Política

VAZA-JATO: Novos diálogos sugerem que Moro orientava ilegalmente ações da Lava Jato

As manifestações do último dia 30 tiveram como principal objetivo a defesa de Sergio Moro. Em Brasília, um enorme boneco de Super-Homem com o seu rosto foi inflado na frente do Congresso. Símbolo da Lava-Jato, que representa um marco na história da luta anticorrupção no país, o ex-juiz vem sofrendo sérios arranhões na imagem desde que os diálogos entre ele e membros da força-tarefa vieram a público revelando bastidores da operação. As conversas ocorridas no ambiente de um sistema de comunicação privada (o Telegram) e divulgadas pelo site The Intercept Brasil mostraram que, no papel de magistrado, Moro deixou de lado a imparcialidade e atuou ao lado da acusação. As revelações enfraqueceram a imagem de correção absoluta do atual ministro de Jair Bolsonaro e podem até anular sentenças.

No material que o Intercept diz ter recebido de uma fonte anônima, há quase 1 milhão de mensagens, totalizando um arquivo com mais de 30 000 páginas. Só uma pequena parte havia sido divulgada até agora — e ela foi suficiente para causar uma enorme polêmica. Em parceria com o site, VEJA realizou o mais completo mergulho já feito nesse conteúdo.

Foram analisadas pela reportagem 649 551 mensagens. Palavra por palavra, as comunicações examinadas pela equipe são verdadeiras e a apuração mostra que o caso é ainda mais grave. Moro cometeu, sim, irregularidades. Fora dos autos (e dentro do Telegram), o atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem. Além disso, revelam os diálogos, comportou-se como chefe do Ministério Público Federal, posição incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado.

Na privacidade dos chats, Moro revisou peças dos procuradores e até dava bronca neles. “O juiz deve aplicar a lei porque na terra quem manda é a lei. A justiça só existe no céu”, diz Eros Grau, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, falando em tese sobre o papel de um magistrado. “Quando o juiz perde a imparcialidade, deixa de ser juiz.”

Não seria um escândalo se um magistrado atuasse nas sombras alertando um advogado de que uma prova importante para a defesa de seu cliente havia ficado de fora dos autos? Pois isso aconteceu na Lava-Jato, só que em favor da acusação. Uma conversa de 28 de abril de 2016 mostra que Moro orientou os procuradores a tornar mais robusta uma peça. No diálogo, Deltan Dalla­gnol, chefe da força-tarefa em Curitiba, avisa à procuradora Laura Tessler que Moro o havia alertado sobre a falta de uma informação na denúncia de um réu — Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro que tinha contratos com a Petrobras para a construção de plataformas de petróleo, e um dos principais operadores de propina no esquema de corrupção da Petrobras. Skornicki tornou-se delator na Lava-­Jato e confessou que pagou propinas a vários funcionários da estatal, entre eles Eduardo Musa, mencionado por Dalla­gnol na conversa. “Laura no caso do Zwi, Moro disse que tem um depósito em favor do Musa e se for por lapso que não foi incluído ele disse que vai receber amanhã e da tempo. Só é bom avisar ele”, diz. (VEJA manteve os diálogos originais com eventuais erros de digitação e ortografia.) “Ih, vou ver”, responde a procuradora. No dia seguinte, o MPF incluiu um comprovante de depósito de 80 000 dólares feito por Skornicki a Musa. Moro aceita a denúncia minutos depois do aditamento e, na sua decisão, menciona o documento que havia pedido. Ou seja: ele claramente ajudou um dos lados do processo a fortalecer sua posição.

Em sua defesa após o estouro do escândalo das mensagens, o ministro vem repetindo que atendia tanto os encarregados da acusação quanto os da defesa no dia a dia e tinha conversas com eles, nenhuma delas imprópria, na sua visão. De fato, está na rotina de um juiz receber as partes envolvidas no processo, mas de maneira oficial, sempre com registro, e não por meio de um sistema privado de comunicação. A posição do ex-juiz fica ainda mais difícil de defender diante dos dados analisados pela parceria VEJA/The Intercept. Não eram conversas protocolares entre juiz e Ministério Público. Do conjunto, o que se depreende, além de uma intimidade excessiva entre a magistratura e a acusação, é uma evidente parceria na defesa de uma causa. Os exemplos mais robustos vêm das conversas entre Moro e Dalla­gnol. Em 2 de fevereiro de 2016, por exemplo, o juiz escreve a ele: “A odebrecht peticionou com aquela questao. Vou abrir prazo de tres dias para vcs se manifestarem”. Dalla­gnol agradece o aviso. Moro se refere ao questionamento da Odebrecht à Justiça da Suíça a respeito do compartilhamento de dados, incluindo extratos bancários, da empresa naquele país. Grosso modo, a empreiteira tentou impedir que o Ministério Público suíço enviasse dados à força-tarefa. Preocupado com a história, Moro pede notícias a Dalla­gnol no dia 3. “Quando sera a manifestação do mpf?”, pergunta. “Estou redigindo, mas quero fazer bem feita, para já subsidiar os HCs que virão. Imagino que amanhã, no fim da tarde”, responde o procurador. No dia seguinte, Dalla­gnol informa a Moro que a peça estava quase pronta, mas dependia ainda da revisão de colegas. “Protocolamos amanha, salvo se for importante que seja hoje. Posso mandar, se preferir, versão atual por aqui, para facilitar preparo de decisão”, escreve. Moro tranquiliza Dalla­gnol: “Pode ser amanha”. No dia 5, prazo final, por volta das 15 horas, Dalla­gnol manda pelo Telegram ao juiz a peça “quase pronta”. A situação é completamente irregular. Em vez de se comunicarem de forma transparente pelos autos, juiz e procurador usam o Telegram. Como se não bastasse, o chefe da força-­tarefa ainda envia a Moro uma versão inacabada do trabalho para que o juiz possa adiantar a sentença.

Dentro da relação estabelecida pela dupla, chama atenção também o momento em que Dalla­gnol dá dicas ao “chefe” sobre argumentos para garantir uma prisão. Isso aconteceu em 17 de dezembro de 2015, quando Moro informa que precisa de manifestação do MPF no pedido de revogação da prisão preventiva de José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo de Lula. “Ate amanhã meio dia”, escreve. Dalla­gnol garante que a ação será feita e acrescenta: “Seguem algumas decisões boas para mencionar quando precisar prender alguém…”. À luz do direito, é tão constrangedor quanto se Cristiano Zanin Martins fosse flagrado passando a Moro argumentos para embasar um habeas­-corpus a favor de Lula.

Mesmo entre parceiros com bastante afinidade há momentos de tensão (e que precisam ser resolvidos com uma conversa ao vivo). Em um deles, ocorrido em um chat de 17 de novembro de 2015, Moro dá um puxão de orelha em Dalla­gnol. O juiz reclama de que está difícil entender os motivos pelos quais o MPF recorreu da sentença aplicada aos delatores Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, Pedro José Barusco Filho, Mário Frederico Mendonça Góes e Júlio Gerin de Almeida Camargo. Dalla­gnol tenta se justificar, sem sucesso. “O mp está recorrendo da fundamentação, sem qualquer efeeito pratico”, critica o juiz. “Na minha opinião estao provocando confusão.” Para Moro, o efeito prático do recurso apresentado pelo MPF será “jogar para as calendas a existência execução das penas dos colaboradores”, ou seja, postergará o início do cumprimento da pena aplicada aos delatores citados. Mais uma vez, tudo fora dos autos. Dalla­gnol, resignado, pede um encontro com Moro para a manhã do dia seguinte: “25m seriam suficiente (sic)”.

Peças fundamentais na Lava-­Jato, as delações exigem também que o juiz se comporte de forma imparcial e somente após as negociações, conduzidas pelo MPF, pois ao fim do processo caberá a ele decidir se aceita ou não a oferta. Nesse capítulo, Moro cruzou igualmente a linha, a exemplo do caso do ex-deputado Eduardo Cunha. Na noite de 12 de junho de 2017, Ronaldo Queiroz, procurador da força-tarefa da Lava-Jato na PGR, cria um grupo no Telegram com Dalla­gnol para avisar que foi procurado pelo advogado de Cunha para iniciar uma negociação de delação premiada. Queiroz afirma que as revelações poderiam ser de interesse dos procuradores de Curitiba, Rio de Janeiro e Natal, onde corriam ações relacionadas ao político. Após membros do Rio de Janeiro serem incluídos no grupo, Queiroz posta uma mensagem que dá uma ideia de sua visão de mundo sobre a quantidade de honestos na Justiça e na política (uma visão de mundo compartilhada por muitos de seus colegas da Lava-Jato). Queiroz afirma esperar que Cunha entregue no Rio de Janeiro, pelo menos, um terço do Ministério Público estadual, 95% dos juízes do Tribunal da Justiça, 99% do Tribunal de Contas e 100% da Assem­bleia Legislativa.

No dia 5 de julho, durante o período da tarde, os procuradores concordam em marcar uma reunião com o advogado Délio Lins e Silva Júnior para a terça-­feira seguinte (11 de julho). Naquele mesmo dia, às 23h11, em uma conversa privada, Moro questiona Dalla­gnol sobre rumores de uma delação de Cunha. “Espero que não procedam”, diz. Dalla­gnol afirma que tudo não passa de rumores. Ele confirma ao juiz que está programado apenas um encontro com o advogado para que os procuradores tomem conhecimento dos anexos. “Acontecerá na próxima terça. estaremos presentes e acompanharemos tudo. Sempre que quiser, vou te colocando a par”, afirma. Moro, então, reitera seu posicionamento. “Agradeço se me manter (sic) informado. Sou contra, como sabe.” Detalhe: isso sem saber o conteúdo.

Como a proposta de delação atingia políticos com foro privilegiado, a palavra final para assinar um acordo de delação com Cunha passou para a PGR. A homologação competia ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava­-Jato no STF. O ex-deputado corria na época para fechar um acordo antes de o doleiro Lúcio Bolonha Funaro assinar os termos de sua delação. Os procuradores envolvidos nas negociações diziam que a dupla falava sobre os mesmos temas, o que tornaria desnecessária a aprovação das duas colaborações. No dia 28 de julho, já com os anexos de Cunha em mãos, Ronaldo Queiroz diz que a ideia é analisá-­los em conjunto com os colegas para tomar uma decisão sobre aceitar ou rejeitar a delação. Em 30 de julho, Queiroz diz que o material é fraco. No dia seguinte, uma mensagem do procurador Orlando SP, provavelmente Orlando Martello Júnior, traz o posicionamento de Curitiba — o mesmo de Moro: “Achamos que o acordo deve ser negado de imediato”.

O papel de líder da Lava-Jato em Curitiba é exercido em diversas oportunidades pelo ex-juiz. Em mais de uma ocasião, Moro aparece nos chats do Telegram interferindo na agenda dos procuradores da força-tarefa, outra atitude que gera a suspeição de qualquer magistrado. Em 7 de julho de 2015, por exemplo, um membro da força-tarefa, que a reportagem de VEJA identificou ser o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, escreve o seguinte: “Igor. O Russo (Moro) sugeriu a operação do professor para a semana do dia 20”. Igor (o delegado da Polícia Federal Igor Romário) responde: “Opa… beleza… Vou começar a me organizar”. De acordo com a apuração da revista, o “professor” era o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, da Eletronuclear. Ele acabou sendo preso no dia 28. Em outro episódio, Moro não apenas sugere uma data para a operação como também já fala em receber a denúncia. O caso em questão aparece em um diálogo ocorrido em 13 de outubro de 2015. Nele, o procurador Paulo Galvão, o PG, alerta Roberson Pozzobon, seu colega da força-­tarefa, sobre uma orientação do juiz. “Estava lembrando aqui que uma operação tem que sair no máximo até por volta de 13/11, em razão do recesso e do pedido do russo (Moro) para que a denúncia não saia na última semana”, escreve PG. “Após isso, vai ficar muito apertado para denunciar.” Pozzobon concorda com PG e acrescenta: “uma grande operação por volta desta data seria o ideal. Ainda é próximo da proclamação da república. rsrs”.

A partir de um levantamento das operações ocorridas em novembro e das denúncias oferecidas em dezembro de 2015, chega-se à conclusão de que o diálogo trata da Operação Passe Livre, que prendeu José Carlos Bumlai. Ele atuou como laranja do PT, intermediando um empréstimo de 12 milhões de reais do Banco Schahin ao partido em 2004. O pedido de Moro comentado na conversa entre PG e Pozzobon acabou cumprido à risca. Bumlai foi preso em 24 de novembro e denunciado em 14 de dezembro — na última semana antes do recesso da Justiça Federal do Paraná. No dia seguinte, Moro recebeu a denúncia, a tempo de impedir que os crimes prescrevessem no fim de 2015.

Dentro de uma visão simplista, a estratégia parece um golpe de mestre do juiz para não deixar um bandido escapar da Justiça. Mas o argumento de que os fins justificam os meios não pode prosperar numa sociedade desenvolvida. Tal postura de Moro viola o devido processo legal, pondo em risco o estado de direito. “Nesse caso, a sociedade pode aplaudir o juiz, por acreditar que ele está tentando ser justo. Mas ele está infringindo as leis do processo, que o impedem de imiscuir-se em uma das partes e colaborar com ela, e é uma das garantias para que todos sejam julgados da mesma forma”, afirma um juiz, que pediu para não ser identificado. “Imagine que todos os magistrados atuem da mesma forma, infringindo uma regra aqui e outra ali para alcançar seus objetivos. Um pode se aliar à defesa para soltar um criminoso; outro pode se aliar à acusação para perseguir um inimigo e, aí, o céu é o limite”, conclui.

Uma das obsessões de Moro envolvia manter os casos da Lava-Jato em seu poder em Curitiba, a exemplo dos processos de Lula do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. Nesse esforço, o magistrado mentiu a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ou, na hipótese mais benigna, ocultou dele uma prova importante, conforme mostra um dos diálogos. A conversa em questão se refere ao caso de Flávio David Barra, preso em 28 de julho de 2015, quando presidia a AG Energia, do grupo Andrade Gutierrez. Sua detenção ocorreu na Operação Radioatividade, relacionada a pagamentos de propina feitos por empreiteiras, entre elas a Andrade Gutierrez, a Othon Luiz Pinheiro da Silva, da Eletronuclear, responsável pela construção da usina nuclear Angra 3. Em 25 de agosto, a defesa de Barra pede ao ministro do STF Teori Zavascki a suspensão do processo tocado pela 13ª Vara de Curitiba, alegando que Moro não tinha competência para julgar o caso por haver indício de envolvimento de parlamentares, entre eles o então senador Edison Lobão (MDB-MA).

Diante da reclamação, Zavascki cobra explicações de Moro, que diz não saber nada sobre o envolvimento de parlamentares. Mesmo assim, com base nas informações da defesa, o ministro do STF suspende em 2 de outubro as investigações, o que força o então juiz a remeter o caso de Curitiba para Brasília três dias depois. Seu comportamento perante Zavascki foi impróprio, como evidencia um diálogo registrado no Telegram dezoito dias depois entre o procurador Athayde Ribeiro Costa e a delegada Erika Marena, da Polícia Federal. Costa diz precisar com urgência de uma “planilha/agenda” apreendida com Barra que descreve pagamentos a diversos políticos. Marena responde que, por orientação de “russo” (Moro), não tinha tido pressa em “eprocar” a planilha (tradução: protocolar o documento no sistema eletrônico da Justiça). “Acabei esquecendo de eprocar”, disse. “Vou fazer isso logo”, completa.

Na pior das hipóteses, Moro já sabia da existência da planilha quando foi inquirido por Zavascki e mentiu ao ministro. Em um segundo possível cenário, igualmente comprometedor, Moro teria tomado conhecimento da planilha depois da inquirição de Zavascki e pediu à delegada para “não ter pressa” em protocolar o documento. Tudo indica que a manobra tinha como objetivo manter o caso em Curitiba. “Um juiz não pode ocultar provas, e, se o diálogo tiver a autenticidade comprovada, estamos diante de uma conduta bastante problemática”, afirma o advogado Gustavo Badaró, professor de processo penal da USP, que analisou a pedido de VEJA o episódio. Na primeira leva de mensagens divulgadas pelo Intercept no mês passado, Moro já aparecia reclamando de um delegado da PF que havia incluído rápido demais todos os elementos da investigação no sistema eletrônico, o que obrigaria o juiz a enviar parte do processo ao STF.

A relação entre Moro e Dalla­gnol era tão próxima que abre espaço para que eles comemorem nas conversas o sucesso de algumas etapas da Lava­-Jato, como se fossem companheiros de trabalho festejando metas alcançadas. Em 14 de dezembro de 2016, Dallagnol escreve ao parceiro para contar que a denúncia de Lula seria protocolada em breve, enquanto a de Sérgio Cabral já seria registrada no dia seguinte (o que de fato ocorreu). Moro responde com um emoticon de felicidade, ao lado da frase: “ um bom dia afinal”. A proximidade rendeu ainda lances curiosos. Em 9 de julho de 2015, Dallagnol saúda o colega: “bem vindo ao telegram!!”. Cinco meses depois, dá dicas ao juiz de como usar o programa no desktop, enviando no chat um link para o download. “Se puder me mandar no e-mail, agradeço. O tico e o teco da informática aqui não são muito espertos”, responde Moro. Em março de 2017, Dallagnol escreve ao juiz para tirar uma dúvida: ele assina o primeiro nome com ou sem acento? O motivo é que o procurador estava revisando um livro sobre Moro. “Não uso normalmente o acento”, responde o juiz. Em julho de 2018, Dallagnol atua como assessor de imprensa, perguntando a Eduardo El Hage, um colega do Ministério Público Federal no Rio, detalhes de um pedido de participação de Moro em um programa do canal fechado HBO: “Eles contataram o Moro aqui e ele queria ter o contexto e informações que possam ser úteis pra ele decidir se atende”. Em um dos períodos mais tensos da operação, o que se seguiu à ação do juiz que torna público o famoso trecho do grampo telefônico em que Dilma Rousseff envia o “Bessias” para entregar a Lula o termo de posse em seu ministério, Dallagnol combina em um dos chats com procuradores uma nota de apoio a Moro e repassa ao grupo uma sugestão do próprio juiz para o texto. Na mesma época, Moro também recebe um afago e conselho de um interlocutor no Telegram (tudo indica, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima). “O movimento seria nas sombras, como você mesmo disse”, escreve, referindo-se ao convite de Dilma para Lula. “O seu capital junto à população vai proteger durante um tempo. As coisas se transformam muito rápido.”

As conversas entre membros do Ministério Público Federal assumem várias vezes o tom de arquibancada, com os membros da força-tarefa vibrando e torcendo a cada lance da batalha contra os inimigos. Em 13 de julho de 2015, Dallagnol sai exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comenta com os colegas de MPF: “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”. A preocupação da força-tarefa com a comunicação para a opinião pública era constante. Em 7 de maio de 2016, Moro comenta com Dalla­gnol que havia sido procurado pelo apresentador Fausto Silva. Segundo o relato do juiz, o apresentador o cumprimentou pelo trabalho na Lava-Jato, mas deu um conselho: “Ele disse que vcs nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. Disse que transmitiria o recado. Conselho de quem está a (sic) 28/anos na TV. Pensem nisso”. Procurado por VEJA, Fausto Silva confirmou o encontro e o teor da conversa entre ele e Moro.

Curiosidades dos bastidores à parte, o que vai definir mesmo o destino de Moro à luz das revelações dos chats são os trechos nos quais fica evidente seu papel duplo de juiz e assistente de acusação. A Lava-Jato foi assumidamente inspirada na Mani Pulite, a Mãos Limpas da Itália, que desbaratou um gigantesco esquema de corrupção na década de 90, resultando em 2 993 mandados de prisão nos dois primeiros anos de operação. No caso do sistema de Justiça do país europeu há a figura do magistrado que trabalha no Ministério Público — mas ele não atua nos julgamentos. A melhor explicação para o comportamento irregular do atual ministro é que ele tenha se inspirado nessa figura para pautar suas ações na Lava-Jato. “O Moro confundiu totalmente os papéis”, afirma o jurista Wálter Fanganiello Maiero­vitch. “O magistrado que investiga nunca é o que julga, nem na Itália nem em nenhuma outra democracia do planeta.”

No Brasil, o papel duplo do juiz viola o artigo 254 do Código de Processo Penal, que proíbe que o magistrado aconselhe uma das partes ou tenha interesse em favor da acusação ou da defesa. Essa atuação pode, de fato, provocar a revisão de atos de Moro. No caso da condenação de Lula, por exemplo, o STF adiou a discussão para agosto. Será uma decisão complexa e delicada para a Suprema Corte. Ali, mesmo que alguns ministros já tenham criticado excessos da Lava-Jato, é difícil qualquer prognóstico. Um dado, porém, é certo. Fiscalizar o que Moro fez enquanto juiz não significa pôr em risco os avanços contra a corrupção no Brasil, como sugerem as manifestações recentes nas ruas das cidades do país. A sociedade brasileira não vai abrir mão do processo que resultou, pela primeira vez na história, na prisão de políticos e empresários poderosos.

Embora as conversas mostrem que Moro cometeu infrações, os crimes punidos ao longo da Lava-Jato gozam de vasta coleção de provas materiais e orais. A maioria esmagadora das sentenças, aliás, acabou confirmada em outras instâncias da Justiça. Graças ao esforço dos procuradores de Curitiba, descobriu-se também o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, desenvolvido exclusivamente para administrar o pagamento de propinas efetuado pela empresa no Brasil e no exterior. O resultado prático e sua importância são incontestes. Diversos políticos que se locupletaram nos últimos anos ainda estão presos. Entre eles, Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha… O próprio Lula, mesmo que a suspeição de Moro seja confirmada, pode permanecer preso. Ele já foi condenado em primeira instância pelo sítio em Atibaia, sentença proferida pela juíza Gabriela Hardt, e o caso aguarda apenas a decisão do TRF4 (provavelmente favorável à sua condenação). Portanto, não se trata aqui de uma defesa do Lula Livre nem de estar contra a Lava-Jato. Mas, sim, do direito inexorável que todos os cidadãos têm de um julgamento justo.

Na terça 2, Moro (que, por sinal, não faz mais parte da Lava-Jato) ficou sete horas no Congresso respondendo a parlamentares sobre o caso. Repetiu o que tem dito nas últimas semanas: os diálogos divulgados foram fruto de um roubo, podem ter sido editados e, mesmo verdadeiros, não apontam nenhum tipo de desvio. A cada nova revelação, fica mais difícil sustentar esse discurso. Na sentença em que condenou Lula, o ex­-juiz anotou que “não importa quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você”. A frase cabe agora perfeitamente em sua situação atual. Levado ao Ministério da Justiça para funcionar como uma espécie de esteio moral da gestão Bolsonaro, ele ainda goza de grande popularidade, mas hoje depende do apoio do presidente para se manter no cargo. Independentemente do seu destino, o caso dos diálogos vazados representa uma oportunidade para que o país discuta os excessos da Justiça e o fortalecimento dos direitos do cidadão. Um país onde as instituições funcionam não precisa de nenhum Super-Homem.

VEJA

Opinião dos leitores

  1. O interessante é que se vc está dialogando com alguém, geralmente as conversas são praticamente no mesmo tempo , observe que tem diferenças de respostas com mais de 4 hrs de intervalo , aí da para desconfiar que realmente são montagens , é muito fácil deduzir que são frases adaptadas nem precisa ser perito para ver á mutreta

  2. Moro não é e nunca foi herói! Heróis só existem nas estórias em quadrinhos e nos filmes. O povo é que não tem o que fazer e ficam sendo bestas nas ruas, fazendo manifestações sem sentido, que não servem para nada!
    A conduta de Moro é reprovável sim, agiu de maneira desvirtuada, cometeu vários equívocos e usou isso em nome da justiça ou foi em seu benefício? Demonstrou ser um juíz que não acretiva na justiça e no devido processo legal, não respeitou a lei, a moral e a ética. E se fosse vc o réu? Gostaria de ser julgado por um juíz desses? Deus me livre! Ainda bem que esse já era.

    1. Vou ter o prazer de assistir ao desMOROnamento comendo pipoca Bokus!

      #SomosTodosMoroNaCadeia

  3. Eu quero saber se ele roubou ? Se não roubou e prendeu ladrão, ele tá mais de que certo, se roubou tem que pagar pelo erro. É minha opinião.

    1. Não se trata de roubo, "roubar" não é bem a palavra. Acontece que ele como homem representante da lei e da justiça não foi nem um pouco justo, não agiu com a descência de um magistrado. Poderia ter feito tudo que fez de uma forma honesta e correta, não precisava jogar seu nome na lama, mas a sua vaidade falou mais alto, foi ganancioso e inescrupoloso, ou seja, ficou no mesmo patamar das pessoas que condenou, pois seus atos também são dignos de reprovação. Sabe aquele ditado que diz "roubou mais fez", é a mesma coisa de dizer "errou mais fez". Felizmente a justiça de Deus chegou para ele!

  4. Não se trata de soltar todo mundo. cada caso é um caso.
    Mas a verdade foi que o Juiz Moro conduziu a trama macabra para completar etapa do Golpe da derrubada da Ex-Presidenta Dilma Roussef.
    O Juiz Moro atuou no processo da Lava Jato que envolveu o Ex-Presidente Lula pra interferir, viciar, fraudar, inviabilizar, raptar, roubar a democracia, onde o poder emana do povo.

    1. Peia nesses safados todos. Começando por luladrao, o resto vem no bolo. Kkkkkk

  5. Pra que tanta histeria???? Tenham calma BolsoGADOminions, ainda não foi divulgado nenhum aúdio e vcs já estão todos ouriçados, vem muito mais bombas por aí, "RELAXEM E GOZEM" … KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  6. Dois amigos de trabalho combinando a melhor maneira de pegar os corruptos! simples assim!

    1. Código de Processo Penal

      Art. 254. O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes:

      I – se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles;

      II – se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia;

      III – se ele, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo, ou afim, até o terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;

      IV – SE TIVER ACONSELHADO QUALQUER DAS PARTES;

      V – se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes;

      Vl – se for sócio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo.

      O resto é mimimi!

  7. Lula LIVRE, cadeia para esses dois BANDIDOS, inclusive BOLSONARO QUE FOI FAVORECIDO. O BRASIL ESTA DESCENDO A LADEIRA

  8. Lembro aos defensores de todos os lados que está em jogo o estado democrático de direto, ou seja, submissão a lei e não a vontade dos agentes. Amanhã a vítima pode ser você! Não há justificativa se um criminoso pratica um crime, quem vai investigar e julgar tambem assim proceda, violando a lei e praticando crimes! Igualmente criminosos. No Rn se tem notícia desses conluios!

  9. IntercPT e Telegram são duas ferramentas a serviço da desconstrução legal com CREDIBILIDADE ZERO!
    É o grito dos desesperados querendo que a ilegalidade seja maior que a verdade.
    Eles manipulam, distorcem e publicam um contexto longe da realidade, tudo devidamente fraudado!
    Como esse produtores de terrorismo ainda estão soltos? Só no Brasil essa situação acontece, uma vergonha!
    Juntar toda essa manipulação com apoio das mídias que trabalham pelo pior no Brasil é um dos mais deprimentes serviços desnecessários prestados a um país de cabeça para baixo, um país que elege corrupto e faz o impossível para manter a impunidade parlamentar através do foro privilegiado.
    O Brasil precisa de muita mudança positiva para ter o mínimo de ordem e voltar ao progresso depois de passar quase 20 anos em desconstrução legal, moral, ética e social

  10. As pessoas que ainda não acreditam que Moro é bandido são as mesmas que acreditam que Ustra é herói, por isso certa dificuldade para alguns em aceitar a verdade. Mas qdo a poeira baixa a história não esquece: Moro bandido…e digo isso de certa forma decepcionado…pois no início tratava ele como jurista diferenciado…mas hoje tá difícil engolir essa….lamentável Moro por tudo isso.

  11. Os esquerdistas gozam com esse tipo de matéria fake…. trabalho que é bom tá em falta….

    1. Vc nem leu. A casa caiu. Moro Sérgio é o maior corrupto que esse país já viu.

    2. Faustão (que também foi flagrado nas interceptações) confirmou a autenticidade das mensagens.

  12. Ilegal é roubar o dinheiro que ia pra saúde, educação, segurança e depois dizer que é inocente….. Quantas pessoas morreram por conta dessa corrupção???

  13. Os corruptos faram de tudo pra derrubar a lava jato, querem a liberdade a qualquer custo, Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Henrique, e cia

  14. Depois que ele confirmou que algumas conversas foram alteradas, saber o que foi e o que não foi manipulado, agora fica um pouco mais difícil acreditar em um criminoso. Kkkkkk

  15. ESSAS MENSAGENS PERDERAM A CREDIBILIDADE ,POIS SÃO EDITAS, NAÕ SÃO DIVULGADAS DE ACORDO COM AS ORIGINAIS , POIS O PROPIO SUPOSTO JORNALISTA , FALOU QUE SO SÃO DIVULGADAS QUANDO TIVEREM JORNALISTICAMENTE PRONTAS, ELE PROPIO DISSE QUE AS CONTRADIÇÕES DAS MENSAGENS ANTERIORES FORAM UM ERRO DE EDIÇÃO , E AGORA APRESENTAM UM TÃO DE RUSSO , QUE CONCLUIRAM SER O SERGIO MORO, E PERSONAGENS NÃO IDENDIFICADOS,E ATE DEDUZIU QUE UM DESSES PERSONAGEM SERIA UM DOS PROCURADORES, MUDARAM ATE O JEITO DE DIVULGAR AS SUPOSTAS MENSAGENS.

    1. Pede para eles entregarem os celulares que vc tira a dúvida.

  16. Não vejo aqui ninguém falar de corrupção! Tem gente graúda pagando estes hackers para fuçar o celular do moro pq estão morrendo de medo de ir para detrás das grades. Essa é a verdadeira versão.

  17. Tragam outro Pulitzer pra esse corajoso jornalista!!!

    Aos bolsominions de mimimi, quando estiverem com problemas na justiça desejo um juiz como o Moro, que trabalhe com a outra parte pra ferrar sua vida

  18. Ótima reportagem.
    Parabéns ao Glenn, já merece outro Pulitzer!!!

    Aos que estão com mimimi desejo que quando estiverem com problemas na justiça, o juiz seja tão parcial quanto Moro e trabalhe junto com a outra parte pra ferrar sua vida

    1. Bem, quem ferrou com a minha, a sua e a fo Brasil foi o lulinha, aquele que de 9 dedos, vc precisa de ajuda para entender as coisas, quer que desenhe?

  19. Reproduzir matérias da Veja e Folha de São Paulo é loucura, uma vez que essas empresas não tem a menor credibilidade. Continuarão por quanto tempo soltando esses traques? Aliás, ainda estão analisando o conteúdo manipulado do “jornalista” americano? É aquele que editou o nome nos diálogos? Kkkkkkkkkkkkk.
    “O Lulalau ta preso babacas”! Vai continuar lá por muito tempo! Engulam o choro e aceitem que dói menos!

    1. Raimundo, se Lula não é inocente temos dois bandidos ao invés de só um. Entendeu? Põe os dois na mesma cela.

    2. As interceptações não atestam a incocência de Lula, mas sim que seu julgamento foi viciado. Que se anule tudo, coloquem o paciente em liberdade e se comece do zero um novo julgamento justo e imparcial. Assim é o Estado Democrático de Direito.

    3. No caso, não há dois bandidos, apenas um, o barbudo. E outra, mesmo que fossem dois, o que não é o caso, o Moro tem direito a cela especial, já o nove dedos, não, então, nada de ficarem na mesma cela, ok? KKKKKKKKKKKKKKKKK

    4. Aonde estamos né Vitor? o juiz em nenhum momento deixa de defender o país da ação maléfica dos ladrões, em nenhum momento ele fala em plantar falsas prova, somente trata como defensor da sociedade e do dinheiro público, e hoje tentam recriminar isso. Talvez fosse melhor não ter defendido a sociedade, e sim, ajudar a camuflar provas, escamotear a verdade, deixasse os bandidos saquearem o país. Só assim, era como a justiça funcionava e não existia essa orquestração para destruir heróis, era uma legalização do ilegal, e todos eram felizes.

    5. Depois de ver todas essas conversas "editadas" vazadas por uma operação de interceptação ilegal paga com dinheiro de corrupção, eu acho que tem mesmo é que soltar TODO mundo que foi condenado ou responde o processo do maior esquema de corrupção do mundo, acabar com o processo dos 155 condenados, mais de 12 bilhões que foram recuperados pela operação e, por fim, sair indenizando com nosso dinheirinho as dezenas de "inocentes" acusados por Moro: Lula, Dilma, Temer, Cunha, Aécio, Henrique Alves e todas as demais "almas mais honestas" deste nosso mundo". Quem topa fazer uma manifestação pra soltar e inocentar todo mundo? Mas tem que ser todo mundo, não vale pedir pra soltar só o líder da quadrilha que só tem 9 dedos não tá!

    6. Rêgo, papel de juiz não é ser defensor da sociedade não. Esse papel cabe ao MP, o fiscal da lei e do interesse público, você tá confundido os papéis, talvez por falta de formação e educação jurídica. Diversos processos da Lava Jato serão anulados e reiniciados, o que abre brecha para a impunidade via prescrição dos processos. QUando os culpados ficarem livres, os culpados dessa lambanca serão os justiceiros Deltan e Moro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Suspeito de matar tenente da PM é preso

Um dos suspeitos de ter matado o PM da reserva Plínio Sales foi preso na tarde desta quinta-feira (4). João Paulo Dantas de Brito Rocha, de 21 anos, é apontado como o homem que efetuou os disparos contra o 1º subtenente da reserva na quarta-feira (3), segundo as primeiras investigações.

O suspeito foi capturado em sua casa no bairro Golandim, na cidade de São Gonçalo do Amarante por policiais civis e militares. As testemunhas que estavam dentro do carro quando o oficial foi abordado pelos assaltantes reconheceram João Paulo Dantas.

De acordo com a polícia, ele confessou ter participado do crime em depoimento às equipes de investigação. Ainda segundo os agentes, nos últimos anos, João Paulo perdeu três irmãos, que morreram em disputa pelo comando do tráfico de drogas em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

OP 9

Opinião dos leitores

  1. Homi dêem o exemplo. Esse cara e mais 30 deveriam ir fazer uma visitinha a Satanás por cada agente público abatido por essa corja de marginais. Ninguém aguenta mais a situação de impunidade e do domínio da criminalidade. Pior ainda vão pra audiência de custódia e é bem capaz de serem soltos para responder em liberdade como em Manaus. PRA CADA AGENTE PUBLICO EXECUTADO 30 DEVERIAM TER O MESMO DESTINO. AI IRIAM PENSAR DUAS VEZES ANTES DE ASSASSINAREM PESSOAS DE BEM COMO SE FOSSEM DESCARTÁVEIS. INDIGNADO COM ESSA SITUAÇÃO

    1. Exatamente Flávio, aí não fazem isso, aí quando for amanhã ou DEPOIS vão estar todos juntos novamente chorando mais um policial assassinado por esses bandidos. Se não querem se corrigir no amor vai ter que ser na dor.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Para ministros do STF, carta de Léo Pinheiro não prova que Moro foi imparcial

A carta em que Léo Pinheiro reafirma acusações que fez a Lula no caso do tríplex teve efeito nulo sobre magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal). A corte deve julgar no segundo semestre se Moro foi ou não parcial ao conduzir o processo e condenar o ex-presidente.

“Na oportunidade, esclareci que o apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era o seu real proprietário e as reformas executadas foram realizadas seguindo suas orientações e de seus familiares. O ex-presidente e sua família foram ao tríplex e solicitaram reformas como a construção de um quarto, mudanças na área da piscina etc. Tudo devidamente testemunhado por funcionários da empresa que acompanharam a visita e prestaram testemunhos sobre isso.” – Reprodução

VAZIO

Para ministros que analisam o tema, a carta reforça, mas não traz novidades ao que já havia sido dito por Pinheiro sobre Lula em depoimento judicial nem prova que Moro foi imparcial. Ele nem sequer é citado no texto.

É VERDADE

Na correspondência, Pinheiro diz que não sofreu pressão de procuradores da Lava Jato para incriminar o ex-presidente. “Não menti nem fui coagido”, afirma.

TRAJETO

Pinheiro, no início da Lava Jato, optou por permanecer em silêncio e nada falou sobre Lula. Depois de condenado, ele começou a negociar delação premiada. Num depoimento a Moro, afirmou que a reforma do tríplex atribuído ao petista foi paga com recursos de propina de contratos da OAS com a Petrobras.

TRAJETO 2

A defesa de Lula sustenta que ele foi pressionado e mudou repentinamente a versão, envolvendo o ex-presidente para obter benefícios judiciais. Pinheiro diz que suas declarações foram espontâneas.

 

“Estou preso há 3 anos e 7 meses, por ter praticado crimes que fui responsável. Chegou o momento de falar um pouco sobre o noticiário a meu respeito. A matéria veiculada nesta Folha de S.Paulo, sob o título ‘Lava a Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula’, no último domingo, dia 30 de junho de 2019, necessita de alguns esclarecimentos, todos eles amparados em provas e fatos.” Reprodução

Folha

 

 

Opinião dos leitores

  1. Ministros do STF julgando Moro? Realmente não falta mais nada suas excelências executarem. Uma verdadeira vergonha para todos nós que pagamos impostos e combatemos a corrupção que impera no serviço público brasileiro. Deveriam interpelar os PETRALHAS que roubaram trilhões de reais do país,mas o que fazem? Mandam soltar o paciente. Já estou impaciente com tanta esculhambação aonde os homens de bem são julgados na fogueira da inquisição por combaterem os marginais do colarinho branco,OS PODEROSOS!!!!

  2. Esses escrotos do STF estão com medo que moro chegue lá e desmantele o esquema deles. Esse dia vai chegar.

  3. Como prova incontestável da imparcialidade está a confirmação da condenação em 2o e 3o grau, além dos inúmeros recursos interpostos no STF e negados com pedidos possíveis e inimagináveis. A não ser que criem uma nova jurisprudência aonde os bandidos não precisem de advogados, e sim só de hackers e investigadores, aonde qualquer foto do juiz com o MP ou policiais cruzando numa rua, o processo de condenação desse crápulas, será noanulado. Então é melhor acabar a os órgãos de controle e virarmos uma selvageria, uma barbárie. Absurdo!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Comissão Especial devolve benefício ao setor rural e retira R$ 84 bi da Previdência

Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão Especial da reforma da Previdência encerrou a votação da proposta, depois de 16 horas de debates, devolvendo ao setor rural um benefício tributário que retira R$ 83,9 bilhões da economia esperada de R$ 1,071 trilhão.

Passava de 2h da madrugada desta sexta-feira, quando os deputados aprovaram requerimento (sugestão de mudança de um ponto específico) apresentado pelo bloco formado pelos partidos PP, MDB e PTB. O texto mantém a isenção da alíquota de 2,6% sobre a comercialização de produção agrícola como contribuição previdenciária, desde que parte seja exportada.

O destaque também retira a trava que impedia o perdão da dívida do Funrural, a contribuição paga pelo produtor rural para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores.

A aprovação por 23 a 19 do destaque significa um recuo de quase R$ 84 bilhões na economia prevista com a reforma da Previdência, que perdeu a marca de R$ 1 trilhão tão perseguida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Agora, em dez anos, a proposta, se aprovada, economiza R$ 987,5 bilhões.

A medida atendeu ao lobby dos ruralistas que fizeram uma grande mobilização com a bancada na Câmara e com Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) junto ao presidente Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, 4, Bolsonaro reforçou sua “lealdade” à bancada ruralista, em café da manhã com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Como deputado, em 100 % das vezes votei acompanhando a bancada ruralista. E vocês sabem que votar com bancada ruralista é quase como parto de rinoceronte, recebendo críticas da imprensa de organizações não governamentais e de governos de outros países”, afirmou. “Eu e Ramos (presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência) devemos lealdade a vocês que nos colocaram no Palácio. Continuamos juntos”, concluiu ao fim do discurso.

O benefício ao setor rural foi o último destaque que precisava ser avaliado pela comissão. O relatório da reforma da Previdência foi aprovado no começo da tarde de quinta, por 36 votos a 13 na Comissão Especial.

Após ser aprovada na comissão, a proposta de emenda à Constituição (PEC) segue para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Depois, se aprovada, vai para o Senado.

Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para o equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.

O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição, de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está.

Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

Além do fim da taxação sobre as exportações agrícolas (que caiu depois com a aprovação do destaque), o relator incluiu o aumento de impostos sobre bancos para aumentar o valor da economia esperada em dez anos.

Houve uma tentativa de incluir a previsão de que a reforma também valesse para servidores estaduais e municipais, mas não houve acordo.

“Nós esperávamos um resultado maiúsculo. Foi um pouco maior até do que os cálculos que nós tínhamos. Pensávamos em 34 e [tivemos] 36 votos, o que demonstra aí, eu acredito, uma possibilidade de que isso possa ser replicado no plenário da Câmara. Há um ambiente favorável”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o ex-deputado Rogério Marinho.

Depois da votação, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) defendeu a necessidade de inclusão dos Estados e municípios na reforma da Previdência. “A meu ver, nós precisamos lutar para que eles [Estados e municípios] entrem na reforma ainda”, disse.

O relator também mencionou a atuação de categorias de servidores públicos, que buscavam, nessa reta final de votação na Comissão Especial, alterar seus regimes de aposentadoria.

“As corporações têm legitimidade, mas sempre à luz da sociedade”, declarou. “Quem não gostaria de dar novos benefícios? Todos. Mas o momento é de reajustar a Previdência”.

Estadão

 

Opinião dos leitores

  1. Vcs q criticam os trabalhadores rurais, deveriam passar pelo menos um mês na roça, o trabalhador rural já era pra nascer aposentado, quando uma criança começa a andar, já vai pro roçado com o pai, plantar pra gente da cidade comer, j dar alimento a um animal, pra gente comer, não tem domingo nem feriado, anoite, levanta de madrugada pra levantar vaca veia caída de fone ou atolada na lama, nem por isso recebe adicional noturno ou horas extras, nem muito menos salários dobrados por trabalhar em dias que nos da cidade estamos de folga. Amo os sítios, e tenho do dessa gente q trabalha pra nós comer , se enxergam, gente ipocrita q não enxerga palmo além do umbigo, desculpa se ofendi alguém, mas gente da nossa na minha umilde opinião meressem respeito, Deus abençoe a todos, e q essa reforma não atinja os que mais precisam

  2. É o setor produtivo que mais gera emprego e produz divisas no país, o que puder se fazer pra melhorar, é salutar. Incentivar produção é gerar empregos e riquezas, portanto, temos que priorizar esses setores, o resto virá com os frutos, emprego, riquezas, imposto, circulação de mercadorias e de dinheiro dos empregados e investidores.

    1. E por isso não deve pagar imposto? Essa benesse para esses "pobres coitados" retirou 84 bi da previdência! Assim é bom demais!

    2. ENTENDI. AÍ ESSA CONTA TEM QUE FICAR PRA O TRABALHADOR, QUE VAI TER QUE SE APOSENTAR MAIS TARDE E COM UMA APOSENTADORIA MAIS BAIXA.

      Deixa eu te explicar uma coisa: quem é liberal de verdade, não pode ser a favor de subsídio. Não consegue viver da próprias pernas sem ajuda do governo? Pois que quebre e saia do ramo. Esse é que deve ser o verdadeiro posicionamento de um liberal. Quer dizer, que Estado máximo pra o produtor rural Estado Mínimo pra o trabalhador? Assim é bom demais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Comissão especial aprova texto-base da reforma sem atender Bolsonaro

Por 36 a 13, a reforma da Previdência foi aprovada pela comissão especial da Câmara nesta quinta-feira (4).
A votação, porém, entrou pela noite para que fossem avaliados os chamados destaques –pedidos de partidos e deputados para que uma parte específica da proposta seja analisada separadamente.

As regras para policiais militares e bombeiros foram mantidas, após a derrubada de um artigo do texto que previa que essas duas categorias teriam as mesmas regras que as Forças Armadas. No entanto, os destaques que davam benefícios a policiais federais e policiais rodoviários federais foram derrubados.

Após a conclusão dos trabalhos na comissão, a reforma seguirá para apreciação do plenário da Câmara.

A data de votação no plenário ainda não foi definida.

Tanto governo como oposição avaliam que essa próxima fase vai demandar muita negociação, pois ainda não estão garantidos os 308 votos para que o texto passe no plenário.

Nesta quinta, com ajuda do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, a comissão rejeitou afrouxar as regras de aposentadoria para categorias da segurança pública.

A decisão contrariou, por ora, apelos do próprio Bolsonaro, que defende regras brandas para policiais federais e policiais rodoviários federais. No entanto, permitiu a aprovação do texto que estava havia mais de três meses sendo debatido e revisto na comissão especial.

A expectativa entre os que defendem os benefícios para servidores das áreas de segurança é que essa discussão seja retomada no plenário.

Integrantes do governo e interlocutores do Palácio do Planalto atuaram para derrubar os dois destaques que favoreceriam o setor de segurança.

Um deles beneficiaria até oficiais de Justiça, mas foi derrubado por 31 votos a 17. O outro, apresentado pelo PSD, suavizaria regras para policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, agentes penitenciários e peritos, mas também foi negado, por 30 votos a 19.

Ao ser anunciado o resultado, policiais que estavam na comissão gritavam: “PSL traiu a polícia do Brasil”. E também contra o presidente: “Bolsonaro traidor!”

“A defesa da nossa segurança pública não pode ser confundida com a defesa da Previdência Social. São coisas distintas”, disse o deputado Filipe Barros (PR), ao orientar a bancada do PSL a votar contra benesses à segurança pública.

O secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, que participou das negociações, adotou tom conciliador. Disse que Bolsonaro tem ajudado na tramitação do texto.

“É evidente que ele tem direito de ter sua opinião, o Parlamento também, a sociedade também. Agora, o mais importante é o resultado, que está se manifestando de forma muito clara através do voto dos parlamentares”.
Ligado a corporações, o PSL trocou integrantes da comissão. Uma das mudanças foi a retirada do colegiado do líder do partido, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), e a entrada da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

A medida só foi adotada depois que o PSL não conseguiu construir consenso interno para votar contra o destaque apresentado pelo PSD, que encampa o lobby dos policiais.

A proposta do PSD, apresentada pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), previa que a idade mínima para essas categorias da segurança pública fosse de 55 anos, se homem, e 52 anos, se mulher –uma diferença de dez anos a menos em relação a outros servidores e a profissionais da iniciativa privada. O governo propôs idade de 55 anos.

Além disso, havia uma regra mais suave para quem já está na carreira, que poderia se aposentar após trabalhar 17% a mais do que o período restante para cumprir o tempo mínimo de contribuição.

Essa é a mesma taxa proposta pelo governo para as Forças Armadas, policiais militares e bombeiros.
Nesta quarta-feira (3), o governo chegou a propor que essa taxa fosse de 100%. Representantes dos policiais recusaram a oferta, o que derrubou as negociações.

Aliados do presidente Bolsonaro na Câmara chegaram a retomar as conversas com os profissionais da segurança para que aceitem a proposta.

Parlamentares ouvidos pela reportagem dizem que o Palácio do Planalto admite chegar a uma taxa de 30% –a negociação, no entanto, é que essas mudanças só sejam feitas quando o texto chegar ao plenário.

O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que está à frente das conversas, disse que na discussão em plenário é possível que seja apresentada uma emenda que atenda aos policiais.

“Provavelmente nós vamos reabrir as conversas para ver se no plenário dá para a gente fazer uma aglutinativa para dar o tratamento adequado às policias militares e à polícia federal”, disse o ministro.

O Planalto, porém, tem a avaliação de que a próxima etapa de votação é delicada. Ainda não estão assegurados os 308 votos necessários para aprovar a reforma no plenário.

O próprio Onyx disse que o governo está com o “pé muito no chão” e que será necessário bastante esforço para a proposta passar.

“Temos consciência, humildade, fé e ainda tem muito trabalho pela frente para garantir os mais de 308 votos que teremos, se Deus quiser, na próxima semana”, afirmou logo depois de o texto-base da reforma ser apreciado na comissão especial da Casa.

Onyx disse que a expectativa do governo é a de que a nova Previdência passe pelo plenário até o dia 17 deste mês, último dia de sessões legislativas. A partir daí, começa o recesso parlamentar.

“Estamos trabalhando para isso, mas é claro que todos vocês que trabalham na Câmara e no Senado sabem que isso depende muito do dia, mas acho que vai correr tudo bem”, disse.

“A certeza que nós temos é votar e aprovar em primeiro turno na semana que vem. Se for possível votar o segundo [turno], vamos ficar ainda mais felizes.”

Na comissão, Onyx acompanhou os minutos finais da votação. “Fizemos uma aprovação aqui com uma diferença de voto extraordinária, bem maior do que a gente imaginava, o que significa que encaminha muito bem para a decisão do plenário”, disse.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou que em “nenhum momento” o governo mensurou os votos que terá no plenário da Casa para “não gerar expectativa”.

“Mas, se a gente for ver a proporção que foi na comissão especial, foi muito superior aos três quintos que não necessários no plenário”, disse.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), no entanto, disse que o resultado na comissão foi artificial.

Molon criticou as trocas de integrantes do colegiado, feitas por partidos governistas ou que apoiam a proposta, para minar resistências ao relatório. “Se eles tivessem tanta segurança [dos apoios], não precisariam trocar membros no dia da votação”, declarou.

Para o líder da oposição, o calendário da próxima votação vai depender da quantidade de votos a favor da proposta. Molon também considera que o governo não tem ainda o número necessário.
A líder da minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que a reforma está destruindo o sistema de aposentadorias e acabando com direitos.

“Temos que ter serenidade aqui, mas muita luta lá fora. Na minha opinião, eles [o governo] ainda não têm os 308 votos. E a sociedade tem que ir para cima.”

Apesar da pressão de partidos, servidores e lobistas durante as negociações na comissão especial, os principais pilares do projeto apresentado pelo governo foram mantidos no relatório final do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). A economia prevista ainda é de R$ 1 trilhão em dez anos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Bolsonaro pouco contribuiu para aprovação, pelo contrário, foi um grande impecílio dessa reforma.

    1. Na verdade ele ficou com pena do povão. Já Paulo Guedes (tchutchuca) foi ovacionado em um encontro com grandes investidores ontem, entendível é o pai deles.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Fernando Bezerra no Cara a Cara com BG

Senador da República por dois mandatos e ex-ministro da Integração Nacional, o engenheiro civil Fernando Bezerra é o convidado deste sábado do programa Cara a Cara com BG.

Cara a Cara com BG, sábado, às 8h30, na TV Ponta Negra.

Acompanhe o programa através dos canais: Cabo Telecom 120 (sinal digital) e 805 (HD); NET 13 (sinal digital) e 513 (HD); Sky HD 313.1.

Opinião dos leitores

  1. Dr. Fernando Bezerra. Um grande Homem de Bem para o Bem.
    Minha eterna GRATIDÃO a esta grande figura Humana.
    Márcia Guedes

  2. O oeste e o Rn devem muito ao ex-senador Fernando Bezerra . Estive algumas vezes com ele e jamais recebi propostas que não fossem republicanas . A barragem de Santa Cruz existe por causa do seu empenho. Saúde e vida longa .

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Corrupção é a maior violação de direitos humanos no país, diz Damares

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O problema da corrupção deve ser visto para além de sua dimensão criminal e ser tratado como violação de direitos humanos, afirmaram nesta quinta-feira (4) ministros e especialistas durante seminário em Brasília.

No evento, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público pelo Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, o advogado-geral da União, ministro André Mendonça, ressaltou que o Brasil ocupa hoje posições baixas em rankings de corrupção, como o da Transparência Internacional em sua última edição divulgada, relativa a 2018.

O país está na 105ª posição entre 214 nações analisadas, abaixo não somente de nações das regiões mais ricas (como Europa e América do Norte), mas também de vizinhos sul-americanos, como Chile e Uruguai. Mendonça destacou como essas práticas geram prejuízos concretos na qualidade de vida dos cidadãos e da sociedade.

“A corrupção é chamada de delito sem vítima, mas [as vítimas] somos todos nós. Aquela pessoa que vai a um serviço médico e não tem medicamento, que vai à escola e não tem uma educação de qualidade, que precisa de saneamento básico, e ele não foi bem feito”, afirmou Mendonça.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Acertou na mosca ministra, a corrupção é o melhor combustível pra o caos. Estamos colhendo os frutos do legado petralhas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após carta de ex-OAS contra Lula, senador do PT se diz arrependido sobre delação

Um dos principais aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Jaques Wagner (PT-BA) sugeriu nesta quinta-feira (4) que o empreiteiro Léo Pinheiro sofreu ameaças para escrever carta enviada com exclusividade à Folha na qual o ex-executivo da OAS reitera acusações contra o petista.

No texto, Léo Pinheiro rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações sobre o apartamento tríplex em Guarujá (SP) para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.

Reportagem da Folha produzida a partir de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil mostrou que o empreiteiro só passou a ser considerado merecedor de crédito na Lava Jato após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento que a empresa afirmou ter reformado para Lula. Seu testemunho foi peça chave para a condenação do petista por corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta quinta, Wagner lamentou ter participado da aprovação da lei que instituiu a delação premiada, sancionada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Hoje, sou obrigado a dizer que me arrependo de ter contribuído, porque nós não fomos, na minha opinião, no detalhe”, afirmou, sem especificar o que poderia ter sido aprimorado.

Para ele, Pinheiro escreveu o documento sob ameaça. “A carta, para mim, chega a ser risível. Porque a carta alguém deve ter dito ‘ou você escreve a carta, ou você não terá o benefício de eventual redução de pena’.”

“Na verdade, eu não tenho provas, mas imagino…eu conheço o Léo Pinheiro. O que ele deve ter passado lá dentro. Não sei que tipo de ameaças que ele recebeu”, continuou o senador e ex-governador da Bahia. “É impossível você falar de uma contribuição livre e espontânea de alguém que está preso.”

Outros petistas também apoiaram Lula. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente nacional do partido, chamou a carta de “recurso desesperado de quem não teve a delação premiada.” A colaboração do empreiteiro ainda aguarda homologação pela Procuradoria-Geral da República.

Colegas de Wagner no Senado, no entanto, saíram em defesa do instituto da delação.

“Não podemos, a despeito de excessos que tenham havido, criminalizar o que a Lava Jato avançou no Brasil”, disse o líder da minoria na Casa, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“O grande erro da Lava Jato foi o juiz da operação servir a um governo que tem caso de corrupção. A delação premiada é um instituto que melhorou o sistema penal brasileiro e deve, sendo utilizado como vem sendo pelo Ministério Público, aprimorar os mecanismos anticorrupção”, afirmou Randolfe.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse que a carta de Léo Pinheiro demonstra a intenção de dizer a verdade depois que “a casa caiu”.

“Acho que ele não foi coagido a mandar uma carta dizendo que não foi coagido”, afirmou Olímpio.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Pilantra, sabugueiro, caboclo maçador, com muito respeito aos baianos que o elegeram, vcs erraram a dar vez a essa figura sórdida e mentirosa. A cara de de enrolado está estampada no seu rosto. Uma autarquia nas artes do roubo.

  2. Esse jw só não se arrepende de ter roubado tanto junto com luladrão e a petralhada. cara de pau patife

  3. A carta de Léo apenas relata algumas provas que tem nos autos, e que corroborou decisivamente para condenar luladrão por corrupção, são fatos, fotos, documento e momentos agendados que reforça o caráter transgressor da lei e da falta de ética do ex presidente, e é com base nisso, que a condenação foi confirmada pelo tribunal de 2a instância e pelo STJ, além de várias decisões favoráveis ao trâmite pelo STF. Portanto, já é esperado a manifestação da falta de caráter do luladrão e ele não respeitará nunca o rigor da lei, pois é um verdadeiro malfeitor inveterado.

  4. E Antonio Palocci, Wagner sofreu ameaças também??
    Vcs deveria se arrepender da roubalheira que o seu partido protagonizou, isso sim

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Comissão especial rejeita destaque sobre aposentadoria de professores

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por 30 votos a 18, a comissão especial da reforma da Previdência (PEC 6/19) na Câmara dos Deputados rejeitou, há pouco, mudança nas regras de aposentadoria de professores. A proposta buscava manter as atuais regras de aposentadoria para professores, com 25 anos de contribuição para mulheres e 30 anos para homens, sem exigência de idade mínima.

Pelo texto do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), aprovado nesta quinta-feira (4) na comissão, as professoras poderão se aposentar com 57 anos de idade e 25 de contribuição; e os professores, com 60 de idade e 30 de contribuição. Os profissionais do magistério terão de comprovar efetivo exercício na educação infantil ou nos ensinos médio e fundamental.

Para o relator, a Câmara já suavizou o texto vindo do Executivo e evitará situações em que profissionais se aposentam aos 45 anos. Pelo texto enviado pelo governo federal seria exigida idade mínima de 60 anos e 30 anos de contribuição para profissionais dos dois sexos.

“A questão do professor é ganhar melhor, é carga horária diferenciada, sala com menos de 30 alunos. Não adianta fazer ‘puxadinho’, não vai resolver a questão do professor, do aluno e do país dessa forma”, disse Moreira.

Neste momento, parlamentares continuam com a apreciação das sugestões de modificação ao texto de Moreira. Ao todo, foram propostos 17 destaques de bancada e 88 individuais com sugestões de mudanças ao texto-base. A comissão, no entanto, não apreciará as propostas individuais. Já as propostas de bancadas serão analisadas uma por uma.

Policiais

Mais cedo, o colegiado rejeitou dois destaques que alteravam as regras para aposentadoria de agentes de segurança. As propostas previam uma regra de transição para policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e agentes de trânsito.

O texto previa a cobrança um pedágio de 17% sobre o tempo de contribuição que faltaria para a aposentadoria. Além disso, definia uma idade mínima inferior para essas categorias, de 55 anos para homens e 52 para mulheres.

Com a rejeição das propostas, fica mantido o texto que inclui profissionais que exercem atividades ligadas à segurança pública, entre eles policiais federais, policiais rodoviários federais, servidores da Abin, policiais legislativos, policiais civis, policiais militares e bombeiros, agentes de trânsito, agentes penitenciários, agentes socioeducativos, oficiais de justiça e guardas municipais.

Opinião dos leitores

  1. Salvação de quem? Vcs acredidam mesmo que o problema do Brasil é previdenciário? E a questão tributária e fiscal não afugenta muito mais investidores? Cobrar dos grandes devedores não conta? Isso deve ser evidenciado no texto e não relevado a segundo plano. Parem de enaltecer Rogério Marinho, corrupto como tantos outros que estão na política, de contribuição ínfima para o povo, defensor de empresários, tanto na reforma trabalhista como na dos planos de saúde. Tais mudanças melhoraram a vida do cidadão em quê?

    1. Parabéns ao belíssimo trabalho de Rogério Marinho, homem honrado e competente que deu uma excepcional contribuição ao desenvolvimento do país.

    2. Pra mim, nosso Rogerio Marinho foi um expoente na condução do da reforma praticamente, junto com Guedes são os responsaveis direto pela salvação do Brasil, parabens ao potiguar

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

STF vai julgar em agosto recurso de Lula para suspender ação sobre instituto

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai começar a julgar no dia 16 de agosto um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender ação penal a que responde na Justiça Federal de Curitiba sobre a cessão de terreno para construção de sede do Instituto Lula. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou contra o pedido do petista.

O julgamento será analisado pelo plenário virtual da 2ª Turma. Cada julgamento na plataforma online dura cinco dias úteis – ou seja, a discussão do caso do ex-presidente deve se encerrar no dia 22 de agosto.

Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo em junho, o STF tem ampliado o uso do plenário virtual, uma ferramenta que permite realizar julgamentos sem a presença física dos ministros da Corte – e longe dos holofotes da TV Justiça.

A sessão online só começa oficialmente após o relator enviar seu voto. Depois, os demais integrantes da Corte podem escolher entre as seguintes opções: “acompanho o relator”, “acompanho o relator com ressalvas”, “divirjo do relator”, “impedido” e “suspeito”.

No ambiente virtual não há espaço para as discussões acaloradas que muitas vezes tomam conta do plenário físico. Porém, a qualquer momento um dos 11 ministros da Corte pode pedir destaque ou vista (mais tempo para análise) e levar o caso para o plenário “presencial”.

Mudanças

O julgamento de Lula já ocorrerá nos novos moldes do plenário virtual. Com as mudanças implantadas pela equipe do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, será possível acompanhar em tempo real o desenrolar do julgamento e a atualização do placar com o voto de cada um dos ministros.

Atualmente, os julgamentos são “fechados”, só podendo ser acompanhados minuto a minuto pelos próprios gabinetes – os resultados costumam ser divulgados apenas depois da conclusão da sessão.

Segundo auxiliares de Toffoli, o plenário virtual é seguro e até hoje não foi registrada nenhuma tentativa de ataque cibernético contra a plataforma.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O bichão aí, tá APERRIADO.
    Não tem notícias do heroi brasileiro não BG???
    Também, depois de uma goliada daquelas, a petralhada que só leva o tempo em defender o chefe da quadrilha, estão todos desorientados.
    Kkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Bolsonaro indica filho do ex-presidente do Supremo para cadeira no TSE

O presidente Jair Bolsonaro indicou Carlos Mário Velloso Filho a uma das vagas abertas de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O advogado tem 56 anos de idade é filho do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso. Ele também é subprocurador-geral da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. A indicação foi confirmada pelo Palácio do Planalto e deverá ser publicada na edição desta sexta-feira (5) do Diário Oficial da União.

Velloso era o terceiro mais votado na lista tríplice encaminhada pelos ministros do STF. Ele obteve oito votos. A relação era encabeçada pela advogada Daniela Teixeira, que recebeu o apoio de 10 ministros do STF em votação secreta ocorrida na semana passada. Completava a lista o advogado Marçal Justen Filho, que obteve 9 votos.

A vaga no TSE surgiu em decorrência da posse do ministro Sergio Banhos, então substituto, como ministro efetivo, em maio deste ano. De acordo com o artigo 119 da Constituição Federal, o TSE deve ter pelo menos sete juízes, sendo três vagas dos ministros do STF, duas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e duas a serem preenchidas por advogados indicados pelo chefe do Poder Executivo. Neste último caso, quando houver vacância, o presidente da República recebe uma lista tríplice elaborada pela Suprema Corte com a indicação de nomes de advogados ao cargo.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Tá explicado! Cabaré velho de guerra. Vou embora "Guerra", antes que vc me alcance.

  2. A advogada Daniela Teixeira, que recebeu o apoio de 10 ministros do STF, foi defender Maria do Rosário, contra o deputado Federal Jair Bolsonaro no STF , gritou e esculhambou com Dep.Federal , hj Presidente,e o derrotou, ai o que foi que
    aconteceu, o Presidente deu o troco agora, ela foi derrotada , é assim a vida, sempre é e será uma eterna roda gigante!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Carros de luxo, lanchas e outros itens valiosos apreendidos na Lava Jato não têm interessados em leilão

Os bens mais valiosos da lista de itens apreendidos na Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, postos em leilão, hoje (4), não tiveram compradores. Nesta primeira fase do certame, que ocorreu no prédio da Justiça Federal, havia lanchas, carros de luxo e propriedades pertencentes ao empresário Eike Batista, ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral e ao economista Carlos Miranda.

O valor arrecadado ficou em R$ 90,5 mil. Dos dez bens disponibilizados, foram vendidos o jetboat Thorolin, com lance inicial de R$ 47 mil e arrematado por esse valor. Já o jet ski Spirit of Brazil X, com lance de R$ 42 mil alcançou R$ 43,5 mil.

Outros bens de Eike Batista não tiveram interessados. A embarcação Intermarine 680 Spirit of Brazil, avaliada em R$ 3,5 milhões; o Lamborghini Aventador, branco, avaliado em R$ 2,24 milhões e o jet ski Spirit of Brazil IX, avaliado em R$ 52 mil. Embora não tenha recebido oferta de compra, o Lamborghini foi o item que teve o maior número de visitas (2.646), seguido da lancha de Cabral (2.353) e da embarcação de Eike (2.176).

A lista tinha ainda a lancha Ferretti 80 Luxury, de 80 pés, batizada com o nome de Manhattan Rio, que tem propriedade atribuída ao ex-governador, foi oferecida por R$ 2,95 milhões, e a fazenda Três Irmãos, em Paraíba do Sul, de Carlos Miranda, avaliada em R$ 3 milhões. Esses itens também não foram arrematados.

Também fazem parte dos lotes não vendidos um apartamento em Jacarepaguá, zona oeste no Rio, pertencente a Ary Ferreira da Costa Filho, apontado como operador de Sérgio Cabral; dois automóveis, sendo um Pajero e um Peugeot 206, de Luiz Carlos Bezerra, indicado também como receptor de propinas do ex-governador.

O leilão foi autorizado pelo juiz titular da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. Os itens que não foram arrematados voltarão a ser oferecidos na segunda fase do leilão, marcada para o dia 18. Dessa vez os valores terão descontos de 20%. O leiloeiro Renato Guedes, disse que, em geral, os interessados preferem apresentar os lances na segunda etapa para comprar com preços mais baixos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Senador Styvenson recebe acima do teto constitucional

O senador Styvenson Valentim (PODE) recebeu nos meses de fevereiro e março acima do teto constitucional definido em R$ 39,2 mil.

Em fevereiro, ele ganhou ainda como servidor efetivo da segurança pública um subsídio de pouco mais de R$ 12,1 mil e ainda acumulou o vencimento de senador no valor de R$ 33,7 mil, o que dá uma soma de quase R$ 46 mil. Mais de R$ 6 mil acima do teto constitucional, que é o valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), considerado o máximo permitido por lei para um servidor. Vale lembrar que, em tese, ele não poderia acumular vencimentos como servidor público ativo.

Já no mês de março, quando ele foi para a reserva da Polícia Militar, ele recebeu o soldo de R$ 11,7 mil. No mesmo mês, ele também recebeu o salário de senador de R$ 33,7 mil. Mais uma vez, o salário ultrapassa o teto constitucional de R$ 39,2 mil. Um ganho total de pouco mais de R$ 45 mil.

Desde então, ele acumula o vencimento de senador e a aposentadoria de capitão da PM, no valor bem próximo ao do teto constitucional, mas, mesmo assim, ainda acima. Sendo R$ 5,8 mil de aposentadoria da PM e R$ 33,7 mil do salário de senador. Cerca de R$ 300 acima.

O blog não entra no mérito da legalidade, só apresenta os dados públicos previstos nos portais da transparência diante de um parlamentar que sempre se apresentou como o desenfor da moralidade.

 

Opinião dos leitores

  1. Votei nele, não mi arrependo, só que como ele mesmo disse não pediu voto a ninguém perdeu o meu e dos meus familiares.

  2. Uma ótima iniciativa do BLOG de apresentar a transparência em relação aos vencimentos acumulados do parlamentar em questão… como sugestão, peço que divulguem de todos os outros parlamentares da bancada federal do RN… inclusive dos parlamentares não eleitos e os aposentados… tbm entram nessa cesta, os famosos caciques e seus parentes.
    Como o esse BLOG é um veiculo de grande alcance, será um grande e inestimável serviço de utilidade pública.
    Fica a sugestão!!!!

  3. Uma ótima iniciativa do BLOG de apresentar a transparência em relação aos vencimentos acumulados do parlamentar em questão… como sugestão, peço que divulguem te todos os outros parlamentares da bancada federal do RN… inclusive dos parlamentares não eleitos e e os aposentados… ficam nessa cesta. os famosos caciques e seus paraentes.
    Como o esse BLOG é um veiculo de grande alcance, será um grande e inestimável serviço de utilidade pública.

  4. ô povo hipócrita e fofoqueiro… o cara tem q sair de uma instituição pra entrar em outra e não pode simplesmente largar… entra com protocolo, espera a portaria ser resolvida e pronto. Enquanto isso, entra salário, comissões e aposentadoria. Durante o tempo ele assumiu o outro posto. Taí. Recebeu. E esse povo invejoso, sem escrúpulos e q não consegue nada??? Resta ficar criando chifre em cabeça de cavalo…. fofoqueiros…. vão trabalhar…

  5. Ele é o representante de Deus na terra, antipatriotas, que torcem contra todas as melhorias nesta terra sofrida, comunistas velados, tremam perante o avatar dos evangélicos e universidades particulares!

  6. Notícia com jeito de perseguição. Começa a divulgar todos que recebem acima do teto, como procuradores, presidentes de tribunais, desembargadores, auditores fiscais, conselheiros do TCE.
    Gosto muito do BG, porém tem cada notícia que parece ser encomendada, comprado por quem financia o blog. Sou do meio da política e sei como funciona as publicidades institucionais.

  7. BG a quem interessa este pagamento a mais ao capitão? Onde está o controle da folha de pagamento do estado? Quantos funcionários fantasmas estão recebendo? Na minha humilde opinião, este pagamento a mais ao senador foi proposital, para tentar denegrir a imagem do mesmo. A pergunta deve ser feita ao Governo do Estado o porque do pagamento integral quando o mesmo já era senador empossado?

  8. BG, faz também uma matéria sobre as remunerações acumuladas de Jair Bolsonaro (Exército + Câmara + Previdência) e coloca no blog para a população saber se também extrapola o teto.

  9. Isto e o Brasil a terra da imoralidade principalmente para os político, exemplo o ex capitão senado Stevenson do RN.

  10. É muito mimimi. Ele tem direito à aposentadoria dele. Considerando que agora é Senador, também faz jus ao pagamento da remuneração, uma vez que está exercendo seu mandato. Então, a meu ver, não há ilegalidade. Cadê o Queiroz? Esse sim é que queremos ouvir, pois tem muita coisa a esclarecer.

  11. Não pode ser legal e nem imoral. Aguardo sua opinião Grande Senador do Rn. Tá bom , vai ficar ótimo.

  12. É direito dele?
    Está na lei?
    Então….
    Se não roubar, estamos no lucro.
    Votei nele. Espero que não me decepcionei. Se assim o fizer, não será meu ladrão de estimação como existe por aí soltos e enjaulados…..

    1. Será que o erro da implantação dos valores indevidos lançados na Folha de Pagamento do estado, só beneficiou o honrado capitão Stivison Valentin e deixou o Coronel Azevedo deputado estadual de fora ? Que saibam, a lei foi feita com equidade, enquanto que o erro foi para alguns. Mais o pior de tudo foi o silêncio sobre o erro do ilibado senador. A voto perdido!!!
      Fazer o que ? Esperar 8 anos pra reparar!!! E haja paciência…

    2. Está na lei que ngm deve receber acima do teto, deve, não é pq isso é legal isso vai ser moral. Logo ele o super moral. Boa sorte na próxima

  13. Nosso eterno Capitão, agora Exmo. Senador, tem muita margem para tal, tendo em vista que desde que assumiu o mandato, foi o senador potiguar mais econômico. Ademais, é importante ressaltar que o Senador Styvenson assinou uma declaração renunciando à aposentadora do Senado. Mesmo se ele ganhasse esse troquinho por 8 anos, não chegaria a 10% do que ele economizou.
    Deixemos o homem trabalhar.

    1. Não justifica. Se ele quer ser perfeito, que seja perfeito em tudo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Reforma da Previdência passa na Câmara antes do recesso, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (4), em evento em São Paulo acreditar que o texto da reforma da Previdência será aprovado na Câmara dos Deputados ainda antes do recesso parlamentar.

“Estamos tendo apoio. Apesar de tudo o que se diz por aí, a grande verdade é que [há apoio do] o presidente da Comissão Especial [Marcelo Ramos], o relator [Samuel Moreira], o presidente da Câmara dos deputados [Rodrigo Maia] e, principalmente da Câmara. Acredito que a Câmara vai aprovar ainda antes das férias. Acho que semana que vem isso vai ao Congresso”, falou ele, arrancando aplausos do público presente ao evento.

Em palestra a empresários, o ministro repetiu várias vezes que confia no Congresso brasileiro. Ele também voltou a defender o regime de capitalização, em que cada pessoa é reponsável pela própria aposentadoria, dizendo que o regime de repartição, no qual os contribuintes rateiam o pagamento das alíquotas da previdência e as despesas com o pagamento dos benefícios, que é adotado no Brasil atualmente, “é insustentável”. “É uma bomba demográfica, ele vai explodir”, disse ele.

Para o ministro, a proposta que foi encaminhada pelo governo ao Congresso é potente para cobrir o rombo da previdência e levar ao próximo passo, que é a migração para o sistema de capitalização. “Esta reforma que mandamos é potente o suficiente para viabilizar o segundo passo que seria a transição para o regime de capitalização. Mas é uma coisa de cada vez. Primeiro movimento agora é conseguir uma potência fiscal, suficiente para tentarmos, lá na frente, fazer um esforço de migrar para o regime de capitalização”, disse.

Segundo Guedes, a crise no Brasil é resultado do excesso de gastos públicos que “causou todas as disfunções financeiras que o país atravessou, corrompeu a democracia brasileira e estagnou a economia”.

Próximos passos

Segundo o ministro, o maior gasto do governo era com a previdência, seguido pelos juros e as despesas. “Vamos reestruturar o balanço”, falou. Por isso, disse ele, após a aprovação da reforma, o ministério vai se debruçar sobre o a diminuição dos investimentos do Estado. “Vamos desinvestir para diminuir o endividamento do governo”, disse ele. “Primeiro a Previdência. Vamos aprovar a reforma da Previdência. Segunda grande despesa: o estado, os juros. Vamos então reestruturar o balanço. Vamos começar o ensaio das privatizações”, falou ele, ressaltando que o movimento de privatizações deve ser iniciado já no segundo semestre.

Além das privatizações, Guedes disse que o governo pretende também se desfazer de alguns imóveis. “O governo é a maior imobiliária do mundo”. O terceiro movimento, acrescentou, será a reforma do estado. “Mais Brasil e menos Brasília”, ressaltou.

Entre os planos do governo, está também desalavancar os bancos públicos, encolhendo o crédito público e aumentando o privado. Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) vão entrar nas privatizações e na reestruturação financeira de estados e municípios, além de acelerar os investimentos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPPIs) e saneamento. “Essa é a função do banco público que a gente quer”, disse o ministro.

Outra medida é informatizar e digitalizar o serviço público, sem repor os servidores públicos que estão se aposentando nos próximos anos. “Vamos acabar com o buraco da previdência, vamos reduzir subsídios, vamos controlar gastos”, completa Paulo Guedes.

O ministro disse ainda que também pretende reduzir o custo de infraestrutura no país. “O setor público parou de investir porque quebrou e o setor privado foi expulso pelos juros altos do mercado de infraestrutura. O que vamos fazer agora é abrir esses mercados, juntamente com as concessões, as privatizações e os contratos de infraestrutura que vamos fazer. Nos próximos anos, é o investimento privado que vai construir a infraestrutura brasileira. O setor privado brasileiro está pronto para decolar”.

Outra ação importante, destacou o ministro, será simplificar os impostos do país. “Vamos fazer uma simplificação importante, profunda. Não vamos fazer nenhuma aventura. A reforma dos impostos é iminente”, falou. “Vamos entrar no segundo semestre com dois grandes eixos. Um é a reforma tributária, assunto que tem tudo a ver com modernização, redução de impostos, a simplificação e botar a economia brasileira para crescer de novo”, falou. A outra ideia, acrescentou, será mudar o pacto federativo. “Na versão mais radical do pacto federativo, a versão será a seguinte: todas as despesas estão desobrigadas, desvinculadas, desindexadas. Todas as despesas de todos os entes federativos. Isso é devolver à classe política o controle sobre orçamentos públicos. Orçamentos e responsabilidades. O dinheiro não pode ser todo carimbado pela Constituição”, falou.

Sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, ele prevê que levará cerca de 2,5 anos para ser consolidado. Ele também falou sobre a entrada do país na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) , dizendo que o governo dos Estados Unidos garantiu que faria a recomendação para que isso ocorra rapidamente. “Está assegurada a abertura gradual da economia brasileira”, disse.

“Na hora em que se escolhe estradas corretas, governos futuros terão que seguir nesse caminho. Fazendo a coisa certa, você começa a andar e ninguém mexe com aquilo. Estou muito confiante no Brasil”, finalizou.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Guedes: ‘Temos 2 anos para simplificar, reduzir e eliminar impostos’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo tem dois anos para “simplificar, eliminar e reduzir impostos”, em referência ao período previsto para que o acordo entre Mercosul e União Europeia comece a entrar em vigor. Antes de começar de fato, o acordo precisa ser aprovado pelos congressos dos países que participam dos blocos. Guedes faz apresentação na edição deste ano da Expert, evento da XP Investimentos, em São Paulo.

O trabalho que o governo pretende fazer na área tributária tem o objetivo de tornar o País mais competitivo, em condições de disputar no mercado internacional e para que o acordo seja positivo para o Brasil.

Enquanto falava sobre a falta de abertura do Brasil para o comércio internacional, Guedes criticou a aliança do Mercosul com a Venezuela, que, na visão, era muito mais uma aliança política e ideológica do que uma integração econômica. “Não é uma organização econômica interessante para nós”, disse o ministro, classificando a situação como “obsoleta”.

O ministro criticou a maneira como o MDIC (antigo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) estava funcionando na relação com o setor privado, com lideranças industriais obsoletas que travavam a abertura. “Não teria sido possível (o acordo) se não tivéssemos juntado os ministérios”, disse. “Por que a abertura comercial não foi feita antes? Parte por ideologia e parte por lobby”, disse.

O acordo com a União Europeia, na visão de Guedes, vai na linha do plano do governo de abrir o País de maneira gradual. “A abertura gradual da economia está assegurada”, disse.

O ministro disse ainda que, resolvendo a questão fiscal do Brasil, o País caminhará para a redução dos juros. “Os juros devem descer lá na frente”, disse, em referência às expectativas do mercado.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Espero que esse acordo não cause a desindustrialização do país! País nenhum do mundo se desenvolveu somente produzindo artigos agrários ou de pecuária.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Unimed reúne gestores pra discutir eficiência e qualidade nos serviços

Como estimular cada vez mais médicos a aderirem à cultura cooperativista? Que estratégias usar pra melhorar o atendimento do beneficiário e promover atenção integral à saúde? Os desafios que as singulares da Unimed enfrentam estão sendo abordados no terceiro Fórum Equatorial.

O evento começou nesta quinta-feira (4) e vai até sexta-feira (6), no Holiday Inn. Entre as palestras, compliance e governança, programa de valorização do cooperado, experiências e resultados na atenção primária à saúde além das questões relativas às resoluções normativas da Agência Nacional de Saúde (ANS).

São cerca de 80 participantes, entre eles 9 presidentes de singulares e representantes de 14 Unimeds.
“ A Unimed Fortaleza veio em peso a este evento para fortalecer o Sistema Unimed e compartilhar as boas práticas”, Ressalta Elias Leite, Presidente da Unimed Fortaleza.

“A Unimed do Brasil tem apoiado todos os eventos das Federadas e Singulares, para difundir o cooperativismo e fortalecer a Governa₢a e Compliance no Sistema Unimed”, enaltece a Diretora da Unimed do Brasil, a Dra. Viviane Malta.

O Anfitriião do Fórum, O Dr. Fernando Pinto, Presidente da Unimed Equatorial ,celebra o sucesso do evento e destaca que a união de todas as Unimeds da região, facilitará a obtenção de melhores resultados para todos.

Às vésperas do dia internacional do cooperativismo, A Unimed Natal, cooperativa de médicos que há 41 anos atua no Rio Grande do Norte, reforça, os valores humanos que regem a instituição: “Ser cooperativista é acreditar que ninguém perde quando todo mundo ganha, é buscar benefícios próprios enquanto contribui para o todo.”

Sobre a Unimed Federação Equatorial

É a reunião de 6 singulares que, sob a coordenação do presidente eleito, o dr Fernando Pinto, Presidente da Unimed Natal, busca integrar e solucionar questões visando interesses comuns.

O presidente da Unimed Federação Equatorial, eleito em março de 2019, tem mandato de 4 anos.

O que? III Fórum Equatorial
Quando: 4 e 5 de julho.
Onde: Holiday Inn
Público: Representantes, presidentes das Unimeds

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *