Política

Nem Bolsonaro nem Lula: pesquisa mostra que a liderança é dos indecisos

Foto: iStock/Getty Images

Aos olhos de hoje, a próxima sucessão presidencial tende a repetir a disputa entre Jair Bolsonaro e PT, que deve lançar Lula em 2022. Diferentes institutos mostram o presidente e seu antecessor com ampla vantagem sobre os adversários nas pesquisas estimuladas — aquelas em que os entrevistados são apresentados a uma lista de possíveis candidatos e instados a escolher um deles. Em levantamento realizado pelo Ipespe a pedido da XP, Lula lidera com 40% das intenções de voto, e Bolsonaro aparece em segundo, com 24%. Os demais postulantes registram no máximo 10%. Apesar desses números, o quadro eleitoral ainda pode mudar de forma considerável, já que as mesmas pesquisas revelam que há espaço de sobra para a construção de uma candidatura capaz de romper a polarização. Dois dados são elucidativos nesse sentido. Na pesquisa espontânea, aquela em que não é apresentada a relação de presidenciáveis, a liderança é dos indecisos. Hoje, há mais entrevistados sem candidato do que declarando voto em Lula ou Bolsonaro. Além disso, um quarto da população não está disposto a votar em nenhum dos dois favoritos. Ou seja: há uma massa à espera de uma alternativa.

Se em tese a terceira via pode ser competitiva, na prática ela esbarra em toda a sorte de problemas. Até agora, foram lançados mais de dez balões de ensaio ao Palácio do Planalto, num sinal inequívoco de que o grupo não tem um candidato natural e que seus integrantes, por enquanto, não empolgaram o eleitor e não estão dispostos a abrir mão de seus respectivos projetos em nome da costura de uma grande aliança. Só no PSDB são quatro os presidenciáveis, e todos engatinham nas pesquisas. Parceiro histórico dos tucanos, o DEM também está testando nomes. Recentemente, o PSD passou a flertar com a ideia de filiar ao partido e lançar ao Planalto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (leia entrevista de Páginas Amarelas com Gilberto Kassab na pág. 9). Já MDB e PSL cogitam as candidaturas da senadora Simone Tebet e do apresentador José Luiz Datena. Há ainda a possibilidade de o ex-juiz Sergio Moro entrar no páreo pelo Podemos. Como ninguém se destaca nesse pelotão, a conclusão é clara: o eleitor que não quer nem Lula nem Bolsonaro anseia por um nome da terceira via, mas até agora não gostou de quase nada do que viu. Encontrar um rosto competitivo para a disputa é o desafio dos centristas.

“O candidato de centro se sai muito bem enquanto permanece uma silhueta vazia ou uma folha em branco”, provoca o cientista político Paulo Kramer, que participou em 2018 da elaboração do plano de governo de Bolsonaro. “A terceira via, por enquanto, é um fantasma, mas precisamos dar carne e rosto para ele até dezembro. É a candidatura que mais ameaça o poder dos dois”, rebate o cientista político Luiz Felipe d’Avila, fundador do Centro de Liderança Pública e entusiasta da construção de um nome capaz de rivalizar com os favoritos. Considerando o quadro atual, políticos e especialistas apostam que uma vaga no segundo turno já está assegurada a Lula. A missão da terceira via seria tomar o lugar de Bolsonaro, que enfrenta um processo de desgaste de imagem em razão da pandemia de Covid-19 e da crise econômica. Seu governo hoje é reprovado por metade da população. De fato, a possibilidade de uma alternativa competitiva preocupa os dois líderes das pesquisas. Lula e Bolsonaro deram declarações recentes desdenhando dos centristas, numa rara sintonia entre eles provocada pelo fato de ambos também serem líderes em rejeição. Tudo o que eles não querem em 2022 é um confronto direto com alguém que tenha mais aceitação e alta capacidade de diálogo com diferentes fatias do eleitorado.

“Na espontânea, os indecisos estão num nível muito alto. A grande maioria ainda não tomou uma decisão firme de escolha do candidato. Pode haver grandes mudanças no quadro a depender da articulação da terceira via e dos resultados econômicos”, afirma o cientista político Felipe Nunes, diretor da consultoria Quaest. Em sua última pesquisa, o instituto perguntou quem o entrevistado preferia que vencesse a eleição. De 1 500 pessoas consultadas, 42% responderam Lula, 28% declararam “nem Bolsonaro nem Lula” e 26% afirmaram Bolsonaro. Houve uma espécie de empate técnico na segunda posição, o que reforça a esperança da terceira via de conquistar uma vaga no segundo turno.

Essa possibilidade, existente no campo teórico, pode se tornar inviável caso os integrantes desse grupo político não cheguem a um acordo. Hoje, a tendência é a pulverização de candidaturas. “O grande desafio da terceira via é vencer a descrença de que não tem chance de ganhar a eleição. Se tiver um nome que a população fala ‘hum, esse tem chances’, ele voa”, diz a presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP). A parlamentar reconhece que a vaidade dos próprios atores políticos, a maioria estacionada em intenções de votos que não chegam à casa dos dois dígitos, atrapalha as conversas em curso. “Todo candidato hoje se vê do mesmo tamanho. Por que vou abrir mão da minha candidatura em favor de outro nome que tenha o mesmo tamanho que eu? Não necessariamente quem tem vantagem eleitoral neste momento é o candidato com o maior potencial”, frisa Renata.

A eventual costura de um consenso entre os partidos sobre a candidatura da terceira via não encerra os problemas. Longe disso. Faltará o principal: conquistar o eleitor. O grupo que não quer “nem Lula nem Bolsonaro” não é homogêneo. Há de tudo um pouco nesse balaio, inclusive arrependidos de lado a lado. “É difícil encontrar um caminho para a terceira via hoje, já que ninguém consegue emergir de uma maneira clara neste momento até por conta da profusão de nomes cogitados. A gente precisa de tempo ainda para ver como vão se desenrolar a economia, a pandemia e a aprovação presidencial”, avalia Victor Scalet, analista político e estrategista da XP Investimentos.

BALÕES DE ENSAIO – Os nomes testados pelos partidos como alternativas à polarização: o governador João Doria (PSDB), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o governador Eduardo Leite (PSDB), o ex-ministro Mandetta (DEM), o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), a senadora Simone Tebet (MDB), o senador Rodrigo Pacheco (DEM), o apresentador José Luiz Datena (PSL) e o apresentador Luciano Huck, que já desistiu – Gov. Estado de São Paulo; Twitter @cirogomes; Palacio Piratini; pedro França/Ag. Senado; Cristiano Mariz; Divulgação; raquel cunha/TV Globo

Pesquisa encomendada pelo DEM detalhou o perfil do candidato ideal ao cargo de presidente da República: homem, entre 40 e 60 anos, honesto, com espírito de liderança, experiência política e um olhar para os mais pobres. Eleitores de direita preferem um cristão, conservador, enquanto os de esquerda acham importante um cidadão simples, humilde, “do povo”. Já os de centro querem alguém equilibrado, sensato, centrado e unificador. “A pesquisa aponta muitos caminhos e conclui que no momento nem Lula nem Bolsonaro são exatamente os nomes desse perfil desejado. Existe uma parcela muito grande do eleitorado que não se definiu e deseja um nome que não seja nenhum dos dois que hoje são os mais lembrados”, afirma o presidente do DEM, ACM Neto. Segundo a sondagem do partido, realizada em maio, a via do meio é “estreita” atualmente, mas os dados “indicam um desejo majoritário por uma via alternativa”, capaz de pacificar o país, estimular a retomada econômica e recuperar a credibilidade internacional do Brasil. “É cedo para você dizer que não vai surgir ninguém, que o jogo tá jogado. O país não precisa ser refém da polarização”, acrescenta ACM Neto.

No extenso rol de dificuldades da terceira via, destaca-se também o papel secundário dos políticos do grupo nas redes sociais. O governador de São Paulo, João Doria, conseguiu certo protagonismo ao antagonizar com Bolsonaro no caso das vacinas. Naquela ocasião, a popularidade digital de Doria deu um salto, mas logo recuou para um patamar mais baixo. O mesmo ocorreu com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, outro presidenciável do PSDB. Um relatório da AP Exata, empresa especializada na análise de dados de redes sociais, mostra que Leite bombou na internet no dia seguinte à entrevista em que assumiu a sua homossexualidade, chegando a alcançar 26,8% das menções feitas a presidenciáveis nas redes sociais, superando inclusive Lula (14,3%). A maioria delas foi positiva. Depois, no entanto, o governador retornou ao nível rotineiro de menções, atingindo um índice de apenas 0,3%.

No estratégico campo das redes sociais, Bolsonaro e Lula também sobressaem. Os demais estão muito atrás e não têm nem mesmo um discurso claro — e de apelo — para vender à audiência. “O político que quiser se consagrar vai ter de investir nas redes”, afirma o CEO da AP Exata, Sergio Denicoli. Para políticos da direita à esquerda, a economia será decisiva para as chances de um candidato alternativo e para o resultado da eleição. Em seu pior momento desde que assumiu o mandato, Bolsonaro sabe disso e determinou à sua equipe que abra os cofres públicos e faça o que for possível para acelerar a recuperação econômica. “A economia pode não salvar o Bolsonaro a ponto de ele ganhar a eleição, mas pode salvá-lo no sentido de impedir o surgimento de uma terceira via competitiva”, declara o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nem todo mundo, no entanto, é bem-vindo na busca por uma alternativa. Na quarta-feira 25, a deputada Margarete Coelho (Progressistas-PI) finalizou o projeto de lei do novo Código Eleitoral e incluiu de última hora, num texto de 371 páginas, um dispositivo que determina quarentena de cinco anos para juízes, promotores e militares que pretendam se afastar das funções e disputar o voto popular nas urnas. Se aprovada, a regra tem um alvo certo: ela proibirá a candidatura de Sergio Moro, que condenou Lula à cadeia e deixou o governo Bolsonaro acusando o antigo chefe de interferir indevidamente na Polícia Federal. Como o ex-juiz pediu a exoneração do cargo em novembro de 2018 para assumir o posto de ministro da Justiça de Bolsonaro, ele só poderia concorrer em 2023. “Foi um pedido de vários partidos, é um apoio suprapartidário à proposta”, diz Margarete, cuja iniciativa contou com o apoio de legendas de diferentes matizes ideológicos.

A deputada é do Progressistas, o mesmo partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do presidente da Câmara, Arthur Lira. Os três são próceres do Centrão, que aderiu ao governo e promete apoiar Bolsonaro em 2022. Até essa situação, no entanto, pode mudar. O cientista político Antonio Lavareda argumenta que Bolsonaro pode enfrentar mais dificuldades eleitorais caso insista na estratégia de esticar a corda, como fez no caso do voto impresso e das ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma das consequências poderia ser o aprofundamento da perda de apoio entre setores do PIB que o ajudaram em 2018. “Do lado do mercado e das elites, só aprofunda o distanciamento de Bolsonaro, agora não só um personagem complicado, como também um mais que provável perdedor. Essas forças buscarão e estimularão outra solução”, diz Lavareda. Já Paulo Kramer afirma que o presidente tende a se recuperar com o arrefecimento da pandemia, a recuperação econômica e o fortalecimento da articulação política do governo. “O que pode salvar Bolsonaro é a economia e a capacidade dele de mostrar que, sem ele, o PT volta ao poder”, declara Kramer. Com chances, pois ainda falta uma eternidade até a eleição, uma terceira via terá de convencer o eleitor de que o Brasil não precisa necessariamente nem de um nem de outro.

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Opinião dos leitores

  1. Percebe-se que você é um lulista mesmo ao fazer tal conclusão… mesmo pensamento tosco dos bolsonaristas…

  2. As pesquisas não colou?estão moldando com a indecisos! Esperando as próxima narrativa. Vem logo 2022 minhas mãos estão tremendo pra votar em Bolsonaro.

    1. Vai perder o voto… e se não surgir um nome forte da 3a via o Luladrão vai se eleger. Só não enxerga quem não quer…

  3. Parece que não colou dizer que o nove dedos era líder nas pesquisas. Agora começou uma nova mentira. Dia 7 veremos o desmascaramento dessa narrativa.

  4. Resumindo a matéria para quem tem preguiça de ler contorciinismos de redação: LULA VAI VENCER COM FOLGA NO PRIMEIRO TURNO 🇧🇷🇧🇷🇧🇷
    Atentai Brasil😂😂😂😂😂

    1. Pra quem lê e não consegue entender, ou não lê, você está certíssimo, igualmente a ter certeza que luladrão é inocente. Não é que você está errado, você é apenas um estúpido mamulengo adorador de corruptos criminosos!

  5. A mídia e os seus financiadores (setores dominantes) encontraram a terceira via. Irão publicar pesquisas onde Lula perde para os indecisos, já que não encontraram candidatos capazes de fazer frente ao candidato do PT. Os indecisos para presidente. Nesse país da esculhambação como forma de vida e de gestão, isso não é uma piada pronta, mas manipulação rasteira para tentar desmoralizar o pleito. Mais uma tentativa golpista da mídia financiada de ajudar a classe dominantes de não deixar que as forças progressistas voltem ao poder. A mídia financiada acaba de lançar os indecisos para presidente. Agora vai? Vai não.

    1. Bolsonaristas e lulistas são todos incapazes de fazer uma leitura correta da situação política… da pena…

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Geral

Polícia investiga morte de Henrique Maderite: marcas no corpo levantam suspeitas

Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador Henrique Maderite, 50 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira (6) no distrito de Amarantina, em Ouro Preto (MG). A Polícia Militar foi acionada por um alerta da rede de vizinhos protegida e encontrou Maderite já sem vida na Estrada do Maracujá, onde funciona o Haras Henrique Maderite.

No primeiro levantamento, os policiais notaram sinais que serão detalhadamente analisados pela perícia: sangramento no ouvido, corte na nuca e uma marca roxa no pescoço. Ainda não se sabe como essas lesões ocorreram ou se têm relação direta com a morte.

A perícia técnica foi acionada e vai apurar se os sinais encontrados têm relação com a causa do óbito ou se indicam algo natural. De forma preliminar, a Polícia Militar trabalha com a possibilidade de infarto fulminante, mas reforça que não há confirmação oficial.

O caso segue sob investigação, e as autoridades devem divulgar mais informações após os exames. Até lá, os detalhes sobre as circunstâncias da morte de Henrique Maderite permanecem sob sigilo.

Veja o último vídeo postado pelo influenciador no Instagram:

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Quer aprender a fazer uma moqueca de camarão e peixe e ceviche de camarão com caju?

O chef Haroldo Varela, da Casa Haroldo, chega com tudo no Papo de Fogão! E ainda tem Dica Rápida com o chef Joelson Leite, do Restaurante Lotus, preparando um ceviche de camarão com caju que é puro frescor nordestino.

Já separa o pratinho e vem assistir!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube

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Judiciário

STF CONFIRMA: caixa 2 derruba político e ainda rende improbidade

Foto: Reprodução

O STF decidiu, de forma unânime, que o caixa 2 não é só crime eleitoral: quem for flagrado pode responder também por improbidade administrativa na Justiça comum. A decisão foi tomada no plenário virtual, com todos os ministros acompanhando o voto do relator, Alexandre de Moraes.

O julgamento deixa claro que as duas instâncias são independentes. A Justiça Eleitoral cuida da lisura das eleições; a ação de improbidade protege o patrimônio público e a moralidade administrativa. Para Moraes, punir em ambas não configura “bis in idem” – ou seja, não é crime ser julgado duas vezes pelo mesmo ato ilícito em âmbitos distintos.

O relator destacou ainda que a Constituição prevê que a ação de improbidade tramita “sem prejuízo da ação penal cabível”, mantendo a possibilidade de analisar o mesmo fato em esferas diferentes. Na prática, políticos flagrados em caixa 2 podem ser investigados e punidos por dois caminhos ao mesmo tempo, sem conflito jurídico entre eles.

Com a decisão, o STF reforça que a tolerância zero a irregularidades eleitorais e à corrupção administrativa é lei, e que a impunidade terá cada vez menos espaço no Brasil.

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Política

Lula ataca PL da Dosimetria e parte para ofensa contra Bolsonaro

Foto: Divulgação

O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (6), o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a um “cachorro louco”. A declaração foi feita durante entrevista à TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, ao comentar o veto total que impôs ao projeto.

Ao justificar, Lula afirmou que a soltura de pessoas condenadas “desmoraliza a seriedade da Suprema Corte” e disse que Bolsonaro “tentou destruir a democracia brasileira”.

Ele mencionou a condenação de um réu a 27 anos e 3 meses de prisão e alegou a existência de um plano para matar ele próprio, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, sem apresentar novos detalhes além do que foi dito na entrevista.

Lula também reagiu à possibilidade de o Congresso Nacional derrubar seu veto. Segundo ele, caso isso aconteça, a responsabilidade será do Legislativo. O presidente afirmou que cumpriu seu papel ao vetar o texto aprovado pelos parlamentares, por não concordar com a proposta, e reforçou que, na sua avaliação, o condenado deve permanecer preso, ainda que possa haver anistia no futuro.

Opinião dos leitores

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Política

SUCUPIRA PERDE: Allyson pediu a desembargador para sua defesa ser avisada antes de eventual tornozeleira eletrônica

Foto: Reprodução/Instagram

Tem coisas que acontecem nesse Erreenee que até Deus duvida.

Após blogs divulgarem que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, poderia ser alvo de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a defesa do prefeito correu para o TRF5 com um pedido em caráter emergencial.

O pedido foi direcionado ao desembargador Rogério Fialho Moreira, conforme divulgou o Blog do Dina.

A defesa alegou ter sido “surpreendida” com as publicações e pediu que o Tribunal expedisse uma certidão confirmando se existia, de fato, pedido da Polícia Federal para monitoramento eletrônico.

Mas o detalhe é que a defesa também pediu para ser ouvida antes de qualquer decisão.

Ou seja: queria ser avisada antes.

Na decisão, datada de 30 de janeiro de 2026, o desembargador negou o pedido e foi direto: Tribunal não é fact-checker de blog.

E mais: afirmou que o Código de Processo Penal não garante ao investigado o direito de saber previamente se e quais medidas cautelares serão decretadas.

Tenho dito. Esse início de campanha de Allyson Bezerra ao governo do estado está idêntico ao início da campanha de Henrique Alves em 2014.

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Geral

Influenciador Henrique Maderite morre aos 50 anos

Foto: Reprodução

O influenciador Henrique Maderite, famoso pelo bordão “Sexta-feira, mei dia”, morreu nesta sexta-feira (6), aos 50 anos, no distrito de Amarantina, em Ouro Preto (MG). A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que ele sofreu um infarto fulminante, mas a causa exata ainda é investigada.

A Polícia Militar foi acionada por vizinhos e encontrou Maderite já sem vida na Estrada do Maracujá, onde funciona o Haras Henrique Maderite, conforme a CNN. Segundo relatos preliminares, havia sangramento no ouvido, um corte na nuca e uma marca roxa no pescoço, mas a perícia foi acionada para confirmar as circunstâncias da morte.

Até o momento, não há informações oficiais que contradigam o diagnóstico de infarto. Amigos e familiares lamentaram a perda do influencer, que era conhecido pelo carisma e presença nas redes sociais.

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Polícia

VÍDEO: PRF flagra 23 kg de skunk e R$ 12,6 mil escondidos em suplementos na Grande Natal

Imagens: Divulgação/PRF

A PRF desarticulou um esquema de tráfico na tarde desta sexta-feira (6), em São José de Mipibu, na Grande Natal. Durante a ação, os policiais apreenderam 23 kg de skunk, droga conhecida como “supermaconha”, e R$ 12.618 em dinheiro, escondidos em embalagens de suplemento alimentar.

A abordagem ocorreu na Unidade Operacional de São José de Mipibu. Os suspeitos tentaram fugir, mas foram alcançados em um acompanhamento tático próximo à Lagoa do Bonfim. Os três homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas e associação criminosa.

Todo o material e os detidos foram encaminhados à Polícia Civil de Parnamirim, onde serão realizados os procedimentos legais. A PRF reforçou que mantém atuação firme no combate ao crime organizado e na segurança das rodovias federais do RN.

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Política

Em tom eleitoral, Lula promete “desmascarar” adversários e mira oposição

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em agenda oficial em Salvador (BA), nesta sexta-feira (6), o presidente Lula (PT) fez um discurso de forte carga política e afirmou que vai “desmascarar” quem, segundo ele, mente e usa o nome de Deus “em vão”.

A declaração foi dada durante cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do SUS, evento financiado com recursos do Novo PAC Saúde.

Sem citar nomes, Lula atacou adversários políticos e disse que há uma “indústria de mentiras” operando contra seu governo.

O petista afirmou que pretende rebater críticas “em tempo real” e prometeu comparar sua gestão com as dos ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB), deixando claro que a estratégia do Planalto passa por confronto direto com a oposição.

Opinião dos leitores

  1. Desmascarar quem, desgraça? Quem no Brasil mente mais do que você? Cadê a quebra do sigilo? Cadê a picanha? Cadê o combate as queimadas? Zerou a fila do INSS? Não colocou amigos no STF? “Tem que mentir, minha mãe dizia que a mentira, ela voa”. Você não engana nem a jumentada.

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Geral

“Ansioso para te ver”: Michelle expõe carta de amor escrita por Bolsonaro após prisão

Foto: Divulgação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro (PL) poucos dias após o STF decretar a prisão do ex-presidente, em 22 de novembro. A mensagem veio a público nesta sexta-feira (6) e marca os 18 anos de casamento do casal, comemorados em novembro de 2025.

No texto, Bolsonaro se dirige a Michelle pelo apelido “Mi” e afirma estar ansioso para revê-la. A ex-primeira-dama descreveu a carta como uma declaração pessoal, destacando trechos em que o ex-presidente fala sobre cuidar dela e das filhas, além de reafirmar a escolha de caminhar ao seu lado.

Foto: Divulgação

Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro, após decisão do STF. Inicialmente em prisão domiciliar, ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal. Três dias depois, em 25 de novembro, a Corte declarou o trânsito em julgado da ação penal 2668, determinando o início do cumprimento da pena de 27 anos por tentativa de golpe.

Em 15 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde Bolsonaro permanece desde então.

 

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Geral

Defesa de Bolsonaro reage a laudo da PF: “Risco concreto de morte”

Foto: AFP

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contestou nesta sexta-feira (6) o laudo da Polícia Federal enviado ao STF, que concluiu que ele está bem assistido no presídio da Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses.

A defesa destaca que os próprios peritos alertam para o risco de descompensação clínica súbita, com possibilidade de morte, além de novas quedas, caso não sejam adotadas medidas adequadas de assistência.

Ainda segundo os advogados, o documento não afirma de forma expressa que Bolsonaro pode permanecer no atual local de custódia. O laudo, afirmam, apenas descarta a necessidade de internação hospitalar imediata, mas reconhece que o quadro clínico exige cuidados médicos rigorosos.

O relatório da PF aponta também sinais neurológicos que aumentam o risco de quedas e recomenda medidas como instalação de grades de apoio, campainhas de emergência, monitoramento contínuo, além de acompanhamento nutricional, fisioterápico e prática de atividades físicas.

Os advogados afirmam ainda que a avaliação médica não está concluída, pois falta o parecer do médico assistente indicado pela defesa, que analisará a compatibilidade entre o estado de saúde de Bolsonaro e o regime de custódia.

A perícia foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da defesa para concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.

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