3. Ems disse:

    É por isso que a "esquerdalha" não gosta do Moro !