Jornalismo

Governo estuda criar modelo em que jovens poderiam abrir mão de férias e 13º salário

A reforma da Previdência que será enviada ao Congresso deve incluir uma alteração profunda no modelo trabalhista vigente. As mudanças seriam destinadas apenas aos mais jovens, que devem ser enquadrados no modelo de capitalização, no qual cada trabalhador contribui para sua própria aposentadoria. Segundo fontes envolvidas nas discussões, o governo avalia deixar de fora direitos trabalhistas, inclusive os que estão previstos no artigo sétimo da Constituição Federal, como FGTS, férias e 13º salário.

Como esses direitos são considerados cláusula pétrea, o Estado não pode simplesmente acabar com eles. A alternativa que vem sendo discutida é criar condições para que o próprio empregado faça a opção, abrindo mão de todos eles, ficando, assim, de fora da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com fontes a par do que vem sendo analisado, já existe uma base legal para isso que é a reforma trabalhista. Em vigor há pouco mais de um ano, ela permite que o acordado prevaleça sobre o legislado.

O objetivo do governo é reduzir os encargos para os empregadores e estimular a geração de empregos, sobretudo para os jovens. O governo deve usar a data de nascimento para definir a linha de corte para os trabalhadores que terão a chamada carteira verde e amarela. Os celetistas continuarão com a carteira de trabalho tradicional, a azul.

Segundo uma fonte da equipe econômica, a ideia é copiar o que foi feito com o FGTS no passado, quando os trabalhadores abriram mão da estabilidade no emprego em troca do Fundo. Depois, o FGTS se tornou obrigatório. Como os novos trabalhadores ficarão de fora da CLT, eles poderão procurar a Justiça comum, caso sejam prejudicados. Assim, explicou a fonte, a Justiça Trabalhista tenderia a se tornar obsoleta com o tempo.

O novo regime vai constar no projeto de lei complementar que o Executivo enviará ao Congresso e que vai definir os detalhes do regime de capitalização. Eles terão uma conta individual — uma espécie de poupança, visando a uma renda complementar na aposentadoria. Serão definidas algumas situações de saque em caso de desemprego e doenças. Quem tem FGTS poderá transferir parte do saldo para essa conta.

A ideia é seguir países que já adotaram o regime de capitalização e criar contribuição para os empregadores para ajudar a engordar a poupança dos funcionários. As alíquotas ainda serão definidas e, no caso do empregador, o percentual deverá ficar abaixo dos 20% pagos atualmente sobre a folha.

De acordo com a minuta da reforma da Previdência, o regime de capitalização terá caráter obrigatório, e os trabalhadores poderão escolher no mercado onde aplicarão seus recursos, com liberdade para transferir sem custo e sem carência. Caberá ao governo fazer o credenciamento das instituições que farão a gestão dessas reservas.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Os brasileiros só podem está dopados. Aceitar retirar direitos trabalhistas constitucionais é de mais. O objetivo também é claro: governar um bando de miseráveis e aumentar a riqueza de empresários do agro negócio, indústria, comercio e banqueiros. Voltamos a idade média. Parabéns.

  2. Quem esse governo pensa que é??? Tá querendo transformar nossa rica e próspera nação em um país de 3o mundo??? Copiando as regras desses paízinhos da Europa, daqui a pouco nos tornaremos um novo USA!!! Atenção PT, não deixem que nos tirem do rumo da Venezuela/Cuba!!! Salvem-nos…#lulalivre

  3. No final das contas, nenhum empregador irá contratar qualquer trabalhador que esteja enquadrado no regime da carteira azul!
    Ou seja, quem quiser trabalhar vai ter que se tornar refém dos empresários!
    "Ou aceita ou cai fora!"
    Será uma precarização do trabalho sem precedentes…pena dos nossos filhos e netos que pagarão a conta pela escolha de um projeto de governo que prioriza a economia em detrimento da educação! Antes que falem, não sou petralha, nem minion, nem mortadela e nem coxinha…

  4. Kkkk felizmente tem mais brasileiros normais do que petista
    Para gente Capitão Mito vamos acertar este país

  5. Esse regime de capitalização precisa ser muito bem explicado. Onde este sistema foi aplicado só trouxe lucros ( gigantescos por sinal ) para os banqueiros. Para o trabalhador comum foi só choro e ranger de dentes.
    A sociedade precisa estar atenta, especialmente as novas gerações.

  6. Maravilha! Pra quê direitos? O que precisamos é de deveres! Direto fica pra nossos filhos e netos ver nos museus. Incrível, a classe trabalhadora média e baixa sempre pagando a conta.

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Jornalismo

Advogado Kaleb Freire será empossado hoje como Comodoro do Iate Clube de Natal

Será nesta quinta-feira, dia 07, a partir das 19 horas, a solenidade de posse do advogado Kaleb Freire como Comodoro do Iate Clube de Natal. O evento reunirá autoridades civis e militares, além de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Após ser empossado, o Comodoro e a diretoria  do Iate oferecem aos convidados um coquetel, a cargo do restaurante “Mar Sereno”, que funciona no próprio clube.

Para Kaleb Freire, que já é Comodoro do Iate Clube e será empossado em um novo mandato para o triênio 2019/2021, a sua gestão tem como foco a implementação de reformas estruturantes, que permitem que o Iate Clube de Natal se insira entre os principais clubes náuticos do Nordeste. “O Iate é cada vez mais um clube moderno e bem estruturado. Investimos fortemente em melhorias de sua estrutura física, para garantir mais conforto e comodidade para nossos sócios e seus convidados”, explica.

O Comodoro reeleito também está investindo na execução de programas de responsabilidade social, como o projeto “Escolinha de Vela”, voltado às crianças carentes de bairros como Rocas, Ribeira e Paço da Pátria, que ganham a oportunidade de aprender a velejar e ingressar no mundo do iatismo. Esse programa é desenvolvido com o apoio do velejador e campeão olímpico brasileiro, Lars Grael.

Na solenidade também estará sendo empossado como Vice-comodoro o advogado Pedro Siqueira, além de diretores e o presidente do Conselho Deliberativo do clube, empresário Alberto Serejo e o vice-presidente, jornalista Paulo Macedo.

Segue abaixo os nomes que compõem a nova diretoria do Iate Clube de Natal:

*COMODORO:* KALEB CAMPOS FREIRE  

*VICE COMODORO:* PEDRO HOMEM DE SIQUEIRA

*DIRETORES:*

Francisco Edson Queiroz Fernandes – Diretor Secretário

Luciano Soriano Veneziani – Diretor Tesoureiro

Ricardo Tavares Barbosa – Diretor Administrativo

Cleto de Freitas Barreto – Diretor Jurídico

Petros Lucas de Brito Dantas – Diretor de Obras e Patrimônio

José Francisco Correia – Diretor de Pesca Oceânica

Graco Aurélio Câmara de Melo Viana – Diretor de Meio Ambiente

Magnus Augusto Costa Delgado – Diretor da Sede Campestre do Bonfim

Diógenes Fernandes da Cunha – Diretor de Tênis

Airton Ferreira Viegas – Diretor de Vela

Salomão Luiz de Lima – Diretor de Motonáutica

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Comportamento

Deputada foi achincalhada nas redes sociais por pessoas incomodadas com decote

Ana Paula da Silva durante a cerimônia de posse na Assembleia de Santa Catarina
Ana Paula da Silva durante a cerimônia de posse na Assembleia de Santa Catarina – Luis Debiasi/Agência AL

 

Os peitos femininos ganharam os noticiários. Na Inglaterra, uma mulher interrompeu o ritual de amamentação de outra. Pediu que ela encontrasse um lugar mais reservado, pois seu marido ficava distraído. Isso mesmo. Levou uma merecida esguichada de leite na cara.

No Brasil, a deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT-SC) foi achincalhada nas redes sociais por gente incomodada com o generoso decote usado no dia de sua posse. Prefeita duas vezes de Bombinhas, ela saiu do cargo com aprovação altíssima e se elegeu com a quinta maior votação do estado. Mas o país ficou sabendo dela por causa dos peitos.

Precisamos de leis que garantam o direito das mulheres de alimentar os filhos sem que sejam repreendidas porque maridos podem ficar perturbados. Diante da turba, a Assembleia catarinense se manifestou e afirmou que o decote da deputada não viola o regimento interno da casa. Não é incrível?

Os peitos das mulheres ainda são um problema terrível aos olhos de sociedades muito ou pouco conservadoras. Não à toa temos movimentos que lutam pela liberdade deles, como o “Free the Nipple”. Você acha exagero? Foi parar no STF o caso de uma ativista condenada por ter desnudado o peitoral numa manifestação. Como se o tribunal não tivesse coisas mais importantes para decidir.

A pouca representatividade feminina e sobretudo jovem na política dá margem a situações em que uma congressista é criticada pelo que veste. Houvesse mais mulheres em cargos eletivos, as pessoas teriam de se acostumar na marra com decotes, saias e roupas justas, porque é assim que muitas jovens se vestem.

O ambiente masculino, sisudo, hostil e quase monocromáticos na política começa a ser chacoalhado pela presença feminina, que não deve se esconder em terninhos caretas para ser levada a sério. O que as mulheres precisam é apenas ter peito para ocupar seus espaços. E, se quiserem, mostrá-los em decotes generosos.

FOLHAPRESS

 

Opinião dos leitores

  1. Show de Bola.
    Deixem a Deputada em paz. A deputada tem o direito de se vestir como quiser nesse ambiente machista, homotransfóbico e preconceituoso.
    O que importa é ação parlamentar na defesa da população em geral, dos trabalhadores, dos pobres e das minorias.

  2. Certamente os homens que criticaram não apreciam a beleza de uma mulher, e as que a atacaram, foram movidas simplesmente pela inveja e recalque. Belíssima deputada, tem o meu total apoio.

  3. Cada um ou uma se veste como gosta. Mas, convenhamos esse vestido tá mais para entrega do OSCAR, que para uma assembléia legislativa. Né não?

  4. Peitos tristonhos os dessa deputada. Só não estão mais decaídos que as contas públicas do RS.

  5. Em plenário existem regras para vestimentas tanto para homem quanto para mulheres, a repercussão foi sobre essa ótica, mas como tudo na internet acaba sendo potencializada e desvirtuada.

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Jornalismo

Governo Bolsonaro prepara superagência de infraestrutura

O Ministério de Infraestrutura enviará ao Congresso um projeto de lei criando a ANT (Agência Nacional dos Transportes) —uma espécie de superagência de infraestrutura.

Ela será formada pela junção da ANTT (de regulação dos transportes terrestres) e da Antaq (terminais portuários), ambas com diretores envolvidos em esquemas de corrupção e favorecimento a empresas.

Em entrevista à Folha, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou que, ao juntá-las, haverá somente cinco diretores.

Na prática, isso significa uma faxina na ANTT e na Antaq, uma vez que os atuais dirigentes terão seus mandatos cancelados por causa da criação da nova agência.

“O projeto original, de 1999, já previa a criação de uma única agência de transportes”, disse Tarcísio.

“Acabaram criando duas agências [ANTT e Antaq] e o resultado foi que, com isso, se perdeu a noção de multimodal [integração de modalidades de transportes].”

No porto de Santos (SP), os terminais são regulados pela Antaq. No entanto, há ferrovias que chegam ao porto sob a alçada da ANTT. “Vamos impor uma agenda de simplificação”, disse o ministro.

“Há um excesso de regulação tanto de rodovias, ferrovias e portos. O presidente [Jair] Bolsonaro me pediu para retirar o Estado da produção. A criação de uma agência multimodal responde à demanda do presidente.”

Segundo Tarcísio, esse modelo vem sendo empregado com sucesso na Itália e no Canadá. No Brasil, Espírito Santo e Santa Catarina juntaram agências de transportes em uma só.

Para evitar conflitos, o regimento interno da ANT definirá regras para evitar que uma área se sobreponha à outra.

Ainda segundo o ministro, os atuais servidores serão mantidos. No entanto, para isso, o Ministério da Economia terá de acelerar os trâmites de um projeto de lei que defina o plano de carreira dos servidores federais.

Essa lei vai permitir que servidores de diferentes órgãos possam ser transferidos de ministérios —ou agências reguladoras—, sem que isso entre em choque com seu plano de carreira.

Hoje, em alguns casos, é impossível aproveitar um técnico para desempenhar funções similares em outra pasta, ou de uma agência para outra.

A mudança ocorre em um momento de “fraqueza das agências por ingerências políticas”, segundo o ministro.

No caso da ANTT, o diretor-geral, Mário Rodrigues Júnior —ligado ao PR do ex-deputado Valdemar Costa Neto— , é acusado por colaboradores das empreiteiras Andrade Gutierrez, OAS e Odebrecht de receber propina nas obras do Rodoanel (SP), quando era diretor da Dersa, entre 2003 e 2007.

Por esse caso, ele foi denunciado à Justiça por cartel.

Como noticiou a Folha nesta quarta-feira (6), Rodrigues e seu substituto no cargo, Sergio de Assis Lobo, são acusados pelo ex-superintendente da Andrade Gutierrez no Centro-Oeste Rodrigo Ferreira Lopes da Silva de cobrar propinas de 20% em contratos da Valec, a estatal de ferrovias, quando a dirigiam.

O mandato de Assis Lobo vence em 12 dias e em seu lugar o ministro disse que indicará um auditor do TCU (Tribunal de Contas da União).

A indicação será enviada à Casa Civil, e a nomeação para o cargo será de Bolsonaro.

Na Antaq, o diretor-geral, Mário Povia, é investigado pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal por, supostamente, favorecer empresas de cabotagem (navegação marítima e fluvial dentro do país).

Desde o governo de transição, já se sabia que haveria uma reformulação das agências reguladoras sob Bolsonaro. Como antecipou a Folha na ocasião, a ideia é devolver para os respectivos ministérios poderes como definição de editais, concessões e privatizações, que hoje estão com os reguladores.

Caberá à ANT fiscalizar o cumprimento dos contratos e implementar as políticas do setor definidas pelo governo.

Para promover uma limpeza nos quadros envolvidos em esquemas de corrupção e irregularidades, a ideia era pressionar os dirigentes a pedir exoneração.

Caso contrário, seriam abertos processos administrativos de investigação por supostos atos praticados.
No entanto, no caso da ANTT e da Antaq, duas das agências mais citadas em irregularidades, até mesmo pela Lava Jato, esse processo seria longo. Por isso, segundo assessores do presidente Bolsonaro, a criação da ANT seria a forma mais rápida de promover a faxina.

O projeto da agência vem sendo discutido com assessores de Bolsonaro, parlamentares, ministros e técnicos do TCU, assessores ministeriais e associações dos diversos setores envolvidos.

A ideia, segundo o ministro Tarcísio, é “construir consenso” antes de enviar o projeto ao Congresso.

FOLHAPRESS

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Clima

Temporal no Rio de Janeiro deixa três mortos e dois desaparecidos

Pelo menos três pessoas morreram em razão das fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o início da noite desta quarta-feira, 6. A informação foi confirmada pela Prefeitura da capital fluminense. O prefeito Marcelo Crivella decretou luto oficial de três dias. O temporal também causou um deslizamento que provocou o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma das vítimas é uma mulher que morreu após o desabamento de uma casa em Guaratiba, na zona oeste da cidade. No mesmo local, outros dois homens ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

A segunda vítima seria uma pessoa que também estava no imóvel que desabou em Guaratiba. A informação, entretanto, não foi confirmada pelas autoridades. A terceira morte foi registrada na Rocinha, zona sul da cidade, onde uma pessoa ficou soterrada após o deslizamento de uma barreira soterrar uma casa.

Segundo Crivella, um ônibus foi atingido por uma árvore após a quebra de outra barreira na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul. Em entrevista à TV Globo, o prefeito disse que o motorista conseguiu deixar o veículo e foi socorrido, mas informou que outras duas pessoas estavam no carro. Até às 4h10, elas permaneciam desaparecidas.

No total, foram registradas 64 quedas de árvores e 17 bolsões de alagamentos em ruas do Rio. Crivella afirmou que 600 agentes da Prefeitura trabalham para amenizar os efeitos das chuvas pela cidade. Segundo ele, a maior parte das vias interditadas devem ser liberadas na manhã desta quinta-feira, 7.

Rio em estágio de crise

O Centro de Operações da prefeitura do Rio informou que a cidade entrou em estágio de crise às 22h15 desta quarta diante das fortes chuvas na capital, com intensas rajadas de vento. O fenômeno causou alagamentos em ruas e estabelecimento comerciais, interditou vias e deixou bairros às escuras. A administração municipal recomendou que a população somente se desloque “em caso de extrema necessidade” e alertou que moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros.

estágio de crise, de acordo com o Centro de Operações, é o terceiro nível em uma escala de três e significa chuva forte a muito forte nas próximas horas, podendo causar alagamentos e deslizamentos.

As sirenes da Rocinha e Sítio Pai João foram acionadas às 21h48 para indicar aos moradores que desocupassem as residências e se encaminhassem a pontos de apoio. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem sendo arrastado pela água na região, mas ele não sofreu ferimentos graves.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Segurança

Moro ajusta projeto ‘anticrime’ após críticas de governadores e de decano do STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atendeu a reivindicações de governadores e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e, dois dias depois de apresentar o pacote anticrime, anunciou mudanças no texto. O projeto de Moro criminaliza o caixa 2 nas campanhas eleitorais e endurece penas para crime organizado e corrupção.

Nesta quarta-feira, 6, Moro apresentou o texto a cerca de cem deputados, na Câmara, em encontro promovido pela Frente Parlamentar de Segurança. A reunião ocorreu a portas fechadas, mas deputados do PSL e do PSOL ignoraram o sigilo e transmitiram parte dela ao vivo em suas redes sociais.

No seu primeiro teste político no Congresso, Moro afirmou aos deputados que o pacote anticrime não tem ideologia e os convocou a apoiar o texto. “É uma proposta de responsabilidade do governo e do Congresso”, disse o ministro.

A tentativa da oposição de constranger Moro com perguntas sobre investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi frustrada. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), chegou a ser vaiado por criticar o ministro. “O senhor Moro vai falar até as 16 horas para não responder as perguntas?”, gritou.

Os governistas reagiram pedindo “mais respeito” e que o colega parasse com “a palhaçada”. “O clima não foi dos melhores porque ele fala uma hora e escuta um minuto. Ele precisa entender que deixou de ser juiz da Lava Jato”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Moro pediu desculpas pela demora em sua apresentação e disse que está de portas abertas para receber os deputados que tiverem interesse em dialogar com ele sobre o tema.

Mudanças. No Supremo, ministros como o decano Celso de Mello apontaram falhas que já levaram Moro a fazer alterações na proposta.

Uma delas obrigará o titular da Justiça a encaminhar dois e não um projeto ao Congresso. Isso para evitar erro de procedimento, uma vez que nem todas as mudanças propostas podem ser feitas por lei ordinária.

Moro também aceitou alterar alguns pontos, após acatar sugestões de governadores feitas a ele em reunião nesta segunda-feira, 5. A primeira delas prevê que as audiências de presos em estabelecimentos fora da comarca devem ocorrer “obrigatoriamente” por videoconferência. O texto original usava o termo “preferencialmente”.

Além disso, Moro fez um acréscimo no trecho segundo o qual o juiz deve negar liberdade provisória a presos em flagrante que forem reincidentes ou integrantes de organização criminosa. Agora, a regra irá se estender a presos em flagrante por porte de arma de fogo de uso restrito em circunstâncias que indiquem ser membro de grupo criminoso.

Outro ajuste permitirá que presos fiquem mais de três anos em penitenciárias de segurança máxima. Na versão original essa medida era “excepcional”.

No total, o projeto altera 14 leis do Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. SP elegeu tiririca e RJ o Freixo.. nao é a toa que o congresso ta uma palhaçada e o senado um ringue de baixo nivel..

    1. Não é a toa que o Rio tem 04 ex governadores presos. É um estado afundado na insegurança, dominado por facções criminosas de todo tipo, forma e poder. Diariamente existem tiroteios, arrastões, assassinatos e tudo de pior que uma cidade pode ter. O que eles podem cobrar ou criticar se na própria casa se tem clima de guerra e situação sem controle?????

  2. Aguarda tio moro, quando tu for eleito presidente do Brasil, fará a reforma que realmente o Brasil precisa. Questão de tempo, posso esperar.

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Política

Petistas falam em ‘maldade’ e ‘processo viciado’ após nova condenação de Lula

Petistas criticaram na Câmara a decisão que condenou o ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, nesta quarta-feira (6).

“É um processo totalmente viciado, contaminado por uma conduta ideológica”, afirmou o líder do partido na Câmara, Paulo Pimenta (RS). “É uma sentença ilegal, que contraria toda a jurisprudência.”

A presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), também questionou o processo que deu origem à sentença de 12 anos e 11 meses de reclusão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Nós ficamos nos perguntando por que tanta maldade com o Lula”, disse ela a jornalistas.

O ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também acusou o processo de ser partidarizado contra o petista.

“Ele é muito perigoso porque representa e fala no coração do povo pobre desse país. O mundo inteiro sabe que Lula é um preso político”, disse o petista, em rede social.

O ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) questionou o fato de Lula estar preso enquanto outros políticos investigados permanecem livres.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), sucessora de Lula no Planalto, afirmou em rede social que a intenção da nova condenação é a retirada de Lula da vida política. “Na prática, as duas condenações somadas tentam lhe impor uma prisão perpétua”, escreveu.

Outros parlamentares também repercutiram a condenação do ex-presidente na Lava Jato.

“Uma condenação judicial não tem o que se dizer. Condenação judicial se cumpre e se recorre”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Já o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), usou o microfone do plenário da Casa para comemorar a condenação.

“O Lula está preso, babaca”, gritou para o deputado petista Henrique Fontana (RS), usando frase de Cid Gomes (PDT-CE) da campanha eleitoral que virou meme entre os apoiadores do presidente.​

Também do PSL-SP, o senador Major Olímpio comemorou a condenação de Lula e afirmou que o Brasil “está deixando de ser o país da impunidade para corruptos”. “A nova condenação do Lula, mais do que justa, é exemplar e um recado que o Brasil está mudando para muito melhor e a Justiça está colaborando com isso”, disse, em rede social.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também foi às redes sociais para elogiar a sentença proferida pela juíza substituta de Moro na Lava Jato.

“Parabéns à juíza Gabriela Hardt. Lula continuará preso com mais esta condenação e não sairá tão cedo da cadeia. A Lava Jato segue em boas mãos!”​

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Para os petistas só existe justica quando seus adversários são condenados. Os petista tem seus ladrões de estimação: Lula, Ze Dirceu, Vacari, já Palocci , Delcídio Amaral, estes são apenas relatores. Né não.

  2. Jesus foi preso e perseguido, até seu apostólo Pedro negou-lhe por três vezes.
    Não é de de estranhar um povo que só foram gente quando o Lula foi o presidente deste país, fique nas redes sociais maldizendo-o e negando que ele sofre a maior perseguição jurídica midíatica da história deste país.
    As acusações contra Lula são infundadas, mas mesmo assim o condenam.
    Enquanto outros dançam e riem da cara dos brasileiros, que por motivação política passaram a odiar o Lula e o PT.

    1. Vejam a que ponto chega a mediocridade das pessoas? Comparar Jesus com o condenado e réu em 05 outros processos criminais. Os únicos feitos realizados pelo ex presidente foi transformar a corrupção em forma de governo, levar a falência os recursos públicos, destruir a petrobras, os correios e os fundos de pensões, aparelhar o estado com inúteis e improdutivos e dar apoio as ditaduras que restam pelo mundo. A miséria no Brasil continua a mesma, os pobres continuam desassistidos, nem a transposição do rio São Francisco saiu do discurso político para se tornar realidade. Sem esquecer os programas de bolsa que foram utilizados para pagar a militância política e financiar o MST e TMST.

  3. Luladrão não está preso coisíssima nenhuma. Ele apenas é um "hóspede vip" na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
    A propósito, está mesmo na hora de fazer-se uma campanha nacional pela transferência de Lula para um presídio propriamente dito.

  4. Como é? O candidato a prêmio Nobel da paz, pegou mais 20 anos de xilindró? Foi mesmo? Num acredito? Kkkkkkkkkkkkk. Sei não, viu?

    1. Mandela pegou prisão perpétua e ganhou o nobel da paz. Ademais, ainda existem juízes em Berlim!!!

  5. Espero que a pena seja aumentada como foi na primeira condenação no caso do triplex. Nesta última condenação ele já não é mais primário. Parabéns à Juíza Hardt!

  6. Mentira, eu olhei o processo não tem nem uma prova que que comprove que Lula é proprietário do apartamento. Juíza, pau mandando de Moro.

    1. Petista vai continuar fazendo o que tem levado o partido a uma derrota atrás da outra: MENTINDO! Se você olhou o processo Roberto, teve visão e leitura seletiva, viu apenas e unicamente o que interessava e ignorou todos os documentos probatórios, notas fiscais, fotos, depoimentos e testemunhos EXISTENTES no processo. Não é com MENTIRA que vocês vão escapar da justiça, não deu para perceber isso ainda? Depois que vocês perderam a cadeira no palácio do planalto, a VERDADE começou a ser falada, vista e praticada, o teto de cristal de vocês ruiu e rompeu sem a blindagem palaciana

  7. A cara de pau, cinismo e dissimulação dos PETRALHAS ainda me deixa impressionado. Vejam bem: o ladrao, vigarista, corrupto e maior líder do PT, o Sr. Luiz Inacio, vulgo LULA, é condenado pela segunda vez – sem contar a de segunda instância no processo anterior do triplex – e essa cambada ainda insiste no mesmo discurso de perseguição política. A sra conhecida pela alcunha de AMANTE, deputada Gleisi Hoffman, presidente do nefasto agrupamento de políticos corruptos e condenados na justiça, teve a coragem de dizer que Lula fora condenado agora para atrapalhar sua candidatura ao prêmio Nobel da paz. Não sorriam, é verdade. Essa sra deveria ser interditada.
    Nosso país está feliz com mais uma condenação do maior bandido de colarinho branco do Brasil e que comandou o maior esquema de corrupção do mundo. Viva!

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Educação

Fies vai oferecer 100 mil vagas a juro zero para alunos de baixa renda

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai ofertar 100 mil vagas na modalidade juro zero e 450 mil na modalidade P-Fies. Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições para o programa começam amanhã (7) e vão até o dia 14.

O Fies a juro zero é voltado para alunos cuja renda familiar bruta mensal por pessoa não ultrapasse três salários mínimos. Já o P-Fies, para estudantes cuja renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda cinco salários mínimos.

O financiamento mínimo na modalidade juro zero é de 50% do curso escolhido, desde que o limite financiável não passe de R$ 42.983,70 por semestre. Essa condição passou a valer a partir da edição do segundo semestre de 2018.

Podem participar os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e obtiveram média das notas nas provas igual ou superior a 450. Além disso não podem ter zerado a redação.

Os bolsista parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), ou seja, aqueles que têm bolsa de 50% da mensalidade, poderão participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.

Cronograma

O Fies oferece financiamento para cobrir os custos das mensalidades de instituições privadas de ensino superior. Na página do Fies está disponível uma sessão de perguntas e respostas para tirar as dúvidas, como como será feito o pagamento do financiamento, quais as taxas que serão cobradas e quais os benefícios concedidos.

O resultado da pré-seleção referente ao processo seletivo do primeiro semestre de 2019 para as modalidade Fies e P-Fies será divulgado no dia 25 de fevereiro.

Os candidatos pré-selecionados na modalidade Fies, deverão acessar o FiesSeleção, e complementar sua inscrição para contratação do financiamento no referido sistema, no período de 26 de fevereiro a 7 de março. A pré-seleção dos participantes da lista de espera será de 27 de fevereiro a 10 de abril.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Só 100% de desconto nos juros? Assim num dá, é muito pouco. Governo fascista, covarde esse da "pátria amada Brasil". Nós era feliz no governo da "Pátria educadora" e num sabia.

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Política

Governadores do Nordeste pedem ao STF julgamento de processos sobre repasses; RN está entre eles

Governadores do Nordeste reuniram-se hoje (6) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, para pedir o julgamento de processos que podem garantir aumento no repasse de recursos para os estados. Participaram do encontro os governadores Flávio Dino (Maranhão), Paulo Câmara (Pernambuco), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Wellington Dias (Piauí) e Rui Costa (Bahia).

De acordo com os governadores, a recessão econômica atingiu as finanças públicas dos estados, e um eventual resultado positivo nos julgamentos pode adiantar repasses que demorariam para chegar somente com os efeitos das reformas que serão propostas pelo governo federal.

“Isso atingiu as finanças públicas de modo bastante agudo. As soluções transitam pelo campo político, não há dúvida, mas também pela decisão do Poder Judiciário acerca de debates fundamentais a respeito de processos, a exemplo do salário-educação que trata do financiamento da educação”, disse o governador do Maranhão.

Entre os processos em tramitação no Supremo que podem beneficiar os estados estão ações sobre a distribuição dos royalties do petróleo e a distribuição do recursos arrecadados com salário-educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

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Política

‘Eu sou um cara legal, pô’, diz Mourão sobre críticas de Bannon

Após ser alvo de críticas do ex-assessor de Donald Trump, Steve Bannon, e do escritor Olavo de Carvalho, ambos próximos dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão disse que quer evitar o atrito, mas que “é lógico” que considera as afirmações contra ele injustas. “Eu sou um cara legal, pô”, disse em tom bem humorado.

Ao ser questionado especificamente sobre as críticas de Bannon, Mourão destacou que ele não é mais assessor de Trump. “Não vou entrar em atrito com Steve Bannon”, reagiu. Para Olavo de Carvalho, Mourão desejou “um feliz 2019”.

Bannon é persona non grata na Casa Branca, e idealizador do grupo O Movimento, que promove a ascensão da extrema-direita pelo mundo. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ex-estrategista afirmou que Mourão “é desagradável, pisa fora da sua linha”. “Até onde sei, o presidente Bolsonaro não lhe atribuiu responsabilidades e parece que foi uma decisão sábia”, afirmou Bannon.

Olavo de Carvalho, por sua vez, elevou o tom contra Mourão nos últimos dias através de diversas publicações em redes sociais. Ele o chamou de “charlatão desprezível” e o acusou de estar “em guerra” contra o presidente Jair Bolsonaro. Ontem, Olavo disse que cessaria as críticas enquanto “ele se abstiver de falar contra os ideais que o elegeram”.

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  1. É disso que tenho medo. Um vice presidente querendo pagar de "legal" para a mídia. Não vai dar certo. Vejam ai Lula e Obama, caras legais para a mídia. Um tá preso e outro deixou a a economia americana em cheque. Dê confiança pra ver.

    1. Tú rái morrer de raiva, mas o mito vai colocar esse país nos trilhos, coisa que o pt não fez, apenas assaltou o país

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Meio Ambiente

Vale se recusa a assinar termo com ações emergenciais para Brumadinho

A mineradora Vale se recusou a assinar nesta quarta-feira, 6, Termo de Ajuste Preliminar Extrajudicial proposto pelo Ministério Público com ações emergenciais a serem implementadas por conta do rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A empresa alegou precisar de tempo para análise técnica das medidas, conforme informações do promotor André Sterling Prado, que faz parte da força-tarefa que investiga a ruptura da estrutura.

A audiência em que o termo seria assinado ocorreu nesta tarde na 6.ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. Uma nova audiência foi marcada para quinta-feira, 14, segundo o promotor. A empresa, conforme Sterling, recebeu o termo nesta terça, 5. “Foi um prazo curto, realmente, mas nós não admitimos negociação. A negociação tem que ser em pequenos ajustes, pequenos detalhes. A Vale não tem que questionar isso agora. A Vale tem que simplesmente pagar o que ela causou numa questão emergencial”, disse o representante do MP.

Entre os pontos previstos no termo, que tem 40 cláusulas, está a obrigação da empresa em recompor a arrecadação tributária do Estado de Minas e da prefeitura de Brumadinho pelos próximos três anos, no mínimo, por conta do impacto financeiro nos cofres públicos a ser registrado com rompimento da barragem da empresa no município.

O valor do repasse será calculado com base na média da arrecadação apurada nos últimos 12 meses e independe “de redução de atividade econômica”. A proposta integra a cláusula 13 de um total de 40 reunidas no termo. Outra cláusula estabelece que a empresa apresente em prazo “improrrogável” de 60 dias, “plano de manejo e remoção de rejeitos” que abranja toda a área atingida pela lama que vazou da barragem.

Nesta terça, 5, os rejeitos, que avançam pelo Rio Paraopeba, atingiu a região de Pará de Minas, a cerca de 80 quilômetros de Brumadinho. Pelo termo, a empresa ficará obrigada a fornecer água para população humana e animais “até o restabelecimento da situação anterior”.

Para o promotor Sterling, a Vale precisa entender a importância da aceitação do documento. “Se na próxima semana esse documento não estiver aceito e construído, acho que aí vai estar caracterizada postura da Vale como empresa que não quer ressarcir os crimes que ela tem cometido”.

Em nota, a mineradora afirmou que “mantém contato com as autoridades de Minas Gerais com o objetivo de buscar soluções consensuais de forma a dar maior celeridade à indenização dos atingidos.”

Na cláusula de número 6 do termo, fica estabelecido que a empresa “obriga-se a adotar todas as medidas necessárias para o estancamento total do carreamento de volume de rejeitos e lama que ainda continuam a vazar das barragens rompidas, inclusive a construir e operar estruturas emergencias de contenção de sedimentos e/ou tratamento sistemas de tratamento in situ de água e dos rejeitos que vazaram das barragens da Mina Córrego do Feijão, de forma a minimizar o impacto associado à continuidade do transporte dos sedimentos para o Rio Paraopeba, seus afluentes ou outros cursos d´água”.

O Rio Paraopeba se junta ao Rio São Francisco no município de Três Marias, que fica, por terra, a 250 quilômetros de Brumadinho. Com o acordo, a Vale também ficaria obrigada a repassar mensalmente à Justiça relatório sobre as medidas que se comprometeu a tomar e resultados alcançados. O termo estabelece também que uma empresa “independente, idônea e reconhecidamente capacitada”, a ser definida por comissão de deliberação, será contratada para elaboração de plano global de recuperação da bacia do rio, com gastos a serem honrados pela mineradora.

Segundo o promotor, na reunião ficou acertado ainda que a mineradora vai repassar imediatamente R$ 13 milhões ao governo de Minas para repor gastos do poder público depois do rompimento da barragem. “Se isso não ocorresse, as buscas teriam que ser suspensas” disse Sterling.

O trabalho dos bombeiros na região de Brumadinho entraram em seu 13º dia. Por conta das chuvas que atingem a região, o uso de helicópteros é restrito. Segundo o último balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros, o total de mortos é de 150, com 182 desaparecidos. Cerca de 380 integrantes da corporação atuam nas buscas, que contam com o auxílio de máquinas.

Reunião tem atrito entre Vale e moradores

Nesta terça, moradores e funcionários da Vale já haviam entrado em atrito em uma reunião realizada no Parque da Cachoeira. Segundo Adilson Lopes Silva, representante dos moradores de Córrego do Feijão, o encontro era para escolher os representantes da comunidade na comissão de vítimas e definir a pauta de reivindicações. “Eles foram de penetra. Não foram convidados. Não era assunto deles. Mas começaram a negar todas os pedidos”, conta.

O morador reclama da falta de representantes da Vale nas comunidades que possam, de fato, ouvir e atender os pedidos das localidades atingidas. “Nas comunidades, só tem funcionário disfarçado de voluntário. Não tem ninguém que possa resolver nada”, diz.

“Saímos preocupados pela lentidão. Estamos observando e atentos para que não se repita o que acontece na bacia do Rio Doce. A reparação deve ter a participação direta, informada e organizada da população atingida”, afirma Joceli Andrioli, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

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Política

Raquel devolve investigação contra Flávio Bolsonaro para primeira instância

Foto: Michael Melo/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) devolveu para a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) o inquérito que investiga o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) por falsificação de documento público para fins eleitorais e lavagem de dinheiro. A investigação tem origem em um denúncia protocolada no Ministério Público do Rio de Janeiro que aborda operações de compra e venda de imóveis realizadas pelo primogênito do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Na tarde desta quarta-feira, 6, o Estado adiantou que o caso retornaria à 1ª instância. “No caso em exame, os fatos investigados no inquérito policial, que está em fase bastante incipiente como relatado, precedem o início do mandato do senador da República pelo representado e não tem relação com exercício deste mandato parlamentar federal. Por isso, não há atribuição da Procuradoria-geral da República, tampouco do egrégio Supremo Tribunal Federal (STF)”, diz o despacho assinado pela procuradora-geral Raquel Dodge.

O caso não tem relação com a investigação do ex-assessor de Flávio, o policial militar Fabrício Queiroz, que, segundo o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017.

A investigação tramitava desde março de 2018 na Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) e apurava possível crime eleitoral praticado por Flávio Bolsonaro ao declarar imóveis comprados por meio de “negociações relâmpago” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com valores supostamente abaixo do real. No inquérito, há ainda a citação de que as negociações teriam resultado em aumento do patrimônio do atual senador.

Em novembro de 2018, a PRE-RJ havia encaminhado a investigação para a Polícia Federal para que fossem cumpridas diligências de apuração dos fatos, entre elas, a oitiva de Flávio Bolsonaro. O prazo estipulado pela Procuradoria à época era de 60 dias para cumprimentos dessas medidas investigatórias.

Ao enviar para a PF, ainda em novembro de 2018, a PRE-RJ afirmou que como Flávio Bolsonaro havia sido eleito senador, após os 60 dias era necessário o envio do inquérito à PGR para analisar a possível existência de foro por prerrogativa de função. A decisão de hoje de Raquel Dodge é uma resposta ao envio do material e se vale da nova interpretação do STF sobre o foro por prerrogativa de função.

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Cidades

Governo renova situação de emergência pela seca em 147 municípios do RN

O Governo do Rio Grande do Norte vai decretar, por mais 180 dias, a situação de emergência pela seca em 147 municípios, o que representa 88% dos municípios potiguares. A renovação do decreto que vigora até dia 11 de março foi definida na tarde desta quarta-feira (6) em reunião do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca, entidade coordenada pelo Gabinete Civil.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, tenente coronel Marcos Carvalho, o decreto leva em consideração análises técnicas dos diversos órgãos que integram o Comitê e que monitoram a segurança hídrica do estado. A situação de emergência pela seca facilita o trâmite dos processos que envolvem obras e serviços que minimizem os impactos causados pela escassez de chuvas.

Dados da Caern apresentados na reunião mostram que 151 municípios são abastecidos pela companhia, dos quais 92 estão em rodízio e cinco em situação de colapso. De acordo com o secretário-chefe do Gabinete Civil, a situação mais preocupante é dos municípios do Alto Oeste onde os reservatórios ainda estão com baixo volume hídrico.

Municípios em situação de emergência

Acari, Açu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúna, Barcelona, Bento Fernandes, Boa Saúde, Bodó, Bom Jesus, Brejinho, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Grande, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçana, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa D´Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Macau, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte Alegre, Monte das Gameleiras, Mossoró, Nova Cruz, Olho D´Água dos Borges, Ouro Branco, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Passagem, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Campestre, São José do Seridó, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Eloi de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serra Negra do Norte, Serrinha, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboeleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.

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  1. Pronto, agora topou. A única solução à vista (a prazo nem pensar) é dar férias coletivas aos funcionários, leiloar o Ipern, fechar o RN para "balanço" (de preferência numa rede esticada na Redinha) e jogar a chave no mar.

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Jornalismo

Governo vai restringir concursos públicos

O texto enviado no dia 5, terça-feira, continha uma incorreção. Cargos comissionados podem ser ocupados por servidores e não servidores, e não apenas por não servidores, como constou. Segue o texto corrigido:

O governo vai apertar as regras para todos os órgãos que pedirem ao Ministério da Economia a abertura de novos concursos públicos e cortar 21 mil cargos, comissões e funções gratificadas. A área econômica já tem pronto um decreto para “blindar” essas funções comissionadas de nomeações que não sejam técnicas. Indicações de pessoas sem experiência e qualificação não serão aceitas, segundo o ministério.

O corte de cargos será feito em fases nos próximos três a quatro meses, e integra um pacote de medidas de reforma do Estado, em elaboração pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar mais eficiência aos gastos com a folha de pagamentos, um dos itens mais pesados das contas públicas. Atualmente, são cerca de 130 mil cargos comissionados (ocupados, temporariamente, por servidores e não servidores) e gratificados (quando alguém de dentro da administração é deslocado para uma outra função, com um ganho extra no salário). A economia prevista com a redução de pessoal é de R$ 220 milhões por ano.

Para diminuir a necessidade de novas contrações, será exigido que cerca de mil serviços oferecidos por meio presencial e em papel sejam totalmente digitalizados e feitos pela internet nos próximos dois anos, entre eles benefícios do INSS e matrículas de universidades federais. Com essa medida, os servidores que hoje fazem esses serviços poderão ser realocados para outras funções.

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, antecipou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o decreto 6.944, que trata de normas de concursos públicos, será alterado para “racionalizar” os pedidos dos órgãos que hoje são frequentes: mais concursos, mais orçamento e mais cargos. Ele classificou as medidas de “guarda-chuva” da reforma do Estado.

O novo decreto, que será publicado no Diário Oficial ainda em fevereiro, definirá que, antes de pedir novos concursos de servidores, os órgãos terão de cumprir uma lista de exigências, como digitalizar 100% dos serviços que podem ser oferecidos pela internet, converter os processos administrativos que estão ainda em papel para o formato eletrônico e rever as políticas de cessão de pessoas para outros ministérios, Estados e municípios

“Com o mesmo quantitativo de servidores, é possível ter um resultado maior e melhor. Vamos primeiro focar na eficiência operacional”, disse Uebel. Segundo ele, é necessário verificar a urgência e pertinência dos serviços públicos.

Outra medida que estará prevista no decreto é que todos os órgãos façam uma descrição do trabalho de cada cargo para evitar “vagas genéricas”. “Com isso, conseguiremos monitorar melhor a efetividade das vagas”, disse o secretário.

Segundo o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, as novas regras devem valer para os concursos que já estão “correndo”, como para as Polícias Federal e Rodoviária Federal.

Para testar o modelo de corte a ser implementado, o Ministério da Economia já deu o pontapé inicial com a redução de 3 mil cargos e funções, com uma economia de R$ 43 milhões por ano. Segundo o secretário, foi feita uma redução dos níveis hierárquicos, sem prejudicar o funcionamento dos órgãos. Havia áreas com até seis níveis de chefe.

Estadão Conteúdo

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Política

Defesa de Lula vê ‘perseguição política’ e ‘uso perverso da lei’ em nova sentença

A defesa do ex-presidente Lula afirmou, nesta quarta-feira, 6, que vai recorrer da condenação a 12 anos e 11 meses na ação referente ao Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, proferida pela juíza Federal Gabriela Hardt. Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, a magistrada ‘segue a mesma linha’ do ex-juiz Sérgio Moro e faz ‘uso perverso das leis’ para fins de ‘perseguição política’ contra o ex-presidente.

O ex-presidente foi sentenciado por supostos crimes de corrupção passiva e ativa, e lavagem de dinheiro, envolvendo pagamentos de R$ 1 milhão das empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin para custear as reformas do imóvel.

“A sentença segue a mesma linha da sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de ofício vinculado ao recebimento de vantagens indevidas, vale dizer, sem ter praticado o crime de corrupção que lhe foi imputado”, afirmam os advogados.

Segundo a defesa, ‘uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um “caixa geral” e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados’.

“A decisão desconsiderou as provas de inocência apresentadas pela Defesa de Lula nas 1.643 páginas das alegações finais protocoladas há menos de um mês (07/01/2019) – com exaustivo exame dos 101 depoimentos prestados no curso da ação penal, laudos técnicos e documentos anexados aos autos”, diz.

O advogado afirmou que se chega ‘ao ponto de a sentença rebater genericamente a argumentação da defesa de Lula fazendo referência a “depoimentos prestados por colaboradores e co-réus Leo Pinheiro e José Adelmário” (p. 114), como se fossem pessoas diferentes, o que evidencia o distanciamento dos fundamentos apresentados na sentença da realidade’.

De acordo com o advogado, ‘Lula foi condenado pelo “pelo recebimento de R$ 700 mil em vantagens indevidas da Odebrecht” mesmo a defesa tendo comprovado, por meio de laudo pericial elaborado a partir da análise do próprio sistema de contabilidade paralelo da Odebrecht, que tal valor foi sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administração); esse documento técnico (elaborado por auditor e perito com responsabilidade legal sobre o seu conteúdo) e comprovado por documentos do próprio sistema da Odebrecht foi descartado sob o censurável fundamento de que “esta é uma análise contratada por parte da ação penal, buscando corroborar a tese defensiva” – como se toda demonstração técnica apresentada no processo pela defesa não tivesse valor probatório’

“Lula foi condenado pelo crime de corrupção passiva por afirmado “recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas da OAS” no ano de 2014 quando ele não exercia qualquer função pública e, a despeito do reconhecimento, já exposto, de que não foi identificado pela sentença qualquer ato de ofício praticado pelo ex-presidente em benefício das empreiteiras envolvidas no processo”, afirma

Zanin também sustenta que ‘foi aplicada a Lula, uma vez mais, uma pena fora de qualquer parâmetro das penas já aplicadas no âmbito da própria Operação Lava Jato – que segundo julgamento do TRF4 realizado em 2016, não precisa seguir as “regras gerais” – mediante fundamentação retórica e sem a observância dos padrões legalmente estabelecidos’.

“Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU a ocorrência de grosseiras violações às garantais fundamentais, inclusive no tocante à ausência de um julgamento justo, imparcial e independente. O conteúdo da sentença condenatória proferida hoje somente confirma essa situação e por isso será levada ao conhecimento do Comitê, que poderá julgar o comunicado ainda neste ano – e eventualmente auxiliar o país a restabelecer os direitos de Lula”, reitera.

Estadão Conteúdo

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  1. Por que odiamos lula? Pela corrupção? Não. Se fosse odiariamos o filho do bozo. Afinal, com a ninharia descoberta pelo Coaf daria para comprar vários sitios e apartamentos no Guarujá. Odiamos o lula porque ele acabou com as empregadas domésticas que dormiam no trabalho, criou milhões de vagas para o pobre estudar…Enfim, pobre virou gente e isso é um crime gravíssimo.

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Política

Em nova condenação de Lula, juíza estipula em R$ 86,4 milhões reparação de danos

A juíza federal Gabriela Hardt, da Operação Lava Jato, estipulou em R$ 86,4 milhões o valor mínimo a ser cobrado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais condenados por, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro na ação penal que envolve o sítio Santa Bárbara, em Atibaia. O petista foi condenado nesta quarta-feira, 6, a 12 anos e 11 meses de prisão no caso – em janeiro do passado ele havia sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês no caso do tríplex do Guarujá.

“Necessário estimar o valor mínimo para reparação dos danos decorrentes do crime, nos termos do art. 387, IV , do CPP (Código de Processo Penal)”. O maior valor se refere aos crimes de corrupção ativa e passiva, R$ 85 milhões. “Valor equivalente ao destinado para núcleo de sustentação da Diretoria de Serviços da Petrobrás nos contratos relacionados.”

“Todas as imputações realizadas no presente feito em relação ao delito de corrupção têm em comum a pessoa a quem seria imputada a condição de autora do delito de corrupção ativa – o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva”, sentenciou Hardt.

A sentença de Gabriela Hardt tem 360 páginas. Também foram condenados os empresários José Adelmário Pinheiro Neto, o Léo Pinheiro, ligado a OAS, a 1 ano, 7 meses e 15 dias, o pecuarista José Carlos Bumlai a 3 anos e 9 meses, o advogado Roberto Teixeira a 2 anos de reclusão, o empresário Fernando Bittar (proprietário formal do sítio) a 3 anos de reclusão e o empresário ligado à OAS Paulo Gordilho a 3 anos de reclusão.

A juíza condenou os empresários Marcelo Odebrecht a 5 anos e 4 meses , Emilio Odebrecht a 3 anos e 3 meses, Alexandrino Alencar a 4 anos e Carlos Armando Guedes Paschoal a 2 anos. O engenheiro Emyr Diniz Costa Junior recebeu 3 anos de prisão. Todos são delatores e, por isso, vão cumprir as penas acertadas em seus acordos.

Gabriela Hardt absolveu Rogério Aurélio Pimentel, o “capataz” das obras do sítio.

A Lava Jato afirma que o sítio passou por três reformas: uma sob comando do pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em um total de R$ 1,02 milhão

Com a palavra, o criminalista Alberto Zaharias Toron, que defende Fernando Bittar

O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o empresário Fernando Bittar, condenado a 3 anos de reclusão no processo do sítio de Atibaia, disse que a sentença da juíza Gabriela Hardt “é equilibrada”. “Vamos recorrer, mas a sentença mostra a disparidade entre a acusação e a realidade reconhecida por uma juíza que não é exatamente uma liberal, ao contrário, é reconhecida como uma juíza linha dura.”

Para Toron, é importante destacar que a força-tarefa do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato imputava a Bittar – proprietário do sítio de Atibaia – a prática de 44 atos de lavagem de dinheiro. “A doutora Gabriela Hardt condenou Bittar por apenas uma lavagem. Isso mostra a prática de acusação excessiva do Ministério Público.”

O criminalista avalia que a força-tarefa da Lava Jato “com sua estratégia usual de fazer acusação excessiva quer compelir a pessoa a fazer uma delação, no caso queriam que falassem do Lula e da dona Marisa, quando na verdade não há base nenhuma para uma acusação dessa magnitude”.

O advogado demonstra preocupação com o plea bargain, acordo penal adotado em larga escala nos Estados Unidos e que o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro incluiu no pacote anticrime entregue ao Congresso nesta quarta, 6.

“Agora vem o plea bargain do Moro. Vão te acusar de crimes que levam a uma pena de 100 anos. O que você faz? Se fizer acordo a pena cai para 5 anos. A pessoa vai aceitar. Vamos ter que discutir muito isso.”

“O que é importante destacar é que o próprio Ministério Público, nas alegações finais, reconheceu que o Fernando Bittar é o verdadeiro proprietário do sítio de Atibaia”, segue Toron. “Enfim, ficou definida a propriedade do sítio.”

Com a palavra, A criminalista Daniella Meggiolaro, defensora de José Carlos Bumlai

“José Carlos Bumlai recebeu com imensa surpresa a notícia de sua condenação e dela irá recorrer, pois jamais contribuiu financeiramente com as reformas do sítio de Atibaia. A sentença é atécnica e não aponta a origem nem a ilicitude dos valores que seriam objeto da suposta lavagem. Além disso, a pena e o regime de cumprimento impostos a ele são totalmente desproporcionais.”

Estadão Conteúdo

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