A Polícia Federal do Rio Grande do Norte divulgou no twitter nessa madrugada que prendeu nesta segunda-feira, no aeroporto Augusto Severo, uma africana de 41 anos acusada de tráfico de drogas.
A mulher tentava embarcar para Lisboa, capital de Portugal, levando 2,56 quilos de cocaína. A droga estava escondida em cilindros de máquinas de fazer massa de macarrão.
Ao ser detida em flagrante, a africana disse que foi contratada em Maputo, Moçambique, mas negou que soubesse que estava transportando cocaína. A acusada responderá por tráfico internacional de drogas e ficará presa na PF.
A possibilidade de a lobista Roberta Luchsinger buscar um acordo de delação premiada entrou no radar de aliados do presidente Lula e do PT. Investigada por suspeita de participação no esquema de fraudes do INSS, ela é considerada por petistas uma “granada sem pino”.
De acordo com a jornalista Bela Megale, em sua coluna em O Globo, aliados avaliam que medidas mais duras contra Roberta, como uma eventual ordem de prisão, poderiam levá-la a negociar uma colaboração com as autoridades. Diante desse temor, a estratégia seria evitar que a lobista se sinta “abandonada”.
Roberta também aparece em um dos inquéritos que investigam Lulinha. Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal, ela afirmou que precisava tirar o filho de Lula e sua família do país, disse que “o custo é altíssimo” e que eles seriam uma “coisa só”. Aliados de Lulinha sustentam que a lobista teria usado o nome dele, mas, segundo Bela Megale, o temor de uma eventual delação tem mantido o filho do presidente próximo a ela.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção imediata de um vídeo gerado por meio de inteligência artificial que vinculava o candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão atendeu a uma representação formal apresentada pelo Partido Liberal (PL).
Veiculada inicialmente em meados de agosto pelo perfil nas redes sociais “Brasil Sátira do Poder”, a peça digital exibia o senador em situações fotorrealistas inverídicas, incluindo interações diretas com Vorcaro e cenas simuladas de transporte ou recebimento de valores em espécie.
Ao fundamentar sua decisão, o magistrado pontuou que, embora o uso de inteligência artificial não seja vedado por completo na propaganda, a tecnologia possui limites rígidos e subordina-se a normas de transparência. Para Mendonça, a ferramenta não pode ser empregada para fabricar cenários inexistentes que simulem a realidade com alto grau de fidelidade visual, diferenciando essa prática de criações ostensivamente fantasiosas, como animações, charges ou caricaturas.
“As imagens utilizadas no vídeo não se apresentam como desenhos, caricaturas ou representações gráficas ostensivamente fantasiosas […] O material reproduz de maneira realística a fisionomia e as características físicas de Flávio Bolsonaro, inserindo-o em cenários igualmente realísticos e atribuindo-lhe gestos, interações e situações que, conforme os elementos apresentados no processo, não ocorreram”, registrou o ministro.
O entendimento do TSE reforça que a rotulagem de um conteúdo sob o argumento genérico de “sátira” não descaracteriza a proibição legal, visto que a moderação humorística não afasta o potencial lesivo ou inverídico quando figuras públicas reais são inseridas de forma convincente em contextos fictícios e prejudiciais ao pleito.
Uma representação enviada pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mantinha uma “comunhão de interesses econômicos” e conduzia negócios em conjunto com a lobista Roberta Luchsinger. O documento embasou a abertura de um inquérito contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob suspeita de tráfico de influência e corrupção.
De acordo com o material sob sigilo, a investigação indica que Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar — um dos proprietários do sítio de Atibaia investigado na Operação Lava Jato — formavam uma “sociedade oculta”. O foco do grupo era atuar no mercado de Cannabis medicinal para viabilizar contratos com o Ministério da Saúde.
Além do Lobby Tradicional
Os delegados da PF ressaltam que a conduta do trio ultrapassava a atuação regular de representação de interesses perante a administração pública. Segundo o documento, as ações visavam “a facilitação da obtenção de contratos públicos, a promoção de alterações legislativas em benefício de interesses privados específicos e a realização de pagamentos a agentes públicos ocupantes de cargos de elevada hierarquia”.
O relatório aponta que Lulinha figurava como “beneficiário indireto” e “referência decisória” nos projetos articulados por Roberta Luchsinger junto a setores do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial. As investigações também revelam mensagens em que a lobista mencionava a necessidade de afastar Lulinha do país provisoriamente, além de conversas sobre supostas consultas políticas envolvendo cargos no governo.
Intermediação e Defesas
A apuração policial destaca ainda a suposta participação de Marco Aurélio Ribeiro (Marcola), ex-chefe de gabinete de Lula, que teria intermediado reuniões entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. Após os encontros, minutas de contratos de venda de canabidiol teriam sido encaminhadas.
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, contestou a veracidade dos materiais colhidos e voltou a apontar motivação política nas investigações, argumentando que o inquérito não teria prosperado caso o investigado não fosse filho do presidente. Os representantes de Marcola e os demais citados também negaram irregularidades, classificando os vazamentos como tentativas de interferir no processo político e distorcer fatos.
Enquanto o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, planeja manter a relatoria da investigação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou pedido para que o inquérito seja remetido à primeira instância da Justiça, gerando debates processuais entre as instâncias jurídicas.
Durante sua agenda de campanha em São Paulo nesta quinta-feira (20), realizada ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que as questões financeiras relativas à produção do documentário “Dark Horse” já foram solucionadas e esclarecidas.
Questionado por jornalistas sobre as cobranças feitas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para que detalhasse os custos da obra, o senador respondeu de forma direta: “Já aconteceu”.
Flávio declarou ter visto na imprensa que a prestação de contas do filme acabou vazada do processo e que, após análise, verificou-se que “estava tudo certinho”. O parlamentar aproveitou o momento para rebater os questionamentos da oposição e transferir o foco para o atual governo: “Agora, quem tem que prestar conta é o Lula, não sou eu”.
Para o candidato, o episódio envolvendo o documentário está encerrado. “Da nossa parte, está tudo página virada”, completou.
A declaração marcou o início das atividades de campanha do senador na capital paulista, onde ele também incluiu em sua agenda visitas a um mercado popular e um encontro com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soltou uma declaração infeliz durante sua agenda política nesta quinta-feira (21) em Macaíba, na Grande Natal. Em uma parte do seu discurso, o petista responsabilizou Deus pela pobreza do Nordeste.
“Eu me perguntava, o que é que o Nordeste fez para Deus? Porque eu aprendi a vida inteira que Deus cuidava do povo pobre, que ele tinha uma preferência pelo povo pobre”, comentou Lula citando o atraso no desenvolvimento da região.
A fala repercutiu muito mal nas redes sociais e têm sido usada por adversários para atacar o presidente – que tenta o seu quarto mandato. O PT, fundado por Lula – já governou o país por mais de 16 anos desde 2002.
Com o PT, o escândalo nunca é ponto fora da curva. É método: aparelhar o Estado, proteger os seus e usar o poder para sufocar a verdade. Lula comanda um governo que confunde República com propriedade partidária. O Brasil precisa romper esse ciclo antes que ele engula o país. pic.twitter.com/nKFNBrhxdq
O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), utilizou as recentes reportagens sobre o suposto tráfico de influência do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para direcionar fortes críticas à atuação política do PT.
Em publicação feita no X, o parlamentar argumentou que as suspeitas em torno da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não representam casos isolados, mas sim uma prática sistêmica de gestão: “Com o PT, o escândalo nunca é ponto fora da curva. É método: aparelhar o Estado, proteger os seus e usar o poder para sufocar a verdade. Lula comanda um governo que confunde República com propriedade partidária”, escreveu Marinho.
As declarações intensificam o embate político na oposição, repercutindo as recentes revelações sobre os bastidores e articulações ligadas ao núcleo próximo ao Palácio do Planalto.
Um relatório da Polícia Federal (PF) revela que a lobista Roberta Luchsinger mantinha uma sociedade oculta e uma relação estratégica de negócios com Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia. O documento, que detalha bastidores de negociações, aponta para uma articulação focada em obter influência junto a órgãos governamentais, como o Ministério da Saúde.
A revista Veja divulgou trechos de conversas entre Roberta e o empresário Gustavo Gaspar, nas quais ela reforça sua proximidade pessoal e comercial com o filho de Lula (PT). Em uma delas, a lobista diz ter conversado com o presidente.
O Acesso ao Palácio
O material da PF, que inclui transcrições de mensagens, expõe que a lobista não apenas se valia do nome do filho do presidente, como reivindicava acesso pessoal direto a Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma das conversas interceptadas com o empresário Gustavo Gaspar, Roberta relata um encontro com o petista, sugerindo que o próprio presidente a teria deixado à vontade para definir sua atuação na sociedade:
“Sabe, fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: ‘Escolhe onde você quer ficar'”, confidenciou a lobista. Ao ser questionada sobre a natureza da empresa, ela reafirmou seu posicionamento: “Eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando”.
O Grupo “Musaranhos”
A proximidade entre os três era organizada em um grupo de WhatsApp batizado de “Musaranhos”. Na dinâmica do grupo, Lulinha e Bittar eram referidos como os “Musos”, enquanto Roberta ocupava a posição de “Musa”.
O relatório policial sublinha que, embora adotasse uma estratégia de “preservação” — evitando se expor desnecessariamente —, Lulinha era a peça-chave do esquema:
“Convém indicar que Fabio Luis Lula da Silva aparece reiteradamente no material analisado como figura de elevada relevância […] As comunicações indicam que Fabio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos.”
A lobista resumia a aliança com uma sentença que evidencia o nível de comprometimento entre o trio: “Fefe, Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, todos vão. A gente é mesmo irmão”.
Ambições de “Modéstia”
As mensagens também revelam o tamanho da ambição financeira do grupo. Em uma troca de mensagens com Gaspar, ao projetar ganhos, Roberta declarou:
Roberta: “Eu quero 100 milhões esse ano.”
Gustavo: “Hahahaha”
Roberta: “Para mim”
Gustavo: “Tá desmotivada? Kkkk”
Roberta: “Sou modesta”
Com informações de O Antagonista e da Revista Veja
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) o tempo que os candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que será exibido entre 28 de agosto e 1° de outubro. Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá 1 minuto e 11 segundos a mais que Flávio Bolsonaro (PL).
Confira abaixo o tempo de cada candidato:
Coligação Brasil Pronto para Mais – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) : 5 minutos e 31 segundos diários.
A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.
PL – Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários.
A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.
PSD – Ronaldo Caiado: 2 minutos e 2 segundos diários.
A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.
Avante – Augusto Cury: 35 segundos diários.
A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.
Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá forma de rodízio.
Inserções
O tribunal também divulgou o tempo dos candidatos nas inserções que deverão ser veiculadas na programação diária das emissoras.
A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL (339); PSD (159) e Avante (47).
Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá a forma de rodízio.
Como é calculado o tempo de propaganda eleitoral
O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.
A campanha Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos.
A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados.
O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 parlamentares.
Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para terem acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.
Eleições 2026
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Crie um texto jornalístico a partir das informações do texto acima. Dê foco no maior tempo de TV do presidente Lula, seguido de Flávio Bolsonaro.
O climão entre os candidatos do PT e do PDT ao Senado, Samanda Alves e Rafael Motta, ficou evidente no comício desta quinta-feira (20) com o presidente Lula na Arena das Dunas para promover a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado.
Ao discursar, Rafael citou Samanda, disse que os dois eram do “Time de Lula” e afirmou que ambos seriam eleitos para o Senado. Já Samanda, além de ficar de cara fechada quando foi saudada pelo colega de chapa, ignorou completamente Rafael e pediu voto apenas para ela própria, Cadu Xavier e o presidente Lula.
O episódio mostra novamente que Rafael Motta é o aliado indesejado que continua sendo “barrado no baile” do PT. Além de Samanda, a deputada federal Natália Bonavides também fez publicação nas redes sociais convidando os seguidores para o comício, mas excluiu Rafael da imagem do “Time de Lula e de Natália”.
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para investigar indícios de corrupção e de tráfico de influência envolvendo o filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante diligências, a PF interceptou conversas que mostram a lobista Roberta Luchsinger projetando um ganho de R$ 100 milhões em 2024 em esquema.
As informações do inquérito da PF sobre Lulinha foram divulgadas pela Revista Veja. A PF obteve diálogos que mostram Roberta dizendo para amigos que o presidente Lula a chamou para ter um cargo dentro do governo.
“Fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando.” E explicou o porquê: “Tô em cargo nenhum e ando onde eu quero”, revelou a Veja.
Os diálogos foram utilizados pela corporação para embasar a abertura de três inquéritos destinados a apurar suspeitas envolvendo a atuação de Roberta e Lulinha em negócios com o governo federal. O primeiro investiga possíveis relações com o Ministério da Saúde. O segundo apura suspeitas relacionadas à Dataprev, empresa de tecnologia do governo.
O terceiro também trata de negócios da dupla em outra área da administração federal.
Comente aqui