Jornalismo

Antes de ser expulso da PM, ex-oficial e chefe de milícia homenageado por Flávio Bolsonaro já era citado por morte e invasão. Mãe e esposa foram do gabinete do parlamentar

Foragido desde a última terça-feira, quando teve início a Operação Os Intocáveis, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, de 42 anos, é, hoje, um dos homens mais procurados do país. Foi numa guerra travada entre os herdeiros do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, assassinado em 28 de setembro de 2004, que ele começou a se envolver com o crime organizado. De segurança de contraventor a matador de aluguel, virou, segundo investigadores, chefe do Escritório do Crime, grupo suspeito de participação em vários crimes no estado, inclusive o homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado.

Um levantamento do GLOBO mostra que Adriano, procurado inclusive pela Interpol, teve, ao longo dos anos, uma vida dupla: por um lado, era denunciado por crimes como assassinatos e grilagem de terra; por outro, tinha forte atuação nas ruas como PM. Um relatório da Subsecretaria de Inteligência (da extinta Secretaria de Segurança) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) mostra que, cinco anos antes de ser expulso da polícia, o ex-oficial apareceu na investigação de uma tentativa de assassinato. O documento, de outubro de 2011, cita um ataque ao pecuarista Rogério Mesquita, em 10 de maio de 2008. Vários tiros de fuzil e pistola foram disparados contra o carro da vítima, que estava com mulher e filhos em Cachoeira de Macacu.

Vítima intimidada

Segundo as investigações mencionadas no relatório, Rogério sobreviveu, reconheceu e denunciou Adriano, e passou a ser perseguido. Dois dias depois do atentado, o ex-PM foi à casa da vítima, que trabalhava para o contraventor Maninho. Em depoimento à Draco, Rogério disse que Adriano, muito nervoso, tentou intimidá-lo: “E aí, paraíba, tentaram te pegar? Que história é essa que estão comentando que você disse que eu tentei de matar? Tu sabe que, se fosse eu, tu tava morto”, teria dito Adriano.

Com medo daquele que até hoje é considerado um dos melhores atiradores que já passaram pelo Bope, Rogério, que tinha sobrevivido a quatro tiros, respondeu que não sabia quem estava por trás da tentativa de assassinato. O pecuarista, no entanto, sabia. A Adriano, ele admitiu apenas que buscava justiça. O ex-capitão ainda teria tentado demovê-lo da ideia de dar prosseguimento à investigação, e procurou a mulher de Rogério. De acordo com o relatório da Subsecretaria de Inteligência e da Draco, no encontro, ela perguntou a Adriano por que, além do marido, foi alvo do ataque, juntamente com os filhos. Está registrado que o ex-PM lhe deu a seguinte resposta: “No Iraque, quando se quer matar uma pessoa, explode-se um quarteirão inteiro, por isso é a lei do cão”.

Rogério, amigo de infância de Maninho, administrava os bens do bicheiro, inclusive um haras. Adriano, na época, trabalhava como segurança de José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, também bicheiro e marido de Shanna Harouche Garcia Lopes, filha de Maninho. O casal não estaria satisfeito com o trabalho do pecuarista. De acordo com o relatório, Rogério ficou em meio a uma disputa pela herança do contraventor. O Ministério Público do Rio denunciou Adriano e outras pessoas por suspeita de participação no atentado, mas, na Justiça, as testemunhas não fizeram o reconhecimento dos acusados.

Em 28 de janeiro de 2009, oito meses depois do ataque, Rogério, então com 54 anos, foi assassinado em plena luz do dia, às 11h47m, na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Maria Quitéria, a cerca de cem metros da Praia de Ipanema. Um homem desceu da garupa de uma moto o matou com um tiro na nuca. Rogério havia acabado de sair de uma academia de ginástica.

Em 16 de setembro de 2011, Zé Personal também foi morto, supostamente por conta da disputa pelo espólio de Maninho, que incluía o controle de máquinas caça-níqueis. O assassinato é um dos 19 crimes que, atribuídos à contravenção, voltaram a ser investigados, após longo tempo de inquéritos parados na Delegacia de Homicídios da Capital.

Adriano foi expulso da PM em 30 de dezembro de 2013, após responder a um conselho de justificação por ligação com o jogo do bicho.

HOMENAGEM

Quando foi homenageado com a maior condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a Medalha Tiradentes, por iniciativa do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (à época filiado ao PP, hoje senador eleito pelo PSL), o então policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega estava preso por suspeita de homicídio.

A Mãe e esposa de Adriano Magalhães trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro.

 

Opinião dos leitores

  1. Seria a mesma globo cujo artistas viviam de fazer selfs com João de deus?
    É a mesma globo que não moveu uma palha para descobrir quem pagou os advogados de Adélio?
    É a mesma globo que saiu insinuando que a morte de Marielle foi encomendada por a, b e c que até hoje não foram relacionados ao crime?
    Existe alguma prova da ligação de Flávio com essas pessoas?
    Quem não aceita diminuir a menor idade penal é Flávio?
    Quem não aceita aumentar a pena dos bandidos e acabar com as reduções das penas é Flávio?
    Quem não apoia o cidadão poder ter arma para se defender é Flávio?
    Quem criou a audiência de custódia para soltar bandido logo depois de ser preso foi Flávio?
    Quem deixou terrorista italiano, com várias mortes nas costas, seguro no Brasil foi Flávio?
    Se 01 dessas resposta chegar, comprovadamente ao nome de Flávio Bolsonaro, podemos voltar a discutir, senão, deixa de choro, parem de mimimi e vão trabalhar desocupados mentirosos.

    1. O mensageiro não invalida a mensagem. Nada disso que você falou retira o fato de Flávio Bolsonaro ter louvado miliciano. Não tenho bandido de estimação. O pau que desce no couro de quem louva terrorista italiano deve descer no couro de quem louva terrorista miliciano.

  2. Ora, ora, a nossa Assembléia prestou homenagem ao medico e hoje presidiário Roger Abdalmassir. Quem foi o deputado que propôs??

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Polícia

FEMINICÍDIO SEM LIMITES: Jovem é morta pelo marido preso durante visita íntima em CDP de SP e outra morre atropelada e esfaqueada pelo ex-marido

Uma jovem de 22 anos foi assassinada pelo marido durante visita íntima, neste domingo (27), no interior do Centro de Detenção Provisória (CDP), de Jundiaí, interior de São Paulo. A mulher, Nicolly Guimarães Sapucci, foi derrubada do beliche e agredida com vários chutes no rosto.

À polícia, o agressor assumiu o crime e disse ter sido motivado por ciúmes. Ela chegou a ser socorrida e levada a um hospital da cidade, mas não resistiu. Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o autor do feminicídio, Michael Denis Freitas, de 25 anos, foi autuado em flagrante e continuará preso.

De acordo com boletim registrado na Polícia Civil, a jovem morava em Bragança Paulista e vivia com Freitas desde agosto de 2017. No ano passado, ele foi preso após ser acusado de roubo. No dia do crime, os dois estavam na cela reservada para visitas íntimas, quando teriam começado a discutir. O acusado teria empurrado a mulher para fora do beliche e, já no chão, desferido chutes em seu rosto.

Conforme a SAP, por volta das 15h50, perto do término do horário da visitação, o agente que conduzia os visitantes para fora do pavilhão percebeu que a mulher não havia saído da cela onde acontecia a visita íntima. Nesse momento, alguns detentos solicitaram socorro, alegando que uma visitante teria sofrido um acidente na cela. Os agentes encontraram a jovem com hematomas e inconsciente.

Ela foi levada para o Hospital São Vicente, mas não se recuperou e acabou morrendo por volta das 20h40. No hospital, segundo a SAP, foi constatado que ela sofreu traumatismo craniano. Encaminhado à delegacia da Polícia Civil, o preso assumiu as agressões, resultantes de uma briga motivada por ciúmes. Ela relatou à polícia que derrubou a mulher da cama e a agrediu com socos e pontapés.

A pasta informou ter sido aberto um procedimento disciplinar e preliminar para apuração dos fatos. O preso foi isolado preventivamente em cela disciplinar e será pedida ao juiz local sua internação em regime disciplinar diferenciado. Segundo a SAP, a mulher era cadastrada no rol de visitas ao preso desde maio do ano passado e realizava visitas regulares.

Na página que ela mantinha em rede social, Nicolly relatou que o marido era muito ciumento e havia brigas, mas que no final “tudo acaba em muito amor”. Em outra postagem, ela declarou seu amor ao parceiro e disse que ficaria com ele até o fim. “Troquei as maquiagens pelas lágrimas, o salto pelo chinelo, a balada pelo trabalho, as viagens pela visita. Troquei minha vida pela sua. To (sic) com você até o fim.”

Outro caso

Em Sarapuí, também no interior paulista, a diarista Cleonice de Oliveira Costa, de 41 anos, foi atropelada pelo ex-marido quando saía de casa para trabalhar, nesta segunda-feira, 28. Ao ver que ela ainda estava viva, o suspeito, Cristiano Mendes dos Anjos, desceu do carro e a golpeou com várias facadas.

Em seguida, o homem foi para sua casa, no mesmo bairro, e tentou se matar, ferindo-se com a faca no abdômen. Ele foi levado para um hospital de Itapetininga e ficou sob escolta. Assim que receber alta, o homem será autuado por feminicídio. Conforme parentes da vítima, o ex não se conformava com a separação.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Judiciário

Justiça determina que Urbana readmita funcionários demitidos por Carlos Eduardo em 2017

O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT21) determinou, nesta segunda-feira, 28, que a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) readmita, em até 48h, os servidores que foram dispensados em 2017 sob alegação de corte de gastos para manter o equilíbrio financeiro do órgão. Foram demitidos 242 aposentados, mas que ainda desempenhavam funções na Companhia.

De acordo com o desembargador Zeu Palmeira Sobrinho, que assinou a decisão, a medida foi exercida com base num despacho do Supremo Tribunal Federal (STF) de novembro de 2018 reiterando a suspensão dos processos sobre dispensa imotivada de empregados de estatais. Os funcionários demitidos da Urbana alegavam, justamente, terem sido dispensados sem qualquer motivo.

Além do prazo de 48h para a reintegração dos funcionários, a decisão pede que a Urbana restabeleça, de imediato, o pagamento das remunerações de todos eles (exceto os que tenham optado pelo recebimento das verbas rescisórias), inclusive pelos dias de afastamento, sob pena de multa diária em valor de R$ 1 mil por trabalhador.

O desembargador Zeu Palmeira Sobrinho determinou, ainda, que a Urbana “se abstenha de eleger como critério de dispensa a situação de aposentadoria espontânea de determinado trabalhador ou dispensar sem a devida motivação qualquer obreiro”, também sob pena de multa diária de R$ 1 mil por cada servidor dispensado.

Clique aqui e confira a decisão na íntegra.

AGORA RN

Opinião dos leitores

  1. Só uma correção: o Dr. Zeu Palmeira é Juiz e não Desembargador como foi citado. Esse processo já rola a dois anos e essa é a segunda vez que o Dr. Zeu Palmeira manda a Prefeitura reintegrar o grupo e eles encontram "brechas" , infelizmente e não cumprem. Dos 241 demitidos arbitrariamente, pelo ex (graças a Deus) Prefeito Carlos Eduardo, só restam no processo 49 funcionários. 192 aceitaram fazer acordos, do jeito que a Urbana queria e mandava. Os 49 guerreiros restantes, continuam na batalha, não arredam o pé. A justiça dos homens pode até ter brechas e falhar, mas a divina não falha.
    Essas pessoas eram aposentados por tempo de contribuição (recebendo pelo INSS que não onera em nada a folha da Urbana) e tinham direito por lei, a trabalhar até os 70 anos. Foram demitidos Sem Justa Causa, sem aviso prévio, sem dó e sem receberem nenhum tostão. A Urbana poderia ter avisado, ou ter feito um PDV, em consideração pelo menos ao tempo de serviço prestados por eles, mas não : a maldade foi tão grande que o pessoal dormiu funcionário em dezembro e acordou (após um Natal e Reveillon que se gasta muito) Demitidos dia 02 de janeiro de 2017. Falaram na entrevista a uma Rádio, que o motivo maior era financeiro, pois bem: logo que houve a demissão, foi criada uma Diretoria Jurídica (Antes era somente uma Assessoria e sempre funcionou bem. Pasmem!!!!para esse Advogado que defende até hoje a demissão de 241 Pais de família), fora um monte de terceirizadas pagando altíssimo. Mas vamos para a frente. A verdade sempre prevalece. Não viu o que aconteceu com o Carlos Eduardo? pois é, toda maldade volta em dose dupla. É igual a dizer que Gentileza gera Gentileza, maldade é igual, aguardem.

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Jornalismo

Mourão volta a afirmar que Brasil não pensa em mudar embaixada e “Bolsonaro falou, mas foi na campanha”

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Presidente em exercício, Hamilton Mourão durante audiência com autoridades religiosas cristãs da Palestina Foto: Romério Cunha/VPR

 

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o seu País espera que o governo não transfira a embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, como havia indicado o presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Ele se reuniu com o presidente em exercício, Hamilton Mourão, durante a tarde.

“Falamos sobre esse assunto. Qualquer assunto sobre isso será estudado pelas altas autoridades brasileiras. Esperamos que isso não vai acontecer. […] Isso será danoso para israelenses, para palestinos, para o Brasil, para o mundo inteiro, para a paz. Por isso esperamos que não vá acontecer”, disse Alzeben ao fim do encontro. Questionado sobre se Mourão havia dito que essa já era uma questão definida, o embaixador afirmou que “isso está em discussão, discussão muito longa”.

Em dezembro, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que a transferência da embaixada brasileira era uma questão de tempo. Ele esteve no Brasil para acompanhar a posse de Bolsonaro.

A transferência da representação diplomática brasileira para Jerusalém, um gesto de reconhecimento de que a cidade sagrada é a capital do Estado de Israel, foi promessa de campanha de Bolsonaro. A última vez que o presidente eleito tocou publicamente no assunto foi num post no Twitter, ainda em novembro.

Além do embaixador palestino, participaram do encontro também autoridades religiosas cristãs do país. De acordo com Alzeben, o grupo expressou desejos para que Bolsonaro se recupere rapidamente da cirurgia a que foi submetido durante a manhã para a retirada da bolsa de colostomia e entregou uma carta de condolências para o presidente e o Brasil em razão do desastre da mineradora Vale em Brumadinho (MG).

“Saímos muito satisfeitos de que as boas relações vão continuar entre os dois países, respeitando o direito internacional e a tradição brasileira ao longo dos últimos 70 anos”, disse. Alezeben afirmou ainda que a comitiva fez um convite para que Bolsonaro e Mourão visitem a Palestina. “Os convidamos para irmos à Igreja da Natividade e da Ressurreição em Jerusalém e juntos rezar pela paz. Esperamos que isso seja realizado em breve”, disse.

Já o presidente em exercício, Hamilton Mourão, voltou a afirmar que o governo brasileiro não considera mudar de local a embaixada da Autoridade Palestina no Brasil.

“O  que o embaixador da Palestina veio tratar é obviamente a questão da embaixada. Ele trouxe os representantes de religiões cristãs que estão lá. Tem quase 30 mil. A gente pensa que é todo mundo muçulmano, mas não. A resposta que eu dei foi uma resposta de Estado. O Estado brasileiro não está pensando em nenhuma mudança de embaixada”, disse. Ao sair da reunião, Alzebem afirmou esperar que isso não aconteça.

Mourão minimizou a questão. “Bolsonaro falou, mas foi na campanha”, disse. Ele também ressaltou que qualquer decisão só será tomada após o retorno do presidente. No Twitter, o vice-presidente destacou que “é preciso promover a convivência pacífica entre os povos e religiões”.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Brasileiro não pode se impor que os covardes aparecem. Os árabes vão comer o que? Os outros maiores produtores de alimentos do mundo, EUA e Austrália, já mudaram ou anunciaram a embaixada em Jerusalém. O Brasil não pode porque vai afetar a paz mundial…

  2. Se isso acontecer, além dos problemas que já enfrentamos no dia a dia com relação a segurança, ainda teremos que lidar com fundamentalistas e terroristas. O Brasil não tem capacidade para lidar com essa situação.

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Economia

APÓS BLOQUEIO DE BILHÕES: Especialista diz que mudança política na Venezuela é inevitável

decisão dos Estados Unidos de bloquear o acesso do governo de Nicolás Maduro a dinheiro pago pela compra de petróleo da Venezuela é um dos passos de uma espiral muito veloz de mudança política no país, avalia Diego Area, diretor associado do centro Adrienne Arsht Latin América, do think tank Atlantic Council, em Washington.

“O que está claro é que é um processo que vai em espiral muito veloz. A reconstrução de países é um processo de médio prazo, mas a mudança política é inevitável e virá, porque a comunidade internacional está absolutamente comprometida e há uma pressão social interna”, afirma Area.

Ele destaca que a medida dos EUA que atinge a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, é uma estratégia que nasceu na presidência interina da Venezuela, de Juan Guaidó. “Há algumas horas fizeram um comunicado pedindo que congelassem os ativos”, afirma Area, que considera o congelamento uma medida para “proteger o dinheiro” do regime de Maduro.

A medida adotada pelos EUA nesta segunda-feira foi considerada como “perigosa” por economistas como Jeffrey Sachs que, em entrevista à CNN, disse que o passo tomado em Washington poderia levar a Venezuela a uma “catástrofe”.

Diego Area considera que a população venezuelana já está sofrendo limitações e, portanto, a medida adotada pelos EUA não impõe sanções ao povo, mas sim protege o dinheiro do país.

“Guaidó foi muito claro em dizer que é um processo ordenado e progressivo. A primeira medida é congelar. Posteriormente, se buscará os mecanismos para que esse dinheiro oxigene o seu governo para permitir que ele possa começar a executar o poder. Vai gerar um efeito positivo no médio prazo”, avalia.

“O povo venezuelano está esperançoso pelo retorno à democracia e reconstrução do país. O que está claro é que enquanto Maduro continuará usurpando o poder, a miséria continuará”, afirma.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. É a ditadura mais sem futuro do mundo. O opositor faz comício a luz do sol, sem a menor preocupação. Ditadura de vergonha era a nossa, escreveu não leu…o pau comia. O lema era "ame-o ou deixe-o". Herzog, zuzu Angel, Stuart Angel, outra centena ou milhares morreram por menos. Djalma Maranhão cujo crime foi alfabetizar 25 mil crianças pobres, foi preso e morreu no exílio. Isso sim era ditadura.

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Televisão

Governo Bolsonaro reestrutura EBC e demite 45 comissionados

Quatro dias depois de uma “inspeção surpresa” feita pelo ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Rio de Janeiro, a direção da empresa anunciou nesta segunda-feira, 28, reestruturação dos quadros e redução de 45 cargos em comissão.

As demissões atingem funcionários do Rio, Brasília, São Paulo e Maranhão. Nem todos deixarão a empresa por serem servidores de carreira, mas vão perder os cargos comissionados. “Vamos enxugar o quadro, deixá-lo mais eficiente, com menos custo, mas cabe ao presidente da EBC executar isso. Ele é quem vai definir quem e quando será cortado. A forma de executar cabe ao presidente da EBC”, disse Santos Cruz.

A nota da EBC comunicando os afastamentos informa ainda que a partir desta segunda, o Repórter Brasil Maranhão, programa jornalístico local da TV Brasil no Estado, deixará de ser exibido. A ideia é reduzir o quadro em 30%.

Inicialmente, o presidente Jair Bolsonaro havia anunciado que extinguiria a EBC. Agora, a intenção é juntar os quadros da TV Brasil, criada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a NBR, TV que faz as transmissões oficiais do governo em um só núcleo. Além disso, o governo quer limitar os cargos em comissão ao mínimo possível e colocar funcionários de carreira nos postos.

Na “visita surpresa” à EBC-Rio, na semana passada, o ministro encomendou, no departamento de Recursos Humanos, um relatório sobre quantas pessoas e cargos tem cada setor, a folha de ponto e a informação sobre quem é funcionário de carreira e quem é comissionado.

Em nota, a direção da EBC comunicou a reestruturação da empresa e informou que “o objetivo das mudanças é adequar a empresa à meta de otimizar despesas, com vistas à sustentabilidade até 2022, conforme estabelecida no Planejamento Estratégico”.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. A EBC é uma das maiores vergonhas paridas na era petralha. Somente no último semestre de 2017, seus funcionários apresentaram 2.845 atestados médicos e pedidos de afastamento, o que dá quase 16 por dia. O número é maior do que o quadro da empresa, que tem 2.307 empregados. Um acordo coletivo permite aos funcionários até mesmo faltarem cinco vezes ao trabalho para acompanhar parentes (cônjuge, companheiro, pai, mãe, filho, enteado, irmão ou dependente legal) em consultas ao médico ou ao dentista. Outra vantagem: empregado só perde o salário integral após 4 meses de afastamento. Nem precisa mais explicar por que a audiência da famigerada "TV Lula" não passa de um traço (-).

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Jornalismo

Rejeito de barragem de Brumadinho já percorreu 57 km

O governo de Minas informou nesta segunda-feira, 28, que os rejeitos da barragem de Brumadinho, que se rompeu na sexta-feira, 25, já se deslocaram 57 km do local de rompimento. A lama chegou a Juatuba, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A velocidade média de deslocamento pelo Rio Paraopeba diminuiu de 1,6 km/h, no domingo, para 0,83 km/h nesta segunda. O Serviço Geológico do Brasil prevê que os sedimentos alcancem a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, entre os municípios de Curvelo e Pompéu, até 10 de fevereiro.

O governo de Minas monitora o fluxo dos rejeitos pelo Rio Paraopeba a faz análises de qualidade da água em 47 pontos. O levantamento analisa temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez, pH, a série de metais e a concentração de sedimentos na água.

Por causa do rompimento da barragem, os índices de turbidez da água aumentaram logo após o desastre, mas, ao longo dos últimos dias, vem diminuindo. O limite legal para um curso d’água como o Paraopeba é de 100 NTU (unidade de turbidez).

Às 8 horas de sábado, dia seguinte à tragédia, a 19 km do acidente, foram medidos 63.700 NTU. Já às 16h30, a turbidez havia caído para 34.220 NTU. No domingo, o índice estava em 17.000 NTU e nesta segunda-feira, em 11.600 NTU.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Meio Ambiente

Brumadinho é o maior desastre da década em barragens no mundo, alerta OIT

A tragédia de Brumadinho (MG), ocorrida na sexta-feira, 25, é o pior desastre em uma barragem da década no mundo. Quem faz o alerta é a Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, nesta segunda-feira, 28, emitiu um comunicado para apontar para a necessidade de reforço global nas medidas de segurança quando o assunto é mineração.

“Esse é o pior desastre em uma barragem na década”, declarou a entidade, que monitora os acidentes de trabalho registrados em todo o mundo. Sua avaliação leva em conta o número potencial de vítimas mortais no Brasil.

Em setembro de 2008, o rompimento de uma barragem em Shanxi, na China, fez pelo menos 254 mortos. Em 2015, 113 pessoas morreram em Mianmar, também depois do rompimento de uma barragem.

A OIT, porém, alerta que outras tragédias envolvendo situações similares causaram uma perda “ainda maior de vidas no passado, em todas as regiões do mundo”.

Em 1965, um acidente no Chile causou a morte de mais de 300 pessoas e destruiu a cidade de El Cobre. Um ano depois, na Bulgária, outra barragem causaria oficialmente 107 mortes. As contas extra-oficiais, porém, apontam para mais de 480 vítimas no país que, na época, vivia sob regime comunista.

A Europa Ocidental também viveu os impactos de um rompimento de uma barragem. Em 1985, mais de 285 pessoas morreram na Itália.

A OIT ainda afirma que o Brasil ratificou em 2004 uma convenção internacional para garantir a segurança e a saúde nas atividades de mineração, nove anos depois que o instrumento fora aprovado.

Num comunicado, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, apontou que cerca de 300 pessoas continuam desaparecidas em Brumadinho: “Essa tragédia é uma triste lembrança da importância crucial de um sistema para garantir a segurança e saúde para os trabalhadores e a proteção de suas comunidades”.

Segundo ele, a OIT continua disposta a ajudar o Brasil a fortalecer esses mecanismos para “prevenir futuros acidentes”

Estadão Conteúdo

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Economia

RN não terá ajuda financeira do Tesouro Nacional. Receberá apenas apoio técnico

A ajuda aos estados com problemas financeiros terá impacto de R$ 127,4 bilhões sobre a Dívida Pública Federal de 2019 a 2022, revelou hoje (28) o Tesouro Nacional. Desse total, R$ 95,4 bilhões correspondem ao que a União deixará de receber com os programas de renegociação e com liminares na Justiça. Os R$ 32 bilhões equivalem às garantias que o Tesouro terá de executar de estados que derem calote. Hoje, secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explicou que estados que decretaram situação de calamidade financeira, como Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Roraima, não receberão ajuda financeira do Tesouro, apenas auxílio técnico para traçar programas de ajuste fiscal e de melhorias de gestão.

De 2016 a 2018, as sucessivas ajudas financeiras aos estados deram prejuízo de R$ 82 bilhões à União. Do total, R$ 71,4 bilhões representam o que o Tesouro deixou de receber dos estados que renegociaram os débitos e R$ 10,6 bilhões correspondem às garantias honradas pelo governo federal.

Os números foram apresentados nesta segunda-feira pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que divulgou o Plano Anual de Financiamento (PAF) para a dívida pública em 2019. Segundo os técnicos do órgão, o dinheiro que a União deixa de receber dos estados e a execução de garantias da União podem se refletir tanto no aumento da dívida pública como na redução do colchão da dívida pública (reserva financeira de segurança do Tesouro).
Recuperação fiscal

O Tesouro Nacional informa que os cálculos incluem a possibilidade de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul de ingressarem no regime de recuperação fiscal, como o estado do Rio de Janeiro. Segundo Almeida, os dois estados estão em negociações para mudarem a forma como registram as despesas com pessoal para apresentarem um plano de ajuste ao Tesouro Nacional e negociarem a adesão ao programa de socorro financeiro.

“Minas Gerais está construindo esse plano de ajuste e deve trazer a proposta em fevereiro. A partir daí, tem período de negociação. O Rio Grande do Sul, possivelmente em algum momento, vai apresentar o plano deles”, disse Almeida. O secretário no entanto, explicou que estados que decretaram situação de calamidade financeira, como Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Roraima, não receberão ajuda financeira do Tesouro, apenas auxílio técnico para traçar programas de ajuste fiscal e de melhorias de gestão

De acordo com Almeida, a aprovação da reforma da Previdência representa a melhor possibilidade de que os estados reequilibrarem as finanças. Isso porque a maior parte dos gastos locais está nas despesas com o funcionalismo local. “Os governadores estão querendo aprovar a reforma da Previdência. Dois terços dos inativos dos estados se aposentam, em média, aos 49 anos de idade”, disse o secretário.

Socorro financeiro

Desde 2016, a aprovação de três leis complementares diminuiu o montante financeiro que a União recebe dos estados. A primeira, a Lei Complementar (LC) 148 trocou os indexadores das dívidas dos estados. Aprovada em 2014, essa lei só entrou em vigor no início de 2016. A LC 156, de 2017, alongou em 20 anos o prazo da dívida dos estados, com suspensão do pagamento do serviço da dívida por seis meses.

Por fim, a LC 159, também de 2017, instituiu o regime de recuperação fiscal, que prevê a suspensão do pagamento das parcelas das dívidas por três anos em troca de um programa de ajuste fiscal dos governos locais. Até agora, apenas o estado do Rio de Janeiro cumpriu os requisitos para aderir ao programa.

O governo federal também deixa de receber recursos dos estados por causa de liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a unidades da Federação com dificuldades financeiras, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

As garantias honradas representam o valor que o Tesouro cobre de estados que pegam dinheiro emprestado com bancos e ficam inadimplentes. Tradicionalmente, a União desconta, dos repasses do Fundo de Participação dos Estados, a quantia gasta para executar as garantias.

No entanto, uma série de liminares impede a retenção dos recursos, assim como a adesão de estados ao regime de recuperação fiscal. Nesses casos, a União desembolsa recursos da conta única do Tesouro sem contrapartida, o que aumenta a necessidade de aumentar a dívida pública ou usar o colchão da dívida.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Forum dos servidores deu a idéia pra governadora tirar o máximo possível de comissionados e aproveitar servidores de carreira, seria uma diminuição de gasto com salários mas a governadora recusou essa idéia pq cargo comissionado é os pagamentos de apoio político no Brasil.

  2. Ajuda aos Estados dá prejuízo à União? Temos uma Federação ou não? O Estado (União, Estados e Municípios) não são empresas para dar lucros, ela existe para fomentar a educação, saúde, segurança e economia da nação.

  3. O congresso tem que aprovar medidas de retirar o grande bolo de imposto que fica com o governo federal. Exemplos federal 50 somente e o restante para prefeituras e Estados. Não pode é Estados e municípios ficar de Pires na mão.

    1. Pq o PT não fez isso? Todo o tempo que ficou no poder não foi suficiente? Ou não quiseram fazer?

  4. Alguém diga ao presidente que é obrigação dele repassar verba federal, que não é dele, a todos os estados independente de viés ideológico assim como faziam os governos anteriores a esse. Obrigada

    1. Não se trata de repasses obrigatórios, está se falando de ajuda, algo a mais. Acontece que pra isso é preciso que o estado faça sua parte: reduzir gastos por exemplo, como está fazendo o governo federal. Ademais pq o PT quando era governo federal não ajudou a Rosalba? Quando tá no poder faz o que quer, quando tá na oposição os outros tem que fazer o que vcs querem. Tenha santa paciência.

  5. De "apoio técnico" o governo do RN já está farto. "Nunca ântef na iftória dêfit" elefante manco houve tantos doutores em cargos estratégicos da administração pública. Já competência política e gestão eficiente para destravar a máquina… nem com "ajuda dos universitários".

  6. Pelo o andar da carruagem e por escolhas ideológicas da.governadora, o RN não vai sair do buraco tão cedo. Todo mundo sabe q sem as reformas estruturantes, não há solução econômico/financeiro , para o RN. Mas, por capricho e ideologia da governadora, vamos a cada dia afundando no poço. Né mesmo.

  7. Resumindo, acredito que nesse caso se, a governadora tivesse um plano de privatizar as estatais como por exemplo: CAERN, POTIGÁS, CEASA,UERN e também aumento das alíquotas, outra coisa demitir boa parte desses cargos comissionados. Enquanto servidora pública concursada e já aposentada tenho minhas convicções que para esse destrave no nosso RN só acontecerá, se a governadora tomar essas medidas antipáticas que seria a porta de entrada para a redução das dívidas e só assim estaria mais fácil negociar com o governo federal condições melhores para sanar a situação do estado que se encontra totalmente quebrado e, caso permaneça nessa de não aceitar tomar essas medidas, quem irá ficar sofrendo mais quatro anos são os servidores públicos e comerciantes, porque o servidor sem o poder de comprar nem o básico os pequenos comerciantes estão incluídos nesse contexto.

    1. Depois de aposentada começou a falar merda?! Mais bom-senso. E outra: de onde você tirou a ideia de que a uern pode ser privatizada? É muita ignorância! A UERN não é um orgão arrecadador ou que dá lucro. Já vi que a senhora é uma inimiga da educação!

  8. Alguém diga para governadora SEM NOÇÃO ,que usou de falta de educação em NÃO IR A POSSE DO PRESIDENTE ELEITO DO BRASIL,que não se governa sozinha ,que precisamos do governo federal,mas os PTralhas SÃO UMA QUADRILHA MAL INTENCIONADA

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Meio Ambiente

Governo Federal recomenda fiscalização imediada em barragens

O governo federal vai recomendar que os órgãos reguladores do setor de mineração fiscalizem todas as barragens que apresentem risco potencial à vida humana. A recomendação do governo será para que as fiscalizações ocorram imediatamente. A resolução do gabinete de crise será publicada amanhã (29) no Diário Oficial da União.

“O Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastres resolve [recomendar que] realizem imediatamente fiscalização nas barragens sob sua jurisdição, de modo a priorizar aquelas classificadas como possuidoras de ‘dano potencial associado alto’ ou com ‘risco alto'”, diz um trecho do documento.

A resolução foi resultado da reunião ocorrida na tarde de hoje (28) para discutir o desastre ocorrido após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

Participaram da reunião os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), Santos Cruz (Secretaria de Governo), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Bento Costa Lima (Minas e Energia) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional).

O governo também recomenda a auditoria e revisão nos procedimentos de fiscalização e que os órgãos fiscalizadores avaliem a necessidade de remover instalações de empresas e, consequentemente, seus funcionários, localizados próximo às barragens. Vários funcionários da Vale, empresa responsável pela Mina Córrego do Feijão, trabalhavam em locais próximos a barragem que rompeu, e estão desaparecidos.

O Conselho Ministerial que se reuniu hoje também criou um subcomitê responsável por propor uma revisão e uma atualização da Política Nacional de Segurança de Barragens. A política de segurança também será alvo de discussão na reunião do Conselho de Governo, a ser presidida por Hamilton Mourão, presidente da República em exercício.

Agência Brasil

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Economia

Vale tem que ser preservada, diz diretor da companhia

O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, defendeu nesta segunda (28) que qualquer solução para os estragos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) passe pela preservação da companhia.

Ele alegou que cerca de 500 mil famílias, entre trabalhadores e acionistas dependem da empresa.

“Evidentemente, a solução ideal deveria passar pela preservação da saúde financeira da companhia”, afirmou, em entrevista para anunciar medidas de apoio a vítimas do desastre.

Ações judiciais já bloquearam R$ 11,8 bilhões da mineradora, que perdeu R$ 71 bilhões em valor de mercado e teve sua classificação de risco rebaixada pela Fitch após o desastre.

Siani não quis comentar a queda do valor das ações nem a possibilidade de intervenção do governo no comando da empresa, dizendo que a prioridade no momento é o resgate de vítimas e a remediação dos danos ambientais.

“O fato de ações caírem ou subirem é completamente secundário neste momento”, comentou. “O espírito da companhia é que todos os outros assuntos são de menor importância.”

Ele evitou também falar sobre as causas do acidente, que ocorreu pouco mais de três anos após o rompimento de outra barragem em Mariana (MG), que deixou 19 mortos e um rastro de lama que chegou ao Oceano Atlântico.

Em nenhum dos casos, o sistema de monitoramento preventivo da companhia detectou risco de colapso das barragens. “Temos que contratar especialistas para entender por que o monitoramento não funcionou”, disse o diretor da mineradora.

Nesta segunda, a Vale anunciou a suspensão de pagamento de dividendos para acionistas e de bônus para executivos, além da criação de dois comitês independentes para investigar o acidente e a segurança das barragens.

Siani disse que a decisão sobre os dividendos era “óbvia” e que a criação dos comitês tem o objetivo de dar maior independência ao grupo que vai apurar os fatos.

Segundo ele, em comum nos dois casos está o fato de serem barragens com altamente a montante, tecnologia que não é mais usada pela empresa. Siani disse que a Vale planeja um “plano robusto” de investimentos para melhorar a segurança das barragens.

“Mesmo essas barragens antigas e desativadas, como foi o caso dessa, vão passar por investimentos significativos para zerar o risco”, afirmou.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. A vida! Qual a importância? Este diretor tem que ser o primeiro a ser preso. Falar que temos que contratar empresas que realmente avisem do perigo, é assinar sua sentença. Que absurdo!

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Política

Maia fecha acordo com PP, MDB e PTB e praticamente garante reeleição na Câmara

Foto: Agência Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conseguiu desfazer o único bloco que ameaçava sua reeleição no comando da Casa. Ele fechou, nesta segunda (28), um acordo com dirigentes do PP e do MDB.

Com isso, o democrata liquida as chances de essas três siglas fecharem uma aliança com a esquerda na tentativa de, ao menos, jogar a disputa para o segundo turno.

Folhapress

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Polícia

Pai é detido por levar bebê para motel junto com outro homem

O pai de um bebê de 11 meses foi detido no domingo (27) por levar o filho para um motel em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, acompanhado de outro homem. Segundo a Polícia Civil, uma equipe do Conselho Tutelar foi acionada e ficou responsável pela criança.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande.

A criança foi localizada após a denúncia de uma das funcionárias do estabelecimento. À polícia, ela disse que ouviu o choro do bebê em um dos quartos. Após chegarem no local, os policiais encontraram o bebê que estava com dois homens, de 32 e 24 anos.

O mais velho alegou aos policiais que seria o pai da criança.

Na delegacia, ele disse que a mãe do bebê estaria em uma viagem a Nobres, a 151 km de Cuiabá, e que foi ao motel para ter relação sexual com o outro homem.

De acordo com a Polícia Civil, o pai do bebê pode responder, ao final da investigação, aos crimes previsto no artigo 218 e 217-A, respectivamente, de ter ato libidinoso na presença de criança ou adolescente ou estupro de vulnerável, caso se comprove que a criança foi tocada.

Testemunhas devem ser intimadas para depôr sobre a ocorrência. As datas dos depoimentos e quem deve ser ouvido, entretanto, não foram divulgados.

Ainda segundo a polícia, a eventual situação de risco e exposição da criança devem ser apuradas pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público.

G1

Opinião dos leitores

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Economia

Vale perde R$ 71 bilhões em valor de mercado após rompimento de barragem

A Bolsa de São Paulo chegou a perder quase 3 mil pontos nesta segunda-feira, 28, e bateu no nível dos 94 mil pontos com a forte queda nas ações da Vale e da Bradespar, empresa do Bradesco que tem como maior participação papéis da mineradora. As ações ordinárias das duas companhias perdiam mais de 20% logo no início de pregão, repercutindo a tragédia em Brumadinho (MG), no primeiro dia de sessão após o ocorrido. Ao fim dos negócios, a Vale perdeu R$ 71 bilhões em valor de mercado. Na quinta-feira, 24, a companhia valia R$ 289,767 bilhões na Bolsa. Nesta segunda, acabou o pregão valendo R$ 218,706 bilhões.

As ações ordinárias da Vale terminaram o dia em baixa de 24,52%, a R$ 42,38, enquanto as preferenciais da Bradespar caíram 24,49%, a R$ 26,43. O Ibovespa encerrou em queda de 2,29%, aos 95.443,88 pontos.

A Vale ON – que responde por 10,9% da carteira do Ibovespa – é de longe a mais negociada entre as ações do índice. A segunda ação mais negociada é a ON da Bradespar, empresa do Bradesco que tem como maior participação a Vale.

O rompimento da barragem eleva a percepção de risco em torno da mineradora e deve continuar pressionando as ações da companhia por um tempo, ainda que do ponto de vista econômico o impacto das operações locais seja de menos de 2% da produção total da Vale. Segundo os analistas dos bancos Bradesco BBI e BTG Pactual, a crise criada pode trazer restrições mais severas às operações de outras minas, elevando os custos do setor e comprometendo potencialmente a produção de minério.

Os dois bancos destacaram que o impacto ambiental do rompimento da barragem parece menor do que o caso da Samarco, o que poderia se converter em menores multas. Entretanto, o aspecto humano tem pesado nas projeções, uma vez que o número de mortos até agora já superou em muito o caso de 2015, sem contar as centenas de pessoas ainda desaparecidas.

Segundo os analistas Leonardo Correa e Gerard Roure, do BTG, o segundo rompimento de barragens ligado à empresa em poucos anos coloca pressão adicional por parte da sociedade sobre a Vale. “A questão agora parece ser: podemos utilizar as barragens de rejeito com segurança, especialmente as próximas das comunidades?”, escreveram. Diante do cenário, a regulamentação tende a ser muito severa no País, potencialmente tendo efeito sobre projetos e operações já existentes.

O banco ainda colocou em xeque a própria retomada das operações da Samarco depois deste rompimento. “Essa tragédia vai claramente elevar o escrutínio regulatório no País, o que pode ter implicações futuras na retomada das operações da Samarco”. A estimativa era de que as operações da empresa pudessem ser retomadas em meados de 2020.

Na mesma direção, o Bradesco BBI ponderou as dificuldades de se calcular o impacto. “Embora não acreditemos que o impacto final do acidente vá superar o caso da Samarco (US$ 10 bilhões, ou US$ 0,50 por ação), nós achamos que o desempenho das ações podem ser prejudicados no curto prazo, à medida que o fluxo de notícias sobre possíveis multas e custos se intensificam”, escreveram os analistas Thiago Lofiego, Arthur Suelotto e Isabella Vasconcelos Eles salientaram a sólida posição de alavancagem da empresa, o que implicaria pouco dano do ponto de vista do balanço patrimonial.

Segundo o Bradesco, os impactos sobre o mercado de minério ainda vão depender de outras minas do Sul e do sistema do Sudoeste serem parados para inspeções. “Se o impacto da produção for limitado apenas à mina de Feijão, o acidente representaria apenas 0,6% do mercado transoceânico”, destacaram.

O impacto sobre o valor de mercado da mineradora divide analistas. Há quem entenda que o efeito no negócio da Vale será limitado. Os profissionais destacam que a produção local corresponde a menos de 2% da produção total da Vale, portanto, do ponto de vista estritamente operacional, o impacto do rompimento seria pequeno. “A capacidade ociosa em outras minas permite o remanejamento da operação”, comentaram os analistas da Coinvalores, em relatório assinado por Sandra Peres, Felipe Martins Silveira e Sabrina Cassiano.

Eles salientam, porém, que “além de novos impactos financeiros potenciais, mudanças regulatórias também ficam no radar, com a possibilidade de exigências mais rígidas quanto à licença para novas barragens e minas”. Eles sugerem que as ações da Vale devem ficar pressionadas até que todos os potenciais impactos possam ser mensurados de forma mais clara.

“No curto prazo, os papéis da mineradora deverão continuar pressionados, reflexo dos danos de imagem à companhia e provisões para pagamento de multas e indenizações”, disseram os profissionais da Guide, que também sugerem que o rompimento da barragem poderá atrasar as concessões e licenças ambientais nas operações Brasil. “Há também o risco de novos processos de investidores nos EUA e rebaixamento de agências de risco”, acrescentaram. A casa lembra que, apesar de decisões judiciais que levaram ao bloqueio de R$ 11 bilhões, a Vale possui fôlego financeiro, já que contava com um caixa próximo de cerca de R$ 23 bilhões ao fim do terceiro trimestre.

Paciência

Para a gestora Alaska, se os preços continuarem despencando e nenhuma maior surpresa negativa surgir, a estratégia é comprar mais e aumentar a exposição aos papéis da mineradora, segundo Henrique Bredda, gestor da Alaska, que tem entre 7% e 8% de exposição à mineradora.

“Acreditamos que o mercado vai continuar nervoso por mais algum tempo. No momento, não vamos fazer nada. Vamos manter nossa posição e avaliar. Queremos entender o impacto do rompimento”, afirmou Bredda. “Se o papel continuar nesse nível de preço ou cair mais e se não surgir nenhuma informação adicional, uma megamulta, novo bloqueio, poderemos aumentar a posição para algo entre 10% e 11% do fundo Black”, disse o gestor.

O analista-chefe da Necton, Glauco Legat, disse que não recomendaria a venda das ações da companhia tendo em vista o baixo impacto do rompimento na produção de minério de ferro da companhia, e o fato de que há capacidade ociosa. Além disso, aponta que o sistema logístico, que interliga a Ferrovia Espírito Santo – Minas Gerais, aparentemente não foi interrompido e o escoamento da produção segue intacto.

Adicionalmente, Legat citou que a Samarco levou a Vale a provisionar US$ 2,7 bilhões de potenciais ressarcimentos, pagamento que se dará no prazo de 12 anos (até 2028), e que o minério de ferro futuro subiu hoje 2,77%.

Mercado externo

As ADRs (American Depositary Receipt) – recibos de ações através dos quais empresas não sediadas nos Estados Unidos podem negociar seus papéis no mercado norte americano – abriram em forte queda em Nova York, depois de ter recuo expressivo também durante os negócios do pré-mercado. Após cair 8% na sexta, elas recuaram mais 17% nesta segunda-feira.

Renda fixa

Os bônus dos títulos de renda fixa da Vale operam em forte queda nesta segunda-feira no mercado secundário. O bônus com vencimento em 2026 recuava 6,4% e era negociado a 102% do valor de face, ante 109,8% do encerramento da sexta-feira. O bônus para 2042 tinha queda ainda maior, de 7,2%, e operava em 95% do valor de face. Na sexta, dia do acidente, o título encerrou o dia em 102,5% do valor de face.

Ainda entre os títulos de renda fixa da Vale, o eurobond para 2023 era negociado a 107,8% do valor de face, ante 109,6% da sexta-feira, uma queda recorde para o papel, segundo um gestor.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. teria saído mais barato fazer a barragem do jeito certo, mas brasileiro é burro, só quer ser ESPERTO

    1. Falou tudo amigo!!! Brasileiro sempre acha que usando da esperteza tá ganhando, onde na verdade tá perdendo e, muitas vezes, fazendo os outros perderem também, sem culpa nenhuma, como nesse caso da Brumadinho!

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Diversos

Autoridades confirmam 65 mortos em desastre em Brumadinho

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atualizou para 65 o número de mortos confirmados no rompimento da barragem de Brumadinho (MG). São 279 desaparecidos, ainda segundo a corporação. Entre os mortos, são 31 vítimas identificadas.

Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil, 386 pessoas foram localizadas pelas equipes de resgate na região de Brumadinho (MG).

Os dados são da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das polícias Militar e Civil.

Segundo o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o número de mortos confirmados provavelmente deve aumentar na terça-feira, 29. De acordo com o tenente, há locais em que o trabalho de recuperação de corpos já iniciou e deve ser concluído na terça.

Estadão Conteúdo

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Economia

Dívida bruta deverá encerrar o ano em 78,2% do PIB, estima Tesouro

Depois de estourar a projeção para o ano passado, a dívida bruta do governo geral, indicador que inclui tanto a dívida federal, a dos estados e as operações compromissadas, deverá encerrar 2019 em 78,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). A estimativa consta do Plano Anual de Financiamento (PAF) para a dívida pública em 2019, apresentado hoje (28) pelo Tesouro Nacional.

Elaborada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, a projeção leva em conta crescimento de 2,5% do PIB, inflação oficial de 3,9% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa Selic – juros básicos da economia – de 7% ao ano no fim de 2019. O cenário também leva em consideração a aprovação do texto atual da reforma da Previdência que tramita no Congresso e a manutenção do cronograma de privatizações e concessões divulgado no fim do ano passado.

Por esse cenário base, a dívida bruta continuaria a crescer até 2022, quanto atingiria 80,6% do PIB e começaria a cair lentamente no ano seguinte até fechar 2027 em 74,3% do PIB. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, no entanto, disse que as estimativas podem ser melhores ou piores, dependendo da capacidade do governo de cumprir com o ajuste fiscal.

“Esse cenário [da SPE] está em linha com as previsões do mercado divulgadas no boletim Focus do Banco Central [pesquisa semanal com instituições financeiras]. Hoje, o mercado faz a conta da emenda aglutinativa da reforma da Previdência que está no Congresso, mas, caso ela seja aprovada mais rápido que o previsto, e a gente tenha um cenário mais rápido de privatização e de concessões, com outras reformas estruturais que aumentem o crescimento potencial da economia, a dívida bruta poderá crescer menos”, afirmou Almeida.

O PAF de 2018 originalmente projetava que a dívida bruta encerraria o ano passado em 74,8% do PIB. Com base nos dados registrados até novembro, a SPE agora estima que o indicador tenha fechado 2018 em 77,3% do PIB.

Mesmo com um eventual sucesso da agenda de reformas do atual governo, o secretário do Tesouro disse que o Brasil enfrenta um desafio imenso para reequilibrar as contas públicas, com um nível de endividamento ainda considerado alto em relação a economias semelhantes. “Se olharmos para outros países emergentes, uma dívida bruta próxima de 80% do PIB é muito alta. No Brasil, o serviço da dívida [juros e encargos] é muito mais alto que o de economias avançadas, então, esse “endividamento precisa ser contido”, declarou.

Agência Brasil

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