Educação

Bolsonaro assina no final da semana MP que esvazia carteira de entidades estudantis

presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve assinar no final desta semana uma Medida Provisória que trata da criação de uma carteira de identidade digital para estudantes.

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, a medida será batizada de MP da liberdade estudantil. Ele não adiantou mais detalhes sobre o tema.

O governo vem estudando desde o início do mandato criar uma carteira de identificação de estudantes com o objetivo de esvaziar a carteirinha emitida por entidades estudantis, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), conforme a Folha revelou.

O documento, que garante meia entrada em cinemas e espetáculos, é a principal fonte de renda dessas organizações.

Bolsonaro e seus aliados são rivais da UNE —controlada há anos pelo PCdoB— e de outras entidades estudantis.

Uma lei de 2013, sobre o benefício do pagamento de meia-entrada, garante a emissão apenas à UNE, à Ubes (União Nacional dos Estudantes Secundaristas) e à ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).

O trabalho de criação da carteira de estudante digital foi iniciado pelo ex-presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, que elegeu o tema como uma das prioridades dos primeiros 100 dias de governo.

A demissão de Marcus Vinicius do instituto em meio à crise que culminou com a saída de Ricardo Vélez Rodríguez —substituído porAbraham Weintraub.

O projeto ainda teve atrasos porque o MEC insistiu com a área técnica do Inep para ter acesso aos dados individuais dos estudantes, o que contraria o sigilo das informações coletadas para estatísticas oficiais da educação no país.

Em abril, o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, encaminhou ofício ao Inep em que pediu acesso à base dos Censos da Educação Básica e Superior para a criação da Identidade Estudantil Digital.

“É fundamental que o MEC possa acessar os dados identificados”, diz ofício levado ao Inep, e obtido pela Lei de Acesso à Informação pela liderança do PSOL.

A diretoria de Estatísticas Educacionais do Inep negou o acesso às bases de dados sob o o argumento de que as informações são coletadas para outra finalidade. O acesso poderia abalar a confiança da população no instituto.

O episódio colaborou com a demissão de Elmer Vicenzi, que havia assumido a presidência do Inep em substituição a Marcus Vinicius.

Vicenzi teve divergências com a Procuradoria do órgão após tentar obter um parecer que liberasse o acesso às informações.

A ideia para a criação da carteirinha como forma de enfraquecer as entidades estudantis havia surgido ainda na transição do governo.

Procurado, o Ministério da Educação não quis dar mais informações sobre a MP. Disse apenas que ela deve ser assinada em uma cerimônia sexta-feira (6).

O tema foi discutido nesta segunda-feira (2) por Bolsonaro e Weintraub.

Na quinta-feira (5), Bolsonaro deve assinar um decreto que regulamenta o programa ampliação do ensino cívico-militar no Brasil.

De acordo com o MEC, o decreto tratará da adesão das redes municipais e estaduais ao plano de implementação de escolas militares no país —uma das bandeiras de Bolsonaro para a educação.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Me lembrei dos Cieps da era Collor. Mais um desastre pra essr pais. Saimos do PT pra cair no PSL. Do assalto à loucura.

    1. Para quem só vê em linha reta foi um voto certo, agora, quem consegue ver todo o horizonte, tenho certeza que não foi.

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Jornalismo

Pedidos de aposentadoria crescem quase 190% no RN em julho

A TRIBUNA DO NORTE desta terça-feira destaca a corrida para aposentadoria no RN no mês de julho.

O Rio Grande do Norte registrou aumento nos pedidos para aposentadoria por tempo de contribuição e por idade entre os meses de junho e julho deste ano, período que coincidiu com a votação da reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados. Ao todo, 3.356 trabalhadores da iniciativa privada entraram com o pedido de aposentadoria em julho. O número é 183% maior que no mês anterior, que teve 1.185 pedidos. O crescimento registrado pelo INSS no RN é bem superior ao registrado no País, que foi de 54% no mesmo período.

Em julho,  1.190 potiguares entraram com o pedido de aposentadoria por tempo de contribuição, contra 268 do mês anterior. A alta foi de 344%. As solicitações da aposentadoria por idade também cresceram: de 917 em junho para 2.166 em julho. Salto de 136% em um mês. Os números foram enviados à reportagem da TN pela superintendência regional do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia, disse à TRIBUNA DO NORTE que “atribui o aumento do número de pedidos de aposentadoria em julho, principalmente, à ampliação dos serviços digitais do INSS”. A pasta justifica que foram digitalizados 90 dos 96 serviços disponíveis pelo órgão federal.

Sobre o aumento dos requerimentos em tempos de reforma, a secretaria reconheceu que “em ajustes de regras previdenciárias costumam ser observados aumentos em pedidos de benefícios, sobretudo por causa da falta de informação sobre a preservação de direitos adquiridos”. A pasta acrescentou ainda que o projeto em tramitação no Senado Federal “não mexe em direitos adquiridos, garantindo a condição mais vantajosa”.

Dados do INSS,  divulgados nacionalmente, mostram que, o total de solicitações de aposentadoria (por idade e por tempo de contribuição) em 2019, até o dia 12 de agosto, era de 1.348.410. Só de junho a julho, período em que a reforma tramitou no Congresso Nacional, o número de pedidos saiu de 153.003 para 235.484. Um crescimento de 54%.

O especialista em Direito Previdenciário, Diego Guimarães, advogado associado à OAB-RN, recomendou cautela na hora de juntar a documentação para dar entrada no pedido de aposentadoria. “É preciso que o segurado fique atento, pois, qualquer deslize é suficiente para ter o benefício negado pelo INSS ou concedido à menor”, diz. Ele cita ainda que a resposta, por lei, deve ser enviada ao trabalhador em até 45 dias, prorrogáveis por mais 30, mas reconhece as falhas do órgão no cumprimento dos prazos. No RN, por exemplo, o tempo médio de espera é de 108 dias.

Em caso de negativa do benefício, Diego Guimarães explica que os usuários podem entrar com recurso administrativo no próprio INSS ou  ingressar com ação judicial em busca do seu direito.

O texto da reforma da Previdência foi enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro deste ano. Após negociações, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em primeiro turno, em julho, e no segundo turno, em agosto.

Neste momento, a proposta da reforma, que impacta diretamente servidores públicos federais e empregados do setor privado, está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, onde precisará ser aprovada, em dois turnos, pelo plenário. As previsões apontam que a análise dos senadores termine em outubro.

Entre os principais pontos da reforma, estão idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 para homens, ora da iniciativa privada, ora do setor público. Na nova regra, o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos para mulheres e 20 para homens. Quem já está no mercado de trabalho, no entanto, tem um período de contribuição mínimo de 15 anos, tanto para homens quanto para mulheres.

Os dados do RN por pedidos de aposentadoria pelo INSS caminham na mesma direção de estatísticas dos servidores do Governo Federal, também impactados pela reforma. Em apenas sete meses, 24 mil profissionais lotados no Poder Executivo federal  pediram o benefício, de acordo com o Ministério da Economia.

O número é considerado alto se for avaliado outros contextos semelhantes. Uma procura como essa só foi observada durante as discussões no governo Fernando Henrique Cardoso. Entre 1995 e 1998, a média de solicitações ficou em 27,5 mil por ano, tendo um pico de 36,8 mil em 1995, ano em que a proposta foi enviada à Câmara.

Em 2003, quando o governo Luiz Inácio Lula da Silva aprovou nova proposta, a quantidade de aposentadorias foi de 17,2 mil. Entre 2004 e 2016, os requerimentos variaram entre 7 mil e 16 mil ao ano. Em 2017, quando as discussões da reforma se intensificaram, o volume de solicitações chegou aos 22,4 mil. Em 2018, o número caiu para 18,8 mil.

Ipern

Fora da discussão da reforma da Previdência, assim como outros estados e municípios, o estado do Rio Grande do Norte perdeu, entre janeiro e julho deste ano, 635 servidores ativos e ganhou 624 registros a mais na lista dos servidores inativos (entre aposentados e pensionistas). Conforme publicou reportagem da TN na edição do dia 19 de julho deste ano, outros 525 servidores da administração direta e indireta aguardam processo de aposentadoria. Aliado a isso, há ainda 1.965 pessoas que solicitaram a documentação visando uma eventual aposentadoria. São profissionais da Saúde e da Educação. Neste cenário, o governo tem uma folha de pagamento 51,2% composta por inativos e 48,7% por ativos.
Números do Rio Grande do Norte
 
Aposentadoria por tempo de contribuição
Junho/2019   –  268 solicitações

Julho/2019  –   1.190 pedidos

Crescimento   –  344,02%

Aposentadoria por idade
Junho/2019  –   917 requerimentos

Julho/2019  –   2.166 pedidos

Crescimento –    136,20%

Números do Brasil
Aposentadoria por tempo de contribuição
Junho/2019   –  71.129 solicitações

Julho/2019  –   129.135 pedidos

Crescimento  –   82%

Aposentadoria por idade
Junho/2019  –   81.874 requerimentos

Julho/2019   –  106.349 pedidos

Crescimento    – 30%

Saiba mais – planejamento da aposentadoria
1. Solicite o CNIS no INSS ou através do portal MEU INSS

2. Verifique se todos os períodos trabalhados que constam na Carteira de Trabalho (CTPS) estão no CNIS;

3. Solicite os PPPs (Perfil Profissiográfico Previdenciário), os LTCAT´s e os PPRA´s, para todas as empresas que trabalhou;

4. Verifique o tempo de Serviço Militar;

5.Organize a documentação do tempo de serviço rural

Opinião dos leitores

  1. Mesmo assim entre os aposentados ainda há quem defenda essa proposta de Reforma da Previdência. Não sei, como essas pessoas, PREJUDICADAS, ainda defendem a conduta desse Governo.

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Política

Plano de partido único do centro, com PSDB, DEM e PSD, enfrenta resistência

A criação de um partido único de centro é ideia que empolga diversas lideranças, João Doria (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM) à frente, mas enfrenta resistências fortes por parte das principais siglas envolvidas na discussão.

Folha conversou com líderes tucanos, do DEM e do PSD, agremiações que formariam o núcleo do novo partido.

O diagnóstico é semelhante: é algo impossível ocorrer para o pleito municipal de 2020 e muito difícil para a eleição presidencial de 2022, quando uma frente contra Jair Bolsonaro (PSL) e a esquerda surge como hipótese mais provável.

A fusão, num cenário com 30 partidos com representação na Câmara dos Deputados, sempre pareceu lógica.

No mês passado, durante evento de estreia do deputado Alexandre Frota (SP) na bancada do PSDB em Brasília, o presidente da Casa, Maia, pediu a palavra quando o tema surgiu numa entrevista.

Disse que o fim das coligações em eleições proporcionais, que começa a valer em 2020, levaria à união entre DEM e os tucanos. Ao seu lado, o governador Doria (SP), principal interessado no arranjo.

O tucano trabalha para se viabilizar como candidato à sucessão de Bolsonaro, tentando afastar a imagem de político próximo ao então presidenciável no segundo turno de 2018 —o voto BolsoDoria.

Uma musculatura partidária que incluísse DEM e PSD, fora siglas menores, está no radar de seus estrategistas.

A virtude dos partidos como pretendentes a cortejar é a mesma que os faz serem refratários a tal acordo agora.

O maior ceticismo vem do DEM, paradoxalmente dadas as declarações de Maia. Seu presidente, ACM Neto, já disse ser contra a fusão.

Dirigentes do partido explicam: a sigla é forte no Nordeste, em especial na Bahia, onde ACM Neto é prefeito em segundo mandato. Além disso, o partido mira de oito a dez capitais na eleição de 2020.

Assim, negociar fusão só faria sentido após o pleito de 2020, numa posição de força —o partido já comanda as duas Casas do Congresso e tem peso em ministérios importantes do governo Bolsonaro, como o da Saúde.

Há também um ressentimento em relação ao que consideram arrogância paulista do PSDB. Um dirigente lembra que os tucanos não têm mais a força que tinham nas gestões de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Argumento semelhante é ouvido no PSD. A sigla se fortaleceu com dois senadores neste ano e, principalmente, filiando o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, a seu time.

Esse movimento mineiro será reforçado em breve pela provável adesão do senador Antonio Anastasia ao partido.

O ex-governador é figura de proa em articulações no estado e sua eventual saída do PSDB selará o afastamento de um antigo aliado, o deputado Aécio Neves, de quem também foi vice-governador.

Este é um acerto que agrada a Doria, dado que o governador não conseguiu ver Aécio, tóxico politicamente depois de se ver envolvido na delação da JBS, expulso do PSDB. Enfraquecer sua base é um caminho alternativo a seguir.

Nas contas do PSD, portanto, também não faz sentido pensar em aliança antes de ver assegurada a reeleição de Kalil, entre outras disputas.

O partido também aposta que seu pré-candidato em São Paulo, Andrea Matarazzo, será muito competitivo caso consiga ir ao segundo turno na hoje embolada corrida eleitoral.

Resta, obviamente, o problema de chegar lá num cenário altamente fragmentado.

Os tucanos próximos de Doria, por sua vez, acreditam que depois do rearranjo de 2020 será possível retomar com força a discussão de um partido, por mais que os aliados prefiram falar em uma frente.

Um de seus dirigentes afirma que é natural a resistência ao projeto, mas que a gravidade imposta pelo nome de Doria acabará falando mais alto.

Por mais que rejeite falar em candidatura em 2022, o governador hoje é o político de expressão nacional com projeto de poder mais claro, ainda que enfrente oposição aberta de alas de seu próprio partido —foi derrotado na Executiva Nacional em sua tentativa de remover Aécio da sigla.

Um político do DEM crê que, com o grau de turbulência do governo Bolsonaro, a chamada velha política terá a oportunidade de voltar a dar as cartas a partir do ano que vem e tende a chegar forte a 2022.

Só não sabe se o nome para isso seria o do tucano ou o de um outsider como o apresentador da Rede Globo Luciano Huck, que interessa ao grupo que orbita FHC, mas que gera suspeitas sobre a real intenção de entrar no jogo na hora H.

Outro fator de incerteza, todos concordam, é o desempenho de Bolsonaro. Mesmo com muito tempo de governo à frente, parece improvável arrumação política, mas eventual melhora econômica é algo que ninguém descarta.

Esse fator reforça o discurso de alguns aliados de Doria, que defendem a criação de um polo político alternativo a Bolsonaro, sem oposição econômica, o que demandaria uma costura política antecipada.

Já outros, em especial entre os relutantes aliados tucanos, preferem esperar para ver.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. De cara da pra perceber quem quer paralizar o governo.
    Pense numa ruma de desonesto que querem se unir.
    Quantos nesse centrão respondem processos e estão enrrolados com a justiça??
    Vão trabalhar vagabundos.

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Política

Brasileiros pobres e entre 35 e 59 anos puxam alta na reprovação a Bolsonaro

Os mais pobres e as pessoas de 35 a 59 anos puxaram a alta na reprovação ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), aponta pesquisa Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto.

A fatia que considera o governo ruim ou péssimo cresceu em todos os segmentos de renda, idade, escolaridade, região e cor.

Mas a representatividade dessas duas faixas —aqueles com renda familiar mensal de até dois salários mínimos e pessoas de 35 a 59 anos— em relação à população brasileira foi decisiva para o aumento geral da reprovação.

O levantamento indica que, em agosto, 38% dos entrevistados consideraram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo. Avaliaram como ótimo ou bom 29%, enquanto 30% o consideraram regular.

Em abril, quando o Datafolha fez a primeira pesquisa de avaliação do governo, 30% o avaliavam como ruim/péssimo, 32% como ótimo/bom e 33% como regular.

Na faixa de quem tem renda familiar mensal de até dois salários mínimos, a reprovação foi de 34% em abril para 43% em agosto. Essa fatia representa 44% da população brasileira com 16 anos ou mais.

O Datafolha ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

reprovação a Bolsonaro também teve alta expressiva entre pessoas de 35 a 44 anos e na faixa de 45 a 59 anos na comparação dos dados de abril e agosto —os dois segmentos representam 44% da população.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, interpreta o crescimento da reprovação nessas duas fatias como consequência da reforma da Previdência, aprovada pela Câmara em julho. “São duas faixas atingidas diretamente por esse tema.”

Paulino ressalta ainda o “peso político e simbólico” representado pelo crescimento da reprovação a Bolsonaro em três segmentos que ajudaram a elegê-lo em 2018: pessoas com nível superior de escolaridade, renda de mais de dez salários mínimos e moradores da região Sul, ainda que esses estratos tenham uma representatividade menor quando comparados à população brasileira.

“São os eleitores dele, onde ele obteve vantagens acima da média na eleição.”

O diretor-geral do Datafolha aponta a radicalização no discurso do presidente nas últimas semanas como a principal explicação para a alta da reprovação nesses segmentos. “A inadequação ao cargo de presidente é o que mais influencia esses eleitores que estão desistindo dele.”

Os mais ricos e os mais escolarizados são ainda os mais polarizados, de acordo com a pesquisa realizada em agosto. Entre quem ganha mais de dez salários mínimos, apenas 16% avaliam o governo como regular —ótimo/bom soma 37%, enquanto ruim/péssimo, 46%.

Entre aqueles com nível superior de escolaridade, 32% aprovam o governo, e 43% reprovam, enquanto 25% o consideram regular.

O Nordeste segue como a região do país que mais reprova o governo (52%), enquanto o Sudeste se mantém como um reduto mais favorável ao bolsonarismo por ter perdido menos na faixa ótimo/bom e avançado menos na ruim/péssimo.

O peso do Nordeste, porém, é menor estatisticamente, com 26% da população, contra 44% do Sudeste.
Entre os entrevistados que se declaram pretos, houve aumento de 14 pontos percentuais no índice de rejeição ao governo, e caiu 10 pontos a parcela que dizia aprovar a gestão do presidente.

Agora, metade (51%) reprova Bolsonaro, maior percentual entre os recortes de cor, e 19% consideram sua administração ótima ou boa.

Houve ainda aumento da rejeição entre os indígenas, com 14 pontos de crescimento entre os que consideram a gestão ruim ou péssima. São 42% os que disseram reprovar o governo, contra 28% em abril.

O presidente já deu diversas declarações contrárias à demarcação de terras indígenas. Na semana passada, em reunião com governadores para tratar das queimadas na Amazônia, Bolsonaro chamou de irresponsável a política de governos anteriores de demarcar novas terras.

Mesmo entre os brancos, que são os que mais apoiam o governo (36% de ótimo e bom), houve alta no índice de rejeição. Em abril, eram 25% os que reprovavam Bolsonaro, contra 36% em agosto.

Nem os esforços do presidente para se aproximar dos evangélicos fez com que seus índices de aprovação tivessem alta entre os adeptos da vertente religiosa.

Bolsonaro prometeu um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federalparticipou de cultos e esteve com pastores. Ainda assim, caiu cinco pontos o índice total de evangélicos que dizem aprová-lo.

Houve aumento de nove pontos, contudo, entre os neopentecostais. Hoje, eles são o segmento religioso que mais apoia o presidente, com 46% de aprovação.

FOLHAPRESS

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Meio Ambiente

‘Crime organizado é responsável pelo desmatamento da Floresta Amazônica’, afirma Raquel Dodge

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A procuradora-geral, Raquel Dodge, afirmou, nesta segunda, 2, que o crime organizado é responsável pelo desmatamento da Floresta Amazônica. Segundo ela, informações apuradas pelo Ministério Público Federal revelam ‘indícios da existência de associação entre os grupos que derrubam a mata e os compradores de madeira no exterior, para onde segue grande parte do produto extraído ilegalmente no território nacional’.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

Segundo a PGR, ‘para reverter o problema, é preciso valorizar o papel do Ministério Público dentro do sistema penal acusatório e investir em mecanismos de cooperação internacional que levem em conta as características de cada tipo de delito, com ações tanto no plano doméstico quanto no internacional’.

As declarações de Raquel foram feitas na solenidade de abertura da reunião de trabalho entre procuradores do Ministério Público Federal representantes da Eurojust (Unidade de Cooperação Jurídica da União Europeia).

O evento ocorre nesta segunda, 2, e na terça, 3, na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília.

Ao avaliar o tema do desmatamento no Brasil, Raquel destacou que ‘é preciso enfrentar a questão como fenômeno transnacional’.

“As informações que temos é de uma associação estreita entre quem desmata e quem compra madeira”, afirmou a procuradora-geral. “Entre quem desmata, e põe fogo na mata, e quem usa essa madeira no exterior. [A madeira] não é usada só no território brasileiro. Aliás, é poucas vezes usada no território nacional. Inclusive, porque o porto do escoamento é no Norte do Brasil, não é para dentro do Brasil.”

Segundo ela, o empreendimento de desmatamento é muito oneroso.

“Porque adentrar a floresta, desmatá-la numa primeira fase com uso de mão de obra escrava, carregar aquelas toras, encaminhá-las pelo rio até chegar ao porto, transportá-las de navio até o exterior é obra de uma organização e de um engendramento que não é fruto de coautoria, de uma ação ocasional não planejada”, ressaltou a chefe do Ministério Público Federal.

Raquel ainda reforçou a necessidade da implementação de ações de cooperação entre o Ministério Público brasileiro e autoridades estrangeiras.

Ela defendeu o enfrentamento da corrupção e à lavagem de dinheiro ‘com instrumentos que vedem transferência dissimulada para o exterior, de valores do patrimônio público brasileiro’.

“Inclusive, porque os outros países têm sido santuário do desvio do dinheiro do patrimônio público brasileiro. Se não houver cooperação para que os países europeus não sejam o destino desse dinheiro desviado do nosso patrimônio público, essa corrupção continuará a ser praticada”, asseverou a procuradora.

A procuradora abordou, ainda, os altos índices de violência no País.

Para ela, o crime organizado é responsável por grande parte dos 65 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil.

Muitas dessas mortes são relacionadas ao tráfico internacional e ao tráfico doméstico de drogas.

“O Brasil não é produtor da maioria da droga associada ao tráfico internacional”, observou.

Papel do Ministério Público – Raquel fez defesa veemente do papel do Ministério Público dentro do sistema penal acusatório, que é o adotado no Brasil, e no qual há distinção entre o órgão acusador, a defesa e o juiz imparcial.

Ela criticou o que chamou de ‘amarras impostas’ aos Ministérios Públicos em diversas partes do mundo, disse ser importante o intercâmbio de informações, previsto em leis e necessário para o ajuizamento de denúncias, pedidos de busca e apreensão, e autorizações de interceptações telefônicas que aprofundem a investigação.

“É avanço importantíssimo termos um órgão que acusa, outro que defende, e o juiz que julga”, declarou a procuradora-geral. “E por que o protagonismo do juiz no enfrentamento do crime organizado, sendo que o papel dele é de neutralidade? Ele vai receber a prova das duas partes. É preciso enfatizar a cooperação dentro do sistema de Justiça, mas dando a cada ator, considerando o sistema penal acusatório, o papel de preponderância que tem. E nesse ambiente, o Ministério Público precisa ter o papel destacado que a Constituição e as leis do Brasil lhes confere.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Os povu tão intereçado no nióbio. E enquanto isso a procuradora geral não será mais procuradora.

  2. Tá vendo!!
    O presidente Jair Bolsonaro tinha razão.
    Roubaram, e agora tocaram fogo.
    Gente ruim essa da esquerda.

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Cidades

Governo libera R$ 600 milhões para destravar PAC e Minha Casa, Minha Vida

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) votou nesta segunda-feira (2) parecer pela aprovação do Projeto de Lei 79 de 2016, da Câmara dos Deputados, que altera a Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472 de 1997). A proposta faz alterações complexas nas regras do setor, transformando as atuais concessões em autorizações e entregando às empresas concessionárias as redes oriundas do Sistema Telebrás atualmente explorada por elas, estabelecendo em contrapartida metas de investimento em banda larga.

Órgão auxiliar do Congresso, o CCS apresenta posições sobre matérias em tramitação como forma de subsídio aos parlamentares. Neste caso, venceu o parecer do conselheiro Miguel Matos, segundo o qual o projeto poderá representar uma “ingestão de recursos no ambiente de negócios das comunicações”.

O voto de Matos, um dos representantes da sociedade civil no conselho, também recomendou o encaminhamento da proposta ao Plenário da casa e votação dela o mais rapidamente possível. Desta forma, o conselheiro rejeitou a proposta de análise do PLC pela Comissão de Assuntos Econômicos, conforme defendiam outros conselheiros e alguns senadores que apresentaram requerimento neste sentido.

O conselheiro Fábio Andrade, executivo da operadora de telecomunicações Claro, defendeu mais discussão sobre a proposta. “Vamos estudar mais. O projeto é complexo, trata de dinheiro público, de valorações econômicas envolvendo grandes períodos”. O integrante do colegiado Davi Emerich foi na mesma linha e declarou que o debate no Senado foi precário, precisando ser aprofundado. As polêmicas em torno do PLC já haviam aparecido em audiências públicas sobre o tema no Senado.

Representantes do setor de rádio e TV concordaram com a aprovação do PLC argumentando que no caso dessas empresas o projeto teria um ponto positivo ao retirar da legislação a obrigação de pagamento da taxa para o Fundo de Universalização das Telecomunicações (FUST), que na prática não ocorre. “Radiodifusão foi colocada erroneamente como contribuinte [ao fundo]. Só queremos correção”, opinou.

Riscos

A representante dos jornalistas no conselho, Maria José Braga, apontou riscos no projeto. O primeiro é da entrega da infraestrutura hoje de posse do governo brasileiro a empresas sem que haja sequer conhecimento sobre seu valor real. “Já estão aplicados bilhões do povo brasileiro nessas redes. Não são coisas ultrapassadas, não é isso que o Tribunal de Contas da União aponta. Se são bens públicos, devem ser tratados como tal em qualquer situação”.

A jornalista acrescentou que a entrega do patrimônio público às empresas já responsáveis pela sua exploração mediante contratos de concessão não significa uma melhoria do mercado do setor, uma vez que não dá estímulo a novos agentes econômicos, mas reforça o poderio dos atuais. Por fim, Braga criticou a previsão pelo projeto da possibilidade das empresas que receberam o direito de uso de uma faixa de espectro de radiofrequências de venderem este direito de exploração a outras empresas. O espectro é o meio pelo qual transitam os sinais de emissoras de TV às antenas dos telespectadores ou de antenas aos celulares de usuários.

Mudanças na LGT

O PLC 79/2017 traz diversas mudanças na Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Hoje, a legislação prevê que serviços considerados essenciais devem estar submetidos a determinadas obrigações, como universalização (chegar a todos), continuidade (não haver interrupção) e preços acessíveis. A essas exigências dá-se o nome de regime público, sistema que foi aplicado somente à telefonia fixa.

Em razão da privatização do Sistema Telebrás nos anos 1990, o regime público incluiu também a obrigação das concessionárias (empresas que pagaram pelo direito de explorar a redes por 25 anos) retornarem a infraestrutura ao governo no final do contrato, que passou a ser chamada de “bens reversíveis”.

Conforme o PLC, esses bens não voltariam para o Estado, mas seriam entregues às concessionárias (Telefônica, Oi e Embratel) em troca de metas de investimento em redes de banda larga. A proposta também permite que serviços essenciais não precisem mais ser prestados em regime público, possibilitando na prática que eles não sejam submetidos a obrigações de universalização e continuidade.

Além disso, a proposta abre possibilidade de que empresas com autorização para exploração de radiofrequências (faixas usadas em serviços como telefonia e banda larga móveis) possam comercializar este espaço. Atualmente, isso não é permitido.

Uma das polêmicas relacionadas ao projeto é o valor dos chamados bens reversíveis (a infraestrutura sob controle das operadoras sob a forma de concessão). Segundo informações das empresas repassadas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o patrimônio chegaria a R$ 105 bilhões. No entanto, não houve auditoria nem da Anatel nem do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre esses ativos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Quero saber o que tem haver a manchete com a reportagem, que fala sobre aprovação do Projeto de Lei do CCS…?????

  2. A realidade é outra , assina portarias mas o dinheiro não chega na ponta , só marketing, caixa só está financiando para clientes com renda acima de 4 mil reais , demissão e quebradeira no setor essa é a realidade hoje , uma dica ao blog se dê ao trabalho de ao menos ligar para caixa e confirme , se pegar 1 real de subsídio o cliente não assina o contrato

    1. Exato! Apenas marketing. O governo corta 2 bilhões na surdina e depois faz estardalhaço para anunciar liberação de 600 milhões. Mas nem os 600 milhões aparecem. Minha casa minha vida acabou. Não existe mais. E não é só minha casa minha vida. Todo financiamento habitacional no Brasil não existe mais.

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Política

Senado já tem mais de 300 emendas ao texto da reforma da Previdência

O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), apresenta na próxima quarta-feira (4) a complementação do parecer lido na semana passada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Nesses dois dias, o senador deve se debruçar na análise de mais de 200 emendas – sugestões de alteração ao texto – que ainda estão sem parecer.

Até as 14h de hoje (2), 378 emendas haviam sido apresentadas. No entanto, mais da metade, 233, ainda dependem da análise de Tasso. O trabalho do relator pode aumentar muito ainda, já que emendas podem ser apresentadas até o final da discussão da matéria na comissão.

A presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), está preparada para uma reunião longa do colegiado nesta quarta-feira. É que, além do complemento do voto de Tasso, no mesmo dia, serão lidos os chamados votos em separado à proposta. Colocado em votação só em caso de rejeição do parecer relator da matéria, o que nesse caso é improvável, o voto em separado é um voto alternativo e ocorre quando um parlamentar diverge do parecer dado pelo relator.

Apesar de, até o fechamento desta reportagem, nenhum voto em separado ter sido apresentado oficialmente, a senadora adiantou que haverá pelo menos um. “Vamos fixar um prazo para a leitura desses votos e, em seguida, abrimos para a discussão, encerramos a discussão e vamos para a votação”, adiantou Simone Tebet. Ela informou que as leituras e os debates, que vão começar às 10h, devem ser concluídos até as 17h.

Tramitação

Caso a conclusão da votação na CCJ ocorra na quarta-feira, como previsto, o texto segue para análise no plenário da Casa. Lá, a proposta é votada em dois turnos, com cinco sessões de discussão no primeiro e três no segundo. O prazo começa a ser contado a partir de quinta-feira (5), a primeira sessão de discussão.

No próximo dia 10, haverá sessão temática sobre a reforma da Previdência no plenário da Casa. O debate contará com a participação de especialistas e do ministro da Economia, Paulo Guedes. A expectativa é de que, até 10 de outubro, o segundo turno de votação esteja concluído. Se o texto for aprovado tal qual como veio da Câmara e tiver o apoio de no mínimo 49 dos 81 senadores em cada turno, segue para promulgação.

Mudanças

Como já adiantado por Tasso, o relatório sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) será o mesmo aprovado na Câmara dos Deputados, a não ser por dois pontos que foram excluídos do texto. Um deles colocava na Constituição o critério previsto em lei para recebimento do benefício de prestação continuada (BPC): renda per capita de ¼ do salário mínimo. O outro exclui a elevação dos pontos (soma de idade mínima e tempo de contribuição) necessários em regra de transição para aposentadorias de profissionais expostos a condições insalubres. As exclusões não implicam nova análise da PEC pelos deputados.

Já as mudanças que Tasso considerar mais relevantes serão incluídas em uma minuta de nova PEC para tramitar em paralelo ao texto principal. A medida divide opiniões entre os parlamentares. Muitos acreditam que a proposta paralela não avançará.

Agência Brasil

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Economia

AGN investe R$ 647 mil em empreendimentos de seis cidades do RN

Numa programação intensa de quinta a domingo (29/08 a 1/09), a Agência de Fomento do Rio Grande do Norte percorreu seis cidades do estado para realizar a liberação de financiamentos do Microcrédito do Empreendedor a 220 empreendedores de diversos segmentos da economia. Ao todo, por meio do programa, foram investidos R$ 647 mil em recursos próprios da AGN.

Em apenas quatro dias, a diretora-presidente Márcia Maia e a equipe técnica da Agência passaram por São Gonçalo do Amarante, Patu, Mossoró, Tibau, Itajá e Lajes para assegurar a liberação de recursos que oferecem aos pequenos empresários a oportunidade de iniciar um negócio ou ampliar o empreendimento já em funcionamento.

Para a diretora-presidente, a iniciativa é de extrema importância para oferecer às pessoas uma oportunidade de realizarem o sonho de empreender, especialmente num momento de crise econômica. “Muitas pessoas se descobrem empreendedoras em momentos de crise. Habilidades que muitas vezes não eram utilizadas, passam a ser vistas como uma saída para ganhar o próprio dinheiro e construir um negócio”, afirma Márcia Maia.

Ainda segundo ela, há o efeito também na economia da região em que os recursos são injetados, já que a depender da natureza do negócio do cliente que contrata o financiamento junto à AGN, ele movimenta outras cadeias da economia na cidade ou na região e faz o recurso injetado girar.

“É um programa de extrema importância para as pessoas, porque não apenas garante a ocupação e, muitas vezes, a formalização dos negócios, mas também permitem que a economia da região seja impulsionada, inclusive gerando novas demandas e mesmo emprego. O Microcrédito do Empreendedor olha a economia com uma visão também social, humana”, conclui a diretora-presidente da AGN.

A governadora Fátima Bezerra enaltece o papel emancipador do programa que atende pessoas de todas as regiões, sem distinção. “É uma obrigação do Governo que governa para todos e todas, mas olhando principalmente para aqueles que mais precisam. O Microcrédito é um exemplo disso, que financia os pequenos empreendedores que estão principalmente nas áreas de comércio e serviços”, destacou Fátima.

Microcrédito do Empreendedor

O programa oferece para o microempreendedor formal e informal o bônus de adimplência nos juros. Ou seja, quem pagar as parcelas do financiamento no programa Microcrédito em dia não paga juros.

Até o fim de agosto de 2019, o Programa já beneficiou cerca de 3.500 microempreendedores a partir de um investimento de mais de R$ 10 milhões em todas as regiões do Estado. Uma iniciativa que estimula a economia e promove a geração de emprego e renda nas cidades potiguares.

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Esporte

Equipe de esporte da Rádio Cabugi começa a ser demitida por WhatsApp

A equipe esportiva da Rádio Cabugi começou a ser desfeita nesta segunda-feira (2) e por WhatsApp. A informação foi passada pelo radialista Ricardo Silva Oliveira, o Cadinho, que disse ter recebido o comunicado de que os profissionais do Departamento de Esporte não fazem parte do novo projeto da emissora.

O comunicado via WhatsApp, segundo o radialista, foi enviado supostamente pelo gerente da rádio Santos Neto. “Aguardamos a chamada para a recisão de contrato”, escreveu Ricardo.

A Cabugi está sob nova direção e negocia os direitos de transmissão com outro sistema, que não o Globo. As negociações com o grupo Band News não avançaram muito e o grupo pode até lançar um sistema próprio de comunicação. Há a possibilidade, inclusive, das negociações migrarem para a Rádio Tupi.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns amigo pelo seu programa é muito divertido e também acho os comentários bastante pertinentes

  2. Deplorável a situação de uma emissora que faz parte da história e cultura potiguar. Não ter programação própria, e o ultimo setor o esportivo vinha sem nenhum projeto voltado para o esporte local.

  3. Caro Bruno: os pontos dos "is". A bem da verdade…

    1 – Como o próprio texto diz em seu bojo fui comunicado sim que os profissionais do dept de esportes não estavam nos planos da nova programação.

    2 – Não houve demissão por zap. Oficialmente ainda sou funcionário da Radio Cabugi Ltda. O "aguardamos chamada…" é uma dedução logica desse radialista e um comunicado pessoal sobre o esporte, já que muitos me indagavam e etc…

    Valeu!!! Abçs e Em Frente… Sempre!!!!

  4. É impressionante como a TV Cabugi tá horrível. Os programas são os repórteres dançando, tem agora um quadro horroroso do povo falando pela televisão. Um negócio bizarro.

    1. Não é a questão de pode ou não pode, e sim o respeito ao profissional que contribuiu com a empresa.

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Política

Governo estima abrir mão de R$ 331 bi em arrecadação em 2020 com renúncias tributárias

Em meio à tesourada geral no Orçamento dos ministérios em 2020, o governo federal estima que vai abrir mão de R$ 331,2 bilhões de arrecadação no ano que vem por conta de renúncias tributárias. O valor – equivalente a 4,35% do Produto Interno Bruto (PIB) – foi enviado nesta segunda-feira ao Congresso Nacional pela Receita Federal para compor o Orçamento do ano que vem. Por essa estimativa, as renúncias vão subir 8,09% em relação ao gasto tributário deste ano.

Pelos cálculos da Receita, as renúncias – chamadas no jargão do governo de gastos tributários – correspondem a 21,8% de tudo que a Receita projeta arrecadar no ano que vem com a cobrança de impostos e contribuições federais.

Essas renúncias são alvo agora da equipe econômica que pretende fazer uma “limpeza” na concessão dos incentivos tributários para abrir espaço no Orçamento e reduzir o déficit público.

O tamanho das renúncias também ganhou relevância no Congresso em meio ao debate sobre a crise fiscal que tem retirado recursos de áreas como educação, saúde, infraestrutura e outros investimentos.

Em 2019, as renúncias projetadas somam R$ 306,40 bilhões, representando 4,12% do PIB. Em 2020, o valor é maior, segundo a Receita, porque foi incluída pela primeira vez a perda de arrecadação com a isenção dada para Letras hipotecárias, certificados de recebíveis e letras de crédito do agronegócio e do setor imobiliário. Segundo a Receita, houve um impacto relevante no montante previsto para 2020 em relação à projeção feita para o ano anterior.

A maior parte das renúncias será concedida para as empresas e pessoas físicas que moram na região Sudeste, que abocanhará 50,83% de tudo que o governo deixou de arrecadar com as políticas de isenções e benefícios tributários. Os Estados do Sul ficam em segundo lugar, com 14,59% das renúncias.

Os dados da Receita apontam para uma concentração de 79,31% do valor dos gastos em cinco áreas. São elas: Comércio e Serviço (28,11%); Saúde (16,63%); Trabalho (14,11%); Indústria (10,39%); e Agricultura (10,07%). A Cofins e a Contribuição Previdenciária são os tributos que concentram a maior parte dos gastos tributários. As renúncias relativas à Cofins representam 21,74% do total e 0,95% do PIB; os da Contribuição Previdenciária, 20,86% do total e 0,91% do PIB, seguidos do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) (17,17%) e 0,75% do PIB.

O Simples Nacional é o gasto tributário de maior participação no valor total (25,13%), seguido do IRPF (10,48%), Entidades sem fins lucrativos, que são imunes e isentas, (9,22%), Agricultura e Agroindústria (8,84%) e Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio (8,64%).

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Quer dizer que devemos sacrificar nossa aposentadoria pra esse empresários incompetentes e privilegiados fazerem farras com o dinheiro desse nosso sacrifício. Isso é um absurdo, amigos do rei receberem privilégios assim, aí onde está o caminho da propina que foi delatado por Palocci, e o Bolsonaro quer continuar com essas práticas… É pra manter isso que atacam o MP e a lava jato.

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Esporte

Felipão é demitido do Palmeiras

Felipão não é mais o técnico do Palmeiras. No início da noite desta segunda-feira, o clube se reuniu e optou pela demissão da atual comissão técnica, contratada em agosto do ano passado e que conquistou o Brasileirão de 2018.

Luiz Felipe Scolari não participou do encontro com os dirigentes e recebeu a notícia de Alexandre Mattos, em sua casa em São Paulo.

A pressão nos bastidores do clube aumentou após os resultados negativos recentes. Na terça-feira, o Verdão foi eliminado pelo Grêmio na Libertadores, enquanto o time palmeirense perdeu por 3 a 0 pelo Flamengo no último domingo, pelo Brasileirão.

A derrota no Rio de Janeiro fez o Palmeiras aumentar para sete rodadas a sequência de jogos sem vitória no torneio nacional. Líder antes da Copa América, os alviverdes caíram para a quinta colocação. Deixam também o Verdão os auxiliares Paulo Turra e Carlos Pracidelli.

Esta foi a terceira passagem de Felipão pelo Palmeiras. Ele conquistou a Copa do Brasil de 1998 e 2012, a Copa Mercosul de 1998, a Libertadores de 1999, o Torneio Rio-São Paulo de 2000 e o Brasileiro de 2018.

Globoesporte.com

Opinião dos leitores

  1. Mentalidade de clube brasileiro é assim mesmo, tudo que foi conquistado vai por água abaixo, apenas por uma fase ruim!! O momento seria ideal para um apoio da diretoria e talvez, até oportuno para novas contratações, mas ao invés disso, repetem o mesmo erro de sempre!!!
    E olha que nem torço pelo clube!

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Meio Ambiente

ESPECIAL: Entenda a guerra dos números sobre os focos de queimadas na Amazônia

Desde que a crise das queimadas na Amazônia ganhou a atenção internacional, uma série de declarações feitas por parte do governo Bolsonaro ou de seus apoiadores tem buscado minimizar o problema, apontando que houve valores mais altos de queimadas em outros momentos.

Entenda…

Preste atenção nas datas

Uma tabela foi apresentada pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL/SP) com o número de focos de queimadas no Brasil inteiro entre 2001 e 2019 – compilados pelo Inpe –, na qual ela coloca os dados da gestão Bolsonaro em último lugar no ranking. Na tabela, ela apresenta o ano, a quantidade de focos, a média/mês e a posição de cada ano no ranking.

A tabela, porém, compara dados de anos inteiros com os primeiros oito meses (incompletos) da gestão Bolsonaro. Para apresentar a média mensal, todos os dados foram divididos por 12, mas isso não pode ser feito para 2019, já que ainda faltam quatro meses para o ano acabar. Com essa conta, o número fica muito menor do que a realidade. A tabela ainda dava números compilados até por volta de 20 de agosto – 76.350 focos. Ao final de agosto, de acordo com o Inpe, o ano já somava em 90.505 focos.

Compare os períodos corretos

Desse modo, a média de focos de incêndio para todo o País neste ano foi de 11.312 focos (90.505 dividido por 8). Não de 6.363, como apontou a deputada. Assim 2019 sobe para a 17ª posição. Olhando para os dados dos últimos anos entre 1º de janeiro e 31 de agosto, vemos que o Brasil como um todo está com o maior número de focos desde 2010, que foi um ano de seca severa e teve até o fim de agosto 137.701 focos em todo o País.

Não confunda Amazônia com Brasil

Comparar os focos de incêndio para todo o Brasil também tira o foco do real problema neste ano, que são as queimadas na Amazônia. De todos os incêndios registrados até agora (1º de setembro), 52% são no bioma. Então é preciso olhar para os dados do bioma especificamente.

E o que eles mostram? Vejamos o mês de agosto: o número de focos de incêndio na Amazônia foi quase o triplo do registrado no ano passado. Foram 30.901 focos de incêndio até sábado, 31, ante 10.421 em agosto do ano passado – alta de 196%. O total de focos também supera a média histórica para o mês, de 25.853, para o período entre 1998 e 2018. É ainda o mais alto desde agosto de 2010 – ano de seca histórica severa, que teve 45.018 focos.

Por que agosto é importante?

Porque é o início da temporada seca. Em geral, é a partir de julho que a região começa a queimar, a partir de ações que vão desde limpeza de pasto até a queima de floresta que foi derrubada, como parece ser o caso neste ano. Como a vegetação está mais seca, o fogo tende a se espalhar. Mas neste ano a umidade não está tão baixa a ponto de explicar a elevação das queimadas. A justificativa parece ser a alta do desmatamento.

Houve períodos com mais queima na Amazônia antes?

Sim. Na série histórica do Inpe, que considera queimadas entre 1998 e 2018, os anos de 2004 e 2005 chamam especial atenção, porque foram anos com altas taxas de desmatamento na Amazônia. Por causa disso, esses dois anos foram os que tiveram mais focos ao longo dos 12 meses, considerando somente a região. Agosto de 2005 foi o recorde para o mês, com 63.764 focos. Ainda comparando somente o mês de agosto, o segundo colocado foi 2007, com 46.385 focos.

Até então, o desmatamento estava praticamente sem controle no País. Foi em 2008 que entrou em vigor o principal programa de combate ao desmatamento da Amazônia (PPCDAm), que diminuiu as taxas de desmatamento. Comparar os dois períodos só olhando os números de queimadas deixa de levar em conta que o cenário começou a mudar a partir de 2008. O terceiro colocado em queimadas no mês de agosto foi 2010, ano de seca intensa. Desde então, a taxa para o mês não era tão alta. O dado deste ano chama a atenção justamente por isso: porque indica uma retomada da alta do desmatamento.

Além do Inpe, outros sistemas de monitoramento também observam alta nas queimadas na Amazônia?

Sim, a Nasa observou que neste ano o número de focos de calor é o mais alto desde 2010, assim como a Agência Espacial Europeia divulgou nota apontando que há quase quatro vezes mais fogo neste ano que no ano passado.

Mas os incêndios da África não são mais graves que os da Amazônia?

A savana africana de fato tem mais focos de incêndio que a Amazônia, mas lá eles ocorrem em área de agricultura e de savana, tipo de vegetação mais resistente ao fogo, como ocorre com o nosso Cerrado. A floresta tropical úmida é muito mais sensível aos incêndios e demora muito mais para se recuperar.

Houve aumento do desmatamento no Brasil?

O número oficial usado pelo governo para divulgar os dados de desmatamento anual da Amazônia – do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ainda não foi divulgado (isso deve ocorrer até novembro), mas números obtidos com uma resolução um pouco menor indicam que sim. O sistema Deter, também do Inpe, que faz detecções rápidas com satélite para orientar a fiscalização em campo, observou um aumento de 49,62% no corte da floresta entre 1.º de agosto do ano passado e 31 de julho deste ano (período histórico de análise), em comparação com os 12 meses anteriores. Os alertas do Deter observaram a perda de 6,841 km² neste período, ante 4.572 km² no período anterior. Apesar de ter uma resolução menor, nos últimos anos a tendência vista pelo Deter é confirmada posteriormente pelo Prodes.

Estadão Conteúdo

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Economia

Dólar bate R$ 4,18 e renova máxima do ano

Foto: Agência Brasil

O dólar atingiu uma nova máxima em 2019. Nesta segunda-feira (2), a moeda americana fechou cotada a R$ 4,184, alta de 1%, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais.

Dentre os emergentes, o real foi a divida que mais se desvalorizou nesta sessão, marcada pela dificuldade de China e Estados Unidos chegarem a um acordo comercial e pelo pacote argentino que visa conter a desvalorização do peso.

No domingo (1º) passaram a valer as novas tarifas americanas, de 15%, sobre uma variedade de produtos chineses no domingo –incluindo calçados, relógios inteligentes e TVs de tela plana–, enquanto a China começou a cobrar novas tarifas sobre o petróleo americano.

Segundo a Bloomberg, a China pediu aos EUA para que as novas taxas fossem adiadas, sem sucesso. Por outro lado, americanos tentaram determinar parâmetros para as próximas negociações, também sem êxito.

Além disso, a China entrou com um processo contra os Estados Unidos junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa das tarifas americanas, informou o Ministério chinês do Comércio nesta segunda.

Os desacordos, e o fato que uma data para a visita da delegação chinesa à Washington ainda não foi definida, preocupam investidores que aumentam sua aversão a risco.

O temor do mercado quanto a uma nova escalada da guerra comercial faz emergentes se desvalorizarem, na busca por investimentos mais seguros, como o dólar.

No Brasil, se soma o efeito Argentina. No domingo (1º), o governo de Maurício Macri decretou limites no mercado de câmbio, para conter a disparada do dólar.

Segundo as novas regras, as pessoas físicas serão limitadas a comprar ou transferir para contas no exterior até US$ 10 mil por mês.

Os exportadores terão de retornar ao país as divisas que resultem de vendas no exterior em até cinco dias após receber ou em até seis meses após o embarque.

O governo também decidiu centralizar o câmbio, determinando que o acesso a dólares, metais e transferências ao exterior sejam feitos apenas com autorização prévia do banco central.

As medidas anunciadas neste domingo se somam à restrição, levantada na última sexta (30), de bancos remeterem resultados ao exterior, num primeiro sinal de que mais ações para o limitar o acesso a dólares seriam implementadas.

A medida surtiu efeito e a cotação do dólar cedeu 5,85% no país, a 56 pesos por dólar, menor patamar em uma semana.

A Bolsa argentina também se recuperou, com alta de 6,25%.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Agora não tem em quem o PSL, o Governo e seus apoiadores de usarem desculpas amarelas, ou colocar a culpa em A, B ou C. Nós avisamos que o coiso era um fiasco.

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Política

‘Alguém perderá a cabeça’, diz Bolsonaro sobre acusação de presidente da ABDI contra Carlos da Costa

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ameaçou demitir, nesta segunda-feira (2), o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, e o presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Luiz Augusto de Souza Ferreira.

Referindo-se a acusações feitas por Ferreira contra Carlos da Costa na revista Veja, Bolsonaro disse que, no mínimo, um dos dois “vai perder a cabeça”.

A publicação trouxe uma entrevista em que Ferreira acusa o secretário de Produtividade de fazer “pedidos não republicanos”.

“Eu tomei conhecimento, estou louco para saber. Já entrei em contato com o Paulo Guedes [ministro da Economia] e quero saber que pedido é esse. Um dos dois, no mínimo, vai perder a cabeça”, disse Bolsonaro.

“Não pode ter uma acusação dessas. Vão dizer que ele ficou lá porque tem uma bomba debaixo do braço. Não é esse o meu governo. Já determinei para apurar e um dos dois, ou os dois, perderão a cabeça”, complementou o presidente.

Segundo a revista, Carlos da Costa decidiu demitir Ferreira, mas o presidente da ABDI não aceitou a determinação. Ferreira disse que só deixará o cargo após ordem nesse sentido de Bolsonaro.

Ele não especificou na entrevista que pedidos não republicamos lhe foram feitos pelo secretário de Produtividade, mas disse que se recusou a atendê-los.

“Não tenho a menor dúvida que o motivo da discussão da minha saída é o ódio do secretário Carlos da Costa porque não atendi aos pedidos não republicanos dele e os quais, inclusive, tenho provas para apresentar para o presidente”, disse Ferreira na entrevista.

Folhapress

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Diversos

[VÍDEO] Cantora espanhola morre após explosão de fogos de artifício em palco

A cantora e bailarina espanhola Joana Sainz Garcia morreu neste domingo (1) após ser atingida no palco por fogos de artifício. A artista de 30 anos se apresentava com o grupo Super Hollywood Orchestra durante o festival Las Berlanas, realizado próximo a Madri.

Segundo a BBC, um dispositivo pirotécnico explodiu próximo a cantora, que caiu no chão inconsciente. Algumas imagens publicadas nas redes sociais mostram o momento em que Joana é atingida pela explosão dos fogos de artifício.

Paramédicos chegaram a levar Joana ao hospital, mas a cantora não resistiu aos ferimentos.

Cerca de mil pessoas acompanhavam a apresentação em Las Berlanas. Um médico e uma enfermeira que estavam entre o público fizeram os primeiros socorros da cantora antes da chegada dos paramédicos.

O grupo Super Hollywood Orchestra, que conta com 15 membros entre cantores, músicos e bailarinos, fazia o encerramento do quarto dia do festival.

Os organizadores do evento lamentaram o incidente e publicaram um comunicado nas redes sociais lamentando a morte de Joana. “Enviamos nossas condolências aos familiares de Joana, assim como a todos os companheiros do grupo”.

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Cidades

Governo discute gestão de águas, segurança hídrica e lança plano de cursos no setor

Foto: Demis Roussos

A governadora Fátima Bezerra se reuniu com a coordenadoria do Fórum dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Norte na tarde desta segunda-feira, 2, para tratar da realização do 2º Encontro dos Comitês de Bacias do Estado. Os representantes entregaram à governadora o convite para a abertura oficial do evento, que está marcada para o dia 10 de setembro, no auditório da Reitoria da UFRN.

“Considero muito importante a realização do encontro para debater a gestão dos recursos hídricos no nosso estado e a atuação dos comitês e conselhos de bacias. Inclusive, o fortalecimento desses grupos e o diálogo sobre a gestão das águas está contemplado no nosso plano de governo. Os comitês tem um papel estratégico, é através deles que estabelecemos o contato com a sociedade em busca de soluções para as questões referentes a esse tema”, ressaltou a governadora.

Durante o encontro, que terá apoio do Governo por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e do Instituto de Gestão de Águas (IGARN), serão debatidos temas como mudanças climáticas, desertificação, adutoras, segurança hídrica, abastecimento de água e desenvolvimento produtivo.

Os comitês de bacia fazem a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos envolvendo usuários, entidades civis e poder público. A Semarh atua como secretaria executiva dos comitês, auxiliando na logística e na qualificação técnica e apoiando por meio do Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitê).

Capacitação

Na ocasião, a governadora lançou o Plano de Capacitação do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos do Estado, um projeto elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) em conjunto com o Instituto de Gestão de Águas do RN (IGARN) com o apoio da Agência Nacional de Águas (ANA), que objetiva qualificar os servidores dos órgãos que atuam na gestão dos recursos hídricos para oferecer uma boa prestação de serviço público com mais agilidade e transparência.

O plano prevê a execução de 102 cursos e eventos que serão realizados até 2022 para formação e capacitação profissional dos servidores voltados à gestão dos recursos hídricos.

Participaram da reunião o procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho; o secretário da Semarh, João Maria Cavalcanti, e o adjunto, Carlos Nobre; o diretor geral do IGARN, Francisco Caramuru Paiva; e representantes de todos os comitês de bacias do Rio Grande do Norte: Pitimbu, Ceará-Mirim e Apodi-Mossoró.

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