Política

Governo italiano agradece Temer por assinar extradição de Battisti

O governo da Itália enviou carta ao presidente Michel Temer agradecendo-o pela decisão de mandar extraditar Cesare Battisti. Temer assinou ontem (14) a extradição de Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país por quatro homicídios cometidos nos anos 1970, quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo.

“Senhor presidente, quero expressar meu mais sincero agradecimento pela decisão de Vossa Excelência sobre o caso do cidadão italiano Cesare Battisti, definitivamente condenado pela Justiça italiana por crimes gravíssimos e que até hoje se subtraiu à execução das relativas sentenças”, diz a mensagem, assinada pelo presidente italiano Sergio Mattarella.

“Seu gesto constitui um testemunho significativo da amizade antiga e sólida entre o Brasil e a Itália e atesta a sensibilidade em relação a um caso complexo e delicado, que desperta sentimentos de intensa participação na opinião pública de nosso país”, acrescentou Mattarella. A carta foi reproduzida pelo governo italiano em sua conta no Twitter.

A decisão de Temer foi noticiada em vários países. O New York Times lembrou ainda que o Lula, quando era presidente da República, garantiu asilo ao italiano em 2010. O jornal francês Le Monde afirmou que Temer “assumiu a liderança” de uma providência que se não fosse tomada por ele, seria pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.

À Agência Brasil, o advogado de Battisti, Igor Tomasauskas, afirmou que não falou com seu cliente desde a decisão do Supremo Tribunal Federal de prendê-lo. “A decisão de se entregar é dele. Até porque se entregar significa a extradição”, acrescentou Tomasauskas.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O Temer assinou , porque ele tem interesse de manter relações com
    A Itália , se o mesmo está cotado
    Para representar o Brasil ali !

  2. Bandido extraditando bandido, estou louco que chegue primeiro de janeiro para ver esse Temer no xadrez junto com o molusco em Coritiba.

  3. Deve tá na Venezuela ou Bolívia como assessor para assuntos aleatórios – AAA do presidente. Kkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Ritmo da economia frustra projeções

Apesar das projeções positivas para o próximo ano, a economia vai chegando ao final deste ano sem ter conseguido apresentar sinais sólidos de retomada. Com a influência da crise argentina, que prejudica a indústria, e o efeito negativo de uma corrida eleitoral que provocou muita incerteza, os dados do último trimestre têm sido mais fracos que os esperados, corroborando o cenário de dificuldade que o País tem enfrentado para se afastar dos efeitos da recessão que atravessou.

Em outubro, os serviços (setor de maior peso dentro do PIB) ficaram praticamente estagnados, com alta de 0,1%, de acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE. Os outros setores da economia também não tiveram bom desempenho: o comércio recuou 0,4% no mês, enquanto a indústria cresceu apenas 0,2%.

“Esse quarto trimestre tem mostrado resultados muito ruins de atividade econômica. Apesar da melhora da confiança, o setor industrial, por exemplo, ainda está sofrendo muito. Todos os dados de outubro e previsões para novembro já mostram uma produção industrial muito ruim”, avalia a pesquisadora Silvia Matos, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.

Mesmo com o fim das eleições e aumento da confiança de empresários e consumidores, o setor varejista também não vem se animando com o fim de ano. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), as vendas de Natal devem ter crescimento real de 3,1% – abaixo de 2017, quando avançaram 3,9%.

“De janeiro a abril, a economia estava em um ritmo muito bom. Aí, tivemos a greve dos caminhoneiros, o crescimento das incertezas políticas e uma piora do cenário internacional. A notícia boa é que a inflação se manteve baixa, principalmente pela queda do petróleo”, diz Silvia Matos.

Ela lembra que a crise que afeta os argentinos, destino de 70% das exportações brasileiras de automóveis, tem sido sentida como um duro golpe pela indústria brasileira. No fim do ano, 650 mil veículos brasileiros devem ser vendidos ao exterior, abaixo do que era estimado no início de 2018.

Além da crise na economia argentina, a indústria também sofre com alta ociosidade, o que posterga investimentos e novas contratações. Em novembro, a indústria paulista encerrou 14,5 mil postos de trabalho, sobretudo nos setores de alimentos e vestuário, de acordo com a Fiesp. No acumulado do ano, o recuo foi de 0,16%.

Ano novo. Mas, apesar de um Natal magro, a perspectiva dos economistas é que o ano que vem seja melhor. Com as incertezas eleitorais agora resolvidas, resta ao governo de Jair Bolsonaro dar sinais claros de que irá conduzir as reformas, como a da Previdência. Os economistas do Ibre/FGV estimam que o País cresça 2,4% no ano que vem.

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, os serviços, que devem fechar 2018 estagnados, podem crescer em 2019 pela primeira vez em cinco anos. Já o varejo ampliado (que inclui materiais de construção e veículos) deve crescer 5,5%.

“O ano de 2018, embora seja positivo não pode ser deixar de ser classificado como frustrante. Esperava-se uma recuperação mais rápida depois da recessão, mas o emprego e o consumo só vão reagir com o retorno do investimento. E o empresário só vai investir quando o novo governo estiver com a caneta na mão e disser a que veio.”

Ele avalia que, tirando altas pontuais nas vendas do comércio, embaladas pela liberação do PIS/Pasep, a inércia da economia se estendeu por um tempo mais longo do que se que se imaginava, impedindo uma recuperação mais robusta do varejo ainda este ano.

O economista Fabio Silveira, da Macrosector, concorda que o ano que vem deve ser melhor para a economia. “Este ano foi de uma convergência de fatores negativos: ressaca de uma forte crise, greve dos caminhoneiros e uma eleição que fez com que todos evitassem dar grandes passos. Para o ano que vem, todos os fundamentos da economia estão bem encaminhados.”

Ele ressalta que o próximo governo vai assumir o País com a inflação e o câmbio sob controle e com a discussão sobre a necessidade de reformas estruturais, como a da Previdência, já iniciadas. “Só é preciso resolver o calcanhar de Aquiles do governo, que é a questão fiscal, para que o investimento volte. Não vai ser fácil, mas é inevitável.”

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tecnologia

Facebook vai ser investigado pelo MPF pelo envio de informação falsa à Justiça

O Facebook tem alguns problemas com a Justiça do Brasil, especialmente quando o assunto envolve o respeito a decisões e pedidos feitos pelos tribunais do país. Agora, o Ministério Público Federal (MPF) está acusando a rede social de dificultar investigações, além de ter repassado dados incorretos sobre um suspeito de participar de quadrilhas de tráfico internacional de drogas.

Há algum tempo, a Justiça brasileira solicitou ao Facebook dados de conversas do Messenger de uma pessoa que está sendo investigada por envolvimento com tráfico de drogas. Inicialmente, a rede social afirmou que o perfil em questão não tinha sido usado para troca de mensagens com outras pessoas.

Mas depois da procuradoria ressaltar que tinha apreendido um celular do suspeito que mostrava conversas dele com outras 20 pessoas, o Facebook voltou atrás e disse que, de fato, ele tinha usado o Messenger. O problema é que a rede social tinha buscado mensagens trocadas em um intervalo específico de tempo e não encontrou nenhuma conversa – sendo que o MPF queria histórico de conversas feitas desde que a conta foi criada.

Apesar de reconhecer o erro, o Facebook seguiu sem repassar as informações solicitadas. Agora a empresa dizia outra coisa: as conversas em questão deveriam ser pedidas à matriz norte-americana da rede social, que é a responsável pelo gerenciamento de dados.

Para conseguir isso, o MPF teria que entrar primeiro em contato com o Ministério da Justiça no Brasil. Depois, o ministério conversaria com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que avaliaria se a solicitação é ou não procedente. Caso considerasse que sim, o órgão norte-americano faria a solicitação dos dados ao Facebook, para depois repassá-las às autoridades brasileiras.

Agora, para a nova investigação que está sendo feita, o MPF quer que o Facebook explique em um período de 30 dias quais os procedimentos adotados para atender a ordens da Justiça e como faz para garantir que as informações passadas estejam de acordo com o que é pedido e são verídicas – ou seja, como o Facebook faz para garantir que não vai mais falar uma coisa para depois perceber que não era bem aquilo.

Olhar Digital

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Congresso regozija-se com pautas-bombas e Bolsonaro herdará conta de R$ 259 bilhões

Depois de sancionar o reajuste salarial de 16,38% para os ministros do Supremo Tribunal Federal, o presidente Michel Temer terá chance de provar que não capitulou —de todo— aos gracejos fiscais do Congresso se vetar a prorrogação de incentivos fiscais para empresas do Norte e Nordeste e a ampliação do benefício para as do Centro-Oeste, conforme projeto aprovado pelo Legislativo. A medida poderá custar R$ 17,5 bilhões em cinco anos.

Deputados e senadores regozijaram-se nos últimos anos com o que se familiarizou chamar de pauta-bomba. Em governos impopulares e fracos, como os de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), o poderio parlamentar impôs-se, colocando de joelhos os mandatários que ousaram se insurgir contra a farra.

Faz pouco, em outubro, o Congresso derrubou veto do emedebista ao projeto de lei que autorizava reajuste de 53% para o piso remuneratório dos agentes comunitários de saúde. Pândega que sorverá quase R$ 5 bilhões do Tesouro Nacional até 2021.

O Palácio do Planalto deverá receber do ministro Eduardo Guardia (Fazenda) recomendação para barrar as vantagens tributárias regionais ora aprovadas. Bastou a indicação do ministro no sentido de impedir a benesse para o comando legislativo ouriçar-se.

“Se houver o pedido de veto, eu vou fazer uma sessão extraordinária antes do final do ano. Não votarei o Orçamento na semana que vem, vou fazer uma sessão extraordinária para solicitar aos parlamentares que derrubem esse veto, porque ele não é pauta-bomba”, disse o (ainda) presidente do Senado, Eunício Oliveira —autor da proposta. O presidente Rodrigo Maia (Câmara) xingou Guardia de desleal e autoritário.

Em 2018, Temer assistiu a uma patuscada fiscal no Congresso, e a fatura que cairá sobre o colo de Jair Bolsonaro somará R$ 259 bilhões ao longo dos quatro anos de mandato. Outras dezenas de bilhões em benefícios só não serão aprovadas ainda neste ano porque falta tempo hábil aos legisladores.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Se o incentivo fiscal foçe para Sudeste a imprensa não estava divulgando como palta bomba, mais para norte, nordeste e centro oeste e palta bomba

    1. Verdade! Um incentivo com 50 anos. O governo irá perder o deixar de arrecadar o que não existe, o incentivo de 75% do IRPJ, o governo sim arrecada 25% do que não tinha da alíquota do irpj, esses recursos do incentivo são exclusivos para investimentos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Doze estados já aprovaram currículo de referência para escolas do infantil e fundamental; RN está no meio

Exatamente um ano após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) dos ensinos infantil e fundamental, pelo menos 12 estados e o Distrito Federal já aprovaram seus currículos de referência para escolas dessas duas etapas de ensino. Segundo um levantamento do Ministério da Educação, até a sexta-feira (14) outros sete estados tinham previsão de concluir esse processo até 31 de dezembro.

Os documentos foram elaborados a partir da BNCC e serve como referência para que cada escola elabore o seu projeto político-pedagógico, que, segundo Kátia Smole, secretária de Educação Básica do MEC, representa a “materialização” das intenções pedagógicas da base curricular.

Etapas de elaboração do currículo estadual

Após a homologação da BNCC pelo MEC, cada estado criou comissões reunindo os municípios para a elaboração da proposta curricular e, de acordo com Kátia, os redatores foram escolhidos conjuntamente por estados e municípios.

O processo ocorreu durante todo o ano, e o primeiro estado que conseguiu aprovar a proposta foi o Paraná, em 22 de novembro. Nesta semana, segundo o MEC, Espírito Santo, Pernambuco e Minas Gerais concluíram o processo.

Cada estado precisa cumprir quatro etapas até a aprovação da proposta curricular

Elaborar um documento preliminar a partir da BNCC, mas incluindo os aspectos do contexto regional
Realizar uma consulta pública a respeito do documento preliminar
Elaborar uma versão final do documento, sistematizada a partir do resultado da consulta pública, e entregá-la ao Conselho Estadual de Educação (CEE)
Aprovar o documento no conselho

Veja abaixo a situação de cada estado

Já aprovaram o documento final no CEE:

Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Paraíba
Paraná
Pernambuco
Rio Grande do Norte
Sergipe
Tocantins

Já entregaram o documento final ao CEE:

Acre
Alagoas
Amazonas
Amapá
Bahia
Pará
Piauí
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima

Estão sistematizando o documento após a consulta pública:

Maranhão
São Paulo
Rio de Janeiro

Já elaborou o documento preliminar, mas não terminou a consulta pública:

Santa Catarina

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após se declararem impedidos, ministros do TCU salvam políticos

Depois de se declararem impedidos para julgar um processo de superfaturamento, os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro voltaram atrás ao ver que dois ex-dirigentes do Senado, ligados ao MDB, seriam condenados a devolver ao menos R$ 14 milhões em prejuízos aos cofres públicos.

Os dois pediram que a restrição fosse retirada durante sessão na última quarta (12) e votaram pela absolvição do ex-primeiro secretário da Casa, o ex-senador Efraim Morais (DEM-PB), e do ex-diretor geral Agaciel Maia (PR-DF), hoje deputado distrital em Brasília.

A manobra virou o placar do julgamento, livrando os dois políticos do ressarcimento e também do pagamento de multas e, possivelmente, da inabilitação para exercer cargos comissionados e funções de confiança por oito anos.

Outros ministros protestaram, argumentando nunca ter visto um caso de “desimpedimento” em plena votação de um processo tanto no próprio TCU, órgão ligado ao Legislativo, quanto no Judiciário.

O Ministério Público que atua na corte avalia recurso contra a decisão por desobediência ao devido processo legal.

O impedimento ou a suspeição de um julgador se dá quando, por algum motivo objetivo ou subjetivo, sua imparcialidade pode ser questionada e ele fica afastado do caso a pedido de terceiros ou dele próprio.

O Regimento Interno do TCU prevê que, nessas situações, o ministro não participa nem da discussão e nem da votação do processo.

Tanto no caso de Cedraz quanto no de Carreiro, o afastamento se deu a pedido deles próprios, sem justificar formalmente o porquê.

Antes de ser nomeado no TCU, Cedraz era deputado pelo extinto PFL, que viria a se tornar o DEM, de Efraim. Carreiro foi secretário-geral da Mesa do Senado e é ex-filiado ao MDB do ex-presidente e ex-senador José Sarney (AP), seu padrinho político.

Tanto Agaciel quanto Efraim são ligados a Sarney e exerceram seus cargos nas gestões dele e de outros emedebistas.

O processo que apontou o superfaturamento ficou cinco anos parado no TCU antes de ser apreciado. Estava pronto para julgamento desde maio de 2013, como mostrou a Folha em fevereiro deste ano. Só voltou à pauta após o MPF (Ministério Público Federal) cobrar a corte pela inércia.

Uma auditoria do tribunal concluiu em 2012 que os ex-dirigentes licitaram e contrataram a valores exorbitantes serviços terceirizados de auxiliar técnico de informática entre 2005 e 2009, embora tenham sido alertados pela área técnica da Casa sobre os preços altos. O prejuízo de R$ 14 milhões é em valores da época, não atualizados. Ambos negam irregularidades.

Nesta quarta, o relator do processo, José Múcio Monteiro, votou para que Efraim e Agaciel tivessem as contas reprovadas, pagassem multas e devolvessem as perdas ao erário (em valores atualizados). Ele seguiu o entendimento da área técnica da corte e viu “culpa grave” dos dois no caso.

Vital do Rêgo, no entanto, divergiu. Propôs a absolvição dos dois políticos, com a condenação apenas da empresa contratada, a Aval Serviços.

Vital alegou que os dois ex-dirigentes tinham muitas atribuições no Senado e que não cabia a eles se aprofundar sobre aspectos da licitação e da contratação. Argumentou também que o alerta de técnicos sobre os preços praticados não foi explícito sobre o superfaturamento. Vital é ex-senador pelo MDB da Paraíba e aliado de Morais no Estado.

Os ministros passaram a analisar as duas propostas. Presidente da corte, Carreiro conduziu o julgamento e pulou Cedraz, justificando que o ministro “está impedido”.

Múcio saía vencedor por quatro a três quando Cedraz pediu a palavra, alegou que estava “perdido na votação” e pediu para que o placar fosse anunciado. Àquela altura, só faltava votar, em separado, um agravante para inabilitar os dois políticos para cargos públicos.

Ao saber da iminente condenação, Cedraz afirmou: “Quero retirar o meu impedimento e votar com Vital”.

Com o empate em quatro a quatro, coube ao presidente proferir o voto de minerva. Ele explicou que também havia pedido impedimento no “processo-mãe” sobre o superfaturamento, que deu origem ao julgamento de quarta, o que não cabia mais: “Hoje me declaro desimpedido. Voto com Vital”.

“Vossa excelência tinha um sentimento psicológico, uma afeição ou inimizade [pelos citados no processo]. Essas são as razões pelas quais alguém se declara impedido. Isso se altera com o passar do tempo, mas não em determinado momento da votação, sem que isso tenha sido declarado no início”, reagiu Benjamin Zymler.

Cedraz justificou que o TCU não tem e não obedece aos mesmos critérios do Judiciário. “Os impedimentos aqui nunca foram registrados devidamente. Até hoje, temos dificuldade de fazer e obedecer às regras aqui em relação a isso”. Ele acrescentou ter sido procurado por Efraim antes da sessão e que ouviu seus argumentos. “Posso ter evoluído como evoluí agora, porque estou aqui votando com tranquilidade.”

“Vou pedir que nós encerremos este assunto”, reclamou o presidente do TCU. “Se nós voltarmos para investigar por que você se desimpediu num processo em que estava impedido, amanhã vamos abrir um processo aqui para investigar por que você votou de qualquer forma. É um precedente grande.”

Procurados pela Folha, Carreiro e Cedraz não se pronunciaram.

Agaciel Maia e Efraim afirmaram, por meio de assessores, que não vão comentar o processo. A Aval informou não ter sido notificada da decisão.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Casa de Mãe JOANA é muito mais organizada e respeitosa para com seus pares do que esse TCU de canalhas!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Sandro Pimentel esclarece que reprovação das contas se deu por “erro técnico”

O vereador Sandro Pimentel, que se elegeu deputado nas eleições desse ano, emitiu uma nota de esclarecimento sobre o julgamento das contas de campanha que foram reprovadas nesta sexta-feira (14) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). De acordo com ele, a medida já era esperada e se deu por um erro técnico. Ele adiantou que recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar prejuízos.

Confira a nota na íntegra

Nota de esclarecimento do deputado estadual eleito, Sandro Pimentel, sobre reprovação de contas eleitorais

Ontem, 14, o Tribunal Regional Eleitoral julgou nossas contas eleitorais, e, sem surpresa, elas foram reprovadas. Tal reprovação se deu por conta de um erro técnico. Durante o processo eleitoral, foram depositados recursos próprios, em nossa conta de campanha, acima do limite de depósito em espécie previsto na norma eleitoral.

Para se ter uma ideia, se o mesmo valor tivesse sido transferido para a conta eleitoral ou depositado de maneira fracionada, atenderíamos a norma eleitoral em sua integralidade. Ou seja, o que aconteceu foi um erro formal, algo que poderia ter sido evitado, mas que de forma alguma prejudica a lisura de nossa campanha e eleição.

Assim, sobre a reprovação de contas é necessário esclarecer 5 pontos:

1 – Ressalto que não usei recursos do fundo público eleitoral durante a campanha, tudo foi bancado com recursos próprios e com algumas doações de apoiadores, tudo devidamente declarado para a justiça eleitoral.

2 – Os valores usados em nossa campanha são muito menores do que de outras campanhas eleitas, e os valores usados são totalmente compatíveis com a minha renda.

3 – Sempre prezando pela legalidade e pela transparência, fizemos passar todos os gastos pela conta eleitoral, para conhecimento e apreciação da justiça e da sociedade.

4 – Acrescento ainda que mesmo sem os órgãos de controle solicitarem, nós adiantamos e abrimos totalmente o nosso sigilo bancário desse ano, numa comprovação inconteste de boa fé e da certeza da origem dos recursos utilizados na campanha.

5 – Recorri ao Tribunal Superior Eleitoral, com a certeza de que, os quase 20 mil votos que recebi serão honrados com um mandato compromissado com a transparência, com a defesa dos animais e na luta pelos direitos da classe trabalhadora.

Sandro Pimentel
deputado estadual eleito

Opinião dos leitores

  1. Conheço Sandro, embora seja polêmico politicamente… É uma pessoa ética, e acredito que realmente tenha sido um erro técnico!

  2. BG minha saudosa mãe sempre dizia""quem muito fala muito era e que o macaco não olhava pro rabo e língua falou o fiofó pagou"" hoje o nobre vereador/deputado Sandro Pimentel diz que as contas dele foram reprovadas por erro técnico mais se fosse com os outros era falcatruas. Um abraço.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

A partir das 14h, João de Deus será considerado foragido, alerta delegado

Caso João de Deus não se entregue até as 14 horas deste sábado, a Polícia Civil de Goiás passará a considerá-lo foragido da Justiça. A informação foi dada ao GLOBO às 21h40m desta sexta-feira pelo delegado geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes.

— A partir das 14 horas de amanhã (sábado), caso ele não se entregue, vamos considerar que está havendo uma manobra da defesa. Continuamos atrás dele, inclusive com troca de turno de policias durante a madrugada.

Mais de 20 endereços ligados a João de Deus já foram alvo de buscas da Polícia Civil em Abadiânia, onde fica o centro espiritual comandado pelo médium, e em outras localidades no interior do estado. A prisão de João de Deus foi decretada pela Justiça na manhã desta sexta-feira.

Famoso pela realização de “cirurgias espirituais”, João Teixeira de Farias, o médium João de Deus, já atendeu celebridades, políticos e altos funcionários públicos do Brasil e do mundo. Agora, no entanto, ele é alvo de uma série de acusações de abuso sexual. O caso veio à tona com a revelação, entre sexta-feira (7) e sábado (8), de relatos de mulheres que acusam o médium de se aproveitar da autoridade de líder espiritual para abusar sexualmente delas. As histórias foram contadas na noite de sexta no programa “Conversa com Bial” e, no sábado, no jornal O GLOBO .

O advogado Alberto Toron, que integra a equipe de defesa do acusado, afirmou que o médium não se entregaria à polícia na noite desta sexta-feira, e não confirmou se isso ocorrerá neste sábado.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Funcionários de Flávio Bolsonaro repassaram até 99% de seus salários

Dados da movimentação financeira de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indica que ao menos uma assessora depositou quase todo o salário recebido na Alerj, em determinado período sob investigação no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no esquema que engrossou o caixa do filho de Jair Bolsonaro (PSL). A funcionária em questão é Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício. Ela transferiu dinheiro da Alerj para o pai em “movimentação financeira atípica” investigada pelo Coaf – mais precisamente R$ 97.641,20, a título de crédito mensal médio de R$ 7.510,86.

O total transferido por Nathalia no esquema de nomeações de Flávio Bolsonaro corresponde a 99% do pagamento líquido feito pela Alerj à assessora em janeiro de 2016, segundo registros da folha salarial daquela Casa. Segundo o blog do jornalista Fausto Macedo (Estadão), não há informações completas disponíveis sobre a movimentação financeira de Nathalia, ou seja, por ora não há como comprovar que o dinheiro tem origem exclusiva nos rendimentos pagos da Alerj.

“Os cálculos são por aproximação. Para fazê-los, o Estado usou o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da Operação Furna da Onça e consultou a folha salarial da Casa. O órgão federal mostrou que no período investigado Nathalia transferiu os R$ 97.641,20 para a conta do assessor de Flávio”, reporta Fausto Macedo.

Ainda segundo o jornalista, o montante foi dividido ao longo dos 13 meses – até que se chegasse à média mensal – sob investigação no Coaf, órgão que ficará sob comando do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, e que já tem dado muita dor de cabeça para os membros do governo eleito. Um dos pagamentos líquidos recebido em janeiro de 2016 por Nathalia na Alerj foi de R$ 7.586,31, acrescenta a reportagem.

“No confronto com o bruto, R$ 9.835,45, chegou-se a um repasse de 77,14%. Cotejada com a renda usada pelo Coaf, R$ 10.502,00, o porcentual foi de 72,23%. A renda considerada pelo Coaf, possivelmente, incorpora valores que não constam da folha de janeiro da Alerj ou rendimentos obtidos por Nathalia de outras fontes. Todos as cifras, porém, mostram porcentuais altos de repasse”, acrescenta o blog.

O senador eleito diz não ter cometido qualquer irregularidade e que seus assessores se explicarão às autoridades competentes. Já Jair Bolsonaro transferiu para Fabrício de Queiroz – que teve uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão como assessor de Flávio identificada pelo Coaf – a responsabilidade de esclarecer seus registros financeiros.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Nada de espanto. Infelizmente essa prática se dá com a maioria dos polítocos brasileiros, desde um vereador de uma pequena cidade à um senador. TEM QUE TER PUNIÇÃO!

  2. Esperando os bolsominions aderirem a prática. Devolvam aos coitados dos patrões (segundo famiglia B171) 99% dos salários. Para resolver o problema vai na goiabeira da ministra

    1. É impressionante a imbecialidade destes "justiceiros" só que não pra Lula. Cara vc fez críticas a ministra Damaris, vc conhece a história do pé de goiaba? Claro que não! Vc tá repetindo o que os seus amiguinhos esquerdopatas divulgaram de forma errada na Internet. O pé de goiaba é o lugar onde ela se refugiava após ser estuprada seu imbecil, era no pé de goiaba que ela subia para chorar quando o seu abusador a estuprava, ela tinha a idade de 6 anos, ela sofreu abuso sexual dos 6 aos 10 aos 8 anos, aos dez anos ela tentou suicídio subinddo no pé de goiaba, ele ia se informar quando estava prestes a fazer isto está teve uma visão de Jesus é isto fez com que ela não se suicidasse. Procura se informar primeiro pra depois sair cagando pela boca seu cabeça de camarão. Isto não tem nada de engraçado.

  3. Isso sim é um funcionário de coraçao
    Grande, pagando para trabalhar. Kkkkkkk
    Vá la Moro, de uma olhada com bons olhos nessa maracutaia

  4. Tem que se investigar isso direito. O eleitor/contribuinte brasileiro já está de SACO CHEIO de sustentar políticos parasitas.
    Que o digam os corruptos que já estão presos.

  5. Que família corrupta esfomeada!! Geralmente os políticos cobrasileiros metade dos comissionados! Essa prática já é imoral, imagina ficar com 99%!! ???????

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Legalizar Lobby é o ‘caixa 2 do futuro’, diz Toffoli

Questionado sobre o tema, o ministro Dias Toffoli , presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ser contra a ideia de legalizar o lobby no país. Futuro ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro defendeu nesta quinta-feira a regulamentação da atividade dos lobistas. Projetos de lei sobre o tema tramitam no Congresso.

Questionado sobre o tema, o ministro Dias Toffoli , presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ser contra a ideia de legalizar o lobby no país. Futuro ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro defendeu nesta quinta-feira a regulamentação da atividade dos lobistas. Projetos de lei sobre o tema tramitam no Congresso.

— Tenho uma tremenda preocupação que a regulamentação do lobby vire um novo caixa 2 no futuro. Caixa 2 no sentido de através de doações de campanha se fazer o locupletamento (de agentes públicos) — argumentou.

A regulamentação do lobby é defendida por entidades representativas de diversos setores econômicos. Moro avaliou, em rápida entrevista em Brasília, que é melhor a prática ser regulada do que feita “às escondidas”. Porém, Toffoli disse que a transparência é a forma correta de combater a corrupção:

— Sou absolutamente contra (regulamentar o lobby), acho antidemocrático. Esses problemas você combate com mais democracia, não com menos democracia. A proibição leva à corrupção, a liberdade leva ao controle.

O presidente do STF ainda comparou a figura do lobista, que se tornaria uma profissão, com a dos despachantes que atuam junto aos departamentos de trânsito para resolver problemas burocráticos dos motoristas.

—Para se relacionar com o Estado vai ter que ter um despachante? — questionou — Multas desaparecem (com os despachantes), veículos que não podem estar na rua andam na rua. Vamos criar despachantes para a nação toda.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

O que são e como agem as milícias acusadas de matar Marielle Franco

As milícias que atuam no Rio de Janeiro voltaram às manchetes nesta semana com desdobramentos de investigações ligadas à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, executados a tiros na região central da capital fluminense há nove meses.

O general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Estado, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, que Marielle teria sido morta a mando de milicianos. O motivo seria a crença de que a vereadora poderia interferir em interesses relacionados à grilagem de terras na zona oeste do Rio, principal área de atuação destes grupos paramilitares na cidade.

Na quinta-feira (12), foram cumpridos mandados de prisão, busca e intimações nas cidades de Nova Iguaçu, Angra dos Reis e Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Os mandados foram emitidos em inquéritos que correm em paralelo à investigação sobre a morte de Marielle e Anderson e teriam como alvos suspeitos de envolvimento com o crime.

Também foi feita uma operação de busca e apreensão na casa e no gabinete do vereador Marcello Siciliano (PHS). O político estaria envolvido junto com um miliciano no assassinato de Marielle, segundo depoimentos prestados à polícia. Siciliano nega qualquer participação no crime.

A Polícia Civil ainda apura um suposto plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Segundo uma denúncia anônima, um policial militar e comerciantes ligados a milicianos teriam a intenção de matá-lo.

Freixo é o autor do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou a atuação das milícias, em 2008, e que culminou no indiciamento de 226 pessoas por ligações com estes grupos, entre elas vereadores e deputados estaduais.

Até hoje esta CPI foi a maior investigação já feita sobre a atuação de milícias.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, as milícias representam hoje uma ameaça maior do que o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

O que são as milícias?

Milícias são grupos armados irregulares formados muitas vezes por integrantes e ex-integrantes de forças de segurança do Estado, como policiais, bombeiros e agentes penitenciários.

Os milicianos assumem por meio da força armada o controle territorial de áreas ou mesmo bairros inteiros e coagem moradores e comerciantes, segundo definições traçadas pelos pesquisadores Ignácio Cano e Thais Duarte no estudo “No Sapatinho: a evolução das milícias no Rio de Janeiro (2008-2011)”, publicado em 2012.

Estes criminosos se apresentam como uma solução para o problema do tráfico de drogas seja para impedir sua entrada em um determinado bairro, por exemplo, ou como uma forma de expulsar os traficantes dali.

“Estes grupos podem ter 20, 30 ou até 40 membros. São pessoas que de alguma forma têm acesso privilegiado a armas e bons contatos na polícia, o que lhes confere proteção. Eles ocupam uma área sob a justificativa de que proporcionarão a segurança que o Estado não é capaz de fornecer, deixam um grupo armado no local e partem para outras áreas para invadi-las”, diz Michel Misse, diretor do Núcleo de Estudos em Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

As milícias têm como objetivo principal o lucro, obtido a princípio pela cobrança da proteção oferecida nestes locais.

“Eles chegam dizendo que trarão a paz, mas isso tem um preço, que é a taxa de segurança imposta a moradores e comerciantes. Quem se opõe, é morto. Depois, as milícias percebem que podem criar um negócio mais amplo e ampliam o portfólio de suas atividades”, explica o sociólogo José Cláudio de Souza Alves, professor da UFFRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).

O pesquisador diz que atualmente as milícias estão envolvidas na oferta de uma variedade de serviços, como venda de água, gás e cestas de alimentos, transporte clandestino, TV a cabo e internet piratas, roubo e refino de petróleo cru para fabricação de combustível, coleta de lixo e também na apropriação de terras públicas e privadas abandonadas ou sem uso, que são loteadas e vendidas ilegalmente.

Esta última atividade estaria ligada ao crime contra Marielle e Anderson, de acordo com a polícia, porque a vereadora estaria apoiando um grupo que lutava contra o plano da prefeitura para a comunidade de Rio das Pedras, na zona oeste, de realizar parcerias com construtoras para que elas fizessem obras de urbanização em troca da permissão para construir edifícios de até 12 andares na região.

Rio das Pedras foi uma das primeiras áreas da cidade a ser controlada por milícias. A atuação da vereadora contrariaria os interesses de milicianos, que seriam donos de imóveis no local.

A origem das milícias

Muitas vezes, as milícias são tratadas como uma novidade surgida no Rio de Janeiro nos anos 2000, mas especialistas no tema apontam que suas raízes são mais profundas.

“Quando se cria essa categoria, parece um fenômeno novo, mas foi apenas um novo nome para um tipo de atividade que já existia na Baixada Fluminense [na região metropolitana do Rio] desde os anos 1950, em que grupos de extermínio já agiam como protomilícias e cobravam taxas de comerciantes locais para manter a ordem”, diz Misse.

Alves afirma que, a partir de meados dos anos 1990, estes grupos mudaram de perfil – até então formados majoritariamente por civis, eles passaram a ter entre seus membros cada vez mais agentes públicos de segurança e ganharam força, atuando também na política.

“Com o controle de um território urbano, eles passam a oferecer o acesso a eleitores e vendem votos de áreas inteiras para quem paga mais”, diz o sociólogo.

A socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Cidadania na Universidade Candido Mendes (CESeC) e ex-diretora do sistema prisional do Rio de Janeiro, diz que, em princípio, “havia a crença que estes grupos tinham bons propósitos”.

“Políticos chegaram a transmitir a ideia de que, como a polícia não podia dar segurança, a própria população estava se organizando para fazer isso, mas, com o tempo, ficou claro que eram grupos armados que estavam submetendo comunidades inteiras a um regime de terror e cometendo todo tipo de crimes”, diz Lemgruber.

A CPI de 2008, instaurada após funcionários do jornal O Dia terem sido torturados por milicianos, foi um ponto importante para essa mudança de percepção.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou à BBC News Brasil que, entre 2006 e setembro deste ano, 1709 pessoas foram presas por ligações com milícias.

No entanto, Lemgruber faz críticas ao real efeito da CPI e da atuação do Estado contra estes grupos.

“A CPI mostrou que temos um problema de grandes proporções, durante algum período pessoas foram presas, mas nada foi feito além disso”, afirma a socióloga.

“Algumas medidas simples poderiam ter sido tomadas. As corregedorias das corporações deveriam ter aberto investigações para verificar se agentes suspeitos tinham rendimentos para levar a vida que tinham. Estes grupos precisavam ser sufocados financeiramente, mas isso nunca aconteceu, porque não há interesse. Ou melhor, há muitos interesses escusos entremeados aí.”

A dimensão das milícias

Estudos apontam que as milícias cresceram bastante desde a conclusão da CPI.

Um levantamento do MPE (Ministério Público Estadual) do Rio de Janeiro revelado em abril pelo jornal O Globo mostra que, nos últimos oito anos, as milícias mais do que dobraram sua área de atuação na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em 2010, grupos paramilitares controlavam 41 comunidades e favelas cariocas nesta região da cidade. Hoje, são 88.

Por sua vez, um levantamento do site G1 feito com base em dados do MPE, da Polícia Civil, da Secretaria de Estado de Segurança e do IBGE aponta que, em 2008, as milícias estavam em 161 favelas da região metropolitana fluminense. Dez anos depois, já estão em 37 bairros da cidade e 165 favelas.

Estes grupos teriam 2 milhões de pessoas sob sua influência, em uma área de 348 km², uma expansão ocorrida não só na zona oeste, mas também na Baixada Fluminense e no município de Itaguaí, a 69 km do Rio.

Na avaliação de Alves, da UFRRJ, as milícias representam hoje um perigo maior do que o tráfico de drogas.

“O poder deles é incomparável, têm um portfólio de negócios em sua base e estão dentro do Estado. Eles elegem políticos, o tráfico não. Veja que, para a investigação sobre a morte da Marielle chegar a alguma coisa, foram necessários nove meses. Não sei se isso terá algum resultado, mas mostra o poder que as milícias têm hoje.”

Misse, da UFRJ, concorda que os grupos paramilitares são um problema de segurança pública “mais grave do que o tráfico, porque envolve agentes e ex-agentes públicos”.

“Hoje em dia, há um discurso que legitima esse tipo de atuação, de que isso é algo eficiente para controlar a criminalidade, algo que o tráfico não tem”, afirma.

“As milícias continuam se espalhando e parecem ter um projeto de expansão, de ampliar seu poder por meio da política, conferindo a ela uma proteção por dentro do Estado.”

BBC/G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

TRE reprova contas do deputado eleito Sandro Pimentel

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) concluiu ontem últimos processos referentes à prestação de contas eleitorais referentes às eleições desse ano e, dentro da pauta, votou pela desaprovação das contas do vereador Sandro Pimentel, que se elegeu deputado estadual pelo PSOL.

A princípio, Sandro poderá ser diplomado e empossado normalmente, mas o caso abre brechas para que o diploma de deputado eleito não seja emitido.

Também foram reprovadas as contas dos candidatos a deputado derrotados Getúlio Batista e Abidene Salustiano. Foram aprovadas com ressalvas as prestações de Nina Souza, Fernando Antônio e Daniel Sampaio.

Opinião dos leitores

  1. O buraco agora é mais embaixo, agora não dá pra comprar os votos dentro das assembleias, daquele jeito……..Kkkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Projetos aprovados após eleições deixarão fatura de R$ 41 bilhões para novo governo

Deputados e senadores deixarão uma fatura de até R$ 41 bilhões para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, em projetos aprovados apenas após as eleições de outubro. Parte da pauta – que inclui novas despesas e renúncias de arrecadação, que vão pesar nos cofres públicos pelos próximos quatro anos – contou com apoio do governo Michel Temer.

Depois das eleições, em que parte do Congresso saiu derrotado, parlamentares aprovaram aumento salarial para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com efeito cascata no funcionalismo público; benefícios para montadoras; reajuste para agentes comunitários de saúde; extensão de benefícios para empresas instaladas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e benefícios para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Além disso, deputados aprovaram nesta semana uma resolução que aumenta o número de servidores sem concurso nos novos gabinetes a partir de 2019, cujo impacto ainda não foi informado. E também discutem subir seus próprios salários, equiparando os valores aos novos vencimentos dos ministros do Supremo.

– Essas pautas são uma lembrança de que o próximo presidente vai ter que enfrentar também esse tipo de problema. Não é só aprovar reformas, mas conter esse tipo de matéria – disse a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif.

Negociado com Temer, o aumento salarial de 16,38% para ministros do STF foi aprovado em novembro. Apenas para a União, o impacto estimado é de R$ 6,4 bilhões em quatro anos, período do mandato de Bolsonaro, que chegou a manifestar “preocupação” com o reajuste.

Nesta semana, Temer sancionou a lei que cria o novo regime automotivo brasileiro, chamado de Rota 2030. Montadoras terão incentivos em troca de investimentos. A renúncia será de R$ 6,6 bilhões em quatro anos. O impacto fiscal causado com a lei só não foi maior porque Temer vetou benesses incluídas pelo Congresso no projeto.

Também nesta semana, a Câmara aprovou a prorrogação, até 2023, de incentivos fiscais para empresas instaladas nas áreas de atuação de Sudam (Norte), Sudene (Nordeste) e Sudeco (Centro-Oeste). O impacto será de R$ 3,5 bilhões por ano, segundo o Ministério da Fazenda. Ou seja, no mandato de Bolsonaro, a perda de arrecadação será de R$ 14 bilhões. Já aprovada no Senado, a proposta está na mesa de Temer para sanção.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Não posso negar pautas conservadoras como candidato”, diz deputado que quer substituir Maia

Rumo ao quinto mandato como deputado federal, o delegado e pastor João Campos (PRB-GO) tenta aproveitar a guinada conservadora com a eleição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir a presidência da Câmara dos Deputados. “Se eu negasse isso agora como candidato à presidência da Câmara, seria uma negação ao meu mandato”. Campos diz ser favorável ao Estatuto do Nascituro, ao Escola Sem Partido e a uma pauta econômica alinhada à do futuro ministro da Economia: “A reforma da Previdência será prioridade”. Integrante das bancadas da Bíblia e da Bala, Campos critica a segunda tentativa de Rodrigo Maia disputar a reeleição ao comando da Casa. Se for eleito, diz que acabará com a possibilidade de reeleição ao cargo. A seguir, trechos da entrevista de João Campos à ÉPOCA:

ÉPOCA – Qual a base para a sua campanha à presidência da Câmara dos Deputados?

João Campos – A minha base é meu partido, o PRB. A partir do apoio do PRB, estou buscando votos dos deputados, um a um, tanto os atuais quanto os novos, e também de presidentes de partidos e lideranças partidárias.

ÉPOCA – O que o senhor tem colocado aos deputados para convencê-los a votar no senhor?

João Campos – Digo que estou no quarto mandato, que já sou conhecido por aqueles que estão na Casa, de conhecer o rito legislativo, e que tenho compromisso com as pautas eleitas pela sociedade brasileira nas últimas eleições. São pautas que venho trabalhando há algum tempo: o enfrentamento da corrupção, o atuar na segurança pública, as reformas de estado, compreendendo a previdenciária e a tributária, e o pacto federativo. Falo sobre a defesa do Parlamento e os critérios para distribuição de relatorias. Também quero impedir a reeleição de forma continuada, independente da legislatura. Isso quebra um dos princípios da democracia: a igualdade de condições. Não é possível que um candidato tenha de concorrer com alguém que esteja no exercício da presidência. Isso cria uma injustiça tremenda.

ÉPOCA – O senhor se refere ao caso do deputado Rodrigo Maia?

João Campos – Sim, mas não se aplicaria a esta eleição. Seria para o futuro. De qualquer forma, é injusto.

ÉPOCA – Os deputados têm reclamado com o senhor? O fato de o Rodrigo Maia estar tentando sua segunda reeleição incomoda os parlamentares?

João Campos – Não diria um sentimento geral, evidentemente, mas existe, sim. A Casa é composta de políticos que desejam ocupar espaço. A Mesa só tem 12 vagas. Nós somos 513. À medida em que o deputado se perpetua lá, diminui as oportunidades para qualquer um dos 513. Tem muita gente capaz aqui.

ÉPOCA – Isso assegura alguma vantagem sobre Rodrigo Maia?

João Campos – Não, não chega a isso. Eu acho que ele é que tem vantagem em relação a mim e aos outros candidatos. O fato de ele estar no exercício da presidência, por si só, expressa segurança aos interlocutores dele. É um parlamentar já institucionalizado, representa a Casa. Representa uma vantagem em relação aos novos deputados, em tese. Ele é conhecido de todo mundo, dos novos, da sociedade brasileira. Os demais deputados não têm essa possibilidade. O conhecimento que terão acerca do João Campos não é o mesmo que terão sobre o presidente Rodrigo.

ÉPOCA – Ser da bancada evangélica e de segurança pública ajuda a sua candidatura?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 42 milhões neste sábado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O concurso 2.107 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) dete sábado (15) em Criciúma (SC).

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Já são dois os políticos do RN derrotados nas urnas e “aproveitados” por Bolsonaro

O presidente diplomado Jair Bolsonaro absorveu os atuais deputados Rogério Marinho e Antônio Jácome, dois dos principais nomes da política potiguar, e garantiu a ambos cargos no alto escalão do Executivo. Ambos foram derrotados nas urnas deste ano.

Rogério Marinho assumirá a Secretaria Especial de Previdência e Emprego, cujo nome ainda está sendo definido. Antônio Jácome será secretário-executivo no Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos.

Opinião dos leitores

  1. Esse Rogério Marinho lascou o trabalhador brasileiro. Só apoia empresários e banqueiros. Nas urnas teve a resposta do povo trabalhador. Não deveria jamais compor governo algum, mas como esse Guedes, acusado de corrupção, também é banqueiro, resolveu levar o bichinho incompetente pra equipe dele.

  2. Sim, mas qual é o problema? Gostando ou não, concordando ou não, Rogério Marinho mostrou competência na reforma trabalhista. Tudo que Bolsonaro faça ou deixa de fazer, será sempre criticado pelos que não aceitam a derrota petista. Falaram pq ele não deu um Ministério a Magno Malta ( derrotado nas urnas), agora falam pq Rogério Marinho vai assumir um cargo. Um fato é que JB não foi eleito para agradar a A ou a B, mas para governar o país, colocar os eixos nos trilhos. Se ele vai errar, claro que vai. Os contrariados precisam entender que o eleitor que elegeu Bolsonaro têm plena consciência que não votou num santo e sim num ser humano, um político, que assim como todos os viventes tem milhares de defeitos e inúmeras virtudes. O que conta é a coragem de dizer a verdade e a vontade de fazer um país melhor. Não será tarefa fácil pq além de pegar um país destroçado em todos os aspectos, econômico, moral e ético, conta com o desejo e o empenho da esquerda em querer destruí-lo, não só política e moralmente, como também atentar contra a sua vida.

    1. E o motorista desaparecido? Vai pra o Ministério dos Transportes?

  3. Votei em Bolsonaro como a maioria do povo brasileiro, mas estou vendo que Paulo Guedes já está tornando a vida do presidente eleito um vendaval de críticas devido à essas escolhas. Pensei que a equipe tivesse mais militares, mas estava enganado. Falou-se que não faria alianças, mas está acontecendo o contrário. Políticos pilantras estão entrando aos montes nesta relação. Indignado

  4. Colocar esses dois reprovados nas urnas, realmente é ir contra à vontade popular!
    Atitude na minha opinião reprovável.

  5. Voce nunca teve esperança sr Nasto, dar pra sentir no ar que voce é um dos admiradores do Luladrão e sua corja!!

    1. Uma das maiores provas de que o eleitor do bozonada, não passa de um revoltado contra o governo do PT, sem ideologia nenhuma. Apenas um revoltado.
      O cara votar num sujeito que nunca fez m…nenhuma em mais de vinte anos de vida pública, fez sua campanha baseada em nenhuma proposta concreta, apenas evacuando pela boca o que um monte de idiota revoltado queria escutar só pode dar nessa porqueira que está ai: Nem assumiu ainda e já começa e feder!
      MELHOR JAIR SE ACOSTUMANDO.

    2. Deve ter muitos eleitores arrependidos por votar no velho que se travestiu de novidade.

  6. Já esta errado. Nem começou e já coloca esses Srs. no poder. estou perdendo a pequena esperança que tinha nesse governo. Brasil é Brasil . ( APTOVEITADORES DO POVO BESTA)

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *