Reforma da Previdência: Rogério Marinho diz que mais pobres têm pressa

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na expectativa de que a reforma da Previdência avance ainda nesta semana na Câmara dos Deputados, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, um dos fiadores do texto proposto pelo governo, alertou que a sociedade tem pressa e quer a aprovação da mudança legislativa. Depois de explicar detalhes da proposta em um debate com deputados na manhã desta terça-feira (16), Marinho afirmou que todos reconhecem a necessidade da reforma.

Segundo o secretário, mesmo os que não apoiam a proposta do governo têm apresentando sugestões. “Ninguém pode negar a necessidade de reestruturação do sistema previdenciário e o déficit, que é cruel com os mais pobres. Ou nós enfrentamos isso, ou vamos continuar prejudicando quem já sofre mais”, afirmou Marinho.

O texto está em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e deveria ter sido discutido na reunião de segunda-feira (15), mas a discusão acabou sendo adiada por uma inversão de pauta que priorizou a votação do orçamento impositivo. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu que os parlamentares se concentrem hoje no debate até a madrugada, se necessário, para que a reforma seja votada nesta quarta-feira (17).

“Acredito muito no espírito público do Parlamento. Se acham que é preciso se debruçar mais sobre o tema que o façam, mas quem tem pressa é a sociedade. Hoje, a administração da União, dos estados e de municípios se dá principalmente sobre despesas primárias de manutenção e custeio e do pagamento de dívidas”, afirmou Rogério Marinho.

Para o secretário, a reforma permitirá que o Estado brasileiro deixe de atuar como “síndico de massa falida”, limitando-se à administração de folhas de pagamento, assistência e previdência. “Não sobram recursos para investirmos em saúde, educação, infraestrutura e na geração de emprego e renda”, lamentou.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José disse:

    Rogério Marinho mente a todo momento. Começou mentindo na reforma trabalhista, agora na previdência. Quer fazer uma reforma justa, insere as mesmas regras para militares e juízes. Quero ver ter coragem. Extirpamos esse câncer da política, vem Bolsonaro e ressuscita

    • Everton disse:

      É tanta categoria com reforma diferenciada, que a massa ignara que não participa de nenhuma delas é que toma no lombo.

  2. Silva disse:

    Judas Escariotes pelo menos se arrependeu e pagou com a vida; esse Judas Rogério Marinho, tão tolinho o sonso, não se arrepende de nada… e continua fazendo…

  3. Dilmanta disse:

    Rogério Marinho, eis o verdadeiro Judas da atualidade… vende tudo e todos para ter um emprego na Nação…. seu destino é triste…

  4. Fagner disse:

    Falta vergonha na cara desse sujeito.

  5. Naldinho disse:

    E o primo dele de touros. Ceará mundiça não fala nada

  6. nasto disse:

    Já votei nesse sr. Arrependido. Não acredito em nada que ele fala e faz.

  7. Roberto disse:

    Esse Rogério Marinho, era pra tá preso isso é um pilantra, têm várias empresas em natal com laranjas no comando, agora que dá uma de Santo.

  8. Anti-político de estimação disse:

    Reforma que não mexe com privilégio de militares nem de políticos não passa de um engodo. Não sejamos inocentes. E ainda tem o filé ( para os banqueiros e tubarões do mercado especulativo) : a famigerada "capitalização".

  9. Joaquim disse:

    Palhaço e sacana

  10. Joaquim disse:

    Traste. Pressa tem vc.

  11. amais tempo disse:

    esse cara deveria receber um premio pelo que esta fazendo com a sociedade, principalmente a do nosso estado, isso é uma vergunha para nos norteriograndense. mas o futuro vem aí.

  12. Bento disse:

    Justiça seja feita fez trabalhos belíssimos como IMD, REFORMA TRABALHISTA e agora REFORMA DA PREVIDÊNCIA, quem o critica o faz por pura inveja por falta de capacitação, tirem as travas de seus olhos e sejam sinceros e elogiem um belo trabalho feito por um Norte-Rio-Grandense. Perdemos um excelente Deputados, já merece lugar de Ministro, capacidade não lhe falta. Cadê os criticos sobre os governos anteriores, esse povo tava onde, super ocupado mamando.

    • Ceará-Mundão disse:

      Disse tudo, amigo. Compare esse cidadão com os representantes eleitos no RN. Tirando uns 3, o resto…

    • Ceará-Mundão disse:

      O que Fátima fez pelo RN, quando esteve no Congresso?

    • Henrique disse:

      Leva ele para tua casa e aproveita e faz um altar.

    • Fagner disse:

      Falando asneira homi. Esse elemento foi rejeitado nas urnas. Jamais vencerá uma eleição aqui em Natal ou RN.

  13. Medeiros disse:

    Comediante , só pode

  14. Justiceiro disse:

    Esse aí é o "carteiro" do apocalipse!!!

  15. Eudes disse:

    O termo exato para o que o Sr. Secretário está fazendo é o de tripudiar sobre a sociedade ao dizer que “os pobres têm pressa” em terem seu direitos mais suprimidos.

  16. Ceará-Mundão disse:

    No RN, o deficit mensal da Previdência gira em torno de 130 milhões. A crise financeira é real e os servidores estão com vários meses de salários atrasados. A única medida até agora anunciada foi a mera antecipação de receita dos royalties. E depois? Esse dinheiro não fará falta no futuro? Claro que sim. Resolve como? Com o tal "Lula livre" e fazendo oposição irresponsável ao governo federal, a única possível fonte de salvação? Não adianta tentar afundar o barco se estamos todos a bordo. Essa petezada não regula bem do juízo.

    • Alex disse:

      Por que não começar taxando as grandes fortunas?
      Aí o governo prova que tem colhões e que suas intenções são de fato positivas!

    • Ceará-Mundão disse:

      Vamos perguntar de outra forma: se essa medida é mesmo tão benéfica ao Brasil, por que não foi implantada nos governos petistas (ou do PSDB)? Passaram muitos anos no poder e tinham o Congresso na mão (sabemos como).

    • Ceará-Mundão disse:

      No caso específico do RN, já que o PT é contra a proposta de reforma apresentada, o que a governadora Fátima fará? Como resolverá a crise? Gritando "Lula livre"?

    • Lucas disse:

      Amigo, enquanto compararmos um horrível c um muito ruim n chegaremos a lugar algum! Rogério Marinho enganou o povo c a reforma trabalhista. Cadê os empregos prometidos?
      A reforma da previdência, assim como a reforma trabalhista, são necessárias! O problema eh q qd esse cidadão coloca o dedo azeda tudo!

  17. Carlos disse:

    Confesso que não sei o que pensar e falar sobre esse indivíduo. Pelo menos uma eu falo. " É um palhaço "

  18. Brasileira indignada disse:

    O ex e escorraçado deputado esqueceu de completar… Tem pressa para morrer

  19. Antonio Turci disse:

    Recuperar uma economia em recessão nunca foi algo do dia para a noite. Demanda um certo tempo. É algo parecido com isto: você sai de casa numa boa. Retorna meio mole e, de repente, arreia com febre, dor de cabeça, dor no corpo e outras milacrias. Tudo muito rápido. Vai ao médico e o diagnóstico é, digamos, a tal da chicugunha. Aquele mal que lhe apareceu e lhe derrubou tão rapidamente, passa semanas e, muitas vezes, meses para desaparecer. De modo parecido acontece com as crises econômicas. A saída da recessão é como subir uma ladeira, ou seja, a carreta manda tração e sobe devagar. Outra coisa: não há remédio doce para crise econômica; o xarope recuperador da economia não é feito do doce sapoti, mas, sim, do amargo como jiló. Daí a lentidão quanto a abertura de novos postos de trabalho. A reforma trabalhista foi necessária e trará resultados.Porém, nunca no curto ou curtíssimo prazo.

    • Ceará-Mundão disse:

      Correto, amigo. Esses fanáticos por aqui não consideram sequer a opinião de seu "dono", o presidiário de 9 dedos. Na internet tem uma porção de vídeos do canalha defendendo essas reformas. E ele próprio promoveu DUAS da Previdência, em 2003 e 2005 (Emendas 41 e 47). Esses malucos deviam ao menos respeitar seu guru.

  20. Carlos Bastos disse:

    Deixe de ser mitiroso, vai ser igual a reforma trabalhista, até hoje estou procurando os milhares de empregos que gerariam essa maldita reforma.

  21. Rei do brega disse:

    Isso é verdade? Ou esse sujeito ta ironizando?

Policiais federais do RN conquistam apoio de 5 deputados federais por pontos na reforma da previdência

Policiais federais do Rio Grande do Norte ganharam mais um voto de apoio quanto aos pontos mais polêmicos da reforma da previdência. O mais recente é o apoio de Natália Bonavides (PT), que na sexta-feira fechou compromisso com as categorias que representam a segurança pública potiguar.

Desde fevereiro que o agente federal José Antônio Aquino, presidente do Sinpef-RN, e representantes da União dos Policiais do Brasil (UPB) vêm debatendo a questão da reforma previdenciária juntamente com os deputados federais do RN. Encontros já foram realizados com Rafael Motta (PSB), Walter Alves (MDB), Benes Leocádio (PRB) e Beto Rosado (PP), que também prometeram apoiar os policias.

Os agentes da segurança pública estão preocupados com a capitalização individual por contribuinte, a desconstitucionalização da legislação previdenciária, além de outros pontos específicos, como casos de policiais que não estão sendo contemplados com horas extras, adicional noturno ou insalubridade, mas que estão expostos permanentemente a riscos cotidianos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dilson disse:

    Os agentes policiais foram alguns dos que mais apoiaram a campanha do Bolsonaro. Por favor, agora sejam solidários ao resto da população e também percam a tal da "mamata" que vocês tanto lutaram contra. Ora, pq devemos ter capitalização pra uns e outros não?

    • Ceará-Mundão disse:

      Certamente, a pergunta correta não é essa. Por que não perguntar até quando o atual sistema se sustenta? E o que fazer depois da inevitável quebradeira geral, que já foi prevista até mesmo pelo governador petista do Piaui? O que fazer com o RN, cujo deficit previdenciário mensal está em torno de 130 milhões? Lembre-se que o PT ainda governa alguns estados. O governo federal tem mais opções para enfrentar uma crise. E os estados?

Senadora Zenaide participa de debate na UFRN sobre Reforma da Previdência

Fotos: Divulgação

Na manhã desta segunda-feira (08), a senadora Zenaide Maia participou de um Debate sobre a PEC 06/2019 – Reforma da Previdência, realizado no Auditório Otto de Brito Guerra na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.

O evento foi realizado pela Associação dos Técnicos de Nível Superior da UFRN e teve sua mesa composta pela senadora Zenaide Maia, a pró-reitora, Mirian, e o professor Welligton, representando a Sindicato dos Docentes da UFRN – Adurn.

Em seu discurso, Zenaide Maia falou sobre BPC, os Trabalhadores Rurais, Desonerações, Refis e DRU. “Sou sim contra a Reforma da Previdência da forma que está sendo apresentada”, declarou.

Antes de participar do seminário sobre a Reforma da Previdência, a senadora fez uma visita de cortesia ao gabinete da Reitora da UFRN, Ângela Maria, e na ocasião foi presenteada com o livro “Aula Magna 2018 – 60 Anos da UFRN”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jv disse:

    Quando não estão no governo, votam contra tudo. Pra eles o país quanto pior, melhor.

  2. Jv disse:

    Alguém lembra da esquerda ficar a favor de alguma coisa boa pra o País. São contra tudo. Só são favoráveis as coisas que eles mesmos propõe.

  3. Ceará-Mundão disse:

    É bom que esses políticos de esquerda deixem de tentar sabotar a Reforma da Previdência. Se não passar, todos estaremos no buraco. O RN, que já enfrenta enorme dificuldade até mesmo prá pagar seus servidores, será um dos primeiros da fila da desgraça. A governadora tem que deixar esse papo furado de "Lula livre" (ontem, lá estava ela de novo), de "gópi", e tratar de administrar o estado. E deixar bem claro qual o seu lado. Vai torcer pelo Brasil ou contra ele? Lembre que o RN também faz parte do país, tá ok?

    • Lucia Helena Silva disse:

      Sabotar Boso?Francamente esse governo aonda nao disse aqui veio.Abram os olhos pessoal. Estamos indo para fundo do posso.

    • Ceará-Mundão disse:

      Estamos tentando sair do fundo do poço em que seus governos "queridinhos" nos puseram. Nada pode ser pior do que uma administração petista. Em qualquer lugar. Acho que vc está querendo se referir ao RN, não? Para o RN, só muita reza. Até agora, por aqui não houve nada. E estamos precisando de MUITA ajuda.

    • Lucia Helena Silva disse:

      Nao tenh nenhum partido político por não sentir representada por nenhum.Cinco eleições que não voto.Dai a achar que Boso vai resolver a situação é um pouco demais.

Presidentes de PRB, PSD, PSDB, PP e DEM conversam com Bolsonaro sobre reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro começou a receber, no início da manhã desta quinta-feira (4), em reuniões no Palácio do Planalto, presidentes de cinco partidos (PP, PSD, PSDB, DEM e PRB) para discutir a formação de uma base governista no Congresso e a reforma da Previdência. Juntas, as cinco bancadas somam 196 deputados.

O primeiro a ter uma conversa com Bolsonaro foi Marcos Pereira, presidente do PRB. Ele chegou por volta de 8h30. Depois, por volta de 8h50, chegou ao Planalto Gilberto Kassab, presidente do PSD. O terceiro a se encontrar com Bolsonaro foi Geraldo Alckmin, presidente do PSDB.

Depois, foi a vez do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Em seguida, Bolsonaro recebeu Antonio Carlos Magalhães Neto, presidente do DEM.

Há ainda a previsão de reunião nesta quinta com Romero Jucá, presidente do MDB.

As conversas são uma tentativa do governo de formar uma base parlamentar no Congresso. Bolsonaro também tenta apoio para a reforma da Previdência.

Responsável pela articulação política junto ao Congresso, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, participa dos encontros.

Juntas, as bancadas dos partidos que estão na agenda de Bolsonaro nesta quinta têm 196 deputados (a Câmara tem 513 ao todo).

PSD

Após reunião com Bolsonaro, Kassab disse que o presidente pediu apoio e “renovou” a disposição de “trabalhar pela aprovação das reformas” no Congresso Nacional.

Kassab afirmou ainda que relatou a Bolsonaro que as reformas, como a da Previdência e a tributária, são “compatíveis” com o programa do PSD. No entanto, disse que o partido não vai fechar questão (determinar que a bancada vote de determinada maneira).

“Em relação às bancadas, o partido não fechará questão, mas haverá um esforço bastante intenso no sentido de mostrar aos parlamentares a importância delas (reformas) para o Brasil”, disse.

Kassab elogiou o gesto de Bolsonaro de chamar os partidos para dialogar em busca de apoio para as reformas.

“É um gesto do presidente, é uma sinalização importante, é uma conduta emblemática mostrando que ele está disposto, sim, a se envolver [na aprovação das reformas]”, declarou.

PSDB

Alckmin afirmou, durante entrevista após a reunião, que o PSDB não recebeu convite para participar da base do governo. Segundo ele, a postura do partido é de “total independência” em relação Planalto.

“PSDB tem uma postura de independência em relação ao governo, não há nenhum tipo de troca, não participaremos do governo, não aceitamos cargo no governo e votamos com o Brasil”, afirmou.

O presidente do PSDB relatou que disse “claramente” a Bolsonaro que o partido sempre apontou a necessidade da reforma da Previdência. Alckmin ponderou que a bancada do partido preza por justiça social, sem privilégios e com proteção aos mais pobres, e também pela responsabilidade fiscal.

O tucano relatou ainda que, na reunião, disse que o PSDB defende mudanças na proposta da reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso. De acordo com Alckmin, o partido não concorda com os pontos sobre o benefício de prestação continuada (BPC) e sobre a aposentadoria rural.

“O que é importante na reforma é idade mínima e tempo de transição”, disse. “BPC somos contra, como também a questão rural. Se há uma diferença de idade na área urbana, por que não há na área rural?”, acrescentou.

DEM

Após, a reunião, ACM Neto afirmou que as “preocupações imediatas” do DEM não passam por ser ou não da base do governo de forma oficial.

Segundo o prefeito de Salvador, o partido poderá avançar, no futuro, para integrar a base, mas ele não definiu um prazo.

“Ser base formalmente ou não, é algo que pode acontecer com absoluta naturalidade, que vai acontecer no momento em que houver deliberação da executiva do partido, mas entendo que a preocupação maior, tanto do Democratas quanto do presidente Jair Bolsonaro, não está na formalidade em dizer ‘é base ou não é base’ “, afirmou ACM Neto.

Sobre fechar questão na Câmara e no Senado para aprovar a reforma da Previdência, o presidente do DEM destacou que o posicionamento tem “relação direta” com o texto que chegará ao plenário da Câmara.

O DEM defende algumas mudanças no texto, mas ACM Neto não especificou quais.

“O fechamento de questão sobre a reforma, acho que tem relação direta com o texto que será votado no plenário da Câmara dos Deputados”, disse.

“É claro que, se o texto que for votado no plenário tiver o apoiamento majoritário do partido, nós podemos, sim, avançar para propor o fechamento de questão em torno da reforma da Previdência”, acrescentou.

‘Jogar pesado’

As audiências com presidentes de partidos são os primeiros compromissos oficiais de Bolsonaro após retornar, na quarta-feira, de uma visita de quatro dias a Israel. Ainda no exterior, o presidente prometeu foco na reforma da Previdência.

“Vamos jogar pesado na [reforma da] Previdência, porque é um marco. Se der certo, tem tudo para fazer o Brasil decolar”, disse.

Após três meses de governo, o Planalto ainda não dispõe de uma base parlamentar organizada e, na semana passada, Bolsonaro teve uma troca de farpas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Um dos motivos foi o que Maia chamou de falta de articulação do governo no Congresso.

Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro repete que não deseja praticar a “velha política”, com oferta de cargos na administração pública em troca de apoio dos partidos.

Ao blog do jornalista Valdo Cruz, o ministro Onyx Lorenzoni afirmou que a intenção do presidente não barra eventuais indicações políticas para cargos de segundo escalão nos estados, desde que obedecendo a critérios técnicos.

G1

 

Rogério Marinho diz que governo não vai tomar a iniciativa de alterar PEC da reforma da Previdência: “quem tem de retirar, acrescer, modificar ponto é o parlamento”

O secretário-especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo não vai tomar a iniciativa de alterar o texto da proposta de reforma previdenciária encaminhada em fevereiro ao Congresso Nacional. Ex-deputado, Marinho disse que eventuais mudanças na proposta governista têm que ser feitas pelos próprios parlamentares.

Na terça-feira (26), líderes de 13 partidos se manifestaram contra as mudanças propostas pelo governo Jair Bolsonaro nas regras de pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – concedido a idosos de baixa renda –, e da aposentadoria rural.

Os 13 partidos são: PSDB, DEM, PP, PR, PRB, PSD, PTB, SD, MDB, Podemos, Cidadania, PROS e Patriota. Juntas, essas bancadas somam 291 dos 513 deputados.

“Não vamos retirar nenhum ponto. Quem tem de retirar ponto, acrescer ponto, modificar ponto é o parlamento. É quem tem essa prerrogativa”, declarou Marinho a jornalistas após participar de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Segundo o secretário, a missão do governo é de continuar defendendo a reforma previdenciária elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Sabemos que, na hora em que um número grande de partidos se posiciona contra esse ou aquele item, essa posição regimentalmente vai ser estabelecida por ocasião da apresentação das emendas e votação, no âmbito da comissão especial”, enfatizou.

Ainda de acordo com Rogério Marinho, o governo vai fazer a defesa da proposta encaminhada ao parlamento. “Vai mostrar o porque cada um desses pontos, dentro do processo natural de discussão. E ver o que vai acontecer no final. Vamos conversar. O dialogo é a essência do processo democrático.”

Embora o secretário de Previdência esteja repetindo que o governo pretende defender o texto original da PEC enviado ao Congresso, o próprio presidente Jair Bolsonaro admitiu em fevereiro, durante um café da manhã com jornalistas, rever, entre outros pontos da reforma, a parte que altera o pagamento do BPC e a idade mínima da aposentadoria rural.

BPC e aposentadoria rural

Pela proposta enviada pelo governo, idosos sem meios de se sustentar terão de aguardar até os 70 anos para receber integralmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Atualmente, o benefício, no valor de um salário mínimo, é pago mensalmente à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprove não possuir meios de se sustentar, e nem de ter auxílio da família.

O governo propõe o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade.

Se o idoso não tiver o tempo mínimo de contribuição para se aposentar pelo regime geral ao atingir 65 anos, ele continuará recebendo R$ 400 até completar 70 anos. A partir dos 70 anos passaria a receber um salário mínimo.

Ainda pelas regras apresentadas pelo governo, trabalhadores rurais, mulheres e homens, passam a ter a mesma idade para aposentadoria: 60 anos. Hoje, as mulheres no campo podem pedir aos 55 e homens, aos 60. O tempo de contribuição mínima passa de 15 para 20 anos.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Brasileira indignada disse:

    Enxotado daqui, fazendo maldades lá…

A contagem de votos da reforma da Previdência ficou mais clara; veja atual cenário

A contagem de votos da reforma da Previdência ficou mais clara.

PT, PSOL, Rede, PCdoB, PSB e PDT, como acabamos de registrar e para a surpresa de ninguém, lançaram um “manifesto” contra a reforma da Previdência.

Juntos, esses partidos somam 137 deputados.

Sobram, portanto, 376 — a reforma precisará de 308 para ser aprovada.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. dilmanta disse:

    Os verdadeiros criminosos estão contratados para aprovar os planos que irão acabar com a Democracia e Meritocracia no país… irão tirar os direitos, calar bocas e pensamentos e levar o nosso país a situações de derrota, a exemplo do Chile, Argentina, Cuba, Venezuela. Mudou a sigla que comanda, mas continuam idéias pervertidas e interesseiras dos manipuladores… abram o olho

  2. Aranha disse:

    Se fosse Bolsonaro deixava como tava, índice de criminalidade nas alturas e ia roubar, como fazia luladrão. Deixava as contas estourar, torrava tudo, o próximo que entrasse, se quisesse, fosse fazer alguma coisa, e ía pro cinema…ops, ele já foi pro cinema.

    • Astrovenga disse:

      Verdade, comprava congresso, imprensa, oposição com dinheiro superfaturado das obras em conluio com as megas empresa, mandava os filhos abrir firmas de projetos, acordava com as empresas pra jogar milhões de reais nos projetos dos filhos; criava outras bolsa cala boca. Estourava o resto das contas. Acabou, quem quiser fazer algo, só daqui a 4 anos. Melhor, nem faria eleições, ficava como maduro. Quem reclamar, que se mude.

    • Ceará-Mundão disse:

      Realmente, é muito desprendimento e amor ao país da parte do Bolsonaro. Comprar uma briga medonha dessa, pensando no melhor para o Brasil, enquanto seria muito mais fácil fazer o "feijão com arroz" e passar a bola para o próximo. Nem vou falar em "roubar" pois essa é especialidade dos "vermelhinhos". Já estaria de bom tamanho usufruir das benesses do cargo.

  3. Antonio Turci disse:

    Quero só ver como vai ficar caso a Nova Previdência não seja aprovada. Pode , até, não ser um projeto perfeito (com certeza não é). Mas algo precisa mudar. Do jeito que está não se sustenta. Só não vê quem não quer.

  4. Fagner disse:

    Passa não. Acaba com a aposentadoria do povo.

Câmara começa a analisar reforma da Previdência nesta semana

Foto: Di Fraga/A7Press/Folhapress

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados começa a analisar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência (PEC 6/19) nesta terça-feira (26), ao ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na quinta-feira (28), os deputados do colegiado vão debater o texto com juristas.

Entre os convidados estão o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, a procuradora Elida Graziane Pinto, do Ministério Público de Contas de São Paulo, e o advogado Cezar Britto, ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Também é esperado o anúncio do nome do relator da reforma da Previdência dos trabalhadores civis pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR).

A indicação do relator estava prevista para quinta-feira (28), mas foi adiada a pedido de líderes partidários que querem esclarecimentos do governo sobre a reforma previdenciária dos militares e a reestruturação da carreira das Forças Armadas.

Acordo

O projeto de lei dos militares foi apresentado pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional na quarta-feira (20). Na ocasião, Bolsonaro pediu aos parlamentares celeridade na tramitação das reformas da Previdência dos militares e do sistema geral.

“Depois de uma reunião com líderes partidários, ficou acordado que não haverá a indicação do relator até que o governo, através do Ministério da Economia, apresente um esclarecimento sobre a reforma e a reestruturação dos militares”, disse, em nota, a liderança do PSL, partido de Bolsonaro.

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), disse que o projeto dos militares não traz “a igualdade esperada” entre os militares e as demais carreiras.

“A previsão era economizar quase R$ 100 bilhões com os militares e economizou R$ 10 bilhões, 10% do que o governo federal pretendia”, afirmou o deputado. “A gente quer saber o que o governo quer na reforma da Previdência.”

Bolsonaro reiterou, na semana passada, que a reforma da Previdência é fundamental para o país. De acordo com o presidente, se a reforma não for aprovada, em 2021 ou 2022, “o Brasil vai parar”.

Tramitação

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), neste fim de semana, reafirmou o compromisso de articular a votação da reforma proposta pelo governo. Segundo Maia, é necessário manter o diálogo entre o Executivo e o Legislativo para facilitar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

Para Maia, a participação de Bolsonaro na articulação dos aliados é fundamental para o avanço da tramitação dos textos na Casa. “O presidente é peça-chave. Ele é que comanda. A base é do governo, não é do presidente da Câmara”, afirmou Maia.

A expectativa inicial do presidente da CCJ era votar o parecer pela admissibilidade PEC da reforma da Previdência no início de abril. A etapa inicial de tramitação da PEC se dá na CCJ.

Em seguida, a proposta é analisada em uma comissão especial criada para debater o tema. O colegiado tem 40 sessões para discutir o mérito da proposta. Por ser tratar de PEC, o texto precisa ser aprovado em dois turnos por 308 deputados antes de seguir para o Senado.

Senado

As comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Direitos Humanos (CDH) do Senado reúnem-se, nesta quarta-feira, de forma conjunta, para ouvir o ministro da Economia. Além da reforma da Previdência, o endividamento dos estados brasileiros e os repasses da Lei Kandir também estarão no foco dos senadores.

Segundo o requerimento da senadora Eliziane Gama (PPS-MA), a legislação de 1996 isenta do pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), as exportações de produtos primários e semielaborados ou serviços. O ICMS é cobrado pelos estados e pelo Distrito Federal.

A mesma norma também determina compensação aos estados e municípios prejudicados pela perda de arrecadação.

Como a compensação não foi regulamentada, os repasses previstos na Lei Kandir são anualmente negociados com o Executivo antes da votação do Orçamento da União. Os repasses, porém, são considerados insuficientes pelos governadores e demais representantes de estados exportadores.

A Lei Kandir garantiu aos estados o repasse de valores a título de compensação pelas perdas decorrentes da isenção de ICMS, mas a Lei Complementar 115, de 2002 — uma das que alteraram essa legislação –, embora mantendo o direito de repasse, deixou de fixar o valor.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fagner disse:

    É o fim das aposentadorias,

Reforma da previdência dos militares deve poupar até R$ 100 bilhões

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que em dez anos, reforma de todo o sistema de aposentadorias poderia poupar R$ 1,1 trilhão.

Veja mais: Bolsonaro entrega ao Congresso projeto da Previdência dos militares; em gesto simbólico, presidente e ministro da Economia levaram pessoalmente proposta

Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (20), que o projeto de lei de reforma previdenciária dos militares poderá gerar uma economia de até R$ 100 bilhões em dez anos.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão Indignado disse:

    Aumento salarial disfarçado de reforma. Pouca vergonha! Enquanto isso, a maioria dos brasileiros ganhando esse mísero salário mínimo nacional. Triste de um País que não tem a maioria do seu povo instruído. Vamos acompanhar se terá algum deputado do RN capaz de votar a favor dessa maldita reforma da previdência. Ele vai ter que se explicar muito bem aos seus eleitores nas próximas eleições.

  2. Cidadão Indignado disse:

    Mentira, mentira e mentira deslavada!

Parlamentares da oposição lançam frente contrária à reforma da Previdência

Senador Paulo Paim é um dos coordenadores da frente: “Precisamos de uma alternativa a essa proposta” (Agência Senado/VEJA)

Deputados e senadores de oposição e de partidos de centro lançaram nesta quarta-feira, 20, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. O grupo é contrário à proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso.

A Frente Parlamentar conta com mais de 171 assinaturas de deputados e de 27 senadores, equivalente a 32% da Câmara e 33% do Senado. Para a aprovação do texto. é necessário o apoio de 308 votos de deputados (de um total de 513) e 49 de senadores (de um total de 81).

De acordo com coordenadores da bancada, a frente deverá apresentar uma proposta de alteração das regras para aposentadoria que possa ser discutida como uma alternativa à que o governo apresentou.

“A reforma, como está, não interessa a ninguém a não ser ao mercado financeiro”, afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos coordenadores da frente. “O povo brasileiro não quer essa reforma porque o que está sendo proposto para a capitalização é o fim da Previdência. Ataca inclusive a seguridade. Queremos fortalecer a Constituição que defende um pacto social.”

Para o senador, o texto enviado pelo governo “desmonta o projeto social” construído ao longo dos últimos anos no Brasil. “Ninguém fez um desmonte como esse”, criticou.

A bancada deverá formalizar um substitutivo que será apresentado na fase em que a reforma for discutida pela comissão especial. A ideia, segundo o grupo, é contribuir com a discussão e não apenas criticar a proposta governista.

“A gente não quer só ser do contra. Sabemos que é importante discutir a Previdência, mas de outra forma. Precisamos de uma alternativa a essa proposta que é tão maléfica para a base da nossa sociedade”, afirmou o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE). O partido fechou questão contra a proposta de Bolsonaro.

Segundo Paim, integrantes da frente viajarão por estados nas próximas semanas para discutir a reforma da Previdência com lideranças locais.

Novo sistema previdenciário

A proposta de reforma da Previdência entregue no mês passado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional visa a fixar idade mínima para aposentadoria de 62 anos para as mulheres e 65 para os homens. As regras valem tanto para trabalhadores da iniciativa privada quanto para servidores públicos.

Há a previsão de que o governo apresente nessa quarta a proposta de alteração nas regras para as Forças Armadas, policiais militares e bombeiros. No caso desas categorias, não haveria idade mínima e sim um aumento de trinta para 35 anos do tempo exigido para que esses profissionais pudessem se aposentar.

Veja, com Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pato Amarelo disse:

    O que o Bozo fez em 3 meses de mandato? kkkkkkkkkkkk

  2. Pato Amarelo disse:

    A reforma da Previdência é extremamente necessária, e quanto a isso não resta a menor dúvida. Agora, essa proposta de capitalização da Previdência realmente só será interessante para os tubarões do mercado financeiro. Não deu certo em lugar nenhum e só aumentou a pobreza e os indices de suícidio onde foi implantada.

  3. joao disse:

    Ao dizer que “desmonta o projeto social”, significa que ele concorda que o PT é o grande responsavel pela desgraça plantada na economia que faliu o país (a matriz da mandioca), e que hoje nem os Estados tem dinheiro pra pagar os funcionarios, nem empresas pra contratar pessoal.. enquanto esse povo de esquerda continuar viajando na maionese, falando abobrinhas; o servidor continuara liso, com salario atrasado, correndo risco de piorar, e cada vez mais desacreditando em sindicatos e nesse tipo de Estado inventado pelo PT….

    • Falar disse:

      Amigo, o PT nunca tinha assumido governo estadual no RN pare de falar merda. Vá estudar pra passar num concurso federal, no kinimo tu passou, se passou, num rabo de fila da PM, e nem era pra ser chamado. Se fosse hj em dia n passaca. N duvido q és servidor antes de 88 que nem concurso fez.

      Vá estudar pra para de falar merda. Tá liso pq perde tempo vendo bosta no face e Whatsapp ao invés de estudar pra ser gente.

ESCANCAROU: Lula é mentor da campanha de centrais contra reforma da Previdência

Foto: DCI

O ex-presidente Lula da Silva, condenado na Lava Jato, segue fazendo política de dentro da cadeia. Será dele a mensagem oficial das centrais sindicais contra a reforma da Previdência do Governo de Jair Bolsonaro. A carta será lida na próxima sexta, no lançamento da campanha nacional ‘a favor da Previdência Social’.

Estão programados atos públicos em São Paulo, Brasília, Rio, Belo Horizonte e outras capitais. PT, PSOL, PCdoB e PDT se uniram para participar dos eventos com militância.

Lula fez sua reforma da Previdência no primeiro Governo, mas paliativa, cedeu a pressões de todos os lados, e salvou a União por alguns anos. Deu no que deu.

Acendeu a luz de alerta no Palácio do Planalto. A bancada do Nordeste está reticente em aprovar a Reforma. As bases eleitorais pressionam contra “perdas de direitos”.

Haverá uma reforma da Previdência, isso é fato. Mas hoje no Governo a pergunta é: qual delas vai passar: A de Paulo Guedes, ou a do Congresso, bem mais frouxa?

Cadê o projeto especial da reforma da Previdência dos militares? É uma das mais custosas para os cofres.

Coluna Esplanada

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ALEXANDRE MAGNO disse:

    Lamentável

  2. ALEXANDRE MAGNO disse:

    Mais uma vez a bancada do Nordeste esquece o país pra jogar pra plateia

  3. ALEXANDRE MAGNO disse:

    É uma pena todos sabem da necessidada da reforma para o Brasil no entanto preferem fazer política para atrapalhar o governo . O próprio ex presidente Lula disse por várias vezes que era preciso fazer so que populista como é não teve responsabilidade para com o Brasil
    É uma pena mesmo que a imprensa e alguns setores da sociedade trabalhem contra o nosso país.

  4. paulo martins disse:

    A bancada do Nordeste no Congresso: 151 deputados e 27 senadores.
    A Câmara tem 513 assentos e o Senado, 81.
    Resumo da ópera: ainda que votasse unânime, a tal da "bancada do Nordeste" não apitaria absolutamente nada.

  5. Francisco disse:

    Tomé com bebé. Kkkkkkkkk. Ônibus povinho pra combinar.

Bolsonaro pede ‘sacrifício’ a militares na reforma da Previdência e promete lembrar ‘especificidades das forças’

Foto: Reprodução / TV Globo

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (7), que os militares precisarão fazer sacrifício com a nova Reforma da Previdência, mas prometeu que as especificidades de cada uma das forças serão respeitadas.

“O que eu quero aos senhores é sacrifício também. Entraremos sim, numa nova Previdência que atingirá os militares, mas não deixaremos de lado, não esqueceremos, as especificidades de cada força”, afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante cerimônia de celebração dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais no Centro do Rio de Janeiro.

A proposta de reforma previdenciária foi entregue pelo governo ao Congresso no dia 20 de fevereiro e não incluía os militares. Na ocasião, o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que em até 30 dias o governo apresentaria um projeto com mudanças nas regras para aposentadoria dos militares.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) só deve votar a constitucionalidade da reforma da Previdência após o governo apresentar as regras para os militares.

“Avisei o governo que vai ser muito difícil tramitar a PEC sem o envio do projeto dos militares. Já me comprometi com o governo que só voto o [projeto dos] militares no dia seguinte que terminar de votar a emenda constitucional”, afirmou Maia em São Paulo, no dia 25 de fevereiro.

Presidente Bolsonaro participa de cerimônia no Rio — Foto: Reprodução / GNews

O discurso do presidente aos militares durou menos de 4 minutos. Além de falar sobre a Previdência, Bolsonaro disse que quer fazer do Brasil um país de primeiro mundo e que reconhecerá os militares neste contexto.

“Temos uma missão de mudar o Brasil. Esse foi nosso propósito, essa foi nossa bandeira ao longo de quatro anos andando por todo Brasil. O que eu quero para o senhores, meus irmãos militares, vocês conversando, ouvindo, debatendo uma retaguarda jurídica para que vocês possam exercer seus trabalhos, em especial nas missões extraordinárias da tropa”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse ainda que a “democracia e liberdade só existe quando as suas respectivas Forças Armadas assim o quer” (sic).

Cerimônia

Durante o evento, militares receberam a medalha “Mérito Anfíbio” pela dedicação e pelo interesse no aprimoramento profissional. O cabo fuzileiro naval de Infantaria Gilmário Alerson da Silva Lima será homenageado por ter sido eleito o Fuzileiro Padrão 2018.

A cerimônia no corpo de fuzileiros navais é o primeiro evento público do presidente depois do episódio em que ele postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter. A visualização do vídeo foi restringida, com alerta de conteúdo sensível. A postagem, feita na terça-feira (5), gerou polêmica ao longo da quarta (6).

Também estiveram presentes na cerimônia o líder do governo, deputado Vitor Hugo (PSL-GO); o ministro da Defesa, Fernando Azevedo; o comandante da Marinha, Almirante Ilques Barbosa Júnior; o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol; o comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez; e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

G1

Líder do governo no Congresso afirma que Bolsonaro não admitiu que irá ceder em pontos da reforma da Previdência: “está ouvindo parlamentares e disposto a negociar”

Foto: Divulgação

A deputada federal Joice Hasselmann afirmou, em entrevista ao Jornal da CBN nesta sexta-feira (1º), que o presidente Jair Bolsonaro não admitiu que irá ceder em pontos da reforma da Previdência. “Na hora que essa declaração circulou na imprensa, eu imediatamente conversei com o presidente para entender o que realmente tinha acontecido e ele disse: ‘olha Joice, não foi isso que eu quis dizer não'”. A líder do governo no Congresso afirmou que o objetivo da fala de Bolsonaro era mandar um recado ao Congresso Nacional de que está ouvindo os parlamentares e está disposto a negociar, “mas tem limite essa negociação. Não é abrir a porteira. Senão, não tem sentido”.

Na quinta-feira, durante café da manhã com jornalistas, o presidente chegou a dizer que poderia baixar de 62 para 60 anos a idade mínima para aposentadoria das mulheres. “A questão da idade mínima, o presidente não admitiu baixar, ele admitiu conversar. E nós temos que conversar sobre tudo”, disse Joice. Em sua avaliação, é preciso mexer o mínimo possível no texto da reforma. “O Congresso querer colocar sua marca na reforma é legitimo. Ele tem que se sentir parte da mudança, mas não pode transformar o texto em um Frankenstein”, afirmou.

Em relação ao BPC (Benefício de prestação continuada), a deputada federal disse que esse foi o primeiro tema polêmico do texto e o que mais chamou a atenção. “E também obviamente a oposição já deu aquela distorcida”. Ela afirmou que gerar uma economia na casa de R$ 1 trilhão é “imexível” e que é a partir daí que serão feitas as negociações com os parlamentares.

Questionada sobre qual o tamanho da base aliada do governo, Joice Hasselmann disse não ser possível cravar um número, mas que a base está sendo construída. “Existe alguma instabilidade em alguns partidos. O humor está muito volátil”, avaliou.

CBN

 

SE LIGA NA BOATARIA: Reforma da Previdência não altera direito de professores e médicos a dupla matrícula

Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Diante das propostas de mudanças que constam na reforma da Previdência quanto às restrições ao acúmulo de aposentadorias e pensões por parte de servidores públicos, uma dúvida surgiu entre muitos funcionários ativos: ainda será possível o acúmulo de matrículas? De acordo com especialistas, o projeto de Emenda à Constituição (PEC) ressalva os acúmulos previstos pela Constituição, sem retirar o direito atualmente em vigor.

— Não há qualquer alteração. O parágrafo 10º do artigo 37, que consta na Reforma, mantém a possibilidade de acúmulo (dos cargos públicos) — explicou o advogado Fábio Zambitte, especialista em Direito Previdenciário.

O trecho da reforma citado por Zambitte prevê ser “vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria do regime próprio de previdência social de que trata o art. 40, de proventos de inatividade, (…), decorrentes do exercício de cargo, emprego ou função pública, com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma prevista nesta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração”.

Portanto, seguem liberados os seguintes casos: para dois cargos de professor; um cargo de professor com outro técnico e científico; e, por fim, para dois cargos ou empregos privativos de profissionais da área da saúde com profissões regulamentadas.

As advogadas Bruna Maia e Luciane Sousa, especialistas em direito do servidor, reforçaram a previsão dada pela reforma para a manutenção do direito:

— A reforma da previdência ressalva a possibilidade de acumulação de cargos já previstos na Constituição. Assim sendo, estão assegurados os direitos de acumulação de aposentadoria nas hipóteses acima — afirmaram.

Procurado, o Ministério da Economia não comentou sobre a indicação que consta na reforma ou a respeito do temor dos servidores público. Quanto aos representantes das categorias, os próximos meses serão de alerta.

— A gente repudia qualquer tipo de alteração nesse sentido. Não podemos afirmar sobre o que prevê a reforma, pois estamos aguardando um estudo mais embasado. No Rio, especificamente, é comum termos essa situação, pois os concursos são para professores de 16 horas. Por isso, grande parte da categoria conta com as duas matrículas — disse Gustavo Miranda, um dos coordenadores do Sindicado dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ).

Para a categoria médica, o tema é visto como de extrema importância diante do cenário político em que será debatido a reforma.

— (O acúmulo de matrículas) é algo fundamental que nos mobiliza. Eu tenho participado do debate do ponto de vista dos médicos e estamos acompanhando todas as movimentações que podem colocar em risco o futuro desse profissional. O texto inicial não aponta nenhuma ameaça a esse direito da dupla matrícula, mas temos avaliações que serão colocadas em discussão. O lema que nos mobiliza é “nenhum direito a menos” — avaliou Jorge Darze, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

O Globo

 

Bolsonaro diz que Congresso Nacional pode melhorar a reforma previdenciária: “não somos perfeitos, as propostas têm que ser aperfeiçoadas”

Jair Bolsonaro disse que o Congresso Nacional pode melhorar a reforma previdenciária:

“Não temos a menor dúvida de que o parlamento fará as correções que têm que ser feitas. Não somos perfeitos, as propostas têm que ser aperfeiçoadas.”

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Medeiros disse:

    Cobre imposto sobre o lucro dos bancos

  2. Bento disse:

    Não se contesta um nome como Rogério Marinho, justiça seja feita, grande capacidade, hoje é revelação nacional.

    • Pato Amarelo disse:

      Um grande funcionário dos tubarões do mercado. Tão bom que não conseguiu se reeleger em seu próprio estado.

    • Ivan disse:

      O RM é um orgulho pro RN, o cara liderou a reforma trabalhista, agora a previdenciária, 2 vespeiros que mais ninguém teve coragem de levar adiante…Merece nosso respeito!!! Não foi eleito num estado que elegeu Fátima Bezerra e elegeria um poste pra presidente do Brasil, onde a maioria da população apóia uma quadrilha chamada PT, por esse fato, ele também merece admiração…Parabéns pelos bons serviços prestados ao Brasil RM!!!!!

  3. Walter Ferreira Da Silva disse:

    Votei em Bolsonaro, e continuo acreditando no seu projeto, agora sobre a questão da previdência alguns pontos tem que revisto, quando eles falam que o mundo a idade mínima é 65, esqueceram de combinar com nós trabalhadores de Baixa renda., passamos 35 anos contribuindo numa previdência exdrulia., para os senhores ter uma idéia, nos estados ou na UE a vida é muito boa, autos salários etc, exemplo, uma casa que aqui custa 1 um milhão la é 100 mil dólares, tá ai a diferença, não sou de acordo, e digo mais essa reforma da previdência não vai ser aprovada, tem muitas coisas obscuras…

  4. Costa disse:

    Uma reforma da previdência, encabeçada, por Rogério marinho, já diz pra que veio , esse verme deveria está plantando batata lá pras banda de nova cruz.

    • Blue Piscina disse:

      Vc tá fazendo mal juízo de Rogério Marinho.
      Digo sem medo de errar. O RN perdeu um grande parlamentar. Vai ser candidato pro outro Estado e ganha vc vai vê.
      ha! Liste aqui, onde foi que Rogério Marinho lhe prejudicou.
      Quero saber.
      ————————–

  5. Ems disse:

    "Pense num presidente ditador !!!"

  6. Tico de Adauto disse:

    Presidente sem qualificação!

    • Blue Piscina disse:

      Quer dizer que qualificado mesmo era ali baba e os 40 ladrões?
      Tiquim.
      Um presidente e quarenta ministérios??
      Isso pode?

    • joao disse:

      qualificado deve ser lula.. qualificado no codigo penal e ta preso.. e como nao tinha formacao educacional, nao deveria ter direito a cela especial. Ainda bem que o atual nao esta "qualificado"…. e pelo menos tem formacao educacional.

Pesquisa CNT/MDA: 43,4% dos brasileiros aprovam a reforma da Previdência

FOTO: AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

Principal aposta da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a nova reforma da Previdência tem dividido opiniões. A proposta é aprovada por 43,4% dos entrevistados, enquanto 45,6% desaprovam a medida. Os grupos estão tecnicamente empatados, pois a margem de erro da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (26/2) é a de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar do racha, o presidente eleito da Confederação Nacional dos Transportes, Vander Costa, avalia que o conjunto de propostas da gestão de Bolsonaro tem sido melhor aceito em comparação às sugeridas pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). “O brasileiro percebeu a necessidade e os efeitos que a reforma trará”, destacou.

Para Vander, é hora de o governo corresponder às expectativas da população. “É preciso que o governo avance na geração de empregos e que faça a economia brasileira crescer”, apontou, ao dizer que o investimento em infraestrutura pode ser uma força de tração.

Na semana passada, a equipe liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou o projeto de reforma, encaminhado à Câmara para apreciação. A principal bandeira do governo com a nova Previdência é conseguir uma economia de R$ 1,1 trilhão em 10 anos, o que possibilitaria a criação de oito milhões de vagas de trabalho.

Entre as alterações, há aumento na alíquota da contribuição previdenciária dos servidores com salários igual ao teto do funcionalismo, que passará dos atuais 11% para, até, 22%. Uma proposta específica para os militares, a ser enviada ao Congresso, deve prever uma contribuição maior e por mais tempo para a categoria.

Se ainda há desconfiança quanto à reforma da Previdência, a pauta econômica anima o brasileiro. Para 33,8% dos entrevistados, a renda mensal deve aumentar nos próximos meses. Já 9,6% acreditam que vai diminuir, e 51,2% creem que ficará igual. O aumento do salário mínimo para R$ 998 é aprovado por 29,5% e criticado por 66,9%.

Metrópoles

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dede disse:

    Benefício de Prestação Continuada de quatrocentos reais, dos 60 aos 69 anos, para quem nunca contribuiu e um verdadeiro massacre na vida das pessoas

  2. caco disse:

    Essa reforma será a desgraça do trabalhador.

  3. carlos alberto disse:

    Com certeza são os menos esclarecidos e inclusive serão os mais prejudicados. Só uma dica rapidamente, deveriam acabar com percentual pago aos políticos por cada ano no congresso, observem que independente do nome que eles usam o dinheiro sai dos cofres públicos, se eles querem algum benefício a mais do que tem , paguem um plano da iniciativa privada. Resumindo, do governo com um todo apenas o teto do INSS. Vamos ver se eles querem ! Torço para que às pessoas que detenham algum poder ou meio intervir, que o faça porque chega dos pobres pagarem essa conta estúpida.

  4. Robô disse:

    Conversa pra boi dormir essa proposta é pior do que a do temer o que tem que fazer é duas medidas.
    Cobrar as dívidas de quem deve o INSS e a outra o teto máximo pra todos 5.990 o restante não precisaria mexer são direitos adquiridos.