Política

Rodrigo Maia preenche espaço de Bolsonaro com agenda e fala de primeiro-ministro

Foto: Luis Macedo/Agência Câmara

O apelido pegou: com algumas menções elogiosas e outras nem tanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem sendo tratado como “primeiro-ministro”.

A figura, que não existe no presidencialismo, regime adotado pelo Brasil, é chefe de governo no parlamentarismo, em que o presidente pode ser praticamente uma representação simbólica.

A alcunha advém do fato de que Maia tem se consolidado como protagonista no cenário político ao longo deste ano de governo Jair Bolsonaro (PSL).

Depois de se firmar como principal articulador político da reforma da Previdência, agora em tramitação no Senado, o deputado busca manter a Câmara no centro do debate político.

Conhecido como defensor da agenda econômica de reformas, que incluem a tributária e a administrativa, Maia tomou a frente em uma área diferente na última semana.

Em meio à crise das queimadas, pediu em nome da Câmara ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a liberação de recursos do fundo da Operação Lava Jato para ações na Amazônia.

Criticou a posição de Bolsonaro de rejeitar a ajuda financeira do G7 (“o Brasil não pode abrir mão de nenhum real”) e ao mesmo tempo as declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia (“o presidente da França ficou isolado”).

Além disso, recebeu um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente que pleitearam que a Casa se esforce para barrar textos antiambientais.

Em outros fronts, por exemplo, tem articulado projeto para abrir o futebol brasileiro a investidores estrangeiros, sinalizou que a Câmara pode avançar nos pacotes de segurança pública elaborados por Alexandre de Moraes e pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e instalou comissão para tratar da abertura do mercado de saneamento para empresas privadas.

“Ele assumiu esse espaço porque ele [o espaço] foi deixado pelo governo”, afirmou o deputado Alexandre Frota, expulso do PSL após críticas a Bolsonaro e que aderiu ao PSDB do governador paulista, João Doria. “O governo não enviou ninguém para conversar, para articular, para criar estratégias, quando encaminhou a Previdência.”

Maia disse à Folha na sexta-feira (30) que o modelo de governo de Bolsonaro permite que o Legislativo aja com maior independência para tocar agendas próprias. “O fim do governo de coalizão, que foi decisão do presidente, gerou dois Poderes claros. No governo de coalizão, o Parlamento ficava como subproduto do Executivo”, afirmou.

Segundo o cientista político e professor da PUC Minas Malco Camargos, a impressão de força incomum do Congresso de 2019 vem, na verdade, do fato de que legislaturas anteriores costumavam ficar a reboque de articulações do presidente.

“Fala-se que estamos caminhando para um semipresidencialismo, mas na verdade o que está acontecendo é que o Legislativo está deixando de ser subserviente e ocupando a sua função”, diz.

Se Maia acumulou aliados e poder dentro da Casa (teve, na eleição para a presidência da Câmara deste ano, sua maior quantidade de votos dos três pleitos que disputou), a postura de protagonista não agrada a todos os parlamentares.

Ele recebe críticas principalmente daqueles ligados às bases bolsonaristas nas redes sociais. Na quarta-feira (28), depois da reunião com os ex-ministros, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) foi ao Twitter verbalizar insatisfação.

“Maia quer sinalizar que o Parlamento ‘seja um instrumento de equilíbrio neste processo de desenvolvimento, sem deixar de lado o Meio Ambiente’. Como falei no meu discurso de domingo na [avenida] Paulista: o Executivo é com Jair Bolsonaro. E parece que o parlamentarismo é apoiado aqui'”, escreveu.

Parte das críticas pode ser explicada por um antagonismo que se criou entre o mandatário da Câmara e o do Planalto no primeiro semestre e que virou a base do presidente contra Maia.

A troca de farpas chegou ao ponto de Bolsonaro dizer que Maia era como uma namorada que quer ir embora. Sobrou também para Sergio Moro, que teve seu projeto anticrime chamado pelo deputado de “copia e cola” do texto do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

O próprio Frota chegou a ser escalado, quando ainda estava no PSL, para ajudar no restabelecimento de relações entre membros do governo e o presidente da Câmara na época da Previdência.

No segundo semestre, o clima segue mais ameno. Embora tenha procurado se distanciar das falas de Bolsonaro nas questões ambientais, Maia foi cuidadoso ao expor as críticas. Disse em diversas vezes que, embora as palavras “radicais” do presidente possam passar uma ideia equivocada, o governo não adotou ações que facilitassem queimadas.

Para o presidente da Câmara, o relacionamento mudou de ambos os lados. “Eu acho que, do ponto de vista da relação do governo com a política, teve uma mudança. Acho que teve também uma compreensão [dos deputados] do estilo do presidente e que não deveríamos cumprir o papel de necessariamente polemizar em todos os conflitos”, disse. “Já que muitas vezes isso não leva a nada, era melhor deixar o presidente falar.”

O professor da PUC Minas avalia que a mudança de atitude do governo veio por causa do sucesso que a reforma da Previdência obteve na Câmara.

“Como há a ausência do poder articulador do presidente, o próprio Executivo percebeu que o Maia tem prestado esse serviço no Congresso, e passou a enxergá-lo não como adversário, mas como aliado”, disse.

“O curioso é que é um aliado que vai ganhando protagonismo, e não subserviência.”

Na segunda-feira (26), uma notícia negativa relacionada a Maia ajudou a derrubar a Bolsa e a elevar o dólar. A Polícia Federal havia atribuído a ele os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e lavagem de dinheiro ao concluir inquérito sobre supostos repasses da Odebrecht ao deputado.

As redes sociais pegaram fogo. “Rodrigo Maia é o primeiro-ministro imaginário do país imaginário do centrão”, escreveu um usuário. “Rodrigo ‘Botafogo’ Maia, tua casa vai cair!”, postou outro, em referência ao apelido atribuído ao político na lista de supostos repasses da Odebrecht.

Na terça (27), porém, o clima no Congresso era de normalidade. Maia negou as acusações ao chegar à Casa, e o dia transcorreu sem que o assunto fosse o centro do debate.

Para o cientista político, a menos que existam fatos novos, as acusações contra Maia não são suficientes para abalar o apoio que ele possui entre seus pares.

“Acho que ele e o próprio Bolsonaro já entenderam que essas críticas não abalam o funcionamento da política hoje em dia. Independentemente do volume de críticas que você recebe, se você tem um conjunto de atores que encampam o seu discurso, isso faz valer a sua vontade”, afirma Camargos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Fonte Folha, kkkk. BG muda essas fontes. Rodrigo Maia sua hora vai chegar. Hoje é o queridinho dos bandidos do legislativo e da imprensa.

  2. Esse defende também a impunidade e os privilégios absurdo dos políticos e agentes públicos, e que se não freiarmos os Ímpetos, serão os mais favorecidos com a economia da reforma da previdência.

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Meio Ambiente

Para 75%, é legítimo interesse de estrangeiros na Amazônia

Para 75% dos brasileiros, o interesse internacional na Amazônia é legítimo e a floresta está correndo riscos. A gestão de Jair Bolsonaro (PSL) no combate ao desmatamento e a queimadas, por sua vez, é vista como ruim ou péssima por 51%.

Esses são alguns achados de pesquisa do Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto, uma semana após o início da crise envolvendo focos de incêndio descontrolados na região amazônica, que levou o Brasil a entrar em rota de colisão com países europeus, França em especial.

Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 cidades brasileiras, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O envolvimento internacional na região, proposto pelo presidente francês, Emmanuel Macron, foi objeto de algumas das questões.

Além dos 3/4 que acham o interesse legítimo, 22% discordam dessa afirmação. Também consideram que outros países usam a crise ambiental como desculpa para explorar a Amazônia 61% dos ouvidos, ante 35% que discordam.

Por outro lado, 66% dos entrevistados defendem que o Brasil aceite dinheiro estrangeiro para aplicar na região.

Ao longo da semana, França e outros países ofereceram ajuda financeira ao país, mas Bolsonaro rejeitou inicialmente —depois, insinuou que não aceitaria verba europeia, enquanto discutia cooperação com EUA e Israel, cujos governos o presidente considera aliados ideológicos.

O viés nacionalista aparece quando a pergunta é sobre quem deve gerir a região. Para 40%, a Amazônia é responsabilidade do Brasil, como prega a política oficial do governo.

Já 35% acham que o país é soberano lá, mas deveria ouvir outras nações.

Por fim, 22% dos entrevistados pelo Datafolha acham que uma gestão internacional, como sugeriu Macron, seria uma boa ideia.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. A mídia não está do lado da população, viu BG, mas visando interesses de determinados grupos de comunicação….

  2. Em tempo, pra não ser injusto, vc um dos mais responsáveis jornalistas do estado, tem um alcançar excelente para nosso estado e inclusive no Brasil, com seu blog. Vejo aqui excelentes discussões com os mais variados segmentos da sociedade e penso que uma matéria dessa deveria ser melhor sedimentada, retirando interesses de ONGs, políticos, pessoas mau intencionadas.

  3. Quero saber como é que BG ainda tem coragem de reproduzir uma matéria mentirosa dessas. Fica feio pra vc BG, está compartilhando uma mentira deslavada dessa.

  4. Temos Militares Russos na Venezuela e Americanos na Colômbia, vizinhos nossos babando e esperando apenas um pretexto para "Salvar" a amazônia brasileira…. Kkkkkk quero saber de qual lado a imprensa e os brasileiros comunistas idiotas vão ficar quando invadirem e tomarem de conta da maior reserva de matéria prima e recursos naturais do planeta…. As indústrias da Europa e as grandes potências, não tem mais fonte de recursos naturais para processarem e sobreviverem. Assim como estão fazendo com o petróleo, eles vão buscar e tomar de alguém, a qualquer preço… Quando a França fez 190 testes nucleares na região da América central, expondo todos a irradiação, onde estavam o brasileiros ambientalistas? A França está distribuindo a Guiana Francesa con garimpo sem sustentabilidade, o que os brasileiros estão fazendo para salvar? Soberania… cada um no seu quadrado…A amazônia é nossa, mesmo com os comunistas brasileiros querendo entregar, os verdadeiros patriotas e forças armadas não vão deixar…Existem problemas, e só nós vamos resolver…1- Expulsar as 300 ONGs estrangeiras;2- Reorganizar a demarcação indígena; 3- Legislação dura para queimadas;4- Fiscalização ambiental maior; 5- Maior controle e presença das Forças armadas nas fronteiras… Brasil!

  5. Ahhh Datafolha véia de guerra!!! Não acredito nisto….indagação tendenciosa…..há várias formas de se manipular pesquisas. Está é uma prova disto.

  6. Não acredito nesse percentual, acho que algum idiota fez essa reportagem. eu sou brasileiro e a Amazônia é 100% nossa.

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Política

‘Embaixador do Turismo’ brasileiro chama Macron de ‘franga’

Chamado de “embaixador do Turismo” brasileiro por Jair Bolsonaro, Renzo Gracie, gravou um vídeo e postou em suas redes sociais em que chama o presidente da França, Emmanuel Macron, de “micron”, “palhaço”, “franga” e ameaça lhe dar um “gogó no pescoço” caso o encontre. Diplomado com o cargo pela Embratur, Gracie, integrante da família famosa de lutadores de jíu-jítsu, diz que o único fogo que existe é no coração dos brasileiros e de Bolsonaro.

O vídeo circula pelas redes sociais e foi revelado em reportagem do UOL. Renzo já participou das famosas lives de Bolsonaro, ocasião em que foi agraciado com o tal título, pelo qual diz não receber nenhum salário. Ele deve acompanhar o presidente em viagem aos Emirados Árabes Unidos, onde é dono de academias de luta.

Questionado pelo repórter quanto ao vídeo, Gracie repetiu as grosserias e ainda chamou a primeira-dama francesa, Brigitte, de “dragão”: “Não é porque ele dorme com o dragão que entende de incêndio”.

BR18

Opinião dos leitores

  1. Se o PT tivesse ganhado nós estávamos comendo carne de cachorro e lixo, há ladrão.

  2. O maioria do povo brasileiro merece passar por tudo isso, pois foram eles que elegeram este "idiota"!

    1. Não tinhamos outra alternativa. Um doido é menos ruim do que um ladrão e sua quadrilha

  3. Cada dia mais, vejo que meu voto no MITO foi dez. O Brasil precisava acordar e mostrar que tem força e poder neste mundo que só se sobressaem quem tem protagonismo.

    1. O Brasil tem muita força. O exército acabou de suspender o expediente das segundas-feiras por falta de grana pra alimentar os soldados. Pense num país que tem força!

    2. Concordo plenamente com vc. Nós temos uma cultura de cordialidade exarcebada, isso nunca foi tão negativo pra nós como nos últimos anos. O mundo estava acostumado a nós ridicularizar, nos atribuindo títulos que não se dá a um animal. Desde que me entendo de gente, sofremos com os preconceitos das nações do primeiro mundo, somos ladroes, racinha etc. Chega, já estava mais do que na hora de nos impor. Agora sim, começaremos a ser um povo respeitado. Temos o mundo nas mãos, todos estão com medo de perder a Amazônia. E que negócio é esse que a Amazônia é patrimônio do mundo? Nunca!!! Eles destruíram a Amazônia deles e agora querem se apossar da nossa floresta com essa história de preservação. E essa jovem ativista do meio ambiente que está viajando o mundo falando sobre preservação da natureza etc, louvável, mas até eu faria isso, não viajaria de barco, não sei nadar, mas com tudo pago e conhecendo o mundo todo, quem não iria??? Chega!!! Eu sou brasileira com muito orgulho e com muito amor. Vamos em frente meu Presidente!!!

  4. Imagina a propaganda de um ministro do turismo desse, O mundo agora tem certeza dos imbecis que somos.
    Incivilidades se trata com civilidade e conhecimento. A tolice do macron, é um argumento frágil, onde qualquer menos afortunado de inteligência facilmente rebateria, mas como temos incapazes no governo, vemos cotidianamente esse tipo de impropriedades. Tontos

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Economia

Governo do RN encerrará 2019 com dívida nova de R$ 500 milhões

O governo do Estado não tem possibilidade de superar a crise fiscal, que implica na impossibilidade de investir com recursos próprios, nos próximos dois anos. Em 2019, terminará o ano com um saldo negativo de R$ 500 milhões, que se somará com os débitos acima de R$ 2 bilhões que ficaram de 2018. Além disso, as dívidas que vêm do exercício anterior, só serão pagas com recursos extras. Essa análise foi detalhada pelo secretário estadual do Planejamento, Aldemir Freire, ao comparecer à Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa. A TRIBUNA DO NORTE teve acesso à íntegra da apresentação feita pelo secretário, na qual ele detalhou a situação das contas do Estado e a visão de como pretende enfrentar a crise fiscal.

Aldemir Freire esteve na CFF para apresentar um diagnóstico e um prognóstico da situação financeira do Rio Grande do Norte e, na ocasião, admitiu a impossibilidade de superar as dificuldades nos dois primeiros anos de governo. O secretário afirmou que a administração pública estadual “ainda roda 2019 no negativo”. Ele disse que as receitas próprias do Estado estão em recuperação, mas é preciso evitar o crescimento das despesas para impedir o acirramento da crise financeira.
Para Aldemir Freire, “é impossível equacionar a crise no período de oito meses”. “Vamos levar quatro anos para enfrentar essa crise e os dois primeiros anos, não engano a ninguém, serão difíceis”, disse.

O secretário do Planejamento declarou, ainda, que “nos últimos anos, o Estado gastou mais que suas receitas, não se endividou com o sistema financeiro”, mas a única fonte de investimentos é o empréstimo feito com o Banco Mundial e ainda ficou devendo mais de R$ 2 bilhões a fornecedores de bens e serviços e salários dos servidores públicos.
Segundo Aldemir Freire, a aposta do governo para tentar equilibrar as contar públicas e saldar dívidas com a folha de pessoal e fornecedores, continua sendo a obtenção de recursos extras, como a venda da folha salarial ao Banco do Brasil, cujo contrato foi assinado na segunda-feira (26), no valor de R$ 251 milhões, mas descontados as dívidas, consignados contratuais, milhões, que deverão entrar na conta única do Estado na primeira semana de dezembro.

Caso o Estado também receba os recursos da cessão onerosa do petróleo do pré-sal (em torno de R$ 457 milhões, segundo relatório do senador tucano do Ceará, Cid Gomes) e se feche a adesão ao Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) do governo federal, que tramita no Congresso Nacional, Aldemar Freire acrescentou que “vai pagar e alongar em 20 anos o que está devendo”.
Se isso ocorrer até o fim do atual exercício, o secretário Aldemir Freire estima que “controlando e segurando as despesas, volta-se ao equilíbrio em 2022, conseguindo-se fechar as contas do ano mais lá frente”.

Débito com salários em atraso está em R$ 800 milhões

O secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, estima que a dívida com as folhas de novembro e dezembro e do 13o salário de 2018 (o décimo de 2017 atrasado foi pago em maio e junho com recursos dos royalties do petróleo) chega a R$ 800 milhões.

Pelas contas do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp-RN), a divida para com o funcionalismo chega a próximo disso – R$ 793 milhões: 13o do ano passado, 96 milhões e novembro e dezembro, 332 milhões cada mês.
Segundo Aldemir Freire, não dá pra apontar uma data para quitação dos atrasados, “porque tem uma série de coisas que não depende do governo e que dificultam essas datas”.

Primeiro, ele exemplificou que é preciso haver o leilão da cessão onerosa do petróleo, que vai ocorrer no começo de novembro, depois falta a aprovação do programa de ajuste fiscal do governo federal, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

“Com a venda da folha salarial, o PEF e eventualmente a operação de royalties é o que estamos imaginando para fechar o ano”, disse Aldemir Freire, para afirmar que “a dívida consolidado não é nosso gargalo, o estado tem margem de endividamento”, que hoje é de 24% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) e pode chegar a 200%, segundo a legislação do Senado Federal.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Só não consigo entender como um Estado falido desse, paga salário de 30/35 mil reais. Sinceramente não cabe na minha cabeça uma situação dessa. O governo deveria criar um abate-teto com base em algum parâmetro entre 10/15 mil, pois só assim sairá desse perrengue.

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Economia

Economistas se surpreendem com resultado do PIB, mas mantêm cautela

O Produto Interno Bruto de R$ 1,78 trilhão nos meses de abril, maio e junho deste ano surpreendeu os economistas. O valor corresponde ao fluxo de novos bens e serviços finais produzidos no segundo trimestre deste ano. O resultado foi 1% acima do registrado no mesmo período em 2018 e 0,4% superior ao primeiro trimestre de 2019.

Antes da divulgação do PIB pelo IBGE, a tendência geral dos economistas ouvidos no mercado financeiro era apostar em um crescimento de 0,2% de um trimestre a outro. O percentual em dobro é melhor do que se esperava, mas não o suficiente para marcar uma vigorosa retomada da economia, concordam economistas de postos diferentes ouvidos pela Agência Brasil.

Para Thiago Xavier, economista da Consultoria Tendências, o resultado do PIB é uma “pequena surpresa, mas precisa ser relativizada”. De acordo com ele, “uma das razões para ter cautela é a base muito frágil de comparação dos resultados. Independentemente de qual for a métrica, [o resultado] tem bases de comparação fracas”.

Xavier assinala que as comparações entre períodos iguais de 2019 e 2018 têm que levar em consideração que no primeiro semestre do ano passado houve a greve dos caminhoneiros que desarticulou toda a economia nacional, e que no primeiro semestre deste ano a ruptura da barragem da Vale em Brumadinho (MG) reduziu a produção mineral.

Capital e trabalho

Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz coro com economista da Consultoria Tendências e acrescenta que na última medida do PIB o crescimento atribuído à indústria se destaca porque o histórico é negativo.

“É uma notícia positiva e enseja expectativas, mas vamos lembrar: a indústria tinha caído dois semestres seguidos e o crescimento anterior tinha sido fraco. Agora estamos de cinco a seis pontos percentuais menores que estávamos no início da recessão”.

A recessão mencionada pelo representante do capital também é citada pelo representante da força de trabalho.

“O país está longe de ter uma dinâmica capaz de ter um crescimento que reponha as perdas do período recessivo e recoloque o país nos mesmos patamares econômicos de 2013 e 2014”, assinala Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Nessa dinâmica é preciso de mais três ou quatro anos para recuperar o mesmo posicionamento de 2014. Isso significa que podemos ter mais uma década perdida em que o país mergulha e depois sai do fundo do poço para voltar para a mesma posição”, compara.

Cenário internacional

Se o passado recente de baixo crescimento econômico relativiza os feitos medidos pelo PIB do 2º trimestre de 2019, o futuro exige cautela. O Brasil pode sentir efeitos do conflito comercial e cambial entre os Estados Unidos e China, da saída do Reino Unido (Brexit) da União Europeia, e da recente moratória da Argentina.

Estados Unidos, China, União Europeia e Argentina são os principais parceiros comerciais do Brasil. A redução do comércio internacional desses países pode tornar o bom desempenho da economia mundial duvidoso. “Quando o mundo fica mais incerto, países emergentes ficam mais expostos”, pondera Thiago Xavier, da Consultoria Tendências.

“O cenário internacional já foi melhor e nós não aproveitamos por causa da nossa situação doméstica”, rememora Castelo Branco, da CNI. Para ele, “o maior freio está dentro da nossa economia”.

Em sua avaliação, a aprovação final da reforma da Previdência Social, a simplificação da cobrança de tributos, a desburocratização das obrigações das empresas e a medida provisória da liberdade econômica poderão fortalecer a economia do país em meio ao tempo fechado entre os parceiros comerciais.

“Esses fatores vão preponderar sobre as dificuldades que vêm do ambiente internacional”, acredita o gerente-executivo de Política Econômica da CNI.

Reformas e investimentos

Além das medidas em andamento, Castelo Branco tem expectativa positiva quanto ao programa de privatização e concessões do governo federal e acredita que o Banco Central continuará reduzindo a taxa básica de juros (Selic). “Isso tudo cria um ambiente mais favorável para a demanda de investimentos e para a demanda das famílias, fazendo a roda do crescimento girar um pouquinho mais rápido”, descreve.

“O que vai viabilizar um crescimento mais robusto da economia é o investimento. É preciso atrair muito recursos para infraestrutura e para isso temos que fazer alterações nas leis para que estimule a entrada de capital”, acrescenta José Ronaldo Souza Júnior, diretor de Macroeconomia do Ipea.

O crescimento de 0,4% do PIB foi previsto pelo Ipea, que antecipou que o país crescerá em 2019 0,8%, três décimos de pontos percentuais abaixo do verificado em 2017 e 2018 (1,1%).

“Será o terceiro ano com a atividade econômica em ritmo muito baixo. Com uma dinâmica que não responde ao que se esperava. Nós já temos um período longo de baixo crescimento”, lamenta Clemente Ganz Lúcio, do Dieese.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Judiciário

Empresas ainda resistem a aplicar reforma trabalhista, diz advogado

A reforma trabalhista (lei 13.467/17) está prestes a completar dois anos de vigência. Conforme avaliação do advogado Agostinho Zechin Pereira, especialista na área trabalhista e sócio da banca Lemos e Associados Advocacia, embora a norma tenha trazido avanços, ainda há dúvidas em relação a sua aplicabilidade por parte das empresas.

De acordo com o advogado, na prática, há “a resistência por parte das empresas em aplicar as regras da Reforma Trabalhista, muito em função do que alguns membros do Judiciário e do Ministério Público do Trabalho pensam sobre essas novas regras”.

Apesar disso, conforme ressalta o especialista, algumas regras da reforma trabalhista já produziram adesão e efeito imediato, como é o caso da contribuição sindical, que passou a ser facultativa para o trabalhador.

Leia a matéria completa no Justiça Potiguar clicando AQUI.

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Política

TCU aponta indício de fraude em benefícios de R$ 2,25 bilhões pagos pelo governo em 2018

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de irregularidade em benefícios pagos pelo governo que somaram R$ 2,25 bilhões em 2018. A maior parte das suspeitas foi encontrada em benefícios previdenciários acima do teto do INSS, acumulados indevidamente ou concedidos mediante uso irregular de documentos, num total de R$ 957,1 milhões. Outros R$ 649,5 milhões em repasses duvidosos são do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Os dados serão encaminhados ao Poder Executivo e devem servir de base para o governo direcionar os trabalhos da força-tarefa que faz a revisão dos benefícios com indícios de irregularidade. O pente-fino foi instituído pela Medida Provisória (MP) 871, transformada em lei pelo Congresso Nacional.

A auditoria analisou 55,6 milhões de benefícios pagos em 2018, incluindo Previdência, assistência, Bolsa Família, seguro-desemprego e seguro-defeso (benefício de um salário mínimo pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da atividade de pesca).

Na análise dos dados da Previdência, o TCU detectou no ano passado 34 mil casos de acumulação indevida de benefícios, além de 25,2 mil casos de uso irregular do CPF ou do Número de Inscrição do Trabalhador (NIT). Há ainda 1.457 pessoas que receberam valores acima do teto do INSS (na época, de R$ 5.645,80) indevidamente.

No caso do Bolsa Família, havia 207,7 mil beneficiários com renda formal acima do limite permitido no programa. O benefício é pago a famílias com renda per capita de até R$ 178,00 (valores de 2018). Mas havia beneficiários com renda per capita até acima de 10 salários mínimos. Há ainda sócios de empresas com “alto capital social” e com “alta folha de funcionários” que receberam o Bolsa Família, provavelmente de forma irregular. Pessoas já falecidas também receberam pagamentos do programa.

No BPC, foram identificados 12,8 mil beneficiários com indícios de fontes de renda incompatíveis com as regras do programa, incluindo servidores federais e seus pensionistas.

Os auditores também encontraram outros R$ 12,8 bilhões em benefícios com problemas de cadastro, de menor potencial. As inconsistências se dão até por abreviação de nomes ou por conta de datas inválidas. Esses dados serão encaminhados para os órgãos para a atualização cadastral junto aos beneficiários.

Estadão Conteúdo

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Cidades

Reunião definirá mudanças em itinerários de ônibus de Natal

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) confirmou que as mudanças nos itinerários dos ônibus da cidade passarão por diálogo entre as empresas, a Prefeitura e as comunidades.

O assunto chegou até a Prefeitura só Natal por iniciativa do vereador Preto Aquino que alertou sobre mudanças nos itinerários dos ônibus da comunidade Guarapes.

A mudança em específico será discutida na próxima terça-feira (3), no CMEI Marilanda Bezerra.

“Essa é uma conquista para a população. Agora vamos discutir com todos os envolvidos. Ganha a população que poderá participar das decisões, ganha a empresa que vai melhor atender os usuários e ganha o poder público, que mostra o trabalho em prol do cidadão”, disse.

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Economia

Brasil tem 110 exportadores de couro e 65 possuem certificação internacional de critérios ambientais

A suspensão de compras de couro brasileiro pela dona de marcas como Timberland, Kipling e Vans, confirmada na última quarta-feira (28), pegou o setor de surpresa.

A VF Corporation alegou não ter como assegurar que o material não prejudique o meio ambiente no país. A associação dos curtumes rebateu, dizendo que as fabricantes de couro têm certificação nacional e internacional.

Quase todo o couro produzido no Brasil é vendido para o exterior. De 110 curtumes que exportam, segundo o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), 65 fazem parte do Leather Working Group (LWG), um selo voltado a boas práticas ambientais.

Criado em 2005, no Reino Unido, ele reúne 450 empresas de 42 países. Entre elas estão Nike, Adidas, Ikea, Michael Kors e a própria Timberland.

O LWG fiscaliza questões como o controle da emissão de gases das fábricas, se a empresa pode garantir a origem dos animais comprados para a produção de couro (rastreabilidade) e como é feito o descarte de produtos químicos utilizados na fábrica, entre outros critérios.

O Leather Working Group é claro em seu regulamento que, para obter a certificação, as propriedades localizadas no bioma Amazônia não podem estar ligadas ao desmatamento.

O CICB diz que o selo é uma exigência dos compradores internacionais na hora de fechar contrato. E estima que 70% do couro exportado do Brasil tenha a certificação.

A VF, que tem 20 marcas de vestuário e calçados voltados a atividades ao ar livre, é cofundadora do Leather Working Group e cita a certificação entre os requisitos previstos em sua política para materiais derivados de animais, enviada ao G1.

Além disso, no site da empresa, a VF afirma que a Timberland se comprometeu a adquirir até 2021 somente couro de fábricas com classificação LWG ouro e prata (as mais altas) e que pretende expandir essa política para as outras marcas da empresa.

Seguindo apenas este critério, o Brasil teria 63 empresas habilitadas para vender o produto.

O que diz a VF
Em resposta ao G1 na sexta-feira (30), a VF disse que a suspensão foi decidida após uma reavaliação dos fornecedores da marca. A empresa não respondeu se os incêndios na região amazônica teriam motivado a interrupção do fornecimento.

A VF disse que menos de 5% do couro comprado por ela vem do Brasil.

“Menos de 5% de nosso suprimento global de couro vem do Brasil. No entanto, defendemos nossos valores e nosso compromisso com o planeta e seu povo, não importa quão pequeno seja o volume de uma região ou fornecedor”, diz a VF em nota.

Na quarta-feira (28), a empresa havia dito que não era possível “assegurar satisfatoriamente” que os “volumes mínimos” comprados de couro brasileiro estariam de acordo os requisitos de abastecimento responsável da companhia.

O CICB, associação de produtores do Brasil, chegou a associar a suspensão às notícias sobre as recentes queimadas na Amazônia. Já a VF disse apenas que a decisão foi tomada de forma cuidadosa e é parte de um longo processo. E que a cadeia de fornecedores de couro vem sendo revista desde 2017.

O presidente do CICB, José Fernando Bello, já havia dito que a empresa não adquiria grandes volumes, mas afirmou que “vender para uma marca famosa ajuda a vender para outras”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Se a VF não quer nosso couro, nós não compramos produtos da VF.!!! Quem garante que suas empresas cumprem todos os regulamentos em seus processos industriais??? Simples assim. #Timberlandnuncamais

    1. O Brasil tá acima da média mundial, dos que dão o anel de couro, também.

    2. Parabéns, guerreiro. A Timberland e cia quebrarão com sua iniciativa e sua hashtag

    3. Patriota Zé Ruela acaba de quebrar uma das 100 melhores empresas para se trabalhar nos EUA, 67 anos de história, 5700 funcionários no mundo, lucro de quase 2 bilhões por ano com sua brilhante hastag. Votou no Bozo, com certeza .

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Diversos

Caixa recebe apostas para Lotofácil da Independência

A partir deste sábado (31), todas as apostas registradas para a Lotofácil vão participar da oitava edição da Lotofácil da Independência. O concurso 1.861, que promete um prêmio estimado em R$ 95 milhões, será sorteado na sexta-feira (6), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo (SP).

Segundo a Caixa, este poderá ser o maior prêmio oferecido pela Lotofácil em todos os concursos já realizados, incluindo regulares e especiais.

O ganhador que optar por aplicar o prêmio na poupança, por exemplo, receberá um rendimento mensal de aproximadamente R$ 352 mil. Ou se preferir investir em bens, poderá comprar 19 apartamentos de luxo, no valor de R$ 5 milhões cada.

As apostas se encerram na sexta-feira às 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país e também no Portal Loterias Online. O preço da aposta simples, com 15 números, é de R$ 2. Para dar o palpite no concurso pela internet, o apostador precisa ser maior de 18 anos e efetuar um cadastro. O valor mínimo da compra no portal é de R$ 30 e máximo de R$ 500 por dia.

Premiação

Para apostar basta marcar de 15 a 18 números dentre os 25 disponíveis. O prêmio do concurso especial não acumula. Ganha quem acertar a maior quantidade de números sorteados.

Os apostadores também podem fazer um bolão, dividindo cotas com amigos e familiares, preenchendo no campo específico do bilhete da Lotofácil a quantidade de participantes. O bolão também pode ser solicitado diretamente ao atendente da lotérica, informando os números da aposta e a quantidade de pessoas que participarão.

Na Lotofácil, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. É possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo 35 cotas. Também pode ser adquirida uma cota de bolão organizado pelas lotéricas. Esse serviço tem uma tarifa de até 35%.

Agência Brasil

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Política

“Difícil de se acreditar em tanta burrice”, diz Bebianno

O ex-ministro Gustavo Bebianno não deixou de alfinetar o governo Bolsonaro na crise internacional com a Amazônia.

Questionado pela coluna sobre como via as ações do governo no tema, disparou:

“Loucura! Difícil de se acreditar em tanta burrice”.

Opinião dos leitores

  1. Sei…Fácil é acreditar que a França, único país europeu com território contíguo à Amazônia, esteja apenas "protegendo o planeta".

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Política

Facada que quase matou Bolsonaro completa 1 ano

Os mais exagerados contam que a cidade parou naquele dia. Ao menos a região central ficou caótica: primeiro pela multidão que, eufórica, cercava Jair Bolsonaro, e, em seguida, pelo corre-corre para salvá-lo da morte, depois que Adélio Bispo de Oliveira deu uma facada na barriga do então candidato do PSL a presidente em uma tentativa de assassiná-lo.

Quase um ano após a tarde de 6 de setembro em Juiz de Fora (MG), o roteiro do fato que interferiu nos rumos da campanha eleitoral de 2018 é relembrado por quem testemunhou o ataque e por aqueles que, de alguma forma, se envolveram na história.

Parque Halfeld, centro, 15h06: Bolsonaro se depara com uma aglomeração eufórica. Eram milhares de pessoas que, até o dia anterior, temiam um vexame de público na cidade onde o nome do PT ao Palácio do Planalto liderava eleições desde 1998.

Empolgado, o candidato contraria orientações de seguranças e decide se juntar à passeata com apoiadores, montado nos ombros de um agente da escolta, sem um cordão de isolamento. O mar de gente toma o calçadão da rua Halfeld. “Mito, mito, mito!”, gritam em coro. “Eu vim de graça”, provocam.

Rua Halfeld, esquina com Batista de Oliveira, 15h30: Adélio, até então só mais um na multidão, chega perto de Bolsonaro e enfia uma faca de cerca de 30 cm na barriga dele.

A vítima é colocada no chão em frente à Internacional Lanches, enquanto o agressor leva socos e pontapés, até ser protegido por policiais. No tumulto, pessoas abrem espaço para a Pajero da Polícia Federal que levará o político para a Santa Casa.

“O Adélio só não foi linchado porque a polícia conteve o pessoal”, diz à Folha o advogado Eduardo Jeyson, 43, que naquele dia corria para tirar selfies com Bolsonaro ao fundo e, por pouco, não fotografou com seu celular o momento exato da estocada.

“A sensação era de muita tristeza. Para mim, ele não sairia daquilo vivo”, continua Jeyson, puxando pela memória enquanto cruza o movimentado calçadão, que é margeado por lojas e tradicionalmente recebe candidatos em época de campanha eleitoral.

Nada, porém, comparável ao que aconteceu naquele dia.

“Hoje eu falo que trabalho na ‘esquina do Bolsonaro’”, brinca o ambulante Gilmar Jorge Rodrigues, 57, que há 27 anos vende espetinhos no recém-convertido ponto turístico.

Passantes tiram fotos, e turistas vão conhecer o local até hoje, segundo o comerciante, que, no dia, chegava para a sua jornada e perdeu a cena por pouco. “Mas ficou gente aqui até tarde. Lembro que vendi bem.”

Manifestações pró-governo elegeram o cruzamento como parada obrigatória no trajeto.

Em um ato de apoio ao ministro Sergio Moro (Justiça), em junho, os participantes fizeram um minuto de silêncio na esquina, rezaram o pai-nosso e tocaram o hino nacional.

Nos arredores, é fácil achar quem tenha presenciado o ataque. Testemunhas contam que a reação inicial foi de dúvida: uns falavam em murro, outros gritavam que Adélio usara um soco-inglês para atingir Bolsonaro. Até suspeita de tiro foi cogitada. “Foi facada, foi facada”, concluíram.

Enquanto os simpatizantes tentavam entender o ocorrido, a arma do crime era guardada pelo dono da banca de frutas da esquina.

Luiz Perensin, 72, recebeu a faca das mãos de um homem, que a pegou no chão. Embrulhou a lâmina em uma sacola de plástico verde, das que usa para pôr maçãs e bananas, e a entregou à polícia. “Só sei que foi muita gente e que aqui virou uma confusão.”

O vendedor foi uma das primeiras pessoas que, por acaso, tiveram a vida transpassada pelo atentado cometido naquela tarde de quinta-feira, a 31 dias do primeiro turno.

Bolsonaro mantinha, àquela altura, a liderança nas pesquisas, com 22% das intenções de voto, segundo o Datafolha. No primeiro levantamento após o ataque, avançou para 24%, assumindo de vez a dianteira. Com uma orientação médica em mãos, ausentou-se de debates na TV e suspendeu a campanha de rua até se recuperar daquele atentado.

Adélio, o autor confesso, está trancafiado no presídio federal de Campo Grande (MS), de segurança máxima. Ex-filiado ao PSOL, disse que discordava das ideias do presidenciável e que agiu a mando de Deus. Declarado inimputável, foi absolvido em junho.

A Justiça considerou que ele não poderia responder pelo ato, por ter um transtorno mental, mas decidiu que deve ficar no presídio e se tratar. Adélio corre risco fora dali.

Bolsonaro, eleito com 55% dos votos no segundo turno (em Juiz de Fora, obteve 52% dos votos, superando o petista Fernando Haddad), manteve o assunto em evidência desde a vitória. A facada que quase o matou virou trunfo político.

O presidente e seus aliados ganharam, com a associação de Adélio ao PSOL, o combustível ideal para a retórica de contraposição à esquerda inflamada desde a campanha.

Sempre que pode, Bolsonaro se refere ao episódio. Em 31 de julho, sem motivação aparente, ele publicou em suas redes sociais um vídeo com imagens de sua transferência para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ficou internado por 23 dias em 2018.

“Devo minha vida a Deus. Obrigado a todos pelas orações e confiança! A missão de recuperar o Brasil é de todos nós”, escreveu. Nas imagens, ele é transportado em uma maca, de olhos fechados.

Dias depois, nova menção. Durante evento em Pelotas (RS), disse, com tom de voz grave: “Um cara filiado ao PSOL tentou tirar a minha vida. Agradeço a Deus por ele não ter conseguido esse intento”.

O filho Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) correu para postar essa declaração em seu perfil no Twitter. O vereador estava na equipe que acompanhava o candidato no dia da facada.

Muito apegado ao pai, ele ficou ao lado de Bolsonaro nas internações. Chorou em vários momentos, temendo o pior.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Mariquinha saraiva, vc não quis dizer o maior ladrão não??
    Acho que vc se confundiu quando disse o maior estadista.

  2. FACADA LEVARAM OS PETRALHAS QUE PERDERAM A "BOQUINHA" E AGORA VÃO TER QUE TRABALHAR,14 ANOS SO MAMANDO SEM…..A TETA ACABOU……..KKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. A verdade inconveniente – driblada pelos petralhas como o diabo foge da cruz – é que Bolsonaro só está na Presidência graças ao apetite insaciável do PT em roubar os cofres públicos.

  4. O cara tá preso e tem gente que não acredita, acham que todo o judiciário do Brasil está envolvido numa fake news, quando vai tirar a venda dos olhos, quando?

  5. Eu não acredito nesta facada. Eu acho mais facil e real acreditar em sasi perere e papai noel. Kkkkkk

    1. Melhor é acreditar piamente em Lula, bandido milionário que está preso.

    2. Pelo Sasi, Já se vê o nível do nível do alfabetizado pelo PT… Ou pode ser também o efeito da abstinência do pão com mortadela.

  6. FACADA FAKE
    kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Igual a bolinha de papel que jogaram em José Serra na campanha presidencial em que era o candidato do PSDB.

    1. maior facada o povo deu na esquerdalha, e vingou a trairagem feita por luladrão e sua quadrilha quando receberam do povo a chave do poder, pior que tentaram exterminar, e eles ainda ficam estribuchando.

    2. Dois emprenhados pelos ouvidos.
      Quer dizer que os médicos da santa casa de Juiz de Fora estão blefando?? O hospital atende pelo SUS vcs sabiam disso??
      E o renomado hospital de São Paulo, está mentindo também??
      Deixam de serem ridículos, para de dar ouvidos a esse bandido condenado em segunda ESTÂNCIA.
      Vão viver as tuas vida, vão trabalhar, é papel do preso, falar besteiras, daí acreditar nesse mal caráter é outra coisa.
      Vejam!
      O bandido do Lula foi preso nos dois regimes, tanto no Militar, quanto no democrático, por tanto, pau que nasce torto morre torto, não é questão de regime, é mal caráter mesmo, para de serem tolos e apaixonados por ladrões. Tá??

    3. E os Bolsominios procurando onde se apegar para minorar o sofrimento por terem como Presidente um asno imoral, burro, imbecil e ignorante. Bolsominios amam Lula, não ficam um minuto sem falar nele, dormem e acordam falando no maior estadista que o Brasil já teve, o Presidente Lula, ?

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Polícia

PMs tomam boca de fumo e vendem drogas no lugar dos traficantes no RJ

Uma das gravações feitas com autorização da Justiça para o inquérito da operação Calabar, que terminou com 66 PMs e 22 traficantes presos nesta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro, chocou os investigadores. Nela, é possível identificar PMs tomando uma boca de fumo dos traficantes e assumindo a venda de drogas. Ao todo, vinte mil escutas foram analisadas durante as investigações.

A gravação feita em abril do ano passado, na favela Parada 40, em São Gonçalo, indica que os policiais militares foram cobrar a propina, que estava atrasada, mas, quando chegaram a um ponto de venda de drogas, assumiram o lugar dos traficantes. E, fardados, passaram a vender maconha e cocaína.

Veja a conversa entre policiais, criminosos e um comprador

Traficante: “perdemos, perdemos”.

Policial: “deita, deita, deita, deita no chão. Deita no chão p… Pegou o pó?”

Policial 2: “não”.

Policial: “tá com ele, tá com ele, tá com ele. Vem, vem, vem, vem, Zequinha. Pode vim. Leva tudo, leva tudo.”

Comprador: não, não.

Policial: “p… Leva tudo, leva tudo, vai voltar?”

Comprador: “dá duas vinte (reais) então.”

Policial: “dois de vinte (reais), aí ó, pedrão. Vem que vem. Quanto você quer? Três. Três pó de cinco (reais) para o amigo aí. Vai lá, se adianta aí.”

Comprador: “desculpa, aí, valeu?”

Policial: suave. “Pode mandar vir que a boca tá vendendo a todo vapor.”

A investigação descobriu que o dinheiro era arrecadado toda semana por um intermediário, em pelo menos cinquenta das cem comunidades de São Gonçalo. O ministério público afirma que há uma estreita relação entre a propina paga aos policiais militares corruptos e o aumento dos crimes de roubo e latrocínio (roubo seguido de morte) na região.

Gazeta Online

Opinião dos leitores

  1. Já q não tem jeito, os drogados continuam comprando droga, os traficantes viram organização criminosa poderosa, o governo gasta fortunas pra combater esse mal, está bom que o governo estatize essas bocas de fumo, assim o governo e a população é quem vai ter lucro. Hehehe

  2. PM do Rio é podre. Dias desses uma milícia distribuiu panfletos em um condomínio com taxas de segurança a serem pagas pagas pelos condôminos. No panfleto tinha um parágrafo que isentava PMs e maiores de 65 anos do achaque. Será q tem PM no meio?

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Política

“O PSB não aceita muito a diversidade de pensamento”, diz deputado afastado por votar na Reforma da Previdência

Afastado pelo PSB de dez das doze comissões que participa na Câmara, o deputado federal Felipe Rigoni (PSB-ES) criticou a decisão tomada pela legenda nesta sexta-feira, em Brasília. Por 82 votos, o PSB tirou de Rigoni e outros oito deputados todas as prerrogativas do Parlamento e do Executivo por até um ano. Isso significa que eles terão de entregar cargos em governos, caso tenham. E perderão direito a votos na bancada da Câmara, além de ter de deixar as comissões quais foram indicados pela legenda a participar. Na mesma tarde, o diretório nacional expulsou Átila Lira (PI) da legenda por ser reincidente: contrariou o partido votando a favor da reforma trabalhista em 2017. Agora, Rigoni avalia se vai continuar filiado ao PSB.

Como o senhor recebeu essa punição do PSB?

O PSB conseguiu fazer a pior coisa que poderia fazer com os parlamentares porque pegou basicamente tudo que a gente fez ao longo do ano e por conta de uma decisão, um voto só, decidiu suspender a agente por um ano de quase todas as atividades que a gente pode fazer dentro do parlamento. Ou seja, está pegando tudo aquilo que eu construí no início do ano e não deixando fazer por até um ano. Além de ser decisão antidemocrática, mostra que o PSB não aceita muito a diversidade de pensamento.

O que o senhor pretende fazer para reverter essa decisão?

Não vejo muito espaço para recorrer dessa decisão dentro do partido. Agora, vou esperar um tempo para entender o que eu posso fazer porque para mim não dá para ficar um ano ou seis meses sem atividade parlamentar nas comissões. Sou relator de uma série de projetos importantes como caixa dois e também da PEC que trata das alterações do teto de gastos de regras fiscais. Para mim é inviável ficar sem atividade parlamentar nesse período.

O senhor se arrepende de ter votado a favor da reforma da Previdência?

De maneira nenhuma. Eu não votei na Previdência por uma questão política. Eu votei na Previdência porque estudei para caramba. Li o texto várias vezes. E percebi que a previdência que a gente votou e mais positiva que negativa. Ao contrário do Carlos Siqueira, que disse para mim, numa mesa de almoço que a gente não podia votar na Previdência porque não podia fazer esse governo dar certo.

O senhor pretende mudar sua postura no parlamento por causa dessa punição?

De jeito nenhum. Não faz sentido. Eu perderia toda a minha coerência.

O senhor vai continuar votando com suas convicções independentemente de próximas punições do partido?

Com certeza. Em vários momentos minhas convicções estão alinhadas às convicções do partido. Mas em outros momentos não é.

O senhor acha que ainda cabe nesse partido que te deixou de mãos atacadas no Parlamento?

Como vou continuo cabendo em um partido que por conta das minhas convicções quer me suspender? É uma decisão antidemocrática. Beleza, o partido tem de ter coerência? Tem de ser coerente. O partido tem de ser unido? Tem de ser unido. Se quiser tomar um direcionamento programático como parece que está querendo tomar, não adianta deixar nós parlamentares de mãos atadas. Tinha de expulsar, como vários pediram no fim das contas.

Época

Opinião dos leitores

  1. Conversa para boi dormir desse Deputado.Interessante os partidos do Governo votaram fechado.Ele acha isto democrático.Esta faltando óleo de peroba no mercado.

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Economia

Governo estuda projeto para reduzir salário de servidor

Ao mesmo tempo em que anunciou o Orçamento do ano que vem, o governo já busca alternativas para viabilizar o Orçamento de 2021 , preocupado com o estouro do teto dos gastos , cada vez mais pressionado pelo crescimento das despesas obrigatórias. Técnicos da equipe econômica adiantam que um conjunto de medidas está sendo analisado a fim de abrir margem nas contas públicas.

Entre as ações que estão sendo estudadas pelo time do ministro da Economia, Paulo Guedes, consta o envio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ao Congresso que prevê um gatilho para permitir a redução da jornada e o salário dos servidores. Será uma alternativa jurídica, uma vez que o julgamento sobre o tema no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso , mas a maioria dos ministros considerou a medida, prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em caso de excesso de gasto com pessoal, inconstitucional.

Mudança no Sistema S

Também está em estudo repassar para o Sistema S algumas empresas como a Embratur — que passaria a ser vinculada à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) —, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que seria vinculado à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e a Embrapa.

A medida pode liberar a União de despesas de R$ 4,3 bilhões. A Apex, cujo orçamento é de R$ 761 milhões, e a ABDI (orçamento de R$ 82,2 milhões) já recebem boa parte de seus recursos do Sistema S e apenas um complemento do Tesouro.

As medidas são um complemento a outras iniciativas em estudo que podem contribuir mais rapidamente para recompor as receitas em 2020. Entre elas está o fim da multa adicional de 10% do FGTS nas demissões sem justa causa. O montante é arrecadado pela Receita Federal, mas contabilizado como despesa no Orçamento da União por ser repassado ao Fundo.

Do lado da receitas, Paulo Guedes já tem pressionado os bancos públicos a antecipar o pagamento de dividendos à União. No conjunto (BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia), essas instituições vão gerar um ganho entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões.

A equipe econômica ainda está avaliando o instrumento legal que permitirá o repasse da estatal Embrapa e das autarquias Embratur e INPI para o Sistema S. Segundo técnicos, a alternativa terá necessariamente de ser aprovada pelo Congresso, o que não deverá ser um processo rápido.

A medida, porém, está em linha com a estratégia já anunciada publicamente por Guedes de “dar uma facada” no Sistema S .

As empresas que compõem o Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Sebrae e suas confederações) têm gestão privada, seus recursos são contribuições das empresas sobre a folha de pagamento e não passam pelo Orçamento da União. Para a equipe econômica, por ser um tipo de imposto “pago pela sociedade”, esse dinheiro deve ser considerado como de caráter público.

No ano passado, o sistema recebeu R$ 17 bilhões. As alíquotas variam entre 0,2% e 2,5%, dependendo do setor (indústria, comércio, agricultura, transporte, micro e e pequenas empresas).

O foco da equipe econômica é reduzir os gastos obrigatórios do governo e liberar mais espaço no Orçamento para gastos que o governo pode decidir, essencialmente investimentos. É o que Guedes chamou de “quebrar o piso” no Orçamento, no lugar de “furar” o teto de gastos.

No caso das estatais, as despesas deixariam de constar no Orçamento federal. Para este ano, a pressão vem da meta fiscal e da arrecadação fraca, que fizeram o governo contingenciar R$ 33 bilhões de despesas já previstas.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Corta em 30% no senado, no congresso , assembleias e câmaras de vereadores que resolve o problema do BRASIL.

  2. Tem algum projeto para reduzir os salarios dos políticos e diminuir o número deles? O maior câncer do brasil são eles e ainda tem u m bando de bestas brigando por essa corja nojenta.

    1. Se retirar metade dos assessores de cada político e eliminar pela metade o número deputados e senadores já seria uma grande economia.

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Política

Bolsonaro lamenta derrubada de veto a pena mais dura para fake news

O presidente Jair Bolsonaro lamentou hoje (31) a derrubada do seu veto, pelo Congresso Nacional, a penas mais duras para quem propaga notícias falsas, as chamadas fake news, nas eleições.

“[A derrubada] abriu a brecha pra todo mundo agora ser processado. Eu vetei, sou a maior vítima de fake news e não me preocupei com isso. A pessoa estravasa ali [na internet], não dou bola pra isso não, toca o barco. Agora qual o limite? Como vai saber se é fake news ou não? É para apavorar o povo”, disse ele ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã deste sábado.

O veto ocorreu em junho, quando a Lei 13.834/2019, que atualiza o Código Eleitoral, chegou à mesa do presidente da República.

Com a derrubada do veto, na última quarta-feira (28), a pena para quem divulgar notícias falsas com objetivo eleitoral é de dois a oito anos de reclusão. A pena só será aplicada quando estiver comprovado que o acusado sabia da inocência do alvo da notícia falsa propagada.

Em seu veto, Bolsonaro havia argumentado que a nova pena “viola o princípio da proporcionalidade entre o tipo penal descrito e a pena cominada”. O veto de Bolsonaro foi derrubado por 326 deputados e 48 senadores. “Um clique vai ser mais grave que um teco”, disse o presidente hoje, comparando com a pena para homicídio culposo. “Se matar alguém você pode ser condenado a pena menor do que dar um clique, às vezes de madrugada, reproduzindo uma matéria”.

Bolsonaro deixou o Alvorada, hoje, para acompanhar a terceira etapa do concurso de salto da Escola de Equitação da Polícia Militar do Distrito Federal, no Regimento de Polícia Montada, no Riacho Fundo. Depois, o presidente foi para um almoço no Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. CLARO, O REI DOS FAKES SÓ PODIA QUERER DEIXAR A COISA SOLTA, LIVRE, PRA CONTINUAR COM SUAS MENTIRAS, COMO DAS QUE FIZERAM ELE SE ELEGER SOB A CONIVÊNCIA E OMISSAO DO TSE. DAS QUAIS A MAIOR DELAS FOI A FACADA SEM SANGUE.

  2. Kkk esse falastrão ganhou a eleição em cima de fake ai vem com esse discurso, tu já está manjado, só engana sua boiada kkkk

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