Política

Redes sociais norteiam atuação de parlamentares no Congresso

No Congresso Nacional, os celulares em punho são onipresentes: filmando discursos no plenário, registrando atos ou transmitindo ao vivo entrevistas à imprensa. As fotos e vídeos vão direto para as redes sociais dos parlamentares.

A prática, que já era comum, ficou ainda mais recorrente e ganhou outras proporções na atual legislatura – boa parte eleita mais com a ajuda das novas mídias e menos gastando sola de sapato nas tradicionais campanhas de rua.

Se no período eleitoral as redes foram fundamentais para os então candidatos, agora, elas se tornaram uma ferramenta de trabalho indispensável dos parlamentares, tanto para interagir com os eleitores como para prestar contas do mandato. Os seguidores estão na casa dos milhares e, às vezes, dos milhões.

Fazer enquetes sobre votações ou assuntos polêmicos virou algo corriqueiro. O caso mais emblemático foi o do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que decidiu em quem votaria para presidente do Senado após consultar os internautas.

Online

Até mesmo reuniões a portas fechadas vão parar nas redes sociais. Quando o presidente da República, Jair Bolsonaro, foi à Câmara levar a proposta de reforma da Previdência, foi recebido no gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A imprensa não teve o acesso liberado, mas tudo o que se passava lá dentro pôde ser acompanhado ao vivo pelas páginas de alguns deputados, como a do Capitão Augusto (PR-SP).

Ou quando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, se reuniu com parlamentares para apresentar o seu projeto anticrime, o encontro foi veiculado em tempo real nas redes de deputados da oposição.

Quinta deputada mais bem votada do Rio de Janeiro e famosa por ter 55 filhos (4 deles biológicos e os demais adotivos), a pastora e cantora gospel Flordelis (PSD-RJ) também é adepta das enquetes online.

“Estou fazendo enquete agora sobre a questão da Previdência para ouvir a opinião das pessoas. A cada semana, eu faço uma consulta sobre um item específico da reforma. Rede social é superimportante. Quem me elegeu foi o povo e preciso ouvi-lo. E a rede social acaba sendo uma comunicação direta”, explica.

Transparência

Uma das campeãs no Congresso em popularidade nas mídias digitais, Flordelis conta que faz transmissões ao vivo com frequência sobre coisas corriqueiras do dia a dia como parlamentar. “Quem está de fora não tem ideia de como funciona aqui”, diz.

Primeira mulher indígena eleita deputada federal, Joenia Wapichana (Rede-RR) também usa as redes para prestar contas aos eleitores.

“Divulgo o que ando fazendo no dia a dia. Coloco meus pronunciamentos, quem estou recebendo no meu gabinete, as propostas que apresentei. É uma forma de as pessoas também se manifestarem e saberem realmente se estou fazendo o que eu defendi que iria fazer”, explica.

A deputada Policial Katia Sastre (PR-SP) tem se dedicado para dar atenção aos seus seguidores nas redes, criadas um mês antes da eleição em outubro.

Policial militar, ela entrou para a política após ficar conhecida ao reagir a uma tentativa de assalto, quando estava de folga, na porta de uma escola em Suzano (Grande SP) e atirar no assaltante, que acabou morrendo.

A parlamentar afirma que, no início, chegou a contratar uma empresa para responder aos seus seguidores, mas que mudou de ideia em questão de dias.

“Falei: ‘Tira isso, pelo amor de deus’, porque não é aquilo. Eu não gosto que as pessoas recebam uma resposta que não é aquilo que eu responderia. Já que as pessoas votaram em mim, elas têm que saber o que realmente eu penso”, justifica.

Ela conta que responde a todas as mensagens, nem que “demore um pouquinho”. “Na maioria dos dias, depois que eu chego em casa e as crianças dormiram, eu pego o celular e respondo uma por uma. Geralmente, faço isso da noite para a madrugada. Às vezes, meu marido senta do lado e eu vou respondendo e ele vai me ajudando. Eu falo as respostas e ele digita, para dar conta”, diz.

Para o deputado Fred Costa (Patri-MG), que tem a proteção dos animais como principal bandeira, as redes sociais são fundamentais para a sua atuação parlamentar. Por meio delas, chegam várias denúncias de maus-tratos.

“As redes sociais têm sido uma quebra de paradigma na proteção de animais porque permite que os casos tenham eco nas casas legislativas”, afirma.

G1

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Judiciário

Aumenta julgamento de casos de violência contra a mulher, diz CNJ

Números divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, indicam que cresceu nos últimos dois anos o número de processos em andamento no Poder Judiciário de casos de feminicídio, violência contra mulher e adoção de medidas protetivas.

Segundo quadro elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, no ano passado, havia mais de 1 milhão de casos pendentes de violência doméstica, 13% a mais do que em 2016.

O número de casos em andamento sobre feminicídio – o assassinato de mulheres por homens em razão das relações de gênero – cresceu no mesmo período 34% e chegou, no ano passado, a 4.461 processos pendentes. Quanto à adoção de medidas protetivas por decisão judicial, o crescimento foi de 36% e chegou a mais de 339 mil ações determinadas.

Reclassificação de estatísticas
Os dados foram colhidos nos tribunais de Justiça de todos os estados. Apesar do maior volume indicado de casos no Judiciário, não é possível, por meio desses dados, mensurar incremento da violência contra a mulher, afirma a diretora do Departamento de Pesquisas Judiciárias, Gabriela de Azevedo Soares. “Esses números precisam ser vistos com cautela”, diz Gabriela. Para ela, esse crescimento pode indicar aumento de registros em conformidade com as diretrizes do CNJ ou mesmo uma reclassificação de informações e estatísticas já processadas.

A desembargadora Daldice Santana, conselheira do CNJ, reforça a necessidade de os tribunais tipificarem os crimes de homicídio de mulheres, por causa de conflitos de relacionamento, como feminicídio. “Antes tudo era discriminado como assassinato, e o feminicídio ficava escondido como assassinato”, ressalta Daldice, citando a mudança de qualificação determinada pela Lei nº 13.104/2015.

Caldo de cultura
Segundo a desembargadora, há na sociedade brasileira “um caldo de cultura onde o homem continua agindo como a mulher fosse coisa de sua posse”, e o Poder Judiciário é a última instituição de uma rede que pode agir para proteger as mulheres da violência. “Agora, temos que partir mais fortemente para a prevenção. Se não conseguirmos virar essa chave de cultura, fica difícil entrar nesse campo”. Daldice defende mais engajamento dos médicos que prestam socorro a vítimas de agressão, para que quebrem o sigilo sobre os atendimentos e relatem ocorrências suspeitas de violência doméstica.

“O sistema de saúde pode ajudar a mulher a romper o ciclo de violência”, afirma Daldice Santana, lembrando que é preciso alertar a rede protetiva antes que ocorram mortes brutais de mulheres. “O feminicídio é a ponta de uma espiral. O último recurso de violência cotidiana e de relacionamento abusivo”, alerta.

Esforço concentrado
Daldice Santana informou que, na próxima semana, os tribunais de Justiça de todo o país deverão fazer “um esforço concentrado” para analisar processos que envolvam qualquer tipo de violência, inclusive o feminicídio. O mutirão deverá ocorrer também nos meses de agosto, por causa do aniversário da Lei Maria da Penha, e em novembro, em razão do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25).

Nos últimos anos, o Conselho Nacional de Justiça tem adotado resoluções e orientado os tribunais em todo o país a atualizarem a análise de casos de violência contra a mulher. No ano passado, a Resolução nº 254 instituiu a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres pelo Poder Judiciário.

Há oito anos, o CNJ determina que os tribunais de Justiça mantenham coordenadorias estaduais das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar e, há mais de uma década, recomenda a criação de jJuizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Citando dados do Mapa da Violência (2015), a Organização das Nações Unidas (ONU) diz que o Brasil é o quinto país que mais registra feminicídios – 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres. A violência de gênero só é menor que em El Salvador (8,9 mortes a cada 100 mil), Colômbia (6,3), Guatemala (6,2) e Rússia (5,3).

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ultimamente a mulher tenta medir forças com os homens, nisso, ela leva uma enorme desvantagens, acho até que ela tem armas suficiente pra neutralizar os machos, é só saber usar. Essa coisa da sociedade incutir determinados comportamento a mulher, só levará ao crescimento de femininicídio, levando-se em conta que na hora da discussão, não vai existir polícia, Justiça, será a lei da força bruta, aí, a mulher leva uma enorme desvantagem, o que poderá custar até sua vida.

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Economia

‘Melhora do emprego depende de Previdência’, diz secretário

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Enquanto a economia brasileira segue em compasso de espera de olho nas chances de aprovação da reforma da Previdência, o desempenho do mercado de trabalho está diretamente atrelado ao sucesso da proposta. A avaliação é do secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, ele projetou um resultado positivo para o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2019, embora a criação de apenas 34.313 vagas com carteira assinada em janeiro tenha decepcionado analistas de mercado. O secretário também comentou os planos do governo em editar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir a liberdade sindical dos trabalhadores. Segundo ele, isso poderá levar a um processo de consolidação dos sindicatos, com o desaparecimento das entidades menos representativas.

O Caged de janeiro veio abaixo do esperado pelo mercado e muitos analistas já estão revisando a projeção para o PIB deste ano. Preocupa o resultado do mercado de trabalho em 2019?

Uma recuperação mais lenta da economia é claro que preocupa. Todos concordam que a intenção é que a economia entre nos eixos e que, com isso, o PIB volte a crescer, puxando o mercado de trabalho, que é a parte mais frágil de toda essa cadeia. Temos mais de 12 milhões de desempregados, e essa taxa de desemprego se mantém alta há muitos anos. O anseio de todos é que a economia se recupere, mas é preciso fazer um dever de casa para chegar lá. Estou falando da reforma da Previdência, que é a grande agenda econômica do País. Não adianta fazer nenhuma outra reforma sem colocar as finanças do País em ordem. Mas ela sozinha também não opera milagres. Ela precisa ser acompanhada de outras mudanças estruturais, seja no sistema tributário, seja na simplificação do trabalho.

A reforma da Previdência tem o tempo do Congresso, enquanto a economia segue em compasso de espera. Se a aprovação ficar para o segundo semestre ou para o fim do ano, terá impacto direto no Caged?

Enquanto a reforma da Previdência não for aprovada, é natural que as expectativas não se recuperem. Após o processo eleitoral, houve uma melhora acentuada das expectativas. Agora é a hora de pagar para ver, ou seja, de ver se aquelas expectativas se realizarão ou não. Claro que quanto mais demorar a discussão da Previdência, mais comprometido ficará o crescimento do PIB no ano. Mas há uma compreensão muito grande do Legislativo sobre a importância da reforma. A discussão vai ficar um pouco nos contornos da proposta. Ninguém imagina a não aprovação do centro da reforma.

Mesmo assim a expectativa é de um resultado positivo no Caged em 2019?

Isso, a expectativa é de Caged positivo. Ano passado foi de recuperação depois de dois ou três anos em que a economia mergulhou em um abismo bastante profundo. Naturalmente sair de uma situação recessiva como aquela nunca é muito fácil. Se já tivéssemos uma reforma da Previdência aprovada, a recuperação dos investimentos já teria acontecido e estaríamos em uma situação melhor.

O governo editou há alguns dias uma medida provisória para garantir o recolhimento apenas voluntário da contribuição sindical. Havia muito debate judicial sobre a questão?

A MP 873 não traz grandes novidades. Existem os bons e sérios sindicatos, e os maus sindicatos que acabam se aproveitando dos trabalhadores e do marco regulatório. Esses maus sindicatos viram uma brecha e passaram a restituir o imposto sindical via assembleias, que na maior parte das vezes não são representativas. Muitas empresas terminaram concordando porque era conveniente na hora de fechar acordos que fosse positivo para elas. Isso é ir totalmente contra o que o Congresso decidiu

A medida já provocou reclamações por parte dos sindicatos.

O chororô (dos sindicatos) é normal, só aí temos R$ 350 milhões em jogo. Quem atuava corretamente vai continuar recebendo os seus valores. Os sindicatos precisam se conscientizar que o Brasil mudou, o Estado paternalista acabou. Os sindicatos que não representam seus trabalhadores com transparência e não obtêm bons resultados tendem a perder importância. É possível que haja inclusive uma consolidação dos sindicatos e isso é positivo. Ter 17.500 sindicatos não é razoável em lugar nenhum do mundo. Normalmente, os países têm algumas dezenas de sindicatos, no máximo uma centena.

A carteira de trabalho verde e amarela foi promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, mas não há ainda uma clareza sobre ela. Houve até certa expectativa de que ela viesse com a Previdência, mas vai ficar para um segundo ou terceiro momento. O que já pode ser dito sobre essa carteira?

A carteira verde e amarela foi bastante comentada durante a eleição. O ministro Paulo Guedes gosta de oferecer uma visão de mundo diferente. A reforma da Previdência e a modernização trabalhista são maneiras de se otimizar o sistema atual. Mas Guedes não se satisfaz com isso, ele tenta mudar a realidade. Na Previdência, seria o regime de capitalização e na trabalhista a carteira verde e amarela.

As duas propostas então seriam enviadas juntas ao Congresso?

Não sei. Acho que não. Elas não vêm em um documento só. Claro que não há como pensar Previdência sem trabalho. Mas a carteira verde e amarela é um assunto que precisa ser pensado com cuidado ainda. Uma mudança estrutural como essa não é fácil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. e a reforma trabalhista não ia gerar milhões de empregos,para fechar o caixão vem a reforma da previdencia.

  2. O rapazinho aí do time do banqueiro Oaulo Guedes querendo tirar do povo para enriquecer o mercado financeiro.

  3. Mais é isso o que eles "políticos" têm certeza que somos, ou seja, meros imbecis, essa inércia por parte do povo só leva a isso. Deixei faz tempo de acreditar nessa porcaria de país. Pena que não posso fazer nada.

  4. Palhaçada botar culpa na previdência para a crise
    A culpa é da má gestão e roubalheira dos políticos e gestores públicos

  5. Essa mesma conversa fiada o governo de Temer dizia pra fazer a reforma trabalhista e até agora ninguém viu esses milhões de empregos que deveriam ser criados. Esse alarmismo falso só engana bestas desinformados. Essa crise vai passar como outras crises passaram. De tempos em tempos surge uma crise em ciclos, às vezes pela conjuntura interna ou pela influência econômica externa. Se é uma exigência do mercado e dos investidores que digam a verdade e deixem de ludibriar o povo com argumentos falsos. Fala-se se em combater privilégios onde os parlamentares são os verdadeiros privilegiados com todo tipo de vantagem e benefícios e Bolsonaro foi depurato federal por 28 anos e nunca abriu mão da mamata.

    1. tratam a todos como idiotas. Não faz muito tempo que calhordas saíram emprenhando a mente das pessoas dizendo que o emprego voltaria com a reforma trabalhista. Perdemos direitos e o desemprego continua em alta, o que cresceu foi o subemprego e a pobreza. Pouco tempo depois, com a ajuda ($), a midia e os mesmos calhordas usam o mesmo discursos pra nós pho…

  6. A reforma trabalhista também iria melhorar os empregos e o resultado foi o contrário. Conta outra menino!

    1. É verdade: prometeram após a reforma TRABALHISTA, que seria 2 MILHÕES de EMPREGOS direto e ñ chegou 500 mil, está reforma da PREVIDÊNCIA, literalmente deixa os pobres na miséria.

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Polícia

Polícia Federal vai investigar ‘laranjas’ em Pernambuco

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) autorizou a Polícia Federal a investigar suposto esquema de irregularidades na aplicação do fundo eleitoral do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no Estado durante a campanha de 2018. O inquérito deve ser aberto nos próximos dias, diz a PF.

A autorização foi concedida após a divulgação, pela Folha de S. Paulo, de que a secretária do PSL no Estado, Maria de Lourdes Paixão, recebeu R$ 400 mil de verba pública eleitoral para sua candidatura a deputado federal – quando teve apenas 247 votos. O valor, a terceira maior cota do fundo eleitoral do partido -, maior até do que a recebida por Bolsonaro – foi depositado a poucos dias da votação para pagar a impressão de santinhos e adesivos em uma gráfica.

Maria de Lourdes já prestou depoimento, mas, segundo o delegado Roberto Carvalho, que vai comandar o inquérito, ela pode ser chamada para prestar novos esclarecimentos. O advogado Ademar Rigueira, que defende Maria de Lourdes, disse que “tudo já foi esclarecido em depoimento”. “Assim que for instaurado o inquérito, vamos fornecer tudo que for preciso para encerrar isso o mais rápido possível”, disse. Procurado, o presidente nacional do PSL, o deputado Luciano Bivar, não respondeu às ligações da reportagem até a noite de sexta-feira, 8. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Economia

Faltam 48 votos para a Previdência, contabiliza Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que falta garantir mais 48 votos para a aprovação do projeto de reforma da Previdência na Câmara. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que será publicada na íntegra na edição de amanhã, o ministro informou que o mapeamento do governo indica que 160 deputados já declararam publicamente apoio à mudança nas regras de aposentadoria. Outros 100, segundo ele, já indicaram ao Palácio do Planalto que votarão a favor da reforma.

A informação do ministro, publicada no Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, na tarde de ontem, teve efeito imediato na Bolsa. O Ibovespa, que operava em leve alta, acelerou o ritmo e fechou a 1,09%, aos 95.364 pontos. Questionado no final da tarde sobre a questão dos votos, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse não ter conhecimento sobre o mapeamento dos votos.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse, por sua vez, que não é possível garantir que faltam 48 votos para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara. “A base ainda está sendo construída, não dá para cravar número de votos”, afimrou após reunião com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

A parlamentar disse que será necessário fazer um desenho do que é possível ser alterado na proposta de acordo com as demandas dos parlamentares dentro da perspectiva da equipe econômica. “Não dá para sair cravando, não.” Joice também afirmou que nenhuma mudança no texto foi definida até o momento. “A gente tem de ver o que dá para mexer, ou não tem Previdência nova.”

Guedes advertiu também que promover mudanças na reforma da Previdência de modo a reduzir a economia prevista para menos de R$ 1 trilhão em dez anos é “assaltar as gerações futuras”, e condicionou qualquer alteração no texto a compensações. O ministro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “fará sua parte” para garantir a aprovação da reforma ainda neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Acorda povo brasileiro. Esse bobinho aí da foto quer acabar com sua aposentadoria. Ele não passa de um banqueiro querendo roubar as contribuições do trabalhador e o direito a aposentadoria.

  2. Lobo tomando conta das ovelhas!
    Sócio de banco vai querer o quê?
    vender previdência para quem pode pagar, quem não pode, vai morrer mesmo

  3. Nos que temos um pouco mais de cultura e nosso dever defender que essa mudança não vai mexer com os pobres e sim com políticos juízes e funcionários de alto escalão que só poderão se aposentar com a maximo de 5.900,00 (arredondado) e não com 33.000,00 como eles eram aposentados que não vão poder ter mais que uma aposentadoria
    Essa é a reforma

    1. Como é: não vai mexer com os mais pobres? Vc não leu nada pelo visto. Aposentadoria de 400 Reais com integralidade aos 70 anos. As mulheres e os trabalhadores rurais serão os mais prejudicados. Enriquecimento de bancos… veja como está o Chile! Essa cultura sua aí, quero não viu! Ainda em tempo de ler e se informar para não passar vergonha.

    2. Não seja imbecil. Vc acredita mesmo que os beneficiários dos privilégios irão votar para mudar porque são patriotas ou porque o Bozo – que tanto mamou e hoje recebe aposentadoria gorda desde seus 30 anos – está pedindo? Tenha santa paciência. Você merece mesmo que a reforma passe e não venha depois chorar. Mas se vc TB já é aposentado ou já tem as condições lembre-se que seus filhos ainda não têm. No fim , só querem aumentar a carga tributária da sociedade para que seus privilégios continuem.

  4. Bando de loucos sanguinários querem acabar com a previdência criando restrições e cortes para as mulheres e os mais pobres, enquanto mantém os ricos no topo sem ter perdas significativas.
    Vamos acordar enquanto é tempo meu povo.

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Judiciário

Juiz insinua que redução dos índices de violência no RN é fruto de acordo entre facções criminosas

O Rio Grande do Norte vem registrando queda nos índices de homicídios nos últimos meses. Os índices positivos são comemorados pelo Governo do Estado, mas também se tornaram objeto de desconfiança de autoridades como o juiz de execuções penais Henrique Baltazar.

No Twitter ele demonstrou desconfiança de que exista um acordo entre facções. “Espero que a redução dos homicídios no RN decorra do controle do sistema prisional e combate feito pelo Gaeco-MP aos grupos de extermínio em fins de 2018. Mais PMs nas ruas reduz outros crimes, mas tem pouca influência nas CVLIs e não resultado de acordo entre facções criminosas”, avaliou.

Experiente, Baltazar conhece bem o assunto. A equipe da governadora Fátima Bezerra (PT) não comentou o assunto.

Blog do Barreto

Opinião dos leitores

  1. Não esqueçamos que o presídio Federal veio para o RN, por intermédio dessa governadora reeira que é macomunada com as facções e bandidos criminosos e que ela não vai fazer nada pela segurança do RN. Já mexeu até no orçamento da segurança fazendo contigência! Governadora sem credibilidade. Mais uma para acabar com o RN.

    1. Eita que aqui está cheio de viúvos e viúvas das oligarquias que deixaram o estado do RN falido! Que mamaram décadas e décadas e nada fizeram a não ser ficarem milionários! É para aqueles que reclamam que o presídio federal de Mossoró foi uma pessima ideia! Pergunte a um funcionário desse mesmo presídio, um mossoroense, que pena por emprego, se ele quer que mudem o presídio de lugar? Aqueles que criticam, são os mesmo que aceitam e engolem as laranjas do atual governo federal

  2. Não vejo redução de violência… Trabalho em Petrópolis e diante de meus olhos vejo todos os dias pessoas assaltadas e sequestradas, clínicas e comércios sofrendo arrastões… Ou seja… ESTÁ MUITO PIOR!

    1. Com certeza voce não conhece o Juiz Henrique Baltazar, tampouco seu trabalho.

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Política

PSL de Minas recorreu até ao TSE para tentar validar candidatura apontada como laranja

O PSL de Minas Gerais, então sob o comando de Marcelo Álvaro Antônio, recorreu até ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar validar a candidatura de Zuleide de Oliveira, que hoje acusa o ministro do Turismo de tê-la usado como laranja nas eleições de 2018.

Como mostrou reportagem da Folha, Zuleide diz que foi convidada diretamente pelo ministro para disputar uma vaga de deputada estadual —com o compromisso de devolver à sigla parte do dinheiro que receberia do fundo eleitoral—, mas teve o pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça devido a uma condenação em 2016 por uma briga com outra mulher.

À Folha o ministro afirmou que ela omitiu da sigla que tinha condenação e que o partido depois respeitou a decisão da Justiça, jamais repassando dinheiro público da sigla para Zuleide.

Documentos e mensagens obtidos pela Folha mostram um cenário diverso —um esforço jurídico para manter a candidatura da laranja.

O advogado do partido, Leonardo Aureliano Monteiro de Andrade, o mesmo que atuou para Álvaro Antônio, assinou dois recursos ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e, como não teve sucesso, ingressou no TSE.

Em 2 de agosto de 2018, ou seja, mais de dez dias antes do registro da candidatura, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais emitiu certidão atestando condenação transitada em julgado contra Zuleide, o que inviabilizava sua candidatura.

A certidão foi tirada por Rodrigo Brito, então assessor de Álvaro Antônio, conforme áudio enviado por ele a Zuleide, e ao qual a Folha teve acesso.

“Zuleide, boa noite, amiga, todas as suas certidões eu tirei, ok? Todas as certidões estão certas. Faltam só os documentos, o RRC [requerimento de registro de candidatura], sua foto pra urna, declaração de bens, diploma de escola, CPF, identidade e título de eleitor. Esses documentos todos separados. Só falta isso pra registrar você. Obrigado, amiga.”

Mesmo assim, o partido registrou a candidatura no dia 14 de agosto, véspera do prazo. Ela também enviou email para o PSL em 22 de agosto com a íntegra da sentença que a condenou —contrariando a versão do hoje ministro.

No dia 19 daquele mês, o procurador-regional Eleitoral de Minas Gerais, Angelo Giardini de Oliveira, impugnou (contestou) a candidatura.

“Zuleide Aparecida de Oliveira foi condenada em sentença penal condenatória transitada em julgado, no bojo dos autos n. 0011848-29.2014.8.13.0592, estando atualmente em cumprimento de pena, conforme destacado na certidão criminal positiva juntada ao feito, o que leva à suspensão automática dos direitos políticos”, escreveu, acrescentando: “Apenas com o cumprimento ou extinção da pena, conforme reconhecido em decisão da Justiça Comum, é que o condenado retoma seus direitos políticos e volta a ser elegível, consoante o entendimento do TSE.”

Apesar de jurisprudência nesse sentido, o advogado do PSL contestou a impugnação.

No dia 28 de agosto, o juiz eleitoral Nicolau Lupianhes indeferiu o pedido de registro de candidatura. “É imperioso destacar que não foi apresentada certidão criminal narrativa e de trânsito em julgado do Processo procedente do Juízo Criminal da Comarca de Santa Rita de Caldas [cidade onde mora Zuleide], responsável pela execução criminal. A informação do órgão técnico certifica a ausência de quitação eleitoral, restando a suspensão de direitos políticos por condenação criminal até a presente data.”

O PSL de Minas, então apresentou dois recursos ao TRE —embargos de declaração e agravo—, tendo, ambos, sido negados.

Em 27 de setembro, ou seja, a poucos dias das eleições, o PSL recorreu ao TSE, órgão máximo da Justiça Eleitoral no país, apresentando jurisprudência dos anos 90 do Tribunal Regional Eleitoral segundo a qual a suspensão condicional da pena também suspende os efeitos da inelegibilidade.

Como o caso só foi julgado pelo TSE após as eleições, Zuleide concorreu no dia 7 de outubro, mas os votos dados a ela forma considerados nulos e não divulgados pela Justiça Eleitoral.

Em 26 de outubro, o ministro Og Fernandes, do TSE, negou o recurso sob o argumento de que a jurisprudência do TSE é clara no sentido de que a suspensão condicional da pena mantém a inelegibilidade.

Em nota, o ministério do Turismo disse que o então assessor de Álvaro Antônio “errou ao levantar a documentação da pretensa candidata” e que email e áudio confirmam que Zuleide não informou que era ficha-suja ao partido.

Sobre continuar brigando pela candidatura, a assessoria informou que a atuação do advogado é “absolutamente legítima”.

“A decisão pela inelegibilidade de uma candidatura é de competência exclusiva da Justiça Eleitoral, não do partido, e a defesa judicial do candidato até a última instância é absolutamente legítima”, disse.

“O escritório do Dr. Leonardo presta serviços ao PSL-MG e atuou em quase todos os 179 processos de registro de candidatura do partido. O ministro reafirma que o partido não repassou nenhum recurso para a candidata.”

Desde o dia 4 de fevereiro a Folha tem publicado reportagens mostrando a existência de um esquema de candidaturas de laranjas pelo PSL de Minas, com uso de verba pública. O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.​

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. É uma mentira atras da outra, e ainda tem muita gente que ainda não se tocou que "quem mente rouba"?
    O pai da mentira é o Diabo e essa família Bolsonaro e sua equipe de ministros despreparados, mentem o tempo todo descaradamente, sendo obrigados a toda hora fazerem desmentidos.
    Que vergonha!
    Que decepção!
    Se arrependimento matasse…

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Polícia

Laudo do Itep revela que jovem encontrada morta no carnaval de Caicó foi estrangulada com tortura

A jovem Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos, que foi encontrada morta dentro de um carro na sede de um bloco durante o carnaval de Caicó foi estrangulada. A informação foi divulgada pela jornalista Roberta Trindade, da TV Tropical.

As primeiras informações colhidas com testemunhas apontavam para um possível infarto como sendo causa da morte, mas o laudo do Instituto Técnico-científico de Perícia (Itep) confirmaram o assassinato.

De acordo com a jornalista, no laudo constam as informações de que a morte foi provocada por asfixia mecânica, estrangulamento por meio de tortura, de uma forma cruel.

O laudo foi entregue durante a semana ao delegado de Caicó, Leonardo Germano, e seria divulgado em uma coletiva para a imprensa, mas para evitar atrapalhar as investigações, o documento foi entregue diretamente para a Polícia Civil sem revelar detalhes do conteúdo.

Vídeo da jornalista Roberta Trindade

Opinião dos leitores

  1. BG
    Como é que se assassina uma jovem como esta e outras tantas, o ser humano chegou no fundo do poço. Temos recriar o código de AMURABE, matou será morto e fim de papo.

  2. *Pedido da Família Enlutada!*

    Entendemos que o caso da nossa Zairinha chocou e impactou a todos, mas queremos esclarecer que parte das notícias divulgadas em muitos blogs são *FALSAS.* Então, toda a família ainda espera ansiosa pelo encerramento desse caso, no qual a Polícia Civil está trabalhando minuciosamente. *Logo, pedimos que não repassem estas falsas informações e, por respeito a nossa dor, aguardem a conclusão das investigações realizadas pela Polícia Civil.*

    *[Família de Zaira Cruz]*

  3. Não sou policial nem investigador, mas desde o primeiro momento que soube das circunstâncias em que ocorreu a morte dessa moça suspeitei que estava com aparência de um homicídio por estrangulamento.

  4. A cada dia encontramos mais erros de grafia nas postagens do Blog . Nessa postagem, escreveram “tortuna” em vez de tortura e “lauto” em vez de laudo! Hora de chamar a atenção do revisor!

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Economia

Governo Federal prepara projeto para cobrar dívida com INSS

O governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende encaminhar “nos próximos dias” projeto de lei que aperfeiçoa a cobrança da dívida ativa da União, afirmou o secretário da Previdência, Leonardo Rolim, nesta sexta-feira (8).

Em palestra para o setor de previdência complementar e regimes próprios de Previdência, Rolim disse que “o foco é atacar os devedores, mas há muito mito sobre essa dívida”.

Segundo Rolim, dos R$ 500 bilhões de dívida com a Previdência, há cerca de R$ 160 bilhões recuperáveis, mais cerca de R$ 60 bilhões já foram parcelados e estão sendo pagos.

Restam cerca de R$ 100 bilhões, que serão alvo desse projeto do governo.

Rolim ressaltou, porém, que embora a cobrança seja um dos pilares da reforma Previdência, ela não é suficiente para conter o rombo do sistema previdenciário brasileiro.

“Mesmo que toda a dívida fosse recuperável, não daria para cobrir nem dois anos de déficit, que já chega perto dos R$ 300 bilhões”, afirmou o secretário.

A conta inclui tanto o regime geral quanto o regime próprio da União e os benefícios assistenciais.

O secretário afirmou também que não há previsão de novos parcelamentos especiais para os devedores e que programas de Refis serão limitados a 60 meses.

O governo quer usar a cobrança da dívida como um exemplo de que a reforme combate privilégios e promove a igualdade.

A intenção da equipe econômica com as mudanças nas aposentadorias e pensões é economizar R$ 1,1 trilhão em dez anos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Esse governo não tem credibilidade alguma. Tá mentindo descaradamente pra aprovar a reforma q acaba com as aposentadorias do trabalhador brasileiro.

  2. Os vermes PTralhas ficaram 13 anos no poder e NÃO FORAM MACHOS PARA FAZEREM ESSA COBRANÇA

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Polícia

OAS mantinha esquema de ‘caixa 3’ em campanhas, segundo delatores

A empreiteira OAS usava como laranjas suas empresas prestadoras de serviço para disfarçar doações em campanhas eleitorais, segundo executivos do grupo que hoje são delatores.

A construtora orientou fornecedoras de suas obras a fazer doações oficiais nas campanhas de 2010 e 2014, à época legalizadas, para partidos ou candidaturas de seu interesse e compensava esses valores com contratos superfaturados em suas construções.

Com isso, evitava que seu nome fosse associado a determinados candidatos e ficava livre para ultrapassar limites de repasses impostos pela lei eleitoral vigente naquelas eleições –que proibiam uma companhia de doar mais de 2% de seu faturamento bruto.

Essa prática ganhou o apelido de “caixa três” na delação da Odebrecht, que usou mecanismo parecido em eleições pré-Lava Jato. A Odebrecht delatou em 2016 um acordo com a dona da marca de cerveja Itaipava, que custeava campanhas eleitorais a seu mando e, em troca, recebia desconto na construção de fábricas.

No caso da OAS, dizem delatores, os laranjas eram empresas de engenharia menores que atuavam em suas obras em áreas como terraplenagem e instalações hidráulicas.

Os depoimentos não trazem detalhes dos políticos beneficiários dessa prática.

Mas, nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral de 2010 até 2014, ao menos 13 das firmas mencionadas somaram repasses oficiais de R$ 5 milhões para 40 candidatos e pelo menos três direções partidárias.

Entre essas candidaturas, de 12 partidos, há nomes de expressão nacional, como o atual ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que recebeu doação de R$ 50 mil da empresa Arcoenge em 2010, o hoje prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), e os ex-governadores Sérgio Cabral (MDB) e Tarso Genro (PT).

Em depoimentos, os delatores apelidam a prática de “bônus eleitorais de terceiros”. A alternativa foi gestada em 2010, segundo o delator José Ricardo Nogueira Breghirolli, que diz que naquela época a demanda por recursos de caixa dois era crescente.

De acordo com o executivo, a empreiteira baiana usava a “capacidade de doação eleitoral dos seus fornecedores” para fazer contribuição que “não podia mais fazer por ter estourado o limite de doação ou porque não queria aparecer como doadora”.

Os delatores disseram que uma das principais medidas de lavagem de dinheiro da empresa era superestimar os valores de contratos com empresas fornecedoras, que aceitavam devolver as quantias excedentes à empreiteira, que então fazia pagamentos a políticos ou funcionários públicos. No caso das doações, em vez da devolução, os fornecedores aceitavam com esses valores bancar despesas de campanha.

“Tais empresas tinham como vantagem uma prioridade em contratações [pela OAS], bem como para receber seus pagamentos referentes aos serviços efetivamente executados”, disse Breghirolli.

A deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP) recebeu em 2010 R$ 800 mil de firmas (Singulare e Selten) mencionadas pelos delatores da OAS.

Nas contas partidárias do PSC (Partido Social Cristão) em 2013, constam contribuições de três das firmas mencionadas nos depoimentos da delação, que totalizam R$ 750 mil. São elas: Terraplenagem Modolo, Kingstone Construtora e Bertini Comércio.

A Modolo foi incluída na lista de credores da OAS em processo de recuperação judicial e, em seu site, afirma que participou de projetos da empreiteira no aeroporto de Guarulhos e no Rodoanel, ambos em São Paulo.

Um dos delatores da empreiteira, Ramilton Machado Lima Junior, disse que na eleição de 2014, realizada já sob o efeito da Lava Jato, havia grande dificuldade de recursos e o então vice-presidente da OAS, César Mata Pires Filho, herdeiro do grupo, “determinou que fosse feito o máximo possível em geração de caixa dois para doação com bônus de terceiro”.

Um outro tipo de ação da empreiteira em campanhas eleitorais envolvendo seus fornecedores foi apelidada pelos delatores de “ponta a ponta”. Nesse modelo, as firmas, a mando da OAS, aceitavam bancar despesas de candidatos com gráficas, advogados e pesquisas eleitorais ou de marketing.

Nesse caso, as contribuições não eram informadas à Justiça Eleitoral, configurando caixa dois convencional. Os depoimentos, porém, não detalham casos específicos.

Esses relatos foram feitos por um grupo de executivos de um setor da empreiteira conhecido como “Controladoria”, responsável por pagamentos ilícitos do grupo. Os delatores fazem acusações contra o próprio alto escalão da construtora, que até agora não tem acordo de delação homologado na Justiça.

OUTRO LADO
Procurada pela reportagem para comentar as declarações dos delatores, a empreiteira OAS afirmou apenas que os depoimentos são de “ex-executivos” e que hoje o grupo “conta com uma nova gestão e tem contribuído com a Justiça, prestando todos os esclarecimentos que se façam necessários”.

“O objetivo da nova gestão é concluir os acordos de leniência e seguir com os negócios de forma ética, transparente e íntegra.”

A Folha procurou o prefeito Marcelo Crivella, que, via assessoria, disse que a doação de R$ 100 mil da fornecedora da OAS Masterpav foi devidamente registrada e que as contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Afirmou ainda que não tem nenhum comentário a fazer sobre estratégias de doação da empreiteira.

O PSC também afirmou que as doações da época foram legais e registradas.

O ex-governador gaúcho Tarso Genro informou que a determinação para a coordenação de todas as suas campanhas era de que “absolutamente todas as doações seriam registradas legalmente, e assim foi feito em 2014 e nas campanhas anteriores”.

O ministro Onyx Lorenzoni e Bruna Furlan não responderam, assim como as empresas Arcoenge e Modolo. A reportagem não conseguiu localizar representantes das outras firmas.

Folhapress

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Educação

Carta com slogan e pedido de filmagem faz MEC afastar grupo de Olavo de Carvalho

A repercussão negativa do episódio da carta sobre o Hino Nacional enviada a escolas pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, fez com que nomes ligados a Olavo de Carvalho fossem afastados da pasta. Ele é considerado um pensador do governo de Jair Bolsonaro.

Um deles é Silvio Grimaldo, aluno de Olavo, que trabalha diretamente com o ministro, no gabinete, e que teria influenciado Vélez em decisões com o viés ideológico.

Eduardo Melo, que era sub secretário executivo, deve ir para a Fundação Roquette Pinto. Murilo Resende, também aluno de Olavo, que chegou a ser indicado para coordenador da diretoria que cuida do Enem e depois ficou com um cargo de assessor, também estaria saindo. Procurado, disse que não foi comunicado dessa decisão.

O objetivo, segundo fontes, é “reorganizar a casa” e colocar o foco no que importa na educação. A decisão teria sido do próprio Vélez, durante o carnaval, depois de ser aconselhado a mudar o posicionamento para ser “um ministro de fato”.

A ideia de divulgar a carta que pedia que o slogan de campanha de Bolsonaro fosse lido nas escolas e que as crianças fossem filmadas não foi compartilhada nem com gestores de mais alto cargo no MEC. A notícia foi dada com exclusividade pelo Estado. O alto escalão do ministério soube pela imprensa da carta de Vélez.

A medida foi duramente criticada por educadores, juristas e até pelo movimento Escola sem Partido. O Ministério Público Federal pediu explicações do ministro, que acabou reconhecendo o erro e voltando atrás duas vezes.

Em uma reunião, com militares e membros da Casa Civil, na tarde desta sexta-feira, teria sido batido o martelo que oito funcionários do MEC devem ser exonerados. As demissões seriam consequência do enfraquecimento do ministro nas últimas semanas

Vélez também foi indicado por Olavo para o cargo e essa seria uma maneira de mostrar sua independência e se manter no ministério.

Silvio Grimaldo postou em sua página no Facebook que o “expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC é a maior traição dentro do governo Bolsonaro que se viu até agora” (sic). “Nem as trairagens do Mourão ou Bibiano chegaram a esse nível”.

Mais cedo, o próprio Olavo de Carvalho havia aconselhado, em post em sua página no Facebook, os alunos de seu curso online a deixarem o governo de Jair Bolsonaro. “Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo – umas poucas dezenas, creio eu – deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar à sua vida de estudos. O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles”, escreveu.

Depois da carta enviada às escolas, o MEC, de fato, recebeu muitas gravações. No entanto, o material mostrava as condições precárias das escolas e não o Hino sendo entoado. O grande volume de vídeos recebidos teria sido avaliado como um indicativo da baixa popularidade de Vélez.

Mestrando na área de Filosofia da Educação da Universidade Estadual de Londrina, Grimaldo foi uma das indicações de Olavo para o ministério. Nesta sexta, ele compartilhou uma publicação de seu guru, em que diz “tudo o que estão dizendo e fazendo contra os meus poucos alunos que têm cargos no governo é para bloquear a Lava-Jato na Educação”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Esse tal Olavo de Carvalho não passa de um esperto q ganha dinheiro de uns loucos como alguns ministros do governo, do presidente e de seus filhos.
    Professor é meu ovo. Esse Olavo sequer tem o ensino fundamental. Kkkkk

  2. Para ser professor participei de um vestibular, cursei por 4 anos e seis meses – grade curricular à época, mesmo trabalhando três expedientes enfrentei quatro especializações, não somente para ser professor, como também está preparado para a função, desempenhado por concursos. Agora vem um cidadão qualquer, despreparado para viver com as adversidades, sem um mínimo respeito à condição humana, ser titulado como professor. É um tremendo desrespeito à quem labuta diariamente em salas de aulas e escolas sucateadas, sem financiamento digno ao ensinar. Educação não é custo, é investimento. E não se faz investimento, também, titulando indivíduos sem preparo como professor.

  3. Como pode um lunático sem instrução formal e residindo no exterior ter “grupo” dentro do governo central?

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Gastronomia

Confira as receitas do Papo de Fogão deste sábado; assista ao programa na íntegra

Moqueca Capixaba (Porção para 6 pessoas)

INGREDIENTES:
1 ½k de filé de peixe em pedaços grandes (beijupirá/cação/dourado/xaréu)
1 ½ Cebola roxa
1 ½ Cebola branca
6 dentes de alho picados
Salsa a gosto
Cebolinha a gosto
3 tomates
½ talo de alho poró cortado em rodelas
1k de camarão grande
50g de pimenta de cheiro em rodelas
1 ½L de caldo da cabeça do camarão
1 Pimentão amarelo
1 Pimentão vermelho
1 Pimentão verde
200ml de molho de tomate
2 colheres de sopa de colorau
6 ovos cozidos
4 colheres de sopa de tempero caseiro
2 colheres de sopa de banha de porco

MODO DE PREPARO:
Descasque e limpe os camarões. Reserve 6 camões grandes, com casca e cabeça, para enfeitar.
Use as cabeças dos camarões para fazer o caldo, com 2L de água 1 dente de alho e ¼ de cebola.
Corte em pedaços: 1/3 dos pimentões, 1 tomate, ¼ cebola roxa e ¼ cebola branca e o restante em rodelas.
Tempere o peixe e os camarões com sal, pimenta do reino e um pouco de limão. Reserve.
Em uma panela grande coloque a banha de porco, o alho, a cebola, o tamate e os pimentões que foram cortados e refogue os camarões para enfeitar. Reserve.
Na mesma panela coloque em camadas a cebola roxa e branca em rodelas, os pimentões, o peixe, o alho poró, os tomates, mais cebola e pimentões. Acrescente os ovos cozidos, o molho de tomate, o caldo do camarão e o colorau.
Coloque um pouco de sal a gosto.
Sem mexer, deixe cozinhar por aproximadamente 10 minutos, coloque a pimenta de cheiro e deixe por mais 5 minutos.
Desligue o fogo, retire a quantidade de caldo para fazer o pirão, coloque a cebolinha e salsinha a gosto e sirva em seguida.
Acompanha salada ou arroz.

Dica Rápida – Salada de Bifum com Kani

200g de bifum
1/2 pepino em tiras bem finas
1 cenoura em tiras bem finas
6 tiras de kani kama
¼ de pimentão vermelho em tiras bem finas
¼ de pimentão amarelo em tiras bem finas
¼ de pimentão verde em tiras bem finas
gergelim preto e branco torrado a gosto
cebolinha a gosto
1/2 xícara de chá de molho de soja
1 colher de sopa de gengibre ralado

Modo de preparo:
Desfie os bastões de kani kama.
Cozinhe o bifum na água fervente por 1 minuto (veja instruções da embalagem).
Escorra e coloque numa tigela com água fria. Deixe esfriar, escorra novamente e reserve.
Em uma tigela coloque o bifum, acrescente os pimentões, o Kani, a cenoura, o pepino e misture tudo.
Adicione molho de soja, o gengibre ralado, o gergelim, a cebolinha e misture.
Sirva resfriada.

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Judiciário

Procuradora pede esclarecimentos a Damares por paralisação de conselhos

A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, enviou nesta sexta-feira, 8, ofício em que pede esclarecimentos sobre o funcionamento de 12 conselhos e comitês e uma comissão ligados ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), comandado pela ministra Damares Alves. O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), também nesta sexta, fez pedido semelhante, enquanto se prepara para uma reunião em que discutirá a participação social no governo.

A pasta concentra o maior número de casos de paralisação e esvaziamento de órgãos de participação da sociedade civil, como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo em reportagem na segunda-feira, 4. Houve também a extinção de conselhos e alteração nas regras de representatividade de instâncias ligadas aos ministérios da Cidadania e Agricultura.

No documento, a procuradora solicita que o MMFDH informe as datas de reuniões em todos os órgãos colegiados ligados ao ministério, e comprove a realização das atividades. A ministra tem 10 dias para responder ao ofício. Para justificar o pedido, ela considera “a importância dos instrumentos de participação cidadã no controle e implementação das políticas públicas e os mecanismos democráticos de consulta e deliberação social, desenvolvidos pelos conselhos, comissões e comitês”.

Não é a primeira vez que a procuradoria federal pede esclarecimentos sobre o funcionamento de órgãos de participação social no governo de Jair Bolsonaro. Em janeiro, a PFDC encaminhou um pedido de informações ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, para esclarecer a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Responsável por formular e implementar políticas e programas para garantir alimentação adequada no País, o órgão perdeu suas atribuições com a primeira Medida Provisória publicada pelo governo, que implantou a nova estrutura do ministeriado.

O CNDH também pediu informações sobre todos os órgãos colegiados ligados ao MMFDH. “Atenção às datas de realizações das próximas reuniões e nomeações de conselheiras e conselheiros pendentes”, ressaltou o conselho.

A reportagem apurou que metade dos colegiados na estrutura do ministério de Damares estão travados. O problema mais comum é a paralisação de nomeações já aprovadas pelos órgãos. Em nota oficial sobre a participação da sociedade civil, o MMFH também deixou de citar instâncias formalmente vinculadas à sua estrutura por força de medida provisória.

Ao Estado, na ocasião, o MMFDH afirmou que os processos de nomeação e recondução de conselheiros estão em análise pela consultoria jurídica da pasta, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU). Já sobre o Consea, o Ministério da Cidadania respondeu que o órgão foi extinto, mas suas competências foram mantidas em outros órgãos.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Outra ministra maluca do governo. Acho q o presidente nomeou esses tipos para tentar esconder a loucura dele próprio.

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Economia

Petrobras anuncia Plano de Resiliência, que prevê ampliação de desinvestimentos

A Petrobras aprovou o que chamou de Plano de Resiliência, que é uma adição ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023. Segundo a companhia, esse novo plano foi estruturado em três alavancas de geração de valor. E a primeira delas é a ampliação do programa de desinvestimentos.

Nesse aspecto, a Petrobras prevê a inclusão de mais campos maduros de petróleo e gás localizados em terra e águas rasas, além de ativos de refino e logística. Segundo a companhia, esse novo plano não contempla ainda a revisão do pacote de desinvestimento de refinarias, que ainda está em estudo.

“Os desinvestimentos de ativos em que não somos donos naturais contribuem para melhorar a alocação do capital aumentando consequentemente a geração de valor. Simultaneamente, viabilizam a redução do endividamento e do custo de capital”, diz a Petrobras em Fato Relevante.

A segunda parte do plano diz respeito aos gastos operacionais gerenciáveis, que a companhia pretende diminuir em US$ 8,1 bilhões, um acréscimo de 6,6% ao valor de R$ 122,6 bilhões previstos no PNG. A Petrobras cita cortes de gastos com pessoal, com anúncio de programa de demissão voluntária, e de despesas discricionárias, como publicidade e patrocínios, além de otimização do uso de prédios administrativos.

A estatal diz que está trabalhando também para liberar o excesso de capital que consta nas disponibilidade de caixa, realocando para usos mais produtivos.

A companhia ressalta que não há previsão de mudanças no PNG 2019-2023. O cronograma referente aos novos sistemas de produção de óleo e gás está mantido, com exceção de Búzios 5, que terá início de operação postergado de 2021 para 2022, tendo em vista atraso no processo de contratação de afretamento de plataforma, com impacto na produção estimado em 60 mil boed no período 2022-2023″, finaliza a Petrobras.

Estadão Conteúdo

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Política

Bolsonaro autoriza bloqueio de bens de investigados por terrorismo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

O presidente Jair Bolsonaro sancionou projeto de lei, proposto pelo próprio Executivo, que autoriza bloqueio de bens de investigados ou acusados por atos terroristas, financiamento ou ações correlatas.

O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas os parlamentares acrescentaram um trecho que obrigava o Executivo a validar o bloqueio de bens. O presidente vetou o trecho argumentando que vai contra a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A redação do parágrafo único é contraditória ao disposto no caput do art. 6º ao impor atos de internalização e homologação como obstáculos à executoriedade imediata de resoluções sancionatórias do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que subverte a ordem lógica da norma […]”, justificou o presidente, no veto.

O projeto tornou-se a Lei nº 13.810, que dispõe sobre o cumprimento de sanções impostas por resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Antes de chegar ao Congresso, o texto foi elaborado por um grupo interministerial e órgãos integrantes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla).

A lei vem para reparar uma falha apontada pelo Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), organização intergovernamental cujo propósito é desenvolver e promover políticas nacionais e internacionais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Segundo o Gafi, o Brasil deveria melhorar as leis com relação à celeridade no cumprimento de resoluções do Conselho de Segurança da ONU relativas ao combate ao terrorismo, financiamento ou atos correlatos.

Lei anterior, de 2015, já previa o bloqueio dos bens, porém dependia de uma ordem judicial, o que foi criticado pelas Nações Unidas por tornar a medida demorada. Com a nova lei, a anterior foi revogada.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Economia

Caixa aumenta valor de imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida

As famílias de baixa renda de cidades de até 50 mil habitantes terão acesso a mais financiamentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O banco aumentou o valor de imóveis financiados para as faixas 2 e 3 do programa habitacional. Paralelamente, a instituição elevou o valor do subsídio para a faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes.

O teto de imóveis para as faixas 2 e 3 do MCMV foi ampliado. Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor máximo do imóvel a ser financiado passou de R$ 110 mil para R$ 145 mil no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo; de R$ 105 mil para R$ 140 mil no Sul, no Espírito Santo e em Minas Gerais; de R$ 105 mil para R$ 135 mil em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e de R$ 100 mil para R$ 130 mil no Norte e no Nordeste.

Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, o teto do financiamento passou de R$ 95 mil em todas as regiões para os mesmos valores (escalonados por regiões) dos municípios com até 50 mil moradores.

O banco também aumentou o valor do subsídio para financiamentos da faixa 2 em cidades de até 20 mil habitantes. O subsídio passou de R$ 10.545 para R$ 11,6 mil para os mutuários com renda familiar bruta de até R$ 1,8 mil.

Para as cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, o valor do subsídio na faixa 2 não mudou, podendo chegar a R$ 29 mil, dependendo da região do imóvel. Os subsídios para a faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida também não sofreram alteração, com valor máximo de R$ 47,5 mil para famílias que ganhem até R$ 1,2 mil.

As novas regras foram publicadas hoje em instrução normativa do Ministério do Desenvolvimento Regional. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que as novas condições permitirão ao banco consumir todo o orçamento disponível para este ano no financiamento de moradias para a população de baixa renda.

“Com essas novas condições, a Caixa está com capacidade plena para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do país”, destacou o banco no comunicado.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Esses apartamentos lixo do MCMV não vale 50 mil. As construtoras recebem dinheiro do governo e enfiam essas buchas, tomadas por facções criminosas, no toba dos otários. Além de tudo, esse pessoal mais pobre claramente não se adaptaram a essa forma de moradia. Eles mesmos roubam os extintores e demais equipamentos do prédio, enfim, não tem a mínima noção de convivência em condomínio.

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