Tecnologia

Apple anuncia queda de 15% na venda de iPhones no último trimestre de 2018

A Apple anunciou ontem que, no quarto trimestre de 2018, as vendas totais de seus iPhones caíram 15% em relação ao ano anterior, para US$ 51,98 bilhões. O diretor executivo, Tim Cook, afirmou que a fraqueza econômica da China prejudicou as vendas de smartphones no país. Foi uma queda considerável no produto mais lucrativo da empresa e abre um novo capítulo desde que Cook tomou o lugar do fundador Steve Jobs, há cerca de sete anos e meio.

“Embora tenha sido decepcionante perder nossa orientação de receita, buscamos gerenciar a Apple a longo prazo, e os resultados deste trimestre demonstram que a força subjacente de nossos negócios segue profunda e abrangente”, disse Cook em comunicado da empresa.

A Apple havia alertado, no início deste mês, que as vendas para o trimestre não atingiriam as projeções feitas em novembro.

Cook, que está em contato constante com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Reuters esperar que as tensões comerciais entre EUA e China tenham sido reduzidas, e afirmou que a empresa está reavaliando seus preços em moeda local na China e em outros mercados internacionais, o que pode voltar a impulsionar suas vendas. Mas será um baita desafio: o valor dos papéis da Apple caiu 30% desde a última vez que a companhia divulgou resultados, no fim de novembro.

No trimestre que terminou em dezembro, o mais importante para a Apple devido à temporada de compras de fim de ano, a empresa faturou US$ 84,3 bilhões, mais que a previsão média de analistas de US$ 84 bilhões, mas uma queda de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior . O lucro líquido foi de US$ 19,9 bilhões, o que significa leve queda em relação a igual período do ano anterior. Foi a primeira vez em mais de uma década que a empresa registrou queda em receita e lucro no quarto trimestre.

O GLOBO

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Política

Troca-troca faz PSL de Bolsonaro se igualar ao PT como maior bancada

O troca-troca de congressistas entre os partidos se intensificou nas últimas semanas e já levou o PSL de Jair Bolsonaro a se igualar ao PT como maior bancada na Câmara dos Deputados a partir da sexta-feira (1º), quando tomam posse parlamentares eleitos da legislatura 2019-2022.

Antagônicos entre si, o governista PSL e o oposicionista PT têm até agora, cada um, 55 das 513 cadeiras.

Nas urnas, o PT sagrou-se como principal bancada —apesar da derrota na disputa à Presidência da República—, com 56 deputados federais eleitos. Só que perdeu uma vaga da Bahia com a cassação do mandato do deputado Luiz Caetano, sob a acusação de improbidade.

Já o PSL havia conseguido a segunda maior bancada, com 52 cadeiras, mas vai filiar dois deputados eleitos, Bia Kicis (PRP-DF) e Pastor Gildenemyr (PMN-MA), além de ter ganho mais uma vaga com a ida de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil da Presidência (seu suplente é do PSL).

A atual temporada de troca-troca se dá porque parlamentares que se elegeram por siglas que não obtiveram um desempenho mínimo nas urnas —a chamada cláusula de barreira— podem mudar de legendas sem risco de perder o mandato por infidelidade.

Com isso, a dança de cadeiras no Congresso deve continuar até a próxima semana. O DEM, por exemplo, caiu de 29 deputados eleitos para 27 —além de Onyx, a vaga da ministra Tereza Cristina (Agricultura) ficará com o PSDB—, mas afirma já ter fechado a filiação de outros cinco deputados federais de siglas nanicas.

O anúncio dessa filiação deve ocorrer após a eleição de sexta, caso se confirme a vitória de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara.

O deputado do DEM é o atual presidente e conta com o apoio de uma ampla gama de partidos. A eleição, porém, é secreta, o que dá margem a traições.

Além do peso simbólico, quanto maior a bancada, mais poder o partido tem dentro do dia a dia do Congresso, incluindo peso nas comissões —que são o palco inicial de análise dos projetos—, número de assessores, estrutura legislativa e poder de voz e de interferência nas sessões de votação no plenário.

“O PT deve começar a legislatura com um a menos, mas no seu decorrer pode chegar a 57 deputados”, afirma Carlos Zarattini (PT-SP), citando recurso no caso do colega da Bahia e uma outra demanda judicial, em Santa Catarina, que pode resultar em uma vaga a mais para a sigla.

“Esse não é um objetivo determinante [ter a maior bancada]. Nós, na verdade, já somos o maior partido porque obtivemos 1,3 milhão de votos a mais do que o PT no país”, afirma o presidente do PSL, o também deputado eleito Luciano Bivar (PE).

De fato, embalados pela onda que elegeu Jair Bolsonaro, os candidatos a deputado federal do PSL reuniram 11,5 milhões de votos, ante 10,1 milhões dados aos postulantes do PT.

Em relação a quatro anos atrás, o do PT sofreu queda de 25%. Foi beneficiado devido a regras eleitorais como a que busca minimizar um pouco o chamado “efeito Tiririca” —candidatos com grande votação que levam para Câmara colegas de partido ou de coligação com votação pequena.

Líder da bancada do PSL na Câmara, o deputado Delegado Waldir (GO) afirma estar ainda em conversas com outros deputados eleitos, o que pode aumentar mais a bancada.

A dança de cadeiras também corre entre siglas menores. Para escapar dos efeitos da cláusula de barreira, o PC do B incorporou o PPL e elevou sua bancada de 9 para 10 deputados.

Com o objetivo de reduzir a grande pulverização partidária, a cláusula exigiu das siglas, nas eleições de outubro, um piso de desempenho (pelo menos 1,5% dos votos válidos nacionais ou a eleição de no mínimo nove deputados federais em pelo menos 9 das 27 unidades da federação).

Quatorze partidos foram “reprovados”, ficando sem fundo partidário, principal fonte de financiamento das legendas, propaganda na TV e rádio, além de estrutura no Legislativo (gabinete partidário, assessores, discursos nas sessões, entre outros pontos).

O Senado também abriga troca-troca. Pelo menos dois parlamentares eleitos vão migrar para siglas maiores: Eduardo Gomes (TO), do Solidariedade para o MDB, e Jorge Kajuru (GO), do PRP para o PSB.

FOLHAPRESS

DO BLOG: O PT também perdeu a vaga de Fernando Mineiro para o PP, saiu Mineiro e entrou Beto Rosado.

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Judiciário

Justiça determina a liberdade de Doutor Bumbum

Desembargadores da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decidiram, nesta terça-feira, por unanimidade, pela libertação de Denis Cezar Barros Furtado, o Doutor Bumbum. O médico está preso desde o dia 19 de julho de 2018, acusado da morte da bancária Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci, de 46 anos, após ter aplicado nos glúteos da vítima a substância PMMA — um derivado de acrílico — um dia antes da paciente morrer.

Na decisão, a prisão de Denis foi trocada por quatro medidas cautelares: comparecimento periódico em juízo para informar e justificar atividades; proibição de se ausentar do Rio durante a investigação e recolhimento em casa à noite e nos dias de folga, enquanto estiver sendo investigado; proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos. A mãe de Doutor Bumbum, Maria de Fátima Furtado, que foi presa junto com ele, saiu da prisão um mês depois.

No último dia 15, um laudo elaborado a pedido da defesa de Denis foi apresentado à Justiça. De acordo com o documento, assinado pelo perito Leví Inimá de Miranda, Lilian foi vítima de um “enfarte miocárdico agudo”, sem relação com a aplicação de PMMA. Laudo do IML aponta que a morte foi provocada por embolia pulmonar.

No laudo produzido a pedido da defesa, que foi anexado ao processo, Inimá alega que o diagnóstico de embolia pulmonar é “errado e precipitado”. Com base num exame de sangue e num eletrocardiograma realizados na paciente, o perito afirma que “restou caracterizado um infarto miocárdico agudo. E esse infarto jamais foi visto, detectado e diagnosticado. Com os diagnósticos eletrocardiográfico e enzimático, a senhora Lilian tinha de ter sido encaminhada, de imediato, ao Laboratório de Hemodinâmica, para submetê-la a uma angioplastia coronariana. Porém, ela ficou o tempo todo em uma sala da emergência”.

Ainda segundo o perito, que será assistente de defesa no processo, “o infarto miocárdico agudo não tem nexo de causalidade com o implante do PMMA em região glútea. Assim, a paciente morreu naquela emergência sem diagnóstico e sem qualquer tratamento para o infarto miocárdico agudo”.

Lilian saiu de Cuiabá, capital do Mato Grosso, para fazer o procedimento estético com Denis em uma cobertura na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em julho do ano passado. No dia seguinte à aplicação, passou mal e foi levada para o hospital pelo próprio médico, onde morreu horas depois, após quatro paradas cardiorrespiratórias. O laudo de necrópsia produzido pelo IML atestou que a causa da morte havia sido uma embolia pulmonar. Doutor Bumbum responde pelo crime de homicídio qualificado.

Apesar da decisão desta terça-feira, Denis, que está preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, ainda não foi libertado porque o alvará de soltura ainda não foi entregue por um oficial de justiça no local.

Outros envolvidos no caso

Além de Doutor Bumbum, são réus no processo pelo homicídio a médica Maria de Fátima Barros Furtado, mãe do Dênis, a secretária e namorada dele, Renata Fernandes Cirne, e sua empregada doméstica, Rosilane Pereira da Silva. No entanto, em agosto do ano passado, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) do Rio indicou que a causa da more da bancária Lilian Calixto teria sido embolia pulmonar – quando o fluxo sanguíneo do pulmão é interrompido, porém é inconclusivo. O perito usou o termo “embolia em chuveiro”, porque havia micro partículas espalhadas pelo pulmão, impedindo a oxigenação do sangue. O laudo, porém, era inconclusivo.

Antes de ser preso, o médico fez um vídeo, que postou em suas redes sociais, para dizer que as acusações de que ele não é médico e que não era habilitado para realizar o procedimento são “injustiças”.

“Boa tarde senhores. Como todo mundo sabe, aconteceu uma fatalidade, mas uma fatalidade acontece com qualquer médico”, disse Denis.

Com contas em diversos sites para a divulgação dos resultados de procedimentos estéticos, Denis é conhecido como Doutor Bumbum nas redes sociais, que já é seguido por quase um milhão de intenautas. Só no Instagram, por exemplo, eram mais de 600 mil seguidores. No Facebook, cerca de 50 mil, entre as páginas pessoais e profissionais, e 1,5 mil inscritos no Youtube.

Em meios a posts de dicas de beleza, alimentação e procedimentos estéticos, como a bioplastia — carro-chefe de Denis — o médico publica os famosos “antes e depois” das cirurgias e procedimentos. O médico diz em uma postagem que o apelido “Doutor Bumbum” foi criado pelas próprias pacientes.

“O apelido carinhoso #DrBumbum criado pelas pacientes é uma brincadeira que me dá muita alegria e certeza de reconhecimento de meu trabalho como médico capacitado em bioplastia! Gratidão à todos!” escreveu, o médico.

Antes da captura do médico Denis César Barros Furtado, e de sua mãe, Maria de Fátima Barros Furtado, o Disque-Denúncia ofereceu uma recompensa de R$ 1 mil sobre informações que levassem à prisão dos dois. Um cartaz com os rostos da dupla chegou a ser divulgado.

Titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), a delegada Adriana Belém, informou à época que o médico tem oito anotações criminais, uma delas por homicídio em 1997, além de porte ilegal de arma, crime contra administração pública, exercício arbitrário das próprias razões, ameaça, violação de domicílio e duas por resistência à prisão.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Pois é, Doutor Bumbum passou a mão na bunda do Brasil e agora tá solto… Ele precisa conhecer o Rio Grande do Norte, esta maravilha cujo recorte geográfico sugere a bundinha do Brasil se oferecendo para a Europa.

  2. COMO É BOM PRATICAR CRIMES NESTE PAIS, NÃO TEM PROBLEMA TUDO FICA IMPUNE , REALMENTE UMA BELEZA

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Política

Interino, Mourão contradiz algumas vezes o discurso de Bolsonaro e gera crítica no núcleo duro do governo

Atuação do general Mourão como presidente interino não foi bem vista por aliados e filhos de Bolsonaro
José Cruz – 28.jan.2019/Agência Brasil

 

O protagonismo midiático do general Hamilton Mourão(PRTB) durante seus dois períodos como presidente interino incomodaram o entorno familiar e político de Jair Bolsonaro (PSL).

Um dos filhos do presidente disse a duas pessoas que o general busca se mostrar como uma figura mais preparada em caso de alguma crise desestabilizar o governo —avaliação, de resto, constante nos círculos políticos de Brasília.

A percepção foi reforçada por momentos em que Mourão apresentou-se como contraponto ao presidente.

Isso ecoa um mal-estar da campanha eleitoral, quando Mourão quis representar Bolsonaro em debates após o atentado a faca que sofreu, sendo rechaçado pelos três filhos do então presidenciável.

Na semana passada, quando assumiu por quatro dias enquanto Bolsonaro estava no fórum de Davos, a primeira aparição do interino foi em uma entrevista à Rádio Gaúcha, na qual disse que a flexibilização do porte de armas não tem efeito contra a violência.

A medida, disse, foi apenas uma mesura do presidente à sua base de apoio. Na sequência, recebeu o embaixador alemão no Brasil, que representava informalmente a União Europeia e deu uma inusual entrevista dizendo que o encontro visava corrigir “uma reputação meio errada”.

O ponto mais nevrálgico foi a negativa da mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, prometida por Bolsonaro para sua base evangélica e para o premiê Binyamin Netanyahu.

Reconhecer a cidade como capital do Estado judeu é visto como uma reparação do que os evangélicos consideram verdade bíblica e um preâmbulo para a volta de Cristo.

Mourão descartou o plano ao falar sobre o embargo saudita a exportações de frango brasileiro e, depois, durante dois encontros oficiais na segunda (28) e na terça (29) com representantes árabes.

Membros da ala bolsonarista da comunidade judaica e líderes evangélicos disseram que iriam esperar Bolsonaro sair da UTI, onde se recupera da cirurgia que levou Mourão ao cargo pela segunda vez na segunda, para reclamar.

A desavença também ocorre dentro do governo, onde ministros como Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) se veem questionados tanto por Mourão quanto pelos ministros egressos da ala militar —como os generais da reserva Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo).

O vice nunca foi uma unanimidade nos meios militares devido às posições duras e polêmicas. No cargo, moderou o discurso e, ao fim, é “um deles” em caso de crise —o que é apenas uma hipótese neste momento.

Causou especial alarme no entorno bolsonarista a subida de tom de Mourão sobre a investigação envolvendo movimentações financeiras do primogênito de Bolsonaro, o senador eleito Flávio (PSL-RJ).

Apesar de defender que o sobrenome é o que pesa na apuração, ele passou a considerar que a questão pode vir a ser um problema do governo.

A revelação de que o gabinete do filho contratou parentes de um suspeito de liderar grupo de extermínio no Rio foi especialmente malvista na cúpula militar da ativa.

Dois futuros deputados do PSL, que pediram reserva, disseram temer que o caso cinda o apoio a Bolsonaro —daí a defesa já feita por militares para que Flávio renuncie, o que ele descarta.

E, rachado o núcleo duro do presidente, que cresça o apoio ao vice mais moderado e preparado, segundo esta leitura.

Por óbvio, essa especulação ainda é feita discretamente, mas o fato de existir dá a temperatura da tensão em curso.

Mourão também apostou em uma boa relação com a imprensa. Além de atender a pedidos de repórteres, ele os elogiou em rede social.

Bolsonaro, por sua vez, é avesso a jornalistas. E seus filhos invariavelmente chamam reportagens críticas de lixo, fake news ou coisa pior.

A cereja deste bolo simbólico foi colocada no seu último compromisso desta interinidade, na terça (29): recebeu Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, e Guilherme Amado, da revista Época.

Ambos são alvos contumazes dos filhos do presidente, que os destratam com frequência em redes sociais e os acusam de disseminar mentiras sobre o pai.

Após o encontro, o interino disse que apoiaria uma decisão de deixar Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso por corrupção e lavagem de dinheiro, ir ao velório do irmão. O ex-presidente é o maior antípoda de Bolsonaro.

É preciso ressalvar que Mourão não obteve todo o poder que queria na montagem do governo. Não coordena projetos e segue no Anexo 2 da Presidência, e não num gabinete ao lado do de Bolsonaro, como vendia no fim de 2018.

Além disso, apesar da retórica, ele cumpriu o roteiro combinado com Bolsonaro no encaminhamento de medidas. Nisso lembrou outro vice com opiniões fortes, José Alencar, que criticava políticas do chefe, Lula. Ao fim, Alencar não tinha poder efetivo.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Na verdade, não sei se vcs são tão manipuláveis assim, isso é uma narrativa, como as varias já divulgadas, para jogar um contra o outro. Alguém lembra de alguma notícia dessa, onde um integrante do governo de lula ou dilma, teria contrariado, batido de frente com o presidente(a)? Qualé povo, acordem, saibam fazer a leitura do ambiente, enxergar entre linhas.
    Mesmo na época de diversos escândalos de corrupção do governo petista: celso daniel, mensalão, petrolão, setor da odebrecht criado para pagamento das propinas, venda de mps, envio de bilhões para cuba, nicaragua etc. Que somados, ultrapassam bilhões e bilhões, comparem a repercussão midiática que o caso do filho de bolsonaro tem com p que todos esses escandalos teve. Claro, quem rouba um grão ou todo o deserto, deve ser tratato da mesma forma. A questão é a manipulação de narrativas para desestabilizar um governo em que o quarto poder, composto pelas grandes empresas de mídia , ou não concordam, ou estão deixando de receber as verbas publicitárias ou por questão ideológica, um fla x flu. Onde não importa quem roube, mas que se eu estiver do lado ideológico deste, o outro lado que se exploda. Ou seja, mais 10, 15 anos sem crescermos, obras estruturantes, reformas, redução de regalias/privilégios estatais. Esse grupo não se importa em retroagirmos. Estão preocupados apenas em dominar pela narrativa mentirosa ou não. São parasitas, como boa parte da política que ai está.

  2. Mourão é um vice que caiu de pára-quedas. Na realidade não foi ungido dela vontade popular, não tem legitimam-se popular para pagar de Presidente. Tem que se recolher e fazer o que se espera dele: substituir o presidente nas suas eventuais ausências de forma discreta. Fecha a boca Mourão que vc não manda em porra nenhuma.

  3. Não confio nesse Mourão. Acho que foi uma péssima escolha de Bolsonaro. Parece que ele tá de conluio com o Partido das Trevas.

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Jornalismo

Com salário atrasado, bombeiros chegam a nadar na lama em MG

Em condições extremas, profissionais precisam rastejar para encontrar corpos em Brumadinho – Pedro Ladeira/Folhapress
Em condições extremas, profissionais precisam rastejar para encontrar corpos em Brumadinho – Washington Alves/Reuters

 

Com lama até o pescoço, os bombeiros militares que atuam no resgate de vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), são protagonistas de um resgate sob condições extremas.

Em cinco dias, a equipe encontrou 84 corpos e localizou 192 pessoas com vida. Há ainda 276 estão desaparecidas, algumas das quais jamais serão encontradas, segundo afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Para que esse número seja o menor possível, os bombeiros chegam a ficar até dez horas seguidas na chamada “área quente”, onde se concentram os mortos e os destroços da tragédia. O período de descanso entre uma missão e outra é de seis horas.

São, ao todo, 436 militares que dormem em acampamentos, pousadas e escolas: 220 mineiros, 136 israelenses e 80 de outros estados.

“A lama é um dos materiais mais difíceis do mundo em se fazer resgate”, explica o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Por ser líquida, ela preenche todos os lugares, acabando com a possibilidade de bolsões de ar, que podem ocorrer em casos de desmoronamentos. E é pior do que água, por ser mais densa. O impacto ao atingir as pessoas causa lesões severas —por isso os bombeiros às vezes recolhem apenas parte de corpos.

A convivência diária com a tragédia pode abalar o emocional dos militares. Em Brumadinho, há psicólogos para acompanhá-lo. Até agora, não precisaram de atendimento diferenciado. “Se qualquer um detecta que o companheiro está apresentando sintoma de estresse pós-traumático ou burn out, que geralmente são as doenças mentais que mais acometem os bombeiros, ele já pode solicitar acompanhamento específico.”

Aihara informou também que todos os bombeiros em Brumadinho estão catalogados para que, ao retornarem, passem por entrevistas para avaliação de como reagiram.

A situação dos profissionais em Minas tem ainda um agravante. Desde 2016, o estado decretou calamidade financeira e vem parcelando o salário do funcionalismo público. Os militares atuando em Brumadinho também não receberam o 13º, que será pago em 11 parcelas ao longo do ano.

Além da grave crise fiscal, o estado possui outra especificidade. Segundo Aihara, a tradição da mineração fez com que os bombeiros se especializassem em situações como essa vivida em Brumadinho.

“A realidade de Minas em relação à barragem e à exploração de minério, nesta intensidade, só existe aqui. O número de barragens aqui é enorme”, diz Aihara. “Pela própria experiência e por esse tipo de acidente já ter acontecido várias vezes, em escalas menores, já é um tipo de ocorrência que estamos acostumados. A gente desenvolveu um curso específico dentro dos Bombeiros para isso”, completa.

Na tragédia de Mariana (MG), de 2015, os bombeiros conseguiram resgatar mais de 70% dos corpos, o que é considerado bom pelo padrão internacional. “Se a gente atingir um índice parecido aqui já vai ser um trabalho de grande sucesso”, afirmou.

O trabalho com rejeito de minério é peculiar. Além do curso de salvamento em soterramentos, enchentes e inundações, feito para atuação nesse tipo de cenário, os bombeiros utilizam técnicas de busca e resgate em estrutura colapsada e cães farejadores.

“O cão é treinado num conceito de binômio, sempre o militar e o cão. Esse binômio é sempre fixo, porque é um resultado de um trabalho de vários anos”, diz Aihara.

O bombeiro perfura a lama para que o cheiro emane para a superfície —é a técnica chamada de cone de odor. Então, o cão fareja e identifica se há corpos no local.

Os bombeiros de Brumadinho estão sujeitos também ao esgotamento físico, por andar longas distâncias, muitas vezes carregando equipamentos pesados. Deslocar-se na lama, porém, é um desafio.

“Às vezes eles têm que literalmente nadar na lama”, diz Aihara. Para distribuir a pressão sobre o terreno e evitar afundar, os profissionais rastejam. Também trabalham amparados por cordas e dispondo tapumes e madeira pelo chão para estruturar um caminho no pântano.

A roupa de mergulho, de neoprene, dá mais flexibilidade, tem menor aderência e evita a hipotermia, já que a lama é fria.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

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Judiciário

NÃO VAI: Desembargador nega habeas de Lula para ir ao velório do irmão Vavá

O desembargador de plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Leandro Paulsen, negou habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comparecer ao velório de seu irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, falecido na terça, 29.

No início da madrugada desta quarta, 30, a juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, rejeitou pedido apresentado pelos advogados do petista, acolhendo manifestação do Ministério Público Federal e ofício da Polícia Federal.

Segundo Paulsen, o pedido de Lula para ir ao velório do irmão, ‘como qualquer outro direito ou interesse’, tem de passar por ‘juízos de razoabilidade e de proporcionalidade’ para analisar a ‘viabilidade operacional e econômica e dos demais valores tutelados pelo ordenamento’. O desembargador diz que a decisão da juíza Carolina Lebbos, baseada no ofício da Polícia Federal, não foi ‘arbitrária ou infundada’.

Na noite de terça, 29, a Polícia Federal emitiu documento rejeitando a saída de Lula sob o argumento de falta de helicópteros para fazer o transporte do ex-presidente de Curitiba a São Bernardo do Campo (SP), onde será realizado o velório. O motivo seria o deslocamento de efetivo da PF a Brumadinho para atuar no resgate às vítimas do rompimento da barragem da Vale.

“O indeferimento, portanto, não foi arbitrário ou infundado. Pelo contrário, está adequado à situação concreta. Aliás, conforme já destacou a digna magistrada, inclusive com amparo no parecer do Ministério Público, ‘o indeferimento da autoridade administrativa encontra-se suficiente e adequadamente fundamentado na impossibilidade logística de efetivar-se o deslocamento pretendido em curto espaço de tempo’”.

Paulsen relembrou ainda o fato do velório ocorrer em São Bernardo do Campo, onde Lula foi preso pela Polícia Federal em abril. O desembargador diz que, à época, os atos de manifestantes adiaram a entrega de Lula à polícia.

“Por iniciativa do próprio preso e dos seus apoiadores, esses atos acabaram por oferecer risco à segurança pública e ao regular andamento das atividades da Justiça, sendo absolutamente preocupantes e dispendiosos”, anotou.

A decisão segue manifestação da procuradora federal Carmem Elisa Hessel, que apresentou argumentos contra a saída de Lula. Segundo ela, por ser um pedido de caráter humanitário, ‘faz-se necessário aferir, em cada caso concreto, a presença e a plena garantia das condições de segurança do preso e dos agentes públicos para possibilitar o eventual comparecimento ao ato fúnebre solicitado’.

“Conforme a mencionada decisão, a permissão de saída pretendida esbarra em insuperável obstáculo técnico: a impossibilidade de, ao tempo e modo, conduzir o custodiado mediante escolta e com as salvaguardas devidas, aos atos fúnebres de seu irmão”, escreveu a procuradora.

O pedido tramitou durante a madrugada desta terça, 30, após a juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, negar a saída de Lula para o velório.

Segundo a magistrada, ‘os direitos, nessa perspectiva, encontram limitações recíprocas’, pois o ofício da Polícia Federal rejeitou a liberdade do petista por falta de helicópteros para o transporte do ex-presidente.

“Este Juízo não é insensível à natureza do pedido formulado pela defesa. Todavia, ponderando-se os interesses envolvidos no quadro apresentado, a par da concreta impossibilidade logística de proceder-se ao deslocamento, impõe-se a preservação da segurança pública e da integridade física do próprio preso”, anotou a magistrada.

Nos autos, a defesa de Lula alega que o ex-presidente passa por um ‘constrangimento ilegal’. “Ora, diante de um direito cristalino do Paciente, o Estado, por meio de suas autoridades, não pode procrastinar ou inviabilizar o seu exercício”, anotam os advogados de Lula, em pedido de habeas corpus apresentado ao TRF. A defesa requer que seja providenciado o ‘imediato traslado’ de Lula ao enterro de seu irmão, em São Paulo.

Condenado e preso na Lava Jato, Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex.

Entenda o caso

Nesta terça, 29, às 15h50, os advogados do ex-presidente apresentaram um primeiro pedido à Vara de Execuções Penais após notícia do falecimento de Vavá, irmão do petista. A juíza Carolina Lebbos intimou o Ministério Público Federal a se manifestar. Às 18h14, a defesa reiterou o pedido à magistrada, pedindo que ela decidisse mesmo sem o parecer da procuradoria.

No início da noite, às 19h43, o procurador da República da 4ª Região, Januário Paludo, pediu à Polícia Federal que apresentasse um relatório sobre a viabilidade do transporte e escolta de Lula até o velório do irmão, em São Bernardo do Campo (SP). Em ofício encaminhado às 21h50, a PF entregou à juíza decisão administrativa rejeitando o pedido do ex-presidente, alegando risco de fuga, resgate e até manifestações de populares que poderiam ferir a integridade de Lula durante o velório.

Segundo o superintendente da Polícia Federal do Paraná, Luciano Flores de Lima, ‘no momento os helicópteros que não estão em manutenção estão sendo utilizados para apoio aos resgates das vítimas de Brumadinho’, onde um rompimento de uma barragem na última sexta, 25, deixou pelo menos 84 mortos e centenas de desaparecidos. A PF auxilia nas operações de busca e resgate.

Após a PF rejeitar o pedido, o Ministério Público se manifestou às 22h26 contra a soltura de Lula. Às 00h30 desta quarta, 30, Carolina Lebbos indeferiu o pedido de Lula e, às 01h45, o desembargador de plantão do TRF-4, Leandro Paulsen, intimou o MPF a se manifestar no habeas corpus apresentado pela defesa do petista. A procuradoria argumentou pela rejeição do pedido, entendimento proferido por Paulsen no início da manhã.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:

    PODERÃO, ná tá escrito deverão…é PODERÃO obter permissão…Nenhum direito negado!!!

  2. Convenhamos: se um direito tão claro que o preso tem é arbitrariamente negado, fica claro que ele está preso por um regime de exceção, só aplicado a preso político.

  3. Se o larapio não tivesse feito a palhaçada que fez para se entregar, talvez até fosse atendido com o pedido de ir ao velório do irmão,agora não pode reclamar

  4. Oswaldo
    Lula não está preso em presídio está em uma cela com muita regalia e lá na PF não tem diretor de presídio quem vai assinar a soltura dele e quer saber mais
    Ele tem que ficar preso mesmo pelo que ele fez para o povo brasileiro
    E já estava preparado um show no cemitério com direito a palanque e tudo
    Preparado pelo pt e Gleise

  5. A hospedagem do Luladrão na carceragem da PF em Curitiba já representa um custo muito alto para o Estado brasileiro, bancado que é pelo bolso do contribuinte.
    Agora imagine se a moda pega, o quanto passaria a custar os deslocamentos com direito a escolta e todo o aparato exigido nessas eventuais "saidinhas de cela"?
    Ora, ora: lugar de ladrão é no xilindró.

  6. O país cheio de problemas, aí vêm a justiça da cabimento a Lula, por isso que a justiça no Brasil tá desacreditada, têm que Liberar não, esse lixo é um preso como qualquer um, o que tá acontecendo é que essa quadrilha do PT quer tumultuar o país.

  7. Se este comunista, corrupto e lavador de dinheiro fosse, outros presos, em situação semelhante, também deveriam ir. Não custa frisar que parte da PF está lá em Brumadinho/MG tentando encontrar pessoas sob a lama, com ou sem vida. Dilma Rousseff, fantoche deste preso, assinou um decreto onde classifica o crime ocorrido em Brumadinho como "desastre natural". Se este comunista, corrupto e lavador de dinheiro for, outros presos, em situação semelhante, também deverão ir. A soberba não deixa o referido preso enxergar a sua realidade diante dos crimes que cometeu. Faço este comentário com o devido e elevado respeito aos familiares do falecido.

  8. Concordo com o Osvaldo, ele apesar de ser um preso "comum", tem este direito conforme abaixo:
    Lei de Execuções Penais

    Da Permissão de Saída

    Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:

    I – falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;

    II – necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14).

    Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.

    Art. 121. A permanência do preso fora do estabelecimento terá a duração necessária à finalidade da saída.

    Assim a autorização da saída é de responsabilidade do Diretor da unidade.

    Depois ocorra uma intervenção internacional em nosso judiciário e venham reclamar, pois estão negando um direito básico.

    Obs: Não sou a favor do Lula, acho que o mesmo deve pagar pelos seus erros, porém não devemos cometer erros para que estes sejam cumpridos.

    1. Essa liberação nunca será compulsória. Como diz a lei, ela é uma possibilidade, a ser decidida pelo "diretor do estabelecimento onde se encontra o preso". O presidiário de 9 dedos está preso na Polícia Federal, que ofereceu parecer fundamentado contrário a essa liberação. Parecer no mesmo sentido foi dado pelo MPF. Como a questão foi judicializada, a juíza responsável pela execução penal decidiu de acordo com os pareceres da PF e do MPF (embora não fosse obrigada a isso). Portanto, meu caro, não há o que se discutir, O pedido foi nagado em conformidade com a legislação vigente e ponto final. O resto é mimimi, chororô, discurso político de petista.

  9. Faço minhas as palavras do Osvaldo, ele mesmo sendo um preso "comum" tem este direito. Estão negando a ele o básico, depois não venham reclamar quando forem pegos de calças no joelhos.

  10. A Lei de Execução Penal garante o direito de visita/comparecimentode apenado a casos de doença grave e falecimento do CÔNJUGE, COMPANHEIRA,ASCENDENTE, DESCENDENTE ou IRMÃO!
    Mais uma vez configura-se que Lula é um preso político e assim está sendo tratado.

    1. Direito esse sujeito à análise das autoridades competentes. Não se trata de algo compulsório. Foi negado devido às circunstâncias do caso. Ponto final.

  11. Osvaldo, vá ler o direito que as pessoas SOLTAS têm.
    Por causa de gente como você que o Brasil está assim, preso é preso, não é pra estar solto em momento ALGUM. Além disso tem que acabar com regalias em presidio e esse negócio de fazer presídio de motel.

  12. Decisão acertada. Lula é um preso comum, que já conta com muita regalia. Iria aproveitar da morte do irmão para fazer comício e pousar de vitima junto ao resto da quadrilha. É melhor ele já ir se acostumando com a prisão, pois de lá só sairá para o cemitério

    1. Vá ler os direitos que tem as pessoas presas ,para não falar merda.

    2. Não concordo que Lula seja um preso comum. É por isso que ele não deve ser liberado. Imaginem a confusão que isso poderia causar, tipo, ser resgatado pelo resto da quadrilha, comícios, posar de vítima, etc, etc! Deixa ele lá.

    3. Nem um, nem o outro, apenas citando fatos:
      Em 2004 morreu o irmão João Inácio, mas Lula NÃO foi ao velório, nem ao enterro.
      Em 2005 morreu o irmão Odair Inácio, mas Lula NÃO foi ao velório, nem ao enterro.
      Agora morre Vavá e Lula quer a todo custo ir ao enterro. Qual a coerência?

    4. Pois é, o canalha presidiário quer apenas se manter em evidência, tumultuar o ambiente e reforçar o discurso insano de que é um preso político. Ele, na verdade, não passa de um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, com uma porção de outros processos ainda em curso. Muitas outras condenações virão. Muito me admiro quando vejo a defesa ferrenha que muitos ainda fazem desse bandido. A falta de caráter dessa gente explica porque o nosso Brasil não consegue decolar e assumir a posição que lhe compete no ordenamento mundial.

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Economia

Estados podem ter teto de gastos flexibilizado, diz secretário

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Os estados que renegociaram a dívida com a União recentemente podem ter o teto de gastos flexibilizado para não perder benefícios, disse hoje (29) o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Há dois anos, o governo federal concordou em alongar os débitos estaduais em 20 anos e reduzir o valor das parcelas que os governos locais pagam à União em troca de um limite estadual de gastos.

Pela lei que instituiu a renegociação, os estados deveriam limitar o crescimento dos gastos locais à inflação em 2017 e 2018. No entanto, das 19 unidades da Federação que aderiram ao programa, 10 comunicaram ao Tesouro que não conseguiram cumprir o teto de gastos no ano passado.

De acordo com a legislação, a unidade da Federação que descumprir o teto de gastos não apenas perde direito ao alongamento da dívida em 20 anos, como terá de devolver à União o desconto recebido nas parcelas mensais. Além disso, o aumento repentino das prestações poderia levar os estados a incorrer em calote com a União.

Em entrevista para explicar os resultados das contas do Governo Central em 2018, Mansueto Almeida disse que a equipe econômica está aberta a rediscutir os tetos locais de gastos. A flexibilização das regras, no entanto, teria de passar pelo Congresso Nacional. Uma das possibilidades é aumentar em alguns anos o cumprimento dos limites de gastos em troca de novas medidas de ajuste fiscal pelos estados.

“Eu acho que há um espaço para um bom diálogo. Se eventualmente um número muito grande [de estados] não cumprir [o teto de gastos], como a gente pode ter uma regra eventualmente alternativa, desde que cumpram uma série de condicionalidades?”, declarou Almeida. “A gente pode construir um tempo para negociar, para ver uma solução que não leve ao caso extremo de ter 10 estados sem condições de pagar dívida e tendo que pagar um extra”, disse o secretário.

Atualmente, sete estados declararam situação de calamidade financeira. Em 2016, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul tinham decretado a medida. Apenas neste mês, Roraima, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Goiás seguiram o exemplo. Aprovados pelas Assembleias Legislativas locais, os decretos de calamidade financeira dão mais liberdade aos governadores para remanejarem verbas locais, mas não garante ajuda federal.

Agência Brasil

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Política

Procurador quer relatório técnico sobre viabilidade de Lula no velório do irmão

O procurador da República da 4ª Região, Januário Paludo, afirmou à juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, que é necessário aguardar um relatório técnico sobre a viabilidade de eventuais deslocamento e escolta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, morto nesta terça-feira, 29. O petista já apresentou dois pedidos para comparecer ao sepultamento.

A juíza, no entanto, pediu parecer do Ministério Público Federal a respeito do pedido de Lula. Para o procurador, “há necessidade de se aguardar o relatório técnico sobre a viabilidade operacional de se efetuar o deslocamento do apenado mediante escolta e com as garantias de segurança e incolumidades devidas em curto espaço de tempo, protesto por nova vista tão logo apresentado o citado relatório”.

O petista está preso para o cumprimento de sua pena de 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso triplex, investigado pela Operação Lava Jato.

Os advogados “ponderaram” à juíza “que se mostra desnecessário aguardar parecer do MPF nestes autos para o deferimento do pedido – diante do risco de o exercício de tal direito, que é cristalino, restar prejudicado pelo decurso do tempo”.

A defesa de Lula alega que o pedido deve ser julgado com urgência, pois o velório de Vavá deve começar ainda hoje. Segundo a petição, o sepultamento do irmão do ex-presidente está previsto para acontecer na manhã desta quarta, 30. O enterro e o velório de Genival acontecerão no Cemitério Paulicéia, em São Bernardo do Campo (SP).

“O pedido se pauta por clara correlação fática à previsão legal, que expressamente prevê o direito do cidadão em situação de encarceramento sair temporariamente do estabelecimento em que se encontra na hipótese de falecimento de irmão – como é o caso – dentre outras”, afirmam os advogados do ex-presidente.

Na petição, a defesa usa como argumento para liberação a decisão do juiz plantonista Vicente de Paula Ataide Júnior, que negou um pedido de Lula para ir ao enterro do advogado e ex-deputado federal Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, em dezembro.

“Certo é, portanto, que o Peticionário cumpre os requisitos objetivos previstos em lei para a permissão de saída”, afirma a defesa.

Em 1980, Lula, preso por agentes do extinto Departamento de Ordem Política e Social (Dops), sob a acusação de violação da Lei de Segurança Nacional na greve dos metalúrgicos no ABC Paulista. Ele ficou 32 dias preso nas dependências do Dops, no centro de São Paulo.

Quando Lula ainda estava preso, morreu sua mãe, Eurídice Ferreira de Mello, a dona Lindu, aos 65 anos de idade. Na ocasião, a Justiça Militar autorizou o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema a ir ao enterro de dona Lindu.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Eu defendo que o maior bandido e ladrao do planeta Lula va para o enterro agora dentro do caixao e pagando tudo a justiça…

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Política

Justiça nega habeas corpus a Lula pedido por terceiro, mas ainda avalia ação da defesa

Dois pedidos de habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, nesta terça-feira (29), reforçaram a solicitação para a saída temporária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A solicitação ocorre diante da indefinição no pedido inicial da defesa de Lula à Justiça Federal do Paraná.

Os advogados do petista peticionaram no tribunal por volta das 20h, criticando a omissão do juízo de primeiro grau e afirmando que havia “iminente possibilidade de perecimento do direito pleiteado”.

“Diante de um direito cristalino do Paciente, o Estado, por meio de suas autoridades, não pode procrastinar ou inviabilizar o seu exercício”, escreveram os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, para quem houve “constrangimento ilegal” a Lula.

Antes disso, Ricardo Luiz Ferreira, de São Paulo, já havia entrado com outro habeas corpus em nome de Lula, mas ele não foi conhecido pelo tribunal, que entendeu que a causa poderia não coincidir com o interesse processual do ex-presidente.

O TRF ainda não havia analisado o pedido da defesa até as 20h30 desta terça.

O irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, 79, o Vavá, morreu nesta terça em São Paulo. Ele estava com câncer no pulmão. Na semana passada, Vavá foi internado em um hospital para tratamento, mas não resistiu.

Lula pediu à Justiça então para comparecer ao velório —Vavá foi um dos irmãos mais próximos do ex-presidente e será enterrado nesta quarta (30).

O pedido da defesa do petista ainda não foi apreciado e está com a juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba.

Nos pedidos enviados à Justiça inicialmente, a defesa de Lula argumentou que a situação se enquadra no artigo 120 da Lei de Execução Penal, que prevê que condenados que cumprem pena em regime fechado “poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos: falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.

Para os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, esse é um direito do preso, e que poderia ser concedido inclusive pelo diretor do estabelecimento penal, como prevê a lei.

A defesa também argumentou que aspectos humanitários e a proteção constitucional dada à família tornavam “imperioso o acolhimento do pedido [de saída temporária]”.

“É um pedido humanitário”, afirmou a advogada Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade de Curitiba, órgão de execução penal que atua para promover assistência ao preso.

O conselho também peticionou à Justiça no final da tarde, reforçando o pedido dos advogados de Lula. “Não é nenhum privilégio, mas um direito, que é concedido a muitos presos provisórios rotineiramente”, disse à Folha a advogada Elisabete Subtil de Oliveira, que integra o órgão.

Pelo menos um preso da Operação Lava Jato já obteve uma decisão favorável para acompanhar o enterro de um familiar: o ex-deputado baiano Luiz Argolo, em agosto de 2017. A decisão, porém, foi da Justiça estadual, que era responsável pela sua execução penal.

Durante a ditadura militar, quando foi preso após liderar uma greve, o petista conseguiu autorização da Justiça para sair da cadeia e ir ao enterro de sua mãe, dona Lindu, em 1980.

Já no passado recente, o ex-presidente tentou ir ao velório e enterro do advogado e amigo Sigmaringa Seixas, em dezembro, mas o pedido foi negado pela Justiça, em função na inexistência de grau de parentesco.

Os advogados de Lula mencionaram a decisão no pedido desta terça, dizendo que, agora, “[Lula] cumpre os requisitos objetivos previstos em lei para a permissão de saída”.

“A despeito da alegada proximidade existente, não está caracterizado o grau de parentesco necessário para ensejar a autorização de saída pleiteada”, escreveu, na época, o juiz de plantão Vicente de Paula Ataíde Júnior, ao fundamentar a negativa.

Por lei, a permissão de saída deve ser concedida pelo diretor do estabelecimento penal onde se encontra o preso –no caso, a superintendência da Polícia Federal do Paraná. Mas, na prática, explica o advogado e professor de Direito Penal Alessandro Silvério, os diretores delegam a decisão ao juiz de execução penal, a quem as defesas costumam dirigir o pedido, como fizeram os advogados de Lula.

O ex-presidente está detido desde abril de 2018, após ter sido condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Em parecer enviado à Justiça, o Ministério Público Federal informou que havia “a necessidade de se aguardar o relatório técnico sobre a viabilidade operacional de se efetuar o deslocamento do apenado, mediante escolta, e com as garantias de segurança e incolumidades devidas em curto espaço de tempo”.

A Polícia Federal, responsável pela custódia do petista, ainda não havia se manifestado.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. A historia vai tratar de desmascarar tpda essa perseguição ao maior presidente que o Brasil teve de depois de Vargas.

    1. A história mostrará quem foi o maior corrupto e chefe da quadrilha que assaltou os cofres públicos do Brasil. Lula era um bandido em forma de político.

    2. Ainda está chorando? Vá montado em cima d um burro
      até Curitiba p se solidarizar com o molusco.
      Lembre de levar alguns kg de mortadelas e pão seco.

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Política

Presidente em exercício diz que presença de Lula em velório de irmão é ‘questão humanitária’

O presidente interino, Hamilton Mourão, disse se tratar de uma “questão humanitária” a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório de seu irmão, morto nesta terça-feira (29).

Ele lembrou que também perdeu um irmão no passado e que não considera haver problema em uma eventual autorização do Poder Judiciário para que o petista participe da cerimônia fúnebre.

“É uma questão humanitária. Perder um irmão é sempre uma coisa triste. Eu já perdi o meu e sei como é que é”, disse. “Eu acho que se a Justiça considerar que está ok, não vejo problema nenhum”, acrescentou.

Genivaldo Inácio da Silva, um dos irmãos mais próximos de Lula, morreu com câncer de pulmão aos 79 anos, em São Paulo, onde estava internado em um hospital desde a semana passada.

Um pedido de habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região no final da tarde desta terça-feira (29) reforçou a solicitação para a saída temporária do ex-presidente.

A solicitação, feita por Ricardo Luiz Ferreira, de São Paulo, ocorre diante da indefinição no pedido inicial da defesa de Lula à Justiça Federal do Paraná.

Os advogados dele ressaltam que o artigo 120 da Lei de Execução Penal permite a presença do petista. No ano passado, foi negada autorização a Lula para participar do enterro do advogado Sigmaringa Seixas.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Há na zona norte de Natal uma oficina mecânica cujo slogan é uma preciosidade: "Conserta-se de freio para gato a suspensório para cobra".
    Hamilton Mourão (o vice, não o general da reserva) precisa dar uma passadinha lá o mais breve possível.
    Podar ao menos uma tonelada de sua tagarelice compulsiva o tornaria talvez mais palatável a esta não menos confusa República Surrealista dos Trópicos.

  2. Esse general é de brinquedo???esse ladrao condenado Lula matou quantos??? Com desvio de dinheiro público,GENERAL DE BRINQUEDO pede pra sair seu frouxo

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Política

PT oferece avião para levar Lula e PF ao velório do irmão do ex-presidente

O PT autorizou os advogados de Lula a oferecerem à Polícia Federal um avião para transportar o ex-presidente e agentes de segurança ao velório de Genival da Silva, o Vavá, irmão do ex-presidente.

O irmão de Lula morreu nesta terça (29), vítima de câncer no pulmão.

“Vamos dar as condições para fazer esse transporte e facilitar a ida dele a SP para se despedir do irmão.

Vamos mobilizar recursos do partido e dos deputados que puderem contribuir”, afirma a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Os defensores do ex-presidente já pediram à PF e à juíza Carolina Lebbos, da execução penal, que Lula seja autorizado a comparecer às cerimônias fúnebres.

A magistrada pediu parecer do MPF (Ministério Público Federal), que por sua vez disse ser preciso esperar um relatório da PF.

Diante da demora, o advogado Cristiano Zanin recorreu ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região).

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. E um dia desses o PT não estava fazendo "vaquinha", dizendo-se liso a ponto de pegar verniz? O COAF bem que poderia dar uma vasculhada no valhacouto petralha.

  2. Lembrando que é um preso comum e preso não têm privilégio, questão humanitária é ele e sua família devolveram o dinheiro público roubado.
    Ele quer fazer do velório do irmão como fez com da própria mulher, um palanque!

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Política

Mourão: É preciso assegurar uma saída para Maduro

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, comentou que a informação de que um avião russo pousou em Caracas, pode ser um sinal de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e apoiadores de seu governo estejam se preparando para deixar o País. “É preciso assegurar uma saída para Maduro”, declarou Mourão, que tem defendido a necessidade de haver uma válvula de escape para Maduro, provavelmente em países que o apoiam, como Cuba, Nicarágua ou Rússia.

Sobre a decisão do procurador-geral da Venezuela que, nesta terça-feira, pediu ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de maioria governista, que inicie uma investigação preliminar sobre o autoproclamado presidente interino e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, além de ter congelado as contas do líder da oposição e proibido sua saída do país, Mourão declarou: “Vamos aguardar a extensão disso aí”.

Ao ser questionado se essa não foi uma medida extrema do governo venezuelano, o presidente em exercício emendou: “Maduro está lutando pela sobrevivência dele. Temos de aguardar como vai terminar esse caso. Tem de assegurar uma saída pra Maduro.

“Hoje pousou um avião russo lá, vazio. Pode ser que esteja retirando gente já”.

A resistência de Maduro e a queda de braço com Guaidó preocupa o governo brasileiro que, no entanto, comemorou a evolução do apoio ao presidente da Assembleia, no fim de semana, quando, a União Europeia reiterou a legitimidade da Assembleia Nacional da Venezuela, embora não tenha reconhecido Juan Guaidó como presidente interino.

O bloco europeu defendeu também que só “eleições livres e justas” acabariam com a crise política e humanitária Venezuelana Os líderes europeus não reconheceram o novo mandato de Nicolás Maduro; afirmaram que a votação desrespeitou as normas democráticas.

Estadão Conteúdo

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Geral

Vale diz que vai eliminar barragens iguais às de Mariana e Brumadinho

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou em entrevista nesta terça-feira (29), que vai eliminar as dez barragens construídas com método semelhante ao de Mariana e de Brumadinho. Ele comentou a tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão moradores e funcionários da Vale. A vegetação e rios foram atingidos.

O presidente da Vale se referiu na entrevista às barragens que usam o método de alteamento a montante. As duas barragens que se romperam, em Mariana e Brumadinho, tinham esse tipo de estrutura. Embora seja bastante comum, ele é considerado o menos seguro.

Segundo o executivo, as barragens desse modelo já estavam inativas – ou seja, não recebiam mais rejeitos. A decisão de agora, então, é uma forma de acelerar a eliminação das estruturas com alteamento a montante.

Schvartsman disse que, com o fechamento das barragens, a Vale deixará de produzir 40 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano.

Segundo o presidente da mineradora, há laudos de auditorias recentes dizendo que todas as estruturas estão em perfeita estabilidade: “Resolvemos não aceitar apenas esses laudos e decidimos agir de outra maneira”.

G1

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Judiciário

‘Havia meios de se evitar a tragédia’, diz juíza que mandou prender cinco que atestaram segurança em Brumadinho

A juíza que decretou a prisão de cinco suspeitos de responsabilidade no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, disse que “havia meios de se evitar a tragédia”. A afirmação está no mandado de prisão cumprido pela polícia na manhã desta terça-feira (29), em Minas Gerais e São Paulo.

O mar de lama que varreu a cidade na sexta (25) matou ao menos 65 pessoas e deixou outras 288 desaparecidas, segundo o último balanço da Defesa Civil.

Foram presos temporariamente, por 30 dias: André Yassuda – engenheiro da TÜV SÜD, que prestava serviço para Vale, preso em SP; Makoto Namba – engenheiro da TÜV SÜD, que prestava serviço para Vale, preso em SP; Cesar Augusto Paulino Grandchamp – geólogo da Vale, preso em MG; Ricardo de Oliveira – gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale, preso em MG; Rodrigo Artur Gomes de Melo – gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale, preso em MG.

Os cinco foram levados para a Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de BH.

A juíza Perla Saliba Brito afirma que o geólogo Grandchamp e os engenheiros Yassuda e Namba “subscreveram recentes declarações de estabilidade das barragens” da Vale, “informando que tais estruturas se encontravam em consonância com as normas de segurança, o que a tragédia demonstrou ser inverídico”.

Sobre os gerentes da Vale detidos, Oliveira e Melo, a magistrada diz que ambos “são diretamente responsáveis pelo regular licenciamento e funcionamento das estruturas das barragens, incumbindo-lhes o efetivo monitoramento das barragens que se romperam”.

Para a juíza, as prisões são necessárias porque há indícios de autoria ou participação dos cinco em crimes ambientais, de falsidade ideológica e homicídios. Outro objetivo, segundo ela, é ajudar os investigadores a descobrirem se há vínculos entre eles, bem como definir a responsabilidade de cada um na tragédia.

A magistrada também determinou a apreensão dos celulares dos presos, já que neles pode haver “documentos relacionados ao licenciamento e à operação do complexo minerário, bem como porque a maioria das conversas mantidas atualmente se dá mediante aplicativos de redes sociais”.

“Aliás, convém salientar que especialistas afirmam que há sensores capazes de captar, com antecedência, sinais do rompimento, através da umidade do solo, medindo de diferentes profundidades o conteúdo volumétrico de água no terreno e permitindo aos técnicos avaliar a pressão extra provocada pelo peso líquido”, acrescenta Perla no mandado.

O G1 não conseguiu contato com a defesa dos presos.

Por meio de nota divulgada após a prisão dos engenheiros, a Vale informou que “está colaborando plenamente com as autoridades”. A mineradora acrescentou que “permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”.

Também por meio de nota, a TÜV SÜD Brasil, responsável pelas análises de segurança da barragem, informou que “não irá se pronunciar neste momento e fornece todas as informações solicitadas pelas autoridades”.

A TÜV SÜD Brasil informou, ainda, lamentar “profundamente o rompimento da Barragem I da Mina de Córrego do Feijão”. Segundo a empresa, foram feitas duas avaliações da barragem a pedido da Vale: “uma revisão periódica da segurança da barragem (junho de 2018) e uma inspeção regular da segurança da barragem (setembro de 2018)”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Se a técnica de "alteamento" é proibida em muitos países devido ao seu alto risco, porque não é aqui; Pois é algo obvio, o empilhamento de uma sequência de aterros sobre lama semi consolidada acarretou a sua implosão, caiu sobre si mesmo, foi o que vimos no vídeo do momento do rompimento; Também é possível notar uma enorme e perigosa mancha de umidade na extremidade esquerda do talude do aterro, como isso não foi notado!

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Economia

Governo prevê contratar R$ 100 bilhões de investimentos em rodovias, diz ministro de Infraestrutura

O governo federal planeja contratar mais de R$ 100 bilhões de investimentos em rodovias nos próximos quatro anos. Também pretende lançar as licitações de duas grandes ferrovias —a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste Leste) e a Ferrogrão— ainda em 2019.

Isso sem contar os diversos leilões de portos e aeroportos em estruturação e as reestruturações regulatórias no setor de transportes.

O plano foi apresentado pelo novo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em um evento do banco Credit Suissse, nesta terça-feira (29), em São Paulo.

“Estamos construindo uma carteira nova. Já temos os próximos quatro anos projetados”, afirmou o chefe da pasta, deixando claro que a parceria com o setor privado seria a principal alavanca de todos esses projetos.

A gestão já começa com uma herança de projetos do governo anterior, de Michel Temer, elaborados pelo PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), órgão do qual o próprio ministro fazia parte.

Só neste início de ano, serão 23 leilões, contabiliza Freitas: serão ofertados 12 aeroportos regionais, 4 terminais portuários, a ferrovia Norte-Sul, além de concessões rodoviárias em fase de estruturação.

As concessões de rodovias federais, que praticamente não avançaram durante o governo Temer principalmente devido a entraves com o TCU (Tribunal de Contas da União), atraem grande expectativa dos investidores de infraestrutura.

Além dos projetos já apresentados pelo PPI no último governo, a atual gestão avalia novos projetos, como trechos das rodovias BR-381 (Minas Gerais), BR-262 (Espírito Santo), BR-163 (Pará), BR-230 (Pará), BR-476 (Santa Catarina) e BR-280 (Santa Catarina).

Ao todo, o governo espera contratar R$ 100 bilhões de investimentos, a serem aplicados no longo prazo, só na área de rodovias.

Em ferrovias, além dos leilões que o governo pretende fazer ainda neste ano –Ferrogrão e Fiol–, há também a previsão de renovar antecipadamente as concessões de ferrovias já existentes, operadas por empresas como Vale, Rumo e MRS.

O projeto de renovação da concessão da Vale, inclusive, já está pronta para seguir ao TCU, mas o governo decidiu segurar o envio devido ao rompimento das barragens da empresa em Brumadinho –para evitar contaminar a discussão sobre as ferrovias, que não tem relação com o desastre, segundo o ministro.

A renovação dessas concessões, que exigirá em troca investimentos adicionais por parte das concessionárias, deverá gerar de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões de investimentos, diz Freitas.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Aqui em Serra de São Bento (região Agreste) ainda temos uma pista de barro para poder ligar o RN à Paraíba. São mais de 16 anos de promessa! seria um sonho para alavancar a economia em nossa região.

    1. Apenas curiosidade: quem é o deputado queridinho dos eleitores de Serra de São Bento?

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Meio Ambiente

Porta-voz fala em R$ 800 milhões para desastres, mas não detalha distribuição

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O porta-voz da Presidência, Otávio Santana do Rêgo Barros, afirmou nesta terça-feira, 29, que o Ministério da Economia vai disponibilizar R$ 800 milhões para a equipe de apoio emergencial e desastres. Rêgo Barros não detalhou, no entanto, como e quando os recursos serão disponibilizados.

A informação sobre os recursos foi dada pelo porta-voz ao comentar as ações do governo federal para lidar com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). “A informação da liberação eu a possuo, não obstante como vai ser esta distribuição e quando ela ocorrerá, é necessária a consulta do próprio ministério da Economia, que tem a informação de quando este desembolso será efetuado” afirmou Rêgo Barros, em coletiva de imprensa no Hospital Israelita Albert Einstein.

No sábado, o Broadcast apurou que o governo federal tem pouco mais de R$ 800 milhões no Orçamento reservados para ações da Defesa Civil. Estes recursos podem ser utilizados em Brumadinho. Segundo fontes, a avaliação preliminar era de que não será necessário suplementar em montantes expressivos os Orçamentos das áreas que atuam no acidente para garantir a ajuda do governo federal. De qualquer forma, esses valores devem ser estimados ao longo da semana.

O governo federal reconheceu o estado de calamidade em Brumadinho por causa da tragédia. Nesses casos, existe a possibilidade de abrir um crédito extraordinário para liberar recursos – que ficariam fora do teto de gastos.

Na coletiva desta terça-feira, Rêgo Barros destacou também as ações da Caixa Econômica Federal para ampliar o horário de expediente em Brumadinho, bem como a antecipação de recursos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Ele disse ainda que há a previsão de encaminhamento de 2,5 toneladas de material estratégico do Ministério da Saúde para o governo de Minas. A pasta de Justiça e Cidadania vai enviar também papiloscopistas para ajudar a identificar as vítimas.

Estadão Conteúdo

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