Política

Áudio indica que Bolsonaro conversou com Queiroz sobre demissão de laranja

Em outro áudio reproduzido pela Folha neste domingo, Fabrício Queiroz dá a entender que Jair Bolsonaro o comunicou sobre a intenção de demitir uma funcionária do gabinete de seu filho Carlos.

“Na época, o Jair falou para mim que ele ia exonerar a Cileide porque a reportagem estava indo direto lá na rua e para não vincular ela ao gabinete. Aí ele falou: ‘Vou ter que exonerar ela assim mesmo’. Ele exonerou e depois não arrumou nada para ela não? Ela continua na casa em Bento Ribeiro?”

Cileide Barbosa Mendes foi doméstica da família Bolsonaro e atuou como laranja do militar Ivan Ferreira Mendes, ex-marido de Ana Cristina Valle (Ana é ex-mulher do presidente).

Não é possível determinar quando ocorreu a conversa mencionada por Queiroz.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. ESPERANDO OS COMENTARIOS DO GADO ROBÔ – MILICIA DIGITAL COM LARANHAS QUALIFICADOS NA TERRA PLANA PELO ORVALHO DE CAVALO,- DEFENDENDO OS "BANDIDOS DE ESTIMACAO".
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    1. Só nhem nhem nhem.
      O PRESIDENTE TÁ DESAFIANDO A REDE GLOBO TODO DIA, A ACHAR ALGUM ENVOLVIMENTO DELE JAIR MESSIAS BOLSONARO COM A CORRUPÇÃO.
      Kkkkkkkkk
      Lula tá preso babaca!
      Condenado em duas instâncias, se tiver mais 20 pela frente, vai ser condenado em todas.
      Roubou e deixou roubar, os corruptos do STF, não tem como apagar o crime. Lula é bandido e ponto final.
      Kkkkkkk
      Espere deitado, em pé cansa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Joice Hasselmann: ‘Como acho machismo cafona, acho feminismo cafona’

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) tem sido atacada desde que, em meio à crise de seu partido, foi destituída da liderança do governo no Congresso Nacional. As ofensas vêm, inclusive, de antigos aliados. E estão sendo feitas justamente no ambiente que foi fundamental para que ela obtivesse votação recorde em 2018: as redes sociais. “Sofro ataques machistas e canalhas de um grupo do qual Eduardo e Carlos Bolsonaro fazem parte”, afirma.

A parlamentar diz estar enfrentando o machismo pela primeira vez agora e acrescenta que se trata de algo tão “cafona” quanto o feminismo. “Eu vejo o feminismo como um machismo de sinal contrário”, diz. “A veia boa do início do feminismo foi distorcida demais.”

Deputada mais votada da história do País, com mais de 1 milhão de votos, Joice pode deixar a Câmara Federal em breve. Ela é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PSL. “Eu só declinaria da candidatura à Prefeitura para algo maior. Algumas pessoas do meu partido já estão me procurando com essa intenção”, revela.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

A senhora é uma mulher que se posiciona, que sempre trabalhou fora, que se diz pai e mãe dos filhos. Com esse papel de força, por que não defende o feminismo?

Eu vejo o feminismo como um machismo de sinal contrário. Como eu acho o machismo cafona, eu acho o feminismo cafona. A veia boa do início do feminismo foi distorcida demais, acabou virando um jogo de mulheres contra homens. Eu sou contra isso. A gente não tem de ser contra ninguém: é chegar, ocupar nosso espaço, pronto e acabou. Acho que a gente precisa refundar o movimento feminino no mundo todo, não só no Brasil, para conseguir valorizar o que a mulher tem de fato. Se houver uma ‘refundação’, posso até entrar nisso, mas para ser um movimento feminino. E não uma guerrinha de sexos.

A senhora falou que o feminismo perdeu a veia boa. Qual seria essa veia?

Lá atrás, houve vitórias como a conquista do voto, por exemplo. Mas isso não pode ser atribuído ao movimento feminista. E sim ao movimento de mulheres. Não havia naquele grupo só feministas. Estavam ali também donas de casa, que queriam cuidar do marido e dos filhos. Hoje, no entanto, vejo mulheres sendo criticadas porque querem se dedicar ao papel de mãe. Ou seja, o movimento feminista acaba ridicularizando mulheres que não optam por esse lado mais duro. Não conheço mulher mais dura e firme do que eu. Mas tenho de mesmo de ser feminista? Não, porque eu sou liberal e não quero impor nada para ninguém.

A senhora considera que já sofreu ataques machistas?

Nunca tinha sofrido nenhum ataque machista. Nunca houve um único caso, uma única gracinha na Câmara. Por quê? Porque eu cheguei com a alma preparada para enfrentar o que der e vier. As ofensas começaram agora. Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro fazem parte do grupo que me ataca nas redes sociais. São mais do que ataques machistas, são canalhas. Emojis de porco, postagens me associando à (personagem de desenho animado) Peppa Pig, montagens.

Considera que o presidente Bolsonaro e seus filhos são machistas?

Não vi nenhuma manifestação pública do Flávio, por enquanto. Internamente, é outra coisa. O presidente também não falou nada. Prefiro dar a ele o benefício da dúvida de que é contra tudo isso que está acontecendo.

Apenas 15% dos cargos em disputa nas eleições do ano passado foram conquistados por mulheres. Como avalia a situação?

Quando você faz um comparativo, as mulheres são mais preparadas do que os homens em relação a estudo. Porém, ainda falta para algumas delas o preparo de alma. O preparo de coração, de vontade, de querer entrar na guerra, ir à luta e ganhar. Então, essa questão de cota me incomoda um pouco. Para mim, o mais importante é convencer a mulher de que ela deve entrar na política porque quer, para entregar algo para o País. Sou a prova viva de que não é preciso ter cotas. Fiz minha carreira sozinha no maior colégio eleitoral do País e trouxe mais quatro (deputados) comigo.

Como fazer para que mais mulheres ocupem espaço na política institucional? O que falta para que isso ocorra?

Financiamento é importante, mostrar a comunicação para mulher, o fazer campanha olho no olho. Por outro lado, nem acho que esse mundo (da política) seja tão masculino assim. Se eu estou em um lugar que tem cem homens e só eu de mulher, não me sinto intimidada. Por mim, tanto faz quanto tanto fez. Quebrar isso com o exemplo é o melhor caminho. Essa mulher que está aqui, brigando na Câmara, gosta de um batom, de unhas feitas, de um cabelinho escovado. É menina como todas elas. Mas que chegando aqui tem um papel de mulher forte.

Os últimos governos foram criticados pelo fato de contarem com poucas ministras. Qual a sua visão sobre o tema?

Não gosto dessa observação, como se você tivesse de ter uma cota. Mas os governantes precisam olhar um pouco mais para as qualificações das mulheres. Não venham me dizer que, para a formação de uma equipe ministerial, não há mulheres excepcionais no mercado. Nós temos mais tendência à conciliação, a conversar, a ouvir o contraditório, a não perder a paciência. A mulher pode usar na política a sensibilidade feminina e a força que tem para gerar e criar filhos.

Se existem mulheres conciliadoras e com currículo excepcional, por que não são escolhidas?

Você está perguntando para a pessoa errada. Precisa perguntar para quem nomeia. Particularmente, gosto de trabalhar com mulheres para algumas funções e não para outras. A questão do jeitinho da mulher e do jeitão do homem ajuda em alguns momentos. Para assessoria de comunicação, gosto de trabalhar com mulher, tem o jeitinho para falar com repórter. Mas meu motorista é homem.

Como é feita a articulação da bancada feminina, da esquerda à direita? Existe essa união?

A bancada feminina é organizada, é única, funciona bem quando as pautas não são polêmicas. Quando são, existe uma divisão até por causa da orientação partidária. Em temas de costumes, há divisão. Agora, em outras pautas a mulherada se junta. Define qualquer votação. São 77 mulheres. É maior do que qualquer bancada e consegue decidir o que quiser na Câmara.

A senhora tem um projeto de lei para endurecer a Lei Maria da Penha. Que outras pautas quer propor em prol das mulheres?

Não gosto de fazer pauta específica para mulheres, homens e crianças. A gente tem de pensar no Brasil. As minhas pautas são nacionais, como o combate à corrupção, a segurança pública… O meu projeto (PL 11/2019; a proposição está aguardando parecer na Comissão de Segurança Pública da Câmara) para mexer na Lei Maria da Penha não é uma pauta feminina. É pauta humana, em defesa das pessoas que estão sendo mortas no País. Há levantamentos mostrando que, após denunciarem a agressão, algumas mulheres são espancadas, violentadas e até mortas quando voltam para casa. E isso é feminicídio. Quero que o delegado possa analisar o caso e conceder medidas protetivas imediatamente.

A crise do PSL afeta seus planos de disputar a Prefeitura de São Paulo? A pré-candidatura está mantida?

Está totalmente mantida. A minha disputa pela Prefeitura de São Paulo é fundamental para barrar o plano da esquerda de voltar à Presidência. Está na hora de as paulistanas se orgulharem da mulher que comanda a Prefeitura. Eu só declinaria da candidatura por algo maior. Algumas pessoas do meu partido já estão me procurando com essa intenção.

O que seria algo maior?

Aí vocês interpretam da maneira como quiserem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião dos leitores

  1. Uma pena, ver nosso país necessitando de coisas sérias, assuntos inerentes aos mais diversos setores de desenvolvimento, e quando acessamos nossos órgãos de comunicação encontramos pessoas que deveriam estar envolvidas para alavancar soluções dos problemas do Brasil, se envolvem é com briguinha de comadres, todos falando asnice,… meu Deus que qualidade de representantes e autoridades temos, um presidente de um país como o Brasil, não ter pulso pra arrumar sua família (filhos) imagine como vai seguir a frente dos destinos dos mais de 200 milhões de brasileiros.
    Vimos Fernando Henrique, Collor, Itamar, Sarney, Lula, Filma, Temer, todos fizeram sacanagem com a prática da desonestidade, mais nenhum deles deixou os filhos se meterem com a administração do Brasil.
    Os filhos do Lula roubaram adoidado s, mais a gente nem sabia que eles iam ao Palácio.
    Os desembestados ou três patetas… filhos de Bolsonaro, enquanto não tirarem o pai do governo, não irão sossegar.
    Nunca souberam o que é trabalho bons vivans da orla carioca

    Lembro!!! Tudo passa. Pode até demorar mais o momento acontece!!!!

    1. Em quanto isso o presidente fecha acordos importantes mundo a fora, mas não é importante pra imprensa.
      Pra eles o bom é esse puteiro, aue deveria ter parado em 2018.

  2. O fracasso subiu à cabeça de peppa.
    Foi escorraçada do governo,
    Foi desprezada por Doria,
    Não terá mais mandato após esse q obteve dizendo q é mais bolsonarista q os filhos do presidente…

    Morreu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ministério Público tem um ‘cometa para enterrar na gente’, diz Queiroz em áudio

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o policial aposentado Fabrício Queiroz considera que a investigação do Ministério Público do Rio contra eles pode gerar um problema “do tamanho de um cometa para enterrar na gente”.

Em áudios de WhatsApp obtidos pela Folha, ele se diz abandonado e vê seu grupo político temeroso, quando poderia estar exercendo sua força política. À distância, aponta falhas na condução do governo e considera que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deveria usar a estrutura policial contra aqueles que lhe causam dificuldades.

“É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP [Ministério Público] tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”, disse o policial militar aposentado em áudio de julho deste ano.

Não é possível determinar a quem ele se refere como protegido. Os áudios foram enviados por Queiroz a um interlocutor não identificado, por meio do WhatsApp. A fonte que repassou as gravações à reportagem pediu para não ter o nome revelado.

Queiroz é pivô da investigação contra Flávio Bolsonaro conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Os promotores do Gaecc (Grupo de Atuação ao Combate à Corrupção) investigam as práticas lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro no período em que foi deputado estadual.

Desde que o caso foi revelado, Queiroz teve raras aparições públicas. De acordo com sua defesa, ele está em São Paulo desde dezembro do ano passado para o tratamento de um câncer.

Jair e Flávio Bolsonaro afirmam que não conversam com Queiroz desde que a atípica movimentação financeira do ex-assessor veio à tona, no fim de 2018.

Mesmo supostamente distante, o PM aposentado revela tristeza com a situação política dos aliados. “Era para a gente ser a maior força, a gente. Está todo mundo temendo, todo mundo batendo cabeça”, disse ele ao interlocutor.

Ele também critica a cobertura da imprensa e diz sentir pena do presidente em razão das crises sucessivas do governo, inclusive a causada pela investigação contra si.

O procedimento contra Queiroz foi aberto após o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) identificar uma movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas do ex-assessor de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Queiroz afirmou que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado. A sua defesa, contudo, nunca apontou os beneficiários finais dos valores.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

A Justiça fluminense quebrou os sigilos bancário e fiscal de Queiroz, Flávio e outras 101 pessoas físicas e jurídicas envolvidas com o senador. A investigação, contudo, foi paralisada por decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob alegação de que o Coaf enviou informações financeiras com mais detalhes do que o autorizado pela lei. O caso será analisado no plenário da corte no mês que vem.

Na quarta-feira (24), o jornal O Globo divulgou uma gravação em que o ex-assessor fala sobre cargos que poderiam ser ocupados no Congresso.

“Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara, no Senado… Pode indicar para qualquer comissão, alguma coisa, sem vincular a eles [família Bolsonaro] em nada. Vinte continho pra gente caía bem, pra c…, caía bem pra c… Não precisa vincular a um nome”, disse Queiroz, em gravação de junho.

O presidente Jair Bolsonaro classificou a gravação como “áudio bobo”. Ele também afirmou que não tem ciência sobre as atividades do amigo: “O Queiroz cuida da vida dele, eu cuido da minha”.

Posteriormente, a Folha teve acesso a esse áudio e conseguiu outras gravações.

Outro lado

O advogado Paulo Klein, que defende Queiroz, afirmou que seu cliente não teme a investigação do Ministério Público, como sugere o áudio.

“Ele não tem motivo para estar preocupado porque não cometeu nenhuma ilicitude. O que ele diz é uma preocupação em decorrência da vultosidade do caso, de repercussão nacional. É uma linguagem de uma pessoa simples num ambiente informal”, disse Klein.

O defensor afirma ainda que a gravação corrobora a versão de sua defesa, de que Queiroz permanece distante da família Bolsonaro desde que o caso se tornou público.

“Isso só mostra que de fato não tem ninguém apoiando ele do ponto de vista político. Não existe uma manobra política como muitos dizem. Ele não tem nenhum apoio político, nem de ninguém a não ser da própria família e do advogado”, declarou o advogado.

Em nota, o advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou que não pode confirmar a autenticidade do material sem ter tido acesso aos áudios na íntegra. Ele disse que só poderá se manifestar se souber a origem das gravações, o interlocutor, o contexto e o período em que as afirmações foram feitas.

“As informações repassadas pela reportagem mostram apenas que o áudio não cita o senador e nem permite saber a qual procedimento do Ministério Público essa pessoa se refere. Não se pode associar esse áudio e seu conteúdo ao senador Flávio Bolsonaro.”

A Presidência da República afirmou que não comentaria o caso.

Opinião dos leitores

  1. O desvio de conduta praticado por esse grupo é também passível de ação judicial e condenável, apesar de ser uma prática comum no parlamento brasileiro, seja no federal, estadual e no municipal, inclusive parlamentares do nosso RN foram flagrados, e até não responsabilizados. Agora, ladrões de bilhões de reais, onde foram presos e flagrados com patrimônios incompatíveis com seus salários, delatados com provas, onde até a justiça conseguiu recuperar o dinheiro roubado, e o stf chega pra anular os processos por não poder prender em 2a instância, questão de falar após a fala do delator, isso é o que pode se chamar de imoralidade pública. Um absurdo cometido contra os contribuinte que foram roubados, e que estão sem a contrapartida dos serviços do estado, onde o dinheiro roubado está faltando nos hospitais com a falta de remédios, de profissionais para fazer as cirurgias, no atendimento; seja na deficiência do combate a criminalidade, onde o cidadão é outra vez assaltado, assassinado, estuprado ficando totalmente indefeso e sem a quem recorrer; além da falta de estruturas das cidades e da educação pública, totalmente combalida pra sua família. Portanto, ao invés desse stf defender o cidadão da sanha dos criminosos, fazem é proteger o criminoso quando esse é flagrado com o produto do crime. Logo, temos que nos levantar contra isso, ou não deixaremos de ser eternos Cidadão de última categoria, sem a mínima dignidade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Brasil pretende ampliar comércio com a Argentina, diz Bolsonaro

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (27), ao ser questionado sobre a relação que pretende manter com a Argentina se o candidato oposicionista vencer as eleições naquele país, que o Brasil pretende “ampliar qualquer comércio” com o vizinho.

A votação na Argentina está marcada para este domingo. O atual presidente e candidato preferido de Bolsonaro, Maurício Macri, aparece nas pesquisas atrás de Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner. Bolsonaro é crítico frequente do kirchenismo e chegou a dizer, na semana passada, que a vitória da chapa de Fernández poderia representar um risco para o Mercosul.

Em visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, uma das etapas do giro presidencial por Ásia e Oriente Médio, Bolsonaro foi questionado pela imprensa brasileira sobre o pleito na Argentina.

“Da nossa parte pretendemos ampliar qualquer comércio com a Argentina. Mas, obviamente, como integrante do Mercosul, as causas democráticas têm que se fazer valer”, respondeu o presidente.

Bolsonaro disse ainda que espera que Fernández, caso eleito, volte atrás na intenção de rever o acordo entre Mercosul e União Europeia. Anunciado em julho, após 20 anos de negociação, o acordo foi celebrado pelo governo Bolsonaro como uma maneira de impulsionar a economia do Brasil.

Alguns países, como a França, já sinalizaram que não concordam com os termos da parceria. Fernández defendeu a revisão durante uma visita a Curitiba em agosto, quando esteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após condenação na Operação Lava Jato.

“A gente espera que aquilo que falou há pouco, quando visitou o Lula no Brasil, que reveria, revisionaria a questão do Mercosul, que ele volte atrás”, disse Bolsonaro.

Questionado sobre a postura de Fernández de ter ido ao Brasil visitar um representante da oposição, mas não o presidente da República, Bolsonaro disse que é “impossível” se encontrar com partidários e autoridades numa só viagem.

“O lado do momento era do Macri, o outro lado era oposição. Tem várias oposições em qualquer país do mundo. Não pode alguém vir me visitar e visitar outros 20 partidários, que é impossível fazer isso”, afirmou o presidente.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘Funcionários públicos não são os vilões que tentam fazer crer’, diz sindicalista

Representantes do serviço público pretendem ainda levar um discurso à população de que o “funcionalismo não é vilão que tentam fazer crer”.

Presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) e integrante do Fonacate, Paulo Lino declarou que esse trabalho será reforçado com o conjunto das categorias municipais e estaduais.

“O servidor está muito mais próximo das pessoas do que elas percebem: é o professor de seu filho, é o enfermeiro que aplica a vacina, é o médico que atende no SUS. É quem atende à população nas suas necessidades”, alegou Lino. “Não importa de qual carreira, somos nós que prestamos os serviços que o Estado tem a obrigação de oferecer à sociedade”.

O Dia

Opinião dos leitores

  1. A maioria Absoluta do funcionalismo usa o serviço público como um bico, não produz e não tem compromisso. Esse mesmo funcionário está no privado produzindo, motivado e muitas vezes ganhando muito menos… Fatores como controle, regras, metas, objetivos e condições de trabalho, fazem a diferença.

  2. A máquina de administrativa hoje é praticamente toda dominada por terceirizados, contratos temporários, Estagiários e comissionados. Os servidores efetivos hoje são uma minoria em extinção. Responsáveis por tudo na boca da imprensa e técnicos neoliberais, vivem, sobretudo os do Poder Executivo Estadual e Municipal, em grande agonia desânimo e desmotivação, por não terem planos de carreira bem definidos e respeitados. Para se ter acesso a um direito garantido na lei é preciso se pagar um advogado e entrar na justiça. E o Mistério Público não vê isso. Só se movimenta para perseguir os servidores.
    Servidores privilegiados são os dos poder Legislativo e Judiciário, principalmente os Federais, e os Militares.

  3. O servidor público é essencial para o funcionamento da máquina, porém muitos servidores tratam o contribuinte como se tivessem fazendo favor. O contribuinte tem que ser tratado com respeito, pois é quem mantém a máquina.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Morre menina de 11 anos que era obrigada a fazer jejum

O corpo de uma menina de 11 anos que morreu com quadro de desnutrição proteica calórica foi enterrado ontem no cemitério municipal de Pindamonhangaba, em São Paulo. Segundo a PM, a criança era mantida em cárcere privado e obrigada a fazer jejum, oração e exercícios físicos como punição por maus modos. A imposição vinha do padrasto, que tinha a mesma conduta com o irmão de 8 anos da vítima. Delegado do caso, Ricardo Mamede informou que a menina pediu para comer e a mãe negou. O castigo durou três dias e ela morreu desnutrida.

“Com as buscas, encontramos o diário relatando a rotina, que era jejuar, orar e fazer exercícios frequentes. Mesmo sem alimento, ela era obrigada a fazer exercícios físicos”, informou. A mãe e o padrasto foram presos na última sexta-feira. O irmão da garota está em abrigo em Ubatuba (SP).

O Dia

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo quer flexibilizar reajuste de aposentadorias acima do minimo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A equipe econômica do governo Bolsonaro avalia flexibilizar os reajustes de aposentadorias e pensões do INSS com valor acima de um salário mínimo (R$ 998). O piso nacional, porém, continuaria corrigido pela inflação, com manutenção do poder de compra. Além disso, segundo a Agência Estadão Conteúdo, o governo também estuda nova investida para mudar o abono salarial do PIS/Pasep, pago a trabalhadores e servidores que recebem até dois mínimos (R$ 1.996).

Conforme a Agência Estadão Conteúdo, as medidas podem integrar o pacote de reformas que o governo enviará ao Congresso na próxima semana. Mas como o presidente Jair Bolsonaro ainda fora do país, não foi batido o martelo.

A mudança no reajuste dos benefícios do INSS atingiria cerca de um terço dos segurados, que são os que recebem acima de um salário mínimo, segundo dados do Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps). Esse contingente, porém, responde por quase 60% (R$ 26,6 bilhões) da despesa mensal do regime geral, o RGPS, que ficou em R$ 45,1 bilhões em julho de 2019.

Já a alteração do abono do PIS/Pasep seria diferente da que foi tentada na Reforma da Previdência. O governo pretendia restringir o benefício a trabalhadores que ganham até um salário mínimo. A Câmara delimitou a quem ganha 1,4 salário, mas o Senado acabou derrubando a mudança e manteve o patamar em dois pisos.

Agora, a intenção é deixar livre para os parlamentares escolherem anualmente quem vai receber e qual será o valor do abono salarial, de acordo com a disponibilidade do Orçamento. Caso o Congresso queira contemplar mais trabalhadores com o benefício, ou dar um valor maior, isso será possível, desde que haja corte em outras áreas.

A diretriz da equipe econômica é que os parlamentares tenham mais poder sobre o Orçamento. Esse é o norte que está sendo perseguido no desenho das medidas. Essas alterações podem fazer parte da chamada “PEC emergencial”, que será apresentada no Senado para ajudar a conter o avanço das despesas obrigatórias.

Como O DIA antecipou com exclusividade em 20 de setembro, representantes de aposentados e parlamentares vão cobrar do governo Bolsonaro a adoção de uma política de valorização do salário mínimo, conforme a que vigorou de 2004 até 2018, que levava em conta a inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, a falta de valorização do piso achatará ainda mais os benefícios.

Em 2019, foi o primeiro ano que segurados do INSS que ganham o mínimo não tiveram ganho real, acima da inflação, tendo a correção somente pelo INPC, que fechou em 4,61%.

Prazo de dez anos para servidor ter estabilidade

O governo estuda uma proposta que amplia, para dez anos, o tempo mínimo de trabalho que um servidor público precisa ter no cargo para garantir a estabilidade de emprego. A regra só valeria para novos concursados. Esse prazo ainda não está fechado. Hoje, a pessoa que é aprovada em concurso público tem de passar por um estágio probatório de três anos.

Em conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro foi claro: está descartada qualquer mudança na estabilidade dos atuais servidores. Mexer na regra que garante o reajuste do salário mínimo pela inflação também virou assunto proibido, por ordem de Bolsonaro.

O Dia

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Polícia apreende diário em que menina que morreu castigada com jejum relata rotina de exercícios e oração

A Polícia Civil apreendeu um diário no qual a menina de 11 anos que morreu por desnutrição decorrente de um jejum relatava a rotina de orações e exercícios físicos. O caderno com as anotações foi apreendido no apartamento em que ela morava com a mãe, o padrasto e o irmão de 8 anos no Centro de Ubatuba (SP). O conteúdo em detalhes não foi revelado pela polícia e será usado durante a investigação.

Ela morreu na quinta-feira (24). O casal foi preso na sexta-feira (25) e vai responder por tortura com morte, cárcere privado e abandono intelectual.

De acordo com o delegado Ricardo Mamede, a prática de jejum era uma imposição do padrasto como um castigo por ela ter mentido, segundo a polícia. A menina chegou a pedir para comer e a mãe negou, segundo a Polícia Civil. A punição durou dois dias e causou a morte dela por desnutrição proteica calórica.

“Com as buscas, encontramos o diário relatando a rotina, que era jejuar, orar e fazer exercícios frequentes. Flexão, abdominal e mesmo sem alimento, ela era obrigada a fazer exercícios”, disse o delegado.
Segundo a polícia, em um outro caderno também apreendido no apartamento, o casal escreveu a justificativa que daria às autoridades.

A mãe e o padrasto pretendiam mentir, segundo a polícia, que a menina tinha anemia e teria morrido por falha dos médicos no hospital. A polícia trabalha com a informação de que a menina chegou ao hospital já morta e que os médicos atestaram desnutrição e palidez.

“[em depoimento] O padrasto continuou afirmando que ela teria falecido em virtude de anemia e não se culpava por aquilo e afirma até hoje que faria de novo. Que ele acredita que a purificação só venha através de jejum. Mas a mãe, após ser confrontada com todas essas provas, ela decidiu revelar a verdade e contou detalhadamente tudo”, disse o delegado.
O casal foi preso no Instituto Médico Legal.

G1

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Pré-sal, corte de gasto e reformas podem tirar contas do vermelho em 2022, estima governo

A equipe econômica trabalha com uma nova expectativa: pôr as contas do governo no azul até o fim do mandato de Jair Bolsonaro. As projeções oficiais ainda indicam um déficit até 2022. Mas o impulso na arrecadação com petróleo leva o governo a traçar previsões mais positivas.

Marcado para 6 de novembro, o megaleilão da cessão onerosa do pré-sal renderia não apenas receitas com o chamado bônus de outorga (R$ 106 bilhões, a serem pagos pelas empresas vencedoras), mas royalties por 20 anos.

Técnicos contam ainda com melhoria em indicadores econômicos, que beneficiariam a arrecadação, por causa de medidas a serem implementadas como a reforma tributária e corte de despesas.

Os royalties, por exemplo, não eram considerados nos cálculos da equipe econômica para o resultado dos próximos anos. Por isso, os números oficiais da equipe de Guedes ainda apontam a existência de déficits até 2022.

As projeções oficiais, feitas em abril, indicam um rombo fiscal de R$ 124,1 bilhões em 2020. A estimativa é de déficit de R$ 68,5 bilhões em 2021, e de R$ 31,4 bilhões em 2022.

Uma melhora deve ocorrer já neste ano. Recentemente, técnicos da pasta passaram a calcular que será possível cumprir com folga a meta fiscal de 2019, de déficit de R$ 139 bilhões. Com os recursos do petróleo e o empoçamento (dinheiro que fica parado nos ministérios sem ser gasto por motivos diversos), o resultado poderá ficar perto de um rombo de R$ 80 bilhões.

Já sobre 2022, uma eventual revisão ao longo do mandato deve apontar para um superávit pequeno e ainda não próximo do ideal para reverter a trajetória da dívida pública.

Por causa da queda na taxa básica de juros, estimativas recentes apontam para um certo alívio no ajuste fiscal, que exigiria um percentual menor de superávit (entre 1% e 1,2%) para estabilizar a dívida em proporção ao PIB (Produto Interno Bruto).
A dívida líquida do setor público corresponde hoje a 54,8% do PIB, de acordo com dados do Banco Central. A dívida bruta, a 79,8%.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Força-tarefa da Lava Jato e Moro dizem que defesa de empreiteiros foi respeitada

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmou que não houve ilegalidade nas gestões feitas junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para manter presos os executivos da Andrade Gutierrez e garantir sua colaboração com as investigações.

Mensagens trocadas por integrantes da operação, obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, mostram que procuradores convenceram um ministro do STF a manter dois executivos da empreiteira Andrade Gutierrez presos para garantir a colaboração da empresa e de seus funcionários com as investigações sobre corrupção em 2016.

A iniciativa foi executada com apoio do então juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, cuja opinião os procuradores consultaram antes de levar a proposta ao Supremo.

Conforme os diálogos, coube ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, submetê-la ao ministro Teori Zavascki, que era relator dos processos da Lava Jato no STF e tinha sobre a mesa dois habeas corpus impetrados pelos executivos da Andrade Gutierrez que estavam presos.

O ministro deu seu aval no dia 4 de fevereiro de 2016 e pediu os nomes dos executivos presos. “Pq ele vai travar os hcs aqui esperando vcs”, escreveu o procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot, ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

Com os habeas corpus engavetados por Teori, Moro transferiu os executivos para o regime de prisão domiciliar no dia seguinte. Os procuradores do caso se organizaram então para tomar seus depoimentos, sem medo de que os delatores fossem soltos e cogitassem abandonar o acordo negociado pela empreiteira.

“A atuação da força-tarefa nos acordos sempre respeitou os direitos assegurados à defesa dos interessados em colaborar, cujas negociações invariavelmente foram acompanhadas por seus advogados”, disseram os procuradores, em resposta por escrito a questionamentos da Folha.

Para a força-tarefa, a decisão dos executivos de cooperar tornou desnecessária sua prisão preventiva, o que permitiu a revogação das ordens que os mantinham na cadeia e a transferência de ambos para o regime de prisão domiciliar previsto pelos acordos de delação premiada.

“A prisão foi necessária para impedir a continuidade dos esquemas criminosos”, afirmaram os procuradores. “Até a assinatura do acordo, o Ministério Público Federal entendeu que a manutenção da prisão preventiva era uma exigência de interesse público determinada pela lei.”

“[Com o acordo,] há um rompimento do vínculo de confiança com os demais integrantes da organização criminosa e se realiza um compromisso de cessar os crimes”, disse a força-tarefa. “Finda a necessidade da prisão preventiva, o colaborador pode continuar preso para cumprir pena estabelecida no próprio acordo, se isso for ajustado.”

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou não ver “qualquer ilegalidade” nas situações descritas nos diálogos analisados pela Folha e pelo Intercept. Ele não reconhece a autenticidade das mensagens, recebidas pelo site após a invasão de contas de autoridades no Telegram por hackers.

“É usual e legal procuradores ou advogados discutirem questões jurídicas com juízes, assim como as conversas entre o procurador-geral da República e o ministro do Supremo Tribunal Federal competente”, disse Moro.

Ele afirmou que as razões para as prisões dos executivos da Andrade Gutierrez estão nas decisões que assinou como juiz da Lava Jato. “A argumentação para a posterior soltura também está detalhada nas decisões judiciais, que atenderam aos pedidos dos defensores e do próprio MPF, sem qualquer violação de direitos”, acrescentou.

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot não quis se manifestar sobre as discussões com o ministro Teori Zavascki reveladas pelas mensagens. Seu ex-chefe de gabinete, o procurador Eduardo Pelella, disse que não reconhece a autenticidade do material obtido pelo Intercept e não se lembra de detalhes do caso da Andrade Gutierrez.

O ex-procurador Marcello Miller, que participou das negociações com a empreiteira, afirmou reconhecer as mensagens atribuídas a ele e disse que seu conteúdo reflete o “exercício legítimo e coerente das atribuições” que tinha no grupo criado por Janot para acompanhar a Lava Jato.

As defesas do ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, e do ex-diretor da empreiteira Elton Negrão não quiseram se manifestar sobre as mensagens, assim como os advogados Celso Vilardi e Sebastião Tojal, que representaram a empresa nas negociações com a Lava Jato.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Moro, explica por que deu ordem pra não confiscar o celular da mulher de Cunha e depois por que liberou ela mesmo com a comprovação das contas dela na Suíça?
    Explica por que não permitiu que a defesa tivesse acesso ao triplex onde diziam haver reformas que nunca foram feitas?
    Moro, explica por que o Queiroz está solto?
    Explica por que a Lavajato segurou as denúncias contra Aécio para não atrapalhar a campanha dele, escondeu as de Temer para permitir o golpe e autorizou grampo da Presidente sem permissão divulgou só para ajudar no processo?
    Por que negociou com Bolsonaro ainda na campanha o cargo de Ministro da Justiça?
    Explica por que sua mulher é sócia de um escritório que negociava sentenças e delacões fabricadas, sendo também representante das petrolíferas internacionais que estão comprando a Petrobras a preços de banana (Chevron, SHELL, etc)?

  2. Parte do STF se apoia na constituição para não prender condenados em segunda instância, alegando não haver condenação definitiva, o que contraria frontalmente, primeiro, parte dos ministros, segundo, grande parte do judiciário e por último, a meu sentir, o lado mais importante que é a maioria esmagadora da população, a quem os ministros dos que não querem prender acham que não devem satisfação, ótimo. Por que não mudam esse texto da constituçao, dando uma redação clara e concisa da obrigaçao desse ato, tornando essa discussão inócua. Muda-se o texto e fica fácil, se prender os poderosos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Meio Ambiente

Pesquisadores querem estado de emergência de saúde pública por óleo no nordeste

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) pedem que o governo declare estado de emergência de saúde pública por causa da contaminação provocada por manchas de óleo que atingem praias do Nordeste. Em nota divulgada na sexta-feira, 25, especialistas alegam riscos para “número expressivo de populações vulneráveis potencialmente expostas” e falta de orientação sanitária.

“Existe uma situação de calamidade que requer uma intervenção imediata, ampla, coordenada e com suporte legal do Setor Saúde”, diz o comunicado da UFBA. “A situação de Emergência Ambiental nos estados do Nordeste é essencial para o controle do desastre/crime identificado em 30 de agosto de 2019.”

Para justificar o pedido , os especialistas enumeram uma série de razões. A primeira é que o óleo bruto ou petróleo apresentam “riscos toxicológicos” que “podem levar à morte por intoxicação”. “Entre os componentes mais tóxicos estão o benzeno, tolueno e xileno. O benzeno é uma substância química cancerígena, pode causar má formação fetal e patologias graves e potencialmente fatais como câncer e aplasia de medula”, afirmam. Segundo os cientistas, a absorção dessas substância pode acontecer desde por contato com a pele a até mesmo por inalação.

Com base em dados do Ibama, os pesquisadores calculam que as manchas de óleo podem afetar a saúde de 144 mil pescadores artesanais. “Diante da situação de vulnerabilidade econômica, eles não dispõem de equipamentos de proteção individual, acesso aos serviços de saúde para realizar exames periódicos quando há exposição crônica aos agentes químicos, além da dificuldade de obtenção de informações e orientações fidedignas”, afirmam.

Para os especialistas, faltam medidas sanitárias tanto para garantir a segurança de quem consome esses pescados quanto para não prejudicar os trabalhadores. “Por decorrência, tanto a segurança à saúde como a alimentar não estão sendo objetos de ação eficaz da estrutura sanitária nos níveis Federal, Estaduais e Municipais de saúde, resultando em consequências desastrosas, a exemplo de notícias veiculadas que indicam a suspensão generalizada do consumo de mariscos e pescados em todo Nordeste.”

De acordo com o comunicado, a falta de recursos financeiros tem resultado em “improvisos e práticas insuficientes para responder a dimensão do evento”. “O apelo generalizado ao voluntarismo – mobilizando milhares de pessoas desprotegidas para retirada das manchas de óleo, muitas vezes manualmente e sem orientações e equipamentos necessários – reflete a falta de recursos financeiros e humanos, associados à fragilidade organizacional das ações de saúde”, afirma. “São homens, mulheres, muitas gestantes e crianças tomados pela sensibilidade do malefício desse crime ecológico, ao atuarem desordenadamente na limpeza da praia podem se contaminar e agravar o risco de adoecimento.”

Os cientistas pedem medidas urgentes para que todas as praias e manguezais com presença de petróleo sejam mapeadas e tenham as atividades de mariscagem interditadas. Solicitam também que o estado de saúde desses trabalhadores seja monitorado e que todos os pescadores e marisqueiros atingidos recebam seguro defeso.

Outra medida, diz a nota, é organizar processos de controle sanitário, com participação do Ministério da Saúde, para especificar “o risco real de consumo de mariscos e pescados para população apenas em áreas ou situações atingidas pelo desastre e proteja o consumo seguro, evitando pânico e condutas sem fundamentos técnicos”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

    1. Está comprovado que a origem do petróleo é do aliado esquerdopata da Venezuela, e mais uma vez, as vítimas são os nordestinos, que
      coincidentemente e equivocadamente foram os únicos brasileiros que lhes deram sobrevida.

    2. Esse povo sabe fazer boas análises com base nas teorias olavistas de conspiração.

  1. Começo a admitir que esse derrame criminoso de óleo no mar tem "método": foi a maneira encontrada pelos governadores do Nordeste, aliados da Venezuela, para obrigar o governo Bolsonaro a lhes "abrir as torneiras" de recursos federais.

    1. na tua cabeça o babaca tem o que massa encelafica ou excremento.

    2. Cigano Lulu vai tomar no ……….,babaca chupa Ovo do bolsonlixo.

    3. Esse é um gado, mais puxado pra jumento. Olha o tamanho da merda que o camarada fala. Vá atrás do seu mestre jumento pra ver se ele dá uma explicação correta. Se o governo tivesse certeza de algo pode ter certeza que já tinha alarmado e feito estardalhaço igual aos palhaços que seguem o palhaço maior o Bozonaro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Advogada que era ligada ao PT está no centro da briga dos Bolsonaros e do PSL

Em meados de abril de 2014, a advogada Karina Kufa, especializada em direito eleitoral, negociou seus serviços com a campanha de Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo. Ela fora indicada por Gabriela Araújo, esposa do tesoureiro nacional do PT, Emídio de Souza, de quem era colega em grupos de advogadas feministas. O partido considerou o pedido salarial de Karina alto demais e o negócio não prosperou.

Após quatro anos, a advogada paulista de 38 anos, mãe de dois filhos, estava no outro lado do espectro político – algo normal no direito eleitoral. Contratada pela campanha de Jair Bolsonaro à Presidência, tornou-se uma das colaboradoras mais próximas do presidente e foi parar no meio do fogo cruzado entre o Planalto e o PSL.

Dirigentes do partido, parlamentares e antigos colaboradores de Bolsonaro atribuem a Karina responsabilidade direta na crise que já se arrasta por mais de duas semanas. Segundo eles, a advogada ajudou a fazer a cabeça de Bolsonaro contra o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar; atua para afastar seus desafetos do círculo do poder e usa o fato de ter bom trânsito nos palácios de Brasília para exercer influência na capital.

Ela nega e diz que só defende seu cliente da melhor forma possível. “Estou na defesa do presidente da República e qualquer pessoa no meu lugar faria o mesmo”, disse ela ao Estado.

O nome de Karina surgiu no imbróglio entre o Planalto e o PSL no início do mês, quando uma peça com sua assinatura – representando Bolsonaro e dezenas de deputados do PSL – circulou na imprensa, sem que tivesse sido protocolada na Justiça. Ela exigia todas as informações de doadores e de receitas do partido, além de demandar que a direção da sigla informasse a existência de procedimentos internos para decidir como os recursos são aplicados.

Mas a participação da advogada na crise começou em fevereiro, com a queda do então secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Karina foi parar na equipe de Bolsonaro pelas mãos do coordenador jurídico da campanha, Tiago Ayres, sobrinho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, que fora contratado por Bebianno. Ayres precisava de alguém em São Paulo para acompanhar o andamento de um processo referente ao diretório estadual do PSL e se lembrou de um casal que conhecera em congressos de advocacia eleitoral, Amilton e sua esposa, Karina, e decidiu contratá-los.

Dias após a queda de Bebianno, Ayres foi dispensado por meio de uma mensagem de áudio em seu celular na qual Karina dizia que a partir de então os processos do presidente ficariam “concentrados” com ela.

Àquela altura Karina já havia se aproximado de Eduardo Bolsonaro e não dependia de intermediários para chegar ao núcleo do poder. De acordo com pessoas que acompanharam o processo, Bivar começou a se incomodar com os pedidos da advogada por contratos com o PSL, principalmente para fazer o compliance do partido.

Ao Estado, a advogada afirmou que apenas intermediou negociações de Bolsonaro com o vice-presidente do PSL, Antonio de Rueda, para tentar encontrar soluções às insatisfações do mandatário, sobretudo em relação a boas práticas.

Duas reuniões aconteceram no Palácio da Alvorada. Segundo uma fonte, Bolsonaro ignorou o compliance e começou a criticar o deputado Delegado Waldir, então líder do partido na Câmara. Conforme Kufa, o advogado Admar Gonzaga foi incluído para tocar o projeto de compliance interno e chegou a propor a refundação do partido, com a anuência de Rueda.

O auge da irritação de Bivar, segundo aliados, foi quando a senadora Selma Arruda (então no PSL e hoje no Podemos-MT) reclamou que Karina não comparecera ao tribunal para fazer a sustentação oral no julgamento no qual foi cassada por caixa dois e abuso do poder econômico. A partir de então, ele cobrou relatórios dos serviços da advogada. O Estado procurou Selma, mas não a achou.

Relatórios

Depois disso, deputados começaram a passar uma lista na bancada do PSL que serviria de base para o documento assinado por Karina e revelado no início do mês. “Luiz Philippe de Orleans e Bragança me ligou dizendo que mais de 30 deputados estavam insatisfeitos com Bivar”, disse a advogada.

Adversários de Bolsonaro na disputa interna alegam que o documento serve para consolidar a narrativa de que a direção partidária persegue desafetos e não dá transparência às contas. O objetivo real seria abrir uma janela para que a ala bolsonarista da bancada possa deixar o partido sem perder os mandatos nem o Fundo Partidário.

Ao Estado, Kufa disse que há possibilidade de uma ação do tipo ter êxito. Segundo ela, o diretório nacional do partido descumpriu o estatuto ao não ter apresentado balanços mensais. “O estatuto fala que o diretório (nacional) tem que prestar contas mensalmente e, como houve essa ausência, podemos solicitar os documentos”, afirmou.

Pessoas próximas ao presidente avaliam que a estratégia pode ter levado Bolsonaro a uma armadilha jurídica e política. O estatuto do PSL o obriga a enviar uma prestação de contas anual à Justiça eleitoral, em abril, além de mandar balancetes mensais em anos de eleição, nos quatro meses anteriores e nos dois meses posteriores ao pleito. Perguntada sobre a acusação de que usa a proximidade com os Bolsonaros para se cacifar, Karina diz: “Sou uma profissional com respeito dos colegas de carreira muito antes de ser advogada dos Bolsonaros”.

120 diretórios destituídos

A disputa interna no PSL entre bolsonaristas e bivaristas paralisou o partido em São Paulo e deve comprometer o desempenho da sigla nas eleições municipais do ano que vem. Ameaçada de destituição pela Executiva Nacional do partido, a atual direção da legenda no Estado, liderada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, está operando praticamente sem dinheiro.

Boa parte da rede de diretórios municipais articulada pelo grupo do senador Major Olímpio, alinhado com o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, foi desmontada por Eduardo, que assumiu o comando do partido no Estado em 10 de junho. Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mostram que, de um total de 206 diretórios municipais, 120 haviam sido destituídos até sexta-feira, 25.

Além disso, o diretório paulista funciona de forma precária e em caráter provisório. Devido a problemas contábeis na prestação de contas anterior às eleições do ano passado, o PSL-SP foi proibido de receber repasses do diretório nacional e hoje tem orçamento de apenas R$ 10 mil mensais de doações de diretórios municipais. Esse dinheiro paga três funcionários.

A sigla chegou a fazer um parcelamento da dívida com o TSE para pagar 120 parcelas de R$ 3.500, mas o acordo foi cancelado depois que o PSL perdeu os prazos de pagamento. Nos últimos dois meses e meio, o partido do presidente ficou sem sede no principal colégio eleitoral do País. A legenda ainda não tem sede municipal na capital.

Bivar teria se comprometido, segundo o atual tesoureiro, Otavio Oscar Fakhoury, a arcar com o aluguel de uma nova sede na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, ao lado do escritório da advogada Karina Kufa. O grupo de Bolsonaro acusa Bivar, porém, de não ter honrado o acordo e atrasado os pagamentos.

Na quinta-feira passada, 24, a reportagem do Estado foi até a sede do partido, mas não foi autorizada a entrar. A fachada do imóvel não tem nenhuma placa.

Caso não seja destituído, o grupo de Bolsonaro diz temer que o diretório nacional não repasse recursos até dezembro, quando termina o mandato da atual executiva.

‘Insegurança’

Ligado aos bolsonaristas, Fakhoury reconhece que a divisão deve ter consequências eleitorais para o PSL. “Nós não conseguimos trabalhar o interior. Essa insegurança política é um cenário ruim. A gente nomeia o diretório, mas eles não sabem até quando vão ficar”, disse o tesoureiro. Para justificar as destituições, ele alega que haviam “esquerdistas” no comando de diretórios. “A manutenção desses diretórios prejudicaria o partido. Estava cheio de petistas e partidos do Foro de São Paulo. Em Itanhaém, o cara do diretório foi candidato pelo PT em 2016”, disse.

O antecessor de Eduardo na direção da seção paulista do PSL, porém, vê um cenário de “terra arrasada” no diretório. “Todo o trabalho que fizemos foi por água abaixo”, disse Olímpio ao Estado. Procurado, Bivar não atendeu à reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Caixa já pagou 42% do valor disponível para saque imediato do FGTS

Um balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal (Caixa), neste sábado (26), aponta que foram pagos mais de R$ 16,9 bilhões a mais de 40 milhões de trabalhadores por meio do Saque Imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Já receberam o dinheiro correntistas da Caixa e os nascidos entre janeiro e março que foram pessoalmente às agências do banco.

Ainda segundo a Caixa, que já liberou 42% dos R$ 40 bilhões previstos, na manhã de hoje o atendimento nas agências foi tranquilo “sem intercorrências e sem tumulto”. Além do atendimento especial nas agências neste sábado, o horário estendido continua na segunda-feira (28). A lista das agências com horário especial de atendimento está no site da Caixa.

Novo cronograma

Conforme anunciado esta semana, a Caixa antecipou o calendário do Saque Imediato do FGTS para mais de 52 milhões de trabalhadores. De acordo com o novo cronograma, todos os pagamentos deverão ser feitos pelo banco ainda em 2019. A data limite para recebimento dos valores continua sendo 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até lá, os valores retornam para a conta de FGTS do trabalhador, sem qualquer ônus.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

CRESCEU 175%: Produção de energia solar quase triplica em um ano no Rio Grande do Norte

O sol que parece abraçar o Rio Grande do Norte além de gerar calor, luz natural e um entardecer inesquecível às margens do Rio Potengi, conforme descrito pelo folclorista Câmara Cascudo, é hoje uma fonte de geração de riquezas para o Estado. Sua incidência, uma das mais intensas entre as unidades federativas brasileiras, fez a geração de energia solar fotovoltaica crescer 175% em um ano no Estado conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Até o fim de setembro passado, 1.986 empreendimentos entre rurais, residenciais, industriais, comerciais e públicos  tinham, juntos, 28.264,62 kW de potência instalada. Ela é gerada a partir dos painéis que captam a luz do sol. A tendência é que a utilização dessa matriz energética cresça ainda mais com o resultado do mais recente leilão de energias renováveis promovido pela Aneel, que contemplou mais dois parques solares a serem construídos até 2025. No Brasil, a potência fotovoltaica conectada à rede de energia era, ao final do mês passado, de 954,6 MW. Em todo o país, segundo a Aneel, 69% dos municípios dispõem de, pelo menos, um sistema fotovoltaico.

No Rio Grande do Norte, 56,3% das cidades contam com um deles. Esse percentual é o terceiro maior do Nordeste, ficando somente atrás do Ceára, com 76,6%, e de Pernambuco, com 68,5%, conforme dados da Aneel. Números repassados pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) com exclusividade à TRIBUNA DO NORTE mostram o avanço no número de unidades geradoras dessa matriz energética no Estado. A Procuradoria Geral do Estado (PGJ) é um exemplo prático desse crescimento. A insitituição implementou, ao longo deste ano, painéis solares em sete prédios que administra com o intuito de modernizar a estrutura e gerar economia.

Para continiar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/geraa-a-o-de-energia-solar-cresce-175-no-rn/463125

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente logo em breve iremos ser taxados na geração de energia solar. Creio q vá desestimular o mercado

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Fim da estabilidade valerá para novos servidores públicos, diz Bolsonaro

Após chegar a Abu Dhabi , nos Emirados Árabes, como parte de sua visita a países do Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro indicou que o próximo passo do governo será a reforma administrativa. Ele defendeu o fim da estabilidade para os novos servidores públicos , mantendo inalterados os direitos já adquiridos por aqueles que estão na ativa.

— Conversamos com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara), com o Davi Alcolumbre (presidente do Senado). Acredito que a reforma administrativa seja a melhor para o momento. Tem proposta já adiantada na Câmara. Não vamos buscar quebrar a estabilidade do servidor. Depois da promulgação dessa PEC (proposta de emenda constitucional), caso ela seja promulgada um dia, queremos mudar essa forma de relação de prefeituras e estados, que exageram no número de servidores — disse o presidente. — O fim da estabilidade seria para os novos servidores. Não queremos criar um trauma para os atuais servidores. Grande parte exerce um trabalho muito bom.

Uma das hipóteses que chegaram a ser discutidas entre os técnicos que acompanham o assunto no governo é ampliar o tempo mínimo para que novos servidores alcancem a estabilidade para seis ou dez anos, como antecipou “O Estado de S. Paulo”. Segundo fontes a par das negociações, porém, ainda não há um consenso em torno da proposta.

‘Quimioterapia necessária’

Atualmente, quem passa em um concurso público pode ser demitido nos três primeiros anos, o chamado estágio probatório. A avaliação do governo, porém, é que este período de avaliação não cumpre sua função de filtrar funcionários e precisa ser reestruturado. Nos últimos quatro anos, o percentual de servidores exonerados entre os que foram admitidos é inferior a 0,3%.

O governo prepara uma reestruturação do plano de carreiras do funcionalismo. Levantamento do Ministério da Economia identificou que a administração pública conta com 117 carreiras, 42 planos e mais de 2 mil cargos. A ideia não é só reduzir o número de carreiras, mas chegar a um modelo mais simples para o funcionalismo.

A proposta de reforma administrativa deve reduzir os salários iniciais dos servidores e prorrogar o prazo necessário para se chegar ao topo da carreira.

A reforma administrativa é parte de um pacote que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem chamado de agenda de transformação do Estado, que inclui ainda a revisão do pacto federativo e ações para controle de gastos públicos. A expectativa é que a agenda pós-Previdência do governo seja apresentada nesta semana.

Bolsonaro justificou ontem a ausência de Guedes na comitiva explicando que ele não poderia se ausentar por tanto tempo do país. Ele frisou, contudo, que se mantém a par da agenda econômica brasileira recebendo informações do assessor do ministro.

No momento em que o Congresso começa a analisar a chamada PEC Paralela, que busca incluir estados e municípios nas regras da reforma da Previdência aprovadas para a União, Bolsonaro ressaltou que o governo vem tendo apoio do Parlamento e está conseguindo realizar reformas que vinham sendo tentadas ao longo de 20 a 30 anos no país. Ele comparou a reforma da Previdência a uma “quimioterapia”:

— Sabemos que a reforma da Previdência por vezes parece uma quimioterapia. Ela se faz necessária e não podemos sucumbir. Peguei o Brasil arrebentado economicamente.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Quanta gente recalcada…
    Será que é pela falta de competência em passar num concurso?
    Vão estudar invejosos.

  2. Tem q acabar é com tudo mesmo. Se a nação fosse uma empresa, seria uma empresa inviável financeiramente. Qualquer administrador veria o quanto é inviável

  3. Kkkkkkkkk. Precisa é acabar com funcionários públicos. Exceto para policial, professores e saúde. O resto fecha tudo.
    TRT, TRE só tem marajás e não trabalham nada. Acabar também com esses juízes. Um bando de sem futuros, principalmente o STF.

  4. Deveria começar diminuindo número de deputados/senadores, cargos comissionados e assessores. Assessores que só servem para reforçar o valor das rachadinhas.

  5. Faz tempo que eu demeti meu empregados chamado políticos
    O motivo ê não cumpriram com suas promessas
    É essa história de mudar votar para um novo nenhum novo provou ser diferente

  6. Deveria fazer uma reforma administrativa no congresso e no senado para demitir deputados e Senadores, nesse caso esse ex deputado que agora é presidente que passou trinta anos como deputado e sua produção foi ZERO.

    1. Isso mesmo Caius, pior foi a cegueira que ocorreu nas eleições, como tem gente ingênua, o que de fato mudou até agora? Ou que tem perspectiva de mudança? Eu só senti mudança no Zorra Total, num quadro do fantástico e no horário de verão.

    2. Deveria extinguir 1/3 de cada casa, e congelar os salários por 20 anos.

    3. Segundo os comentários , tem DEPUTADOS com 25 à 30 cargos comissionados , SENADORES com 40 cargos comissionados e cortar 1/3 dos DEPUTADOS e SENADORES.
      Segundo combrar do GOVERNO, os débitos de quem deve ao INSS, que é de aproximadamente 1(Hum) Trilhão de reais, que até no presente momento o GOVERNO ñ se manifestou fazer essa cobrança .
      Quanto a ESTABILIDADE, o POVO pra rua!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Lava Jato levou ministro do STF a manter empreiteiros presos para fechar delação

Procuradores da Operação Lava Jato convenceram um ministro do Supremo Tribunal Federal a manter dois executivos da empreiteira Andrade Gutierrez presos para garantir a colaboração da empresa e de seus funcionários com as investigações sobre corrupção em 2016.

Mensagens trocadas por integrantes da operação, obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, mostram que a iniciativa foi executada com apoio do então juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, cuja opinião os procuradores consultaram antes de levar a proposta ao Supremo.

Conforme os diálogos, coube ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, submetê-la ao ministro Teori Zavascki, que era relator dos processos da Lava Jato no STF e tinha sobre a mesa dois habeas corpus impetrados pelos executivos da Andrade Gutierrez que estavam presos.

O acerto com a empresa previa que os dois sairiam da cadeia no Paraná e ficariam um ano em prisão domiciliar, trancados em casa e monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Moro concordara em revogar as ordens de prisão preventiva que os mantinham atrás das grades, mas faltava convencer Teori do plano.

Como relator da Lava Jato, Teori seria o responsável pela homologação dos acordos de delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez, que prometiam implicar em seus depoimentos políticos que tinham direito a foro especial e só podiam ser investigados e processados no Supremo.

Mas o ministro ainda não fora informado das negociações, nem tivera a chance de examinar os acordos. Além disso, a preocupação com a longa duração das prisões dos investigados pela Lava Jato era crescente, e os procuradores acreditavam que Teori estava inclinado a soltar os empreiteiros.

O ministro deu seu aval no dia 4 de fevereiro de 2016 e pediu os nomes dos executivos presos. “Pq ele vai travar os hcs aqui esperando vcs”, escreveu o procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot, ao dar a notícia ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

Se ninguém tivesse conversado com Teori, era possível que os dois executivos na cadeia deixassem a prisão com o habeas corpus. Eles poderiam aguardar em liberdade o julgamento de seus processos e a homologação dos acordos de colaboração, e poderiam até rediscutir seus termos.

Com os habeas corpus engavetados por Teori, Moro transferiu os executivos para o regime de prisão domiciliar no dia seguinte. Os procuradores do caso se organizaram então para tomar seus depoimentos, sem medo de que os delatores fossem soltos e cogitassem abandonar o acordo negociado pela empreiteira.

Tudo foi feito com discrição, porque a força-tarefa não queria melindrar o ministro do STF, com quem mantinha uma relação tensa, e pretendia evitar que uma ordem de soltura da corte reduzisse seu poder de barganha nas negociações com outras empresas que estavam na fila para negociar delações premiadas.

“Acho melhor manter o sigilo”, disse Pelella a Deltan. “Só pro Teori ficar tranquilo.” As mensagens foram trocadas pelo aplicativo Telegram e obtidas pelo Intercept neste ano. A transcrição preserva a grafia encontrada nos arquivos originais recebidos pelo site, incluindo erros de português e abreviaturas.

Em resposta a questionamentos da Folha, a força-tarefa afirmou que não houve ilegalidade nas gestões no STF e que os executivos foram assistidos por seus advogados durante as negociações. Moro disse que houve respeito aos direitos da defesa e que discussões entre procuradores e juízes como as reveladas pelas mensagens são normais.

ACORDO BILIONÁRIO

Das grandes empreiteiras atingidas pela Lava Jato, a Andrade Gutierrez foi a segunda a colaborar com as investigações, depois da Camargo Corrêa. A empresa reconheceu sua participação em fraudes e aceitou pagar multa de R$ 1 bilhão para voltar a fazer negócios com o setor público.

O ex-presidente do grupo Otávio Azevedo, um dos que estavam presos no Paraná, e outros dez executivos ligados à empreiteira tornaram-se delatores e admitiram crimes, fornecendo informações aos investigadores em troca de penas mais brandas do que as previstas em lei, a serem cumpridas em casa.

Além de reconhecer sua participação no cartel que atuava na Petrobras, a Andrade Gutierrez admitiu ter pago propina a políticos e funcionários públicos durante a construção da usina nuclear Angra 3, da hidrelétrica de Belo Monte, da Ferrovia Norte-Sul e de estádios da Copa do Mundo de 2014.

A Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba definiram as linhas gerais do acordo com a empresa em novembro de 2015, mas a negociação das penas dos executivos se arrastou por mais tempo do que o previsto, em parte por causa de divergências entre os procuradores.

As mensagens analisadas pela Folha e pelo Intercept mostram que Janot queria penas mais duras do que as sugeridas pelos advogados da Andrade Gutierrez, mas os procuradores temiam que o endurecimento afastasse os empreiteiros das negociações e inviabilizasse o acordo com a empresa.

Os executivos na cadeia estavam presos em caráter preventivo havia cinco meses. Eles ainda não tinham sido julgados pelos crimes de que eram acusados em Curitiba e haviam recorrido ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar revogar as ordens de prisão assinadas por Moro.

Para os procuradores, eram grandes as chances de eles serem soltos pela Justiça antes da assinatura do acordo. Isso abriria caminho para que tentassem rediscutir benefícios concedidos pelos procuradores, ou poderia levá-los a abandonar a mesa de negociações.

“As chances de um acordo com réus soltos com volta para a cadeia posteriormente era mínimo”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa de Curitiba, no Telegram. “A não celebração de um acordo geral por causa de alguns meses na cadeia a mais será visto no futuro como um erro.”

Os advogados da empresa aceitaram aumentar o período de prisão domiciliar a ser cumprido pelos executivos que estavam na cadeia. Além disso, indicaram aos procuradores que tinham a expectativa de que o Supremo homologasse os acordos e os colaboradores fossem para casa antes do recesso do fim do ano.

Mas as negociações foram atropeladas por um fato inesperado, a prisão do senador petista Delcídio do Amaral, que logo se tornou o centro das atenções em Brasília. Ele fora grampeado pelo filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e parecia estar tramando contra a Lava Jato.

Sem penas definidas, os executivos da Andrade Gutierrez começaram a se mostrar inquietos, e os que estavam presos recorreram aos tribunais. Um deles, Flávio Barra, foi para casa uma semana antes do Natal, após conseguir habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio, onde estava em andamento o caso das obras de Angra 3.

Otávio Azevedo e Elton Negrão continuaram na cadeia, foram ao STJ e não tiveram sucesso. Informado por Deltan do resultado, no início de dezembro, Moro perguntou o que faltava para concluir a delação da Andrade Gutierrez e afirmou que não se importava com a duração das prisões.

“Nao que eu esteja preocupado”, disse o juiz ao procurador no Telegram. “Por mim podem ficar mais tempo”. Deltan respondeu: “Rsrsrsrs”.

Faltava a assinatura de Janot para que os acordos fossem submetidos ao Supremo. Havia também complicações porque um procurador de Goiás, Hélio Telho, que investigava as obras da Ferrovia Norte-Sul, fora excluído das negociações com a empreiteira e queria participar do acordo.

Azevedo e Negrão recorreram então ao Supremo, quando faltava uma semana para o recesso do fim de ano. Não adiantou. Em janeiro de 2016, o ministro de plantão, Ricardo Lewandowski, disse não aos pedidos de soltura e deixou o caso para Teori rever quando voltasse ao trabalho.

Janot assinou os acordos com os executivos da Andrade Gutierrez na segunda quinzena de janeiro, mas ainda faltava resolver a pendência com o procurador de Goiás para que os termos fossem finalmente submetidos ao exame de Teori, a quem caberia verificar a legalidade dos acordos e homologá-los.

Sob pressão dos advogados dos delatores que estavam presos, e com medo de uma reação desfavorável do STF que pusesse tudo a perder, os procuradores começaram a articular a saída que permitiu antecipar os efeitos da delação antes da sua homologação pelo tribunal.

“Sobre relaxamento da prisão, vamos primeiro sondar o Russo, para em seguida, se for o caso, conversarmos sobre noticiar ao Teori antes da decisão aqui”, disse Paulo Roberto Galvão aos colegas em 20 de janeiro, tratando Moro pelo apelido que o grupo usava em conversas privadas.

No dia seguinte, Carlos Fernando avisou que conseguira “um OK provisório do Russo”. O procurador Marcello Miller, integrante do grupo criado por Janot para acompanhar as ações da Lava Jato, achava melhor esperar a tomada dos depoimentos dos executivos, mas foi voto vencido.

A operação foi concluída em 5 de fevereiro, um dia após o aval de Teori. Num processo até hoje mantido sob sigilo em Curitiba, a força-tarefa pediu a transferência dos executivos para prisão domiciliar, argumentando que haviam decidido cooperar com as investigações. Moro concordou.

Um desencontro com o juiz Marcelo Bretas, responsável pela ações da Lava Jato no Rio, levou Otávio Azevedo de volta à cadeia poucos dias depois. Havia outra ordem de prisão preventiva em vigor contra ele no Rio, e Bretas determinou que o executivo fosse levado à carceragem da Polícia Federal.

A ordem foi reconsiderada um dia depois, e Azevedo voltou para casa, mas o contratempo irritou Moro. “Ele nao foi solto. Esta rm prisao domiciliar. Deferi o que me requereram”, escreveu a Deltan. “Nao tenho paciência para isto.” O chefe da força-tarefa concordou: “Muita espuma pra pouca água”, disse.

A lei que estabelece regras para os acordos de delação premiada no Brasil diz que os benefícios negociados com os colaboradores devem ser avaliados pelo juiz responsável ao fim dos processos em que eles forem acusados, na hora da sentença. Na Lava Jato, porém, muitos acordos garantiram benefícios imediatos aos delatores.

Foi o que aconteceu no caso da Andrade Gutierrez. Presos em caráter provisório durante as investigações e sem nenhuma condenação, os executivos foram transferidos para prisão domiciliar e começaram a cumprir suas penas antes de serem ouvidos formalmente, e antes que Moro e Bretas julgassem os crimes de que foram acusados, tudo com o aval do Supremo.

Otávio Azevedo, que presidiu o grupo Andrade Gutierrez de 2008 a 2015, deixou a cadeia após sete meses, ficou mais um ano trancado em casa e hoje presta serviços numa vara da Justiça Federal em São Paulo durante algumas horas por semana. Ele pagou multa de R$ 2,7 milhões à Lava Jato.

Teori homologou os acordos dos executivos em abril de 2016, depois de analisar os depoimentos colhidos pelos procuradores em Brasília e Curitiba em fevereiro e março. O ministro do STF morreu num acidente aéreo em janeiro de 2017.

Em maio de 2016, Moro homologou o acordo de leniência da empreiteira, que conseguiu 12 anos para quitar a multa de R$ 1 bilhão. A última parcela vencerá em 2027. Por exigência de Moro na época, a empresa publicou nos jornais um informe publicitário em que pediu desculpas por seus erros.

As mensagens obtidas pelo Intercept mostram que os procuradores ficaram decepcionados com os depoimentos dos executivos, em especial porque não faziam referência a obras executadas para governos controlados pelo PSDB em São Paulo e Minas Gerais. A empresa só preencheu essa lacuna em 2017.

FORÇA-TAREFA E MORO DIZEM QUE DIREITOS DA DEFESA FORAM RESPEITADOS

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmou que não houve ilegalidade nas gestões feitas junto ao Supremo Tribunal Federal para manter presos os executivos da Andrade Gutierrez e garantir sua colaboração com as investigações.

“A atuação da força-tarefa nos acordos sempre respeitou os direitos assegurados à defesa dos interessados em colaborar, cujas negociações invariavelmente foram acompanhadas por seus advogados”, disseram os procuradores, em resposta por escrito a questionamentos da Folha.

Para a força-tarefa, a decisão dos executivos de cooperar com a Lava Jato tornou desnecessária sua prisão preventiva, o que permitiu a revogação das ordens que os mantinham na cadeia e a transferência de ambos para o regime de prisão domiciliar previsto pelos acordos de delação premiada.

“A prisão foi necessária para impedir a continuidade dos esquemas criminosos”, afirmaram os procuradores. “Até a assinatura do acordo, o Ministério Público Federal entendeu que a manutenção da prisão preventiva era uma exigência de interesse público determinada pela lei.”

“[Com o acordo,] há um rompimento do vínculo de confiança com os demais integrantes da organização criminosa e se realiza um compromisso de cessar os crimes”, disse a força-tarefa. “Finda a necessidade da prisão preventiva, o colaborador pode continuar preso para cumprir pena estabelecida no próprio acordo, se isso for ajustado.”

Os procuradores observaram que, na época das negociações, ainda não estava em vigor o entendimento do STF que hoje permite a prisão de condenados em segunda instância, e que está sendo rediscutido pelo tribunal agora. Para eles, isso diminuía o interesse dos executivos pela colaboração.

“A perspectiva futura de punição com cumprimento de pena é um dos fatores considerados pelos investigados e réus em sua decisão sobre colaborar ou não com a Justiça”, disse a força-tarefa. “Quando há perspectiva de impunidade, seja pela demora da punição ou mesmo pela prescrição, há naturalmente menos interesse na colaboração, que pode não se mostrar a melhor estratégia para a defesa.”

O ministro Sergio Moro afirmou não ver “qualquer ilegalidade” nas situações descritas nos diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept. Ele não reconhece a autenticidade das mensagens obtidas pelo site, recebidas após a invasão de contas de autoridades no aplicativo Telegram por hackers.

“É usual e legal procuradores ou advogados discutirem questões jurídicas com juízes, assim como as conversas entre o procurador-geral da República e o ministro do Supremo Tribunal Federal competente”, disse Moro.

Ele afirmou que as razões para as prisões dos executivos da Andrade Gutierrez estão nas decisões que assinou como juiz responsável pela Lava Jato. “A argumentação para a posterior soltura também está detalhada nas decisões judiciais, que atenderam aos pedidos dos defensores e do próprio MPF, sem qualquer violação de direitos”, acrescentou.

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot não quis se manifestar sobre as discussões com o ministro Teori Zavascki reveladas pelas mensagens. Seu ex-chefe de gabinete, o procurador Eduardo Pelella, disse que não reconhece a autenticidade do material obtido pelo Intercept e não se lembra de detalhes do caso da Andrade Gutierrez.

O ex-procurador Marcello Miller, que participou das negociações com a empreiteira, afirmou reconhecer as mensagens atribuídas a ele e disse que seu conteúdo reflete o “exercício legítimo e coerente das atribuições” que tinha no grupo criado por Janot para acompanhar a Lava Jato.

As defesas do ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, e do ex-diretor da empreiteira Elton Negrão não quiseram se manifestar sobre as mensagens, assim como os advogados Celso Vilardi e Sebastião Tojal, que representaram a empresa nas negociações com a Lava Jato.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Xiiiiii já começaram até colocar um ministro defunto na história, aí fica fácil, quero ver se a Intercept é arrochado se coloca um ministro do STF vivo!

  2. Onde estamos indo a nação foi saqueada um povo morrendo em porta de hospitais o país estava um caos! 60.000 mil mortes por arma do fogo a criminalidade explodindo a droga espalhando as estatais todas em um tremendo buraco os fundos de pensão saqueados ! Aí um grupo de servidores são culpados por tenta proteger a nação ! Que inversão de valores foi a primeira vez na vida que preto e pobre não foram preso neste país e sim poderosos e rico! Está perto de uma revolta popular com este desmando e pouco vergonha !

    1. Recuperar dinheiro roubado da nação, e que estavam em poder de ladrões, é crime? Até onde vai ser humano alienado!

  3. SÓ QUERO SABER QUANDO BANQUEIROS, PROMOTORES E JUIZES ENVOLVIDOS NESSES ESQUEMAS TODOS; COM DEPÓSITOS GIGANTESCOS, DENÚNCIAS ARQUIVADAS E SENTENÇAS COMPRADAS, SERÃO FINALMENTE REVELADAS.
    AQUI ESPETANDO SENTADO PRA NAO CANSAR!

    1. Se tiver, que sejam punidos. Agora o que o stf está tentando pra livrar a cara e anular os processos dos bandidos presos e que tiveram que devolver bilhões de reais roubados da nação é repugnante.

  4. O PROBLEMA É DEIXAR EMPREEITERO PRESO E POLITICO SOLTO-MAS SE VOCÉ ESTA CO0M PENA LEVA PARA SUA CASA PARA COLOCAR PAPINHA NA SUA BOCA-DAR BANHO COLOCAR TALCO-

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *