Política

Escola Sem Partido, autonomia da PF, foro privilegiado e muito mais: confira o que o Congresso pode discutir em 2019

Com o início do recesso parlamentar neste domingo (23), os trabalhos do Congresso Nacional só serão retomados em fevereiro do ano que vem, já com os novos deputados federais e senadores.

Diversos projetos que foram debatidos neste ano não chegaram a ser votados, mas podem voltar a tramitar na nova legislatura.

Entre as propostas que o Congresso pode analisar no ano que vem estão a que sugere restringir o foro privilegiado e a que trata da autonomia da Polícia Federal.

Temas polêmicos como o projeto Escola Sem Partido, a proposta sobre demarcação de terras indígenas, a privatização da Eletrobras e a divisão de recursos da exploração do pré-sal também devem ser discutidos em 2019.

As propostas

Saiba as principais propostas que podem ser discutidas pelo Congresso em 2019:

ESCOLA SEM PARTIDO

O que diz a proposta: Proíbe o professor de se manifestar politicamente ou ideologicamente em sala de aula. Também não permite debate sobre educação sexual e diversidade de gênero.

Tramitação: Em dezembro, a comissão especial da Câmara que discutia a proposta encerrou as atividades sem ter votado o parecer. O projeto será arquivado, mas pode ser retomado na próxima legislatura. Para isso, será necessária a criação de uma nova comissão especial.

FORO PRIVILEGIADO

O que diz a proposta: Mantém o foro privilegiado em crimes comuns somente para presidente da República, vice-presidente da República, e os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal.

Tramitação: A proposta de emenda à Constituição (PEC) foi aprovada pela comissão especial da Câmara e agora está pronta para a análise do plenário. Depois, se for aprovada, vai ao Senado.

AUTONOMIA DA PF

O que diz a proposta: Garante autonomia funcional e administrativa à Polícia Federal, permitindo que a entidade possa elaborar sua própria proposta orçamentária, que precisa ser votada pelo Congresso. Atualmente, a PF é subordinada ao Ministério da Justiça.

Tramitação: Está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que precisa analisar se não fere nenhum princípio constitucional. Se aprovada, terá o mérito avaliado por uma comissão especial. Depois, terá de ser votada em dois turnos no plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.

CADASTRO POSITIVO

O que diz a proposta: Torna obrigatória a inclusão de consumidores e empresas no cadastro positivo, que existe desde 2011 e é um banco de dados que classifica os consumidores com uma espécie de “selo de bom pagador”. Defensores dizem que facilitará a concessão de empréstimos e a redução de juros. Críticos argumentam que viola a privacidade dos consumidores.

Tramitação: O texto-base foi aprovado no plenário da Câmara em maio, mas falta a análise de destaques (sugestões de mudança). O texto já havia passado pelo Senado, mas, como já foi modificado pelos deputados, precisará ser reapreciado pelos senadores.

TETO DOS SALÁRIOS

O que diz a proposta: Regulamenta o teto salarial dos servidores públicos, estabelecendo regras para verbas e gratificações que ultrapassem a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (referência de valor máximo que pode ser pago a um funcionário público) e restringe a concessão do auxílio-moradia.

Tramitação: Parecer não chegou a ser votado na comissão especial. Com o fim do mandato, será arquivado. Se for desarquivado em 2019, uma nova comissão precisará ser criada.

FUNDO DO PRÉ-SAL

O que diz a proposta: Destina parte dos recursos do Fundo Social do pré-sal para estados e municípios e para a construção de gasodutos. O texto é considerado uma pauta-bomba porque, segundo o Ministério da Fazenda, em dez anos, o projeto tiraria R$ 46 bilhões do fundo, criado para concentrar recursos para educação e saúde. O texto prevê ainda o perdão de dívidas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) com a União. O impacto é estimado em R$ 4 bilhões, segundo técnicos da Câmara.

Tramitação: Já passou pelo Senado e está pronto para ser votado no plenário da Câmara.

DÍVIDAS DO FUNRURAL

O que diz a proposta: Na prática, anistia o passivo das dívidas previdenciárias de produtores rurais com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que auxilia no custeio de aposentadorias no campo. O impacto estimado é de R$ 34 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda.

Tramitação: O plenário da Câmara aprovou, em dezembro, requerimento de urgência, que permite que seja incluído na pauta a qualquer momento. Se for aprovado, segue para o Senado.

AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL

O que diz a proposta: Defendida pelo atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, prevê a fixação de mandatos para presidente e diretoria da instituição, não coincidentes com o do presidente da República. A ideia tem como base projeto que tramita no Congresso há 30 anos.

Tramitação: Designado relator na Câmara, o deputado Celso Maldaner (MDB-SC) preparou uma nova versão do texto, que chegou a ser discutida em uma reunião de líderes em novembro com a participação de Goldfajn. A proposta tramita em regime de urgência e, por isso, pode ser votada diretamente no plenário, sem passar por comissões.

ACUSADOS DE TERRORISMO

O que diz a proposta: Altera a legislação atual para dar mais agilidade ao procedimento de bloqueio de bens de pessoas e entidades acusadas de terrorismo, viabilizando a execução imediata de resoluções e sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU. A proposta é defendida pelo futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Tramitação: Precisa ser votada pelo plenário da Câmara. Depois, se aprovado, vai ao Senado.

LICITAÇÕES

O que diz a proposta: Prevê pena maior para quem fraudar licitação e aumenta valor para licitação ser dispensada.

Tramitação: Aprovada em comissão especial, precisa ser votada pelo plenário da Câmara. Se passar, vai ao Senado.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O que diz a proposta: O principal item do projeto é a unificação de nove impostos e tributos no Imposto Sobre Operações de Bens e Serviços (IBS). A proposta não altera a atual carga tributária e o objetivo é acabar com a guerra fiscal entre estados e municípios.

Tramitação: Foi aprovada na comissão especial e precisa ser analisada pelo plenário da Câmara. Em seguida, se for aprovada, segue ao Senado.

‘CESSÃO ONEROSA’

O que diz a proposta: A cessão onerosa foi um acordo fechado em 2010 entre a União e a Petrobras que permitiu à estatal explorar, sem licitação, 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal na Bacia de Santos. Há um projeto no Senado que estabelece regras para leilão do excedente e outro na Câmara que trata da divisão desses recursos.

Tramitação: No Senado, o projeto chegou a ser incluído na pauta do plenário, mas o presidente, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que só o votaria após uma definição sobre a divisão dos recursos – via decreto ou medida provisória do presidente Michel Temer, o que não aconteceu. Na Câmara, o projeto que trata das regras de divisão também foi incluído na pauta neste fim de ano, mas não avançou.

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

O que diz a proposta: Enviada em janeiro pelo governo federal, estabelece regras sobre a privatização da Eletrobras. De acordo com o texto, o aumento de capital social poderá ser acompanhado de oferta pública secundária de ações da União. Isso significa que o governo pode vender suas ações na empresa e o dinheiro arrecadado vai para os cofres públicos – e não para o caixa da empresa.

Tramitação: Em maio, o relator, José Carlos Aleluia (DEM-BA), apresentou parecer sobre o tema à comissão especial da Câmara, mas não avançou.

LEGÍTIMA DEFESA

O que diz a proposta: O Código Penal atualmente prevê que não há crime quando o cidadão ou policial praticar o ato em “estado de necessidade” (ou seja, para se salvar de algum perigo), em legítima defesa ou no cumprimento de dever legal. Essas situações são chamadas de “excludentes de ilicitude”. Projeto

Tramitação: Projeto aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

TERRAS INDÍGENAS

O que diz a proposta: Estabelece que as terras indígenas passarão a ser demarcadas por meio de leis. Hoje, as demarcações são realizadas pela Funai e homologadas pelo presidente da República, mediante a edição de decreto, sem a participação do Congresso Nacional.

Tramitação: Na Câmara, foi aprovado na Comissão de Agricultura, mas recebeu parecer contrário na Comissão de Direitos Humanos. Parecer favorável do relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Depois, se passar, segue ao Senado.

UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS

O que diz a proposta: Propõe a unificação das polícias civis e militares, criando uma nova polícia nos estados e no Distrito Federal, organizada em força única e desmilitarizada.

Tramitação: Proposta de emenda à Constituição (PEC) está com parecer pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Nessa etapa, a comissão avalia apenas se a proposta não fere nenhum princípio constitucional. Se aprovada, será apreciada por uma comissão especial. Depois, tem que passar por dois turnos de votação no plenário da Câmara e ainda para o Senado.

USO DA CANNABIS

O que diz a proposta: Permite o cultivo da Cannabis sativa para uso pessoal terapêutico, desde que haja prescrição médica. A Cannabis sativa é a planta que dá origem à maconha.

Tramitação: Foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votada no plenário do Senado. Em seguida, vai para a Câmara dos Deputados.

ESTATAIS

O que diz a proposta: Texto original define novas regras para as agências reguladoras, mas foi incluída uma brecha, durante a tramitação na Câmara, que permitiria indicações políticas e de parentes de políticos para o comando de empresas estatais, o que está limitado por lei desde 2016. Em dezembro, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou relatório sobre o projeto, mas barrou a brecha.

Tramitação: O projeto ainda precisará ser analisado pela Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado e, depois, pelo plenário.

TELES

O que diz a proposta: Chamado de “projeto das teles”, altera a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e permite ao governo trocar o sistema de concessão de telefonia fixa pelo sistema de autorização. Também autoriza a transferência de patrimônio público (prédios e equipamentos públicos que ficaram sob a responsabilidade das empresas após as privatizações) para empresas privada ao fim das concessões.

Tramitação: Aguarda parecer na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), mas, se houver requerimento de urgência, poderá ser analisado diretamente pelo plenário do Senado. A proposta já havia sido aprovada em caráter terminativo no âmbito das comissões, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a sanção presidencial e determinou o reexame da matéria pelo Senado.

FGTS

O que diz a proposta: Permite que o trabalhador, ao pedir demissão, possa sacar integralmente o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Hoje, o trabalhador que pedir demisnão pode movimentar a conta a ele vinculada no FGTS, a não ser que haja acordo entre empregado e empregador, o que permite saque de até 80% do saldo.

Tramitação: Aguarda votação no plenário do Senado. Se for aprovado, segue para a Câmara.

G1

Opinião dos leitores

  1. O mais importante de todos é o respeito ao teto salarial, pois os principais artifícios para driblar o limite é burlado pela juizes e promotores que ganham em media quase 50mil, um verdadeiro absurdo!
    Tem que acabar essa farra e as regalias também como ferias de 60 dias

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Política

Bolsonaro diz no Twittter que Anvisa será ocupada por “perfil técnico”

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse na manhã de hoje (23) pelo Twitter que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será ocupada por alguém com “perfil técnico”, característica destacado por Bolsonaro na rede social ao escrevê-la em caixa-alta.

Segundo o presidente, o caráter técnico é “ algo que infelizmente é SECUNDÁRIO diante da importância da Agência”. Bolsonaro definiu a Anvisa como um “órgão que terá o merecido valor para o desenvolvimento da medicina e outras responsabilidade” em seu governo.

A Anvisa é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde que exerce o controle sanitário e aprovação de todos os produtos e serviços (nacionais ou importados) submetidos à vigilância sanitária, tais como medicamentos, alimentos, cosméticos, saneantes, derivados do tabaco, produtos médicos, sangue, hemoderivados e serviços de saúde. Ela também atua no monitoramento e fiscalização de ambientes, processos, insumos e tecnologias relacionados à saúde.

O presidente eleito Jair Bolsonaro está na Base da Marinha na Ilha de Marambaia, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, onde passará o Natal. O local tradicionalmente recebe presidentes da República e autoridades estrangeiras. No carnaval deste ano, recebeu o presidente Michel Temer e família.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Imaginem vcs tdo o corpo técnico desses orgaos escutando os absurdos q esse louco fala.
    Na verdade o q o louco quer é liberar geral para os amigos dele empresários, sem fiscalização nenhuma. Estamos ferrados.

    1. E quando você acredita que os brasileiros não estaremos ferrados? Por acaso será quando e se a "lucidez" petralha retomar o poder?

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Comportamento

Mudanças na voz podem indicar que seu crush está a fim de você, revela estudo

Se você está em um primeiro encontro com alguém interessante, preste atenção à voz dele ou dela – algo que, segundo pesquisadores, pode revelar se essa pessoa está a fim de você.

Mas não se trata exatamente do que o seu “crush” está dizendo, e sim do tom de voz.

Se ele ou ela baixar o tom, pode ser um sinal sutil e inconsciente de que te considera atraente, sugere um estudo publicado neste mês pela publicação científica The Royal Society Proceedings B.

Acredita-se que o tom de voz seja uma ferramenta evolucionária usada para atrair um parceiro sexual.

O estudo

As acadêmicas responsáveis pelo estudo – das universidades de Sussex, no Reino Unido, e Wroclaw, na Polônia – escutaram as conversas de 30 participantes de encontros rápidos (os chamados “speed-dates”, em inglês) que foram organizados por uma empresa de encontros em um café.

Cada encontro durava apenas seis minutos: os homens circulavam entre as mesas até terem conversado com todas as mulheres presentes.

Depois de cada interação, os homens e mulheres relatavam sua impressão sobre a pessoa que haviam acabado de conhecer – se haviam gostado dela e tinham interesse em se encontrar novamente.

Quando as pesquisadoras escutaram as conversas dos encontros, perceberam que homens e mulheres tendem a adotar um tom de voz levemente mais baixo durante os encontros com os participantes dos quais gostaram mais.

Não é o primeiro estudo a identificar esse fenômeno, mas o primeiro a observá-lo em um contexto de vida real dos participantes, afirma Katarzyna Pisanski, da Escola de Psicologia da Universidade de Sussex e líder da pesquisa.

Segundo ela, embora o estudo seja com um número pequeno de participantes, as centenas de encontros realizadas entre eles oferecem dados suficientes para conclusões significativas.

“Fiquei um pouco surpresa que as mulheres também baixavam sua voz quando estavam interessadas por um homem”, disse Pisanski à BBC. “Diversos estudos já mostraram que homens tendem a favorecer o tom de voz mais alto em mulheres, por este ser mais feminino e jovial, enquanto as mulheres tendem a gostar de homens com vozes mais profundas, vistas como mais masculinas e ligadas à presença de testosterona.”

Mudanças na voz

Alguns estudos indicam que as mulheres da atualidade falam com um tom de voz mais profundo do que suas mães e avós. Uma das pesquisas a concluir isso foi feita na Universidade do Sul da Austrália, que comparou gravações antigas de mulheres conversando em 1945 com gravações feitas no início dos anos 1990.

“Talvez as circunstâncias estejam mudando e as mulheres estejam tentando evidenciar outros valores quando usam um tom de voz mais baixo”, opina Pisanski. “Talvez seja uma forma de comunicar competência, maturidade ou mesmo dominância.”

Além disso, uma voz em tom mais baixo pode soar mais íntima.

Para George Fieldman, psicólogo evolucionário e membro da Sociedade Britânica de Psicologia,é possível que as circunstâncias competitivas do “speed-dating” avaliado por Pisanksi tenham feito as mulheres usarem um tom de voz mais dominante, na tentativa de sobressair em relação às demais e atrair parceiros masculinos.

“Se elas estivessem sozinhas com um homem, talvez usassem um tom de voz mais alto”, opina ele.

“Mas quando elas estão em grupo, competindo com outras mulheres, podem tentar manter um tom mais baixo e discreto. É o meu palpite.”

R7/BBC Brasil

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Diversos

Mega da Virada pode pagar prêmio de 280 milhões

Os apostadores têm pouco mais de uma semana para participar do sorteio da Mega da Virada, que completa 10 anos em 2018. O prêmio é estimado em R$ 280 milhões, e o sorteio está marcado para as 20h do dia 31. O último concurso regular da Mega-Sena foi realizado na quinta-feira (20). Como ninguém acertou os seis números, o prêmio de R$ 50 milhões acumulou para a Mega da Virada.

A aposta mínima na Mega da Virada custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país. Também é possível jogar pelo computador, tablet ou smartphone. Para isso é preciso ter mais de 18 anos e preencher o cadastro na plataforma de Loterias Online da Caixa.

Com uma aposta simples de seis números, a chance de ganhar é de uma em 50.063.860. Quantos mais números apostados, aumentam as chances de ganhar. Entretanto, a aposta com a maior quantidade de números – 15 – custa R$ 17.517,50. Nesse caso, a chance de ganhar é uma em 10.003.

O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhador na faixa principal, de seis números, o prêmio será dividido entre quem acertar cinco números, e assim sucessivamente.

Segundo a Caixa, caso apenas um ganhador leve o prêmio da Mega da Virada e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 1 milhão em rendimentos mensais.

Investimentos

Parte do valor arrecadado com as apostas é repassada ao governo federal, que pode fazer investimentos nas áreas de saúde, seguridade, segurança, cultura e esporte. Do total arrecadado com as vendas na Mega-Sena, cerca de 37% são repassados a essas áreas. Entre 2010 e 2018, somente com a arrecadação proporcionada pela Mega da Virada, R$ 2,4 bilhões tiveram essa destinação.

Em 2017, o prêmio principal da Mega da Virada saiu para 17 apostas, que dividiram R$ 306,7 milhões. Foi o maior prêmio da história das loterias da Caixa. As dezenas sorteadas no ano passado foram 03 – 06 – 10 – 17 – 34 – 37. O prêmio saiu para os estados da Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Agência Brasil

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Economia

Empresários de São Paulo acusam proprietários do Hotel Parque da Costeira de aplicar golpe milionário

Além de serem investigados pela Policia Federal na “Operação Caviloso”, destinada a apurar crimes financeiros, estelionato, falsidade, lavagem de dinheiro, entre outros delitos no Rio Grande do Norte, terem suas contas bloqueadas pela Justiça do Trabalho do RN para o pagamento dos salários de outubro, novembro e dezembro deste ano de 100 funcionários da empresa, agora empresários acusam sócios do Hotel de golpes financeiros usando notas frias.

Dois empresários de São Paulo denunciaram nesta sexta-feira (21) que foram vítimas de um golpe dos proprietários do Hotel Parque da Costeira, do Rio Grande do Norte. O prejuízo gira em torno de R$ 1,5 milhão.

Carlos Augusto Ferreira de Medeiros e seu irmão Júlio Ferreira relataram ao Portal do Litoral que também foram vitimas de um empresário ligado ao Hotel.

Carlos Augusto relatou que foi procurado em 2017 pela direção do hotel para coordenar os eventos do empreendimento e ainda fazer a parte de comunicação, já que é radialista há mais de 30 anos.

A proposta foi aceita e em dezembro do mesmo ano quando estava no restaurante do hotel, um dos donos o procurou para dizer que o complexo estava preste a fechar as portas, caso algumas dívidas não fossem pagas.

“Fabiano Pontes chegou apavorado me pedindo uma força e que eu ajudasse o hotel com dinheiro, para que ele não fechasse. Foi daí que liguei para o meu irmão Júlio Cesar em São Paulo, que também é meu sócio, e fizemos vários empréstimos com o capital de giro da empresa. Com esse dinheiro, Fabiano pagou algumas contas como a energia elétrica que seria cortada”, explicou Carlos.

Como garantia dos empréstimos, os donos do hotel deram duplicatas de empresas renomadas do setor de turismo, mas foi descoberto que se tratava de documentos falsos.

“As duplicatas eram frias. Descobrimos que tudo não passou de uma fraude. Os empréstimos deveriam ter sido pagos em março, mas até agora não recebemos nada. Eles fizeram a gente de besta, diziam que o dinheiro estaria na conta e íamos para o banco. Esperávamos por horas e nada. A nossa empresa ficou operando no vermelho e quase quebrou. Agora, queremos o dinheiro em espécie. Ficamos sabendo que eles venderam alguns bens, mas não nos pagaram nada”, comentou o empresário Carlos Augusto.

Os empresários informaram ainda que não denunciaram o golpe antes, pois tinham a esperança de receberem o valor de forma amigável, mas, cansados de esperar, irão procurar a justiça e a policia para terem direito aos valores devidos. E irão apresentar as dezenas de notas frias para que sejam tomadas todas as providências em relação a esse fato.

Tivemos acesso as diversas notas consideradas frias emitidas para os empresários, nomes de operadoras de turismo de grande porte foram usados para a emissão das notas, por isso vamos preservar esses nomes.

Ainda existem relatos de que o hotel também deixou de pagar mais de 90 mil reais em postos de combustíveis de Natal e alguns proprietários estarão registrando a ocorrência de mais esse calote na próxima segunda-feira (24).

Portal do Litoral PB

Opinião dos leitores

  1. O BG está querendo desviar a atenção, todos sabem que a operação caviloso foi no grupo elali e Ritz propertsy, mas ele tendenciosamente ($$$), quer desviar para o parque da costeira. Que também tem suas falcatruas

  2. Sou Fabiano Ex- diretor de Marketing do Hotel Parque da Costeira.

    Hotel foi vendido para um grupo de investidores nacionais. Que assumeram o hotel a 45 dias e estão dando o máximo e so vejo alegria dos colaboradores que trabalhão nessa instituição . Um senhor chamado Silvio Cordeiro natural de Recife, que queria compra o hotel mais não conseguiu, por que a familia ex- proprietaria preferiu fecha com o grupo de investidores de grande ponte. A parte da é começou a criar factoides no blog chamado portal da litoral da PB ,que o mesmo e amigo do Silvio . Para tentar acabar com negócio. Mais grupo dos investidores segue firme e forte na frente do hotel Parque da Costeira. ( O Silvio e conhecido em Recife como criador de confusão).
    Fabiano

    1. Boa noite meu camarada, tenho um imóvel sendo negociado justamente com o cidadão cujo este é o nome dele, poderia me auxiliar pra eu saber se é a mesma pessoa?

  3. Lamentável essas matérias, em setembro quando passou um estelionatário no hotel nada foi noticiado, em novembro um grupo sério assumiu e finalmente está resolvendo todos os problemas, principalmente com os funcionários, vocês da imprensa no lugar de ajudar, prejudicam, vão no hotel e procurem informações, esse povo está nos salvando, por favor precisamos do nosso emprego, estamos vendo a hora esses investidores que vieram nos salvar irem embora, inadimissivel ver uma matéria dessa, acusem quem tem que acusar e não quem está trabalhando para salvar 120 empregos.

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Economia

Equipe econômica de Guedes terá nove nomes do governo Temer

O superministério que cuidará da política econômica nascerá com diversos nomes do governo atual. Secretários, assessores e até ministros da gestão Michel Temer serão aproveitados na equipe do futuro ministro Paulo Guedes. A maioria em cargos adjuntos, os quadros atuais serão mantidos no futuro governo por causa do conhecimento da máquina pública, segundo informações da equipe de transição.

Até agora, oito nomes da equipe econômica atual serão aproveitados no Ministério da Economia e um na diretoria do Banco Central (BC). O levantamento não leva em conta a situação de Ilan Goldfajn, que continuará à frente do BC até a aprovação, pelo Senado, do nome de Roberto Campos Neto, prevista para ocorrer em março.

Braço direito de Guedes no Ministério da Economia, o secretário executivo Marcelo Guaranys atualmente trabalha no Palácio do Planalto, como subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência da República. Ele tem experiência em outros governos. De 2011 a 2016, foi diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De 2007 a 2010, ocupou a Diretoria de Regulação Econômica da Anac e foi assessor especial para Infraestrutura na Casa Civil por seis meses, em 2011.

Entre os secretários especiais da pasta, o futuro secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, estava cedido pelo Senado desde 2016, para um cargo de assessor especial no Ministério da Fazenda. Ele também preside o Conselho Fiscal da BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens, subsidiária do Banco do Brasil.

Responsável por diversos órgãos hoje vinculados à Fazenda e ao Ministério do Planejamento, essa secretaria terá dois nomes da atual equipe econômica reaproveitados no novo governo. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, será o secretário-geral adjunto da Fazenda. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, foi mantido no cargo.

Receita

Outra secretaria especial que contará com um nome que atuou no governo atual será a da Receita, que vai ser ocupada por Marcos Cintra. Até o fim de novembro, ele era presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Cintra, no entanto, dividia-se, desde meados do ano, entre a Finep e a campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, sendo aproveitado na equipe de transição. O adjunto de Cintra será o subsecretário de Arrecadação e funcionário de carreira da Receita, João Paulo Fachada.

O atual número dois do Ministério do Planejamento, o secretário executivo Gleisson Cardoso Rubim, também será aproveitado na equipe de Paulo Guedes. Um dos responsáveis por coordenar a rotina dos servidores públicos federais e por iniciativas para reduzir o custeio (manutenção) da administração pública, ele será o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. A secretaria será comandada por Paulo Uebel, ex-secretário de Gestão da prefeitura de São Paulo.

Banco Central e PGFN

O atual secretário de Política Econômica e de Promoção da Produtividade, Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, foi indicado para ocupar a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, que conduz os processos administrativos instaurados pelo BC e acompanha a intervenção e liquidação de outros bancos. Ele entrará no lugar de Sidnei Corrêa Marques, que ficará no cargo até o futuro diretor ser aprovado pelo Senado e tomar posse.

Responsável por representar o Poder Executivo em questões fiscais e por inscrever contribuintes na dívida ativa da União, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) será chefiada por José Levi Mello do Amaral Júnior. Atual procurador-geral adjunto de Consultoria Tributária e Previdenciária, Amaral Júnior é servidor de carreira da PGFN e foi secretário executivo do Ministério da Justiça na gestão do ministro Alexandre de Moraes, em 2016 e 2017. O futuro procurador-geral teve o apoio do sindicato da categoria.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Considerando que o governo Temer nos livrou do caos total para o qual nos conduziam os governos petralhas, penso que estamos no caminho correto. Mas, claro que o governo Bolsonaro será muito melhor. Estamos todos nós, brasileiros, otimistas com o futuro do nosso país. Claro que os petralhas, que não podemos considerar patriotas, pensam diferente. Esses preferem suas ditaduras amigas e, para eles, o Brasil que se f…

    1. Se a economia começa a reagir e o índice de desemprego recua, Isso implica que a equipe está no caminho inverso do governo petralha.

    2. Se se se
      Se o ??? da família corrupta falasse, o louco nem assumiria.

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Política

Governadora deverá pedir antecipação de quatro anos dos royalties, diz Ezequiel

Foto: João Gilberto
O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, defende que a governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), tome a iniciativa de pedir, logo depois de assumir o cargo, a antecipação de receitas dos royalties estimada para os quatro anos seguintes.

“Hoje se a nova governadora pedir antecipação de quatro anos de royalties, será algo próximo de R$ 650 milhões. Isso com esse período de antecipação. E acho que será necessário fazer”, afirma Ezequiel Ferreira.

Neste entrevista, ele faz um balanço da Legislatura na Assembleia e responde como será o relacionamento do Legislativo com o novo governo.

Qual a avaliação que o senhor faz do atual período Legislativo?
Acho que o balanço teria que ser dos quatro anos desta Legislatura. São anos que têm números expressivos. Trabalhamos em onze mil requerimentos, projetos de lei e resoluções. A Casa Legislativa teve, então, uma produção bastante considerável. Foram duzentas audiências públicas, debatendo os mais diversos temas que interessam ao Rio Grande do Norte, entre os quais o da seca. Tivemos uma estiagem atípica, que se prolongou por seis anos, trazendo um prejuízo enorme para o setor produtivo. Debatemos também as questões relacionadas com a segurança, que atingem todas as classe sociais. Esse assunto, sem dúvida, continuará em debate e, queira Deus, que, com medidas urgentes dos governos federal e estadual, tenhamos uma diminuição da violência no Rio Grande do Norte. Enfim, a Casa Legislativa se dedicou a todos os assuntos de interesse público. E os deputados desempenharam seu papel de legítimos representantes da sociedade norte-rio-grandense.

No início do ano, houve a convocação extraordinária, com o envio pelo governo de alguns projetos controversos de ajuste, entre os quais o que aumentava a alíquota da Previdência. Alguns dos projetos não foram votados, como esse que mudava a contribuição previdenciária. Esses temas voltarão ao debate?
É importante dizer sobre o encaminhamento daquelas matérias que, quando chegaram na convocação extraordinária, vieram com vícios e erros. Alguns foram corrigidos aqui [na Assembleia]. Outros, quando identificados, foram retirados pelo governo. E outras propostas não tiveram consenso para a votação. Especificamente, o aumento da alíquota, que foi proposto de 11% para 14%, é um assunto que envolve o problema da Previdência. Sabemos que esse problema é dos Estados e também nacional. E o novo presidente da República [Jair Bolsonaro] já anunciou que medidas serão apresentadas para a reforma do sistema previdenciário. Aqui estamos aguardando a sinalização do governo do Estado no tocante à Previdência. O governo Fátima Bezerra não sinalizou se fará a convocação extraordinária. Não houve esse indicativo ou informação oficial. Algumas dessas matérias [do pacote de ajuste fiscal enviado pelo atual governo no início do ano] continuam na Casa, entre as quais a da Previdência.

No fim da campanha, a governadora eleita deu declarações segundo as quais haverá uma convocação extraordinária para votar as medidas do início do governo. O senhor não foi procurado para tratar disso?
Não. O [novo] governo está fazendo um apanhado das dificuldades que vai herdar e encontrar. Vejo um esforço coletivo de todo o grupo que ela formou de transição para apurar e dimensionar o tamanho do buraco financeiro que vai herdar desta administração. Lógico que esse é um assunto que preocupa toda a sociedade norte-rio-grandense. Veja agora o exemplo dos Poderes. Pouca gente tomou conhecimento, mas os Poderes estavam com seus repasses congelados desde 2015. Isso por entendimento e iniciativa dos Poderes. Agora, pela primeira vez, em um avanço, entendendo a situação do Rio Grande do Norte, os Poderes se empenham ainda mais na contribuição para enfrentar a crise. Era comum, com as frustrações de receita, o governo sentar com os Poderes, que abriam mão de uma parte dos repasses. Desta vez, pela primeira vez, sendo solidários nestes momento de crise no Rio Grande do Norte, diminuíram no orçamento o que teriam direito nos repasses. É importante reconhecer o gesto do presidente do Tribunal de Justiça, Expedito Ferreira; do procurador-geral de Justiça, Eudo Leite; do presidente do TCE, Gilberto Jales; e nosso na Assembleia Legislativa.

Haverá um período, entre janeiro e fevereiro, no qual a governadora toma posse, mas os deputados da nova Legislativa não estarão empossados, porque o novo período Legislativo começa em fevereiro…
A governadora toma posse no dia primeiro de janeiro e, os novos deputados, um mês depois, no dia primeiro de fevereiro.

Seria mais conveniente, então, esperar a nova Legislatura ao invés de fazer uma convocação extraordinária já em janeiro?
Essa questão diz respeito mais a uma iniciativa do Executivo. A Assembleia está sempre pronta, seja em janeiro, dezembro, ou mesmo nos períodos de recesso parlamentar, para na hora em que o Executivo chamar, demandar uma convocação, servir ao Rio Grande do Norte. Se a governadora entender [que é preciso uma convocação extraordinária], estaremos prontos.

Seria melhor, então, votar um pacote de medidas, de ajustes, em janeiro, diante da gravidade da situação fiscal do Estado?
O direcionamento que será feito caberá à chefe do Executivo. Estamos aqui para, em janeiro ou na nova Legislatura, apreciar os projetos que forem encaminhados à Casa Legislativa. Por enquanto, não tenho conhecimento de que pacote seria esse, qual a dimensão e se ela vai convocar a Assembleia em janeiro.

O senhor defende algumas medidas para serem adotadas? O que sugere nesta discussão sobre o ajuste necessário no governo?
Este possível ajuste seria um pacote de medidas necessárias para diminuir esse rombo financeiro do Estado. Fala-se em uma dívida, que será herdada pelo novo governo da ordem de R$ 2,6 bilhões. Cogitam que o atual governo vai deixar duas folhas [de pagamento dos servidores em atraso]. Outros que serão duas e o décimo terceiro. Então, não temos essa radiografia mais precisa. Mas, é fato que temos uma Previdência que exige recursos que o Estado não tem. Precisamos de uma solução para a Previdência. Temos dois projetos que foram enviados à Assembleia que trata desta questão, um aumenta a alíquota e outra institui a Previdência complementar. A governadora deve estar analisando as medidas que vai tomar. Acredito que haverá uma diminuição da estrutura governamental. Houve o avanço no diálogo do novo governo com os Poderes, que já vinham congelando seus orçamentos e agora diminuíram. Outras medidas devem ser adotadas pela governadora. Mas não podemos adiantar, porque não foi divulgado nem ela me passou o que vai fazer para garantir um ajuste. Mas acredito que ela vai adotar medidas para que o Estado possa, dentro de algum tempo, sair desta crise. Sabemos que essas medidas de ajuste não é suficiente para uma solução. Precisamos e contamos também com o crescimento econômico. Esperamos que as mudanças que o novo presidente fará traga uma evolução da economia. Na hora em que melhora a atividade econômica, há geração de emprego. Isso tem uma série de efeitos. A partir daí haveria um crescimentos da arrecadação e os repasses constitucionais também poderiam melhorar. Assim, uma melhora em nível nacional, terá um reflexo positivo em todos os estados.

A expectativa do senhor, então, é positiva com relação ao governo Bolsonaro?
Devemos ter uma expectativa positiva com relação a todos os novos governos. No momento em que a população elege, democraticamente, alguém para representá-lo, encerra a eleição e chega a hora de enrolar as bandeiras. Chega o momento de torcer para o Estado e o país darem certo. Isso será benefício para você, para mim, para todos que moram no Brasil e aqui no Estado.

Como deve ser a postura do PSDB com relação ao governo Bolsonaro? Há discussão no partido sobre apoiar oficialmente, ficar na oposição ou independente?
Tivemos uma campanha atípica. O PSDB teve um candidato a presidente, Geraldo Alckmin. Quando ele não foi para o segundo turno, o partido liberou todos os diretórios estaduais para que tomassem suas decisões sobre em quem votariam para a Presidência da República. Liberou também as decisões em nível estadual. Democraticamente, fizemos isto aqui [com a liberação de deputados e demais filiados para fazer a opção pelo candidato ao governo e a presidente que preferissem]. Um partido, quando cresce, é natural que tenha integrantes com posições diferentes. Lembro que teve uma época que havia o “PMDB do H” e o “PMDB do G”. Natural, em um partido grande, ter o PMDB de Henrique e o de Garibaldi. Henrique ficou com Iberê Ferreira e Garibaldi com Rosalba Ciarlini em uma campanha pelo governo do Estado. No PSDB, na eleição deste ano, liberamos os deputados estaduais para apoiarem os candidatos [na eleição majoritária] com os quais tinham mais afinidades. Foi assim desde o primeiro turno. Mantivemos a mesma linha no segundo turno, com a liberdade da escolha do candidato que o deputado achasse melhor para o Rio Grande do Norte. Os deputados, e isso não só do PSDB, mas todos da Assembleia, já me disseram que estão prontos para ajudar o Rio Grande do Norte. Terão apoio os projetos que forem para o Estado sair das dificuldades e atingir, em médio prazo, um equilíbrio com os salários em dia. Hoje talvez a maior injustiça seja o atraso nos salários. E não é cometida propositalmente. Não existe governante que queira ou goste de ver o atraso no pagamento do funcionalismo público. Precisamos entender o momento de crise pelo qual passa o país. Esse crise teve esses desdobramentos, tanto que observamos estados muito mais rico do que o Rio Grande do Norte passarem por dificuldades seríssimas. Alguns tiveram um socorro diferenciado, como o caso do Rio de Janeiro. Outros, não. Mas o importante é termos a esperança e trabalharmos para que esses problemas sejam diminuídos e melhore, principalmente, para as pessoas que mais precisam do governo do Estado.

O PSDB vai, então, integrar a base aliada do governo Fátima?
Estou dizendo que o PSDB, como os demais partidos [com representação na Assembleia], tem se colocado [à disposição para ajudar o Estado]. Isso também é o que afirmam os deputados individualmente. O deputado Tomba Farias (PSDB), por exemplo, disse: “Eu não faço parte do base governo, Ezequiel, mas quando tiver matéria que beneficie o Estado, estou pronto para ajudar”. Essa Casa é plural, com deputados de várias ideologias, mas na hora em que se discute os problemas do Rio Grande do Norte, há uma solidariedade coletiva. Todos são representantes do povo. É natural que em todo governo se tenha bancada de situação e de oposição. Mas o sentimento é de união da classe política para tirar o Estado desta crise que enfrentamos.

A posição do PSDB será de independência, analisando cada projeto e decidindo se vota favorável ou contrário?
Por parte de alguns deputados, sim. Outros vão apoiar o governo. Naturalmente, teremos uma bancada de apoio e uma de oposição. Estou dizendo que esse é o sentimento coletivo [de aprovar os projetos que ajudem no enfrentamento da situação crítica]. A crise é testemunhada no dia a dia por todos nós. Termina chegando aqui [na Assembleia] a pessoa que não conseguiu a internação no hospital, que precisa de uma cirurgia e não foi possível, de um exame de alta complexidade… Também chega a preocupação de quem presenciou ou foi vítima de assalto na sua cidade… Então, a Assembleia é uma caixa de ressonância da sociedade. O sentimento popular e o que acontece nos municípios têm repercussão imediata aqui. Diante deste momento de dificuldade, há solidariedade da classe política para ajudar o Rio Grande do Norte. Falando de governo, haverá uma bancada de apoio e de oposição. Mas até na oposição há uma vontade de ajudar o Estado a sair do momento de crise.

Com a trajetória da governadora eleita, com origem na militância sindical e compromissos com algumas categorias de servidores, ela terá as condições para adotar as medidas necessárias de ajuste?
Ela vai anunciar quais medidas adotará. Pode ser que não tenha corte de pessoal e que aumente progressivamente alíquota da Previdência. Precisamos esperar que o governo diga as medidas que pretende adotar. Mas acredito que ninguém tem maior capacidade de diálogo do que a governadora eleita. Ela tem as condições para a interlocução com o Fórum de Servidores. Deverá mostrar uma radiografia da situação dramática que vive o Estado, diante dos números que estão nos falando. Quando houver uma exposição desta radiografia, a governadora, pela capacidade de diálogo e pela formação, terá condições de mostra a situação e argumentar, como gestora, mostrando as dificuldades encontradas e os caminhos apontados pela equipe de transição.

O senhor é candidato à recondução à Presidência da Assembleia na eleição que haverá no início do ano legislativo em fevereiro?
Estamos no final de dezembro e todo nosso foco foi para fechar a votação do orçamento, até o dia 20. Na sequência, devemos receber essa radiografia da situação do Estado para sentarmos com o governo e sabermos se teremos ou não a convocação extraordinária. O foco, portanto, não é a eleição na Assembleia. Isso é natural. Às vezes há tentativas de antecipar esse processo, mas isso só acontece lá na frente, perto da eleição. Esse é um processo curto e rápido. Os próprios deputados têm um sentimento e no momento adequado fazem suas avaliações e escolhas. Por enquanto, não tratamos deste assunto diante de uma pauta extensa que tivemos.

Qual a perspectiva do PSDB no Rio Grande do Norte?
O PSDB precisa primeiro fazer uma discussão ampla sobre o partido. No Rio Grande do Norte, teve um desempenho bom. Temos oito deputados estaduais e elegemos cinco. O partido, então, se saiu bem na eleição proporcional. Nacionalmente, tivemos uma queda, com a eleição de apenas 29 deputados federais. O partido deverá, então, passar por algumas mudanças. Há informações segundo as quais o governador eleito de São Paulo, João Doria, teria o desejo de liderar o partido e levar para uma posição mais à direita. E há outro grupo — comandado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo senador José Serra, pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin — que fala na fundação de um partido de centro. A eleição acabou há pouco tempo. Estamos nestas arrumações. A diplomação dos eleitos foi recente. As posses dos governadores e do presidente serão no dia primeiro de janeiro. Vamos ter, no dia primeiro de fevereiro, as posses dos eleitos para as Casas Legislativas.

Se João Doria assumir o comando do PSDB, o senhor fica no partido?
Não discutimos partido após as eleições. Passado este processo, preciso conversar com o partido em nível nacional.

O PSDB do Rio Grande do Norte terá um filiado no governo Bolsonaro, que será o hoje deputado Rogério Marinho como secretário nacional da Previdência, escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Como observa essa escolha?
É o coroamento do brilhantismo, da inteligência e da capacidade de trabalho do deputado Rogério Marinho. Não tenho nenhuma dúvida de que irá somar muito para o governo federal. Ele se destacou e o Rio Grande do Norte conseguiu, com Rogério, mostrar toda uma capacidade de trabalho. A escolha do ministro foi acertada e ele desempenhará o trabalho com brilhantismo e a inteligência que lhe é peculiar.

Vislumbra projetos para as próximas eleições? Planeja concorrer a mandatos majoritários?
De jeito nenhum. De maneira nenhuma. Acabei de ser eleito deputado estadual. Temos quatro anos pela frente para atuar com deputado. Temos uma governadora recém-eleita. Uma governadora de origem popular que tem um desafio enorme, que é exercer o governo no maior momento de crise do Estado. Estou na política e não tenho notícias de nenhum governador que tenha assumido em um momento de tantas dificuldades, de tantas dívidas herdadas. O governador Robinson não é o total culpado pelo rombo financeiro no qual se encontra o Rio Grande do Norte. Temos que ver a situação. A queda dos royalties foi estúpida. No governo que antecedeu Robinson, os royalties eram suficientes para quase um folha de pagamento de pessoal. Hoje se a nova governadora pedir antecipação de quatro anos de royalties, será algo próximo de R$ 650 milhões. Isso com quatro anos de antecipação. E acho que será necessário fazer.

No início de 2019, ela deve pedir quatro anos de antecipação dos royalties?
Sim. Isso, de imediato.

Mas não haverá dificuldade, se o atual governo está impedido de antecipar royalties por decisão judicial?
Eu não tenho dúvida de que a governadora terá a autorização. O problema é que Robinson pediu para antecipar de ano que não seria dele [no governo].

Não haverá problema perante os órgãos de fiscalização e controle, como TCE , ou com a Justiça?
Não acredito, porque será uma antecipação dentro do mandato dela.

Não seria prorrogar os problemas, uma vez que antecipar significa não receber esta receita no futuro?
Precisamos sair do momento atual. Se não sairmos, não vamos para a frente. O governador [atual] contou com quase R$ 700 milhões do Fundo Previdenciário e com a repatriação. O governo federal foi solidário nas áreas de saúde, de segurança, mandando recursos. Mesmo assim, estamos nesta situação. O Estado deve fazer movimentos de ajustes e buscar recursos. A antecipação dos royalties está entre essas possibilidades. Mas, para efeito comparativo, no governo de Rosalba, a arrecadação dos royalties praticamente pagava a folha. Hoje, se ela pedir antecipação dos quatro anos, não chega a R$ 700 milhões e a folha do Estado é algo em torno de R$ 440 milhões. Veja que nunca tivemos essa situação no Estado. E ainda tem o aumento vegetativo da folha e o déficit da Previdência de mais de R$ 100 milhões por mês. As medidas têm que ser tomadas em conjunto.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Robson pediu o adiantamento de 01 ano e não conseguiu e terminaram de lascá-lo quando não aprovaram isso. Pq vão permitir à Fátima que ela consiga isso?

  2. Um desgoverno em que estão declinando de convites já aceitos, vai usar recursos que iriam entrar somente em quatro anos, imagine o que deixará de fazer com o pagamento dos juros. É um desastre, totalmente como previsto e aconselhado.

  3. A muie do grelo duro..vai terminar de quebrar o RN ,esses PTralhas se derem o MAR eles secam ; irão empregar os vagabundos todos dos PTralhas,a máquina irá inchar como nunca , O RN ESTAVA NA U.T.I o FATAO irá chegar para desligar os equipamentos

    1. Respeite a dignidade do ser humano sr. Leandro. Aliás, não sei nem se você merece ser chamado de ser humano.

  4. BG.
    Tem que enxugar a máquina publica acabar com o compadrio de corregilionarios, cortar despesas e tentar governar, os deputados tem que terem responsabilidades em não aprovar projetos ineficientes. Priorizar pagamento dos funcionários e os três pilares urgentes a se tomar providencias, segurança, saúde e educação e tentar fazer investimentos eficazes isto em segundo plano. Vamos aguardar pra ver.

  5. É muito fácil de resolver, é só roubar menos, desviar menos, super faturar menos e investir mais. Simples assim. Agora você acredita que vai acontecer ? NUNCA.

    1. Conforme a legislação vigente antecipação de royalties só podem ser investidos em capitalização de fundos previdenciários e/ou pagamentos de dívidas junto à União!

    2. Em q mundo vc vive?????

      Lógico q é para gastar com folha de pagamento e inclusive incluir mais alguns para cobrir a cumpanheirada…

      Já viu petista investir? Cortar custos? Cortar gastos desnecessários?

      Sempre ocorre o contrário.

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Economia

Quatro mil unidades do Minha Casa Minha Vida estão com obras paradas no RN

A edificação de cerca de 4 mil unidades habitacionais integrantes do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no Rio Grande do Norte está paralisada ou com cronograma de obras em atraso devido a problemas econômico-financeiros das construtoras credenciadas ao programa ou a embates judiciais com a Caixa Econômica Federal. Isso representa cerca de 40% dos imóveis contratados pelo banco no estado e que estão em obras financiadas por famílias com renda entre R$ 2,6 mil e R$ 9 mil.

Os canteiros de obras paradas estão principalmente em Parnamirim e Mossoró. Porém, outras cidades da Região Metropolitana, como São Gonçalo do Amarante, também têm canteiros sem prazo para conclusão. Somente em Natal, são mais de 600 imóveis que estão com os serviços suspensos e se depreciando com a ação do tempo. As estimativas são do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN).

A instituição revela o estado de fragilidade financeira em que pequenas e médias empreiteiras potiguares entraram devido ao programa, que registrou diversos atrasos no repasse dos valores financiados a partir de 2014, levando essas empresas a entrarem no vermelho e suspenderem as obras. Em todo o Brasil, chegaram a ser paralisadas 200 mil unidades, sendo duas mil delas no Rio Grande do Norte à época.

Pelos cálculos do Sinduscon, atualmente, das 40 empresas credenciadas pela Caixa, apenas 12 estão em condições de operar o MCMV. Pelo menos outras dez estão litigando com o banco, e, por consequência, com obras paradas. Parte do restante quebrou em função da descontinuidade da transmissão dos recursos. “Quando surgem esses problemas, a construtora praticamente deixa de existir. Entra em disputas judiciais e deixa de prestar o serviço e, no final, o maior prejudicado acaba sendo o mutuário, que fica sem o imóvel no prazo”, lamenta o diretor de comunicação e marketing do Sinduscon-RN, Carlos Luiz Cavalcanti de Lima.

As paralisações e atrasos maiores são registrados nas chamadas faixas de mercado (Um e Meio, Dois e Três), cuja fonte de recursos basicamente é o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador. E essas faixas concentram a maior parte dos imóveis negociados. A Caixa tinha contratado até outubro deste ano 100 mil imóveis nas faixas 2 e 3, dos quais 90 mil já foram entregues, segundo informou o gerente de Habitação da Caixa no RN, Ítalo Neves, durante audiência pública sobre o assunto na Justiça Federal, realizada no dia 6 deste mês. Foram investidos mais de R$ 7 bilhões para atender o déficit habitacional desse público.

Essa situação reflete diretamente no número de empreendimentos lançados. Em 2018, foram lançados apenas quatro projetos financiados pelo programa. A exceção são as unidades isoladas, que juntas foram responsáveis pela maior parte da oferta dos imóveis lançados. Em grande maioria, são pequenas casas edificadas uma a uma por pequenas construtoras não vinculadas ao Sinduscon, focadas no público da faixa 1 do MCMV, no qual o contrato só é assinado com após a conclusão das obras do imóvel, e que viram uma oportunidade para explorar esse nicho.

Encaixam-se na faixa 1 famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. O valor do imóvel nessa modalidade é 90% subsidiado pelo programa com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Para o mutuário, o valor mensal das prestações do financiamento é mínimo, chegando a até R$ 80, e as parcelas são pagas ao longo de dez anos. Por se tratar de habitação de interesse social. Desde a criação do MCMV até outubro deste ano, foram contratadas pela Caixa mais de 20 mil unidades habitacionais nessa modalidade, o que representa um volume de recurso superior a R$ 1,1 bilhão.

Por serem imóveis subsidiados com recursos do FAR, os atrasos nas obras são mínimos, já que as prefeituras selecionam os beneficiários, que só assinam o contrato com o imóvel pronto. Contudo, descompassos no cronograma existem, como é o caso do Residencial Irmã Dulce, na comunidade Nova Esperança, em Parnamirim. O condomínio contempla 768 unidades. Depois de um longo período de atraso, placas sinalizam a retomada das obras no mês passado. A previsão de conclusão é novembro de 2019.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. BG, as casas construídas por pequenos construtores, uma a uma e vendidas individualmente fazem parte da Faixa 2 do PMCMV e não Faixa 1.
    Apesar de estarmos sendo a salvação do mercado de construção civil no estado, desde o dia 1 de Novembro que a caixa não assina contratos nessa faixa alegando falta de recursos vindo do Tesouro para bancar a parte referente ao subsídio.
    Notícias vindas do próprio Ministro das Cidades dizem que foi liberado 50 milhoes para cobrir as contratações do último bimestre. até agora esse real não apareceu.

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Jornalismo

Condenado a 197 anos de prisão, Sérgio Cabral quer fazer delação premiada

Condenado a 197 anos de prisão, Cabral quer fazer delação premiada
© AI Project/Reuters

 

Apontado como chefe de uma organização criminosa que desviou milhões dos cofres públicos do Rio de Janeiro, o ex-governador Sérgio Cabral desistiu de negar ter recebido dinheiro ilícito enquanto esteve no Palácio Guanabara.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, Cabral mudou de ideia e decidiu agora fazer uma delação premiada.

Condenado até o momento a 197 anos de prisão, o ex-governador entregou uma procuração ao seu novo advogado, João Bernardo Kappen, para que este possa negociar a colaboração com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e com a Procuradoria-Geral da República.

Ainda segundo Jardim, a delação do encrencado Cabral deve incluir o Judiciário, como o TJ-Rio e o STJ, além de ex-chefes do MP fluminense.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Opinião dos leitores

  1. O espaço destinado a comentários não acrescenta em nada ao veículo que mais informa no RN, dar a impressão que todos os leitores são medíocres e idiotizados.

  2. Essa vai acabar de vez com luladrão e dilmanta, é que andavam agarradinhos e misturados, o melhor é que vai colocar pra dentro do furacão muita gente que estava pousando de santinho, inclusive do judiciário.

    1. Qual? do petralha que movimentou 49 milhões de reais ou do insignificante 1,2 mi?

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Cultura

SAUDADES DO REI: Morte de Reginaldo Rossi completa cinco anos

22/03/2006-Divulgação / Terceiro

Há exatamente cinco anos, completados nesta quinta-feira, o Brasil se despedia de um de seus artistas mais populares. Reginaldo Rodrigues dos Santos, em 1964, era um garoto que, como muitos outros, amava os Beatles e imitava Roberto Carlos. Seguia o estilo do Rei da Jovem Guarda nos shows que fazia nos bares e clubes de Recife, onde nasceu, ao lado do conjunto Silver Jets. Após o fim do grupo, passou a atuar como crooner em casas noturnas da região.

Na linha da Jovem Guarda, gravou seu primeiro disco, “O pão”, em 1966, já usando o nome artístico Reginaldo Rossi, deixando de lado a Engenharia Civil, que chegou a estudar, e as aulas de matemática que dava. Astros americanos como Elvis Presley e Ray Charles também foram algumas das suas influências. Na década de 1970, como muitos de seus colegas, foi direcionando o repertório para canções mais românticas, estabelecendo-se como um dos nomes mais populares do brega no Norte e Nordeste do país.

No eixo Rio-São Paulo, Rossi se manteve um nome pouco conhecido até o estouro, nos anos 1990, da música “Garçom”, dentro de um movimento de revalorização do brega. Considerado um clássico nacional da dor de cotovelo, a letra dizia: “Garçom/No bar todo mundo é igual/Meu caso é mais um, é banal/Mas preste atenção, por favor/Saiba que o meu grande amor/Hoje vai se casar/Mandou uma carta pra me avisar/Deixou em pedaços meu coração.

Chegou a ganhar um CD-tributo em 1999, “REIginaldo Rossi”, que tinha desde bandas do mangue beat (como o Mundo Livre S/A) até nomes já consagrados como Zé Ramalho e Lenine. No mesmo ano, saiu outra homenagem: o álbum “Reginaldo Rossi The King”, com participações de Erasmo Carlos, Wanderléa, Golden Boys e Planet Hemp. O álbum vendeu um milhão de cópias. Foi nessa época que ele se popularizou nacionalmente como o Rei do Brega.

— Quem é o Rei do Brega no Brasil? Eu, claro. Eu canto para garotos do high society e para os pobres — resumiu Rossi em entrevista na época do lançamento de “Reginaldo Rossi”.

Rossi acreditava que o segredo de seu sucesso — e do brega, de uma forma geral — era a simplicidade. Ele defendia que o canto sincopado, com quebras de ritmo, afastava o ouvinte, assim como letras muito complexas:

— O brega é a linguagem do povo. Não tem essa de “data vênia”, “metamorfose do meu ego”, “infraestrutura do meu ser” e coisa e tal — disse, irônico, em 1998.

Seus discos tinham periodicidade irregular, sobretudo a partir dos anos 1990. Em 1998, reuniu os sucessos da carreira no CD “Reginaldo Rossi ao vivo” — incluindo músicas como “A raposa e as uvas”, “Dia do corno” e “Mon amour, meu bem, ma femme”. Faria outros registros ao vivo, como o DVD “Reginaldo Rossi — Ao vivo”, lançado em 2006, novamente com seus hits.

Rossi recebeu, ao longo da carreira, 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante. Em 2008, arriscou-se na política, como candidato a vereador do município Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, mas obteve apenas 717 votos. Em 2010, fez nova tentativa, igualmente sem sucesso, para deputado estadual.

Em 2010, lançou seu último trabalho, o CD/DVD “Cabaret do Rossi”, em que imprimiu seu estilo sobre clássicos românticos de outros intérpretes, como Elymar Santos (“Taras & manias”), Marisa Monte (“Amor I love you”), Vinicius Cantuária (“Só você”) e mesmo Gloria Gaynor (“I will survive”). Suas últimas apresentações foram realizadas nos dias 21 e 22 de novembro, no Manhattan Café Teatro, em Recife.

No dia 27 daquele mês, ele foi internado no Hospital Memorial São José, em Recife, com dores no peito, mas logo os médicos descartaram a hipótese de infarto. No mês seguinte, foi submetido a uma cirurgia para retirada de um nódulo da axila direita e os exames confirmaram o diagnóstico de câncer. No domingo, dia 8, ele voltou a ser internado na UTI e seu estado clínico piorou.

Reginaldo Rossi morreu em 20 de dezembro de 2013, aos 70 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele deixou mulher e um filho.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Muito antes de estourar em Rio-são Paulo, Reginaldo já tinha muitos fãs aqui na cidade de Alvorada RS.
    Cresci ouvindo suas músicas, morava ao lado de uma casa de baile que tocava direto músicas de Reginaldo Rossi.
    O dia de sua morte foi muito triste para mim!

  2. No meio da cana é que a gente sabia se o sujeito gostava ou não do Rei. A maioria negava, mas sabia de trás prá frente as letras de todas as músicas.

  3. O Rei quebrou todas as barreiras do preconceito e conquistou milhões de fãs, soube ser humilde mesmos sendo ídolo. #ValeuRossi

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Judiciário

Suzane Richthofen é detida durante a saída temporária de fim de ano

Horas após deixar a penitenciária feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, para a saída temporária de fim de ano, Suzane von Richthofen foi presa pela Polícia Militar neste sábado, 22, ao ser encontrada em uma festa de casamento em Taubaté, endereço diferente do que havia informado às autoridades.

A detenta, condenada a 39 anos de prisão por assassinar os pais, em 2002, foi reconduzida ao presídio pelos policiais e, de lá, seguiu para uma audiência com o juiz de plantão para a análise da situação.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), após a realização da audiência, “foi reestabelecido o benefício da saída temporária” para a detenta.

Desde 2015, Suzane cumpre pena em regime semiaberto. Nele, ela tem a possibilidade de trabalhar e estudar fora da prisão, além de cinco saídas anuais.

No ano passado, a Defensoria Pública, que representa a condenada, entrou com o pedido de progressão para o regime aberto, pelo qual a detenta cumpriria o resto do tempo da prisão em casa, mas a Justiça negou a solicitação, em setembro deste ano, após parecer do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicar que a presa ainda não reunia condições para voltar ao convívio social.

Segundo o parecer, exames psicológicos demonstraram que Suzane tem personalidade egocêntrica, narcisista e influenciável por condutas violentas. Com base nos testes, a promotoria criminal recomendou que a detenta fosse mantida presa, ainda que em regime prisional mais brando.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. 1o. Em homenagem a que a assassina dos próprios pais, condenada a 39anos, tem direito a sair ? Deacumpriu as regras e lhe é reestabalecido o direito. "Justiça" trouxa, Covarde e inconsequente.

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Finanças

Adicionais e gratificações pagos a servidores públicos federais somam R$ 52,5 bilhões este ano

O pagamento de gratificações e adicionais a servidores públicos federais somou R$ 52,5 bilhões este ano até novembro, segundo levantamento do GLOBO com base em dados do Ministério do Planejamento. O valor representa 32% dos R$ 163,9 bilhões gastos com despesas de pessoal no funcionalismo federal no período. Em 2017, foram R$ 54,7 bilhões com gratificações e adicionais.

O levantamento considerou apenas servidores federais ativos dos três poderes e do Ministério Público e inclui também militares. Foram somados ao todo 40 itens, como gratificações, adicionais, licenças-prêmio e incentivo à capacitação. A quantidade ilustra a complexidade do funcionalismo público brasileiro, cuja quantidade de carreiras apenas no Executivo federal cresceu de 80 para 309 desde os anos 1990. Cada carreira tem acesso a uma parte do rol de benefícios pesquisados.

O GLOBO considerou no levantamento as gratificações que não são praxe no setor privado. Há casos como o “adicional de compensação orgânica”, uma parcela mensal paga a militares para “compensação de desgaste orgânico” por atividades como “voo em aeronave militar, como tripulante orgânico, observador meteorológico, observador aéreo e observador fotogramétrico”.

Embora todos os pagamentos sejam legais, alguns especialistas criticam esse excesso e sustentam que, muitas vezes, a concessão é pouco criteriosa, como no caso de benefícios atrelados ao desempenho.

— As gratificações foram criadas como forma de aumentar o salário sem aumentar, uma forma de driblar a falta de reajustes, resultado da pressão do lobby dos servidores — diz o especialista em contas públicas Raul Velloso. — É preciso reformular totalmente o sistema de carreiras e de cargos e salários do servidor público.

Segundo o levantamento, as “gratificações por exercício de cargo efetivo” têm o maior peso, respondendo sozinhas por R$ 29,9 bilhões. Segundo o Planejamento, no Executivo, elas incluem itens como “gratificações por desempenho”, “retribuições por titulação” (quando o servidor ganha mais por ter doutorado, por exemplo) e “incentivo à qualificação” (pago a funcionários cuja escolaridade excede o nível exigido para o cargo).

Já as “gratificações para exercício de cargo em comissão” somaram R$ 3,57 bilhões. Entre os militares, o “adicional militar”, compensação mensal que reflete o círculo hierárquico, consumiu R$ 2,5 bilhões. Também pesou o “adicional natalino” aos militares, que somou R$ 1,9 bilhão no período.

O “abono de permanência”, por sua vez, consumiu R$ 1,6 bilhão. Ele é pago a servidores que já podiam se aposentar, mas continuam trabalhando. O item “gratificação de tempo de serviço”, dos chamados anuênios e quinquênios, consumiu R$ 1,5 bilhão. O benefício foi extinto em 1999, mas quem já o tinha adquirido até 1999 permanece recebendo (embora o valor tenha sido congelado), explicou o advogado Rudi Cassel, do escritório Cassel & Ruzzarin.

Distorções na remuneração

O item “incorporações”, que consumiu R$ 1,1 bilhão, representa a chamada Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), que incorpora à remuneração o que o servidor recebia por desempenhar cargos como diretor, chefe e assessor.

Em nota, o Planejamento afirmou que todas essas despesas estão previstas na legislação e que “o ministério tem a obrigação de cumprir o que determina a lei.”

— É uma forma de complementar o salário. Mas, se houvesse reajuste do vencimento básico, teria impacto automático sobre toda a folha, levando a custos maiores — diz Cassel.

Para Ana Carla Abrão, sócia da consultoria Oliver Wyman, há muitas distorções na remuneração do serviço público:

— Há gente que ganha bem e gente que ganha mal no serviço público. O salário do professor é baixo e deveria ser maior. Mas não faz sentido pagar adicional por difícil acesso na Grande São Paulo, onde há transporte público para todos o slugares. São maneiras de aumentar o salário sem discutir o modelo de remuneração.

O levantamento do GLOBO não considerou o funcionalismo público nas esferas estadual e municipal.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. O maior rombo de tudo isso é culpa dos juizes e promotores que alem dos salarios de 39mil recebem por fora gratificação por acumulação, venda de ferias, venda de licença premio, diarias de mais de 1mil reais e pir ai vai, por isso é fácil enriquecer na justiça!

  2. Esta celeuma toda sobre os salários dos federais é no mínimo intriga e inveja dos que não participaram ou não conseguiram aprovação em certame público…. E se não entrou para uma força militar, no mínimo não tinha capacitação para honrar a farda militar….. Vai trabalhar que é melhor….

  3. Na verdade, a gratificação mais importante, a do exercício do cargo em comissão (é dada aos chefes, funcionários com função gratificada ou DAS) consome menos de 10% do total. Uma inversão de valores, pois a gratificação por exercício de cargo efetivo, onde o sujeito pode ser um subalterno e a receber, consome mais de 50%. As demais estão quase todas em processo de extinção. Chama-me a atenção a análise superficial do Sr. Raul Velloso, que se diz especialista no assunto.

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Jornalismo

Bolsonaro critica exclusão de ‘páginas de direita’ pelo Facebook

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou na noite deste sábado (22), por meio de suas redes sociais, que “é muito grave” a exclusão de “páginas de direita” pelo Facebook.

Segundo Bolsonaro, seriam dez páginas excluídas, “incluindo as de Paulo Eduardo Martins, Eder Borges e República de Curitiba”.

O presidente eleito afirmou ainda que “a liberdade de expressão tem que ser respeitada, inclusive quando você é atacado, e legalmente responde”.

Pelo perfil @PauloEduardoOficial, o ex-deputado federal Paulo Martins (PSC) comunicou a remoção e criticou o Facebook: “Meu perfil foi banido definitivamente pelo Facebook, sem qualquer justificativa. Vamos ver quanto tempo levam para banir a página. O Facebook precisa ser passado a limpo, definitivamente”.

Eder Borges é blogueiro e conhecido por sua posição contra o PT e a favor de figuras políticas de direita.

O Facebook não se posicionou sobre as críticas feitas por Bolsonaro, mas informou que as páginas excluídas fazem parte de uma ação da rede social realizada na última sexta-feira (21). Em nota, a empresa informou que os perfis excluídos violavam políticas de autenticidade, que veta a disseminação de spams e notícias falas, bem como a utilização de identidades falsas.

“Estamos comprometidos em proteger a nossa plataforma de abusos e garantir a segurança das pessoas, e por isso estamos sempre eliminando páginas e perfis que violam nossos padrões da comunidade. Como parte do nosso trabalho permanente, removemos páginas e perfis que estavam violando nossas políticas de autenticidade.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Parabens ao FACE….A POLITICA ADOTADA PELA TURMA DO BOLSOLADRAO ESTA MALHADA NAS MENTIRAS. SEGUIDORPA A PTOS E CREDULOS A ESSAS MENTIRAS

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Economia

Otimismo com economia dispara, diz Datafolha

O otimismo do brasileiro com a economia disparou e está em níveis recordes às vésperas da posse de Jair Bolsonaro (PSL) como novo presidente do país, aponta pesquisa do Datafolha.

Segundo o instituto, 65% dos entrevistados acham que a situação econômica do Brasil vai melhorar nos próximos meses, ante apenas 23% que diziam isso no levantamento anterior, de agosto deste ano.

É o mais alto índice de uma série histórica que começa em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Já 67% dizem acreditar que estarão em melhor situação econômica pessoal à frente. Em agosto, eram 38%.

Esse índice de dezembro empata na margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa com os 68% que disseram a mesma coisa em março de 2013, antes de a popularidade de Dilma Rousseff (PT) ser corroída pelos protestos de junho daquele ano.

O Datafolha ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios nos dias 18 e 19 deste mês.

Neste levantamento, acham que a economia brasileira vai piorar 9% —eram 31% em agosto. Já os que acreditam em estabilidade caíram de 41% para 24%. Na avaliação das finanças pessoais, os pessimistas passaram de 14% para 6%.

Os entrevistados que veem a situação igual à frente passaram de 44% para 25%.

A expectativa pré-Bolsonaro também é recorde, do lado positivo, quando o assunto é melhoria no mercado de trabalho. Em agosto, 19% diziam que o desemprego iria cair. Agora são 47%, o maior índice dessa série, que começa em 1995 —os pontos altos anteriores eram de 41%, em junho de 2003, março de 2013 e novembro de 2010.

Predizem o aumento da taxa 29%, ante 48% em agosto. Neste levantamento, 21% dizem acreditar que a taxa de desemprego seguirá a mesma, na casa dos 12%, segundo o IBGE, sete pontos percentuais a menos do que no anterior.

Em relação à inflação, pouco abaixo de 4% em 2018 (indicador IPCA), a toada é a mesma. De agosto para cá, aqueles que creem no aumento do custo de vida passaram de 54% dos ouvidos para 27%.

Já os que dizem acreditar na queda dos preços subiram de 11% para 35%, número que iguala o recorde histórico de junho de 2003, no começo do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento de expectativa otimista é usual no mês anterior da posse de novos governos, analisando as séries históricas do Datafolha. Bolsonaro tem, contudo, melhores indicadores do que aqueles de seus antecessores.

Há pontos fora da curva na análise, como o pessimismo com o desemprego antes das posses em segundo mandato de FHC (1999) e Dilma (2015).

Se o presidente eleito examinar as evoluções, também verá que ao longo do mandato os índices oscilam —geralmente para baixo. Também há calmarias, como nos meses que antecederam os protestos de junho de 2013.

A percepção da situação econômica atual do país também parece afetada pela onda otimista. Em pesquisa em junho, 72% achavam que o Brasil estava pior nos últimos meses, algo que se refletia na altíssima impopularidade do governo Michel Temer (MDB).

Nesta pesquisa, esse índice cai para 37%. Saltou de 6% para 20% o número dos que acham que o país está melhor, enquanto os que veem tudo igual pularam de 20% para 42%.

No campo pessoal, algo semelhante é observado. Acham que sua vida econômica piorou nos últimos meses 30%, ante 49% em junho. Os que acham que ela melhorou são o dobro: de 10% para 20%, enquanto os de opinião neutra passaram de 40% para 49%.

Houve também uma inversão na percepção da crise econômica, após recessão e a lenta recuperação depois do impeachment de Dilma em 2016.

Em junho, só 27% achavam que ela iria acabar logo e o país voltaria a crescer. Agora, são 50%. Na mão inversa, acham que ela vai se estender 42%, 15 pontos a menos do que na pesquisa anterior. Os que enxergam a crise já encerrada pularam de 2% para 5%.

Há bastante homogeneidade desse otimismo na sociedade ao observar a estratificação dos dados. Ainda assim, há alguns pontos dissonantes.

Pessoas com curso superior são as menos otimistas (62%) com a melhoria de suas contas pessoais do que as que chegaram ao ensino médio (72%).

Nada menos que o dobro (10%) dos mais escolarizados preveem piora no quesito do que os com ensino fundamental e médio.

Em relação ao país, o mesmo: 58% dos que têm diploma universitário acham que a economia brasileira irá melhorar, ante 69% com ensino médio com essa opinião. Aqui há a única discrepância maior de gênero na pesquisa: homens (68%) são mais otimistas que as mulheres (62%).

Quando o assunto é desemprego, os mais pobres (até dois salários mínimos mensais) têm uma percepção mais pessimista do que os mais ricos (renda acima de dez salários mínimos). No primeiro grupo, 35% acham que a taxa vai aumentar; no segundo, 16%.

O mesmo se dá na opinião sobre a inflação: 33% dos mais pobres acham que ela vai subir, ante 11% dos mais ricos. E quem ganha menos acha que a situação econômica piorou recentemente mais (40%) do que os mais abastados (16%).

As expectativas gerais, por outro lado, são otimistas de forma homogênea.

Esmiuçando grupos mais ou menos associados ao bolsonarismo, é possível associar o otimismo à identificação com o presidente eleito.

São menos otimistas em relação à melhoria econômica homossexuais, bissexuais e indígenas, grupos que foram alvo de manifestações preconceituosas do presidente eleito no passado.

Já evangélicos, base de apoio de Bolsonaro, são mais otimistas (74%) do que os católicos (65%) quando questionados sobre sua expectativa econômica pessoal. A maior taxa de otimismo é entre fiéis de igrejas pentecostais, 78% de expectativa positiva.

O Nordeste, única região que deu mais votos a Fernando Haddad (PT) do que ao eleito no segundo turno, é consequentemente aquela com a pior expectativa.

Acham que o país vai melhorar nos próximos meses 60% dos nordestinos, enquanto os mais otimistas são os moradores do Centro-Oeste, com 71%. No sentido contrário, é no Nordeste que há mais pessoas achando que a situação irá piorar (12%), o dobro do registrado no Centro-Oeste.

Previsivelmente, os petistas são os menos otimistas: apenas 42% dizem acreditar que a situação do país irá melhorar. O índice chega a 91% entre quem diz preferir o PSL, partido de Bolsonaro.

ÍNDICE DE CONFIANÇA

A melhora do otimismo dos brasileiros com a economia do país fez crescer o Índice Datafolha de Confiança.

O indicador usa cinco parâmetros de expectativas econômicas (desemprego, inflação, contas pessoais, situação do país e poder de compra), a avaliação do orgulho de ser brasileiro e do Brasil enquanto país para morar.

Cada índice é calculado subtraindo-se menções negativas das positivas.

Para evitar dados negativos, é adicionado no resultado o número cem. Dessa forma, dado acima de cem indica otimismo, e abaixo, pessimismo.

O Datafolha entrevistou 2.077 pessoas em 130 municípios, em 18 e 19 de dezembro, neste levantamento.

O índice geral está em 148 pontos, o mesmo de sua estreia há quase seis anos. Em junho ele estava em 101 —apenas um ponto acima da neutralidade.

O nível mais baixo do indicador foi registrado em março de 2015, momento agudo da crise política e econômica que acabou por derrubar Dilma no ano seguinte: 76 pontos.

No atual levantamento do Datafolha, todos os indicadores econômicos tiveram alta em relação a agosto.

A maior foi na avaliação sobre a redução da inflação, que passou de pessimistas 42 pontos em junho para otimistas 113 agora.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Deve ser por isso o aumento de pessoas nas ruas vendendo todo tipo de alimento. Basta observar os canteiros e semáforos para ver a venda de pizza, doces, frango, água, etc. economia em alta deveria ter a diminuição dos empregos informais e isso não se vê nas ruas.

    1. A Folha, como a grande maioria da grande mídia, é de esquerda, petralha. A questão é que certas verdades não tem como esconder. Pena prá vcs.

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Polícia

‘Tudo indica que João de Deus chefia uma organização criminosa’, afirma juiz

O juiz Liciomar Fernandes da Silva, ao determinar a prisão de João de Deus por posse ilegal de arma de fogo, afirmou que as investigações apontam que o médium “chefia uma organização criminosa que atua principalmente na cidade de Abadiânia”, no Entorno do Distrito Federal. O investigado é acusado de abuso sexual por centenas de mulheres que o procuraram para tratamento espiritual, foi indiciado por um caso e está preso desde o último dia 16 de dezembro. Ele nega os crimes.

O magistrado, ainda na determinação de prisão, também autorizou buscas em cinco endereços relacionados ao médium. Quatro dos mandados foram cumpridos em Abadiânia, onde fica a Casa Dom Inácio de Loyola – local dos atendimentos espirituais e onde teriam ocorrido os abusos –, e um deles em Itapaci, na região norte de Goiás.

Nas últimas buscas, a Polícia Civil encontrou esmeraldas, medicamentos e uma mala com R$ 1,2 milhão na casa do médium. O dinheiro foi localizado em um porão, acessado por um fundo falso em um armário.

Em buscas anteriores, policiais já haviam encontrado mais R$ 400 mil em moedas nacional e estrangeiras, além de armas, também na casa dele – o que motivou o pedido de prisão, concedido pelo magistrado.

A defesa de João de Deus, que sempre negou as acusações de crimes sexuais, criticou as novas buscas e nova prisão (veja nota na íntegra ao fim da reportagem). “A nova busca e apreensão foi determinada com base em denúncia anônima e foi genérica, o que é inadmissível”, afirmou o advogado Alberto Toron.

O defensor acrescentou, neste sábado em mensagem à TV Anhanguera, que “muito do dinheiro encontrado tem a ver com antigas doações”.
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) levantou que há 255 vítimas em potencial. As mulheres que procuraram o órgão para denunciara os abusos teriam entre 9 e 67 anos nas datas dos crimes. Desses casos, o órgão acredita que 112 prescreveram.

Os promotores pretendem ouvir João de Deus ainda na semana que vem e denunciá-lo em seguida. Junto com o inquérito já fechado pela Polícia Civil, o órgão deve juntar outros casos recentes, ainda deste ano.

“Além do inquérito da Polícia Civil, o MP pretende agregar outros três fatos: dois crimes de violação sexual mediante fraude e um de estupro de vulnerável”, explicou o promotor Luciano Meireles.

G1

Opinião dos leitores

  1. Juízes e promotores falando como delegados de polícia é ótimo, para não dizer outra coisa. Parecem indígenas quando avistam uma equipe de televisão, vão logo pintando o corpo e estirando os "beiço" para encarar os holofotes com seu clássico uhuuuuuu.

  2. João do Satanás deve morrer na cadeia, após a turma de lá fazer um BATISMO que ele jamais esquecerá. É a Lei do Retorno.

  3. Já baixou nesse João dos Cãos tudo que é espírito de enganação. Passou de Jesus, é enganação.

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Diversos

Sem acordo, Senado dos EUA adia sessão de votação do orçamento

A paralisação parcial do governo dos Estados Unidos se estenderá, depois que o Congresso norte-americano suspendeu a sessão, neste sábado (22), sem chegar a um acordo para a votação do orçamento federal, que expirou à meia-noite da véspera.

O fechamento afeta 800 mil dos 2,1 milhões de trabalhadores federais dos Estados Unidos, que deixarão de receber o salário, embora o recuperem quando um orçamento for aprovado.

“O Senado se reunirá para uma sessão pro forma na segunda-feira, isto é, no [dia] 24 [de dezembro]. A próxima sessão programada será em 27 de dezembro”, disse o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, no Congresso.

Capitólio dos EUA à espera de uma definição sobre o orçamento — Foto: Saul Loeb / AFP Photo
Capitólio dos EUA à espera de uma definição sobre o orçamento — Foto: Saul Loeb / AFP Photo
Capitólio dos EUA à espera de uma definição sobre o orçamento — Foto: Saul Loeb / AFP Photo
O governo dos Estados Unidos iniciou neste sábado (22) à meia-noite (3h, pelo horário em Brasília) um fechamento parcial por falta de fundos, depois que o Congresso não chegou a um acordo orçamentário para as exigências do presidente Donald Trump a respeito do muro da fronteira com o México.

Trata-se do terceiro fechamento administrativo que Trump enfrenta neste ano. O primeiro, em janeiro, se prolongou por três dias, enquanto o segundo, em fevereiro, durou apenas algumas horas. De acordo com a rede CNN, é a primeira vez em 40 anos que o governo fecha parcialmente três vezes em um mesmo ano.

A paralisação parcial ocorre porque o financiamento de algumas agências do governo federal venceu. Elas têm que fechar e deixar seus funcionários tecnicamente sem trabalho. Alguns funcionários federais, inclusive, podem ficar sem pagamento no Natal.

Governo dos Estados Unidos enfrenta nova paralisação parcial
Governo dos Estados Unidos enfrenta nova paralisação parcial

Na noite desta sexta, Trump publicou um vídeo no Twitter em que mais uma vez defende a construção do muro, para barrar a entrada de imigrantes ilegais, drogas e gangues nos EUA. O presidente declarou que “espera que o bloqueio não dure muito”.

A paralisação parcial afeta os departamentos de Segurança Interna, Justiça e Agricultura. Na prática, ocorre na véspera do Natal e também em uma época em que muitos escritórios estão fechando os balanços no final do ano, o que minimiza seu impacto.

A vantagem para Trump é que os programas governamentais estão financiados até 30 de setembro de 2019, incluindo os dos Departamentos de Defesa, Trabalho e Saúde e Serviços Humanos.

Os senadores dos partidos Republicano e Democrata tinham concordado com um orçamento provisório na última quinta-feira (20), mas que não incluía os mais de US$ 5 bilhões que Trump havia exigido para a construção do muro na fronteira. O presidente se negou a assiná-lo.

Um outro projeto de orçamento, que inclui a verba para o muro, foi aprovado na sexta na Câmara dos Representantes, onde os republicanos são maioria, e enviado ao Senado, que adiou a votação, forçando o início da paralisação parcial.

Apoiadores de Trump fazem financiamento coletivo para muro

As negociações no Congresso norte-americano serão retomadas depois das 12h deste sábado (15h, em Brasília). O orçamento precisará da aprovação de 60 senadores.

Ao menos, o governo conseguiu convencer a maioria simples dos senadores em uma votação preliminar. Isso garante, na prática, que o assunto seja debatido até a chegada de um acordo final.

Mudanças durante o debate

O próprio presidente Trump já previa que o acordo não ocorreria a tempo. “Se os democratas votarem não, vai haver uma paralisação que vai durar por muito tempo”, escreveu ele em um tuíte.

A opinião de Trump mudou ao longo do debate sobre o orçamento para o muro. O presidente chegou a bater boca com congressistas do Partido Democrata tentando forçar a aprovação. No entanto, ele voltou atrás e disse que buscaria “outras formas” de financiar a obraecentemente, o republicano mudou mais uma vez de ideia e insistiu que o Congresso aprovasse o orçamento.

Trump vê esta negociação como sua última oportunidade para conseguir os fundos para o muro, já que em janeiro os democratas assumirão o controle da Câmara dos Representantes e poderão bloquear o financiamento do muro.

G1

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