Economia

O RN foi o único estado do Nordeste que a indústria virou 2011 com saldo negativo. Cadê você Bendito?

Enquanto o Governo do Estado só fala em Aeroporto e Copa do Mundo, a indústria do RN vai encolhendo, empregos vão se perdendo e o PIB do RN virando piada Nacional. O que foi que “Bendito” Gama veio fazer aqui realmente?  Segue excelente reportagem da Tribuna do Norte:

A indústria de transformação brasileira encolheu. Os números divulgados por entidades como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última semana mostram isso. Produção, exportação e empregos no setor industrial fecharam o ano em queda, reduzindo a participação da indústria de transformação no PIB nacional a níveis semelhantes aos registrados no início do processo de industrialização, na era JK. As projeções para 2012 não são muito animadoras. A produção industrial e o faturamento da indústria já iniciaram 2012 em queda. O resultado se vê em cada estado: demissões, principalmente no segmento têxtil e de confecção. No Rio Grande do Norte, não foi diferente. O estado foi o que mais sofreu com a crise na região. No Nordeste, foi o único que fechou com saldo negativo, apresentando o pior desempenho dos últimos nove anos. O governo federal, no entanto, sinalizou que tomará medidas para frear a queda e reverter o quadro.

Produção, exportação e empregos no setor industrial fecharam o ano em queda, reduzindo participação da indústria de transformação no PIB nacional a níveis semelhantes aos do início do processo de industrialização

A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu de 16,2% para 14,6%, no último ano. O percentual só foi menor em 1956, no governo de Juscelino Kubitschek, quando o setor respondeu por 13,8% do PIB, segundo matéria veiculada na Folha de São Paulo. Na década de 80, a indústria representava quase 30% do PIB nacional. O dado é preocupante e as projeções não muito animadoras, mas não apenas no âmbito nacional. “O que ocorreu no Brasil, ocorre no Rio Grande do Norte”, diz o presidente da Federação das Indústrias do estado, Amaro Sales. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda não divulgou números para medir o desempenho da atividade em plano local, mas os efeitos da desaceleração são percebidos em áreas sensíveis como o mercado de trabalho.

Em todo o país, postos com carteira assinada foram fechados.  “A indústria encolheu em todo o país”, ressaltou Flávio Castelo Branco, economista chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em entrevista à TRIBUNA DO NORTE. O Rio Grande do Norte foi, entretanto, o que mais sofreu na região Nordeste. A indústria de transformação potiguar foi a única que fechou o ano com um saldo de empregos – diferença entre contratações e demissões – negativo. O saldo de 2011 (-2.578) foi o pior em nove anos, desde que o Ministério do Trabalho passou a registrar a geração de emprego, ano a ano. No RN, a indústria de transformação demitiu 29,7 mil pessoas no último ano. Com exceção de Alagoas, onde o saldo de empregos na indústria subiu em 2011, todos os outros registraram recuo na geração de emprego. No Ceará, a retração chegou a 85,5%. Ainda assim, todos conseguiram manter alguns postos abertos. O RN não.

Federação das Indústrias do RN Fiern, Associação Brasileira de Incentivo ao Desenvolvimento Sustentável da Indústria e governo do estado se reúnem este mês para elaborar o plano de industrialização do estado e tentar reverter o quadro. Sandra Cavalcanti, gerente da unidade de Economia e Estatística da Federação das Indústrias no RN, lembra que o setor que mais vem sofrendo com a enxurrada de importações – uma das razões por trás da queda da participação da indústria no PIB nacional – é o de têxteis e vestuário. “E esta é a cadeia industrial que mais emprega no RN depois da construção civil”. O segmento demitiu quase 10 mil pessoas no ano passado, fechando 2011 com um saldo negativo de quase cinco mil postos de trabalho com carteira assinada.

O setor começou 2011 com 31.840 empregados com carteira assinada, no estado. Hoje são 26.629, 16,3% ou 5.211 a menos – sem levar em consideração os postos informais fechados. Número que deve ficar ainda maior, de acordo com José Nogueira Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Fiação e Tecelagem do RN.

A Coteminas vai desativar, gradualmente, a unidade de São Gonçalo do Amarante, que emprega hoje 1,6 mil funcionários. Parte da produção e dos empregados será transferida para Macaíba. A outra parte será capacitada para trabalhar em outros setores.

O Grupo, um dos maiores do país no segmento, decidiu construir um complexo imobiliário no local da antiga fábrica. Josué Gomes, presidente da Coteminas, em passagem pelo RN, preferiu não relacionar a desativação da unidade (e a construção do complexo) à crise enfrentada pelo setor. “Digamos apenas que o projeto seria viável mesmo que o segmento têxtil estivesse bem”, respondeu à TRIBUNA DO NORTE, logo após apresentação do projeto. A equipe de reportagem entrou em contato com a Coteminas para esclarecer quando a unidade começará a ser desativada, mas não obteve retorno. Segundo José Nogueira Filho, depois da crise de 2008, “a indústria têxtil e de confecções no estado só perdeu”.

Mesmo com incentivos, cenário é ruim

“O ano foi desastroso para a indústria têxtil e de confecções”. É assim que Fernando Valente Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), define 2011 para o segmento. No último ano, a produção da indústria têxtil despencou quase 15%. A do setor de confecções caiu 4%. Fernando relembra que alta do preço da pluma de algodão, no ano passado, reduziu  estoques e sufocou capital de giro das indústrias têxteis. Para 2012, a ABIT espera um crescimento de 1,5% a 2% indústria têxtil em 2012, mas reconhece que “não será possível recuperar a produção perdida no ano passado”.

A ABIT tem discutido junto ao governo federal estratégias para mudar o cenário. Medidas que, segundo Pimentel, se apoiarão em dois pilares: resgate da competitividade – com redução de tributos, redução da tarifa de energia, desoneração do investimento – e salvaguarda contra a entrada de produtos importados. “Usaremos todo um arsenal de medidas para defesa e ataque contra a concorrência desleal”, afirmou, à TN.

Apesar do desempenho ruim, Pimentel garante que a indústria têxtil do Brasil não vai acabar. “Estamos trabalhando, na verdade, para que ela possa voltar a crescer”. O que o Brasil não pode, afirma, é tolerar a concorrência desleal nem “entregar o mercado em tempos de crise”. Ele lembra que as importações, que podem parecer uma solução à primeira vista, podem se tornar um grave problema a longo prazo.  Para o diretor superintendente da ABIT, o país não pode continuar criando obstáculos para quem produz aqui dentro e facilidades para quem produz lá fora.

O governo federal já sinalizou que tomará medidas de caráter emergencial para estimular a produção industrial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, por exemplo, anunciou sexta-feira, que o  governo ampliará a desoneração da folha de pagamento do setor. Desta vez, todos os setores industriais que quiserem poderão participar da rodada de desoneração.

Segundo Sandra Cavalcanti, da Fiern, o governo já indicou que reduzirá impostos de investimento, desonerará a folha de pagamento de outros setores, a exemplo do que ocorreu com têxteis, calçados e softwares, e acelerará o investimento público no segundo semestre. “Também deverá criar linhas de crédito específicas para setores que vem perdendo a competitividade”. Para Castelo Branco, economista chefe da CNI, a recente redução dos juros, de 10,5% para 9,75% ao ano, mostra a preocupação do Banco Central com o cenário e pode contribuir para melhorar o desempenho do setor.

Para Amaro Sales, as medidas tomadas até o momento – como a desoneração da folha de pagamento para setores que empregam mão de obra de forma maciça em troca de parte do faturamento – não foram suficientes para reverter o quadro. Sem competitividade, indústrias acabarão trocando homens por máquinas, num processo semelhante ao que já ocorre nos canaviais, afirma Amaro. Para Ambrósio Lins, presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do RN (Fetarn), a mecanização é “um caminho sem volta”, ao menos nos canaviais. Usinas são obrigadas, por lei, a mecanizar colheita, dispensando a queima. Mas a estratégia pode ser adotada por outros setores diante da queda de competitividade.

Para o economista e chefe da unidade potiguar do IBGE, Aldemir Freire, 2012 não será um ano fácil para a indústria.  “Espero que as medidas tomadas pelo governo federal consigam melhorar o desempenho do setor”. Depois completa: “só não sei se será um desempenho muito melhor”.

Setor começa o ano com o pé esquerdo

A indústria de transformação estagnou em 2011, segundo Flávio Castelo Branco, economista chefe da CNI. O crescimento não ultrapassou 0,1%. Essa foi uma das razões de o PIB nacional ter crescido apenas 2,7%, ante os 7,5% de crescimento no ano anterior. A indústria, considerando os quatro subsetores (extrativo; eletricidade-gás-água; construção civil e indústria de transformação), cresceu 1,6%. Em 2010, havia crescido 10,1%. “O desempenho foi bastante frustrante”, resume Castelo Branco. A CNI já projetava um crescimento de 2,6 ou 2,8% para a indústria em 2012, mas está refazendo os cálculos. “Estamos preocupados com o que vai acontecer”, confessa Amaro Sales, presidente da Fiern. E há motivos para isso.

A produção industrial caiu 2,1% em janeiro, em relação ao mês anterior. Este foi o maior recuo desde dezembro de 2008, auge da crise internacional. O faturamento da indústria caiu 1,4% em janeiro em comparação com dezembro. Os primeiros dados de 2012, segundo Castelo Branco, mostram que o quadro de baixa atividade se manterá.  “O cenário já se desenha”, complementa Amaro.

Para Sandra Cavalcanti, da unidade de Economia e Estatística da Fiern, as medidas de contenção do consumo, como restrição ao crédito e aumento da taxa de juros, tomadas pelo Banco Central no início de 2011, com o intuito de conter a inflação, se refletiram no menor ritmo de crescimento da indústria, e por extensão, da economia brasileira. “Além disso, fomos surpreendidos com o agravamento da crise europeia no segundo semestre de 2011”. A valorização do real, uma das consequências da crise, também é apontada como vilã. Em 2011, o real era a quarta moeda mais valorizada do mundo segundo a revista inglesa The Economist. Real valorizado, explica Sandra, reduz competitividade dos produtos brasileiros e facilita a entrada de produtos importados. “Estamos deixando de adquirir insumos, matérias-primas, máquinas e equipamentos produzidos internamente, porque os importados ficaram muito mais baratos”, explica.

No Rio Grande do Norte, as exportações do segmento têxtil e de confecções, o mais afetado em todo o país, por exemplo, recuaram 40%, enquanto as importações, sem incluir o algodão, cresceram 57%, no ano passado. Neste cenário, destacam-se as importações de peças de vestuário e confecções que cresceram 915% no mesmo período. Boa parte destes produtos vem da China – economia que mais cresce no mundo, mas que também já dá sinais de retração (país estima crescimento menor em 2012).  Entretanto, outros fatores contribuem para a desindustrialização precoce do Brasil.

Infraestrutura reduz competitividade

Além dos problemas ‘graves e imediatos’, Rio Grande do Norte e Brasil lidam com problemas latentes, como infraestrutura deficitária, ressalta Sandra Cavalcanti, da Fiern. O mesmo pensamento é defendido por Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estudo divulgado pela LCA Consultores, ainda em 2011, revelou que o Brasil poderia mais que dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante e atingir níveis de países como a Coreia do Sul, se reduzisse as ineficiências que tiram a competitividade do País. “Falta de infraestrutura e complexidade do sistema tributário dividem o primeiro lugar no pódio dos principais obstáculos para ampliar a competitividade”, disse o economista responsável pelo estudo, Bráulio Borges, em entrevista ao Estado de São Paulo, durante a divulgação da pesquisa.

O Rio Grande do Norte ainda tem um longo caminho a percorrer, neste sentido. As rodovias estaduais receberam nota zero em avaliação realizada pelo grupo inglês The Economist em todo o país, no ano passado. O estado ficou abaixo da média nacional nas oito categorias avaliadas, incluindo ambientes político e econômico, política para investimentos estrangeiros, infraestrutura, recursos humanos, sustentabilidade, tributos e inovação. Segundo o estudo, o RN tem uma das dez piores redes de estradas do Brasil.

Estudo

A CNI, em parceria com a Fiern, deverá concluir até junho estudo que identifica os gargalos na infraestrutura, transporte e logística do RN e de todos os estados nordestinos. A pesquisa avalia a condição das rodovias, ferrovias, portos e aeroportos e indica que projetos deverão ser priorizados dentro e fora do estado, para tornar estados mais competitivos.

“Precisamos privatizar mais”, afirma Amaro Sales, presidente da Fiern. Ele reconhece, entretanto, que investir em infraestrutura não basta.

A indústria tem reivindicado redução nos custos trabalhistas e previdenciários, no custo industrial de energia elétrica e na carga tributária, que já alcança 36% do PIB. Assunto foi debatido na última sexta-feira, na Fiern.

Micro e pequenos buscam inovação

Enquanto o governo federal tenta proteger os grandes, micro e pequenos, que representam 97% da indústria potiguar, se movimentam, em busca de maior competitividade. Para reduzir custos de produção e colocar o produto nas prateleiras a um preço mais baixo, João Vidal de Lucena, proprietário da Polpa de Frutas Naturelle, trouxe sua fábrica para o Rio Grande do Norte. No RN, o empresário paraibano encontrou matéria-prima e água abundante. Na Paraíba, pagava R$ 40 por uma caixa de cajá. No RN, passou a pagar R$ 25. A economia se refletiu no preço do produto.

Doze anos depois Vidal dá mais um passo em busca de competitividade. Agora quer inserir a inovação na fábrica. Ele foi um dos micro e pequenos que aderiram ao programa Agentes Locais de Inovação (ALI), do Sebrae. A segunda fase do programa, que quer atingir 1,6 mil empresas em 2012, tem como objetivo tornar indústria mais competitiva. Ana Clara Melo de Negreiros Fraga, proprietária da  Sinalize Comunicação Visual, também deu o mesmo passo.

Ela pretende aumentar equipe e entrar e m novos mercados. Mas sabe que ter preço competitivo não é suficiente. “É preciso trazer a inovação para dentro da empresa, se não os concorrentes avançam e nós não”. Há 16 anos no mercado, ela pretende contratar mais quatro funcionários este ano. Tudo vai depender do mercado. “Problemas todos temos, grandes ou pequenos, o que precisamos é de soluções”.

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Cidades

Nísia Floresta fecha ciclo de conquistas na educação e coloca quatro escolas entre as dez melhores notas do IDEB no RN

Município se consolida entre os destaques da educação potiguar e tem escola com a terceira maior nota do Estado nos anos iniciais. Foto: Divulgação

Nísia Floresta encerra o ciclo de avaliações de 2025 com mais uma conquista de destaque na educação pública do Rio Grande do Norte. Com a divulgação do IDEB 2025, o município coloca quatro escolas entre as dez maiores notas do Estado nos anos iniciais, incluindo a Escola Municipal Leonor Maria Bezerra, que alcançou 7,3 pontos, a terceira maior nota do RN.

O resultado consolida uma trajetória de destaque construída ao longo do período. Nísia Floresta já havia conquistado importantes reconhecimentos na educação, como o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, destaque na Avaliação de Fluência Leitora, além da Medalha Paulo Freire e da Medalha Justina Eva.

Agora, com o IDEB, a rede municipal fecha esse ciclo entre as principais referências da educação potiguar. Das dez escolas com as maiores notas do IDEB nos anos iniciais em todo o Rio Grande do Norte, quatro são de Nísia Floresta, o que representa 40% das escolas que integram esse grupo de destaque.

Além da presença no top 10 estadual, Nísia Floresta alcançou 5,5 nos anos iniciais, o melhor resultado entre os municípios da Região Metropolitana, e ficou em segundo lugar entre os municípios da 2ª DIREC.

Mais do que o crescimento da média municipal, o resultado do IDEB evidencia a presença de escolas de Nísia Floresta entre as melhores do Estado, com destaque para a terceira maior nota do RN.

Com a divulgação do IDEB, último grande resultado referente às avaliações realizadas em 2025, Nísia Floresta encerra o período acumulando conquistas e consolidando seu espaço entre os municípios que mais se destacaram na educação pública do Rio Grande do Norte.

 

 

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Política

[VÍDEO] “Colocamos uma pedra”, diz Michelle sobre brigas com Flávio Bolsonaro

Foto: Vinícius Schmidt

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou, nesta terça-feira (11/8), em Brasília (DF), a atual relação com o enteado e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estiveram juntos pela primeira vez desde a reconciliação pública e gravaram vídeos para a campanha do senador. As informações são do Metrópoles.

Durante coletiva, Michelle afirmou que os dois deixaram as divergências para trás e decidiram se unir em torno da candidatura de Flávio. “Colocamos uma pedra. Conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação”, declarou Michelle.

Questionada se vai percorrer o país para ajudar na campanha, Michelle disse que ainda não sabe se a participação será presencial.

Metrópoles

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Geral

QUEDA DE 13,1%: Produção industrial do RN tem pior desempenho do país no primeiro semestre de 2026

Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A indústria do Rio Grande do Norte teve o pior desempenho entre os 18 estados pesquisados pelo IBGE no primeiro semestre de 2026. A produção recuou 13,1% de janeiro a junho, em relação ao mesmo período de 2025.

O principal impacto veio da fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que caiu 25,8%. Também houve retração nas indústrias extrativas (-5,5%) e na fabricação de alimentos (-1,4%).

Na contramão, a produção de artigos de vestuário e acessórios avançou 48,5%.

Em junho, a produção caiu 0,9% na comparação anual, menor retração registrada no estado em nove meses.

O resultado foi influenciado pela redução da queda na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis (-14,9%). A indústria extrativa recuou 5,4%.

Já o vestuário cresceu 67,4%, enquanto a fabricação de alimentos avançou 9,7%.

No acumulado de 12 meses até junho, a indústria do RN registrou queda de 9,4%. No país, a produção industrial cresceu 1,7% em junho.

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Geral

Indústria Salineira e Setor Produtivo do RN ganham força com proposta de Benes Leocádio para prorrogar isenção de frete portuário


Projeto de Lei Complementar de autoria do deputado federal potiguar busca garantir competitividade regional, proteger empregos e combater desigualdades econômicas diante do avanço de produtos importados.

A economia do Rio Grande do Norte e de toda a região Nordeste ganhou um importante aliado na defesa da competitividade de sua produção industrial e portuária. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar (PLP) 80/2026, de autoria do deputado federal potiguar Benes Leocádio (União-RN). A proposta prorroga até 8 de janeiro de 2032 a isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para mercadorias com origem ou destino nos portos das regiões Norte e Nordeste.

A iniciativa legislativa liderada pelo deputado Benes Leocádio é vista pelo setor produtivo como vital para evitar um impacto devastador na economia local com grande destaque para o parque salineiro potiguar, concentrado integralmente no Rio Grande do Norte, como afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Rio Grande do Norte, Airton Torres.

Defesa estratégica da indústria do sal potiguar

O Rio Grande do Norte abriga 35 salinas distribuídas por municípios como Grossos, Areia Branca, Mossoró, Porto do Mangue, Macau, Guamaré e Galinhos, além de dezenas de pequenas salinas artesanais em Grossos. O setor responde por cerca de 6 milhões de toneladas anuais, o equivalente a 98% da produção nacional de sal marinho.

De acordo com dados do Siesal, apresentados pelo presidente da entidade, Airton Torres, a cadeia produtiva gera cerca de 15.000 empregos diretos e permanentes no Estado, com faturamento anual em torno de R$ 1,5 bilhão e expressiva arrecadação tributária, incluindo cerca de R$ 105 milhões anuais em ICMS próprio e outros R$ 70 milhões gerados pela logística de distribuição por vias marítima e rodoviária.

Contudo, o setor enfrenta uma concorrência acirrada com o sal importado do Chile, que chega ao Brasil em volumes de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas por ano e conta com isenção permanente do AFRMM em acordos comerciais de exportação. Para o deputado Benes Leocádio, a aprovação do PLP 80/2026 é o único caminho para restabelecer o equilíbrio no mercado interno.

“Somente assim se estabelece uma isonomia concorrencial entre o sal brasileiro e o sal importado do Chile. Sem essa medida, outras mercadorias também serão prejudicadas”, defende Benes Leocádio.

Impacto econômico e responsabilidade fiscal

O AFRMM é uma contribuição incidente sobre o frete aquaviário operado por empresas de navegação, variando de 8% a 40% do valor do frete, e constitui a principal fonte de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

A articulação do parlamentar potiguar demonstra que a manutenção do benefício fiscal não compromete o fundo federal. Segundo levantamentos técnicos citados na proposta, entre 2007 e 2017 a renúncia fiscal para o Norte e Nordeste representou cerca de R$ 2,5 bilhões (9% da arrecadação do AFRMM no período). Em contrapartida, apenas no ano de 2014, as empresas beneficiadas na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) declararam investimentos de R$ 4,36 bilhões em suas plantas industriais, superando o valor da renúncia fiscal.

Próximos passos no Congresso Nacional

Após articulação política foi aprovado requerimento de urgência no plenário da Casa para apreciação da proposta apresentada por Benes Leocádio e agora caminha em ritmo acelerado.

O texto está pronto para análise e votação no Plenário da Câmara dos Deputados, de onde seguirá para apreciação do Senado Federal antes de virar lei.

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VÍDEO: Flávio Bolsonaro serve picanha a jornalistas ao criticar decisão de Moraes contra fonte de repórter que denunciou Dino

Imagens: Metrópoles

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou um encontro com jornalistas nesta terça-feira (11) para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação de busca e apreensão contra uma fonte de um repórter no Maranhão.

Durante a conversa, Flávio também serviu churrasco aos jornalistas e brincou com a promessa de campanha de Lula relacionada à picanha.

“Bom churrasquinho para vocês. Já que o Lula não trouxe picanha, eu trouxe. Aqui dentro está a picanha que, infelizmente, ele não entregou”, afirmou.

Flávio disse que o churrasco servido foi uma forma de “solidariedade” aos jornalistas em razão da operação que teve como alvo Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o suposto uso de carros oficiais por familiares do ministro Flávio Dino, que nega irregularidades.

O caso é um desdobramento da investigação que já havia levado a uma busca contra o jornalista em março.

Flávio afirmou que a decisão de Moraes ameaça o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa. O assunto é sério. Eu acho que tem que haver um momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo de abuso, de ilegalidade, de arbitrariedade”, declarou.

O candidato à presidência também questionou o impacto da medida na relação entre jornalistas e suas fontes: Que segurança a fonte de vocês vai ter para conversar com vocês e vocês fazerem o trabalho da imprensa?”, questionou.

Flávio ainda defendeu que os demais ministros do STF se manifestem sobre o caso: “Eu acho que o momento é de todo mundo se posicionar”.

Opinião dos leitores

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Flávio Bolsonaro critica jantar de Lula e Alcolumbre na casa de Moraes e diz que o ministro do STF “virou o grande articulador político do Lula”

Foto: Reprodução/O Antagonista

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (11) o encontro entre Lula (PT) e Davi Alcolumbre (União-AP) realizado na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em Brasília.

A reunião ocorreu em 4 de agosto e também contou com a participação do ministro Cristiano Zanin. Segundo o SBT News, Moraes e Zanin ajudaram a aproximar Lula e Alcolumbre após meses de desgaste entre o governo e o Senado.

Flávio afirmou que o encontro demonstra uma atuação política de Moraes e disse que o ministro se tornou um articulador do presidente.

“Eu lamento perceber [que] Alexandre de Moraes hoje virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele com outros políticos”, declarou.

O candidato também afirmou que Moraes teria entrado na esfera política e, por isso, estaria sujeito a respostas políticas.

“Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a responder dentro da política também.”

Flávio ainda defendeu que o impeachment de Moraes seja tratado como uma pauta eleitoral e afirmou que os candidatos serão cobrados nas eleições sobre o tema.

“Então, isso virou uma pauta de campanha. Não queria que tivesse chegado nesse ponto, mas virou uma realidade”, disse.

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PESQUISA GERP: Governo Lula é desaprovado por 53% dos brasileiros

Foto: EFE/Andre Borges

Pesquisa Gerp mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53% de desaprovação entre os eleitores brasileiros. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (11).

Segundo o instituto, 42% aprovam a gestão do petista, enquanto 5% não souberam responder ou preferiram não opinar.

A pesquisa Gerp realizou 2.400 entrevistas remotas, entre os dias 6 e 10 de agosto, com eleitores de cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08045/2026.

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Moraes determina busca e apreensão contra fonte de jornalista que denunciou suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino no Maranhão

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino. A informação é do blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

As reportagens de Luís Pablo denunciavam suposto uso irregular de carros oficiais por Dino e familiares no Maranhão. O jornalista também havia sido alvo de busca e apreensão em março, no âmbito da mesma investigação.

Segundo o advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, a decisão teve como base a quebra do sigilo dos aparelhos do jornalista, que teria identificado o ex-secretário como responsável pelo fornecimento das informações.

A defesa de Cutrim afirma que as operações passaram a investigar a fonte e o advogado do jornalista, mas que as denúncias sobre o uso dos veículos oficiais não foram apuradas.

Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança do Maranhão e ex-deputado estadual. Ele é adversário político de Dino.

Aliados do ministro negam irregularidades e afirmam que o carro particular de Dino era seguido, não se tratando de uso de veículo oficial. Também dizem que o jornalista teria cobrado R$ 100 mil para publicar as reportagens.

Luís Pablo nega ter seguido Dino ou seus familiares e afirma que o uso de veículos oficiais é comprovado. Ele também nega ter recebido dinheiro para publicar as reportagens.

Com informações do blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Com o fim da lava jato, feito pelo governo do bozo, era previsível que isso ia acontecer, ngm agora pode denunciar crimes do alto escalão do judiciário…mas no final, eles vão se comer a si mesmos, ninguém poderoso quer comer na mão de alguém.

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Geral

PESQUISA CNT/MDA: Flávio Bolsonaro reduz vantagem de Lula no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (11) mostra Lula (PT) liderando em primeiro e segundo turnos contra Flávio Bolsonaro (PL).

Na pesquisa anterior, realizada em junho pelo mesmo instituto, Lula tinha 49% das intenções de voto no 2º turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro — ou seja, uma vantagem de 12 pontos percentuais (p.p.), que caiu para 9 pontos no último levantamento divulgado nesta terça (11).

Os entrevistados responderam à pergunta: “Em uma hipótese de 2º turno para presidente do Brasil, em quem o(a) Sr.(a) votaria?“. Veja os resultados:

  • Lula (PT): 48%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 39,1%
  • Brancos/nulos: 10,6%
  • Indecisos: 2,3%

O levantamento ouviu 2.002 eleitores presencialmente, de 5 a 9 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e tem nível de confiança de 95%, O registro no TSE é BR-06935/2026.

Opinião dos leitores

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Geral

Sindppen alerta para baixo efetivo e diz que policiais penais estão em risco no RN

Foto: Seap

O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) voltou a alertar para as condições de trabalho nas unidades prisionais estaduais. De acordo com a presidente da entidade, Vilma Batista, o baixo efetivo, problemas em equipamentos de segurança e falhas no monitoramento estariam colocando policiais penais e internos em situação de risco.

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal, nesta terça-feira (11), Vilma afirmou que a categoria vem denunciando os problemas desde 2023 e cobra uma reunião com o Governo do Estado para discutir a situação. Ela relatou que, em uma das unidades, policiais teriam passado oito dias sem realizar vistorias nas celas.

A presidente do sindicato também apontou problemas no monitoramento eletrônico e afirmou que equipamentos utilizados pelos policiais, como coletes e materiais de menor potencial ofensivo, estariam vencidos ou sem funcionamento adequado.

Diante do cenário, Vilma disse que a categoria avalia realizar uma paralisação. “A categoria está em pânico”, afirmou. Segundo ela, a mobilização seria uma forma de cobrar melhores condições de trabalho e reforçar a segurança dentro das unidades prisionais.

Com informações da Tribuna do Norte

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