Denúncia

Operação do MPRN combate aumento abusivo no preço e estocagem de máscaras descartáveis; reajuste chega a quase 15 mil por cento

Fotos: Divulgação/parte material apreendido em SP

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com o apoio do CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou nesta quinta-feira (2) a operação Ganância. O objetivo é combater a prática de aumento abusivo no preço de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) utilizados por profissionais de saúde no combate à Covid-19. O reajuste no valor de uma máscara descartável chega a 14.733,33%.

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades potiguares de Natal, Parelhas e Ouro Branco, e ainda no Estado de São Paulo, na cidade de São Caetano do Sul. A Polícia Civil paulista, através da 2ª Delegacia de Investigações sobre Infrações contra o Consumidor do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), auxiliou no cumprimento das ordens judiciais. Foram apreendidos EPIs e álcool em gel, notas fiscais, computadores e aparelhos de telefone celular.

A apuração do crime teve início no final do mês passado, quando uma Prefeitura da Grande Natal procurou o empresário investigado e pediu o orçamento de máscaras descartáveis, equipamento de proteção essencial às atividades dos profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus.

Na conversa feita através do aplicativo Whatsapp, o empresário investigado informou ter 60 milhões de unidades das máscaras em estoque. O preço até recentemente praticado no mercado pelo equipamento era de R$ 0,06 a R$ 0,10 a unidade. Todavia, no diálogo mantido pelo aplicativo, ele cobrou, por cada máscara, os valores de R$ 5,90 (pagamento antecipado); R$ 7,90 (pagamento na fatura); e R$ 8,90 (para o caso de 60% no pedido e 40% na entrega). Respectivamente, esses reajustes são de 9.733,33%, 13.066,66% e 14.733,33%.

Diante da cobrança abusiva, servidores da Prefeitura procuraram o MPRN e denunciaram o crime. As investigações confirmaram que o empresário continua aumentando arbitrariamente o lucro e impondo preços absurdos e excessivos, além de segurar os equipamentos em estoque. Para o MPRN, essa prática causa danos e prejuízos irreparáveis a toda a sociedade, seja pela iminência da paralisação dos serviços médicos, e, consequentemente do atendimento ao público, seja pela impossibilidade de uso das máscaras por aqueles infectados que delas realmente necessitam, possibilitando a propagação da doença.

Além da busca e apreensão de documentos, computadores e celulares, o MPRN obteve na Justiça a autorização para apreender todo o estoque de Equipamentos de Proteção Individual e ainda de álcool em gel que estejam em poder do empresário ou da empresa fornecedora. O material apreendido será entregue à Secretaria Municipal de Saúde que fez a denúncia e à Secretaria de Saúde de São Paulo, que deverão, posteriormente, indenizar as empresas com os valores justos.

A prática investigada constituiu crime contra a economia popular e as penas podem chegar a 10 anos de prisão.

Disque Denúncia 127

O MPRN disponibiliza o Disque Denúncia 127 para denúncias de crimes em geral. O cidadão pode ligar gratuitamente para o número. A identidade da fonte será preservada.

Além do telefone, as denúncias também podem ser encaminhadas por Whatsapp para o número (84) 98863-4585 ou e-mail para [email protected]. Os cidadãos podem encaminhar informações em geral, tais como aumento abusivo de preços, denunciar atos de corrupção e crimes de qualquer natureza. No Whatsapp, são aceitos textos, fotos, áudios e vídeos que possam comprovar as informações oferecidas.

MPRN

Opinião dos leitores

  1. Todo insumo vindo da China é pago em dólar, o dólar está com valor nunca visto. Para piorar toda essa situação aqui está faltando tudo.

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Emprego

DEMISSÕES: Rodoviarios cruzam os braços e parte da cidade fica sem ônibus

E o que já estava ruim, ficou pior.

Após a onda de demissões que começaram nas empresas de ônibus nesta quarta-feira que irão atingir 850 funcionários, os rodoviarios resolveram parar.

Os onibus das empresas Guanabara, Trampolim da Vitoria e Via Sul não sairam das garagens porque não tem motoristas e cobradores, eles cruzaram os braços como forma de protestar pelas demissões.

As empresas também alegam que não tem mais como rodar, o movimento caiu 80% desde o iníco do isolamento e os empresários estariam tendo que bancar a obrigação de rodar com os onibus praticamente vazios durante quase todo o dia.

A situação é complexa, grave e os poderes estaduais e municipais ainda não deram uma palavra sobre essa situação. Cadê a Governadora, cadê o prefeito Álvaro Dias e os prefeitos dos municipios da Grande Nata?

Opinião dos leitores

  1. Isso é só o começo. As empresas vão ter q demitir mesmo e isso vai virar rotina, os motoristas fazendo pressão pra não serem demitidos

  2. Cadê a governadora? Cadê o prefeito? Só mandar o povo parar eh fácil! Quero ver bancar o desemprego decorrente!

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Emprego

Sabe aquele empresário do Madero que não iria demitir ninguém? Demitiu 600 nesta quarta-feira

rede de restaurantes Madero demitiu, nesta quarta-feira, 1.º, mais de 600 funcionários, confirmou o empresário Junior Durski, controlador da empresa, ao Estadão. Segundo ele, as demissões se concentraram em equipes voltadas aos projetos de expansão da rede, que previa abrir mais 65 unidades ainda em 2020. A crise do coronavírus deverá cancelar a maior parte dessas inaugurações.

Em vídeo divulgado na semana passada, no entanto, o empresário havia afirmado que manteria o emprego dos 8 mil funcionários que a rede tinha antes dos cortes realizados nesta quarta-feira. Ele havia afirmado que tinha caixa para passar até seis meses com as portas fechadas.

Fontes de mercado haviam dito à reportagem que o total de demissões seria maior, de cerca de 2 mil, mas Durski negou essa informação. “Não sabemos quanto tempo vai durar esse período de lojas fechadas – se vai ser mais um mês ou dois”, disse Durski à reportagem. “Tínhamos 8 mil funcionários (antes da decisão de realizar essas demissões). Fizemos isso para preservar os demais colaboradores.”

Entre as áreas afetadas pelas demissões, segundo Durski, estão a de engenharia – responsável pela execução de projetos dos novos restaurantes – e a de arquitetura, que tem profissionais dedicados a adaptar o lay-out do Madero às especificidades de espaço de cada nova loja. Nessas duas áreas foram demitidas cerca de 15 pessoas, entre executivos, engenheiros e arquitetos.

A maior parte dos trabalhadores demitidos, segundo Durski, se encontrava em período de treinamento. Eram pessoas que haviam sido recentemente contratadas e estavam sendo treinadas em restaurantes já em funcionamento. Elas, posteriormente, seriam alocadas para funções de atendimento, cozinha e limpeza nas unidades que a empresa ainda abriria.

Isolamento

Um dos empresários com a imagem mais ligada ao presidente Jair Bolsonaro, o dono do Madero causou polêmica ao defender, nas redes sociais, o fim do isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O presidente da República, nas últimas semanas, deu várias declarações favoráveis ao fim do isolamento social, citando danos à economia.

O Madero, antes do início da crise do coronavírus, em março, se preparava para uma abertura de capital nos Estados Unidos, inclusive com a contratação de bancos para esse fim. Entre os sócios da companhia estão o apresentador Luciano Huck e o fundo de private equity (que compra participações em empresas) Carlyle. O fundo pagou mais de R$ 700 milhões por uma fatia de pouco mais de 20% da rede no ano passado.

Com a crise do coronavírus, que tem mantido os restaurantes fechados, Durski disse ainda que pretende cortar fortemente a previsão de expansão para este ano. Dos 65 restaurantes previstos, apenas 20 deverão ser abertos, disse.

 ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. É importante colocar que esses mesmos funcionários entregaram quase R$300 milhões de lucro no último ano. Certamente, a rede não era capaz de suportar 3 meses de salários para o pessoal. Mais um bolsonarista mandando o velho exemplo do cidadão de bem!

    1. Os petralhas da oas, Odebrecht, shain, jbs, grupo Petrópolis, mendes junior tem um ideal comum e melhor, roubar dinheiro povo. Rsrsrs

  2. Enquanto a governadora Fátima, suspende, cria grupo e comissão, adia, prorroga; mas efetivamente se abstem de um hospital de campanha, até a prefeitura ja fez o seu. Irresponsabilidade de petralhas, igual ao seu guru ladrão condenado. O RN é o mais afetados pelo covid 19, em proporcionalidade a população dos estado do nordeste, descaso total. VÁ TRABALHAR GOVERNADORA!

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Jornalismo

AI PAPAI: Trump despacha frota naval para a Venezuela

O presidente americano, Donald Trump, anunciou o envio de uma frota para as proximidades da região da Venezuela a fim de combater o narcotráfico. O anúncio foi feito na Casa Branca quase uma semana depois de o Departamento de Justiça (DoJ) do governo americano ter oferecido recompensa pela captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, e de outros integrantes de seu governo, acusados de tráfico de drogas.

A frota enviada é composta de navios de guerra e de combate, aviões e levará helicópteros para fazer a vigilância da região. O presidente americano estava acompanhado do secretário de Defesa, Mark Esper, durante o anúncio. E o Comando Sul da Marinha dos Estados Unidos retuitou logo em seguida a decisão do presidente. “Os Estados Unidos estão lançando uma operação de luta contra o narcotráfico no hemisfério ocidental para proteger os americanos das ações dos narcotraficantes”, afirmou Trump.

O presidente americano afirmou que não vai permitir que os cartéis da droga aproveitem a epidemia de covid-19 para ameaçar os americanos. A Guarda Costeira também deve participar das operações. O secretário Esper divulgou em seu Twitter um mapa com as operações que devem ser feitas. Aviões-patrulha devem ajudar a vigiar a região para sufocar a ação dos cartéis. A  Até agora, nenhum oficial venezueano se manifestou sobre o caso.

O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidosdisse que a decisão de escalar a presença militar americana na região é baseada em dados da inteligência do país. De acordo com ele, como resultado da covid-19 cartéis da droga estão tentando tirar vantagem da situação para “infiltrar drogas em nosso país”. Durante o anúncio, o secretário Esper afirmou que a operação  não permitirá apenas atacar as operações dos narcotraficnates, mas também servirá para negar “aos nossos adversários recursos financeiros dos quais eles dependem”.

“Personagens corruptos como o ilegítimo regime de Maduro na Venezuela confia nos lucros derivados da venda de narcóticos para manter seu poder opressivo”, afirmou. “O povo venezuelano continua a sofrer tremendamente em razão do controle que Maduro exerce no país.” Além de Maduro, outros 16 membros de seu governo foram acusados pelo DoJ de tráfico de drogas. O Departamento acusa o ditador venezuelano de tentar estabelecer uma rota aérea de transporte de drogas da Venezuela para a América Central.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Mais um louco no comando ….TRUMP SE ACHA O DONO DO MUNDO…NAO É A TOA QUE A CHINA DEU RESPOSTA E O CARA TÁ FEITO O BONECO JOAO DOIDO….

  2. Os EUA tem que entrar de vez na Venezuela e matar Maduro e seus aliados, pois só assim acaba de vez com o sofrimento do povo venezuelano que está se dizimando com esse bandido no poder. Acho que está na hora de Lulaladrão e sua corriola se debandarem para lá e apoiar esse traficante do Maduro..

  3. Chegou tarde. Maduro fugiu no avião Chinês que chegou com a suposta ajuda de suprimentos no combate ao Covid 19. Pode anotar aí.

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Jornalismo

Presidente das Filipinas mandou a polícia atirar “para matar” naqueles que furarem a quarentena

Segundo o site O Antagonista, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, mandou a polícia atirar “para matar” naqueles que furarem a quarentena.

Metade dos filipinos está em regime de isolamento social.

Não é primeira vez, o presidnete Rodrigo Duterte também já autorizou viciados matarem traficantes e recomendou disparar contra vagina de guerrilheiras: sem as vaginas, “elas seriam inúteis”

.

Opinião dos leitores

  1. Que tristeza, o ideal seria que ele viesse passar umas férias em copacabana…aqui ele encontraria o seu paraiso…fui

  2. Do site O Antagonista? Com certeza é fake news, só pra causar terror no povo. Esse site não merece crédito.

  3. Esse não é o mesmo que "era gay" e que foi "curado" por q se cercou de belas mulheres? Mais um que joga todas as suas frustrações pessoais contra o seu povo.

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Emprego

Governo Bolsonaro muda e lança slogan e vai lançar a campanha “ninguém fica para trás”

Depois da repercussão negativa da campanha “O Brasil não pode parar”, o governo lança novas peças publicitárias esta semana com o mote “ninguém fica para trás” para falar sobre a covid-19 nas redes sociais. Em uma das imagens, compartilhada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), a frase é acompanhada de uma foto onde aparecem duas pessoas com luvas e roupas de proteção dando as mãos.

“Desde o início, todos os esforços para repatriar brasileiros mundo afora… R$ 750 bilhões já foram mobilizados pelo Governo Federal para combater a pandemia e suas consequências sanitárias, sociais e econômicas. Afinal, #NinguémFicaPraTrás!”, diz um texto da Secom. O presidente Jair Bolsonaro também usou a frase em seu Twitter nesta quarta: “Seguimos lutando para que nenhum brasileiro fique para trás!”, escreveu.

A secretaria de comunicação não fala explicitamente do isolamento, mas destaca medidas anunciadas pelo governo como o auxílio emergencial a 54 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade, que estão na informalidade ou que são microempreendedores individuais. A Secom fala ainda dos beneficiados pelo Programa de Manutenção do Emprego e da Renda e das famílias no Bolsa Família que receberão reforço do auxílio.
ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Mudou nada BG, desde o início que o presidente fala que ninguém ficará pra trás. Não houve repercussão negativa alguma, exceto pela esquerda, sobre o slogan do governo federal. O Brasil continua sem poder parar, ou pode?

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Saúde

ISOLAMENTO É FUNDAMENTAL: Pico do coronavírus no Brasil deve ser no final de abril, diz infectologista

O infectologista Fernando Bozza, da Fiocruz, estimou em entrevista ao Estadão que o pico da epidemia do novo coronavírus no Brasil ocorra entre os dias 25 e 30 de abril.

De acordo com o pesquisador, é essencial que as medidas de isolamento no país sejam mantidas de forma rigorosa pelas próximas duas semanas.

“O isolamento funciona e está funcionando. O cenário era para ser pior, não há a menor dúvida”, afirmou Bozza.  “É agora que precisamos ter mais cuidado: o único trunfo que temos agora é o isolamento. Se afrouxarmos essas medidas, não haverá leitos para todos. O pior ainda está por vir.”

Outros especialistas, porém, advertem que parte do crescimento controlado pode ser atribuído também à subnotificação e à demora na notificação dos casos.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Rapaz isso quer dizer que já vão querer que o mês de Maio já tenha um Decreto para continuar tudo fechado né ????? Quero ver depois o que o governo vai fazer para dar Emprego a todas essas pessoas que estão perdendo os seus nesse meio tempo ai.

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Saúde

EUA já tem 5137 mortos pelo Covid-19. Em 24 horas, 1000 mortos

A Covid-19 já mata mais nos Estados Unidos do que na Itália ou na Espanha. O país já tem 5137 mortos.

De ontem para hoje, foram mil mortos – e a curva está subindo exponencialmente.

Opinião dos leitores

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Jornalismo

General Heleno vira filiado ao PT, mesário, sócio do Vasco, assinante do BBB após publicar dados pessoas na Internet

Ao comemorar o resultado negativo do seu novo teste para a Covid-19, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Augusto Heleno, publicou nesta terça-feira, 31, uma foto do exame em que é possível ver os números do seu RG e CPF. O “descuido” do homem responsável pela inteligência do governo virou motivo de piada no Twitter e foi corrigido pelo general cerca de uma hora depois, quando ele republicou a imagem borrando os campos de dados pessoais.

De filiado ao PT a sócio de clube, internautas não perdoaram o general e afirmam ter cadastrado seu RG e CPF em diversos sites. “É oficial: assinei o Globoplay no nome do General Heleno para usar mais uma semana grátis de Pay Per View do Big Brother. Valeu meu chapa”, publicou um perfil do Twitter. Outra pessoa diz ter cadastrado o responsável pela inteligência da República como mésario voluntário das eleições 2020.

Graças a internautas, Heleno agora também é sócio do Clube de Regatas Vasco da Gama, embora o general já tenha feito declarações favoráveis ao Flamengo. Usuários do Twitter também usaram os documentos para conseguir algumas vantagens, como acesso a cupons de novos cadastros. Além de consultar o CPF do General no Serasa e no SPC, postagens brincam que usaram os dados para pegar empréstimos na Casas Bahia e na Crefisa.

Publicada por volta do 12h desta terça, a mensagem do general informava o resultado de seu segundo teste e agradecia o apoio da população. “Meu novo teste para coronavírus deu negativo, graças a Deus! Agradeço o apoio e as orações de todos os amigos e amigas. Seguimos juntos na batalha por um Brasil melhor!”

Procurado para reportagem, o GSI afirmou que os dados não são sigilosos e qualquer má utilização poderá incorrer em crime. “Os dados publicados constam do laudo sobre coronavírus do laboratório Sabin. Não são, portanto, dados sigilosos. Não há necessidade de qualquer operação de inteligência para obtenção de CPF e identidade de qualquer cidadão. São, praticamente, dados de domínio público. Qualquer prédio comercial com portaria organizada tira cópia da identidade de quem entra no edifício. Pessoas mal intencionadas sempre poderão se valer dos referidos dados. Se fizerem má utilização, cometerão crime e estarão sujeitas às penas da lei”, diz o órgão, em nota.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. Esse é o quadro e a foto do chefe da inteligência Brasileiro.
    Para o bolsonarismo inteligência é só uma palavra.

  2. Ainda bem. Hum ser humana como eu tantos outros milhoēs.
    Nos acompanhe Vermelhos, não são do povão.

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Saúde

O GALEGO COMPROU TUDO: Compra em massa pelos EUA cancelou aquisição de equipamentos para o Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quarta-feira (1º) que parte das compras que seriam feitas pelo Brasil de equipamentos de proteção individual para uso na rede de saúde devido ao novo coronavírus “caiu” após os Estados Unidos adquirir um grande volume de produtos da China.

“Hoje os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros dos maiores para a China, para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizá-las para poder fazer o abastecimento, muitas caíram”, afirmou o ministro. “Mais do que nunca temos que poupar ao máximo.”

Ele usou o exemplo para voltar a defender que medidas de distanciamento social sejam mantidas.
Segundo o ministro, a pasta já buscou outros fornecedores, mas não há certeza da entrega.

“Só acredito na hora que estiver dentro do país e na minha mão. Tenho contrato, documento e dinheiro. Às vezes o colapso é quando tem dinheiro e não tem o produto. O mundo inteiro também quer. Tem problema de demanda hiperaquecida”, disse.

Mandetta diz que a mesma situação de incerteza na entrega afeta o fornecimento de respiradores usados em UTIs. “Hoje conseguimos fazer uma possível compra de 8.000 respiradores. Tem 30 dias para nos entregar. Se receber, ótimo, acalmo”, disse.

Para o ministro, a dificuldade atual na oferta de produtos e insumos tem relação com o baixo número de fornecedores, com produção concentrada sobretudo na China.

“Espero que nunca mais o mundo cometa o desatino de fazer 25% da produção de insumos em um único país. Essa é uma discussão do pós-epidemia.”

Ainda segundo Mandetta, secretarias de saúde já foram abastecidas de equipamentos de proteção individual, mas a situação gera preocupação diante da possibilidade de sobrecarga no sistema.

Ele pediu que gestores estaduais também tentem comprar produtos por conta própria, na contramão de orientações anteriores da pasta. “A compra que o Ministério da Saúde está tentando fazer centralizada é um esforço. Façam vocês também, localmente, internacionalmente, como sempre fizeram.”

Em outra frente, sugeriu que a população que tiver necessidade faça máscaras de pano, deixando os outros modelos para a rede de saúde. “Máscara de barreira mecânica funciona muito bem. Qualquer pessoa pode fazer e vai estar ajudando o sistema de saúde”, disse.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. A única preocupação de Paulo Guedes era privatizar e reforma para lascar o trabalhador .Está gravado o repórter pergunta sobre a pandemia há 2 meses atrás ele diz combater com as reformas será que esse povo a memória é curta assim.

  2. O governo federal foi p/China pedir para os chineses entrar no leilão do pré sal essa era a preocupação agora vem com essa conversa mas eu tenho memória.

  3. Tai o slogan, a América para os Americanos, o restante foda-se. Quem manda no mundo é o EUA e pronto, o restante fica com as sobras. Os PeTralhas vermelhos deveriam ter intervido nessa negociação, visto que são fã do regime comunista.

  4. Junto com a autorização para compras indiscriminadas deveria haver uma cláusula de destituição e prisão imediata para quem for flagrado desviando recursos.

  5. Certamente o fato do presidente e seus filhos passarem o dia falando bosta sobre o " vírus chinês " (SIC) deve ajudar bastante.

  6. .E os avioes da FAB. Por que nao foram a China buscar os produtos. Tavam ocupados levando politicos para cima e para baixo.

  7. Pois é AMERICANO E CHINÊS FAZEM NEGÓCIOS , não tem amigos. Nós temos o Sol a nosso favor . Ficar em casa , quem tem esse privilégio e combater o vermelhos 24 horas .

  8. Conhecendo esse bando de políticos FDP não tenho dúvidas que vários encontrarão meios de desviar dinheiro público. Deveria ser criado uma equipe em cada Estado com componentes de diversos órgãos para controlar e ter acesso irrestrito ao montande destinado a saúde para dar transparência e evitar que esses bandidos não consigam desviar.

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Saúde

Brasil fará testes em massa neste mês para saber número de infectados por coronavírus

O Brasil vai fazer um teste em massa para saber qual a porcentagem da população já foi infectada pelo novo coronavírus. Cerca de 100 mil brasileiros serão testados, em três etapas, a partir da metade deste mês de abril.

O Ministério da Saúde deve aprovar a realização do estudo nesta quinta-feira, contou à Folha Erno Harzheim, secretário de Atenção Primária a Saúde.

O objetivo da pesquisa é estimar o alcance real da epidemia e o avanço do número de casos. Cerca de 33 mil pessoas serão testadas a cada duas semanas.

“Vai ser o primeiro retrato da doença pelo país, não apenas o retrato da situação daqueles que procuram os serviços de saúde com sintomas severos. Vai ser um grande instrumento para planejarmos o combate à doença, realizado por um grupo de cientistas independente”, diz Harzheim.

Com dados mais precisos a respeito do espalhamento da doença, será possível fazer projeções do avanço da epidemia, descobrir quais são as regiões mais atingidas do país e planejar as medidas de contenção.

Parte da população, uma amostra, será testada para se saber quem foi infectado pelo vírus. Parece uma pesquisa de opinião, eleitoral, por exemplo. Mas, em vez de contar suas preferências para o entrevistador, a pessoa sorteada pela pesquisa vai dar uma amostra de sangue da ponta do dedo, coletada em sua casa.

Com os números do levantamento e estudos dos epidemiologistas, será possível decidir com base em dados científicos a necessidade de isolamentos: de que tipo, onde e até quando devem ser implementados. Com tais informações, será possível decidir quando os brasileiros, aos poucos, poderiam voltar a suas atividades rotineiras.

Com a estimativa do número real de infectados, de doentes evidentes e de assintomáticos, será possível projetar ainda quantas UTIs, ventiladores e outros equipamentos serão necessários para tratar os doentes em cada região.

O trabalho será coordenado por Pedro Hallal e epidemiologistas da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). O grupo de Hallal, que também é reitor da Ufpel, começa a partir deste final de semana um teste em massa no Rio Grande do Sul. A equipe científica vai contar também com pesquisadores de USP, FGV do Rio, Unifesp, Uerj e UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre).

Hallal disse que pretende começar a pesquisa (um “inquérito sorológico”) na semana que começa no dia 13 de abril.

O trabalho será bancado por recursos federais, do Fundo Nacional de Saúde, diz Harzheim, o secretário do ministério da Saúde responsável pela solicitação e pelo acompanhamento do projeto, também gaúcho e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul nas áreas de medicina social e epidemiologia. Os testes serão fornecidos pelo ministério. Harzheim diz que assinará nesta quinta-feira a medida para que o projeto deslanche e tenha recursos.

“Os dados que eles vão coletar poderão fazer toda a diferença. Não temos saída [a não ser fazer a pesquisa, o ‘inquérito sorológico’]. Precisamos de dados para planejar. Esse isolamento não pode continuar por muito mais tempo”, diz Claudio Struchiner, médico, matemático, epidemiologista e professor da Escola de Matemática Aplicada FGV do Rio.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Isso é piada né? Teste em massa em cem mil pessoas, nós temos mais de Duzentos e dez milhões de pessoas.

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Saúde

Brasil sobe consideravelmente em ranking sobre medidas contra coronavírus

O Brasil melhorou de posição na última semana em ranking da Universidade de Oxford (Reino Unido) que acompanha medidas de redução de riscos na crise do coronavírus.

Em um índice que vai de 0 a 100, o Brasil tem 76 pontos, contra 36 na semana passada. A universidade atribui pontos a 11 tipos de medidas: 6 de distanciamento social, 2 de alívio a perdas econômicas, 2 de saúde e 1 de comunicação.

Segundo o coordenador do trabalho, Thomas Hale, o objetivo é comparar o grau de rigor das reações dos países, mas sem atribuir valor a cada resultado.

Ou seja, o ranking não considera melhores as reações próximas de 100 ou piores as que não saem do 0. Apenas registra que alguns governos tomaram mais medidas que outros.

“O índice não é capaz de contar toda a história, mas pode ajudar na tomada de decisões de política pública ou a analisar que medidas foram tomadas em cada contexto e por quê”, diz Hale, que é professor da Escola de Governo Blavatnik, de Oxford.

Diariamente, a universidade compila iniciativas de suspensão das aulas, fechamento de espaços públicos, cancelamento de eventos, interrupção de transporte público, restrição a movimentação interna e proibição de voos internacionais.

No Brasil, as medidas têm sido tomadas pelos governos estaduais. Todos os estados cancelaram aulas, e quase todos (com exceção de três) fecharam shoppings e comércio de rua. Em nível nacional, houve restrição à entrada de estrangeiros.

No plano econômico, são levantadas medidas fiscais (investimento público, adiamento ou redução da cobrança de tributos) e monetárias (incentivo ao crédito, por exemplo).

O governo anunciou programas para compensar a perda de renda de trabalhadores e aliviar o caixa de empresas afetadas pela pandemia.

Investimento de emergência no setor de saúde e na pesquisa de vacinas também entram no ranking, assim como campanhas públicas de informação.

Entre países com a mesma faixa de casos confirmados de infecção pelo coronavírus, o Brasil fica em posição intermediária no grau de medidas adotadas.

Com 5.923 confirmações até as 17h desta quarta, ele fica abaixo de Israel, que tem índice 100 (o máximo possível) e 6.092 casos, mas acima de Noruega (4.463 casos, índice 45) e Suécia (4.947, índice 29).

Adotam medidas em grau semelhante ao brasileiro tanto países com mais casos confirmados de transmissão (Coreia do Sul, com 9.887 casos e índice 74) como alguns em estágio anterior de contágio, como Equador (2.748 casos) e Iraque (694 casos). Os dois últimos têm índice 76, igual ao do Brasil.

Como a ferramenta permite acompanhar todos os dados desde o começo deste ano, é possível ver a evolução das medidas pelo mundo ao longo do tempo.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Poderia me encaminhar este estudo por gentileza? Tenho alunos estudando o tema em pesquisa e gostaria de mais de detalhes sobre a análise realizada.

  2. Perfeito ! Na hora de elogiar elogio , parabéns ao ministro MANDETTA , parabéns a sociedade Brasileira , parabéns aos governadores e prefeitos . Quanto ao presidente , votei nele e me arrependo , está digamos em estado probatório . Por enquanto não passou no teste , mas está melhorando , basta não falar besteira há é uma boa evolução .

  3. Vamos ver se serão cumpridas, lembrem-se que depende dos políticos e dessa corja desconfio completmente. A não ser que eles arranjem meios de desviar algum trocado para si.

    1. Com certeza ja estao com o plano e so esperando po-lo em pratica.

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Economia

VEJAM: Senado amplia ‘coronavoucher’ para motorista de aplicativo, taxista, músicos, pescadores e homem chefe de família

O Senado aprovou em sessão virtual na tarde desta quarta-feira (1º) a ampliação do auxílio financeiro para diversas categorias, como motoristas de táxi e de aplicativos de transporte, durante a pandemia do coronavírus.

Ao todo, 79 senadores votaram a favor da medida. Não houve votos contrários. A proposta ainda será analisada pela Câmara dos Deputados, antes de ir a sanção presidencial.

O projeto beneficia trabalhadores atingidos pelas consequências da pandemia do coronavírus, prevendo a todos um pagamento mínimo de R$ 600.

O texto foi aprovado, no entanto, antes de presidente Jair Bolsonaro sancionar a ajuda de R$ 600 para informais. Nesta quarta, ele afirmou que sancionaria o auxílio.

Essas categorias não haviam sido contempladas na primeira proposta, que já foi aprovada pelo Congresso e ainda aguarda sanção do presidente.

O impacto adicional da medida pode chegar a R$ 13,9 bilhões aos cofres públicos.

“Não estamos tratando de salário. Estamos tratando de um auxílio emergencial neste momento de pandemia”, afirmou o senador Esperidião Amin (PP-SC), relator do projeto.

Além destes grupos, também poderão se inscrever para receber os R$ 600 associados de cooperativas de catadores de materiais recicláveis e de agricultura familiar, além de pescadores artesanais, músicos e manicures, por exemplo.

O texto permite ainda que homens chefes de família recebam o dobro do valor (R$ 1.200 mensais).

Antes, apenas mulheres provedoras das famílias podiam acumular os valores. A proposta do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também permite que mães solteiras menores de 18 anos possam receber o benefício.

“Estamos com isso garantindo uma renda mínima necessária para os trabalhadores deste país que estão passando por grandes dificuldades”, alegou Amin.

​Pela proposta, também fica criado o Programa de Auxílio Emprego, que autoriza o Poder Executivo a pagar parte dos salários de trabalhadores (até o limite de três salários mínimos) para que eles não sejam demitidos no período seguinte à pandemia.

A medida, contudo, depende de acordos firmados entre empregadores e empregados.

ENTENDA O AUXÍLIO EMERGENCIAL

Voucher visa amenizar o impacto econômico provocado pela crise do novo coronavírus

Qual era a proposta inicial do governo:
Auxílio mensal de R$ 200 mensais durante três meses para trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores individuais que integrem família de baixa renda.
A medida alcançaria até 20 milhões de pessoas, com custo de R$ 15 bilhões ao Tesouro Nacional

Como ficou:

Valor:

– R$ 600 ao mês por benefício
– Valor pode subir a R$ 1.200 para mulher chefe de família

Quem pode receber:
Microempreendedores individuais, contribuintes individuais, desempregados e trabalhadores informais inscritos no Cadastro Único até 20 de março
Demais terão que fazer autodeclaração em plataforma digital
O auxílio só será concedido àqueles que tiverem renda mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar até três salários mínimos

Quem não pode receber:
Pessoas que recebem aposentadoria, seguro-desemprego ou são beneficiárias de outra ajuda do governo
Também não pode fazer parte de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família

Como funciona:
Até dois membros da família terão direito ao auxílio
Se um deles receber o Bolsa Família, terá de optar pelo mais vantajoso
Mães solteiras receberão duas cotas
O benefício será pago por três meses

Estimativa de beneficiados: 54 milhões de pessoas
Custo ao Tesouro: R$ 98 bilhões

Cronograma ainda não foi oficializado.

Ordem dos pagamentos:

1) Beneficiários do Bolsa Família devem receber a partir de 16 de abril. Ministério tenta antecipar para dia 10.
2) Pessoas com dados no Cadastro Único para programas sociais
3) Microempreendedores individuais e autônomos que contribuem ao INSS
4) Trabalhadores informais e desempregados fora da base de dados do governo

Como será feito o repasse:

– bancos federais, como Caixa Econômica, Banco do Brasil, Basa e BNB
– lotéricas e Correios também darão suporte
– governo pede para que pessoas não procurem as agências ainda
– a forma de distribuição do voucher ainda está em desenvolvimento
– governo trabalha para que não haja necessidade de deslocamento às agências ou lotéricas​
– para as pessoas fora da base de dados do governo, uma vez feita a autodeclaração, as informações serão validadas pelo Ministério da Cidadania que, então, vai liberar o pagamento
– é possível que a Caixa envie os valores para o banco do declarante sem cobrar tarifa por isso, como ocorreu no saque do FGTS

Fontes: Ministério da Cidadania, Congresso Nacional e Ministério da Economia​

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Economia

Entendam as regras para corte de salário para quem é simples, para empresas normais e corte de jornada em até 100%

ENTENDA AS REGRAS

REDUÇÃO DE JORNADA
Empregador poderá acordar redução proporcional de jornada e salário de empregados por até três meses. Trabalhador terá direito a compensação por parte do governo
Qual o corte? Não haverá restrição de percentual, podendo chegar a 99%, mas haverá regras diferentes para a necessidade de aprovação em acordo individual ou coletivo para validar o corte.
Qual a compensação pelo governo? Será paga uma proporção do valor do seguro-desemprego equivalente ao percentual do corte de salário. A compensação será de 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego, que varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03

Regra será dividida em três grupos:

– Empregados formais que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135)
Bastará acordo individual entre empregador e funcionário para efetivar a redução.

– Trabalhadores com renda mensal entre R$ 3.135 (três salários mínimos) e R$ 12.202 (dois tetos do INSS)
Para cortes de até 25%, bastará acordo individual
Reduções superiores vão depender de acordo coletivo

– Trabalhadores hipersuficientes, cujos salários são duas vezes do teto do INSS ou mais e que possuem diploma de ensino superior
Qualquer patamar de corte será decidido por acordo individual

Emprego estará protegido? Trabalhadores afetados pelos cortes terão garantia provisória do emprego durante o período da redução e, após o restabelecimento da jornada, por período equivalente.
Quando a jornada normal será restabelecida? Ao término do estado de calamidade pública; no encerramento do período pactuado no acordo individual; se houver antecipação pelo empregador do fim do período de redução

Para acordos coletivos que definam corte diferente das faixas estabelecidas pela MP, o benefício será pago nos seguintes valores:

-Redução inferior a 25%: não há direito ao benefício emergencial
-Redução entre 25% e 50%: benefício no valor de 25% do seguro desemprego
-Redução entre 50% e 70%: benefício no valor de 50% do seguro desemprego
-Redução superior a 70%: benefício no valor de 70% do seguro desemprego

SUSPENSÃO DE CONTRATO
Patrões poderão suspender contratos de trabalho de funcionários por até dois meses, mas há uma contrapartida do governo para os empregados.
Pausa no contrato pode ser negociada entre empregador e funcionário, sem participação de sindicatos.
Benefícios pagos ao empregados devem ser mantidos durante a suspensão.
Para empresas do Simples (faturamento bruto anual até R$ 4,8 milhões), o empregador não precisa dar compensação ao trabalhador durante a suspensão e governo vai bancar 100% do valor do seguro-desemprego.
Se faturamento superar esse patamar, patrão deverá arcar com ao menos 30% da remuneração anterior do empregado. O governo entra com 70% do valor do seguro-desemprego.

Número estimado de trabalhadores que terão salário e jornada reduzidos: 24,5 milhões

Estimativa de empregos que podem ser preservados: 8,5 milhões

Custo do programa ao governo: R$ 51,2 bilhões​

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Economia

Governo vai autorizar corte de salário e jornada em até 100%

O governo confirmou no início da noite desta quarta-feira (1º) a edição de uma MP (Medida Provisória) que autoriza corte salários e jornadas de trabalhadores durante a crise provocada pelo novo coronavírus. As reduções poderão ser feitas em qualquer percentual, podendo chegar a 100%, e têm prazo máximo de 90 dias.

Pouco antes da meia-noite desta quarta, o governo publicou a MP com as regras em uma edição extra do Diário Oficial. ​

Trabalhadores afetados receberão uma compensação do governo que pode chegar a 100% do que receberiam de seguro-desemprego em caso de demissão. Essa complementação de renda tem regras diferentes dependendo do tamanho da empresa.

Após recuo do presidente Jair Bolsonaro, a nova medida também libera a suspensão de contratos de trabalho por até dois meses, mas agora estabelece o pagamento do seguro-desemprego nesses casos.

Além disso, a empresa que fature mais de R$ 4,8 milhões anuais terá de pagar ao menos 30% do salário.

Nas contas do governo, a suspensão dos contratos ou redução de salário e jornada deve alcançar 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O Ministério da Economia acredita que a iniciativa vai evitar pelo menos 8,5 milhões de demissões.

O custo total do programa aos cofres públicos é estimado em R$ 51,2 bilhões.

Trabalhadores afetados pelos cortes terão garantia provisória do emprego durante o período da redução e, após o restabelecimento da jornada, por período equivalente.

A medida recebeu aval de Bolsonaro e será editada até esta quinta-feira (2), informaram técnicos do Ministério da Economia. Por se tratar de uma MP, a medida valerá imediatamente após a publicação e poderá ser adotada pelos empregadores. Caberá ao Congresso validar o texto.

SUSPENSÃO DE CONTRATO

O governo quer permitir que os patrões suspendam os contratos de trabalho por até dois meses, mas há uma garantia de renda para os empregados. Essa pausa no contrato pode ser negociada entre o empregador e o funcionário —sem a participação de sindicatos.

Se a empresa optar pela suspensão de contrato, as regras para os patrões mudam dependendo do faturamento. No caso de uma companhia dentro do Simples (faturamento bruto anual até R$ 4,8 milhões), o empregador não precisa dar compensação ao trabalhador durante os dois meses e o governo vai bancar 100% do valor do seguro-desemprego.

Quando o faturamento superar esse patamar, o patrão deverá arcar ao menos 30% da remuneração anterior do empregado (pagamento que não terá natureza salarial). O governo entra com 70% do valor do seguro-desemprego.

Para trabalhadores de menor renda, a redução dos ganhos em caso de suspensão de contrato deve ser, portanto, pequena. Quem hoje recebe um alto salário deverá ter uma queda maior, pois o benefício é balizado pelo valor do seguro-desemprego, que varia de um salário mínimo (R$ 1.045) a R$ 1.813.

REDUÇÃO DE JORNADA

A medida provisória também define regras para a modalidade de redução de carga horária. Isso poderá durar até três meses.

A MP define tratamentos distintos para três faixas de renda, conforme antecipou a Folha –até três salários mínimos (R$ 3.135), de três salários mínimos a dois tetos do INSS (R$ 12.202,12) e acima de dois tetos previdenciários.

O primeiro grupo —e principal alvo do programa— reúne empregados formais que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135). Para esses trabalhadores, bastará um acordo entre funcionário e patrão para efetivar o corte.

Nesse caso, o governo pagará ao trabalhador uma proporção do valor do seguro-desemprego equivalente ao percentual do corte de salário. A compensação será de 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego, que varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

Pelas regras do programa, nenhum trabalhador poderá ter remuneração inferior a um salário mínimo após o corte de jornada.

O segundo grupo do programa de proteção ao emprego tem renda mensal entre R$ 3.135 e R$ 12.202.

Trabalhadores com esse perfil salarial têm regras diferentes. A jornada e rendimentos podem ser reduzidos em até 25% por acordo individual —direto entre o patrão e o funcionário.

Para negociações de cortes superiores, o acordo precisará ser coletivo —intermediados por sindicatos.

O governo avaliou que nesses casos uma diminuição de 50% ou até 70% no salário representaria uma perda muito grande e, por isso, o trabalhador precisa de uma representação sindical.

LIMITE PARA AJUDA DO GOVERNO

Como a compensação emergencial leva em consideração o percentual de diminuição na jornada e o valor seguro-desemprego, cujo teto é R$ 1,8 mil, há uma limitação para que a renda seja compensada com a ajuda do governo.

A negociação entre empresa e funcionário será mais flexível para aqueles trabalhadores considerados hipersuficientes, cujos salários são duas vezes do teto do INSS ou mais e que possuem diploma de ensino superior. Esses critérios de classificação já estão previstos na CLT.

Para esse terceiro grupo, o tamanho do corte na jornada e no salário poderá ser decidido em acordo individual, independente do percentual.

Como o auxílio do governo é calculado pelo seguro-desemprego, trabalhadores com esse perfil deverão ter perdas de rendimento maiores.

Esse trecho da medida se sustenta em um ponto incluído na CLT pela reforma trabalhista aprovada pelo governo Michel Temer em 2017, que regulamentou o conceito de trabalhador hipersuficiente. Para esse profissional, a lei autoriza que as relações contratuais sejam objeto de livre negociação entre empregado e patrão. Para eles, é permitida definição individual sobre jornada de trabalho, banco de horas, plano de cargos e salários, entre outros pontos.

“O foco fundamental é o emprego e a renda das pessoas que trabalham e também a manutenção dos negócios e das empresas, que movimentam a nossa economia”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco.

Inicialmente, a equipe econômica anunciou que daria autorização para empregadores reduzirem salários e jornadas de funcionários em até 50%. Não haveria nenhuma diferenciação por renda.

Nesse caso, o governo liberaria uma compensação apenas para pessoas com remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2.090).

Esses trabalhadores receberiam uma antecipação de 25% do valor ao qual teriam direito caso fossem demitidas e solicitassem o seguro-desemprego.

No novo formato da MP, a compensação do governo não será mais uma antecipação. Desse modo, caso seja demitido no futuro, o trabalhador não terá descontado os valores já recebidos neste ano.

Em outra Medida Provisória publicada na última semana, Bolsonaro chegou a autorizar a suspensão de contratos por até quatro meses sem nenhum tipo de compensação pelo empregador ou pelo governo. O dispositivo acabou revogado pelo presidente sob o argumento de que a medida foi mal interpretada e que haveria uma contrapartida do governo.

FOLHAPRESS


Opinião dos leitores

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Mundo

‘O Brasil teve que parar’, diz Trump ao comentar conversa com Bolsonaro

Foto: MANDEL NGAN / AFP
Durante a entrevista coletiva diária para prestar informações sobre o combate ao coronavírus nos EUA, o presidente Donald Trump mencionou a conversa por telefone que teve com seu colega brasileiro, Jair Bolsonaro, pela manhã. Ao ser questionado sobre o telefonema por uma repórter, afirmou que o Brasil ” teve que parar ” e fez elogios ao governo.

— Ele (Bolsonaro) é um grande cara, fazendo um trabalho maravilhoso pelo Brasil. Foi um telefonema de cortesia. Ele tem um problema com o vírus, nos falamos esta manhã. O Brasil está parando, ele teve que parar. O mundo está parando, alguns países estão se saindo bem. Espero que possamos sair dessa mais fortes do que nunca.

Em nota divulgada depois da entrevista, a Casa Branca disse que os dois líderes “ressaltaram a importância de uma coordenação internacional e parceria contínua, incluindo o compromisso de trabalhar em conjunto no âmbito do G-20”. Sem mencionar medidas de distanciamento social, a nota afirma que “os líderes reiteraram a importância de diminuir o avanço do vírus e proteger vidas através do compartilhamento de informações, maior preparação e ações conjuntas para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos”. Por fim, os presidentes concordaram em adotar medidas para proteger o emprego e as economias — Trump ainda agradeceu pelos esforços para ajudar na repatriação de cidadãos americanos que estavam no Brasil.

Segundo o chanceler Ernesto Araújo, o presidente dos EUA se colocou à disposição para cooperar com o Brasil no que for necessário, incluindo em questões médicas e de logística. Araújo disse que os dois presidentes não falaram de medidas de distanciamento social ou da declaração dada ontem por Trump, sobre a possibilidade de a Casa Branca vetar voos vindos do Brasil.

— O telefonema foi basicamente para uma conversa de reconhecer o momento difícil e de trocar essa disponibilidade de cooperação — afirmou o chanceler.

Durante a coletiva na Casa Branca, o líder americano não mencionou as acusações feitas por vários países, inclusive o Brasil, de que os EUA estão comprando em massa da China itens usados no combate ao coronavírus, reduzindo a oferta global de máscaras e gorros. Mais cedo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que “demos um passo atrás” na aquisição desses itens fundamentais ao enfrentamento da Covid-19.

— Hoje os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros dos maiores para a China, para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder fazer o abastecimento, muitas caíram — afirmou Mandetta. — A gente espera que a China volte a ter uma produção mais organizada, e a gente espera que os países que exercem o seu poder muito forte de compra já tenham saciado as suas necessidades para que o Brasil possa entrar e comprar a parte para proteger nosso povo.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Faz a cena mito, deixa a mídia e os petralhas baterem cabeça. O mais importante são os resultados, a imprensa internacional já percebeu os resultados efetivas e positiva das medidas tomadas pela equipe de governo. Vão lá esperar o presidente pra ele provocar mais uma. Rsrsrs

  2. Parece que agora vão levar em conta a ciência!!! Será muito duro aos apoiadores das ações do Presidente admitir que está errado, agora é isolar socialmente bolsominions o omi mandou… Isso Trump rsrs na história Espanha e Portugal foram governados por um mesmo rei me parece que o Brasil e Eua tbm rsrs

  3. Será que agora ele escuta? Ou será que ele insiste que o povo tem que ir trabalhar? Eis a questão!

  4. Agora está explicado amada cá de postura do Bolsonaro , votei nele e me arrependo , foi do um telefonema de “CORTESIA “ de “TRUMP” , aquele rapaz vê delicado ma dos EUA , queria ver a valentia do Bozo . Defendendo seu confinamento vertical . De qualquer forma vamos agradecer ao presidente americano pelo puxão de orelha ou chave de roda no MITO . Rapaz o homem tá pianinho , até pedindo desculpa o homem está .

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