Polícia

Lava Jato completa cinco anos com novo juiz, mudanças nas equipes de investigação e polêmica sobre fundo

A Operação Lava Jato completa cinco anos neste domingo (17) com novo juiz, mudanças na composição das equipes de investigação da Polícia Federal (PF) e a polêmica sobre a criação de um fundo com R$ 2,567 bilhões devolvido pela Petrobras devido a um acordo fechado com as autoridades norte-americanas.

Da deflagração da primeira fase, em uma segunda-feira de 2014, decorreram outras 59 etapas, 49 sentenças e mais de 150 condenados. Ao todo, R$ 13 bilhões são alvo de recuperação por meio de leniências, acordos e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).

Mudanças na Justiça

Depois de mais de quatro anos e meio como o juiz frente às ações penais da Lava Jato do Paraná, na primeira instância, Sérgio Moro pediu exoneração do cargo ao aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Desde a deflagração da operação, a 13ª Vara Criminal de Curitiba passou a julgar exclusivamente processos decorrentes da operação, mas permaneceu com aqueles que já tramitavam antes da Lava Jato.

De 2014 até deixar o cargo, Moro sentenciou 45 processos da operação. Entre os condenados pelo juiz federal, que teve sua imagem retratada em bonecos infláveis gigantes durante manifestações contra a corrupção, estão doleiros, ex-diretores da Petrobras, empresários ligados a grandes empreiteiras do país, ex-deputados federais e um ex-presidente da República.

Foi Moro quem condenou Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá. A sentença foi confirmada na segunda instância e levou o ex-presidente à prisão, em abril de 2018. Lula nega as acusações.

A juíza substituta Grabriela Hardt assumiu os processos da Lava Jato interinamente após o pedido de afastamento de Moro. A primeira sentença dela foi publicada três dias após o pedido de exoneração de Moro.

Entre as quatro sentenças de Hardt no período em que esteve frente à 13ª Vara Federal de Curitiba, está a que condenou Lula pela segunda vez na Lava Jato, no caso do sítio de Atibaia. O ex-presidente disse que é inocente e que vai recorrer.

Em resposta à sentença, as defesas, o MPF e a assistência de acusação pediram algumas alterações no texto. Um dos erros apontados foi o fato de a magistrada ter colocado, em um trecho do documento, o termo “apartamento” no lugar de “sítio”.

Em documento publicado 22 dias após a sentença, Hardt atribuiu o erro ao fato de ter usado, como “modelo” para a redação daquele trecho específico, o texto referente ao triplex do Guarujá.

“Acato apontamentos feitos pelas partes, corrigindo omissões e erros materiais, justificando-os pelo excesso de volume de trabalho durante o período de elaboração da sentença, boa parte do qual exigindo urgência desta magistrada em razão do número de investigados/réus presos em inquéritos e ações penais em tramitação, com a concomitante redução momentânea do número de servidores na unidade”, diz o documento.

Em 6 de março, o juiz federal Luiz Antônio Bonat assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba. Entre os 25 candidatos inscritos para o lugar de Moro frente aos processos da Lava Jato, Bonat, de 64 anos, era o que tinha mais tempo de magistratura – ingressou em 1993. Ele deixou a 21ª Vara Federal, também em Curitiba, especializada em casos da área previdenciária.

O magistrado herdou 41 processos criminais em andamento, 12 dos quais já passaram pela fase de instrução e aguardam a sentença.

Na primeira audiência da Lava Jato, um dia após ter assumido, Bonat ouviu os depoimentos do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Odebrecht Fernando Migliaccio e da auditora fiscal da Receita Federal do Brasil (RFB) Ana Paula Souza da Silva, na ação que apura superfaturamento na construção de uma sede da Petrobras em Salvador.

Outro nome que deixou Curitiba com Moro foi Flávia Maceno Blanco, que durante a Lava Jato o assessorou. Ela foi diretora de secretaria na 13ª Vara da Justiça Federal e, atualmente, é chefe de gabinete do ministro.

Mudanças na PF

A PF em Curitiba, onde três equipes atuam exclusivamente na Lava Jato, teve alterações significativas de pessoal neste ano. Ao menos cinco nomes deixaram a capital paranaense, a maioria rumo a Brasília:

– Igor Romário de Paula, que coordenava a Lava Jato, deixou a Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado para ser diretor de Combate ao Crime Organizado da PF.
– Roberval Ré Vicalci deixou o cargo de diretor-executivo da PF no Paraná para assumir o cargo de diretor de Administração e Logística Policial da PF.
– O chefe da perícia em Curitiba, Fábio Salvador, foi nomeado diretor Técnico-Científico da PF em Brasília.
– Já o delegado Felipe Hayashi assumiu um cargo do Governo do Paraná.
– Maurício Valeixo deixou a superintendência da PF no Paraná e assumiu como diretor-geral da PF.

No lugar de Valeixo, assumiu Luciano Flores, que já tinha atuado em fases importantes da Lava Jato e avalia como positivas as mudanças ocorridas na equipe. Em entrevista ao G1, Flores disse que espera chegar, em 2019, a 50 profissionais trabalhando exclusivamente na operação.

“Então, se nós conseguirmos atingir esse objetivo, de pessoas que têm perfil para isso, de formar entre oito a dez equipes policiais, nós chegaríamos a um número de 50 profissionais dedicados exclusivamente à Lava Jato em Curitiba. Esse seria um número ideal para que a gente pudesse dar vazão às nossas necessidades”, declarou.

Flores falou sobre a necessidade de realização de concursos públicos para a contratação de policiais e de agentes administrativos para atender a demanda da PF. Ele disse acreditar que o ministro da Justiça e da Segurança Pública Sérgio Moro, que atuou por mais de quatros anos como juiz da operação, tem conhecimento das carências da corporação.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para saber se há previsão de realização de concurso público para contratação de policiais e agentes administrativos e aguarda retorno.

Superintendente da PF do Paraná espera ter até 50 servidores atuando exclusivamente na Lava Jato em 2019: veja aqui a entrevista completa
A polêmica do fundo privado da Lava Jato
A força-tarefa da Lava Jato do MPF do Paraná se envolveu, recentemente, em uma polêmica sobre a criação de um fundo privado bilionário para gerir recursos recuperados na operação.

O projeto previa a constituição de uma fundação de direito privado para destinar parte dos recursos a iniciativas sociais, em áreas como saúde, educação e meio ambiente.

O primeiro passo foi dado em 25 de janeiro, quando a Justiça Federal homologou acordo entre MPF e Petrobras na qual a estatal se comprometeu a depositar US$ 682,56 milhões como restituição dos crimes identificados na Lava Jato. Em 30 de janeiro, a Petrobras depositou o equivalente em reais (R$ 2,567 bilhões) em conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba, que julga os casos da operação.

Desse valor, cerca de R$ 1,25 bilhão seria aplicado em um fundo patrimonial gerido por uma fundação independente e distribuídos os rendimentos para projetos de combate à corrupção e promoção da cidadania e da integridade.

G1

Opinião dos leitores

    1. Povo idiotas votando faz a festa dos malandros, pior é que defendem os malandros e não a si.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Boate pega fogo em Pau dos Ferros

Uma boate pegou fogo na madrugada deste sábado (16) em Pau dos Ferros, cidade do alto Oeste potiguar. A cozinha do Coliseu Pub House ficou destruída, mas não houve registro de feridos.

Acredita-se que o fogo tenha começado na cozinha, onde um botijão de gás teria explodido. Porém, o caso ainda está sendo investigado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o trabalho de combate às chamas durou cerca de 30 minutos. Ao perceber as chamas, funcionários e clientes deixaram o local rapidamente, e não houve registro de atendimentos ou socorro médico.

G1

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Extremista autor da matança na Nova Zelândia comparece a tribunal e é formalmente acusado

O extremista de extrema direita, autor do banho de sangue ocorrido na sexta-feira em duas mesquitas na Nova Zelândia – que matou 49 fiéis – foi apresentado neste sábado ante um tribunal na cidade de Christchurch, onde foi acusado de homicídio.

O australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, algemado, escutou impassível a leitura das acusações contra ele.

O militante de extrema-direita, ex-preparador físico, de vez em quando olhava para os integrantes da imprensa presentes no tribunal durante a breve audiência realizada a portas fechadas por razões de segurança.

Tarrant não pediu fiança e permanecerá na prisão até a próxima audiência, marcada para 5 de abril.

Do lado de fora do tribunal, foi possível ver agentes de elite fortemente armados em todos os pontos de acesso.

AFP

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Movimentos de direita organizam ato contra o STF neste domingo

Os movimentos de direita do Rio Grande do Norte vão voltar às ruas em Repúdio ao STF e em defesa da Operaçã o Lava Jato. Ato será realizado na tarde deste domingo (16), em várias cidades, e faz parte do movimento nacional #OSTFéUmaVergonha

Em Natal o ato está marcado para às 15h no cruzamento das avenidas Senador Salgado Filho e Bernardo Vieira, em frente ao Shopping Midway Mall.

Em Ceará Mirim, será na Praça de Vargos, as 15h, organizado pelo Movimento Força Popular.

O ato organizado pelo Movimento Brasil Livre, Força Democrática, Endireita Natal, Puro sangue, força popular e Grupo Radar-RN tem o objetivo de chamar atenção para os desmandos do Supremo Tribunal Federal e pressionar para que a decisão do Supremo seja mudada, apoiando o pacote anticrime do Ministro Sérgio Moro e a CPI da Lava Toga. Para Carlos Reny do Grupo Força Democrática “não podemos perder tudo que conquistamos até agora com a lava jato”

Opinião dos leitores

    1. Lula, o maior usuário de "laranjas", que não tem nada no nome dele, que não sabe de nada e está preso por corrupção e lavagem de dinheiro (usando os "laranjas")? Entendo tua lógica.

    1. Esse foi o que o PT nos deixou. Estamos iniciando a reconstrução. E vc é dos que torcem contra o Brasil pensando nas suas "boquinhas". Procura Fatão. Ela te arruma uma "boquinha" no estado. Se é que já não tem.

    1. Pode sim! Quem tem bandido de estimação são vcs da esquerda.

    2. Claro que pode. Mas estou certo que falar sobre "laranjas" não interessa aos esquerdopatas. Afinal, o guru e "chefe mor" dessa seita é o maior usuário dessa prática. A ponto de nada ter em seu nome. Tudo que utiliza é em nome de "amigos".

    3. Protesta lá em Curitiba, juntamente com o presidiário barbudo, petista vagabundo

    4. No mesmo local onde se protesta contra o Laranjal do PT e partidos associados.

    5. É complicado. Os bolsomimion protestarão contra a corrupção, mas não será possível protestar contra o laranjal bolsonarista. Nem Freud explica!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

[FOTO] Carrinho de coxinha explode no Alecrim

Um carrinho de coxinhas explodiu na manhã deste sábado (16) em frente ao Shopping 10, no Alecrim.

Pelas informações repassadas ao blog, a explosão foi provocada pelo botijão, que estava confinado dentro do carinho.

A dona do carrinho teve queimaduras e foi conduzida por populares para o Hospital Clóvis Sarinho.

Opinião dos leitores

  1. Acidentes acontecem, que a saúde seja restabelecida para a vítima e o resto é bola pra frente.

  2. O pessoal critica a falta de fiscalização, até aí, tudo bem. Mas se os fiscais apreendem um carrinho desses, não faltará quem reclame, dizendo que a prefeitura está perseguindo os pequenos comerciantes, etc.

  3. O alecrim virou terra de ninguém. Nem a Prefeitura, nem a Covisa, nem a Semsur, e nem o Ministério Público…..

  4. Aqui na feira da cidade da esperança é o que mais tem é botijão em bancas. Agora a presença da semsur nem vi e nem ouvir falar. Estão esperando explodir outro. É uma vergonha essa feira.

  5. Embora a semsur tenha em seu quadro excelentes servidores que compõem o quadro da fiscalização da secretaria, a semsur insiste em não valorizar esses servidores. Prova disso é a remuneração que é paga pela prefeitura no valor de R$ 725.00 a esses funcionários para fiscalizar todo o comércio formal e informal instalados nos logradouros públicos de Natal.

    1. Enquanto isso os cargos comissionados e terceirizados deitam e rolam com altos salários na folha de pagamento da prefeitura. A propósito a prefeitura poderia divulgar os valores pagos aos efetivos, comissionados e terceirizados. Topa, Álvaro Dias?

    2. Todo setor de fiscalização deveria ganhar bem pois quando não se corrompem, eles também não fiscalizam e a bagunça tá armada

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo quer que deputados deixem próprios nomes em lista de indicados

O governo quer que deputados deixem suas digitais nas indicações feitas para preenchimento dos cargos de segundo e terceiro escalões. A ideia é que os parlamentares assinem uma planilha, ao lado dos nomes de seus afilhados políticos, para que possam ser cobrados, caso eles venham a se envolver em alguma irregularidade após assumir o posto. A iniciativa, porém, não tem sido bem recebida pelo Congresso.

Deputados receberam de articuladores políticos do Palácio do Planalto, na última semana, a lista de cargos disponíveis para nomeações nos Estados. O governo vai preencher as vagas em troca do apoio à reforma da Previdência, considerada fundamental para o ajuste das contas públicas. Mas a exigência para que os políticos coloquem suas assinaturas nas indicações não agradou em nada aos congressistas.

Auxiliares do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, argumentam que os aliados também precisam arcar com o ônus de ser governo. Além de assumir a responsabilidade pelo apadrinhado, a assinatura também garante ao governo uma prova de que o deputado participa efetivamente de sua base de apoio e, portanto, poderá ser cobrado em votações de interesse do Executivo.

Coordenadores de bancadas de cinco Estados disseram que os deputados estão preferindo abrir mão das indicações caso tenham que se comprometer com a agenda do presidente Jair Bolsonaro. Há outra motivação menos nobre. A maioria dos cargos oferecidos não tem relevância. Os mais importantes estão fora da lista apresentada por interlocutores da Casa Civil.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

União terá dificuldade em pagar salários sem reforma da Previdência, aponta relatório

A União terá dificuldades em pagar os salários do funcionalismo a partir de 2020, caso a reforma da Previdência não seja aprovada. Sem as mudanças nas regras para aposentadoria, os gastos com saúde, educação e segurança ficarão comprometidos antes de 2023. As conclusões constam de relatório divulgado ontem (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

Segundo a secretaria, a não aprovação da reforma põe em risco a solvência do Estado. Isso porque o crescimento da dívida pública, prevista para encerrar 2019 entre 78,3% e 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos), vai disparar para 83,9% em 2020 e 102,3% em 2023, na falta de mudanças na Previdência.

De acordo com a nota técnica, o rombo da Previdência acumulado em 12 meses saltou de 1,3% do PIB em novembro de 2009 para 2,9% do PIB em novembro de 2018. As receitas da Previdência – contribuições que trabalhadores e patrões pagam para financiar os benefícios – ficaram relativamente estáveis, passando de 5,5% para 5,7% do PIB no mesmo período. As despesas, no entanto, saltaram de 6,8% para 8,5% do PIB. A comparação com o PIB minimiza os efeitos de crises econômicas sobre tanto sobre a arrecadação como as despesas.

O texto ressalta o descompasso entre a arrecadação e os gastos da Previdência Social. Embora a arrecadação tenha ficado estável pela falta de mudança de regras, as despesas têm aumentado ano a ano por causa do envelhecimento da população e do aumento da expectativa de vida, que demandam cada vez mais o pagamento de aposentadorias e de pensões.

Déficit primário

A Previdência, tanto dos servidores públicos como da iniciativa privada, foi, segundo o levantamento da SPE, a principal responsável pelo déficit primário do setor público – resultado negativo das contas de União, estados, municípios e estatais desconsiderando os juros da dívida pública. Em 2018, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 108,3 bilhões, equivalente a 1,6% do PIB. O rombo, no entanto, só não foi maior porque outros setores do governo – como o Tesouro Nacional e o Banco Central – registraram resultados positivos no ano passado.

A Previdência Social, que abrange os trabalhadores da iniciativa privada e das estatais que contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve déficit de R$ 195,2 bilhões (2,9% do PIB) em 2018. A previdência dos servidores federais registrou rombo de R$ 90,3 bilhões (1,3% do PIB). O resultado da previdência dos servidores estaduais e municipais ainda não foi consolidado, mas a SPE estima déficit de R$ 104,2 bilhões (1,5% do PIB)

Apesar da recessão em 2015 e 2016 e do crescimento da economia em torno de 1% em 2017 e 2018, a SPE argumenta que o descontrole dos gastos públicos, principalmente o dos benefícios com a Previdência Social, está na raiz da deterioração fiscal dos últimos anos.

Segundo o órgão, o problema é antigo e exige mudanças de regras e reformas estruturais. O levantamento ressaltou que as despesas não financeiras (que excluem juros da dívida, amortizações, encargos e despesas com concessão de empréstimos) saltaram 5,7 pontos percentuais do PIB entre 1997 e 2018, de 14% para 19,7% do PIB.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Aviso aos barnabés véi: não se aposentem não, principalmente se caírem no IPE falido, pois a telexfree das aposentadorias está desabando

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Participação da deputada Natália em ato do MST em Goiás repercute nas redes sociais

A deputada federal do Rio Grande do Norte Natalia Bonavides (PT) esteve essa semana em um ato do Movimento dos Sem Terra (MST) em Goiás.

Vários foram os comentários nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Elogios e críticas para todos os lados.

Alguns elogiaram a participação da deputada em defesa das reivindicações do MST e muitos questionaram a real necessidade dela no movimento, ainda mais fora do estado.

Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões.

Opinião dos leitores

  1. O PT passou quatorze anos, é esses bandidos do MST, Não foi suficiente para Eles terem suas terra, más todos nós sabíamos q essa quadriha Não vai para nunca com esses políticos q estão Aí.

  2. Porque não fazem esses movimentos de ROUBAR as terras dos outros , nos bens de Lula ou da sua família Deputada .
    É muita hipocrisia desses petralhas , querer das às coisas dos outros é mole e lindo , quero ver dar o seu , pegue seu salário deputa e der a esse pessoal que precisa. Tá certo que João de Deus é um safado , mas vocês já roubaram terras de outras pessoas de bem ! Pede Lula livre pra roubar mais dos outros junto com ele .
    Comunistas !!! Vai morar na Venezuela se quer que o Brasil vire um país comunista

  3. Votar em merda da nisso. Ela deputadazinha só vai fazer duas coisas como deputada: receber o ótimo salários + penduricalhos e gritar Lula Livre. E os problemas do RN, Ah deixa para lá.

  4. Pena que a PM não desceu o cacete nessa cambada de vagabundos do MST, pois lugar de baderneiros é atrás das grades. Essa deputadazinha tem e que fazer valer o dinheiro que o contribuinte lhe paga para trabalhar, se é que político trabalha, e não ficar no meio desses vagabundos fazendo baderna.

  5. Essa figurinha travessias de deputada, tá querendo arranjar umas terrinhas em Goiás, para aumentar ainda mais o seu patrimônio.

  6. Na minha opiniao comunismo e querer nivelar os salarios de todos por baixo.Preste atencao e deixem de serem otarios

  7. Gostaria muito que fossem lá na minha. Vão lá, lixos, demônios, satânicos. Estou no aguardo

  8. É muito fácil bancar a esquerdista tendo nascido em berço de ouro. Deveria ir morar na Venezuela ou Cuba e se adaptar aos regimes comunitas e sanguinários.

  9. Alguém tem que lutar pelas classes menos favorecidas! Neste caso não serão burgueses e nem capitalistas.

  10. Esperavam outra coisa? Elegeram, agora aguentem! A aventura tem dado certo para a deputada, inclusive no campo financeiro, dado o alto salário e as verbas de gabinete para contratações, além de outras regalias do cargo.

  11. -comunistazinha petralha,luta contra a familía,contra a doutrina cristã,luta contra o conservadoris mo dentro de nossos lares,aqui no interior do estado ano passado ela passava nos assentamentos prometendo tomar terras,principalmente no reduto dela tangará,são pedro,lagoa de velhos,são paulo do potengi,santa cruz,até agora os sem terras estão la abandonados!
    -promessa smais promessas,até agora os assentamentos iguatu em lagoa de velhos foi construido no governo fhc,barra de santo estevão também,lula so soube influenciar e prometer e nada fez pelo mst a não ser mandar invadir terras!
    -a moda do pt agora é doutrinar meninos e meninas para mudar de sexo com um novo linguajar secular,e doutrinar a professores de escolas tecnicas federais a ensinar a doutrina anti familia e ética,no ifrn de são paulo do potengi tem dois professores que namoram meninas de menores e nada faz a diretoria e a área psicologica da instituição vergonha pt isto é o quer!
    -o pt enquanto não ver uma família destruida eles não sossega mas a família cristã é maioria,vamos lutar pela família e pela paz e pelo ensino religioso e ético nas escolas como nos estados unidos e europa ensinar a religião e a cidadania que o pt destruiu!

  12. O fato é que ela foi eleita para representar o povo potiguar na Câmara Federal e o RN enfrenta grave crise financeira e tem muitos problemas a enfrentar e carências a suprir. E essa deputada deixou de lado suas atribuições e foi invadir fazendas em Goiás. Isso é um enorme absurdo. Pessoas "normais" deveriam ver isso com clareza. Mas o fanatismo, a demência dos esquerdopatas os impede de enxergar o óbvio.

  13. Terras improdutivas, ainda mais de um bandido como João de Deus, tem mais é que ser invadida pra o povo poder produzir mesmo.

    1. O que causa estranheza não só a mim, mas a boa parte da população é que não foi visto nem essa deputada, nem seus pares feministas em protesto pelos atos praticados por João de Deus não é. Estranho isso! E o lema das feministas não era "mexeu com uma mexeu com todas?". Mas para meter a mão nos bens do taradão elas não quiseram nem saber os crimes que ele cometera ??

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Silêncio de Dodge sobre críticas de ministros do STF a integrantes da Lava Jato incomoda procuradores federais

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O silêncio da procuradora-geral, Raquel Dodge, diante das críticas violentas feitas por ministros do STF a investigadores, na quinta (14), incomodou muito sua categoria – inclusive a ala que não concorda com atos da Lava Jato de Curitiba.

Nesta sexta (15), Dodge tentou responder ao pedir informações ao Supremo sobre o inquérito aberto por Toffoli para investigar notícias falsas e ameaças contra ministros. Não adiantou. Procuradores acharam que ela demorou a tomar atitude.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, nega que haja divisão no MPF sobre a nota dura que a entidade soltou contra a decisão de Dodge de questionar o fundo criado pela Lava Jato no STF.

“O instrumento usado foi tão mal recebido, tão desastrado, que mesmo colegas críticos à Lava Jato concordaram que era necessário repudiar a atitude da procuradora-geral”, diz Robalinho. Ele é visto como pré-candidato à cadeira que Dodge deixará em setembro.

Procuradores que não advogam nem por Dodge nem pela ANPR afirmam que o isolamento dela no MPF é, de fato, gritante.

Opinião dos leitores

  1. Foi a terceira na lista tríplice. Portanto, não representa a maioria dos membros da PRocuradoria da República.
    Atribuem a Napoleão Bonaparte célebre frase: " Quem sobe por meio de favores, deixa sempre um rastro de humilhação".

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Eleitos com discurso de mudança, governadores nomeiam parentes em série

Eleitos em 2018 com um discurso de mudança nas práticas políticas, novos governadores nomearam parentes próprios ou de aliados para cargos estratégicos em suas respectivas gestões.

Levantamento da Folha aponta que governadores deram cargos para mulheres, irmãs, cunhadas, primos, sobrinhos e até ex-mulher.

A maior parte dos casos não é considerado irregular pelo Supremo Tribunal Federal, que não considera nepotismo a indicação de parentes para cargos considerados políticos, caso de secretários de estado, por exemplo.

Em Roraima, o governador Antonio Denarium (PSL) nomeou duas cunhadas para o secretariado: Leila Perussolo assumiu a pasta da Educação e Tânia Soares de Souza é secretária do Trabalho e Bem Estar Social.

Em nota, o governador informou que as duas cunhadas são servidoras concursadas e foram nomeadas a partir de critérios de meritocracia.

Denarium ainda chegou a nomear sua irmã Vanda Garcia de Almeida e seu sobrinho Samuel Garcia de Oliveira par cargos de terceiro escalão na secretaria estadual de Cultura. Mas acabou sustando as nomeações diante à repercussão negativa. O caso poderia ser enquadrado como nepotismo, já que não eram cargos políticos.

O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL), deu cargos para a mulher e para a ex-mulher na máquina estadual.

A primeira-dama Luana Nunes foi nomeada secretária de Assistência e Desenvolvimento Social. Já a ex-mulher do governador Irani Marques de Albuquerque ganhou o cargo de diretora-adjunta em uma policlínica estadual.

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) nomeou dois primos para cargos no segundo e terceiro escalão.

O engenheiro Ênio Caiado foi nomeado presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras), enquanto o advogado Aderbal Ramos Caiado assumiu a Diretoria de Fiscalização e Monitoramento de Obras do mesmo órgão.

Pela legislação atual, as nomeações não são consideradas nepotismo: a legislação alcança parentes até o 3º grau e primos são enquadrados como parentesco colateral de 4º grau.

Caiado afirmou que os primos foram escolhidos pela competência, não pelo parentesco. E justificou as nomeações alegando que os primos sanearão a Agetop, que foi alvo de suspeitas de corrupção na gestão anterior.

“Após esse processo de assepsia, eles voltarão para as suas atividades particulares. E Goiás terá uma agência de obras pronta para desempenhar suas atividades com a lisura e com a transparência que o cidadão goiano espera e deve ter”, informou.

Outra parte dos governadores nomeou parentes de aliados políticos para cargos estratégicos. É o caso do governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB).

Ele nomeou a mulher do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), Ana Cláudia Vital do Rêgo, para comandar a secretaria de Desenvolvimento e Articulação Municipal.

Para comandar a Fundação Casa José Américo, principal museu sob responsabilidade do governo no estado, foi nomeada Viviane Coutinho, irmã do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), padrinho político de Azevêdo.

“São duas servidoras com vasta experiência profissional e passagem em cargos públicos de importância, capazes de contribuir com os avanços da gestão. E tão importante quanto: acreditam em nossa forma de governar”, justificou o governador.

De forma semelhante, o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), nomeou o filho do senador Márcio Bittar (MDB), João Paulo Bittar, para um cargo no Instituto de Assistência e Inclusão Social. O salário é de cerca de R$ 10 mil.

No Tocantins, o governador Mauro Carlesse (PHS) nomeou o advogado Rérison Antônio Castro Leite para comandar a Agência Estadual de Metrologia. Ele é filho do vice-governador Wanderley Barbosa (PHS).

Já o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), conforme revelado pela Folha, nomeou pelo menos oito parentes de membros do Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado.

Procurados, os governadores Gladson Cameli (AC), Coronel Marcos Rocha (RO) e Mauro Carlesse (TO) não se posicionaram sobre as nomeações.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Continuo a dizer que acho pouco. Enquanto a população do sair do marasmo esperando o outro tomar iniciativa, vai ficar do mesmo jeito. Eu sou uma pessoa muito otimista e confio que o "b"rasil vai melhorar bastante a partir do ano 2.200

    1. Mudança????? Só acredito após 2022. Esse governo nao tem uma só pessoa qualificada, essa é a realidade! Mas um Temer, só que bastante piorado.
      Nunca pensei sentir saudades de Temer.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PREVIDÊNCIA: Corrente da Câmara não acredita em poder de Maia para articular base para votação da reforma

Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Apesar dos acenos do presidente da Câmara Rodrigo Maia ao presidente da República Jair Bolsonaro em nome da reforma da Previdência, a avaliação corrente na Câmara é a de que, neste momento, nem o democrata é capaz de organizar a base do governo em pouco tempo. Falta o básico na articulação, dizem líderes de partidos de diversos matizes.

O Planalto não está alheio às críticas. Em reunião de ministros desta semana, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), deixou claro que o clima de insatisfação resiste.

Vitor Hugo explicou, segundo relatos de presentes, que não se trata de atender pedidos de cargos e emendas, mas de abrir alguma relação: receber deputados, ouvir demandas, sugestões, enfim, dar uma via de acesso à gestão, independentemente de nomeações.

Coluna Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Com receita menor, governo deve bloquear mais de R$ 10 bi do Orçamento

A equipe econômica se prepara para anunciar na próxima semana um bloqueio de recursos no orçamento que afetará diversas áreas do governo. A cifra final a ser apresentada ainda está em avaliação, mas a tendência é que o contingenciamento fique acima de R$ 10 bilhões, segundo duas fontes a par das conversas.

Os principais integrantes do Ministério da Economia já foram avisados de que o bloqueio será expressivo. O assunto está sendo tratado com o Palácio do Planalto, e a decisão final será tomada na semana que vem.

O bloqueio virá num ambiente já de forte contenção de gastos. O Orçamento aprovado prevê despesas totais de R$ 3,38 trilhões, mas somente R$ 155,8 bilhões restaram reservados para os investimentos públicos. Considerando que, dentro desse montante há quase R$ 120 bilhões correspondentes a estatais, o restante da administração pública ficou com somente R$ 36,2 bilhões para investimentos, o valor mais baixo definido em Orçamento desde 2004.

O contingenciamento de recursos é um expediente usado por governos para garantir o cumprimento da meta fiscal. Quando se identifica risco de estouro dessa meta, parte dos gastos previstos é congelada. O Orçamento aprovado para este ano prevê a possibilidade de um rombo de até R$ 139 bilhões.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu, durante a campanha de Jair Bolsonaro à presidência, que zeraria esse déficit em 2019, e ainda não recuou publicamente desse compromisso. Para alcançar a meta, ele conta com receitas extraordinárias, como a arrecadação do megaleilão do pré-sal, além de concessões federais.

Cientes da dificuldade de entregar até mesmo o buraco previsto no orçamento diante do ritmo lento da economia, integrantes da equipe econômica já antecipavam nos bastidores que seria necessário anunciar algum contingenciamento logo no início do ano.

Extra

Contra o governo, há uma frustração do lado das receitas. O recuo de 0,66% registrado na arrecadação em janeiro, seguindo tendência dos últimos meses de 2018, reforçou para a equipe econômica que o desafio na área fiscal será grande. Além disso, o governo não poderá contar com a receita da privatização da Eletrobrás. O processo renderia, no final, R$ 12,2 bilhões à União mas, como a privatização ficou para 2020, esses recursos serão cortados.

A favor do governo, há a perspectiva de receitas extraordinárias, como o bem-sucedido leilão de aeroportos realizado na sexta-feira, 15, no qual o governo arrecadou quase R$ 2,4 bilhões, valor bem acima do mínimo fixado. Não havia no orçamento uma previsão de receitas com concessão de aeroportos, o que dá à equipe econômica uma folga e pode fazer com que o contingenciamento não fique tão acima de R$ 10 bilhões. Marcado para outubro, o megaleilão de petróleo do pré-sal – que ainda depende de acordo entre o governo e a Petrobrás – também não está no Orçamento.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Renato Fernandes é destituído da presidência do PSC

Foto: Ivanízio Ramos

O empresário Renato Fernandes não é mais presidente do diretório estadual do PSC no Rio Grande do Norte. O presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Dias Pereira, esteve em Natal nesta sexta-feira (15) para realizar a destituição.

O Blog foi informado que a reunião que terminou com a destituição de Renato Fernandes teve um clima com ânimos exaltados. Alguns membros do diretório não concordaram com a saída do empresário do comando do partido.

Interinamente, sob o título de interventor, quem responderá pelo partido no Rio Grande do Norte é o deputado baiano Heber Santana, que preside a legenda na Bahia.

Existe a possibilidade de um atual deputado estadual do Rio Grande do Norte assumir o comando da legenda.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Davi Alcolumbre vê em CPI da Lava Toga uma janela para ‘crise entre Poderes’

Pessoas próximas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), têm dito que ele vê com reservas as tentativas reiteradas de uma ala da Casa de instalar uma CPI para investigar o Supremo. Em conversas nos últimos dias, o democrata reafirmou que não acha oportuno instar um “atrito entre os Poderes” e que “ninguém quer criar uma crise”. Há um trabalho para que, pela segunda vez, parlamentares que assinaram o requerimento pela criação da comissão retirem seus nomes da lista.

Há uma preocupação da cúpula do DEM com a pressão sobre Alcolumbre. Um dirigente do partido próximo ao presidente do Senado diz que ele deveria mudar o número de telefone. Motivo: a quantidade de mensagens enviadas por grupos que pedem impeachment de ministros do STF é enorme.

Alcolumbre encontra Dias Toffoli, presidente do STF, neste sábado (16), em almoço promovido pelo comandante da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Como mostrou o Painel na quinta (14), Jair Bolsonaro também irá. Interlocutores veem a reunião como oportunidade ímpar para um armistício.

Para Toffoli, o encontro deste sábado indica que os três Poderes estão “unidos no mesmo propósito: destravar o Brasil de suas amarras, permitindo as retomadas do desenvolvimento econômico e da geração de emprego”.

Coluna Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Quem não deve não teme!!
    O judiciário mais baixo a soberba é de regalias e nos tribunais o tráfico de influência assombra e revolta as condutas evidentes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Toffoli vê movimento para ‘assassinar reputações’

Um dia após anunciar a abertura de inquérito para investigar fake news, ofensas e ameaças dirigidas a integrantes do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Dias Toffoli, disse, nesta sexta-feira, 15, que a tecnologia voltada para destruir a honra será combatida a todo custo. Nos últimos dias, o Supremo foi alvo de novos ataques nas redes sociais e recebeu críticas até de procuradores da Lava Jato.

“Esse assassinato de reputações que acontece hoje nas mídias sociais, impulsionado por interesses escusos e financiado sabe-se lá por quem, deve ser apurado com veemência e punido no maior grau possível”, afirmou Toffoli ao Estado. “Isso está atingindo todas as instituições e é necessário evitar que se torne uma epidemia.”

O tema também fará parte do cardápio do almoço de hoje entre os chefes dos três Poderes. A ideia foi do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que convidou para o encontro o presidente Jair Bolsonaro, Toffoli e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de ministros.

O presidente do Supremo pretende reforçar ali sua proposta de um “pacto entre os poderes” para votar reformas consideradas fundamentais, como a da Previdência e a tributária. A escalada de agressões enviadas principalmente em correntes de WhatsApp e postagens no Twitter e Facebook preocupa a Corte em um momento de crescente tensão política. No Senado, um grupo articula a criação da “CPI da Lava Toga”, a fim de investigar possíveis excessos cometidos por tribunais superiores.

“Os ataques às instituições que vitimizam todos, incluindo a imprensa séria, são verdadeiros atentados ao estado democrático de direito”, insistiu Toffoli. “Judiciário independente e imprensa livre são as bases da democracia. Foi assim que os Estados Unidos foram construídos.” Para o ministro do Supremo Gilmar Mendes, as “milícias digitais” não são amadoras. “Precisamos melhorar o sistema de defesa a esses ataques industrializados”, comentou ele.

Uma das suspeitas que devem ser investigadas agora pela Corte é a possibilidade de haver um movimento internacional sustentando as agressões nas redes sociais, com o objetivo de desestabilizar o País. “Pode ser, eventualmente, uma hipótese para atender a indústria bélica, que há muitos anos não tem uma grande guerra como cliente”, argumentou Toffoli.

A ofensiva contra o Supremo recrudesceu às vésperas do julgamento que representou uma derrota para a força-tarefa da Lava Jato. Por 6 votos a 5, a Corte decidiu que crimes ligados à prática de caixa 2, como corrupção e lavagem de dinheiro, devem ser julgados na Justiça Eleitoral. A Procuradoria-Geral da República e os procuradores da Lava Jato queriam que as investigações ficassem a cargo da Justiça Federal.

Em um movimento lançado quase ao mesmo tempo em que aliados de Bolsonaro defendiam nas redes a reforma da Previdência, o STF foi alvo de todo tipo de xingamento. Mensagens pregando intervenção e fechamento da Corte, além da hashtag #atogacontraopovo, passaram a ser comuns, principalmente no WhatsApp.

Conduta

Sob sigilo, o inquérito determinado por Toffoli, que terá como relator o ministro Alexandre de Moraes, vai investigar até a conduta de procuradores da Lava Jato, como Deltan Dallagnol e Diogo Castor. Em vídeo postado na internet, Dallagnol conclamou a população a se posicionar contra qualquer decisão do Supremo que não fosse a defendida pela Lava Jato. Castor disse que estava em curso um “golpe” contra a operação de combate à corrupção no Brasil.

A investigação do STF é vista por procuradores como uma forma de intimidar o Ministério Público. Ainda nesta sexta-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou informações sobre o inquérito a Moraes. Na sua avaliação, o caso tem potencial para comprometer a imparcialidade do Judiciário, já que a função de investigar não faz parte da competência do Supremo.

“Os fatos ilícitos, por mais graves que sejam, devem ser processados segundo a Constituição”, afirmou ela. Toffoli rebateu e disse que, além de haver previsão regimental para abertura do inquérito, o Código de Processo Penal estabelece que toda investigação deve ser supervisionada por um juiz. O ministro lembrou, ainda, que na época das eleições a Polícia Federal instaurou procedimento para investigar a disseminação de fake news referentes a candidatos à Presidência. Na ocasião, o pedido para apurar a existência de um esquema empresarial para interferir na disputa foi feito pela própria Raquel. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também chegou a abrir processo sobre o assunto.

“Depois que foi aberto o inquérito, a propagação de notícias fraudulentas cessou. No segundo turno não houve mais nada”, observou Toffoli, para quem a investigação também tem caráter pedagógico. “Não dá para aceitar esse tipo de coisa. Além das instituições e da sociedade como um todo, ao fim e ao cabo é a população pobre que acaba sofrendo mais as consequências.”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Ele falou algo interessante.
    Sobre determinadas campanhas para "assassinar" reputações são financiadas por alguém.
    É o que ocorre todo dia contra Bolsonaro.
    Inclusive revistas com capas bem agressivas.
    O que há por trás disso?
    A tentativa de desestabilizar um governo que mal começou.

  2. Lembrar a este BOSTA que eles são funcionários públicos temporários muito bem pagos , pelos nossos impostos , e devem sim satisfações a sociedade Brasileira seus patrões !!!

  3. O STF deveria usar essa energia contra os corruptos do governo, seja, em qualquer esfera ou Poder, aí sim, quem sabe a sociedade veja o Supremo com outros olhos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Justiça aceita denúncia e acusados de matar Marielle viram réus

O sargento da Polícia Militar (PM) reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz se tornaram réus, acusados por duplo homicídio triplamente qualificado contra Marielle Franco e Anderson Gomes, tentativa de homicídio contra a assessora que sobreviveu e por crime de receptação. A denúncia do Ministério Público (MP) foi recebida nesta sexta-feira (15) pelo o juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri do Rio. A informação foi divulgada em nota pelo Tribunal de Justiça (TJ).

O magistrado também ordenou a transferência dos dois réus para um presídio federal e determinou ainda o arresto de todos os bens móveis e imóveis em seus nomes, até o limite dos valores requeridos a título de indenização pelo MP. A medida é necessária para assegurar o ressarcimento dos danos materiais e morais causados à sobrevivente e aos parentes dos mortos. Segundo a denúncia, a partir da quebra de dados telemáticos, teria sido descoberta nos documentos de Ronnie uma nota fiscal referente a uma lancha, com a suspeita de que o sargento reformado estaria tentado ocultar o patrimônio, utilizando-se de outra pessoa.

Além disso, segundo o TJ, Ronnie seria proprietário de diversas armas e dois automóveis, um deles no valor de R$ 150 mil. De acordo com as investigações, seu local de residência, em um condomínio luxuoso na Barra da Tijuca, seria incompatível com o salário de policial militar reformado.

A denúncia do MP informou ainda que há relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontando um depósito em dinheiro, na boca do caixa, de R$ 100 mil, na conta de Ronnie Lessa, no dia 9 de outubro de 2018. Ele foi filmado fazendo o depósito e as imagens fazem parte do processo.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

    1. Vergonha. São apenas suspeitos de matarem ´"bostriele". São vítimas da sociedade.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *