Política

Em choque com STF, Lava Jato teme que Lula seja solto no dia 10 de abril

“A prisão após condenação em segunda instância deve ser o próximo foco de conflito entre a força-tarefa da Lava Jato e o Supremo Tribunal Federal (STF). No dia 10 de abril , a questão será novamente julgada pelo plenário da Corte e, a depender do resultado do julgamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser solto, caso o entendimento atual, favorável ao cumprimento da pena antes do trânsito em julgado do processo, seja modificado.

Após uma semana de derrotas no STF, o coordenador da força-tarefa, o procurador Deltan Dallagnol, disse que a prisão em segunda instância é essencial para a Lava Jato e para o enfrentamento da corrupção do país. Ele ressalta que o não cumprimento imediato da pena, principalmente em casos de crimes do colarinho branco, podem se arrastar até a prescrição, e que o desenvolvimento das investigações pode ser afetado.

“Os acordos de colaboração premiada vão cair por terra, porque alguém só se interessa em colaborar com a Justiça quando existe uma perspectiva de punição e não quando existe uma larga avenida em direção a impunidade”, explicou Dallagnol, em coletiva de imprensa neste sábado (16), após um ato de desagravo à força-tarefa de Curitiba promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).”

“O presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, disse que o entendimento sobre o cumprimento da pena após segunda instância é mais importante que a decisão da última quinta-feira (14) do Supremo, que consentiu que crimes comuns, como lavagem de dinheiro e corrupção, cometidos junto com crimes eleitorais, como caixa 2, devem ser remetidos à Justiça Eleitoral. “Seria decretar mais uma vez um passo enorme da falência do nosso sistema que já é claudicante”, afirmou.

“O Brasil não pode retroceder a uma posição que nenhum país do mundo está, levar anos a fio para o cumprimento da pena seria o maior retrocesso, maior do que o que estamos discutindo aqui hoje e, eu não tenho nenhuma dúvida, o maior retrocesso na questão do combate aos crimes de colarinho branco e corrupção”, completou Robalinho.

Apesar das críticas recebidas pelo STF após o julgamento de quinta-feira, o presidente da ANPR disse confiar que “o Supremo vai perceber e continuar percebendo que esse retrocesso não se coaduna nem com o direito nem com o direito comparado, nem com o que o país espera”.

Em três ocasiões, desde 2016, o Supremo já discutiu a questão da prisão após a condenação em segunda instância. O mais recente foi o julgamento de habeas corpus preventivo pedido pela defesa de Lula. Na ocasião os ministros decidiram, por 6 votos a 5, negar o HC e manter o cumprimento da pena após a condenação em segunda instância.

Campanha ‘Lula Livre’ é relançada

Já para criar um clima de pressão sobre o STF, o PT e aliados como Guilherme Boulos lançaram neste sábado uma nova fase da campanha “Lula Livre”. No sindicato dos metroviários, em São Paulo, o “Encontro Nacional Lula Livre” relançou a campanha e reuniu, segundo a organização, cerca de 1.500 participantes.

Até então, o Comitê Nacional Lula Livre reunia líderes de partidos e de movimentos de esquerda numa grande assembleia, mas sem capacidade organizativa e com ações pontuais. A ideia é que o relançamento torne a campanha mais ampla e plural. “Nós queremos lembrar a sociedade brasileira de que uma injustiça foi cometida e que nós vamos continuar na luta por justiça”, disse no evento o petista Fernando Haddad.

Os participantes sugeriram ações capilarizadas e citaram a vigília que tem sido feita em Curitiba desde que o ex-presidente foi preso como parte importante do movimento.

A primeira iniciativa após a reunião será a Jornada Lula Livre, de 7 a 10 de abril. Para marcar um ano da prisão do petista e também o julgamento de ações no STF sobre prisão em segunda instância, a campanha prevê atos, seminários e shows pelo país.

A partir da reunião deste sábado (16), a ideia é criar comitês pelo país para espalhar a narrativa de que democracia e direitos estão em risco e, assim, criar um novo ambiente político que pressione pela revisão da prisão pelo Judiciário.”

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Prisão é para condenados com PROVAS.
    O dia que mostrarem uma prova de algum crime de Lula, ninguém irá defendê-lo. Hoje assistimos a entrega de nossas riquezas e o ataque
    a Engenharia e Soberania Nacionais.

    1. Já foram duas condenações e tem um monte a caminho. Delações de uma porção de antigos comparsas. Agora mesmo, o Palocci está revelando mais um bocado de crimes desse verme e de sua gente. Mas, é claro que os esquerdopatas nunca aceitarão essa realidade. Para essa gente, o crime sempre compensou.

  2. Soltando Lula , solta milhares de bandidos! O cara roubou muito , deixou o Brasil a bosta que está . Petralha e gente burra , que lavagem cerebral esse pessoal teve ao ponto de não conseguir nem enxergar o mal que Lula e o PT fez. Antes do PT entrar pelo menos tínhamos segurança já que bandido era tratado como bandido e não como vítima da sociedade. Graças ao PT foi invertido os valores hoje nos cidadãos de bem é que estamos presos em casa e os brandidos soltos na rua .

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Economia

IMPOSTOS: Arrecadação do RN está acima da média nacional

A ampliação da fiscalização contra os crimes tributários cometidos em desfavor do Estado pela Secretaria de Tributação do Rio Grande do Norte (SET/RN) e uma mudança na fórmula de cálculo da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pela Secretaria de Tributação de Natal (Semut) contribuiu, segundo especialistas, para o aumento dos valores arrecadados através dos impostos pelos respectivos órgãos acima da média nacional entre os dias 1º de janeiro e 12 de março deste ano ante o mesmo período de 2018. Enquanto o volume de tributos pagos ao governo federal cresceu 6,56% no período, o quantitativo recolhido pela Semut cresceu 7,90% e pela SET/RN, 7,53%.

Em relação ao mesmo período do ano passado, os percentuais correspondem aos valores absolutos de crescimento na arrecadação em R$ 32,063 bilhões em nível nacional; R$ 11,542 milhões em nível municipal (Natal) e R$ 248,3 milhões relativo à diferença a maior alcançada pelo Rio Grande do Norte (veja box comparativo). Os dados foram extraídos do Impostômetro, ferramenta digital que computa a arrecadação tributária pela União, Estados e Municípios em tempo real e de forma ininterrupta. Em Natal, o medidor está instalado no pátio da UniNassau, na Av. Eng. Roberto Freire.

“A fiscalização está mais eficiente e arrecadação vem aumentando. Além disso, há uma evolução nesses números porque, também, a economia vem melhorando e isso influencia. Mas, em relação ao Estado, ele está mais preocupado em arrecadar para equilibrar as contas e pagar salários. No Município, a mudança que aumentou a base de cálculo do IPTU impactou na arrecadação”, esclarece Lenilson Firmino, especialista em Gestão Fiscal e Tributária e professor da UniNassau.

O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan/RN), José Aldemir Freire, numa postagem na rede social Twitter, afirma que sobre o volume de recursos arrecadado pelo Estado é preciso fazer uma “ressalva”. Ele escreveu que “essa é a arrecadação somada do Governo Federal, Governo do Estado e dos 167 municípios. O Impostômetro calcula toda a arrecadação (tributos, taxas, contribuições, multas…) efetuada no Estado do RN”.

O secretário de Estado da Tributação, Carlos Eduardo Xavier, aponta duas mudanças significativas que contribuem para o aumento na arrecadação no Estado. Um deles é a recuperação da economia que, mesmo tímida, possibilita que mais recursos financeiros circulem no comércio, por exemplo. “É um conjunto de fatores que possibilitam esse aumento. Estamos mais próximos, mais presentes com campanhas de fiscalização e o constribuintes passaram a emitir mais documentos fiscais. Nossas medidas de atuação não serão restritas, pois todos ganham. Ganha o Estado que arrecada mais e poderá colocar a folha de pagamento em dia, e o municípios que dependem da divisão dos impostos que arrecadamos”, declara Carlos Eduardo Xavier.

Mudança no IPTU

Em relação ao Município de Natal, o impacto no aumento da arrecadação segundo o Prof. Lenilson Firmino foi provocado pela mudança na base de cálculo do IPTU. A fórmula que calcula o IPTU foi modificada pela Prefeitura Municipal de Natal. Feito anteriormente a partir da planta genérica, o cálculo passou a ser feito com base no valor de mercado do imóvel. Na prática, isso levou a um aumento no valor pago por cerca de 10 mil natalenses, de acordo com a administração municipal. Em alguns casos, o valor chegou a subir até 200% com o novo cálculo. De acordo com a Prefeitura, o inverso também ocorreu, e alguns proprietários de imóveis tiveram reduções no valor que deve ser pago.

O titular da Semut, Ludenilson Lopes, confirmou que a mudança na cobrança do IPTU contribuiu para a ampliação da arrecadação, mas ele listou outras medidas. “O aumento é também resultado de um controle maior da fiscalização, execução e judicialização de cobranças. Some-se a isso, um esforço de toda a equipe da Semut para melhorar o trabalho fiscalizatório e arrecadatório. A fiscalização maior e a tecnologia que adotamos para ações fiscais mais efetivas, além do monitoramento eletrônico do ISS contribuíram para essa elevação, que continuará ao longo do ano em execução”, destaca o secretário.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que a sonegação de impostos por empresas brasileiras de todos os portes está em queda. Em 2000, o índice de sonegação fiscal chegou a 32%. Em 2017, ano base do estudo publicado em 2018, o medidor desse índice fechou em 17%. O faturamento não declarado, conforme consta na pesquisa, é de aproximadamente R$ 2,17 trilhões por ano. Os tributos sonegados somam R$ 390 bilhões por ano.

“O ICMS é o tributo mais sonegado. No ano de 2016 foram lavrados pelos fiscos estaduais 232.320 autos de infração de ICMS, em todo o País, o que representou mais de R$ 98,7 bilhões em autuações fiscais. No ano de 2017, os fiscos estaduais lavraram 247.025 autos de infração de ICMS, o que representou R$ 91,5 bilhões em autuações fiscais. Verifica-se que, de 2016 para 2017 houve um crescimento 6,33% na quantidade de autos de infração de ICMS, no entanto, nesse mesmo período, houve uma redução de 7,30% no montante dos valores dos autos de infração de ICMS, em todo o País”.

O IBPT ressalta, no documento, que diante dos valores que foram lavrados de autos de infração, constata-se que o ICMS é o tributo mais sonegado no País, (R$ 91,5 bilhões em 2017), seguido pelo o IRPJ (R$ 72,5 bilhões em 2017).

Em relação aos segmentos, no ano de 2017, o Comércio foi o que teve o maior montante em autuações fiscais do ICMS, representando R$ 42,92 bilhões, seguido pela Indústria com R$ 33,19 bilhões. O Setor de Serviços representou R$ 10,17 bilhões, o Setor de Infraestrutura representou R$ 4,59 bilhões e Agricultura e Pecuária representou R$ 686 milhões.

No ano de 2017, em todo o País, houve 27.838 autuações de ISS, que representaram um montante de R$ 7,85 bilhões. Se comparado com o ano anterior, em 2017 houve uma redução na quantidade de autos de infração de ISS de 30,86% e uma redução de 47,56% no montante dos autos de infração de ISS.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. O problema governamental do RN não é insuficiência de receitas, mas a falta de uma gestão qualificada e competente. Na falta desses dois ingredientes de vital importância, só lhe resta grudar os olhos no retrovisor e assacar críticas sistemáticas ao governo Bolsonaro.

  2. O problema governamental do RN não é insuficiência de receitas, mas a falta de uma gestão qualificada e competente. Na falta desses dois ingredientes de vital importância, só lhe resta trufas os olhos no retrovisor e assacar críticas ao governo Bolsonaro

  3. No aumento de arrecadação o nosso estado está muito eficiente, já prestar um serviço de qualidade ao povo… misericórdia.

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Judiciário

Procuradores fazem ato de desagravo à força-tarefa da Lava Jato

Procuradores da República promoveram ontem (16), em Curitiba (Paraná), um ato de desagravo à força-tarefa da Operação Lava Jato. A manifestação é uma reação às críticas feitas ao Ministério Público Federal e também à Procuradoria-Geral da República, que é contra o acordo para reverter a maior parte da multa paga pela Petrobras nos Estados Unidos para uma fundação no Brasil.

O protesto ocorreu na véspera de a Operação Lava Jato completar cinco anos e no dia seguinte à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que define que ações relativas a crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro, e que tiverem relação também com crime eleitoral de caixa 2 devem ser remetidos à Justiça Eleitoral.

“Com a suspensão do acordo, existe um risco de que esse dinheiro tenha que ser pago, pela Petrobras, aos Estados Unidos. Se não houver um acordo que legitime a permanência desse dinheiro no Brasil, ele terá que ser entregue às autoridades norte-americanas”, disse o procurador da República Deltan Dallagnol. “Faremos todos os esforços para que os recursos permaneçam no Brasil.”

Segundo Dallagnol, a negociação foi comunicada à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que é contrária à proposta de criação de uma fundação para administrar os recursos.

“O dinheiro não precisa ir para a fundação”, afirmou. “Nossa preocupação não é para onde o dinheiro será destinado. Estamos abertos a negociações. Respeitamos a decisão do STF, mas acreditamos que as informações não chegaram completas à Corte.”

Dallagnol reiterou as pressões contra a Lava Jato nos últimos dias. “Nunca houve tanta pressão exercida sobre a Lava Jato e às nossas atividades quanto na última semana. Quem nos pressionou pode ter acreditado que isso nos desestimularia, mas, pelo contrário, isso nos uniu.”

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Um bando que com a justificativa de "combater a corrupção" , atacou quem quis, protegeu quem lhes interessava, usou as leis para lhes favorecer, se meteu em Procedimentos questionáveis e agora, quer a compensação de 2,5 bi. Isso só existe em um ambiente idiotizado propício a esse tipo de manipulação. Imagine se a moda pega. Assalto a um banco e se faz um acordo para que os investigadores criem uma ONG pra receber parte do roubo. Como disse o Gilmar, agem como gangster

    1. Quem tem Gilmar Mendes como inspiração e diz que a lava jato protegeu ladrões, não merece nem comentários, é um babaca, como esclareceu o ex governador do CE.

  2. Se para entrar no STF fosse por concurso com critérios bem definidos e não por indicação política,tenho plena convicção que não estaríamos desse jeito. Os que lá estão,foram na sua maioria por indicação de políticos envolvidos em inúmeros escândalos de corrupção. Será que a sociedade brasileira não enxerga o óbvio.

    1. De acordo, só que não é o caso da maioria mas de todos, então essa corte suprema não tem nenhuma credibilidade.

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Política

Bolsonaro embarca para os EUA para se reunir com Donald Trump

O presidente Jair Bolsonaro embarcou na manhã deste domingo (17) para os Estados Unidos. O encontro entre Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump está previsto para terça-feira (19), na Casa Branca, em Washington.

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada às 7h10 e decolou às 7h59 da Base Aérea de Brasília. A chegada a Washington está prevista para as 16h40 deste domingo, na Base Aérea Andrews. Bolsonaro volta ao Brasil na noite de terça. Entre os ministros que o acompanham estão Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

Ainda na noite deste domingo, Bolsonaro deve participar de jantar oferecido pelo embaixador do Brasil em Washington. O encontro está marcado para as 19h30.

O presidente ficará hospedado na Blair House, residência utilizada pelo governo norte-americano para receber chefes de Estado em visitas oficiais.

A viagem ocorre em um momento no qual o governo brasileiro diz que deseja se aproximar dos EUA, segundo maior parceiro comercial, atrás somente da China.

A agenda de Bolsonaro em Washington prevê encontros com: “formadores de opinião”; empresários; Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA); e Donald Trump.

O encontro com Trump será privado, segundo o governo brasileiro, com a presença apenas de um tradutor.

Depois, os dois presidentes farão uma declaração à imprensa na Casa Branca e, ainda na terça, Bolsonaro fará uma visita ao Cemitério Nacional de Arlington, com passagem pelo Túmulo do Soldado Desconhecido. Veja mais detalhes do cronograma previsto no final da reportagem.

Bolsonaro e Trump terão a primeira reunião bilateral como presidentes dos dois países. Os dois conversaram por telefone no ano passado, após a vitória de Bolsonaro na eleição. Na oportunidade, Trump informou que desejava trabalhar com o presidente brasileiro nas áreas militar e de comércio.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, disse em entrevista exclusiva à GloboNews que acredita que Bolsonaro e Trump ‘vão se dar muito bem’ e ‘que eles têm muito em comum para conversar’.

Acordos

Bolsonaro informou na semana passada que três acordos poderão ser assinados durante a viagem. Um dos atos é um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST), que permitirá o uso comercial da base de lançamento de Alcântara (MA).

O acordo é negociado desde 2000, chegou a ser assinado, porém foi rejeitado pelo Congresso brasileiro. O compromisso tem cláusulas que protegem a tecnologia usada pelos dois países.

O acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites, foguetes e mísseis da base maranhense, mas o território continuará sob jurisdição brasileira.

Bolsonaro defendeu a medida em um pronunciamento ao vivo em uma rede social. Segundo o presidente, o Brasil está “perdendo dinheiro” há muito tempo por não explorar a base de forma comercial.

Venezuela

A crise na Venezuela também deverá ser tratada na visita de Bolsonaro. Brasil e EUA estão entre os países que não reconhecem a legitimidade de Nicolás Maduro e consideram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Trump já afirmou que enviar militares para o país sul-americano “certamente é uma opção”. O governo brasileiro, contudo, tem dito que não participaria de uma intervenção na Venezuela. A fronteira com o país, em Roraima, está fechada há mais de três semanas por ordem de Maduro.

Vistos

De acordo com o jornal “O Globo”, Bolsonaro deve anunciar o fim da exigência de visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália que visitarem o Brasil. A Presidência ainda não confirma oficialmente a medida.

O Ministério do Turismo é favorável ao fim da exigência e preparou a minuta do decreto da medida. Cidadãos dos quatro países já conseguem tirar um visto eletrônico para entrar o no Brasil.

Cronograma do encontro

Domingo (17/3)

16h40 – Chegada à Blair House
19h30 – Jantar oferecido pelo Embaixador do Brasil em Washington
Segunda-feira (18/7)

15h – Início da Conferência “Brazil Day in Washington”
15h30 – Audiência com Henry “Hank” Paulson, ex-secretário do Tesouro dos EUA
16h45 – Chegada de Bolsonaro à U.S. Chamber of Commerce
17h10 – Início do painel “O Futuro da Economia Brasileira”
17h50 – Discurso de Bolsonaro no “Brazil Day in Washington”
19h30 – Jantar oferecido pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos

Terça-feira (18)

09h30 – Encontro com Luis Almagro, Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA)
12h – Chegada de Bolsonaro à Casa Branca
13h45 – Conferência de imprensa
14h15 – Término da conferência de imprensa e encerramento do encontro presidencial
14h30 – Chegada ao Cemitério Nacional de Arlington
14h35 – Cerimônia de Deposição Floral
17h – Reunião com lideranças religiosas norte-americanas
18h30 – Jantar de trabalho
21h45 – Partida para Brasília

Opinião dos leitores

  1. Sou forçado a concordar com o vice Mourão: é bom que o Bolso fique pelo menos UM ANO lá pelos EUA.
    Quando ele voltar terá uma surpresa: casa estará arrumada.

  2. Sou forçado a concordar com o vice Mourão: é bom que o Bolso fique pelo menos um lá pelos EUA. Quando ele voltar terá uma surpresa: casa estará arrumada.

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Judiciário

Gilmar Mendes é alvo de 5 dos 13 questionamentos no pedido da CPI Lava Toga

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é o nome mais recorrente entre os personagens que um grupo de senadores quer investigar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos tribunais superiores, a chamada CPI Lava Toga. Das 13 supostas irregularidades que o colegiado se propõe a apurar, cinco têm relação com o ministro, que está em pé de guerra com procuradores da operação Lava Jato.

O pedido de CPI ainda não foi protocolado na mesa do Senado, mas já ultrapassou o mínimo de 27 assinaturas necessárias. Na primeira tentativa de emplacar o texto, o autor, senador Alessandro Vieira (PPS-SE), viu o pedido ser arquivado. Dois colegas, Kátia Abreu (PDT-RO) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), retiraram suas assinaturas de última hora com a justificativa de que o documento não elencava “fatos determinados” a serem apurados, como manda a Constituição.

Vieira, então, refez o texto para explicitar quais são os 13 fatos. Segundo o requerimento do senador, Gilmar Mendes teve atuações com suspeita de conflito de interesses, julgou casos nos quais estaria impedido por ter relação com os investigados, abusou de pedidos de vista para retardar decisões do plenário e tomou decisões opostas com a mesma justificativa legal. O Congresso em Foco procurou Gilmar Mendes por meio da assessoria do STF, mas não teve resposta. O espaço está aberto para manifestação do ministro.

Caso IDP – Bradesco

O site Buzzfeed revelou, em setembro de 2017, que o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), cujo dono é Gilmar Mendes, havia recebido empréstimos de R$ 36,4 milhões do banco Bradesco desde 2011. Naquele período, segundo a reportagem, o banco aceitou prorrogar cobranças, reduzir taxas e até abriu mão de ganhar R$ 2,2 milhões em juros do instituto.

No período dos empréstimos, Mendes atuou em 120 casos no Supremo envolvendo o Bradesco. O ministro também é, segundo o pedido de CPI, relator de dois dos cinco recursos que resolverão a disputa dos bancos com poupadores lesados pelos planos econômicos criados no fim dos anos 1980. O litígio é de quantias que variam entre R$ 20 bilhões a R$ 100 bilhões.

Ao Buzzfeed, o ministro afirmou que não é e nunca foi administrador do IDB, mas sócio fundador da instituição de ensino, que houve apenas renegociações de juros praticados pelo mercado financeiro e que “não há qualquer conflito de interesse” em sua atuação nos processos envolvendo o Bradesco.

Atuação em situação de impedimento

O pedido de CPI alega Gilmar Mendes trabalhou, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em processos em que deveria ter se declarado impedido. O senador cita cinco processos em que uma das parte era defendida por Guilherme Regueira Pitta, membro do escritório de advocacia de Sérgio Bermudes, do qual Guiomar Mendes, esposa do magistrado, é sócia.

O ministro já foi alvo de questionamentos da Procuradoria-geral da República (PGR) por esse motivo, por decisões no âmbito do próprio STF.

Caso Jacob Barata Filho

Em 17 de agosto de 2017, Mendes concedeu habeas corpus para soltar o empresário dos transportes Jacob Barata Filho, que já confessou à Justiça ter pago cerca de R$ 145 milhões em propinas ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), de 2010 a 2016.

No pedido de CPI, o senador afirma que o ministro deveria ter se declarado suspeito, conforme dita o art. 254 do Código de Processo Penal, por ter relação de proximidade com Barata – em 2013, Mendes foi padrinho de casamento de Beatriz Perissé Barat, filha do empresário. À época, o ministro divulgou via assessoria de imprensa alegando que a situação não se enquadrava nas regras de impedimento e suspeição.

Decisões opostas

Vieira argumenta, no pedido de CPI, que Gilmar Mendes teve “procedimentos decisórios diametralmente opostos para situações análogas”. No dia 13 de fevereiro, teria ferido uma jurisprudência do STF (súmula 691) ao conceder habeas corpus a Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, apontado como operador do PSDB e condenado a 145 anos de prisão. A súmula determina que o Supremo não pode conceder habeas corpus contra decisão liminar de instância inferior (no caso, do STJ).

Vieira afirma que Gilmar Mendes usou a mesma justificativa (a súmula 691) para negar, em agosto de 2018, um habeas corpus a Roney Ramalho Sereno, um homem acusado de matar um homem de 43 anos e o filho dele, de 21, durante uma briga de vizinhos.

Uso abusivo de pedidos de vista

O senador acusa o magistrado de ter intenção “protelatória” ao segurar, por 14 meses, um julgamento que definiria a liberação ou não de doações de empresas a candidatos para as eleições 2014.

Em abril daquele ano, Mendes pediu vista dos autos e só os liberou ao plenário 18 meses depois, em setembro de 2015. No fim das contas, o ministro (que era favorável às doações empresarias) foi voto vencido, e os recursos de pessoas jurídicas foram barrados a partir das eleições municipais de 2016.

Congresso em Foco

Opinião dos leitores

  1. BG
    Qual o cidadão Brasileiro não que não tem visto as aberrações e as atitudes deste senhor Gilmar Mendes colocado onde se encontra pelo PSDB, bem como os senhores Lewandosky, Dias Tofoly colocados pela janela pelo presidiário lulla, Temos uma IMORAL PEC das bengalas protegendo por mais 5 anos no poder ministros como o Sr. Celso de Melo, prolixo, enrolador , Enfim ainda temos alguns DECENTES, mais temos que afastar o joio do trigo ou seja Gilmar mendes/lewandosky/celso de melo/ marco aurelio mello/ dias tofoli tem que serem afastados IMEDIATAMENTE para que a instituição STF possa voltar a ter a credibilidade EXIGIDA, pela Nação Brasileira e seu Povo DECENTE e HONESTO.

    1. Amigo Fábio não vamos fechar agora não, vamos fazer umas mudanças a ministra Rosa Weber vamos colocar na radiola de ficha, a ministra Cármen Lúcia no bar, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Alexandre de Morais e Dias Toffoli vamos colocalos pra limpar as privadas.

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Diversos

Brasil tentará isenção de visto para brasileiros para entrada nos EUA, diz ministro

O governo brasileiro se prepara para negociar com os Estados Unidos o fim da exigência de vistos para cidadãos brasileiros que visitam para aquele país, informou nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo , em entrevista à Rádio Gaúcha. A medida seria uma contrapartida à decisão unilateral, ou seja, sem a exigência de reciprocidade, que será anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, em sua visita a Washington, de liberar o ingresso de americanos, canadenses, australianos e japoneses no Brasil.

— No momento, queremos fazer esse caminho de lá para cá, em benefício de nosso mercado de turismo. A isenção de visto para esses quatro países pode gerar uma receita adicional de vários bilhões de reais — afirmou Araújo.

Ele disse que, além da isenção de visto, a ideia é conversar com autoridades americanas sobre o tratamento dado a brasileiros que entram nos EUA. Há vários casos em que, mesmo com a documentação complemente regular, o cidadão é mandado de volta para o Brasil.

— Vamos trabalhar para que isso diminua ao máximo. Vamos manter um diálogo consular, para que não haja discriminação e desrespeito. Os turistas brasileiros estão entre os que mais gastam nos EUA. Tenho certeza que o atual clima político [de aproximação entre os dois presidentes, Bolsonaro e Donald Trump] vai facilitar esse tipo de ação — destacou.

O Globo

Opinião dos leitores

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Judiciário

Conselho Superior do Ministério Público critica abertura de inquérito do STF

Um dia depois de a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, cobrar explicações do Supremo Tribunal Federal ( STF ) sobre abertura de inquérito para apurar acusações a ministros da corte, integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal reforçaram a medida.

Em nota, seis conselheiros manifestaram preocupação com a iniciativa do presidente do STF, ministro Dias Toffoli , de determinar abertura de uma investigação sem listar nomes ou fatos específicos e, aparentemente, lastreada por críticas e acusações feitas aos ministros do Supremo.

No documento, eles externaram “extrema preocupação quanto ao fato de que manifestações de membros do Ministério Público, membros do Congresso Nacional e cidadãos em geral, protegidas pela liberdade de expressão venham a ser investigadas como se constituíssem crime”.

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Finanças

CALOTE: Prefeitura do Natal não paga dívida e fica proibida de pegar empréstimos pelo Tesouro Nacional

O Tesouro Nacional pagou, em fevereiro, R$ 864,42 milhões em dívidas atrasadas de estados. Desse total, a maior parte, R$ 748,26 milhões, é relativa a atrasos de pagamento do estado de Minas Gerais. Também foram pagos R$ 116,16 milhões do estado do Rio de Janeiro.

Sem ter aderido ao programa de recuperação fiscal, o estado de Minas Gerais está impedido de contrair financiamentos com garantias pelo Tesouro até 14 de fevereiro de 2020; Goiás até 11 de setembro deste ano; Piauí até 13 de setembro de 2019; e Roraima até 12 de dezembro. A prefeitura de Natal (RN), que não pagou dívidas com a União em 2017, não poderá pegar empréstimos garantidos pelo Tesouro até 28 de dezembro de 2019.

Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado hoje (15) pela Secretaria do Tesouro Nacional. As garantias são executadas pelo governo federal quando um estado ou município fique inadimplente em alguma operação de crédito. Nesse caso, o Tesouro cobre o calote, mas retém repasses da União para o ente devedor até quitar a diferença, cobrando multa e juros.

Nos dois primeiros meses deste ano, a União já quitou R$ 1.429,47 bilhão de dívidas em atrasos de entes subnacionais. Desse total, R$ 1.207,56 bilhão couberam a Minas Gerais e R$ 221,90 milhões ao estado do Rio.

Em 2016, 2017 e 2018, o Tesouro cobriu, respectivamente, R$ 2,377 bilhões, R$ 4,059 bilhões e R$ 4,803 bilhões em dívidas em atraso de estados e municípios.

As garantias honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos entes federados – como receitas dos fundos de participação, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dentre outros. Sobre as obrigações em atraso incidem juros, mora e outros custos operacionais referentes ao período entre o vencimento da dívida e a efetiva honra dos valores pela União.

Nos últimos dois anos, no entanto, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impediram a execução das contragarantias de vários estados em dificuldade financeira. Com a adesão do estado do Rio de Janeiro ao pacote de recuperação fiscal, no fim de 2017, o estado pode contratar novas operações de crédito com garantia da União, mesmo estando inadimplente.

Agência Brasil / Grande PONTO

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Programa do Leite e Detran na mira da Controladoria-Geral do Estado

A Controladoria-Geral do Estado deu inicio a quatro novas ações de trabalho, que visam à aferição e avaliação de serviços prestados a sociedade por alguns de seus programas de governo. Três dessas ações são referentes aos seguintes programas: Restaurante Popular, Programa do Leite e Transporte Cidadão, sendo a quarta ação referente ao Departamento de Trânsito [DETRAN-RN].

Os resultados esperados a partir dessas inspeções são a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e a eliminação de gastos considerados ineficientes e desnecessários. Exemplifica o Controlador Geral, Pedro Lopes, que na inspeção preliminar do programa Restaurante Popular foi observado nas 10 amostras valores pagos por refeições não utilizadas pelos usuários, “o que nos levará obrigatoriamente a rever todos os contratos”.

Ademais, foi iniciada no mês de março, também com a instituição de revisão de controles e redução de despesas, uma ação de trabalho referente à CEASA. Essas ações não têm como objetivo reduzir ou eliminar os programas citados, e sim analisar a eficácia dos mesmos do ponto de vista dos serviços ofertados à sociedade, demonstrado através do resultado das avaliações.

O resultado dessas ações estará disponível para consulta no site da CONTROL em até 90 dias e contribuirá para o equilíbrio fiscal do Estado e, por fim, a extensão da ação pública para outros programas.

GRANDE PONTO

Opinião dos leitores

  1. Esse programa do leite já deveria ter sido investigado há muito tempo. Existem postos de distribuição q só existem no papel, tem laticínio q entrega muito menos leite do que oq está previsto mas recebe por quantidade maior, tem empresa q só entrega um dia qd era p entregar três vezes por semana e por aí vai. Ainda tem as condições precárias onde esse leite fica armazenado em alguns postos de distribuição. …

  2. O DETRAN não vai mais enviar boleto?
    Haverá desconto?
    Ou vai cobrar juros enormes de quem não possui acesso à Internet?
    Muita gente vai deixar de pagar.
    Arrecadação vai cair…

  3. Além destas ações falta a investigação sobre a vistoria de veículos a GNV. Uma iscressencia. Uma fábrica de corrupção

  4. Só falta agora o MP cair de pau na administração da Ceasa – RN para saber para onde vai o dinheiro do caixa 2 cobrado no estacionamento.

    1. Rapaz, esse estacionamento é o retrato da administração do RN, uma palhaçada eu pedi um, cupom fiscal na saida desse estacionamento só faltei apanhar, vc quando entra recebe um papel que só serve para demostrar seu horário de entrada, não existe controles, ném administrativo ném fiscal, ali é uma taxa que vc paga sabendo que está tudo errado, todo condominio tem uma cancela se conta os veículos ali não, deve entrar na Ceasa por dia ums 10.000 veículos.

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Política

Partidos recuam e bancadas temáticas agora se omitem na defesa da reforma da previdência

O ambiente para aprovação da reforma previdenciária se deteriorou no retorno do Carnaval na Câmara.

Sem gestos claros de que o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL) esteja convencido da necessidade da reforma da maneira como ela foi apresentada ao Congresso, deputados favoráveis à sua aprovação recuaram.

Bolsonaro disse, por exemplo, que a idade mínima prevista para aposentadoria de mulheres poderia ser reduzida.

Muitos parlamentares alegam que não querem se comprometer publicamente com pontos que podem ser postos em negociação pelo governo.

As bancadas temáticas, que o presidente anunciou como alicerce de seu governo no Congresso, em substituição aos partidos, tampouco estão alinhadas. A evangélica, por exemplo, passou a se omitir.

A ruralista, nos bastidores, pressiona para a exclusão de mudanças na aposentadoria de trabalhadores do campo —responsável por déficit maior que a previdência urbana.

Mesmo o líder da bancada da agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), um dos mais entusiastas da reforma, admite ser possível que a idade mínima proposta para trabalhadoras do campo seja alterada.“A idade mínima de 60 anos para mulheres [na aposentadoria rural] tem de ser discutida. Temos de ver o impacto disso, ou de aumentar a idade [do patamar atual de] 55 anos para 57 anos.”

Resultados preliminares de uma enquete realizada pela Folha mostram que partidos que, meses atrás, defendiam a aprovação rápida da medida deram um passo atrás agora.

O PRB, que integra a bancada evangélica, é um deles.

Dos 30 deputados em exercício do mandato, nenhum se declarou a favor do texto, em nenhum dos quatro aspectos questionados pelo levantamento —mudanças nas regras para o servidor público e no setor privado, alíquota progressiva para a contribuição previdenciária e alteração no BPC (Benefício de
Prestação Continuada).

Ligada à Igreja Universal, a sigla adotou tom favorável à reforma durante a campanha e depois da eleição de Bolsonaro. Agora, oferece seu silêncio como resposta à articulação do governo no Congresso.

A bancada evangélica, de forma geral, anunciou independência em relação ao Executivo, como reflexo da insatisfação com o espaço dado a seus quadros no governo.

O PSDB, embora tenha sofrido uma redução na bancada, poderia exercer influência favorável à reforma, já que advoga por sua urgência desde a campanha. Os tucanos, no entanto, estão reticentes.

Dos 14 deputados que responderam à enquete por enquanto, 4 se disseram a favor da reforma para o servidor público, 2 contra e 8 não souberam ou não quiseram comentar.

Reservadamente, argumenta-se que há iniciativas em curso para esvaziar a proposta e sacrificar trabalhadores, poupando privilégios de grupos de pressão —como os servidores públicos.

A se confirmar um cenário assim, deputados que defendem a reforma da Previdência dizem que se verão
obrigados a votar contra.

Por causa desse ambiente é que já se começa a falar até em uma eventual saída do ministro Paulo Guedes (Economia) do governo. A sua obstinação em aprovar a reforma deu lastro a Bolsonaro e o ajudou a se eleger.

No MDB, partido do ex-presidente Michel Temer, que tentou aprovar uma reforma da Previdência, a bancada também adota uma posição de cautela com a proposta.
Emedebistas afirmam que o texto de Bolsonaro é mais duro e a articulação política é falha.

Congressistas favoráveis à reforma apontam como mais um fator negativo a indefinição da bancada do PSL, partido do presidente.

A enquete da Folha mostra um cenário bem mais favorável entre deputados do PSL de forma geral, mas o BPC acende o sinal de alerta.

Dos 32 consultados, 15 se disseram a favor da mudança proposta e 15 não souberam ou não quiseram responder. Dois foram contra.

Nos bastidores, deputados do partido do presidente defendem alterações na proposta para beneficiar
setores específicos.

Além do PSL, as bancadas mais afinadas com a reforma são as do DEM e do Novo.

O primeiro é o partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), fiador e principal articulador da proposta. Seis deputados da legenda se dizem favoráveis à alíquota progressiva para a contribuição, 1 é contra e 13 não souberam ou não quiseram responder. Sete não foram localizados ainda.

Já o Novo é praticamente consensual em seu apoio ao texto enviado. Os oito deputados se disseram a favor dos termos propostos para o setor público e privado e para a alíquota progressiva. Apenas um não quis ou não soube se posicionar em relação ao BPC.

As mudanças propostas para esse benefício, que é pago a idosos carentes, sofrem resistência especialmente entre parlamentares do Norte e do Nordeste. Todos os ouvidos são contrários à ideia.
Esse é um dos pontos mais criticados pela oposição, mas também por partidos alinhados à pauta econômica.

O PSDB da Câmara, por exemplo, já anunciou um acordo para que toda a bancada tucana vote contra
alterações no benefício.

Diante do cenário, o governo já costura alternativas.

“Até alguns dias atrás, eu pensei que o governo teria um encaminhamento mais fácil. Estou reavaliando”, disse Augusto Coutinho (PE), líder do Solidariedade, cuja bancada está dividida.

“O governo não está conseguindo ainda comunicar bem a Previdência. Existia um sentimento anterior ao envio do projeto da necessidade de sua aprovação. Hoje você já começa a ver parlamentares tergiversarem.”

Interlocutores de Bolsonaro tentam reverter essa tendência. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), se reuniu com aproximadamente 50 parlamentares em três dias.

O governo levantou quais cargos nos estados podem receber indicação de congressistas em uma tentativa de formar a base de apoio. “Mas não abrimos mão do critério técnico”, disse Joice.

Para o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), o presidente não loteou ministérios e, por isso, as alianças ainda estão em andamento. Evitar indicações políticas para pastas “é excepcional para o país”, disse.

“Mas, por outro lado, traz uma consequência para a formação da base. Deixa de ser algo automático. Então, estamos construindo aproximações sucessivas para que, num momento mais para a frente, a gente consiga uma base para aprovar nossos projetos.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Se querem reformar pra sacrificar além da conta o povo brasileiro, deveriam primeiro acaba r com os superprivilégios dessa cambada de parlamentare.

  2. O parlamentar que votar a favor dessa desgraça chamada reforma da previdência, nunca mais se elegerá; Cairá no ostracismo e será eternamente amaldiçoado pela boca do cidadão de bem.

    1. Até parece. Vão mais uma vez votar contra o povo e nada acontecerá.

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Política

Eduardo Bolsonaro chama brasileiros ilegais no exterior de ‘vergonha’

O deputado Eduardo Bolsonaro justificou o fato de os Estados Unidosnão oferecerem reciprocidade ao Brasil para isentar turistas de visto para entrada no país. Segundo ele, há mais brasileiros que passariam a viver ilegalmente nos EUA com isso. Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ainda classificou os imigrantes em situação irregular fora do País como uma “vergonha nossa”.

Opinião dos leitores

  1. Quem ainda quiser acreditar nesse país tem todo direito, agora arque com as consequências. Bandidagem política, saúde maravilhosa, malha viário de primeiro mundo, segurança nota 1000, aposentar e morrer, tributos sem retorno etc.

  2. Muitos saem porque já percebeu que essa bos…… desse país não tem jeito, ou seja, cansou de ver tanto roubo por parte dos políticos e a população só faz latir feito cachorro vira-lata.

  3. Como é que um indivídio FDP desse ousa a falar mer…….. o cara não sabe o que é viver contando os dias para chegar o fim do mês para receber o próximo salário miserável e quando tem. Essa população que votou nesse desclassificado, tomem vergonha na cara e não votem mais.

  4. Que não apoiemos o ilegal, mas, amoralidade, é viver os em um país, onde, os trabalhadores de baixa renda, sejam condenados a pagarem mais uma vez as contas por causa de roubos descarados praticados pelos "representantes" do povo, em todos seus níveis de administração.
    Hoje nós temos na presidência, uma casta de pai e filhos, vaidosos que venderam a imagem de "honestos" e "limpos, mas, o que vemos a cada dia, é que são falsos moralistas, onde, se aproveitaram da descrença do povo brasileiro quanto aos políticos e se elegerem e se reelegeram para formar uma casta contra o povo, e contra os direitos conquistados por este povo.
    Daí, achar que isto não é vergonhoso também, é colocarmos uma venda nos olhos e continuarmos com esse " pesadelo" de temos durante estes próximos quatro anos, o risco de vermos tantas conquistas em prol do povo, serem postas em risco em detrimento de pensamentos retrógrados, para satisfazer um grupo de pessoas que só tem trabalhado contra o povo, mas, apesar do "pesadelo" presente, o povo brasileiro tem condições de acordar novamente e não cometer novamente este "erro", e na próxima eleição "varrer" esta casta de bossais e vaidosos, que só querem se locupletarem e entregar o Brasil, aos capitais poderosos, para que tenhamos um país, subserviente novamente aos grandes países de condições dominadoras economicamente, e voltemos a ser um país com "síndrome de vira-lata".

  5. Vergonha são nossos políticos, esses deveriam ser impedidos de sair do Brasil, agora ganhando 30 mil do contribuinte a vida toda ele realmente deve se sentir envergonhado.

  6. Viver ilegalmente noutro país não é correto, mas chamar de vergonha é ser muito despreparado. Devemos fazer uma reflexão sobre o porquê de migrar. A maioria, atualmente, faz por sobrevivência, para ajudar a família e envia dinheiro todos os meses para casa. Saem daqui pela falta de condições, pelos salários baixíssimos que ainda são diminuídos com a pesada carga de impostos. Vergonha é ficar dizendo asneiras o tempo todo.

  7. Vergonha é um trabalhador não ter emprego, vergonha é o povo a míngua na fila do SUS, vergonha é nossa educação, vergonha é o cidadão de bem ser assaltado e ser chamado de vagabundo. Esse aí poderia ter ficado calado.

  8. Corretíssimo. Da mesma forma, se um filho meu se comporta mal, sinto vergonha pois isso será reflexo da educação e dos valores que lhe repassei. E tem mais, brasileiros indo embora é uma flagrante demonstração da nossa incapacidade como povo pois é inadmissível que um país riquíssimo em recursos como o nosso, que não enfrenta catástrofes naturais e que tem TODO o seu território aproveitável, não seja capaz de oferecer um futuro promissor a seus filhos. Devemos ter mesmo muita vergonha.

    1. Devemos sim. Vergonha dos políticos, milicianos, q praticam “rachadinhas”, traficam armas, mandam matar quem lhe incomoda e por aí vai.

  9. Diga a esse rapaz que temis vergonha mesmo é deles politicos ladroes que nos roubam aqui nesse pais o brasil seria o melhor pais do mundo se não fossem esses ladrões politicos que ai se encontram tudo bando de laranjas dizem que nos representam pra nos rouba.

    1. Vc deve estar se referindo aos ex governantes e seus aliados. Dá uma revisada nos petistas já condenados e repete a tua frase com os nomes certos, tá ok? E não esquece que o Lula, talvez o maior usuário mundial de esquemas laranjas (tudo o que "usava" estava em nome de terceiros) tá preso. Uma das condenações foi por lavagem de dinheiro. E isso se faz com "laranjas".

  10. Diga a esse deputadinho que é vergonhoso sim mora no Brasil cheio de ladrões politicos como eles todos ladrões e laranjas isso sim é vergonha dizem que nos representam roubando o nosso dinheiro.

  11. Ele não está errado. Disse que é uma vergonha NOSSA. O Brasil não foi capaz de reter essa pessoa em território nacional, e essa teve que procurar vida melhor fora. É uma vergonha. Me sinto assim também.

  12. Bem feito, tem uns babacas que vivem ilegais e até hoje estampam a foto do Bolsonaro no face. Deus escreve certo por linhas tortas. Eu avisei.

    1. Na era PT foi quando ocorreu o maior êxodo de brasileiros, principalmente para os Estados Unidos. Basta ver os dados divulgados na internet. Lula é um traidor!!!

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Judiciário

Secretária de Administração da Paraíba é presa em Operação que apura desvios de mais de R$ 1 bilhão

 

A secretária de administração da Paraíba, Livânia Farias, foi presa neste sábado, 16, no âmbito da Operação Calvário, que mira suposto esquemas de fraudes que envolve R$ 1,1 bilhão em contratos da Saúde. Ela havia sido alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira, 14. Também foi decretada a prisão do dirigente da Cruz Vermelha, sede do Rio Grande do Sul, Daniel Gomes.

De acordo com o desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba, que autorizou a prisão de Livânia e Daniel, caso soltos, eles podem obstruir as investigações. O magistrado também mandou bloquear um imóvel e uma BMW, bens atribuídos a Livânia.

“A necessidade da segregação por conveniência da instrução criminal, a mais visível entre as razões da prisão preventiva do ponto de vista da instrumentalidade, decorre, na espécie, da necessidade de assegurar a realidade da prova processual em relação aos requeridos Livânia Maria e Daniel Gomes, que podem, acaso permaneçam em liberdade, influenciar na produção de elementos, obstaculizando-os ou impedindo-os, fazendo desaparecer indicadores dos crimes que a eles são imputados, apagando vestígios, subornando, ameaçando testemunhas, entre outros fatos”, escreveu.

Delação

Um ex-assessor do governo da Paraíba afirmou, em depoimento, ter recebido R$ 900 mil em propinas da Cruz Vermelha em nome da secretária de Administração, Livânia Farias. Segundo o ex-funcionário, homem de confiança da chefe da pasta, ela ainda teria comprado uma casa de R$ 400 mil no interior do Estado com o dinheiro.

Leandro Nunes Azevedo ficou preso em todo o mês de fevereiro na Operação Calvário II, deflagrada pelo Ministério Público Estadual contra fraudes em repasses de R$ 1,1 bilhão para contratos da Saúde da Paraíba. Os termos foram firmados com a Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul e o Instituto de Psicilogia Clínica, Educacional e Profissional.

De acordo com as investigações a Cruz Vermelha, que administra o hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, teria firmado contratos superfaturados para viabilizar desvios de verbas recebidas pelo Estado.

Em depoimento, Nunesafirma ter feito viagem ao Rio de Janeiro para buscar propinas em nome de Livânia. ““Ao chegar no quarto e abrir a caixa, vi que tinha mais dinheiro do que havia combinado, quase R$ 900 mil reais quando Livânia tinha dito que haveria R$ 700 mil”.

O ex-assessor afirmou ainda que, com dinheiro da propina da Cruz Vermelha, Livânia comprou uma casa em Sousa, no sertão da Paraíba. “O imóvel foi pago com o dinheiro que eles manipulavam da propina oriunda da Cruz Vennelha, que estava na minha casa, mas quem recebia era Livânia, e ela mandava ele guardar. Sempre que ela precisava de dinheiro, pedia a ele, nunca transacionava na própria conta”.

“O pagamento da segunda parcela, realizado por Leandro, sozinho, foi feito no Atacadão Rocha, 200 mil, numa mochila, tendo sido entregue ao dono (WALTER), no escritório. Tinha outra pessoa na sala, mas não se recorda quem era. Soube depois que ele ligou para Livânia dizendo que tinha faltado dinheiro, de forma que Leandro voltou para entregar o restante. Em ambas as vezes foi no carro de Livânia, a BMW”, afirmou.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. Rapaz é simples, faz um pente fino que tem muitos servidores publicos com padrão de vida muito incompatível com o que ganha, é uma ostentação absurda.

    1. Quem tiver disposição para doar, que faça para Os Médicos Sem Fronteiras. Até agora, não há nenhuma notícia de desvio ou corrupção provinda da organização.

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Jornalismo

Governadores do Sul e do Sudeste anunciam apoio à reforma da Previdência

O esforço do governo Jair Bolsonaro para aprovar a reforma da Previdência ganhou reforço na tarde deste sábado, 15, dos governadores dos Estados das regiões Sul e Sudeste, que declararam apoio ao projeto após se reunirem em Belo Horizonte. “A principal mensagem é um apoio incondicional à reforma da Previdência”, afirmou João Doria (PSDB) ao Estado após o encontro.

Segundo ele, há compreensão entre os governadores que estiveram presentes da importância estratégica da reforma e de seu potencial para mudar o País. Ele esclareceu, contudo, que Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, pontuou na reunião ter ressalvas em relação à proposta do governo Bolsonaro.

Além de Doria e Casagrande, participaram do encontro: Wilson Witzel, do Rio de Janeiro; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Romeu Zema, de Minas Gerais e Carlos Moisés, de Santa Catarina. Ratinho Junior, do Paraná, não compareceu.

Segundo Casagrande, o posicionamento dos governadores ajuda a criar ambiente político para a aprovação da reforma, já que os parlamentares são sensíveis a essas manifestações. O governador do Espírito Santo disse que, como os demais, considera importante modificar as regras das aposentadorias no País, mas que não endossa integralmente o projeto apresentado pelo governo.

“Tenho discordâncias e quero que a proposta seja aperfeiçoada. Sou contra a capitalização do jeito que está, a desconstitucionalização, mexer no BPC (benefício de prestação continuada, pago a idosos pobres e a pessoas com deficiência) e compreendo que é preciso melhorar a proposta para aposentadoria rural”, afirmou Casagrande ao Estado após o encontro.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou que os governadores reunidos na capital mineira “apoiam incondicionalmente o presidente Bolsonaro nessa missão de reformar a Previdência”. A reunião com os governadores durou uma hora e, segundo postagens dos representantes de cada Estado nas redes sociais, foi discutido, além da reforma da Previdência, temas como a lei anticorrupção, segurança nas fronteiras interestaduais e desburocratização.

Além do apoio à reforma, os governadores anunciaram a criação do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) no qual serão debatidas a formulação de políticas públicas e firmados acordos de cooperação entre os Estados em dez áreas: segurança pública, combate ao contrabando, saúde, sistema prisional, desburocratização, turismo, desenvolvimento econômico, educação, inovação e tecnologia, logística e transporte.

“Uma iniciativa extremamente importante para que a gente possa compartilhar ideias e recursos e criar um fundo de investimento próprio para a infraestrutura”, afirmou o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), em vídeo postado depois do encontro. “Tenho certeza que o Brasil vai avançar muito e atrair investimentos estrangeiros, para gerar emprego, renda e tornar nosso país mais competitivo”, completou.

A situação fiscal dos Estados não foi pauta da reunião. Segundo Doria, o tema já havia sido debatido exaustivamente entre os governadores por meio de um grupo de WhatsApp do qual todos participam. As demandas serão apresentadas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, em encontro na terça-feira, 19.

Os governadores de Sul e Sudeste voltarão a se reunir, juntamente com seus principais secretários, em São Paulo para um dia de seminários, em 27 de abril.

Consórcio

“Os governadores se reuniram para formar o Cosud, uma iniciativa extremamente importante que a gente possa compartilhar ideias e recursos e criar um fundo de investimento próprio para a infraestrutura”, afirmou o governador do Rio, Wilson Witzel(PSC), em vídeo postado depois do encontro. “Tenho certeza que o Brasil vai avançar muito e atrair investimentos estrangeiros, para gerar emprego, renda e tornar nosso país mais competitivo”, completou.

Também ao falar sobre o Cosud, o governador de São Paulo afirmou que o consórcio terá programa de atuação em dez setores: segurança pública, combate ao contrabando, saúde, sistema prisional, desburocratização, turismo, desenvolvimento econômico, educação, inovação e tecnologia, logística e transporte.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. É interessante todas sabem da necessidade da reforma da previdência e de tantas outras que precisam ser feira , claro menos alguns menos esclarecidos, mas ficam fazendo cena uns pra ganhar benecias e outros pra ganhar votos com populismo e ao lado o Brásil afunda.

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Judiciário

Com STF sob ataques, Bolsonaro prega ‘união’

No mesmo dia em que compartilhou em suas redes sociais um vídeo no qual o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) critica a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de remeter para a Justiça Eleitoral crimes ligados à prática de caixa 2, como corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente Jair Bolsonaro fez neste sábado, 16, um apelo pela “união” entre os Poderes. Convidado para um churrasco na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, Bolsonaro discursou na contramão de sua própria postagem e pregou o diálogo em um momento marcado por conflitos com o Supremo.

A ideia foi a de mostrar a imagem de estabilidade na véspera de seu embarque para Washington, onde ele se encontrará com o presidente Donald Trump. Participantes do almoço disseram ao Estado, porém, que, apesar do pedido de unidade, Bolsonaro não deu sinais concretos de que quer a pacificação do País. O presidente saiu sem dar declarações.

Coube a Maia condenar publicamente os ataques de parlamentares ao STF. Anfitrião do encontro – que reuniu os chefes dos três Poderes, 15 ministros, deputados e senadores, além do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) –, o presidente da Câmara tentou promover ali uma aproximação, mas indicou a necessidade da correção de rumos.

“A crítica não pode passar para agressão, principalmente em relação a um Poder que tem como função resguardar a Constituição”, disse Maia, numa referência ao Supremo. “Não se pode atacar e desrespeitar os ministros do Supremo. Isso é muito grave e é muito importante que a gente respeite a decisão dos Poderes, mesmo que ela desagrade”, completou ele.

A portas fechadas, o presidente do STF, Dias Toffoli, fez um aceno na direção do Palácio do Planalto. “Estamos aqui, presidente, de mangas arregaçadas, para ajudar a destravar o Brasil e retomar o crescimento”, afirmou Toffoli, que defende um pacto entre os Poderes para votar a reforma da Previdência e mudanças tributárias. O uso da expressão “mangas arregaçadas” foi uma referência ao traje informal da maioria dos presentes. O próprio Bolsonaro estava com camisa de manga curta, azul clara.

Toffoli foi o último a deixar o churrasco. Após a saída de todos, ficou conversando a sós com Maia. O encontro havia sido originalmente planejado apenas para um bate-papo entre Bolsonaro, Maia, Toffoli e o presidente do SenadoDavi Alcolumbre (DEM-AP). O presidente da Câmara queria um petit comité para que todos pudessem falar abertamente sobre os problemas.

Era uma tentativa de promover um freio de arrumação nas tensas relações com o Planalto para facilitar a votação de projetos considerados prioritários para o ajuste das contas públicas. Bolsonaro, porém, avisou na última hora que ministros o acompanhariam e chegou a dar carona ao titular da Justiça, Sérgio Moro.

Estado apurou que um dos chefes de Poder disse ao presidente que ou ele dava “um basta” na guerra promovida nas redes sociais ou a situação ficaria complicada para o governo. O recado foi o de que até mesmo ele poderia ser considerado como avalista das agressões virtuais. Bolsonaro respondeu ao interlocutor que não tinha como controlar seus seguidores.

Não foi apenas Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, que manifestou irritação após o STF definir a Justiça Eleitoral como foro competente para julgar crimes ligados à prática de caixa 2. Integrantes do PSL, partido de Bolsonaro, aumentaram o coro dos protestos, como mostrou reportagem do Estado.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), por exemplo, chegou a ir para a frente do Supremo, com um alto-falante, ameaçar os ministros da Corte de impeachment. “Não vamos aceitar que vocês acabem com a Lava Jato”, disse Carla. Já Eduardo afirmou, em vídeo no Twitter, que o pacote anticrime enviado por Moro ao Congresso “sanará isso”, porque prevê prisão após condenação em segunda instância.

Responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso, o ministro da Casa CivilOnyx Lorenzoni, disse que o encontro deste sábado foi uma demonstração de que há diálogo entre os três Poderes. “O Brasil precisa sair do conflito. As autoridades máximas precisam saber sentar à mesa para conversar.” Esse pacto, porém, parece longe de sair do papel. No Senado, um grupo de parlamentares ainda tenta criar a chamada CPI da Lava Toga, com o objetivo de investigar possíveis excessos de tribunais superiores, mas o foco é mesmo o Supremo

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

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Política

Acho que base aliada deverá estar organizada em duas ou três semanas, diz Maia

Anfitrião de um almoço que reuniu a cúpula dos Três Poderes neste sábado, 16, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que seu objetivo do encontro foi “dialogar e ouvir o governo”. Segundo o parlamentar, “há um intuito de todos de construir uma nova agenda e de aprovar a reforma da Previdência”. Maia avalia que a base aliada de Bolsonaro na Casa deverá estar formada em até três semanas, prazo suficiente para que seja analisada a reforma da Previdência.

“A base aliada do governo ainda está na fase de construção e precisamos aprender como fazer isso neste novo momento”, disse Maia. “Um governo com vontade de fazer um novo tipo de governo leva mais tempo para organizar mesmo. Acho que base aliada já deverá estar organizada em duas ou três semanas”, afirmou. Participaram do churrasco oferecido por Maia o presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, além de 15 ministros do governo.

Maia prevê que a proposta esteja pronta para votação em dois meses. “Acho que poderemos ter o texto da reforma pronto para votar em plenário em maio”, afirmou Maia.” Este encontro é um sinal importante, estamos construindo um pacto para governar o Brasil.”

Questionado sobre o nome do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator do PEC da Previdência, Maia disse preferi-lo como líder. “O deputado Aguinaldo Ribeiro é sempre um bom nome para qualquer posição, prefiro ele na posição de líder”, disse. Ribeiro é cotado para assumir a liderança da Maioria na Câmara.

“Não podemos achar que uma agenda tão importante para o Brasil é também uma agenda de mais de 300 deputados. É uma construção”, concluiu Maia.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. É tudo esquema!!!! Esses caras do rio de janeiro não se importam nem com seu estado! Imagina com o resto!!!!!! Olhem a situação do Rio ! Vê aí em que mãos entregamos o país….!!!!

    1. Vc preferia no tempo do presidiário, né? O maior ladrão da nossa história, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e com um monte de outros processos ainda em curso. Ou da louca incapaz de montar uma simples frase inteligível. Os governos do PT são os grandes responsáveis por nossos problemas. E gente como vc, que defende esses trastes pensando em suas próprias "boquinhas". Já arrumou uma função comissionada no governo de Fatão?

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Política

Almirante diz que mudança na aposentadoria de militar exigirá ajustes

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O secretário-geral do Ministério da Defesa, almirante Almir Garnier, disse hoje (16) que as mudanças nas regras de aposentadoria dos militares exigirão ajustes em relação a toda a carreira. “Nosso projeto é bem complexo porque não é apenas uma mudança constitucional. Ele muda várias leis. Se mexe no estatuto, tem que mexer na Lei de Remunerações e, portanto, na Lei de Pensões. Por isso, é mais trabalhoso e difícil afinar todo o projeto”, disse ele. O Estatuto dos Militares regula a situação, as obrigações, os deveres, direitos e as prerrogativas dos integrantes das Forças Armadas.

Almir Garnier participou, neste sábado, de reunião com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, e outros representantes dos ministérios da Economia e da Defesa para analisar a proposta de mudança na aposentadoria dos militares. Elaborado pelo Ministério da Defesa, o projeto deve ser encaminhado ao Congresso Nacional no próximo dia 20, depois que a equipe econômica do governo e os representantes dos militares chegarem a um consenso.

Segundo o secretário, a reunião serviu para que os técnicos “afinassem” alguns pontos da proposta inicial, do Ministério da Defesa. “Há sempre alguns detalhes que precisam ser ajustados. É um processo normal para que, quando o presidente enviar o projeto ao Congresso, o texto esteja o mais alinhado possível, não deixando margens para dúvidas”, comentou Garnier ao fim do encontro.

Ao destacar a necessidade de “afinar todo o projeto”, o almirante afirmou que enquanto houver prazo, os técnicos dos ministérios da Defesa e da Economia continuarão debruçados sobre a proposta. “Estamos trabalhando com o prazo do dia 20 que, para nós, é imexível. Enquanto houver prazo, vão surgir questões para melhorar o texto e vamos afinar [a proposta].”

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, lembrou que entre as preocupações dos representantes dos militares está a futura reestruturação da carreira. “Eles alertam – e eu acho legítimo que o façam – que, daqui para a frente, é preciso pensar a reestruturação das carreiras militares”, disse Almeida, citando fatos que, segundo ele, evidenciam a diferença de tratamento entre as carreiras públicas civis e militares. “Algumas carreiras civis tiveram aumentos brutais e [receberam] algumas coisas que o Tribunal de Contas da União [TCU] tem contestado. Uma série de coisas que os militares não tiveram”, acrescentou.

Para Almeida, outro aspecto a ser encarado é a “grande disparidade” entre as Forças Armadas e as corporações militares de alguns estados. “Em alguns estados, há coronéis da PM ganhando muito mais que um coronel quatro estrelas das Forças Armadas. Em alguns estados com problemas financeiros, o soldo de um policial militar em final de carreira é igual ao de um desembargador.”

Sobre a reestruturação da carreira militar, o almirante Almir Garnier disse que ela pode ajudar as Forças Armadas no processo de tornar-se mais meritocrática e eficiente com os gastos públicos. “Se aumentamos o tempo de serviço [dos atuais 30 anos] para 35 anos, temos que ajustar a carreira militar, pois as atuais idades limites já não servem mais. As pessoas passam a poder permanecer em determinados postos e graduações por mais tempo. Tudo está interligado e reflete também sobre economia e despesas”, acrescentou.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Os "ajustes" são a preservação das benesses. Servidor civil foi enquadrado. E o militar quer regalias.

  2. Digo sempre aqui, tem q atacar salários de 15/30 mil reais. Tem q acabar essa estória de coronel, delegado, auditor e Juiz ganhar salário de marajá em estado fudido. Fatinha golpe coloca o salário de governador como teto e fode logo os marajás. Depois Fatinha, vc q é socialista procura dar um aumentozinho para os barnabés q ganha salário mínimo.

    1. O socialismo não deu nem nunca dará certo em lugar algum exatamente por tentar igualar os desiguais. O progresso só chega para quem sabe valorizar o esforço e o mérito. Essa sua ideia ridícula deve refletir sua enorme inveja de quem vive melhor que vc, mesmo que a causa disso seja sua preguiça, sua ojeriza ao estudo, ao trabalho, à meritocracia. O que deve ser combatido são os excessos e a remuneração sem retorno. Muitos políticos e assessores estão nesse grupo. E muitos são esquerdistas como vc. E o Lula tá preso, não esquece tá?

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