A Operação Conexão Venezuela foi deflagrada na manhã de hoje (11) em cidades do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Ela tem o objetivo de apurar a prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. “Conforme as investigações, empresas sediadas na Venezuela (dentre elas, uma estatal) remeteram vultosos valores ao Brasil, a pretexto de aquisição desses equipamentos”.
No período de 2010 a 2014, o dinheiro movimentado pela organização teria ultrapassado R$ 200 milhões, diz a Polícia Federal (PF). De acordo com a investigação, parte considerável desses recursos não foi destinada aos fabricantes e fornecedores, tendo circulado em contas bancárias diversas e enviada para fora do país.
Segundo a PF, as investigações tiveram início com base em procedimento fiscal da Receita Federal, que identificou pessoas jurídicas fazendo operações financeiras atípicas, supostamente no exercício de atividade de intermediação de exportação de máquinas e implementos agrícolas do Brasil para a Venezuela.
Policiais federais estão cumprindo mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Passo Fundo e Erechim. No estado de São Paulo, as ações ocorrem em Americana e na capital paulista. Seis pessoas são alvos de condução coercitiva.
O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) está apoiando o I Simpósio de Psicologia de Trânsito do Rio Grande do Norte que vai ser realizado no período de 21 a 23 deste mês, no auditório da sede administrativa do Detran, situado na Avenida Perimetral Leste, 113, no bairro de Cidade da Esperança, em Natal. O evento promovido pela Insigth Psicologia em parceria com a Vetor Editora tem como tema: “Minha escolha faz a diferença: Contribuições da psicologia do trânsito”.
O Simpósio tem a finalidade de discutir a importância da psicologia do trânsito no Brasil, trazendo experiências relacionadas a responsabilidade do cidadão enquanto agente inserido no tráfego. Outro ponto importante vai ser a promoção de treinamento e capacitação com a atualização sobre o processo de avaliação psicológica realizada pelos psicólogos credenciados ao Detran. Serão discutidos conteúdos que vão desde a realização de entrevistas até a aplicação dos testes e a elaboração de documentos.
O evento contará com um treinamento e três palestras, sendo a primeira para profissionais que trabalham com a temática trânsito e outras duas direcionadas a estudantes e psicólogos. As inscrições custam R$ 60,00 para profissionais e R$ 30,00 para estudantes, e podem ser realizadas na sede da Insigth Psicologia, localizada na avenida Lima e Silva, 1611, edifício Blue Tower, sala 107. Mais informações nos telefones (84) 3345-3345/98897-0304.
O Palácio do Planalto traçou uma estratégia para tentar transformar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que vai investigar operações da JBS em uma arma contra os delatores da Lava Jato. À espera de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente nesta semana uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, a base aliada vai atacar os últimos acordos de colaboração premiada, que atingiram a cúpula do governo e o PMDB.
Reforçada pela prisão, neste domingo, 10, do empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, que controla a JBS, e do executivo Ricardo Saud, a ideia é pôr em xeque as delações fechadas sob Janot, incluindo a do corretor Lúcio Funaro. O depoimento de Funaro deve servir de “gancho” para mais uma acusação contra Temer, investigado pelo Ministério Público Federal por organização criminosa e obstrução da Justiça.
Janot deixa o cargo no dia 17 e será substituído por Raquel Dodge. Embora o Planalto aposte nessa troca para que a Lava Jato tome “outro rumo”, a ordem é desqualificar tudo o que foi feito até agora pelo procurador-geral. O argumento do governo é de que a delação da J&F é “fajuta” e, como uma árvore podre, contamina os “frutos”.
“Se houver nova denúncia contra o presidente e ela for baseada em fatos ligados aos delatores da JBS, obviamente ficará contaminada”, afirmou o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, defensor de Temer. “Além disso, os fatos de uma nova denúncia, se é que ela vem, só podem dizer respeito ao exercício do mandato do presidente”, disse o advogado.
Mariz entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspeição de Janot, sob a justificativa de que ele persegue Temer por motivos políticos. Solicitou, ainda, que qualquer outra acusação contra o presidente seja suspensa até o STF se pronunciar sobre o assunto. O plenário da Corte julgará os dois temas nesta quarta-feira, 13.
A Polícia Federal (PF) encerrou, por volta das 8h desta segunda-feira, 11, as buscas na casa do ex-procurador Marcelo Miller, no Rio de Janeiro. Os agentes haviam chegado ao prédio de Miller, num bairro nobre da zona sul da capital fluminense, por volta das 6h.
Após quase duas horas de buscas, os agentes deixaram o local em dois carros, um da Polícia Federal e outro da Procuradoria Geral da República. Os policiais saíram carregando dois malotes com evidências apreendidas no apartamento de Miller. O ex-procurador, que agora atua como advogado, é suspeito de fazer jogo duplo em favor da J&F, do empresário Joesley Batista, que se entregou à PF neste domingo, 10.
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão temporária, por cinco dias, de Joesley Batista, dono do Grupo J&F, e do diretor da empresa Ricardo Saud Ambos se entregaram neste domingo, 10, à Polícia Federal. Para o ministro, há “indícios suficientes” de que os dois violaram o acordo de colaboração premiada ao omitir a participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de delação. Fachin afirmou ainda que há indícios de que as delações ocorreram de maneira “parcial e seletiva”.
Os benefícios concedidos a Batista e Saud foram suspensos temporariamente por determinação de Fachin. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, se a anulação da imunidade penal for mantida, uma das linhas de defesa analisadas pelos advogados de Joesley e da J&F é interromper a colaboração com a Justiça. Em outras palavras, colocar fim à delação premiada. Se isso ocorrer, todos os processos e procedimentos instaurados com base nas informações prestadas por Joesley e Saud sofrerão prejuízos imediatos e deverão ser comprometidos.
Só para se ter uma ideia dos eventuais prejuízos às investigações, Joesley e Saud, por exemplo, terão de prestar uma série de depoimentos à Justiça em processos já em andamento ou que ainda vão ser instaurados, como vem ocorrendo com o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que teve a delação premiada homologada pelo Supremo e continua a colaborar com as autoridades. Se Joesley deixar de colaborar, isso poderia inviabilizar dezenas de processos contra políticos citados pelos executivos da empresa, entre eles o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foram alvo de gravações feitas pelo empresário.
A reviravolta no caso ocorre após os próprios delatores entregarem a gravação de uma conversa, ocorrida possivelmente no dia 17 de março, antes da assinatura do acordo. No áudio, Joesley e Saud falam da participação do Miller nas tratativas para a delação. O ex-procurador, que atuou na Operação Lava Jato, pediu exoneração da PGR em fevereiro, mas deixou oficialmente a equipe de Janot apenas em abril. Após sair do cargo, ele foi trabalhar no escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, que atuou em parte da negociação para a leniência do Grupo J&F.
Acho que sou mesmo MUITO BURRO: "Joesley disse que SÓ ENTREGA TUDO QUE TEM, SE O ACORDO ANTERIOR FOR MANTIDO". Heim??? Essa AMEAÇA por si já JOGA FORA O ACORDO ANTERIOR, pois ele CONFESSA que tem MUITO MAIS COISAS que não foram delatadas, ou seja , MENTIU, OMITIU, MANIPULOU e FRAUDOU o acordo de forma incontestável, cuja afirmativa ele está dando. Talvez seja EU que esteja ficando louco!!!
Joesley desrespeita a Justiça da PF ao STF, ri do povo brasileiro e faz do jornalismo da globo uma grande piada por ter se apoiado em suas falas.
A Polícia Federal está nas ruas no Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (11) para cumprir mandado de busca e apreensão na casa do ex-procurador Marcelo Miller, na Lagoa, Zona Sul do Rio. Um carro da Polícia Federal e outro do Ministério Público Federal chegaram ao local por volta das 6h.
Neste fim de semana, um pedido de prisão contrao ex-procurador Marcelo Miller foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O nome de Marcelo Miller aparece em áudios das conversas entre o empresário Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS. Ambos se entregaram neste domingo (10) depois que tiveram a prisão temporária decretada.
Em São Paulo, cinco a sete equipes deixaram a sede da Polícia Federal ainda na madrugada para cumprir mandados relacionados à prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud. A procuradora da República Janice Ascari, que trabalha diretamente com o procurador-geral da República Rodrigo Janot, participa da operação.
Em novo trecho de sua delação premiada, o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro acusou o presidente Michel Temer de receber propina de R$ 20 milhões de Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas (Gol), em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro. As informações são do jornal O Globo. Segundo o delator, a propina foi paga em horas de voo na campanha eleitoral de 2014.
Durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, no ano passado, a Câmara aprovou medida provisória que permitia 100% do controle acionário de empresas aéreas brasileiras pelo capital externo. De acordo com o Globo, por se tratar de fato relacionado ao exercício do mandato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá incluir as informações na nova denúncia que pretende apresentar contra Temer.
A versão original da medida provisória aumentava de 20% para 49% da participação do capital externo no controle acionário das companhias aéreas brasileiras. Em junho de 2016, a base governista eliminou todas as restrições ao capital externo, conforme defendiam as principais aéreas do país.
A mudança, porém, encontrou resistência no Senado, onde sofreu alterações. Temer, então, vetou a proposta e enviou novo texto ao Congresso que mantém a abertur de 100% do setor aéreo ao capital externo, mas introduziu condicionantes para atender também as empresas regionais brasileiras. O projeto está parado na Câmara.
Em resposta ao Globo, Temer negou ter recebido recursos da Gol e informou que fez apenas voos particulares na campanha de 2014, “tudo pago pelo Comitê de campanha da ex-presidente Dilma”. “O projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro foi um anseio de todo o setor, debatido amplamente. E não interesse de uma só empresa.” Já Constantino não quis se pronunciar.
Confabulações
O delator afirmou aos procuradores ainda que Temer e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “confabulavam diariamente” pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo relato da revista Veja, na véspera da votação de aceitação do processo na Câmara, o então presidente da Câmara enviou mensagem a Funaro questionando se ainda havia recursos disponíveis para a compra de votos necessários para a abertura do processo na Casa. O doleiro conta que viabilizou o dinheiro.
Em outro trecho da delação, o operador declarou que, ainda em 2015, dias após a Polícia Federal (PF) ter feito apreensões nos endereços dele, o empresário Joesley Batista, da JBS, o chamou para uma conversa em São Paulo. O encontro ocorreu na casa de Joesley. Os dois, na época, selaram “pacto de proteção mútua”, narra Veja. Segundo o delator, Joesley prometeu a ele R$ 100 milhões em troca de seu silêncio. Desde então, contou, o empresário começou a fazer os repasses em parcelas. De acordo com a delação, pelo menos R$ 4,6 milhões foram repassados por meio do irmão de Funaro.
O dinheiro parou de chegar às mãos do doleiro quando Joesley decidiu fazer delação. Em março, o empresário gravou uma conversa com Temer, na qual contou, de forma cifrada, que pagava uma mesada a Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro para que eles ficassem calados sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Diante da informação, Temer declarou: “Tem que manter isso, viu?”.
Tá tudo contaminado, mas ainda tem quem defenda Temer. O irmão de Genuíno foi pego com dinheiro na cueca, Rocha Loures com dinheiro na mala e o Suíno que é mais guloso com grana no apartamento. Enquanto nossa população não se conscientizar que os políticos são todos iguais (com raríssimas exceções), continuaremos nessa situação. Precisamos ir para rua contra esses desmandos e corrupção que domina a classe política.
Essa gol é um lixo de empresa corrupta. Rastejou atrás do lula há 10 anos pra "comprar" de graça a massa falida da Varig e sua malha aérea, e sabe-se lá o que mais conseguiram com essas práticas nefastas de lobby político nesse meio tempo.
Será que a delação de Funaro só será aceita se ele acusar Temer?
Será que esse é o preço que se tem a pagar para poder ter a delação aprovada pela PGR?
Funaro diz que soube, que ouviu, que falaram para ele que A,B e C fazia isso e aquilo para Temer, e ele?
Funaro tem as PROVAS que lançar sobre Temer?
Se Temer cometeu atos ilegais que sejam apresentadas as provas e ele pague por isso.
Se a delação fosse contra qualquer pessoa do PT, Gregório Nascimento, que é do Ceará, teria convicção, mesmo sem provas, que era verdadeira.
Tem problema não. A galera com camisa da CBF que batia panela junto com os meninos do MBL e do Vem pra Rua não se incomodam com isso não. Tá tudo quietinho. Quanta hipocrisia. kkkkkkkkkkkk
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, 67, se diz “surpreso” com o que considera falta de preparo dos procuradores que fizeram a delação da JBS. Para ele, a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud trará “consequências graves” para o caso.
Torquato assumiu o cargo em maio logo após as revelações feitas pelos delatores da empresa, o que levantou suspeitas de que poderia tentar influenciar a Lava Jato. Três meses depois, classifica a afirmação como “ridícula”.
A Polícia Militar prendeu neste domingo, um homem de 25 anos e apreendeu um menor infrator de 17. Ambos são suspeitos de praticar nesse sábado, um arrastão a uma residência, na praia de Graçandú, litoral Norte.
Na fuga, os criminosos deixaram a casa em dois carros. Todo o material do roubo estava dividido nos veículos.
Os dois suspeitos foram detidos no bairro Planalto, na zona Oeste da capital. Na ocasião, eles estavam com um Honda Fit da vítima, uma arma de fogo e parte do bens tomados no assalto.
Fonte: Com informações de Na ficha da Polícia/Agora
A prisão de Joesley Batista não pôs fim à tensa negociação entre a Procuradoria e o empresário. Após admitir aos investigadores que tem, sim, outras gravações ainda inéditas armazenadas no exterior, o dono da JBS avisa agora que só repassará o material à PGR se o acordo da J&F não for rescindido. Argumenta que não houve omissão de provas, já que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, concedeu, no último dia 1º, mais 60 dias para os delatores anexarem dados ao caso.
Joesley trabalhava com a tese de que os delatores não eram obrigados a repassar à PGR gravações e documentos nos quais julgavam não haver indícios de crimes. Os procuradores entendem que cabe a eles dizer se e onde há problemas.
A contratação de Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é em si um ato simbólico. “Eu vou fazer a advocacia do confronto. Não terei contato institucional com a Procuradoria. Se houver rescisão, eles já têm advogado: eu.” O criminalista é um crítico do uso ostensivo de delações na Lava Jato.
As polêmicas que circundam a colaboração da J&F devem ampliar a pressão sobre Fachin no Supremo. Aliados do presidente Michel Temer dizem que, se Rodrigo Janot errou ao acelerar a tramitação do acordo dos Batistas, o ministro do STF incorreu no mesmo pecado ao homologá-lo sem cautela.
Esses aliados apontam que a PF só encontrou os áudios apagados por Joesley porque a defesa de Temer solicitou perícia no grampo que afetou o presidente. O exame não havia sido pedido por Fachin.
É uma vergonha se a justiça e o poder judiciário ceder mais uma vez as ameaças desse bandido. Que país é esse que um transgressor das leis e da ética se acha acima de tudo e de todos. Esse verme deveria apodrecer na cadeia para pagar por tudo de ruim que fez e servir de exemplo para quem acha que a vida criminosa vale a pena.
Joesley Batista já descansava em sua casa, em São Paulo, quando Rodrigo Janot postou-se frente às câmeras, em Brasília, para anunciar que poderia cancelar a delação do empresário. Durante os quase 20 minutos em que o procurador-geral da República falou na noite da última segunda-feira, dia 4, o mundo político parou. Na rua França, no bairro paulistano do Jardim Europa, a tevê de Joesley permaneceu desligada. O empresário preferiu não ver o pronunciamento. O insistente tilintar do aparelho celular, no entanto, foi mais difícil de ignorar. Aos mais chegados, Joesley respondeu não entender o que se passava. O delator mais famoso do País repetia não saber por que Janot estava tão irritado.
A aparente serenidade contrastava com a percepção geral de que Janot impunha profundo revés ao empresário. Joesley, que comprara briga com o presidente da República e com boa parte da classe política, perdia naquele momento seu mais importante aliado. Por meses, o procurador-geral defendera os termos do acordo, que previa imunidade total ao bilionário. Com sua fala, Janot escancarava a possibilidade de que ele fosse parar na cadeia. Joesley, que até então parecia conseguir se antecipar aos fatos e controlar seu destino na investigação criminal, não percebeu.
Cinco dias antes, o empresário entregara ao Ministério Público Federal nova leva de áudios, incluindo a gravação que enfureceu Janot. Havia sido o próprio Joesley, com ajuda de um advogado interno da J&F, o encarregado de analisar e preparar o anexo que incluía o áudio comprometedor – seu principal advogado na delação, o criminalista Pierpaolo Bottini, estava impedido de auxiliá-lo por defender citados na gravação.
Com o conteúdo enviado à PGR, Joesley voltou-se a problemas de ordem empresarial. Preocupava a tentativa do BNDES de sacar seu irmão Wesley da presidência da JBS, companhia criada por seu pai e principal fonte de riqueza do grupo. O conglomerado lutava ainda para fechar a venda da Eldorado Celulose, que garantiria à J&F dinheiro para quitar suas dívidas. As boas notícias vieram. Com ajuda da Justiça, a disputa com o banco estatal foi adiada. A Eldorado foi passada à frente, num acordo que previa o pagamento de espantosos R$ 15 bilhões. Tudo parecia caminhar bem no mundo de Joesley. No domingo, o clima era de comemoração na casa do bilionário.
Lentidão. Joesley não admitia que o movimento de Janot representasse o fim da boa fase. Insistia com seus auxiliares que a situação era contornável. Na manhã seguinte à fala de Janot, na terça-feira, 5, fez questão de manter a rotina. Aprumou-se e seguiu para Brasília em seu jatinho para um depoimento previamente agendado. Foi quando o áudio começou a vazar. Na conversa com o lobista e também delator, Ricardo Saud, um embriagado Joesley falava de planos para manipular procuradores, enredar o STF na delação, conquistar mulheres. Abundavam palavras chulas e impropérios. Num só lance, Joesley se indispunha com a PGR, com o Supremo, com sua mulher e até com sua defesa – citada de forma grosseira por Joesley no áudio, uma de suas advogadas deixou o caso.
Seus assessores ficaram atordoados. Reclamavam de não terem sido avisados do áudio. Diziam não entender como o bilionário, até então tão astuto, cometera erro de avaliação tão crasso. Com estilo centralizador, Joesley escolhera os passos que pavimentaram sua exitosa delação. Era também ele o responsável por levá-lo à crise que ameaçava sua liberdade.
Somente na quarta, dois dias após Janot avisar que poderia revogar os benefícios de sua delação, Joesley chamou assessores para analisar o que fazer. Rumou para o escritório de Bottini, na região da Avenida Paulista, de onde só saiu após a noite cair. Reunido com Saud e o advogado Francisco de Assis (também delator), e em meio a um vaivém de advogados, ouviu a gravação. Afirmou aos auxiliares não ter mudado de opinião. Para ele, não havia crime e, por isso, não havia o que temer, segundo pessoas próximas. Joesley fiava-se em sua capacidade de se safar de problemas. Avaliava que seu depoimento, marcado para o dia seguinte em Brasília, esclareceria os fatos, preservando sua delação premiada.
Baque. Tal tranquilidade não era partilhada por Saud e Assis, que já demonstravam forte apreensão. Familiares também indicavam nervosismo com a situação. Um executivo que esteve com Wesley Batista na semana passada diz que o empresário não escondia o abatimento com a ameaça de prisão do irmão. Já Joesley seguiu em estado de aparente negação até o pedido de prisão se concretizar. Já de volta a São Paulo, na sexta, argumentava que não havia motivo jurídico que o levasse à cadeia. Reclamava de cansaço e disse que emendaria o feriado.
No sábado, com o pedido de prisão consumado, restou a Joesley pensar em como seguir para a cadeia. Cogitou pegar seu jatinho e se entregar em Brasília. Foi desaconselhado por advogados, temerosos de que o movimento até o aeroporto fosse visto como tentativa de fuga. No domingo de manhã, ainda tentou tranquilizar o pai e a mãe. Partiu da casa dos dois rumo à carceragem da PF em SP.
A Polícia Federal prendeu em flagrante na madrugada deste domingo (10/9), no aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Natal, Isamara Alves, manicure, cearense, 24 anos, acusada de tráfico de drogas. Ela desembarcou de um voo procedente de Lisboa, Portugal e trazia escondido na bagagem cerca de 45 mil comprimidos de ecstasy.
A ação ocorreu durante uma fiscalização de rotina realizada pelos policiais da Delegacia de Polícia de Imigração em conjunto com fiscais da Receita Federal, ocasião em que duas malas de aspecto suspeito foram identificadas após submetidas a exames de raios X.
A passageira, informalmente entrevistada, se mostrou apreensiva, o que levou a que uma busca mais detalhada fosse feita nos seus pertences. Após a retirada de todos os itens, ainda assim percebeu-se um peso incomum na bagagem, pois a droga estava oculta nos fundos falsos existentes em ambas as malas e distribuídas em 6 tabletes de comprimidos prensados.
Depois do achado, a mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida para autuação na sede da PF, onde horas mais tarde negou-se a responder as perguntas que lhe foram formuladas, invocando o direito constitucional de permanecer calada e só falar em Juízo.
Indiciada em tráfico internacional de drogas, a acusada permanece sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Natal, à disposição da Justiça.
Esta foi a 3ª maior apreensão de droga sintética já realizada pela PF naquele aeroporto desde que o equipamento foi inaugurado em 2014.
Joesley Batista e Ricardo Saud estão presos, mas alguns fatos permanecem sem explicação
Edson Fachin poupou Marcelo Miller, mas o pedido de prisão dos empresários tem base forte na suspeita de colaboração ilícita do então procurador com os delatores. Como Miller pode não ter sido preso?
O ministro emitiu os mandados de prisão temporária de Joesley e Saud desacompanhados de mandados de busca e apreensão, que permitiriam à Polícia Federal entrar na casa dos delatores. Por quê?
O Antagonista apurou que Fachin encaminhou à PGR os mandados de prisão na sexta-feira à noite, mas a PF só os recebeu às 16h de sábado. Um dos mandados chegou com endereço errado e precisou ser retificado. Demora e falha estranhas.
O encontro furtivo de Rodrigo Janot com o advogado de Joesley, Pierpaolo Bottini, revelado por O Antagonista, ocorreu no final da manhã de sábado, antes que a PF fosse comunicada oficialmente dos mandados de prisão. Embora Janot e Bottini digam que se encontraram por acaso, O Antagonista sabe que os dois combinaram o encontro e trataram, sim, das prisões de Joesley e Saud.
O “boteco” do encontro, aliás, é um depósito de bebidas do Lago Sul, em Brasília, distante do roteiro de lazer da capital. Janot frequenta o local, mas o advogado paulista obviamente não. Por que não tiveram um encontro formal?
Segundo fontes da PF, informações preliminares indicavam a prisão de Miller e as ações de busca e apreensão em todas as prisōes. A PF chegou a preparar um avião e deflagraria a operação na segunda-feira. Mudança de última hora?
Joesley e Saud têm muito o que explicar. Mas Fachin e Janot também têm.
Agora os friboi podem ficar preso por cúmplice pois ele disse que tem gravações guardado e só entrega se for liberado
Como eu gostaria de ter o poder esse iriaentregar tudo e pedir desculpa e ficaria preso ainda
O furacão Irma foi rebaixado à categoria 1 ao passar pela Baía de Tampa, na costa noroeste do Estado norte-americano da Flórida, na madrugada desta segunda-feira, 11. Os ventos mais fortes foram de 135 quilômetros por hora, registrados às 2 horas da manhã no horário local (3 horas no horário de Brasília), conforme o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês).
O olho do furacão foi localizado a cerca de 40 quilômetros ao noroeste de Tampa, onde moram 3 milhões de pessoas. Depois das três mortes em acidentes de trânsito no domingo, não há registros de novas vítimas fatais do Irma na Flórida. O Estado avalia os danos provocados pelas tempestades, à medida em que as equipes de resgate conseguem percorrer as regiões afetadas.
Apesar dos ventos de menor força, os meteorologistas alertam para o risco permanente de inundações “com risco à vida” na região de baixa altitude, próxima ao Golfo do México. O fenômeno vai perdendo força ao se movimentar em direção ao norte, a cerca de 24 km/h, segundo as atualizações mais recentes. Espera-se que o Irma seja reclassificado como tempestade tropical até o final do dia, enquanto avança em direção ao Estado da Georgia.
A força do furacão Irma é tamanha, que fez desaparecer o mar nas Bahamas e na costa da Flórida, onde chegou na manhã deste domingo.
Usuários de redes sociais postaram fotos e vídeos do estranho fenômeno, em que as praias aparecem como um deserto.
“Minha família está nas Bahamas e disse que o Irma sugou toda a água. Literalmente, não há água. A praia e o oceano foram embora”, escreveu no Twitter o usuário @Piznack. Pouco depois, ele publicou um vídeo em que pergunta: “Onde está o oceano?”
Angela Fritz, subeditora de meteorologia do jornal “The Washington Post”, disse que o fenômeno é real.
“Há coisas que um meteorologista aprende em livros, mas talvez nunca veja pessoalmente. Você sabe que elas acontecem em teoria, mas a chance de se deparar com o fenômeno mais extraordinário é de pequena a nenhuma. Essa é uma dessas coisas — um furacão forte o suficiente para mudar a forma de um oceano”, escreveu Fritz neste domingo.
Ela explica o fenômeno assim: o furacão é muito forte e tem uma pressão muito baixa, então ele suga a água dos arredores para o núcleo da tempestade.
A ausência do mar, no entanto, é temporária. A praia fotografada como um deserto nas Bahamas já voltou a ter água.
Segundo o jornal “Huffpost”, o Serviço Nacional de Meteorologia americano confirmou que o mesmo fenômeno ocorreu em Naples, na Flórida, onde o Irma chegou neste domingo como um furacão de categoria 4, tendo sido reclassificado no início da tarde para um de categoria 3.
A Coreia do Norte advertiu nesta segunda-feira (11, horário local) aos Estados Unidos que lhe infligirá “o maior dos sofrimentos” se Washington prosseguir exortando a ONU a endurecer suas sanções contra Pyongyang após seu sexto teste nuclear.
Em comunicado reproduzido pela agência oficial KCNA, o ministério norte-coreano das Relações Exteriores adverte que se Washington “aplicar esta resolução ilegal sobre um endurecimento das sanções, a Coreia do Norte garantirá que os Estados Unidos paguem o preço”.
“As medidas que adotarão vão causar aos Estados Unidos o maior dos sofrimentos e dores de toda a sua história”.
“O mundo será testemunha de como a Coreia do Norte dobra os gângsteres americanos lançando uma série de ações mais duras do que se possa imaginar”.
Os Estados Unidos pediram formalmente na sexta-feira que o Conselho de Segurança da ONU vote na próxima segunda novas sanções contra a Coreia do Norte.
O projeto de resolução americano prevê um embargo sobre o petróleo, impedir a importação têxtil norte-coreana, congelar bens do líder Kim Jong-Un, expulsar cidadãos norte-coreanos que vivem no exterior e inspecionar navios suspeitos em alto mar.
O último teste nuclear norte-coreano ocorreu em 3 de setembro, após Pyongyang lançar 14 mísseis balísticos no decorrer de 2017, dois deles intercontinentais.
Não vai haver guerra podem ficar tranquilo
Se os EUA quiser ele acaba com a coréia do Norte em um segundo isso é que ele não quer fazer por que o povo coreano não sabe o que está acontecendo esse maluco diz que está em guerra com o mundo e ele está ganhando os EUA têm aviões tão poderosos de armas que se eles quiserem acaba com esse garoto rebelde e toda sua cúpula acaba na hora
é mesmo? a coreia do norte é totalmente fechada e ninguém sabe ao certo o poderio bélico dessa nação. só sei q recentemente divulgaram que eles fizeram uma bomba de hidrogênio bem mais poderosa que a bomba atômica usada pelos EUA no japão.
A bomba atômica utilizada pelos EUA contra o Japão não é parâmetro e há tempos está ultrapassada. Nessa escola da Coreia do Norte os EUA são professores. Realmente a Coreia não daria um chá.
os EUA penaram pra ganhar dos talebãs e você acha que eles vão esmagar a Coreia? rsrs OK
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