Política

Henrique descarta 'pauta-bomba' no Congresso e revanchismo contra o PT

Por FolhaPress

Derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), descartou revanchismo contra o PT, que foi seu rival no Estado, negando a possibilidade de colocar projetos incômodos ao Planalto em votação até o fim do ano como forma de retaliação.

Alves perdeu a eleição para o atual vice-governador Robinson Faria (PSD), que contou com um vídeo de apoio do ex-presidente Lula no final do primeiro turno, repetido à exaustão na segunda etapa da campanha.

Em entrevista nesta segunda-feira (27) em Natal, Alves disse ter ficado “surpreso” e “incomodado” com a gravação. “Houve muita estranheza dos nossos”, afirmou, cobrando a conta da lealdade na era Lula.
“Fui grande parceiro do presidente Lula, muito importante para o seu governo. Na época em que ele era presidente, meu partido tinha a maior bancada, eu era o líder. Conversamos muita coisa para ajudar”, afirmou.

Alves disse, contudo, que a situação está “superada” e que não pretende atuar com revanchismo nos últimos dois meses em que comandará a Casa.

O Planalto teme que sejam colocados em votação “pautas bombas” para as contas do governo, como aumento de salário de congressistas, fim da contribuição previdenciária de inativos e aumento do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
“Tem demandas importantes que a Casa quer votar, mas nada farei que venha colocar em risco o ajuste fiscal”, afirmou.

FUTURO

Com a derrota no Rio Grande do Norte –Robinson obteve 54% dos votos ante 46% de Alves–, o atual presidente da Câmara ficará sem mandato em 2015, situação inédita para ele em 44 anos de vida pública.

O deputado negou que possa vir a ocupar um ministério no segundo mandato de Dilma e afirmou que agora irá se dedicar a dois assuntos: a gestão de suas empresas de comunicação no Estado (é dono de uma rádio, uma TV e um jornal) e a união nacional e local do PMDB.

Afirmou ainda que pretende circular mais pelo Rio Grande do Norte para evitar ser criticado pela ausência no Estado, o que ocorreu durante a campanha.
“Vou experimentar um pouco ser político e empresário. Vou fazer um pouco dos dois”, afirmou.

Opinião dos leitores

  1. O PT fez o que devia fazer, foi partidário a quem estava o apoiando. Henrique não se firmava com nenhum candidato a presidente. Aécio vinha em Natal, estava Henrique lá. Robinson vestiu a camisa do PT, o PT vestiu a camisa de Robinson.

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Política

Em entrevistas, Robinson reafirma compromissos assumidos durante campanha

Robinson

Um dia após a vitória nas urnas na eleição de governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD) reafirmou os compromissos assumidos em campanha. Em entrevistas nesta segunda-feira (27) a TV Cabugi, Tv Ponta Negra, Tribuna do Norte, Folha de São Paulo, Valor Econômico e Estadão, Robinson falou dos projetos para o Estado e agradeceu os 877.286 votos.

“Reafirmo o nosso compromisso de trabalho e empenho em cuidar das pessoas, oferecendo um serviço público de qualidade com bons resultados para a população na saúde, segurança, educação e promovendo o desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte”, destacou.

Em entrevista na TV Cabugi, o governador eleito para administrar o Estado nos próximos quatro anos, iniciando em janeiro de 2015, falou sobre os desafios na gestão estadual. “Vamos priorizar o pagamento em dia do funcionalismo público e a eficiência da máquina pública em todo o Estado”, frisou.

Robinson foi entrevistado também na Tv Ponta Negra e reafirmou compromissos com a saúde, educação. “Vamos construir um novo hospital de Traumas em Natal e Centros de Diagnósticos em Natal e Mossoró, cuidando da prevenção e tratamento de doenças e garantindo mais qualidade de vida a população”, justificou.

Questionado sobre educação e segurança, Robinson falou sobre os projetos de escola em tempo integral, valorização dos professores, reestruturação de escolas. Na segurança, Robinson falou sobre o projeto da Polícia de Proximidade, integração das polícias e investimento de 10% do orçamento estadual no setor. Todos, compromissos assumidos na campanha.

Aos jornalistas da imprensa nacional, Robinson falou sobre a política tributária e projetos de desenvolvimento econômico para alavancar o crescimento do Estado. “O Rio Grande do Norte tem um potencial a ser explorado no setor de turismo, polos econômicos através de cadeias produtivas que irão ampliar as oportunidades de geração de emprego e renda”, detalhou.

A Tribuna do Norte, o governador eleito falou sobre o início do trabalho no Governo do Estado que será feito pela equipe de transição, que será divulgada na próxima semana.

Em todas as entrevistas, Robinson agradeceu a votação no Rio Grande do Norte e os destaques nas votações expressivas em municípios como Mossoró, Assú, Pau dos Ferros, Parnamirim e Natal e o papel dos partidos aliados como o PT e PCdoB e todos da coligação Liderados pelo Povo.

“Fizemos história nesta eleição quando entregamos ao povo a decisão de escolher o governador, a senadora e os deputados. E os eleitores elegeram os deputados, Fátima, Robinson e Dilma! A vontade dos eleitores foi respeitada e estamos aqui para cumprir o compromisso de governar para as pessoas”, comentou Robinson.

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Política

Eleitor que não votou no 2º turno tem até 26 de dezembro para justificar

O eleitor que não votou no segundo turno das eleições tem até o dia 26 de dezembro deste ano para justificar a sua ausência.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), quase 30 milhões de brasileiros se abstiveram neste domingo (26).

O dado corresponde a 21% do eleitorado, mas o cadastro do tribunal pode ter falhas e contabilizar como abstenções eleitores que já morreram. No primeiro turno, as abstenções foram de 19,2%.

O eleitor que não votou terá de justificar a sua ausência por meio do formulário RJE (Requerimento de Justificativa Eleitoral), que pode ser obtido no site do TSE.

O formulário deve ser entregue a um Cartório Eleitoral ou enviado pelo correio ao juiz da zona eleitoral onde é inscrito. O requerimento deve estar acompanhado de uma documentação que comprove a impossibilidade de votar.

Se o eleitor deixou de votar tanto no primeiro como no segundo turno, terá que justificar a ausência para cada um deles, obedecendo o prazo de 60 dias após o fim de cada um dos turnos. Para quem estiver no exterior, o prazo é de 30 dias.

Passados esses vencimentos, o eleitor deve se dirigir ao seu Cartório Eleitoral e solicitar a regularização. Será cobrada multa referente a cada turno. Ela pode variar entre R$ 1,06 a R$ 3,51.

Folha Press

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Economia

Dívida pública federal sobe a R$ 2,183 tri em setembro

O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 0,65% em setembro (o equivalente a R$ 2,181 bilhões), atingindo R$ 2,183 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Tesouro Nacional. Em agosto, o estoque estava em R$ 2,169 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 26,88 bilhões no mês passado.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 0,19% e fechou o mês em R$ 2,079 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 10,76% maior, somando R$ 104,48 bilhões em setembro.

A parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 25,91% em agosto para 26,21% em setembro, segundo o Tesouro Nacional. O prazo médio da dívida subiu de 4,47 anos em agosto para 4,50 anos em setembro. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 10,83% ao ano em agosto para 11,54% ao ano em setembro.

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 40,74% em agosto para 41,84% em setembro e ficou dentro da banda de 40% a 44% estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF). Os papéis remunerados pela inflação também aumentaram a fatia, de 34,81% para 35,07%. Esses títulos também ficaram dentro do intervalo do PAF, que vai de 33% a 37%.

Os títulos atrelados à Selic caíram para 18,36% do estoque da DPF em setembro, ante 20,21% em agosto, e voltaram para o intervalo do PAF, que vai de 14% a 19%. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 4,24% em agosto para 4,72% em setembro e também ficaram dentro da banda, que vai de 3% a 5%.

Os estrangeiros aumentaram mais uma vez a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em setembro. A participação dos investidores estrangeiros no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu de 18,80% em agosto para 19,32% em setembro, somando R$ 401,69 bilhões, segundo os dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Em agosto, o estoque estava em R$ 390,16 bilhões.

A categoria das instituições financeiras teve pequena queda na participação do estoque da DPMFi de 28,43% em agosto para 28,22% em setembro. Os Fundos de Investimentos também reduziram a fatia de 21,21% para 20,48%. Já as seguradores tiveram crescimento na participação de 3,98% para 4,04%.

fonte: Estadão Conteúdo

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Política

Com vitória de Dilma, Obama diz que quer fortalecer relações com o Brasil

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (27) pela Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que o Brasil é um parceiro importante para os Estados Unidos e que querem fortalecer a relação bilateral com o Brasil.

“Estamos empenhados em continuar a trabalhar com a presidente Dilma Rousseff para fortalecer nossa relação bilateral”, diz a nota.

Ainda de acordo com a nota, Obama parabeniza a vitória de Dilma e afirma que deve telefonar para ela nos próximos dias para parabenizá-la pela reeleição.

O presidente americano pretende ampliar a colaboração entre os dois países para promover a segurança, prosperidade e o respeito pelos direitos humanos em âmbito global e aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de educação, energia, comércio e outros temas de interesse mútuo.

Em outubro do ano passado, Dilma cancelou o encontro com Obama após revelações de espionagens feitas no Brasil pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA).

Dilma e a Petrobras foram alvos dessas espionagens que foram reveladas a partir de documentos secretos obtidos pelo jornalista Glenn Greenwald com Edward Snowden, ex-técnico da NSA. Os papéis mostraram que a comunicação entre Dilma e assessores foi monitorada pela agência americana. Desde então, o clima entre os dois países ficou abalado.

Folha Press

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Política

Wilma de Faria emite nota sobre resultado da eleição estadual

NOTA:

Passada a eleição é hora de pensar no que devemos esperar do governo pelos próximos quatro anos. Faço isso com a postura de quem governou o Rio Grande do Norte e reafirma ao povo seu compromisso de continuar contribuindo com o desenvolvimento do estado.

Parabenizo o nosso candidato da coligação “União pela Mudança”, Henrique Alves, pela campanha propositiva e idealista, que infelizmente não venceu, mas apresentou um excelente projeto de resgate do estado, recebendo a confiança de milhares de potiguares que viram na sua experiência e poder de articulação a segurança de que precisavam para ter o Rio Grande do Norte de volta nos trilhos do desenvolvimento.

Parabenizo também o governador eleito, Robinson Faria, ao mesmo tempo em que desejo sucesso e muita disposição para o trabalho diante dos muitos desafios que enfrentará para tirar o estado do caos administrativo, econômico e social em que se encontra.

Espero sinceramente que as declarações de compromisso de Robinson sejam efetivadas no decorrer dos próximos quatro anos, como esperam não apenas os que votaram nele, mas todos os norte-rio-grandenses.

De nossa parte, o potiguar pode esperar a continuidade de nossa oposição responsável, que visa exclusivamente cobrar os avanços que todos os cidadãos buscam e merecem, exercendo papel fiscalizador que só fortalece a sociedade democrática que tanto lutamos para conquistar.

Opinião dos leitores

  1. Wilma a sua participacao na chapa do acordao foi um suicidio politico. Na didputa a Prefeitura do Natal daqui ha 2 anos o candidato da oposicao sera MINEIRO com forte apoio de Fatima Bezerra e Dilma. E aguardar.

  2. O ACORDAO mandou para casa, Henrique Alves, Joao Maia, Wilma de Faria, Fafa Rosado, Leonardo Nogueira, Sandra Rosado, Larissa Rosado, Vivaldo Costa. Eu acho eh pouco!! Quem mandar fazer acordo em gabinete e não escutar o povo. KKKKK

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Economia

Bolsa cai e Dólar dispara

No primeiro pregão após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou o dia com desvalorização de 2,77%, em 50.503 pontos, puxada pela queda recorde das ações da Petrobras.

O dólar subiu para níveis historicamente altos. A moeda à vista, referência no mercado financeiro, subiu 2%, alcançando R$ 2,5211, maior cotação desde 29 de abril de 2005. O comercial, usado em transações do comércio exterior, fechou o dia em R$ 2,523, com alta de 2,64%, a maior variação desde setembro de 2011.

O volume financeiro no pregão foi de R$ 16,8 bilhões, acima da média do mês de outubro, que é de R$ 10,7 bilhões até o dia 23.

Para analistas, o reflexo da eleição no mercado foi menor do que o esperado. Isso porque, dizem eles, o mercado não trabalhava com níveis tão altos, preparando-se para a vitória da presidente Dilma. Além disso, a sinalização de mais diálogo com o mercado também contribuiu para a redução das perdas durante o dia.

Mas o dia começou com estresse. Logo após o leilão inicial de ações, papéis de estatais derretiam na Bolsa brasileira, que chegou a cair mais de 6% no Ibovespa, às 10h20, quando o índice atingiu a marca de 48.722 pontos. Ao longo do dia, no entanto, essa queda brusca se reverteu.

Na visão de Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da TOV Corretora, um dos motivos de a queda ter sido menor do que imaginava a média do mercado foi o fato de o mercado não estar trabalhando tão alavancado.
“A média do mercado já trabalhava com a hipótese de vitória da Dilma, então não tentou antecipar com muito volume uma eventual vitória do Aécio e, por isso, o mercado não abriu no pânico que se esperava”, disse.

Para o analista analista-chefe da Spinelli Corretora, Elad Revi, a sinalização da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) de que quer se aproximar do mercado, além da possibilidade de mudanças na política econômica, fizeram com que a queda da Bolsa brasileira não se acentuasse durante todo o dia. “A sinalização passa credibilidade, mas ainda não é algo efetivo”, pondera Revi.

Além disso, o mercado já tinha precificado a vitória da presidente Dilma, com a Bolsa amargando pesada queda na semana passada. “A Bolsa já tinha caído 7% na última semana e a tendência para hoje era essa, de começar o pregão com muita emoção, portanto com fortes quedas”, considera André Moraes, analista da corretora Rico.

Como o mercado vai se comportar daqui para a frente vai depender da definição da equipe econômica. “Os próximos passos, com o novo ministro da Fazenda e a definição da política econômica, vão ditar os rumos do mercado daqui para frente”, avalia Moraes.

AÇÕES
Das 70 ações negociadas na BM&FBovespa, 52 fecharam em baixa e 18 em alta. A maior alta do Ibovespa foi a das ações da Estácio Participações, com valorização de 8,74%.

No “kit eleições”, as ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas, tiveram a queda mais expressiva do dia, com desvalorização de 10,92%, a R$ 14,52, e os papéis ordinários -que dão direito a voto- registraram queda de 10,38%, a R$ 14,07.

As ordinárias da Eletrobras encerraram em queda de 10,20%, a R$ 5,46. E as ações do Banco do Brasil caíram de 5,24%, a R$ 24,40.

CÂMBIO
A alta do dólar durante esta segunda-feira (27), primeiro dia de negócios depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, ficou aquém das expectativas do mercado. A avaliação é do especialista em câmbio da Icap Brasil, Ítalo Santos.
“O mercado esperava um estresse maior, mas o investidor estrangeiro continua colocando dinheiro no País para pegar essa taxa de juros alta”, afirma.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio, da Treviso Corretora, concorda que a presidente tem que ser rápida em algumas atitudes, como na escolha do ministro da Fazenda.
“É importante ela mostrar que está atenta aos anseios do mercado e do Brasil inteiro”, afirma Galhardo ao considerar que ela tem um prazo menor para sensibilizar o mercado para as mudanças que boa parte do povo brasileiro mostrou querer.

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. Caro Marcos, quem só quer ver e ouvir coisas boas deve assistir a Rede Vida, Canção Nova, Rádio Rural…

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Política

Renan discorda de Dilma e sugere referendo para reforma política

Um dia depois da presidente Dilma Rousseff anunciar o plebiscito da reforma política como prioridade para o seu segundo mandato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta segunda-feira (27) ser contrário à sugestão da petista. Em nota, Renan defende um referendo como mecanismo para a aprovação da reforma, e não um plebiscito para que os brasileiros decidam o que deve mudar no sistema político do país –como defende Dilma.

“Entendo que o melhor caminho é o Congresso Nacional aprovar a reforma –caso contrário poderá pagar caro pela omissão– e submetê-la a um referendo popular, como fizemos na proibição de venda de armas e munições”, afirmou em nota.

Pela legislação, o plebiscito é o mecanismo utilizado para consultar a população sobre um determinado assunto, antes das novas regras serem aprovadas pelo Congresso ou Executivo. No referendo, a população apenas ratifica ou não as mudanças já aprovadas.

Em seu discurso depois de reeleita presidente, Dilma defendeu o plebiscito para que a população decida os pontos da reforma. Na opinião de Renan, cabe ao Legislativo a decisão sobre os pontos de mudança no sistema político –uma vez que não há consenso sobre o que deve mudar nem mesmo entre os congressistas.

“Reitero minha defesa pela reforma política como o fiz desde sempre e, em especial, em 2013, após as manifestações cívicas. Por ser tratar de uma unanimidade estática, onde todos são favoráveis, mas ela nunca prospera, devemos mesmo recorrer à força transformadora da sociedade”, afirmou.

Renan também defendeu a união do país depois das eleições ao afirmar que não há “terceiro turno” na disputa à Presidência da República, considerada pelo peemedebista como uma das “mais acirradas e combativas” desde a redemocratização.

“Mesmo com tantos tensionamentos, venceu a democracia e o pleito foi marcado pela ordem e respeito aos resultados. Apuradas as urnas é prudente que todos os brasileiros e brasileiras, notadamente os homens públicos, reflitam sobre a humilde convocação feita pela presidente reeleita em torno da conciliação nacional.”

RESISTÊNCIAS

No ano passado, o Congresso enterrou a proposta de plebiscito da reforma política, sugerida por Dilma logo após as manifestações de ruas do mês de junho. A sugestão da petista não encontrou apoio nem mesmo entre os partidos aliados do governo, com exceção do PT e PCdoB, que se mantiveram em favor da consulta popular.

Na época, Dilma lançou cinco “pactos” em resposta às manifestações de rua que tomaram o país em junho do ano passado. Um deles era a reforma política por meio de plebiscito popular. O PT e o Planalto não recuaram da ideia, mesmo diante da resistência do Congresso.

Durante a campanha eleitoral deste ano, Dilma recebeu de movimentos populares documento com cerca de 8 milhões de assinaturas em favor da realização de plebiscito para a reforma política. Além da convocação de Assembleia Constituinte para o Congresso discutir pontos de mudanças no sistema político do país, Dilma defendeu a realização da consulta popular para questionar a população sobre pontos específicos da reforma –que deveriam ser sugeridos no plebiscito.

No encontro com os movimentos sociais, Dilma defendeu dois pontos específicos da reforma política: a paridade entre candidatos homens e mulheres nas eleições proporcionais (o mesmo número de candidatos de cada sexo) e o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais –para o Congresso e as Câmaras Legislativas. Segundo a presidente, o Congresso não se “auto-reforma” e os congressistas não mudam o sistema político enquanto têm mandatos, por isso a necessidade da consulta popular.

Folha Press

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Política

E agora José Agripino?

Antes da recém-terminada campanha eleitoral começar, o senador José Agripino Maia contava com o apoio de três deputados estaduais na Assembleia Legislativa – Getúlio Rego, Leonardo Nogueira e José Adécio. Tinha também o apoio de um deputado federal, o seu próprio filho, Felipe Maia. O grupo político do qual o senador e presidente nacional e estadual do Democratas se apresenta como líder tinha também a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini.

O que fez José Agripino?

Rifou a governadora que ajudou a eleger em 2010 e a impediu de ser candidata à reeleição ao lhe negar a legenda. “Matou” a Rosa viva. Tudo para se compor com o PMDB do deputado Henrique Alves e garantir uma coligação proporcional que assegurasse a renovação do mandato do filho Felipe Maia.

Escolhido coordenador da campanha do senador Aécio Neves a presidente da República, José Agripino também tratou de rifar o tucano. Quando este foi ultrapassado nas pesquisas pela ex-senadora Marina Silva, ainda no primeiro turno, Agripino se apressou em dizer que o tucano deveria pensar em apoiar Marina em um eventual segundo turno. Aécio deu a volta por cima, chegou ao segundo turno e por muito pouco não ganhou as eleições. Como o apoio de Marina.

As urnas do segundo turno também reservaram outras decepções para aquele que se autointitula o grande líder democrata. Seu candidato ao governo perdeu feio na maioria das maiores cidades do estado e foi derrotado de forma humilhante em Mossoró, reduto agripinista nos tempos em que Rosalba e seu grupo lhe devotavam lealdade quase canina.

Agripino viu também o filho Felipe Maia se reeleger com bem menos votos do que há quatro anos e o DEM perdeu uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com um detalhe importante: José Adécio apoiou indiretamente no segundo turno a candidatura de Robinson Faria, cujo PSD Agripino tentou minar desde o nascedouro.

O futuro do DEM também é incerto. O prefeito de Salvador, ACM Neto, admitiu recentemente que o partido terá de se fundir com outras legendas para sobreviver. Palavras de uma espécie de um dos últimos dos moicanos.

Sem governadora, sem Mossoró, onde o desempenho de Robinson é creditado à uma forte onda anti-agripinista, o senador e dirigente democrata vê, diminuir, a cada dia, as chances de renovar o mandato em 2018.

Somados todos os resultados e tirada a prova dos noves, José Agripino é líder contestado de um grupamento político em franca decadência. E sai das urnas de 2014 como um dos grandes derrotados.

Resta-lhe como espólio o comando do DEM, originado do PFL que um dia já foi PDS e chegou a ser chamado, no final da ditadura militar, a quem serviu com louvor e afinco, de “o maior partido do Ocidente”

Mas é um líder contestado, acostumado a rifar os companheiros nos momentos difíceis. Estão aí, para não me deixar mentir, a governadora Rosalba Ciarlini.

Para completar a sua atuação desastrosa, quando as urnas deram seu recado, Agripino disse, ao analisar o desempenho eleitoral de Aécio Neves, que o o Brasil que produz votou no tucano. Colocou, assim, no rol dos improdutivos estados como o Rio Grande do Norte, e Mossoró, sua cidade natal, que se acostumaram a lhe dar seguidos mandatos de senador, desde 1986.

O que falta fazer o grande líder democrata?

E agora José?

Opinião dos leitores

  1. Em 2018 vamos dar o troco mais uma vez. Já começamos a tirar os Alves, agora é unir forças e banir o restante junto aos Maias. Se fizemos história em eleger Robinson Faria para o governo do estado, desbancando o todo poderoso Henrique Alves, mais prazer ainda terei para votar em Rosalba pro Senado e mandar Jajá pro inferno. Vamos dar o troco. Estou com a ROSA! #RosalbaSenadora2018

  2. A políticas desses senhores ficou num passado distante e eles ainda não perceberam.

  3. Quando vi a notícia de que Rosalba não tinha a legenda para ser candidata, fiquei boquiaberto. Como é que pode? A mulher tinha sido eleita pelo DEM, tinha dado cargos aos líderes do partido e agora não tinha a legenda do seu partido para ser candidata a reeleição? Tudo articulado por Henrique, que queria bater o pênalti sem goleiro. José Agripino pagou um preço muito alto pela traição e Henrique pela covardia que estrategiou.
    Quanto ao futuro de Jajá e Gari. Acredito que Gari ainda chega lá, o grupo é maior do que o de Jajá, mas Jajá não chega, pois Robinson terá um candidato ao senado e irá querer elegê-lo, e esse candidato não será José Agripino.

  4. 1 milhão de votos = ROSA+GARI+jaja
    Dificilmente José Agripino assim como Garibaldi ressurgirá das cinzas. O RN tem uma Rosa muito forte ainda, sem ela, a história seria muito diferente. Rosalba está viva , se a conheço, irá perseguir José Agripino e Garibaldi até os últimos dias dela na política. Tristeza para Zé e Gari, e nem quero entrar na nova grande líder: Fátima. Ela esta mais forte cada vez mais. Abram o olho pq a vez é de Fátima, o PT vai dar trabalho pra sair, junto a ela vejam quem esta aliada:Rosalba, coincidência? Será? Duvido. O rn está destruindo os Maia e Alves.

  5. Em 4 anos muita coisa pode acontecer. Lembrando que 2010 falava-se isso também, Lula tava forte e queria muito derrotá-lo. O resultado todos sabemos, quase 1 milhão de votos.

  6. Bruno,
    É bom lembrar que José Agripino, impediu a candidatura do ex. deputado Ney Lopes que também desfiliou-se do DEM.

  7. Esse aí já está morto politicamente. A data do seu sepultamento será outubro de 2018. Talvez ele queira evitar a humilhação pela qual passou Henrique e não pleiteie nenhum cargo político nas próximas eleições.

  8. Aposto que Rosalba vai jogar a última par de terra em Agripino. Primeiro vai esvaziar o DEM no Rio Grande do Norte, levando para outra legenda a maior parte de seus integrantes . Depois, em 2018, vencerá Agripino nas urnas. Talvez Felipe consiga renovar seu mandato, mas a aposentadoria de Agripino é certa. Ele deverá fazer companhia a Henrique no ostracismo.

  9. ESPERO QUE EM 2018 O POVO DO RN ACORDE E TAMBEM MANDEM O AGRIPINO E O GARIBALDI PARA CASA ,COMO FIZERAM COM O HENRIQUE ALVES……O GARIBALDI COM A CONVERSINHA MOLE E O AGRIPINO BANCANDO A BOM MOÇO E NA REALIDADE NAO FAZEM NADA…NADA MESMO PELO NOSSO RN…..A CADA ANO QUE PASSA ESTAMOS PIOR..SEM FABRICAS..SEM TURISMO…SEM EMPREGOS…..E ESTE POVO PENDURADO NOS COFRES PUBLICOS …CHEGA …RUA…

    1. Espero que mande para casa essa bancada de Deputados Federais do "Faz nada ". Fabio Farias, Felipe Maia, Paulo Davim, … bando de parasitas…

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Diversos

Obras nos bairros de Capim Macio e Nossa Senhora da Apresentação estão em fase de conclusão

Até o próximo dia 10 de novembro, a Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Semov) estará concluindo as obras de pavimentação e drenagem de mais dez ruas no Bairro de Capim Macio, zona Sul da Cidade. As outras 48 ruas que integram o projeto já foram concluídas, informa o secretário titular do órgão, Tomaz Neto.

Segundo ele, a obra contemplou, ainda, a urbanização de quatro lagoas que também já foram concluídas no referido bairro. O valor aplicado foi da ordem de R$ 47 milhões.

Com relação ao bairro de Nossa Senhora da Apresentação (zona Norte), Tomaz Neto disse que a Semov está concluindo a pavimentação e drenagem de 17 das 525 ruas beneficiadas. “A urbanização da Lagoa do Conjunto Aliança foi concluída. No momento, estamos iniciando a urbanização da Lagoa do Jardim Primavera que é a última obra do projeto que falta”.

Este projeto custou em torno de R$ 125 milhões contemplando, além da pavimentação e drenagem de 525 ruas e a urbanização de quatro lagoas, a construção de um túnel com 1,7 quilômetros de extensão ligando a Lagoa do José Sarney ao deságuo final.

Opinião dos leitores

  1. Caros moradores da ZN resido no grande de bairro N.S. da Apresentação e não vejo essa pavimentação e nem a conclusão do saneamento pois os canos estão quase todos entupidos com lixo e areia … será preciso a limpeza de quase todos os canos pra poder funcionar direito .

  2. Finalmente a Rua Neuza Farache foi calçada, agradeço ao prefeito promessa de campanha cumprida . Parabens , estamos de OLHO !!!

  3. Finalmente minha rua Neuza Farache foi calçada, agradeço ao prefeito, compromisso de campanha cumprido . Parabens

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Diversos

TEMA POLÊMICO: Presidente do PT vê prioridade na regularização da mídia

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que o novo governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) terá como prioridades a reforma política e a “regulação do sistema democrático da mídia”. “Vamos continuar insistindo para a regulação da mídia; é uma das mais importantes ao lado da reforma política”, disse, durante coletiva na capital paulista.

Ele afirmou que a proposta para democratização da mídia se dirige a veículos de radiodifusão e não inclui jornais e revistas e reforçou que não tem a intenção de censurar veículos. “Sobre a democratização dos meios de comunicação, que não afeta a mídia impressa, a Constituição prevê em seu artigo 220 a mais ampla liberdade de expressão do pensamento. Agora, o mesmo item que trata da comunicação social proíbe a existência de oligopólios e monopólios na comunicação”, disse. “Vamos continuar insistindo para regulamentar a Constituição”.

Falcão citou a Inglaterra para justificar a existência de agências reguladoras e defendeu a reforma da mídia. “Considero a mais importante depois da reforma política. Espero que nosso governo junto com o Congresso possa avançar nessa direção, assim como a maioria dos países democráticos têm agências reguladoras, como a Inglaterra.”

O presidente do PT afirmou ainda que o projeto apresentado pelo ex-ministro Franklin Martins pode ser “um bom ponto de partida” para que o processo de reforma da mídia seja discutido.

Falcão afirmou que a dificuldade de conseguir mudanças na mídia por meio do Legislativo se deve ao fato de muitos parlamentares possuírem concessões de rádio e TV. “Um dos pontos é não permitir é que aqueles que concedem possam conceder para si mesmos”, disse, ressaltando que, para isso, será preciso criar um mandato de transição.

Ele disse também que a reforma política está “na ordem do dia” e que é preciso uma mobilização da sociedade para que ela aconteça. “Só vamos obter com mobilizações”, disse. “Pelo Congresso é praticamente impossível”, afirmou, destacando que já existe uma proposta da presidente Dilma com 189 assinaturas para que possa ser elaborado o plebiscito da reforma política. “Dilma quer dialogar muito sobre a reforma política”.

fonte: Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Enquanto ignoramos aqueles que pedem o Impedimento da Presidente, eles, sem sofrer reação, se organizam, fazem manifestações cobertas pela mídia e sua petição já está com milhares de assinaturas. A petição abaixo é uma REAÇÃO ao movimento golpista. Amigos do Blog, VAMOS ASSINAR, DIVULGAR, COMPARTILHAR, e em breve teremos milhares de assinaturas. Enquanto nos calamos, os golpistas avançam.
    Vinicius C da Silva
    PPGFIL-UERJ
    Doutorando
    https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministerio_Publico_Federal_Pela_ilegitimidade_da_peticao_que_pede_o_impedimento_da_Presidente_Dilma/?alCrDib

  2. SULAMÉRICA SEGURADORA DA AMINTAS BARROS, PEDIMOS A GENTILEZA DE VCS MANDAREM CONCERTAR O ALARME, POIS ESTÁ A INCOMODAR POR DEMAIS AOS SEUS VIZINHOS. PASSA as 24 H TOCANDO ESSA CAMPANHIA ESTRIDENTE. ACHO QUE NÃO É CARO NÃO. ESPERO QUE TOMEM CONHECIMENTO E ” VEJAM SÓ O ALARME NÃO PARA TOCAR. ESSE TIPO DE ALARME É PARA QUANDO A AGÊNCIA, ESTIVER SENDO ASSALTADA? COMO SERÁ O SINAL? ENTÃO, POR QUE ELE TOCA EM INTERVALOS ALTERNADOS DE APENAS 5 MINUTO. DISPAROU APARTIR DAS 18 HORAS E ATÉ AGORA CONTINUA, NÃO CHEGA NINGUÉM PARA AVERIGUAR O QUE ESTÁ OCORRENDO NO INTERIOR DESTA AGENCIA. DE PRAXE. VEM MORAR AQUI PERTO PRA TU VÊ O ESTRAGO QUE ESTE BARULHENTO ALARME FAZ NO PÉ DE TEU OUVIDO.

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Diversos

(FOTO) – Pará: na cidade do Bolsa Família, 78% votam em Dilma

dona-de-casa-para-size-598 (Mariana Zylberkan/VEJA)

Para chegar a Santarém Novo, município paraense de 6.390 habitantes localizado a 160 quilômetros da capital Belém, é preciso ajuda: sem nenhuma placa na PA-324, estrada que corta o nordeste do Estado, que indique a entrada da cidade, são os moradores das vizinhas Nova Timboteua e Peixe-Boi quem direcionam os forasteiros.  É no mapa do Bolsa Família, porém, que Santarém Novo não passa despercebida. Com 1.283 famílias atendidas, o pequeno município tem o maior porcentual de beneficiados do Pará, cerca de 69% da população. Em 2013, a União passou 2,4 milhões de reais em benefícios do programa ao Estado. A alta dependência da renda da população do programa federal é proporcional à votação de Dilma em Santarém Novo: a presidente obteve 78,19% dos votos entre 5.519 eleitores. No primeiro turno, o porcentual foi um pouco menor: 76,76%. “A quantidade de pessoas que recebe o Bolsa Família quase empatou com a votação para a Dilma no primeiro turno”, diz o prefeito Sei Ohaze, conhecido como Pedro Japonês.

Além do Bolsa Família, que concede uma média de 239,15 reais por mês às famílias, boa parcela da população é beneficiada do Bolsa Verde, programa sancionado por Dilma em setembro de 2011 que repassa 300 reais a cada trimestre a famílias de extrema pobreza que vivem em área de preservação ambiental. Santarém Novo tem quinze comunidades inseridas na reserva extrativista Chocoaré-Mato Grosso e 552 famílias estão cadastradas no programa. Parte dos que recebem o Bolsa Verde ainda vive em casas construídas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por meio de programa de habitação em áreas extrativistas. As casas têm 42 metros quadrados e são entregues equipadas com fogão, geladeira, freezer, maquinário para moer o açaí e para torrar a farinha de mandioca.

“Brincamos que a Dilma só não deu a mulher para a gente, mas o resto foi tudo”, diz o pedreiro Jorge dos Santos Assis, de 29 anos, que vive com a mulher Mara Rosário, de 25 anos, e dois filhos há sete anos em casa construída pelo Incra. A família recebe 260 reais por mês do Bolsa Família e votou na Dilma. “Ela nos ajudou muito, não tem como não votar. Ficamos na dúvida se o Aécio ganhasse iria manter o Bolsa Família”, diz Mara.

A realidade da família do pedreiro reflete a de todo o município: com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo, de 0,58, Santarém Novo vive da pesca, agricultura de subsistência e extrativismo do caranguejo. O IDH da cidade a coloca como prioritária para receber o benefício. Estima-se que ainda haja 150 pessoas na fila para receber verba do programa no município. Diante da escassez de recursos, é inegável a necessidade de ajuda do Estado. “O povo fala que sem Dilma iria acabar tudo, então eu não quis arriscar”, diz a dona de casa Jucileia Teixeira Alves, de 38 anos, que votou na presidente. Jucileia vive com mais sete pessoas em uma casa de pau a pique com sala e quarto na área rural de Santarém Novo e espera há cinco meses o início da construção da casa de alvenaria prometida pelo Incra. “Estamos esperando essa casa há muito tempo, melhor não arriscar”, disse ela, que vivia com 102 reais do Bolsa Família até os filhos saírem da escola há alguns meses.

O catador de caranguejo Isanil do Carmo, de 40 anos, também votou em Dilma com vistas à ajuda que recebe todo mês por meio do Bolsa Família. Pai solteiro de quatro filhos, Carmo recebe 120 reais e completa a renda vendendo caranguejo que caça no mangue. “O Bolsa Família ajuda, antes não chegava a passar fome, mas tinha que correr mais atrás do sustento. Hoje, não preciso correr tanto.”

Mesmo os moradores que deixaram de receber o benefício declararam seu voto a Dilma como uma espécie de gratidão pela ajuda. O vigilante Valdete Bernardo, de 51 anos, deixou de receber os 106 reais do programa, sacado mensalmente por cartão emitido em nome de sua mulher. A secretaria de assistência social lhe tirou o benefício porque ele é funcionário da prefeitura. “O dinheiro ajudava para comprar o material escolar da minha filha, sou grato a Dilma pela ajuda”, diz o vigilante, que estendeu em frente a sua casa uma placa com a foto da presidente e de Helder Barbalho (PMDB), candidato derrotado ao governo do Pará.

Além dos moradores, o próprio prefeito da cidade explicita a dependência do governo federal. Filiado ao PMDB, aliado de Dilma na esfera federal, o prefeito Pedro Japonês fez campanha ostensiva à candidata do PT. “A meta do segundo turno era chegar a 80% dos votos para ela”, disse.

Ele acredita que a presidente, reeleita, vai facilitar a resolução de problemas do município, como a troca de uma lancha escolar por dois ônibus. “Recebemos a lancha, mas as comunidades ribeirinhas tinham medo de andar nela, então eu construí uma estrada para liga-las até as escolas. Precisamos de ônibus escolares, mas a burocracia é muito grande e poderia piorar com a mudança de governo.”

Veja

Opinião dos leitores

  1. Todos os candidatos afirmaram que não iriam acabar com o bolsa família, Marina ainda falou em 13º do mesmo!!!

  2. O segredo da Ditadura, dinheiro por voto. Gratidão eterna!! Até quando haverá este estelionato eleitoral ?

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Diversos

FOTO: Semov inicia serviços de limpeza das lagoas de captação de Natal

20011A secretaria municipal de Obras Publicas e Infraestrutura (Semov) iniciou os serviços de limpeza das 54 lagoas de captação existentes na capital potiguar. Já passaram pela limpeza duas lagoas no bairro de Cidade Satélite e duas no bairro Planalto. De acordo com a programação do órgão as equipes da Semov iniciarão nesta semana a retirada do material existente no fundo das lagoas nos conjuntos Cidade Jardim, Alagamar, e nas lagoas do Preá e da Rua Potiguares. A Prefeitura do Natal está investindo R$ 500 mil reais na execução desse trabalho.

O secretário adjunto de conservação da Semov, Valter Fernandes, falou que a secretaria esta realizando esse trabalho em virtude do fim do período chuvoso na cidade. Ele informou ainda que também está programada a limpeza nas principais lagoas de captação da zona norte. “Isso irá acontecer até o final deste ano”. Valter também disse que esse contrato atual para a limpeza das lagoas se encerra em dezembro, mas a secretaria já está elaborando um novo certame licitatório no valor de R$ 700 mil reais para 2015 com o objetivo de efetuar essas melhorias no restante das lagoas de Natal.

A limpeza dos espaços é necessária para a retirada do lodo que fica depositado no fundo das lagoas, impermeabilizando-as e dificultando o armazenamento e o posterior escoamento das águas pluviais aumentando o risco de alagamento e enchentes nos bairros e comunidades próximas as lagoas.

Opinião dos leitores

  1. Semov: incluir também a "lagoa de captação" da avenida da integração. Em período chuvoso é sempre a mesma coisa: alagamento. Isso acontece há anos. Por favor, não esqueça, nós os motoristas e pedestres agradecem.

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Jornalismo

Falcão defende candidatura de Lula em 2018 e desqualifica declarações do doleiro Alberto Youssef e Veja

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que o movimento de articulação para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato em 2018 ainda não começou porque a eleição de 2014 acabou de ser concluída. “Isso ainda não existe porque a presidente acabou de ser eleita. Mas eu pessoalmente defendo essa alternativa”, destacou.

Falcão diz acreditar que, se a candidatura de Lula for apresentada, receberá um grande apoio do PT. “Mas isso depende de o presidente Lula aceitar. E ele já disse que não quer”, afirmou. O ex-presidente, quando questionado sobre seu possível retorno, tem desconversado. Em alguns momentos diz que não sabe se estará vivo até lá e em outros afirma que nunca sairá da política.

Segundo Falcão, Lula sempre atendeu os apelos da maioria do partido e isso deve pesar na decisão. “E vai ter bastante apelo” afirmou. Em relação à participação do ex-presidente neste novo governo, Falcão disse que “ninguém recruta” Lula, mas que ele terá o seu papel. “Ele vai ajudar muito”, afirmou, referindo-se às possíveis dificuldades de articulação política.

Lava Jato

Falcão desqualificou novamente as declarações do doleiro Alberto Youssef de que Lula teria conhecimento de esquemas de corrupção da Petrobras e também voltou a criticar a revista Veja. “Eu acho que é preciso primeiro que o delator prove o que falou antes de envolver o presidente Lula numa afirmação caluniosa”, disse.

Segundo Falcão, nem o doleiro nem a publicação que, para ele, faz “jornalismo de esgoto”, “merecem crédito”. Ele voltou a dizer que é preciso ter conhecimento dos depoimentos porque “a alusão genérica do PT (na operação Lava Jato) atinge todos nós”. “É preciso que se tenha provas que se comprove crimes, para tomarmos as providências”, disse. O presidente do partido disse ainda que todos os processos contra a Veja serão mantidos e que, das sete ações judiciais, algumas obtiveram liminar.

fonte: Estadão Conteúdo

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Política

Dilma virou o jogo com quase 90% dos votos apurados

Enquanto o Brasil inteiro esperava ansioso dar 20h para saber quem estava na frente na apuração dos votos para presidente da República, cerca de 30 privilegiados acompanhavam a apuração voto a voto desde as 17h, em duas salas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eram técnicos de informática do tribunal, responsáveis por checar a regularidade da totalização. O candidato do PSDB, Aécio Neves, largou na frente. A virada foi registrada às 19:32:03, quando estavam somados 88,9% do votos.

Nesse horário, a presidente Dilma Rousseff (PT) atingiu 47.312.422 votos, ou 50,05% do total apurado até então. Aécio ficou para trás de forma irreversível. Tinha 47.224.291 votos, ou 49,95% do total. Embora o momento tenha sido emocionante, nenhum dos presentes comemorou ou demonstrou tristeza. Afinal, estavam todos a trabalho. A vitória inicial e fugaz do tucano ocorreu porque a apuração começou com as urnas do Sul e do Sudeste, onde ele tem maioria de votos.

— Deu uma angústia ver o desenrolar das coisas e não poder compartilhar com ninguém — lembra o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Giuseppe Janino, que chefiava o grupo. — Para quem viu, foi uma disputa bem emocionante.

A ordem do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, era para que os técnicos ficassem isolados e não passassem a ninguém informações sobre a apuração antes das 20h – nem para ele mesmo. Janino determinou que todos os servidores desligassem o celular e não tivessem acesso ao e-mail, ou redes sociais. Era impossível a comunicação com familiares e amigos. Eles só poderiam conversar entre si. Foi providenciado um lanche para evitar saídas.

— Desliguei meu celular também, para não receber pressão. Não falei nem com a minha família — garante o secretário. — A ordem era para que não passássemos informação nem se tivesse uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando isso.

Na porta das duas salas, cartazes avisavam que o acesso era restrito. Um segurança garantia que ninguém sairia do tribunal a pretexto de ir ao banheiro, por exemplo. Ao sair da sala, o vigia seguia o servidor até o retorno, para não haver nenhum vazamento de informações.

— Todos estavam com o celular desligado. As comunicações eram somente no trabalho. É muito difícil isolar as pessoas hoje, todos têm um computador no celular — observa Janino.

Segundo o secretário, o isolamento tão restrito dos servidores foi inédito. Isso porque o país tem hoje quatro fusos horários, por conta do horário de verão. O primeiro horário é o de Brasília. O último, o do Acre.

DISPUTA ACIRRADA

As eleições foram encerradas na maior parte do país às 17h do horário de Brasília. A partir dessa hora, a Justiça Eleitoral começou a apurar os votos. No entanto, a divulgação só poderia ser feita a partir das 20h, quando os relógios do Acre marcassem 17h e a população do estado acabasse de votar. A precaução existe para que a apuração dos votos não influencie os eleitores do Acre.

A situação ficou mais crítica por conta do acirramento da disputa. Às 20h, quando a divulgação da apuração foi liberada ao público, os percentuais dos dois candidatos estavam muito próximos. A definição do resultado ocorreu apenas às 20:27:53, com 98% das urnas apuradas. Dilma tinha 51,45% dos votos e Aécio, 48,55%.

— Foi um fato inédito, porque não tínhamos uma situação dessa, tão acirrada, e nem quatro fusos horários para administrar — diz Janino.

Depois de divulgado o resultado das eleições, Toffoli foi pessoalmente cumprimentar a equipe de Janino e parabenizar o grupo pelo trabalho bem sucedido. Os técnicos do TSE estão há quatro meses trabalhando direto, sem folga nem nos finais de semana. E parece que o descanso não virá tão cedo.

— No mês que vem, vamos começar a trabalhar para as próximas eleições intensamente — anuncia Janino, servidor do tribunal desde 1996 e desde 2006 ocupando o cargo atual.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Caro, Jarleno, pena que você seja uma pessoa tão sem compostura, mas acalme-se. Estou aqui apenas para lembrá-lo que faço parte dos 48,55%. Nós somos muitos e vamos somar forças porque não requeremos fazer parte de uma ditadura com pessoas sem conhecimento e tão manipuláveis.
    Até breve. #MudaBrasil

  2. Cade aquela cambada, que ficava aqui falando asneiras. Tudo pago pelos tucanos, eram tantos nomes de covardes que só querem o mau do nosso pais. Ai vem com uma conversa mole. Foram embora para marte , pegaram carona no rabo do tucano.

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Judiciário

Em 2016, PT terá indicado dez dos onze ministros do STF

ministros-size-598No momento em que as investigações sobre o petrolão avançam e mais autoridades com foro privilegiado são mencionadas pelos delatores do caso, a reeleição da presidente Dilma Rousseff permitirá a ela indicar mais cinco nomes para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF). A partir de 2016, o único integrante do STF não indicado por um presidente petista será Gilmar Mendes. Se permanecer no cargo até a aposentadoria compulsória, ele deixará a corte em 2025.

Hoje, há uma vaga aberta no tribunal: Dilma ainda não escolheu o sucessor de Joaquim Barbosa, que se aposentou em julho. Outros dois lugares surgirão na primeira metade do próximo mandato da presidente. Em novembro de 2015, Celso de Mello completará 70 anos e deixará a corte por causa do limite de idade. Decano do STF, ele foi indicado em 1989 pelo presidente José Sarney. Em julho de 2016, quem terá de se aposentar é Marco Aurélio Mello, nomeado por Fernando Collor em 1990.

Com exceção de Gilmar Mendes, dos outros dez ministros, três foram escolhidos por Lula: Ricardo Lewandowski, Cármen Lucia e José Dias Toffoli. Sete estarão na conta de Dilma: Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Luís Roberto Barroso e os três nomes que ela ainda vai escolher. Dilma ainda poderá substituir outros três ministros em 2018: Lewandowski, Rosa Weber e Zavascki. Eles terão de se aposentar no último ano de mandato da presidente.

A mudança no perfil do STF se acentuou nos últimos anos.O julgamento do mensalão deixou evidente uma divisão na corte: os ministros mais antigos, inclusive alguns nomeados por Lula, foram mais rigorosos do que os integrantes mais novos do Supremo. O julgamento dos embargos do processo, que favoreceu os condenados e reduziu a pena de figuras como José Dirceu e José Genoino, teve a participação decisiva dos novatos Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso.

Durante o julgamento dos embargos, após a absolvição dos réus que haviam sido condenados por formação de quadrilha, Joaquim Barbosa afirmou que os novos nomes foram escolhidos para livrar os mensaleiros: “Temos uma maioria formada sob medida para lançar por terra o trabalho primoroso desta corte no segundo semestre de 2012”, disse. Barbosa também fez um alerta: “Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo a seu favor para continuar sua sanha reformadora”.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Para quem não sabe, uma das funções do Presidente da República é indicar ministros do STF, conforme Constituição Federal 1988.

  2. AI MEU FILHO O PACOTE ESTARÁ COMPLETO, ADEUS DEMOCRACIA, DIFICILMENTE VAI SURGIR OUTRO JOAQUIM. (CUBA)

  3. Pronto pessoal… dilma acabou o problema da corrupção do país. Colocará 10 dos 11 no stf… agora sim ela conseguiu o que queria… acabou com a fama do psdb de engavetador…

  4. Vocês conseguem dizer qual partido ou presidente indicou Joaquim Barbosa? Já viu algum meio de comunicação, após o julgamento do mensalão, fazer a "propaganda" de quem o indicou.
    BG, indico uma leitura sobre como a Veja e o grupo abril estão. Assim você pode evitar incorrer em deslizes de ficar ctrl+c ctrl+v do que eles escrevem. Falei isso porque observei vossa cede em reproduzir textos daquele semanário.

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