Política

Primeiros projetos no Senado tratam de voto aberto, barragens, aborto e outras polêmicas

Marcada pelo tumulto que ocorreu durante a eleição do novo presidente, a primeira semana de trabalho no Senado também registrou os primeiros projetos apresentados por parlamentares em 2019.

Na primeira semana de atividade no Senado, 13 propostas foram apresentadas. Os textos abordam variados temas, entre os quais salário mínimo, voto aberto, segurança de barragens e aborto.

Protocolar um projeto é o primeiro passo legislativo para se fazer uma alteração na legislação ou estabelecer novas regras no país.

Depois, os projetos precisam tramitar no Congresso – passando por comissões e votações no Senado e na Câmara – e ser enviados à sanção do presidente da República.

No caso de propostas de emenda à Constituição (PECs), os textos não precisam passar pelo crivo presidencial. São promulgados pelo próprio Congresso.

Para uma ideia virar lei, portanto, é necessário passar por várias etapas e percorrer um caminho que costuma ser longo. E não é raro uma proposta acabar no arquivo do Senado, sem nunca ser analisada pelo plenário da Casa.

Veja a seguir algumas das primeiras propostas apresentadas pelos senadores em 2019

– Salário mínimo

Os senadores Paulo Rocha (PT-PA) e Jean Paul Prates (PT-RN) apresentaram um projeto para estabelecer que, em 2019, o salário mínimo será de R$ 1.006, independentemente, de decreto do Poder Executivo.

No fim de 2018, o Congresso Nacional aprovou Orçamento para 2019 com previsão de salário mínimo de R$ 1.006 em 2019. No entanto, no dia 1º de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro editou decreto que fixou o mínimo em R$ 998.

“O salário mínimo de R$ 1.006 não é o patamar ideal, mas contribuiria para a retomada do crescimento e a geração de renda”, afirmam os autores do projeto.

A proposta será, primeiramente, analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

– Ajuda de custo para parlamentares

O senador Flávio Arns (Rede-PR) protocolou um projeto para extinguir as ajudas de custo – de R$ 33,7 mil – que são pagas aos parlamentares no início e no final de seus mandatos.

Os salários extras são desembolsados com o objetivo de auxiliar deputados e senadores na mudança que fazem de seus estados para Brasília e vice-versa. No entanto, se quiserem, os parlamentares podem utilizar o dinheiro para outras finalidades. Eles também podem abrir mão do recurso.

“Nós parlamentares temos pela frente uma grande caminhada em direção à eficiência e ao barateamento da máquina pública e não há nada mais justo que nós próprios colaboremos neste momento”, afirma Arns na justificativa de seu projeto.

O texto será analisado, primeiramente, pela CAE.

– Voto aberto
Também foi apresentada uma PEC, assinada por Rose de Freitas (Pode-ES) e outros 28 senadores, que prevê o voto aberto para a eleição dos presidentes e demais integrantes da Mesa Diretora da Câmara e do Senado.

“O povo brasileiro exige transparência e publicidades dos atos de seus representantes muito embora a matéria seja interna corporis”, afirma Rose na justificativa da proposta. A PEC será analisada, primeiramente, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O tipo de votação para eleição do presidente do Senado foi alvo de polêmica na semana passada. O regimento interno da Casa prevê que, para a definição da Mesa Diretora, a votação é secreta.

No entanto, um grupo de senadores contrários à candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) iniciou um movimento para dar publicidade aos votos. O então pré-candidato Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também participou da articulação, realizou uma votação em que 50 senadores se posicionaram a favor do voto aberto.

O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal e o presidente da Corte, Dias Toffoli, determinou votação secreta para escolha do presidente do Senado. Mesmo com a determinação, vários senadores mostraram os votos ao colocarem as cédulas na urna.

Além da PEC de Rose de Freitas, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) apresentou um projeto que altera o regimento do Senado com a finalidade de tornar aberta a votação para escolha de integrantes da Mesa Diretora da Casa.

– Barragens

A senadora Leila Barros (PSB-DF) apresentou um projeto que tem o objetivo de endurecer a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

O projeto resgata uma proposta, apresentada pelo ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), arquivada no final do ano passado em razão do término da legislatura iniciada em 2015.

O texto define com mais clareza os responsáveis pela fiscalização de barragens; e prevê mais obrigações para as empresas em relação à prevenção de acidentes e medidas de atuação em situações de emergência.

A proposta também prevê, entre outros pontos, a contratação de seguro ou apresentação de garantias financeiras por parte das empresas; multas e punições mais severas; e prisão para os responsáveis que deixarem de adotar medidas de prevenção, recuperação ou desativação da barragem nos casos em que houver risco de acidente ou desastre.

Na justificativa, a senadora Leila Barros cita a tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale na cidade de Brumadinho (MG). Até o momento, 157 mortes foram confirmadas e há mais de cem pessoas desaparecidas.

“O Brasil, pela segunda vez em apenas três anos, assiste às cenas dantescas de perdas de vidas humanas e de destruição do patrimônio e do meio ambiente provocadas por um acidente de barragem de rejeitos de mineração”, diz Leila.

“Mesmo após a triste ocorrência do desastre de Mariana (MG), parece que as lições não foram aprendidas e a população de Brumadinho foi submetida a terrível golpe, vitimada por uma tragédia que, ao que tudo indica, poderia ter sido evitada”, completa a parlamentar.

A proposta de Leila passará, incialmente, pela CCJ e pela Comissão de Meio Ambiente.

Já o senador Styvenson Valentim (Pode-RN) apresentou um projeto para estabelecer critérios mais claros para a punição de empresas condenadas por crimes ambientais. O texto será analisado, primeiramente, pela CCJ.

– Aborto

Eduardo Girão (Pode-CE) propõe penas maiores para o aborto provocado por terceiro.

Atualmente, segundo o Código Penal, caso uma pessoa provoque o aborto com o consentimento da gestante, o autor pode pegar de um a quatro anos de reclusão.

Pela proposta, esse tempo de reclusão iria variar de dois a quatro anos.

Além disso, o texto estabelece penas maiores nos casos em que o provocador do aborto é o pai do feto.

“A sociedade brasileira repugna a prática do aborto. Nossa população é, em sua grande maioria, cristã e elege a vida o bem de maior valia entre todos”, afirma Girão na justificativa do projeto.

“Ademais, entendemos que há maior reprovabilidade da conduta quando o terceiro provocador do aborto se tratar do pai do bebê”, acrescenta o parlamentar.

Inicialmente, o texto será analisado pela CCJ.

G1

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Polícia

Lava Jato mantém prisão de advogado e ex-Petrobras por propinas em contratos

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) negou habeas corpus impetrado pelas defesas do advogado André Luiz dos Santos Pazza e do ex-funcionário da área de marketing e comercialização da Petrobras Cesar Joaquim Rodrigues da Silva, presos preventivamente na 57.ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em 5 de dezembro do ano passado. A 8.ª Turma julgou o mérito dos HCs, que já haviam sido negados liminarmente em dezembro.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do TRF-4.

Essa fase investiga grupos envolvidos no pagamento de vantagem indevida a executivos da Petrobrás em contratos e áreas de atividade da estatal, especialmente na área de trading, de compra e venda de petróleo ou derivados.

Segundo o Ministério Público Federal, o esquema envolvia negócios da Petrobrás com empresas estrangeiras como a Trafigura, Vitol, Glencore, Chemoil, Oil Trade & Transport e Chemium. Também haveria pagamento de propina em negócios de locação de tanques de armazenagem da estatal petrolífera.

A investigação diz que Pazza ‘teria auxiliado executivos da estatal no esquema, operando lavagens de dinheiro produto de crime de corrupção’.

Sobre Cesar Silva, o Ministério Público Federal apontou ‘indícios de que ele recebeu propina da Vitol e da Glencore’. Ele também teria participado das operações de trading relacionados à Trafigura nos anos de 2009 a 2011, das operações com a Oil Trade & Transport em 2010 e 2011 e das operações com a Chemoil entre 2010 e 2011.

Relator

Segundo o relator, juiz federal Danilo Pereira Júnior, que substitui o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, em férias, ‘os elementos dos autos apontam para a existência de um grupo organizado composto pelos réus nos mesmos moldes de crimes da Operação Lava Jato julgados até agora’.

Pereira Júnior ressaltou que Pazza teria auxiliado outro investigado, o advogado Gustavo Buffara, em operações de contas no exterior e em atos de lavagem de dinheiro. “As movimentações do paciente ao final de 2017 permitem supor que o grupo criminoso pode não estar desarticulado, havendo necessidade de afastar o risco da reiteração delitiva e de novos atos, em tese, de lavagem de ativos”, afirmou o juiz.

Quanto a Cesar Silva, o magistrado assinalou que ‘exercia papel importante na engrenagem criminosa, pois sem o aval de agentes da estatal não haveria como o esquema criminoso se autossustentar’.

Conforme o juiz, ‘as prisões preventivas são uma forma de fragilizar ou desarticular o esquema criminoso, devendo ser mantidas para garantir a ordem pública e econômica, a aplicação da lei penal e por conveniência da instrução criminal’.

Defesa

As defesas requisitaram a revogação das prisões preventivas e que os investigados fossem colocados imediatamente em liberdade com ou sem a fixação de outras medidas cautelares.

A defesa de Pazza alegou que ele é primário, de bons antecedentes e possui residência fixa e que ‘a decretação da prisão não possui fundamentação concreta, diante da ausência de contemporaneidade dos fatos investigados’.

Já os advogados de Cesar Silva defenderam que ‘não são verdadeiros os fatos imputados a ele, que a decisão que decretou a prisão preventiva é genérica e vazia de fundamentos, principalmente porque não existe a necessidade de garantia da ordem pública, e que a liberdade do investigado não oferece risco à sociedade, pois não é pessoa perigosa’.

Estadão Conteúdo

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Política

Presidente concede indulto a presos com doença grave

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu para conceder indulto (perdão de pena) para presos com doenças graves e doentes terminais. O decreto, que está sendo chamado no governo de “indulto humanitário”, proíbe indulto a condenados por corrupção, crimes hediondos e de tortura, organização criminosa, entre outros.

O decreto foi assinado por Bolsonaro na sexta, 8, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado desde o dia 28 de janeiro em razão de uma cirurgia para retirar a bolsa de colostomia e religar o intestino. O texto deve sr publicado na edição de segunda-feira, 11, no Diário Oficial da União.

Segundo o decreto, o objetivo do indulto é perdoar e retirar do sistema prisional aqueles detentos que, por motivos posteriores à condenação, “adquiriram deformidade ou doença grave incurável, de modo que o sofrimento impingido pela moléstia seja imensamente maior àquele provado pela privação de liberdade”.

A publicação do decreto com possibilidade de perdão da pena a esses detentos é uma resposta do novo governo ao imbróglio causado pelo último indulto assinado pelo então presidente Michel Temer (MDB) no final de 2017. À época, o texto assinado por Temer previa que presos com um quinto da pena já cumprida e condenados por crimes sem violência ou grave ameaça poderiam receber o benefício e obter liberdade. O caso foi para do Supremo Tribunal Federal (STF).

O indulto é geralmente concedido todos os anos, em período próximo ao Natal. Segundo a Constituição, é atribuição exclusiva do presidente da República. Depois de eleito, em novembro do ano passado, Bolsonaro afirmou que não concederia indulto a presos em seu governo.

A proposta do governo Bolsonaro é menos abrangente que a de Temer e visa apenas os detentos acometidos de doenças ou problemas graves de saúde. O documento que está na Casa Civil prevê a concessão do indulto para detentos com paraplegia, tetraplegia, cegueira ou com doenças grave permanente que imponha limitações de atividade e que exija cuidados que não possam ser prestados dentro do sistema prisional. Também poderão solicitar a inclusão no indulto os presos com câncer e aids em estágio terminal. Em todos os casos, há a necessidade de um laudo médico oficial ou assinado por médico designado pelo juízo

Os detentos que se enquadrarem nesses requisitos por meio de seus parentes, advogados ou mesmo de ofício (com pedido feito por eles mesmos) poderão dar início ao processo de concessão do indulto. O texto detalha que após a solicitação, o benefício será concedido pelo juiz do processo que resultou na condenação após ouvir o Ministério Público e a defesa do condenado.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Pronto, agora o LULADRÃO vai ficar doente, vai aparecer uma doença terminal, GLÓRIA A DEUS SENHOR.

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Esporte

Flamengo pagou apenas 10 das 31 multas cobradas por prefeitura do Rio

A prefeitura do Rio de Janeiro informou hoje (9), por meio de nota, que o Flamengo pagou somente 10 das 31 multas aplicadas por irregularidades no licenciamento do centro de treinamento do clube. Conhecido como Ninho do Urubu, o Centro de Treinamento Presidente George Helal, em Vargem Grande, sofreu um incêndio que matou 10 adolescentes na madrugada de ontem (8).

As penalidades foram aplicadas em um intervalo de pouco mais de um ano pela Secretaria Municipal de Fazenda do Rio. O primeiro auto de infração foi emitido em 20 de outubro de 2017; e o último auto de infração, em 14 de dezembro de 2018.

De acordo com a prefeitura, o pedido de alvará de funcionamento foi apresentado em setembro de 2017. No entanto, como o certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros não foi apresentado, o documento não foi concedido.

A prefeitura informou ainda que a área de alojamento atingida pelo incêndio não consta como área edificada no último projeto aprovado pela área de licenciamento, em 5 de abril de 2018. No projeto, a área está descrita como um estacionamento de veículos, não como um alojamento. A prefeitura afirmou não ter registros de novo pedido de licenciamento da área para uso como dormitórios.

Agência Brasil

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Política

Bolsonaro anuncia no Twitter general Jesus Corrêa como novo presidente do Incra

Internado no Hospital Israelita Albert Einstein, o presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para anunciar o nome de mais um militar para assumir um posto no seu governo. O general Jesus Corrêa será o novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Tenho a satisfação de anunciar o General de Exército Jesus Corrêa como novo Presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)”, escreveu Bolsonaro.

O presidente está hospitalizado desde o fim de janeiro, quando fez uma cirurgia para retirar a bolsa de colostomia, ainda como parte do tratamento ao qual tem sido submetido após ter sido atingido com uma faca durante a campanha eleitoral do ano passado. Bolsonaro tem usado o Twitter para fazer anúncios oficiais.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Política

Boletim médico: Jair Bolsonaro tem boa evolução e segue sem febre

O boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein na tarde deste sábado, 9, informa que o presidente Jair Bolsonaro está sem febre e seu quadro é de boa ‘boa evolução clínico-cirúrgica’. “O quadro pulmonar está em regressão e houve melhora dos exames laboratoriais”, diz a nota.

Além disso, o boletim afirma que o presidente aceitou bem a ‘dieta cremosa’ oferecida neste sábado. O tratamento segue com antibióticos em função da pneumonia detectada na última quarta-feira.

O presidente tem realizado exercícios respiratórios e caminhado fora do quarto. As visitas seguem restritas. Mais cedo neste sábado, Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma foto almoçando. “Uma pequena pausa para o almoço!”, escreveu. Ele aparece tomando um caldo e na bandeja tem um sorvete.

Pela manhã, o presidente fez caminhada, tomou chá e comeu gelatina. Desde que foi diagnosticado com pneumonia, cresceram as preocupações com a saúde do presidente. Apesar disso, segundo médicos, o fato de Bolsonaro ter voltado a se alimentar desde sexta ajuda em sua recuperação.

A doença está dentro das complicações possíveis em quadros semelhantes ao dele, ainda que ocorra em apenas cerca de 15% dos pacientes. Os especialistas dizem que o diagnóstico precoce e o fato de o presidente ter voltado a se alimentar nas últimas horas ajudam em sua recuperação. No entanto, o fato de ter 63 anos pode exigir cuidados adicionais.

Na sexta-feira, os bons resultados nos exames laboratoriais e a aceitação de dieta líquida fizeram a equipe médica optar pela retirada do dreno no abdômen e da sonda nasogástrica.

Confira a íntegra do documento publicado na tarde de sábado:

O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, permanece internado na Unidade Semi-Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein. Prossegue afebril e com boa evolução clínico-cirúrgica. O quadro pulmonar está em regressão e houve melhora dos exames laboratoriais.

Devido à evolução da movimentação intestinal e boa aceitação da dieta líquida, hoje foi iniciada uma dieta cremosa, com ótima aceitação. Segue com os antibióticos e a nutrição parenteral. Estão sendo mantidas as medidas de prevenção de trombose venosa, realizados exercícios respiratórios e aumento dos períodos de caminhada fora do quarto. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O q li foi q essa notícia de melhora foi para abafar a opinião da população de q estamos sem comando, sem presidente.

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Educação

Raquel Dodge defende que multa de R$ 1,9 milhão de delator da Odebrecht seja destinada para educação básica

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu ao Supremo, nesta sexta-feira, 8, que a multa no valor de R$ 1,9 milhão depositada por um delator da Odebrecht em conta judicial seja destinada integralmente ao Ministério da Educação. O valor tem origem em acordo de delação premiada firmado em 2017, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, por executivos da empreiteira.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

Raquel pede que os recursos sejam transferidos para ações de Apoio ao Desenvolvimento da Educação Básica; de Apoio à Infraestrutura para a Educação Básica e de Aquisição de Veículos para o Transporte Escolar da Educação Básica – Caminho da Escola

No documento, a procuradora destaca que ‘acordos de colaboração premiada visam a “reparação dos danos sofridos pelas vítimas e pela coletividade, sujeitos passivos mediatos e imediatos’.

Segundo ela, ‘é nesse contexto que, no momento da destinação da multa, aplica-se dispositivo do Código Penal que prioriza o direito da vítima em relação ao da União’.

Raquel assinala que a multa tem o propósito não apenas de indenizar a vítima, ‘mas também de reparar e minimizar os prejuízos causados pelos ilícitos praticados e os danos acarretados à ordem econômica, à administração pública e à moralidade administrativa’.

“Considerando o interesse público em formar cidadãos de modo a contribuir para uma sociedade que valorize a honestidade e seja mais justa, inclusive, e solidária, repudiando toda forma de corrupção de verbas públicas, parece também oportuno o encaminhamento dos valores para ações orçamentárias do Ministério da Educação”, argumenta Raquel Dodge.

Opinião dos leitores

  1. Mais do que certo. Se for pros cofres da união, se dispersa facilmente e não chega a lugar nenhum. Era pra ser Lei, dinheiro de corrupção fosse verba carimbada pra educação, saúde e segurança.

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Polícia

MP vai apurar responsabilidades por incêndio no CT do Flamengo

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A 5ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), instaurou nessa sexta-feira (8) procedimento administrativo para apurar responsabilidades do Flamengo no tratamento aos adolescentes das categorias de base no centro de treinamento do clube, conhecido como Ninho do Urubu, na Vargem Grande, zona oeste do Rio. Ontem (8), um incêndio no final da madrugada provocou a morte de 10 jovens atletas do clube, que dormiam nos alojamentos.

Além disso, o MP oficiou o presidente do clube, Rodolfo Landin, para que informe, em um prazo máximo de 48 horas, os nomes dos atletas que estavam alojados no Centro de Treinamento, se as famílias dos atletas estão recebendo assistência material e psicológica e se o clube está viabilizando a vinda dos familiares dos atletas que residem fora do estado.

Na área criminal, a investigação está a cargo da 42ª Delegacia de Polícia (Recreio dos Bandeirantes) e conta com o apoio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor.

Ação civil pública

A 5ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude já havia ajuizado, em 23 de março de 2015, ação civil pública com pedido de tutela antecipada contra o Clube de Regatas do Flamengo, em que solicitou a adoção de medidas para correção de diversas irregularidades constatadas no tratamento dado aos atletas adolescentes residentes no Ninho do Urubu bem como melhorias na respectiva instalação da entidade, sob pena de fechamento do local.

Na ação, o MP pediu que fossem observadas pelo clube todas as peculiaridades inerentes ao serviço de acolhimento de crianças e adolescentes, desde o acompanhamento pedagógico, social, psicológico e médico, passando pela adequação das instalações do alojamento.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O Ministério Público precisa também atuar preventivamente.
    Dotar-se de recursos humanos e materiais para, senão se antecipar aos fatos, ao menos monitorá-los em tempo real.
    E arquivar de uma vez por todas essa malandragem de que precisa ser "provocado" por quem lhe banca os custos.

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Diversos

População organiza ato contra o suicídio na Ponte Newton Navarro

Um grupo está organizando um ato neste domingo (10), a partir das 8h, na Ponte Newton Navarro, contra os suicídios. O objetivo do evento, denominado “A ponte não é o fim”, é coletar assinaturas para um abaixo-assinado para cobrar das autoridades a instalação de telas de proteção.

A concentração do ato será realizada no terminal de ônibus de Brasília Teimosa e terá um café da manhã coletivo e a coleta das assinaturas. Em seguida o grupo sairá em caminhada em direção à Redinha mobilizando a população.

No meio da ponte está prevista uma parada ponte para um ato de solidariedade em memória dos que precocemente tiraram as próprias vidas. A campanha com abaixo-assinado, que será entregue às autoridades estaduais e municipais, continuará mesmo após a caminhada.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a todos que estão colaborando com essa iniciativa,infelizmente para essas autoridades reagiram, a população tem que se manifestar, é um absurdo termos que nos humilharmos para as coisas acontecerem.

  2. Parabéns a todos que estão colaborando com essa iniciativa,infelizmente para essas autoridades reagiram, a população tem que se manifestar, é um absurdo termos que nos humilhar para as coisas acontecerem.

  3. Da "Ponte dos Suicidas" cuida a sociedade organizada. E da velha ponte de Igapó, o que o Ministério Público está esperando para deixar de fazer vistas grossas?

  4. Muito importante. E ter alguém de Deus se.pré de olho que pode ajudar. Eu um problema muito sério de depressão há anos. Pq não pude trabalhar mais no que eu amava fazer.. Fiquei doente e cheguei ao ponto da loucura. E minha própria tia mandou eu ir pular da Ponte. E quem chega perto dela ou ela chega perto de alguém com alguma dificuldade ela manda mesmo se jogar da Ponte. Até com irmã ela me disse que fez.. Pq a irmã dela perdeu um filho de 16 anos num acidente de carro. E ficou muitos anos em tratamento. Tem gente ruim mesmo. Qd ela quer usar de sua religião que é espírita e não prega essas coisas. Pelo pouco que conheço é caridade e acolhimento. Não como ela que deve está precisando de ajuda espiritual pra fazer isso com as pessoas. Vou postar até no face!

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Diversos

Bombeiros confirmam 157 mortos e 165 desaparecidos em Brumadinho

Foto: Washington Alves/Reuters

As buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), entraram hoje no 16º dia. Na manhã de hoje (9), os trabalhos foram retomados pelos bombeiros com o auxílio de máquinas pesadas. Até o momento, 157 mortes foram confirmadas e 165 pessoas seguem desaparecidas.

De acordo com as informações mais recentes divulgadas pelos bombeiros, as buscas foram retomadas às 7h30. Desde cedo, 12 helicópteros realizam sobrevoos na região.

O efetivo total envolvido é de 390 pessoas, das quais 159 militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 130 bombeiros militares de outros estados, 64 integrantes da Força Nacional de Segurança e 37 voluntários. Também reforçam as buscas 17 cães farejadores.

Agência Brasil

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Judiciário

Justiça rejeita queixa-crime de Flávio Rocha contra Guilherme Boulos

POR MÔNICA BÉRGAMO

A Justiça de São Paulo rejeitou queixa-crime ajuizada pelo empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, contra Guilherme Boulos (PSOL-SP) por injúria e calúnia.

Os dois eram pré-candidatos à Presidência quando o líder dos sem-teto postou no Twitter que Rocha dizia querer salvar os pobres da miséria e seria, por isso, “um tremendo hipócrita, cuja empresa foi condenada por trabalho escravo”.

O Ministério Público de SP recomendou a rejeição da queixa-crime. A juíza considerou que “não é aceitável excesso de suscetibilidade de quem deseja concorrer a cargo com exposição política e pública”.

A assessoria de Flávio Rocha diz que, “ao contrário do que afirmou à época Guilherme Boulos, a Riachuelo jamais foi indiciada, citada e muito menos condenada por trabalho escravo”. O advogado Nelson Wilians diz que vai recorrer para que a Justiça reconheça que houve calunia e difamação.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Flávio Rocha está com o filme queimado com a justiça desde aquele caso ocorrido aqui em natal

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Judiciário

Pacote de Moro tem mais benefícios que polêmicas, diz coordenador da Lava Jato

Coordenador da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou, em entrevista à Folha, que a discussão sobre o pacote anticrime proposto pelo ministro Sergio Moro está “fora de foco”.

Para ele, a proposta tem mais pontos positivos do que negativos, e a discussão sobre ela está sendo desvirtuada pelo interesse de deslegitimar as reformas.

O procurador reconheceu que há trechos polêmicos que podem ser melhorados, como o que trata de legítima defesa.

Mas Dallagnol defendeu medidas como o regime fechado para condenados por corrupção, pelo valor simbólico, e disse que isso não irá gerar superlotação carcerária, já que representam “uma parcela ínfima” dos apenados.

Qual sua avaliação sobre o pacote anticrime proposto por Sergio Moro? É um pacote extremamente pertinente para o momento atual do Brasil. Não é uma criação abstrata, mas partiu de problemas concretos que juízes, procuradores e delegados de polícia enfrentam na investigação de crimes complexos.

Esse pacote tem um caminhão de propostas construtivas, que vão promover um sistema de Justiça mais eficiente. Existem, por outro lado, algumas questões que podem ter se tornado polêmicas ou podem ser objeto de aperfeiçoamento, mas são muito pequenas diante da dimensão deste pacote, do número de medidas construtivas que eu gostaria que fossem objeto de atenção.

Eu percebo um desequilíbrio na discussão. Quando é proposto um grande avanço como esse pacote anticorrupção, e isso aconteceu no passado também, às vezes o foco acaba se dando sobre pequenos pontos de discussão e de polêmica, ao invés de se focar em tudo aquilo que é positivo, que as pessoas concordam e que se deve avançar.

Adotar o regime fechado para condenados por corrupção é uma proposta positiva, na sua opinião? Ninguém tem a ilusão de que uma nova lei vai impedir completamente a atividade criminosa. Agora, você pode dificultar, desestimular. [Estabelecer o regime fechado] afeta a equação de custo e benefício de quem pratica um crime. Nesse caso, isso aumenta o custo da atividade criminosa. É uma resposta saudável, sim, embora não a única resposta devida.

E é constitucional? O Supremo já julgou inconstitucional medida semelhante. Na minha perspectiva, o legislador pode tomar aspectos e a gravidade de determinados crimes, inclusive a realidade social do país, para endurecer, de modo legítimo, o tratamento desses crimes. Essa previsão [de regime fechado para crimes de corrupção] tem uma função simbólica bastante importante, de passar a mensagem de que esse tipo de crime não vai mais compensar no Brasil. Isso não significa que a pessoa vai ficar para sempre em regime fechado. Ela vai ter a progressão do regime, individualizada, de acordo com o que a lei prevê.

Críticos têm apontado que essas medidas podem piorar a superlotação dos presídios brasileiros. Esse projeto, quando endurece as penas, não trata da criminalidade em geral. Ele trata dos crimes de colarinho branco, que são uma fatia ínfima dos criminosos apenados no Brasil. Eu garanto para você que isso não vai gerar superlotação carcerária. Porque crimes de corrupção são muito difíceis de ser investigados, comprovados e punidos.

Em relação aos integrantes de organizações criminosas, a questão é: essas pessoas, comprovadamente perigosas para a sociedade, devem ficar nas ruas em razão da superlotação dos presídios? Eu creio que essa não é a resposta adequada. É construir mais presídios e, se for o caso, colocar nas ruas pessoas que praticaram crimes de menor gravidade. E o projeto caminha nesse sentido, quando prevê os acordos [penais e sem denúncia], com penas alternativas à prisão para quem pratica crimes menos graves [com penas de até quatro anos].

Então, essa é uma crítica equivocada, que erra nas duas pontas. Primeiro porque o tratamento mais duro é dado a uma parcela ínfima de condenados, ou àqueles que precisam ser retirados do convívio social. Segundo, porque o pacote promove o desencarceramento de crimes de menor gravidade.

Esses acordos previstos no pacote aumentam o poder do Ministério Público? Essa é uma crítica que desloca o foco da discussão para tentar deslegitimar a defesa de reformas por parte do Ministério Público. Bem concretamente: aumenta o poder diante de quem? Quem vai sofrer as consequências? O poder é da lei, da sociedade. Eu vou exercer minha função dentro do que a lei previu.

Nós [do Ministério Público] podemos instaurar ou arquivar uma investigação, podemos acusar ou não, podemos pedir absolvição ou condenação, decidir recorrer ou não. O que está se acrescentado é a possibilidade de fazer ou não acordo, quando isso for favorável à sociedade. Isso já está dentro da nossa função. Isso é um poder de função; um poder-dever.

De novo, o foco dessa questão está deslocado. Ele deve ser: isso respeita os direitos fundamentais do réu? E, se sim, isso é bom para a sociedade? Gera uma justiça mais efetiva, mais rápida?

Quando você pensa numa campanha de vacinação, você não pensa que está aumentando o poder do Ministério da Saúde, pensa? Porque é uma função essencial. Quando você cria escolas melhores, se discute se isso está aumentando o poder dos professores?

O projeto também prevê a criminalização do caixa dois. Esse ainda é um cavalo de batalha para a Lava Jato? Essa proposta busca tratar de um problema que a Lava Jato revelou ao longo dos últimos cinco anos, e que estimula a corrupção. É o uso de recursos não contabilizados em campanha de modo alastrado, que estimulou a criação de um esquema imenso de corrupção.

Ainda nesse tópico, o pacote ataca um problema relacionado que vamos enfrentar neste ano: propõe que, quando existem crimes eleitorais (como o caixa dois) e comuns (como a corrupção) conexos, cada crime corra na respectiva instância.

Em março, o STF vai decidir se os crimes comuns e eleitorais têm que tramitar em conjunto na Justiça Eleitoral, ou se podem ser separados, como foram na Lava Jato.

Alguns ministros já sinalizaram ou disseram que tudo deve correr junto na Justiça Eleitoral. Se a decisão for nesse sentido, vai ser catastrófica. Porque regras de divisão de trabalho, quando dizem respeito a duas Justiças diferentes, são chamadas de absolutas. E geram uma nulidade absoluta, que não pode ser sanada.

Isso geraria a invalidação da Lava Jato inteira, para trás. E, para o futuro, tem consequências igualmente danosas, porque vai determinar que investigações complexas como a Lava Jato tramitem na Justiça Eleitoral, que não é apropriada para isso. Essa será uma questão de vida ou morte para a Lava Jato.

Críticos também questionam a ampliação do conceito de legítima defesa pelo projeto. Isso pode virar licença para matar? Essa regra foi imaginada diante de situações concretas em que o policial merece uma proteção. Por exemplo, quando ele se vê à frente de uma série de pessoas armadas, membros de uma organização criminosa, e tem que decidir se ele vai ser o primeiro a agir ou não. Nesse tipo de situação, essa regra apenas explicita uma proteção que já existe na lei, dando mais segurança para ele. Agora, é possível, diante das críticas que nós temos ouvido, que essa regra tenha sido redigida de modo excessivamente amplo. E, nesse caso, a sua redação poderá ser aperfeiçoada.

Há algo que faltou no pacote? Algo que não está ali e que eu colocaria é a criminalização do enriquecimento ilícito de funcionário público.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Nós últimos 30 anos o primeiro projeto objetivo, didático e de acordo com nossa realidade, em busca de minimizar a violência. Infelizmente vai desagradar a advodos ( querem processos eternos $$) e a outros partidários do contra ( nunca apresentaram nada e são defensores de marginais), o importante é agradar ao cidadão que está sendo caçado e abatido nas ruas.

  2. "Se eu testemunho em minha defesa, meu testemunho não é verdadeiro."
    Legislando em causa própria pra ser indicado para chefia da procuradoria geral. Interesses, nada mais.

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Judiciário

Ofensiva da Receita sobre Gilmar amplia em ministros sensação de cerco ao Supremo

POR DANIELA LIMA

A devassa da Receita Federal nas contas de Gilmar Mendes e da mulher dele, Guiomar, ampliou a sensação de cerco a integrantes do STF. Membros da corte que já estavam intrigados com articulação de uma CPI dos tribunais superiores no Senado viram no episódio “clara tentativa de coação”. Eles entendem que a Receita não poderia investigar o juiz sem a autorização do Supremo –rito determinado pela Lei Orgânica da Magistratura. Internamente, houve forte solidariedade a Mendes.

Antes das críticas públicas ao procedimento, Gilmar Mendes fez chegar a integrantes da Receita a avaliação de que grupo criado pelo órgão para analisar as contas de autoridades havia se tornado um “braço do Ministério Público e da Polícia Federal” para perseguir desafetos de ala da Lava Jato.

Dentro da Receita, o vazamento do relatório das finanças de Mendes, publicado pela revista Veja, foi criticado. Integrantes do órgão fizeram questão de sinalizar ao Supremo que não endossam os termos usados pelo auditor que assina a peça.

Em mensagens a ministros, membros da Receita enfatizaram que o documento trouxe ilações “que transcendem a competência do agente” e, desde cedo, estimularam o pedido de investigação do vazamento, chamando-o de ato criminoso.

Coluna Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. tem sim que investigar todos e todas, deste que surja o principio do ato. SÓ ASSIM SE CORRIGI O PAÍS.

  2. Então quer dizer que, todos podem e devem ser apurados, ELE não? Pois o que li até agora, é que ele e a dita cuja, estão sendo apurados, os outros, por enquanto, estão fora.

  3. Esses ministro se acham uns deuses, tentam escamotear sobre o fato de que são meros empregados do povo. Esses crápulas são os que deveriam ter sua vida e de seus familiares devassados rotineiramente. Só assim saberíamos se eram dignos de receber essa missão designada pela sociedade.

    1. Roberta, nota 1000 para o seu comentário o resto é só falacia.

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Política

Governo Federal se arma para defender nova Previdência

A equipe econômica está reunindo informações que serão usadas na campanha de convencimento da população sobre a reforma da Previdência. Os primeiros alvos devem ser os pontos considerados mais sensíveis e que foram atacados após o ‘Estadão/Broadcast’, plataforma de notícias em tempo real do Grupo EStado, revelar a minuta da proposta, como o pagamento de benefícios assistenciais abaixo do salário mínimo. Foram coletados dados de outros 18 países, mostrando que nenhum deles faz a vinculação desse tipo de benefício – que não exige contribuição anterior – ao piso salarial.

Na reforma do ex-presidente Michel Temer, a oposição usou essa mudança para atacar a proposta com o mote de que o governo prejudicaria os idosos mais pobres. Agora, a equipe do presidente Jair Bolsonaro contra-ataca dizendo que vai antecipar a concessão do benefício assistencial. “Vamos dar um dinheiro que ele não tem hoje”, diz uma fonte que participa das discussões.

Como o Estadão/Broadcast antecipou, a área econômica propõe que os brasileiros de baixa renda (com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo) comecem a receber R$ 500 a partir dos 55 anos, quando a capacidade de trabalho começa a diminuir – e, consequentemente, o salário. Esse valor aumentaria a R$ 750 a partir dos 65 anos. Para pessoas com deficiência sem condições de sustento, o benefício seria maior, de R$ 1 mil, independentemente da idade.

Países

Na lista de 18 países estão Espanha, Portugal, Chile, França, México e Coreia do Sul. A média entre esses países é que o benefício seja equivalente a 45% do salário mínimo. Eles garantem o reajuste do benefício, geralmente pela inflação, mas nenhum vincula ao salário mínimo. A comparação internacional traçada pelo governo mostra ainda que esse tipo de benefício costuma representar em média 18,4% do PIB per capita de cada país, mas no Brasil é quase o dobro: 33%.

Na reforma de Temer, a desvinculação foi um dos primeiros pontos retirados da reforma em 2017. Na visão do atual governo, porém, a decisão de antecipar a concessão do benefício (a partir dos 55 anos) e permitir que ele seja recebido mesmo por quem ainda trabalha é um grande diferencial. Desde que se enquadre na faixa de renda definida para fazer jus ao benefício, o trabalhador poderá ter esse complemento no rendimento da família.

“Quem for contra isso na verdade não está beneficiando o mais pobre, está prejudicando”, afirmou a fonte que participa das discussões. Na reforma do governo passado, a proposta era adiar dos atuais 65 anos para 70 anos o direito ao benefício assistencial, que poderia ser menor que o mínimo.

Além disso, de acordo com essa fonte, a proposta é que o trabalhador que conseguir contribuir para a aposentadoria possa acumular os dois benefícios, previdenciário e assistencial, desde que se enquadre na baixa renda.

Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), planeja formar uma espécie de comissão especial na Casa para acompanhar os debates da reforma da Previdência.

O objetivo é fazer com que os senadores já estejam por dentro dos trechos da proposta que endurece as regras para se aposentar no Brasil e também das possíveis alterações a serem feitas pelos deputados. Isso ajudaria, na avaliação de Alcolumbre e aliados, o Senado a apreciar o texto de forma mais rápida.

A ideia é que esteja comissão seja formada por dois ou três senadores. O nome mais cotado para conduzir esse trabalho é o do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que apoiou a eleição de Alcolumbre contra o senador Renan Calheiros (MDB-CE).

Na Câmara, os senadores acompanhariam os trabalhos como observadores e informariam os colegas sobre as discussões.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Estão testando de todas as formas. Mas vamos lá, se for para comparar com países aí discriminados deve-se atentar que a qualidade de vida é imensamente desproporcionalmente o que temos aqui no Brasil, lá é tudo de qualidade e as pessoas fazem questão de pagar seus impostos independente de ser alto, tem-se segurança, pistas boas, infra estrutura em tudo impecável. Portanto, não venha esses FDP do governo tentar nos chamar de otári…. que não cola.

  2. Esperando os comentários dos Bolsominios que votaram em alguém que esta melhorando a vida dos empresários, banqueiros, mais ricos e multinacionais que estão comprando nossas empresas estatais a preços de banana.

    1. Meu amigo comprando vendendo você esta falando do governo Bolsonaro ?,,
      Ta de brincadeira voce esta no ano errado
      Estamos em 2019 acorda
      Se informa para criticar
      Abraços de uma bolsolinda

  3. Interessante que salários e vantagens de deputados, ministros, juízes sempre são maiores que os colegas dos EUA, Inglaterra… Países de 1o mundo, entretanto os benefícios e programas sociais são infinitamente inferiores a esses mesmos países. Porque então não ser idênticos em tudo, e não somente salarial, se é pra comparar, vamos igualar os salários e mordomia e auxiliares dos países de 1o mundo. Com certeza, se conseguirmos isso, garanto que sobrará bem mais dinheiro que qualquer outra reforma. Porque as mordomias que tem esses metidos a poderosos, não seriam aceitas em países de civilizações avançadas.

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Esporte

MMA: Aos 43, Anderson Silva mira em título e UFC tenta salvar audiência

Anderson “Spider” Silva retorna ao octógono do UFC neste sábado, na Austrália, contra o invicto nigeriano Israel Adesanya, 29, em uma eliminatória pelo título dos médios (83,9 kg). O brasileiro tem repetido a pessoas próximas que deseja voltar a ser campeão. Para o UFC, especialmente no mercado brasileiro, é um bom negócio o “Spider” voltar a vestir o cinturão.

A luta será transmitida pelo canal Combate, em pay-per-view. A programação começa às 20h50.

O rival, cujo forte é o kickboxing (mistura de boxe e caratê), se define clone do brasileiro.

“O Adesanya lembra o Anderson do Pride [torneio disputado por Anderson no início da carreira], é mais jovem, mais ágil, mais magro, abaixa a guarda, tem aquela coisa como o Anderson de ‘sair’ dos golpes puxando a cabeça para trás”, compara o amigo, contemporâneo de Anderson e diretor do UFC, Rodrigo “Minotauro” Nogueira. “O Dana White foi muito feliz ao casar essa luta e, para motivar os dois, prometer uma disputa pelo título ao vencedor.”

Anderson repete a integrantes da equipe que o objetivo é voltar a ser campeão, e para isso não ficou apenas nas palavras. Ele integrou à equipe Alex “Poatan” Pereira campeão dos médios (85 kg) de kickboxing pelo Glory, que já venceu Adesanya duas vezes, uma delas por nocaute.

“Ele também chamou para ajudar o Cosmo Alexandre, brasileiro que foi campeão de um prestigioso torneio em Bangkok, na Tailândia, e o Edelson Silva, técnico e atleta do boxe, menor do que ele, o que ajuda na velocidade”, analisa Rogério “Minotouro”, irmão de Rodrigo e um dos derradeiros contemporâneos de Anderson ainda em atividade dentro do MMA.

O ex-campeão, que completa 44 anos em abril e está há praticamente dois anos sem lutar, não deixou brechas em sua preparação, e levou inclusive sua fisioterapeuta, Angela Cortes, para a Austrália. O trabalho foi preventivo, com o objetivo de diminuir as altas cargas de estresse nas estruturas corporais para manter uma boa estabilidade e a mobilidade.

A arma do “Spider” nesta fase da carreira, segundo Minotauro, é duplicar o norte-americano Bernard “O Alien” Hopkins, que foi campeão mundial dos meio-pesados de boxe aos 48 e 49 anos.

“O Anderson fez algo que nem todo mundo consegue, ele aprendeu a lutar [no estilo] ‘mais velho’. O Bernard Hopkins faz isso muito bem”, explica Minotauro. “Como é isso? O Anderson vai enrolar o Adesanya, segurar o gás até o final.”

Uma vitória de Anderson beneficiaria toda a cadeia do mercado de MMA no Brasil.

“Colocar o Anderson em um card dispara vendas de pay-per-view no Brasil e no exterior, já que lutou e é conhecido na Coréia, Japão, Inglaterra, Estados Unidos”, define Minotauro. “No Brasil, estamos em uma entressafra de talentos, e ter um ídolo, um embaixador do esporte como o Anderson, campeão do UFC seria importante para atrair praticantes.”

Um eventual retorno de Anderson ao posto de campeão também seria motivo de festa no Grupo Globo, sócio do UFC no canal Combate, que viu a base de assinantes diminuir nos últimos anos. Tal é a atração do público por Anderson, que por muitos anos um card do UFC com participação do “Spider” valia por dois no acordo de exibição na TV aberta, o blog apurou. Ou seja, se a Globo tivesse o direito de transmitir três cards no ano, se exibisse um de Anderson, teria direito de transmitir apenas mais um.

“Quando o Anderson sofreu aquele acidente na perna [ao quebrá-la na revanche com Chris Weidman, em dezembro de 2013] nós sentimos… O número de alunos que era de 11 mil baixou para 9 mil”, revela Rogério “Minotouro”, referindo-se à sua franquia de academias Team Nogueira.

Na promoção da luta deste sábado, Anderson indicou que faria só mais as três lutas que restam em seu contrato com o UFC. Porém depois deixou em dúvida se poderia seguir lutando.

“Se ele conseguisse recuperar o título, nem precisaria fazer as três lutas do contrato, acho que poderia parar na hora”, brinca Minotauro. “Mas ele é imprevisível. Ele está jovem fisicamente, ao contrário de mim, que quando parei estava sentindo dores. O Anderson é hiperativo, joga basquete com os filhos, capricha nos treinos. Se vai parar ou continuar é uma incógnita…”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Fui fā incondicional do Anderson Silva, passei a acompanhar o MMA mesmo no periodo em que ele esteve afastado. Tinha carisma , junto com a responsabilidade e garra de ser campeao, pra mim era como ver o Sena em açao, orgulho por sermos brasileiros. O que vi no sabado, entre lutas anteriores, foi um cara mediocre que sobe no octogono com brincadeirinhas, gestos circulares nos bracos como se tivesse brincando de adoleta (brincadeira infantil), ou como se fosse o superman dando a face para o adversario bater se sentindo superior menosprezando seu adversario. Cade aquele cara que tinha atitude, golpes precisos, garra e vontade de ganhar! Pelo amor de Deus, ta vergonhoso.

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Política

E AS GESTÕES? Corrente petista quer ‘Lula Livre’ como prioridade do partido

A corrente majoritária do PT, Construindo Um Novo Brasil (CNB), vai encaminhar nesta sábado, 9, à Executiva Nacional do partido uma resolução que aponta a campanha “Lula Livre” como prioridade absoluta da legenda para o próximo período. Na quarta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba, foi condenado pela segunda vez pela Lava Jato. Juntas as penas somam 15 anos de prisão.

Além disso, a CNB vai defender hoje, na reunião da Executiva, que o PT explicite que é um partido de oposição ao governo Jair Bolsonaro. A ideia é marcar diferenças com o PDT de Ciro Gomes, que vai fazer “oposição programática” ao Planalto.

O desafio do PT é fazer colar o “Lula Livre”. Lançada logo depois da prisão do ex-presidente, a campanha não foi capaz de gerar grandes mobilizações, como espera o partido.

“Vamos levar para a Executiva que o PT dê prioridade total à campanha ‘Lula Livre’. Nossos quadros vão rodar o Brasil. Fernando Haddad vai rodar o Brasil. Nossos governadores vão se engajar. Vamos articular isso com movimentos sociais, artistas e a sociedade”, disse Marcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT

A CNB, da qual fazem parte Lula, Haddad e a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, é a maior corrente interna do PT e detém mais da metade dos cargos do Diretório Nacional da legenda.

Para ampliar o “Lula Livre” a outros setores da esquerda que até agora não se engajaram na campanha o PT pretende vincular a luta contra a prisão de Lula a temas que dizem respeito às liberdades democráticas, retirada de direitos e outros itens da pauta de oposição a Bolsonaro. A ideia do partido é mostrar que a prisão de Lula tem como objetivo final fragilizar a oposição a projetos como as reforma da Previdência, que deve gerar forte debate popular.

A proibição pela Justiça de que Lula participasse do enterro de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, morto no dia 29 de janeiro, também será usada como exemplo de que Lula é tratado como exceção.

Eleição direta

A CNB também vai defender que a próxima direção do PT seja eleita por voto direto. O Processo de Eleição Direta (PED) adotado desde 2004 é alvo de críticas de correntes minoritárias que preferem a escolha da direção por meio de delegados e de denúncias de irregularidades que envolvem até o uso de nomes de filiados mortos nas eleições internas do partido.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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