Política

PSL de Minas recorreu até ao TSE para tentar validar candidatura apontada como laranja

O PSL de Minas Gerais, então sob o comando de Marcelo Álvaro Antônio, recorreu até ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar validar a candidatura de Zuleide de Oliveira, que hoje acusa o ministro do Turismo de tê-la usado como laranja nas eleições de 2018.

Como mostrou reportagem da Folha, Zuleide diz que foi convidada diretamente pelo ministro para disputar uma vaga de deputada estadual —com o compromisso de devolver à sigla parte do dinheiro que receberia do fundo eleitoral—, mas teve o pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça devido a uma condenação em 2016 por uma briga com outra mulher.

À Folha o ministro afirmou que ela omitiu da sigla que tinha condenação e que o partido depois respeitou a decisão da Justiça, jamais repassando dinheiro público da sigla para Zuleide.

Documentos e mensagens obtidos pela Folha mostram um cenário diverso —um esforço jurídico para manter a candidatura da laranja.

O advogado do partido, Leonardo Aureliano Monteiro de Andrade, o mesmo que atuou para Álvaro Antônio, assinou dois recursos ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e, como não teve sucesso, ingressou no TSE.

Em 2 de agosto de 2018, ou seja, mais de dez dias antes do registro da candidatura, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais emitiu certidão atestando condenação transitada em julgado contra Zuleide, o que inviabilizava sua candidatura.

A certidão foi tirada por Rodrigo Brito, então assessor de Álvaro Antônio, conforme áudio enviado por ele a Zuleide, e ao qual a Folha teve acesso.

“Zuleide, boa noite, amiga, todas as suas certidões eu tirei, ok? Todas as certidões estão certas. Faltam só os documentos, o RRC [requerimento de registro de candidatura], sua foto pra urna, declaração de bens, diploma de escola, CPF, identidade e título de eleitor. Esses documentos todos separados. Só falta isso pra registrar você. Obrigado, amiga.”

Mesmo assim, o partido registrou a candidatura no dia 14 de agosto, véspera do prazo. Ela também enviou email para o PSL em 22 de agosto com a íntegra da sentença que a condenou —contrariando a versão do hoje ministro.

No dia 19 daquele mês, o procurador-regional Eleitoral de Minas Gerais, Angelo Giardini de Oliveira, impugnou (contestou) a candidatura.

“Zuleide Aparecida de Oliveira foi condenada em sentença penal condenatória transitada em julgado, no bojo dos autos n. 0011848-29.2014.8.13.0592, estando atualmente em cumprimento de pena, conforme destacado na certidão criminal positiva juntada ao feito, o que leva à suspensão automática dos direitos políticos”, escreveu, acrescentando: “Apenas com o cumprimento ou extinção da pena, conforme reconhecido em decisão da Justiça Comum, é que o condenado retoma seus direitos políticos e volta a ser elegível, consoante o entendimento do TSE.”

Apesar de jurisprudência nesse sentido, o advogado do PSL contestou a impugnação.

No dia 28 de agosto, o juiz eleitoral Nicolau Lupianhes indeferiu o pedido de registro de candidatura. “É imperioso destacar que não foi apresentada certidão criminal narrativa e de trânsito em julgado do Processo procedente do Juízo Criminal da Comarca de Santa Rita de Caldas [cidade onde mora Zuleide], responsável pela execução criminal. A informação do órgão técnico certifica a ausência de quitação eleitoral, restando a suspensão de direitos políticos por condenação criminal até a presente data.”

O PSL de Minas, então apresentou dois recursos ao TRE —embargos de declaração e agravo—, tendo, ambos, sido negados.

Em 27 de setembro, ou seja, a poucos dias das eleições, o PSL recorreu ao TSE, órgão máximo da Justiça Eleitoral no país, apresentando jurisprudência dos anos 90 do Tribunal Regional Eleitoral segundo a qual a suspensão condicional da pena também suspende os efeitos da inelegibilidade.

Como o caso só foi julgado pelo TSE após as eleições, Zuleide concorreu no dia 7 de outubro, mas os votos dados a ela forma considerados nulos e não divulgados pela Justiça Eleitoral.

Em 26 de outubro, o ministro Og Fernandes, do TSE, negou o recurso sob o argumento de que a jurisprudência do TSE é clara no sentido de que a suspensão condicional da pena mantém a inelegibilidade.

Em nota, o ministério do Turismo disse que o então assessor de Álvaro Antônio “errou ao levantar a documentação da pretensa candidata” e que email e áudio confirmam que Zuleide não informou que era ficha-suja ao partido.

Sobre continuar brigando pela candidatura, a assessoria informou que a atuação do advogado é “absolutamente legítima”.

“A decisão pela inelegibilidade de uma candidatura é de competência exclusiva da Justiça Eleitoral, não do partido, e a defesa judicial do candidato até a última instância é absolutamente legítima”, disse.

“O escritório do Dr. Leonardo presta serviços ao PSL-MG e atuou em quase todos os 179 processos de registro de candidatura do partido. O ministro reafirma que o partido não repassou nenhum recurso para a candidata.”

Desde o dia 4 de fevereiro a Folha tem publicado reportagens mostrando a existência de um esquema de candidaturas de laranjas pelo PSL de Minas, com uso de verba pública. O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.​

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. É uma mentira atras da outra, e ainda tem muita gente que ainda não se tocou que "quem mente rouba"?
    O pai da mentira é o Diabo e essa família Bolsonaro e sua equipe de ministros despreparados, mentem o tempo todo descaradamente, sendo obrigados a toda hora fazerem desmentidos.
    Que vergonha!
    Que decepção!
    Se arrependimento matasse…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Laudo do Itep revela que jovem encontrada morta no carnaval de Caicó foi estrangulada com tortura

A jovem Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos, que foi encontrada morta dentro de um carro na sede de um bloco durante o carnaval de Caicó foi estrangulada. A informação foi divulgada pela jornalista Roberta Trindade, da TV Tropical.

As primeiras informações colhidas com testemunhas apontavam para um possível infarto como sendo causa da morte, mas o laudo do Instituto Técnico-científico de Perícia (Itep) confirmaram o assassinato.

De acordo com a jornalista, no laudo constam as informações de que a morte foi provocada por asfixia mecânica, estrangulamento por meio de tortura, de uma forma cruel.

O laudo foi entregue durante a semana ao delegado de Caicó, Leonardo Germano, e seria divulgado em uma coletiva para a imprensa, mas para evitar atrapalhar as investigações, o documento foi entregue diretamente para a Polícia Civil sem revelar detalhes do conteúdo.

Vídeo da jornalista Roberta Trindade

Opinião dos leitores

  1. BG
    Como é que se assassina uma jovem como esta e outras tantas, o ser humano chegou no fundo do poço. Temos recriar o código de AMURABE, matou será morto e fim de papo.

  2. *Pedido da Família Enlutada!*

    Entendemos que o caso da nossa Zairinha chocou e impactou a todos, mas queremos esclarecer que parte das notícias divulgadas em muitos blogs são *FALSAS.* Então, toda a família ainda espera ansiosa pelo encerramento desse caso, no qual a Polícia Civil está trabalhando minuciosamente. *Logo, pedimos que não repassem estas falsas informações e, por respeito a nossa dor, aguardem a conclusão das investigações realizadas pela Polícia Civil.*

    *[Família de Zaira Cruz]*

  3. Não sou policial nem investigador, mas desde o primeiro momento que soube das circunstâncias em que ocorreu a morte dessa moça suspeitei que estava com aparência de um homicídio por estrangulamento.

  4. A cada dia encontramos mais erros de grafia nas postagens do Blog . Nessa postagem, escreveram “tortuna” em vez de tortura e “lauto” em vez de laudo! Hora de chamar a atenção do revisor!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Governo Federal prepara projeto para cobrar dívida com INSS

O governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende encaminhar “nos próximos dias” projeto de lei que aperfeiçoa a cobrança da dívida ativa da União, afirmou o secretário da Previdência, Leonardo Rolim, nesta sexta-feira (8).

Em palestra para o setor de previdência complementar e regimes próprios de Previdência, Rolim disse que “o foco é atacar os devedores, mas há muito mito sobre essa dívida”.

Segundo Rolim, dos R$ 500 bilhões de dívida com a Previdência, há cerca de R$ 160 bilhões recuperáveis, mais cerca de R$ 60 bilhões já foram parcelados e estão sendo pagos.

Restam cerca de R$ 100 bilhões, que serão alvo desse projeto do governo.

Rolim ressaltou, porém, que embora a cobrança seja um dos pilares da reforma Previdência, ela não é suficiente para conter o rombo do sistema previdenciário brasileiro.

“Mesmo que toda a dívida fosse recuperável, não daria para cobrir nem dois anos de déficit, que já chega perto dos R$ 300 bilhões”, afirmou o secretário.

A conta inclui tanto o regime geral quanto o regime próprio da União e os benefícios assistenciais.

O secretário afirmou também que não há previsão de novos parcelamentos especiais para os devedores e que programas de Refis serão limitados a 60 meses.

O governo quer usar a cobrança da dívida como um exemplo de que a reforme combate privilégios e promove a igualdade.

A intenção da equipe econômica com as mudanças nas aposentadorias e pensões é economizar R$ 1,1 trilhão em dez anos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Esse governo não tem credibilidade alguma. Tá mentindo descaradamente pra aprovar a reforma q acaba com as aposentadorias do trabalhador brasileiro.

  2. Os vermes PTralhas ficaram 13 anos no poder e NÃO FORAM MACHOS PARA FAZEREM ESSA COBRANÇA

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

OAS mantinha esquema de ‘caixa 3’ em campanhas, segundo delatores

A empreiteira OAS usava como laranjas suas empresas prestadoras de serviço para disfarçar doações em campanhas eleitorais, segundo executivos do grupo que hoje são delatores.

A construtora orientou fornecedoras de suas obras a fazer doações oficiais nas campanhas de 2010 e 2014, à época legalizadas, para partidos ou candidaturas de seu interesse e compensava esses valores com contratos superfaturados em suas construções.

Com isso, evitava que seu nome fosse associado a determinados candidatos e ficava livre para ultrapassar limites de repasses impostos pela lei eleitoral vigente naquelas eleições –que proibiam uma companhia de doar mais de 2% de seu faturamento bruto.

Essa prática ganhou o apelido de “caixa três” na delação da Odebrecht, que usou mecanismo parecido em eleições pré-Lava Jato. A Odebrecht delatou em 2016 um acordo com a dona da marca de cerveja Itaipava, que custeava campanhas eleitorais a seu mando e, em troca, recebia desconto na construção de fábricas.

No caso da OAS, dizem delatores, os laranjas eram empresas de engenharia menores que atuavam em suas obras em áreas como terraplenagem e instalações hidráulicas.

Os depoimentos não trazem detalhes dos políticos beneficiários dessa prática.

Mas, nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral de 2010 até 2014, ao menos 13 das firmas mencionadas somaram repasses oficiais de R$ 5 milhões para 40 candidatos e pelo menos três direções partidárias.

Entre essas candidaturas, de 12 partidos, há nomes de expressão nacional, como o atual ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que recebeu doação de R$ 50 mil da empresa Arcoenge em 2010, o hoje prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), e os ex-governadores Sérgio Cabral (MDB) e Tarso Genro (PT).

Em depoimentos, os delatores apelidam a prática de “bônus eleitorais de terceiros”. A alternativa foi gestada em 2010, segundo o delator José Ricardo Nogueira Breghirolli, que diz que naquela época a demanda por recursos de caixa dois era crescente.

De acordo com o executivo, a empreiteira baiana usava a “capacidade de doação eleitoral dos seus fornecedores” para fazer contribuição que “não podia mais fazer por ter estourado o limite de doação ou porque não queria aparecer como doadora”.

Os delatores disseram que uma das principais medidas de lavagem de dinheiro da empresa era superestimar os valores de contratos com empresas fornecedoras, que aceitavam devolver as quantias excedentes à empreiteira, que então fazia pagamentos a políticos ou funcionários públicos. No caso das doações, em vez da devolução, os fornecedores aceitavam com esses valores bancar despesas de campanha.

“Tais empresas tinham como vantagem uma prioridade em contratações [pela OAS], bem como para receber seus pagamentos referentes aos serviços efetivamente executados”, disse Breghirolli.

A deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP) recebeu em 2010 R$ 800 mil de firmas (Singulare e Selten) mencionadas pelos delatores da OAS.

Nas contas partidárias do PSC (Partido Social Cristão) em 2013, constam contribuições de três das firmas mencionadas nos depoimentos da delação, que totalizam R$ 750 mil. São elas: Terraplenagem Modolo, Kingstone Construtora e Bertini Comércio.

A Modolo foi incluída na lista de credores da OAS em processo de recuperação judicial e, em seu site, afirma que participou de projetos da empreiteira no aeroporto de Guarulhos e no Rodoanel, ambos em São Paulo.

Um dos delatores da empreiteira, Ramilton Machado Lima Junior, disse que na eleição de 2014, realizada já sob o efeito da Lava Jato, havia grande dificuldade de recursos e o então vice-presidente da OAS, César Mata Pires Filho, herdeiro do grupo, “determinou que fosse feito o máximo possível em geração de caixa dois para doação com bônus de terceiro”.

Um outro tipo de ação da empreiteira em campanhas eleitorais envolvendo seus fornecedores foi apelidada pelos delatores de “ponta a ponta”. Nesse modelo, as firmas, a mando da OAS, aceitavam bancar despesas de candidatos com gráficas, advogados e pesquisas eleitorais ou de marketing.

Nesse caso, as contribuições não eram informadas à Justiça Eleitoral, configurando caixa dois convencional. Os depoimentos, porém, não detalham casos específicos.

Esses relatos foram feitos por um grupo de executivos de um setor da empreiteira conhecido como “Controladoria”, responsável por pagamentos ilícitos do grupo. Os delatores fazem acusações contra o próprio alto escalão da construtora, que até agora não tem acordo de delação homologado na Justiça.

OUTRO LADO
Procurada pela reportagem para comentar as declarações dos delatores, a empreiteira OAS afirmou apenas que os depoimentos são de “ex-executivos” e que hoje o grupo “conta com uma nova gestão e tem contribuído com a Justiça, prestando todos os esclarecimentos que se façam necessários”.

“O objetivo da nova gestão é concluir os acordos de leniência e seguir com os negócios de forma ética, transparente e íntegra.”

A Folha procurou o prefeito Marcelo Crivella, que, via assessoria, disse que a doação de R$ 100 mil da fornecedora da OAS Masterpav foi devidamente registrada e que as contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Afirmou ainda que não tem nenhum comentário a fazer sobre estratégias de doação da empreiteira.

O PSC também afirmou que as doações da época foram legais e registradas.

O ex-governador gaúcho Tarso Genro informou que a determinação para a coordenação de todas as suas campanhas era de que “absolutamente todas as doações seriam registradas legalmente, e assim foi feito em 2014 e nas campanhas anteriores”.

O ministro Onyx Lorenzoni e Bruna Furlan não responderam, assim como as empresas Arcoenge e Modolo. A reportagem não conseguiu localizar representantes das outras firmas.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Carta com slogan e pedido de filmagem faz MEC afastar grupo de Olavo de Carvalho

A repercussão negativa do episódio da carta sobre o Hino Nacional enviada a escolas pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, fez com que nomes ligados a Olavo de Carvalho fossem afastados da pasta. Ele é considerado um pensador do governo de Jair Bolsonaro.

Um deles é Silvio Grimaldo, aluno de Olavo, que trabalha diretamente com o ministro, no gabinete, e que teria influenciado Vélez em decisões com o viés ideológico.

Eduardo Melo, que era sub secretário executivo, deve ir para a Fundação Roquette Pinto. Murilo Resende, também aluno de Olavo, que chegou a ser indicado para coordenador da diretoria que cuida do Enem e depois ficou com um cargo de assessor, também estaria saindo. Procurado, disse que não foi comunicado dessa decisão.

O objetivo, segundo fontes, é “reorganizar a casa” e colocar o foco no que importa na educação. A decisão teria sido do próprio Vélez, durante o carnaval, depois de ser aconselhado a mudar o posicionamento para ser “um ministro de fato”.

A ideia de divulgar a carta que pedia que o slogan de campanha de Bolsonaro fosse lido nas escolas e que as crianças fossem filmadas não foi compartilhada nem com gestores de mais alto cargo no MEC. A notícia foi dada com exclusividade pelo Estado. O alto escalão do ministério soube pela imprensa da carta de Vélez.

A medida foi duramente criticada por educadores, juristas e até pelo movimento Escola sem Partido. O Ministério Público Federal pediu explicações do ministro, que acabou reconhecendo o erro e voltando atrás duas vezes.

Em uma reunião, com militares e membros da Casa Civil, na tarde desta sexta-feira, teria sido batido o martelo que oito funcionários do MEC devem ser exonerados. As demissões seriam consequência do enfraquecimento do ministro nas últimas semanas

Vélez também foi indicado por Olavo para o cargo e essa seria uma maneira de mostrar sua independência e se manter no ministério.

Silvio Grimaldo postou em sua página no Facebook que o “expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC é a maior traição dentro do governo Bolsonaro que se viu até agora” (sic). “Nem as trairagens do Mourão ou Bibiano chegaram a esse nível”.

Mais cedo, o próprio Olavo de Carvalho havia aconselhado, em post em sua página no Facebook, os alunos de seu curso online a deixarem o governo de Jair Bolsonaro. “Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo – umas poucas dezenas, creio eu – deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos. O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”, escreveu.

Depois da carta enviada às escolas, o MEC, de fato, recebeu muitas gravações. No entanto, o material mostrava as condições precárias das escolas e não o Hino sendo entoado. O grande volume de vídeos recebidos teria sido avaliado como um indicativo da baixa popularidade de Vélez.

Mestrando na área de Filosofia da Educação da Universidade Estadual de Londrina, Grimaldo foi uma das indicações de Olavo para o ministério. Nesta sexta, ele compartilhou uma publicação de seu guru, em que diz “tudo o que estão dizendo e fazendo contra os meus poucos alunos que têm cargos no governo é para bloquear a Lava-Jato na Educação”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Esse tal Olavo de Carvalho não passa de um esperto q ganha dinheiro de uns loucos como alguns ministros do governo, do presidente e de seus filhos.
    Professor é meu ovo. Esse Olavo sequer tem o ensino fundamental. Kkkkk

  2. Para ser professor participei de um vestibular, cursei por 4 anos e seis meses – grade curricular à época, mesmo trabalhando três expedientes enfrentei quatro especializações, não somente para ser professor, como também está preparado para a função, desempenhado por concursos. Agora vem um cidadão qualquer, despreparado para viver com as adversidades, sem um mínimo respeito à condição humana, ser titulado como professor. É um tremendo desrespeito à quem labuta diariamente em salas de aulas e escolas sucateadas, sem financiamento digno ao ensinar. Educação não é custo, é investimento. E não se faz investimento, também, titulando indivíduos sem preparo como professor.

  3. Como pode um lunático sem instrução formal e residindo no exterior ter “grupo” dentro do governo central?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gastronomia

Confira as receitas do Papo de Fogão deste sábado; assista ao programa na íntegra

Moqueca Capixaba (Porção para 6 pessoas)

INGREDIENTES:
1 ½k de filé de peixe em pedaços grandes (beijupirá/cação/dourado/xaréu)
1 ½ Cebola roxa
1 ½ Cebola branca
6 dentes de alho picados
Salsa a gosto
Cebolinha a gosto
3 tomates
½ talo de alho poró cortado em rodelas
1k de camarão grande
50g de pimenta de cheiro em rodelas
1 ½L de caldo da cabeça do camarão
1 Pimentão amarelo
1 Pimentão vermelho
1 Pimentão verde
200ml de molho de tomate
2 colheres de sopa de colorau
6 ovos cozidos
4 colheres de sopa de tempero caseiro
2 colheres de sopa de banha de porco

MODO DE PREPARO:
Descasque e limpe os camarões. Reserve 6 camões grandes, com casca e cabeça, para enfeitar.
Use as cabeças dos camarões para fazer o caldo, com 2L de água 1 dente de alho e ¼ de cebola.
Corte em pedaços: 1/3 dos pimentões, 1 tomate, ¼ cebola roxa e ¼ cebola branca e o restante em rodelas.
Tempere o peixe e os camarões com sal, pimenta do reino e um pouco de limão. Reserve.
Em uma panela grande coloque a banha de porco, o alho, a cebola, o tamate e os pimentões que foram cortados e refogue os camarões para enfeitar. Reserve.
Na mesma panela coloque em camadas a cebola roxa e branca em rodelas, os pimentões, o peixe, o alho poró, os tomates, mais cebola e pimentões. Acrescente os ovos cozidos, o molho de tomate, o caldo do camarão e o colorau.
Coloque um pouco de sal a gosto.
Sem mexer, deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos, coloque a pimenta de cheiro e deixe por mais 5 minutos.
Desligue o fogo, retire a quantidade de caldo para fazer o pirão, coloque a cebolinha e salsinha a gosto e sirva em seguida.
Acompanha salada ou arroz.

Dica Rápida – Salada de Bifum com Kani

200g de bifum
1/2 pepino em tiras bem finas
1 cenoura em tiras bem finas
6 tiras de kani kama
¼ de pimentão vermelho em tiras bem finas
¼ de pimentão amarelo em tiras bem finas
¼ de pimentão verde em tiras bem finas
gergelim preto e branco torrado a gosto
cebolinha a gosto
1/2 xícara de chá de molho de soja
1 colher de sopa de gengibre ralado

Modo de preparo:
Desfie os bastões de kani kama.
Cozinhe o bifum na água fervente por 1 minuto (veja instruções da embalagem).
Escorra e coloque numa tigela com água fria. Deixe esfriar, escorra novamente e reserve.
Em uma tigela coloque o bifum, acrescente os pimentões, o Kani, a cenoura, o pepino e misture tudo.
Adicione molho de soja, o gengibre ralado, o gergelim, a cebolinha e misture.
Sirva resfriada.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Procuradora pede esclarecimentos a Damares por paralisação de conselhos

A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, enviou nesta sexta-feira, 8, ofício em que pede esclarecimentos sobre o funcionamento de 12 conselhos e comitês e uma comissão ligados ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), comandado pela ministra Damares Alves. O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), também nesta sexta, fez pedido semelhante, enquanto se prepara para uma reunião em que discutirá a participação social no governo.

A pasta concentra o maior número de casos de paralisação e esvaziamento de órgãos de participação da sociedade civil, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo em reportagem na segunda-feira, 4. Houve também a extinção de conselhos e alteração nas regras de representatividade de instâncias ligadas aos ministérios da Cidadania e Agricultura.

No documento, a procuradora solicita que o MMFDH informe as datas de reuniões em todos os órgãos colegiados ligados ao ministério, e comprove a realização das atividades. A ministra tem 10 dias para responder ao ofício. Para justificar o pedido, ela considera “a importância dos instrumentos de participação cidadã no controle e implementação das políticas públicas e os mecanismos democráticos de consulta e deliberação social, desenvolvidos pelos conselhos, comissões e comitês”.

Não é a primeira vez que a procuradoria federal pede esclarecimentos sobre o funcionamento de órgãos de participação social no governo de Jair Bolsonaro. Em janeiro, a PFDC encaminhou um pedido de informações ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, para esclarecer a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Responsável por formular e implementar políticas e programas para garantir alimentação adequada no País, o órgão perdeu suas atribuições com a primeira Medida Provisória publicada pelo governo, que implantou a nova estrutura do ministeriado.

O CNDH também pediu informações sobre todos os órgãos colegiados ligados ao MMFDH. “Atenção às datas de realizações das próximas reuniões e nomeações de conselheiras e conselheiros pendentes”, ressaltou o conselho.

A reportagem apurou que metade dos colegiados na estrutura do ministério de Damares estão travados. O problema mais comum é a paralisação de nomeações já aprovadas pelos órgãos. Em nota oficial sobre a participação da sociedade civil, o MMFH também deixou de citar instâncias formalmente vinculadas à sua estrutura por força de medida provisória.

Ao Estado, na ocasião, o MMFDH afirmou que os processos de nomeação e recondução de conselheiros estão em análise pela consultoria jurídica da pasta, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU). Já sobre o Consea, o Ministério da Cidadania respondeu que o órgão foi extinto, mas suas competências foram mantidas em outros órgãos.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Outra ministra maluca do governo. Acho q o presidente nomeou esses tipos para tentar esconder a loucura dele próprio.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Petrobras anuncia Plano de Resiliência, que prevê ampliação de desinvestimentos

A Petrobras aprovou o que chamou de Plano de Resiliência, que é uma adição ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023. Segundo a companhia, esse novo plano foi estruturado em três alavancas de geração de valor. E a primeira delas é a ampliação do programa de desinvestimentos.

Nesse aspecto, a Petrobras prevê a inclusão de mais campos maduros de petróleo e gás localizados em terra e águas rasas, além de ativos de refino e logística. Segundo a companhia, esse novo plano não contempla ainda a revisão do pacote de desinvestimento de refinarias, que ainda está em estudo.

“Os desinvestimentos de ativos em que não somos donos naturais contribuem para melhorar a alocação do capital aumentando consequentemente a geração de valor. Simultaneamente, viabilizam a redução do endividamento e do custo de capital”, diz a Petrobras em Fato Relevante.

A segunda parte do plano diz respeito aos gastos operacionais gerenciáveis, que a companhia pretende diminuir em US$ 8,1 bilhões, um acréscimo de 6,6% ao valor de R$ 122,6 bilhões previstos no PNG. A Petrobras cita cortes de gastos com pessoal, com anúncio de programa de demissão voluntária, e de despesas discricionárias, como publicidade e patrocínios, além de otimização do uso de prédios administrativos.

A estatal diz que está trabalhando também para liberar o excesso de capital que consta nas disponibilidade de caixa, realocando para usos mais produtivos.

A companhia ressalta que não há previsão de mudanças no PNG 2019-2023. O cronograma referente aos novos sistemas de produção de óleo e gás está mantido, com exceção de Búzios 5, que terá início de operação postergado de 2021 para 2022, tendo em vista atraso no processo de contratação de afretamento de plataforma, com impacto na produção estimado em 60 mil boed no período 2022-2023″, finaliza a Petrobras.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro autoriza bloqueio de bens de investigados por terrorismo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

O presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto de lei, proposto pelo próprio Executivo, que autoriza bloqueio de bens de investigados ou acusados por atos terroristas, financiamento ou ações correlatas.

O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas os parlamentares acrescentaram um trecho que obrigava o Executivo a validar o bloqueio de bens. O presidente vetou o trecho argumentando que vai contra a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A redação do parágrafo único é contraditória ao disposto no caput do art. 6º ao impor atos de internalização e homologação como obstáculos à executoriedade imediata de resoluções sancionatórias do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que subverte a ordem lógica da norma […]”, justificou o presidente, no veto.

O projeto tornou-se a Lei nº 13.810, que dispõe sobre o cumprimento de sanções impostas por resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Antes de chegar ao Congresso, o texto foi elaborado por um grupo interministerial e órgãos integrantes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla).

A lei vem para reparar uma falha apontada pelo Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), organização intergovernamental cujo propósito é desenvolver e promover políticas nacionais e internacionais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Segundo o Gafi, o Brasil deveria melhorar as leis com relação à celeridade no cumprimento de resoluções do Conselho de Segurança da ONU relativas ao combate ao terrorismo, financiamento ou atos correlatos.

Lei anterior, de 2015, já previa o bloqueio dos bens, porém dependia de uma ordem judicial, o que foi criticado pelas Nações Unidas por tornar a medida demorada. Com a nova lei, a anterior foi revogada.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

As famílias de baixa renda de cidades de até 50 mil habitantes terão acesso a mais financiamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O banco aumentou o valor de imóveis financiados para as faixas 2 e 3 do programa habitacional. Paralelamente, a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes.

O teto de imóveis para as faixas 2 e 3 do MCMV foi ampliado. Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor máximo do imóvel a ser financiado passou de R$ 110 mil para R$ 145 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo; de R$ 105 mil para R$ 140 mil no Sul, no Espírito Santo e em Minas Gerais; de R$ 105 mil para R$ 135 mil em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e de R$ 100 mil para R$ 130 mil no Norte e no Nordeste.

Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 95 mil em todas as regiões para os mesmos valores (escalonados por regiões) dos municípios com até 50 mil moradores.

O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes. O subsídio passou de R$ 10.545 para R$ 11,6 mil para os mutuários com renda familiar bruta de até R$ 1,8 mil.

Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor do subsídio na faixa 2 não mudou, podendo chegar a R$ 29 mil, dependendo da região do imóvel. Os subsídios para a faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida também não sofreram alteração, com valor máximo de R$ 47,5 mil para famílias que ganhem até R$ 1,2 mil.

As novas regras foram publicadas hoje em instrução normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que as novas condições permitirão ao banco consumir todo o orçamento disponível para este ano no financiamento de moradias para a população de baixa renda.

“Com essas novas condições, a Caixa está com capacidade plena para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do país”, destacou o banco no comunicado.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Esses apartamentos lixo do MCMV não vale 50 mil. As construtoras recebem dinheiro do governo e enfiam essas buchas, tomadas por facções criminosas, no toba dos otários. Além de tudo, esse pessoal mais pobre claramente não se adaptaram a essa forma de moradia. Eles mesmos roubam os extintores e demais equipamentos do prédio, enfim, não tem a mínima noção de convivência em condomínio.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Secretário exonerado por ineficiência no sistema prisional do Amazonas toma posse no Governo Fátima

Foto: Demis Roussos

A governadora Fátima Bezerra, ao lado do vice-governador Antenor Roberto, empossou nesta sexta-feira (08) o novo secretário de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc), Pedro Florêncio Filho. Para quem não se lembra Pedro Florêncio é o mesmo ocupava a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Governo do Amazonas entre 2015 e 2017, quando estourou uma crise que terminou com o massacre que deixou 64 mortos em cadeias em menos de 30 dias, e que foi exonerado por ineficiência à frente do cargo.

Na época, ele mesmo pediu para sair do cargo depois de não dar conta do recado. Se reuniu com servidores efetivos e comissionados e comunicou a saída pela porta dos fundos, sem dar muitas declarações. Foi rapidamente substituído.

Mesmo com esse currículo negativo, Fátima ainda o citou como “continuação” dos trabalhos que vinham sendo realizados pela então secretária Arméli Brennand. A mesma que vinha desidratando o trabalho desenvolvido pelo ex-secretário Mauro Albuquerque. “Acredito na competência e comprometimento de Pedro em dar continuidade e melhorar o trabalho que vem sendo desenvolvido no setor”, destacou Fátima.

O próprio secretário tratou de não falar do assunto na posse e apenas destacou que iria fazer “mais com menos”, sem especificar o que ou mostrar qual o trabalho que viria desenvolver. “Tenho consciência da responsabilidade e desafio em assumir a pasta compreendendo as dificuldades existentes na secretaria e buscando otimizar os recursos, fazendo mais com menos”, afirmou.

Uma boa parcela dos agentes estão resistentes às mudanças que o governo Fátima vem tentando implantar no sistema prisional, pois vão de encontro à metodologia que transformou o RN em um case de sucesso na gestão de Mauro.

Opinião dos leitores

  1. Quem está criticando é o pessoal da resistência ao governo Fátima.
    Não deixam a mulher governar.
    Ela está trazendo as melhores cabeças para melhorar o Estado.
    Já colocou os salários em dia.
    A saúde já está funcionando bem, sem macas nos corredores, com equipamentos todos funcionando, inclusive no interior.
    É a experiência de Lula e José Dirceu para livrar o Rio grande do norte das oligarquias e colocar nas mãos dos sindicatos.

  2. ANTONIO.

    A MAIOR OBRA QUE OS LADRÕES DO PT FEZ PELO RN FOI TRAZER PARA MOSSORÓ, FERNANDINHO BEIRA MAR, PARA DAR POS GRADUAÇÃO EM GOPI .

  3. Histórico ruim para tomar conta de uma pasta tão importante não é boa coisa para o cidadão.

  4. Acho precipitado atribuir tanta negatividade a quem se propõe a trabalhar, é preciso que o tempo dê respostas às nossas inquietações. Dr. Pedro Florêncio merece nosso respeito e votos de sucesso na árdua missão que abraçou.

  5. Não a toa que as facções do RN fizeram campanha para FATÃO ta ai o resultado a bandidagem sendo privilegiada o cidadão de bem que tome mas cuidado porque o RN será grande redulto de vagabundo que virão de outros estados.

  6. Das primeiras coisas a serem feitas é proporcionar trabalho aos apenados, reativando as cozinhas das unidades prisionais, reduzindo o custo com alimentação de R$ 2,8mi/mês, para menos da metade disso.
    Tem ex secretário até hj sendo comissionado pela empresa atual! (sic)!

    1. Apenado do regime fechado é a pena dele fechado, Na medida que forem para o semi aberto aí sim pode trabalhar nos Presisdios, E parabenizo Mauro Albuquerque que fez um trabalho extraordinário no sistema prisional do RN, Diferente desse Cidadão que vem com um currículo negarico

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

PMs envolvidos com a ‘Viatura do Mal’ são condenados e presos no RN

Foto: Reprodução/TV Globo

Seis policiais militares que respondem ao processo da operação Novos Rumos foram condenados e presos na tarde desta sexta-feira (8), em Natal. A ação foi deflagrada pela em 2015 pelo Ministério Público, no esquema que ficou conhecido como “Viatura do Mal”.

Após a condenação, os mandados de prisão foram expedidos e cumpridos nesta sexta. Os policiais presos foram levados para o Quartel do Comando-Geral da PM, na Zona Leste da capital.

Segundo o MP, os policiais envolvidos no processo recebiam propina, praticavam furtos e até praticaram tortura durante o serviço. O caso foi destaque nacional no programa ‘Fantástico’, da TV Globo.

Ao todo, quinze PMs foram denunciados pelo MP por envolvimento com atividades criminosas durante rondas realizadas na viatura 924 do 9º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela Zona Oeste de Natal.

Os policiais militares presos na operação ‘Novos Rumos’ receberam dinheiro, queijos e até galinhas para liberar suspeitos de cometer crimes e permitir o tráfico de drogas na Região Metropolitana da capital potiguar.

As descobertas foram feitas por meio de interceptações telefônicas e escutas instaladas dentro de um carro do 9º Batalhão da PM. Um diálogo travado dentro do carro 924 foi usado pelo MP para ilustrar a série de crimes praticada pelos PMs.

Na conversa, os policiais afirmam que “honestidade não vale nada” e questionam por que eles deveriam ser honestos “se os políticos não são”. O mesmo carro, segundo o Ministério Público, foi usado para cometer os crimes de associação criminosa, tortura, corrupção passiva, receptação, furto, roubo e prevaricação entre 2014 e 2015.

Operação ‘Novos Rumos’

A operação ‘Novos Rumos’ foi deflagrada para combater crimes cometidos por policiais militares. A investigação surgiu a partir de um desmembramento da operação ‘Citronela’, cujas investigações começaram em outubro de 2014 e que foi executada no dia 25 de setembro do ano seguinte, na comunidade do Mosquito, localizada no bairro das Quintas, na Zona Oeste da capital.

A Vara da Auditoria Militar expediu 12 mandados de prisão. As ordens foram cumpridas por policiais do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) e do Batalhão de Choque da PM (BPChoque).

G1

Opinião dos leitores

  1. E como tem polícias envolvidos em crimes se investigar afundo vai encontrar muito mais!!!

  2. Vcs julgam de mais seu ignorânte não tem nada comprovado foi simulação e gravação, quanto a rede de esgoto recebeu pra fazer essa respostagem,dos judiciário ou de terceiro? Vamos envestigar o judiciário também promotores e juízes a maioria deles são involvida com o tráfico de drogas . Agora seu inocente deixe de jugar sem saber o que passar o fantástico e da rede de esgoto só que ganhar audiência na cuita de sua ignorância

    1. te acho tão medíocre e fútil – além do mais, perigoso…estamos de olho

  3. Agora é ficar de olho nos PMs que “pedem” comida nos restaurantes. Isso é muito feio gente, vcs já ganham mais de 4 mil, tem dono de restaurante q trabalha o mês inteiro e não tira isso. Também parem de vender facilidades aos mercadinhos.

  4. Tão pensando que é só esses ,tem milhões fazendo a mesma coisa,e outra coisa a justiça demora demais se fosse um pobre pai de família eles agiam rápido,ainda existe muitos fazendo isso

  5. Certamentevão recorrer e acontecerá o que aconteceu no Ceará onde PM foram presos, julgados, condenados e expulsos, mas depois que recorreram voltaram ao serviço onde permanecem aguardando há muitos anos o julgamento dos recursos. Vai terminar a prescrição a todos beneficiando.

  6. A grande maioria dos PMs são honestos e aparecem estes sujeitos ai pra atrapalhar e denigrir a imagem da PM do RN , porém ja deveriam ser expulsos a muito tempo ,marginais fardados!!!

  7. Vamos fazer as coisas com IMPARCIALIDADE. coloquem fotos e nomes para a gente se desviar deles.

  8. Pq não divulgaram os nomes do policiais. Quando prendem um Zé falam nome tem foto. Hoje mesmo a prisão do traficante na Redinha postaram tudo na reportagem.
    Os policiais condenados são bandidos criminosos de farda idem ao da África /Rendinha

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Cosern falha em serviço e prejudica comerciantes e moradores de Petrópolis

Moradores e comerciantes de Petrópolis foram prejudicados com a falta de energia provocada por uma falha no serviço da Cosern na noite desta sexta-feira (7).

Segundo relatos de comerciantes, ontem, um transformador da Companhia instalado na Rua Traíri, apresentou problemas por volta das 11h, deixando parte do bairro sem energia. Os reparos só foram concluídos por volta das 17h, provocando prejuízos e transtornos ontem, durante o dia.

Mas o problema maior aconteceu na noite desta sexta-feira. Por volta das 17h, cerca de 24 horas após os reparos, o mesmo transformador voltou a apresentar problemas. Hoje, ao tentar realizar os novos reparos, a Cosern derrubaram parte da rede de alta tensão. Sem energia, comércios fecharam as portas e moradores evitaram sair pelas ruas.

A energia só foi reestabelecida por volta das 22h20, quando muitos estabelecimentos já tinham dispensado os funcionários e fechado os estabelecimentos.

Nota de esclarecimento da Cosern

NOTA DE ESCLARECIMENTO COSERN

Com relação à interrupção no fornecimento de energia elétrica provocada por um defeito num componente da rede elétrica no trecho próximo ao cruzamento das ruas Trairi e Afonso Pena, no bairro de Petrópolis, em Natal, no início da noite desta 6a feira (08), a Cosern informa que equipes de plantão estão trabalhando no local e a previsão inicial de reestabelecimento do fornecimento dos 142 clientes atingidos neste momento é até as 22h, devido à necessidade de recomposição de componentes da rede elétrica afetada.

Opinião dos leitores

  1. Será que os dirigentes da STTU,, se leram a matéria não perceberam que nossa sinalizacao hprizontal e vertical está precisando de uma nova pintura.

  2. BG
    Essa cosern privatizada pelo governo Garibalde, está simplesmente PÉSSIMA nos atendimentos e resolução dos problemas, na reta Tabajara por exemplo onde existem condomínios rurais e comunidades quando falta energia leva no minimo 10 horas pra se resolver o problema, tem outro fator negativo os atendentes (fone 116) são de outro estado que não sabem nem onde é o RN, além de não gerar emprego aqui onde eles enchem os bolsos de dinheiro e o Cidadão OH!!!!!!!. Esse é o "legado" do governo do sr. Garibaldi ao povo do RN.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Bolsonaro minimiza baixo número de ministras: ‘valem por 10 homens’

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta sexta-feira, durante cerimônia em homenagem em Dia Internacional da Mulher, o baixo número de ministras em seu governo. Dos 22 ministérios, apenas dois são comandados por mulheres: Agricultura ( Tereza Cristina ) e Mulher, Família e Direitos Humanos ( Damares Alves ). Bolsonaro afirmou que o seu governo é o primeiro com equilíbrio de gênero da História, porque as duas ministras — presentes no evento — “valem por dez homens”.

— Pela primeira vez na vida, o número de ministros e ministras está equilibrado no nosso governo. Temos 22 ministérios, 20 homens e 2 mulheres. Somente um pequeno detalhe: cada uma das mulheres que estão aqui valem por dez homens. A garra dessas duas transmite energia para os demais — disse o presidente, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Bolsonaro disse que as mulheres são responsáveis por conduzir a nação porque todo homem que faz “política séria” precisa ter uma mulher “junto de si”.

— Vocês são quem realmente conduz o destino de uma nação. Não existe um homem que possa fazer política séria se não tiver, não ao seu lado, mas junto de si, uma mulher com os mesmos princípios. Graças a Deus, tenho uma família consistente.

Também estavam presentes a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o vice-presidente, Hamilton Mourão, e sua esposa, Paula Mourão.

Em uma breve fala, Damares afirmou que vivemos em um “novo Brasil” e destacou o fato de pela primeira vez existir um Ministério da Mulher. Entre 2003 e 2015 existiu a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, que tinha status de ministério. O órgão foi fundido ao Ministério dos Direitos Humanos, pasta que deu origem à comandada atualmente por Damares.

— É o primeiro Dia da Mulher do novo Brasil. E é a primeira vez no Brasil que nós temos um Ministério da Mulher.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao presidente Bolsonaro apesar da torcida contra da imprensa tem tomado as medidas corretas para o Brasil sair da crise financeira e moral que o PT nos colocou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo Bolsonaro está patinando nas articulações políticas, diz Kassab

Gilberto Kassab, 58, começou na política em 1989 ao participar da campanha presidencial de Guilherme Afif.

Trinta anos depois, tendo sido prefeito de São Paulo, ministro dos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), é considerado por aliados e adversários como uma das principais “birutas de aeroporto” da política, dada sua capacidade de identificar a intensidade e a direção dos ventos.

Preocupado com a reforma da Previdência, Kassab, presidente do PSD, afirma que o governo Jair Bolsonaro (PSL) está patinando na articulação política e precisa superar a atual situação de impasse.

“As forças políticas do Congresso querem que o governo entenda que esse seu fortalecimento precisa ser compartilhado”, diz, enfatizando que não se refere ao velho “toma lá, dá cá”. “As reformas só vão acontecer se houver realmente essa integração política, essa ação política competente.”

Nomeado pelo governador João Doria (PSDB) como secretário da Casa Civil, Kassab pediu afastamento no começo do ano para se defender de denúncias pelas quais é investigado pela Polícia Federal —foi alvo de operação sob suspeita de ter recebido valores ilegais da JBS, mas nega irregularidades.

Quais suas impressões sobre o governo Bolsonaro? O governo ainda não terminou sua arrancada, mas tem compromissos que, se não os conseguir quitar rapidamente, vai começar a perder crédito e popularidade. São as famosas reformas. A principal é a da Previdência. Se não for aprovada, as consequências para o país e para o governo serão muito prejudiciais, pois estamos no limite. Mas a avaliação que faço é que o governo, neste primeiro momento, está patinando, principalmente nas articulações políticas.

O sr. teme que a reforma não seja aprovada? A votação da nova Previdência é uma questão acima de partidos e de governos. A nova Previdência vai ser votada de qualquer maneira. Será agora, a fim de evitar que o país quebre. Ou o país vai quebrar e, então, será inevitável que seja votada.

Qual é a dificuldade na articulação política? Há uma avaliação política de que o governo que fizer a reforma da Previdência ficará muito fortalecido. Esse é o desafio, as forças políticas do Congresso querem que o governo entenda que esse seu fortalecimento precisa ser compartilhado. Não na base do “toma lá, dá cá”. O governo felizmente deixou claro que essa não será sua marca, mas é evidente que precisa haver solução.

Hoje existe um impasse. Todos são conscientes da importância da votação e de que existe nova relação entre o Executivo e o Legislativo. Mas o governo tem de dar resposta para essa preocupação de quem não é totalmente alinhado. Qual será o futuro dessa parceria num governo fortalecido pela reforma da Previdência? Esse é meu sentimento. Não tenho informação. Falo mais como analista político do que como político.

A reforma pode sofrer mudanças substanciais no Congresso? Mudanças substanciais de nada adiantarão. Temos de ter reforma que traga economia para o Tesouro, para que seja possível efetivamente recuperar a estabilidade econômica do país e a capacidade de investimento do governo. Hoje essa capacidade é zero por conta do déficit previdenciário. Não é mais possível o Brasil continuar contando com essa situação.

Além dessa questão na articulação política, o sr. enxerga outros problemas? É voz comum na política que, quando existe crise palaciana, o governo tem dificuldades para ter uma boa performance. O governo Bolsonaro tem essa vantagem. Existe muita unidade no Palácio do Planalto em decorrência do fato de ter os seus principais cargos ocupados pelos generais. Com unidade e harmonia grande, o que dá internamente ao governo uma tranquilidade no comando.

Diferentemente de outros presidentes, este tem uma família de políticos, de parlamentares. Isso não gera certa instabilidade? Essa instabilidade foi mais presente no início. Com governo montado e outros pilares consolidados, não acho que a interferência seja tão grande ou tenha grande repercussão. O grande desafio é realmente a ação política.

É necessário mostrar à sociedade que aquilo que foi colocado na campanha, a nova forma de se relacionar com o mundo político, está acontecendo. Mas precisa acontecer dentro de critérios políticos. É a política que vai ditar o andamento dos trabalhos e o encaminhamento dos projetos, como em qualquer democracia. As reformas só vão acontecer se houver realmente essa integração política, essa ação política competente.

O sr. sofreu acusações do Ministério Público, que diz que recebeu mesada do grupo J&F para atender, como ministro, demandas da empresa. Temos de ter humildade para entender que o Ministério Público deve apurar qualquer denúncia e delação. Estou tranquilo em relação à minha conduta. Até o passado recente era legal pedir doação para campanha. Hoje não é mais. Algumas empresas querem confundir um pouco o Judiciário e o Ministério Público. Cabe a eles apurarem tudo.

O sr. tinha algum tipo de contrato de consultoria com essa empresa? Prestei serviços de consultoria. Tudo está muito bem documentado. Os serviços se iniciaram antes mesmo de o atual grupo controlador comprar a empresa. Está fartamente documentado. Tanto que recentemente a própria procuradora-geral sugeriu encaminhar o caso para a Justiça Eleitoral, afastando portanto a questão criminal. Mesmo na Eleitoral tudo será afastado, pois não houve irregularidade.

E os valores (R$ 301 mil) que foram encontrados em sua casa em dinheiro vivo? Essa situação se explica por conta do bloqueio dos meus bens. [Ter dinheiro em casa] era a única alternativa.

Por conta dessas acusações o sr. se licenciou da Casa Civil do governador João Doria. Pretende voltar? O cargo é do governador. Fiquei honrado por ter sido convidado. Continuo como secretário licenciado, mas para mim será uma alegria muito grande esclarecer tudo o mais rápido possível e ter tranquilidade para voltar, se for essa a vontade do governador.

Há alguns meses, Ronilson Bezerra, ex-subsecretário da Receita Municipal de São Paulo, afirmou que seu acordo de delação premiada não foi aceito pela Promotoria por ter se recusado a envolver o sr. num escândalo. Fico muito triste se isso for verdade. Denigre a imagem do Ministério Publico, que tem sido tão importante para o país. Ficou preocupado, triste e desalentado.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Trocando em miúdos… O governo precisa resgatar o toma lá da cá. Estamos com sede de colocar as mãos nos cargos públicos.

    1. Com a reforma da PREVIDÊNCIA, toma lá dá cá, os DEPUTADOS vão esquecer seu próprio benéficio nas negociatas. No próximo ano tem
      ELEIÇÕES, as suas bases poderam ser minadas com relação a reforma da PREVIDÊNCIA . Isto é, se POVO literalmente for prejudicado e terá resposta nas URNAS.

    2. Kassab, é da política que "dano que se recebe "
      Esse REFORMA, vem para emprobecer o salariado e deixar na linha da pobreza.

  2. Sistema político ineficiênte. Ou se junta com bandidos e corruptos, e entrega o país aos ratos ou é execrado em praça pública sob o riso sarcástico de idiotas e ladrões. E o povo na sua sina miseravelmente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

TCU suspende punição a empreiteiras alvo da Lava Jato

Em um procedimento inédito e sigiloso, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu um processo em que quatro empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato haviam sido impedidas de firmar contratos com a União. A justificativa é discutir com as empresas algum tipo de cooperação formal, apesar de o órgão nem sequer poder fechar acordos de leniência, espécie de delação premiada feita por pessoas jurídicas.

Enquanto isso não ocorre, as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC Engenharia, Techint Engenharia e Empresa Brasileira de Engenharia e Comércio (Ebec) continuam aptas a participar de licitações com entes públicos.

A Queiroz Galvão, inclusive, venceu no fim de fevereiro uma licitação no valor de R$ 430 milhões para um trecho de obras no Metrô de Salvador. Se as sanções estivessem valendo, a empresa poderia ser impedida de assumir o contrato.

A punição às empreiteiras foi decidida pelo plenário do TCU em março de 2017. O processo está relacionado a fraudes em licitação na usina nuclear de Angra 3, no Rio. O caso também rendeu sanções na esfera criminal.

Ao suspender o processo – e, por consequência, manter a idoneidade das empreiteiras –, Nardes contrariou a posição de auditores do próprio TCU, que se manifestaram em junho do ano passado pela rejeição de recurso e início da punição.

Pela sanção aplicada anteriormente pelo tribunal, as empreiteiras deveriam ficar cinco anos impedidas de contratar com a administração pública.

Em vez de enviar os recursos para julgamento, Nardes consultou a procuradora-geral do Ministério Público no TCU, Cristina Machado, sobre a possibilidade de empresas cooperarem no processo. A procuradora foi favorável. A proposta foi levada pela Queiroz Galvão e pela Techint para o ministro.

Nardes, então, incumbiu Cristina Machado de analisar em que bases esse acordo com as empresas se daria no TCU, além de quais benefícios poderiam ser concedidos. Não há prazo para que a procuradora-geral se manifeste.

Nas regras do tribunal de contas, no entanto, não existe a possibilidade deste tipo de cooperação. Pela legislação, apenas a Controladoria-Geral da União (CGU) pode firmar acordos de leniência. O Ministério Público Federal, por sua vez, também negocia colaborações de empresas com aval da Justiça.

Comparação. A conduta de aguardar uma possível colaboração antes de punir as empresas já foi criticada pelo TCU. Em 2017, o tribunal determinou que a CGU retomasse processos contra empresas implicadas na Lava Jato que negociavam acordos de leniência.

Para ministros do TCU ouvidos reservadamente pelo Estado, a corte de contas acaba de repetir o que reprovou na conduta da controladoria, com o agravante de já ter punido as empresas há dois anos.

Esses ministros argumentam que a decisão não poderia ser tomada individualmente por Nardes. Também afirmam que deveria ter sido fixado prazo para a suspensão da inidoneidade.

Segundo o Estado apurou, já há um parecer da área técnica do tribunal que desaconselha qualquer tipo de acordo sem a confissão prévia de irregularidades pelas empresas. Conforme o documento, a colaboração só poderia existir se contribuir para o ressarcimento dos danos.

Antes de retomar o julgamento sobre a punição às empreiteiras, o plenário do TCU terá de decidir sobre a possibilidade de cooperação, o que ainda depende do parecer da procuradora-geral do Ministério Público na corte de contas.

Alvo. Nardes é investigado na Operação Zelotes, em um inquérito no qual seu sobrinho já foi denunciado na primeira instância. Como tem foro no Supremo Tribunal Federal, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se arquiva ou se apresenta acusação formal.

O ministro do TCU é alvo também de delações em desdobramentos da Lava Jato fluminense, como a do ex-subsecretário de Transportes do Rio Luiz Carlos Velloso e a do ex-presidente da Fecomércio do Rio Orlando Diniz. Nardes nega participação em qualquer tipo de irregularidade.

COM A PALAVRA, A QUEIROZ GALVÃO

A Construtora Queiroz Galvão disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que “exerce o legítimo direito de apresentar os recursos cabíveis” nos processos de inidoneidade. Em relação ao Metrô de Salvador, a companhia disse que atendeu a todos os requisitos estabelecidos no edital de licitação que venceu. Ainda de acordo com a empresa, não há conexão entre a licitação e a sanção de inidoneidade do Tribunal de Contas da União (TCU), porque o tipo de financiamento não atrai a fiscalização da Corte.

COM A PALAVRA, A UTC

Também por meio de sua assessoria, a UTC Engenharia afirmou que “sempre colaborou, colabora e continuará a colaborar com as autoridades responsáveis pelas investigações, processos administrativos e judiciais relacionados às licitações com empresas públicas”. A empresa diz ter sido a primeira empresa do Brasil a celebrar com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União (AGU), em meados de julho de 2017, um acordo de leniência.

COM A PALAVRA, A TECHINT E A EBEC

As assessorias da Techint e da Empresa Brasileira de Engenharia e Comércio (Ebec) não foram localizadas para comentar.

COM A PALAVRA, CRISTINA MACHADO

À reportagem, a procuradora-geral do TCU Cristina Machado disse que pretende concluir o parecer nas próximas semanas. Ela justificou a análise de uma possibilidade de cooperação como forma de ressarcir todos os danos ao erário.

COM A PALAVRA, AUGUSTO NARDES

O Estado Procurou o ministro Augusto Nardes, do TCU, para falar sobre sua decisão, mas a assessoria de imprensa do tribunal disse que ele não daria entrevista.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *