Esporte

Polêmicas, inimigos e títulos: relembre a trajetória do dirigente Eurico Miranda, que nunca passou despercebido

Foto: André Durão/GloboEsporte.com

O estilo desafiador, muitas vezes bravateiro, tornou-se marca de Eurico Ângelo de Oliveira Miranda, que morreu nesta terça aos 74 anos, vítima de câncer no cérebro. Era a postura preferida do histórico dirigente nos momentos de defender os próprios pontos de vista. Comandou o futebol do Vasco, atraindo amor e ódio, dentro e fora do clube, de aliados e inimigos, entre os triunfos e os fracassos colecionados.

“Quem falou?”

“Crise? Que crise?”

Eram duas das frases que Eurico adorava bradar, para questionar adversários políticos, dirigentes, jornalistas e as notícias que o contrariavam.

A primeira aparição do cartola no noticiário do Vasco aconteceu quando Eurico tinha 25 anos. Um fotógrafo do jornal “O Globo” o flagrou desligando a chave de energia elétrica da sede da Lagoa. Quis acabar com a sessão do Conselho Deliberativo que tratava da cassação do presidente Reinaldo Reis. Foi em vão a tentativa desesperada do então vice de Patrimônio, na época conhecido como Eurico Oliveira. A luz voltou, e Reis terminou cassado naquela noite de 25 de novembro de 1969. A edição de “O Globo” da manhã seguinte trouxe a foto, com a legenda “Mão do Eurico”, enquanto a reportagem narrava o ocorrido.

Mão de Eurico, fotografada apagando a luz na sessão de cassação do presidente Reinaldo Reis — Foto: Reprodução O Globo / 26-11-1969

Fisioterapeuta formado e graduado em Direito pela PUC do Rio de Janeiro, Eurico havia começado a trabalhar no Vasco como diretor de cadastro, em 1967, com 23 anos. Ocupou diversos cargos e foi aumentando seu prestígio com os que sucederam Reinaldo Reis na presidência: Agathyrno da Silva Gomes, Alberto Pires Ribeiro e Antônio Soares Calçada. Ganhou notoriedade, como diretor de Futebol, ao dar um drible no Flamengo e ajudar a repatriar Roberto Dinamite, em maio de 1980, quase cinco meses após o artilheiro ter trocado o Vasco pelo Barcelona, da Espanha.

De 1986 a 2001, já como vice-presidente de Futebol do Vasco, Eurico Miranda esteve à frente de campanhas memoráveis, como as dos títulos brasileiros de 1989, 1997 e 2000, da Libertadores de 1998 e da Copa Mercosul (hoje, Sul-Americana) de 2000. Nesse período de 15 anos, enquanto foi o mandachuva do presidente Antônio Soares Calçada no futebol, o Vasco ergueu 37 taças, incluindo turnos de Campeonato Carioca, o Rio-São Paulo-1999 e troféus de torneios internacionais, como o tricampeonato do mítico Troféu Ramón de Carranza, na Espanha.

Todas as conquistas orgulhavam Eurico Miranda, mas especiais eram as vitórias sobre o Flamengo. Personalista, o dirigente transformou a rivalidade entre os clubes em disputa particular. Odiava perder para o rubro-negro e entrava em êxtase nos triunfos.

– Vasco x Flamengo é um campeonato à parte – gostava de resumir.

Puxava o coro de “Casaca” nos vestiários e momentos festivos. E não temia as declarações polêmicas. Por isso, colecionava desafetos. Dentro e fora do clube.

– Já comprei 30 mil litros de chope. E paguei. Tenho certeza de que vamos ser campeões porque nosso time é muito melhor do que o Flamengo – avisou, já presidente, antes da derrota na final do Campeonato Carioca de 2004 para o arquirrival.

Em campo, a vitória do Flamengo por 3 a 1, com três gols de Jean, fez a torcida adversária soltar o grito nas arquibancadas do Maracanã: ”Arerêêêê, o chope do Eurico eu vou beber!”.

A bravata ainda faria o cartola perder a cabeça e custaria a ele uma condenação por agressão. Depois do jogo, ao ser perguntado pelo repórter Carlos Monteiro, de “O Dia”, sobre onde estariam os “tais 30 mil litros de chope comprados”, Eurico deu um soco no jornalista. Levado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Maracanã, terminaria absolvido pelo juiz Murilo Kieling. O Ministério Público Estadual e o advogado do jornalista recorreram, e o já presidente do Vasco foi condenado a seis meses de prisão. A pena seria substituída, em março de 2006, pelo pagamento de R$ 10 mil de indenização. Eurico recorreu até ao STF, mas sofreu outra derrota, em julho de 2007.

Eurico tinha um jeito peculiar de lidar com os jogadores, especialmente, os destaques do time. Na campanha do título brasileiro de 1997, dizia para quem quisesse ouvir que o segredo do alto astral e do sucesso do atacante Edmundo naquele período era mantê-lo como o centro das atenções:

“Edmundo não pode ter concorrentes. Precisa ser a estrela da companhia” , resumiu Eurico

Fala bobagem não era crime em São Januário. Desde que o falastrão fizesse gols e caísse nas graças da torcida.

– No Vasco, a gente releva algumas coisas, quando o sujeito tem caráter e bom coração – emendou Eurico, em 1998. – O Donizete, por exemplo, reclama da reserva, fala bobagem, mas, no dia seguinte, é o primeiro a pedir desculpas – completou, numa análise divertida sobre o “Pantera”.

O estilo intempestivo de Eurico Miranda vinha desde criança. Nascido a 7 de junho de 1944, ganhou o nome de batismo em homenagem ao general Eurico Gaspar Dutra, presidente do Brasil de 1946 a 1951. Álvaro e Alexandra, os pais, haviam trocado Arouca, no norte de Portugal, pelo Rio de Janeiro, na década de 30. O menino Eurico e os irmãos Álvaro e José Alberto estudaram no tradicional Colégio Santo Inácio, em Botafogo. Tirava boas notas e era coroinha na capela, mas se envolvia em brigas e terminou expulso da escola também por insistir em vestir a camisa do Vasco sobre o uniforme.

Os discursos de enfrentamento e de defensor do Vasco o levaram à política partidária 50 anos depois de nascer. Conquistou o primeiro dos dois mandatos de deputado federal em 1994.

– Sempre digo, lá em Brasília, que não sou representante do povo. Sou representante do Vasco. Não prometi água, habitação, luz, nada. Só defender o Vasco. Meu voto é na emoção, mas aliado à competência – repetia, à época.

Antes, aliou-se à Ricardo Teixeira, que viu em Eurico Miranda a liderança que poderia ajudá-lo a ganhar a eleição para a presidência da CBF. Como prêmio, tornou-se o primeiro diretor de Futebol na gestão do novo presidente, em janeiro de 1989. Conseguiu, de imediato, nomear Sebastião Lazaroni técnico da seleção brasileira, que conquistaria a Copa América em 16 de julho daquele mesmo 1989, acabando com um jejum continental de 40 anos.

Quatro dias antes da conquista da Copa América, em plena concentração da seleção brasileira no antigo Hotel Intercontinental, no Rio, Eurico Miranda aproveitaria seu cargo na CBF e na seleção para aplicar o maior dos golpes desferidos contra o arquirrival Flamengo. Em reunião com o atacante Bebeto, arquitetou o plano para o artilheiro daquela Copa América, com seis gols, emitir e depositar, no dia 28 de julho de 1989, na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), um cheque de seis milhões quinhentos e vinte e oito mil e vinte e um cruzados novos. O jogador comprou o próprio passe, após não ter chegado a um acordo para a renovação de contrato com o Flamengo, que fixara o preço do ídolo, na FERJ. O dinheiro usado por Bebeto, claro, havia sido antecipado pelo Vasco. A revista “Placar” publicou o dia a dia da negociação.

Por divergências com Ricardo Teixeira, Eurico pediu demissão do cargo na CBF em setembro de 1989, apenas oito meses depois de assumir.

Dedicado exclusivamente ao Vasco, viu o clube ganhar o Brasileiro daquele mesmo ano, com Bebeto no ataque do time dirigido por Nelsinho Rosa – assistente técnico de Lazaroni na seleção.

Quando Antônio Soares Calçada anunciou que se retiraria da presidência do Vasco em janeiro de 2001, depois de 18 anos (desde 1983) no poder, o então vice de Futebol viu o caminho livre e se elegeu presidente para uma fase prevista como de novas glórias, mas que se revelaria sombria. Eurico Miranda foi empossado a 22 de janeiro de 2001, quatro dias após o Vasco conquistar a Copa João Havelange (Brasileiro-2000), ao vencer por 3 a 1 a final diante do São Caetano (SP).

Nos primeiros sete anos dele na presidência, de 2001 a 2008, o Vasco ganhou apenas um Campeonato Carioca, o de 2003, além das Taças Guanabara (2003) e Rio (2001, 2003 e 2004). A melhor colocação na Série A do Brasileiro foi o sexto lugar, em 2006.

Eurico mandava e desmandava na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Em 2007, tomou para si o microfone, ordenou a todos os presentes que se sentassem e promoveu a eleição de Rubens Lopes como novo presidente da FERJ, desafiando o interventor Hekel Raposo, a Polícia Militar e uma ordem judicial que tentaram impedir o pleito.

Na política, o deputado federal enfrentou uma CPI do Futebol no Senado. Entre fevereiro e junho de 2001, a CPI provou que Eurico desviara recursos do Vasco, acusando-o de aprovação indébita e falsidade ideológica, na época do acordo de patrocínio do Bank of America com o clube. A CPI descobriu que o dublê de cartola e político usou “laranjas” para receber recursos que saíam da Vasco da Gama Licenciamentos (VGL). Entre 1996 e 2000, as contas de Aremithas José de Lima, funcionário humilde do Vasco, movimentaram R$ 13,5 milhões, usados por Eurico também como fundos de campanha política.

Contracapa do jornal O Globo sobre a investigação da CPI do Futebol no Senado — Foto: Acervo Jornal O Globo / 05-02-2001

Mesmo assim, Eurico Miranda não foi cassado. Em 2002, com ajuda do ex-presidente da Câmara dos Deputados e correligionário Severino Cavalcanti, conseguiu o arquivamento do processo de cassação de mandato.

– Sou mais importante do que o governador – provocava, um ano antes, em entrevista à revista “Isto É”, debochando da CPI do Futebol no Senado.

Nos dois mandatos de deputado federal, entre 1994 e 2002, Eurico Miranda manteve os três filhos (Mário, Eurico Ângelo e Álvaro) e um sobrinho (Alexandre), como funcionários de gabinete. Na época, os salários do quarteto representavam um total mensal de R$ 10 mil.

Apenas em 2006, Eurico teve o registro de candidatura impugnado em primeira instância, mas não pelo TSE. Acabou concorrendo, tentando um novo mandato, porém, sem conseguir se eleger. A imagem do político estava arranhada para sempre.

Em junho de 2008, Eurico ganhou mais uma disputa para a presidência do Vasco, mas a Justiça determinou o cancelamento da eleição, marcada por fraudes, e abrindo caminho para a vitória do opositor Roberto Dinamite, maior artilheiro da história cruzmaltina. O clube tentou se reerguer no meio do caos administrativo, mas, naquele mesmo ano, naufragaria com o primeiro rebaixamento à Série B, terminando a Série A em 18º lugar. A segunda queda, também sem Eurico e com Roberto à frente, aconteceria em 2013.

A incompetência do adversário político ressuscitou o velho cartola, que, seis anos antes, todos julgavam varrido do clube. Eurico Miranda estava de volta ao Vasco, ganhando a eleição e reassumindo a cadeira de presidente em 2 de dezembro de 2014.

Correligionários em reunião de campanha de Eurico Miranda à presidência do Vasco, em 2014 — Foto: Arquivo Pessoal

Desta vez, ele não seria poupado. Em dezembro do ano seguinte, o Vasco sucumbiria ao terceiro rebaixamento do século 21. Eurico havia prometido: “o Vasco não cai”. E bradou, prometendo ir para a Sibéria se isso ocorresse. O Vasco caiu, e mais uma frase de efeito não passou de bravata. Desta vez, o dirigente sentiu, como protagonista, o tamanho de uma dor irreparável.

– Para que não reste dúvida: o único e exclusivo responsável pelo rebaixamento do Vasco sou eu – afirmou, sem fugir à responsabilidade, no dia 7 de dezembro de 2015, menos de 24 horas após a queda, não sem recorrer a mais uma de suas frases de efeito. – Tem uns caras (críticos) que devem estar tristes, porque gostariam de ir comigo para a Sibéria.

De 2015 a 2017, Eurico alegou que, antes de investir no time, precisava resolver o caos administrativo deixado por Roberto Dinamite. No primeiro ano, ganhou o Campeonato Carioca, mas acabou rebaixado à Série B do Brasileiro. O Vasco voltou à elite como terceiro colocado da Segundona-2016, ano em que conquistou mais um título carioca. Logo no primeiro ano de volta à Série A em 2017, conseguiu a vaga na pré-Libertadores-2018.

Mais uma eleição, em 7 de novembro de 2017, acabaria em confusão. Após a vitória de Eurico, foi anulada pela Justiça a urna 7, sob alegação de fraude, o que significou a vitória de Julio Brant. O que parecia impossível ainda iria acontecer. Em novo round, desta vez no Conselho, Eurico e Roberto Monteiro se aliaram a Alexandre Campello, para derrotar Julio Brant no dia 20 de janeiro de 2018. O velho dirigente mostrou poder, como líder dos beneméritos, que contrariaram a votação e a vontade da maioria dos sócios do Vasco pela primeira vez na centenária história vascaína.

Eurico Miranda chegava a fumar dez charutos por dia — Foto: André Durão/GloboEsporte.com

O velho cartola gostava de aparecer em público fumando charutos. Houve tempos em que chegou a fumar mais de dez por dia. Com aparência debilitada desde 2013, dois anos depois daria uma entrevista com postura desafiadora, diante dos noticiários sobre um possível afastamento do futebol para tratamento de saúde.

Eurico Miranda lutava contra um tumor no cérebro. Nos últimos sete meses, o quadro de saúde se agravou. Nos festejos dos 120 anos de fundação do Vasco, no último dia 21 de agosto, o atual presidente do Conselho de Beneméritos do Vasco foi à Câmara dos Vereadores, de cadeira de rodas e exibindo um semblante abatido, que assustou seguidores e até desafetos.

Eurico Miranda deixa a viúva Sílvia Brandão de Oliveira Miranda, quatro filhos e sete netos.

Globo Esporte

 

Opinião dos leitores

  1. Um homem que fez-se amado e odiado, ao mesmo tempo. Uns chamavam-no Euricuzinho, outros Euricuzão.

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Brasil

Luciano Hang lidera lista de bilionários do varejo no Brasil; potiguar Flávio Rocha ocupa 4º lugar no ranking

Foto: Reprodução/NDMais

Luciano Hang, dono da Havan, lidera a lista de bilionários do varejo brasileiro em 2026 com um patrimônio estimado em R$ 11,9 bilhões. O levantamento da Forbes Brasil, publicado em gosto de 2026, aponta que o empresário catarinense comanda um grupo de 22 nomes do setor que, juntos, somam R$ 53,6 bilhões em riqueza. No ranking, o potiguar Flávio Rocha, do grupo Guararapes/Riachuelo aparece em quarto lugar.

A fortuna do dono da Havan é 11,9 vezes superior à dos bilionários que ocupam a base do ranking, empresários com R$ 1 bilhão cada, e representa 22,2% de todo o patrimônio acumulado pelo setor varejista.

O valor acumulado por Hang é quase duas vezes e meia maior que o de Michael Klein, herdeiro ligado às Casas Bahia e ao Grupo CB, que ocupa o segundo lugar com R$ 4,8 bilhões.

O varejo é o quinto setor com o maior número de bilionários no país, atrás apenas da indústria, finanças, investimentos e alimentos. No total, a lista geral da Forbes reúne 255 bilionários brasileiros, cujo patrimônio somado chega a R$ 1,862 trilhão. Os integrantes do varejo representam 2,88% desse montante total.

Os dados da Forbes Brasil detalham a idade, a empresa de origem, o valor do patrimônio e a área de atuação de cada um dos integrantes:

1 – Luciano Hang (Havan): R$ 11,9 bilhões | 63 anos. Fundada em 1986 em Brusque (SC), a Havan tem cerca de 200 lojas físicas e registrou faturamento líquido de R$ 13,7 bilhões em 2025.
2 – Michael Klein (Grupo CB / Casas Bahia): R$ 4,8 bilhões | 75 anos.
3 – Carlos Pires de Oliveira Dias (RD Saúde / Drogasil): R$ 3,9 bilhões | 75 anos.
4 – Flávio Gurgel Rocha (Guararapes / Riachuelo): R$ 3,7 bilhões | 68 anos.
5 – Ilson Mateus Rodrigues (Grupo Mateus): R$ 3,5 bilhões | 63 anos.
6 – Luiz Humberto “Beto” Pereira (Grupo Pereira / Fort Atacadista): R$ 3 bilhões | 47 anos.
7 – Nelson Kaufman (Vivara): R$ 2,8 bilhões | 70 anos.
8 – Antônio Carlos Pipponzi (RD Saúde / Droga Raia): R$ 2,2 bilhões | 73 anos.
9 – Estevam Duarte de Assis e família (ex-Bretas / SFA Malls): R$ 1,7 bilhão | 69 anos.
10 – José Costa (Grupo Costa / JC Distribuição): R$ 1,7 bilhão | 58 anos.
11 – Fernando Henrique Borges Trajano e irmãos (Magazine Luiza): R$ 1,5 bilhão | 50 anos.
12 – Francisco Deusmar de Queirós e família (Pague Menos): R$ 1,5 bilhão | 79 anos.
13 – Sérgio Maeoka (Nissei): R$ 1,5 bilhão | 66 anos.
14 – Paulo Sérgio Coutinho Galvão Filho (RaiaDrogasil / Klabin): R$ 1,4 bilhão | 66 anos.
15 – Lisiane Gurgel Rocha (Guararapes / Riachuelo): R$ 1,2 bilhão | 66 anos.
16 – Maria Eugênia Lafer Galvão (RaiaDrogasil / Klabin): R$ 1,2 bilhão | 63 anos.
17 – Élvio Gurgel Rocha (Guararapes / Riachuelo): R$ 1,1 bilhão | 62 anos.
18 – Anderson Lemos Birman e família (Azzas 2154 / Arezzo): R$ 1 bilhão | 72 anos.
19 – Denilson Pinheiro Rodrigues (Grupo Mateus): R$ 1 bilhão | 38 anos.
20 – Ilson Mateus Rodrigues Junior (Grupo Mateus): R$ 1 bilhão | 42 anos.
21 – Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues e família (Magazine Luiza): R$ 1 bilhão | 74 anos.
22 – Sebastião Vicente Bomfim Filho (Grupo SBF / Centauro): R$ 1 bilhão | 72 anos.

Com informações do portal NDMais

 

 

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Eleições 2026

PESQUISA DATACAPITAL: Taveira Jr. cresce, aparece em 2º lugar em Parnamirim e lidera nominata do PSDB

Foto: Divulgação

A candidatura à reeleição do deputado estadual Taveira Júnior (PSDB) ganha força em Parnamirim. A mais recente Pesquisa DataCapital, divulgada pelo Portal SPN nesta terça-feira (8), mostra que o parlamentar já é o segundo nome mais citado pelos eleitores do município com 2% de intenção de voto. O resultado também coloca Taveira Jr. na liderança entre os candidatos da nominata do PSDB em Parnamirim.

Além disso, Taveira Jr. também foi citado como uma das quatro principais lideranças políticas de Parnamirim, com 8,7% das menções na Pesquisa DataCapital.

O resultado comprova o crescimento da campanha de Taveira Jr., que vem ampliando ampliando agendas, conquistando novos apoios e fortalecendo seu nome em Parnamirim e outras regiões do Rio Grande do Norte.

A pesquisa DataCapital ouviu 850 eleitores de Parnamirim nos dias 1º e 2 de setembro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 3,4 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado sob os números RN-00296/2026 e BR-08768/2026.

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Brasil

Daniel Vorcaro e o pai, Henrique Vorcaro, são condenados por fraude

Foto: Arte / Metrópoles

O banqueiro Daniel Vorcaro foi condenado, nesta terça-feira (8/9), pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por fraude em uma operação envolvendo o fundo de investimento imobiliário (FII) Brazil Realty.

O Banco Master também foi punido, com multa de R$ 12,5 milhões. O pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, e um primo de Vorcaro, Felipe Vorcaro, também foram considerados culpados.

Ainda foram sancionados por participação na fraude a Viking Participações, que pertencia a Vorcaro, a Entre Investimentos, Antônio Carlos Freixo Júnior, que era diretor responsável da Entre, e Benjamim Botelho de Almeida, dono da Sefer Investimentos.

A decisão foi unânime. De acordo com a acusação, o grupo “engordou” o fundo com imóveis que só tinham valor no papel. Teriam sido utilizados, inclusive, laudos falsos para inflar o preço dos ativos. Em um dos causos, o valor de um único imóvel saltou de R$ 7 para R$ 70 milhões após uma falsa reavaliação.

Com o fundo constituído com os imóveis superfaturados, o grupo promoveu a movimentação artificial das cotas para atrair investidores. A movimentação para criar liquidez artificial teria chegado a R$ 350 milhões. As cotas infladas foram, então, ainda de acordo com a acusação, vendidas para investidores comuns e fundos de investimento de mercado.

Com informações de Metrópoles

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Polícia

[VÍDEO] Piloto envolvido em acidente fatal com jet ski na Lagoa do Bonfim afirma que “não fez nada”

Imagem: Reprodução/ TV Ponta Negra/Instagram

O piloto Eduardo Rithelly se manifestou sobre o acidente envolvendo o amigo Carlos e afirmou que não teve culpa ou intenção de provocar o ocorrido. Em um relato, ele também falou sobre a amizade entre os dois e disse estar abalado com a situação.

“Eu tô aqui pra tentar mostrar isso, que eu não tenho culpa, eu não fiz nada”, afirmou Eduardo Rithelly.

Segundo o piloto, Carlos era uma pessoa que ele admirava. Além disso, os dois mantinham uma relação de amizade e costumavam realizar atividades juntos.

Eduardo contou que Carlos o chamava para malhar e afirmou que o amigo sempre lhe transmitia boas expectativas.

O piloto também descreveu o que aconteceu depois do acidente. Segundo Eduardo, entre 15 e 30 pessoas estavam em frente à marina e acompanhavam a movimentação.

Ele afirmou que tentou localizar Carlos após perceber que o amigo havia desaparecido.

“Eu gritava, eu gritava, Carlos, Carlos, eu procurava o cara”, relatou.

Eduardo ainda afirmou que Carlos sabia nadar e era uma pessoa fisicamente forte. Por isso, segundo ele, não esperava que o amigo desaparecesse daquela maneira.

Durante o relato, Eduardo Rithelly também negou que Carlos tivesse sofrido várias quedas durante o passeio.

“Disseram que ele levou várias quedas comigo, isso aí é mentira”, afirmou.

Segundo o piloto, Carlos não sofreu outras quedas enquanto estava com ele. Eduardo disse que a única queda aconteceu no momento do acidente.

As circunstâncias do ocorrido, contudo, ainda dependem da apuração e das informações oficiais sobre o caso.

Além de falar sobre o acidente, Eduardo relatou o impacto emocional provocado pela situação.

O piloto afirmou que está há dois dias sem conseguir dormir e comer normalmente. Segundo ele, o episódio afetou diretamente seu estado psicológico.

“Eu tô sem conseguir dormir, eu tô sem conseguir comer, já faz dois dias que eu tô pirando”, declarou.

Eduardo também reforçou que não queria que nada acontecesse com Carlos e destacou novamente a relação de amizade que mantinha com ele.

A versão apresentada por Eduardo Rithelly faz parte dos relatos sobre o caso. As circunstâncias do acidente ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.

Dessa forma, eventuais responsabilidades somente poderão ser apontadas após a apuração dos fatos e a análise das informações disponíveis pelas autoridades.

O caso continua sendo acompanhado, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

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Corpo de jovem que caiu de jet ski na Lagoa do Bonfim é encontrado

Com informações de Ponta Negra News

 

 

 

 

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Economia

TUDO MUITO CARO: 52% avaliam economia do governo Lula como ruim ou péssima

Foto: Getty

Uma pesquisa da Nexus/BTG, revela que 52% dos eleitores brasileiros avaliam a economia como ruim ou péssima, enquanto 30% a consideram regular e 16% ótima ou boa. Comparando com o governo de Jair Bolsonaro, 46% acreditam que a situação econômica piorou sob Luiz Inácio Lula da Silva. Em relação aos próximos seis meses, 36% esperam melhora na economia, enquanto 29% preveem piora.

A maioria dos eleitores brasileiros avalia negativamente a situação econômica do país. Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta terça-feira, 8, mostra que 52% dos entrevistados classificam a economia como ruim ou péssima.

Outros 30% consideram a situação regular, enquanto 16% a avaliam como ótima ou boa.

Com informações da Revista Oeste

 

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Brasil

ANDREZA MATAIS: Gilmar reage a tentativa de constrangimento: “Ou você mata ou morre”

Foto: Divulgação

O decano do Supremo, Gilmar Mendes, reagiu de forma dura a informações de que poderia ser constrangido por uma suposta relação de seu ex-cunhado, Chiquinho Feitosa, com Daniel Vorcaro.

A coluna apurou, em parceria com a coluna de Manoela Alcântara, que Gilmar afirmou que, “pelas regras, você não faz pacto com chantagista. Ou você mata ou morre”. O recado chegou aos ouvidos do presidente da Corte, Edson Fachin.

Gilmar Mendes pediu vista do julgamento em que a Segunda Turma do Supremo analisa o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Com o pedido, o decano interrompeu a análise do caso, que já tinha votos dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça pelo afastamento dos dois policiais.

Em seu despacho, antecipado pela coluna, Gilmar levantou dúvidas sobre a legalidade da medida determinada pelo ministro André Mendonça, questionou a competência da Segunda Turma para analisar o caso e apontou o risco de decisões conflitantes dentro da própria Corte.

O ministro afirmou ainda que o afastamento precisa ser analisado à luz de precedente vinculante do STF que considerou inconstitucionais decisões judiciais capazes de provocar desequilíbrio na disputa político-eleitoral, em razão da paridade de armas e do dever de neutralidade do Estado em relação a partidos e candidatos.

Após o pedido de vista, uma foto do ministro num casamento na Itália foi divulgada e chegou ao seu conhecimento que tentariam vinculá-lo a fatos supostamente relacionados tão somente ao seu ex-cunhado. O gabinete do ministro informou que ele está na Itália também para um evento acadêmica na Universidade de Turim, na quinta-feira (10/9). A ausência do país não lhe impede de participar retomamente da sessão plenária, de acordo com o regimento interno da Corte.

Com informações da coluna Andreza Matais/ Metrópoles

 

 

 

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Brasil

Seccional do RN acompanha OAB Nacional e endossa investigação do caso de Moraes e Vorcaro

Foto: Divulgação

Dezessete das 27 seções da Ordem dos Advogados do Brasil se manifestaram sobre a crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Na terça-feira, logo depois que Mendonça retirou o sigilo do relatório que mostrava mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para Moraes, a OAB Nacional, presidida por Beto Simonetti, defendeu que fosse feita uma “apuração rigorosa e isenta de todos os fatos”.

De todas as manifestações, só as seções do Paraná e do Rio Grande do Sul foram mais diretas ao defender medidas mais duras contra Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet –também citado nas mensagens.

Por outro lado, as seccionais do Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins não se manifestaram até a publicação desta reportagem. Bahia e Rio Grande do Norte só republicaram a mesma nota divulgada pela OAB Nacional.

Veja como se manifestaram as demais:

  • Bahia – publicou a mesma nota da OAB nacional;
  • Ceará – afirmou que os fatos “atingem a confiança da sociedade na Justiça”;
  • Minas Gerais – defendeu investigação rigorosa;
  • Mato Grosso do Sul – declarou que os fatos “são gravíssimos e merecem rápida e rigorosa apuração”;
  • Paraíba – defendeu o fim da competência criminal do STF e de inquéritos “que servem para claro exercício de arbítrio”;
  • Pernambuco – defendeu que os fatos sejam “rigorosamente apurados”;
  • Paraná – pediu o afastamento de Moraes e a suspeição de Gonet;
  • Rio de Janeiro – manifestou “extrema preocupação” com o caso e defendeu apuração rigorosa;
  • Rio Grande do Norte – publicou a mesma nota da OAB nacional;
  • Rio Grande do Sul – defendeu a suspeição de Gonet e investigação contra Moraes;
  • Amazonas – defendeu “apurações rigorosas, imparciais e conduzidas em estrita observância aos princípios constitucionais”;
  • Espírito Santo – defendeu apuração “rigorosa, transparente e absolutamente isenta”;
  • Goiás – pediu que o Supremo “apure os fatos narrados com extremo rigor e sem mínima complacência com qualquer dos atores envolvidos”;
  • Mato Grosso – disse que é “fundamental que os fatos sejam devidamente esclarecidos, com respeito ao devido processo legal e sem antecipação de julgamentos”;
  • Pará – defendeu “apuração rigorosa, independente e isenta”;
  • Rondônia – pediu “investigação independente dos fatos”;
  • Santa Catarina – defendeu apuração “transparente, célere e isenta, com todas as garantias constitucionais preservadas”.

Simonetti convocou para quarta-feira uma reunião extraordinária para discutir a crise. O presidente do Supremo, ministro Luiz Edson Fachin, cancelou o encontro que teria no mesmo dia com representantes da OAB.

Com informações do Poder 360

 

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Cidades

Prefeitura do Natal supera meta do UNICEF e traz 562 estudantes de volta à escola

Foto: Manoel Barbosa

A Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Educação (SME), registrou o retorno de 562 crianças e adolescentes que estavam fora da escola pela estratégia Busca Ativa Escolar (BAE). O resultado supera a meta de 547 rematrículas estabelecida no âmbito do Selo UNICEF e é o primeiro resultado acima da meta alcançado pelo município desde a adoção da estratégia na plataforma do UNICEF.

Foi a primeira vez que Natal alcançou e ultrapassou a meta estabelecida no âmbito da Busca Ativa Escolar, utilizando a plataforma do UNICEF. O resultado é fruto do fortalecimento das estratégias de identificação, localização, retorno e acompanhamento de estudantes em situação de afastamento ou infrequência.

O trabalho mobilizou profissionais de diferentes setores da SME, diretores, equipes pedagógicas, professores e demais profissionais das unidades de ensino. Além do cumprimento da meta, a ação teve como objetivo localizar os estudantes, identificar as causas do afastamento e criar condições para o retorno e a permanência na escola.

Para a secretária adjunta de Gestão Pedagógica, Naire Jane Capistrano, o resultado representa uma conquista coletiva e uma ação com impacto direto na vida dos estudantes e de suas famílias. “Cada estudante rematriculado implica uma nova trajetória de possibilidades e em esperança de uma vida melhor já no presente. O trabalho segue no acompanhamento dos estudantes rematriculados e na busca de estudantes que ainda estão fora da escola”, destacou.

O secretário municipal de Educação em Substituição Legal, Lucas Bento da Silva, também ressaltou o empenho dos profissionais envolvidos. “Mais uma grande conquista para celebrarmos! Superamos a meta do Busca Ativa Escolar na Rede Municipal de Ensino de Natal. Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, feito com compromisso, dedicação e, principalmente, com o olhar atento para cada estudante”, afirmou.

Trabalho em rede

A Busca Ativa Escolar é uma estratégia voltada à identificação de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de abandono, articulando diferentes setores para promover o retorno e a permanência desses estudantes na educação.

Em Natal, uma das principais ações foi o fortalecimento da articulação entre a SME, os assessores pedagógicos e as equipes escolares, aliado ao acompanhamento sistemático dos estudantes em situação de infrequência ou afastamento.

Segundo a chefe do Setor de Ações e Projetos do Ensino Fundamental, Sâmara Ferreira de Souza e Silva, foi criado um instrumento de acompanhamento e coleta de informações para orientar os assessores pedagógicos, que atuaram como pontos focais junto às escolas. A partir desse trabalho, gestores, secretários escolares, coordenadores pedagógicos e professores foram mobilizados para levantar os dados e inserir as informações na plataforma da Busca Ativa Escolar.

“Outra estratégia fundamental foi o contato direto com os responsáveis pelos estudantes, buscando identificar as causas do afastamento e estabelecer um compromisso com o retorno à escola. O trabalho integrado, a busca ativa individualizada, a organização dos dados, a responsabilização compartilhada e o acompanhamento contínuo dos estudantes foram estratégias essenciais para o alcance da meta estabelecida”, explicou.

A mobilização envolveu assessores e equipes dos Departamentos de Ensino Fundamental (DEF), Educação Infantil (DEI), Atenção ao Educando (DAE) e Gestão Escolar (DGE), além dos profissionais que atuam diretamente nas unidades de ensino.

Busca Ativa Escolar e Selo UNICEF

O alcance das metas de rematrícula da Busca Ativa Escolar integra os resultados obrigatórios para os municípios participantes que buscam conquistar o Selo UNICEF. Na edição 2021-2024 do Selo UNICEF, dos 2.023 municípios participantes, 992 (49%) alcançaram a meta de rematrícula da Busca Ativa Escolar ao longo dos quatro anos da edição.

A Busca Ativa Escolar, no entanto, é uma ação contínua e não se limita ao período de vigência do Selo UNICEF. A estratégia permite identificar, cadastrar e acompanhar crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de abandono, promovendo sua rematrícula e permanência.

Em Natal, o resultado representa o retorno de 562 estudantes à escola e a continuidade do acompanhamento daqueles que ainda estão fora da rede de ensino.

 

 

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Brasil

CRISE NO STF: Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional, diz Fachin

Foto: Pedro França/CNJ

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (8) que a Justiça brasileira “não faltará à legalidade constitucional” nem aos deveres previstos na Constituição.

A declaração foi feita no encerramento do encontro Diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil, realizado na sede do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em Brasília. O evento reuniu representantes das corregedorias de tribunais de todo o país.

“Os dias de hoje reclamam esse diálogo permanente, reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios”, disse Fachin.

“Eu estou plenamente convencido de que o Poder Judiciário brasileiro está à altura dos desafios que se lhe apresentam no momento contemporâneo, e a Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional, por certo, e aos seus deveres que decorrem da própria Constituição”, acrescentou.

A manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise no Supremo envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes e os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.

Com informações da CNN

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Brasil

MÔNICA BERGAMO: AGU pede a Fachin que suspenda afastamento de diretor-geral da PF decidido por Mendonça

Foto: Ascom/AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça (8), “em caráter de urgência”, que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, suspenda liminarmente decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, do cargo.

O pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros integrantes da direção do órgão, sustenta que houve “grave lesão à ordem pública e administrativa” na decisão de Mendonça.

Messias se reuniu com Fachin nesta terça (8) antes de apresentar o pedido.

Nele, o advogado-geral argumenta ainda que o afastamento cautelar “viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal”. E afirma que a “descontinuidade abrupta” na gestão da PF “compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional”.

Mendonça afastou Andrei Rodrigues da direção da PF sob o argumento de que foi vítima de “arapongagem” por parte dele. O magistrado aponta como indícios os relatórios de inteligência do órgão que analisavam sua atuação nas investigações do Banco Master e do INSS, apontadas como seletivas e parciais.

A AGU afirma que os relatórios de inteligência da PF, divulgados na semana passada pelo ministro Alexandre de Moraes, já estavam sob análise do próprio Fachin.

Na semana passada, diante da crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, Fachin abriu um procedimento e concedeu prazo de cinco dias úteis para manifestação dos dois ministros, de Andrei e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Ao afastar Andrei Rodrigues da PF antes de qualquer decisão de Fachin, portanto, o ministro Mendonça, sustenta a AGU, “antecipou juízos cautelares e submeteu ao referendo da Segunda Turma do STF matéria indicada pelo próprio ministro-relator [Mendonça] como de competência do Plenário”.

“Diante do quadro de urgência, a AGU requereu a concessão de liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes e a subsequente confirmação do pedido no mérito até manifestação definitiva do órgão competente”, afirma o órgão.

Com informações da Folha de SP

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