Esporte

Polêmicas, inimigos e títulos: relembre a trajetória do dirigente Eurico Miranda, que nunca passou despercebido

Foto: André Durão/GloboEsporte.com

O estilo desafiador, muitas vezes bravateiro, tornou-se marca de Eurico Ângelo de Oliveira Miranda, que morreu nesta terça aos 74 anos, vítima de câncer no cérebro. Era a postura preferida do histórico dirigente nos momentos de defender os próprios pontos de vista. Comandou o futebol do Vasco, atraindo amor e ódio, dentro e fora do clube, de aliados e inimigos, entre os triunfos e os fracassos colecionados.

“Quem falou?”

“Crise? Que crise?”

Eram duas das frases que Eurico adorava bradar, para questionar adversários políticos, dirigentes, jornalistas e as notícias que o contrariavam.

A primeira aparição do cartola no noticiário do Vasco aconteceu quando Eurico tinha 25 anos. Um fotógrafo do jornal “O Globo” o flagrou desligando a chave de energia elétrica da sede da Lagoa. Quis acabar com a sessão do Conselho Deliberativo que tratava da cassação do presidente Reinaldo Reis. Foi em vão a tentativa desesperada do então vice de Patrimônio, na época conhecido como Eurico Oliveira. A luz voltou, e Reis terminou cassado naquela noite de 25 de novembro de 1969. A edição de “O Globo” da manhã seguinte trouxe a foto, com a legenda “Mão do Eurico”, enquanto a reportagem narrava o ocorrido.

Mão de Eurico, fotografada apagando a luz na sessão de cassação do presidente Reinaldo Reis — Foto: Reprodução O Globo / 26-11-1969

Fisioterapeuta formado e graduado em Direito pela PUC do Rio de Janeiro, Eurico havia começado a trabalhar no Vasco como diretor de cadastro, em 1967, com 23 anos. Ocupou diversos cargos e foi aumentando seu prestígio com os que sucederam Reinaldo Reis na presidência: Agathyrno da Silva Gomes, Alberto Pires Ribeiro e Antônio Soares Calçada. Ganhou notoriedade, como diretor de Futebol, ao dar um drible no Flamengo e ajudar a repatriar Roberto Dinamite, em maio de 1980, quase cinco meses após o artilheiro ter trocado o Vasco pelo Barcelona, da Espanha.

De 1986 a 2001, já como vice-presidente de Futebol do Vasco, Eurico Miranda esteve à frente de campanhas memoráveis, como as dos títulos brasileiros de 1989, 1997 e 2000, da Libertadores de 1998 e da Copa Mercosul (hoje, Sul-Americana) de 2000. Nesse período de 15 anos, enquanto foi o mandachuva do presidente Antônio Soares Calçada no futebol, o Vasco ergueu 37 taças, incluindo turnos de Campeonato Carioca, o Rio-São Paulo-1999 e troféus de torneios internacionais, como o tricampeonato do mítico Troféu Ramón de Carranza, na Espanha.

Todas as conquistas orgulhavam Eurico Miranda, mas especiais eram as vitórias sobre o Flamengo. Personalista, o dirigente transformou a rivalidade entre os clubes em disputa particular. Odiava perder para o rubro-negro e entrava em êxtase nos triunfos.

– Vasco x Flamengo é um campeonato à parte – gostava de resumir.

Puxava o coro de “Casaca” nos vestiários e momentos festivos. E não temia as declarações polêmicas. Por isso, colecionava desafetos. Dentro e fora do clube.

– Já comprei 30 mil litros de chope. E paguei. Tenho certeza de que vamos ser campeões porque nosso time é muito melhor do que o Flamengo – avisou, já presidente, antes da derrota na final do Campeonato Carioca de 2004 para o arquirrival.

Em campo, a vitória do Flamengo por 3 a 1, com três gols de Jean, fez a torcida adversária soltar o grito nas arquibancadas do Maracanã: ”Arerêêêê, o chope do Eurico eu vou beber!”.

A bravata ainda faria o cartola perder a cabeça e custaria a ele uma condenação por agressão. Depois do jogo, ao ser perguntado pelo repórter Carlos Monteiro, de “O Dia”, sobre onde estariam os “tais 30 mil litros de chope comprados”, Eurico deu um soco no jornalista. Levado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Maracanã, terminaria absolvido pelo juiz Murilo Kieling. O Ministério Público Estadual e o advogado do jornalista recorreram, e o já presidente do Vasco foi condenado a seis meses de prisão. A pena seria substituída, em março de 2006, pelo pagamento de R$ 10 mil de indenização. Eurico recorreu até ao STF, mas sofreu outra derrota, em julho de 2007.

Eurico tinha um jeito peculiar de lidar com os jogadores, especialmente, os destaques do time. Na campanha do título brasileiro de 1997, dizia para quem quisesse ouvir que o segredo do alto astral e do sucesso do atacante Edmundo naquele período era mantê-lo como o centro das atenções:

“Edmundo não pode ter concorrentes. Precisa ser a estrela da companhia” , resumiu Eurico

Fala bobagem não era crime em São Januário. Desde que o falastrão fizesse gols e caísse nas graças da torcida.

– No Vasco, a gente releva algumas coisas, quando o sujeito tem caráter e bom coração – emendou Eurico, em 1998. – O Donizete, por exemplo, reclama da reserva, fala bobagem, mas, no dia seguinte, é o primeiro a pedir desculpas – completou, numa análise divertida sobre o “Pantera”.

O estilo intempestivo de Eurico Miranda vinha desde criança. Nascido a 7 de junho de 1944, ganhou o nome de batismo em homenagem ao general Eurico Gaspar Dutra, presidente do Brasil de 1946 a 1951. Álvaro e Alexandra, os pais, haviam trocado Arouca, no norte de Portugal, pelo Rio de Janeiro, na década de 30. O menino Eurico e os irmãos Álvaro e José Alberto estudaram no tradicional Colégio Santo Inácio, em Botafogo. Tirava boas notas e era coroinha na capela, mas se envolvia em brigas e terminou expulso da escola também por insistir em vestir a camisa do Vasco sobre o uniforme.

Os discursos de enfrentamento e de defensor do Vasco o levaram à política partidária 50 anos depois de nascer. Conquistou o primeiro dos dois mandatos de deputado federal em 1994.

– Sempre digo, lá em Brasília, que não sou representante do povo. Sou representante do Vasco. Não prometi água, habitação, luz, nada. Só defender o Vasco. Meu voto é na emoção, mas aliado à competência – repetia, à época.

Antes, aliou-se à Ricardo Teixeira, que viu em Eurico Miranda a liderança que poderia ajudá-lo a ganhar a eleição para a presidência da CBF. Como prêmio, tornou-se o primeiro diretor de Futebol na gestão do novo presidente, em janeiro de 1989. Conseguiu, de imediato, nomear Sebastião Lazaroni técnico da seleção brasileira, que conquistaria a Copa América em 16 de julho daquele mesmo 1989, acabando com um jejum continental de 40 anos.

Quatro dias antes da conquista da Copa América, em plena concentração da seleção brasileira no antigo Hotel Intercontinental, no Rio, Eurico Miranda aproveitaria seu cargo na CBF e na seleção para aplicar o maior dos golpes desferidos contra o arquirrival Flamengo. Em reunião com o atacante Bebeto, arquitetou o plano para o artilheiro daquela Copa América, com seis gols, emitir e depositar, no dia 28 de julho de 1989, na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), um cheque de seis milhões quinhentos e vinte e oito mil e vinte e um cruzados novos. O jogador comprou o próprio passe, após não ter chegado a um acordo para a renovação de contrato com o Flamengo, que fixara o preço do ídolo, na FERJ. O dinheiro usado por Bebeto, claro, havia sido antecipado pelo Vasco. A revista “Placar” publicou o dia a dia da negociação.

Por divergências com Ricardo Teixeira, Eurico pediu demissão do cargo na CBF em setembro de 1989, apenas oito meses depois de assumir.

Dedicado exclusivamente ao Vasco, viu o clube ganhar o Brasileiro daquele mesmo ano, com Bebeto no ataque do time dirigido por Nelsinho Rosa – assistente técnico de Lazaroni na seleção.

Quando Antônio Soares Calçada anunciou que se retiraria da presidência do Vasco em janeiro de 2001, depois de 18 anos (desde 1983) no poder, o então vice de Futebol viu o caminho livre e se elegeu presidente para uma fase prevista como de novas glórias, mas que se revelaria sombria. Eurico Miranda foi empossado a 22 de janeiro de 2001, quatro dias após o Vasco conquistar a Copa João Havelange (Brasileiro-2000), ao vencer por 3 a 1 a final diante do São Caetano (SP).

Nos primeiros sete anos dele na presidência, de 2001 a 2008, o Vasco ganhou apenas um Campeonato Carioca, o de 2003, além das Taças Guanabara (2003) e Rio (2001, 2003 e 2004). A melhor colocação na Série A do Brasileiro foi o sexto lugar, em 2006.

Eurico mandava e desmandava na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Em 2007, tomou para si o microfone, ordenou a todos os presentes que se sentassem e promoveu a eleição de Rubens Lopes como novo presidente da FERJ, desafiando o interventor Hekel Raposo, a Polícia Militar e uma ordem judicial que tentaram impedir o pleito.

Na política, o deputado federal enfrentou uma CPI do Futebol no Senado. Entre fevereiro e junho de 2001, a CPI provou que Eurico desviara recursos do Vasco, acusando-o de aprovação indébita e falsidade ideológica, na época do acordo de patrocínio do Bank of America com o clube. A CPI descobriu que o dublê de cartola e político usou “laranjas” para receber recursos que saíam da Vasco da Gama Licenciamentos (VGL). Entre 1996 e 2000, as contas de Aremithas José de Lima, funcionário humilde do Vasco, movimentaram R$ 13,5 milhões, usados por Eurico também como fundos de campanha política.

Contracapa do jornal O Globo sobre a investigação da CPI do Futebol no Senado — Foto: Acervo Jornal O Globo / 05-02-2001

Mesmo assim, Eurico Miranda não foi cassado. Em 2002, com ajuda do ex-presidente da Câmara dos Deputados e correligionário Severino Cavalcanti, conseguiu o arquivamento do processo de cassação de mandato.

– Sou mais importante do que o governador – provocava, um ano antes, em entrevista à revista “Isto É”, debochando da CPI do Futebol no Senado.

Nos dois mandatos de deputado federal, entre 1994 e 2002, Eurico Miranda manteve os três filhos (Mário, Eurico Ângelo e Álvaro) e um sobrinho (Alexandre), como funcionários de gabinete. Na época, os salários do quarteto representavam um total mensal de R$ 10 mil.

Apenas em 2006, Eurico teve o registro de candidatura impugnado em primeira instância, mas não pelo TSE. Acabou concorrendo, tentando um novo mandato, porém, sem conseguir se eleger. A imagem do político estava arranhada para sempre.

Em junho de 2008, Eurico ganhou mais uma disputa para a presidência do Vasco, mas a Justiça determinou o cancelamento da eleição, marcada por fraudes, e abrindo caminho para a vitória do opositor Roberto Dinamite, maior artilheiro da história cruzmaltina. O clube tentou se reerguer no meio do caos administrativo, mas, naquele mesmo ano, naufragaria com o primeiro rebaixamento à Série B, terminando a Série A em 18º lugar. A segunda queda, também sem Eurico e com Roberto à frente, aconteceria em 2013.

A incompetência do adversário político ressuscitou o velho cartola, que, seis anos antes, todos julgavam varrido do clube. Eurico Miranda estava de volta ao Vasco, ganhando a eleição e reassumindo a cadeira de presidente em 2 de dezembro de 2014.

Correligionários em reunião de campanha de Eurico Miranda à presidência do Vasco, em 2014 — Foto: Arquivo Pessoal

Desta vez, ele não seria poupado. Em dezembro do ano seguinte, o Vasco sucumbiria ao terceiro rebaixamento do século 21. Eurico havia prometido: “o Vasco não cai”. E bradou, prometendo ir para a Sibéria se isso ocorresse. O Vasco caiu, e mais uma frase de efeito não passou de bravata. Desta vez, o dirigente sentiu, como protagonista, o tamanho de uma dor irreparável.

– Para que não reste dúvida: o único e exclusivo responsável pelo rebaixamento do Vasco sou eu – afirmou, sem fugir à responsabilidade, no dia 7 de dezembro de 2015, menos de 24 horas após a queda, não sem recorrer a mais uma de suas frases de efeito. – Tem uns caras (críticos) que devem estar tristes, porque gostariam de ir comigo para a Sibéria.

De 2015 a 2017, Eurico alegou que, antes de investir no time, precisava resolver o caos administrativo deixado por Roberto Dinamite. No primeiro ano, ganhou o Campeonato Carioca, mas acabou rebaixado à Série B do Brasileiro. O Vasco voltou à elite como terceiro colocado da Segundona-2016, ano em que conquistou mais um título carioca. Logo no primeiro ano de volta à Série A em 2017, conseguiu a vaga na pré-Libertadores-2018.

Mais uma eleição, em 7 de novembro de 2017, acabaria em confusão. Após a vitória de Eurico, foi anulada pela Justiça a urna 7, sob alegação de fraude, o que significou a vitória de Julio Brant. O que parecia impossível ainda iria acontecer. Em novo round, desta vez no Conselho, Eurico e Roberto Monteiro se aliaram a Alexandre Campello, para derrotar Julio Brant no dia 20 de janeiro de 2018. O velho dirigente mostrou poder, como líder dos beneméritos, que contrariaram a votação e a vontade da maioria dos sócios do Vasco pela primeira vez na centenária história vascaína.

Eurico Miranda chegava a fumar dez charutos por dia — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

O velho cartola gostava de aparecer em público fumando charutos. Houve tempos em que chegou a fumar mais de dez por dia. Com aparência debilitada desde 2013, dois anos depois daria uma entrevista com postura desafiadora, diante dos noticiários sobre um possível afastamento do futebol para tratamento de saúde.

Eurico Miranda lutava contra um tumor no cérebro. Nos últimos sete meses, o quadro de saúde se agravou. Nos festejos dos 120 anos de fundação do Vasco, no último dia 21 de agosto, o atual presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco foi à Câmara dos Vereadores, de cadeira de rodas e exibindo um semblante abatido, que assustou seguidores e até desafetos.

Eurico Miranda deixa a viúva Sílvia Brandão de Oliveira Miranda, quatro filhos e sete netos.

Globo Esporte

 

Opinião dos leitores

  1. Um homem que fez-se amado e odiado, ao mesmo tempo. Uns chamavam-no Euricuzinho, outros Euricuzão.

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Segurança

Empresário da área de vigilância privada é assassinado a tiros no interior do RN

Foto: O Câmera

Raimundo Carreiro de Almeida Filho, de 46 anos de idade, foi morto com tiros de pistola 9mm e escopeta calibre 12, quando o mesmo chegava em casa numa motocicleta, na Rua Governador Cortez Pereira, na Vila Brasília, na Serra do Mel, crime que aconteceu na manhã deste sábado, 15 de janeiro.

Não existem muitas informações sobre a motivação para o crime e nem sobre os criminosos, apenas que a vítima era natural da cidade de Fortaleza, no estado do Ceará e mantinha uma empresa de vigilância particular “Agilidade Dez” no município de Porto do Mangue, há pouco mais de 03 anos e fazia segurança para um grupo, dono de salinas na região.

A equipe de perícia criminal do Itep, localizou capsulas e fragmentos das munições utilizadas para matar o vigilante/empresario. Depois dos procedimentos de perícia no local do crime, o corpo foi removido para ser examinada na Unidade Regional do Itep em Mossoró.

Portal Grande Ponto via O Câmera

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Saúde

Taxa de transmissão da covid ultrapassa pico da pandemia no Brasil

Foto: Herculano Barreto/UOL

A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus ultrapassou o pico da pandemia no Brasil, iniciando a terceira onda no país, afirmam especialistas. O Rt no Brasil atingiu hoje a marca de 1,53, contra um índice de 1,29 em 16 e 17 de março do ano passado, momento crítico da segunda onda do coronavírus.

Os dados foram coletados a pedido do UOL pela Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais USP e Unesp.

Os pesquisadores consideram que essa taxa precisa ficar abaixo de 1 para que a pandemia esteja controlada. Quando ela chega a 1, cada pessoa pode contaminar uma outra. Se for maior do que isso, cada doente poderá transmitir o coronavírus para mais de uma pessoa.

“Com um Rt em 1,53, 100 infectados podem contaminar 153 pessoas”, explica a pós-doutoranda da USP e uma das coordenadoras da Info Tracker, a professora da Unesp Marilaine Colnago.

Imagem: reprodução/UOL

Em 2021, o Rt permaneceu acima de 1 durante todo o mês de janeiro, depois caiu e ficou abaixo disso até 23 de fevereiro, quando voltou a ultrapassar esse teto e atingir o pico da segunda onda em 16 e 17 de março, quando marcou 1,29.

Esse patamar só voltou a ficar abaixo de 1 em 18 de abril, superando a marca constantemente até meados do ano, quando, finalmente, baixou a 0,62 no dia 16 de julho.

A pandemia parecia controlada quando, em dezembro, a variante ômicron desembarcou oficialmente no Brasil. Desde então, a taxa de transmissão não parou de subir, voltando a romper o teto de 1 em 26 de dezembro.

No dia 7 de janeiro, o Rt ultrapassou a barreira em todas as regiões do Brasil. No dia 9, a taxa nacional chegou a 1,31 —ultrapassando o pico da pandemia, em março passado— e agora bate em 1,53.

“A taxa de transmissão da ômicron é impressionante. Em nenhum momento da pandemia recebi um número tão grande de pacientes com covid-19 como agora”, afirma o médico infectologista Marco Aurélio Sáfadi, professor na Santa Casa de São Paulo.

“Não há nenhuma dúvida de que estamos na terceira onda. Essa não é uma onda, é um tsunami, como a gente costuma dizer. Ela será a responsável pelo maior número de casos na pandemia. Em dez, 15 dias, acredito que haverá meio milhão de casos diários em São Paulo”, diz Marco Aurélio Sáfadi, infectologista.

“Certamente estamos na terceira onda”, concorda Marilaine Colnago, da Info Tracker. “Nunca tivemos números tão elevados de contágio.”

Hospitais e vacina

Infectologista, a professora de medicina Joana D’arc Gonçalves diz que a boa notícia é que “a ômicron é uma variante mais branda e grande parte da população está imunizada”.

Mesmo assim, afirma, os casos são tantos que “muitos doentes crônicos e não vacinados estão sendo hospitalizados, sobrecarregando a assistência hospitalar”.

O professor da Santa Casa explica que, além de mais transmissível, a ômicron “tem a capacidade de driblar nosso sistema imune”.

“Vacinados e infectados com versões anteriores do vírus não demonstram resposta imune capaz de impedir reinfecção”, diz o médico, que ressalva:

“Isso não deve ser confundido como perda de importância da vacina. Ao contrário: vacinados têm evolução clínica melhor do que os não imunizados”, diz.

“O principal papel da vacina é reduzir risco de complicações e gravidade. Não tem o poder de eliminar o vírus. Tem o poder de blindar a população para que a gente comece a convier com formas mais transmissíveis e menos graves do vírus”, afirma o infectologista Marco Aurélio.

A professora lembra que “a terceira dose é bem mais eficaz contra a ômicron” e o ideal é “vacinar o máximo de pessoas possível”.

UOL

Opinião dos leitores

  1. O passaporte serve pra quê? Por que exigir passaporte? Teoricamente, pra não transmitir. Se quem tá vacinado não morre, por que exigir passaporte se todos transmitem? Ou o vírus do não vacinado é pior do que o vacinado? É só uma pergunta.

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Polícia

Filhos matam pai a facadas após ele descumprir medida protetiva, no DF; Decisão judicial proibia o homem de se aproximar deles e da ex-esposa

Imagem: reprodução

Dois jovens, de 20 e 23 anos, foram detidos em flagrante na noite desta sexta-feira em Recanto das Emas, no Distrito Federal, após assassinarem o próprio pai a facadas. Em depoimento à polícia, ambos alegaram que a vítima havia descumprido uma decisão judicial que o proibia de se aproximar da família, devido às repetidas ameaças contra os filhos e a ex-companheira.

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o homem, de 46 anos, teria aparecido de surpresa na casa da família. Após iniciarem uma discussão, os vizinhos acionaram a PM às 22h30, alegando que pai e filhos estavam “em vias de fato”, usando facas. Mas, ao chegarem no local, a vítima já estava morta.

Na delegacia, os jovens afirmaram que o crime foi em legítima defesa, após também terem sido ameaçados pelo pai. Os dois rapazes foram levados para o 27º Departamento de Polícia, no Recanto das Emas, onde o caso é investigado. Na 27ª DP, os irmãos foram autuados em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil. Eles devem passar por audiência de custódia neste domingo (16/1).

Com informações de O Globo e Metrópoles

Opinião dos leitores

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Tecnologia

Twitter reativa conta de Luciano Hang

Foto: Sergio Lima/Poder 360

O Twitter restabeleceu neste sábado (15) o perfil do empresário Luciano Hang na plataforma. A conta ficou suspensa por 3 dias depois que a rede social cumpriu uma decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Hang teve sua conta oficial no Twitter suspensa em 24 de julho de 2020, por ser investigado no inquérito das fake news e alvo de uma investigação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por disseminação de notícias falsas. Para driblar a restrição, criou perfis novos nas plataformas. O do Twitter caiu na última quarta-feira (12). A plataforma não se posicionou sobre o assunto.

Com a conta reativada, Hang não perdeu tempo e voltou a tuitar. Ele comemorou seu retorno à rede social na tarde deste sábado (15). “Estou de volta no Twitter!”, declarou o dono das lojas Havan.

Imagem: reprodução/Twitter

Poder 360

Opinião dos leitores

    1. Vá trabalhar, cuidar da sua família, ir à praia, deixar de idolatria com o vagabundo LULA …talkei!!!

    2. Estou querendo saber qual é a verdade sobre vacinas. Qual é a verdade?

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Mundo

Brasileiro roubou nome de criança morta nos EUA e viveu como americano por 25 anos

Foto: reprodução/Twitter

“Nome completo?”

“Eric Ladd”, responde Ricardo. “É muito comum a gente dar nome de guerra nos Estados Unidos, isso em todas as companhias [aéreas]. Eles pedem para a gente não divulgar muito o nome completo, peço desculpas, mas por Eric Ladd todo mundo me conhece.”

“Local de nascimento?”

“Atlanta, Geórgia”, diz o homem que, segundo o governo americano, é natural de São Paulo.

É assim que se apresenta, em uma transmissão ao vivo de agosto de 2020 no canal brasileiro de YouTube PandAviation, o sujeito que o Departamento de Estado americano afirma que é Ricardo César Guedes.

Convidado a falar sobre sua história de quase 25 anos como comissário de bordo da United Airlines, uma das maiores companhias aéreas do mundo, Ricardo (ou Eric) conta que nasceu nos Estados Unidos, mas, filho de mãe brasileira —aqui se confunde e diz que “meio que os dois”, pai e mãe, são brasileiros—, foi criado em São Paulo. Arremata afirmando que se considera paulistano e que voltou aos EUA aos 22 para trabalhar com aviação.

Hoje ele está preso. Segundo o governo americano, por roubar a identidade de William Ericson Ladd, este sim nascido em Atlanta, no estado da Geórgia, em 1974 —e morto em um acidente de carro antes que completasse cinco anos de idade.

O brasileiro Ricardo César Guedes obteve passaporte dos EUA, fez carreira na aviação, casou-se e comprou uma série de bens fingindo ser americano durante os mais de 25 anos que assumiu a identidade de uma criança morta em 1979, segundo a acusação.

Considerado comissário sênior, chegou a participar de voos humanitários em meio à retirada das tropas ocidentais do Afeganistão, em agosto do ano passado. Fã da Apple, transportava iPhones para vender no Brasil e apareceu em vários veículos jornalísticos em 2012, inclusive nesta Folha, sempre com o nome de Eric Ladd, como a primeira pessoa a comprar uma nova versão do iPad em Nova York após 30 horas de fila.

Ativo na comunidade da aviação brasileira, participava de eventos e palestras, lembra Lito Sousa, ex-mecânico de aviões e hoje um dos influenciadores mais famosos da área. “Ele me escreveu em 2018 dizendo que viria a um evento no Brasil e queria me conhecer. Trouxe bombons com formato de avião que ele mesmo havia feito. Depois nos encontramos em um voo, ele me tratou superbem. E aí o convidamos para jantar aqui em casa. Uma pessoa agradável, boa de conversa”, conta.

Na semana passada, Sousa recebeu da esposa uma sugestão de tema para seu canal no YouTube: a história de um comissário de bordo brasileiro que fingiu ser americano por mais de duas décadas, contada pela primeira vez pelo jornal Houston Chronicle, da cidade do Texas onde o suposto Eric Ladd vivia.

“Estranhei e reconheci o sobrenome. Mandei uma mensagem para ele, ele não recebeu. Fui ver o Instagram, tinha sido apagado. A gente ficou incrédulo. Ninguém nunca desconfiou de nada.”

Não se sabe exatamente como Guedes conseguiu a identidade da criança morta, mas, segundo o governo americano, ele entrou duas vezes no país com o nome brasileiro e visto de turista, em 1994 e 1996. No ano desta segunda viagem, Guedes conseguiu emitir um número de seguridade social (equivalente ao CPF no Brasil) com o nome de Ladd, morto havia 17 anos, no estado da Carolina do Norte, vizinho da Geórgia. Em 1997, foi contratado pela United Airlines —ele havia feito cursos de comissário de bordo no Brasil.

Seu primeiro passaporte americano foi emitido em 14 de abril de 1998, também sem sustos. Ele renovou ou pediu alterações (como mais páginas, já que pela profissão viajava muito) no documento seis vezes, em 2006, 2007, 2009, 2013, 2015 e 2018. Em todas, sem obstáculos burocráticos.

A luz de alerta foi acesa em 2020, quando Ladd se casou com um brasileiro e pediu a alteração do passaporte, para incluir o sobrenome do marido. O Escritório de Assuntos Consulares do Departamento de Estado estranhou que o número de seguridade social tivesse sido emitido só quando ele tinha 22 anos —o documento muitas vezes é expedido para bebês, que precisam ser inscritos em planos de saúde dos pais ou em programas de benefícios do governo.

O órgão então identificou outra pessoa de mesmo nome, data e local de nascimento, o verdadeiro William Ericson Ladd, morto mais de quatro décadas antes. Foi aí que a investigação começou. Ao pesquisar a vida do homem, encontraram uma série de laços com o Brasil —como o fato de ter ido ao país em mais da metade das 40 viagens que fez ao exterior naquele 2020.

Nas redes sociais dele, o governo americano identificou uma brasileira que parecia, pelas fotos e publicações, ser sua mãe. O Consulado Geral dos EUA no Recife foi acionado, e bases de dados apontaram que ela tinha um filho, nascido no Brasil, com mais ou menos a mesma idade do homem.

Os americanos, então, compararam as impressões digitais que o governo brasileiro tinha coletado, nos anos 1990, do filho da mulher e confirmaram que Ricardo César Guedes e aquele que se apresentava como William Ericson Ladd eram a mesma pessoa. O passo seguinte foi consultar a família Ladd, que confirmou a morte do menino e disse que nunca havia visto a pessoa que se passava por ele.

Depois de quase um ano de investigações, Guedes foi preso em 22 de setembro de 2021, no Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston. Os agentes o encontraram no portão de embarque e o levaram até uma sala privada, onde ele se identificou como William Ericson Ladd e apresentou o passaporte.

No interrogatório, ele foi alertado: é crime mentir a um agente federal, e o governo sabia de sua identidade verdadeira. Ele respondeu que nasceu nos EUA, mas foi criado por pais missionários no Brasil.

O processo que tramita na Justiça do Texas relata que um policial afirmou que tinha uma certidão de óbito do verdadeiro Ladd, o que fez Guedes se calar. As autoridades ainda mostraram uma foto do túmulo da criança morta, no Alabama. O brasileiro então invocou seu direito de ficar calado e foi detido.

Na prisão, quando a polícia foi colher suas impressões digitais, Guedes perguntou qual nome deveria preencher no formulário. Segundo o processo, ao ouvir que deveria escrever seu nome verdadeiro, assinou “R. Cesar Guedes”.

Com um mandado de busca e apreensão, autoridades encontraram na casa dele, em Houston, duas cópias da certidão de nascimento de Ladd e um cartão com seu nome verdadeiro. Na ocasião, o marido disse aos agentes que o conhecia desde a infância, no Brasil, e que sabia que ele não era quem dizia ser. Segundo a acusação, o parceiro deve perder a autorização para viver nos EUA, já que entrou com o processo na imigração com base no casamento com um falso cidadão americano.

Guedes, que não tem nenhum outro histórico criminal nos EUA, continua preso no Texas, aguardando o julgamento, marcado para 18 de abril. Procurada, a defesa dele afirmou à Folha que não comentaria o caso. Consta no processo que, no momento da prisão, ele disse aos agentes: “Eu tinha um sonho, e o sonho acabou. Agora preciso encarar a realidade”.

FolhaPress

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Saúde

Governo do RN passa a exigir passaporte vacinal para acesso de servidores e da população aos órgãos públicos

Foto: Governo do RN

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio das secretarias da Saúde Pública (Sesap) e da Administração (Sead), publicou neste sábado (15) portaria na qual disciplina o acesso de servidores e da população às dependências dos órgãos da administração pública direta e indireta do estado. A medida tem como principal finalidade prevenir a transmissão do novo coronavírus, em razão do aumento recente no número de casos da covid-19 no RN.

“É um cuidado a mais que o governo está tendo com o servidor e com a saúde pública, a fim de evitar uma reincidência de surto da doença nos prédios públicos. O objetivo é preservar o direito de todos e harmonizar o ambiente de trabalho – e fora do ambiente de trabalho – para que todos tenham essa harmonia e a saúde pública preservada”, explica a secretária da Administração, Virgínia Ferreira.

A Portaria Conjunta Nº 01/2022 – Sesap/Sead, publicada no Diário Oficial do Estado, estabelece como requisito para acesso às repartições públicas a obrigatoriedade de comprovação do esquema vacinal contra covid-19 em conformidade ao calendário de imunização. A exceção é para os casos que, por atestado médico ou que, nos termos do Plano Nacional de Imunização (PNI), não integrem, temporária ou permanentemente, grupo elegível para recebimento do imunizante. Ainda assim, é preciso comprovar a justificativa.

O documento também determina que os servidores e empregados públicos, bolsistas e estagiários que apresentarem qualquer sintoma gripal deverão permanecer em regime de trabalho remoto, bem como procurar serviço de saúde para atendimento médico. Se diagnosticado com Covid ou Influenza (H3N2), o servidor deverá se afastar das atividades laborais e cumprir isolamento pelo tempo determinado em atestado médico.

No intuito de proporcionar a redução da circulação de pessoas e evitar a possibilidade de contágio nas unidades administrativas, desde que mantida a capacidade de pleno funcionamento dos setores, a Portaria recomenda que as chefias elaborem escalas de horários para cumprimento da jornada de trabalho presencial dos servidores, de forma a possibilitar o sistema de rodízio. Aqueles que estiverem em teletrabalho, entretanto, deverão permanecer disponíveis via celular, e-mail ou outra via eletrônica durante todo o horário de expediente.

O documento também reforça que os órgãos públicos estaduais continuem seguindo a adoção das medidas de segurança sanitária, tais como incentivo à higienização frequente das mãos, vedação à aglomeração de pessoas e, principalmente, exigência do uso obrigatório de máscaras de proteção facial. “Para exercermos nossas atividades no trabalho de maneira segura e responsável contra a Covid-19, devemos continuar respeitando todos os protocolos e não relaxar nas medidas de prevenção em nenhum momento. É fundamental ainda que as pessoas procurem completar o seu esquema de vacinação tão logo seja possível”, reforça Virgínia Ferreira.

Os protocolos de biossegurança referente às rotinas de trabalho presencial estão dispostos na Portaria Conjunta nº 03/2020 – Sesap/Sead, de 07 de agosto de 2020.

A Portaria Conjunta Nº 01/2022 – Sesap/Sead pode ser acessada neste link: http://diariooficial.rn.gov.br/dei/dorn3/docview.aspx?id_jor=00000001&data=20220115&id_doc=754664

Opinião dos leitores

  1. Arbitrariedade, não dá para entender, pois a vacina não impede a transmissão e o contágio do indivíduo. Se quiser combater efetivamente, proíba aglomeração em qualquer lugar, seria muito mais efetivo do quê esta medida.

  2. Absurdo vivemos uma verdadeira ditadura, se vacina protegesse mesmo nao tava ai essa ruma de gente doente, Brasil ditadura

  3. É polêmico ? É. Mas pregunto: Quem danado quer trabalhar com alguém que suspeitamos que estaja com covid? ou que não apresenta nada, mas não tomou vacina? Eu, não quero trabalhar com uma pessoa dessa.

    1. O que aconteceu nos navios cruzeiros? Ouvi falar que todos apresentaram a tal passaporte. E aí? O que o Sr. Me diz?

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 35,4%

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 35,4%, registrada no início da tarde deste sábado (15). Pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos e críticos somam 65.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 40% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 34,3% e a Região Seridó tem 13,3%.

Até o momento desta publicação são 60 leitos críticos (UTI) disponíveis e 46 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 69 disponíveis e 19 ocupados.

Outros 24 leitos de UTI estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’ e também 27 leitos clínicos também estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’, com outras síndromes gripais.

Em virtude do surto gripal que atinge não somente o RN, a Sesap informou no dia 6 de janeiro que disponibilizou leitos da rede Covid para pacientes com outras síndromes gripais que tenham teste negativo para Covid-19, resguardando as medidas de biossegurança para evitar contaminação.

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Saúde

COVID: RN possui 60 leitos críticos e 69 leitos clínicos disponíveis

O RN permanece com fila zerada de pacientes para UTI Covid conforme levantamento feito por volta das 12h55 deste sábado (15).

Neste período, havia 7 pacientes com perfil para leitos críticos na lista de regulação e outros 5 aguardavam avaliação. Foram registrados disponíveis 60 leitos críticos e outros 69, sendo clínicos.

Opinião dos leitores

  1. BG!
    Tá na hora de vc começar a desmamar essas notícias do covid 19.
    Isso basta uma vez por semana.
    Vamos viver em paz, conviver com a mulesta desse vírus como ja convivemos com tantos outros.
    Essa desgraça não vai embora tam cedo.
    Já pensou se todos os dias vc tivesse que está noticiando quantos morreram por h1n1, turbeculose, Aids, infarto, complicações por diabets etc etc etc ???
    Ta bom homi!!
    Isso já está enchendo o saco.
    O negócio é o seguinte, quem pegou pegou!
    Quem morreu morreu.
    Não tem o que fazer.
    Vida que segue!!
    Muitos cuidados, mascaras, álcool, igienizaçao e vamos tocar o barco com fé em Deus.
    Ponto final!!
    Basta de mastigado todos os dias com uma coisa que não damos jeito.
    Blz???

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Saúde

RN registra 02 óbitos por covid nas últimas 24 horas; Novos casos são 46

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus neste sábado (15). São 394.011 casos totalizados. Na sexta (14) eram contabilizados 393.965, ou seja, 46* novos casos em comparação com o dia anterior, todos confirmados nas últimas 24 horas.

*Segundo a Sesap, o sistema E-SUS está fora do ar, por isso uma baixa considerável nos casos confirmados.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 7.599 no total. Dois (02) óbitos foram registrados nas últimas 24 horas no RN, ambos em Natal. Na sexta (14), eram 7.593 mortes. A Sesap registrou outros quatro (04) após resultados de exames laboratoriais de dias ou semanas anteriores. Óbitos em investigação são 1.460.

Recuperados são 380.278. Casos suspeitos somam 116.672 e descartados são 838.068. Estimativa de casos em acompanhamento: 6.314.

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Cidades

Seturn solicita mediação do prefeito de Natal para evitar greve de motoristas de ônibus

Foto: Magnus Nascimento

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn), encaminhou ofício solicitando reunião em caráter de urgência com prefeito de Natal, Álvaro Dias, para definir o dissídio coletivo do setor (com risco de greve) e isenção do ISS ou reajuste tarifário.

Ofício solicitava reunião para ontem (sexta-feira) ou agendamento para a segunda-feira (17) com a presença dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do RN (Sintro) e da Secretária Municipal de Mobilidade Urbana, Daliana Bandeira. “Mas até o momento não tivemos resposta da equipe da prefeitura do Natal. Só esta mediação irá impedir a greve do setor”, disse Nilson Queiroga, consultor técnico do Seturn.

Segundo Nilson Queiroga a reunião se faz necessária para solucionar demandas que estão na pauta do dia do setor de transpor público e que precisam da solução do prefeito da cidade pois a própria STTU reconhece a defasagem tarifária.

“A STTU em resposta ao TRT sobre o salário do motorista e a tarifa ignorou o reajuste de salário e os aumentos do diesel e ainda assim a tarifa já está além de R$ 4,00. Com um detalhe: esse valor sem ISS, muito embora a desoneração tenha expirado em 31/12/2021”, explicou Nilson Queiroga

Opinião dos leitores

  1. Taí o público privado, que vive se gladiando. E , no fim só sobra para o menos favorecido. Ônibus de péssima qualidade, motoristas mal pago e sem nenhum curso de formação, insegurança, vias e quantidade precárias.. resultando, inversamente proporcional, ao custo. Preço altíssimo das passagens. É verdade ou não? Mas há quem defenda!

  2. O Prefeito deveria cancelar as atuais concessões das empresas de ônibus, abrir licitações para que outras empresas e renovar nosso sistema de transporte , que é caro e precário.

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