Política

A aprovação da mais abrangente reforma da Previdência Social das últimas três décadas é uma robusta demonstração de maturidade institucional do País e abre caminho para outras reformas – opina Estadão

A aprovação definitiva da mais abrangente reforma da Previdência Social das últimas três décadas – com economia de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos – é uma robusta demonstração de maturidade institucional do País. Medida naturalmente impopular, a reforma do sistema de aposentadorias passou a ser vista como incontornável ante o crescente desequilíbrio fiscal, que aproximava o Brasil perigosamente da insolvência. Os inimigos da reforma, notadamente as corporações de servidores públicos, foram isolados e se tornaram vozes minoritárias num debate em que se podia discutir o formato das mudanças, mas jamais recusá-las in limine – como se a Previdência não fosse deficitária e como se ainda fôssemos o país jovem de 50 anos atrás.

A relativa tranquilidade que cercou as diversas votações da reforma no Congresso, sem protestos do lado de fora nem oposição significativa nas comissões técnicas e no plenário, indica que o caminho está aberto para as outras reformas que se fazem necessárias para recolocar o País no rumo do crescimento e do desenvolvimento.

Essa percepção tem animado os investidores, como demonstram as sucessivas altas que a Bolsa de Valores registrou quando ficou claro que a reforma seria definitivamente aprovada nesta semana no Senado. O clima é de início de retomada, o que deverá ajudar a impulsionar outras medidas de ajuste que o governo diz estar preparando. Há algum otimismo, por exemplo, com o esperado impacto na atividade econômica em razão da injeção de mais R$ 12 bilhões com a antecipação do saque de R$ 500 do FGTS à disposição de trabalhadores que só poderiam tirar o dinheiro no ano que vem. Esse valor vem somar-se aos R$ 30 bilhões dos saques já previstos para este ano e aos R$ 2,5 bilhões liberados para os beneficiários do Bolsa Família a título de 13.º salário.

Além disso, os juros, de 5,5% ao ano, estão no menor patamar da série histórica, e o Comitê de Política Monetária indicou que há espaço para novas reduções, pois a inflação encontra-se sob controle. O risco país está em trajetória de queda e o emprego formal vem apresentando recuperação gradativa ao longo dos últimos cinco meses. Esse cenário, embora ainda muito incipiente, tende a mudar, para melhor, o humor tanto de investidores como de consumidores, gerando algum alento depois de tantos anos de estagnação e falta de perspectivas.

Mas tudo isso será apenas uma ligeira bonança antes de uma nova tempestade se não vier acompanhada de mais reformas profundas, em diversas áreas. O ajuste das contas públicas está bem encaminhado graças ao teto dos gastos, aprovado no governo de Michel Temer, e agora com a reforma da Previdência – sem a qual esse mesmo teto de gastos seria pulverizado. O próximo passo, segundo informa o governo, é conseguir a aprovação, até o final do ano, de uma proposta de corte de despesas obrigatórias, sobretudo as relacionadas aos servidores públicos. O objetivo é abrir espaço no Orçamento para aumentar os gastos com investimentos, absolutamente necessários para melhorar a infraestrutura do País.

O caminho é longo e tortuoso. A reforma tributária, por exemplo, deverá ficar somente para o ano que vem – e ainda não se sabe qual será a proposta do governo. Há também o desafio de realizar a reforma previdenciária nos Estados, cujo rombo está inviabilizando o funcionamento cotidiano da administração.

Tudo isso tendo como pano de fundo as crises políticas provocadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e seus filhos. Se já não dispunha de uma base parlamentar firme para aprovar seus projetos sem sustos, o presidente implodiu o próprio partido, o PSL, tornando incerto o apoio até mesmo de seus correligionários.

Assim, o avanço das reformas continuará a depender da disposição e do poder de articulação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Tem funcionado razoavelmente bem até aqui, mas, num regime presidencialista, é necessário que o presidente da República, respaldado por seus mais de 50 milhões de votos, norteie o debate na direção da plataforma vencedora da eleição. Felizmente, os reformistas têm prevalecido no Congresso, e para o bem do País é bom que continue assim.

Opinião – Estadão

Opinião dos leitores

  1. Sou da parte que no final foi privilegiada e digo com todas as letras: quem celebra a reforma do jeito que foi feita é RICO OU IDIOTA. Vocês são ricos?

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Política

Zenaide: “Reforma da Previdência condena mulheres a nunca se aposentarem”

Foto: Fernando Oliveira

A Reforma da Previdência, aprovada pelo Congresso Nacional nesta quarta (23), dificulta ainda mais a aposentadoria de muitos grupos da nossa sociedade, inclusive as mulheres. “Mulheres chefes de família que ganham até dois salários mínimos estão sendo condenadas a nunca se aposentar”, alerta a senadora Zenaide Maia (PROS-RN), ao destacar os o impacto da Reforma da Previdência na vida das brasileiras.

Desde o início dos debates da PEC 06/2019, a senadora Zenaide vem denunciando as injustiças da Reforma com as brasileiras que, mesmo tendo dupla ou tripla jornada de trabalho diário, no trabalho e em casa, demorarão mais para poder cumprir todos os requisitos necessários e ter direito a uma aposentadoria.

Para elas, a regra geral da Previdência passará a ser: idade mínima de 62 anos e 15 anos de contribuição para se aposentar recebendo 60% da média salarial. Para receber 100% da média, a brasileira terá de contribuir por 35 anos. Considerando que não são todas que conseguem se manter no mercado de trabalho sem interrupções nas contribuições previdenciárias, com que idade essas mulheres conseguirão se aposentar?

Para Zenaide Maia, na prática, as novas regras condenarão milhares de mulheres chefes de família a trabalharem até morrer: “São 30,5 milhões de mulheres chefes de família que recebem até dois salários mínimos. São essas mulheres que o Senado, ao aprovar essa Reforma, está condenando a nunca se aposentarem”, lamentou a senadora, após a aprovação definitiva da proposta pelo Senado.

O processo de votação da PEC foi concluído nesta quarta-feira, depois que os parlamentares aprovaram um destaque, defendido pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que permite que quem trabalha em atividades perigosas, como os vigilantes, por exemplo, possa requerer aposentadoria especial.

O texto da PEC 6/2019 será promulgado pelo Congresso Nacional até o dia 19 de novembro.

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Saúde

Saúde feminina e câncer de mama serão debatidos de palestra gratuita em Natal no dia 30

A saúde feminina e a prevenção ao câncer de mama serão debatidos em palestra gratuita promovida pela clínica Persona Dermatologia no próximo dia 30 de outubro as 18h30min no auditório do Tyrol Bussiness Center, em Natal. O tema será abordado pelas médicas Dra. Lisieux Nóbrega (ginecologista e obstetra) e Dra. Teresa Crisina Andrade (mastologista), especialistas em saúde feminina.

Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) destacam que mais de meio milhão de pessoas são diagnosticadas com câncer a cada ano. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), alerta para o número de 57.960 novos casos por ano.

Essa é a primeira de uma série de palestras voltadas aos cuidados com a saúde e bem estar. E já que o mês de outubro lembra a campanha do câncer de mama, a Persona alerta sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. “É importante cuidar da saúde das nossas pacientes e das mulheres. A palestra informativa destaca os cuidados preventivos como autoexame e a regularidade nas consultas médicas”, destaca o dermatologista e diretor da clínica Persona, Dr. Leonardo Ribeiro.

Outros temas ligados à saúde feminina como a menopausa e a sexualidade feminina também serão comentados.

A entrada é gratuita e a inscrição pode ser feita pelos telefones 3322-195 ou 98895-7999

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Comportamento

Criança inventa sequestro e dois inocentes passam a noite na cadeia

Para não levar bronca da mãe por ter saído de casa sem permissão, uma menina de 7 anos que mora em Sorocoba, no interior de São Paulo, inventou que foi sequestrada. Imagens mostram a criança saindo de casa sozinha e, minutos depois, chega em um carro dois funcionários da empresa de água e esgoto. Eles foram apontados pela menina como sendo os sequestradores. As informações são da Record TV.

Mas a garota saiu de casa sozinha a pé e foi encontrar uma vizinha. Ela volta duas horas depois. Com receio da bronca, ela contou à polícia e à mãe que foi sequestrada. A menina deu detalhes do crime: disse que dois homens tentaram roubar a moto do padrasto que estava na garagem, mas não conseguiram, por isso decidiram levar a criança para pedir o resgate.

Um capuz teria sido colocado na cabeça dela. Ela escapou quando eles pararam para abastecer o carro. A versão foi desmentida pelas imagens de câmeras de segurança dos postos de combustíveis da cidade. Também um vídeo mostra a saída dos funcionários da rua onde mora a criança e o momento em que se deparam com uma viatura da Polícia Militar.

Os homens de 28 e 54 anos passaram uma noite na cadeia até que a farsa foi descoberta pela polícia. Os dois foram soltos e inocentados do crime. A menina confessou que mentiu. A mãe da garota afirmou que ela está de castigo por tempo indeterminado e que cadeados foram colocados no portão da casa para impedir novas fugas sem autorização.

R7

Opinião dos leitores

  1. a maior mentira inventada é que criança não mente…parem de falar isso…e comecem a filtrar o que sai tb das bocas delas e a punir qdo necessário, para que não cresçam e virem políticos.

  2. meu irmão que garotinha puta que o pariu depois dizem criança não mente ha minha filha não mente e vai nessa e o que mais tem criança que mente e quando essa ai crescer imagina o que ela vai fazer os pais tem que tomar muito cuidado olho nela olho nela!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Com 7 anos foi capaz de inventar tudo isso imagine quando tiver uns 15 o que essa menina não já vai estar fazendo …

  4. Merecida de uma surra por parte da mãe. Mas, se bater, os defensores da Lei da Palmatória processam os pais. Bela juventude de futuro está-se criando. Apanhei da minha mãe e nem por isso virei marginal.

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Economia

Sindipostos alerta para risco de faltar gasolina nos postos do RN

Os postos de gasolina do Rio Grande do Norte, especialmente aqueles localizados em Natal, estão sob risco de desabastecimento. O motivo é a falta do combustível na refinaria Clara Camarão, em Guamaré, desde a última segunda-feira (21), causado pelo atraso de um navio que levaria a matéria-prima para a fabricação do derivado. Em Natal, alguns postos estão com o estoque baixo e sem possibilidade de reposição até sexta-feira (25), segundo o Sindicado do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos/RN).

Os empresários evitam falar sobre o assunto para não causar uma “corrida por combustível”, mas admitem que há uma fila de caminhões na refinaria, principal fornecedora dos postos de combustível no Rio Grande do Norte. Para o presidente do Sindipostos-RN, Antonio Cardoso Sales, a falta de informação oficial sobre o problema traz “incerteza e temor” de que ocasione a busca acima da normalidade nos postos de gasolina.

“De acordo com as informações que temos, a situação só deve normalizar no sábado ou domingo, pois esse navio carregado com nafta atracaria na sexta-feira à noite. Mas tem ainda o processo de descarga da matéria-prima e blendagem [mistura com outras substâncias para obter a gasolina] para só então obter a gasolina e carregar os caminhões que fazem o transporte até os postos de revenda”, disse Sales.

Para continuar lendo click aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/sindicado-varejista-de-derivados-de-petra-leo-alerta-para-risco-de-faltar-gasolina-nos-postos-do-rn/462870

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. Essa turma é de lascar.
    Aqui em SP a gasolina é vendida por R$ 0,13 a mais do q em na refinaria de Guamaré, e eles aqui vendem a R$ 3,79.
    A turma do sindipostos está juntando dinheiro de pá de trator.

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Política

SE LEMBRAM DO QUEIROZ?: Em áudio, ele diz “Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara e no Senado. 20 continho caía bem”

Oito meses depois de ser exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, o ex-policial Fabrício Queiroz continua sendo consultado sobre nomeações no Legislativo e admite ainda ter “capital político”. O GLOBO obteve um áudio de WhatsApp, de junho deste ano, no qual o ex-assessor sugere a um interlocutor como proceder para fazer indicações políticas em gabinetes de parlamentares.

Procurado pelo GLOBO, Queiroz admitiu, por nota, que mantém a influência por ter “contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro”. Por nota, Flávio Bolsonaro negou que tenha aceitado indicações do ex-assessor e que mantenha qualquer contato com ele desde o ano passado.

Queiroz é investigado pelo Ministério Público do Rio por suposta prática da rachadinha —  quando os servidores comissionados devolvem parte dos salários. Ele esteve no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2018 e, no período, emplacou sete parentes na estrutura.

Em conversa por áudio via WhatsApp do início de junho, Queiroz debate com um interlocutor a situação de cargos que podiam ser usados por aliados no Congresso. No diálogo, ele sugere que as indicações poderiam ser feitas por meio de comissões ou em gabinetes de outros deputados e senadores, e não apenas em cargos vinculados à família Bolsonaro.

— Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles (família Bolsonaro) em nada — diz Queiroz, no áudio, para depois complementar: —  20 continho aí para gente caía bem pra c**.

Na conversa, Queiroz descreve o gabinete de Flávio no Senado como um lugar muito demandado por parlamentares. Em maio, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Flávio alegou não saber o paradeiro de Queiroz e justificou:

— Ele tem um CPF e eu outro — disse o filho do presidente.

No áudio obtido pelo GLOBO, Queiroz demonstra conhecer o funcionamento do gabinete do senador e sugere que o interlocutor poderia procurar parlamentares que frequentam o local para tratar de nomeações.

— O gabinete do Flávio faz fila de deputados e senadores, pessoal para conversar com ele, faz fila. Só chegar lá e nomeia fulano aí para trabalhar contigo aí, salariozinho bom desse aí para a gente que é pai de família, cai como uma uva — diz Queiroz, no áudio.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. A única diferença entre esses milicianos e os PTralhas é que Luladrão ainda fez alguma coisa pelos pobre, pelo Nordeste, pelo Brasil. Os Bolsonaros além de roubar devia jogar umas migalhas para os pobres, porque até agora só desgraça no lombo do trabalhador.

  2. Queiroz foi condenado pela esquerda, passou a ser o maior bandido do Brasil. Todas as instituições devem parar tudo e ir atrás do Queiroz.
    Devem esquecer a perseguição aos coitadinhos e inocentes como Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, André vargas, Alberto Yousseff, Geddel, Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Delúbio Soares, Vaccari, Cerveró, Jaques Wagner, José Dirceu, Gleisi, Paulo Brnardo, Lindberg, Eike Batista e toda turma da Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Mendes Júnior, UTC e Camargo Corrêa. Embora a lista seja muito maior.

    1. É. Deixa pra lá. Tem que prender os ladrões de vermelho, o resto deixa solto.

    2. Melhor o 0800 do laranjal que o PASSE LIVRE para CORRUPÇÃO e DESTRUIÇÃO como ficou provado nos escândalos do mensalão, petrolão e na lava jato. Foram BILHÕES DESVIADOS, mas tem que ser esquecido, o que importa é o mimimi e a mortadela com pão duro em troca de falar do Queiroz……… Aiiiimmmm não vão prender o Queiroz? O Queiroz foi condenado antes de ser processado e julgado, os DITADORES ESQUERDOPATAS já deram a condenação, aimmmmm

  3. Tá na cara que esse aí tá usando a influência que teve no passado pra tirar proveito no presente, esse aí hoje não manda mais em nada

  4. Continua livre, leve e solto debochando te todos, alguns tem a capacidade de se indignar, porém os Minions ou gado manso.

  5. Saiu uma quadrilha de "esquerda", com petistas e aloprados em geral, e entrou outra quadrilha de "direita", com milicianos e políticos profissionais de todos os tipos.
    E ainda tem quem defenda esse povo………………………………………………….

    1. Cada um com seus bandidos, espero que um dia os brasileiros acordem…

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Judiciário

ESTRATÉGIA: Lava Jato pede anulação de condenação de Lula em ação do sítio de Atibaia

O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou nesta quarta-feira (23) pela anulação da sentença do processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) referente ao sítio em Atibaia (SP).

O procurador regional Maurício Gerum, da força-tarefa da Lava Jato, argumenta que os recentes julgamentos do STF (Supremo Tribunal Federal) anulando casos da Lava Jato são precedentes que devem ser aplicados ao processo do petista, fazendo com que a ação retorne à fase das alegações finais, ainda na primeira instância.

As alegações finais são a etapa final de um processo antes da sentença. É a última oportunidade para as partes apresentarem seus argumentos.

Os ministros do Supremo anularam duas ações no âmbito da Lava Jato com base em um novo entendimento sobre o rito processual. Para os ministros, em um processo com réus delatores e delatados, os colaboradores devem falar primeiro e, só depois, se pronunciam os delatados, de modo que possam se defender do todas as acusações.

De acordo com Gerum, considerando as decisões, é preciso manter a coerência do sistema jurídico e evitar futuras alegações de nulidade que possam levar a prejuízos processuais.

Esta é a segunda manifestação do MPF que pode mudar os rumos do ex-presidente. Na primeira, em setembro, os procuradores da Lava Jato em Curitiba pediram que ele passe a cumprir pena no semiaberto, já que possui os requisitos para a progressão de regime.

Lula, que está preso desde o ano passado por outro processo, o do tríplex de Guarujá (SP), disse que não vai barganhar sua liberdade e pediu à Justiça o direito de negar o benefício.

Na próxima quarta-feira (30), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) deve analisar se a ação do sítio deve voltar para a primeira instância, visando eventual correção da ordem de apresentação das alegações finais. Se os magistrados decidirem nesse sentido, o processo deve retroceder em ao menos nove meses.

A iniciativa de analisar a questão foi tomada também nesta quarta pelo relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto.

Gebran ponderou que, antes do julgamento do mérito do processo do ex-presidente na segunda instância, que está previsto para os próximos meses, a corte deve avaliar se as recentes decisões do STF se aplicam ao caso do petista.

No parecer, o procurador Gerum narra pontos do julgamento do STF e destaca que, na ação do sítio, há réus colaboradores que apresentaram defesas em prazo comum ao dos réus delatados e que a defesa de Lula se manifestou contra essa ordem ainda na primeira instância.

“Não há diferença substancial entre o rito observado neste processo [de Lula] quanto à ordem de apresentação das alegações finais e aquele considerado pelo STF como ofensivo à Constituição em dois recentes precedentes”, diz Gerum.

Folha apurou que a defesa de Lula tentará, no entanto, a suspensão da análise do caso. A avaliação dos advogados é que caberia ao tribunal analisar todos os questionamentos feitos pelo ex-presidente, e não apenas a questão das alegações finais. O objetivo central da defesa do petista é a anulação do processo inteiro.

No caso do sítio, o ex-presidente foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal em Curitiba a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ele está preso desde abril do ano passado, após condenação em segunda instância em outro processo, o do tríplex de Guarujá (SP).

Nesta quarta-feira (23), o STF retomou o julgamento que decide se um réu condenado em segunda instância já pode começar a cumprir pena ou deve aguardar o fim dos recursos judiciais —quando ocorre o trânsito em julgado.

Atualmente, o STF entende que não é preciso esperar o trânsito em julgado para que um condenado seja preso. Se houver mudança na jurisprudência, Lula deve deixar a cadeia.

O julgamento será retomado na tarde desta quinta (24).

FOLHAPRESS

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Esporte

INAPELÁVEL: Ao golear o Grêmio, Flamengo mostra em campo quem joga o melhor futebol do Brasil

Nos dias que antecederam a abertura do confronto, Renato Gaúcho tentou sustentar no discurso o status do “melhor  futebol do Brasil”. Acontece que há momentos em que o campo fala de forma inequívoca. Em Porto Alegre  surgiram os primeiros sinais. Até que veio o Maracanã para colocar as coisas nos devidos lugares. Inapelável.

Nem é o caso de dizer que o 5 a 0, talvez escandaloso demais, seja o tamanho exato da diferença. O fato é que não é preciso mais nada para provar quem joga melhor não só no Brasil, mas no continente. Aquela sensação de impotência que tantas vezes sentimos ao ver clubes brasileiros diminuídos em choques com  gigantes europeus se reproduz no Brasil. É um nível similar de disparidade que este Flamengo tem imposto a seus concorrentes domésticos – o que, óbvio, não significa dizer que este time tenha o padrão dos europeus. Pela frente virá uma dura final  com o River Plate, de prognóstico impossível. Só é possível cravar que, no que diz respeito a talento, o Flamengo é melhor.

É possível falar de intensidade, inteligência tática,  qualidade técnica farta. Mas este Flamengo  chega à final com outro traço notável: quando tem a bola, esbanja leveza, seu jogo flui a partir da mobilidade de seus jogadores. Há muito de confiança também. E mais. Jesus devolve ao futebol brasileiro algo que por muito tempo o marcou: as duplas de ataque técnicas,  rápidas, que deixam rivais desnorteados por serem móveis. Gabigol e Bruno Henrique se exibiram, quase sempre posicionados entre zagueiro e lateral, criando dúvidas na marcação e abrindo latifúndios pelo campo. É difícil olhar para Gabriel e não enxergar um atacante de nível internacional. Pela  movimentação ou pela qualidade  técnica.

Tudo isso significa que o Grêmio foi mero sparring? Não, o placar tem muito a ver com as virtudes do Flamengo e também com questões de ânimo. Jogos de futebol são uma mistura complexa de  fatores. O plano inicial do Grêmio funcionou, dados os problemas físicos que o fragilizavam. Renato, por 45 minutos, disfarçou a disparidade com um jogo bem pensado. Teve até momentos de superioridade.

Ao colocar Michel como terceiro meio-campista, abriu mão de seu modelo de construção desde a defesa, reforçou o poder de  marcação e apostou em bolas mais longas. Só não abria mão das perseguições defensivas para  marcar. A mobilidade dos jogadores do Flamengo, arrastando seus marcadores e tirando-os do lugar, claramente abria espaços, ora pelos lados, ora à frente da área. Mas este Grêmio camaleônico, muito concentrado e numa versão mais marcadora, ganhava duelos e não permitia escapadas dos rubro-negros nos espaços vazios. Teve até uma excelente chance no início, com Maicon. E ameaçava ganhar as costas da linha defensiva do Flamengo.

Nestas horas, é preciso uma chave para o cadeado. O jogo indicava que ela seria Éverton Ribeiro, por sua capacidade de giro, de drible, de livrar-se de marcadores após movê-los do lugar e desequilibrar a marcação rival. Ele criou as duas primeiras chances do Flamengo, que aos poucos se tornava superior.

Jorge Jesus pensara também em outro aspecto do jogo: os volantes do Grêmio, iniciadores de todas as jogadas. A pressão avançada do Flamengo concentrava-se no centro do campo. E  claro ficou que havia um elo fraco: justamente Michel, inseguro nos passes. Deu uma bola mal tocada para Maicon, que, cercado por Gerson e Éverton Ribeiro, autor do bote, permitiu a transição rápida até o gol de Bruno Henrique. Três minutos antes do intervalo, o jogo mudava. A dificuldade imposta pelo Grêmio reforçava a capacidade de  adaptação deste time de Jorge Jesus às situações.

Porque para deixar o Flamengo desconfortável, impedir que desse ritmo ao jogo, o custo que o Grêmio assumiu era perder poder ofensivo, apostar em poucas bolas. Ao sofrer o segundo gol na primeira ação da segunda  etapa, e diga-se de passagem um grande gol de Gabigol, o plano gaúcho perdera sentido. Mas houve outro efeito: a concentração nos encaixes de marcação, nas perseguições, já não era o mesmo. O Grêmio perdeu também a fé. E o fez diante de um time impiedoso.

De novo, Éverton  Ribeiro exibiria sua lucidez. Arrastou Cortez da lateral esquerda ao meio-campo, produzindo uma sequência de compensações que deixou Filipe Luís livre no lado oposto, o esquerdo. Éverton iniciou o lance, a bola atravessou o campo e Geromel fez pênalti. Gabigol bateu e o jogo se transformou num monólogo.

Dois gols em bolas paradas, um de Pablo Marí e outro de Rodrigo Caio, são provas de que este Flamengo é insaciável na busca pelo ataque. Outro de tantos paradigmas que Jorge Jesus quebra: intensidade, compactação, inteligência tática, a volta dos dois atacantes, ofensividade… O jogo mostrava outra. Contra um Grêmio que se especializou em privilegiar copas e poupar jogadores no Brasileiro, este Flamengo que trata cada compromisso como decisão sobrava também fisicamente. O rubro-negro pode até não ser campeão da América. Mas Jorge Jesus obriga o futebol brasileiro a pensar. Porque por mais que se argumente que o investimento do Flamengo é alto, que Gabigol é um atacante de nível raro no país, que Rafinha e Filipe Luís há poucos meses jogavam em dois dos principais times da Europa e dominam as laterais com excelência, que Gérson dita o ritmo do jogo, o fato é que os parâmetros de cobrança estão prestes a se transformar.

Um sintoma: encerrado o jogo, enquanto os jogadores permaneciam no campo longos minutos celebrando com a torcida, como numa despedida do Maracanã em noites de Libertadores, a sensação era de um público grato por algo mais do que os resultados. A  torcida vê  no campo um futebol que a representa.

Carlos Eduardo Mansur – O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Não só Bruno Henrique e Gabi gol, mais o time todo joga muito, vamos começar pela Diretoria que contratou nas posições onde precisava, o Mister chegou e disse eu trabalho assim treinamento manhã e tarde, trouxe esquemas tático, experiência de outro continente e se o cara não tiver bem ele substitui simples assim. Diego Alves defende bolas incríveis, Rafinha anulou o arder da cebola, a Dupla de zaga poderia muito bem jogar em qualquer seleção, Felipe Luiz deu segurança a lateral esquerda, Gerson um verdadeiro pitbul e muito técnico coisa que ha muito tempo nao se ver nem em seleções inclusive na brasileira, Arão as vezes da uma louca nele perde a bola, mais tem um bom passe sabe se movimentar e faz gol, Everton Ribeiro é um maestro, dribles, visao de jogo, deixando os atacantes em condições de finalizar, De Arrascaeta joga leve muito tecnico com passes precisos, conhece os atalhos para o gol, Bruno Henrique parece um adulto jogando entre meninos, muito rápido, sabe driblar, fazer gols e marcar muito, não tem bola perdida, Gabi gol é o reflexo do elenco muito esforçado se movimenta entre os zagueiros criando espaços para entrada dos outros companheiros e fazendo muitos gols. Esse é o Clube de Regatas Flamengo

  2. Não se trata APENAS de jogar o melhor futebol no Brasil, o técnico Jorge Jesus está DANDO AULA DE COMO SE DEVE SABER TIRAR O MELHOR DOS JOGADORES. Está QUEBRANDO A MESMICE DOS TÉCNICOS BRASILEIROS que teimam em manter seu entendimento ultrapassado do futebol e temos um FUTEBOL DECADENTE.
    Citando apenas o último técnico do flamengo, Abel Braga tinha esse elenco e não tirava resultados do time, não sabia utilizar a mão de obra disponível. Insistia no erro de dizer que um jogador não podia está em campo se outro estivesse, pois os dois tinham as mesmas características, ou seja, mostrava e provava que não sabia usar o elenco de forma produtiva.
    Jorge de Jesus consegue tirar o melhor que cada jogador tem e valoriza os bons, lembram em passado recente quando os técnicos teimavam em jogar com Pará, Rodinei, Rodolfo, entre outros…

  3. APESAR DE SER CONTRA NORDESTINOS TORCEREM POR TIMES DO RIO, MINAS, SÃO PAULO, RIO GRANDE DO SUL, QUE ACHO, DEVERIAMOS DAR VALOR AOS TIMES DA CASA, APENAS TORCER PELO NORDESTE, REALMENTE NADA CONTRA O JOGO E A VITÓRIA MAS CONTRA UM GRUPO DE VIZINHOS QUE FICARAM CHEIOS DE CACHAÇA ATÉ 3 HORAS DESTA MANHÃ LÁ NO CONDOMÍNIO ONDE RESIDO, GRITANDO FLAMENGO E BEBENDO COM MESAS NA ÁREA COMUM, IMPEDINDO OS OUTROS MORADORES, COMO EU, DE TEREM O DIREITO DE DORMIR. PARA MIM DOIS ABSURDOS, TORCEREM POR UMA EQUIPE DO SUL E PERTUBAREM O SONO DOS OUTROS. AÍ VAI MEU PROTESTO.

    1. Infelizmente nosso povo é alienado, seguindo a cartilha de dar valor ao que não é de casa e enriquecendo a AMBEV nas quartas feiras e finais de semana.

    2. Uma vez um paulista me falou que o nordeste era tão atrasado que os nordestinos torciam pros times do Rio e SP pra poderem se sentirem vitoriosos no futebol, eu fiquei calado sem argumentos pra nos defender…

    3. Triste ver como somos capachos, jogos as 21:30 em pleno dia útil, de times de mais de 1800 km de distância; somos meretrizes dos cartolas.

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Esporte

AI PAPAI: Flamengo já garantiu pelo menos R$ 30 milhões de reais de premiação e quase R$ 30 milhões de bilheteria na libertadores 2019

Flamengo leva mais R$ 24 milhões de prêmio pela classificação para final da Libertadores
FOTO: André Durão / GloboEsporte.com

A histórica goleada do Flamengo por 5 a 0 – gols de Bruno Henrique, dois de Gabigol, Marí e Rodrigo Caio – sobre o Grêmio garantiu a classificação para a final, no dia 23 de novembro, em Santiago, contra o River Plate no estádio Nacional. O resultado já garante ao Rubro-Negro pelo menos mais R$ 24 milhões em premiação na Libertadores – o prêmio é de US$ 6 milhões para o vice-campeão da América do Sul.

O vencedor entre o clube brasileiro e o River Plate vai embolsar o dobro – US$ 12 milhões, o que significa R$ 48 milhões.

A Conmebol dobrou a premiação da Libertadores para este ano. Ao todo, são US$ 161,9 milhões (R$ 647,6 milhões) em prêmios para todos os clubes, o que inclui passagem pela fase de grupos, oitavas, quartas e semifinais.

Somente pela primeira fase, por exemplo, os clubes garantiam R$ 12,5 milhões. As oitavas, quartas e semis garantiram mais R$ 17 milhões. Ou seja, quase R$ 30 milhões até chegar a final. O vencedor da final em Santiago vai embolsar, ao todo, R$ 77,5 milhões – de acordo com a cotação atual do dólar.

O Flamengo volta a uma final de Libertadores pela primeira vez desde 1981. O River Plate é o atual campeão e venceu duas das últimas quatro competições sul-americanas (levou a Libertadores em 2015 e 2018).

GLOBOESPORTE.COM

DO BG: Só em bilheteria na Copa Libertadores de 2019 o clube carioca já computou de entrada no seu caixa quase R$ 30 milhões bruto computando os quase R$ 8 milhões da bilheteria do jogo contra o Grêmio nesta quarta-feira.

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Política

Com Major Olimpio, ala do PSL oficializa pedido de expulsão de Eduardo Bolsonaro

A ala do PSL ligada ao presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), oficializou nesta quarta-feira (23) à Executiva Nacional um pedido de expulsão de Eduardo Bolsonaro (SP), recém-nomeado líder da legenda na Câmara.

A representação é assinada pelo líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), e pelos deputados da bancada paulista do partido Abou Anni, Coronel Tadeu, Joice Hasselmann e Júnior Bozzella.

No documento, ao qual a Folha teve acesso, os aliados de Bivar também pedem que, de imediato, seja destituída a Direção Estadual do partido em São Paulo, hoje sob o comando de Eduardo.

A ofensiva contra o deputado, que é filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ocorre no momento em que a disputa interna no PSL ultrapassa a esfera partidária, e as duas alas partem para uma ofensiva na Justiça.

O pano de fundo é a tentativa de controle da legenda e de seu fundo partidário —que no fim de 2019 pode chegar a R$ 110 milhões.

De acordo com o trâmite do processo, o filho de Bolsonaro tem o prazo de cinco dias para apresentar sua defesa, “sob pena de confissão e revelia, considerando-se verdadeiros os fatos”.

O documento indica que a disputa de poder com a família Bolsonaro ocorre há mais de um ano.

O grupo alinhado a Bivar acusa Eduardo de abuso de poder, ao “colocar seus interesses pessoais à frente dos interesses do partido”.

Segundo os congressistas, o deputado tem atuado de forma antidemocrática à frente da sigla em São Paulo, para “desmontar o partido no estado”.

Eles dizem que Eduardo derrubou de “maneira ilegal” mais de 200 diretórios definitivos e comissões executivas municipais em todo o território paulista.

O documento elenca uma série de casos que aconteceram desde o ano passado em diversas cidades paulistas e que já foram levados oficialmente à Direção Nacional do PSL, como Avaré, São José do Rio Preto e Araraquara.

As reclamações, segundo a petição, partiram de filiados que estão no PSL antes da chegada do “clã Bolsonaro” e “que defendem há tempos os ideais do partido”.

“O representado Eduardo Bolsonaro já deu diversas declarações públicas à imprensa de que está montando o partido com o seu grupo”, diz a representação.

“Os princípios partidários têm muito maior importância do que quaisquer das demais normas previstas no estatuto do PSL. Dentre esses princípios estão: a unidade partidária, a proteção da imagem do partido e o respeito que deve existir entre seus membros.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. E só falam que o Brasil tá "Quebrado",para dá dinheiro para esses canalhas encherem as malas ,dinheiro aparece rápido,para saúde,educação,etc nadaaaaaaaaa…

  2. O povo brasileiro deveriam ir pras ruas e pedir O FIM desse fundo partidário, isso é uma VERGONHA inventada por esses parlamentares mesmo, única e exclusivamente pra comer o dinheiro do povo, ja não basta votar, ainda querem dinheiro.
    Isso tem que acabar urgentemente, quer comprar mandatos? Compre com seu dinheiro desgraçados, ai é que quero ver quem é pstriota, e quem é cumilao do DINHEIRO público.
    Divulgue pessoal, vamos juntos acabar com essa farra.
    Um rabo cheio.
    Vão trabalhar vagabundos.

  3. "O pano de fundo é a tentativa de controle da legenda e de seu fundo partidário". Eis o destino da bilionária "economia" tão propalada pelo governo . Tudo pago pelo trabalhador brasileiro.
    Vamos aplaudir e festejar…

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Política

Centro vai apoiar Huck contra PT e Bolsonaro, prevê ex-senador

O centro deverá apoiar Luciano Huck na disputa com o PT para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno em 2022, deixando João Doria (PSD) de lado. E o poder real no país pode acabar nas mãos de um primeiro-ministro.

As previsões foram feitas por um dos mais experientes observadores da cena política brasileira, o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen.

Aos 81 anos, ele é um dos principais oráculos ouvidos por atores do centro à direita, mesmo tendo deixado a vida partidária em 2010.

Para ele, que segue ativo em seu escritório de advocacia no Itaim Bibi, em São Paulo, “Bolsonaro conseguiu fazer o que nunca conseguimos, juntar o centro, os bons e os ruins”. No momento, “recaiu todo sobre o Rodrigo Maia“, referindo-se ao presidente da Câmara, mas 2022 será outra história.

Maia é do DEM, antigo PFL, partido associado à carreira de Bornhausen —que foi duas vezes senador, ministro da Educação (governo Sarney), embaixador em Portugal e governador de Santa Catarina.

Para ele, o DEM, o PSD e outras siglas de centro estarão com o apresentador global Huck (sem partido) em 2022.

E o governador tucano de São Paulo, Doria? “Falta a ele uma condição política importante: ser paciente. Ele deveria esperar. Ele não tem grupo político, não conversa”, diz.

Hoje, Maia é aliado do tucano. “É um cerca-lourenço [a popular conversa mole para obter vantagens]. O DEM é muito mais Huck do que Doria”, afirmou o ex-senador, próximo do PSD, partido que ajudou a montar e que é controlado por Gilberto Kassab, seu afilhado político.

Huck é um nome fomentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que recentemente cobrou que o apresentador se posicione como líder político.

O global já demonstrou disposição de disputar a diversos interlocutores, mas quer adiar o anúncio para afastar-se do escrutínio inevitável.

Na avaliação de Bornhausen, Huck e um nome do PT irão disputar a vaga no segundo turno contra Bolsonaro (PSL). “O presidente manterá seus 25%, 30% de apoio, apesar de tudo”, afirmou.

O “tudo” em questão é balbúrdia política que marca o bolsonarismo no poder. “Ele saiu atacando todos, chamando tudo de velha política. Antes, era quase impossível aprovar um projeto sem apoio do Executivo. Isso mudou.”

Para ele, o símbolo do revigoramento do Congresso foi a aprovação da reforma da Previdência, processo amplamente creditado a Maia.

“Agora, o Congresso vai rumar para o parlamentarismo. Há 50% de chance de isso já ocorrer para 2022”, disse ele, descartando o fracasso da experiência nos anos 1960 e a rejeição a ela no voto, em 1993.

Bornhausen aponta um mapa do caminho. Primeiro, o veto às coligações nas eleições proporcionais a partir de 2020 tenderá a reduzir o quadro partidário.

Segundo, ele acredita que será aprovado no Congresso no ano que vem o voto distrital misto, no qual listas fechadas de candidatos definidas pelas siglas convivem com a eleição de indivíduos.

“Tudo isso vai qualificar a representação. Precisaremos de uma, duas, talvez três eleições para a qualificação ocorrer, mas vai”, afirmou.

Com esse arcabouço de partidos mais estruturados, diz, será inevitável rumar ao parlamentarismo.
O reforço das siglas já está em curso. Seu aliado Kassab tem corrido o país para montar palanques, e tem dito a amigos que o PSD sairá como a maior sigla da eleição.

Bornhausen não se impressiona com o que é visto como o baixo nível generalizado na vida pública brasileira. “Há nomes que surgiram aos quais é preciso dar atenção. Um é o da Tereza Cristina [DEM], ministra da Agricultura. Outro é o do Eduardo Leite [PSDB], governador gaúcho”, disse.

A ministra faz o que ele chama de “grande trabalho”, e ele credita a ela a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia. Já o tucano é elogiado como articulador e por ser “corajoso” ao enfrentar as corporações estaduais na discussão sobre a reforma previdenciária e administrativa local.

O ex-senador é crítico de Bolsonaro e, principalmente, da influência de seus filhos e da chamada área ideológica do governo. Mas acha a Esplanada em boa parte de qualidade. “Tem a Tereza, tem o Tarcísio [Gomes, Infraestrutura], tem o Paulo Guedes [Economia], os ministros militares são preparados”, diz.

Mas também há “o Itamaraty, a Educação e a Damares [Alves], que nem sei o nome do ministério [da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos]”, diz, em tom reprovativo.

Ele acredita que Bolsonaro se manterá amparado na sua base radicalizada, como já vem fazendo hoje, mas enfraquecido. “A economia tem sinais de melhora, mas o desemprego, não.”

A cacofonia das brigas bolsonaristas, como a em curso entre o presidente e seu partido, não são um problema tão grave para a economia na visão de Bornhausen. “Elas não afetam nem afetarão votações do Congresso”, disse.

O ex-senador votou, “por exclusão porque não voto no PT”, em Bolsonaro no segundo turno de 2018. Ele mantém a ojeriza ao partido de Lula, com o qual teve ríspidas discussões no passado —num episódio famoso de 2005, ele comemorou o mensalão porque o escândalo do governo do PT “livraria o país por pelo menos 30 anos dessa raça”.

Isso lhe garantiu o ódio dos petistas, em especial do líder, que prometeu em 2010 “extirpar o DEM da política”.

Sua primeira opção na eleição foi o tucano Geraldo Alckmin, que despacha em um escritório no andar abaixo do prédio de Bornhausen.

Ele concorda com a avaliação do ex-governador paulista de que o atentado a faca contra Bolsonaro foi determinante para sua vitória. “Ele foi eleito por uma forte reação ao PT. Mas fico em dúvida se seria a mesma coisa [sem a facada], com mais exposição.”

Seja como for, ele diz que o Brasil “é um país com azar”, citando também duas mortes: a de Tancredo Neves na véspera da posse como primeiro presidente civil após a ditadura, em 1985, e a do deputado Luiz Eduardo Magalhães, considerado um sucessor natural de FHC, em 1998.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

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Economia

Vejam as medidas de Paulo Guedes para a economia após a aprovação da Reforma da Previdência

MEDIDAS DE GUEDES PÓS APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Pacto federativo
Conjunto amplo de medidas que alteram regras orçamentárias e fiscais. Objetivo é desobrigar, desindexar e desvincular o orçamento público, dando aos governantes mais poder de decisão sobre os recursos. Patamares mínimos para educação e saúde devem ser revistos. Pacote também direciona mais recursos a estados e municípios. Prevê criação de conselho com presidentes de Poderes para monitorar contas públicas. Deve demandar três PECs

Reforma administrativa
Pacote que altera toda a jornada no serviço público, da forma de seleção à progressão na carreira. Deve tornar mais rígida a avaliação de desempenho de servidores. Vai demandar uma PEC e outros atos normativos que podem ser criados posteriormente

Redução de despesas
Governo avalia outras medidas para reduzir despesas e abrir espaço no teto de gastos no ano que vem. O secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, já adiantou que governo planeja uma medida provisória para extinguir a multa de 10% que empresas pagam à União sobre o FGTS pago ao trabalhador ao longo do tempo no caso de demissão

Reforma tributária
Deve ficar em segundo plano depois do veto do presidente Jair Bolsonaro à criação do imposto de pagamentos (comparada à antiga CPMF), base da reforma planejada. Equipe refaz as contas em um grupo de trabalho que estuda o tema. Proposta do Executivo foi fatiada e deve começar apenas pela fusão de PIS e Cofins

FOLHAPRESS

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Economia

Guedes quer eliminar piso obrigatório para saúde e educação em estados e municípios

O ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda a eliminação dos patamares mínimos que estados e municípios devem aplicar em saúde e educação. A mudança está na minuta da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prestes a ser apresentada ao Congresso para mudar regras fiscais e orçamentárias.

Hoje, a Constituição determina que estados devem destinar 12% da receita à saúde e 25% à educação. Municípios devem alocar 15% e 25%, respectivamente.

A União também tem pisos para as áreas. Com a entrada em vigor do teto de gastos em 2016, o mínimo a ser aplicado hoje é o montante do ano anterior mais a inflação. As discussões caminham para ao menos tirar a correção, o que eliminaria a elevação anual.

O formato final do texto a ser enviado ao Congresso ainda está em discussão e, por isso, pode sofrer alterações.

Os pisos para as áreas devem representar um dos pontos mais polêmicos do pacote, e o governo já prevê resistência de congressistas.

Por isso, parte do governo defende a Guedes que seja colocado no lugar dos pisos um mecanismo com percentuais mínimos para saúde e educação de forma global, somada.

Caso a sugestão dos técnicos seja acatada, seriam mantidos os patamares de 37% (estados) e 40% (municípios) da receita para as áreas, de forma somada.

Assim, governadores e prefeitos poderiam redirecionar os recursos conforme a demanda local. Dessa forma, um ente da Federação com mais idosos do que jovens poderiam destinar mais para a saúde em vez de educação.

A avaliação na equipe econômica é que é preciso dar mais flexibilidade aos orçamentos públicos e fazer com que Executivos e Legislativos pelo país tenham mais poder sobre a destinação dos recursos.

A equipe econômica anterior, de Michel Temer (MDB), já reclamava das amarras do Orçamento, afirmando que as diferentes regras adicionadas ao longo do tempo o tornaram mais engessado, dando aos governantes menor possibilidade de decisão.

Outro argumento para a eliminação dos pisos é que a medida não necessariamente vai reduzir destinações a essas áreas. Apenas vai deixar aos eleitos a decisão sobre o montante a ser aplicado —que até mesmo pode ser maior do que os pisos exigiriam.

Para uma ala da equipe econômica, a manutenção de um piso para as áreas pode levar a situações em que governadores e prefeitos gastariam apenas para cumprir o mínimo, sem uma real necessidade, como em reformas de escolas.

A revisão faz parte do conjunto de mudanças em regras fiscais e orçamentárias planejadas por Guedes em um pacote chamado por ele de pacto federativo, que deve ser contemplado em três PECs.

O objetivo principal do plano é desobrigar, desvincular e desindexar o Orçamento.

Na desvinculação, o objetivo é eliminar boa parte dos mais de 200 fundos públicos que hoje recebem recursos e têm destinação ligada a objetivos específicos.

É o caso do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), que tem de alocar recursos para penitenciárias enquanto o poder público vê outras necessidades na segurança pública.

Na desindexação, o plano é retirar a correção pela inflação de diferentes despesas.

Conforme a Folha já publicou e Guedes confirmou em audiência pública, cálculos da Economia apontam que seria possível poupar R$ 37 bilhões com a desindexação em um ano. Mas o número final pode ficar abaixo disso com a retirada de medidas impopulares.

O pacto ainda prevê a criação do Conselho Fiscal da República, que vai monitorar a política fiscal no país.
O colegiado será composto pelos presidentes da República, da Câmara, do Senado, do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal de Contas da União, além de governadores e prefeitos quando convidados.

Segundo trecho da PEC ao qual a Folha teve acesso, o objetivo do órgão é salvaguardar a sustentabilidade das contas públicas, monitorar os orçamentos, verificar o cumprimento de exigências constitucionais e legais, expedir recomendações e comunicar ou providenciar a correção de eventuais irregularidades.

A LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), de 2001, já determinava a criação de um conselho para acompanhar e aprimorar as contas públicas, mas o órgão nunca saiu do papel.

Diante das discrepâncias em metodologias de estados e União (principalmente para verificar o cumprimento de limites para gastos com servidores), a equipe econômica colocou a criação do grupo como um objetivo nesta gestão.

O pacote prevê ainda outras medidas, como mudança no repasse de recursos para estados e municípios e acionamento de gatilhos para redução de despesas.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. "Minha" esquerda uma ova!!! Dane-se a esquerda. Ñ precisa ser de esquerda, basta não ser IDIOTA, manobrado por conversinha de zap, p saber que isso não tem justificativa. Tão botando pra descer NA GENTE, meu amigo! Nossa aposentadoria, nossos empregos, o SUS, a Universidade pública. E o que mais dói é ver as maiores vítimas completamente apaixonadas, vibrando e aplaudindo o chicote que lhes rasga o lombo. Surreal!

  2. Queria ver o povo se diz de direita utilizando e valorizando os serviços públicos antes de meter o cacete.

  3. Acaba também com os marajás do judiciário e legislativo? Acaba uma porra! Covardes, filhos das putas, canalhas. A hora de vcs irá chegar.

    1. Não leve a mal Ana, sua esquerda passou a vida prometendo mudar a saúde e a educação quando chegasse ao poder. Sua esquerda tinha solução para tudo, então veio a realidade, vocês chegaram ao poder, ficaram por 13 anos e como ficou o Brasil? Nossa saúde pública melhorou? No ranking do ensino público mundial reflete bem a transformação somos o 97 de 100. Precisa desenhar?

  4. Dali de cadete!!!! Tira mais ministro dos pobres e classe média ignorante e distribui para empresários e banqueiros?????.

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Política

Toffoli: Se julgamento sobre 2ª instância não acabar nesta quinta, continua em novembro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, informou jornalistas nesta quarta-feira, 23, que o julgamento sobre execução antecipada de pena pode ser concluído apenas em novembro, caso a discussão do tema não termine na sessão desta quinta-feira, 24. Isso porque não haverá sessões plenárias do STF na próxima semana, conforme calendário divulgado pela Presidência da Corte no final do ano passado.

Até agora, quatro dos 11 ministros do STF já leram seus votos. Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso defenderam a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância – a medida é considerada um dos pilares da Lava Jato no combate à impunidade. Por outro lado, o relator das três ações analisadas pelo plenário, ministro Marco Aurélio Mello, votou a favor da prisão apenas depois do esgotamento de todos os recursos (o “trânsito em julgado”).

Faltam, portanto, sete votos para a conclusão do julgamento. Conforme apurou o Estado/Broadcast Político, Toffoli fez um apelo aos colegas para encurtarem os votos no julgamento sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Ao final da sessão desta quarta-feira, no entanto, o presidente assegurou que “cada qual dos ministros terá o tempo que entender necessário” para expor seu ponto de vista.

Ministros do STF ouvidos reservadamente pela reportagem acreditam que as chances de o julgamento ser concluído nesta quinta-feira são praticamente nulas. Penúltimo a votar, o decano do STF, ministro Celso de Mello, é conhecido pelos votos extensos e aprofundados – e ainda não se pronunciou no julgamento. Além disso, o tema é complexo e delicado, com grandes repercussões na sociedade brasileira, o que exigiria um maior cuidado na leitura dos votos.

“Em relação ao julgamento, eu tenho seguido todos os horários regimentais e assim será. Não convocarei nenhuma sessão extraordinária em nenhum momento, isso seguirá de acordo com as sessões previamente agendadas quando eu soltei o calendário”, explicou Toffoli a jornalistas.

“Se não terminar amanhã, continua só em novembro”, informou o ministro.

Um dos receios dentro do Supremo é que o adiamento do desfecho do julgamento abra espaço para o surgimento de novas mobilizações e mais pressões contra a Corte.

Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira, 22, o STF tem sofrido pressões para não derrubar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. A intimidação mais agressiva vem de caminhoneiros bolsonaristas, que gravaram vídeos ameaçando novas paralisações caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saia da cadeia.

A ofensiva também chegou aos gabinetes dos ministros, que não param de receber mensagens e ligações para impedir a revisão da atual jurisprudência.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Deixar de votar coisas para o desenvolvimento do país ou que definam a vida do cidadão, pra sermos uma nação descente, estão paralisando a justiça, pra inocentar e soltar o comandante do maior assalto a cofres públicos do mundo, além de aliviar as regras contra criminosos, que hoje tanto atormentam a vida do cidadão. Um verdadeiro descalabro

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Meio Ambiente

Deputados protocolam pedido para CPI sobre o derramamento de óleo no Nordeste

Foto: Divulgação/Adema

Os deputados da oposição, com apoio da maioria das bancadas do Nordeste, protocolaram um pedido para abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as causas do desastre ambiental provocado por vazamento de petróleo cru em praias de nove Estados.

O autor da proposta é o deputado João Campos (PSB-PE), que afirma que governo federal apresentou poucos resultados no trabalho de apuração e combate ao derramamento de óleo. Nesta quarta-feira, as manchas de óleo estão próximas ao arquipélagos de Abrolhos, no sul da Bahia.

O documento foi assinado por 280 deputados. Se ao me nos 171 foram confirmadas, o texto vai para o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) que decide se aceita ou não a instalação das investigações.

“É o maior desastre ambiental em extensão da história do Brasil. Precisamos investigar”, disse Campos.

“Um crime de imensas proporções e o presidente Jair Bolsonaro está calado. A quem ele está querendo proteger?”, questionou o senador Humberto Costa.

De acordo com o autor do requerimento, o governo foi omisso. “Governo Federal foi omisso frente ao maior desastre ambiental no litoral brasileiro. Acabaram com os comitês que integravam o plano de ação para combater a poluição por óleo em água”, afirmou João Campos.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Comecem chamando Maduro pra saber como o óleo da Venezuela veio parar no litoral do Brasil, mais de 500 toneladas já recolhido pela marinha do Brasil.

  2. Agora ferrou mesmo, esses porra não conseguem limpar a lama no congresso , n no STF, vao limpar lama de onde ninguém sabe nem e onde vem

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Política

[FOTO] Bolsonaro ironiza a Folha e publica foto com macarrão instantâneo

O presidente Jair Bolsonaro ironizou a Folha e divulgou fotografia preparando macarrão instantâneo em seu quarto de hotel no Japão.

Na quarta-feira (23), a Folha publicou reportagem sobre o presidente ter recorrido à comida pré-cozida em sua viagem ao continente asiático por não gostar de peixe cru.

Convidado para o banquete do novo imperador do Japão, Naruhito, Bolsonaro mal comeu o cardápio real baseado em peixes e frutos do mar, optando por macarrão sabor calabresa.

“Parabéns à Folha de São Paulo. Essa matéria não é Fake News”, escreveu o presidente nas redes sociais, divulgando fotografia na qual cozinha o alimento instantâneo.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Muito bem PR, é assim q se faz, dando o exemplo. Aproveite e corte o cartão corporativo, não sei pra que vc tem q andar com isso? Afinal de contas vc não precisa. Ou será que está nas mãos dos 3 patetas?

  2. Os mortadelas estão estranhando porque estavam acostumados a vê Lula e Dilma comerem nos restaurantes mais caros em Nova Iorque, Paris, Lisboa, etc em suas viagens internacionais, teve conta de Dilma em Nova Iorque em restaurante de 40 mil, com vinho fino e pratos caríssimos e a gente pagando a conta.

  3. O cartão corporativo deve ter ficado com Misscheque…. Kkkkk… Uma vez Minion's sempre Minion's..???

  4. Boa Presidente, bote essa mídia no seu lugar….Os Brasileiros não aceitam mas essa mídia marron….A pátria e a nossa soberania em primeiro lugar….

  5. Valeu Presidente, bote essa mídia marron no seu divido lugar, nós Cidadãos Brasileiros repudiamos a mídia marron….

  6. Esquerda esta tentando destruir países da América. Quem ganha $ com isso ou são incapazes intelectualmente apoiam esses bandidos.

  7. Ridículo, atrasado e doente psicológico, além de psicopata é quem é filiado e continua sendo ligado a maior facção criminosa e doentia, chamada PT.
    Não voltei e nem gosto da manila bolsonariana, mais fazer parte do PT ? Melhor ir pra um manicômio.

    1. Para mim, são duas porcarias, cheias de parasitas sustentadas por gente como eu, você e o resto do Brasil. Chega de defender políticos e "facções políticas", vamos EXIGIR resultados e decência na coisa pública, pois para isso ele foram eleitos.

    2. Não entendo como o Jair foi eleito, pois só vejo comentários de cidadãos de bem que declaram que não votaram no presidente, apesar de manter o velho discurso anti PT.

    1. Quando vocês vão admitir que Bolsonaro é o melhor presidente que esse Brasil já teve? PIB e Bolsa subindo, inflação caindo, reforma da presidencia aprovada (nenhum foi até o fim com a reforma). Tenham consciência por favor.

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