Economia

Por que a Petrobras quase não tem concorrentes na produção de combustível

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Com o preço dos combustíveis em escalada vertiginosa nas últimas semanas, o governo corre atrás de uma forma rápida de controlar os impactos que os preços mais altos têm para os fretes e os consumidores, em um momento em que a economia cambaleia aos efeitos de uma pandemia que já se arrasta há um ano.

Troca do presidente da Petrobras, corte temporário de alguns impostos, proposta para mudar outros e discussões para criar um fundo de subsídio às variações são algumas das medidas executadas ou aventadas pelo governo de fevereiro para cá, em resposta às incômodas altas do diesel e da gasolina. Puxados por uma disparada do dólar e do petróleo no mundo, os dois já ficaram mais de 40% mais caros nas refinarias do país em pouco mais de dois meses neste ano.

Para muitos, uma solução permanente e de longo prazo para os combustíveis caros, sem precisar depender da mão do governo, que pode mudar a política conforme muda a gestão, passa, necessariamente, por ter mais concorrência no mercado de refino no Brasil.

O refino é a área da indústria petrolífera que transforma o petróleo bruto em seus derivados, como gasolina, diesel, querosene, lubrificantes, nafta e outros. No Brasil, ela é virtualmente monopolizada pela Petrobras: o país tem hoje 17 refinarias, das quais 13 são da estatal e respondem por 98% da produção. Essa produção doméstica, por sua vez, entrega por volta de 80% de tudo o que é consumido internamente. Os 20% restantes vêm de importadoras privadas que complementam o mercado.

Monopólio oficial acabou em 1997

A Petrobras já foi, oficialmente, a única empresa permitida a atuar na indústria de petróleo e derivados no Brasil, o que lhe dava o monopólio de fato do mercado e, por extensão, ao governo, que tinha controle pleno dos preços por meio de sua estatal.

Foi assim por 44 dos 68 ano de vida da companhia, desde que foi criada pelo presidente Getúlio Vargas, em 1953, até 1997, quando o governo de Fernando Henrique Cardoso editou a nova Lei do Petróleo e quebrou o monopólio, o que permitiu que outras concorrentes passassem também a atuar no Brasil.

Na exploração do petróleo bruto, várias de fato vieram. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) conta, hoje, mais de 30 companhias retirando óleo e gás das reservas brasileiras ao lado da Petrobras. No refino, porém, quase nenhuma apareceu, e a estatal segue sendo praticamente a única fornecedora de combustíveis para os brasileiros. Por que isso acontece?

Os concorrentes não aparecem

Na visão de especialistas do setor, a resposta passa pelo tamanho e o histórico da concorrente: tentar fabricar combustíveis no Brasil significa competir com uma gigante do porte da Petrobras, controlada pelo governo e que, em vários momentos, acabou vendendo seus produtos abaixo do preço de mercado, o que torna o negócio inviável para qualquer outra empresa.

Isso era a praxe antes da quebra do monopólio nos anos 1990: quando existia a chamada “conta petróleo”, o Tesouro Nacional pagava a Petrobras, à época ainda uma grande importadora, para vender combustíveis mais baratos do que o preço de custo nos momentos de alta.

Também voltou a se repetir nos anos de 2000 e 2010, em especial durante o governo de Dilma Rousseff (2011-2016), quando, mesmo com barril e o dólar am alta, os preços dos combustíveis revendidos aqui seguiram congelados. A política não só espantou outros investidores, como também foi uma das responsáveis pelos quatro anos de prejuízo que a Petrobras teve entre 2014 e 2017.

“O Brasil vai continuar refém dos preços internacionais enquanto não for autossuficiente em combustíveis e, para isso, precisa ter investimentos para ampliar a capacidade de refino”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Petróleo (Abicom), Sérgio Araújo.

Ele lembra que cerca de um quinto do que o Brasil consome em combustíveis ainda deve ser trazido de fora, já que o parque de refino no país, sem expansão há anos, não dá conta de abastecer tudo.

“Para que a atividade de refino seja atrativa do ponto de vista econômico, é preciso reduzir o domínio da Petrobras. Ninguém vai colocar dinheiro em uma atividade em que o governo é o acionista majoritário de uma empresa que é dominante no mercado “. (Sergio Araújo, presidente-executivo da Abicom).

No início dos anos 2000, Araújo foi também executivo de uma petroleira estrangeira que chegou a ter participação em duas refinarias no Brasil. As fatias nas duas acabaram vendidas até 2010. Uma delas acabaria em recuperação judicial anos depois.

Beco sem saída

A situação acabou criando um beco de onde é difícil de sair: a Petrobras segue dominando o mercado enquanto não entrarem outras concorrentes, e outras concorrentes não entrarão enquanto a Petrobras dominar o mercado.

Foi para tentar começar a desatar esse nó que, a partir de 2016, no governo de Michel Temer e também no de Jair Bolsonaro, a petroleira virou a chave para políticas que atraíssem outros fornecedores e tentassem reduzir, gradativamente, esse monopólio que, na prática, nunca deixou de existir.

A política de preços dos combustíveis saiu do controle total para a flutuação completa: sempre que o preço do barril ou do dólar sobem ou descem lá fora, a petroleira reajusta os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias na mesma proporção, o que abre portas para que outras empresas consigam competir também.

Foi também desenhado o programa que pretende vender 8 das 13 refinarias estatais, o que, de cara, já colocaria 50% da produção de combustíveis na mão de outras empresas. A execução, porém, anda a passos lentos: até agora, só uma refinaria foi passada para frente, no mês passado.

Nos sonhos mais ambiciosos, toda essa redução gradual do domínio da Petrobras seria preâmbulo para sua privatização completa. Sempre que a ideia é trazida à tona, porém, encontra forte resistência de políticos e da sociedade.

Papel social

O caminho em busca de combustíveis mais baratos para os brasileiros via redução da Petrobras e aumento da concorrência, porém, não é consenso. Muitos defendem que, como estatal e como grande produtora e grande exportadora de petróleo, a empresa já tem capacidade de ofertar combustíveis mais baratos, sem que isso signifique os mesmos prejuízos que já teve no passado.

“Se eu sou um grande produtor, se eu tenho um grande parque de refino, se eu produzo petróleo a preços baixos, por que eu vou obrigar o consumidor brasileiro a pagar pelos mesmos preços [do barril de petróleo] nos Estados Unidos, que têm uma renda muito maior que a nossa?”, disse o diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), o engenheiro ex-deputado pelo PSB Ricardo Maranhão.

A favor desse pensamento pesa o fato de que, nos últimos anos, o pré-sal passou a produzir petróleo a pleno vapor, o que transformou o Brasil em um dos maiores produtores do mundo e também em um exportador de petróleo. Até pouco tempo atrás, a Petrobras e o país não tinham reservas suficientes e precisavam importar para complementar o abastecimento doméstico.

Como agora sobra produção e ela é exportada, dólar alto e petróleo mais caro no mundo deixaram de significar prejuízo para a companhia, como foi no passado, para ser uma fonte bilionária de receitas.

Além disso, a alta produtividade dos campos do pré-sal também derrubou o custo do petróleo produzido no Brasil –ele é estimado, hoje, em cerca de US$ 25 por barril, bem abaixo dos US$ 60 a US$ 70 da cotação atual nas bolsas internacionais, que é o preço replicado pela Petrobras nos seus combustíveis.

“Praticar preços mais baixos não quebra a Petrobras. Ela pode aplicar preços menores do que os de hoje e ainda ganhar muito dinheiro. Se o preço do barril sobe, ela ganha, e pode transformar parte desse lucro em benefício ao consumidor.” (Ricardo Maranhão, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet).

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Nossa! Quer dizer que a empresa já vendeu combustível abaixo do preço do mercado? Nossa! Quer dizer que agora os preços estão mais altos pq a abriram ao mercado especulativo? Nossa! Vocês não sentem vergonha de fazer papel de trouxa ao verificar que a privatização da rede de distribuição não gerou economia nenhuma no valor do combustível???

  2. As mentes mais atentas, concluem que Bolsonaro Presidente tem mais do que razão em atacar a forma que a Petrobras conduz o preço da gasolina.

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“O RN não pode perder essa senadora”: 9 prefeitos do Agreste se reúnem e reforçam apoio a Zenaide

A senadora Zenaide Maia (PSD) foi recebida no começo da tarde desta quinta-feira (27), em Passa e Fica, por nove prefeitos do Agreste potiguar em um gesto de apoio e comprometimento com sua campanha de reeleição ao Senado. Convidada pelos gestores em reconhecimento à sua atuação pelos municípios, Zenaide participou da reunião articulada pelo prefeito Flaviano Lisboa.

Estiveram presentes além do anfitrião Flaviano Lisboa, de Passa e Fica; Galego dos Touros, de Jundiá; Getúlio Ribeiro, de Várzea; João Maria Mesquita, de Boa Saúde; João Paulo Lopes, de Lagoa d’Anta; Joca Basílio, de Riachuelo; Nildo Galdino, de Lagoa de Velhos; Raulison Ribeiro, de Santo Antônio; e Valdenício Costa, de Tibau do Sul. Vereadores, ex-prefeitos e lideranças do Agreste também estiveram juntos.

Para Flaviano Lisboa, Zenaide é uma referência para os gestores. “Zenaide é um pilar. A gente fala muito das emendas dela que tanto nos ajudam, mas é preciso falar do trabalho dela no Senado e da defesa das pautas que cuidam de fato das pessoas”, afirmou.

Raulison destacou a importância dos recursos destinados pela senadora. “Muitas vezes faltam recursos para a gente administrar nossos municípios e a gente só consegue por causa do apoio de Zenaide, com as emendas dela”, disse.

Valdenício reforçou a mobilização pela reeleição. “O Rio Grande do Norte não pode perder essa senadora. Cabe a nós, gestores, levar essa mensagem e convencer nosso povo”, declarou.

O encontro consolidou o apoio dos prefeitos à reeleição de Zenaide e reforçou a parceria construída pela senadora com os municípios potiguares.

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Construtora MVP lança à beira mar o Ponta Negra Aruã

Imagine morar no resort à beira mar, com toda infraestrutura interna residencial, tendo como vista o oceano Atlântico, o Morro do Careca, cartão postal da capital potiguar, na praia de Ponta Negra.

Estamos falando do Ponta Negra Aruã Boutique Suítes, lançado oficialmente na noite dessa terça-feira (26), no terreno onde o empreendimento será construído, numa vista belíssima e privilegiada.

O projeto é de responsabilidade da construtora MVP Incorporações, do engenheiro civil e diretor da empresa, Marcelo Vitor Pereira, mossoroense formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que há 19 anos decidiu empreender e criar sua própria empresa de construção civil em Natal.

Além desse projeto, está sendo desenvolvido, também, o Pipa Aruã, que será localizado na badalada praia da Pipa, litoral Sul potiguar.

“O Ponta Negra Aruã se resume a duas palavras: contemplação entre o mar e a natureza”, disse Marcelo Pereira, colocando ainda que é um empreendimento único e exclusivo, pé na área, visto que encanta, brisa que sopra.

Marcelo: “Aruã é de origem indígena e significa contemplação com a natureza e por isso todos os projetos da MVP que tiverem a grife Aruã vão ter o mesmo estilo de interação com as obras de Deus.

Projeto arquitetônico

O renomado arquiteto Flávio Góis é o responsável pelo projeto do Ponta Negra Aruã. “Nesse trabalho priorizei a visão da nova Ponta Negra com sua faixa de areia ampliada, com acessibilidade total, conforto, segurança, modernidade, bem-estar, com os apartamentos bem acabados e academia de ginástica voltados para o mar e a piscina na cobertura com vista panorâmica”.

Estrutura

O Ponta Negra Aruã possui 104 unidades, com apartamentos a partir de 22m², tem suítes compactas, destinadas para moradia e para investimento em locação por temporada. Funciona em sistema de condomínio, com administração da Quarto à Vista. A estrutura de lazer inclui piscina, academia, restaurante, rooftop e outras comodidades.

Durante o lançamento do Ponta Negra Aruã, os mais de 200 convidados tiveram a oportunidade de assistir à apresentação do cantor Alan Persa, além de acompanhar as ativações de marcas parceiras.

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Focus Clube reúne jogos, colecionismo, HQs e cosplay na primeira edição do Focus Con

A cultura geek será protagonista do Focus Con, iniciativa promovida pelo Focus Clube no dia 29 de agosto, que vai reunir jogos, competições, colecionismo, histórias em quadrinhos (HQs) e cosplay. A programação acontece das 14h às 18h, com entrada gratuita.

Durante o evento, o público poderá participar de competições de Card Games e Board Games, com atividades voltadas tanto para jogadores iniciantes quanto para participantes mais experientes. Quem ainda não conhece os jogos ou está dando os primeiros passos poderá contar com instrutores para orientações.

“A iniciativa nasceu a partir da paixão de um cliente do grupo Focus pelo universo de Yu-Gi-Oh!. Pensamos em um evento de competições de card games e conseguimos uma parceria a Turno Extra. Assim o evento cresceu e nasceu o Focus Con”, explica Kátia Nogueira, sócia do Focus Clube.

Além das competições, o Focus Con terá exposição de action figures e histórias em quadrinhos, proporcionando um espaço para conhecer e apreciar itens relacionados à cultura Geek. O evento também contará com espaço dedicado ao cosplay, reunindo fãs que desejam caracterizar seus personagens favoritos.

A entrada é gratuita, mas os ingressos são limitados e precisam ser retirados antecipadamente pelo site Outgo, na página do Focus Con.

O Focus Clube

Inaugurado em junho, o Focus Clube foi pensado para promover integração e convivência para pessoas de todas as idades. Diferente das escolinhas tradicionais, que costumam ser focadas em uma única modalidade, o clube permite que os participantes tenham acesso a diferentes experiências no mesmo ambiente, incluindo esportes, artes e apoio pedagógico. O clube ainda oferece serviço de contraturno escolar, facilitando a rotina dos pais e responsáveis e promovendo o desenvolvimento integral das crianças no horário em que não estão na escola.

Serviço
Focus Con
Dia 29 de agosto, das 14h às 18h
Focus Clube, entrada pela avenida Jaguarari, 1999
Ingressos gratuitos disponíveis em https://www.outgo.com.br/focus-con

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Prefeito Joquinha Nogueira, de Nova Cruz, anuncia apoio a Álvaro Dias e Babá

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu na manhã desta quinta-feira (27) o apoio do prefeito de Nova Cruz, Joquinha Nogueira. A adesão foi anunciada durante encontro com Álvaro e o candidato a vice-governador, Babá Pereira, e representa um novo apoio à candidatura na região Agreste.

Joquinha passa a integrar o grupo político que apoia o projeto de Álvaro Dias e Babá Pereira para o Governo do Rio Grande do Norte. O apoio do prefeito reforça a presença da candidatura em Nova Cruz e amplia a articulação de Álvaro com lideranças políticas do interior.

Ao anunciar o apoio, Joquinha destacou a atuação de Álvaro à frente da Prefeitura de Natal e afirmou acreditar que a experiência do ex-prefeito poderá contribuir para a gestão do Estado. “Hoje declaro oficialmente o apoio ao candidato a governador do Estado, Álvaro Dias, que muito fez por Natal e que, com certeza, saindo vitorioso nessa campanha, vai fazer muito pelo Rio Grande do Norte”, afirmou.

O prefeito também citou o apoio do tio, Flávio de Beroi, ex-prefeito de Nova Cruz, e destacou a importância do município para a região. Segundo Joquinha, a união em torno da candidatura de Álvaro poderá contribuir para fortalecer o Agreste potiguar. “Nova Cruz é uma cidade polo da Região Agreste e, com certeza, a vinda de Álvaro para o nosso palanque vai fortalecer muito a Região Agreste”, declarou.

O apoio de Joquinha se soma à adesão de Flávio de Beroi e reforça a presença de Álvaro Dias em Nova Cruz e na região Agreste.

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OPERAÇÃO CANDEEIRO: TJRN aumenta penas e inclui novas condenações em caso de desvio de R$ 19,3 milhões no Idema

Foto: Instituto AOCP

Quase dez anos após a apresentação dos recursos, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) voltou a analisar as condenações da Operação Candeeiro, que investigou o desvio de R$ 19,3 milhões do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). O julgamento resultou na manutenção de condenações e na aplicação de novas penas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações apontaram que os recursos eram retirados de contas do Idema que recebiam taxas ambientais e transferidos para empresas sem contratos com o órgão. O esquema também envolvia saques em espécie e compra de bens para ocultar a origem do dinheiro.

Clebson José Bezerril, ex-diretor financeiro do Idema, teve mantidas as condenações por peculato e lavagem de dinheiro e também foi condenado por organização criminosa. A pena ficou em 9 anos, 2 meses e 26 dias de prisão, com reparação de R$ 4,51 milhões ao erário. Euclides Paulino de Macedo Neto foi condenado a 10 anos, 8 meses e 22 dias, com reparação de R$ 510,7 mil. João Eduardo de Oliveira Soares e Antônio Tavares Neto receberam, cada um, 8 anos de prisão, com reparações de R$ 146,1 mil e R$ 364,6 mil, respectivamente.

Ramon Andrade Bacelar Felipe Sousa foi condenado a 4 anos e 6 meses e deverá reparar R$ 3,99 milhões aos cofres públicos. Faulkner Max Barbosa Mafra recebeu pena de 4 anos e 6 meses, enquanto Eliziana Alves da Silva foi condenada a 4 anos. Já Aratusa Barbalho de Oliveira teve a pena por lavagem de dinheiro elevada para 4 anos e 6 meses.

Os recursos julgados foram apresentados pelo MPRN e pelas defesas em 2016. A situação de Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, ex-diretor administrativo do Idema, não foi analisada nesta etapa. Ele havia sido condenado em primeira instância a 17 anos e 1 mês por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas os recursos relacionados a ele estão vinculados ao acordo de colaboração premiada firmado em 2015.

Desde a deflagração da Operação Candeeiro, o MPRN informou ter recuperado R$ 6,44 milhões com a venda judicial de bens apreendidos. O valor deverá ser destinado ao ressarcimento do erário após o trânsito em julgado da ação penal.

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OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Entenda como era o esquema de fraude milionária de home care investigado pelo MPRN

Foto: MPRN

A Justiça autorizou a nova etapa da Operação Curari Domi, batizada de “Oxigênio Financeiro”, conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos. O prejuízo estimado passa de R$ 37 milhões em recursos públicos desviados do Estado e do Município de Natal.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidos documentos, dinheiro em espécie sem comprovação de origem, joias, celulares e computadores.

O MPRN aponta que o grupo utilizava laudos médicos superdimensionados para obter decisões judiciais de urgência determinando o custeio de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo núcleo familiar apresentavam orçamentos previamente combinados, simulando uma disputa de preços e direcionando os recursos públicos para o próprio grupo.

A Justiça também autorizou o acesso aos dados telefônicos e telemáticos de equipamentos eventualmente apreendidos, incluindo celulares e computadores.

A medida busca encontrar mensagens, documentos, contatos e outras informações que possam ajudar a esclarecer a estrutura e o funcionamento do suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos.

Entre os crimes investigados estão organização criminosa, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Operação Curari Domi teve sua primeira fase deflagrada em abril de 2025. Agora, o GAECO busca avançar sobre outros integrantes e estruturas que, segundo a investigação, dariam suporte ao suposto esquema.

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[EXCLUSIVO] OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Blog do BG revela empresas e envolvidos em esquema milionário de fraude em home care investigado pelo MPRN

Foto: MPRN

O Blog do BG teve acesso com exclusividade à decisão judicial que autorizou a nova etapa da Operação Curari Domi, batizada de “Oxigênio Financeiro”, conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo serviços de home care pagos com recursos públicos. O prejuízo estimado passa de R$ 37 milhões em recursos públicos desviados do Estado e do Município de Natal.

A investigação cita Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como integrantes do núcleo empresarial suspeito de comandar o esquema. As empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care são apontadas pelo como integrantes de um mesmo conglomerado pelo GAECO.

Já a Evolution Home Care, segundo o MPRN, teria sido registrada inicialmente em nome de uma empregada doméstica, mas depois transferida para Rayanne Moura, operação que indicaria o uso de laranja com a intenção de ocultar o verdadeiro controle da empresa.

A investigação também cita negócios como Infinity Holding, Clínica Médica Atend Já, Salão de Beleza Vitta Color e Cafeteria Mr. Black, que teriam sido utilizados, segundo a apuração, em operações relacionadas à lavagem de dinheiro.

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10 MIL VOLUNTÁRIOS NAS RUAS: Ame Seu Vizinho chega à última semana com grande mobilização social

Reta final terá atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, força-tarefa para montagem de cestas e um Dia D que alcançará mais de 120 instituições somente no RN

Cerca de 10 mil voluntários estão mobilizados na reta final do Ame Seu Vizinho, uma grande corrente de solidariedade promovida pela Comunidade Cristã Videira.

E ainda dá tempo de ajudar. Durante toda a semana, voluntários continuam arrecadando cestas básicas e alimentos em diversos pontos de Natal, preparando a mobilização para o seu maior momento.

Sexta é dia de “Sextou do Bem”

Na sexta-feira (28), acontece o Sextou do Bem. Os voluntários se reúnem nas três unidades da Comunidade Cristã Videira em Natal para separar, organizar e preparar as cestas básicas que serão entregues no dia seguinte.

A força-tarefa também acontece em unidades da Comunidade Cristã Videira em outras cidades brasileiras, transformando a sexta-feira em um grande mutirão de preparação para o Dia D.

Sábado: o dia D do Ame Seu Vizinho

No sábado (29), a mobilização chega ao seu ponto máximo com o Dia D do Ame Seu Vizinho.

As ações acontecerão simultaneamente em centenas de instituições pelo Brasil. Somente no Rio Grande do Norte, mais de 120 instituições serão alcançadas, levando alimentos e assistência a milhares de pessoas.

Por trás de cada cesta entregue existe uma grande rede: quem doa um quilo de alimento, quem organiza, quem transporta e quem chega até a ponta para fazer a entrega.

É essa corrente formada por cerca de 10 mil voluntários que estará em movimento nesta última semana.

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Arena é premiada em 1ª lugar como melhor empresa para se trabalhar do RN no ranking GPTW

​A Casa de Apostas Arena das Dunas foi destaque na premiação regional Great Place to Work (GPTW) – Rio Grande do Norte 2026, realizada na manhã desta quinta-feira (27), em Natal. A empresa conquistou o 1º lugar no RN, com nota 96, na categoria de organizações com 30 a 99 funcionários.

​A cerimônia também marcou um momento inédito para o estado: pela primeira vez, o Rio Grande do Norte sediou a etapa regional da premiação GPTW, tendo a Arena como palco do evento. Ao todo, 15 empresas foram premiadas no Ranking Regional GPTW RN 2026, em reconhecimento às organizações que se destacam pela qualidade do ambiente de trabalho e pela construção de culturas baseadas em confiança, valorização e desenvolvimento das pessoas.

​Para a Arena, a conquista regional reforça uma trajetória de reconhecimentos no GPTW. Em maio, a empresa ficou em 51º lugar entre as 150 Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil, sendo a única arena multiúso do país no ranking nacional.

​Para Ricardo Ferreira, diretor-presidente da Casa de Apostas Arena das Dunas, o reconhecimento demonstra a consistência de uma política de gestão que coloca as pessoas no centro da estratégia da empresa. “Ser reconhecida em primeiro lugar na etapa regional do GPTW é motivo de muito orgulho para toda a nossa equipe. Esse reconhecimento mostra que estamos construindo uma cultura que valoriza as pessoas, estimula o desenvolvimento e fortalece um ambiente de confiança e alto desempenho”, afirma.

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São João do Assú 2026 bate recordes com R$ 90 milhões em movimentação econômica, nota 9,30 e recorde de público

Em entrevista realizada nesta quinta-feira (27) na Princesa FM, ao lado do prefeito Lula Soares, o Sistema Fecomércio RN divulgou os dados oficiais da pesquisa econômica do São João do Assú 2026. A edição histórica dos 300 anos da festa consolidou recordes absolutos em todas as frentes avaliadas: movimentação financeira, público total e nota média de aprovação.

Os números da pesquisa apontam que a movimentação econômica do evento chegou a quase R$ 90 milhões, representando uma alta de 10,5% em relação ao ano anterior e recorde absoluto da história das festividades. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo consumo do público local, que saltou de R$ 20,3 milhões para R$ 32,8 milhões. Dados que também revelam a grandiosidade do evento são que 90,5% dos participantes querem voltar ao São João.

O público total estimado bateu recorde e chegou a 413 mil pessoas, uma recuperação de 37,7% frente à edição passada. Na avaliação qualitativa, a pesquisa de perfil dos participantes apontou nota média geral de 9,30, a melhor avaliação dos últimos anos. A segurança também alcançou índice histórico com 94% de aprovação, reflexo da estrutura reforçada com efetivo policial, câmeras de monitoramento, reconhecimento facial e postos avançados de saúde.

Durante a divulgação na emissora, o prefeito Lula Soares celebrou os resultados obtidos. “Esses números espetaculares provam que quando a gente investe na nossa cultura, na nossa tradição e na nossa fé, o retorno volta em dobro para o nosso povo. O São João do Assú não é apenas uma festa; é a alma de Assú pulsando, gerando emprego, renda e oportunidade para quem vive aqui o ano inteiro. Cuidamos de cada detalhe com amor e responsabilidade para fazer o maior São João da nossa história, e essa resposta linda do público e da economia mostra que estamos no caminho certo”, celebrou o prefeito Lula Soares.

Diretor de Inovação e Competitividade da Fecomércio RN, Luciano Kleiber reforçou o impacto estratégico dos dados apresentados. “Essa pesquisa é uma forma de confirmar todo o empenho da organização e o retorno econômico que o evento gera não só para Assú, mas para o Rio Grande do Norte inteiro”, pontuou.

O evento também registrou marcos de grande apelo de público, como o show da banda Seu Desejo, que reuniu mais de 85 mil pessoas em uma única apresentação, recorde também em uma noite de festa na terra da poesia, além do alcance digital recorde em que 71,7% do público conheceu a programação pela internet.

Sobre o São João 300 anos

Com o tema “300 Anos de Devoção e Alegria”, o São João do Assú realizou sua edição histórica de 12 a 24 de junho de 2026, celebrando três séculos de tradição e cultura popular com o reforço de um forte esquema de segurança e saúde — incluindo um efetivo diário de 250 policiais militares com equipes especializadas (BPChoque, Patrulha Maria da Penha e Lei Seca), monitoramento tecnológico por reconhecimento facial, controle de acessos com revista e posto médico dedicado no circuito principal.

Consolidando um marco inédito para o evento, a programação oficial também ganhou as estradas e realizou pré-lançamentos e apresentações oficiais pela primeira vez em Mossoró e Natal, expandindo as divisas do festejo e projetando a força da identidade assuense para todo o Rio Grande do Norte.

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