Política

Nem Bolsonaro nem Lula: pesquisa mostra que a liderança é dos indecisos

Foto: iStock/Getty Images

Aos olhos de hoje, a próxima sucessão presidencial tende a repetir a disputa entre Jair Bolsonaro e PT, que deve lançar Lula em 2022. Diferentes institutos mostram o presidente e seu antecessor com ampla vantagem sobre os adversários nas pesquisas estimuladas — aquelas em que os entrevistados são apresentados a uma lista de possíveis candidatos e instados a escolher um deles. Em levantamento realizado pelo Ipespe a pedido da XP, Lula lidera com 40% das intenções de voto, e Bolsonaro aparece em segundo, com 24%. Os demais postulantes registram no máximo 10%. Apesar desses números, o quadro eleitoral ainda pode mudar de forma considerável, já que as mesmas pesquisas revelam que há espaço de sobra para a construção de uma candidatura capaz de romper a polarização. Dois dados são elucidativos nesse sentido. Na pesquisa espontânea, aquela em que não é apresentada a relação de presidenciáveis, a liderança é dos indecisos. Hoje, há mais entrevistados sem candidato do que declarando voto em Lula ou Bolsonaro. Além disso, um quarto da população não está disposto a votar em nenhum dos dois favoritos. Ou seja: há uma massa à espera de uma alternativa.

Se em tese a terceira via pode ser competitiva, na prática ela esbarra em toda a sorte de problemas. Até agora, foram lançados mais de dez balões de ensaio ao Palácio do Planalto, num sinal inequívoco de que o grupo não tem um candidato natural e que seus integrantes, por enquanto, não empolgaram o eleitor e não estão dispostos a abrir mão de seus respectivos projetos em nome da costura de uma grande aliança. Só no PSDB são quatro os presidenciáveis, e todos engatinham nas pesquisas. Parceiro histórico dos tucanos, o DEM também está testando nomes. Recentemente, o PSD passou a flertar com a ideia de filiar ao partido e lançar ao Planalto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (leia entrevista de Páginas Amarelas com Gilberto Kassab na pág. 9). Já MDB e PSL cogitam as candidaturas da senadora Simone Tebet e do apresentador José Luiz Datena. Há ainda a possibilidade de o ex-juiz Sergio Moro entrar no páreo pelo Podemos. Como ninguém se destaca nesse pelotão, a conclusão é clara: o eleitor que não quer nem Lula nem Bolsonaro anseia por um nome da terceira via, mas até agora não gostou de quase nada do que viu. Encontrar um rosto competitivo para a disputa é o desafio dos centristas.

“O candidato de centro se sai muito bem enquanto permanece uma silhueta vazia ou uma folha em branco”, provoca o cientista político Paulo Kramer, que participou em 2018 da elaboração do plano de governo de Bolsonaro. “A terceira via, por enquanto, é um fantasma, mas precisamos dar carne e rosto para ele até dezembro. É a candidatura que mais ameaça o poder dos dois”, rebate o cientista político Luiz Felipe d’Avila, fundador do Centro de Liderança Pública e entusiasta da construção de um nome capaz de rivalizar com os favoritos. Considerando o quadro atual, políticos e especialistas apostam que uma vaga no segundo turno já está assegurada a Lula. A missão da terceira via seria tomar o lugar de Bolsonaro, que enfrenta um processo de desgaste de imagem em razão da pandemia de Covid-19 e da crise econômica. Seu governo hoje é reprovado por metade da população. De fato, a possibilidade de uma alternativa competitiva preocupa os dois líderes das pesquisas. Lula e Bolsonaro deram declarações recentes desdenhando dos centristas, numa rara sintonia entre eles provocada pelo fato de ambos também serem líderes em rejeição. Tudo o que eles não querem em 2022 é um confronto direto com alguém que tenha mais aceitação e alta capacidade de diálogo com diferentes fatias do eleitorado.

“Na espontânea, os indecisos estão num nível muito alto. A grande maioria ainda não tomou uma decisão firme de escolha do candidato. Pode haver grandes mudanças no quadro a depender da articulação da terceira via e dos resultados econômicos”, afirma o cientista político Felipe Nunes, diretor da consultoria Quaest. Em sua última pesquisa, o instituto perguntou quem o entrevistado preferia que vencesse a eleição. De 1 500 pessoas consultadas, 42% responderam Lula, 28% declararam “nem Bolsonaro nem Lula” e 26% afirmaram Bolsonaro. Houve uma espécie de empate técnico na segunda posição, o que reforça a esperança da terceira via de conquistar uma vaga no segundo turno.

Essa possibilidade, existente no campo teórico, pode se tornar inviável caso os integrantes desse grupo político não cheguem a um acordo. Hoje, a tendência é a pulverização de candidaturas. “O grande desafio da terceira via é vencer a descrença de que não tem chance de ganhar a eleição. Se tiver um nome que a população fala ‘hum, esse tem chances’, ele voa”, diz a presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP). A parlamentar reconhece que a vaidade dos próprios atores políticos, a maioria estacionada em intenções de votos que não chegam à casa dos dois dígitos, atrapalha as conversas em curso. “Todo candidato hoje se vê do mesmo tamanho. Por que vou abrir mão da minha candidatura em favor de outro nome que tenha o mesmo tamanho que eu? Não necessariamente quem tem vantagem eleitoral neste momento é o candidato com o maior potencial”, frisa Renata.

A eventual costura de um consenso entre os partidos sobre a candidatura da terceira via não encerra os problemas. Longe disso. Faltará o principal: conquistar o eleitor. O grupo que não quer “nem Lula nem Bolsonaro” não é homogêneo. Há de tudo um pouco nesse balaio, inclusive arrependidos de lado a lado. “É difícil encontrar um caminho para a terceira via hoje, já que ninguém consegue emergir de uma maneira clara neste momento até por conta da profusão de nomes cogitados. A gente precisa de tempo ainda para ver como vão se desenrolar a economia, a pandemia e a aprovação presidencial”, avalia Victor Scalet, analista político e estrategista da XP Investimentos.

BALÕES DE ENSAIO – Os nomes testados pelos partidos como alternativas à polarização: o governador João Doria (PSDB), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o governador Eduardo Leite (PSDB), o ex-ministro Mandetta (DEM), o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), a senadora Simone Tebet (MDB), o senador Rodrigo Pacheco (DEM), o apresentador José Luiz Datena (PSL) e o apresentador Luciano Huck, que já desistiu – Gov. Estado de São Paulo; Twitter @cirogomes; Palacio Piratini; pedro França/Ag. Senado; Cristiano Mariz; Divulgação; raquel cunha/TV Globo

Pesquisa encomendada pelo DEM detalhou o perfil do candidato ideal ao cargo de presidente da República: homem, entre 40 e 60 anos, honesto, com espírito de liderança, experiência política e um olhar para os mais pobres. Eleitores de direita preferem um cristão, conservador, enquanto os de esquerda acham importante um cidadão simples, humilde, “do povo”. Já os de centro querem alguém equilibrado, sensato, centrado e unificador. “A pesquisa aponta muitos caminhos e conclui que no momento nem Lula nem Bolsonaro são exatamente os nomes desse perfil desejado. Existe uma parcela muito grande do eleitorado que não se definiu e deseja um nome que não seja nenhum dos dois que hoje são os mais lembrados”, afirma o presidente do DEM, ACM Neto. Segundo a sondagem do partido, realizada em maio, a via do meio é “estreita” atualmente, mas os dados “indicam um desejo majoritário por uma via alternativa”, capaz de pacificar o país, estimular a retomada econômica e recuperar a credibilidade internacional do Brasil. “É cedo para você dizer que não vai surgir ninguém, que o jogo tá jogado. O país não precisa ser refém da polarização”, acrescenta ACM Neto.

No extenso rol de dificuldades da terceira via, destaca-se também o papel secundário dos políticos do grupo nas redes sociais. O governador de São Paulo, João Doria, conseguiu certo protagonismo ao antagonizar com Bolsonaro no caso das vacinas. Naquela ocasião, a popularidade digital de Doria deu um salto, mas logo recuou para um patamar mais baixo. O mesmo ocorreu com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, outro presidenciável do PSDB. Um relatório da AP Exata, empresa especializada na análise de dados de redes sociais, mostra que Leite bombou na internet no dia seguinte à entrevista em que assumiu a sua homossexualidade, chegando a alcançar 26,8% das menções feitas a presidenciáveis nas redes sociais, superando inclusive Lula (14,3%). A maioria delas foi positiva. Depois, no entanto, o governador retornou ao nível rotineiro de menções, atingindo um índice de apenas 0,3%.

No estratégico campo das redes sociais, Bolsonaro e Lula também sobressaem. Os demais estão muito atrás e não têm nem mesmo um discurso claro — e de apelo — para vender à audiência. “O político que quiser se consagrar vai ter de investir nas redes”, afirma o CEO da AP Exata, Sergio Denicoli. Para políticos da direita à esquerda, a economia será decisiva para as chances de um candidato alternativo e para o resultado da eleição. Em seu pior momento desde que assumiu o mandato, Bolsonaro sabe disso e determinou à sua equipe que abra os cofres públicos e faça o que for possível para acelerar a recuperação econômica. “A economia pode não salvar o Bolsonaro a ponto de ele ganhar a eleição, mas pode salvá-lo no sentido de impedir o surgimento de uma terceira via competitiva”, declara o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nem todo mundo, no entanto, é bem-vindo na busca por uma alternativa. Na quarta-feira 25, a deputada Margarete Coelho (Progressistas-PI) finalizou o projeto de lei do novo Código Eleitoral e incluiu de última hora, num texto de 371 páginas, um dispositivo que determina quarentena de cinco anos para juízes, promotores e militares que pretendam se afastar das funções e disputar o voto popular nas urnas. Se aprovada, a regra tem um alvo certo: ela proibirá a candidatura de Sergio Moro, que condenou Lula à cadeia e deixou o governo Bolsonaro acusando o antigo chefe de interferir indevidamente na Polícia Federal. Como o ex-juiz pediu a exoneração do cargo em novembro de 2018 para assumir o posto de ministro da Justiça de Bolsonaro, ele só poderia concorrer em 2023. “Foi um pedido de vários partidos, é um apoio suprapartidário à proposta”, diz Margarete, cuja iniciativa contou com o apoio de legendas de diferentes matizes ideológicos.

A deputada é do Progressistas, o mesmo partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do presidente da Câmara, Arthur Lira. Os três são próceres do Centrão, que aderiu ao governo e promete apoiar Bolsonaro em 2022. Até essa situação, no entanto, pode mudar. O cientista político Antonio Lavareda argumenta que Bolsonaro pode enfrentar mais dificuldades eleitorais caso insista na estratégia de esticar a corda, como fez no caso do voto impresso e das ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma das consequências poderia ser o aprofundamento da perda de apoio entre setores do PIB que o ajudaram em 2018. “Do lado do mercado e das elites, só aprofunda o distanciamento de Bolsonaro, agora não só um personagem complicado, como também um mais que provável perdedor. Essas forças buscarão e estimularão outra solução”, diz Lavareda. Já Paulo Kramer afirma que o presidente tende a se recuperar com o arrefecimento da pandemia, a recuperação econômica e o fortalecimento da articulação política do governo. “O que pode salvar Bolsonaro é a economia e a capacidade dele de mostrar que, sem ele, o PT volta ao poder”, declara Kramer. Com chances, pois ainda falta uma eternidade até a eleição, uma terceira via terá de convencer o eleitor de que o Brasil não precisa necessariamente nem de um nem de outro.

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Opinião dos leitores

  1. Percebe-se que você é um lulista mesmo ao fazer tal conclusão… mesmo pensamento tosco dos bolsonaristas…

  2. As pesquisas não colou?estão moldando com a indecisos! Esperando as próxima narrativa. Vem logo 2022 minhas mãos estão tremendo pra votar em Bolsonaro.

    1. Vai perder o voto… e se não surgir um nome forte da 3a via o Luladrão vai se eleger. Só não enxerga quem não quer…

  3. Parece que não colou dizer que o nove dedos era líder nas pesquisas. Agora começou uma nova mentira. Dia 7 veremos o desmascaramento dessa narrativa.

  4. Resumindo a matéria para quem tem preguiça de ler contorciinismos de redação: LULA VAI VENCER COM FOLGA NO PRIMEIRO TURNO 🇧🇷🇧🇷🇧🇷
    Atentai Brasil😂😂😂😂😂

    1. Pra quem lê e não consegue entender, ou não lê, você está certíssimo, igualmente a ter certeza que luladrão é inocente. Não é que você está errado, você é apenas um estúpido mamulengo adorador de corruptos criminosos!

  5. A mídia e os seus financiadores (setores dominantes) encontraram a terceira via. Irão publicar pesquisas onde Lula perde para os indecisos, já que não encontraram candidatos capazes de fazer frente ao candidato do PT. Os indecisos para presidente. Nesse país da esculhambação como forma de vida e de gestão, isso não é uma piada pronta, mas manipulação rasteira para tentar desmoralizar o pleito. Mais uma tentativa golpista da mídia financiada de ajudar a classe dominantes de não deixar que as forças progressistas voltem ao poder. A mídia financiada acaba de lançar os indecisos para presidente. Agora vai? Vai não.

    1. Bolsonaristas e lulistas são todos incapazes de fazer uma leitura correta da situação política… da pena…

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Política

VÍDEO: Carreta tombada interdita retorno da BR-101 e afeta trânsito na Grande Natal

Uma carreta tombada interdita, desde a madrugada desta terça-feira (7), o retorno da BR-101 Sul utilizado por motoristas que seguem no sentido Natal-Parnamirim. O acidente ocorreu após o viaduto que divide os acessos da BR-101 e da BR-304, no trecho em que os veículos fazem o retorno para continuar em direção a Parnamirim.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta ocupou toda a pista do retorno, impedindo a passagem de veículos pelo local. A interdição segue provocando impacto significativo no trânsito da região. Não houve feridos. Ainda segundo a PRF, não há previsão para conclusão do serviço de destombamento da carreta.

O bloqueio afeta principalmente motoristas que saem de Natal pela BR-101 Sul e precisam acessar o retorno em direção a Parnamirim. Enquanto a interdição permanecer, a orientação para os condutores é seguir até o retorno da Estação Rádio da Marinha, na BR-304.

Tribuna do Norte

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Luto

Morre Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos

Screenshot

Foto: Reprodução

O escritor e autor de novelas Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (7). A morte ocorreu devido a complicações de IRC (insuficiência renal crônica), conforme boletim divulgado pelo HCor (Hospital do Coração), onde o dramaturgo estava internado.

A IRC é a perda progressiva e irreversível da função dos rins ao longo do tempo. Benedito lutava contra a condição há três anos e apresentava histórico de internações em decorrência de infecções recorrentes do trato urinário.

Por conta da doença, os rins perdem a capacidade de filtrar resíduos, o que leva ao acúmulo de toxinas. Com o avanço da IRC, os sintomas podem incluir fadiga, inchaço nas pernas, náuseas, alterações na urina, anemia e hipertensão.

Quem foi Benedito Ruy Barbosa

Benedito ficou conhecido por um currículo recheado de novelas de sucesso, como “Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Pantanal” e “Renascer”, todas da TV Globo.

Nos últimos anos de vida, Ruy Barbosa se aposentou da escrita, mas deixou o legado para as filhas Edmara e Edilene Barbosa, além do neto Bruno Luperi, que atuam como roteiristas.

CNN

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Política

Rogério Marinho viabiliza mais de R$ 800 mil para a saúde pública de Caicó

Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL) viabilizou o pagamento de mais de R$ 800 mil em recursos para fortalecer a rede pública de saúde de Caicó, no Seridó potiguar. Os valores, destinados por meio de emenda de sua indicação, já estão disponíveis para utilização pelo município.

Os recursos deverão ser aplicados em ações e serviços de saúde, contribuindo para o custeio da rede municipal e para a melhoria do atendimento prestado à população. Segundo Rogério, o investimento reforça o compromisso do mandato com o fortalecimento da saúde pública e com o apoio aos municípios potiguares.

“Nosso trabalho no Senado também tem como prioridade garantir recursos que cheguem efetivamente aos municípios e contribuam para melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. A saúde é uma das áreas que mais necessitam de investimentos permanentes, e seguimos trabalhando para atender essa demanda”, afirmou o senador.

Ao longo do mandato, Rogério Marinho tem destinado recursos para hospitais, unidades de saúde e ações de custeio em diversas cidades do Rio Grande do Norte, buscando fortalecer a estrutura de atendimento e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

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Meio Ambiente

Olheiro de Pureza é interditado para banho após aparecimento de jacaré

Foto: Reprodução

A área de banho do Olheiro de Pureza, um dos principais atrativos turísticos do Rio Grande do Norte, foi interditada temporariamente pela Prefeitura de Pureza após o aparecimento de um jacaré-coroa no local. A medida preventiva foi anunciada nesta segunda-feira (6) e permanecerá em vigor até que órgãos ambientais concluam a avaliação da situação e autorizem a reabertura do espaço.

Segundo a administração municipal, o animal foi visto no domingo (5) na área destinada aos banhistas. O jacaré-coroa é de pequeno porte e mede menos de um metro de comprimento. Mesmo assim, a presença do réptil levou à suspensão das atividades no local para evitar riscos aos frequentadores.

A gestão do prefeito Ricardo Brito informou que acionou a Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros Militar e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), responsáveis por definir as medidas necessárias para garantir a segurança dos visitantes e preservar o animal silvestre.

Prefeitura emite comunicado sobre interdição

Em nota oficial, a Prefeitura de Pureza informou que o fechamento temporário ocorreu após a identificação de um jacaré-coroa na área de banho e destacou que as medidas adotadas têm como prioridade a segurança da população, dos turistas e o bem-estar do animal.

Além da Polícia Ambiental, do Corpo de Bombeiros e do Idema, equipes da gestão municipal acompanham o caso até que seja possível liberar novamente o acesso ao balneário.

O Olheiro de Pureza é conhecido pelas águas cristalinas e recebe visitantes de diversas cidades do estado ao longo de todo o ano. Por isso, a administração municipal reforçou o pedido para que a população respeite a interdição e evite entrar na água até que haja uma nova avaliação técnica.

A reabertura do ponto turístico dependerá do parecer dos órgãos ambientais envolvidos no monitoramento da ocorrência. A Prefeitura de Pureza informou que divulgará novas informações pelos canais oficiais assim que houver definição sobre a liberação da área para banho.

Novo Notícias 

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Polícia

PF investiga rede de postos suspeita de ‘lavar’ R$ 7,6 bilhões e mira políticos do RJ

Foto: Divulgação/PF RJ

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) uma nova fase da Operação Unha e Carne para investigar um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro para ocultar dinheiro de origem criminosa.

Segundo a PF, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos envolvendo empresas investigadas.

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.

Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella e o ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio Marcus Amim.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, a organização teria utilizado empresas do setor de combustíveis como estrutura para lavagem de dinheiro e contaria com a participação de agentes públicos.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que forem identificados durante o avanço das apurações.

A Operação Unha e Carne faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada pela PF para combater organizações criminosas com atuação no Rio de Janeiro. As investigações começaram em 2025 e foram ampliadas após novas suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro e possível proteção ao crime organizado.

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Política

Empresa investigada por ligação com PCC recebeu R$ 26 milhões de financiadora de filme sobre Bolsonaro

Foto: Reprodução

Uma empresa que, segundo a investigação, recebeu R$ 26 milhões de uma companhia ligada ao financiamento do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro passou a ser alvo de apuração por suspeita de movimentação de recursos ligados ao PCC.

De acordo com relatório da Polícia Civil de São Paulo, obtido pelo Metrópoles, a Entre Investimentos e Participações Ltda. repassou R$ 26.225.110,00 para a ACX ITC Serviços de Tecnologia Ltda., entre fevereiro e abril de 2025.

A investigação aponta que a ACX ITC teria sido usada para movimentações financeiras suspeitas. A empresa aparece em um relatório do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) com indícios de ligação com recursos oriundos do tráfico de drogas.

Segundo a Polícia Civil, a ACX movimentou cerca de R$ 918 milhões e tinha como proprietário formal Ericsson Azevedo, que afirmou em depoimento ser um “laranja” no negócio.

Ainda conforme a investigação, a ACX teria repassado R$ 1,3 milhão para empresas ligadas a integrantes do Superior Tribunal Militar (STM) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso foi encaminhado para a Polícia Federal devido a possíveis conexões com outras investigações federais.

A Entre Investimentos está registrada em nome de Antônio Carlos Freixo Junior. Foi por meio dessa empresa que, segundo a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro teria enviado recursos para financiar o filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação segue em andamento.

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Política

ANTES DA ELEIÇÃO: Governo Lula paga R$ 34 bilhões em emendas e bate recorde pré-eleitoral

Foto: Reprodução

O governo do presidente Lula (PT) pagou cerca de R$ 33,9 bilhões em emendas parlamentares entre janeiro e 4 de julho de 2026, segundo dados do sistema Siga Brasil, mantido pelo Senado Federal.

O valor é o maior já registrado em um período pré-eleitoral e supera o total pago durante todo o ano de 2022, quando ocorreram as últimas eleições presidenciais.

Os recursos liberados em emendas também ficaram acima dos investimentos do Novo PAC no mesmo intervalo, que somaram R$ 19,65 bilhões, de acordo com o levantamento.

Os pagamentos ocorreram até o início do chamado defeso eleitoral, período que restringe a liberação de determinadas transferências voluntárias da União nos três meses anteriores às eleições.

Do total liberado, R$ 18,55 bilhões foram destinados a emendas individuais de deputados e senadores. Outros R$ 7,68 bilhões correspondem a emendas de comissão e R$ 7,28 bilhões a emendas de bancada estadual.

A Secretaria de Relações Institucionais informou que a execução dos recursos segue a legislação e as determinações do STF, além de depender de análises técnicas e da disponibilidade orçamentária.

Segundo o levantamento, a Comissão de Saúde da Câmara recebeu o maior volume de recursos por meio de emendas em 2026, com R$ 3,6 bilhões destinados à área. Entre os parlamentares, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) aparece com o maior valor individual pago, com R$ 88,85 milhões.

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Política

LULINHA TENTA ARQUIVAR: Defesa pede fim de investigação da PF sobre caso do INSS

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, busca o arquivamento do inquérito da Polícia Federal que cita seu nome nas investigações sobre fraudes no INSS envolvendo o lobista conhecido como “Careca do INSS”.

Os advogados alegam que a apuração já ultrapassou o prazo considerado adequado e afirmam que não foram encontradas provas suficientes que justifiquem a continuidade da investigação, conforme informações do Diário360.

Segundo a defesa, o inquérito não teria reunido elementos que comprovem o envolvimento de Lulinha nos fatos investigados. Com isso, os advogados querem o encerramento do procedimento antes da conclusão das diligências.

A defesa também pretende apresentar seus argumentos ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em uma tentativa de discutir o andamento da investigação.

Enquanto isso, a Polícia Federal continua analisando materiais recolhidos durante a apuração e pediu ao Supremo Tribunal Federal a ampliação do prazo para concluir as diligências.

Até o momento, não há decisão sobre o pedido de arquivamento. A análise dependerá dos argumentos apresentados pela defesa e do andamento das investigações conduzidas pelas autoridades responsáveis.

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Política

ANÁLISE: Itamaraty replica “mentira oficial” e contesta PCC e CV como terroristas, diz Cláudio Humberto

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Itamaraty contestou a possibilidade de classificar facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A manifestação foi enviada em resposta a questionamentos da Câmara dos Deputados e afirma que uma eventual mudança poderia gerar impactos nas áreas financeira, migratória e penal.

Segundo o colunista Cláudio Humberto, a posição do Ministério das Relações Exteriores reproduz uma “mentira oficial” ao argumentar contra a medida. A crítica ocorre diante do debate sobre o enquadramento de facções brasileiras em listas internacionais de organizações terroristas.

No documento, o Itamaraty também citou a possibilidade de interpretações envolvendo “uso da força militar dos EUA em território brasileiro” caso grupos criminosos fossem classificados dessa forma.

O texto, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirma ainda que a designação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas “não trará benefícios” ao Brasil.

A posição do governo federal tem sido questionada por parlamentares e críticos, que defendem medidas mais duras contra a atuação de facções criminosas no país.

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Política

PRESIDENTE DEMOCRÁTICO: Petro diz não reconhecer vitória de candidato de direita na Colômbia e convoca manifestações

Foto: Getty Images

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que não reconhece a vitória do presidente eleito Abelardo de la Espriella e declarou que considera o resultado eleitoral ilegítimo. Em publicação nas redes sociais, Petro alegou que houve fraude na eleição e afirmou ter informações sobre uma suposta manipulação do sistema de apuração por algoritmos que teriam favorecido De la Espriella.

O presidente colombiano também disse que teria ocorrido votação irregular em mesas eleitorais no exterior e em diferentes regiões do país. Até o momento, Petro não apresentou provas públicas das acusações.

Na mesma manifestação, Petro citou uma empresa israelense de inteligência privada, a BlackCube, e afirmou que uma empresa de lobby teria atuado para aproximar De la Espriella do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Abelardo não ganhou as eleições”, escreveu Petro, ao afirmar que não reconhece a legitimidade do próximo governo.

O colombiano ainda convocou manifestações para o dia 20 de julho, data da Independência da Colômbia, pedindo que apoiadores ocupem praças públicas.

Eleições 

De la Espriella teve a vitória confirmada após a autoridade eleitoral concluir a verificação da apuração dos votos. O candidato de direita venceu o esquerdista Iván Cepeda por cerca de 250 mil votos.

Após o resultado, o presidente eleito afirmou que a vitória representou uma derrota do governo Petro e prometeu ampliar ações contra o crime organizado e fortalecer relações com países como Estados Unidos e Israel.

Opinião dos leitores

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