O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, tem como uma das prioridades emergenciais investigar a origem dos R$ 174,5 bilhões pertencentes a brasileiros que estavam no exterior sem registro na Receita Federal, segundo o jornal O Globo.
Esses valores foram regularizados após dois programas de incentivo dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. As ações promoveram a anistia de crimes como evasão de divisas e sonegação fiscal, mediante mera declaração de posse dos valores sem que houvesse qualquer tipo de análise sobre a origem dos recursos.
O jornal afirma ainda que o plano de Moro é incrementar a integração entre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e unidades de inteligência financeira, em especial o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), para verificar o uso dos valores por organizações criminosas, tanto aquelas com atuação violenta, como tráfico de drogas e armas, quanto as envolvidas em crimes de colarinho branco. Essas condutas não estão anistiadas pela lei.
Declaração
Criado em janeiro de 2016 para aumentar a arrecadação federal, o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (Rerct) permitiu que brasileiros declarassem recursos mantidos no exterior mediante pagamento de 30% do valor ao governo na forma de tributos e multa.
Em 2017, uma nova fase do programa foi lançada. Nas duas edições, 27 mil contribuintes e 123 empresas declararam valores que resultaram em promessa de pagamento de multa de R$ 52,6 bilhões. A lei que formalizou o programa proibiu a abertura de investigação tendo a declaração como único indício de crime, com o intuito de incentivar adesão e evitar autoincriminação, um direito constitucional.
No entanto, a perspectiva da equipe de Moro é destravar essa barreira a partir de outros caminhos investigatórios, em especial aqueles oferecidos pela integração do Coaf aos órgãos de investigação criminal e o cruzamento de bases de dados que hoje operam isoladas umas das outras.
Moro já solicitou a transferência do Coaf do Ministério da Fazenda para o da Justiça, e o nome de quem o ajudará a otimizar a atuação da unidade de inteligência financeira será o auditor fiscal Roberto Leonel Lima, chefe da área de investigação da Receita Federal em Curitiba e cérebro do órgão na atuação na “lava jato” do Paraná.
Relatórios de evolução patrimonial e movimentações financeiras e fiscais produzidos pela equipe liderada por Lima ajudaram a revelar desvios de mais de R$ 40 bilhões na Petrobras. A função do órgão é detectar qualquer operação financeira acima de R$ 10 mil e informar autoridades financeiras e policiais para que verifiquem indícios de atividades ilícitas. Transações como a repatriação de valores no âmbito dos programas dos governos Dilma e Temer também serão alvo do Coaf.
Consultor Jurídico
Com o argumento de enxugar a máquina pública, alguns auxiliares de Jair Bolsonaro tentam convencer o presidente eleito a acabar com o Ministério dos Direitos Humanos.
De acordo com a coluna “Painel”, da Folha de S.Paulo, o grupo quer que a pasta seja rebaixada, tornado-se uma secretaria especial.
O Ministério dos Direitos Humanos foi criado em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Notícias ao Minuto
Sem editora e parca divulgação, circula há quase um mês no Rio de Janeiro o livro “Sócio do Filho: As Verdades Sobre os Negócios Milionários do Filho do Ex-Presidente Lula”.
É um texto-depoimento de Marco Aurélio Vitale, ex-executivo das empresas de Jonas Suassuna, com sua versão sobre os bastidores da sociedade do empresário com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Suassuna foi sócio de Lulinha na Play TV e dono de metade do sítio em Atibaia (SP)atribuído a Lula pelo Ministério Público Federal. No terreno de sua propriedade não houve reformas, o que fez com que não fosse denunciado na ação sobre os investimentos feitos por empreiteiras em favor do petista.
+ ‘Cortar ministério é ilusão, não reduz despesa’, diz especialista
Pelo relato de Vitale, o empresário se aproveitou de Lulinha por volta de 2005 para retomar um sucesso empresarial perdido, enquanto o filho do ex-presidente precisava de uma fachada para receber seus recursos da empresa de telefonia Oi.
“Os malabarismos de retórica do grande mentiroso encantaram os futuros sócios. O empresário quebrado posou de milionário, e convenceu”, escreve o ex-executivo.
Vitale afirma ter ouvido de Kalil Bittar, outro sócio de Lulinha, uma frase atribuída a Lula sobre Suassuna. “O Jonas mente com tanta empolgação que você fica ali prestando atenção e sabendo que é mentira o que ele está falando. Ele é o maior mentiroso que conheço.”
O ex-diretor comercial do Grupo Gol -firma de Suassuna que atua nas áreas editorial e de tecnologia e sem relação com a companhia aérea de mesmo nome- afirma que empresas de seu ex-empregador foram usadas para repassar dinheiro da Oi para o filho do ex-presidente.
Os negócios seriam fruto de tráfico de influência de Lula e seriam de fachada.
A informação foi revelada em entrevista de Vitale à Folha de S.Paulo há um ano, que descreveu quatro acordos suspeitos. O caso está sob análise da Polícia Federal em Curitiba, ainda sem conclusão. Todos os acusados negam a influência do petista na condução dos negócios.
A principal novidade do livro é a descrição da personalidade irascível de Suassuna. O ex-diretor da Gol revela traços místicos do ex-patrão. Relata que o empresário contava com uma mãe de santo para opinar sobre negócios e afastar adversários.
“Certa vez, um repórter pediu uma entrevista e adiantou a pauta. Um Suassuna com o rosto vermelho encerrou a ligação sem dar resposta ao jornalista. Ato contínuo, a mãe de santo já estava ao telefone. […] O repórter, designado para outra pauta ou por qualquer outro motivo, nunca mais apareceu”, descreve.
Vitale relata ainda no livro a tentativa de Suassuna de demonstrar proximidade com o ex-presidente –e a contrariedade de aliados.
Segundo o ex-executivo, o empresário construiu uma suíte destinada a Lula na sua casa de veraneio numa ilha em Angra dos Reis. Apesar de insistentes convites, o ex-presidente passou apenas uma tarde no local.
Suassuna passou a frequentar a intimidade do ex-presidente no sítio de Atibaia. Segundo Vitale, “a proximidade do ex-presidente era um troféu a ser exibido”.
O livro afirma que as empresas de Suassuna bancavam despesas pessoais de Lulinha e Kalil Bittar em troca da entrada de dinheiro da Oi em projetos sem retorno financeiro.
O acordo passa a degringolar quando o dinheiro da empresa de telefonia míngua, mas os gastos do filho do ex-presidente e Bittar permanecem os mesmos.
Vitale diz que negociou com três editoras para publicar o livro. Relata uma “operação” de Suassuna para evitar o fechamento de contratos. O ex-executivo então decidiu imprimir por conta própria 1.000 exemplares. Cerca de 600 já foram distribuídos ou vendidos no boca a boca -quase metade via vaquinha virtual.
Suassuna nega ter sido beneficiado pela Oi em razão de suas relações com o filho de Lula. Quando as revelações de Vitale vieram à tona, no ano passado, a Oi afirmou que as empresas do Grupo Gol “são reconhecidas no mercado e fornecedoras de grandes companhias que operam no país”.
Folhapress
Fácil conhecer o império do lulinha, faz-se uma devassa fiscal. #devassa fiscal no lulinha já!…O que acha esquerdopatas petralhas de plantão, isso ou cale-se para sempre!
Um delator ex-funcionário do departamento de propinas da OAS disse à Polícia Federal que houve pressão para que a empreiteira retomasse o fluxo de repasses ilegais ao PT que havia sido suspenso após a deflagração da Operação Lava Jato, em março de 2014.
Ramilton Lima Machado Junior era um dos responsáveis pela geração e distribuição de recursos de caixa dois da OAS no nordeste e prestou depoimento no âmbito da Operação Sem Fundos, fase da Lava Jato que investiga um esquema de fraudes, superfaturamentos e desvio de verbas durante a construção do conjunto Torre Pituba, sede da Petrobras na Bahia.
O empreendimento foi feito com dinheiro da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, e construído pelas empreiteiras OAS e Odebrecht. O contrato previa que após a conclusão das obras a Petrobras seria a locatária do imóvel por 30 anos.
Ramilton contou aos investigadores que, em 2012, foi informado por outro executivo da companhia que haveria repasse de 1% do valor da obra da Torre Pituba para o Partido dos Trabalhadores. A pessoa que iria tratar desse recebimento pelo lado petista era Marice Lima, cunhada de João Vaccari Neto, então tesoureiro da legenda.
O delator disse aos investigadores que se reuniu com Marice “no final de 2012/início de 2013” e que ficou acertado que “seria feito um pagamento mensal de R$ 200 mil e que se faria um acerto, ao final, de acordo com o fluxo de pagamentos da obra”.
Os pagamentos foram feitos, segundo Ramilton, em dinheiro vivo na residência de Marice e também no escritório onde ela trabalhava, na cidade de São Paulo. O delator também disse que, a pedido de Marice, houve valores pagos ao PT por meio de doações eleitorais. Foi nesse período que a empreiteira teve que interromper os pagamentos.
“Com a deflagração da Lava Jato, em março de 2014, foram suspensos todos os pagamentos de vantagens indevidas, inclusive as relativas ao prédio da Petros”, disse Ramilton. “Nessa época foi procurado por Elmar Varjão (diretor da OAS Norte-Nordeste) dizendo que havia grande pressão para prosseguimento do pagamento de vantagens indevidas relativas a essa obra da Petros.”
Mais tarde, para contornar o impasse, o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro determinou que fosse feito um contrato de R$ 1,6 milhão com uma empresa de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras. O dinheiro pago a empresa de Duque, segundo o delator, seria descontado do acerto feito com o PT relativo ao empreendimento Torre Pituba.
Leo Pinheiro e Renato Duque foram presos em novembro de 2014, na sétima fase da Lava Jato. Ambos chegaram a ser soltos, mas retornaram à cadeia logo depois. Eles hoje estão na mesma ala da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, e tentam acordo de delação premiada.
Ramilton Lima Machado Junior é um dos oito funcionários da controladoria da OAS, setor de caixa dois e propinas da empreiteira, que assinou acordo de colaboração premiada com a Lava Jato.
Para fechar a delação, os oito ex-funcionários empreiteira romperam com a cúpula da empresa, que também tentava fazer colaboração premiada em conjunto, nos moldes da feita pela Odebrecht. Hoje os herdeiros da companhia, Cesar Filho e Antonio Carlos Mata Pires, e o ex-presidente Leo Pinheiro continuam tentando um acordo com o Ministério Público Federal.
Nesta sexta (30), a juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na Operação Lava Jato, mandou soltar Marice, que estava presa em Curitiba. A magistrada, porém, estipulou algumas medidas cautelares como a proibição de deixar o país e de manter contato com os demais investigados (salvo familiares).
A Folha não conseguiu contato com a defesa de Marice Lima e com a assessoria do Partido dos Trabalhadores.
Folhapress
Em entrevista publicada num livro a ser divulgado nesta segunda-feira (3), o papa Francisco diz estar preocupado com a homossexualidade no clero.
“Na nossa sociedade, até parece que a homossexualidade está na moda, e essa mentalidade influencia de certa forma também a Igreja”, afirma o pontífice na entrevista em espanhol.
A homossexualidade no clero “é algo que me preocupa”, afirmou Francisco, revelando que se trata “de um assunto muito sério”. Para o papa, pessoas com “essa tendência profundamente enraizada” não deveriam ser admitidas em seminários ou ordens religiosas.
Na entrevista, o papa Francisco afirma que seria um erro acreditar que gays no mundo sacerdotal “não é assim tão grave” e que a homossexualidade seria apenas uma forma de afeição. “Na vida consagrada e na vida sacerdotal, não há lugar para esse tipo de afeição”, afirma.
As declarações estão do livro de entrevistas do autor Fernando Prado, intitulado “La fuerza de la vocación” (“O poder da vocação”) e que deve ser publicado em várias línguas. A maior parte da obra destaca Francisco discutindo o seu chamado para o serviço religioso.
A Igreja Católica rejeita a prática da homossexualidade. Porém, Francisco falou repetidamente no passado contra a discriminação de gays e lésbicas.
Para a decepção dos fiéis homossexuais, no entanto, Francisco não mudou o caminho da doutrina católica. Também no Sínodo da Juventude, em outubro último, ficou claro não haverá mudanças fundamentais quanto ao tema da homossexualidade.
Deutsche Welle/G1
O presidente Michel Temer fez neste sábado (1º) um balanço das realizações do governo federal na região Nordeste do país. Ao conceder entrevista para o cientista político Antônio Lavareda, Temer mencionou os programas sociais que manteve e ampliou durante sua gestão, recomendou que o presidente eleito Jair Bolsonaro promova a reforma da previdência como uma das primeiras reformas e disse que vai continuar de alguma forma na política, mas sem pleitear cargos.
A entrevista foi veiculada no Programa 20 Minutos, da TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco. Segundo Temer, a principal ação do governo dos dois anos e meio de mandato no Nordeste foi a continuidade dada ao projeto da Transposição do São Francisco.
“No meu governo nós conseguimos concluir o Eixo Leste, que levou água para a Paraíba, e boa parte de Pernambuco. Agora estamos concluindo o Eixo Norte, que vai levar água para o Ceará, outras partes de Pernambuco e chegando ao Rio Grande do Norte, com previsão [de entrega] no final de dezembro. As obras estavam paralisadas, nós botamos, somando todas as verbas da transposição de outros locais, de produção de água, para o Nordeste, nós investimos quase R$ 2 bilhões de reais”, disse.
Quanto ao Bolsa Família, Temer disse que além de zerar a fila das famílias que aguardavam serem incluídas no programa que o reajuste superior à inflação no pagamento do benefício trouxe um incremento de “dinheiro substancioso na economia local”. Ele lembrou do pente-fino que vem sendo feito pelo ministério do Desenvolvimento Social, eliminando fraudes, e da renegociação das dívidas com produtores rurais, viabilizada após envio de medida provisória ao Congresso.
“O que nós fizemos em complemento ao Bolsa Família foi criar um programa chamado Progredir. Você precisa fazer com que as pessoas, filhos dos bolsistas família, tenham emprego. Fizemos contato com os empresários, e hoje são mais de 220 mil contratações de filhos de bolsistas família, na sua grande maioria. E esta é a verdadeira inclusão social”, avaliou.
Com relação ao Programa Minha Casa, Minha Vida, Temer informou que mais da metade das mais de mil residências que foram entregues no último período por dia foram construídas nos nove estados nordestinos. Ele defendeu a manutenção, pelo próximo governo, do Programa Luz para Todos, o presidente disse ter ampliado o prazo para que o Brasil possa acabar com a estatística de 2 milhões de famílias sem luz elétrica. Quanto à concessão de títulos de regularização fundiária, Michel Temer contou que cerca de 12 mil títulos de propriedade, dos mais de um milhão em todo o Brasil, foram distribuídos em Pernambuco no ano passado.
Agência Brasil
Assim como um representante fiel dos petralhas, inclusive foi vice de Dilmanta por duas vezes seguidas, foram 16 anos que socializaram a indignação no país, inclusive a descrença nos políticos porque todos foram flagrados roubando. Os políticos foram processados como criminosos, logo deixaram de ser políticos pra serem verdadeiros criminosos.
O trânsito na marginal da BR-101 para quem precisa trafegar em Neópolis, na região próxima ao Sam’s Club está completamente confuso. Vários são os relatos de carros e ônibus trafegando na contramão por falta de sinalização e orientação após o fechamento do túnel que dá acesso à Avenida das Alagoas, túnel que também é conhecido como túnel de Neópolis ou túnel do Sam’s. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fechou o local para obras complementares da rodovia, mas a falta de orientação preocupa moradores. Desde ontem, vários são os registros de riscos de acidentes.
Isso aí não tem nada haver com o fechamento do túnel, os motoristas fazem isso todos os dias. O túnel é mão única para a Av das alagoas. Essa contra mão aí e enfrente a Caoa, eles fazem isso sempre
Admiro quem expõe sua ignorância com tanto orgulho em um blog desse gabarito.
A PRF não responde pela obra ou por sua sinalização.
Cabe ao executor da obra, por força do CTB em seu art. 95, promover isso.
Que tal se informar antes de se expor de forma tão vergonhosa?
Reverter o atual populismo de direita identificado nos Estados Unidos, em países europeus como Áustria e Suécia e no Brasil será um desafio intelectual que vai exigir humildade, afirmou, na noite deste sábado (1º), Fernando Haddad (PT), candidato à Presidência derrotado nas eleições.
Haddad participou de seu terceiro evento público em Nova York, onde esteve para o lançamento da Internacional Progressista, aliança encabeçada pelo senador democrata Bernie Sanders, com quem se encontrou na sexta (30), em Vermont.
O objetivo declarado do grupo é defender uma visão compartilhada de democracia e conceitos como sustentabilidade e solidariedade.
Neste sábado, na faculdade de direito da Universidade Columbia, Haddad e o ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis falaram sobre os desafios de conter o que chamam de direita populista. Ambos participaram da palestra “Challenging the new right populism” (“Desafiando o novo populismo de direita”). “Temos um desafio intelectual muito grande pela frente”, afirmou.
“Não podemos ser arrogantes de imaginar que temos as respostas prontas para desafios tão complexos. Uma dose de humildade, mas uma humildade que não paralisa, que estimula a buscar alternativas rápidas que possam ser oferecidas a uma população que deseja um mundo novo. Ela só não sabe qual.”
Para o ex-ministro da Educação, o que a aliança progressista tem a oferecer é muito melhor “do que o que está sendo escolhido hoje nos Estados Unidos, no Brasil e no mundo”.
Na conversa com Varoufakis, Haddad afirmou que o desafio de conter a direita populista é global.
“Há uma preocupação das forças democráticas mundiais sobre o que se passa na América do Sul, na Europa Oridental, e agora a gente vê que vai chegando nos EUA e mesmo na Europa Ocidental sinais já marcantes na Áustria, na Suécia e, agora, na Itália, de que há problemas de toda ordem acontecendo”, disse.
Segundo Haddad, há uma preocupação com as eleições europeias do próximo ano.
“Se eles utilizarem os mesmos métodos que utilizaram no ‘brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia], aqui na eleição do [presidente Donald] Trump, da eleição do Bolsonaro, nós podemos ter problemas em países que são a última fronteira democrática que ainda resiste. E ninguém quer um mundo obscurantista”, afirmou.
O ex-ministro das Finanças grego defendeu que a aliança progressista não cometa os erros do passado. “Não vamos ficar encantados conosco. Nós estamos perdendo o jogo e temos muito trabalho a fazer”, afirmou.
Na Europa, ele atribuiu a ascensão do populismo à deflação, que “aumentou o medo do outro, não importa quem seja esse outro.”
“A sociedade se encontra desnorteada e se vira para populistas fascistas que prometem resolver todos os problemas. Isso toma formas diferentes em lugares diferentes.”
Ele falou que uma forma de conter o avanço do populismo é discutindo a redistribuição de renda.
“A esquerda focou em renda, enquanto a direita focou em riqueza, em aproveitar terras e riqueza, como se discutíssemos besteira”, afirmou. “Uma abordagem gradual de reforma sempre vai favorecer os ricos. Nós precisamos discutir redistribuição de riqueza”, afirmou.
Varoufakis foi ministro das Finanças no governo de Alexis Tsipras em 2015. Ele assumiu com a perspectiva de afrouxar as medidas de austeridade que a Grécia enfrentava, ainda em decorrência dos efeitos da crise global de 2008. Ficou no cargo de janeiro a agosto, quando renunciou.
Na conversa com o grego, o petista voltou a falar sobre o fim da dicotomia democracia x ditadura, “porque na verdade não se trata mais disso”. Como fez no evento de quinta (29), Haddad ressaltou que a democracia está sendo solapada por dentro das instituições.
“Do mesmo jeito que os indígenas estão inseguros, que os tratados internacionais sobre meio ambiente estão em risco, que a comunidade LGBT está em risco, hoje você não tem, no Brasil, segurança de liberdade de cátedra”, diz.
“Ou seja, há ações judiciais neste momento sendo movidas contra associações de professores, no caso do Ceará, por terem feito um grupo de combate ao fascismo.”
Folhapress
Publicada no Diário Oficial da União em julho 2013, a medida provisória que criou o Programa Mais Médicos não se ateve apenas à contratação de médicos formados fora do Brasil, na condição de bolsistas, para suprir em caráter emergencial a demanda de profissionais da saúde no país. Ela também definiu ações do governo federal para reduzir essa carência permanentemente, incluindo a expansão das vagas na graduação em medicina e na residência em medicina da família e comunidade, e a reforma do curso de graduação para incluir um estágio obrigatório dos estudantes na saúde pública.
Passados mais de cinco anos da mudança, o G1 publica uma série de três reportagens, entre este domingo e terça (4), que analisam o impacto dessas três medidas na formação de novos médicos no Brasil.
Veja, em resumo, o que o programa Mais Médicos pretendia e o que aconteceu:
Criar 11.447 novas vagas em medicina até 2017: Entre julho de 2013, quando o anúncio foi feito, e o fim de 2017, 10.861 novas vagas foram criadas. Considerando janeiro de 2013 a novembro de 2018, esse número sobe para 13.624, maior do que a meta. Destas, 20% seguem os critérios da Lei do Mais Médicos. As faculdades precisam já ter cursos de medicina em outros municípios com bons indicadores de qualidade, além de capital financeiro para a abertura imediata do curso, desenvolver programas de residência médica com o mesmo número de vagas da graduação e oferecer contrapartidas aos SUS local, como formação de profissionais e reforma de equipamentos de saúde. O Ministério da Educação (MEC) diz que as demais já estavam em processo de abertura antes da lei, que não incide retroativamente. Outras 1.760 vagas de processos em aberto ainda serão autorizadas mas, em abril, o governo federal decretou uma moratória (leia mais abaixo) que impede a criação de novos cursos até 2023.
Ampliar a vagas da residência em medicina de família até 40% do total em 2018: A reestruturação da residência médica incluiu a universalização do acesso dos médicos aos programas de residência, com foco principal na expansão das vagas da residência em medicina de família e comunidade, que forma profissionais da chamada atenção primária, nos postos de saúde e na comunidade. Mas, entre 2013 e 2017, o número de vagas autorizadas foi de 15.960 para 24.807, sendo que a participação da medicina de família nesse total subiu de 6,2% para 13%.
‘Esticar’ a graduação de seis para oito anos, incluindo estágio obrigatório na atenção básica: A ideia foi anunciada publicamente também em julho de 2013, mas acabou sendo reformulada após críticas da classe médica. Em 2014, o Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu, na criação das novas diretrizes da graduação em medicina, estipular um tempo mínimo de atuação na atenção básica dentro da carga horária de estágios já existentes nos cursos. Porém, segundo especialistas ouvidos pelo G1, a implementação dessa mudança no currículo de todas as faculdades ainda está longe de ser realidade.
Expansão de vagas foi maior na rede privada
Das 13.624 novas vagas em medicina autorizadas pelo MEC entre janeiro de 2013 e novembro deste ano, 83,4% delas estão em universidades privadas, e 65,4% estão em campi fora das capitais – a interiorização do ensino de medicina, para que estudantes locais se formem e queiram permanecer em locais fora dos grandes centros, também é um dos focos do Mais Médicos.
A análise do G1 mostra ainda que 50,7% das vagas são de cursos já existentes, ampliando o número original de ofertas deles. Os estados com o maior número de novas vagas são São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Juntos, eles respondem por 47,4% delas.
G1
O presidente eleito Jair Bolsonaro deverá herdar pelo menos 57 projetos da atual gestão do PPI (Programa de Parceria de Investimentos).
São concessões, privatizações e renovações de contrato que já foram estruturadas, analisadas pelo Tribunal de Contas da União e cujos editais já foram redigidos.
Outros 31 estão estruturados, mas sem todas as etapas preparatórias concluídas.
Somados, os projetos podem resultar em investimentos de R$ 133 bilhões, segundo atual governo.
Anunciada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como vencedora de uma licitação para a exploração das placas de publicidade dos jogos da seleção nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, a Propaganda Estática Internacional é uma antiga parceira do ex-presidente da entidade Marco Polo Del Nero.
Com o cartola à frente da FPF (Federação Paulista de Futebol), o grupo do empresário Ronaldo Montenegro foi o responsável pela intermediação da publicidade nas placas ao redor do campo nos jogos do Campeonato Paulista por mais de uma década.
A Propaganda Estática tem contratos com a federação paulista desde 2003, mesmo ano em que Del Nero, até então vice, virou presidente da instituição. A empresa foi a vencedora de todas as licitações da entidade desde então. A FPF sempre foi a principal cliente da companhia, que realiza o mesmo serviço que agora fará nos jogos da seleção brasileira.
Del Nero deixou a entidade estadual em 2015 para assumir a CBF. Ele saiu do cargo na confederação em 2018, banido pela Fifa acusado de suborno e corrupção.
Nos últimos três anos dele como presidente da federação paulista, a Propaganda Estática teve um faturamento de cerca de R$ 74 milhões brutos e mais de R$ 50 milhões líquidos. Na ocasião, a empresa tinha cinco funcionários. O quadro de empregados atual é o mesmo.
Segundo fontes próximas às operações, de 2011 a 2015 a Estática tinha um contrato para pagar R$ 7 milhões por ano à federação para explorar as placas do Paulista. No período, a empresa faturou aproximadamente R$ 100 milhões com a revenda das placas.
Com capital social registrado na Receita Federal de R$ 100 mil, a Propaganda Estática Internacional foi a vencedora na licitação da CBF após fazer uma oferta de US$ 1,25 milhão (R$ 5 milhões) por partida da seleção em casa no torneio classificatório para o Mundial de 2022, no Qatar. Como são nove jogos, a empresa vai desembolsar R$ 45 milhões pelo contrato.
A CBF afirmou à Folha que “a empresa foi escolhida vencedora do processo de concorrência mediante apresentação da melhor oferta financeira e comprovação de capacidade técnica”.
A Propaganda Estática Internacional atualmente está em situação de pendência judicial em seus registros na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), por disputa na Justiça entre os sócios. São quatro no papel, três deles da família Montenegro.
O principal, e dono da empresa por ser majoritário, é Ronaldo Montenegro, detentor de 51% da companhia.
O empresário diz que não possui relação com o ex-presidente da CBF nos dias de hoje.
“Tive uma relação institucional com Marco Polo Del Nero enquanto ele presidia a Federação Paulista, onde minha empresa mantém contrato de publicidade estática até hoje”, diz Montenegro.
Desde 2010, o empresário investe nos EUA. Aplicou na construção de mais de 350 casas na Flórida. Para realizar as transações com facilidades fiscais, ele abre empresas limitadas, coloca as residências em nome das firmas e vende aos interessados. Nos últimos anos, já teve mais de 30 companhias nos EUA.
Atualmente, seis ainda estão em seu nome. Uma delas, a Guijulu LLC, possui como endereço principal a rua Kingspointe Parkway, 7901, suíte 17, em Orlando.
É exatamente o mesmo local em que está registrada a Finview Real Estate LLC, de propriedade de um dos filhos de Del Nero e que possui em seus registros americanos um imóvel em nome do cartola. Tanto a empresa de Montenegro como a de Del Nero Filho foram criadas em 2014.
A dona desse endereço nos EUA é a consultoria contábil e fiscal Larson Accounting e Consulting Services LLC.
Conhecida por trabalhar com brasileiros que abrem negócios em Orlando, a agente Caroline Larson tem mais de 2.000 clientes. O endereço da consultoria é colocado para correspondência nos registros das firmas. As companhias que trabalham com a consultoria e não possuem local fixo, como é os casos da Guijulu e da Finview, acabam registrando a Larson Accounting como endereço principal.
A Folha questionou à Larson quantas firmas existem no lugar, mas a empresa não respondeu. Ela alega que não pode falar sobre seus clientes.
Ronaldo Montenegro, por sua vez, disse que desconhece a empresa de Marco Polo Del Nero Filho nos EUA.
“Não tenho conhecimento dos endereços de empresas de titularidade de quaisquer dirigentes ou executivos da CBF, tampouco de seus entes familiares. Minhas empresas estão em atividade, declaradas
e não há qualquer relação delas com executivos ou dirigentes de futebol”, afirmou.
Del Nero Filho ainda tinha uma segunda empresa, chamada Finview Real Estate II, localizada no mesmo endereço, mas essa companhia está inativa desde 30 de abril de 2018, quatro dias antes de a Guijulu mudar seu endereço principal para esse exato local.
Ronaldo Montenegro afirmou que não tem qualquer relação com Del Nero Filho. “Não há qualquer relação pessoal ou das minhas empresas com o filho do ex-presidente da CBF”, disse o empresário.
Foi por causa das contas abertas no país que vários dirigentes do futebol mundial foram descobertos em esquemas de pagamentos de propina. Entre eles, os brasileiros João Havelange (1916-2016) e José Maria Marin, preso nos EUA.
Procurado pela Folha para falar sobre a empresa, Marco Polo Del Nero Filho não respondeu. O pai também foi questionado e não quis comentar a reportagem.
No Brasil, a Finview tem uma representação. O endereço que consta como sendo de Del Nero Filho é de um imóvel ligado ao seu pai, ex-presidente da CBF, na rua Padre João Manuel, no bairro de Cerqueira César, em São Paulo.
Há um pequeno erro, já que o negócio está no número 923, mas aparece nos registros americanos como 823, que não existe.
Os imóveis no local são divididos entre o ex-presidente da CBF, a esposa e três filhos.
Gosto muito do ESPORTE futebol, mas acreditar que há disputa verdadeira dentro de campo é a mesma coisa, salvo melhor juízo, que acreditar no bom velhinho de barba branca.
O prêmio da Mega-Sena acumulou e poderá pagar R$ 10 milhões na próxima terça-feira (5). Isso porque nenhuma aposta acertou as seis dezenas do Concurso 2.102, sorteadas na noite deste sábado (1º), em Curitiba.
Segundo informações da Caixa Econômica Federal, 77 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 25.027,75, cada. Já a quadra saiu para 4.557 apostas, que vão ganhar R$ 604,13, cada.
A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 3,50.
Os apostadores podem tentar a sorte até as 19h de terça-feira nas casas lotéricas ou pelo sistema online de loterias da Caixa.
O futuro secretário estadual de segurança, o coronel Araújo, quer estabelecer um diá logo com a ala militar da bancada federal do Rio Grande do Norte para ter o apoio do Governo Federal na segurança do Estado. À TRIBUNA DO NORTE, Araújo afirmou que procurou o general do Exército Eliéser Girão, eleito deputado federal pelo PSL, mesmo partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, e com o capitão da Polícia Militar Styvenson Valetim (Rede), para ter acesso ao alto escalão de militares da futura gestão do Governo Federal, responsáveis pela ala da segurança.
Com a expectativa de arrecadar recursos com o Governo Federal, Araújo pretende pôr a polícia na rua com ações ostensivas e aumentar a capacidade de investigação. O futuro secretário faz a ressalva que isso é possível somente se houver a integração das forças de segurança estaduais (Polícias Civis e Militares, Instituto Legal e Corpo de Bombeiros), com o poder Judiciário (Ministério Público e Justiça Estadual) e com as forças federais (Polícia Federal, Rodoviária Federal e Forças Armadas).
Na avaliação de Araújo, o grande desafio da sua gestão vai ser recuperar o efetivo das polícias com a crise fiscal que passa o Estado. Ele afirmou que concursos serão feitos “somente quando forem possíveis” porque, hoje, o Estado gasta acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nas despesas com pessoal e, enquanto não for possível, vai ser preciso “otimizar os recursos humanos” com ações planejadas e integradas.
O coronel assume a Secretaria de Segurança Pública no dia 1º de janeiro com a missão de dar autonomia às forças do Estado e “agir como um facilitador” entre elas. Araújo atuou como Comandante-Geral da Polícia Militar e, atualmente, é chefe de segurança da Assembleia Legislativa. Abaixo, a entrevista completa.
Qual o diálogo estabelecido com o atual governo nesse período de transição para planejar as ações de segurança?
Nós tivemos três reuniões com a equipe de transição. Nessas reuniões tivemos uma visão geral da estrutura da segurança pública e essa parte orçamentária. Já tem garantido, por emendas federais com a bancada federal, R$ 20 milhões para a segurança pública. Também há outros projetos que já estão em andamento, entre convênios e contratos com o Governo Federal, para dar estrutura a segurança pública. Nós temos também conversas com o pessoal da área federal em Brasília, os generais que vão compor o alto escalão do Governo Federal. Eles estão nos garantido que vão ajudar na segurança pública do Estado.
Então, já há um diálogo com eles e uma pré-disposição declarada deles em ajudar o Estado?
Já, inclusive com os parlamentares eleitos no Rio Grande do Norte que têm um acesso direto a eles.
O senhor cita o general Girão, eleito deputado federal pelo PSL?
Sim, o general Girão e o senador capitão Styvenson, que estão ligados ao Governo Federal. Também contamos com os dois senadores, a Zenaide Maia e o Jean Paul-Prates, e deputados federais aliados.
Assegurados esses recursos, quais serão as prioridades?
Colocar polícia na rua. Queremos garantir a maior ostensividade possível com os Policiais Militares. Outra prioridade é a integração das forças: integrar mais a estrutura da Polícia Militar com a da Polícia Civil, trabalhar em conjunto, realizar operações integradas. Além de fazer uma integração maior com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público. Buscaremos o apoio fundamental do Ministério Público para as operações porque é uma instituição que trabalha com investigações. Eles já sinalizaram para a gente que vamos ter uma parceria muito boa com eles para realizar operações. A gente realizando operações, a tendência é reduzir a criminalidade porque vamos prender os infratores.
Um dos grandes problemas citados hoje é a baixa capacidade de investigar. Como é possível aumentar o poder de investigação, levando em consideração os limites do Estado?
Eu acredito que o nosso relacionamento, inclusive garantido por promotores que trabalham na área criminal, vai melhorar a parte de investigação e elucidação de fatos. Isso vai ser um avanço contra o crime organizado. É uma ‘soma de sócios’: as instituições de segurança pública com instituições que fazem investigação e com o próprio Poder Judiciário. O novo presidente do Tribunal já sinalizou também que vai fazer uma parceria institucional, e nos apoiar. Essa soma de sócios com a integração das instituições, e mais o apoio das outras forças, vai fortalecer a estrutura de segurança.
Existe o diálogo com outras forças de segurança?
Eu também estou buscando o diálogo com as Forças Armadas. Eu já estive na 7ª Brigada de Infantaria reunido com o general Sydrião, que é o comandante do Exército no Rio Grande do Norte, e levei os coronéis Alarico e Monteiro, futuros comandantes da PM e dos Bombeiros. O general nos garantiu que o Exército vai nos apoiar com ações de inteligência, em cursos de capacitação, estrutura de forças armadas. Vai haver uma integração muito boa.
No Brasil a gente tem uma situação de tráfico de drogas que ganha força a cada ano. Aqui no Rio Grande do Norte, temos uma situação semelhante. Com a estrutura atual do Estado, é possível combater essas facções?
Certamente. Nós esperamos isso porque não vamos agir só. A Secretaria de Segurança não vai agir só, vai agir com apoio da inteligência dos órgãos externos, como já citei. Nós queremos que haja a investigação, a prisão e, consequentemente, a condenação dos culpados. Vamos colher provas e levá-los à prisão.
Hoje, o senhor avalia que o maior problema desse combate é fazer com que as drogas não cheguem aqui?
Também, mas a gente precisa integrar as forças de segurança estaduais e federais e de mecanismos legais para o delinquente continuar preso. Esse é outro problema hoje. A fiscalização da entrada do tráfico de drogas no porto, no aeroporto e nas divisas vão ser feitas por barreira de contenção e fiscalização em cada ponto. A Polícia Federal sinalizou que quer fazer um convênio para haver uma ação de cooperação nos aeroportos daqui. Nós vamos fazer isso para evitar determinados ilícitos.
Como o senhor vai atuar enquanto secretário de segurança, diante dessa necessidade de integração de forças, incluindo com outras esferas de poder?
A nossa missão na secretaria é ser um agente facilitador. Eu vou ser um coordenador para interagir entre as forças, buscando infraestrutura junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal para dotar as instituições com a qualidade. Nós temos que ter condições. Estamos muito esperançosos com o Governo Federal, do presidente Jair Bolsonaro, para que ele dê estrutura para as policias trabalharem. Para a polícia atuar melhor, é preciso que esse aparelhamento seja dado, com qualificação profissional, treinamento e requalificação.
Um dos grandes problemas da segurança do Estado é o baixo efetivo das forças de segurança, tanto da Militar quanto da Civil. Como repor esse efetivo diante de uma crise financeira que não consegue garantir o salário dos servidores estaduais?
Essa é uma das nossas lutas. Vamos ter que avançar, lutar e conseguir equacionar essas dificuldades financeiras e orçamentárias, que é uma realidade do Rio Grande do Norte, e tentar aumentar através de concurso público, à medida de que for possível realizar concurso, para recompor o efetivo tanto da Polícia Militar, Civil, como do Corpo de Bombeiros. Temos que recompletar diversos cargos dentro dessas infraestruturas. Mas, enquanto as dificuldades financeiras não forem solucionadas, precisamos otimizar os nossos recursos humanos. Queremos fazer com que a Polícia tenha um planejamento diferenciado para ter ações que tragam melhores resultados para a sociedade.
O senhor afirma que é preciso ‘colocar o policial na rua’. Colocar de que forma? Serão rondas, pontos fixos?
A atividade é polícia ostensiva sem rotular se é ronda cidadã, escolar, etc. O que é quer o cidadão quer? Sair e ter a certeza que pode voltar para casa, em paz e com tranquilidade. Para que isso aconteça, é preciso que a pesteja mais presente na rua e que, quando acontecer um delito, que pode acontecer, que a polícia de investigação consiga investigar, prender e entregar ao sistema prisional. Se esse ciclo de polícia, entre a ostensividade, a investigação e a entrega ao sistema prisional, fluir bem, o Estado vai estar mais seguro.
A gente teve um crescimento muito grande de homicídios nos últimos dez anos, atingindo um recorde no ano passado. Como as forças vão trabalhar para reduzir esse número?
Se nós tivermos operações planejadas, ocupação de espaços com policiamento ostensivo e investigações, que é a repressão qualificada, a tendência é controlarmos a criminalidade.
Consequentemente, haverá uma redução de delitos com um controle maior. Quais delitos? O letal intencional, que são os homicídios e o próprio delito contra patrimônio, de arrombamentos, assalto à mão armada. Claro, se houver esse planejamento maior. O objetivo nosso é ter justamente essa efetividade.
Os homicídios tem um perfil bem definido, segundo pesquisadores: são pessoas pobres, jovens. Como identificar esse perfil pode ajudar na redução dos homicídios?
Nós iremos trabalhar em conjunto com o OBVIO, a instituição que faz esse mapeamento. Nós conversamos com esses dirigentes para nos apoiar nessa tabulação de dados. A partir disso, vão nos indicar as manchas criminais. Aí nossas ações estarão diretamente ligadas nessas áreas.
Uma ação que ganha força no interior do Nordeste são ações de quadrilhas com grande poder de fogo contra agências bancárias. Já existiram situações aqui no estado onde a polícia não conseguiu ter reação porque tinha estrutura menor. É possível conseguir reverter esse quadro?
Esse é um dos nossos objetivos: conseguir armamento, munição, fuzil, coletes balísticos, viatura, melhores equipamentos de comunicação. Isso dá capacidade de reagir no confronto. É preciso ser dotado de estrutura e de qualificação para isso. Existe uma estrutura mínima hoje, mas é preciso ampliar e melhorar essas condições de trabalho para que se tenha mais condições de avançar.
Que as Autoridades apoiem o Coronel Araújo! Ele sabe, quer e gosta do que faz! A População do Rio Grande do Norte é que sairá ganhando! Estamos diante de uma grande oportunidade de resgatar a segurança pública em nosso Estado. Polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros, uni-vos, todos, sob o Comando do Coronel Araújo! O POVO saberá reconhecer o valor de cada um de Vocês! Um por Todos e Todos por Um!
Que as autoridades apoiem o Coronel Araújo! O resto ele sabe, quer e gosta de fazer! A População Potiguar é que sairá ganhando! O Rio Grande do Norte está diante de uma grande oportunidade para resgatar a segurança pública do Cidadão. Polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros, uni-vos, todos, sob o Comando do Coronel Araújo! "Um por Todos e Todos por Um!"
A confirmação do não pagamento das folhas salariais de dezembro e do décimo terceiro salário aos cerca de 110 mil servidores do Governo do Estado implicará na não circulação de aproximadamente R$ 1 bilhão ao longo do mês de dezembro na economia do Rio Grande do Norte. De acordo com dados do Sistema Fecomércio/RN, os salários do funcionalismo público potiguar – incluindo Prefeituras, o próprio Estado e os servidores federais aqui lotados – correspondem a cerca de 40% da massa salarial paga no Rio Grande do Norte. Somente o Governo do Estado responde por 28% desse total. Com estoques abastecidos para o ciclo natalino, considerado o melhor para o Comércio, empresários temem queda nas vendas, retração na prestação de serviços e menor abertura de postos de trabalho.
“É um volume muito grande de recursos que deixarão de circular. É impossível não dizermos que haverá, sim, reflexos negativos nas nossas vendas, com possíveis impactos até mesmo na geração de empregos”, destaca o presidente do Sistema Fecomércio/RN, Marcelo Queiroz. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o quão dependente o Rio Grande do Norte é da massa salarial do funcionalismo público. Isso porque, no terceiro trimestre deste ano, havia 233 mil pessoas ocupadas no setor público rendimento médio real habitual de R$ 2.824,00. A massa de rendimento de todos os servidores públicos no terceiro trimestre deste ano no RN, conforme o IBGE, somou R$ 2,101 bilhões.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Natal), Augusto Vaz, reforça o risco para a economia em torno da falta de quitação desses salários. “O não pagamento dos salários do Estado com certeza reflete na nossa economia. Além de ter o prejuízo particular das famílias que sofrem com isso, acaba gerando inadimplência e novos problemas. Especificamente para a economia, esse não pagamento faz falta”, afirma. Augusto Vaz acreditava que o Governo do Estado conseguisse efetuar pelo menos uma parte do pagamento. “Esse dinheiro faz falta principalmente no final do ano. É o período mais aquecido do Comércio, um período muito importante de vendas. De 10 dezembro a 30 de dezembro, a gente tem um volume de vendas muito grande na cidade”, destaca o presidente da CDL Natal.
A expectativa de crescimento das vendas no ciclo natalino deste ano, conforme a CDL Natal, é de 4,5% ante mesmo ciclo de 2017. Com o não pagamento dos salários, a manutenção desse percentual é uma incógnita. “Não dá para medir o impacto”, diz Augusto Vaz. Ele confirma, porém, que para não deixar de consumir nessa época do ano, os empresários acreditam que o uso do cartão de crédito e o parcelamento das compras aumentará nos próximos dias. Isso pode gerar outro problema a partir de janeiro de 2019: o recrudescimento da inadimplência, que já afeta quase um milhão de potiguares.
Conforme exposto pelo presidente do Sistema Fecomércio/RN, a situação atual reforça a necessidade de um ajuste fiscal no Governo do Rio Grande do Norte. “Antes de mais nada é importante ressaltar que nós entendemos todas as dificuldades financeiras pelas quais o Executivo Estadual passa. E é exatamente por isso que temos alertado para a necessidade urgente de se encontrar caminhos para o reequilíbrio fiscal e financeiro das contas públicas. Mas, não podemos deixar de registrar que este não pagamento dos salários seria uma péssima notícia também para o comércio. Nossa economia é muito dependente dos salários dos servidores públicos em geral”, frisa Marcelo Queiroz.
Comércio de Rua
Entre os empresários que atuam com lojas de rua na Cidade Alta, tradicional bairro comercial da capital, o clima é de temor. “O nosso Estado depende muito do Governo, das Prefeituras e dos militares. Num momento que o décimo terceiro e os salários não são pagos, isso é muito forte para o comércio. É uma queda muito forte. O comércio sente isso muito rápido. O Estado praticamente para, empobrece numa hora dessas. O Estado deveria fazer uma força para efetuar esses pagamentos. A população que depende desses recursos também espera”, declara Delcindo Mascena, empresário e presidente da Associação Viva o Centro de Natal (AVICEN).
A chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Tatiana Mendes Cunha, afirmou que não há recursos para pagar o décimo terceiro salário de 2018 no final da manhã da sexta-feira passada, 30. Segundo Tatiana Mendes Cunha, a folha de dezembro também deve ser paga somente em janeiro, pelo histórico recente do Estado em pagar a folha no mês seguinte. Se o quadro for confirmado, o governador Robinson Faria deixará duas folhas não pagas para a governadora eleita Fátima Bezerra no seu primeiro mês de mandato.
Tatiana Mendes Cunha afirmou que o uso de tropas federais nas eleições é pertinente. A secretária-chefe do Gabinete Civil disse que não há recursos para pagar salários.
Isto é que da criar micro municípios com fim eleitoreiros, com menos de dois mil habitantes e não ter renda nem para o salário do prefeito. Tem que acabar com isto. Municipios tem que ter no mínimo 30 mil habitantes, só assim teria renda e uma assistência melhor para o munícipes e assim acabaria com o cabide eleitoral.
Alô governadora. Volte a Sec. de Tributação a ser Secretaria da Fazenda com o controle das receitas e despesas e escolha um auditor do Fisco do RN para secretário. Aí sim as contas do Estado irão melhorar.
Lembrando q a Prefeitura Municipal do Natal está dando sinais de q poderá atrasar salários também.O mês de novembro/2018 não pagou a folha integral e o 13º nem fala.Acabou a campanha politica.
A governadora eleita que durante toda a sua vida pública só soube criticar, agora durante a campanha disse que estava preparada. Vamos ver que mágica ela vai fazer pra botar o Estado em dia. Tô achando que no são João, já vai estar queimada e botando a culpa nos outros, como é de praxe do partido dos trambiqueiros.
Perfeita explicação. Há mais de dois anos que os servidores do Estado que ganham mais de R$ 5.000,00, não podem gastar dinheiro na Páscoa, época junina, dia das crianças, Natal, nem em nenhum evento particular por não receberem seus salários em dia. Não existe comemoração, pois o dinheiro (quando sobra) tem que ficar guardado esperando pelo do próximo mês. A parte do funcionalismo que injetava mais dinheiro no comércio, teve que ficar reprimida e muitas vezes passaram dificuldades; muitos perderam plano de saúde, cartão de crédito, o nome, só não puderam perder a vergonha. São anos de doenças (depressão, infarte…) e humilhações. Falta o sustento, Cosern atrasada, Caern, IPTU, IPVA, aluguel, colégio dos filhos; falta dinheiro para o remédio e até para alimentação. Mas vemos sobras do duodécimo na AL, no TJ, no MPE, sobras essas que são usadas e justificadas pelos detentores das Leis, que em nenhum momento desses dois anos e infinitos meses se propuseram a cobrar os direitos dos servidores, mas não deixaram de entrar com liminares e aplicar multas para que o excecutivo repassasse o bendito duodécimo na data certa. Faltou gestão por parte do governo, mas os SENHORES do Poder Judiciário, não se movimentaram para diminuir o caos que se transformou a realidade do nosso RN. Só sei de uma coisa, os servidores passam necessidades, mas o comércio não vende e daí a arrecadação não aumenta, consequentemente o Estado não tem dinheiro , aumenta o desemprego e só nos resta esperar Jesus.
Maitê Proença, atriz; Moreira Franco, ministro do governo Temer; Ricardo Boechat, jornalista; Roberto Kalil, médico; Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro; Sérgio Bermudes, advogado.
O que essas figuras – de ramos tão diferentes quanto entretenimento, direito, mídia, medicina e política – têm em comum? Todas são ou foram muito próximas de um mesmo personagem, o executivo Paulo Marinho.
Marinho, 66 anos, é um mestre na arte de fazer amigos. É descrito pelas pessoas que o conhecem como simpático, bom de conversa, envolvente. Ele, contudo, se recusou a dar entrevista para esta reportagem.
Avesso a aparições públicas nas últimas décadas, Marinho voltou a ganhar os holofotes depois que sua mansão no Jardim Botânico, bairro nobre do Rio, se transformou no principal quartel-general de Bolsonaro.
Ele se envolveu diretamente na campanha do ex-militar e montou em sua residência um estúdio para a gravação das peças publicitárias. Os jornalistas se acotovelavam no seu portão, porque era um dos poucos lugares onde o candidato que liderava as pesquisas ia regularmente.
Depois da vitória, a casa abrigou ainda a primeira reunião da equipe de transição e André Marinho, filho do executivo, atuou como tradutor no telefonema entre Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Bolsonaro e Marinho são, portanto, próximos, mas não podiam ter backgrounds mais diferentes. Enquanto Bolsonaro vem de uma família de classe média baixa e tem valores conservadores, o executivo frequenta a alta sociedade carioca e, na juventude, gostava de badalação e belas mulheres.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1952, Paulo Marinho começou a trabalhar aos 14 anos como uma espécie de ajudante de ordens de Ronaldo Xavier de Lima, dono da Excelsior Seguros, marido de Marta Rocha, ex-miss Brasil, e um dos maiores playboys da cidade.
Pouco tempo depois, o jovem passou a atuar em corretoras no incipiente mercado financeiro do Rio e a ganhar dinheiro. Tinha 21 anos quando conheceu a estonteante atriz francesa Odile Rubirosa. Aproximou-se do mundo do entretenimento e da mídia e tornou-se amigo de jornalistas renomados como Zózimo do Amaral, Roberto D`Avila e Ricardo Boechat.
Já separado de Odile, ele se enamoraria de Maitê Proença, com quem teve uma filha, Maria. Liberal, não se importou que a atriz pousasse nua para a Playboy. Os dois não chegaram a se casar para que Maitê mantivesse a pensão que recebia do pai, ex-militar.
MOREIRA FRANCO
O envolvimento mais intenso de Marinho com a política começaria na década de 80. Convidado por Boechat, ele ajudou na vitoriosa campanha de Moreira Franco ao governo do Rio em 1986. O jornalista se tornaria secretário de Comunicação estadual, mas Marinho preferiu não ir para o governo.
O executivo começaria ali um padrão que se repetiria por toda a vida. Nunca ocupou um cargo público e sempre preferiu o setor privado, utilizando seus contatos na política para fazer negócios.
Sua amizade com Moreira Franco, por exemplo, o ajudaria em sua nova empreitada ainda no fim da década de 80: o Rock in Rio. O festival havia acontecido pela primeira vez em 1985, mas sofreu ferrenha oposição do então governador Leonel Brizola (PDT).
Com Moreira Franco no poder, o publicitário Roberto Medina, idealizador do evento, recorreu a Marinho para conseguir apoio político. Ainda assim, por pouco, o Rock in Rio quase não saiu. Uma liminar chegou a cancelar o festival, alegando que o estádio do Maracanã não estava preparado para receber tantas pessoas.
Marinho e Medina derrubaram a liminar, mas foram obrigados a reforçar com estacas toda a arquibancada do Maracanã, o que elevou os custos. O evento aconteceu em 1990 e foi um enorme sucesso, mas gerou pesados prejuízos para os dois.
Em meio a esse embate jurídico, Marinho passou a ir com frequência ao escritório do advogado Sérgio Bermudes, contratado para cuidar do Rock in Rio. Foi neste momento que o empresário foi apresentado pela primeira vez ao jovem Gustavo Bebianno, estagiário do escritório.
Marinho e Bermudes ficaram muito amigos. O empresário se casou com sua terceira esposa, Adriana, em uma cerimônia na casa do advogado, celebrada por um juiz amigo dele: Luiz Fux, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também foi Bermudes que apresentou Marinho a um dos seus maiores parceiros de negócios, com quem ele trabalharia por 17 anos, e hoje um dos poucos inimigos desse bon-vivant: o empresário Nelson Tanure.
O baiano Tanure era especialista em comprar empresas quebradas, assumir seus litígios na Justiça e ganhar dinheiro com isso. Ele contratou Marinho para ser diretor de sua nova investida, o estaleiro Velmore.
Sediado em Angra dos Reis, o Velmore foi comprado em concordata, mas, ainda assim, chegou a empregar quase 4 mil pessoas depois de conseguir contratos bilionários com a Petrobras para a construção de plataformas de petróleo.
A fim de vencer as licitações, o estaleiro baixava os preços e ficava na expectativa de obter aditivos que compensassem os custos e gerassem lucros. Deu confusão. A Petrobras passou a cobrar o Velrome por plataformas fora da especificação, enquanto o estaleiro acusava a estatal de mudar o projeto sem elevar os preços.
A disputa foi parar na Justiça e começou a se arrastar. Marinho decidiu sair do estaleiro e acertou com Tanure, como parte de seu pacote de desligamento, um porcentual no contrato com a Petrobras. Logo em seguida, ele foi trabalhar para outra figura bastante polêmica – o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.
Dantas queria que Marinho utilizasse seus contatos para o ajudar entrar no capital da antiga Telemar, operadora de telefonia do Rio. O negócio foi bem-sucedido, mas Marinho e Dantas se desentenderam. Até hoje não se gostam.
Nesse período, a revista Veja revelou um diálogo entre Marinho e Boechat. Na conversa, o repórter de O Globo lia para o amigo e fonte uma matéria que escrevia sobre a briga de Dantas com os demais sócios. O escândalo provocou a demissão do jornalista.
Marinho então voltaria a trabalhar para Tanure, dessa vez no Jornal do Brasil, outra empresa em dificuldades financeiras que havia sido adquirida. Lá reencontraria Bebianno, que atuava como diretor jurídico.
No JB, Marinho foi contratado como vice-presidente de assuntos governamentais. Sua função obrigou-o a se mudar para Brasília, onde viveu de 2003 a 2006, época do primeiro mandato do ex-presidente Lula.
A capital federal ampliou seus horizontes na política, porque até ali ele era bem relacionado apenas com nomes cariocas. Além de Moreira Franco, conversava com frequência com o então prefeito Eduardo Paes e com o governador Sérgio Cabral, hoje preso por corrupção, entre outros.
Em Brasília, costumava dar jantares memoráveis em sua suntuosa casa no Lago Sul e quase sempre era agraciado com a presença dos três “Zés”: José Sarney (MDB), presidente do Senado, José de Alencar (PL), vice-presidente da República, e José Dirceu (PT), ministro da Casa Civil.
Ele havia conhecido Dirceu em um evento do JB para o qual o convidou como palestrante. Os laços entre os dois acabaram se tornando tão estreitos que, quando o petista caiu em desgraça no mensalão, Marinho tratou de ajudá-lo.
Conversou com deputados para tentar impedir a cassação do mandato de Dirceu na Câmara, o que acabaria ocorrendo, e chegou até a contratá-lo como colunista do JB. Dizem pessoas próximas que o real motivo era ajudar Dirceu, que enfrentava uma situação financeira delicada.
Além de cuidar dos interesses do jornal, Marinho também utilizava seus contatos no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para ajudar Tanure na antiga disputa com a Petrobras.
Eventualmente o empresário acabaria vencendo o processo, obtendo quase R$ 200 milhões de indenização, pagos por seguradoras contratadas pela estatal.
Marinho acreditava que tinha direito a uma parte do dinheiro, por causa do acerto feito quando saiu do estaleiro Velmore. Tanure discordava. Os dois romperam e se enfrentam há anos nos tribunais no Brasil e nos Estados Unidos.
Já foram condenados em diferentes instâncias a pagar milhões um para o outro e finalmente estariam perto de um acordo. Interlocutores de ambos dizem que eles querem encerrar a disputa.
Desde esse período, Marinho não tem patrimônio em seu nome, para evitar bloqueio judicial. Doou tudo que possuía para a esposa, com quem é casado com separação de bens. Sua declaração de imposto de renda revela posses de pouco mais de R$ 700 mil, o que é incompatível com seu estilo de vida.
JOÃO DORIA
Marinho então voltou para o Rio e passou a trabalhar como consultor. Os anos se passaram e, com a eleição de 2018 se avizinhando, ele decidiu apoiar o tucano João Doria para a Presidência da República.
Doria acabara de ser eleito prefeito de São Paulo em primeiro turno.
Organizou para o amigo paulistano dois jantares, com cerca de 200 pessoas cada um, a fim de apresentar a ele a elite do empresariado carioca. Um dos eventos ocorreu no refinado Country Club do Rio; outro em sua própria casa.
O nome de Doria, contudo, não decolou dentro do PSDB e Marinho ficou sem candidato até receber um telefonema de Bebianno, que tinha se tornado o faz-tudo de Jair Bolsonaro.
No fim de 2017, Bebianno levou o ex-militar para um jantar na casa de Marinho. Seu filho André também participou da conversa. A empatia teria sido imediata e, a partir daí, o executivo só se refere ao presidente eleito como “o capitão”.
Quando o então candidato sofreu uma facada em Juiz de Fora (MG), foi o executivo que mobilizou o Hospital Sírio Libanês, por intermédio do cardiologista Roberto Kalil, para atendê-lo. O político, porém, acabou se tratando no rival Albert Einstein.
Marinho também foi convidado por Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do presidente eleito, para ser seu suplente no Senado. Caso Flávio se candidate a prefeito do Rio em 2020 —o que ainda depende de uma interpretação da lei eleitoral —, seria o primeiro cargo público da vida de Marinho. Interlocutores que o conhecem dizem que não almeja o Senado. Prefere fazer o que sempre fez: cultivar amigos e pontes entre a iniciativa privada e os políticos.
Interlocutores que o conhecem dizem que ele não almeja ser senador e prefere continuar fazendo o que sempre fez: cultivando amigos e fazendo a ponte entre a iniciativa privada e os políticos.
CONSTRUINDO PONTES
Anos de 1970
Passa a frequentar o mundo do entretenimento; conhece a atriz Maitê Proença, com quem vive mais de dez anos e tem uma filha
Anos de 1980
Participa da eleição de Moreira Franco ao governo
do Rio de Janeiro;
vira parceiro do publicitário Roberto Medina na realização do Rock in Rio
Anos de 1990
Amplia contato com o advogado Sérgio Bermudes
e com o então juiz
Luiz Fux; trabalha com
Nelson Tanure e com
Daniel Dantas, do Banco Opportunity
A partir de 2000
Estreita laços políticos; em Brasília, torna-se amigo de José Dirceu; aproxima-se de João Doria; por intermédio do advogado Gustavo Bebianno, conhece Jair Bolsonaro
Excelente comentário ….que mal ser amigo de pessoas bem sucedidas ,pela matéria tendenciosa ,o blog sugere que o presidente eleito tem que ser amigo do Fernandinho beira-mar???? Deixa essa amizade para que é ladrao condenado Lula
Realmente começou a caça e criação de pseudos fantasmas dentro das relações interpessoais do eleito, agora é interessante observar a origem da fonte da matéria, sempre ela a Folha de São Paulo, se o cidadão já tem há muito tempo um grande círculo de amizade qual é o problema.
Aqui mesmo no RN tem um cidadão que veio de Pernambuco trabalhar de garçom e com o tempo fez um grandes amizades com muitos pessoas influentes e até hoje mantém, pois a vida também é feita de boas relações, agora se portas se abrem é porque o cidadão tem competência para tal.
Vai pegar Paulo Guedes.
Assim como Jesus, é o único filho de DEUS que pode consertar esse país.