Polêmica

VÍDEO: Papa acirra polêmica entre alas do Vaticano ao recusar beija-mão

Reprodução/Youtube (Veja vídeo aqui)

Um papa Francisco incomodado e que recusa o beija-mão dos fiéis após uma missa é o novo capítulo da polêmica entre conservadores e progressistas que agita os bastidores do Vaticano.

O vídeo dos cumprimentos após uma celebração em Loreto, cidade a 280 km de Roma, onde o pontífice esteve na segunda-feira (25), ganhou as redes sociais após o evento.

Ao receber os fiéis, Francisco retira a mão quando alguns tentam beijá-la no anel. Ele repete o gesto várias vezes, ficando aparentemente confortável só quando dois jovens não fazem a reverência.

Francisco, como todos os outros papas, recebeu quando eleito o “anel do pescador” (referência a são Pedro, que era pescador e é o padroeiro da categoria), usado na mão direita e um dos símbolos da investidura do poder papal.

O “baciamano”, como se diz no Vaticano, é um antigo ritual de reverência do catolicismo —ao papa e em alguns casos a bispos e cardeais, que também usam o anel como símbolo espiritual.

A recusa em receber os beijos segue a política do argentino à frente do Vaticano.

Eleito há pouco mais de seis anos, Jorge Mario Bergoglio deixou claro seu objetivo de mudar a imagem e a cultura da Igreja Católica, aproximando-a dos fiéis.

Ele já pediu aos seus subordinados no Vaticano para não agirem como “príncipes”.

“O papa não quer ser tratado como um rei. Seu gesto foi explícito nesse sentido”, disse Paolo Rodari, vaticanista do jornal italiano La Repubblica.

Há outros gestos do primeiro papa latino-americano da história na tentativa de desmistificar o cargo e tornar a igreja mais “humana”.

Francisco faz questão de carregar a própria pasta e sempre cumprimenta os membros da Guarda Suíça que o escoltam.

Além do discurso carregado de mensagens de justiça social, o argentino também promoveu mudanças internas —algumas visando reduzir custos e acabar com regalias.

Uma delas foi o fim de um concerto anual realizado em Roma para a elite política, econômica e cultural da Itália, uma tradição do Vaticano por décadas.

Muito menos pomposa, agora a apresentação é aberta aos pobres.

O que chamou a atenção e não escapou das críticas da ala conservadora que faz oposição aberta ao pontífice foram os gestos bruscos ao recusar o beija-mão em Loreto —além de seu visível desconforto.

No vídeo, ele chega a colocar a mão no cotovelo de uma das fiéis para fazê-la sair, logo após driblar um beijo na mão.

O episódio passou a ser usado na atual cruzada contra Bergoglio, alvo de ataques dentro e fora da igreja por sua agenda progressista.

Internamente, o argentino é acusado de desvirtuar os dogmas da tradição católica —o desprezo com o ritual do anel seria um exemplo.

Seu antagonista é justamente o antecessor, o papa emérito Bento 16, referência da ala conservadora da igreja.

O alemão Joseph Ratzinger, que renunciou em 2013 após quase oito anos de pontificado, sempre foi apegado aos rituais clássicos do catolicismo como a comunhão de joelhos e o recebimento das hóstias diretamente na boca.

O site conservador norte-americano Life Site, que se tornou uma espécie de porta-voz da oposição ao argentino, tachou o vídeo de “perturbador” e compartilhou críticas anônimas ao papa.

No passado, o site veiculou dossiês elaborados por cardeais contrários ao argentino sobre temas como o abuso sexual na igreja, um dos temas da agenda de Bergoglio.

O Vaticano não se manifestou. Federico Lombardi, diretor da Fundação Ratzinger e ex-porta-voz de Francisco, minimizou o episódio.

Segundo ele, “o pontífice do encontro” prefere ser abraçado ao antigo beija-mão.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. O ato de beijar a mão (anel) do Papa é um sinal de respeito e carinho. Ele está sendo grosseiro em rejeitar um ato tão simples , respeitoso e de muito significado para o fiel católico.

  2. Cada vez admiro mais o Papa Francisco. Tem combatido os privilégios e os erros cometidos, principalmente os absurdos sexuais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Presidente do Senado enterra segunda tentativa de criação de CPI da Lava Toga

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), enterrou nesta terça-feira (26), pela segunda vez neste ano, a tentativa de se criar uma comissão parlamentar de inquérito para investigar integrantes de Tribunais Superiores, a chamada CPI da Lava Toga.

“Considerando que o requerimento não reúne os pressupostos constitucionais e regimentais de admissibilidade, determino seu arquivamento”, disse o presidente do Senado.

O próprio Davi, no entanto, encaminhou sua decisão à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para que o colegiado se manifeste. O parecer que sair de lá será apreciado pelo plenário da Casa. Assim, o presidente não terá que arcar com o peso de tomar a decisão final.

Davi já havia se manifestado contra e, nos últimos dias, atuou junto com o governo para tentar demover seus 29 colegas que assinaram o requerimento de criação da CPI.

Para tentar se proteger politicamente, já que se não todos, a maioria dos signatários integram sua base de apoio, Davi encomendou dois pareceres.

“Vossa excelência foi eleito presidente desta Casa para mudar. Foi o seu discurso”, disse o senador Lasier Martins (PODE-RS), antes mesmo do anúncio oficial de Davi.

“Queria pedir a Vossa Excelência que não transforme esta Casa em uma bastilha. É um momento de pacificação, e nós estamos conseguindo manter isso de uma forma serena, de uma forma tranquila, o que outras Casas não estão conseguindo. Mas agora, neste exato momento, é decisivo. Nós não podemos fazer de conta que isso não está acontecendo nesta Casa”, disse Eduardo Girão (PODE-CE).

A nota técnica de quatro consultores do Senado, vazada na segunda-feira (25), recomendou a rejeição de todos os 13 argumentosapresentados pelo senador Alessandro Vieira (PPS-SE), autor do requerimento.

Na tarde de terça, Davi encomendou um segundo parecer, desta vez, da Advocacia do Senado.

Vieira disse que a pressão para que os 29 senadores que assinaram o requerimento retirassem seus nomes havia passado “de qualquer limite aceitável”. Até a leitura do pedido em plenário, os signatários poderiam recuar.

Líder do PSDB no Senado, Roberto Rocha (MA), havia assinado o requerimento. No entanto, antes mesmo de Davi anunciar sua decisão, disse que agora entendia que este não é era o momento para a CPI.

Segundo Alessandro Vieira, a pressão veio de “setores do Supremo Tribunal Federal, do empresariado nacional e do Poder Executivo”, mas ele não citou nomes.

Mais cedo, em plenário, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), também falou da pressão do governo, mas não citou nomes.

“Colegas ligados ao governo tentavam convencer um colega nosso para que retirasse a assinatura dada à CPI da Toga”, disse Kajuru.

“E ele [o senador abordado] veio me contar: ‘Kajuru, está normal, estão fazendo isso abertamente. Inclusive, Kajuru, estão indo, como foram na minha ontem, à residência'”, relatou o líder do PSB em plenário.

O governo vinha trabalhando desde a semana passada para desmobilizar os apoiadores da CPI. O Palácio do Planalto temia aumentar o acirramento entre os Poderes e prejudicar ainda mais a tramitação da reforma da Previdência.

“O Brasil não quer uma outra crise institucional. O Brasil quer se reconciliar. Vamos pregar a harmonia entre os Poderes. Há outras formas de condenar os excessos que existem. Não é abrindo mais uma frente de batalha institucional que vamos atender os anseios da população”, argumentou o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Reservadamente, senadores dizem que Davi Alcolumbre também vinha atuado para acalmar os ânimos e evitar a instalação da CPI.

Em 17 páginas da nota dos consultores, eles disseram que o Senado não poderia investigar nenhum dos 13 itens do requerimento, mas ressaltaram que a decisão de por Davi seria política.

“É oportuno advertir que a presente nota se propõe a oferecer subsídios à decisão de Sua Excelência, que detém a competência constitucional para, mediante o devido juízo político, decidir pelo recebimento ou não do requerimento, parcial ou totalmente”, dizia nota informativa 1.039 de 2019, antes de citar item por item e justificar por que cada um deles não deve ser recebido.

Os técnicos argumentaram que está fora do alcance das comissões parlamentares de inquérito investigar atos ou decisões adotadas no exercício da função jurisdicional.

“Em nenhum desses casos a Constituição autoriza o Poder Legislativo, por meio de CPI, a se intrometer no conteúdo de decisões”, disse Davi, alegando independência dos Poderes.

“Admitir a investigação de decisões judiciais implicaria outorgar ao Poder Legislativo a possibilidade de cercear a livre aplicação das leis pelos magistrados”, afirmou o presidente do Senado ao justificar sua decisão.

“Não se está discutindo o que foi julgado, mas o que fez julgar de maneira A ou B. Não temos o Judiciário como poder moderador”, argumentou o líder do PSL, Major Olímpio (SP).

Integrantes do partido do presidente Jair Bolsonaro, Olímpio afirmou que apoiadores do governo que estavam pressionando senadores a retirar suas assinaturas não integram a base aliada. “É base alienada”, afirmou. “Bolsonaro não tem nada a ver com isso.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. BRASILLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL tudo do mesmo jeito . CANALHASSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.
    Não escapa um. Só oportunistas , aproveitadores , VERGONHA

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

PREVISÕES SE CONFIRMANDO: Reservatórios do RN somam, em março, o dobro de volume se comparado a 2018

O Governo do RN, por meio do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), monitora 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, responsáveis pelo abastecimento dos municípios potiguares. No relatório Volumétrico divulgado nesta terça-feira (26) consta que as reservas hídricas superficiais totais do Estado somam 992.113.097 m³, percentualmente, 22,49% dos 4.411.787.259 m³ que as Bacias Hidrográficas estaduais conseguem acumular, atualmente.

Dos reservatórios monitorados, 7 estão secos (14,89%). Já os reservatórios considerados em volume morto são 7, mesmo percentual dos secos. No dia 26 de março de 2018, os mananciais secos eram 14, o que percentualmente representava 29,78% dos açudes potiguares, já os em volume morto eram 16, em termos percentuais, 34%. As reservas hídricas superficiais totais somavam 499.156.437 m³, ou 11,31% do total que as barragens potiguares conseguem acumular.

Até o momento, dois reservatórios chagaram a 100% da sua capacidade. Pataxó, localizado em Ipanguaçu, com capacidade para 15.017.379 m³, e Beldroega, localizado em Paraú, com capacidade total de 8.057.520 m³. Outros reservatórios estão com mais de 70% das suas capacidades, casos de: Encanto, que está com 87% do seu volume máximo; Riacho da Cruz II, com 82%; Rodeador, em Umarizal, com 78%; e Mendubim, em Assú, com 71%.

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Estado, com capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos, atualmente, está acumulando 503.957.333 m³, percentualmente, 21% do seu volume máximo. Em 2018, no mesmo dia 26 de março, ela estava com 280.454.733 m³, ou 11,69%, ainda em volume morto.

Já a barragem Santa Cruz do Apodi, segundo maior manancial do estado, com capacidade para 599.712.000 m³, atualmente, está acumulando 135.915.601 m³, ou 22,66% do seu volume total. No mesmo período do ano passado ela estava com 81.042.000 m³, ou 13,51% da sua capacidade de acumulo.

A barragem de Umari, com capacidade para 292.813.650 m³, atualmente, está com 98.562.845 m³, percentualmente 33,66%, do seu volume máximo. No mesmo período, em 2018, ela estava com 36.674.381 m³, ou 12,52%.

O diretor-presidente do Igarn, Caramuru Paiva, mantem as expectativas de uma boa recarga dos reservatórios. “Se o inverno ocorrer dentro da normalidade, segundo estudos realizados pela equipe do Igarn, conseguiremos manter entre os 31% registrados no final da inverno do ano passado, até próximo dos 50% das reservas hídricas totais. É importante frisar que a população deve continuar economizando e usando a água de forma sustentável mesmo com a melhoria das condições de abastecimento”, explica.

Situação das Lagoas

A lagoa de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da zona norte da capital, está com 8.350.270,00 m³, ou 75,78% do volume que acumula quando está cheia, 11.019.525 m³. Já a Lagoa do Boqueirão, em Touros, com águas para usos múltiplos, está com 10.813.315 m³, 97,64% do volume que acumula quando está completamente cheia, 11.074.800 m³. A Lagoa do Bonfim, que faz parte da adutora Monsenhor Expedito, está com 43.405.075 m³, 51,51% do volume máximo, que é de 84.268.200 m³. A Lagoa do Jiqui está com 100% da sua capacidade.

AGORA/RN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

PANCADA: Presidente do Inep exonerado diz que ‘Brasil precisa de um ministro que tenha responsabilidade de gestão e que seja competente’

Após ser confirmada sua exoneração do cargo de presidente Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Marcus Vinicius Rodrigues, fez duras críticas ao ministro Ricardo Vélez Rodríguez. “O Brasil precisa de um ministro da Educação que tenha responsabilidade de gestão, competência e experiência”, disse ao Estado.

Rodrigues já vinha travando uma disputa interna com Vélez há semanas. Ele conta que discordou da comissão que vai analisar as questões do Enem e tentou barrar integrantes de perfil ideológico e ligados ao filósofo Olavo de Carvalho, guru dos bolsonaristas.

Nesta semana, segundo ele, foi convencido pelo secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, a cancelar a avaliação de alfabetização no País. “Não é um assunto que conheço. Pedi para Nadalim fazer um ofício justificando o pedido”. Rodrigues é engenheiro, com especialização em gestão. No documento, ao qual o Estado teve acesso, o secretário diz que a razão para a mudança seria a política nacional de alfabetização que estava sendo discutida no MEC. O texto afirma que “a referida avaliação, no atual formato, não corresponde às necessidades da política que será implementada”.

Vélez não sabia da portaria sobre a avaliação – assinada pelo presidente do Inep – e ficou furioso com a repercussão negativa do caso. A medida foi revelada pelo Estado. Na segunda-feira à tarde chamou Rodrigues ao gabinete e disse que ele deveria ter pedido autorização ao MEC para assinar o documento. Rodrigues então retrucou, dizendo que o  Inep é uma autarquia, tem independência, e que o pedido havia sido feito pelo responsável pela alfabetização, nomeado pelo próprio ministro.

Os dois discutiram e Vélez pediu a demissão do presidente do Inep. Rodrigues é ligado aos militares da reserva, que participaram do plano de governo durante a campanha de Jair Bolsonaro. Seu nome chegou até a ser cotado para substituir o ministro, enfraquecido depois de semanas de medidas polêmicas e brigas internas. Rodrigues ainda tentou reverter a demissão, mas garantia que só voltava ao MEC se Vélez estivesse fora.

O general Francisco Mamede de Brito Filho, da reserva ativa do Exército e que já atuou como chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste, deve assumir a presidência do Inep. Ele é o atual chefe de gabinete e muito ligado a Rodrigues. Nunca havia trabalhado com educação ou avaliação antes de ser chamado para a equipe.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Não se governa só com retórica! Haddad não foi eleito, a responsabilidade não é dele ou de quem não está no poder.
    Se não pode com o pote, porque pegou na rodilha?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Finanças

Câmara dos Deputados mostra força e limita poder de gasto do governo com folga e votos até no PSL

O governo sofreu na noite desta terça-feira, 26, importante derrota após a Câmara aprovar, em dois turnos, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que engessa parcela maior do Orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas hoje passíveis de adiamento, como emendas de bancadas estaduais e investimentos em obras. A votação foi um recado dos deputados para o Palácio do Planalto. Insatisfeitos com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não negociar com partidos, líderes de várias siglas decidiram emparedar o governo.

Em uma hora, numa votação relâmpago, os deputados aprovaram a medida em dois turnos, com ampla maioria. Para conseguirem essa rapidez, deram sinal verde a um requerimento de quebra de interstício, permitindo que o Legislativo pulasse o intervalo regimental de cinco sessões, necessários para uma PEC passar na Casa. Foram 448 votos em primeiro turno e 453 no segundo. Houve votos favoráveis até mesmo no próprio PSL, o partido de Bolsonaro. A proposta seguirá para o Senado, onde o presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já disse ser favorável ao texto.

“Não somos contra o governo. Somos a favor do Parlamento”, justificou o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO). “O governo não disse que é cada um no seu quadrado? Então, chegou a hora de resgatarmos as prerrogativas do Legislativo. Cada um faz o seu papel”, completou o deputado Elmar Nascimento (BA), que lidera a bancada do DEM.

Apenas seis deputados, entre eles a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann(PSL-SP), e os deputados Bia Kicis (PSL-DF) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança(PSL-RJ), se posicionaram contra a PEC, que é de 2015. O revés do governo ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não compareceu a uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater a reforma da Previdência e horas depois de o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ir à Câmara para tentar apaziguar a crise política, após o embate dos últimos dias entre Bolsonaro e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia negou que a decisão de ressuscitar uma PEC de quatro anos atrás – parada desde novembro de 2015 na Câmara – fosse um “troco” no governo. “Não cabe retaliação a ninguém, pelo amor de Deus. É o Legislativo reafirmando suas atribuições. É assim em qualquer democracia do mundo.”

Em conversas reservadas, no entanto, líderes e dirigentes de partidos não escondem o descontentamento com o Planalto. Dizem que Bolsonaro colou em todos o carimbo da “velha política”, movida por cargos e emendas. A intenção é descaracterizar que a disputa se trava entre a “velha política” e a “nova política” e mostrar um embate institucional, que juntaria partidos de direita, centro e até da esquerda, como PT e PCdoB.

‘Maldades’. Na prática, a ideia dos deputados é lançar um “pacote de maldades” para deixar o Executivo refém do Congresso. A primeira medida foi aprovada nesta terça-feira com a PEC que tira o poder do governo sobre o Orçamento, mas a estratégia traçada por parlamentares prevê até mesmo restringir o poder do presidente de editar medidas provisórias.

A ordem é desengavetar projetos que estavam “adormecidos” nos escaninhos do Congresso e possam dificultar a vida do governo. Nos bastidores, o confronto já é comparado aos tempos em que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso da Lava Jato, armava “pautas-bomba” contra o governo da petista Dilma Rousseff, deposta em 2016, após um processo de impeachment. Naquele período, o bloco conhecido como Centrão – composto por partidos como DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – dava as cartas e impunha seguidas derrotas ao Planalto.

Na noite desta terça-feira, muitos deputados do PSL não sabiam que a proposta em votação era prejudicial a Bolsonaro. O próprio Onyx foi avisado de que o assunto iria a plenário e não mostrou resistência. “Queremos construir um pacto de convivência”, disse o ministro.

“Eu estou perplexo. Muitas vezes não sei mais quem é situação e quem é oposição”, provocou o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP). “Qual é a estratégia que está por trás de ter o Orçamento engessado?”

Logo após a aprovação da PEC em primeiro turno, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, lembrou que ele e o pai foram favoráveis ao projeto em 2015. Na ocasião, os dois eram oposição ao governo Dilma. “De maneira nenhuma se trata de uma derrota do governo, mas, sim, de uma relação harmônica entre os poderes”, afirmou Eduardo.

A proposta que passou pelo crivo da Câmara, porém, também obriga o governo a aplicar 1% da receita corrente líquida em emendas coletivas. Hoje, não há na Constituição previsão de obrigatoriedade para emendas de bancada – tradicionalmente usadas como moeda de troca com o Congresso.

Equipe econômica prevê controlar só 3% dos gastos

A PEC do Orçamento impositivo aprovada nesta terça-feira pela Câmara vai amarrar ainda mais o Orçamento e elevar para 97% o grau de engessamento das contas do governo federal. A proposta também tira o pouco das despesas que ainda estão sob o controle da equipe econômica e transfere o poder de decidir sobre esses recursos para o Congresso.

Hoje o Orçamento já tem uma “camisa de força” de 93%. Ou seja, o governo só tem liberdade para manejar livremente cerca de 7% do total dos gastos.

A previsão foi feita ao Estado por um integrante da equipe econômica que acompanhou a votação e vê com preocupação a nova amarra. Com base no Orçamento deste ano, a PEC poderia carimbar mais cerca de R$ 8 bilhões para emendas de bancadas, que terão obrigatoriamente de ser executadas.

Apesar de aumentar o poder do Congresso na definição do Orçamento – como quer o ministro da Economia, Paulo Guedes –, a medida vai na direção contrária da intenção do ministro de “desamarrar” e “desvincular” as despesas do Orçamento. Isso porque o compromisso com as despesas obrigatórias, como salários e benefícios previdenciários, que já existe hoje, continuaria inalterado.

A mudança se daria no modelo de execução do Orçamento, que no Brasil é meramente “autorizativo” – a equipe econômica tem a opção de não executar todos os gastos aprovados pelo Congresso. A ideia é tornar as decisões do Parlamento sobre as despesas “impositivas” uma regra a ser seguida à risca pelo Poder Executivo.

A avaliação preliminar dos especialistas da área econômica é de que, mesmo que a PEC seja aprovada no Senado em dois turnos, a mudança não valerá para 2019, uma vez que o Orçamento para este ano já foi aprovado e está em execução.

O Orçamento impositivo só valeria para os gastos do governo a partir do próximo ano. Para isso, a mudança teria de ser incorporada à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, que será elaborada ainda este ano. Segundo técnicos da Câmara, hoje a margem para investimentos ou outros gastos do governo está em aproximadamente R$ 65 bilhões, considerando a necessidade mínima de gastos de R$ 45 bilhões para manter o funcionamento da máquina pública.

ESTADÃO CONTEÚDO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Foco de crises, comunicação do governo Bolsonaro passará por mudanças

Alvo frequente de críticas, a área de comunicação do governo Jair Bolsonaro será reformulada nos próximos dias. Responsável pelos contratos de publicidade do Executivo, o secretário de Comunicação, Floriano Barbosa , deixará o cargo. O mais bem cotado para substituí-lo é o empresário Fábio Wajngarten, cujo nome tende a ser confirmado pelo Palácio do Planalto ainda esta semana.

Os dois têm o comum o fato de serem próximos ao vereador Carlos Bolsonaro que, segundo interlocutores palacianos, é quem na prática dá as cartas no setor. A interferência do segundo filho mais velho do presidente é apontada como principal motivador de crises políticas, além de problemas na comunicação do governo. Caberia a ele, inclusive, aprovar a estratégia de publicidade da reforma da Previdência.

No início da noite desta terça-feira, Floriano Barbosa confirmou que comunicou sua saída ao presidente Bolsonaro. Em breve conversa com a reportagem, ele relatou que pediu para deixar o cargo por conta de “ataques” que sofreu, principalmente pelas redes sociais, sem entrar em detalhes sobre eles.

Ex-assessor parlamentar do deputado Eduardo Bolsonaro, Barbosa deverá, no entanto, ser realocado na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), segundo interlocutores do Planalto. Por sua vez, Fábio Wajngarten, sócio da empresa de verificação de audiência Controle da Concorrência, já havia sido cotado para assumir a Secom ainda durante o governo de transição.

O empresário atuou para aproximar Bolsonaro da comunidade judaica e ofereceu jantares para apresentar o então candidato à elite paulista.

Filho de um médico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o empresário teria atuado também para que Bolsonaro fosse transferido para o local, após ter levado uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora.

Durante os 23 dias de internação, Wajngarten tinha acesso livre ao quarto do então candidato e se aproximou de Carlos.

Outra mudança ocorrerá na Secretaria de Imprensa da Presidência (SIP). Responsável pelo relacionamento com os jornalistas, Alexandre Lara vai convidado para comandar a reestruturação da EBC, conglomerado estatual de televisão, rádio e agência de notícias. O novo secretário de Imprensa do Planalto ainda não foi anunciado. O nome do substituto está sendo avaliado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O relacionamento do governo com a imprensa também é considerado difícil. Carlos Bolsonaro também interferia no trabalho da equipe do Palácio responsável por abastecer jornalistas com informações a sobre o Executivo. O filho do presidente se destacou durante a campanha eleitoral do pai por controlar seus perfis nas redes sociais, o que segue acontecendo até hoje.

O GLOBO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Presidente da CCJ diz que Previdência será votada até dia 17 na comissão

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Felipe Francischini (PSL-PR), disse na noite desta terça-feira que areforma da Previdência será votada na comissão até o dia 17 de abril. Após o desencontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o parlamentar alinhou com a equipe econômica um cronograma para garantir que o texto supere a primeira etapa no Congresso.

– Decidimos que dia 3 o ministro vai à CCJ e dia 17 estaremos votando na comissão o texto – afirmou o deputado.

Segundo Francischini, não há um mal-estar após o ministro ter deixado de ir à audiência da comissão nesta terça.

– Acho que não ficou mal-estar. É uma questão natural, era só um convite. O regimento é claro que quando surge uma questão extra pode ser postergado.

Perguntado se o ministro havia colocado como condição para ir à CCJ a indicação de um relator – justificativa oficial para a ausência de Guedes – o parlamentar não confirmou se houve essa exigência. Mas destacou que o ministro acha “importante” que um relator seja designado até lá.

– O ministro entende que é importante que haja um relator designado até a ida dele à comissão, até para que ele esclareça alguns pontos de dúvida do relator – afirmou o deputado.

O GLOBO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Sobrevivente da tragédia da Chape, Radialista Rafael Henzel morre de infarto

O jornalissta Rafael Henzel em frente ao escudo da Chapecoense, na Arena Condá Foto: NELSON ALMEIDA / Agência O Globo
O jornalissta Rafael Henzel em frente ao escudo da Chapecoense, na Arena Condá Foto: NELSON ALMEIDA / Agência O Globo

 

Em novembro de 2016, Rafael Henzel foi um dos quatro brasileiros sobreviventes da queda do avião da Chapecoense, que matou 71 pessoas, na Colômbia. Nesta terça-feira, o jornalista, de 45 anos, morreu, após sofrer um infarto durante partida de futebol em Chapecó. Ele deixa o filho, Otávio, e a mulher, Jussara.

Henzel trabalhava na Rádio Oeste Capital e voltara ao batente um ano após sobreviver à tragédia.

Em 2017, Henzel lançara o livro’Viva Como se Estivesse de Partida’. Nele, o autor fala sobre o incidente e a mensagem de importância à vida.

Na tragédia da Chape, além de Henzel, sobreviveram o o goleiro Jackson Follmann (que teve uma perna amputada), o lateral Alan Ruschel e o zagueiro Neto. Também sobreviveram dois tripulantes.

A morte do jornalista causou comoção nas redes sociais. A Chape escreveu:

‘Durante a sua brilhante carreira, Rafael narrou, de forma excepcional, a história da Chapecoense. Tornou-se um símbolo da reconstrução do clube e, nas páginas verde e brancas desta instituição. Sempre haverá a lembrança do seu exemplo de superação e de tudo o que fez, com amor, pelo time, pela cidade de Chapecó e por todos os apaixonados por futebol. Desejamos, de todo o coração, que a família tenha força para enfrentar mais um momento tão difícil e esta perda irreparável. Os sentimentos e as orações de todos os chapecoenses, torcedores e ouvintes, estão com vocês.’

O GLOBO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

[VÍDEO] Fortes chuvas atingem Caicó nesta terça-feira

Imagens captadas por moradores mostram as fortes chuvas que caíram nesta terça-feira (26) em Caicó, na região Seridó.

Para esta quarta, a previsão é de sol e aumento de nuvens de manhã e de pancadas de chuva à tarde e à noite.

Opinião dos leitores

  1. Boa noite!

    ????????????????????

    *CHUVAS DA TARDE DE ONTEM, TERÇA-FEIRA, DIA 26 DE MARÇO, NO MUNICÍPIO DE SÃO VICENTE/RN (Zona rural e urbana):*

    São Vicente/RN(Bairro Alto da Candelária)- *122mm;*

    São Vicente/RN(Sítio Umari- Ponto de coleta 01)- *115mm;*

    São Vicente/RN(Sítio Umari- Ponto de coleta 02)- *110mm;*

    São Vicente/RN(Sítio Exú )- *100mm;*

    São Vicente/RN(Sítio Jucurutu)- *85mm.*

    *FONTE:* Blog de São Vicente/RN e minha irmã de sangue q mora no sítio Umari.

    ????????????????????

    ????????????????????

    *Maiores chuvas no ano de 2019 em São Vicente/RN (Bairro Alto da Candelária):*

    12/01/2019- *50mm;*⛈
    16/01/2019- *48mm;*⛈
    18/01/2019- *60mm;*⛈
    26/01/2019- *70mm;*⛈
    19/02/2019- *35mm;*⛈
    23/02/2019- *40mm;*⛈
    10/03/2019- *113mm;*⛈
    17/03/2019- *40mm;*⛈
    26/03/2019- *122mm.*⛈

    E outras chuvas menores.

    *Fonte:* Blog de São Vicente/RN e blog Terra da Xelita de Currais Novos/RN.

    ????????????????????

    Outra chuva volumosa de ontem, terça-feira, foi na *zona rural de Cruzeta/RN* ( Sítio Currais):

    Choveu *75mm* de chuva, me falou o primo do meu pai q mora na zona urbana de Cruzeta/RN, mas q tem terra e irmãos de sangue no Sítio Currais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Olavo de Carvalho rebate ministro Santos Cruz e ataca militares no governo

O escritor Olavo de Carvalho voltou-se contra os militares em tuítes publicados na tarde desta terça-feira, 26, dia em que o Twitter brasileiro é palco de mais uma disputa de hashtags entre opositores e apoiadores do golpe de 1964.

“Em 1964 os militares expulsaram os comunistas do poder e depois passaram vinte anos chamando-os de volta. Eles vieram e dominaram tudo por quase quatro décadas, achincalhando e humilhando os militares. Você ainda confia em militar para lidar com esses assuntos?”, escreveu Olavo de Carvalho. O escritor, que já demonstrou influência no governo, foi recentemente chamado de “desequilibrado” pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, que é general da reserva.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o general atribuiu ao suposto desequilíbrio de Olavo de Carvalho a postura pública do escritor, manifestada em “colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões”, segundo ele. Santos Cruz respondeu a agressões anteriores de Olavo ao núcleo militar do governo, grupo que teria, segundo o escritor, uma “mentalidade golpista”. Olavo já havia dito também que o vice-presidente, Hamilton Mourão, também general da reserva, seria “idiota” e “estúpido”.

Na segunda-feira, 25, Olavo havia tuitado, em tom de ironia, que estava “muito ocupado” e que daria depois “a resposta carinhosa” merecida por Santos Cruz. Hoje, escreveu que “militares brasileiros de alta patente são mentalmente escravos da mídia que os achincalha” e se defendeu das críticas recebidas dizendo que “nenhum general disse uma palavra contra os inimigos de Bolsonaro, só contra os amigos dele”, explicando então que se referia aos filhos do presidente e a si próprio.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Defensoria Pública pede que Justiça proíba comemorações sobre golpe de 64

A Defensoria Pública da União pediu nesta terça-feira (26) que a Justiça Federal em Brasília proíba o governo federal de realizar quaisquer comemorações sobre o golpe militar de 1964 e que impeça a União de efetuar qualquer gasto público para esta finalidade sob pena de multa.

Na segunda (25),o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que faça as “comemorações devidas” pelos 55 anos do golpe que deu início a uma ditadura militar no país.

Na ação civil pública protocolada, a Defensoria pede “urgência” para análise do tema e afirma que o Brasil viveu período de “horrores” com a ditadura militar. Também cita dados sobre pessoas mortas e desaparecidas.

“Diante do alarmante quadro de violação de direitos humanos, em especial, violação aos princípios constitucionais e outros aos quais o Brasil aderiu no cenário internacional, não resta outra medida senão solicitar ao Poder Judiciário que interfira, exercendo sua função constitucional e seu papel maior no Estado Democrático de Direito”, diz a Defensoria.

Conforme a Defensoria, eventual comemoração fere o princípio da legalidade previsto no artigo 37 da Constituição. Isso porque a lei estipula que uma data só pode ser comemorada se houver lei que a estipule.

Além disso, a Defensoria completa que comemorar um regime em que pessoas foram perseguidas, torturadas e assassinadas viola a moralidade administrativa.

“Permitir que as comemorações anunciadas pelo Poder Executivo ocorram fere, frontalmente, o direito à memória e à verdade, especialmente em sua função de prevenção. Isto é: permitir que condutas exaltem tal período negro de nossa história nacional que violam nossa memória coletiva e estimulam que novos golpes e rupturas democráticas ocorram”, afirma no pedido.

Antes, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão de cúpula do Ministério Público Federal em relação a direitos humanos, afirmou em nota pública que comemorar o golpe de Estado de 1964 representa “enorme gravidade” e pode caracterizar ato de improbidade administrativa.

G1

Opinião dos leitores

  1. Não sou a favor das torturas, das mortes nesse ocorrido nessa época. Mas convenhamos, olha as peças que foram atuantes como assaltante de bancos, sequestro de embaixadores, e outros atos terroristas. Dilma , Miriam Leitão, Aloisio Nunes ( motorista do bandido Marighela), Serra, Lula, Zé Dirceu – o rei dos cursos de guerrilha – , e muitos outros. Se não fosse os militares, hoje seriamos pior do que a Venezuela.

  2. Só em uma democracia pode se comemorar tanto genocidas de esquerda, como um ato de fechamento de congresso por militares.

    1. VIVA!!!
      HASTEAREI BANDEIRA!!!
      VESTIREI CAMISA AMARELA!!!
      QUERO VER QUEM IRA ME EMPATAR!!!

  3. Não vivi este período de nossa história, porém creio que deve-se comemorar, pois a controvérsia como ao que realmente ocorreu. Falaram-se muito em tortura, porém o que vemos em fotos são os que até pouco tempo estavam no poder empunhando armas de fogo praticando atos de vandalismo, e que por sinal nesta mesma época em que estes governavam nossa nação nos manifestos contra o próprio governo, via-se atos semelhantes, o que nos leva a crê que tudo era praticado a mando do então governo socialista. É o fato de nossa história e portanto devemos comemorar. Não vejo uma pessoa que praticava o bem na época em questão reclamar do "Tal Golpe Militar", só quem praticava baderna foi punido, como de fato deve ser.

  4. Temos muito o que comemorar. Não fisse a Contrarevolução de 64, os comunistas teriam dominado o país e nós estaríamos vivendo uma ditadura do proletariado. Os terroristas comunistas eram treinados e financiados pela URSS para tomarem o poder por aqui. E cometeram todo tipo de atrocidade nesse sentido. Devemos a nossa liberdade aos militares de época, que só agiram porque foram convocados pelo povo brasileiro. As manchetes da imprensa da época estão ai para mostrar a verdade aos mais jovens. Busquem na internet.

    1. "convocado pelo povo brasileiro", onde vc viu isso? kkkk Os militares cumpriram ordens do governo norte-americano, atendendo aos desejos da potência capitalista,simples assim…
      Se o governo militar era tão bom, pq acabou?

    2. Sim, Paulo, foram convocados pelo povo brasileiro. Gigantescas passeatas de brasileiros do bem, inconformados com a bagunça que imperava no Brasil, estimulada pelo governo socialista de então. Até entendo que vc não tenha presenciado esses acontecimentos (afinal, faz muito tempo) e tenha sido doutrinado por professores esquerdistas, que estão dominando a educação brasileira e tentando modificar a história. Mas a internet está ai. Hoje, ninguém pode alegar a ignorância dos fatos apenas porque não era nascido. Procure na internet, meu caro. Instrua-se sobre a realidade dos fatos.

  5. Esse Bolsonaro, todo dia assina seu atestado de incompetente. Quero saber quando é que ele vai assumir o papel de presidente de uma nação e deixar esse revanchismo contra a sociedade civil de lado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Mourão diz que Bolsonaro ‘não é e nem nunca será uma ameaça à democracia’

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta terça-feira (26), em São Paulo, a uma plateia de empresários, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não é uma ameaça à democracia.

“Quero deixar claro que Jair Bolsonaro não é e nem nunca será uma ameaça à democracia. Tem um enorme compromisso com as instituições. Vamos enfrentar o que precisa ser enfrentado. Vamos marcar nossa gestão por eficiência e zero corrupção”, disse Mourão em evento promovido pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).

Mourão definiu Bolsonaro como um “estadista” e disse que o governo terá que enfrentar medidas impopulares para que o país cresça no longo prazo.

“Quero enfatizar que ele é um estadista, que ele não está pensando nas próximas eleições, mas nas próximas gerações. Quando terminarmos o governo e entregarmos a faixa presidencial em 2023, gostaríamos muito que a nossa população estivesse vivendo aquilo que o presidente Roosevelt chamou das 4 grandes liberdades humanas: liberdade de expressão, de religião, de não sermos forçados a fazer o que não queremos e a liberdade de não termos medo.

‘Pedradas’

O vice-presidente disse que embora sua experiência política seja mínima, acredita que o “bom senso” deve prevalecer e que faz parte do jogo político “levar pedradas”. Ele ainda defendeu diálogo com o Congresso para que reformas como a da Previdência possam ser aprovadas.

“Temos um preço para pagar no curto prazo. Nosso governo vai ter que enfrentar as medidas impopulares. Na instituição que eu servi durante 46 anos a gente sempre dizia: o comandante não tem que ser aplaudido no pátio. O comandante tem que tomar decisões. Então nós teremos que tomar decisões para que o país progrida no longo prazo. Por isso, temos que colocar na cabeça das pessoas que abdiquem a ideia de que o estado pode tudo. Roda a maquininha lá e produz o dinheiro”, disse.

“Convencer a população que eles também têm obrigações e não apenas direitos. Temos que trabalhar isso dentro do nosso Congresso. É um trabalho de paciência e diálogo. O Congresso representa a população brasileira. Nós temos que dialogar com eles, não fugir ao diálogo. Vai levar pedrada? Vai levar pedrada. Faz parte da vida politica, e todos aqui sabem muito bem que a minha experiência politica é baixíssima. Mas o bom senso tem que sobreviver nessas horas”, completou.

Reforma tributária

O discurso de Mourão durou cerca de 20 minutos e encerrou o evento. O vice-presidente foi aplaudido diversas vezes pelo público – que pode ser resumido a uma boa parcela do PIB brasileiro – principalmente quando defendeu a reforma tributária.

“Temos que abrir a economia ao comércio mundial, mas eu tenho dito em todos os fóruns, se não organizarmos o sistema tributário, uma abertura da noite para o dia no nosso país vai acabar com a indústria. As senhoras e senhores sabem disso. Sempre recorro ao que Geisel falou: tem quer lenta, gradual e segura”, defendeu.

Venezuela

Durante sua fala, Mourão não poupou críticas aos governos anteriores e a política internacional. Sobre a questão da Venezuela, afirmou temer que “o conflito do tempo da Guerra Fria tenha sido atraído para o nosso subcontinente. Duas potências estão brigando pela Venezuela. O Brasil tem que saber se posicionar nisso daí” – disse, sem detalhar o posicionamento do país.

Jantar

Depois do evento na Fiesp, o presidente da entidade, Paulo Skaf vai oferecer um jantar a Mourão com a presença de 30 empresários de diferentes setores. Na pauta, as reformas da Previdência e a tributária.

No domingo (24), Mourão disse que iria conversar nesta semana com empresários para “acalmar as bases”, em meio à crise entre Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Bolsonaro.

G1

Opinião dos leitores

  1. Realmente.. É uma segunda Dilma,pior que deslumbrado e comandado pelos filhos..O BRASIL está literalmente lascado!!

    1. Na visão deturpada e tendenciosa de vcs. O Brasil está no caminho certo e o presidente está cumprindo com suas promessas de campanha. Para isso foi eleito. Vire o disco e tente ao menos parecer brasileiro, torcendo para as coisas darem certo, "cumpanhero".

  2. Já chegou a hora de começar a governar . Esse pra frente e pra trás esse vai não vai já passou do tempo. Atitudes e resolução é o que o País precisa . O resto é BALELA, MIMIMI Et;.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

MP pede à Justiça para aceitar denúncia e tornar Temer réu no caso da mala com R$ 500 mil

O Ministério Público Federal em Brasília pediu nesta terça-feira (26) à Justiça Federal para tornar o ex-presidente Michel Temer réu em uma ação penal.

Em 2017, quando ainda estava no mandato, Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) no caso em que Rodrigo Rocha Loures, então assessor especial da Presidência, foi flagrado pela Polícia Federal recebendo de um integrante da J&F uma mala com R$ 500 mil.

Segundo a denúncia, o dinheiro era propina da empresa para o grupo político de Temer. Desde que as investigações começaram, o ex-presidente e a defesa dele têm negado envolvimento com irregularidades e afirmado que o dinheiro não era para ele.

Quando a PGR denunciou Temer, a Câmara analisou o caso – conforme prevê a Constituição – e rejeitou o prosseguimento do processo para o Supremo Tribunal Federal.

Com a decisão, a denúncia ficou parada na Justiça e, com o fim de mandato de Temer, e o fim do direito dele ao foro privilegiado, o caso foi para a Justiça Federal de Brasília.

Quando alguém é denunciado pelo MP em uma instância da Justiça, e o caso vai para outra instância, a denúncia precisa ser ratificada pelo MP para prosseguir. Não há prazo para o juiz federal de primeira instância decidir sobre o pedido.

Prisão

Na semana passada, Temer foi preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por suspeita de envolvimento em desvios nas obras da usina de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Nesta segunda (25), o Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2), com sede no Rio, mandou soltar Temer e os demais presos na operação, entre os quais o ex-ministro Moreira Franco.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

[VÍDEO] “Nós vamos aí comer vocês”, diz desembargador a juízas em vídeo com Leonardo

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina anunciou nesta terça-feira (26) que vai pedir explicações a um desembargador que enviou um vídeo com declarações de conotação sexual e machista a um grupo de juízas. Na gravação que circula pelas redes sociais, o desembargador Jaime Machado Junior aparece ao lado do cantor Leonardo.

Depois de citar o nome de cinco magistradas às quais dirigiu o vídeo, ele mostra a elas que está acompanhado do cantor, que manda beijos para elas. Em seguida, o desembargador diz: “Nós vamos aí comer vocês. Ele segura e eu como”. Os dois gargalham na sequência. O Congresso em Foco suprimiu o som no momento em que ele diz o nome das juízas.

Depois que o vídeo vazou, o desembargador divulgou uma gravação na qual afirma que tudo não passou de uma “brincadeira” com amigas juízas do município de Lages (SC). Ele pede desculpas se, “eventualmente”, ofendeu alguém ou “se tiver outra interpretação”. Jaime diz ainda que é uma pessoa “irreverente”.

Opinião dos leitores

  1. O Brasil está num nível de desenvolvimento muito alto. País desenvolvido o Brasil. Só que não.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

O spread vai cair, é fato, diz presidente do Bradesco

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou que inevitavelmente os spreads (a diferença de custo de captação e a taxa de juros cobrada do cliente) vão cair no país. E o remédio para o banco manter sua rentabilidade é ganhar escala, ou seja, emprestar mais.

Os juros altos estão entre as maiores críticas feitas contas os grandes bancos brasileiros.“A gente vai ter que aumentar escala para manter ou aumentar a rentabilidade”, afirmou Lazari em evento para investidores nesta terça-feira (26).

A rentabilidade dos grandes bancos brasileiros ronda a faixa de 20% sobre o patrimônio líquido, patamar considerado elevado na comparação com outras indústrias.

“Fees [tarifas] e taxas de juros vão cair, não tem como evitar. Mas o nome do jogo é escala, se não tiver escala não ganha jogo”, disse o executivo.

Lazari disse ainda que “não há jeito” dos bancos continuarem operando na estrutura antiga.“Mas esse banco vai continuar dando grana por um bom tempo, então tenho que cuidar bem do meu banco incumbente [líder de mercado]”, afirmou.

O executivo afirmou ainda que o banco tem dinheiro em caixa e que ele deve ser utilizado para oferta de crédito e expansão do banco, e não para pagamento de dividendos a acionistas.

Lazari disse ainda que os bancos ganharão eficiência com o cadastro positivo, que ainda aguarda sanção presidencial, mas que ele tem regras consideradas ruins. A principal crítica é a responsabilidade solidária entre bancos, birôs de créditos e outros elos da cadeia.

“O cadastro positivo não saiu como a gente queria, a responsabilidade solidária é um negócio que não faz sentido nenhum e pode ser um problema para que possa operar em 100% de eficiência”, disse Lazari.

A maior parte das perguntas de investidores se relacionou a competição no mercado com novatos. Para Lazari, porém, o maior desafio para o setor bancário não vem das fintechs (empresas inovadoras do setor financeiro), mas das grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs.

Nesse universo, estão Apple, Amazon e Google, por exemplo.

Ele citou o exemplo do GuiaBolso: a fintech de organização financeira, com autorização dos clientes, acessa a cada dois minutos os sistemas do banco para atualizar o saldo bancário dos clientes no aplicativo.

“O GuiaBolso tem hoje 500 mil clientes. Imagina se a Amazon, com os clientes dela, decidisse a cada dois minutos bater no banco para consolidar o extrato do cliente? Esse é o grande risco que a gente corre”, afirma.

Na China, os maiores concorrentes do setor bancário são empresas de tecnologia, como o WeChat (concorrente do WhatsApp) e o Alipay (do gigante Alibaba).

O Bradesco afirmou que o banco digital Next, hoje com cerca de 700 mil clientes, deverá chegar em breve a 1 milhão.

“A nossa expectativa é que a partir do segundo semestre o Next não dependa em nada do Bradesco, nem para resultado”, afirmou o presidente do Bradesco.

Para ele, a maior preocupação do Bradesco não é, porém, com a rentabilidade da operação e nem com a cobrança de tarifas, mas garantir que esses novos clientes, que não estariam no Bradesco, se tornem clientes a partir do Next.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. ?????????. Papai Noel também disse que vai mandar mais dois presentes nesse natal e o coelhinho da Páscoa mais 2 ovos. E o deus mercado que a economia no Brasil vai melhorar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

PGR reforça que quer investigação sobre suposto caixa 2 de Onyx fora do STF

Em resposta ao recurso do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que busca manter no Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação que apura suspeitas de caixa 2 feitas por delatores da J&F, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede que a Corte confirme o envio do caso para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Após solicitação feita pela Procuradoria em fevereiro, o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, havia entendido que a investigação não se enquadraria nas novas regras de foro da Corte, retirando-o das competências do STF.

No entanto, no último dia 21, a defesa de Onyx recorreu da decisão de Marco Aurélio. No recurso, a defesa do ministro de Bolsonaro pede que o caso fique no Supremo, porque, apesar de agora ocupar o cargo de ministro de Estado, Onyx foi reeleito deputado federal. Os advogados de Onyx rebatem a argumentação de que, ao aceitar a cadeira oferecida por Bolsonaro, Onyx teria perdido o direito de ser julgado pelo STF, uma vez que o suposto crime não tem relação com sua função atual.

A PGR entende, no entanto, que o suposto crime cometido por Onyx não teria nem mesmo relação com o cargo de deputado, o que não atrai mais a competência do STF – que só deve julgar violações que tenham sido cometidas durante o mandato e em relação com o cargo. Pesam sobre Onyx o relato e planilhas dando conta de pagamentos de R$ 100 mil, em 2012, e R$ 200 mil, em 2014, quando o atual ministro concorria ao cargo de deputado federal. Onyx admitiu em entrevista a uma emissora de rádio ter recebido R$ 100 mil e pediu desculpas.

Para a PGR, crimes “exclusivamente eleitorais”, praticados ainda durante o mandato parlamentar para fins de reeleição não têm relação direta com o exercício do mandato. Por isso, defende a Procuradoria, Marco Aurélio deveria negar o recurso de Onyx. “A partir do julgamento da Questão de Ordem na Ação Penal 937, pacificou-se na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que os crimes exclusivamente eleitorais, ainda que praticados durante o mandato parlamentar, para fins de reeleição, não guardam relação direta com o exercício do mandato, mas, sim, com a condição de candidato, cuidando-se de fatos estranhos às funções de congressista”, defende.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *