Política

Bolsonaro ‘lamenta’ eleição de Fernández e diz que não vai cumprimentar argentino

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta segunda (28) que não vai cumprimentar o peronista Alberto Fernández, eleito presidente da Argentina em 1º turno no domingo.

Com 96,22% das urnas apuradas na noite de domingo, o opositor havia conquistado 48,03% dos votos contra 40,44% do atual presidente, Maurício Macri. Fernandéz encabeçou a chapa que tem como candidata a vice a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner.

“Não pretendo parabenizá-lo. Agora não vamos nos indispor. Vamos esperar o tempo para ver qual a posição real dele na política. Porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo, e vamos ver qual linha que ele vai adotar.”

Opinião dos leitores

  1. O Brasil é o poste que segura a Argentina, caso o Brasil resolva mudar o poste de lugar, a Argentina quebra, aliás faz tempo que nós compramos mais que vendemos a eies, portanto quem perde mais?

  2. Duas potências ! O presidente argentino deve está sem dormir! E por falar em (camarilha de comunistas sangue-sugas) No Brasil tem o que? Políticos suga-sangue ? Não se deixem contaminar pelo ilusionismo !

  3. Vai declarar guerra a um dos principais compradores de produtos brasileiros. Quer mesmo acabar com o país esse imbecil!

  4. Eita…
    Agora torou dentro !!!
    Quem é esse doido prá proferir tamanho despaupério ?!?!
    A anta a cada dia se supera…
    Mas ainda bem que bozo não se propôs ao clássico cumprimento simbolizado no aperto de mão com o novo líder hermano…
    Fernandéz vai evitar sujar a mão de m…!

    1. Ninguém sabe qual o pior, esse doido ou o ladrão corrupto e chefe de organização criminosa Lula. Estamos f…

    2. Quem idolatra bandidagem são os PTralhas,, lambando as botas de Cuba e Venezuela

    3. Com certeza Lucifer!você veio lá do inferno pra falar mais merda inda!A Argentina não está com esta bola toda!Este país precisa mais do Brasil do que o Brasil dele!Concordo com o presidente em não ir apertar a mão deste lacaio de Lula!Certamente as mãos de Pérez não só estão contaminadas de fezes mas deve estar também contaminadas com o óleo da Venezuela!

    4. #lulaconitnuapresobabaca #voltaparaoinferno ou vaí pra cubaquepariu

    5. BG
      Bolsonaro fez certo, uma camarilha de comunistas sangue-sugas e o Brasil não tem nada a ver com eles, pelo contrario eles é que precisam do Brasil.

    6. Pelo visto a ditadura está sendo implantada aqui. Um presidente sem noção que fala asneiras e quer ser populista neoliberal tupiniquim. Tem discurso inflamado e está planejando se manter no poder a qualquer custo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Prefeito de SP teve trombose venosa profunda e exames mostraram tumor no sistema digestivo

Exames realizados no sábado (26) apontaram o surgimento de um tumor no trato digestivo do prefeito Bruno Covas (PSDB), 39, segundo boletim médico. Por esse motivo, ele foi submetido neste domingo (27) a uma laparoscopia diagnóstica —uma cirurgia menos invasiva, feita com vídeo, que coleta material para a biópsia.

Segundo o comunicado da prefeitura, emitido a partir de informações do hospital Sírio-Libanês, “foi realizado um [exame] pet scan em continuidade à investigação diagnóstica. Este exame mostrou o surgimento de uma tumoração no trato digestivo”.

O resultado demora alguns dias para ficar pronto. A Folha apurou que as imagens sugerem um câncer no estômago, mas só a biopsia poderá dizer qual o tipo de tumor e o tratamento mais adequado.

No sábado (19), Covas sentiu-se mal, passou pelo pronto-socorro do hospital Albert Einstein e começou a fazer tratamento com antibióticos.

Ele apresentou melhora nos dias seguintes, mas piorou na quarta-feira (23), quando procurou o infectologista David Uip, que confirmou o diagnóstico de infecção na pele, mas decidiu recomendar a internação no Sírio-Libanês para mais investigações.

A essa altura, a perna do prefeito estava inflamada, e a panturrilha dura, o que sugeriria uma trombose venosa profunda, o que foi confirmado por uma tomografia. Ainda na quarta, ele iniciou o uso de antibióticos na veia e heparina.

Exames posteriores diagnosticaram um tromboembolismo nos dois pulmões—quando um coágulo se desloca de alguma região do corpo para o pulmão.

Segundo médicos ouvidos pela Folha, os responsáveis pelo tratamento de Covas devem ter decidido investigar se existia uma causa para o problema, já que o prefeito não faz parte do grupo de risco clássico para trombose, que são pessoas do sexo feminino, tabagistas, em uso de anticoncepcionais e pessoas com mobilidade reduzida ou que tenham feito recentemente uma viagem longa, entre outros.

O pet scan foi realizado na investigação desse quadro, uma vez que o câncer é um fator de risco conhecido para trombose. O exame revelou o tumor e alguns gânglios na barriga, que serão biopsiados.

A descoberta surpreendeu a equipe médica, porque o prefeito em nenhum momento apresentou sintomas clássicos de um câncer no aparelho digestivo, como perda de peso (ele mantém o mesmo há dois anos).

Ele é saudável, faz academia cinco vezes por semana e não tem histórico familiar de câncer nessa região. O avô dele, Mario Covas, ex-governador de São Paulo, morreu em 2011 em decorrência de um câncer na bexiga.

“É algo totalmente incomum, porque ele não apresentava nada demais, nem no pulmão”, diz Uip.

Segundo ele, é precipitado afirmar que o prefeito tem algum tipo de câncer. “Tumoração é tudo que aumenta. Pode ser benigno ou maligno”, afirma.

​O prefeito está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas por Uip, Roberto Kalil Filho, Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Artur Katz e Raul Cutait.

Não há previsão para que o prefeito de São Paulo receba alta.

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

Ator e diretor Jorge Fernando morre aos 64 anos

O diretor e ator Jorge Fernando, 64, da TV Globo, morreu na noite de domingo (27) no hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por plantão do Fantástico, da Globo, no início da madrugada desta segunda-feira (28).

Ele estava internado desde domingo à tarde após passar mal. Jorge Fernando se recuperava das sequelas de um acidente vascular cerebral sofrido em janeiro de 2017.

Segundo informações do Hospital Copa Star, Jorge Fernando deu entrada no final da tarde devido a uma parada cardíaca em decorrência de um aneurisma dissecante da aorta completa. Não foi possível reverter o quadro.

Nascido no Rio, ele começou a carreira artística aos 17 anos, ao adaptar para um monólogo a peça “Zoo Story”, de Edward Albee. Na Globo a estreia, como ator, ocorreu em 1978, no seriado “Ciranda, Cirandinha”, voltado ao público jovem.

Ainda apenas como ator, Jorge Fernando participou das novelas “Pai Herói” e “Água Viva”. Começou a trabalhar como diretor em 1980, na novela “Coração Alado”, de Janete Clair.

Ao longo de sua trajetória profissional, atuou ao mesmo tempo como ator e diretor em diversas novelas. Também comandou programas da linha de shows da Globo e dirigiu espetáculos teatrais como “Não Fuja da Raia”, estrelado por Claudia Raia.

No espetáculo teatral “Boom”, estrelado por ele mesmo, Jorge Fernando cantava, dançava e interpretava vários personagens.

Um dos grandes sucessos de sua carreira na TV foi a novela “Guerra dos Sexos”, que rendeu o prêmio de melhor diretor pela Associação Paulista de Críticos de Arte, ao lado de Guel Arraes, em 1983.

Na Globo, seu último trabalho como ator e diretor foi este ano, na novela “Verão 90”.

fFOLHAPRESS

 

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Alberto Fernández vence Macri no 1º turno é eleito presidente da Argentina

Quatro anos depois, o kirchnerismo está de volta ao poder na Argentina.

Em meio a uma grave crise econômica que afeta a população e atingiu em cheio o atual líder do país, Mauricio Macri, a eleição deste domingo (27) coroou a estratégia da ex-presidente Cristina Kirchner, que surpreendeu ao decidir se candidatar a vice numa chapa liderada por Alberto Fernández.

Com 96,22% das urnas apuradas por meio do sistema rápido de contagem, o opositor havia conquistado 48,03% dos votos contra 40,44% de Macri.

Na Argentina, é necessário obter índice superior a 45% para ser eleito em primeiro turno —ou votação acima de 40% desde que com uma diferença de 10 pontos percentuais para o segundo colocado.

Ainda que não tenha sido necessária uma nova rodada, a margem entre Fernández e Macri surpreendeu, uma vez que as pesquisas chegaram a indicar 20% de distância, o que seria uma tremenda lavada.

Os kirchneristas também obtiveram outras vitórias, como a conquista do governo da Província de Buenos Aires, que sai das mãos da macrista María Eugenia Vidal —“Hoje Deus me deu um descanso para que eu recupere as minhas forças”— e foi para as do ex-ministro da Economia Axel Kicillof, com 52,18% dos votos até a publicação desta reportagem.

Em discurso conciliador na noite deste domingo, Macri reconheceu a derrota nas eleições e prometeu fazer uma transição organizada para o governo do próximo presidente, Alberto Fernández.

“Convidei Alberto Fernández para tomar café da manhã na Casa Rosada [sede do governo argentino] amanhã, para começar um período de transição ordenada”, afirmou. “A única coisa que importa é o futuro dos argentinos.” Quando parabenizou o adversário, ouviu vaias dos apoiadores.

A posição do candidato derrotado destoa da última eleição, em 2015, quando Cristina  sequer foi à posse ao ser derrotada pelo atual presidente. À época, ele recebeu a faixa do presidente do Senado.

FOLHAPRESS

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Não há novas manchas de óleo chegando ao litoral, diz governo

O governo informou que não foram encontradas, neste domingo, 27, novas manchas de óleo no litoral do Nordeste, atingido pelo vazamento de petróleo observado há quase dois meses. Em nota, o Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado por Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama, informou que novos resíduos não foram observados chegando à costa pelas equipes de monitoramento.

O relato do governo demonstra que a situação do litoral melhorou em relação ao dia anterior. Sábado, em coletiva de imprensa, a Marinha informou que as praias do Nordeste já não apresentavam óleo do vazamento, mas, apenas “pelotas” de petróleo no mar que poderiam ser recolhidas quando chegassem às praias. Agora, há outra preocupação: parte do óleo avançou para os manguezais.

O governo já registrou 249 locais afetados. Mais de 1 mil toneladas de resíduos oleosos, diz a nota, foram recolhidos. As ações do grupo continuam em Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia – Estados mais atingidos. Em outros locais, de acordo com o governo, a situação é estável.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. BG
    A ptralhada tudo caladinho, pois o desastre foi provocado pelo amiguinho delles Maduro da Venezuela, que já apodreceu à muito tempo, ou raça safada é COMUNISTA.

    1. No mínimo foi muito bem calculado a área de despejo, pois conseguiu atingir o maior número possível de estados. Se procurar bem, tem a mão dos petralhas por trás.

    2. Engraçado são os discípulos do Olavo, fundamentam acusações sem embasamento real, apenas fake news servem.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Brasil tenta atrair empresas estrangeiras para operar voos domésticos

O governo brasileiro quer atrair companhias aéreas estrangeiras para operar voos domésticos no país, e terá conversas com ao menos três empresas, disse neste domingo (27) o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann.

“Vamos conversar com a Jet Blue, vamos conversar com a Volaris, um grupo mexicano […] vamos conversar com a Sky Airline, que é chilena”, disse Glanzmann em entrevista durante o Alta Airline Leaders Forum, uma conferência da indústria, em Brasília.

“São conversas para introduzir o Brasil para eles, elas não significam que as companhias estão dizendo que virão para cá”, acrescentou o secretário.

Glanzmann disse que as reuniões com a Volaris e a JetBlue Airways devem ocorrer na segunda-feira (2).

Um representante da Sky disse que a companhia cancelou sua participação na conferência Alta por causa dos protestos no Chile, mas não quis comentar sobre a reunião com o governo brasileiro. A Jet Blue e a Volaris não responderam de imediato a pedidos de comentário.

Recentemente, o governo começou a trabalhar por mais abertura do mercado brasileiro de aviação, que é o maior da América Latina. O presidente Jair Bolsonaro autorizou que companhias estrangeiras se instalem no segmento doméstico.

Hoje, o mercado de aviação doméstica brasileiro encontra-se altamente concentrado em três companhias — Gol, Latam e Azul.

Até este ano, havia uma quarta empresa, a Avianca Brasil, mas a empresa encerrou suas operações em maio, depois de entrar com um pedido de recuperação judicial no fim do ano passado, num alerta sobre o risco e a volatilidade de operar no Brasil.

A reação à liberação do mercado brasileiro tem sido tímida, mas o grupo espanhol Globalia já declarou intenção de operar linhas domésticas no Brasil. Glanzmann espera que outras empresas sigam o mesmo caminho.

A estratégia, segundo ele, envolve a atração das companhias estrangeiras primeiro para operar voos internacionais.

“Estamos trabalhando primeiro com rotas internacionais, mas já estamos trabalhando para que tais operações se tornem operações domésticas no mercado brasileiro”, disse o secretário.

No ano passado, quatro companhias aéreas de baixo custo começaram a operar voos internacionais para o Brasil: a JetSMART, que pertence à Indigo Partners, a Sky Airlines, a Norwegian Air Shuttle e a argentina Flybondi.

O secretário também disse que o governo espera que o avião Boeing 737 MAX retorne as operações “até o fim do ano”.

O modelo MAX está impedido de voar há meses após dois acidentes fatais pelo mundo, e companhias aéreas norte-americanas não esperam vê-lo novamente em operação antes de 2020, de acordo com seus cronogramas de voo.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Maia diz achar “difícil” Lula ficar elegível para voltar a disputar a Presidência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia disse, em entrevista a’O Estado de S.Paulo que é “suicídio coletivo” tratar das eleições de 2022 neste momento e disse não acreditar na elegibilidade do ex-presidente Lula.

“Acho difícil ele ficar elegível”, disse após ser questionado sobre a possibilidade. Isso porque, Lula está condenado por crimes que o tornaram inelegível para disputar o pleito de 2022 ao cargo chefe da República, porém acreditando na soltura com o julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode mantê-lo condenado, mas fora da cadeia.

Maia também criticou possíveis polarizações por pura política. Na visão dele, são necessários projetos e que esses projetos serão aprovados se fizerem bem para o país.

“ficar dizendo “Ah, não aprovo as coisas do Bolsonaro porque ele pode ser candidato à reeleição” não dá. Se a desigualdade no Brasil estiver menor, ótimo que ele seja reeleito. Espero que o motivo de uma eventual reeleição dele seja o de que o Brasil mudou, e não a polarização com o PT, ele contra Lula. Que seja ele, que seja o Luciano, que seja qualquer um”, completou.

Opinião dos leitores

  1. O chefe da maior organização criminosa que acabou com o país ainda quer ser candidato a presidente, será que ele pensa que ainda tem tantos alienados para ele manipular a ponto de ser candidato talvez ele seja eleito presidente de pavilhão lá na papuda

  2. Fora BOSTAO NARO, CANALHA, MALADRO E USURPADOR DE DINHEIRO PUBLICO, O LADRAO QUE ESTA NA PRESIDÊNCIA COM A SUA FAMILIA DE MILICIANOS, SIMPLISMENTE DETONANDO O BRASIL, MAQUIAVÉLICO….BOSTAO NARO O DIABO EM FORMA DE GENTE

  3. Mesmo os velhinhos canalhas do STF soltando o maior ladrão do mundo, não apaga as traquinagens, o cangapé que ele e sua corja deu no povo brasileiro.
    Kkkkkk.
    Esse ja foi, já era.
    Carta fora do baralho.
    Só não vê quem não quer.
    Paciência!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Apenas 25% dos jovens de 18 a 30 anos fazem controle financeiro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi

Uma pesquisa do SPC Brasil revela que 47% das pessoas da chamada Geração Z, que tem hoje de 18 a 25 anos, não faz controle de seus gastos. A SPC Brasil é uma empresa de tecnologia vinculada à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) que processa e armazena todas as operações de crédito realizadas pelas empresas no país.

As justificativas para a falta de controle das finanças vão de não saber fazer (19%) à preguiça (18%), falta de hábito ou disciplina (18%) e não ter rendimentos (16%). Os dados revelam um endividamento recorde dos mais jovens, diz a economista-chefe do SPC Brasil Marcela Kawauti.

“As principais dívidas são as tradicionais, e o cartão de crédito ainda é muito presente. Vale lembrar que, nessa fase da vida, o cartão de crédito provavelmente é usado para pagamento de contas do dia a dia, e não de contas básicas”, destaca Marcela. “Então, esse jovem também se endivida com coisas que ele não deveria pagar a prazo, e sim à vista.”

A estudante de publicidade Jhulia Costa, de 18 anos, que mora em São Paulo e começou a fazer estágio, tem cartão de crédito com limite que ela própria considera alto, e já está endividada. Jhulia conta que resolveu fazer compras e depois não conseguiu pagar a fatura do cartão em dia. A dívida rapidamente passou de R$ 900 para R$ 1.500.

“É aquela coisa do jovem: quer comprar aquilo e aí, no final do mês, não tem como pagar. Eu saí comprando roupa, coisas para cabelo…”, lembra a estudante, que pretende pagar o que deve o mais rápido possível. “Eu vou ter que sentar e fazer uma planilha de gastos, para ver o que consigo cortar no momento e, até o final do ano, para pagar essa dívida. Estou me controlando, já deixei o cartão, bloqueei, cancelei tudo, agora, só débito.”

Marcela Kawauti considera a falta de educação financeira um grande problema. “Mesmo entre os mais jovens, o problema da educação financeira é muito forte. Apesar de estarem na vanguarda, terem mais apetite por tecnologia, ainda tem meios tradicionais de se endividar, e meios tradicionais de controlar ou deixar de controlar o seu orçamento, principalmente porque falta educação financeira para eles”, diz a economista.

Para ajudar a evitar dívidas, existem várias estratégias. Um serviço por aplicativo, inédito no brasil, antecipa o salário dos dias trabalhados, mediante acordo prévio com a empresa. O valor cai direto na conta do usuário. Não há cobrança de juros, apenas uma tarifa de R$ 9 para receber antes qualquer valor.

Empresas desse tipo são comuns nos Estados Unidos e agora estão chegando ao Brasil. Uma delas é a Xerpay e tem o americano John Delaney como COO em São Paulo. COO é a sigla inglesa de chief operating officer, cujo significado é diretor de operações ou executivo-chefe de operações, uma espécie de braço direito do CEO, diretor executivo ou presidente de uma organização. O COO é o responsável pela gestão das operações da empresa no dia a dia, realizando um acompanhamento rotineiro e eficiente do negócio e reportando todas as operações da empresa ao diretor executivo.

Segundo Delaney, é mais vantajoso antecipar o salário a fazer um empréstimo para quitar uma dívida. “É muito mais barato antecipar o salário que o colaborador já ganhou que contratar um crédito no mercado tradicional, em que a pessoa paga juros altos, sobretudo no atual cenário brasileiro. E também tem a questão da inadimplência: se você não pagar o valor devido, acaba tendo mais encargos e multas e despesas.”

Quando o assunto é evitar o endividamento, cada um tem seu jeito. O do estudante de marketing Vitor Freitas, de 18 anos, é manter uma boa disciplina financeira. “Não tenho cartão de crédito, não tenho nada. Decisão minha. Tem que saber usar, não é? No momento, eu prefiro não ter. Deixo tudo organizadinho em uma planilha, deixo lá no meu computador, e vou organizando”, explica Vitor.

O SPC Brasil recomenda aos jovens colocar a vida financeira como prioridade. “O jovem endividado deve aproveitar que ele tem menos responsabilidades financeiras e colocar a vida financeira como prioridade. anotar todos os gastos e toda a renda que ele tem, e direcionar esses gastos ao pagamento da dívida. É importante que a dívida seja paga o quanto antes para evitar cobrança de juros”, ressalta a empresa.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Lei garante amamentação durante concursos públicos

Em vigor desde o dia 18 de outubro, a Lei 13872/19 garante, às mães lactantes, o direito de amamentar seus filhos, de até 6 meses de idade, durante provas de concursos públicos. A amamentação é permitida por períodos de até 30 minutos por filho, em intervalos de duas horas. Apesar de a nova lei representar avanço, especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam ser necessária a compreensão dos fiscais de prova, no sentido de flexibilizar os prazos previstos pela legislação.

“É importante que o fiscal de provas tenha conhecimento e seja sensibilizado quanto a importância da amamentação porque, talvez, o bebê precise de um pouco mais do que 30 minutos”, explica a gerente do Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Danielle Aparecida da Silva.

Mãe e servidora concursada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Valesca Lira defende, além de períodos maiores do que 30 minutos a cada duas horas de prova, que a lei possibilite também a amamentação de crianças com idade superior a 6 meses.

“Entendo ser mais relevante para os bebês de até 6 meses porque trata-se da única forma de alimentação durante essa fase. No entanto, como não há alimentação sólida nesse período, o leite materno é digerido muito rapidamente . Portanto meia-hora, para alguns bebês, pode não ser tempo suficiente”, explica a mãe da Leila, um bebê de 1 ano e 2 meses.

Outra questão apontada por ela decorre do fato de que o ato de amamentar não se restringe à alimentação. “É também uma forma de conforto e amparo à criança. Por isso, penso que a lei deveria garantir a amamentação de crianças com idade mais avançada”, argumenta Valesca.

De acordo com a Constituição brasileira, a amamentação é um direito de todos. Já a Organização Mundial de Saúde preconiza a amamentação exclusiva e sob livre demanda até os 6 meses de idade; e de forma continuada até os 2 anos e meio ou por período ainda maior.

Com a nova legislação, as mulheres em período de lactação devem informar previamente, durante o ato de inscrição, a situação e o desejo de amamentar seu bebê, de forma a obter o apoio logístico necessário pela organização do concurso – em especial, para a disponibilização de espaço para os acompanhantes indicados pela mãe, com quem os bebês ficarão enquanto ela estiver fazendo a prova.

Um fiscal irá acompanhar a mãe durante a amamentação, e o tempo despendido na amamentação será compensado em igual período no fim da prova.

Para evitar situações em que o prazo de 30 minutos a cada duas horas precise ser ampliado, a gerente do BLH sugere, em primeiro lugar, que a mãe seja devidamente orientada, sobre os procedimentos a serem adotados durante as provas.

“Outra boa iniciativa [que não está prevista pela lei em questão] seria disponibilizar espaços para a coleta de leite, caso o seio dela ficasse muito cheio e desconfortável”, sugere Danielle.

Segundo Valesca, medidas como essas tranquilizariam a mãe na hora da prova. “Tiro como exemplo o meu trabalho no STJ. Lá, temos um berçário que é também lactário. Quando a servidora volta da licença maternidade, ela pode trazer o bebê. Assim, podemos trabalhar com mais tranquilidade, o que melhora, inclusive, nossa produtividade”.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Assessor de Flávio Bolsonaro faz piada com morte de Marielle em grupo no WhatsApp

Assassinada no dia 14 de março do ano passado, a vereadora Marielle Franco acabou sendo alvo de uma ‘brincadeira’ bastante desagradável. Em um grupo de WhatsApp do Senado, um assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) utilizou uma figurinha com o rosto da parlamentar acompanhado da frase “morri kkk”.

Segundo informações da revista Época, o autor da ação contra Marielle no grupo ‘Assessores SF Desfocados’ foi Marcelo Antonio Siqueira Martan, que, questionado, disse que não teve o objetivo de ofender ninguém e que suas opiniões “não representam” as de Flávio Bolsonaro.

Em nota, ele ainda afirmou que a sátira, como definiu a atitude, é rotineira no grupo e que assessores de outros partidos fizeram e fazem publicações semelhantes. Por fim, encerrou o texto com um pedido de desculpas.

Neste sábado, o caso teve novo avanço sobre a investigação dos assassinos de Marielle. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou em denúncia enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o político Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE_RJ), “arquitetou o homicídio da vereadora”, que também resultou na morte do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

O Dia

Opinião dos leitores

  1. Familia de Marginais, O FIM DESSES TRASTES VAI SER UM VULCAO, BOSTAO NARO E SUA TRUPE DEDELINQUENTES

  2. Lamentável, notadamente o mal está institucionalizado.
    Que Deus, com sua infinita misericórdia, tenha compaixão de nós.

  3. … Agora tem que descobrir quem solicitou ao brasão?! Assim Chega nos verdadeiros mandantes, o brasão foi intermediário, menino de recado…… Por sinal um péssimo menino, deixou muitas pontas soltas……

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Acusado de matar cunhada de 12 anos em Apodi vai a júri popular

O homem acusado de matar sua cunhada de 12 anos em setembro de 2018, vai a júri popular dia 7 de novembro. Paulo Batista de Souza, 23 anos, era casado com a irmã da vítima e foi o último a estar com ela.

O caso aconteceu na cidade de Apodi, a 340 quilômetros de Natal; e chocou a cidade na época. Paulo de Souza deveria deixar Maria Carla da Silva, 12 anos, na casa de uma irmã dela. A criança jamais chegou ao local onde deveria ser entregue.

Após o sumiço a família acionou a polícia. O cunhado inicialmente negou o crime, mas sempre foi tido como suspeito. Alguns dias depois ele foi preso. Dia 17 de outubro de 2018, um mês após o sumiço, a polícia encontrou a ossada da criança.

Pouco tempo depois, exames confirmaram que os restos mortais eram da menina. O acusado confessou o crime e disse que assassinou Maria Clara usando um pano. E que o motivo teria sido “só raiva mesmo”.

Paulo Batista de Souza, acusado de matar sua cunhada de 12 anos, responderá por homicídio qualificado. Ele será julgado por homicídio qualificado, por motivo fútil, envolvendo asfixia, dissimulação e feminicídio.

OP9

Opinião dos leitores

  1. Se o problema é o Legislativo, mudemos o Legislativo. O povo brasileiro precisa entender que numa democracia o Poder Executivo não pode tudo. É preciso eleger deputados e senadores que queiram endurecer o Código Penal. Só assim uma pessoa vai pensar bastante antes de tirar a vida de outra simplesmente porque estava com raiva.

  2. Segundo nosso maravilhoso STF, esse bichinho é inocente até trânsito julgado. Ou seja, não teremos mais em nosso país criminosos.

    1. Não é o STF que diz isso… São a Constituição e o Código Penal. Todos passíveis de alteração pelo Legislativo. O STF apenas diz o que é ou não conforme a Constituição.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Áudio indica que Bolsonaro conversou com Queiroz sobre demissão de laranja

Em outro áudio reproduzido pela Folha neste domingo, Fabrício Queiroz dá a entender que Jair Bolsonaro o comunicou sobre a intenção de demitir uma funcionária do gabinete de seu filho Carlos.

“Na época, o Jair falou para mim que ele ia exonerar a Cileide porque a reportagem estava indo direto lá na rua e para não vincular ela ao gabinete. Aí ele falou: ‘Vou ter que exonerar ela assim mesmo’. Ele exonerou e depois não arrumou nada para ela não? Ela continua na casa em Bento Ribeiro?”

Cileide Barbosa Mendes foi doméstica da família Bolsonaro e atuou como laranja do militar Ivan Ferreira Mendes, ex-marido de Ana Cristina Valle (Ana é ex-mulher do presidente).

Não é possível determinar quando ocorreu a conversa mencionada por Queiroz.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. ESPERANDO OS COMENTARIOS DO GADO ROBÔ – MILICIA DIGITAL COM LARANHAS QUALIFICADOS NA TERRA PLANA PELO ORVALHO DE CAVALO,- DEFENDENDO OS "BANDIDOS DE ESTIMACAO".
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    1. Só nhem nhem nhem.
      O PRESIDENTE TÁ DESAFIANDO A REDE GLOBO TODO DIA, A ACHAR ALGUM ENVOLVIMENTO DELE JAIR MESSIAS BOLSONARO COM A CORRUPÇÃO.
      Kkkkkkkkk
      Lula tá preso babaca!
      Condenado em duas instâncias, se tiver mais 20 pela frente, vai ser condenado em todas.
      Roubou e deixou roubar, os corruptos do STF, não tem como apagar o crime. Lula é bandido e ponto final.
      Kkkkkkk
      Espere deitado, em pé cansa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Joice Hasselmann: ‘Como acho machismo cafona, acho feminismo cafona’

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) tem sido atacada desde que, em meio à crise de seu partido, foi destituída da liderança do governo no Congresso Nacional. As ofensas vêm, inclusive, de antigos aliados. E estão sendo feitas justamente no ambiente que foi fundamental para que ela obtivesse votação recorde em 2018: as redes sociais. “Sofro ataques machistas e canalhas de um grupo do qual Eduardo e Carlos Bolsonaro fazem parte”, afirma.

A parlamentar diz estar enfrentando o machismo pela primeira vez agora e acrescenta que se trata de algo tão “cafona” quanto o feminismo. “Eu vejo o feminismo como um machismo de sinal contrário”, diz. “A veia boa do início do feminismo foi distorcida demais.”

Deputada mais votada da história do País, com mais de 1 milhão de votos, Joice pode deixar a Câmara Federal em breve. Ela é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PSL. “Eu só declinaria da candidatura à Prefeitura para algo maior. Algumas pessoas do meu partido já estão me procurando com essa intenção”, revela.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

A senhora é uma mulher que se posiciona, que sempre trabalhou fora, que se diz pai e mãe dos filhos. Com esse papel de força, por que não defende o feminismo?

Eu vejo o feminismo como um machismo de sinal contrário. Como eu acho o machismo cafona, eu acho o feminismo cafona. A veia boa do início do feminismo foi distorcida demais, acabou virando um jogo de mulheres contra homens. Eu sou contra isso. A gente não tem de ser contra ninguém: é chegar, ocupar nosso espaço, pronto e acabou. Acho que a gente precisa refundar o movimento feminino no mundo todo, não só no Brasil, para conseguir valorizar o que a mulher tem de fato. Se houver uma ‘refundação’, posso até entrar nisso, mas para ser um movimento feminino. E não uma guerrinha de sexos.

A senhora falou que o feminismo perdeu a veia boa. Qual seria essa veia?

Lá atrás, houve vitórias como a conquista do voto, por exemplo. Mas isso não pode ser atribuído ao movimento feminista. E sim ao movimento de mulheres. Não havia naquele grupo só feministas. Estavam ali também donas de casa, que queriam cuidar do marido e dos filhos. Hoje, no entanto, vejo mulheres sendo criticadas porque querem se dedicar ao papel de mãe. Ou seja, o movimento feminista acaba ridicularizando mulheres que não optam por esse lado mais duro. Não conheço mulher mais dura e firme do que eu. Mas tenho de mesmo de ser feminista? Não, porque eu sou liberal e não quero impor nada para ninguém.

A senhora considera que já sofreu ataques machistas?

Nunca tinha sofrido nenhum ataque machista. Nunca houve um único caso, uma única gracinha na Câmara. Por quê? Porque eu cheguei com a alma preparada para enfrentar o que der e vier. As ofensas começaram agora. Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro fazem parte do grupo que me ataca nas redes sociais. São mais do que ataques machistas, são canalhas. Emojis de porco, postagens me associando à (personagem de desenho animado) Peppa Pig, montagens.

Considera que o presidente Bolsonaro e seus filhos são machistas?

Não vi nenhuma manifestação pública do Flávio, por enquanto. Internamente, é outra coisa. O presidente também não falou nada. Prefiro dar a ele o benefício da dúvida de que é contra tudo isso que está acontecendo.

Apenas 15% dos cargos em disputa nas eleições do ano passado foram conquistados por mulheres. Como avalia a situação?

Quando você faz um comparativo, as mulheres são mais preparadas do que os homens em relação a estudo. Porém, ainda falta para algumas delas o preparo de alma. O preparo de coração, de vontade, de querer entrar na guerra, ir à luta e ganhar. Então, essa questão de cota me incomoda um pouco. Para mim, o mais importante é convencer a mulher de que ela deve entrar na política porque quer, para entregar algo para o País. Sou a prova viva de que não é preciso ter cotas. Fiz minha carreira sozinha no maior colégio eleitoral do País e trouxe mais quatro (deputados) comigo.

Como fazer para que mais mulheres ocupem espaço na política institucional? O que falta para que isso ocorra?

Financiamento é importante, mostrar a comunicação para mulher, o fazer campanha olho no olho. Por outro lado, nem acho que esse mundo (da política) seja tão masculino assim. Se eu estou em um lugar que tem cem homens e só eu de mulher, não me sinto intimidada. Por mim, tanto faz quanto tanto fez. Quebrar isso com o exemplo é o melhor caminho. Essa mulher que está aqui, brigando na Câmara, gosta de um batom, de unhas feitas, de um cabelinho escovado. É menina como todas elas. Mas que chegando aqui tem um papel de mulher forte.

Os últimos governos foram criticados pelo fato de contarem com poucas ministras. Qual a sua visão sobre o tema?

Não gosto dessa observação, como se você tivesse de ter uma cota. Mas os governantes precisam olhar um pouco mais para as qualificações das mulheres. Não venham me dizer que, para a formação de uma equipe ministerial, não há mulheres excepcionais no mercado. Nós temos mais tendência à conciliação, a conversar, a ouvir o contraditório, a não perder a paciência. A mulher pode usar na política a sensibilidade feminina e a força que tem para gerar e criar filhos.

Se existem mulheres conciliadoras e com currículo excepcional, por que não são escolhidas?

Você está perguntando para a pessoa errada. Precisa perguntar para quem nomeia. Particularmente, gosto de trabalhar com mulheres para algumas funções e não para outras. A questão do jeitinho da mulher e do jeitão do homem ajuda em alguns momentos. Para assessoria de comunicação, gosto de trabalhar com mulher, tem o jeitinho para falar com repórter. Mas meu motorista é homem.

Como é feita a articulação da bancada feminina, da esquerda à direita? Existe essa união?

A bancada feminina é organizada, é única, funciona bem quando as pautas não são polêmicas. Quando são, existe uma divisão até por causa da orientação partidária. Em temas de costumes, há divisão. Agora, em outras pautas a mulherada se junta. Define qualquer votação. São 77 mulheres. É maior do que qualquer bancada e consegue decidir o que quiser na Câmara.

A senhora tem um projeto de lei para endurecer a Lei Maria da Penha. Que outras pautas quer propor em prol das mulheres?

Não gosto de fazer pauta específica para mulheres, homens e crianças. A gente tem de pensar no Brasil. As minhas pautas são nacionais, como o combate à corrupção, a segurança pública… O meu projeto (PL 11/2019; a proposição está aguardando parecer na Comissão de Segurança Pública da Câmara) para mexer na Lei Maria da Penha não é uma pauta feminina. É pauta humana, em defesa das pessoas que estão sendo mortas no País. Há levantamentos mostrando que, após denunciarem a agressão, algumas mulheres são espancadas, violentadas e até mortas quando voltam para casa. E isso é feminicídio. Quero que o delegado possa analisar o caso e conceder medidas protetivas imediatamente.

A crise do PSL afeta seus planos de disputar a Prefeitura de São Paulo? A pré-candidatura está mantida?

Está totalmente mantida. A minha disputa pela Prefeitura de São Paulo é fundamental para barrar o plano da esquerda de voltar à Presidência. Está na hora de as paulistanas se orgulharem da mulher que comanda a Prefeitura. Eu só declinaria da candidatura por algo maior. Algumas pessoas do meu partido já estão me procurando com essa intenção.

O que seria algo maior?

Aí vocês interpretam da maneira como quiserem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião dos leitores

  1. Uma pena, ver nosso país necessitando de coisas sérias, assuntos inerentes aos mais diversos setores de desenvolvimento, e quando acessamos nossos órgãos de comunicação encontramos pessoas que deveriam estar envolvidas para alavancar soluções dos problemas do Brasil, se envolvem é com briguinha de comadres, todos falando asnice,… meu Deus que qualidade de representantes e autoridades temos, um presidente de um país como o Brasil, não ter pulso pra arrumar sua família (filhos) imagine como vai seguir a frente dos destinos dos mais de 200 milhões de brasileiros.
    Vimos Fernando Henrique, Collor, Itamar, Sarney, Lula, Filma, Temer, todos fizeram sacanagem com a prática da desonestidade, mais nenhum deles deixou os filhos se meterem com a administração do Brasil.
    Os filhos do Lula roubaram adoidado s, mais a gente nem sabia que eles iam ao Palácio.
    Os desembestados ou três patetas… filhos de Bolsonaro, enquanto não tirarem o pai do governo, não irão sossegar.
    Nunca souberam o que é trabalho bons vivans da orla carioca

    Lembro!!! Tudo passa. Pode até demorar mais o momento acontece!!!!

    1. Em quanto isso o presidente fecha acordos importantes mundo a fora, mas não é importante pra imprensa.
      Pra eles o bom é esse puteiro, aue deveria ter parado em 2018.

  2. O fracasso subiu à cabeça de peppa.
    Foi escorraçada do governo,
    Foi desprezada por Doria,
    Não terá mais mandato após esse q obteve dizendo q é mais bolsonarista q os filhos do presidente…

    Morreu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ministério Público tem um ‘cometa para enterrar na gente’, diz Queiroz em áudio

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o policial aposentado Fabrício Queiroz considera que a investigação do Ministério Público do Rio contra eles pode gerar um problema “do tamanho de um cometa para enterrar na gente”.

Em áudios de WhatsApp obtidos pela Folha, ele se diz abandonado e vê seu grupo político temeroso, quando poderia estar exercendo sua força política. À distância, aponta falhas na condução do governo e considera que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deveria usar a estrutura policial contra aqueles que lhe causam dificuldades.

“É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP [Ministério Público] tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”, disse o policial militar aposentado em áudio de julho deste ano.

Não é possível determinar a quem ele se refere como protegido. Os áudios foram enviados por Queiroz a um interlocutor não identificado, por meio do WhatsApp. A fonte que repassou as gravações à reportagem pediu para não ter o nome revelado.

Queiroz é pivô da investigação contra Flávio Bolsonaro conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Os promotores do Gaecc (Grupo de Atuação ao Combate à Corrupção) investigam as práticas lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro no período em que foi deputado estadual.

Desde que o caso foi revelado, Queiroz teve raras aparições públicas. De acordo com sua defesa, ele está em São Paulo desde dezembro do ano passado para o tratamento de um câncer.

Jair e Flávio Bolsonaro afirmam que não conversam com Queiroz desde que a atípica movimentação financeira do ex-assessor veio à tona, no fim de 2018.

Mesmo supostamente distante, o PM aposentado revela tristeza com a situação política dos aliados. “Era para a gente ser a maior força, a gente. Está todo mundo temendo, todo mundo batendo cabeça”, disse ele ao interlocutor.

Ele também critica a cobertura da imprensa e diz sentir pena do presidente em razão das crises sucessivas do governo, inclusive a causada pela investigação contra si.

O procedimento contra Queiroz foi aberto após o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) identificar uma movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas do ex-assessor de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Queiroz afirmou que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado. A sua defesa, contudo, nunca apontou os beneficiários finais dos valores.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

A Justiça fluminense quebrou os sigilos bancário e fiscal de Queiroz, Flávio e outras 101 pessoas físicas e jurídicas envolvidas com o senador. A investigação, contudo, foi paralisada por decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob alegação de que o Coaf enviou informações financeiras com mais detalhes do que o autorizado pela lei. O caso será analisado no plenário da corte no mês que vem.

Na quarta-feira (24), o jornal O Globo divulgou uma gravação em que o ex-assessor fala sobre cargos que poderiam ser ocupados no Congresso.

“Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara, no Senado… Pode indicar para qualquer comissão, alguma coisa, sem vincular a eles [família Bolsonaro] em nada. Vinte continho pra gente caía bem, pra c…, caía bem pra c… Não precisa vincular a um nome”, disse Queiroz, em gravação de junho.

O presidente Jair Bolsonaro classificou a gravação como “áudio bobo”. Ele também afirmou que não tem ciência sobre as atividades do amigo: “O Queiroz cuida da vida dele, eu cuido da minha”.

Posteriormente, a Folha teve acesso a esse áudio e conseguiu outras gravações.

Outro lado

O advogado Paulo Klein, que defende Queiroz, afirmou que seu cliente não teme a investigação do Ministério Público, como sugere o áudio.

“Ele não tem motivo para estar preocupado porque não cometeu nenhuma ilicitude. O que ele diz é uma preocupação em decorrência da vultosidade do caso, de repercussão nacional. É uma linguagem de uma pessoa simples num ambiente informal”, disse Klein.

O defensor afirma ainda que a gravação corrobora a versão de sua defesa, de que Queiroz permanece distante da família Bolsonaro desde que o caso se tornou público.

“Isso só mostra que de fato não tem ninguém apoiando ele do ponto de vista político. Não existe uma manobra política como muitos dizem. Ele não tem nenhum apoio político, nem de ninguém a não ser da própria família e do advogado”, declarou o advogado.

Em nota, o advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou que não pode confirmar a autenticidade do material sem ter tido acesso aos áudios na íntegra. Ele disse que só poderá se manifestar se souber a origem das gravações, o interlocutor, o contexto e o período em que as afirmações foram feitas.

“As informações repassadas pela reportagem mostram apenas que o áudio não cita o senador e nem permite saber a qual procedimento do Ministério Público essa pessoa se refere. Não se pode associar esse áudio e seu conteúdo ao senador Flávio Bolsonaro.”

A Presidência da República afirmou que não comentaria o caso.

Opinião dos leitores

  1. O desvio de conduta praticado por esse grupo é também passível de ação judicial e condenável, apesar de ser uma prática comum no parlamento brasileiro, seja no federal, estadual e no municipal, inclusive parlamentares do nosso RN foram flagrados, e até não responsabilizados. Agora, ladrões de bilhões de reais, onde foram presos e flagrados com patrimônios incompatíveis com seus salários, delatados com provas, onde até a justiça conseguiu recuperar o dinheiro roubado, e o stf chega pra anular os processos por não poder prender em 2a instância, questão de falar após a fala do delator, isso é o que pode se chamar de imoralidade pública. Um absurdo cometido contra os contribuinte que foram roubados, e que estão sem a contrapartida dos serviços do estado, onde o dinheiro roubado está faltando nos hospitais com a falta de remédios, de profissionais para fazer as cirurgias, no atendimento; seja na deficiência do combate a criminalidade, onde o cidadão é outra vez assaltado, assassinado, estuprado ficando totalmente indefeso e sem a quem recorrer; além da falta de estruturas das cidades e da educação pública, totalmente combalida pra sua família. Portanto, ao invés desse stf defender o cidadão da sanha dos criminosos, fazem é proteger o criminoso quando esse é flagrado com o produto do crime. Logo, temos que nos levantar contra isso, ou não deixaremos de ser eternos Cidadão de última categoria, sem a mínima dignidade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Brasil pretende ampliar comércio com a Argentina, diz Bolsonaro

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (27), ao ser questionado sobre a relação que pretende manter com a Argentina se o candidato oposicionista vencer as eleições naquele país, que o Brasil pretende “ampliar qualquer comércio” com o vizinho.

A votação na Argentina está marcada para este domingo. O atual presidente e candidato preferido de Bolsonaro, Maurício Macri, aparece nas pesquisas atrás de Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner. Bolsonaro é crítico frequente do kirchenismo e chegou a dizer, na semana passada, que a vitória da chapa de Fernández poderia representar um risco para o Mercosul.

Em visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, uma das etapas do giro presidencial por Ásia e Oriente Médio, Bolsonaro foi questionado pela imprensa brasileira sobre o pleito na Argentina.

“Da nossa parte pretendemos ampliar qualquer comércio com a Argentina. Mas, obviamente, como integrante do Mercosul, as causas democráticas têm que se fazer valer”, respondeu o presidente.

Bolsonaro disse ainda que espera que Fernández, caso eleito, volte atrás na intenção de rever o acordo entre Mercosul e União Europeia. Anunciado em julho, após 20 anos de negociação, o acordo foi celebrado pelo governo Bolsonaro como uma maneira de impulsionar a economia do Brasil.

Alguns países, como a França, já sinalizaram que não concordam com os termos da parceria. Fernández defendeu a revisão durante uma visita a Curitiba em agosto, quando esteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após condenação na Operação Lava Jato.

“A gente espera que aquilo que falou há pouco, quando visitou o Lula no Brasil, que reveria, revisionaria a questão do Mercosul, que ele volte atrás”, disse Bolsonaro.

Questionado sobre a postura de Fernández de ter ido ao Brasil visitar um representante da oposição, mas não o presidente da República, Bolsonaro disse que é “impossível” se encontrar com partidários e autoridades numa só viagem.

“O lado do momento era do Macri, o outro lado era oposição. Tem várias oposições em qualquer país do mundo. Não pode alguém vir me visitar e visitar outros 20 partidários, que é impossível fazer isso”, afirmou o presidente.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

‘Funcionários públicos não são os vilões que tentam fazer crer’, diz sindicalista

Representantes do serviço público pretendem ainda levar um discurso à população de que o “funcionalismo não é vilão que tentam fazer crer”.

Presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) e integrante do Fonacate, Paulo Lino declarou que esse trabalho será reforçado com o conjunto das categorias municipais e estaduais.

“O servidor está muito mais próximo das pessoas do que elas percebem: é o professor de seu filho, é o enfermeiro que aplica a vacina, é o médico que atende no SUS. É quem atende à população nas suas necessidades”, alegou Lino. “Não importa de qual carreira, somos nós que prestamos os serviços que o Estado tem a obrigação de oferecer à sociedade”.

O Dia

Opinião dos leitores

  1. A maioria Absoluta do funcionalismo usa o serviço público como um bico, não produz e não tem compromisso. Esse mesmo funcionário está no privado produzindo, motivado e muitas vezes ganhando muito menos… Fatores como controle, regras, metas, objetivos e condições de trabalho, fazem a diferença.

  2. A máquina de administrativa hoje é praticamente toda dominada por terceirizados, contratos temporários, Estagiários e comissionados. Os servidores efetivos hoje são uma minoria em extinção. Responsáveis por tudo na boca da imprensa e técnicos neoliberais, vivem, sobretudo os do Poder Executivo Estadual e Municipal, em grande agonia desânimo e desmotivação, por não terem planos de carreira bem definidos e respeitados. Para se ter acesso a um direito garantido na lei é preciso se pagar um advogado e entrar na justiça. E o Mistério Público não vê isso. Só se movimenta para perseguir os servidores.
    Servidores privilegiados são os dos poder Legislativo e Judiciário, principalmente os Federais, e os Militares.

  3. O servidor público é essencial para o funcionamento da máquina, porém muitos servidores tratam o contribuinte como se tivessem fazendo favor. O contribuinte tem que ser tratado com respeito, pois é quem mantém a máquina.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *