Saúde

Pesquisadores do Brics buscam interconexões entre tuberculose e covid

Foto: © Eduardo Gomes – ILMD/Fiocruz Amazônia

Estabelecer interconexões entre a tuberculose (TB) e a covid-19 é a tarefa que une 25 pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) com parceiros de três países do grupo Brics: Índia, Rússia e África do Sul.

No Brasil, o projeto é liderado pela professora Anete Trajman, da Faculdade de Medicina da UFRJ e do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Hoje (24), Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a professora disse à Agência Brasil que a China também participa do edital, mas com outros estudos.

O projeto foi aprovado nos quatro países do bloco, mas ainda não foi efetivado porque depende de liberação de recursos. Cada país tem seu órgão financiador – no Brasil, será o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).. Segundo Anette, o edital foi uma demanda do Brics como um todo.

O trabalho foi considerado “vital” pela revista médica inglesa Lancet, tendo em vista que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 1,5 milhão de pessoas a mais morram de tuberculose até 2025, devido à pandemia de covid-19.

No momento, os pesquisadores se organizam para obter a aprovação ética do estudo e fazer coleta de dados. Um grupo de psicólogos da área social fará pesquisas de satisfação de usuários online sobre as diversas medidas de lockdown (confinamento) e as diferentes políticas assumidas pelos governos. Além da pesquisa quantitativa, haverá uma sondagem qualitativa com entrevistas com pessoas chave na sociedade civil, tomadores de decisão e formadores de opinião, para discutir o impacto existente entre tuberculose (TB) e covid-19. Serão analisados ainda bancos de dados de TB e covid para lincar as informações, o que necessita também de aprovação do comitê de ética.

Execução

“Neste momento, estamos nos organizando para fazer os documentos que são necessários para aprovação ética”, processo que ocorre também nos três países parceiros. A Rússia está mais adiantada porque o dinheiro para o primeiro ano de pesquisa já foi liberado. “Eles vão conduzir um estudo piloto, inclusive desse questionário, porque lá, para fazer esse tipo de trabalho, surpreendentemente, não precisa de aprovação ética”, disse a professora.

O projeto total tem prazo de execução de 24 meses, após a assinatura do termo de compromisso, etapa aguardada por Anete. Ela disse acreditar que os resultados já poderão ser conhecidos em 2023, se os recursos forem liberados ainda em 2021.

Anete destacou que existem indicativos de experiências passadas sobre um possível impacto da TB na covid e vice-versa. “O que se viu foi que as medidas de distanciamento social e as consequências econômicas que a covid teve refletiram no agravamento da epidemia de TB, até mais grave do que a OMS no início previu”. Com medo do contágio pela covid-19 e sem dinheiro para se deslocar até as unidades médicas, muitos pacientes com tuberculose deixaram de procurar ou de dar sequência ao tratamento.

Já foram notadas interferências diretas e indiretas entre as duas doenças. Os sistemas de saúde tiveram que alocar seus recursos prioritariamente para o enfrentamento da covid. Em maio, houve redução de 40% na realização de testes moleculares rápidos para tuberculose. Em outubro, com a diminuição de casos de covid, a redução foi de 20%, relatou a professora.

Mais mortes

Desde 2014, a OMS declarou que a tuberculose era a doença infecciosa que mais matava no mundo, até o advento da covid, em 2020. “A covid teve um impacto negativo sobre a tuberculose”. Anete ressaltou, porém, a covid vai passar, não vai ficar sendo a doença que mais vai matar, na medida em que as populações se vacinem. “Ela vai continuar endêmica, como a gripe, vai continuar matando algumas pessoas, como a gripe também mata, mas não vai ser uma doença avassaladora como foi em 2020, e este ano começou em alguns países, entre os quais o Brasil, é o pior deles. Ela veio para ficar, mas não nessa proporção”.

A professora não duvida que a tuberculose voltará a ser a doença infecciosa que mais vai matar no mundo, talvez a partir deste ano ou do ano que vem.

Com os resultados que forem alcançados, os pesquisadores vão fazer modelagens para ver que medidas poderiam ter impacto positivo e com que magnitude. Atualmente, cerca de um quarto da população mundial tem tuberculose latente, isto é, desenvolve a doença, mas só 10% dos infectadas vão adoecer, explicou a professora da UFRJ.

Inteligência computacional

Há 20 anos, o Programa de Engenharia Elétrica da Coppe, sob a coordenação do professor José Manoel de Seixas, começou a trabalhar com tuberculose. O Brasil está entre os 22 países que concentram a maior carga de TB, da ordem de 80% dos casos, ocupando a décima sexta posição no ranking global da doença.

As cidades do Rio de Janeiro e de Manaus são as que apresentam o pior cenário no país. No Rio, Seixas lembrou que a comunidade da Rocinha está próxima da incidência de TB na África e na África do Sul. “Nós temos um cenário bastante dramático”, disse o professor.

Seixas confirmou que a TB é uma doença curável, que matou 1,4 milhão de pessoas no mundo em 2019. “Agora, estamos na dúvida até que ponto uma pessoa com tuberculose, se pegar a covid, produz um cenário pior de evolução do paciente.”Ao mesmo tempo, sabe-se que, com o isolamento e com o Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para a covid, o tratamento da TB e sua detecção ficam inibidos.” Ele ressaltou ainda que pessoas mais vulneráveis à TB, que não dispõem de saneamento básico e moram em locais de grande concentração populacional, são também as mais vulneráveis à covid.

O professor destacou que o desenvolvimento de novos métodos de apoio à triagem e ao diagnóstico, usando inteligência computacional e modelos da natureza, pode ajudar na tomada de decisão. “São modelos matemáticos que tentam implementar uma ideia da natureza”. São modelos de redes neurais aplicados à triagem de pacientes e considerados eficientes por pesquisadores de medicina tropical do Reino Unido. Além de ter bom resultado de triagem, ele custa pouco. “E é eficiente nos dois caminhos”, destacou Seixas.

Com a chegada da covid, no ano passado, a Coppe disparou vários processos com ações em nível instrumental e de software (programas de computador\) que visavam atacar a pandemia do novo coronavírus. Hoje, a proposta aprovada pelo CNPq, no âmbito do Brics, busca as interações entre TB e covid. A parte de inteligência computacional é liderada por Seixas, e a meta é descobrir se quem tem TB tem mais chances de evoluir mal na doença quando pega covid, ou o contrário.

A inteligência computacional, vendo essas interações, pode identificar pacientes que estejam com covid na população com TB e vice-versa, além de ajudar na triagem a estabelecer grupos de risco de má evolução em ambos os casos: de pessoas que tèm covid e pegam TB e das que têm TB e pegam covid.

De acordo com Seixas, não há impacto direto na redução da infecção por TB, mas, quando se consegue identificar melhor essa interação, pode-se descobrir mais depressa quem precisa de mais atenção”. Quando se consegue responder à pergunta sobre a interação entre as duas doenças, que é a principal questão do projeto, agregando a isso a capacidade de prever que um dado paciente, em uma determinada situação, vai evoluir mal, isso ajuda a rastrear de onde está vindo a coinfecção de um lado ou de outro. “São respostas importantes para uma ação combinada”, afirmou o professor.

Agência Brasil

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Saúde

Anvisa decide sobre autoteste de Covid na quarta-feira (19) e CoronaVac para faixa etária de 3 a 17 anos na quinta-feira (20)

Foto: Annie Spratt/Unsplash

A Anvisa decidirá sobre a implementação dos autotestes de covid-19 na quarta-feira (19), a partir das 15h. Na na quinta-feira (20), às 10h, vota a aplicação da CoronaVac na faixa etária de 3 a 17 anos.

O Ministério da Saúde pediu na semana passada a liberação dos autotestes. O produto é proibido no país. A Anvisa irá analisar a autorização e a viabilidade de comercialização direta ao consumidor.

O Instituto Butantan solicitou em dezembro permissão para uso da CoronaVac em pessoas de 3 a 17 anos. Por enquanto, a vacina da Pfizer é a única liberada para menores de idade, podendo ser aplicada a partir de 5 anos.

Haverá reuniões extraordinárias da Diretoria Colegiada da agência para avaliar os temas.

Anvisa & Autotestes

A Anvisa enviou em novembro uma nota técnica ao ministério debatendo os autotestes. Cita uma série de empecilhos para o exame no documento.

O Ministério da Saúde respondeu à Anvisa na semana passada com o pedido de liberação dos exames caseiros. A proposta da pasta é que o produto seja disponibilizado em redes de farmácias e em outros estabelecimentos de saúde.

O autoteste é um exame rápido de antígeno que pode ser feito pela própria pessoa, sem necessidade de ir à farmácia, laboratório ou hospital.

Uma resolução da Anvisa de 2015 proíbe esses exames para doenças com notificação obrigatória às autoridades de saúde, como é o caso da covid-19.

A resolução da Anvisa pode ter exceções em caso de “políticas públicas e ações estratégicasEssas medidas precisariam ser instituídas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pela Anvisa.

O ministério defende a importância de expandir a testagem para a covid-19, principalmente no atual cenário com a ômicron. Diz que o autoteste pode ser uma “estratégia adicional” neste momento.

Se os autotestes forem aprovados, ainda será necessário que as marcas dos exames solicitem autorização à Anvisa antes que eles possam ser usados no país. “Cada produto produzido por determinada marca que é colocado no mercado no Brasil precisa passar por uma análise própria, não existe aprovação automática”, afirmou a agência.

A Anvisa afirma que com as diretrizes pré-estabelecidas, essa análise tende a ser rápida. Mas não informou prazo para análise.

“O tempo que esse produto leva para chegar ao mercado após a aprovação da Anvisa depende de cada fabricante, pois há questões outras (logística de distribuição, redes de revendas, etc) que cabem exclusivamente ao domínio do fabricante”, declarou.

CoronaVac em crianças

Em agosto, a Anvisa rejeitou o 1º pedido de uso da CoronaVac em menores de idade por considerar os dados clínicos insuficientes. Em dezembro, o Butantan pediu novamente a liberação.

A agência e o instituto têm realizado reuniões sobre os dados desde o mês passado. Novas informações foram apresentadas. E na última reunião, feita na 2ª feira (17.jan), a Anvisa apresentou parte da sua análise sobre o material fornecidos pelo Butantan.

A decisão será tomada pela Diretoria Colegiada, por ser um pedido para uso emergencial. A CoronaVac ainda não tem registro definitivo da Anvisa.

A secretária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, afirmou que o Ministério da Saúde pretende usar a CoronaVac em crianças caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa. Deu a declaração nesta 3ª feira (18.jan.2022). A vacina poderia acelerar a imunização de crianças contra a covid-19.

O ministro Queiroga comentou na 2ª feira que a CoronaVac já é aplicada em crianças em países como o Chile e a China. Disse que a Anvisa “faz parte de um rol de agências com mais exigência de segurança nas suas análises”. Declarou que a avaliação da agência é mais qualificada e segue o nível da EMA (Agência Europeia de Medicamentos) e do FDA (Food and Drug Administration) –que só aprovaram a Pfizer para crianças.

Sempre nós queremos que tenha mais insumos disponíveis, mais vacinas, mais medicamentos. Mas é preciso observar os aspectos regulatórios”, disse.

A Anvisa liberou a aplicação da vacina da Pfizer na faixa etária de 5 a 11 anos em dezembro. Por enquanto, esse é o único imunizante aprovado em menores de idade. A imunização de crianças de 5 a 11 anos começou na 6ª feira passada (14.jan.2022).

A vacina para crianças da CoronaVac é a mesma usada em adultos. Já a Pfizer tem 2 imunizantes diferentes: uma para crianças de 5 a 11 anos e outra para pessoas a partir de 12 anos.

A inclusão da CoronaVac pode acelerar a vacinação infantil, já que ainda tem doses do imunizante. As vacinas da Pfizer dependem de entregas internacionais da farmacêutica.

O Brasil tem 20,5 milhões de pessoas de 5 a 11 anos, segundo cálculo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Precisa de 41 milhões de doses para vacinar com 2 aplicações todas as crianças dessa faixa etária.

Se incluídas as crianças de 3 e 4 anos (5,9 milhões), o grupo cresce para 26,4 milhões. Dessa forma, são necessárias 52,7 milhões de doses para imunizar com duas injeções todos os brasileiros de 3 a 11 anos.

Poder 360

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Economia

Cade vai apurar possível abuso da Petrobras em reajustes de combustíveis

Refinaria da Petrobras – Foto: NELSON ALMEIDA/AFP – 04.11.2021

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu 2 inquéritos administrativos contra a Petrobras para investigar supostos abusos da estatal no mercado de combustíveis. O foco das investigações é a infraestrutura de gás natural e petróleo da empresa e o outro sobre os preços praticados pela empresa na cadeia produtiva dos combustíveis.

Os inquéritos foram abertos na quinta-feira passada (13) e a Petrobras foi notificada na segunda-feira (17). O Cade pede uma série de informações, incluindo dados sobre o transporte de combustíveis pela empresa e os preços pagos para a importação e exportação de petróleo.

O inquérito que investiga os preços pagos pela Petrobras por petróleo e seus derivados, além dos custos de produção tem como base 2 documentos do governo federal. Um é do Ministério de Minas e Energia e o outro da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), sobre o mercado de gás natural.

Ambos os documentos falam sobre competitividade e livre concorrência no mercado de combustíveis.

Em entrevista à CNN Brasil, na noite de segunda-feira (17), Bento Albuquerque (Minas e Energia) defendeu a investigação do Cade. “Se ela [Petrobras] estiver praticando alguma coisa que vá contra a defesa econômica, ela vai responder por isso, vai pagar por isso. Vai ser apurado pelo órgão de defesa do consumidor e da concorrência, que é o Cade.”

O ministro afirmou, no entanto, que é “leviano” dizer que a Petrobras praticou abuso de poder e que o ministério não interfere na política de preços da estatal.

O inquérito do Cade indica uma reportagem sobre a última alta de preços da Petrobras. Em 11 de janeiro, a Petrobras elevou o preço da gasolina em 4,8% e em 8% o óleo diesel. Ambos os preços são referentes aos praticados nas refinarias.

Um dia depois, o Diogo Thomson de Andrade, superintendente geral interino do Cade, abriu os inquéritos.

Poder 360

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Saúde

RN recebe mais 20 mil doses pediátricas de vacina contra a Covid e 131 mil para adultos

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte recebeu nesta terça-feira (18) o segundo lote de vacinas da Pfizer para atender o público infantil. De acordo com o governo, são 20.900 doses – mesmo número que havia sido enviado pelo Ministério da Saúde na última semana.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública comunicou que vai realizar a distribuição destas doses pediátricas para os municípios no início da tarde de quarta-feira (19).

A Sesap também confirmou que 131.040 doses da Pfizer para adultos também chegaram ao estado nesta terça. As doses serão direcionadas para completar o esquema vacinal da população potiguar.

g1-RN

Opinião dos leitores

  1. BG!
    Essas aí já é das que Fátima genocida comprou via consórcio Nordeste??
    Kkkkkkk
    Ô RN véi sem sorte!!
    Pegou o pior governador de todos os tempos.
    O estado cheio do dinheiro que Bolsonaro mandou, bate recorde de arrecadação e vive num descaso desses, é imoral.
    Não inaugura nada.
    Não constroi nada.
    Não consede reajustes salariais a grande maioria das classes, ou seja!
    Não faz nada.
    Tá na hora de aprenderem a votar bando de jegues.
    Prestem atenção na hora de votar.
    De quebra, de contra peso fatão Paraíba ainda empurrou um tal de jean pra mamar o dinheiro do contribuinte.
    Pqp…
    É muita burrice.
    Pelas caridades.

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Polícia

ROTA DO NARCOTRÁFICO: Polícia encontra cocaína a cada 8 dias no porto de Santos

Foto: Divulgação/PF

O crescimento do narcotráfico vem se tornando uma dor de cabeça cada vez maior para os exportadores brasileiros. Além de ser um problema para a segurança público e para a economia.

A cada oito dias uma carga para exportação “contaminada com cocaína” é encontrada pela PF e Receita Federal no maior porto do país, em Santos, no litoral de São Paulo. Essa média fica ainda mais preocupante quando se leva em conta a estimativa de que, para cada carga apreendida, outras nove cheguem ao país de destino.

O crime organizado se aproveita da gigantesca movimentação do comércio exterior nos portos para esconder nos contêineres, geralmente sem o conhecimento dos donos, a droga que chega na Europa valendo 35 mil euros o quilo.

“Não tem nada pior para o exportador do que chegar um contêiner contaminado no seu destino final, ele acaba perdendo esse mercado porque não conseguiu comprovar que adotou uma medida de contingência ou medida logística efetiva para coibir esse processo”, afirma Wagner Souza ABTTC- Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Transportadoras de contêineres.

A MSC, maior empresa de operação do contêineres do mundo, decidiu paralisar por tempo indeterminado as atividades terrestres em toda a América do Sul, justamente pelos danos e prejuízos provocados pela ação criminosa do narcotráfico no setor.

Outras empresas vão ocupar o espaço deixado pela gigante no setor no continente. Mas o receio de quem atua na exportação é que o crime organizado consiga expandir ainda mais as atividades usando terminais de carga que não investem tanto em prevenção e gerenciamento de risco.

Além da perda de confiança do mercado internacional, as transportadoras muitas vezes têm que pagar multas milionárias quando as drogas são apreendidas em suas cargas.

Band

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Economia

Em sete anos, conta de luz sobe mais que o dobro da inflação

Foto: ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO – 26/08/2021

Desde 2015, a conta de luz dos brasileiros subiu mais que o dobro da inflação. Dados da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) revelam que a tarifa residencial acumula alta de 114%, ante os 48% de inflação no mesmo período, uma diferença de 137%. Os últimos anos têm sido marcados não só pelas correções anuais nas tarifas, mas também pela criação de encargos e custos diretamente repassados para os consumidores.

O aumento nos últimos anos resulta do crescimento de encargos e subsídios (desconto a um setor ou um grupo, com custo dividido com os demais), da necessidade de usar termoelétricas, que geram energia mais cara, e do modelo de contratação de energia.

Responsável pelo levantamento, o vice-presidente de energia da Abraceel, Alexandre Lopes, ressalta que, em momentos de falta de chuva, como em 2021, o custo tende a aumentar, principalmente, para os consumidores residenciais. O impacto para os que atuam no mercado livre, em que a energia é negociada diretamente com as geradoras, é menor. Nos últimos sete anos, os preços nesse ambiente oscilaram 25% abaixo da inflação.

“Temos custos de 2021 ainda não repassados para as tarifas. Então, devemos ter um aumento acima da inflação em 2022. Quando o novo empréstimo ao setor elétrico começar a ser pago, impactará ainda mais as tarifas. Então, parte desses custos da crise será neste ano, e outras parcelas, nos próximos anos”, afirmou Lopes.

O levantamento considera os dados desde 2015, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, logo após o Tesouro Nacional interromper repasses bilionários para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo setorial cujos recursos são rateados entre todos os consumidores para bancar subsídios para algumas categorias. De acordo com o ex-diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) Edvaldo Santana, o corte levou a um “tarifaço” de 25% em fevereiro de 2015, e não parou mais.

R7

Opinião dos leitores

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Polêmica

Após polêmica na Austrália, Lacoste diz que irá conversar com Djokovic e põe em xeque patrocínio milionário do atleta

Foto: Amin Mohammad Jamali/Getty Image

Dois dias após ser deportado, Novak Djokovic continua sentindo os impactos de sua polêmica passagem pela a Austrália. Nesta segunda-feira, dia 17, a Lacoste, marca francesa de roupas que patrocina o tenista, disse que irá entrar em contato com o sérvio o mais rápido possível para “revisar os acontecimentos” que acompanharam o número 1 do mundo na última semana. Ele está fora do Aberto da Austrália após novela judicial por causa de problemas no visto referentes à falta de comprovação de vacinação contra a covid.

“Assim que possível, entraremos em contato com Djokovic para revisar os eventos que acompanharam sua presença na Austrália. Desejamos a todos um excelente torneio e agradecemos aos organizadores por todos os esforços para garantir que o torneio seja realizado em boas condições para jogadores, funcionários e espectadores”, disse a empresa em comunicado.

A Lacoste é a primeira patrocinadora de Djokovic a romper o silêncio e colocar em xeque o apoio ao tenista. Segundo a imprensa dos EUA, o contrato entre as partes gira em torno de U$ 9 milhões (R$ 49,7 milhões). O acordo foi firmado em 2017, quando o sérvio abandonou a japonesa Uniclo.

O comunicado da empresa francesa acontece na esteira de mais uma dor de cabeça para o tenista sérvio. A França aprovou no domingo o passaporte vacinal. Assim, atletas que pretendem competir em solo francês devem apresentar o comprovante de imunização, algo que Djokovic não tem porque se recusa a tomar a vacina contra covid-19.

É provável, portanto, que o número 1 do mundo não esteja na chave de Roland Garros, o segundo Grand Slam da temporada. Desta forma, a empresa francesa não terá seu maior garoto-propaganda no maior torneio francês do ano, que também é o maior palco de divulgação da marca, em Paris.

Segundo a revista Forbes, Djokovic faturou em 2021 cerca de US$ 30 milhões (R$ 165,7 milhões) com patrocínios. Entre as outras marcas que apoiam o tenista estão a montadora francesa Peugeot e a empresa de material esportivo Asics.

Terra com Estadão Conteúdo

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Educação

Sisu e Prouni abrem inscrições em fevereiro e Fies, em março; Para concorrer aos processos seletivos, é preciso ter feito o Enem

Foto: Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje (18) o calendário de inscrições para os processos seletivos de ingresso ao ensino superior. Os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem se organizar para concorrer às vagas. A previsão é que os editais dos três processos seletivos sejam publicados no Diário Oficial da União ainda nesta semana.

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderão ser feitas do dia 15 ao dia 18 de fevereiro. Já o prazo de inscrição para o Programa Universidade para Todos (Prouni) será de 22 a 25 de fevereiro. E, no início de março, do dia 8 ao dia 11, poderão se inscrever os candidatos ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que este ano oferta 110.925 vagas.
O número de vagas disponíveis no Sisu e no Prouni será divulgado em breve, assim como os três editais contendo os cronogramas completos e todos os critérios dos processos seletivos de 2022.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, pela internet. A classificação é feita com base na nota obtida na edição mais recente do Enem. Pode concorrer às vagas do Fies quem fez qualquer uma das edições do Enem a partir de 2010.

Programas

O Prouni oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser até 3 salários mínimos por pessoa.

Podem se inscrever no Prouni apenas estudantes brasileiros sem diploma de curso superior que tenham participado do Enem mais recente e obtido, no mínimo, 450 pontos de média das notas. Além disso, o candidato não pode ter tirado zero na redação.

O Fies tem objetivo de conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. O programa é dividido em diferentes modalidades, possibilitando juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato.

Já o Sisu é o sistema informatizado do MEC, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para estudantes participantes do Enem. Os candidatos com melhor classificação são selecionados.

Agência Brasil

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Polícia

VÍDEO: Homem apanha de jovens após agredir mulher em praça no interior do RN

Um vídeo que circula nas redes sociais desde esta segunda-feira (17) mostra um homem apanhando por um grupo de jovens após discutir e bater em uma mulher no Centro de Assú, município localizado na região Oeste potiguar. Nas imagens, é possível observar ele levando a mulher ao chão, resultado da força da agressão.

O caso aconteceu em plena luz do dia na praça que fica em frente a Igreja Matriz de São João Batista, na frente de todos que estavam no local. Em determinado momento do vídeo, a mulher que grava a confusão grita para o agressor: “Bem feito. Quem mandou bater em mulher?”, diz.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais. O vídeo foi entregue à Polícia Civil para investigar o caso.

As imagens foram confirmadas pela Polícia Militar. De acordo com o comandante do policiamento em Assú, tenente-coronel Maximiliano Luiz, os policiais só ficaram sabendo das agressões após o fato, quando o vídeo já circulava nas redes sociais.

“O vídeo procede, mas não fomos acionados e não temos identificação das pessoas. Mas já repassamos (o vídeo) para a Polícia Civil para conhecimento”, informou o comandante.

Com informações de g1-RN e Novo Notícias

Opinião dos leitores

  1. Esse safado covarde era para ter apanhado muito mais, pena que o covarde correu com medo de apanhar mais.parabéns aos jovens que deram a surra nesse safado.

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Saúde

Brasil bate recorde de novos casos de Covid-19, com 137.103 em 24h; País registrou 351 óbitos

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta tarça-feira (18).

– O país registrou 351 óbitos nas últimas 24h, totalizando 621.517 mortes;

– Foram 137.103 novos casos de coronavírus registrados, no total 23.211.894;

O Brasil registrou um novo recorde de casos registrados em 24h. O recorde anterior era do dia 18 de setembro de 2021, com 124.878 casos.

Dessa forma, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias ficou em 183 e a média móvel de casos em 83.205

O ministério da Saúde calcula que mais de 21,7 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

Com informações de R7

Opinião dos leitores

  1. Não vamos esquecer o que O Lula Falou:
    Ainda bem que a natureza criou esse monstro do Coronavirus.

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Saúde

Cantora tcheca morre após se infectar com Covid-19 propositalmente para ter ‘passe livre’ sem vacina

Foto: Reprodução PRIMA News

Cantora da banda tcheca de música folclórica Asonance, Hana Horka morreu neste domingo de complicações causadas pela Covid-19. Antivacina, ela teria se deixado contaminar pela doença quando o filho e o marido — ambos vacinados contra o vírus — tiveram resultado positivo. A morte da cantora, que tinha 57 anos, foi divulgada pela família nesta segunda-feira.

Segundo o filho da cantora, Jan Rek, em entrevista à rádio “iRozhlas”, ele e o pai contraíram a doença no final do ano passado. A sua mãe havia tido resultado negativo no teste e decidiu expor-se ao vírus deliberadamente. O objetivo era conseguir se contaminar e, depois de curada, obter o certificado de imunidade usado no país que a permitiria frequentar alguns estabelecimentos sem ter de se vacinar.

— Ela preferiu viver normalmente conosco e pegar a doença para não ter que se vacinar. É triste que ela quis mais acreditar em estranhos do que em sua própria família — disse Jan Rek durante o programa de rádio.

Segundo o relato de Rek, sua mãe morreu em casa, com falta de ar. Dias antes, ela chegou a fazer publicações nas redes sociais comemorando a infecção: “Estou muito feliz porque, desta forma, poderei ter uma ‘vida livre’ como os outros, ir ao cinema, tirar férias, ir à sauna, ao teatro.”, escreveu.

O filho afirma que os culpados pela morte de sua mãe são dois militantes influentes entre os antivacina tchecos: o ator Jaroslav Dušek e a bióloga Soňa Peková.

— Eu sei exatamente quem estava por trás de seus pontos de vista. Eu escutei essas coisas por um ano — disse o jovem.

O Globo

Opinião dos leitores

    1. Não sei onde vcs vão se esconder até 2026 kkkkkkk, o mentor já está escondido faz tempo.

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