Jornalismo

LIMITES EXTRAPOLADOS: Grupo Globo diz ter errado em “investigação” da Época e pede desculpas à mulher de Eduardo Bolsonaro: “jornalismo não é imune a erros”

Foto: Reprodução / Instagram

O Conselho Editorial do Grupo Globo, responsável pela publicação da revista Época, divulgou nesta 2ª feira (16.set.2019) nota reconhecendo “erro” e “decisão editorial equivocada” na publicação de uma reportagem sobre a mulher do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Heloísa Bolsonaro.

A reportagem “O coaching on-line de Heloísa Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador”, escrita pelo jornalista João Paulo Saconi, foi publicada pela revista na última 6ª feira (13.set.2019). Saconi narra a experiência de vivenciar 5 sessões de coach com Heloísa via webcam.

Segundo a nota divulgada nesta 2ª, o Conselho Editorial do Grupo Globo avalia que o erro da Época foi “tomar Heloísa Bolsonaro como pessoa pública ao participar de seu coaching on-line“.

A revista ponderou que a mulher de Eduardo Bolsonaro leva uma vida discreta, não participa de atividades públicas, e que por isso, não pode ser considerada uma figura pública. “Foi um erro de interpretação que só com a repercussão negativa da reportagem se tornou evidente para a revista“, desculpou-se o Grupo Globo.

A nota do Conselho Editorial do Grupo Globo contradita totalmente o que a revista Época havia publicado anteriormente, em 13 de setembro de 2019.

Na nota da última 6ª feira, Época sustentou que a reportagem havia sido produzida com “respeito à ética e a retidão dos procedimentos jornalísticos”. Eis a íntegra da nota divulgada anteriormente:

“ÉPOCA reafirma o respeito à ética e a retidão dos procedimentos jornalísticos que sempre pautaram as publicações da revista. A reportagem em questão não recorreu a subterfúgios ou mentiras para relatar de maneira objetiva — a bem do interesse do leitor — um serviço oferecido publicamente, com cobrança de taxas divulgadas nas redes sociais.”

EIS A ÍNTEGRA DA NOVA NOTA DO GRUPO GLOBO:

“Como toda atividade humana, o jornalismo não é imune a erros. Os controles existem, são eficientes na maior parte das vezes, mas há casos em que uma sucessão de eventos na cadeia que vai da pauta à publicação de uma reportagem produz um equívoco.

Foi o que aconteceu com a reportagem “O coaching on-line de Heloisa Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador”, publicada na última sexta-feira. ÉPOCA se norteia pelos Princípios Editoriais do Grupo Globo, de conhecimento dos leitores e de suas fontes desde 2011. Mas, ao decidir publicar a reportagem, a revista errou, sem dolo, na interpretação de uma série deles.

É certo que em sua seção II, item 2, letra “h”, está dito: “A privacidade das pessoas será respeitada, especialmente em seu lar e em seu lugar de trabalho. A menos que esteja agindo contra a lei, ninguém será obrigado a participar de reportagens”. A letra “i” da mesma seção abre a seguinte exceção: “Pessoas públicas – celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas, servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre outros – por definição abdicam em larga medida de seu direito à privacidade. Além disso, aspectos de suas vidas privadas podem ser relevantes para o julgamento de suas vidas públicas e para a definição de suas personalidades e estilos de vida e, por isso, merecem atenção. Cada caso é um caso, e a decisão a respeito, como sempre, deve ser tomada após reflexão, de preferência que envolva o maior número possível de pessoas”.

“O erro da revista foi tomar Heloisa Bolsonaro como pessoa pública ao participar de seu coaching on-line. Heloisa leva, porém, uma vida discreta, não participa de atividades públicas e desempenha sua profissão de acordo com a lei. Não pode, portanto, ser considerada uma figura pública. Foi um erro de interpretação que só com a repercussão negativa da reportagem se tornou evidente para a revista.

Em sua seção 1, item 1, letra “r”, os Princípios Editoriais do Grupo Globo determinam: “Quando uma decisão editorial provocar questionamentos relevantes, abrangentes e legítimos, os motivos que levaram a tal decisão devem ser esclarecidos”. E o preâmbulo da mesma seção estabelece com clareza: “Não há fórmula, e nem jamais haverá, que torne o jornalismo imune a erros. Quando eles acontecem, é obrigação do veículo corrigi-los de maneira transparente”.

É ao que visa esta Carta aos Leitores. Explicar o que levou à decisão editorial equivocada, reconhecer publicamente o erro e pedir desculpas a Heloisa Bolsonaro e aos leitores de ÉPOCA.”

Com informações do Diário do Poder com Época

Opinião dos leitores

  1. Depois do acontecido, sacaneado a profissional, uma simples desculpa não conserta qualquer maldade. O jornalista fez toda a safadeza em comum acordo com a revista. O propósito era desmoralizar e atingir familiares do Presidente.

  2. Matéria apelativa e sensacionalista…A grande imprensa, na ânsia de contra-atacar a diminuição de verbas públicas, segue perdendo credibilidade…e a ferida da péssima qualidade de nosso jornalismo segue aberta…

  3. Esse grupo manipula as pessoas.
    Muitos fazem e acha normal a programação da emissora, precisa ser fechada, e não abrir nunca mais, em nome dos bons costumes.

  4. Tradicionais jornais estao perdendo leitores pra o novo jornalismo de pequenos jornais. Foice de SP, Estadao, O GLobo, Veja, Epoca etc ja nao convence mais o leitores porque manipulam com textos direcionados aos interesses de grupos politicos. E nao da pra viver apenas de paitrocinio eleitoreiro e dinheiro de estatais. A politica nao é visto pela populacao como algo serio, pq o voto obrigatorio faz com que se eleja de lulas a tiriricas.

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CARNAVAL EM NATAL: Programação deste domingo (15) tem Rai Saia Rodada, Jorge Aragão e É o Tchan

Fotos: reprodução/Prefeitura de Lagoinha-PB | Adriano Von Markendorf/Governo do Paraná | Gustavo Santos / É O Tchan

Shows gratuitos e programação espalhada por diferentes regiões marcam o Carnaval de Natal neste domingo (15). A cidade recebe atrações musicais em três polos oficiais, além do tradicional Baile das Kengas, no Centro Histórico.

Em Ponta Negra, a programação reúne estilos variados, com apresentações de Raí Saia Rodada, Jorge Aragão, É o Tchan e Pagode do Coxa. Já na Avenida da Alegria, na Zona Norte, Raí Saia Rodada se apresenta novamente, ao lado de Ricardo Chaves e Capilé.

No Ginásio Nélio Dias, o destaque é Luiz Caldas, que faz seu segundo show no Carnaval da capital. O dia também inclui o Baile das Kengas, que terá como uma das atrações a cantora Karol Conká.

Polo Praia de Ponta Negra

Engorda de Ponta Negra – a partir das 19h

  • Raí Saia Elétrica
  • É o tchan
  • Jorge Aragão
  • Pagode do Coxa

 

Polo Avenida da Alegria

Redinha – concentração a partir das 14h

  • Raí Saia Rodada
  • Capilé
  • Ricardo Chaves

Polo Ginásio Nélio Dias

Estacionamento do Ginásio Nélio Dias – a partir das 19h

  • Além do Normal
  • Luiz Caldas
  • Jonas Esticado
  • Dan Ventura

 

Polo Petrópolis (Largo do Atheneu)

 

  • Bloco as Cinquentas

 

Avenida Praia de Ponta Negra

 

  • Fobica do Jubila (concentração a partir das 16h

 

Centro Histórico – Baile das Kengas

Concentração a partir das 14h

  • Orquestra de Frevo
  • DJ Samir
  • Will Cantor
  • Karol Conká
  • Gege/Gigi

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‘Alma despedaçada’: Em carta, Sarah Tinoco se manifesta pela primeira vez após secretário de Itumbiara assassinar filhos e tirar a própria vida

Foto: reprodução

Em uma carta divulgada nas redes sociais, Sarah Tinoco Araújo se pronunciou pela primeira vez após a morte dos filhos Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8, ocorrida na última quinta-feira (11), em Itumbiara. As crianças foram mortas pelo pai, Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo do município, que tirou a própria vida em seguida.

No texto, publicado em perfil fechado e repercutido por veículos de imprensa, Sarah lamenta a tragédia, pede perdão às famílias e afirma que nada pode justificar o crime. Ela descreve a perda como “a maior dor que uma mãe pode suportar” e destaca que os filhos eram inocentes e cheios de sonhos.

“Perdi meus filhos, perdi minha família e uma parte de mim se foi para sempre”, escreveu. Apesar de reconhecer falhas no casamento, a empresária afirma que o ocorrido não encontra explicação e pede que Deus receba as crianças “com amor e paz”.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Segundo as autoridades, o crime ocorreu na residência da família e foi descoberto após a divulgação de uma carta de despedida atribuída a Thales Machado.

Veja trecho da carta:

“Hoje me dirijo a todos com a alma despedaçada por uma dor que palavras não conseguem traduzir. Perdi meus filhos, perdi minha família e uma parte de mim se foi para sempre.

Reconheço, diante de todos, que cometi falhas no meu casamento.

Houve erros, atitudes que machucaram e situações que jamais deveriam ter acontecido.

Levarei comigo, por toda a vida, o peso das minhas escolhas e das consequências que elas trouxeram.

Sei que nada do que eu diga agora tem o poder de mudar o que aconteceu.

Mas também preciso afirmar que nada, absolutamente nada, pode justificar a tragédia que nos atingiu.

Meus filhos eram inocentes. Eram cheios de vida, de sonhos, de carinho. Não mereciam esse destino. Eles eram a luz dos meus dias e, sem eles, tudo se tornou sombra, saudade e arrependimento.

Peço perdão às nossas famílias, aos amigos e a todos que estão sofrendo conosco.

Peço perdão, principalmente, aos meus filhos, que não estão mais aqui para ouvir minha voz dizer o quanto eram amados, o quanto eram minha razão de viver.

Estou atravessando a maior dor que uma mãe pode suportar. Rogo a Deus que tenha misericórdia de nós e receba meus filhos com amor.

Que encontrem descanso e paz.”

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Nove ministros do STF e 12 parentes próximos são sócios de ao menos 31 empresas

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e 12 parentes diretos mantêm participação societária em ao menos 31 empresas ativas no país. Parte delas atua nas áreas de advocacia, ensino jurídico e mercado imobiliário.

O número pode ser maior, já que a legislação permite a existência de sócios ocultos, não visíveis em registros públicos. A apuração incluiu empresas em nome de ministros, cônjuges e filhos, além de casos com indícios de ligação indireta e companhias registradas em nome de ex-cônjuges com separação recente.

Embora legais, as participações levantam questionamentos sobre conflitos de interesse e imparcialidade, especialmente em casos que envolvem setores econômicos ou instituições com ligação direta ou indireta aos magistrados ou seus familiares.

A Lei Orgânica da Magistratura autoriza juízes a serem sócios e a receberem dividendos, desde que não exerçam funções administrativas. Não há restrição legal para familiares. Em sessão recente, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que críticas a esse tipo de participação são feitas “de má-fé”.

O caso mais sensível envolve Dias Toffoli, que admitiu participação na holding Maridt, ligada ao resort Tayayá, vendido a um fundo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A relação levou ao seu afastamento da relatoria de um processo, após a Polícia Federal apontar possível suspeição.

Entre os ministros, Gilmar Mendes concentra o maior número de participações empresariais, com sociedades diretas e indiretas em empresas de educação, agropecuária e advocacia. Seus filhos e ex-esposa também mantêm vínculos societários ativos.

Outros ministros aparecem com participações próprias ou por meio de familiares, como Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino. Já Luiz Fux e o presidente da Corte, Edson Fachin, não possuem empresas em seus nomes, mas têm filhos com sociedades registradas.

Veja a lista abaixo:

ALEXANDRE DE MORAES

Empresas de parentes

  1. Barci de Moraes Sociedade De Advogados – Esposa e dois filhos
  2. Lex – Instituto de Estudos Jurídicos Ltda – Esposa e três filhos
  3. Barci e Barci Sociedade de Advogados – Esposa e filha

ANDRÉ MENDONÇA

Empresas ligadas ao ministro

  1. Integre Cursos e Pesquisa Em Estado De Direito E Governança Global Ltda – Sócio

Empresas de parentes

  1. Instituto Iter – Esposa foi sócia, e segue vendendo cursos do ministro
  2. Editora Iter – Instituto Iter é sócio

CRISTIANO ZANIN

Empresas ligadas ao ministro

  1. Attma Participacoes Ltda – Sócio
  2. Instituto Lawfare – Sócio

Empresas de parentes

  1. Triza Participacoes Ltda – Esposa
  2. Zanin Martins Advogados – Esposa
  3. Mito Participacoes Ltda – Esposa

DIAS TOFFOLI

Empresas ligadas ao ministro

  1. Maridt Participações S.A – Sócio oculto

EDSON FACHIN

Empresas de parentes

  1. Anfabi Servicos Medicos Ltda – Filha
  2. Empresa Paranaense de Locação de Equipamentos Médicos Para Cirurgia Fetal Ltda – Filha
  3. Mahalta Participacoes Ltda – Filha
  4. Fachin Advogados Associados – Filha

FLÁVIO DINO

Empresas ligadas ao ministro

  1. IDEJ (Instituto de Estudos Jurídicos) – Dinamo Educacional – Sócio

GILMAR MENDES

Empresas ligadas ao ministro

  1. Roxel Participacoes Ltda – Sócio
  2. M&F Armazens Ltda (Mt Crops) – Roxel é sócia
  3. Gmf Agropecuária – Roxel é sócia
  4. Instituto Brasileiro De Ensino, Desenvolvimento E Pesquisa Idp – Ltda – Roxel é sócia
  5. Loja Idp Ltda – IDP é sócio
  6. Idp Cursos E Projetos Ltda – Roxel é sócia

Empresas de parentes

  1. Schertel Ferreira Mendes Advogados – Filho
  2. Laura Schertel Mendes – Sociedade Individual De Advocacia – Filha

LUIZ FUX

Empresas de parentes

  1. Fux Advogados – Filho
  2. Rodrigo Fux Advogados Associados – Filho

NUNES MARQUES

Empresas ligadas ao ministro

  1. Ifs Patrimonial Ltda (Nunes & Marques Administradora De Imóveis) – Sócio
  2. Educacional e Capacitação Ltda – Sócio

Empresas de parentes

  1. Kevin De Carvalho Marques Sociedade Individual De Advocacia – Filho
  2. Iptg – Instituto De Pesquisa E Gestao Tributaria Ltda – Filho

Com informações de Folha de S. Paulo

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Economia brasileira desacelera e fará PIB ter menor alta desde 2020

Foto: Arquivo/GES

A economia brasileira começa 2026 em ritmo mais fraco, com desaceleração da atividade e inflação ainda resistente. A combinação deve levar o PIB a crescer cerca de 2,3%, o menor avanço desde 2020, enquanto a inflação em 12 meses subiu para 4,44% em janeiro, acima do centro da meta.

O cenário é de contradição: juros elevados já esfriam consumo, crédito e produção, mas os preços não cedem na mesma velocidade. O IPCA ficou em 0,33% em janeiro e as projeções indicam aceleração em fevereiro, o que aumenta a cautela do Copom sobre o início do ciclo de cortes da Selic em março.

Economistas apontam que a desaceleração se intensificou no segundo semestre de 2025, refletindo o aperto monetário mais forte em duas décadas. Comércio, indústria e serviços perderam fôlego, com crescimento menor e limitações estruturais, como baixa produtividade. Ao mesmo tempo, a inflação de serviços segue pressionada, mantendo as expectativas elevadas.

O mercado se divide sobre a intensidade do primeiro corte de juros: parte vê espaço para redução de 0,50 ponto percentual, enquanto outra aposta em movimento mais contido, de 0,25 ponto. O desafio do Banco Central do Brasil será calibrar a política monetária diante de uma economia que desacelera, mas ainda convive com inflação acima do desejado.

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Extratos comprovam repasses milionários de Daniel Vorcaro para empresa de ministro Dias Toffoli

Foto: Fábio Vieira e Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, movimentou R$ 35 milhões na compra de parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes ocorreram em datas coincidentes com a formalização da sociedade entre o fundo e a empresa da família do ministro.

Os recursos foram realizados por meio de uma estrutura de fundos controlada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram cobranças por esses repasses e ordens diretas para a liberação dos valores. Documentos apontam que o fundo Arleen, abastecido pelo fundo Leal, adquiriu participação relevante no empreendimento avaliado em mais de R$ 200 milhões.

LEIA TAMBÉM: Vorcaro foi cobrado por aportes e determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões a resort do qual Toffoli era sócio

As informações integram relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que também detalha a venda posterior da participação remanescente da empresa Maridt, ligada a Toffoli. Após a divulgação do material, o ministro deixou a relatoria do inquérito do Banco Master, que passou ao ministro André Mendonça. Toffoli admite ter recebido dividendos da empresa familiar, mas nega ter recebido pagamentos de Vorcaro.

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VÍDEO: Sogro denunciado por chicotear genro após descobrir que filha sofria violência doméstica é absolvido pela Justiça, por unanimidade

A Justiça absolveu, por unanimidade, um lavrador acusado de tentar matar o próprio genro após descobrir que a filha era vítima de violência doméstica. A decisão encerrou um processo que se arrastava há dez anos e teve como base o entendimento de que o pai agiu para proteger a filha, que estava grávida na época dos fatos.

O vídeo mostra trecho do depoimento do Sr. Luiz, no qual ele narra com detalhes os questionamentos feitos ao genro e a confissão de que ele agredia a filha do lavrador. “Enquanto eu viver e souber que tu tá batendo na minha filha, nela você não bate mais”, contou Sr. Luiz ao explicar no Tribunal o que fez com o genro após descobrir as agressões praticadas pelo homem.

O caso ocorreu em 2015, no município de Irecê, no interior da Bahia, e envolveu agressões cometidas contra o genro após a revelação das violências sofridas pela mulher. O julgamento foi concluído no fim de 2025, com a absolvição do réu pelo Tribunal do Júri.

Em depoimento à Justiça, L.C.S. contou que, logo após o Natal de 2015, recebeu bem cedo uma ligação informando que o genro havia agredido sua filha durante a madrugada. Ao chegar à casa dela, soube da própria filha que o agressor também havia quebrado seu celular e que não era a primeira vez que praticava violência física.

Ele então levou a filha e as netas para sua residência e chamou o genro para “olhar uns tomates” em uma roça. No local, amarrou o homem e bateu com uma corda, na presença de outras pessoas, afirmando não ter tido intenção de matar, apenas “aplicar um corretivo”. O genro, que ficou com vários hematomas, registrou a denúncia na delegacia três dias depois. O caso foi denunciado como sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio.

“A absolvição de seu Luiz não é apenas a vitória de um homem; é a vitória da justiça, da dignidade e do direito de defesa”, concluiu a Defensoria Pública da Bahia, que atuou a favor do Sr. Luiz no julgamento. Segundo o defensor, a sessão foi marcada por forte emoção, pois o réu, visivelmente abalado, chorou diversas vezes diante da possibilidade de ser punido por ter agido para defender a própria família.

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VÍDEO: Lula se empolga e pula ao som de BaianaSystem no Carnaval de Salvador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a apresentação do BaianaSystem no circuito Campo Grande, neste sábado (14), durante o Carnaval de Salvador. Ao lado de Janja, no camarote do governo estadual, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), e ao som da guitarra baiana e da música “Lucro”, o presidente se empolgou e pulou com performance do grupo, que reuniu grande público no tradicional percurso da folia baiana. O vídeo foi publicado nas redes sociais de Lula.

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VÍDEO: BaianaSystem puxa coro em apoio a Lula e protesta contra anistia no carnaval de Salvador

 Vídeo: Isabela Cardoso | Ag. A TARDE

Foto: reprodução/redes sociais

O grupo BaianaSystem puxou coro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante passagem pelo Circuito Osmar, no Campo Grande, na noite deste sábado, 14, no terceiro dia oficial do Carnaval de Salvador.

Do trio, ao lado da ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes, o vocalista Russo Passapusso conduziu o público nos gritos de “Olê, olê, olá, Lula, Lula” e, em seguida, no coro de “sem anistia”.

Em cima do trio, Margareth  agradeceu ao presidente Lula pelos investimentos que tem feito na cultura.

A ministra também agradeceu ao BaianaSystem pelo espaço no trio, afirmando que a banda é “simplesmente revolucionária”.

Lula participou do carnaval ao lado da primeira-dama Janja da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Com informações do Jornal A Tarde

Opinião dos leitores

  1. Se isso não for campanha política seria o quê? Logo com Margareth Menezes em cima do trio!!! Quem paga a banda escolhe a música.

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Janja articulou apoio empresarial para escola de samba que homenageia Lula

Foto: S1 Fotografia e Comunicação

Janja passou o chapéu para alguns empresários mais próximos de Lula para doarem recursos para a Acadêmicos de Niterói, segundo informações do jornalista Lauro Jardim, em seu blog, no O Globo. A escola que desfila hoje na Marquês de Sapucaí com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, desfilará em carro alegórico de uma escola de samba do Rio de Janeiro no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro. A avaliação de assessores jurídicos do governo é de que não há problema na participação da primeira-dama, uma vez que ela não é formalmente uma autoridade nem ocupa nenhum cargo público. Parte dos petistas vê com preocupação o desfile por achar que se trata de exposição excessiva. Lula deve acompanhar o desfile a partir do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, comandada por seu aliado Eduardo Paes (PSD).

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TSE diz que juízes devem evitar opinar sobre política e eventos com candidatos

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentou na semana passada um conjunto de orientações para juízes que atuarão nas eleições de 2026.

As diretrizes foram detalhadas pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, durante reunião com presidentes dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais).

O objetivo é reforçar ética, imparcialidade e transparência no período eleitoral. As medidas também buscam padronizar a conduta de quem atua na organização do pleito e no julgamento de ações.

Veja as 10 recomendações do TSE

  1. Dar publicidade às audiências com advogados, candidatos e partidos, com divulgação prévia das agendas, dentro ou fora do tribunal.
  2. Manter postura comedida em manifestações públicas ou privadas sobre temas ligados às eleições.
  3. Evitar participação em eventos com candidatos ou pessoas ligadas à campanha durante o ano eleitoral.
  4. Não se manifestar sobre preferências políticas, inclusive em redes sociais.
  5. Não receber presentes ou favores que possam levantar dúvidas sobre imparcialidade.
  6. Não fazer sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatos, partidos ou ideologias.
  7. Afastar-se de processos envolvendo escritórios de advocacia com vínculo do magistrado.
  8. Não assumir atividades fora da função judicial que prejudiquem o trabalho na Justiça Eleitoral.
  9. Garantir que apenas autoridade competente divulgue decisões e atos administrativos.
  10. Reforçar a transparência, assegurando ao eleitor acesso a informações claras e baseadas em fatos.

O que muda na prática

As recomendações tratam de temas sensíveis, como participação em eventos, uso de redes sociais, contato com candidatos e divulgação de decisões.

Para o presidente do TRE de Goiás, desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, houve alerta claro sobre comportamento.

“Houve pertinentes recomendações sobre a conduta dos magistrados, acautelando comportamentos que possam traduzir em arranhamento da isenção que deve orientar a atuação das autoridades da Justiça Eleitoral”, afirmou.

A presidente do TRE do Rio Grande do Norte, desembargadora Lourdes de Azevêdo, reforçou o compromisso com neutralidade.

“Nosso compromisso é com a transparência absoluta de todo o processo eleitoral, e, para garantir a segurança jurídica do pleito, nossos magistrados estarão atentos a manter uma postura de imparcialidade e isenção”, afirmou.

Ao encerrar a reunião, Cármen Lúcia ressaltou a importância de uniformizar condutas em todo o país, fortalecendo a credibilidade da Justiça Eleitoral no ano do pleito.

Nos estados, os presidentes dos TREs informaram que vão repassar integralmente as orientações a juízes e membros das cortes regionais, com foco na organização segura e transparente das eleições de 2026.

R7

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