No início da madrugada, manhã na Ásia, a libra chegava ao menor valor em relação ao dólar em 31 anos. A cotação estava em US$ 1,32, queda de 11% em relação ao fechamento de quinta (23). Na Ásia, as bolsas despencavam em Tóquio (–7,22%), Hong Kong (-4,67%) e Seul (-4,09%).
As consequências econômicas de uma saída devem se estender para o comércio —com prejuízo maior para Londres do que para Bruxelas, já que os britânicos dirigem metade de suas exportações à UE.
A consulta popular registrou índice histórico de comparecimento —72,2% do eleitorado— e recorde de 46,5 milhões de eleitores registrados.
Por volta das 4h (hora de Brasília), o premiê conservador, David Cameron, principal fiador do voto pró-UE, anunciou que irá renunciar ao cargo.
O premiê tentou acalmar o mercado financeiro e também os 3 milhões de imigrantes europeus que vivem no Reino Unido, garantindo que não haverá mudanças imediatas.
“Asseguro aos mercados que nossa economia é fundamentalmente forte. Não haverá mudanças imediatas na forma como as pessoas viajam e como as mercadorias circulam”.
A escolha do novo premiê britânico, contudo, deve acontecer somente em outubro, quando o Partido Conservador se reúne para apontar o novo líder.
O maior rival de Cameron na disputa, Boris Johnson, ex-prefeito de Londres e líder da campanha pró-saída, não havia se pronunciado pela manhã.
Já o líder do partido ultranacionalista Ukip, Nigel Farage, que defende a saída, defendeu a formação de um governo britânico pró-Brexit. “Agora precisamos de um governo Brexit”, disse Farage à imprensa diante do Parlamento.
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, declarou que conversará com a chanceler alemã, Angela Merkel, para evitar “uma reação em cadeia de eurocéticos”.
O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, lamentou no Twitter o resultado do plebiscito: “As notícias desta manhã procedentes da Grã-Bretanha são uma verdadeira desilusão. Parece um dia triste para a Europa e a Grã-Bretanha”.
EFEITO DOMINÓ
A campanha do plebiscito foi influenciada nos últimos dias pelo assassinatoda deputada trabalhista Jo Cox, pró-Europa, por um ultranacionalista, dia 16. Até então, a saída levava ligeira vantagem na margem de erro.
Pesquisa do instituto YouGov divulgada logo após o fim da votação apontava 52% para a permanência e 48% para a saída da UE —sinal de quão acirrada foi a disputa. Esta não seria, porém, a primeira vez que os institutos britânicos errariam resultados. O mesmo ocorreu nas eleições gerais de 2015.
Foram 15 horas de votação sob chuva, com alagamentos e interrupções no transporte.
O placar expõe um país dividido e, segundo analistas, despertará um sentimento anti-UE continente afora.
Há risco de efeito dominó em outros países do bloco, que podem imitar a consulta popular para obter vantagem em negociações, e de impulso a movimentos separatistas como o escocês e o catalão.
O professor de política Tim Bale, da Universidade Queen Mary, de Londres, pondera que o “efeito dominó” tem mais força se o Reino Unido deixar efetivamente o bloco.
Ainda que não signifique o início de um potencial desmonte, há muitos europeus interessados em, ao menos, debater benefícios e potenciais problemas caso seus países decidam deixar a UE.
Pesquisa feita pelo instituto Ipsos Mori com 6.000 pessoas em nove países europeus em março e abril deste ano indicou que 45% dos entrevistados apoiam a ideia de se fazer uma consulta popular em seu próprio país, e um terço disse que votaria para sair do bloco.
A maioria dos franceses e italianos ouvidos concorda com um plebiscito. O instituto ouviu ainda cidadãos de Suécia, Espanha, Bélgica, Hungria, Polônia, Alemanha e do próprio Reino Unido.
Além do ceticismo quanto ao bloco, o plebiscito no Reino Unido despertou outro sentimento entre os europeus: o de não ser bem-vindo entre parte dos britânicos.
Cerca de 3 milhões de cidadãos de países-membros do bloco vivem no Reino Unido, e aproximadamente 2 milhões de britânicos estão nos outros 27 países da UE.
O livre trânsito de cidadãos da UE, uma das prerrogativas do bloco, transformou-se em um dos pontos de maior apelo durante a campanha do plebiscito. Favoráveis ao Brexit defendem que os imigrantes sobrecarregam o sistema de saúde, baixam os salários e “roubam” empregos.
Por isso, analistas avaliam que haverá muitas feridas a curar no Reino Unido após a votação. A disputa rachou o Partido Conservador e expôs fragilidades do Trabalhista. O cisma persistirá.
Não cumpre em regime fechado como quer vc e alguns.
ESSE COMUNISTA DE MEIA TIJELA ESTÁ SOFRENDO DE DEBILIDADE MENTAL. É UMA MAL AGRADECIDO. FOI A REDE GLOBO QUE O DEU UMA OPORTUNIDADE. ESTUDOU PARA SER JORNALISTA TRABALHAR EM UMA EMISSORA COMO A REDE GLOBO, SER CORRESPONDENTE INTERNACIONAL E DEPOIS SE TORNAR UM BLOGUEIRO DESQUALIFICADO DE PARTIDO COMUNISTA. SUJOU A BIOGRAFIA DE VERMELHO. ENTROU EM DECADÊNCIA PROFISSIONAL E MORAL. ACORDA BRASIL!
A pouco tempo atrás esculhambou com Bonner e Renata Vasconcelos do JN, acho que deve estar SENIL, agora com uma cadeiazinha poderá ficar bom desta anomalia.
Já notaram que parece que agora o país está saindo da estado de baderna em que se encontrava e entrando num verdadeiro "estado de direto"??? SÓ FALTA AGORA PRENDERM O LULADRÃO para que se tenha a certeza disso…
"Olá tudo bem??!!
Kkkkkk…..
Com certeza teria de ser regime fechado.
Recalcado pq a Globo não o quis mais em seu quadro de funcionários.
Do mesmo modo agiu,
qdo foi demitido do Portal IG em 2008 por fax.
Agora durma com um barulho desse… Rs. Rs..
Ele se acha o "Jornalista Pica das Galáxias"
Mas pelo visto, não passa de um "língua alugada" do antigo DESgoverno/PT….
Concordo grande Val
Esse Paulo Henrique, é um PTRALHA sem futuro.