Saúde

AGU cobra gigantes do cigarro a ressarcirem gastos com tratamento no Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) moveu nesta terça-feira, 21, na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, uma ação civil pública em que pede a condenação das maiores fabricantes de cigarros do Brasil e suas matrizes estrangeiras a ressarcir os gastos da rede pública de saúde com tratamentos de doenças causadas pelo tabaco. As informações foram divulgadas pela AGU.

Segundo a AGU, o “pedido abrange os gastos da União nos últimos cinco anos com o tratamento de pacientes com 26 (vinte seis) doenças cuja relação com o consumo ou simples contato com a fumaça dos cigarros é cientificamente comprovada”. A AGU também afirmou que “solicita a reparação proporcional dos custos que terá nos próximos anos com os tratamentos e o pagamento de indenização por danos morais coletivos”.

“São alvo da ação as maiores fabricantes de cigarros do Brasil: Souza Cruz LTDA, Philip Morris Brasil Indústria e Comércio LTDA e Philip Morris Brasil S/A, que juntas detêm aproximadamente 90% do mercado nacional de fabricação e comércio de cigarros, e suas controladoras internacionais (British American Tobacco PLC e Philip Morris International)”, afirma a AGU.

“Como o lucro desse comércio é remetido para o exterior, para essas multinacionais, nada mais justo que elas venham a ter que esse pagar esse ônus que estão deixando com a sociedade brasileira”, explicou o coordenador Regional de Atuação Proativa da Procuradoria-Regional da União na 4ª Região, Davi Bressler, durante entrevista coletiva.

A AGU dá conta de que a responsabilização civil e a compensação dos danos ocasionados pelo tabagismo faz parte dos compromissos dos mais de 180 países, dentre eles o Brasil, que assinaram a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco (CQCT). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.

“Os problemas de saúde relacionados ao consumo de cigarro refletem no tratamento de doenças que custam anualmente, segundo estudos realizados no Brasil, dezenas de bilhões de reais à rede pública de saúde”.

Quantia

A AGU diz que o “valor total que deverá ser ressarcido será calculado futuramente, caso a sentença seja favorável à União”. “A comprovação do prejuízo é possível por meio do chamado nexo causal epidemiológico, que conta com provas científicas para apurar o porcentual de relação direta entre cada doença e o tabagismo. Somente nos casos de câncer de pulmão, por exemplo, 90% deles se devem à dependência de cigarros, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA)”.

“Uma vez estabelecido que a indústria tem que ser responsabilizada, já indicamos na ação todos os parâmetros que podem ser utilizados na liquidação da sentença para calcular o montante exato que deve ser ressarcido”, disse Vinicius Fonseca, advogado da União que atua no caso.

A AGU afirma que há responsabilidade objetiva das empresas, já que ‘as despesas das empresas com a saúde dos consumidores – que já eram consequência esperada da atividade desenvolvida – estão sendo repassadas de forma inadequada à sociedade”.

“A indenização cobrada também se baseia no conceito econômico das externalidades negativas, uma vez que as fabricantes têm deixado de arcar com os custos correspondentes aos riscos decorrentes da atividade da qual obtêm seus ganhos”.

A AGU ainda aponta condutas ‘danosas caracterizadas durante vários anos pela ocultação dos reflexos nocivos do cigarro à saúde”. “As fabricantes de cigarro podem ser condenadas, com isso, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos”.

A Advocacia-Geral diz que há “condutas de má-fé praticadas pelas empresas ao longo das últimas décadas”, e elenca: “omissão e manipulação de informações sobre os malefícios do tabagismo, do fumo passivo e do poder viciante da nicotina; venda de cigarros classificados como ‘light’ como menos prejudiciais à saúde; e promoção de estratégias de marketing e propagandas voltadas ao público jovem”.

“É um trabalho de pesquisa e coleta de evidências que vem sendo feito há mais de dois anos. É uma ação bastante densa, com diversos documentos anexados”, assinalou a procuradora-regional da União na 4ª Região, Mariana Filchtiner Figueiredo.

Segundo o órgão, a “ação não tem como objetivo proibir ou impedir a atividade das fabricantes de cigarros, que continuarão funcionando normalmente”. “Ela em nada atinge a produção interna de tabaco e a condição do Brasil de líder mundial em exportação de folhas do produto (já há 26 anos) e, por consequência, os ganhos dos produtores brasileiros. Cerca de 70% da produção nacional de tabaco é destinada ao mercado externo”.

Precedente internacional

A Advocacia-Geral da União afirma, por meio de nota, que a “partir de 1994, os estados que compõem os Estados Unidos da América começaram a ajuizar ações com o mesmo intuito contra as principais fabricantes de cigarros”.

“Parte dos processos culminou com a assinatura de um acordo com 46 estados, em que as empresas se comprometeram a realizar pagamentos perpétuos àquelas unidades federadas e se submeterem a medidas como: restrições quanto a formas de publicidade, vedação de seu direcionamento a jovens e proibição à realização de declarações falsas sobre os efeitos do cigarro na saúde. Como resultado desses processos, a indústria do cigarro já pagou mais de R$ 500 bilhões aos estados norte-americanos nos últimos 20 anos”.

“Em 2006, uma juíza da Vara de Columbia proferiu uma decisão histórica concluindo que a indústria do fumo atuou de forma organizada desde a década de 1950 para distorcer informações sobre os reflexos do cigarro, mesmo sabendo dos efeitos da nicotina à saúde das pessoas. A sentença determinou que 11 empresas de tabaco alvo da ação movida pelo governo dos Estados Unidos publicassem dados de alerta à sociedade em veículos de comunicação”, narra a AGU.

Segundo a Advocacia, as “chamadas declarações corretivas deveriam reconhecer que as fabricantes minimizaram os efeitos do uso do tabaco, negaram a capacidade de a nicotina gerar dependência química e apresentaram cigarros ‘ligth’ como menos perigosos à saúde”. “Além dos casos pioneiros ocorridos na justiça norte-americana, ações similares já foram ajuizadas no Canadá, na Nigéria e na Coreia do Sul.”

A reportagem entrou em contato com as empresas. O espaço está aberto.

Estadão Conteúdo

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Televisão

George R.R. Martin pode escrever um final diferente para ‘Game of Thrones’

O escritor americano George R.R. Martin insinuou que pode decidir escrever um final diferente nos últimos dois livros de sua saga “Game of Thrones”, após o final da série que acabou deixando muitos fãs decepcionados.

Depois de publicar entre 1996 e 2011 cinco volumes da série de romances “Crônicas de Gelo e Fogo”, nos quais se baseia “Game of Thrones”, o escritor parou de escrever.

O sexto livro, “Winds of Winter” (“Os Ventos do Inverno”), ainda está em processo de escrita, lembrou o autor em mensagem postada na noite de segunda-feira em seu blog. Martin também prevê um sétimo volume, “Spring Dream”.

Por falta de material literário, os roteiristas da série tiveram que conceber por conta própria o final, seguindo as indicações de Martin. “Como terminará a série de livros?”, escreveu Martin, que mora em Santa Fé, no Novo México. “O mesmo que a série? Com um final diferente? Bem … sim, e não, e sim, e não, e sim, e não, e sim”, prosseguiu. “O livro ou a série, qual será o final ‘real’?”, questionou.

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Educação

Maple Bear é a única escola do RN medalhista de ouro e prata na Olimpíada International de Matemática

Escola Maple Bear Natal é a única escola do RN que recebeu ouro e prata na Olimpíada International de Matemática.

A Maple Bear acredita na importância da preparação constante dos alunos. Mais do que vencer, os alunos participaram da Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras (OIMSF) – uma competição internacional de matemática em equipes para estudantes do Ensino Fundamental e Médio – com o objetivo de ter uma vivência diferenciada e internacional do ensino da matemática.

Fotos: Divulgação

Opinião dos leitores

  1. Nunca vi dois ursos praticarem Matemática. Um desprestígio com nomes e fotos dos verdadeiros estudantes das equipes!!!! COISA FEIA!

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Economia

Dólar tem maior queda diária em quatro meses e fecha a R$ 4,04

Num dia de reposição de perdas no mercado financeiro, a moeda norte-americana teve forte queda, e a bolsa de valores subiu. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (21) vendido a R$ 4,048, com queda de R$ 0,057 (-1,39%). Esse foi o maior recuo diário desde 31 de janeiro, quando a divisa tinha caído 1,77%.

No mercado de ações, o dia foi de euforia. Em alta pelo segundo dia seguido, o Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), subiu 2,76%, aos 94.484 pontos. Essa foi a maior alta diária desde 11 de março (+2,79%). Ontem (20), o índice tinha subido subiu 2,17% depois de uma sequência de quedas que fez o Ibovespa fechar no menor nível do ano.

Pelo segundo dia seguido, o Banco Central (BC) vendeu dólares das reservas internacionais, no chamado leilão de linha. O órgão injetou US$ 1,25 bilhão no mercado de câmbio com compromisso de recomprar o dinheiro mais tarde. Amanhã (22), o BC repetirá a operação.

Também hoje, a agência de classificação de risco Fitch manteve a nota da dívida pública brasileira, com perspectiva estável (sem a possibilidade de alterar a classificação nos próximos meses). O país continua três notas abaixo do grau de investimento – garantia de que o país não corre o risco de não conseguir pagar a dívida pública.

Agência

Opinião dos leitores

  1. Parece que o aperto Bolsonarista contra o congresso funcionou, eles recuaram. Omi quem tem c*, tem mêdo. Senta a pua mito!

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Política

Governo Bolsonaro avalia recuo em pontos polêmicos de decreto de armas, diz jornal

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para evitar um tensionamento na relação com o Legislativo e o Judiciário, o governo de Jair Bolsonaro iniciou uma reanálise de pontos considerados polêmicos do decreto que flexibilizou as regras sobre o direito ao porte de armas e munições no país.

Segundo relatos feitos à Folha, duas questões que devem passar por estudo, com a possibilidade de alteração, são a regra que prevê a efetiva necessidade de transporte de armas a categorias profissionais, como políticos e jornalistas, e a extensão do porte dos dispositivos letais a todos os praças das Forças Armadas.

Os dois pontos têm sido criticados por especialistas em segurança pública e por professores de direito, para os quais não poderiam ter sido definidos por meio de um decreto presidencial. Eles também foram questionados por uma análise técnica feita pela Câmara dos Deputados.

O processo de reanálise é feito pelo setor jurídico do Palácio do Planalto e é focado em trechos que são considerados sensíveis e com potencial de questionamento jurídico. O objetivo é identificar o que pode ser modificado e que não altere o sentido geral da medida.

Nas palavras de um assessor presidencial, mudanças podem ser feitas caso se chegue ao entendimento de que é possível, ao mesmo tempo, “reduzir a tensão do questionamento” e manter a garantia às “liberdades individuais”. A decisão final caberá ao presidente.

No início deste mês, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o decreto tem inconstitucionalidades e que, caso não seja alterado, ele teria amplo apoio para ser derrubado. O alerta levou o presidente a buscar alternativas.

Na mesma época, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que Bolsonaro considera que a iniciativa é constitucional, mas que ele aceitaria analisar eventuais sugestões de mudanças feitas pelo Poder Legislativo.

A iniciativa pode ser invalidada ou alterada por meio da edição de um projeto de decreto legislativo. Para ser aprovado, precisa do apoio de maioria simples tanto no Senado como na Câmara, sem possibilidade de veto presidencial.

Nesta terça-feira (21), quatorze governadores, de partidos como PT e MDB, divulgaram uma carta aberta contra o decreto de armas. Para eles, a iniciativa pode aumentar os casos de violência e não contribuirá para tornar o país mais seguro.

“Solicitamos aos poderes que atuem para sua imediata revogação”, pediram. “As medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência”, acrescentaram.

No documento, eles ressaltaram que a disponibilidade de armas e munições que são usadas de maneira ilícita “representa um enorme desafio para a segurança pública do país” e defendem a implementação de políticas que melhorem o controle dos dispositivos letais.

“Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime. Reconhecemos que essas não são soluções mágicas, mas são condições necessárias para a melhoria de nossa segurança pública”, disseram.

O decreto, uma promessa de campanha eleitoral do presidente, amplia o acesso a armas de fogo para 19 milhões de pessoas. Ela também faz com que adolescentes não precisem mais de autorização judicial para praticar tiro e aumenta a quantidade de munição que pode ser comprada.

Na quarta-feira (22), acaba o prazo para que o Palácio do Planalto apresente explicações sobre o decreto, em uma ação protocolada pela Rede. O partido pede a suspensão dos efeitos da medida.

A AGU (Advocacia-Geral da União) informou que pedirá ao Supremo a prorrogação do prazo para esclarecimento. “O objetivo é possibilitar que as manifestações a serem apresentadas ao STF já contemplem possíveis revisões no decreto”, disse. ​

Folhapress

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Economia

Avianca recusa proposta da Azul e diz que quer manter operação

A Avianca Brasil enviou a Justiça na noite desta terça-feira (21) documento em que afirma que a proposta da Azul para a compra de seus ativos é juridicamente inviável. A companhia está em recuperação judicial desde dezembro de 2018 e não tem pago salários aos funcionários.

“Não há como validamente alienar a maioria dos ativos (…) via UPI [Unidade Produtiva Isolada] sem a existência de um plano de recuperação judicial apreciado e aprovado pelos credores, requisito imprescindível a celebração de um negócio (…) capaz de manter a transação definitivamente válida”, afirma o documento.

A empresa diz que pretende manter as operações, ainda que em tamanho reduzido e que o plano proposto pela Azul inclui horários de partida e chegada da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, “um dos trechos mais rentáveis para o transporte aéreo de passageiros no país, (…) que seriam importantes para a Avianca.”

A Avianca pediu, ainda, que o juiz responsável pelo caso se manifeste sobre o tema e que intime credores e investidores interessados para “dar o mais urgente andamento” à recuperação judicial.

A Azul ofereceu US$ 145 milhões por uma nova UPI com slots (autorizações de pousos e decolagens) da Avianca.

A oferta originalmente aprovada pelos credores foi elaborada pelo fundo Elliott e pelas companhias aéreas Gol e Latam.

O plano previa o fatiamento dos slots da Avianca em sete UPIs, que iriam a leilão no dia 7 de maio. Gol e Latam se comprometeram a oferecer ao menos US$ 70 milhões por uma unidade cada.

O certame, contudo, foi suspenso pelo desembargador Ricardo Negrão, do Tribunal de Justiça de São Paulo, a pedido da Swissport, a quem a Avianca deve R$ 17 milhões.

A credora busca anular o plano de recuperação judicial aprovado. Alega que a oferta de Elliott, Gol e Latam apresenta conflito de interesses porque envolveu pagamentos antecipados das aéreas ao fundo.

Também afirma que é ilegal vender os slots porque não são ativos da Avianca, mas sim concessões. O Tribunal de Justiça da São Paulo deverá julgar a legalidade do pregão em 10 de junho.

Folhapress

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Economia

Presidente da CCJ da Câmara diz que vai pautar a reforma tributária nesta quarta

A reforma tributária terá sua admissibilidade votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara votada nesta quarta-feira, 22, garantiu o presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR). Ele espera liquidar o assunto ainda esta semana para deixar o caminho livre à instalação da comissão especial, que vai discutir o mérito da proposta.

Mais cedo, Francischini já havia avisado que não esperaria a proposta do governo, que está sendo desenhada pela equipe do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro indicou que vai enviar o texto apenas após a aprovação da reforma da Previdência.

“Não podemos esperar o ano que vem para começar a tributária”, disse o presidente da CCJ, que espera que a discussão da Previdência se estenda até o fim do segundo semestre deste ano no Congresso Nacional.

A CCJ é a primeira parada de uma proposta que altere a Constituição. A instalação da comissão especial, no entanto, dependerá de uma decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Havendo a instalação, é necessário que o governo veja que pontos vai querer alterar”, afirmou Francischini. “Seria interessante o governo agilizar logo suas sugestões”, avisou.

Apesar de o avanço da reforma tributária apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP) ser vista como um sinal do protagonismo da Câmara em detrimento do governo, Francischini ressaltou que nenhuma reforma desse tipo é aprovada sem apoio do Congresso ou do governo. Ele lembrou que é a Receita Federal que precisa operacionalizar as novas regras, daí a necessidade de diálogo.

O presidente da CCJ alertou, porém, que “algo parecido com a CPMF não passa no Congresso”. Ele se disse pessoalmente contra uma proposta de imposto sobre meios de pagamento, como almeja Cintra.

Estadão Conteúdo

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Esporte

Torneio dá vibradores e kit de depilação como prêmio e atletas se revoltam

Atletas do sexo feminino de squash se revoltaram com a organização de um torneio do esporte na região das Astúrias, na Espanha, devido ao tipo de premiação dado a elas. A competição deu um vibrador, um kit de depilação e um esfoliador elétrico pelo primeiro lugar, prêmios que foram recusados. Os homens receberam apenas o troféu.

“Tenho 37 anos, estou competindo desde os oito e nunca na minha vida ganhei como prêmio nada tão ‘sexista’. O habitual é ganhar material esportivo. Ganhar um vibrador é absurdo. Foi uma surpresa para nós. Eu logo tratei de esconder essas coisas atrás do troféu”, disse Elizabeth Sadó, uma das vencedoras.

As atletas se reuniram e escreveram uma carta à Federação Asturiana de Squash reclamando da atitude e explicando a razão da revolta e da recusa aos prêmios. A porta-voz da Federação, Maribel Toyos, disse apoiar as atletas e responsabilizou a organização do torneio, que pediu desculpas mas afirmou que não considera os prêmios sexistas.

“Eles pedem desculpas, mas explicam que não consideram os presentes sexistas ou de mau gosto. Disseram que não queriam que nós nos sentíssemos mal. Se não tinham essa intenção sexista, por que não entregaram também aos homens? O fato de entregar só às mulheres já é um sexismo”, afirmou Toyos ao jornal espanhol Marca.

“A federação apoia as atletas e rechaça totalmente o clube. Os ‘presentes’ são sexistas, só seriam aceitáveis em uma despedida de solteira entre amigas, não em um evento esportivo. Nós ficamos incrédulos quando soubemos. Estou há 20 anos na federação e nunca vi nada igual. Isso não pode passar impune. Esse prêmio é um menosprezo às mulheres. Joga por terra toda a luta por igualdade do esporte dos últimos 20 anos”, finalizou a porta-voz da Federação.

Apesar da promessa de não deixar a situação passar impune, a representante não falou sobre que tipo de sanções pode dar ao clube que organizou a competição.

Esporte Fera

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Judiciário

STF decidirá sobre denúncia de ‘quadrilhão do PP’ após manifestação de domingo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 21, adiar a leitura do voto do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato (STF), sobre o recebimento ou não da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra líderes do chamado Centrão no caso que ficou conhecido como o “quadrilhão do PP”. Esta é a sexta vez em que o caso é adiado.

Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira, o Palácio do Planalto acompanha de perto a sessão, pois entende que uma eventual aceitação da denúncia pode ajudar a impulsionar os atos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) nos atos marcados para este domingo, 26. O julgamento só será retomado agora depois da mobilização – ainda não foi marcada a nova data.

Durante a sessão desta terça-feira, a avaliação de ministros do Supremo foi a de que não haveria tempo suficiente nesta terça-feira para todos os cinco integrantes da Segunda Turma do STF votarem no caso, já que apenas o voto de Fachin tem 46 páginas. O julgamento do chamado “quadrilhão do PP” foi iniciado nesta tarde, com a leitura das sustentações orais dos advogados dos quatro parlamentares denunciados a manifestação do representante da PGR – mas nenhum ministro ainda votou.

A denúncia, apresentada na época em que Rodrigo Janot comandava a PGR, envolve o líder da maioria na Câmara, Agnaldo Ribeiro (PP-PB), os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo da Fonte (PP-PE) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido. Os quatro são acusados pelo crime de organização criminosa.

Compromisso

Ao elogiar o voto “extremamente denso” de Fachin (que foi previamente distribuído aos colegas, mas ainda não foi lido), o presidente da Segunda Turma, ministro Ricardo Lewandowski, lembrou os compromissos de agenda dos integrantes da Corte.

“Penso que Vossa Excelência (dirigindo-se a Fachin) também tem o eleitoral (Fachin também atua no Tribunal Superior Eleitoral, que faz sessão às 19h), alguns colegas também têm compromissos no gabinete, eu mesmo tenho audiências no gabinete”, disse Lewandowski.

Para Lewandowski, o ideal é que um “caso tão complexo” seja preferencialmente feito em uma sessão única, com todos os cinco ministros votando em um único dia, sem interrupções.

“Eu me inclinaria no sentido de adiar o julgamento, a leitura do voto do eminente relator, para que oportunamente fizéssemos esse julgamento de forma conjunta, coletiva”, ponderou o ministro, no que foi acompanhado pelos colegas.

Pressão

Durante a sessão, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, criticou a informação de que os atos de domingo seriam influenciados pelo resultado do julgamento da denúncia.

“Esta Casa (o Supremo) não é pressionável. Qual a relação que pode ter o recebimento de uma denúncia e um movimento que vai se dar no domingo?”, indagou Kakay, que defende o senador Ciro Nogueira.

Para as defesas dos parlamentares denunciados, a acusação da PGR é frágil e se baseia apenas nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Estadão Conteúdo

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Meio Ambiente

Semurb suspende discussões do novo Plano Diretor de Natal

A Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) decidiu suspender temporariamente as discussões do novo Plano Diretor de Natal. O motivo, segundo o órgão, foram questionamentos jurídicos em torno da formação do Núcleo Gestor organizado pelo Conselho da Cidade do Natal (Concidade).

“Em virtude de questionamentos envolvendo os aspectos regimentais e instalação do Núcleo Gestor do processo de Revisão do Plano Diretor de Natal, esta secretaria, após análise junto à sua assessoria jurídica, decidiu suspender temporariamente os eventos programados até a publicação da composição do Núcleo Gestor”, disse em nota.

Opinião dos leitores

  1. Se tivéssemos um serviço de engenharia que estudasse o tempo dos semáforos já seria uma benção. O “engenheiros” só se dedicam a emboscar o contribuinte pagador de impostos.

  2. Não sei onde está o MP que não vê a seletividade dessa semurb, age com rigor pra poucos, enquanto alguns particulares vão ocupando espaços públicos como se fosse para ocupar. Espaço público, MP, é pra se utilizado pelas pessoa, não pra barrar o acesso das pessoas e instalar comércio. E esse povo ainda ganha rios de dinheiro pra vendar os olhos frente a esses desmandos. Absurdo!

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Economia

Caixa vai dar desconto de até 90% para clientes com dívidas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cerca de 3 milhões de clientes em atraso com a Caixa Econômica Federal poderão renegociar as dívidas com desconto de até 90% no valor total, anunciou o presidente do banco, Pedro Guimarães. Segundo ele, o programa ajudará a estimular a economia.

“Com os descontos, a maioria das dívidas chegará a R$ 2 mil. Essa pessoa que está pagando 10% de juros ao mês poderá pagar juros de 2%”, disse Guimarães, ao chegar para reunião no Ministério da Economia.

Ele não deu data para o lançamento do programa. Apenas disse que a renegociação se concentrará em clientes com renda de até cinco salários mínimos. O presidente da Caixa destacou que o programa deverá recuperar pelo menos R$ 1 bilhão de um estoque total de débitos, estimado em R$ 4 bilhões.

Para Guimarães, além de recuperar parte dos débitos, o programa tem a vantagem de diminuir o prejuízo da Caixa e permitir a retomada do crédito. “São 300 mil pequenas empresas e 2,6 milhões de pessoas [físicas] que poderão renegociar as dívidas. Todos estão negativados. Esses recursos já estão lançados como prejuízo, fora do balanço. Essas pessoas estão à margem, e poderemos voltar a oferecer crédito, como o consignado”, explicou.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que a Caixa não deveria dar lucro como iniciativa privada. Segundo o ministro, o banco deveria repassar os ganhos para outros objetivos, como reduzir juros.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Estão premiando que é mau pagador. Deveriam dar desconto pra quem faz todo o possível para pagar em dia a prestação habitacional.

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Saúde

Servidores da Saúde estão com processos de insalubridade parados desde o início da gestão de Fátima

Os servidores da saúde, em especial médicos e enfermeiros, que atuam nos hospitais do Estado estão sem receber os adicionais de insalubridade e produtividade. Pior: estão com os processos parados desde o início da gestão da governadora Fátima Bezerra.

Segundo informações dos próprios servidores, a ordem de parar todos os processos partiu do próprio o secretário Cipriano Maia, titular da pasta da Saúde Pública (Sesap).

O blog foi informado que teve gente que abandonou o serviço público porque sem esses adicionais não era economicamente viável manter-se como servidor.

Já foram três pedidos de socorro nos últimos 20 dias. Até agora, nada.

Opinião dos leitores

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Polícia

Policiais protestam por Previdência semelhante a dos militares

Um grupo de policiais, incluindo agentes da Polícia Federal, realiza um protesto nesta terça-feira (21) contra a reforma da Previdência. O pleito da categoria é por um regime igual ao dos militares.

A manifestação foi organizada pela União dos Policiais do Brasil (UBP), que reúne policiais federais, civis, rodoviários, agentes penitenciários, guardas municipais e policiais legislativos.

Segundo os organizadores, o protesto reúne cerca de 5 mil pessoas de Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás.

O grupo está reunido em frente ao Congresso Nacional. Eles inflaram um pato amarelo e estenderam faixas contra a proposta do governo federal para a aposentadoria dos policiais.

Um dos banners diz que os “profissionais da segurança pública estão em guerra por uma aposentadoria justa”. Outro, que a reforma é “cruel com o policial brasileiro”.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, por enquanto, a categoria não pensa em paralisação, mas vai continuar pressionando o governo para que as demandas sejam atendidas.

Além da integralidade e paridade, como previsto para a reforma dos integrantes das Forças Armadas, os policiais também pleiteiam outros quatro pontos: pensão integral por morte em serviço, regra de transição para idade mínima, diferenciação de idade mínima entre homens e mulheres policiais e manutenção da atividade de risco na Constituição.

Valor

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Economia

Ações da Taurus sobem com fila de pedidos de fuzil para civis

As ações da fabricante de armas Taurus operam em forte alta nesta terça-feira, 21, após a empresa informar que o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no início do mês vai permitir o acesso da população a fuzis. Em nota, a fabricante diz que está esperando apenas a regulamentação do decreto – publicado no último dia 8 – para atender aos pedidos de mais de dois mil clientes que estão na fila para aquisição do fuzil T4 semiautomático, de calibre 5,56.

Instrutor realiza treino em clube de tiro na zona norte da cidade de São Paulo Foto: GABRIELA BILO / ESTADAO
“A Taurus informa que, tão logo a regulamentação do decreto nº 9.785 entre em vigor no País, imediatamente atenderá seus clientes, em até três dias após o cumprimento das exigências legais e administrativas”, disse a empresa em nota. Há pouco, os papéis da Forja Taurus ON subiam 5,13% enquanto as ações PN tinham valorização de 5,56%.

No dia 8 de maio, governo federal publicou o que facilita o porte de armas de fogo para uma série de categorias de profissionais e não só para caçadores, atiradores esportivos, colecionadores (CACs) e praças das Forças Armadas, como foi destacado pelo governo. O texto também aumentou o limite da energia cinética das armas permitidas para 1.620 joules; a Taurus diz que a energia cinética do seu T4 é de 1.320 joules. Portanto, dentro da faixa permitida. Em seu site, a empresa apresenta a arma como “ideal para o uso militar e policial”.

Ao Estado, a Casa Civil,ligada ao Palácio do Planalto, disse que o decreto não enquadra o fuzil T4 como arma de uso permitido. Segundo o órgão, a arma “é de uso restrito e, por isso, o cidadão comum não consegue adquiri-la”. “A informação não procede”, declarou.

O decreto do presidente é contestado pelo Ministério Público Federal na Justiça Federal e por dois partidos no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça, 14 governadores assinaram uma carta em que criticam o decreto e pedem sua “imediata revogação”.

Opinião dos leitores

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Política

Após criticar manifestação pró-governo, MBL perde 158 mil seguidores nas redes sociais

Após se tornar alvo de grupos bolsonaristas, o Movimento Brasil Livre (MBL) perdeu nos últimos três dias 158 mil seguidores em seus perfis nas principais redes sociais, de acordo com levantamento do Núcleo de Dados do GLOBO, a partir de informações do Crowdtangle, ferramente do Facebook para medir a difusão de conteúdos nas redes. A queda ocorreu após a convocação de protestos em defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro ser criticada pelo movimento.

Os perfis que deixaram de seguir as páginas do MBL correspondem a 3,43% dos atuais 4,6 milhões de seguidores do grupo. A maior perda, em números absolutos, ocorreu no Facebook (68,6 mil), seguida pelo Instagram (65,7 mil) e pelo Twitter (23,7 mil).

Na base dos dados/O Globo

Opinião dos leitores

  1. Os babaquinhas sendo vítimas do seu próprio veneno…
    Sem qualquer critérios, taxavam qualquer um de comunista, agora sentem o peso da lei do retorno.

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Política

Maia bate boca com líder do governo e diz que o excluiu de relações

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), bateram boca nesta terça-feira (21).

Antes de encerrar reunião com líderes partidários, Maia afirmou que tem sido alvo de ataques constantes do governo e de seu líder na Câmara, e que havia excluído o deputado de suas relações pessoais.

“Fui atacado e por isso exclui ele das minhas relações pessoais”, disse Maia, segundo líderes que participaram do encontro.

De acordo com relatos, o presidente da Câmara disse que, antes de encerrar a reunião, precisava expor um fato que havia ocorrido há alguns meses.

O presidente se referia a um episódio de março, em que o líder do governo criticou Maia e a “velha política”. Na ocasião, o deputado enviou para correligionários postagens sobre supostas negociações de cargos nos governos Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) em troca do apoio do Congresso.

A primeira mensagem resgatava reportagem do jornal O Globo de novembro de 2017, cujo título é “Para aprovar mudanças na Previdência, Temer autoriza Maia a negociar cargos”.

A segunda é uma charge que ironizava o diálogo do governo Dilma com o Congresso. Na imagem, a ex-presidente leva ao Congresso um pacote de cargos para garantir as conversas.

Na época, as mensagens chegaram ao grupo do presidente da Câmara, que entendeu como ataque. A relação entre os dois é tensa, e deputados dizem que o líder não é recebido por Maia há meses.

Vítor Hugo reagiu dizendo que as críticas nunca foram pessoais e que a mensagem foi tirada de contexto e que diversas vezes tentou buscar o contato com maia para estabelecer uma relação republicana.

“Não pretendo ser amigo de vossa excelência. A crítica pública que eu fiz e repito aqui foi uma crítica construtiva”, afirmou.

O líder criticou ainda o fato de Maia reunir parte de líderes na residência oficial e disse que o presidente não quis “abrir as portas” para ele.

Maia reagiu: “Se o deputado considera que diálogo é um pacote de dinheiro, me desculpe”.

A discussão aconteceu durante reunião de líderes da Câmara que discutia a pauta da semana na Casa. O governo precisa aprovar ao menos três medidas provisórias nesta semana para evitar que elas percam validade.

A mais importante delas é a MP 870, que reestrutura a Esplanada dos Ministérios. Caso ela não seja aprovada até o dia 3 de junho nas duas Casas do Legislativo, o número de pastas saltará para 29.

O centrão concordou em votar a medida provisória e o líder do PP, Arthur Lira (AL) propôs que a votação fosse feita nominalmente.

O PSL tinha intenção de fazer esse requerimento para constranger deputados do centro a votarem pela manutenção do Coaf no ministério da Justiça. Os líderes da maioria, no entanto, decidiram peitar a estratégia do governo e dizem ter votos para mudar o órgão para a Economia.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Esse comedou de bauru tá precisando de um arroxo da sociedade brasileira, ou faz o que tem que ser feito ou cai fora. Tem cabimento? O ministro Moro mandou o projeto da lei ant crime pra ser votado esse rapaz se quer bota em votação, como coisa que no Brasil seja um mar de rosas e não exista tanta violência. Mas a verdade todos sabem, o povão só sai de casa com medo, segurança zero. E esse sujeito não está nem aí pra uma prioridade como essa.

    A ladrão.

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