Novidades do caso Anderson Miguel

Passadas mais de 20 horas da morte do advogado Anderson Miguel da Silva, o corpo dele ainda não foi liberado para sepultamento. O motivo da demora é a indecisão sobre o divórcio entre Anderson Miguel e a empresária Jane Alves de Oliveira Miguel da Silva.

Os dois estão em separação de corpos há alguns meses, mas o divórcio ainda não foi legalmente reconhecido. A atual companheira e a família de Anderson Miguel querem a liberação para velar o corpo e enterrá-lo no município de Maxaranguape.

Jane Alves, que pela Lei tem o direito de escolher o local de sepultamento do marido, não concorda, que que o enterro seja em Natal

A empresária chegou no final da manhã à sede da Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) para reconhecer o cadáver, o que já foi feito. Mas ela não liberou o corpo para sepultamento.

Os advogados da família de Jane disseram que divórcio dela com o advogado não está concretizado. Já a defesa de Anderson Miguel alega que a separação já foi homologada.

Hoje pela manhã Policiais Federais realizaram uma nova perícia técnica no escritório onde o advogado  foi executado, na avenida Miguel Castro.

Preocupada com o esclarecimento do assassinato do advogado Anderson Miguel, a seccional da OAB no RN instituiu comissão para acompanhar o caso.

Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, o vice-presidente da Ordem, Aldo Medeiros Filho, afirmou que toda a categoria se mostra preocupada, considerando que a execução foi no escritório de Anderson Miguel.

A comissão é constituída pelos advogados José Maria Bezerra, da Comissão de Direitos Humanos; e Antônio Carlos de Souza, especialista em direito criminal. Além deles, comporão, a presidência Caio Graco Pereira e Leonardo Dias, amigo pessoal de Anderson..

Enquanto isso, segue um mistério a identidade do assassino.

Ainda ontem, quando diligências foram realizadas, um suspeito foi conduzido à sede da Polícia Federal, em Lagoa Nova.

Acareação com três testemunhas do crime, somada a exames periciais, descartaram a possibilidade de envolvimento do suspeito.

Daqui a pouco, a PF deve esclarecer como andam as investigações – ou se o assassino já foi identificado – em coletiva na sede da PF.