Política

“Não é o presidente que não honra os compromissos”, diz líder do Governo na Câmara

O deputado Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara, tentou minimizar os efeitos da anunciada demissão de Gustavo Bebianno.

Ao Globo, Vitor Hugo disse: “Não é o presidente que não honra os compromissos. A leitura é outra: se o presidente interpretar que houve quebra de confiança, ele está apenas reagindo a isso”.

Segundo o parlamentar, a crise Bebianno estará superada quando o governo enviar a reforma da Previdência e o pacote anticrime de Sergio Moro ao Congresso.

“Esse assunto não terá nenhuma repercussão negativa na Câmara. É algo pequeno diante do impacto desses projetos. A Previdência terá impacto em 30, 40 anos pra frente.”

O Antagonista

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Judiciário

Para barrar pacote anticrime, advogados levantam custos do projeto de Moro

Foto: Werther Santana/Estadão

Um grupo de advogados e defensores públicos, que é contra o pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça), encomendou um levantamento dos custos da proposta para os cofres dos estados.

Os opositores da medida acreditam que, diante do apelo de punições mais duras a criminosos, mostrar que uma política que amplia o encarceramento pode sair caro é a melhor chance de desidratar o apoio à medida.

O objetivo da medida é tentar barrar o pacote anticrime.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. BG
    Moro nelles. Agora temos um Ministro sério e decente para acabar com essas chincanas de advogados recebendo honorários de clientes bandidos.

  2. Não se enganem nem por um segundo: os advogados são contra esse pacote, não pelos custos levantados por eles, não estão nem aí para isso. Nunca estiveram. O motivo é que esse pacote vai acabar com os infindáveis recursos que garantem a impunidade de seus clientes e que geram elevadíssimos honorários.
    É esse o motivo. Perderão renda. Simples assim.

  3. Eu acho que não tem preço maior que a perda de vidas, coisa que os ditos advogados não estão preocupados. Afinal ninguem pode tocar nos bandidos queridinhos deles.

  4. Porque não falam a verdade? o que temem é a diminuição de receitas dos advogados, pois não ganharão mais dinheiro procrastinando ações, e barrando uma ação efetiva da justiça. O bem que essas medidas de Moro farão pra sociedade, será incalculável desde financeiro até na ética. Pois o cidadão terá certeza que a justiça alcançará os maus feitores.

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Política

TOMA LÁ, DÁ CÁ: Por reforma, Planalto pedirá que bancadas indiquem nomes para cargos comissionados, diz jornal

POR DANIELA LIMA/PAINEL

O governo Jair Bolsonaro deve publicar, na mesma semana em que vai enviar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional, um decreto que abrirá caminho para nomeações de parlamentares da base em cargos da administração pública federal.

Integrantes da Casa Civil querem que as bancadas de cada estado se reúnam, decidam entre si as indicações que pretendem fazer e encaminhem os pedidos ao Palácio do Planalto. A ideia gera preocupação entre deputados.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Um governo de Antas!!! Foi eleito a base de fakeadas e fake news! O governo parece um circo de quinta, com o seus palhaços no comando, o senhor presidente Bozonaro e o super ministro Sergio Bozo, me faz relembrar o coveiro da era FHC, o senhor Geraldo Brindeiro. Parabéns para quem apoia essa farsa…e antes que aparece alguém dizendo que é noticia da Folha, na epoca dos escandalos do PT, ela tinha credibilidade e hoje não?? é igual a "imparcialidade" da FM JOVEM TONTO?? que é de dar nojo, defendendo os Meninos Do Rio com seus crimes e cupinchas. Viva a nova era na politica brasileira, a era do Cinismo e da Hipocrisia. Povão!! preparem o Feofo!!! Quem vai pagar esse conta, somos nós!!

  2. Esse é o GOVERNO da moralidade que iria governar com práticas diferente da velha política e o toma lá, dá cá não iria existir kkkkkk

    1. Mendes, essa notícia é da folha. Qual a credibilidade que tem? Perdeu a fatia de publicidade do governo federal e agora dispara para todos os lados. Ninguém, em sã consciência, acredita mais na "folha de São Paulo" (com "f" minúsculo mesmo).

    1. Esses tolos petralhas ainda não se cansaram de repercutir temas da imprensa órfã de verbas publicitárias governamentais. Todas as campanha contra o miro já foram corrigidas e retificadas. Essa investidas são todas, sem exceção, infrutíferas, bando de tontos!

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Polícia

Médicos do Ceará integravam organização criminosa para receber comissão ilegal de até 20% sobre produtos ortopédicos, diz PF

Um esquema criminoso de fornecimento de material médico-cirúrgico ao Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) no Ceará, dentro da Operação “Fratura Exposta”, deflagrada na manhã de ontem. A reportagem do Sistema Verdes Mares apurou que os médicos ortopedistas envolvidos na fraude receberiam comissões de até 20% sobre o valor dos produtos. Só entre os anos de 2013 e 2016, teriam sido movimentados cerca de R$ 1,8 milhão.

A associação criminosa, de acordo com a investigação, seria formada por representantes da empresa Ortogênese Comércio e Importação de Materiais Médicos e Cirúrgicos Ltda. E profissionais do Instituto Dr. José Frota (IJF), administrado pela Prefeitura de Fortaleza; do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), gerido pelo Governo do Estado; do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), do Governo Federal; e do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), contratado pelo Estado do Ceará para o gerenciamento do Hospital Regional do Cariri.

Os servidores dos setores de ortopedia das unidades travavam acordos com empresas importadoras para somente aceitar trabalhar com prótese, órteses e demais instrumentos cirúrgicos importados pelas mesmas. Pela origem estrangeira, os preços são mais elevados; assim, os médicos realizavam a cobrança de comissão indevida sobre os valores, onerando os pagamentos dos procedimentos cirúrgicos feitos pelo SUS, como explicou em nota a PF.

A reportagem apurou ainda que durante o processo havia uma combinação entre os fornecedores para não se habilitarem nos procedimentos licitatórios realizados pela rede pública, de modo que a compra era realizada de forma emergencial e sem licitação por força do cumprimento de determinações judiciais. Em seguida, os médicos apontavam a empresa que forneceria o material importado.

Alvos

Dois mandados de prisão temporária foram expedidos em desfavor dos empresários responsáveis pela Ortogênese, Silvio Roberto Lourenço Cavalcanti e Deivid Guedes Aguiar. Silvio Roberto não foi localizado, pois está nos Estados Unidos. Já Deivid Aguiar está preso temporariamente. A PF solicitou ainda a prisão temporária de 11 médicos ortopedistas, mas os pedidos não foram acatados pela Justiça Federal.

Foram cumpridos ainda 26 mandados de busca e apreensão na sede da empresa, no bairro Aldeota, em duas clínicas em Fortaleza e em imóveis dos médicos e dos empresários, na Capital e no município de Eusébio. Também foi realizado o sequestro de bens de 14 envolvidos.

Cerca de 80 policiais federais executam as medidas, expedidas pela 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Diversos profissionais de saúde foram ouvidos ontem e devem continuar a ser ouvidos hoje.

A PF informou que a investigação foi iniciada em 2016, a partir de notícia-crime direcionada à Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, e compreende procedimentos cirúrgicos realizados entre 2013 e 2018. Segundo apurado até o momento, somente entre os anos de 2013 e 2016, os investigados teriam recebido cerca de R$ 1,8 milhão em vantagens indevidas.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e corrupção ativa e passiva, cujas penas variam de dois a 12 anos, de acordo com o nível de participação. O Ministério Público Federal (MPF) declarou que acompanha o inquérito que apura o caso e aguardará a conclusão das investigações para se manifestar.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) informa que ainda não foi notificada da operação desencadeada pela PF e que, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), está solicitando informações sobre as investigações. Afirmou ainda “que é de seu total interesse que todos os fatos sejam devidamente investigados e que os envolvidos em qualquer irregularidade sejam punidos dentro da lei”.

Por sua vez, o Hospital Universitário Walter Cantídio informa que seu fluxo de aquisições de insumos ortopédicos “segue rigorosamente a Lei 8.666/93 (Lei Geral de Licitações e Contratos) e que está à disposição das autoridades competentes para os esclarecimentos necessários”.

Já o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) ressalta que solicitou informações à Polícia Federal sobre a Operação e reforça “o compromisso e o apoio aos órgãos de segurança com interesse na apuração das irregularidades e punição aos envolvidos”. Ressalta, porém, o compromisso com a transparência e o controle que fizeram o Hospital Regional do Cariri conquistar o certificado de excelência Nível 3 da organização normatizadora oficial do padrão qualidade de serviços de saúde no Brasil.

Posicionamento

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec), por meio do secretário-geral Roberto da Justa Pires Neto, declarou que não havia sido notificado oficialmente até a tarde de ontem, e que aguarda desdobramentos do caso para se manifestar.

Outro hospital a se posicionar foi o Instituto Doutor José Frota (IJF). Por meio da direção, o Instituto disse não ter sido notificado oficialmente nem recebido qualquer informação oficial dos responsáveis pela investigação: “Em tempo, o hospital reafirma sua disposição para a colaboração com todos os órgãos fiscalizadores”, disse a nota.

Ainda durante a tarde de ontem, a reportagem tentou contato com a Ortogênese e com a defesa dos responsáveis pela empresa por e-mail e por telefone. Na ligação atendida foi informado que não havia ninguém que pudesse se manifestar acerca da investigação. Até o fechamento desta edição, o contato feito via e-mail também não foi retornado.

Diário do Nordeste

Opinião dos leitores

  1. Médicos no Brasil, são os semi deuses intocáveis…
    "Esse é meu doutô", fez juramento pra roubar a saúde do povo…

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Política

Em baixa, MDB revê expectativas para 2020

Se PSDB e PT foram os grandes derrotados das eleições 2018, quem agora mergulha no ocaso sob Jair Bolsonaro é o antes todo-poderoso MDB. Fora do Planalto, sem o comando do Legislativo e com apenas três governos estaduais, os emedebistas terão de readequar seus sonhos de consumo à nova realidade. Após as aventuras Gabriel Chalita (2012) e Marta Suplicy (2016), o MDB não pretende ter candidato próprio a prefeito de São Paulo. “Temos de nos reinventar agora que somos um partido médio”, afirma o deputado federal Baleia Rossi (SP).

A nova realidade do MDB é um obstáculo para Paulo Skaf, caso ele ainda não tenha caído na real. Bruno Covas (PSDB) e Andrea Matarazzo (PSD), pré-candidatos, já cresceram o olho e querem o apoio dos emedebistas.

A mesma realidade de São Paulo se repete em outros Estados quando o assunto é a disputa em grandes colégios eleitorais das regiões Sul e Sudeste. O MDB priorizará as coligações no ano que vem.

Fragilizado no Senado, o MDB costura um acordo que o mantenha respeitável na Câmara dos Deputados. Deve ficar no comando de duas comissões.

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Política

Pesquisa do Senado mostra que 29% querem prioridade na geração de empregos

Pesquisa feita pelo Senado Federal mostra que para 29% dos brasileiros a prioridade nos próximos anos deve ser a geração de empregos. Em seguida, querem melhorias na saúde (18%), na educação (17%) e também no combate à corrupção (16%).

A fiscalização do Executivo foi apontada por 84% dos entrevistados como função parlamentar mais importante. É seguida de “atender aos pedidos dos eleitores” e “visitar os Estados”. No geral, 71% acham o Congresso importante para democracia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

TRAIÇÃO: Flávio Bolsonaro teria prometido três votos a Calheiros, mas votou em Alcolumbre

Um episódio de traição política foi publicada na coluna do Estadão deste domingo (17). Segundo o Estadão, Flávio Bolsonaro teria prometido três votos a Renan (MDB-AL) na eleição do Senado (incluindo o dele), contudo o senador anunciou publicamente que estava votando em Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Quando o filho do presidente divulgou ter escolhido Davi Alcolumbre (DEM-AP), o cacique sentiu-se triplamente traído.

Renan não pisa no Senado desde o dia de sua derrota, 2 de fevereiro último. São pouquíssimos os aliados que tiveram acesso a ele no período.

Opinião dos leitores

  1. Pra mentir todo Jornal mente. Quero ver provar isso que ele publica. Flávio Votou rm Alcolumbre e pronto abriu o voto para que todos soubessem.

  2. Kkkkk. Piada não é? Nesse universo que eles fazem parte, TRAIÇÃO é a linguagem mais falada e exercida. Todo político quer se dar bem e acham que os fins justificam os meios. Aqui no Estado,vejam quantos já mudaram de partido. Por que mudaram tão rápido? Só Deus e o Diabo sabe!!

  3. Só assim derrota-se bandidos. Se agir com lealdade não conseguiria a vitória. Ainda tem idiotas que dizem que a família Bolsonaro só tem doido. Kkkkkkk. Não é a toa que chegaram a presidência, sem verba partidária, sem publicitário, sem partido de expressão, sem doações empresariais. E é por isso que tentam destruí-los. Não devem nada a ninguém. Eles é que foram os protagonistas. FALEI.

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Política

‘Não sei quanto gastei’: a saga das candidatas ‘sem-voto’ que usaram dinheiro público

Levantamento feito pelo GLOBO revela que, na última eleição, partidos se valeram de candidaturas de mulheres com desempenho eleitoral inexpressivo para cumprir a cota de 30% do uso do fundo eleitoral. Muitas nem sequer chegaram a fazer campanha.

Dos 79 candidatos que registram gastos de mais de R$ 1.000 para cada voto obtido, 76 são do sexo feminino. São R$ 13,8 milhões em fundo partidário e fundo eleitoral, verbas públicas, gastos com essas candidaturas. Nenhuma dessas mulheres foi eleita. Para efeito de comparação, o gasto médio dos candidatos que disputaram a última eleição pelo país foi de R$ 41 por voto.

Os casos de candidaturas de mulheres com votação inexpressiva e altos custos envolvem 21 partidos. A sigla que mais se valeu do expediente é do PRB, com 12 mulheres que receberam R$ 4,3 milhões em dinheiro público e, juntas, tiveram pouco menos de 3 mil votos.

As histórias se repetem em todo o país. Tamires Vasconcelos, candidata a deputada estadual do PR do Piauí, declarou um gasto de R$ 370 mil e acabou com 41 votos. No PRB do Maranhão, Maria Regina Duarte Teixeira declarou gastos de R$ 585 mil de verba pública, apesar de ter obtido só 161 votos para deputada estadual. As campanhas não deixaram rastros nas redes sociais e as mulheres não foram encontradas para comentar.

Kadija

A candidata a deputada distrital Kadija (MDB-DF) declarou gastos de R$ 454,5 mil, mas obteve só 403 votos. Sua principal despesa foi com militantes de rua (93%), mas três pessoas contratadas como cabos eleitorais relataram ao GLOBO que não fizeram campanha para ela.

Ilka Quinhões Azevedo diz que trabalhou apenas na campanha do candidato do MDB ao governo, Ibaneis, que foi eleito, e que nunca ouviu falar em Kadija. Ela ainda perguntou se o nome do seu genro, Anderson Ferreira de Souza, estava na prestação de contas, o que foi confirmado pela reportagem, e disse que ele também não trabalhou para a deputada.

— Meu nome está na prestação de contas de uma deputada que eu nunca ouvi falar? Eu não trabalhei para ela. Vou atrás dela pedir meu dinheiro

Thiago Neves Braz está em situação semelhante. Ele foi contratado pelo MDB, e ressalta que avisado que o trabalho poderia envolver outros candidatos, mas afirma que não conhece Kadija e não sabia que seu nome estava na prestação de contas dela. Felipe Souza Lopes também conta que não conhece a candidata, mas preferiu não revelar para qual candidato trabalhou.

Outro cabo eleitoral foi Henrique Nelson da Cunha Mesquita. Ele conta que foi um dos coordenadores da campanha de Kadija e que chefiou um grupo de 50 pessoas, grupo em que deu prioridade a Ibaneis. O nome de Henrique, porém, está somente na prestação de contas de Kadija, e não na de Ibaneis.

— Eu tinha uma equipe de 50 pessoas. Coloquei 20 para trabalhar para ela e para o Ibaneis e 30 somente para o Ibaneis.

Kadija se disse surpresa com a informação e afirmou que todos os seus gastos foram devidamente apresentados à Justiça Eleitoral. Ela afirma não saber qual foi o critério do partido na distribuição do dinheiro, mas admite que a cota de 30% dos recursos para mulheres pode ter influenciado.

— Me causa estranheza quem falou isso. São pessoas que receberam cheques nominais. Não posso dizer que conhecia todas as pessoas, os coordenadores da campanha tinham liberdade para arregimentar. É uma questão que eu tenho que ver na próxima gestão de campanha. Não sei quais foram os critérios do partido. Deve ter tido algo relacionado aos 30%, acho que o partido deve ter feito seus critérios. Mas foi bem tranquilo, me senti até privilegiada.

Teresa Cavalcante Queiroz

Teresa Cavalcante Queiroz, candidata a deputada estadual no Ceará, recebeu um voto. Ela disse ao GLOBO que desistiu de fazer campanha porque é funcionária pública e temeu haver incompatibilidade. Na sua prestação de contas, porém, aparece um gasto de R$ 5 mil. Deste valor, R$ 3 mil foi gasto com uma gráfica, no Ceará, no nome de Gustavo Silveira Alves.

— Não sei quem é. Com certeza é com eles (o partido), porque não recebi nada e não gastei nada. Tive um único voto, de uma professora que não estava sabendo que eu desisti — contou.

Por sua assessoria, o partido Democracia Cristã (DC) disse que distribuiu R$ 50 mil do fundo eleitoral para mulheres no Ceará e que coube ao diretório estadual decidir como distribuir o dinheiro. Ely Aguiar, presidente do diretório do Ceará, negou que conheça a candidata a deputada que desistiu de concorrer.

— Tem que ver se as contas delas estão pendentes ou não. Que tipo de gasto foi feito. Existe pendência. Não conheço a candidata e nem sei de que forma ela fez a prestação. Ela que tem que responder o tipo de despesa. Ao partido compete liberar o que a justiça manda. Isso foi feito — afirmou.

Lucenir Licata

A candidata a deputada estadual Lucenir Licata, do PSD de Roraima, declarou ter gastado R$ 60 mil de dinheiro público e recebeu apenas nove votos. O motivo está explícito em sua página no Facebook. Lucenir anunciou outra candidatura: a de seu marido, o pastor Josias Licata, a deputado federal. A verba foi repassada pelo PSD. A reportagem entrou em contato com o candidato, que não quis falar sobre o assunto.

— Não tem nada a ver comigo, tem a ver com ela. Tem que ligar para ela.

O GLOBO pediu para entrar em contato com Lucenir, mas o pastor afirmou que preferia não ajudar. Josias Licata teve a candidatura indeferida por ausência da prestação de contas referente à eleição de 2014, em que também concorreu. Em sua própria campanha, declarou gastos de R$ 50 mil.

Lucenir fez campanha para o marido no Facebook Foto: Reprodução/Facebook

Clivia Pinheiro Leão

No Pará, a candidata a deputada estadual Clivia Pinheiro Leão, pelo PROS, gastou R$ 170 mil de dinheiro público, mas converteu só 49 votos. Em sua página do Facebook, Clivia aparece fazendo campanha para o candidato a deputado federal Xarão Leão, um parente seu, e não para si mesma. Xarão, ou José Antonio Azevedo Leão, é o presidente do partido no estado.

Clivia registrou gastos de R$ 70 mil em uma gráfica que também consta na prestação de contas de Xarão. Ex-prefeito de Breves (PA), Xarão já foi condenado em primeira instância à inelegibilidade por desvio de dinheiro público, mas teve o registro deferido no ano passado. Ele não se elegeu a deputado.

Na prestação de contas de Clivia, R$ 33 mil foram gastos em locação de veículos. Os donos dos carros são Eline das Graças Azevedo Leão, Karen Nunes Leão e Gustavo Silva Leão. Procurada, Clivia não quis atender a reportagem. Após o contato, ela apagou todas as publicações no Facebook em que fazia propaganda para Xarão.

Deize Ramos da Silva

Concorrendo a deputada estadual, Deize Ramos da Silva, do Solidariedade da Bahia, recebeu apenas nove votos. Na prática, a estrutura de sua campanha foi mais usada por um homem, o candidato a deputado federal Luciano Araújo (SD-BA). Ela não sabia, antes da ligação do GLOBO, o seu gasto total: R$ 55 mil em verba pública.

— Teve carro de som, panfleto, teve tudo, mas na hora de votar, ninguém votou em mim. Eu me decepcionei muito com o pessoal. Não sei quanto gastei. Todo o material era casado com Luciano — disse Deize.

A reportagem entrou em contato com Valdira Maria Ribeiro, contabilizada na prestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como cabo eleitoral de Deize. Questionada, ela não sabia dizer se Deize era ou não candidata. Lembrava do nome de apenas um candidato para quem fez campanha: Luciano Araújo. Ele não se elegeu.

— Não lembro se ela (Deize) era candidata. O deputado federal era o Luciano. O nome dele estava nos panfletos.

Vânia da Silva

A candidata a deputada estadual em Roraima do PV Vânia Bezerra da Silva teve dois votos e declarou gastos de R$ 9,8 mil. Ela nega que tenha recebido dinheiro.

— Não tive dinheiro. Não quero tocar nesse assunto, não — disse Vânia Bezerra da Silva, que completa: — Realmente, só tive dois votos, não comprei votos de ninguém, não sou forte e não tenho dinheiro.


O Globo

Opinião dos leitores

  1. O foco agora são as mulheres. Depois de demonizarem a atividade política – com toda contribuição financeira para campanha tratada e orquestrada como propina – colocando todos os políticos no mesmo saco – as mulheres que se arriscam a entrar na atividade, são chamadas de laranjas. Basta ler qualquer reportagem: as mulheres são protagonistas da quase totalidade dos casos de desvios de verbas públicas para campanha- o fundo eleitoral. Quando se sabe que a maioria entrou na eleição para os partidos cumprirem a quota obrigatória de mulheres candidatas. Tanto é assim que em todo o Brasil apenas uma mulher se elegeu governadora. E mesmo assim a então senadora Fátima Bezerra, uma política já de longo curso e percurso nos labirintos da política.

  2. Porque só depois de massacrar o PSL, é que a verdade sobre fundo partidário aparece, e tem casos bem mais grave que o do PSL. Bem a exemplo do que aconteceu na ALRN, que depois de massacrar o Queiroz, aí sim mostraram outros casos idêntico, só que bem mais grave. Portanto amigos, o alvo será sempre pessoas ligadas ao mito, depois esquece. Que já tentaram queimar o filme do bolsonaro. Só que as pessoas não são tolas e sabem que é tudo armação.

    1. Hipócrita e mau caráter. Falava horrores do PT e agora relativisa quando é do seu candidato.

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Judiciário

Membros do MPF temem a criação de ‘procuradores biônicos’

POR FREDERICO VASCONCELOS

Foi encaminhado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o “Manifesto em Defesa da Independência do Ministério Público”, documento subscrito por 619 membros em atividade –o que ultrapassa a maioria absoluta da instituição.

Os signatários demonstram preocupação com a criação de “ofícios especializados de atuação concentrada em polos”, um projeto que altera a distribuição de casos entre os procuradores.

Eles alegam que o projeto foi apresentado “a toque de caixa e sem discussão aprofundada”.

“Pela proposta, esses casos especiais passariam a ser conduzidos por membros definidos, em última análise, pela cúpula da instituicão, não mais por membros que alcançaram os ofícios pelo critério legal e objetivo da remoção”.

Segundo a manifestação, “ainda que confeccionado com boas intenções, é preciso atenção para um projeto que, mesmo reflexamente, permitirá a existência de procuradores da República ‘biônicos’, o que em nada interessa à sociedade brasileira”.

O documento foi encaminhado a Dodge em ofício assinado pelo subprocurador-geral Mario Luiz Bonsaglia, ex-membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Bonsaglia é citado entre os procuradores que articulam a sucessão na PGR, segundo recente reportagem do jornal Valor Econômico. Ele ocupou o terceiro lugar na lista tríplice da categoria, quando Dodge foi escolhida como PGR.

Também assinam o manifesto os procuradores Deltan Dallagnol, Vladimir Aras e Guilherme Schelb, possíveis candidatos na corrida eleitoral, segundo o jornal.

Raquel Dodge, ainda segundo o Valor, “deve tentar a reeleição contra ao menos sete adversários” (a lista inclui, além dos já citados, os procuradores José Robalinho Cavalcanti, Nicolau Dino e Lauro Cardoso).

Eis a íntegra do manifesto

Os membros do Ministério Público Federal (MPF) que assinam este manifesto vêm a público externar sua preocupação com o projeto de resolução recentemente apresentado pela Exma. Procuradora-Geral da República, voltado à criação de “ofícios especializados de atuação concentrada em polos”.

Da maneira como redigida, a proposta, sob alegação de conferir maior eficiência e especialização à atuação do MPF, altera significativamente os critérios que disciplinam a distribuição de casos entre os Procuradores da República em todo o país.

Preocupa ainda, e em especial, a tentativa de aprová-lo a toque de caixa no Conselho Superior da instituição, em prejuízo de uma discussão mais aprofundada, tendo em vista seu caráter profundamente reestruturante.

Na configuração atual, em vigor desde a promulgação da Constituição de 1988, a definição do Procurador responsável por cada investigação, o chamado “Procurador natural”, observa critérios objetivos de distribuição previstos na lei e na própria Constituição.

A finalidade de tais critérios é assegurar à sociedade transparência quanto à forma de escolha do Procurador natural para cada caso, impedindo qualquer tipo de interferência em sua designação, seja da própria cúpula da instituição, seja de agentes externos, bem como garantir que não haverá intromissões indevidas tanto na instauração quanto no curso das investigações.

Escolhido de forma objetiva e protegido de interferências externas, tem-se um ambiente ideal para que o Procurador da República responsável por cada investigação atue com independência, buscando apenas a fiel aplicação da lei. Esta, a chamada independência funcional, é a pedra angular do modelo de Ministério Público brasileiro, instituído pelo Constituinte de 1988.

Além disso, essa independência é a principal chave para compreender como, ao longo das últimas três décadas, o Ministério Público Federal passou a ser percebido pela sociedade brasileira como uma instituição de excelência, gozando de inegável credibilidade, através do desenvolvimento de trabalhos relevantes, não apenas ligados à operação Lava Jato e ao combate à criminalidade em geral, como também, no âmbito da tutela dos direitos coletivos, em defesa da boa gestão de recursos públicos, do meio ambiente, dos direitos das populações indígenas e quilombolas e das liberdades civis de todos os cidadãos.

Já o projeto de resolução em questão pretende modificar as formas de designação de membros que atuarão em casos prioritários, relacionados a “problemas crônicos ou de alta complexidade” que chegarem ao Ministério Público Federal.

Pela proposta, esses casos especiais passariam a ser conduzidos por membros definidos, em última análise, pela cúpula da instituicão, não mais por membros que alcançaram os ofícios pelo critério legal e objetivo da remoção. Tampouco teriam a permanência garantida na condução desses casos, criando-se a necessidade de renovação de sua designação a cada dois anos, situação sem paralelo na atuação de juízes, delegados, auditores fiscais e tantas outras carreiras.

A radical e pouco debatida proposta da Exma. Procuradora-Geral da República concentra nas mãos da cúpula da instituição um enorme poder e pode vir a resultar, em algum momento, como efeito colateral deletério, na criação de mecanismos de ingerência, ainda que de forma indireta, sobre a atuação dos Procuradores da República, em prejuízo de sua plena independência para atuar.

Ainda que confeccionado com boas intenções, é preciso atenção para um projeto que, mesmo reflexamente, permitirá a existência de Procuradores da República “biônicos”, o que em nada interessa à sociedade brasileira.

Nesse contexto, os signatários entendem que merece ser vista com cautela a tentativa de aprovação, de modo sumário, de uma proposta que tem grande potencial para minar essa dinâmica objetiva, impessoal e plural de tratamento das questões sob atribuição do Ministério Público Federal.

Não se trata de descartar o desenvolvimento de estratégias de especialização e de maior eficiência e a ampliação de mecanismos de accountability nas atividades ministeriais. Todavia, essa discussão deve ser feita de forma ampla, aprofundada e cuidadosa, considerando-se inclusive seus reflexos frente às diferentes realidades do País.

Para que o MPF possa seguir cumprindo sua missão constitucional, atendendo à sociedade brasileira, é indispensável, pois, seja mantido o pleno respeito ao modelo estabelecido pela Constituição de 1988, a bem do Estado Democrático de Direito.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Isso é conversa fiada, por tras desse argumento tem interesses financeiros, querem mais penduricalhos, nao estão satisfeitos com o aumento para 39mil e querem turbinar os salarios com decisões administrativas para não chamar atenção.
    O POVO TA DE OLHO!!!!

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Política

Quatro ex-governadores pedem aposentadoria integral de quase R$ 30,5 mil por mês

Na contramão de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ex-governadores continuam pedindo aposentadorias vitalícias aos cofres estaduais ao deixarem seus cargos. A troca de comando nos estados em 2019 marcou uma nova temporada de concessão desse benefício, que chega a R$ 30 mil por mês.

Por enquanto, quatro governadores entre 2015 e 2018 entraram para o grupo de beneficiados por pensões vitalícias: Beto Richa (PSDB) e Cida Borghetti (PP), no Paraná; Ivo Sartori (MDB), no Rio Grande do Sul; e Simão Jatene (PSDB), no Pará. Os quatro terão benefício de R$ 30.471,11 por mês.

A farra das aposentadorias foi noticiada pela primeira vez pelo GLOBO em 2011. Atualmente cerca de cem ex-governadores têm direito aos vencimentos até morrer.

O STF já julgou como inconstitucional a pensão vitalícia e vem anulando, desde 2015, legislações estaduais que a autorizam. Os julgamentos são feitos estado por estado e há ainda ações à espera de decisão. Por isso as concessões continuam.

É o caso do Paraná. Enquanto a Corte não se manifesta, a lista de contemplados cresce. Beto Richa, governador por dois mandatos, solicitou o pagamento em dezembro, um mês antes de ser preso e tornar-se réu sob a acusação de receber propina de concessionárias de pedágio. Richa se candidatou ao Senado mas não se elegeu.

Cida Borghetti, que era vice dele e governou por oito meses (de abril a dezembro de 2018), requereu o benefício em janeiro. Ela se candidatou à reeleição e também foi derrotada.

Richa e Cida têm 53 anos. O atual governador, Ratinho Junior, promete acabar com a concessão da pensão.

No Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, de 70 anos, também passou a constar da folha de aposentados do governo em janeiro.

Sem as regras do INSS

A diferença é que, no governo gaúcho, o benefício é concedido de forma automática, sem a necessidade de solicitação. Outros oito ex-governadores recebem pensões vitalícias no estado.

Após dois mandatos no Pará, Simão Jatene (PSDB) pediu também a pensão especial e se juntou a três ex-titulares do cargo com aposentadoria de R$ 30 mil.

As aposentadorias vitalícias fogem às regras do regime geral de Previdência, o INSS. Elas não exigem tempo mínimo de contribuição nem obedecem ao teto da Previdência, de R$ 5.839,45.

Em alguns casos, o valor do benefício é maior do que o salário do governador na ativa. No Rio Grande do Sul, o atual governador Eduardo Leite recebe R$ 25 mil, enquanto os ex-ocupantes do cargo ganham R$ 30 mil.

O GLOBO identificou os novos ex-governadores beneficiados ao consultar os 17 governos estaduais que tiveram troca de comando em 2019. A boa notícia é que apenas três deles (PR, RS e PA) continuam concedendo novas aposentadorias. Nos demais (SC, SP, RJ, MG, ES, MT, GO, AM, AC, RO, RR, RN, DF e PB), o expediente foi extinto no último mandato ou já não era concedido há anos, como no Rio de Janeiro. Desde 2009 o governo não autoriza essas aposentadorias.

Entretanto, os gastos com as aposentadorias antigas permanecem em muitos estados. No Rio de Janeiro a despesa soma R$ 2,3 milhões por ano. Três ex-governadores recebem R$ 19 mil por mês — Wellington Moreira Franco, Celso Peçanha e Nilo Batista.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Tomarem que o brasil e o povo se lasquem, tô p… da vida em ver só desgraça e quem paga o pato é o povo. Quando isso vai parar ??? A população assiste calada e fica feito vira lata só a latir. Não estou vendo meus comentários, estão censurando ?? Cadê a liberdade de expressão ???

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Política

“É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”, diz Bebianno de Bolsonaro

Foto: Ricardo Borges/Folhapress

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, deve ser demitido nesta segunda-feira (18). Na última sexta-feira (16), ao deixar o hotel onde mora, em Brasília, Bebianno afirmou que está com a consciência tranquila e que ainda tem “carinho” pelo presidente Jair Bolsonaro. Mas essa opinião parece ter mudado, de acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo Jardim, o ministro afirmou a um interlocutor que “o problema não é o pimpolho”, em referência a Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. “O Jair [Bolsonaro] é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador.”

A decepção de Bebianno não parou por aí. De acordo com o colunista, Bebianno teria afirmado ao mesmo interlocutor que “perdeu a confiança” no presidente. “Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil.”

A história de Bebianno e os Bolsonaros

Bebianno disse no último sábado que, “quando acabar” sua participação no governo, “se sentir vontade”, vai “dar satisfações”. Bebianno não recebeu visitas ao longo do dia, mas, em conversas com pessoas próximas, deixou claras a frustração e a mágoa com Carlos Bolsonaro.

O filho do presidente chamou Bebianno de “mentiroso” logo após o ministro ter concedido entrevista ao jornal O Globo, na terça-feira, dizendo que não estava isolado no Palácio do Planalto depois da denúncia, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, de que teria patrocinado candidaturas laranjas do PSL em 2018, para desviar recursos do Fundo Eleitoral. À época, Bebianno presidia o PSL.

Na tentativa de mostrar que não havia crise, o ministro afirmou a O Globo que, no dia anterior, falara três vezes com o presidente, então internado no Hospital Albert Einstein, recuperando-se de cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal. Carlos Bolsonaro desmentiu essas conversas no Twitter e o presidente endossou a atitude do filho, horas depois, em entrevista à TV Record.

Mais tarde, no entanto, Bolsonaro também mandou Bebianno cancelar viagem para o Pará, com outros ministros, porque não gostou de saber que ele havia convidado um veículo de comunicação para acompanhar a comitiva. A partir daí, o ministro da Secretaria Geral da Presidência teria mostrado a amigos arquivos de áudio com a voz de Bolsonaro ordenando que ele suspendesse a viagem, além de outras conversas. O ministro nega o vazamento.

O ministro desabafou que considerou uma covardia o fato de Jair Bolsonaro não ter tido coragem para demiti-lo. Bolsonaro sinalizou que quer exonerar o ministro e ofereceu a ele um cargo na diretoria de Itaipu Binacional, embora a possibilidade seja vedada pela Lei das Estatais. A oferta foi prontamente recusada por Bebianno. Ele considerou inaceitável assumir um cargo em Itaipu, apesar do salário três vezes maior – pouco mais de R$ 1 milhão por ano. A amigos, disse que não veio para o governo para ganhar dinheiro e que será leal até o último minuto em que permanecer ministro.

Nos últimos dias, políticos e militares tentaram interceder a favor de Bebianno. Preocupados com a alta temperatura da crise, auxiliares do presidente observam, por sua vez, que Bebianno ainda pode criar muitos problemas para o governo, se a demissão não for revertida, porque seria o que se chama no jargão político de “homem bomba”.

Nas conversas, Bebianno tem avisado que não cai sozinho, pois tanto a ala política, quanto a ala militar do governo, estão decididas a afastar Carlos Bolsonaro da Presidência. Nos últimos dias, o vereador tem sido mais comedidos nas redes sociais, compartilhando mensagens institucionais do governo e assuntos do Rio, como a venda da bebida em blocos de carnaval.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Muita frescura está sendo dita aqui. Fui candidato a vice numa chapa dita de esquerda e até hoje eu aguardo o sujeito titular prestar contas para ficar quites com a justiça eleitoral. Se um sujeito desses não sabe honrar os seus compromissos com a justiça eleitoral,avali com o povo. Infelizmente a própria esquerda nacional se destruiu por falta de compromisso com a realidade que vivemos. Agora a legislação infelizmente é equivocada,pois se vc não deu causa como pode pagar pelo que não fez? Está tudo errado no Brasil,os corruptos verdadeiros,livres leves e soltos e sem nenhum compromisso com ninguém e as pessoas de bem pagando pelos erros de gente sem noção e compromisso.

  2. Louco por tira gente corruptos do seu governo, louco e quem ok no PT quem teria um futuro presidente preso e agora uma governadora que vai afundar o resto do governo com sua ma administração louco sim quem voto nela e quem vota no PT querendo santificar um presidiário falando que ele e inocente e aí quem são os loucos?

  3. Kd a pessoa que ele falou isso?
    Kd áudio, filmagem, postagem em redes sociais?
    Não estou defendendo o ex-ministro, mas é muito disse que me disse e não tem nada de fato.
    Mídia mentirosa.

  4. o loco não é bolsonaro, o louco é o bebiano que só agora as vesperas de ser demitido fica falando bobagem,quanto ao sandro deve estar com saudades da dilmaluca fazemdo bobagem e com a complacencia de renan e lavandowisque nós estamos nessa situação de desemprego, o sandro deve ter um bom emprego no sereviço público

  5. O B171 foi fruto da idiotice que tomou conta do país. Um pouco, apenas um pouquinho, de bom senso levaria a perceber o quanto nocivo para o país seria o B171. Durante toda sua vida de parasita político, ele deixou claro que era um desequilibrado e irresponsável .

    1. Demitido por que gosta de ?, belo final de carreira para ele. Vai ser o bode expiatório dos meninos do Bozó e desviar o foco do lavador de carros Queiroz.

  6. Só os loucos bolsominions não reconheciam a loucura e o perigo do Bolsonaro.
    Junto dele tem outros.
    O Brasil vai se acabar.

    1. Cala a boca VAGABUNDO…seu presidente ladrao condenado está na cadeia …leia CADEIA

    2. Louco por tira gente corruptos do seu governo, louco e quem vota no PT quem teria um futuro presidente preso e agora uma governadora que vai afundar o resto do governo com sua ma administração louco sim quem voto nela e quem vota no PT querendo santificar um presidiário falando que ele e inocente e aí quem são os loucos?

    3. Engraçado: só agora ele percebeu que o Bolsonaro é louco? Chupa que tem de manga. Se não tivesse acontecido isso Bolsonaro continuava sendo lúcidos né?

  7. Louco é quem votou nele.
    Bolsonaro nunca mentiu. Foi totalmente sincero.
    O maluco que votou nesse povo, vai se arrepender muito.
    Não me venha
    falar do Lula.
    Lula está preso, babaca eleitor do Bozo.

    1. Lula é ladrão e Bolsonaro é louco!!!
      Lula tá preso e Bolsonaro na presidência então é melhor ser louco que ladrão kkkkkkkk

    2. Concorde com o raciocínio acima, quem vota em louco, é louco; quem vota em cria de bandido e pilantra, é bandido e pilantra.

    3. Imbecil ,sua quadrilha quebrou o país é seu mestre vagabundo está na cadeia

    1. Ouvi uma entrevista em que O Bolsonaro , teria liberdade para escolher a sua equipe sem interferência. E em dois meses de governo ja começou a primeira Queda. Agora imagine , uma confusão dessa com Paulo Guedes… O que será do governo ?

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Política

Clã Bolsonaro negocia migrar para nova UDN

Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas “laranjas” nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido.

Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso.

As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.

Além de afastar a família dos problemas do PSL, a nova sigla realizaria o projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional identificadas com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelo clã Bolsonaro.

No começo do mês, Eduardo foi ungido por Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, como o representante na América do Sul do The Movement, grupo que reúne lideranças nacionalistas antiglobalização.

O projeto do novo partido é tratado com discrição no entorno do presidente. Em 2018, a UDN foi um dos partidos – embora ainda em formação e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – sondados por interlocutores do presidente para que ele disputasse a eleição, mas a articulação não avançou. Depois de anunciar a adesão ao Patriota, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o PSL.

Assinaturas. A nova UDN é um dos 75 partidos em fase de criação, conforme o TSE. Segundo seu dirigente, o capixaba Marcus Alves de Souza, apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas – são necessárias 497 mil para a homologação da legenda. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove Estados, como exige a legislação eleitoral para a homologação. Ela tem em Brasília um de seus principais articuladores, o advogado Marco Vicenzo, que lidera o Movimento Direita Unida e coordena contatos com parlamentares interessados em aderir ao novo partido. A articulação envolveria ainda o senador Major Olímpio (PSL-SP), que nega.

Souza prefere não comentar as tratativas do partido que estão em curso. Ele, porém, admitiu que a intenção é criar o maior partido de direita do País. Como se trata de uma sigla nova, a legislação permite a migração de políticos sem que eles corram o risco de perder seus mandatos. “O único partido que tem o DNA da direita é a UDN. A gente não pode ter medo de crescer, mas com responsabilidade”, afirmou.

Souza deixou o Espírito Santo, onde atuou na Secretaria da Casa Civil do ex-governador Paulo Hartung, e mudou-se para São Paulo para concluir a criação da nova UDN, que adotou o mesmo mote de sua versão antiga: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. “Nosso sonho é que a UDN renasça grande e se torne o maior partido do Congresso”, afirmou seu presidente. Ele disse ainda que a legenda pretende apoiar o governo Bolsonaro e está aberta “para receber pessoas sérias do PSL e de qualquer partido”.

Palácio. Procurada pelo Estado, a assessoria do Palácio do Planalto informou que não ia se manifestar sobre o assunto. A reportagem procurou ainda as assessorias do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, mas nenhuma delas se manifestou.

Bivar, presidente da legenda, também foi procurado, mas não respondeu ao Estado.

‘Sigla tem forte apelo popular’, diz historiador

Em processo de homologação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a UDN, sigla que pode abrigar o clã Bolsonaro, foi inspirada no partido que nasceu em 1945 para aglutinar as forças que se opunham à ditadura de Getúlio Vargas.

Com o discurso de moralização da política e contra corrupção, a frente unia originalmente desde a Esquerda Democrática – que romperia um ano depois com a sigla e fundaria o Partido Socialista Brasileiro – a antigos aliados de Vargas, como o general Juarez Távora e o ex-governador gaúcho Flores da Cunha, rompidos com o ditador.

Em 1960, o partido apoiou a eleição de Jânio Quadros, eleito presidente, e, em 1964 , a deposição do governo de João Goulart. “O PSL é um partido de aluguel, já a UDN tem um apelo histórico e popular. Os Bolsonaros podem usar isso”, disse o historiado Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Líderes. Ele lembra que a antiga UDN, embora “muito ideologizada”, tinha um perfil heterogêneo. O mesmo pode acontecer com a nova versão do partido. Enquanto a versão original da UDN tinha líderes como o brigadeiro Eduardo Gomes, o jurista Afonso Arinos e os ex-governadores Carlos Lacerda (Guanabara), Juracy Magalhães (Bahia) e Magalhães Pinto (Minas), a nova legenda tem potencial para atrair lideranças do DEM ao PSDB, passando pelo MBL.

Entre os políticos que são vistos como “sonho de consumo” da UDN em 2019 está o governador de São Paulo, João Doria, que descarta a ideia de deixar o PSDB.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. São tão burros pra escolher esse nome ??
    Depois vão mudando de nome…
    PDS, PFL, DEM ……???

    1. Seria melhor PT. Partido dos Trambiqueiros ou Partido dos Trapaceiros ou mesmo Partido da Torpeza.

    2. O PT também foi burro de não mudar o nome
      Kkkkkkkkkkk
      Esperta foi a UDN

  2. Agora não há mais nenhuma dúvida de que voltamos no tempo, regredindo a velha República em clima de idade média nos costumes e comportamentos.

    1. E era para estar como? Viva a putaria que queira viver. Cuidado somente com a lei!

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Polícia

[VÍDEO] Câmeras flagram assassinato de taxista em briga de trânsito de 9 segundos

Imagens de câmera de segurança flagraram o momento em que um homem matou um taxista durante uma briga de trânsito, no fim da tarde desta sexta-feira (16), em João Pessoa. A discussão durou apenas nove segundos. Assista ao vídeo acima.

O crime aconteceu por volta das 17h30, em uma rua movimentada no bairro do Bessa, onde fica uma escola, um supermercado e uma igreja. Após audiência na tarde deste sábado (16), foi decretada a prisão preventiva do suspeito e ele foi encaminhado para o 5º Batalhão de Polícia Militar.

No vídeo, é possível ver Gustavo Teixeira Correia, de 42 anos, corretor de imóveis, no banco do passageiro de um carro. No táxi, está Paulo Damião dos Santos, também de 42 anos, que está fazendo uma manobra.

Durante a manobra, o motorista de aplicativo que está dirigindo para Gustavo aproxima muito o veículo, e então o taxista pede que ele afaste. A partir daí, o corretor desce para falar com o taxista. Depois de nove segundos de discussão, ele levanta a camisa, saca a arma e atira várias vezes.

Após o crime, ele sai caminhando normalmente em direção à casa dele, que fica a cerca de 50 metros do local da confusão. Ele só foi preso depois de cerca de cinco horas de negociação com a polícia.

Segundo a Polícia Militar, no momento do crime o suspeito estava bêbado e sendo levado para casa por um motorista de aplicativo. Ele teria curso de tiro.

O homem foi autuado em flagrante por homicídio doloso. A arma do crime não foi encontrada e, segundo a delegada Roberta Neiva, a polícia está averiguando se o corretor tem porte de arma.

O advogado de Gustavo disse que, após a audiência de custódia, o suspeito foi levado para o batalhão porque possui ensino superior completo. Durante a audiência, o pedido da defesa para que o suspeito respondesse em liberdade foi negado.

“Gustavo permaneceu toda a audiência em silêncio. Nós vamos recorrer da decisão da Justiça”, informou ao G1 o advogado Werton Jr. A Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito.

De acordo com o coronel da PM, Lívio Delgado, o suspeito do crime reclamou com o taxista, que respondeu à reclamação com um xingamento. O homem desceu do carro do colega e atirou três vezes contra a vítima, fugindo em seguida para a casa dele, onde se trancou no local, com a esposa.

O taxista Paulo Damião era casado e pai de dois filhos, uma jovem de 20 anos e um menino de 8. Segundo o irmão, Paulo nunca tinha se envolvido em confusões no trânsito, mesmo estando diariamente dirigindo o táxi.

G1

Opinião dos leitores

    1. Para ter cometido um crime, certamente é eleitor do PT.
      Vide aqueles que mataram Celso Daniel que segundo comenta-se, não foi de risadas…

  1. "Um cidadão de bem" portando uma arma agora é um assassino que vai cumprir pena em um presídio "modelo" para poder voltar a sociedade. Estragou duas famílias, a dele e a da vítima.

    1. Fala merda pra cacete! Para se obter a posse, que não é porte, Jorigenes, é necessário passar numa prova de múltiplas respostas, no exame psicológico e no teste de tiro. Arma só na mão de bandido não é, petista?

    2. Sugiro uma terapia pra superar o passado, noto que o PT lhe deixou profundas mágoas
      Obs: não sou petista , apenas penso diferente de você…

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Política

O que pensa Carlos Bolsonaro, em 500 tuítes

Filho mais próximo do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro deflagrou a primeira crise no coração do Palácio do Planalto ao usar o Twitter para atacar Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. O comportamento, porém, não é exceção. O “pitbull” da família usa a rede social como uma metralhadora giratória. E não é repreendido pelo presidente por isso.

O Globo analisou 500 tuítes feitos por Carlos entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro e constatou que 72,2% das postagens feitas pelo parlamentar são ataques. O alvo preferencial é a imprensa, mas também sobram bordoadas para a esquerda e até mesmo para aliados, como Bebianno.

Pelo Twitter, vereador do Rio interfere até no governo federal. Levantamento feito em perfil de filho do presidente mostra que elogios representam somente 8,8%, e citações a atos do governo, 8,4%

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Da coluna Lauro Jardim (que o canil bolsonariano reputa como usina de fake news), sob o título "Sonhos de um pitbull", n'O Globo:
    – O indomesticável Carlos Bolsonaro pode muito, mas ainda não pode tudo no governo do pai. Recentemente, teve uma ideia aloprada: montar uma estrutura paralela de inteligência, com delegados e agentes da PF de sua confiança. O general Augusto Heleno, que, aliás, comanda a Abin, vetou a maluquice.
    – Uma semana antes de Carlos Bolsonaro dar uma de primeiro-ministro virtual e jogar Gustavo Bebiano no ventilador, o general Santos Cruz avisou a um amigo que chamaria os três herdeiros de Jair Bolsonaro para uma conversa séria. Nela, diria que eles deveriam se emendar de uma vez por todas, caso contrário, o pai não conseguiria governar.

  2. Esse é apenas um energumeno com vez e voz, o retrato de um governo despreparado e truculento 'a servico do capital financeiro e lacaio dos EUA.

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Política

‘Quando acabar vou dar satisfações’, diz Bebianno

O ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, disse neste sábado, 16, que “quando acabar” sua participação no governo, “se sentir vontade”, vai “dar satisfações”. A frase foi dita em resposta ao ser questionado sobre seu desafeto, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro, que deve ser demitido nesta segunda-feira, 18, passou o dia num hotel de Brasília. Bebianno não recebeu visitas ao longo do dia, mas, em conversas com pessoas próximas, deixou claras a frustração e a mágoa com Carlos Bolsonaro. O ministro desabafou que considerou uma covardia o fato de Jair Bolsonaro não ter tido coragem para demiti-lo e considerou inaceitável assumir um cargo em Itaipu, apesar do salário três vezes maior – pouco mais de R$ 1 milhão por ano. A amigos disse que não veio para o governo para ganhar dinheiro e que será leal até o último minuto em que permanecer ministro.

Nas conversas, Bebianno tem avisado que não cai sozinho, pois tanto a ala política, quanto a ala militar do governo, estão decididas a afastar Carlos da Presidência. Nos últimos dias o vereador tem sido mais comedidos nas redes sociais, compartilhando mensagens institucionais do governo e assuntos do Rio, como a venda da bebida em blocos de carnaval.

O ministro soube de parte das informações sobre sua demissão pela imprensa, na noite de sexta, o que o deixou chateado. Na madrugada deste sábado, publicou nas redes sociais um texto sobre lealdade e amizade. A jornalistas, afirmou que compartilhou porque “teve vontade” e que foi algo “conceitual”.

Também na fala à imprensa questionou o tratamento “diferenciado” em relação ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. No início do mês, Álvaro Antônio também foi alvo de suspeitas sobre o uso de candidaturas laranjas em Minas Gerais em 2018. Na época, o ministro do Turismo era presidente do Diretório Estadual. Ele foi mantido no cargo.

“Minha consciência está tranquila. Trata-se de bom senso, trata-se da lei, trata-se do estatuto do partido. Tanto é assim que, no caso do Marcelo Álvaro Antônio, por que eu não sou culpado, então?”, questionou, pois, segundo ele, os dois casos são semelhantes e só em um o culpam. Álvaro Antônio era presidente do PSL em Minas, no ano passado. No caso de Pernambuco, o presidente do diretório era o hoje deputado Luciano Bivar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Esporte

Maioria dos clubes da Série A descumpre normas de segurança em seus alojamentos

A tragédia que vitimou dez garotos em consequência do incêndio ocorrido no alojamento das categorias de base do Flamengo, há pouco mais de uma semana, no Rio de Janeiro, comoveu o Brasil por se tratarem de jovens entre 14 e 16 anos e chocou por mostrar que um dos clubes mais ricos do País alojava suas promessas em contêineres. Afinal, se no topo da pirâmide do futebol os meninos viviam em local cheio de irregularidades, o que esperar de times de estrutura mais modesta?

Levantamento feito pelo Estado junto aos órgãos competentes (prefeituras e Corpos de Bombeiros) constatou que o caso flamenguista pode não ter sido a exceção à regra: na verdade, dos 20 clubes que disputarão a Série A do Campeonato Brasileiro em 2019, a maioria (14) possui alguma pendência em seus centros de treinamento.

No Cruzeiro, por exemplo, outro gigante em termos técnicos e financeiros, os dois locais utilizados para treinamentos, chamados de Toca 1 e Toca 2, ainda “se encontram em processo de regularização, sendo o clube formalmente notificado da necessidade de regularização no prazo legal de 60 dias”, diz o Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais (CBMMG). Já a prefeitura de Belo Horizonte afirma ter notificado o clube para a obtenção dos alvarás de funcionamento. O Cruzeiro não se posicionou sobre o assunto. A assessoria de comunicação afirmou que trata da questão junto aos órgãos competentes.

O Grêmio, campeão da Copa Libertadores de 2017 e outra potência no País, foi notificado na quarta-feira pela prefeitura de Eldorado do Sul por não ter licença do município para o seu alojamento da base, localizado na cidade a 50 km de Porto Alegre

O clube alega que “existe um alvará de funcionamento válido deste local para a atividade hospedagem em nome do proprietário do prédio e locador para o Grêmio”. Também diz que protocolou uma nova solicitação de alvará, agora em seu nome.

Apenas seis clubes da elite estão em dia com as documentações necessárias para alojar e manter os atletas: Atlético-MG, Avaí, Bahia, Chapecoense, Internacional e São Paulo, sendo que este último possui uma ressalva. O CT da Barra Funda, utilizado pelo time principal, ainda tem pendente pedido de renovação da documentação, já que o local passou por reformas recentemente. A própria Prefeitura de São Paulo diz, porém, que “não foram observadas situações que pudessem ser caracterizadas como risco iminente”, durante inspeção realizada nesta semana pela Secretaria de Subprefeituras.

Mesmo assim, por precaução, na noite da última terça o elenco se concentrou para o jogo contra o Talleres-ARG no Centro de Formação de Atletas em Cotia, sede da base, que está regularizado. Tal decisão veio após a Prefeitura paulistana divulgar um comunicado oficial falando em “suspensão imediata de todos os alojamentos que não tivessem licença de funcionamento”.

Na manhã seguinte, representantes da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer se reuniram com os clubes para definir um cronograma de providências a serem tomadas. O Ministério Público de São Paulo também abriu investigação sobre a situação desses locais.

Os grandes clubes da capital passaram a tomar providências paliativas. O Palmeiras transferiu seus atletas da base para um hotel. Normalmente, o clube aluga imóveis residenciais para os garotos, a exemplo do que faz o Corinthians, que admitiu não ter o laudo de segurança específico do Corpo de Bombeiros para abrigar os adolescentes.

A Prefeitura deu 90 dias para os clubes se enquadrarem. Em nota enviada à reportagem, informou: “A ação da Prefeitura continuará, abrangendo a fiscalização para os clubes menores que também abrigam atletas em alojamentos, além de residências que servem de alojamento de atletas”.

De Norte a Sul

Tradicional celeiro de craques, o Santos possui dois alojamentos para a base: a Casa Meninos da Vila, um imóvel próximo ao clube utilizado pela categoria sub-20, e o próprio estádio da Vila Belmiro, onde ficam os jovens dos times sub-15 e sub-17. Este último, segundo informou à reportagem a prefeitura de Santos, “possui Auto de Vistoria de Segurança (AVS)”. Já a Casa, segundo o clube disse por nota, “encontra-se em processo de regularização junto ao Corpo de Bombeiros”.

Muitos clubes também se encontram nessa fase de regularização, como é o caso do Goiás. Já o CSA-AL, recém-promovido à Primeira Divisão, foi notificado pela Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs), “já que não apresentou o alvará de localização e funcionamento para o CT Gustavo Paiva”.

Estadão Conteúdo

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