Policiais militares do Distrito Federal encontraram, neste sábado (22), um galpão na Cidade do Automóvel supostamente usado para armazenar e distribuir carga roubada. No local, a PM se deparou com “montanhas” de produtos contrabandeados, com etiquetas e documentos do Paraguai, além de material legítimo interceptado em rodovias.
Imagens feitas pela corporação e pela TV Globo no local mostram caixas com roupas, cigarros, ferramentas e material de limpeza. Segundo a PM, o montante total de produtos apreendidos é avaliado em R$ 5 milhões. Até a manhã deste domingo, a Polícia Civil do DF ainda procurava os suspeitos, que eram considerados foragidos.
A operação foi feita em parceria com as polícias Civil e Militar de Goiás. Quando chegaram ao local, os policiais encontraram um caminhão ligado, conectado a um aparelho que “corta” o sinal do GPS. Segundo a corporação, esse método engana as transportadoras, dando a impressão de que os veículos estão rodando normalmente.
A investigação aponta que o galpão era usado como uma “central de distribuição” dos produtos roubados. No local, as caixas eram fracionadas e entregues a outros operadores do esquema, que tratavam de revender a carga no atacado e no varejo. Luzes foram instaladas no espaço, para permitir que os trabalhadores também atuassem à noite, segundo os policiais.
Carga roubada
Um dos motoristas supostamente assaltados pelo grupo compareceu ao galpão na Cidade do Automóvel, e afirmou aos policiais que foi abordado na noite de sexta (21) em uma rodovia próxima a Uruaçu (GO), a cerca de 270 km de Brasília.
O motorista chegava a um posto de gasolina para descansar, por volta das 21h, quando foi rendido por três homens e teve os olhos vendados. Segundo o testemunho, o grupo ainda rodou com a vítima durante a madrugada, e só libertou o “refém” na manhã de sábado, já na divisa entre GO e DF.
Esse caminhão levava material de limpeza, e tinha documentação regular da carga. Até este domingo, a Polícia Civil ainda trabalhava para identificar a origem dos outros produtos encontrados no mesmo depósito.
A polícia de Santo Antonio, no Texas (Estados Unidos), prendeu um motorista de um caminhão por tráfico de pessoas. Dentro do caminhão de cargas a polícia encontrou oito pessoas mortas e outras 20 em estado grave. Todos estavam no baú do caminhão que não tinha ar-condicionado nem água. O calor excessivo deve ser a causa da morte. As informações são da Agência EFE.
A polícia local foi acionada, após o motorista do caminhão pedir água a funcionários de um armazém próximo ao local em que o veículo estava estacionado. Em entrevista coletiva neste domingo (23) o chefe da polícia de Santo Antonio, William McManus, afirmou que as vítimas do suposta tráfico de pessoas tinham entre 20 e 30 anos.
Dos que estavam presos no baú do caminhão, oito foram encontrados sem vida, e outros 20 em estado grave. Os feridos foram levados de helicóptero pelas equipes de resgates de San Antonio. O McManus afirmou que a situação dessas pessoas era degradante, já que estavam dentro de um local fechado, sem ventilação nem tampouco ar condicionado, fato esse que pode ter colaborado para a morte de oito pessoas.
O chefe do corpo de bombeiros, Charles Hood, afirmou que ao começar o resgate, ao tocar nos feridos, percebeu que a temperatura corporal deles estava elevada, o que indica que o calor pode ter colaborado para o estado de saúde crítico de muitos.
A polícia de San Antonio afirmou ainda que considera o caso um crime de tráfico de pessoas e que o Departamento de segurança Nacional dos Estados Unidos está envolvido com a investigação e para prender os demais culpados pelo crime.
A proibição de carros movidos a diesel em cidades europeias pode comprometer a capacidade das montadoras de investir em veículos de emissão zero, disse a comissária para a indústria na União Europeia (UE), Elzbieta Bienkowska.
Em carta vista pela Reuters, Elzbieta Bienkowska alertou os ministros de Transportes do bloco europeu que um colapso do mercado de carros a diesel não traria benefícios. Segundo ela, o foco no curto prazo deveria ser forçar as montadoras a tornar as perigosas emissões de óxido de nitrogênio em linha com as regras da UE.
“Embora eu esteja convencida de que devemos rapidamente migrar para veículos de emissão zero na Europa, os formuladores de políticas e a indústria não podem se interessar no rápido coláso do mercado de diesel na Europa como resultado de proibições locais”, disse Bienkowska.
“Isso só privaria a indústria dos recursos necessários para investir em veículos de emissão zero”, afirmou ela na carta, data de 17 de julho.
Três grandes montadoras alemãs investiram pesadamente na tecnologia a diesel, que oferece queima de combustível mais eficiente e emissões menores de dióxido de carbono que os carros movidos a gasolina.
Mas desde que a Volkswagen admitiu em 2015 trapacear em testes de emissões nos Estados Unidos, temores sobre a poluição causada por automóveis colocaram toda a indústria em evidência. Uma preocupação particular são as emissões de óxido de nitrogênio por carros a diesel, que é culpada por causar doenças respiratórias.
Impopular, suspeito de corrupção e à frente de controversas reformas, Michel Temer tem sido poupado de grandes manifestações. O que está por trás da atual passividade dos brasileiros?Um presidente extremamente impopular que tenta aprovar reformas rejeitadas pela maioria da população; escândalos de corrupção envolvendo diretamente o próprio ocupante do Planalto; economia que dá sinais apenas tímidos de recuperação; apoio parlamentar sendo largamente negociado com verbas e loteamento de cargos; pesquisas que apontam que a maioria da população deseja eleições diretas.
Diante de cenários com bem menos elementos, os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff tiveram que enfrentar multidões que foram às ruas do Brasil para pedir suas cabeças.
Por que então Michel Temer, que foi gravado em uma conversa comprometedora com um empresário e amarga popularidade de apenas 7% (segundo último levantamento do Datafolha) não está sofrendo com grandes protestos tal como ocorreu com seus antecessores?
Temer enfrentou em seu governo algumas manifestações convocadas por centrais sindicais contra as reformas ou concentrações de apoio à Lava Jato. Mas todas as iniciativas tiveram adesão que ficou longe dos números registrados ao longo de 2015 e início de 2016. Uma greve geral organizada no final de junho acabou sendo um evento esvaziado, mesmo após a apresentação da denúncia criminal contra o presidente. Mais de 2.500 policiais foram convocados para acompanhar manifestantes em Brasília, mas pouca gente apareceu.
O mesmo se repetiu nos dias do julgamento da Chapa Dilma-Temer pela Justiça Eleitoral, no julgamento pelo Supremo sobre a permanência de Edson Fachin como relator da delação da JBS e após a divulgação do fim da força-tarefa da Polícia Federal em Curitiba que se encarregava dos casos da Lava Jato.
Fadiga?
O silêncio das ruas tem chamado a atenção da imprensa internacional. O jornal Süddeutsche Zeitung, da Alemanha, chegou a publicar em junho que é “surpreendente que não haja milhões nas ruas para exigir a saída de Temer.” Sensação de “fadiga” e “apatia” foram algumas das palavras usadas por jornais estrangeiros para explicar a passividade das ruas diante dos escândalos e da insatisfação com o governo.
À DW Brasil, o brasilianista Peter Hakim, presidente emérito do Inter-American Dialogue, com sede em Washington, opina que “fadiga” não é a definição mais precisa para explicar o que está acontecendo. “Não é que as pessoas não queiram protestar, mas elas estão sendo desencorajadas pela conjuntura”, afirma.
Segundo Hakim , muitos que protestaram contra Dilma desejam a saída de Temer, mas agora hesitam em sair porque isso pode beneficiar o PT e Lula – aqueles que foram originalmente alvo de protestos.
“A polarização da sociedade continua a desempenhar um papel que impede as pessoas de se unirem. Já o PT e parte da esquerda que convoca protestos transformam regularmente seus atos em um ‘volta, Lula’, e não em um ‘Fora, Temer’ ou algo que aponte para uma solução política eficaz que seja capaz atrair mais pessoas”, completa o brasilianista.
Ainda de acordo com Hakim, isso cria um efeito em que “muitas pessoas acabam ficando com a sensação de que a ação política não está resolvendo a situação”. “Não há liderança, não há ninguém que seja capaz de apresentar uma direção ou novas ideias. As pesquisas mostram que a maioria das pessoas quer eleições diretas, mas fica claro elas também não sabem o que vai acontecer na sequência. Nesse meio tempo, ninguém quer fazer algo que acabe beneficiando o outro lado.”
Agenda oculta
Entre os principais movimentos que pediram a saída de Dilma em 2015 e 2016, a mensagem adotada nas convocações dos protestos esvaziados deste ano tem, por enquanto, passado longe de um “Fora, Temer”, sendo substituída pela defesa da Lava Jato e repúdio às medidas de anistia para políticos envolvidos com corrupção.
Já o lado que defendeu Dilma tem mostrado oficialmente repúdio às reformas de Temer e pedido eleições diretas para presidente. Mas os eventos muitas vezes se transformam em palco para comícios do ex-presidente Lula, que não esconde o desejo de voltar ao poder.
Segundo o professor de gestão de políticas públicas Pablo Ortellado, da USP, a explicação para a falta de protestos mais incisivos pode ser explicada também pelo comprometimento e agenda de interesses das lideranças que têm a influência para fazer grandes mobilizações.
“Não acho que seja fadiga, não há uma pesquisa que não demonstre insatisfação. O que parece claro é que as lideranças que tem conquistaram legitimidade para mobilizar manifestações, seja na esquerda ou na direita, não estão se empenhando na organização de novos protestos”, diz.
Segundo Ortellado, essas lideranças de ambos os lados “estão altamente comprometidas com o sistema político, que naturalmente não está interessada em manifestações”.
“É preciso muito esforço para mobilizar, são os poucos os grupos que conseguem fazer isso. Mas justamente esses atores têm feito pouco ou nenhum esforço. As lideranças dos grupos que pediram a saída de Dilma deixaram claro que defendem as reformas econômicas de Temer, então não querem que o presidente saia.”
“Já na esquerda petista e nos sindicatos ligados ao partido, a falta de empenho ficou nítida na última e esvaziada greve geral”, continua o especialista. “Esses grupos adotam um discurso oficial de ‘Fora, Temer’, mas é possível especular que a manutenção do presidente interessa aos políticos aos quais eles são ligados. Quanto mais impopular Temer fica, mais Lula conquista a preferência do eleitorado. Então é interessante que eles deixem Temer sangrando até 2018. O presidente atual também está empenhando em fazer reformas similares àquelas que a própria Dilma propôs no final do seu governo. Dessa forma, também é conveniente deixar outro presidente enfrentar o desgaste de aprová-las.”
Histórico
Em maio, logo depois da divulgação da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, que acabou rendendo ao presidente uma denúncia por corrupção, os movimentos de direita Vem Pra Rua (VPR) e Movimento Brasil Livre (MBL) chegaram a convocar um ato em São Paulo contra o presidente. Mas esses movimentos que tanto se esforçaram para encher as ruas contra Dilma logo voltaram atrás e cancelaram a manifestação.
A justificativa foi que a PM não poderia garantir a segurança – a decisão contrastou com o ato que foi convocado em cima da hora em março de 2016 logo após a divulgação de um grampo de um diálogo entre o ex-presidente Lula e Dilma. Dias depois da divulgação do escândalo envolvendo Temer, o MBL recuou da sua posição de pedir a renúncia do presidente.
Oficialmente, até agora o VPR é o único que abraçou publicamente o “Fora, Temer”. O grupo chegou a anunciar um site com um mapa da intenção de voto de cada deputado em relação à denúncia criminal contra Temer. Por outro lado, uma convocação para protestos, com o slogan genérico de “contra a impunidade”, só foi marcada para o distante 27 de agosto, quando se espera que a denúncia já tenha sido votada pela Câmara.
Na quinta-feira (20/07), centrais sindicais e o PT convocaram uma série de protestos pelo país. Apesar de as demandas incluírem um “Fora, Temer”, a pauta principal foi mesmo a exaltação do ex-presidente Lula, recentemente condenado pelo juiz Sérgio Moro.
Os movimentos que apoiaram o impeachment da Dilma prestaram um enorme serviço ao nosso Brasil. NADA será ser pior que o PT no poder: corrupção sem limites, incompetência que destruiu o nosso país e ataques constantes à nossa democracia foram as marcas dos governos petistas. Quanto ao Temer e sua turma do PMDB, QUE FORAM ELEITOS JUNTO COM O PT, com toda a ruindade, está tentando consertar o estrago petista. Para tirá-lo do poder, é só aguardar 2018. Está perto.
As convocações feitas pelos sindicatos tem a mesma força de um filhote de gato contra um elefante, ou seja, nenhuma, o que nos deixa bem indignados é querer saber onde estão aqueles tais MBL e os parecidos que foram tão eficientes pro impeachment de Dilma e agora abandonaram o "barco", um bando de comédias é o que eles são…
Os motivos: 1) o povo foi traído pelo MBL, pq?, Pq foi as ruas como se não houvesse partido políticos envolvidos o MBL traiu o povo tornando-se um partido "político"
2) Povo não acredita mais em movimentos sem interesse político partidário depois do MBL
3) Os movimentos feitos pelos sindicatos mais parece os comícios das antigas
4) Os movimentos organizados pelos sindicatos e centrais o povo não pode criticar os políticos do PT
5) Os movimentos os organizados pelos sindicatos e centrais q eram qm poderiam da o tom dessas movimentações o povo não pode criar palavras de ordem em apoio ao juiz Sérgio Moro sem ser hostilizado .
Não há saída para o Brasil, nem para qualquer país democrata, fora da política. Esses movimentos fatalmente seriam (como estão sendo) chamados para participar da política partidária e penso que isso seja bastante positivo. Pessoas jovens, com boas idéias e desejo de contribuir para a melhora do país é algo a ser comemorado. E se forem contra a ideologia de esquerda, que já se mostrou equivocada em todo local onde foi implantada (estamos vendo o que ocorre na Venezuela, com o apoio declarado do PT), melhor ainda.
Será porque a multidão percebeu que não existe a quem recorrer?
O STF está cego, surdo e mudo.
O Ministério Público é um mistério silencioso.
A Polícia produz relatórios acusando apenas uns e ignorando "outros" de maneira flagrante.
E a Imprensa, manipuladora e passional, se esmera em selecionar o que deve mostrar e quem quer punir ou salvar.
E a VERDADE?
Quem quer saber a VERDADE?
Todos sabemos, mas não existe a quem recorrer ou reclamar.
Se fosse o PT…
Simples assim!
Disse tudo e bem disse com propriedade. Essa é a leitura que podemos fazer com precisão do quadro vigente. Vivemos num estado de Exceção onde o Estado de Direito foi revogado por um golpe civil de Estado, e Democracia está em xeque, o STF em silente omissão apoiando, o Ministério Público fingindo que não vê, a Imprensa fortemente controlada por um Truste (Monopólio da Rede Globo) faz o jogo dos empresários Nacionais e Internacionais, e os empresários fabricaram um pato para a população pagar.
Nem ao CHAPOLIN COLORADO PODEMOS RECORRER MAIS!
Só na cabeça de um petista ainda subsiste esse papo furado de "Gópi". Golpe é que vocês, inconsequentes que só pensam na volta ao poder e na recuperação de suas "boquinhas", querem fazer agora, com essa tal "eleição direta". Não há previsão constitucional prá isso. Aguardem 2018. Outra coisa, petista falando em risco para a nossa democracia? Isso é alguma brincadeira? Vocês defendem ditaduras sanguinárias e querem transformar o nosso Brasil numa grande Venezuela. Quando no poder, atentaram seguidamente contra a nossa democracia, com ideias macabras de controle da imprensa, de tentativa de implantar uns tais "conselhos populares" (igual fizeram na Venezuela), tentaram sufocar o Ministério Público e a Polícia Federal (houve Medidas Provisórias vetadas), aparelharam o serviço público (inclusive o Judiciário), doutrinaram nossos jovens (universidades e escolas públicas são celeiros de esquerdistas) e, pior, corromperam o Poder Legislativo, comprando apoio popular com dinheiro de roubalheiras. Tirar o PT do poder foi, por si só, a melhor coisa que pode ter ocorrido ao nosso país.
E clara a idéia do texto de levantar polêmica. Não é passividade e sim a impossibilidade de ação. A democracia desmoronou e o voto não tem o mínimo sentido
Para a elite está tudo bom, os empresários vão ter mão de obra barata com a reforma trabalhista, a miséria da populacão voltou, o desabastecimento nos supermercados corre serio risco com a parada dos caminhoneiros marcada para o dia 01/08
Fácil de explicar. A Rede Globo de Televisão não está convocando o povo para as ruas. Hoje ainda é quem manda e domina muitos brasileiros. O que a Globo diz muitos baixam a cabeça e acreditam como a mais pura verdade. Um dia desses no futuro o povo brasileiro, que ainda não se deu conta do poder que a mesma possui, verá o quanto foram manipulados.
Resposta na matéria: a classe média branca era, é, e sempre será contra o governo regido por um trabalhador. O restante pode roubar, cobrar impostos altos ou comprar deputados. Tão nem aí, contra a corrupção. O negócio sempre foi tirar Dilma do poder. Tá mais do que claro.
Kkkk quanta besteira só poderia vir de um militonto kkk
Quanta besteira! Aliás, deve ser de propósito, né? Alguma "boquinha" perdida. Meu caro filhote de Che Guevara, largue essas ideias furadas de lado e vá atrás de estudar e trabalhar. Quanto aos empresários, reze prá que eles prosperem pois, sem eles, nenhum país consegue prosperar. A propósito, a grande maioria dos empresários brasileiros são de pequeno porte e trabalham sós (sem nenhum empregado). Esses são dados oficiais. Pesquise.
Prefiro gastar meu tempo estudando pra sair desse país dos infernos.
Apesar de abatido pelo que seus conhecidos chamam de “custo JBS”, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se movimenta discretamente na esperança de que uma conjunção de fatores o coloque no jogo sucessório de 2018.
Não será fácil.
Ao assumir o “dream team” que mercado esperava ver na área econômica após a debacle da gestão Dilma Rousseff, Meirelles ganhou em maio de 2016 a aura de presidenciável.
A aprovação de medidas como o teto de gastos e a aceleração das reformas trabalhista previdenciária no Congresso se uniram a uma série de indicadores no início de 2017 apontando para o fim do ciclo de recessão e uma queda brutal na inflação –tarefa combinada de fatores econômicos, ação do BC e também da crise em si.
Como capitão do time, Meirelles ganhou um trunfo. Em abril, a expectativa era de que o país virasse o ano crescendo num ritmo próximo a 3%, e havia esperança de que o desemprego recorde começasse a refluir.
Ex-banqueiro e ex-tucano que virou homem-forte de Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos à frente do Banco Central do petista, agora no PSD, Meirelles tinha o nome citado em qualquer conversa de empresários sobre 2018, apesar de encarnar a imagem de tecnocrata.
Tudo isso desabou em 17 de maio, com a delação na Operação Lava Jato dos irmãos controladores da JBS –a quem o ministro serviu como presidente de conselho por quatro anos.
Até aqui ele passou incólume, mas a retomada econômica foi afetada quando Temer passou a dedicar-se a tentar salvar a pele. O custo JBS se materializou: com sorte a economia rodará a 2,2% na virada do ano.
Queda mais acentuada no desemprego ou retomada de investimentos, contudo, ficaram para trás. Na semana passada, a cereja do aumento de imposto para fechar as contas foi colocada no bolo.
Ainda assim, Meirelles mexeu peças. Aproximou-se da maior denominação evangélica do país, a Assembleia de Deus. Participou de dois encontros grandes com pastores em junho e julho.
Aliados do ministro viram uma busca de apoio político. Outros ponderam o poder de fogo dos evangélicos na Câmara, com quase 100 de 513 deputados, para ajudar a aprovar reformas e medidas como o projeto que reonera vários setores da economia, vital nos planos do governo.
Esse é o espírito de seus encontros recorrentes como Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente da Câmara contrário à reoneração que assumirá o governo se Temer for afastado para ser investigado, algo hoje improvável.
Ao mesmo tempo, Meirelles abriu uma conta no Twitter. De 7 de junho para cá, tuitou 91 vezes. Não é exatamente um sucesso de audiência, mas há ali um substrato do que poderia vir a ser usado numa campanha eleitoral.
“A inflação menor assegura maior poder de compra aos brasileiros”, escreveu em 26 de junho. Pouco antes, previu a queda do desemprego a partir de agosto. No auge da crise política, em 30 de junho, disse que “o importante é que o rumo está certo”.
O chefe do PSD, ministro Gilberto Kassab (Comunicações), que assim como Meirelles não concedeu entrevista, diz a aliados que se o partido tivesse candidato ao Planalto em 2018, seria o titular da Fazenda.
A sigla descarta que Meirelles tenha feito algum movimento sem a anuência de Temer. Mais: conta com a hipótese de que Meirelles possa migrar para o PMDB do presidente em algum momento, o que seria bom em termos de capilaridade e ruim em imagem, dada a brutal impopularidade de Temer.
Outro fator está na mesa do ministro: a possibilidade de outro ex-chefe seu, Lula, não concorrer no ano caso sua condenação na Lava Jato seja confirmada em segunda instância. Neste caso, a pulverização do quadro de candidaturas permitirá fazer o detentor de índices modestos, como 10% ou 15% de intenção de votos, sonhar com um segundo turno.
Voos fora do plano federal ainda são inauditos. Meirelles já sonhou em ser governador de seu Goiás natal. Agora, está domiciliado em São Paulo, Estado que terá um quadro mais aberto de candidatos em 2018 –a questão é que Kassab, se estiver livre de entraves na Lava Jato e não tiver o tucano João Doria no páreo, gostaria de concorrer.
O sistema político brasileiro fracassou e com os três poderes completamente corrompidos restou o vácuo. Não comparecer às urnas é a única resposta a ao nível dos tais
Não comparecer às urnas apenas ajudará a outros decidirem por você. Não esconda a cabeça debaixo da terra, como avestruz. Se não há opção boa, vote na menos ruim, mas vote.
É por votarmos em menos ruins e não termos posição definida como eleitores que chegamos ao ponto atual
“Quem tem intimidade com o Rodrigo sabe que ele não tem estilo conspirador em nenhuma hipótese.” A frase é do vereador Cesar Maia, pai e principal fonte de influência sobre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele diz que o filho tem agido como um “estadista” no encaminhamento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) e garante que, com “a experiência de cinco mandatos”, o deputado “construiu repelentes” para não ser picado pela mosca azul.
Cesar Maia, que tem defendido a manutenção da boa relação do filho com o presidente, ressalta, porém, que “se fosse verdade” o aceno de Temer ao PSB — partido que o DEM assedia na tentativa de filiar dissidentes — o gesto “seria grave”. “Ainda bem que não foi.”
Questionado sobre as chances de Temer se manter na Presidência até o fim do mandato, o vereador é cauteloso: “Essa primeira denúncia não tem lastro. As demais não conheço”.
Não sei para que serve mais a constituição, acho que nele se refere a que na linha sucessória "o cidadão deve ser um brasileiro nato", Rodrigo Maia é nascido aonde?
Foram milhares os dias em que o local de trabalho do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) foi o amplo Palácio Guanabara, prédio do século XIX que já foi residência oficial de presidentes da República entre 1926 e 1947. Hoje, preso em meio a uma avalanche de acusações, que já geraram 12 processos contra ele, Cabral bate ponto em um local mais modesto, reservado aos criminosos: a pequena biblioteca da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Ele e outros três presos da Lava-Jato no Rio entraram para o seleto grupo de menos de 3% da população carcerária do estado que exercem alguma atividade na prisão.
O ex-governador começou a trabalhar em Bangu 8 e, no fim de maio, quando foi transferido para Benfica, continuou exercendo as atividades na biblioteca da unidade prisional. Jornalista por formação, o peemedebista colabora na organização e a distribuição de livros.
Grande "parceiro" do Lula. Há muitos vídeos e inúmeras fotos deles juntos circulando na internet. E o Lula recomendando votar nesse bandido, garantindo que ele era o melhor para o Rio. É como digo, PT e PMDB são apenas duas facções da mesma quadrilha.
“Seja bem-vindo. Não faça movimentos bruscos”, diz o outdoor na entrada do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio, o Bope, guardada por agentes armados e com “armadilhas” (espinhos de ferro) no asfalto.
Já os movimentos no templo da Congregação Evangélica do Bope, inaugurado em maio, são típicos de um culto como outro qualquer. O pastor imposta uma voz cantada que atinge notas altas a cada “amém”, um fiel se ajoelha para pôr a testa sobre a Bíblia deitada numa das 40 cadeiras de plástico brancas do salão.
O diferencial é a vestimenta. Na camiseta dos frequentadores, que se organizam em grupos como Tropa de Louvor e Caveiras de Cristo, o símbolo do Bope: o crânio com uma faca cravada no cocoruto, duas pistolas amarelas em forma de “x” no fundo, tudo envolvido por um círculo vermelho. Uma imagem claramente cristã, na concepção do subtenente André Monteiro, 46, um dos articuladores do espaço.
Prega a Bíblia que o calvário de Jesus aconteceu na colina de Gólgota (“o lugar da caveira”). Daí o crânio do Bope, afirma Monteiro. O contorno rubro significa “o sangue que Jesus derramou por nós”. A faca? Lâmina e cabo formam uma cruz, como aquela onde o filho de Deus foi crucificado. “O símbolo do Bope mostra a vitória sobre a morte.”
A Folha apurou que a Polícia Militar (que responde pelo Bope) recebeu um ofício, que saiu da Secretaria de Direitos Humanos do Estado, questionando por que só a fé evangélica tinha representação no local. Segundo a assessoria da pasta, “a demanda está sendo apurada internamente pela secretaria e pela PM”.
O comandante da tropa de elite, Carlos Eduardo Sarmento, diz que a igreja é “aberta a qualquer um”, e os cultos são realizados “na hora do almoço, sem prejudicar a administração pública”. O Bope, continua, “dá total liberdade” para praticantes de outra fé. Se alguém, por exemplo, quiser organizar uma sessão espírita, que fique à vontade, afirma.
Os caveiras religiosos tiram das Escrituras justificativas para conciliar suas atividades, não raramente letais, com o mandamento “não matarás”. Na tela do celular, Monteiro exibe versículos de uma Bíblia on-line: “Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo” e “se um ladrão for achado arrombando uma casa e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue”.
“Ninguém tem essa vocação de ceifador de vidas, consegue dormir tranquilamente [após matar]”, diz o comandante Sarmento, católico que às vezes frequenta a congregação de seu batalhão. Mas apertar o gatilho pode ser um mal necessário, afirma em sua sala, decorada com miniaturas de caveiras e uma bandeirinha branca de “paz”. “As autoridades são constituídas por Deus.”
Já fora do gabinete de seu superior, Monteiro mostra um vídeo que lhe chegou no WhatsApp: de carro, um grupo cerca e assassina um PM em Minas. “Como não causar dano a caras como estes?”
Ninguém acertou as 6 dezenas do concurso 1.951 da Mega-Sena realizado neste sábado em em Atibaia (SP). O próximo sorteio da loteria acontece na quarta-feira (26) e terá prêmio acumulado em R$ 90 milhões.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou em entrevista que o governo prepara um programa de crédito para pequenas empresas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – desde o ano passado, o banco é subordinado ao Ministério do Planejamento.
A medida é mais uma da chamada “agenda positiva” do governo federal, uma série de ações de apelo popular adotadas em meio à crise política motivada pela delação premiada de executivos da JBS, que envolve o presidente Michel Temer, acusado de corrupção passiva pela Procuradoria Geral da República.
“Vai ser um ‘funding’ rápido, para empresas com até R$ 90 milhões de faturamento por ano”, disse o ministro.
A taxa de juros ainda não foi definida, mas deve ficar acima da Selic (veja mais abaixo nesta reportagem).
De acordo com Dyogo Oliveira, “alguma coisa em torno de R$ 15 bilhões” deve ser disponibilizada para empréstimos.
“A linha será para capital de giro e investimento. Neste momento, a demanda maior das empresas é capital de giro”, avaliou.
A opção pelo BNDES, disse o ministro, se deve ao fato de o banco ter “bastante recurso parado.”
Nesta semana, o BNDES informou que o volume de empréstimos concedidos no primeiro semestre de 2017 foi 16,6% menor que no mesmo período do ano passado.
Nos primeiros seis meses de 2016, a queda já havia sido de 42% frente ao mesmo período de 2015.
A redução está relacionada à crise econômica e política no Brasil, que fez cair os investimentos no país.
O BNDES recebeu, durante a gestão da presidente Dilma Rousseff, mais de R$ 500 bilhões em empréstimos do Tesouro Nacional, para emprestar a empresas.
Desse total, foram devolvidos R$ 100 bilhões no fim do ano passado. Em maio deste ano, o BNDES ainda devia R$ 440 bilhões à União.
Os recursos, quando são devolvidos pelo BNDES ao Tesouro Nacional, entram no orçamento financeiro, ou seja, não podem ser liberados para gastos dos ministérios. Podem ser usados, nesse caso, somente para abatimento da dívida pública.
Um homem e uma mulher foram mortos a tiros na Praia de Muriu, que fica na cidade de Ceará-Mirim, na Grande Natal, Litoral Norte do estado. O crime aconteceu na noite desta sábado (22) e as vítimas tiveram os corpos queimados pelos assassinos.
O casal foi identificado pela Polícia Militar como sendo Erivan Pereira da Silva, de 22 anos de idade, e Rita Lanca Cruz de Oliveira, de 19.
O capitão Trindade, que comanda as ações da PM na região, informou que o duplo homicídio aconteceu no final da noite. O casal estava em uma residência na localidade conhecida como Comunidade do Ovo, na Rua da Lagoa, no momento em que chegaram os suspeitos.
Segundo o capitão, eram cinco homens, que foram até o local em um carro. “Eles chegaram gritando o nome de uma facção criminosa”, afirma o oficial.
Os criminosos invadiram o imóvel, atiraram contra os dois e atearam fogo nos corpos. Em seguida a quadrilha fugiu e não foi mais vista. A polícia ainda realizou um patrulhamento na região, na tentativa de encontrar os responsáveis pelo crime, no entanto ninguém foi preso.
Numa estrada coberta de lama, Cláudio Santos de Jesus, 42, segue caminhando até o povoado de Rio Fundo, em Terra Nova, cidade de 13 mil habitantes a 81 km de Salvador. Desempregado, aproveita para assuntar sobre uma possível vaga de trabalho no povoado vizinho ao de Paranaguá, onde mora.
Nos últimos dez meses, só conseguiu um temporário: cortou bambú em um assentamento de trabalhadores sem-terra. Antes, atuava no cultivo de capim em uma fazenda da cidade. Trabalhava por jornada, sem carteira assinada.
Desde que foi demitido, ele, mulher e seus quatro filhos, com idades entre 4 e 14 anos, vivem exclusivamente dos R$ 202 que recebem do Bolsa-Família: “Estou sendo sustentado pelos meus filhos. Essa é a realidade”, diz.
A situação reflete o cenário de centenas de milhares de trabalhadores rurais nordestinos. Depois de um período de bonança, marcado por um movimento de trabalhadores voltando da cidade para o campo, a taxa de ocupação despencou na região.
Segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua do IBGE, 2,3 milhões de brasileiros que tinham algum tipo de ocupação deixaram o mercado de trabalho entre o primeiro trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2017.
Deste total, 69% – 1,5 milhão de trabalhadores – estão no Nordeste. A maioria deles, cerca de 875 mil, atuavam nos setores agricultura, pecuária e pesca. Os dados incluem vagas formais, informais e trabalho por conta própria.
Desta forma, de cada três brasileiros que deixaram de ter uma ocupação desde o recrudescimento da crise econômica, um era trabalhador rural nordestino.
“Os vínculos de trabalho ligados às atividades rurais, em sua maioria informal, estão sendo os mais devastados. Na crise, o elo mais fraco é o que se rompe mais facilmente”, avalia Antônio de Pádua Melo Neto, mestre em economia pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e analista de políticas sociais do Ministério do Trabalho.
Do contingente total de 14 milhões de desempregados do país, 4 milhões estão no Nordeste. A Bahia lidera, com uma taxa de desocupados que chega a 18,6% da população na força de trabalho. Alagoas e Pernambuco vêm na sequência.
Além da crise econômica, o aumento da desocupação no campo ainda traz mais um ingrediente que dá contornos dramáticos à situação do Nordeste: a região enfrenta uma estiagem que já dura seis anos, na pior seca registrada nas últimas cinco décadas.
Na região de Juazeiro (BA), a conjugação de estiagem e crise fez crescer a massa de desocupados. Trabalhadores que atuavam por conta própria ou conseguiam serviços temporários em pequenas fazendas hoje estão parados.
“Na época boa, o trabalhador plantava sua própria roça de feijão, de milho, e ainda contratava os vizinhos para ajudar. Hoje, sem chuva desde 2012, a maioria deixou de plantar”, diz Emerson José, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Juazeiro.
Segundo ele, já é possível identificar um retorno do êxodo rural, com trabalhadores saindo do campo e voltando para as cidades. “As pessoas têm que fazer sua feira, comprar remédio. Se não têm como plantar, buscam uma alternativa”
No agronegócio, não houve demissões em massa. Mas as empresas da região estão sem ampliar a produção por limitações no uso da água.
A vazão de água da barragem de Sobradinho, que abastece a fruticultura irrigada do vale do rio São Francisco, foi reduzida para 550 metros cúbicos por segundo – menor nível desde que foi inaugurada em 1979.
“Temos uma crise hídrica instalada que pode comprometer a irrigação. Num cenário desses, ninguém investe para aumentar a produção”, diz José Gualberto Almeida, presidente da Valexport, entidade que representa os produtores da região.
A mecanização também tem reduzido vagas no agronegócio nordestino. O corte de cana-de-açúcar, que costumava criar 1.500 vagas sazonais na região de Juazeiro, atualmente gerar apenas 800 vagas, aponta o sindicato dos trabalhadores rurais.
ROÇAS VAZIAS, PRAÇAS CHEIAS
Enquanto as roças ficam vazias com a seca e a falta de trabalho, as praças ficam cheias de gente que ali estão simplesmente para parar o tempo.
Na única praça do povoado de Rio Fundo, em Terra Nova (BA), três homens jogam baralho em cima de um banco de concreto e apostam notas de R$ 2. Luís Carlos da Silva, 38, é o único que atualmente trabalha: conseguiu uma vaga de vigia na prefeitura local.
Seus amigos, José Raimundo dos Santos 37, e Raimundo da Cruz, 29, estão desempregados há mais de um ano. Ambos trabalham na construção civil como pedreiros e aproveitaram o boom de grandes obras no Nordeste.
O primeiro trabalhou na construção de um edifício comercial em Salvador e o segundo na duplicação de uma avenida da capital. Com as obras acabadas, os dois voltaram à cidade natal e não conseguem emprego.
“Aqui só serve para morar mesmo porque trabalho não tem”, diz Raimundo da Cruz, que tem mantido mulher e dois filhos com ajuda dos pais.
Documentos da CPMI dos Correios deixados de lado durante as investigações do mensalão, em 2005, reforçam novas acusações do operador Marcos Valério sobre desvios no Banco do Brasil em benefício da sua agência de publicidade, a DNA Propaganda. Valério assinou acordo de colaboração com a Polícia Federal (PF), que ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Relatórios do Banco do Brasil mostram que a DNA recebeu R$ 17,3 milhões da Visanet em 2001 por serviços de publicidade, dos quais R$ 2 milhões foram sacados em dinheiro por pessoas físicas e funcionários da própria agência, de acordo com perícia realizada nas contas. Na época, a CPMI sugeriu que o Ministério Público investigasse “a utilização dos recursos” sacados entre 9 e 11 de novembro de 2001, durante o governo FH, o que nunca ocorreu.
Na delação fechada neste ano com a PF, Valério sustenta que o contrato do banco estatal com a DNA já era objeto de desvios para políticos quando ele entrou como sócio da agência, em 1997. Segundo ele, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebia mensalmente 2% do faturamento bruto do contrato. Os valores seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio e citado como representante do tucano na empresa. Ambos negam a acusação.
O relatório da CPMI dos Correios mostra que um dos sacadores dos recursos depositados para a DNA foi o motoboy Daniel Bonifácio do Carmo. Segundo a lista, ele recebeu cheques que totalizaram R$ 700 mil. Localizado neste ano pelo GLOBO, ele admitiu ter recebido os valores a pedido de seu empregador — uma empresa de factoring especializada em trocar cheques pré-datados por dinheiro em espécie.
Segundo ele, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebia mensalmente 2% do faturamento bruto do contrato?
Os valores seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio e citado como representante do tucano na empresa?
E isso não vem ao caso?
Ninguém fica com ódio do PSDB e nem do Aécio?
Porque será?
Vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), defende em entrevista um “prazo de validade” para a Lava Jato. “O Brasil não vai aguentar isso para o resto da vida. Ela (Lava Jato) não pode ser indeterminada. Ela já fez o seu trabalho.” Ele ainda afirmou que nenhuma denúncia contra o presidente Michel Temer será aceita pela Câmara. “O governo não perde de jeito nenhum”, afirmou.
Ramalho é conhecido na Casa pelas festas oferecidas aos colegas. “Fabinho Liderança”, como é chamado, já se coloca até como pré-candidato a presidente da Câmara em 2019 em uma disputa que pode ser contra Maia, que já fala, nos bastidores, em concorrer ao terceiro mandato.
“Eu estou preparado para assumir a presidência da Câmara dos Deputados quando eu for candidato, daqui a um ano e meio”, disse o parlamentar.
Veja entrevista completa concedida ao Estadão AQUI
Realmente a Lavaajato já fez o seu trabalho…
‘A Lava Jato fez campanha contra Dilma e agora ataca Lula’
Não é segredo e nem novidade pra ninguém no país que a Operação Lava Jato, além de contribuir para a destruição da Petrobras, atacou Dilma Rousseff e agora visa atacar o ex-presidente Lula para rifá-lo da disputa pela presidência da República em 2018..
"Agora, a Lava Jato se dedica exclusivamente e tentar prender sem provas, ou pelo ao menos tornar inelegível, o ex-presidente L.uís Inácio da Silva".
"A Lava Jato engana a sociedade dizendo que combate a corrupção, na verdade está fazendo política contra os representantes do povo".
"O PT é só a bola da vez, se outro partido de esquerda estivesse bem nas pesquisas a Lava Jato também o atacaria e inventaria crimes".
A casa Grande está se borrando de medo de Lula voltar e desmanchar todo esse pacote de maldades que o PMDB de Temer;Cunha e Henrique Alves estão fazendo para o PSDB.
A coisa está tão feia para os brasileiros, que um político desse chega até a afirmar que o Governo não perde nunca, fazendo menção às denúncias que, segundo ele sustenta, não serão recebidas contra Temer, na câmara dos deputados. Oh povo resistente e sofredor é esse brasileiro, mas também burro na hora do voto, pois escolhem os seus mesmos algozes de sempre!
Um cara conhecido pelas festas deve ser mais um bom vivan dentre tantos que povoam o Congresso Nacional. Agora imagine um cara desses definindo os destinos de todos nós. VERGONHA VIU!
O empresário Joesley Batista quebrou o silêncio 67 dias e 67 noites depois que o conteúdo de sua delação premiada veio a público e balançou o governo do presidente Michel Temer. Em artigo publicado na “Folha de S. Paulo” neste domingo, o delator destacou que não esperava o “súbito vazamento” e explicou que decidiu se manifestar “para acabar com mentiras e folclores e dizer que é de carne e osso”.
No artigo, Joesley revelou que reagiu com “medo, preocupação e angústia” ao ver a divulgação do conteúdo de seu acordo com a Procuradoria-Geral da República. Passados dois meses de abalo nas estruturas do Palácio do Planalto, ele alega que decidiu “entregar ao tempo a missão de revelar a razão”.
“De uma hora para outra, passei de maior produtor de proteína animal do mundo, de presidente do maior grupo empresarial privado brasileiro, a ‘notório falastrão’, ‘bandido confesso’, ‘sujeito bisonho’ e tantas outras expressões desrespeitosas”, escreveu o empresário.
Na visão dele, construiu-se a “imagem perfeita” de um empresário “irresponsável e aproveitador que tocou fogo no país, roubou milhões e foi curtir a vida no exterior”. Com a repercussão, segundo Joesley, políticos que se beneficiavam dos recursos da J&F passaram a criticá-lo e a mentir.
A data em que a colaboração vazou — aniversário de um de seus filhos — foi também, segundo o empresário, “o dia de seu renascimento”. Joesley explicou que se sentiu “um novo ser humano com coragem para romper elos inimagináveis da corrupção praticada pelas maiores autoridades” do Brasil.
“Eles (os políticos) estão em modo de negação. Não os julgo. Sei o que é isso. Antes de me decidir pela colaboração premiada, eu também fazia o mesmo. Achava que estava convencendo os outros, mas na realidade enganava a mim mesmo, traía a minha história, não honrava o passado de trabalho da minha família”, destacou o delator.
Um grave acidente foi registrado na BR-101, em frente ao Via Direta. Mureta lateral de proteção foi derrubada com impacto. Um poste também caiu.
Segundo a PRF, a colisão ocorreu aproximadamente às 4h30 deste domingo, 23, e teria acontecido após o motorista perder o controle do automóvel. Quatro pessoas ficaram feridas, duas com ferimentos leves e as outras duas com graves ferimentos.
Devia está sóbrio e em baixa velocidade. No mais, devem ser de "família" pra não terem seus nomes divulgados, como nas postagens de "gentinha" que tem até fotografias.
Comente aqui