O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (27), vinte e dois integrantes de organização criminosa (Orcrim) de tráfico internacional de drogas, ligada à facção carioca Comando Vermelho, com núcleos de atuação no Acre e no Rio Grande do Norte. Entre 2017 e 2019, o grupo foi responsável pela comercialização de mais de 500 kg de cocaína e 120 kg de maconha.
De acordo com o MPF, os réus “se associaram para o fim de praticar, de forma reiterada e profissional o tráfico ilícito de entorpecentes em âmbito transnacional, com desenvolvimento de organização criminosa estruturalmente ordenada”. A cocaína era trazida da Bolívia e entrava no Brasil através do Acre. Já a maconha era levada para a região Norte, a partir do RN. A Orcrim também executava as tarefas de transporte, armazenamento, coleta, transformação química e distribuição das drogas. Parte do grupo é acusada, ainda, de ocultação e simulação dos valores obtidos com o tráfico.
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O Blog do BG e o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, divulgam nesta quarta-feira (14), às 12h30, a primeira pesquisa Affare sobre as disputas de segundo turno para o Governo do Estado e presidente da República.
O levantamento vai mostrar as intenções de voto dos eleitores potiguares na disputa entre os candidatos a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) e entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
A pesquisa realizou 1.350 entrevistas telefônicas automatizadas, com coleta entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro prevista é de 2,67 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-08411/2026 (governador) e BR-05784/2026 (presidente). O cenário presidencial se refere exclusivamente ao eleitorado do RN.
O médico Elder Freire da Silva Bezerra acusou o secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, de perseguição profissional. Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 4 de outubro, ele afirmou ter recebido uma ordem para deixar seu plantão no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, mesmo com a unidade superlotada.
Segundo Freire, ele chegou ao hospital às 7h e, uma hora depois, foi informado de que seu plantão seria glosado, ou seja, não seria reconhecido para pagamento. O médico afirmou que estava escalado para um setor de emergência que precisava de profissionais para atender os pacientes.
Durante o desabafo, Freire criticou as condições do hospital, relatou a presença de várias ambulâncias e afirmou que esta seria a quarta vez que enfrentava situação semelhante. Segundo ele, episódios anteriores ocorreram na UTI e na clínica médica do Hospital Regional de Assú.
O médico atribuiu as decisões ao secretário Alexandre Motta. A justificativa administrativa para a suposta suspensão do plantão não foi esclarecida nas informações apresentadas.
O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.
Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.
Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”
Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.
Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.
Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.
O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.
Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.
Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.
A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.
Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.
O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.
A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.
O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.
O papa Leão XIV, de 71 anos, deu entrada nesta terça-feira (13) no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, para passar por uma cirurgia de retirada de um nódulo no pulmão. O procedimento está previsto para a tarde, no horário local, segundo informações divulgadas pelo Vaticano.
O pontífice anunciou no domingo (11), durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, que exames médicos recentes identificaram um nódulo pulmonar em estágio inicial. Segundo ele, a lesão está bem localizada e os médicos recomendaram sua remoção.
A cirurgia será realizada por uma equipe de cirurgia torácica liderada pelo médico Stefano Margaritora. O Vaticano informou que a recuperação deve durar aproximadamente uma semana e cancelou os compromissos públicos do papa até 20 de outubro.
Leão XIV chegou ao hospital nesta terça-feira e foi recebido por fiéis que aguardavam sua entrada. O Hospital Gemelli é tradicionalmente utilizado para o tratamento de pontífices e também recebeu o papa Francisco durante suas internações.
Esta é a primeira questão de saúde significativa divulgada desde que Leão XIV assumiu o comando da Igreja Católica, em maio de 2025. Até então, o pontífice não apresentava problemas de saúde conhecidos e mantinha uma rotina de atividades físicas, incluindo tênis e natação.
Os médicos ainda não informaram a natureza do nódulo. Lesões desse tipo podem ser benignas ou malignas, e a análise do tecido retirado deverá ajudar a esclarecer o diagnóstico.
O papa tem uma viagem programada para novembro ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até o momento, os compromissos internacionais permanecem previstos na agenda oficial.
Um ministro do governo Lula já iniciou conversas com seu possível substituto em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada nesta terça-feira (13) pela jornalista Andreza Matais, em sua coluna no Metrópoles.
Segundo a colunista, o diálogo envolve uma área considerada sensível do governo federal, atualmente comandada por um ministro que não pertence ao PT. Os nomes dos envolvidos e a pasta não foram divulgados.
A movimentação ocorre em meio ao 2º turno da eleição presidencial. De acordo com a reportagem, a expectativa de vitória de Flávio, apontada por levantamentos eleitorais, levou à antecipação de conversas sobre uma possível transição de governo.
A coluna apurou com um ministro que, neste momento, o contato tem como objetivo conhecer a situação da pasta e estabelecer condições para uma eventual transição pacífica.
As conversas não representam uma mudança oficial de governo, já que o resultado da eleição presidencial será definido no 2º turno, marcado para 25 de outubro.
A direita e a oposição no Senado decidiram mudar de posição e devem votar a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também deve seguir essa orientação. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta terça-feira (13).
Segundo o jornalista Daniel Rittner, a mudança ocorre após aliados de Flávio avaliarem que um voto contrário à proposta poderia provocar desgaste eleitoral durante o 2º turno da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até a semana passada, a estratégia da oposição era tentar adiar a votação para depois das eleições, marcadas para 25 de outubro. Caso não conseguisse impedir a análise, o grupo pretendia apresentar emendas para modificar o texto e obrigar seu retorno à Câmara dos Deputados.
A avaliação inicial era de que a aprovação da proposta antes da eleição poderia beneficiar politicamente Lula. No entanto, integrantes da campanha de Flávio passaram a considerar que a rejeição da medida poderia ter consequências eleitorais ainda maiores.
De acordo com Rittner, existe preocupação entre os aliados do senador com a repercussão de um eventual voto contrário nas redes sociais, especialmente pela dificuldade de explicar ao eleitorado as divergências sobre a proposta e a defesa de modelos mais flexíveis de jornada de trabalho.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comprometeu-se a colocar a PEC em votação. Embora a análise estivesse inicialmente prevista para quarta-feira (14), integrantes do governo e da oposição avaliam que a votação poderá ocorrer na quinta-feira (15).
A proposta prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho por um de descanso por um modelo de cinco dias de trabalho e dois de folga, com redução gradual da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial.
As pesquisas internas das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam resultados diferentes sobre a disputa presidencial no 2º turno. Enquanto aliados do senador apontam uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o presidente, a equipe petista afirma que a diferença diminuiu e que os candidatos estão tecnicamente empatados.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (13) pelo jornalista Pedro Venceslau, da CNN Brasil, com base em fontes das duas campanhas.
Segundo integrantes do comando da campanha de Flávio, os levantamentos internos, conhecidos como trackings, indicam que o senador teria uma votação superior à registrada no 1º turno caso a eleição fosse realizada agora.
A avaliação do PL é que o desempenho de Flávio no 1º turno impulsionou uma nova mobilização do eleitorado de direita, que também teria alcançado a região Nordeste.
Já a campanha de Lula trabalha com números diferentes. De acordo com o deputado Pastor Henrique (Psol-RJ), os levantamentos internos mostram uma redução da distância entre os candidatos, que teria passado de quatro a seis pontos percentuais para uma diferença entre um e três pontos.
A equipe petista atribui a mudança às manifestações de apoio a Lula realizadas nos últimos dias, que, na avaliação dos aliados, estariam contribuindo para a recuperação do presidente na disputa.
Os números apresentados pelas campanhas são de levantamentos internos, sem divulgação de informações sobre amostra, metodologia ou margem de erro, o que impede uma comparação técnica independente dos resultados.
Foto: Ricardo Stuckert e Carlos Moura/Agência Senado
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos no 2º turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 8 de outubro, Flávio oscilou dois pontos percentuais para baixo, passando de 53% para 51%. Lula registrou movimento contrário, subindo de 47% para 49%. Com isso, a diferença entre os candidatos caiu de seis para dois pontos percentuais em cinco dias.
No 1º turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois candidatos nas urnas foi de 1,87 ponto percentual.
O levantamento também apresenta dados por segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, Lula registra 53% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. O senador apresenta seus maiores percentuais regionais no Sul, com 61%, e no Centro-Oeste, com 55%. Entre os eleitores com ensino médio, Flávio alcança 52%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026, com 3 mil eleitores de 686 municípios das 27 unidades da Federação. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando o sistema de resposta audível automatizada.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, em parceria de divulgação com o Aya Bancah, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026.
Essa mesma pesquisa mostrava Lula com 45% e Flávio com 42, na última antes do segundo turno e o resultado foi bem diferente.
Pesquisa sem utilidade, ou de utilidade questionável.
O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) retire, em até 24 horas, publicações contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) feitas no Instagram. A decisão, tomada nesta segunda-feira (12), atende a um pedido da campanha do senador.
Bellizze considerou que as postagens configuram propaganda eleitoral irregular em perfil institucional. Embora o Fonasefe não tenha personalidade jurídica própria, o ministro entendeu que a página funciona como canal oficial das entidades sindicais e associativas que integram o fórum.
A legislação eleitoral proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em perfis de pessoas jurídicas, mesmo quando realizada gratuitamente. A campanha de Flávio identificou pelo menos 17 publicações contrárias ao candidato.
As postagens faziam críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e a uma possível reforma administrativa atribuída a Flávio. Em uma delas, o fórum classificou a proposta como prejudicial ao serviço público. A campanha alegou que a entidade utilizou sua estrutura institucional para estimular a rejeição ao candidato e divulgou informações falsas ou descontextualizadas.
O ministro, no entanto, rejeitou o pedido para proibir preventivamente novas publicações eleitorais do Fonasefe. Segundo Bellizze, a medida representaria controle prévio de conteúdo, e eventuais irregularidades futuras deverão ser analisadas individualmente.
A decisão também determina que a Meta, responsável pelo Instagram, remova as publicações caso o fórum não cumpra o prazo estabelecido. A empresa deverá preservar dados de alcance, visualizações, compartilhamentos e eventual impulsionamento, além de fornecer informações cadastrais dos responsáveis pelo perfil.
A determinação não analisou a veracidade das afirmações divulgadas pelo fórum e ainda será submetida ao plenário do TSE.
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