Satélite vê rastro escuro no mar a 40 km do RN antes da passagem do navio grego, diz cientista da Ufal que avalia possível fenômeno

Foto: Humberto Barbosa/UFAL

O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) encontrou uma fotografia de satélite que revela um mancha em forma de rastro no litoral, 40 km ao norte de São Miguel do Gostoso (RN), em trajetória similar à do petroleiro Bouboulina, apontado pelo governo brasileiro como principal suspeito pelo crime. O rastro escuro de 85km apontado pelo cientista Humberto Barbosa, no entanto, aparece antes de o navio grego passar pela rota. A descoberta levou o pesquisador a buscar um outro suspeito para o derramamento de óleo no Nordeste.

Desde setembro, o grupo do Lapis está vasculhando bancos de dados de sensoriamento remoto atrás de sinais do derramamento. Segundo Barbosa, a imagem já estava em suas mãos há duas semanas, mas o grupo não quis divulgá-la antes com medo de induzir a conclusões precipitadas.

Após a investigação da empresa HEX apontar o Bouboulina como culpado, porém, o cientista decidiu verificar o registro de transponder do sinal do navio grego pela região (a informação que o próprio GPS do navio transmite sobre sua rota), e notou que ela não se encaixava na imagem de satélite que havia garimpado.

A Delta Tankers afirma que o Brasil investiga outras quatro embarcações da empresa pelo vazamento, conforme mostrou O GLOBO. Na tarde desta quarta-feira, em nota, a Marinha negou a informação e disse ter acionado a Autoridade Marítima da Grécia no dia 12 de outubro, quase três semanas antes da divulgação da suspeita sobre o Bouboulina pela PF.

A imagem em questão foi feita por um sensor do satélite europeu Sentinel-1A. O dispositivo enxerga variações sutis de altitude, como as próprias ondas do mar, e propriedades elétricas dos líquidos, que distinguem, por exemplo, água salgada de óleo. A mancha apareceu parcialmente numa imagem de 24 de julho, mas o Bouboulina só passou naquela área em 26 de julho.

O local do rastro é uma área de tráfego naval intenso, porque liga o Canal do Panamá e a Venezuela a todo o Atlântico Sul. O cientista ainda não conseguiu acesso a uma base maciça de dados que permita tentar cruzar a imagem do Sentinel com registros de transponder.

A imagem de satélite exibe, inclusive, um ponto branco: “claramente um navio”, segundo Barbosa, mas impossível de ser identificado pela baixa resolução do sensor que fez a imagem.

Tese por eliminação

O cientista está agora tentando validar a imagem para saber se algum outro fenômeno que não um vazamento de óleo pode ter gerado aquele traço na imagem do satélite. Ele já descartou, por exemplo, que seja o rastro de turbulência causada pela hélice de uma embarcação.

— Aquela mancha tem sinais de distinta intensidade, tanto perto do navio quanto longe dele — afirma. — Isso não aconteceria com uma embarcação que se desloca. O sinal no longo vai perdendo intensidade e vai ficando mais fraco longe da hélice.

Outra evidência contrária à tese da turbulência é a largura do rastro.

— Nós medimos a espessura da faixa com um sistema de informação geográfica, e ela tem quase um quilômetro de largura — afirma. — Você precisaria de uma baita de uma hélice para gerar toda essa turbulência.

Barbosa diz estar preparando um relatório técnico sobre esta e outras descobertas que o Lapis fez e podem ajudar na investigação.

O Lapis publicou informações não-técnicas sobre a descoberta em seu site de divulgação científica no dia 30 de outubro.

Os cientistas do laboratório buscam agora outras imagens de satélite que ajudem a montar o quebra-cabeça da investigação. A imagem crítica do Sentinel-1A é de um sensor que só aponta para aquela região uma vez a cada 12 dias, e os pesquisadores não têm como saber o que ocorreu logo depois de 24 de julho naquela área usando o mesmo dispositivo.

Álibi para Bouboulina?

Para propor uma linha de investigação diferente sobre a origem do derramamento de óleo, Barbosa diz que há outros indícios que podem comprometer a versão da HEX que aponta o Bouboulina como culpado.

Um deles é o de que as imagens apresentadas pela empresa são de sensores de satélite inadequados para ver manchas de óleo.

— As imagens divulgadas pela empresa, que eu só vi pela TV e pelo jornal, não são do Sentinel-1A. Eles usaram um outro sensor, que precisa de uma distância maior para localizar dois objetos e sofre interferência da atmosfera.

Para o cientista da UFAL, a trajetória do Bouboulina também não permite levantar muitas suspeitas.

— Eu busquei ver se havia alguma parada ou alguma diminuição de velocidade no trajeto — conta. — A primeira avaliação que eu fiz é que o Bouboulina estava navegando ali na costa leste com 11 a 16 nós de velocidade, sem interrupção.

Falso positivo

Antes de divulgar a imagem do rastro no litoral potiguar, Barbosa chegou a apontar uma imagem de satélite com uma grande mancha escura, daquela vez no litoral da Bahia, que poderia ter relação com o incidente de óleo. A imagem, porém, acabou sendo desacreditada pelo Ibama e pela Marinha .

— A gente fez uma falsa interpretação de uma área, que foi precipitada, em função de uma situação em que a gente tinha que divulgar logo e não tinha ainda uma análise completa — reconhece Barbosa.

Cruzando os dados de satélite usados na ocasião, ele afirma que a forma vista ali é o contorno de relevo no fundo do mar, que causa interferência em imagens sobre a superfície.

Segundo ele, o Ibama e a Marinha foram corretos em descartar que a feição observada era óleo, mas suas versões para explicar a imagem também estavam erradas.

O Globo

Danos do petróleo no Nordeste serão ‘na casa dos bilhões’, diz presidente do Ibama

Óleo na Praia da Pituba, em Salvador (BA); navio de origem grega é acusado de derramar óleo Foto: Fotoarena / Agência O Globo

Os danos provocados pelo petróleo que contamina o Nordeste estarão “na casa dos bilhões” de reais, com uma quantificação dos prejuízos a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na esfera cível, e da Polícia Federal (PF), na esfera criminal. Autoridades do Ibama, da PF e da Marinha ainda não sabem em que instância haverá uma cobrança sobre os danos — se dentro do país ou num tribunal internacional —, nem há precisão sobre quem pagará a conta.

Até agora, as investigações da PF mostram que o principal navio suspeito do vazamento é o Bouboulina, de bandeira grega e de propriedade da Delta Tankers LTD.

— O limite máximo de uma multa no Brasil é R$ 50 milhões. Mas pode-se aplicar mais de uma multa, como ocorreu em Mariana (MG), com cinco multas. Na esfera cível, estão envolvidos também os danos operacionais a União, estados e municípios e danos ao turismo. Esse dano não está quantificado ainda. O dano vai ser na casa de bilhões — disse o presidente do Ibama, Eduardo Bim, em uma entrevista coletiva à imprensa na tarde desta segunda-feira que contou também autoridades da Marinha e da PF.

O Ibama aplicou multas à Samarco, que tem a Vale como uma de suas acionistas, na ordem de R$ 350 milhões, em razão do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, há quatro anos. Ao todo, foram 25 autos de infração.

Coordenador do Serviço de Geointeligência da Diretoria de Inteligência da PF, o delegado Franco Perazzoni afirmou que a apuração ainda está na fase de suspeitas, sem a materialização da atribuição de culpa, feita na fase de indiciamento. Segundo Perazzoni, “os danos são de tal monta que são irreparáveis”.

— Qualquer quantificação ainda vai ser pouco, perto do prejuízo que vai ser absorvido por todos — disse.

A Marinha trata a tragédia ambiental como inédita no mundo, uma vez que não se sabe, em definitivo, a autoria do vazamento. A Força abriu outros dois inquéritos para apurar o episódio, segundo informação do almirante de esquadra Leonardo Puntel, comandante de Operações Navais da Marinha. Um diz respeito a poluição ambiental e o outro, a aspectos de navegação.

A autoridade marítima grega já foi oficiada para dar um posicionamento sobre a investigação da PF, segundo Puntel. A Organização Internacional Marítima, sediada em Londres, será comunicada, conforme o almirante.

O paralelo que o presidente do Ibama faz é com a explosão de uma plataforma da petroleira BP, no Golfo do México, em 2010. Os cálculos mais recentes apontam danos na ordem de US$ 17 bilhões.

— O Ibama não tem competência exclusiva para calcular o dano. Se for num tribunal internacional, a atribuição é do Brasil. Se for dentro país, há vários legitimados, como União, estados, municípios e Ministério Público — disse Bim.

Ao fim das investigações, pode não ser possível responsabilizar o comandante ou outra pessoa física, conforme a PF. Assim, a responsabilização por um ato culposo – sem a intenção de que fosse praticado – seria de uma pessoa jurídica, como prevê a legislação brasileira. O Instituto Nacional de Criminalística da PF tem instrumentos e fórmulas para calcular os prejuízos, segundo o coordenador da PF.

— Crimes ambientais geram montantes de danos absurdos, estratosféricos. Há prejuízos para a pesca e o turismo — afirmou o delegado Perazzoni.

Em caso de responsabilização de pessoas físicas, as penas somadas podem chegar a dez anos de prisão. São investigados crimes de poluição ambiental, de inexistência de comunicação de um delito ambiental e de crime contra unidades de conservação. São diversas as unidades atingidas. A mais recente é a unidade de Abrolhos, na Bahia.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    E os governadores nordestinos calados…..

Marinha envia seus dois maiores navios para auxiliar no combate ao vazamento de óleo no Nordeste

 Foto: Lucas Landau/Reuters

Os dois maiores navios da Marinha do Brasil saem do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (4) em direção ao Nordeste do país para ajudar no combate ao vazamento de óleo que atingiu as praias da região. A medida foi tomada mais de 60 dias após o óleo chegar à costa brasileira.

O primeiro, Atlântico, deixa o Arsenal de Marinha, na Zona Portuária do Rio, ao meio-dia. O segundo, o navio-doca multipropósito Bahia, deixará a Base Naval do Mocanguê, na Baía de Guanabara, às 15h. Além dessas duas grandes embarcações, uma fragata, seis aeronaves e um terceiro navio também sairão do local.

No total, duas mil pessoas participarão da missão – sendo 670 fuzileiros navais. Os fuzileiros irão desembarcar para participar da limpeza das praias, manguezais e arrecifes.

O Atlântico e a fragata vão trafegar pelo litoral nordestino em patrulha e monitoramento das águas, com exceção do Bahia – este, por ser um navio-doca, e também por questões de logística, ficará atracado no Porto do Suape, em Recife.

A previsão é que os navios cheguem no Nordeste no dia 10 deste mês.

Mais de 300 praias atingidas

O óleo já atingiu 314 localidades da orla brasileira. No total, o Ibama afirma que 110 municípios foram afetados em todos os 9 estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A Federação Internacional de Poluição por Petroleiros (ITOPF, na sigla em inglês) tem um guia público de boas práticas para a limpeza de locais contaminados. O órgão já atuou em mais de 800 vazamentos causados por navios em 100 países diferentes nos últimos 50 anos. Segundo o ITOPF, a limpeza manual é a mais indicada para o caso das manchas de óleo no Nordeste.

“A melhor técnica aqui é a limpeza manual, para ser seletivo e reduzir o dano ambiental, considerando a natureza do óleo e dos substratos contaminados. Máquinas como tratores podem ser usadas onde for possível, mas é preciso levar em consideração os possíveis efeitos no meio ambiente, inclusive em ninhos de tartarugas”, diz Richard Johnson, diretor técnico do ITOPF.

Reincidência

Um terço das mais de 280 localidades atingidas pelo óleo no Nordeste chegaram a ser limpas, mas viram a poluição retornar ao menos uma vez. Ao todo, 83 praias e outras localidades tiveram a reincidência da contaminação, o que representa 29,5% dos locais afetados pelo petróleo cru que começou a surgir no fim de agosto.

A praia que mais sofreu com grandes resíduos de óleo, segundo os balanços do Ibama, foi Jandaíra, na Bahia. A localidade foi a que mais vezes apareceu nos relatórios com o status que equivale a manchas maiores que 10% da praia. Ao todo, em 18 relatórios do Ibama algum ponto dessa praia, que fica próxima à divisa com Sergipe, apareceu com manchas grandes: a primeira, em 4 de outubro, e na segunda-feira (28) da semana passada.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Frederico Bruno Pereira de Lima Duarte disse:

    Gosto desse governo, muito pela rápida e pronta resposta aos problemas apresentados … né Seu Jair?

  2. Fonsa disse:

    Agora, né! Governo irresponsável. Depois que o óleo se alastra por quase todo litoral nordestino.

MPF e PF no RN obtêm mandados envolvendo navio da Grécia suspeito de derramamento de óleo no Nordeste

Foto: Ilustrativa

A Polícia Federal cumpre, nesta sexta-feira (1), mandados de busca e apreensão em uma agência marítima e na sede de representantes de uma empresa, no Rio de Janeiro. O MPF concordou com a manifestação da PF e pediu à Justiça Federal a expedição dos mandados, emitidos pelo juiz da 14ª vara criminal do RN. Os dois alvos são ligados à proprietária de um Navio Mercante (NM) de bandeira grega, indicado como origem do derramamento de óleo na costa nordestina.

O Inquérito Policial sobre o caso, no RN, teve acesso a imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem (ponto zero) de forma retrospectiva. O relatório de detecção de manchas de óleo, de autoria de uma empresa privada especializada em geointeligência, indicou uma mancha original, do dia 29/07/2019, e fragmentos se movendo em direção à costa brasileira.

Com informações da Marinha, a Diretoria de Inteligência Policial da PF concluiu que “não há indicação de outro navio (…) que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela.” Ainda de acordo com a Marinha, esse mesmo navio ficou detido nos Estados Unidos por quatro dias, devido a “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar”.

O sistema de rastreamento da embarcação confirma a passagem pelo ponto de origem, após ter atracado na Venezuela – país desenvolvedor do óleo derramado -, ao seguir viagem para a África do Sul e Nigéria.

Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Juca disse:

    Pensei q tivesse sido da Venezuela kkkkkkkkk chora mundiça do bozo

  2. Irany Gomes disse:

    Cadê um vagabundo petralha da UFAL, que disse que o vazamento era no pré sal?

  3. Manoel disse:

    Parabéns ao governo federal e as polícias envolvidas na apuração do maior crime ambiental já praticado no Brasil!

  4. Maria disse:

    Bastava oferecer uma recompensa boa em dinheiro e já teria descoberto há muito tempo.

  5. Escritor disse:

    Ue? Mas nao tinha sido o Greenpeace, segundo insinuou um Ministro do Meio Ambiente. Pois diga.

    • Cesar disse:

      Apesar do GREENPEACE jogar óleo e sujeira no espaço público, dessa vez não foram eles.

PF diz que navio grego é suspeito de derramamento de óleo no Nordeste; Operação foi deflagrada nesta sexta em parceria com a Interpol

Foto: Clemente Coelho Júnior / Instituto Bioma Brasil

A Polícia Federal (PF) afirmou nesta sexta-feira que um navio grego é o principal suspeito pelo derramamento de óleo no mar que provocou a contaminação de mais de 250 praias no Nordeste.

Segundo a investigação, a embarcação atracou na Venezuela em 15 de julho e o derramamento teria ocorrido a 700 quilômetros da costa brasileira entre os dias 28 e 29 de julho. Uma operação foi deflagrada nesta sexta-feira pela PF em conjunto com a Interpol.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos dois mandados de busca nesta sexta-feira no Rio em sedes de representantes e contatos da empresa grega responsável pelo navio. Os mandados foram expedidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal/RN, em sedes de representantes e contatos da empresa grega no Brasil.

As investigações foram realizadas de forma integrada com Marinha, Ministério Público Federal, Ibama e as universidades Federal da Bahia (UFBA), de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Ceará (UEC). Também houve apoio de uma empresa privada do ramo de geointeligência.

De acordo com as investigações, após atracar na Venezuela, onde ficou por três dias, o navio seguiu para Singapura, tendo aportado apenas na África do Sul. O derramamento teria acontecido durante esse translado.

Não há ainda informações sobre quem seria o responsável pelo petróleo abastecido na Venezuela. Foram solicitadas diligências adicionais à Interpol para buscar dados adicionais sobre a embarcação, tripulação e empresa responsável.

A investigação é pelo crime de poluição e por um artigo da legislação brasileira que pune o fato de não ter havido comunicações às autoridades sobre o incidente ocorrido em alto mar. O óleo que contamina as praias nordestinas desde 30 de outubro deste ano já atingiu 286 localidades em 98 municípios nos nove estados do Nordeste.

Relembre

Na última quarta-feira, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa , havia reiterado que a investigação sobre o derramamento de óleo que atingiu o Nordeste estava concentrada em 10 navios de 11 bandeiras diferentes, uma vez que um deles podia ter duas bandeiras. No mesmo dia, o vice-presidente Hamilton Mourão já havia alertado que o governo federal poderia anunciar o navio responsável nesta semana, mas foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na semana passada, Barbosa havia dito que as principais suspeitas recaíam sobre 30 navios. O comandante ressaltou, no entanto, que nenhuma hipótese está descartada.

O Globo

 

Mapa define defesos adicionais em áreas atingidas por óleo no Nordeste

Vista geral de um derramamento de óleo na praia de Peroba em Maragogi,estado de Alagoas, Brasil, outubro de 2019. Foto tirada em 17 de outubro de 2019. REUTERS / Diego Nigro – REUTERS / Diego Nigro

O Diário Oficial da União publica nesta terça-feira (29) instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que estabelece excepcionalmente períodos de defeso adicionais para este ano nas atividades pesqueira nas áreas atingidas pelo óleo no Nordeste.

De acordo com o documento, a medida decorre da “grave situação ambiental resultante de provável contaminação química por derramamento de óleo no litoral da Região Nordeste, proibindo a atividade pesqueira”.

Os períodos adicionais definidos, conforme normativas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vão de 1º de novembro a 31 de dezembro deste ano.

Seguro-defeso

Na semana passada, o ministério anunciou o pagamento de uma parcela do seguro-defeso em novembro para cerca de 60 mil pescadores artesanais afetados pelo vazamento de óleo.

Segundo a pasta, terão direito ao benefício os pescadores artesanais que receberam seguro-defeso este ano e exercem suas atividades nas áreas atingidas pelo óleo, de acordo com mapeamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Durante o período de reprodução das espécies, em que os pescadores não podem trabalhar, é pago um salário mínimo por mês de defeso. O seguro defeso varia de três a cinco meses por ano, dependendo da área de pesca e da espécie. O pagamento é feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”, diz o ministério.

Marinha recolhe óleo

Os navios da Marinha do Brasil recolheram, desde o início das ações de combate às manchas de óleo no Nordeste, 2.700 quilos de resíduos nos estados de Alagoas, Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e Ceará, que compõem a área de jurisdição do Comando do 3º Distrito Naval, segundo informação do comando da Força.

Agência Brasil

FOTOS: Ministro do Turismo sobrevoa área de litoral, molha os pés em local atingido por óleo e diz que “praias do Nordeste estão aptas para receber banhistas”

Ministro do Turismo [de azul escuro] molha os pés em Muro Alto, em Ipojuca, uma das localidades atingidas por óleo em Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esteve na praia de Muro Alto, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, onde chegou a entrar na água e a molhar os pés, na manhã desta sexta-feira (25). Usando uma camisa com o nome “Porto de Galinhas”, ele afirmou que “as praias do Nordeste estão aptas aos banhos dos turistas”.

Ao todo, dez cidades pernambucanas tiveram praias manchadas pelo óleo no período entre 17 de outubro e esta sexta-feira (25): São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Sirinhaém, Rio Formoso, Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Itamaracá. Até quinta (24), 1.358 toneladas de resíduos foram recolhidas do litoral do estado, segundo balanço do governo.

Antes de falar com jornalistas, Marcelo Álvaro sobrevoou o litoral pernambucano e contou não ter visto manchas de óleo no mar ou nas praias.

“A região aqui está completamente apta à frequentação de turistas, por isso é importante o Brasil saber disso. Não só Pernambuco, mas os estados do Nordeste que foram atingidos tiveram uma ação por parte do Plano Nacional de Contingência, onde o ministro do Meio Ambiente liderou esse processo de forma muito eficiente”, disse.

Na quinta-feira (24), amostras de água de praias pernambucanas atingidas pelo óleo, inclusive Muro Alto, foram coletadas pelo governo estadual para verificar se existem hidrocarbonetos, compostos orgânicos presentes no petróleo e que, em grandes concentrações, podem causar danos à saúde.

A previsão é que os resultados sejam divulgados em novembro. Enquanto isso, a recomendação de pesquisadores é que, nos locais onde a praia já foi limpa, o banho de mar está liberado, mas, nos locais onde ainda existe óleo, as pessoas devem evitar o banho do mar.

Foto da quinta-feira (24) mostra técnicos da Agência Estadual de Meio Ambiente coletando para análise água na Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, atingida por óleo — Foto: Mônica Silveira/TV Globo

O ministro também mencionou que há R$ 200 milhões, através do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), disponíveis para pequenos e médios empreendedores do setor de turismo, de cidades ou estados afetados pelo óleo.

“São linhas de crédito muito atrativas no ponto de vista de prazos e também do custo do crédito, carências. Se algum pequeno ou médio empreendedor aqui vier [a ter] a necessidade de capital de giro, de reformas, de investimentos, então o Ministério do Turismo disponibiliza para os estados e também as cidades impactadas pelo óleo vindo do mar”, afirmou.

Segundo o titular do ministério do Turismo, estão sendo preparadas peças publicitárias para promover os destinos turísticos no litoral. “É preciso separar aquilo que é mito daquilo que é realidade. E a realidade são praias limpas, são banhistas frequentando naturalmente o mar, é isso que a gente tem visto aqui. Praias cheias. É isso que a gente precisa mostrar para o Brasil e para o mundo”, declarou.

Questionado sobre as críticas de comerciantes e voluntários sobre a demora nas ações do governo federal para recolher o óleo das praias do Nordeste, Marcelo Álvaro Antônio disse que as ações têm sido feitas desde o início de setembro.

“Acredito que o governo agiu, sim, dentro do prazo correto, com uma agilidade muito grande. Tanto que, dos nove estados atingidos, a grande maioria já estão aptos (sic) a receber os turistas e também os banhistas nas praias”, disse.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos disse:

    Esse ministro é um lunático, o que ele diz não tem credibilidade nenhuma , é igual ao chefe Bolsonaro, um doido !!!

  2. Alfo Laranjeiras disse:

    Esse não é o gerente do laranjal? Né ?

  3. Jk disse:

    Deixa esse "pomba lesa" passar um dia de molho numa praia dessa pra ele virar um CHURROS DE PICHE.

    • Delano disse:

      Mais fácil ser roubado pelos filhotes de pt e do STF, que se proliferarão aos bilhões.

VÍDEO: “Não bastasse não ajudar na limpeza do petróleo venezuelano, ecoterroristas ainda depredam patrimônio público”, critica ministro do Meio Ambiente em protesto do Greenpeace

 

Ver essa foto no Instagram

 

Nao bastasse não ajudar na limpeza do petróleo venezuelano nas praias do Nordeste, os ecoterroristas ainda depredam patrimônio público.

Uma publicação compartilhada por Ricardo Salles (@ricardosallesmma) em

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticou nesta quarta-feira (23/10/2019) manifestação organizada pelo Greenpeace. O grupo protesta em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília (DF), contra a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Não bastasse não ajudar na limpeza do petróleo venezuelano nas praias do Nordeste, os ecoterroristas ainda depredam patrimônio público”, escreveu Salles em rede social ao postar vídeo da manifestação. O ministro é crítico das ações de Organizações Não Governamentais (ONGs).

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) surfou na onda. “Nunca se importaram com o que dizem se importar realmente. Se animam somente com outra coisa e estão dificultando para eles! Fácil entender tudo que está acontecendo nesse caso”, escreveu o filho 02 do presidente.

Em protesto contra a política antiambiental do governo Bolsonaro, o grupo Greenpeace levou troncos de árvores queimadas e petróleo que atingiram praias do Nordeste para a frente do Palácio do Planalto. A manifestação ocupou duas faixas da via em frente à sede do governo.

Com informações do Metrópoles

 

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Adivinha em qual partido/quadrilha esses bandidos votam!!!!

  2. Marcelo disse:

    além de dano ao patrimônio público, acredito que se enquadre em crime ambiental. Força da lei nesses ilustres!

  3. Humilde Iconoclasta disse:

    Como tem idiota no mundo, e ainda sobra gente pra votar no PT. Impressionante.

  4. E um bando de bandidos, bancados com dinheiro de empreiteiros comunas e cuidadores de sacos vermelhos. O socialismo vai longe!

  5. Curiosa disse:

    Esse ministro cada dia que passa tem se mostrado ainda mais incompetente para uma pasta tão importante. Esse governo adora acusar sem provas, mas quando os ministros estão enrolados com provas, no caso o do meio ambiente, nada tem a declara. Pior governo da historia desse país.

  6. Só Comento disse:

    O GREENPEACE é o segmento radical ultra ambientalista que em 2013 tentou invadir uma plataforma na Rússia. Quando Vladimir Putin enjaulou e processou os componentes daquele grupo, ficaram medrosos, até hoje os asseclas não tem coragem de voltar a protestar naquelas terras rsrsrs.

Exército reforçará operação para conter óleo no Nordeste

Óleo na praia de Pituba, Salvador Foto: Tiago Caldas/Fotoarena / Agência O Globo

O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira que o Exército passará a reforçar as operações contra o derramamento de óleo no Nordeste. De acordo com Mourão, serão enviados homens da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Recife.

— O Exército está colocando a 10ª Brigada, que é a brigada sediada em Recife, que tem mais ou menos em torno de quatro mil, cinco mil homens. Está sendo colocada em reforço. Fora equipamentos que estão sendo distribuídos às Defesas Civis dos estados e municípios — disse, após sair de uma reunião no Ministério da Defesa para discutir o tema.

De acordo com o Ministério da Defesa, já foram utilizados até agora 1.583 militares, quinze navios e uma aeronave da Marinha.

Mourão ressaltou a decisão da Justiça Federal de Sergipe que reconheceu que a União acionou o plano para conter o derramamento, mas reconheceu que houve uma falha do governo em divulgar as ações que vem tomando.

— A juíza já analisou, já mostrou que o governo desde o dia 2 de setembro acionou os protocolos correspondentes. Apenas, mais um vez, nos faltou comunicar mais isso daí.

Secretários municipais e diretores de agências ambientais estaduais têm reclamado da atuação do governo federal contra o derramamento. As principais queixas envolvem problemas de comunicação entre os estados e a União, além da contribuição de órgãos federais no dia a dia das operações.

De acordo com Mourão, trata-se de um acidente “inédito” em todo o mundo:

— Não temos. Está diminuindo. Esse óleo que chegou agora em Pernambuco, vamos dizer, é uma segunda vaga de assalto. Já houve a primeira vaga de assalto, agora chegou a segunda. Pode ter ficado para trás na hora que foi lançado no mar. Esse acidente é inédito no mundo, esse tipo de acidente.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. pereira disse:

    Em vez de colocar o exercito, por que não botar pra trabalhar aquela turma que passa o dia engravatado no corredores ou em casa sem fazerem nada, só sugando o dinheiro do povo brasileiro e puxando o saco, ou aqueles pseudos assessores que ganham muitos e nada produzem. CHEGA DE SANGUESSUGA.

“Caso único no mundo”, diz Mourão sobre manchas de óleo no Nordeste

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira (21) que as medidas de contenção da macha de óleo que avança sob o Nordeste são complicadas pois, como não se consegue detectar a origem do vazamento, não há previsibilidade sobre o seu caminho. “É um caso único no mundo. As próprias medidas de contenção são complicadas, o máximo que a gente pode fazer hoje é ter gente capacitada para recolher esse óleo que chega às praias e é isso que estamos fazendo”, disse, ao deixar o gabinete da Vice-Presidência, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Mourão destacou que todas as medidas do Plano Nacional de Contingência foram tomadas e que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está à frente da operação com apoio de outros órgãos, como Marinha e Petrobras. O governo também continua a busca para saber a causa do desastre ambiental. Nesta tarde, o presidente em exercício se reúne com autoridades para avaliar a situação.

De acordo com o Ibama, o petróleo cru que chegou ao litoral do Nordeste está em uma camada superficial, que não pode ser visualizado em imagens de satélites, sobrevoos e monitoramento por sensores. Mais de 525 toneladas de resíduos já foram recolhidas das praias.

Viagem ao Peru

Na quarta-feira (23), Mourão viaja ao Peru para a assinatura de um acordo entre a Marinha brasileira e a peruana para troca de embarcações. Em Lima, ele se reúne com o Conselho de Ministros e com o presidente do Peru, Martín Vizcarra. A previsão é que o vice-presidente retorne na sexta-feira (25).

Mourão assumiu a Presidência com a viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Japão. Bolsonaro fará um giro de dez dias por cinco países da Ásia e do Oriente Médio. Como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também deve sair do país enquanto Mourão estiver no Peru, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre deve assumir o Executivo.

Antes disso, amanhã (22), Alcolumbre comanda a sessão de votação em segundo turno do texto principal da reforma da Previdência, pelo plenário do Senado. Para Mourão, a expectativa é que o texto seja aprovado com tranquilidade. “Pela conversa que tive com o Davi Alcolumbre desde a semana passada, ele não vê problemas na votação de amanhã”, disse.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. idalmo disse:

    E o que você faria no lugar dele?

  2. Lúcifer disse:

    Minha nossa…
    E pensar que um … desse é o nosso vice presidente da república.
    Sem comentários.

    • Mortadela disse:

      Olha sua memória anda fraca ou com problema de processamento de menos, já esqueceu sua contente líder Dilma? Aquele que faliu uma loja de R$ 1,99 que não falava nada com coisa nenhuma, sequer consegue ter linha lógica, falar coisa com coisa e usar um português básico.
      Outro detalhe, Mourão não foi corrompido, nem corrompeu ninguém.

    • Cidadão impaciente disse:

      Excelente questionamento do Idalmo. Fala aí "gênio" o que você faria? Com esse nome fica mais fácil acreditar que o responsável por esse vazamento é você.

MPF diz que União é ‘omissa’ sobre manchas de óleo no Nordeste e pede adoção de plano de emergência

Foto: Governo de Sergipe via AP/Arquivo

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, nesta sexta-feira (18), uma ação coletiva entre os noves estados nordestinos atingidos pelas manchas de óleo. O processo pede que a Justiça Federal adote, em 24h, um plano de emergência sobre a situação.

Ao todo, as manchas já atingiram 187 localidades da região, atingiu, ao menos, 12 unidades de conservação do país, afeta o turismo e as comunidades pesqueiras.

Para o MPF, a União está sendo omissa ao protelar medidas protetivas e não atuar de forma articulada no Nordeste, dada a gravidade do acidente e dos danos causados ao meio ambiente.

A medida de emergência seria o acionamento do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas, que prepara o país para casos justamente como o que afeta a costa do Nordeste.

O documento destaca a responsabilidade, diretrizes e procedimentos para o governo responder a vazamentos de petróleo como foco em “minimizar danos ambientais e evitar prejuízos para a saúde pública”. A multa diária pedida, em caso de descumprimento, é de R$ 1 milhão.

A Advocacia-Geral da União (AGU) não se posicionou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

“Tudo o que se apurou é que a União não está adotando as medidas adequadas em relação a esse desastre ambiental que já chegou a 2,1 mil quilômetros dos nove estados das regiões e é considerado o maior da história no litoral brasileiro em termos de extensão”, disse o procurador da República em Sergipe, Ramiro Rockenbach.

A ação foi assinada pelos procuradores Ramiro Rockenbach e Lívia Tinôco (Sergipe), Raquel de Melo Teixeira (Alagoas), Vanessa Cristina Gomes Previtera Vicente (Bahia), Nilce Cunha Rodrigues (Ceará), Hilton Araújo de Melo (Maranhão), Antônio Edílio Magalhães Teixeira (Paraíba), Edson Virgínio Cavalcante Júnior (Pernambuco), Saulo Linhares da Rocha (Piauí) e Victor Mariz (Rio Grande do Norte).

A AGU se pronunciou através da assessoria de comunicação e informou que a União ainda não foi notificada. Quando for, analisará as medidas a serem adotadas e disse que continua acompanhando e dando suporte jurídico aos órgãos federais da advocacia.

Decisão Judicial

Após análise do relatório técnico dos órgãos envolvidos no combate ao avanço das manchas de óleo no litoral sergipano, a juíza federal Telma Maria Santos Machado determinou, nesta sexta-feira (18), que a União e o Ibama devem ampliar o quantitativo de pessoal para limpeza das áreas afetadas. E que a utilização das barreiras será determinada de acordo com o comando dos órgãos que atuam no desastre ambiental.

Ficou determinado ainda, que a cada cinco dias seja apresentado a Justiça Federal a evolução do estudo e providências adotadas, para que o juízo possa avaliar ou não a aplicação de medidas impositivas. Além da manutenção do efetivo de pelo menos 120 pessoas para o monitoramento e limpeza dos locais, onde forem registradas as manchas. [O efetivo pode contar com 60 pessoas fixas e outras 60 que podem ser remanejadas para estados onde a situação seja mais grave].

Ação do MPF

Essa é a segunda ação pelo MPF no caso das manchas. Na primeira, ajuizada pela procuradoria em Sergipe na sexta-feira (11), o pedido era que que o Governo Federal tomasse medidas efetivas de proteção no litoral sergipano, em até 24 horas. No dia seguinte, um juiz federal substituto decidiu dar 48h para a União proteger a região, porém, a juíza titular, Telma Maria Santos Machado suspendeu a ação quatro dias depois e determinou novo prazo para comprovação de eficácia de barreiras contra óleo. Relatórios foram entregues à Justiça nesta quinta-feira (17) por órgãos ambientais.

G1

 

VÍDEO: Pesquisadores determinam área provável entre SE e AL onde saiu petróleo que polui praias no nordeste

Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro delimitaram uma região a 700 km da costa, entre os Estados de Sergipe e Alagoas. Do local teria sido descartado ou derramado o óleo que polui o litoral nordestino. As manchas já chegaram, inclusive, a locais considerados paraísos tropicais.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    A esquerda mimimi se cala sobre esse episódio pq sabe que tem responsabilidade nesse caso. E a Globo fica tentando desviar o foc e colocar a culpa no Gov.Fed

Vazamento no Nordeste: Marinha encontrou tambor com óleo perto de Natal, nas proximidades da Ponta da Tabatinga

Foto: ILUSTRATIVA/Divulgação

Nessa terça-feira (16) a Marinha avistou, recolheu e coletou amostras de um tambor de 200 litros de óleo nas proximidades da Ponta da Tabatinga, a 7,4 quilômetros da costa, ao norte de Natal, capital do Rio Grande do Norte. De cor vermelha, o recipiente estava fechado, com óleo no interior, e não apresentava vazamento. Porém, pode servir de evidência de algum carregamento que possa ter originado o amplo vazamento no Nordeste. A amostra do líquido será encaminhada para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM).

Em nota divulgada pela Marinha, ainda não há como concluir se o tambor encontrado no mar tem alguma relação com os barris recolhidos no litoral de Sergipe, ou até mesmo com o vazamento de óleo em todo o litoral nordestino. Mas se esperam novas resolução após uma análise aprofundada do material.

Desde o dia 30 de agosto, praias de todos os nove estados do Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe —, ao longo de mais de 2 mil quilômetros, vêm sendo contaminadas por um vazamento de petróleo cru cuja origem ainda não foi identificada. Até o momento, de acordo com o Ibama, 29 animais foram afetados. Duas aves foram encontradas mortas, e uma foi resgatada com vida. Entre as tartarugas marinhas, 26 foram encontradas, mas quinze morreram. Em acréscimo, 486 filhotes da espécies foram capturadas preventivamente, como forma de protegê-las da poluição.

Veja

Manchas de óleo atingem reserva extrativista no Maranhão; já são 12 as unidades de conservação poluídas no Nordeste

Peixe-boi marinho, espécie que é encontrada na área da Reserva Extrativista de Cururupu. — Foto: Instituto Bicho D’água.

O óleo que polui as praias do Nordeste atingiu mais uma área de conservação da natureza: a Reserva Extrativista (Resex) Cururupu, no Maranhão, a 157 km de São Luis.

Com isso, já são 12 as unidades federais de conservação atingidas pela poluição (veja lista abaixo) e 150 os pontos do litoral do Brasil com registros do petróleo.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) registrou a área pela primeira vez na noite desta quinta-feira (10), no mais recente levantamento sobre o óleo nas praias.

Mas, de acordo com relatos dos moradores, as primeiras manchas começaram a aparecer ainda no dia 4 deste mês.

“Eram manchas pequenas, nada como tem aparecido por aí. Mas o clima é de apreensão. Quando acompanhamos os gráficos de correntes marinhas que mostram como as manchas se espalharam pelo litoral, a gente fica com medo de que chegue mais aqui”, afirma a chefe da Resex Cururupu, Mary Jane de Fonseca, em entrevista ao G1.

A poluição ameaça a pesca de mais de 4 mil pessoas que vivem na região e podem afetar a vida de animais marinhos, como o peixe-boi (Trichechus manatus), que está na lista de espécies ameaçadas.

O peixe-boi marinho foi, durante muito tempo, apenas uma lembrança na vida dos moradores mais antigos da região, conta Fonseca. Mas, do ano passado para cá, já houve dois relatos destes animais na região: primeiro, dois espécimes foram vistos em uma parte da reserva; depois, um casal e um filhote em outra área.

A reserva é formada por 15 ilhas, tem 185 mil hectares e foi delimitada em 2004 para preservar os modos de vida da população tradicional e garantir o uso sustentável dos recursos.

Mais de 90% dos manguezais de Cururupu estão preservados. A presença do óleo representa um risco à biodiversidade deste ambiente, já que é praticamente impossível remover o óleo do mangue, de acordo com Maria Christina Araújo, oceanógrafa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Unidades de conservação atingidas pelo óleo

A Resex de Cururupu é a 12° unidade de conservação federal atingida pela poluição, de acordo com o Instituto Brasileiro de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Confira quais são as áreas, de acordo com levantamento desta sexta (11):

Área de Proteção Ambiental Barra do Rio Mamanguape (PB)

Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (PE)

Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba (PI)

Área de Proteção Ambiental Piaçabuçu (AL)

Área de Relevante Interesse Ecológico manguezais da Foz do Rio Mamanguape (PB)

Parque Nacional Jericoacoara (CE)

Parque Nacional Lençóis Maranhenses (MA)

Reserva Biológica Santa Isabel (SE)

Reserva Extrativista Acaú-goiana (PB)

Reserva Extrativista Marinha Lagoa do Jequiá (AL)

Reserva Extrativista Prainha Canto Verde (CE)

A Reserva Biológica de Santa Isabel, no Sergipe, abriga a área prioritária de desova de tartarugas marinhas. De acordo com o ICBMbio, os ninhos foram e estão sendo protegidos. Desde o início de outubro, a soltura das tartarugas está suspensa em Sergipe.

Biólogos estão identificando os ninhos nas areias e recolhendo os filhotes logo após o nascimento, transferindo-os para tanques para, depois, liberá-los no mar, em locais com ausência de petróleo, informou o ICMBio.

A ação de preservação e resgate destas tartarugas envolve cerca de 50 pessoas: 30 do ICMBio, 20 da Fundação Pró-Tamar de preservação da espécie e 9 brigadistas voluntários – 5 do Parque Nacional de Brasília (DF) e 4 da Estação Ecológica Raso da Catarina (PB).

Na Bahia, o Projeto Tamar também suspendeu a soltura de filhotes de tartarugas na praia por conta da contaminação que atingiu os municípios de Conde e Jandaíra, no Litoral Norte da Bahia.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Getro disse:

    Cadê a ONU??????

  2. Antenado disse:

    Absurdo. Mas até agora esperando os ambientalistas aparecerem para protestar etc e tal, como fizeram com as queimadas da Amazônia. Bando de hipócritas.

Maior evento agropecuário do Nordeste, Festa do Boi inicia neste sábado; veja programação oficial, inclusive, com shows

O maior evento agropecuário do Nordeste brasileiro está prestes a começar! A partir deste sábado (12), tem início a 57ª Exposição de Animais, Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Rio Grande do Norte – Festa do Boi 2019. O evento promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca – Sape, Associação Norteriograndense de Criadores – Anorc, e Prefeitura de Parnamirim, conta ainda com o apoio do Projeto Governo Cidadão, via Banco Mundial, Assembleia Legislativa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, AGN, Senar, Sedraf, Emparn, Emater, Idiarn, Fecomércio, Fiern e Sebrae.

“A Festa do Boi é o evento de maior visibilidade do agronegócio do Nordeste. Durante sua realização todas as atenções do setor ficam voltadas para o nosso Estado. É um evento grandioso em números de produtores participantes, animais expostos, parceiros, público visitante e negócios realizados. Para esta edição, o Governo do RN reuniu um grande time de secretarias para atender o trabalhador do campo potiguar, com prestação dos mais diversos serviços”, enfatiza Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca – Sape.

Realizada entre os dias 12 e 19 de outubro, a Festa do Boi 2019 deve movimentar cerca de R$ 60 milhões em negócios e atrair um público total de cerca de 350 mil pessoas ao Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, na Grande Natal. O evento tem início às 8h do dia 12 de outubro com uma programação especial para a criançada, no dia dedicado a elas. Às 17h será realizada a solenidade oficial com a presença da governadora Fátima Bezerra, representantes dos parceiros e demais autoridades. Com uma programação de exposições, negócios e lazer diversificada, o evento atende a todos os públicos.

Além dos leilões, julgamentos e desfiles de raças de bovinos, equinos, caprinos e ovinos, a Festa do Boi volta a contar este ano com algumas inovações como a Feira de Aquarismo do Rio Grande do Norte; Exposição Nacional de Peixes Ornamentais; Feirinha do Artesanato Potiguar; Feirinha de Plantas e Flores Ornamentais; Fazendinha Emparn/Emater; Mostra Nacional de Queijos Artesanais, Espaço Terroir (Sebrae e Senac RN), exposição, degustação e comercialização de produtos que unem qualidade e valorização da cultura local.

Outra atração recente da Festa, que se repete este ano é a Copa Potiguar de Três Tambores – modalidade de montaria de exibição. A Subsecretaria de Pesca e Aquicultura da Sape irá promover no auditório da Anorc, palestras com especialistas durante o evento, das 14h às 17h. Na terça (15), sobre Tecnologia Aplicáveis para as Demandas do Consumidor Potiguar de Pescado, com o prof. Dr. Rodrigo Antônio Ponce de Leon Ferreira de Carvalho. Na quarta (16), sobre Circuito Produtivo Aquícola Agroecológico (Aquaponia), com o prof. Dr. Deusimar Freire Brasil. E na quinta (17), sobre Uso de Macroalgas como Instrumento de Desenvolvimento do Semiárido Potiguar, com o prof. Dr. Ivanilson Maia.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL FESTA DO BOI 2019

Sábado, 12.10

8h – Abertura do Parque e Programação Especial Dia da Criança
22h – Shows
Beto Barbosa
Walkiria Santos
Eliane
Conde do Forró

Domingo, 13.10

16h – Leilão da Emparn e E.M Leilões
Programação de Pista (concursos de raças): Pardo Suíço
18h30 – Missa Campal com Padre Nunes

Segunda, 14.10

9h – Sessão Solene Especial da Assembleia Legislativa do RN em homenagem aos 60 anos da Anorc
20h – Show com Zé Lezin
Programação de Pista (concursos de raças): Pardo Suíço

Terça, 15.10

19h30 – Leilão de Cavalos ANQM
Programação de Pista (concursos de raças): Sindi e Gir

Quarta, 16.10

19h30 – Leilão Nuleite
Programação de Pista (concursos de raças): Sindi e Gir

Quinta, 17.10

Leilão Sindi Estrelas
Programação de Pista (concursos de raças): Nelore, Guzerá Leiteiro e Girolando

Sexta, 18.10

19h30 – Leilão Pérolas do Nordeste
Programação de Pista (concursos de raças): Nelore, Guzerá e Girolando

Sábado,19.10

22h -Shows
Mastruz com Leite
Cavalo de Pau
Magníficos
Limão com Mel

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Se a Festa do Boi for o "maior evento agropecuário do Nordeste", sinceramente, tenho de concordar: o Brasil precisa ser dividido e o Nordeste ficar independente… É uma questão de independência ou morte!

Petrobras diz que óleo no Nordeste é venezuelano; passo agora é descobrir como material foi parar no mar

Adema/Governo de Sergipe

Relatório da Petrobras aponta que o petróleo despejado no Nordeste é venezuelano. “Agora falta descobrir como esse material foi parar no mar”, diz a TV Globo.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Henrique disse:

    Até para contaminar o oceano e tentar empurrar a culpa para o Governo Brasileiro , pessoas inescrupulosas são capazes….incêndios criminosos, poluição do oceano, mas a grande mídia só sabe acusar o atual governo.
    E agora com essa descoberta, de quem é a culpa mesmo.
    CRIME internacional contra o Meio Ambiente… Maduro , esquerdopata safado !!!!!

  2. Rodrigof disse:

    O dinheiro que vai para Petrobras para limpar vai para Shell, Statoil, Chevron, Total, Galp, Petrorio,… ??? Não vai. Quer q os outros trabalhem de graça só pq vc não quer privatizar? Vai vc lá juntar o óleo de graça e deixa sua família aqui fazendo passeata para não privatizar.

  3. Luis Claudio disse:

    Engraçado que foi a Petrobras prontificamente gastando um caminhão de dinheiro limpar a lambança dos outros, nem Shell nem Statoil nem Chevron, nem Total, nem Galp, nem Petrorio, ….

    Depois o comerciante retardado de Natal vai lá pedir privatização da Petrobras, saída do RN, e reclama q "tá muito ruim".

    • Esquerda mi mi mi disse:

      Na Venezuela só existe uma empresa petrolífera, a PDVEZA, que inclusive, é estatal.