Operação Expresso: MPF denuncia 22 envolvidos em tráfico internacional de drogas no RN e Acre

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (27), vinte e dois integrantes de organização criminosa (Orcrim) de tráfico internacional de drogas, ligada à facção carioca Comando Vermelho, com núcleos de atuação no Acre e no Rio Grande do Norte. Entre 2017 e 2019, o grupo foi responsável pela comercialização de mais de 500 kg de cocaína e 120 kg de maconha.

De acordo com o MPF, os réus “se associaram para o fim de praticar, de forma reiterada e profissional o tráfico ilícito de entorpecentes em âmbito transnacional, com desenvolvimento de organização criminosa estruturalmente ordenada”. A cocaína era trazida da Bolívia e entrava no Brasil através do Acre. Já a maconha era levada para a região Norte, a partir do RN. A Orcrim também executava as tarefas de transporte, armazenamento, coleta, transformação química e distribuição das drogas. Parte do grupo é acusada, ainda, de ocultação e simulação dos valores obtidos com o tráfico.

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Operação da PF combate tráfico internacional de entorpecentes e cumpre mandados em Natal e região metropolitana

Fotos: PF

A Polícia Federal no Rio Grande do Norte deflagrou nesta sexta-feira, 13/12, a Operação Expresso, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de entorpecentes. Cerca de 55 policiais federais cumprem 15 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal/RN, Nísia Floresta/RN, Ceará-Mirim/RN, Rio
Branco/AC e Pimenta Bueno/RO. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal no RN.

As investigações começaram após a PF detectar uma movimentação financeira atípica de um ex- presidiário, vinculado a acreanos envolvidos em tráfico de entorpecentes. O suspeito tentava depositar valores expressivos para uma conta no Acre.

A partir de então, policiais federais no Rio Grande do Norte passaram a aprofundar as investigações, acompanhando os suspeitos oriundos do Acre e descobriram que o grupo adquiriu um ônibus de turismo para trazer entorpecentes a Natal, simulando transporte de turistas.

Numa dessas viagens, o ônibus foi abordado pela Polícia Rodoviária Estadual, ocasião em que o motorista foi preso. Na manhã do dia 13/03/2018, no entorno da cidade de Cuiabá/MT, a PRF também abordou o veículo e apreendeu cocaína dissimulada no assoalho, prendendo também o motorista.

Em razão das apreensões realizadas no período, o líder da ação criminosa, foragido da justiça, natural de Mossoró/RN, usando nome falso, passou a negociar a aquisição de um caminhão, tipo carreta, para modificar o modus operandi. Adquirido o novo veículo, providenciou reparos para acomodar o entorpecente e prosseguiu com o tráfico no percurso Acre – Rio Grande do Norte. Em uma das viagens, a Polícia Federal potiguar identificou o veículo e realizou, em junho de 2018, a apreensão da droga (277kg de cocaína) e a prisão do motorista e passageiro, com apoio do BOPE/PMRN.

Com a expansão das investigações para prisão de todo grupo criminoso, também se descobriu que uma advogada, para além dos limites de sua atividade como defensora de membros da quadrilha, atuava orientando a organização em como realizar a manipulação e divisão dos entorpecentes, tendo sido decretada sua prisão preventiva.

(*) O nome da operação é uma referência ao fato de os suspeitos terem simulado uma linha expressa com a compra do ônibus de turismo para trazer a droga para Natal.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rico disse:

    Pra esquerdalha a PF quando desmantela os seus ilícitos e de seus familiares, está a serviço de Moro, quando atua contra seus co-irmãos das facções criminosas não falam o mesmo.

Polícia Federal prende três líderes do tráfico internacional em GO e em SP

Duas pessoas já foram presas em Goiás na manhã desta sexta-feira, 23, de um total de cinco que têm mandados de prisão preventiva, sendo outros cinco mandados em outros Estados, durante a Operação Águas Profundas, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal em sete Estados. A operação visa desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas que seria dona até de um hotel, o Ideali Hotel, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Os bens são avaliados em mais de R$ 100 milhões.

Outra prisão já confirmada ocorreu em Santos, no litoral paulista. A PF informou que a operação teve como base Goiânia porque tudo indica que os líderes residam em Goiás. Os nomes não foram revelados. Na carceragem da PF na capital goiana, estão reservadas cinco celas para o cumprimento dos mandados no Estado. Ao todo, serão cumpridos 10 mandados de prisão.

Os agentes também estão cumprindo 28 mandados de condução coercitiva e 47 mandados de busca e apreensão nas cidades de Aparecida de Goiânia, Goiatuba e Rio Verde, as três em Goiás; Guarujá, Ribeirão Preto, Bertioga, São Paulo, Campinas e Santos, em São Paulo; Belém e Icoaraci, no Pará; Londrina, no Paraná; Belo Horizonte, em Minas Gerais; São José do Xingu, no Mato Grosso; e Itajaí, em Santa Catarina.

Segundo a PF, algumas pessoas que não tinham mandado de prisão acabaram presas em flagrante com drogas e armas. Participam da operação 250 policiais federais e 25 servidores da Receita Federal.

Estadão

PF faz operação em 5 Estados contra tráfico internacional

A PF (Polícia Federal) realiza na manhã desta quinta-feira uma operação para cumprir 25 mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento no tráfico internacional de drogas. As buscas acontecem nos Estados do Paraná, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Além dos mandados de prisão, a polícia deve cumprir também 27 mandados de busca e apreensão nos cinco Estados. Ao todo, 105 policiais federais participam da ação, que recebeu o nome de Deadline. Ainda não há um balanço de pessoas presas.

As investigações que levaram a deflagração da operação começaram em novembro de 2011 após indícios de que os criminosos estariam escondendo cocaína em contêineres despachados no porto de Paranaguá. A droga era recolhida no porto de origem por outros membros da quadrilha, se acordo com a PF.

Durante o período de investigações, a polícia apreendeu 139 kg de cocaína, sendo 21 kg localizados no porto de Rio Grande, 38 kg apreendidos no porto de Valência, na Espanha, e 70 kg de cocaína apreendidos no porto de Antuérpia, na Bélgica. Além disso, cinco pessoas foram presas durante as investigações.

Fonte: Folha